All language subtitles for The Saint.S02E04 - Teresa

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Original subtitles

Para um contraste v�vido, venha para o ensolarado M�xico,

a terra dos orgulhosos e profanos.

De paredes de tijolos e arranha-c�us.

De limusines e burros.

Os muito ricos e os muito pobres.

Esses dois mundos se encontram apenas uma vez por ano, na Fiesta.

� por isso que estou aqui. Com licen�a. Miguel! Por aqui.

Simon!

Como est� o maior trapezista do mundo?

Meu velho amigo, voc� me lisonjeia.

Nunca vi ningu�m melhor. O que tem feito?

A vida continua. O circo percorreu a Europa no ver�o passado,

a Am�rica do Sul no inverno.

Agora de volta ao M�xico para a Fiesta.

Parece empolgante.

Tenho medo que minha vida seja muito chata

em compara��o com as fa�anhas do famoso Simon Templar.

O SANTO

S02E04 - Teresa

Legenda por Susanawho

Carlos, n�o.

Aqui � Carlos Segovia do Escrit�rio de Investiga��es Especiais.

Gostaria de falar com Frederico Ribas.

Carlos, abaixe o telefone.

Por que, Teresa?

Porque n�o posso mais continuar.

Tenho sido paciente porque voc� insistiu, mas

o amor n�o pode esperar para sempre, Carlos.

- Deve me ajudar. - Teresa, seu marido est� morto.

- N�o pode provar isso. - Gaspar est� morto, acredite em mim.

Ent�o me mostre seu arquivo. Mostre-me o selo que diz "fechado".

Ele tentou assassinar o presidente. Ele falhou.

Ele foi a ferramenta de homens influentes.

Toda a for�a policial estava atr�s dele, inclusive eu.

Se o tiv�ssemos pegado, n�s o far�amos revelar os nomes.

- Ent�o? - Ent�o deram ordens para mat�-lo.

- Sabemos que o fizeram. - Mas n�o que eles conseguiram.

Teresa, dois anos se passaram.

Temos agentes em todo lugar. Se Gaspar estivesse vivo, ter�amos ouvido.

A pol�cia n�o ouve muitas coisas.

Gaspar est� morto ou fora do pa�s.

Teresa, espere.

Qual foi o �ltimo contato que seus homens tiveram com ele?

Sabe disso tudo. Ele se perdeu da multid�o na Fiesta.

- Nada depois disso? - Nada, juro.

Obrigada, Carlos.

Espere. Eu absolutamente pro�bo isso.

Pretendo encontrar meu marido. Nem voc� nem ningu�m vai me impedir.

Pepe, Teresa Alvarez acabou de sair. Voc� a viu?

- Sim. - Ela est� tentando encontrar o marido.

Agora? Depois de todo esse tempo?

Sim. Siga-a. Ela conhecia muitos de seus amigos,

alguns dos quais nunca descobrimos.

Ela pode ir at� eles. Isso poderia lev�-la a uma grande encrenca.

- E poderia nos levar a Alvarez. - Duvido.

Mas mantenha seus olhos abertos.

Ela � uma �tima mulher. Nada deve acontecer com ela.

Comprendo. Onde voc� acha que ela vai come�ar?

N�o sei. Mas vigie-a. Siga-a constantemente.

- Ela pode come�ar com Miguel Artigas. - O trapezista.

Sim. Existe uma conex�o em algum lugar.

Miguel Artigas estava se apresentando no dia que Alvarez desapareceu.

E ele est� se apresentando esta noite. Vaya pronto.

N�o � justo, Sr. Templar.

Miguel come como dois cavalos e nunca ganha um quilo.

Mas eu, um copo de cerveja e se v�.

Pedro faz obje��o � minha disciplina

mas esse neg�cio precisa de corpos em forma e nervos de a�o.

- Tenho certeza. - Tamb�m exige pontualidade.

- Depressa, Miguel, se troque. - Vou sair do seu caminho.

Quero ouvir sobre sua visita � Espanha.

Depois do show. N�o vejo um circo h� anos!

Voc� ter� meu assento na casa. Vai ver tudo.

Obrigado. E depois do show, vamos nos divertir, est� bem?

- Meu velho amigo, tem um encontro. - Boa sorte.

Perd�o. N�o iria, se fosse voc�. Ele est� se trocando.

- Ele est� sozinho? - N�o, o parceiro dele est� com ele.

Por favor, senhor. Preciso falar com ele.

Diria a ele que Teresa Alvarez est� aqui e se poderia dispor um momento?

Tudo o que ele pode dizer � n�o. Espere aqui.

Miguel, tem uma garota l� fora que quer v�-lo.

Toda garota no M�xico est� atr�s de Miguel.

Esta aqui diz que � importante. Teresa Alvarez.

Teresa?

N�o se envolva demais, amigo.

- Teresa. - Miguel, me perdoe. Tinha que v�-lo.

- Aqui n�o. Ainda estou sendo vigiado. - Ningu�m me viu.

Teresa. Voc� ainda � muito bonita.

Penso em voc� frequentemente.

Toda vez que venho � Cidade do M�xico, procuro por voc�.

Acho que desta vez voc� vir� � apresenta��o, mas voc� n�o vem.

Miguel, temos muito a dizer.

Mas o que preciso saber esta noite, voc� era o melhor amigo de Gaspar.

Estava se apresentando naquela noite. Sei que ele veio v�-lo depois.

Para onde voc� o mandou?

Teresa, est� desperdi�ando seu tempo. Ele est� morto.

N�o acredito nisso.

- E nem voc�. - N�o, eu n�o.

Diga-me onde voc� o enviou e eu irei embora.

Nunca o colocarei em perigo novamente.

- Voc� quer encontr�-lo? - Eu devo tentar.

Eles v�o te matar.

Eu preferiria estar morta do que n�o saber a verdade.

Diga-me onde o enviou.

Entramos em poucos minutos. Voc� deve se vestir.

Teresa, n�o podemos falar aqui.

Escute. Assista a apresenta��o.

Depois, vamos ao velho caf�. Vou lhe contar toda a hist�ria.

- Promete? - Eu juro.

Miguel, por favor.

Bem, ol� de novo.

Boa noite.

Como somos amigos de Miguel, n�o dever�amos...

Por favor, senhor. Vamos assistir a apresenta��o.

E agora, senhoras e senhores,

o maior ato de trap�zio do mundo!

O incompar�vel Miguel Artigas e Pedro!

Este n�o foi um acidente, senhor. Devo avisar a pol�cia.

N�o foi um acidente?

Uma bolinha de chumbo de ar comprimido no bra�o direito.

N�o � uma ferida s�ria,

mas reduziu sua precis�o no tempo e o fez cair.

Mas quem... quem faria tal coisa?

Tere... Teresa...

N�o fale, Miguel.

Eu devo.

Sobre Gaspar.

Eu... o escondi em um caminh�o naquela noite... indo para San Pedro.

- Um caminh�o indo para San Pedro? - Sim.

Avenida... Corajoso Santo.

Voc� precisa do...

do corajoso Santo?

Um dia, o presidente estava fazendo a sauda��o em um desfile militar.

De repente...

Sr. Templar, como sei que posso confiar em voc�?

N�o sabe, mas eu era um bom amigo de Miguel.

Continue.

De repente, dois tiros soaram.

Fizeram fa�scas na fachada de pedra do castelo.

As pessoas apontavam para o telhado de um pr�dio.

Vi uma figura com um rifle.

Gritei: "L� est� ele. L� est� o assassino".

N�o sabia que era meu pr�prio marido.

Alvarez.

Claro, h� dois anos, esse nome fervia nos jornais.

Ele foi o organizador central de toda a trama para matar o presidente.

Ele conhecia todos os envolvidos.

E alguns deles eram altos funcion�rios.

- Sim. - Ainda s�o altos funcion�rios hoje?

Suponho que sim. Nenhum deles foi nomeado.

Ent�o um deles, ou seu agente, disparou o rifle de ar em Miguel.

N�o deveria ter ido at� ele. Eu sou respons�vel.

Voc� n�o p�de evitar.

� evidente que muitas barrigas confort�veis ficam indigestas

pensando no que poderia acontecer se localizasse seu marido.

Mas, por que, a menos que ele ainda esteja vivo?

Acho que � �bvio que ele est�.

O que n�o entendo � porque voc� est�.

Eu n�o conhecia nenhum de seus associados.

- Nenhum deles? - N�o.

Certamente sabia que ele estava conspirando para derrubar o governo?

Conspirando para derrubar o governo

� um exerc�cio mental praticado pela metade na Am�rica Latina.

Ent�o n�o o levou a s�rio?

Os homens devem sempre ser levados a s�rio.

Mas acreditar?

Isso � algo diferente.

E agora devo ir.

Para onde? San Pedro, onde Miguel disse?

Sim.

- Ele n�o lhe deu um endere�o? - N�o, � uma aldeia muito pequena.

"Eu preciso do corajoso Santo." O que ele quis dizer?

- N�o sei. - Eu sei.

Ele queria dizer que eu deveria ir com voc�.

N�o. Peguei isso sozinha. Vou terminar sozinha.

Vamos discutir sobre isso a caminho de San Pedro.

- Ent�o eles contrataram um carro. - Eles disseram para onde estavam indo?

Havia muita coisa, n�o conseguia ouvir, mas Vascos vai segui-los.

N�o. Na longa viagem, Templar o localizar�

nos primeiros 5 km.

Vamos usar o oficial de liga��o.

O Santo pode ser �til. Ele atrai problemas como um cataplasma quente.

Consiga-me o oficial de liga��o.

Onde Miguel se encaixou em tudo isso?

Ele foi a algumas reuni�es iniciais, mais para

agradar Gaspar do que qualquer outra coisa.

Ele aprendeu o suficiente para se tornar um risco � seguran�a. � isso?

Suponho que nunca saberemos.

Vou tornar da minha conta descobrir.

Ficando muito quente para voc�?

N�o, estou bem.

Tudo bem, voc� ganha.

Queria ver quem iria ceder primeiro. Estamos sem parar h� seis horas.

Minha l�ngua parece uma tira de lona de freio.

Sede Regional? HL7 aqui.

Um convers�vel com o Templar e a garota Alvarez acabou de chegar.

Certo.

- Boa tarde. - Boa tarde.

- Um pacote de seis cervejas geladas. - Sim.

Voc� veio de longe, senhor?

Longe o suficiente.

Indo para Durango? Saltillo, talvez?

Talvez. Isso � suficiente?

Si. Gracias

- Adi�s. - Adi�s, se�or.

- Cerveja. - Uma cerveja, senhor. Chegando.

Caixa de gelo fresca.

Como o vento da neve.

Inverno perseguindo o ver�o pela garganta.

Minhas desculpas, senhor. Recebi ordens para

deter o motorista do carro com sua placa.

- Por qu�? - Voc� passou por dez postos policiais

seguindo um carro � sua frente.

- E da�? - A pol�cia me pediu para det�-lo.

Sou auxiliar de Xerife, senhor.

Bem, a quem eu pago pela cerveja? Voc� ou a pol�cia?

Paga a mim, senhor, por favor.

800 km e agora encontramos o palheiro.

Ou seja, como � que vamos encontrar a agulha.

N�o vai ser f�cil.

Continuo pensando nas �ltimas palavras de Miguel.

"Eu preciso do corajoso Santo."

O que ele quis dizer?

N�o tenho a menor ideia.

Simon, voc� quer desistir?

Nunca.

Voc� est� se arriscando muito. Eu n�o valho a pena.

O que isto quer dizer?

Voc� descobrir�.

Estou vindo. Boa tarde, senhor.

Boa tarde, senhora. Gostar�amos de dois quartos com banheiros, se poss�vel.

- Dois quartos? - Foi isso que eu disse.

Garcia?

Veio de longe? Da cidade, talvez.

- Possivelmente. - E desejam comer.

Estamos vorazes.

N�mero cinco e seis. Ele vai te mostrar.

Obrigado.

Pare.

Levante as m�os. Reviste-o.

- S� um minuto. - Sem truques, hombre.

- Voc� est� preso. - Mas o que ele fez?

Eu n�o me mexo at� ver seu Mandado.

N�s temos sua descri��o e n�mero da placa do carro.

- Simon Templar. - Suspeita de assassinato?

Vamos, hombre. Sem truques ou eu atiro.

- Eu vou com voc�. - N�o, senhora. Voc� fica aqui.

Fa�a o que ele diz. N�o importa o que aconte�a, n�o deixe o hotel.

Perdoe-me, senhora. Meu nome � Juan Pepito Casemegas.

O drama que acabei de testemunhar, por favor me corrija se estiver errado,

a deixa sozinha e sem uma escolta em uma cidade estranha.

- Se eu puder ser de qualquer servi�o. - Voc� � muito gentil, senhor.

E entediado, minha querida senhora.

Entediado, pela monotonia de uma vida

inteira viajando em roupas de baixo.

- Boa tarde, senhor. - Um quarto para a noite.

Pediu para me ver, senhor?

Gostaria de saber porqu� estive aqui por duas horas

sem permiss�o para usar um telefone.

Me desculpe, senhor, mas essas s�o minhas ordens.

- Voc� deve ser mantido incomunic�vel. - Ordens de quem e por qu�?

Lamento, senhor. N�o posso lhe dizer nada.

Vestidos baixos, alto astral, o pop de rolhas de champanhe.

Gosto muito dessas noites festivas.

Voc� se importaria se eu me juntasse a voc� para o caf�?

- Por favor. - Obrigado.

Nosso outro rec�m-chegado est�, evidentemente,

jantando sozinho em seu quarto.

T�o anti-social. O barulho de um terceiro garfo e faca

poderia pelo menos acrescentar equil�brio � ac�stica.

Voc� deu uma boa olhada nele?

Para? Sinto muito.

Ao homem que chegou depois de voc�.

N�o sabia que havia algu�m.

- Por que? - N�o h� raz�o. Por favor, me perdoe.

Voc� est� chateada?

Nenhuma palavra do seu jovem amigo?

N�o, ainda n�o.

Seria indelicado se eu lhe perguntasse se ele realmente assassinou algu�m?

Ah, sim, posso ver que sim.

Com licen�a, senhora.

Obrigada.

Posso lev�-la at� seu marido. �s 10:00hs caminhe devagar

pela Rua da Paz. Estarei esperando. N�o diga a ningu�m.

Not�cias do seu jovem amigo?

N�o.

Com licen�a, senhor.

- Voc� est� livre para ir, senhor. - Simples assim?

Sim.

N�o haveria explica��es ou desculpas, nada charmoso assim?

Houve uma quest�o de algumas impress�es digitais em um copo de cerveja

e a bal�stica da arma do crime.

Soubemos da Cidade do M�xico que nem coincidem com os seus.

Posso perguntar quem foi a v�tima?

Um agente policial. Ele foi morto logo depois que

seu carro passou por sua lojinha de refrescos.

- Que tal a minha arma? - Eu vou devolv�-la, senhor.

Por aqui, por favor.

A senhora que estava comigo. Ela saiu?

- N�o. Ela foi at� o quarto dela. - Ela n�o est� l� agora.

Esteve aqui a noite toda?

Desde o jantar.

Ela deve ter sa�do.

Teresa?

Eu lhe disse para ficar no hotel. O que voc� est� fazendo aqui?

- Vou explicar mais tarde. - Voc� vai explicar agora.

Isso chegou para mim.

- � uma cilada. Volte para o hotel. - Mas...

Agora voc� vai?

- Nunca faz algo que lhe � dito? - Voc� o perdeu?

Ele est� por aqui em algum lugar.

Simon, olhe.

- Avenida do Corajoso Santo. - Miguel disse isso quando morreu.

Avenida, n�o "eu preciso do".

Avenida.

Est� certa. Este � o lugar onde ele enviou seu marido.

Mas que casa?

Quatro. Lembra? Ele levantou quatro dedos.

O atirador de facas desapareceu por aqui. Acha que � coincid�ncia?

N�o sei.

Sim?

Senhora, Miguel Artigas nos deu este endere�o.

Voc�... Voc� conhecia meu filho?

Quer dizer que � a m�e dele?

Sou.

Que Deus tenha piedade da minha dor.

Senhora, meu nome � Templar.

Esta � a Sra. Teresa Alvarez.

Alvarez? Voc� n�o � bem-vinda aqui.

Senhora, est�vamos com o Miguel quando ele morreu.

Entrem.

Sempre fui contra o que o Miguel fez como profiss�o

porque eu sabia que um dia ele iria cair para a morte.

Agora isso aconteceu.

Meu filho se foi.

Ele morreu pacificamente, senhora.

Com muita coragem.

Ele disse que lhe amava.

E vieram at� San Pedro para me dizer isso?

E para perguntar sobre o meu marido.

Estou tentando localiz�-lo. Miguel disse que ele o mandou para c�.

Isso � verdade.

Eu o escondi por duas noites.

Ent�o quando descobri o que ele tinha feito, eu o mandei embora.

Para onde?

Ele n�o era um homem, sempre chorando e se punindo, recusando-se a comer.

Senhora, por favor, nos diga.

- Onde voc� o mandou? - Ele foi para o norte.

Em um caminh�o.

Conduzido por um homem local.

Voc� vai encontr�-lo na aldeia.

Sebastian lba�ez.

190, 200.

Agora fale, amigo.

Eu o levei para La Quinta.

- Onde fica isso? - Norte, na montanha.

- Mas por que La Quinta? - Foi para onde eu estava indo.

Com uma carga de gr�os. Seu marido n�o se importou.

"Em qualquer lugar", ele disse, "leve-me daqui". Ele me deu seu rel�gio.

Sim, � dele.

Se algu�m vier fazendo a mesma pergunta, voc� perdeu a mem�ria.

Sim, senhor.

E h� outros 100 para garantir que ele permane�a perdido.

Obrigado, senhor.

- Adi�s. - Si, senhor.

Vamos sair daqui antes que nosso amigo de ontem � noite fique esperto.

Me d� 15 minutos.

Por que me matar? Eu nunca te vi antes.

O homem e a mulher. O que queriam? O que disse a eles?

Nada, senhor. Dou minha palavra.

Fale.

Eles me perguntaram sobre Gaspar Alvarez.

Eu disse que o levei para La Quinta.

- Continue. - Mas... Mas isso � tudo.

Eu juro.

- Voc� deve vir de novo, senhor. - Obrigado.

E a sua pr�xima parada, senhor?

N�o temos certeza.

La Quinta, talvez?

N�o, estamos indo para o sul.

Tenha uma boa viagem, senhor.

- Adi�s, senhora. - Adi�s, se�or.

At� a vista.

Estamos mais altos agora. D� uma boa olhada.

N�o, nada. Talvez voc� o tenha assustado ontem � noite.

Duvido disso. Algu�m estava pagando � pol�cia

10.000 d�lares para risc�-la do mapa.

N�o estou lhe pagando nada para impedi-los. N�o � justo.

N�o sei. � um belo dia, voc� � linda, n�o estou reclamando.

Isso � por salvar minha vida.

Devo tentar salv�-la mais vezes.

Simon. A vista. Pare por um momento.

- O que est� errado? - Os freios.

Teresa, saia! V� em frente, pule!

Eu n�o posso!

- Voc� est� bem? - Acho que sim.

Podemos sair daqui?

O que aconteceu com os freios?

Que boa ideia. A sombra com a faca.

Ent�o � por isso que ele n�o se incomodou em nos seguir.

Estou ficando cansado de brincar de Grande Chefe

vulner�vel com um man�aco homicida.

Sinto muito. Venha, sente-se.

O que fazemos agora, sentamos e esperamos?

O que voc� sugeriria?

Mas isso � no meio do nada. N�o vimos um �nico carro a manh� toda.

N�o me preocuparia muito. O tr�fego engrossa em torno do Natal.

Estou com sede.

Eu tamb�m. N�o vamos pensar sobre isso.

Continue sobre Gaspar. Como o conheceu em primeiro lugar?

Isso foi h� anos atr�s.

Ele veio ver meu pai um dia com uma peti��o,

sobre o que � importante na pol�tica.

Enquanto ele esperava para ver o papai, ele explicou a peti��o para mim.

Eu n�o entendi, mas... o jeito como Gaspar explicou foi maravilhoso.

Ali estava um jovem que se importava com a vida,

sobre a injusti�a.

Um homem disposto a lutar por seus ideais.

Fiquei apaixonada por ele apenas de ouvi-lo falar.

Receio que n�o despertou as mesmas emo��es na m�e de Miguel.

N�o.

Veja, com Gaspar, todo fracasso � uma esp�cie de morte.

Tendo falhado em sua miss�o, ele seria um homem destru�do.

� por isso que me pergunto se ele ainda est� vivo.

Acho que ele pode ter se matado.

Voc� aceita muito calmamente.

Simon, escute.

Bem, meus jovens amigos. Nos encontramos novamente.

O que aconteceu?

Tivemos um pequeno acidente.

- N�o est�o feridos? - N�o. Mas o carro est� em ru�nas.

Bem, o meu n�o est�. Eu o coloco

completamente � sua disposi��o. Por favor.

Obrigado. Vou pegar as malas.

Tivemos muita sorte por voc� ter aparecido.

Poder�amos ficar l� por dias.

Eu invariavelmente apare�o no momento mais oportuno.

Eu fa�o um hobby disso.

Sim, com certeza.

Entendo que est� destinado a ir a La Quinta.

Sabia disso o tempo todo, n�o �?

Chegaremos l� ao anoitecer.

N�o h� telefone. Um tel�grafo, isso � tudo.

- Onde fica isso? - � noite, est� fechado.

Que arranjos posso fazer sobre o meu carro?

Desculpe, senhor. N�o temos oficina em La Quinta.

Posso lhes dar quartos e sopa.

Sugiro que voc� n�o fa�a nada at� de manh�.

Meus amigos, esta situa��o � de repente muito clara para mim.

Estamos em territ�rio de bandidos.

La Quinta � um dos seus pontos de abastecimento.

A pol�cia e o ex�rcito s�o impotentes contra eles.

Se bem me lembro, El Rojo � o rei sem coroa nessas partes.

A maioria de seus homens s�o fugitivos da justi�a.

O que sugere que fa�amos?

Primeiro de tudo, alegamos pobreza.

Ent�o fazemos o que se espera que fa�amos.

Comemos, vamos para a cama. As coisas ser�o muito melhores de manh�.

Vou pegar as malas.

Ocorre-me se os homens de El Rojo s�o um bando de fugitivos da justi�a,

e Gaspar tinha todos os policiais no M�xico em sua cola,

esconder-se entre eles seria a configura��o ideal para ele.

- Pode estar certo. - Sei que estou.

N�o vamos dizer nada ao nosso amigo gordo.

Por que n�o?

Sua apari��o no momento foi r�pida demais para ser verdade.

- Quem � ele? - Eu n�o sei.

N�o acho que ele esteja trabalhando para os outros.

Poderia ser um policial esperando que o lev�ssemos a Gaspar.

O que fazemos agora?

Acho que vamos enviar uma pequena mensagem nos tambores da tribo.

Patr�o?

Esta senhora � a Sra. Gaspar Alvarez.

Ela est� procurando por seu marido.

Alvarez � um nome comum.

Acabe de soltar a informa��o como um bom camarada.

Quem sabe? Pode trazer alguns frutos incomuns.

Bom dia. Acha que pode me arranjar um pouco de caf�?

H� algu�m l� fora para v�-lo.

Que r�pido, n�o �? Muito bem, amigo.

- Bem... - Voc� � o Sr. Templar?

Sou.

� melhor eu ir buscar a senhora.

Est� bem, amigo. Lidere.

Onde est� o gordo?

- Ele n�o vem. Vamos. - N�o vamos.

Bom dia, meu amigo. Saindo para um passeio cedo, hein?

Monte, senhor.

N�o, meu caro amigo. Eu j� passei por esse tipo de coisas.

- Voc� vem. - Escuche, amigo, n�o quiero cabalgar.

Monte, senhor.

Parece que El Rojo solicita o prazer de sua companhia.

N�o se pode muito bem ignorar esse convite agu�ado.

Voc� n�o tem uma c�mera, tem?

N�o, sinto muito.

Pena. Nenhum dos meus amigos vai acreditar em uma palavra disso.

Vamos, caballeros.

O que � isso, o fim da estrada?

O gordo e a mulher, esperem aqui.

Voc�.

Como l�der, suba at� l�. A p�.

Se me usarem como alvo, n�o recolha os peda�os, voltem para o vale.

- Simon, tenha cuidado. - Levo uma vida encantada.

Decidi no meu cora��o que detesto cavalos.

Eles n�o s�o apenas desconfort�veis para se sentar...

eles tamb�m cheiram.

O que fazemos agora?

Esperamos, querida dama. T�o pacientemente quanto poss�vel.

Voc� tem sentidos agu�ados, hombre.

Abra as asas um pouco.

Bem usado.

G�ngster � vista.

Arma de assassino.

Olhos azuis.

Os dois n�o combinam.

Por que veio aqui, senhor? Para morrer, talvez?

N�o especificamente. Entendo que voc� � o El Rojo.

O �ltimo dos dinossauros.

D� uma boa olhada. E me diga o que voc� � para a mulher.

O nome dela � Teresa Alvarez.

Estou ajudando a procurar pelo marido.

Como ca�ador de recompensas ou pistoleiro?

Como um amigo.

Voc� � um mentiroso. E o gordo?

N�o sei muito sobre ele. N�s o pegamos na

estrada. Ele diz que � um vendedor.

E os tr�s ursos? N�o tiveram problemas tamb�m?

Claro. N�s os deixamos com os sete an�es.

Tudo bem, hombre. Quer conhecer Alvarez.

Vou lev�-lo at� ele.

Lucito! Traga os outros!

Venham.

Alvarez veio a n�s h� dois anos, um homem ca�ado, hombre.

Um homem ca�ado.

Ele me implorou para deix�-lo se juntar a n�s.

N�o tinha certeza. Ele era um intelectual.

Esses homens infestam uma comunidade solit�ria.

Eles trazem m� sa�de.

Ent�o, este � Alvarez, hein?

Eu o deixei ficar por um tempo.

Ele apodreceu.

Certa noite ele caiu.

Um longo caminho.

- Entendo. - Estou feliz que entenda.

- Gaspar? - Receio que sim.

Sim, senhora. Morto.

Morreu da longa queda na terra que

come�ou uma tarde na Cidade do M�xico.

Morto, senhora, irrevogavelmente morto.

Entende?

Foi a �nica sa�da para ele. Se deseja lamentar um pouco,

vamos deix�-la.

Como meus convidados, v�o se juntar a mim para o jantar.

Ent�o vou decidir o que deve ser feito com voc�s.

Lucito? Proteja-a.

Vamos, senhores.

V�o perdoar a qualidade da cozinha.

Lucito � melhor com uma arma do que com uma frigideira.

Pelo menos sou obrigado a aplaudir seu vinho.

Roubamos apenas o melhor.

Me fale sobre meu marido.

Sinto que ele deve ter se tornado uma pessoa diferente depois que veio aqui.

Ele estava muito infeliz?

Um fogo morto, senhora.

- Por que varrer as brasas? - Por favor, conte-me sobre ele.

Ele odiava a si mesmo.

- Mas por que? - Porque ele perdeu a coragem.

Quando ele tentou matar o presidente, ele errou de prop�sito?

Quero dizer um pux�o no gatilho em vez de um aperto.

Uma coisa da mente. Fraqueza. � por isso que ele se odiava.

Fraqueza ou humanidade?

Gaspar Alvarez p�s toda sua confian�a nos ideais.

Nos amigos dele.

Ent�o um dia, ele teve que engolir a

verdade sobre eles em uma grande refei��o.

N�o foi a luta que o matou, mas a indigest�o.

Mas que verdade foi essa que ele teve de engolir?

Esses ideais s�o imagens na parede do ber��rio.

Que n�o � o amor, mas o �dio que atrai as pessoas.

Voc� realmente acredita nisso?

Se n�o o fizesse, n�o estaria vivo.

Regra de sobreviv�ncia n�mero um: n�o confiar em ningu�m.

E especialmente n�o confiar em mulher.

Quando ajo por impulso, fa�o isso

imediatamente, mas quando espero dois anos,

cuidado.

O que est� tentando dizer?

� uma situa��o desagrad�vel. Veio aqui para o meu esconderijo.

Tinha s� uma desculpa.

Se quisesse seu esconderijo, eu teria vindo sozinho.

E teria conseguido.

Naquela pedra esta tarde.

N�o, toda essa viagem foi ideia minha. Queria descobrir sobre... Gaspar.

Sobre um homem que n�o te amava?

Um homem que se casou com voc� pelas conex�es

pol�ticas que seu pai poderia lhe dar?

- Ele n�o se casou comigo s� por isso. - Por isso e dinheiro. Sabe que ele fez.

No come�o, ele me amava.

Ele a odiava. Voc� nega isso?

N�o.

Ent�o me diga sua verdadeira raz�o para vir at� aqui.

E voc�, gordo?

Voc� � da pol�cia, n�o �? Senti o cheiro no primeiro momento em que o vi.

Sim.

E voc� � Gaspar Alvarez.

Cheirei isso no primeiro momento em que o vi.

Ponha esse rifle no ch�o, Alvarez. Pare de agir como uma crian�a.

A menos que eu entre em contato com a

Cidade do M�xico at� o meio-dia de amanh�,

toda esta �rea estar� repleta de policiais

em 24 horas.

Eu matei El Rojo.

Era eu ou ele.

Havia tanto �dio em mim, seus homens me temiam.

Eu assumi.

Gaspar, tudo ficar� bem. Vamos conseguir ajuda. Seus homens podem...

N�o, n�o.

Voc� ainda me ama, n�o �, Teresa?

Diga!

Eu te amo.

Sinto muito, Teresa.

Voc� realmente o amava?

N�o.

Eu menti.

Mas ele estava morrendo. Precisava dizer isso.

Por que realmente fez essa viagem?

Simon, voc� � muito gentil e bom, mas n�o � o que pensa.

H� tr�s meses atr�s, eu me apaixonei por um homem

que era tudo o que Gaspar n�o era.

Eu respeito as leis da minha igreja. O div�rcio � proibido.

Posso casar.

Entende...

Vim at� aqui n�o para ter certeza de que meu marido estava vivo...

mas para ter certeza de que ele estava morto.

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