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Sabe de uma coisa? A sociedade � a mesma em todo o mundo.
Voc� est� dentro
se voc� � famoso, rico, talentoso, aristocr�tico
ou not�rio.
Isso � fato.
� sempre bom estar no guia "Registro Social" da Alta Sociedade
o melhor lugar para obter o telefone de algu�m,
ou descobrir quem se casou com o filho de Mabel.
Hoje � noite, a Se��o Continental do "Registro Social"
foi convidada
para um baile de caridade em ajuda �s hordas de �rf�os sem lar em Roma.
"I piccoli banditi", eles os chamam. Os pequenos bandidos.
Seria mais f�cil se eles dessem a comida direto para as crian�as,
mas esse tipo de caridade n�o funciona assim.
Uma grande e gorda farra de isen��o fiscal torna as doa��es
mais f�ceis de suportar.
A Condessa Kristina Rovagna tem o prazer de convidar Simon Templar.
O SANTO
S01E12 - A Condessa Caridosa
Legenda por Susanawho
Seu ladr�o!
Devolva minha laranja!
Pol�cia! Pol�cia! Pol�cia!
Pol�cia! Ladr�o!
Pol�cia!
Pol�cia!
Porco bandido!
- Vazia? - Sim.
Est� bem.
Guido! Se pegar roupas do varal,
escolha as mais finas!
M�e do C�u! � melhor, n�?
- Voc� gosta? - � lindo!
Pra mim?
� grande, mas eu conserto.
Eu n�o tenho nada, Franco.
Roubei a c�mera de um turista, mas ele me viu
e quando eu fugi... eu a derrubei.
Voltou aqui sem nada?
Desculpe, Franco.
Fique.
Mas ela n�o trouxe nada. N�o � justo.
Eu decido o que � justo, Vittorio, n�o voc�. Voc� nunca teve m� sorte?
Claro que tenho m� sorte. Eu nasci!
Isso vale para todos n�s � por isso que nos mantemos juntos.
Amigos!
Voc�s fedem!
A �ltima dan�a no Pal�cio Montessori, temos apenas tr�s estepes,
seis carteiras de motoristas,
17 tampas de cubo e sem tapetes!
Precisam ser r�pidos, mais r�pidos.
Todas as pessoas ricas em Roma v�o estar no baile esta noite,
e eu quero resultados.
H� alguma pergunta?
Ent�o, v�o! E lembrem-se de nosso slogan:
"Se voc� pode levant�-lo, voc� pode roub�-lo.".
E mais uma coisa.
Eu pessoalmente cuidarei do carro da nossa querida amiga e benfeitora
A Condessa Rovagna.
Venham.
Kristina, voc� nunca pareceu mais linda.
Obrigada, Simon.
- O vestido, o colar, magn�ficos! - � legal, n�o �?
Oh, reinicia a m�sica. Tenho que dan�ar a pr�xima dan�a com o Conde Alzerno.
Ele � um surdo de pedra e um chato terr�vel.
Simon, vai estar ocupado mais tarde?
Sim... Devo lev�-la pra casa.
� exatamente o que esperava que dissesse!
- Pra casa com isso! - E voc�?
Vou extrair mais um carro. V�! Cai fora!
Sim, mas tenha cuidado!
Foi um tremendo sucesso.
Ah sim. Voc� fez um trabalho maravilhoso, Aldo. Muito obrigada.
Boa noite.
Voc� � muito gentil, Condessa.
- Boa noite, Sr. Templar. - Boa noite, Sr. Petri.
N�o h� mais nada que queira hoje � noite?
Positivo.
Boa noite.
� um lindo quarto.
Sim, � ainda mais ador�vel atrav�s de uma ta�a de champanhe.
- Pode? - Por que n�o?
- Diga-me uma coisa, Kristina. - Qualquer coisa.
Por que se incomodar com um baile?
Voc� n�o poderia coletar o dinheiro
e enviar um cheque a Bellini?
Sem o baile n�o levantaria um centavo.
Ningu�m d� a m�nima para as crian�as do padre Bellini.
- Quer dizer que � apenas um apelo esnobe. - Mas � claro!
Os alpinistas sociais brigam para entrar em meus comit�s.
Os "de fora" entram nos jornais com os "de dentro".
Al�m disso... foi divertido, n�o?
Claro, eu nunca vi tanta comida e bebida
em minha vida!
Som encantador...
Oh, Simon... estou um pouquinho carregada.
A que vamos beber? A voc�?
Ao dinheiro.
Kristina, por curiosidade,
O que o Padre Bellini vai tirar do bacanal de bebida alco�lica de hoje � noite?
Voc� espera que eu converse nesta hora?
- Apenas uma estimativa aproximada. - Em lira, preciso de um l�pis.
Em d�lares � suficiente.
1.000 convidados a 50 d�lares por cabe�a?
Aproximadamente.
Renda bruta de 50.000 d�lares.
E as despesas?
Tento mant�-las baixo quanto poss�vel.
Mas voc� tem que servir comida decente, contratar uma orquestra de nome.
Uns 15.000 d�lares.
Ent�o, em todo o padre Bellini vai levar 35.000 d�lares.
Mais ou menos algumas centenas.
Eu n�o tinha ideia de que era tanto.
Parab�ns.
Simon.
Eu poderia fazer muito mais
se eu tivesse algu�m como voc� para me ajudar.
- De que forma? - Nada t�o exigente.
Sei que voc� � muito ocupado,
mas se voc� se sentasse em alguns comit�s por mim,
deixe-me usar seu nome.
Voc� � t�o not�rio, todos lhe conhecem.
Seu nome venderia pilhas de ingressos.
Ingressos para que?
Eu tive um apelo da Liga para o "Cuidado de Idosos Incur�veis".
� uma causa extremamente digna,
pessoas idosas doentes sem lugar para ir.
De qualquer forma, estou dando uma festa na sexta-feira � noite para discutir planos.
Voc� vir�?
Adoraria.
Voc� encontrar� o trabalho terrivelmente gratificante.
Tenho certeza que sim.
Com licen�a!
O que �, Aldo?
Meu livro.
N�o consigo dormir a menos que eu leia por alguns minutos.
Especialmente t�o tarde.
- Sim, � 4:00hs da manh�. - N�o v�, Simon.
Eu a verei na sexta-feira. A que horas?
- �s 20:00hs. - �timo.
Obrigado pela noite ador�vel.
E pelo champanhe.
N�o se incomode. Eu sairei sozinho.
- Voc� estava ouvindo na porta. - � claro.
Eu tenho o direito de saber.
Voc� n�o tem direitos, Aldo. Apenas privil�gios.
Isso n�o � estritamente verdadeiro.
Tente n�o se dar bem sem mim, Kristina.
Isso te deixaria t�o infeliz.
Sr. Templar!
Marco Di Cesari, seu velho ladr�o. Como voc� est�?
Eu estou magn�fico! E como voc� est�?
�timo, obrigado.
- � bom v�-lo novamente. - � bom v�-lo.
- Agora, pra onde? Mesmo lugar? - Mesmo lugar.
Est� certo.
Parece lindo, senhor!
Como um musical de Fred Astaire e Ginger Rogers.
Ent�o... onde esteve esta noite?
Voc� sabe do que eu gosto sobre taxistas romanos, Marco?
Voc� se importa com o seu pr�prio neg�cio.
Sim.
Onde esteve esta noite?
Uma baile de caridade no Pal�cio Montessori.
Ah! A Condessa Rovagna, n�?
Claro, eu o peguei na casa.
Voc� a conhece?
Todo mundo em Roma conhece a Condessa. Ela � um anjo de miseric�rdia.
- E o marido dela? - Ah, sim. O Conde...
Pobre homem... Um homem de 80 anos.
Ele morreu de causas n�o naturais.
O que aconteceu?
O que sempre acontece quando um homem de 80 anos
se casa com uma mulher com metade da sua idade.
Marco, n�o isso.
Ele estava esquiando e ele bateu em uma pedra.
Cuidado!
Senhor... ele entrou na minha frente.
Do nada! Eu nem sequer o vi!
Agora isso n�o vai doer.
� apenas um sedativo para fazer voc� dormir, n�?
- Ele estar� bem de manh�. - Tem certeza?
Choque, algumas contus�es. Nada mais.
Obrigado, doutor. Obrigado por chegar aqui t�o r�pido.
Desculpe t�-lo tirado da cama no meio da noite.
De nada, senhor.
- At� logo. - Boa noite.
- Como se chama? - Franco.
- Franco do que? - Apenas Franco.
Est� certo. Apenas Franco.
- Onde mora? - Por que, � da lei?
Para podermos contar � pol�cia.
Cale-se, Marco! Foi lhe dado um sedativo. D�-lhe uma chance.
Mora com seus pais?
Claro. Meu pai � Tarzan e minha m�e � Gina Lollobrigida.
Entende? Voc� � muito mole com ele!
Ele rouba.
Ele rouba estepes, tapete do motor...
- Pare com isso, Marco! - Ele � um pequeno bandido.
Ent�o me mande para a cadeia. Eu n�o tenho medo.
Ningu�m vai mand�-lo pra cadeia.
- Prometo. - Promete?
Palavra de honra.
Est� bem, voc� fica com o estepe e eu com o tapete.
- N�o h� necessidade de me subornar. - Eu fico com os dois?
Por que n�o? Voc� os roubou.
� muito justo.
Viu? Ele admite tudo.
Ele � o que chamam... delinquente. � um delinquente juvenil.
Marco, ele s� tem 10 anos.
Agora, deixe-o em paz.
Ou talvez voc� gostaria de ir para a cadeia por dirigir embriagado?
Eu? Marco Di Cesari?
Ent�o afaste-se do meu amigo Franco.
Est� bem... louco.
Est� com fome?
Sim. Posso ir agora, senhor?
Claro, se quiser.
Mas s�o 4:30hs da manh�.
Vou te dizer uma coisa,
arrumo alguma coisa pra voc� comer primeiro, depois voc� pode ir se quiser.
Talvez, senhor, se deixar eu fico at� de manh�.
Ent�o eu como e depois vou. Est� bem?
Est� bem.
Est� bem.
Ent�o agora voc� sabe o que?
Ele est� aqui para a vida toda!
Daqui a 30 anos ele ainda estar� deitado no seu sof�!
Ele bebe sua bebida, pega emprestado suas mulheres.
Marco, daqui a 30 anos ele ser� bem-vindo.
Voc� vai pagar e ele leva!
Marco! Olhe para ele.
Olhe para essa pele. O que v�?
Sujeira.
N�o, debaixo da sujeira.
A palidez.
Voc� sabe o que h� de errado?
Ele � um ladr�o!
N�o. Ele � pele e ossos.
Eu n�o sou m�dico, mas conhe�o desnutri��o quando eu vejo.
Ele est� faminto?
Ent�o o que n�s vamos fazer?
N�o tenho certeza.
De manh� vou ligar para a Miss�o para Crian�as do Padre Bellini.
Sim, Sr. Templar. Sempre podemos encontrar espa�o para mais um.
A hora que desejar.
At� logo, senhor.
Entre!
- Condessa! Que surpresa agrad�vel! - Bom dia, Padre.
- Por favor, sente-se. - Obrigada.
O caf� est� quase pronto. Toma um com p�o fresco e quente?
N�o esta manh�, Padre.
- Tenho uma prova �s 11 e compromisso �s 12. - Como desejar.
Li nos jornais esta manh� os relatos de seu baile.
- Pareceu grandioso. - Queria que estivesse l�.
Resisti � tenta��o com muito esfor�o!
- Foi um sucesso? - Acho que sim.
Mas veja por si mesmo.
N�o posso acreditar.
- Mas � verdade. - Mas � uma fortuna.
O que posso dizer? Como posso agradecer?
Voc� n�o precisa. Eu s� queria que fosse mais.
Mais?
Minha cara Condessa, n�o tem ideia do bem que pode ser feito,
as crian�as que podem ser cuidadas com 9.000 d�lares.
Franco, voc� confia em mim?
N�o.
Isso � bastante honesto.
Voc� nunca viveu com seus pais?
N�o.
Bem, quem te criou?
Eu.
Voc� n�o acha que estaria melhor na Miss�o do Padre Bellini?
Claro, mas o padre Bellini n�o pode aceitar cada pequeno bandido em Roma.
Mas ele vai te aceitar.
- Pediu a ele? - Esta manh� antes de voc� levantar.
- Ele disse "sim"? - Isso mesmo.
N�o, n�o posso ir.
Veja, tenho responsabilidades.
Tais como?
Eu tenho uma gangue.
Eles confiam em mim.
Especialmente, Angellina.
Entendo. Angellina...
Longe de mim ficar entre um gangster e sua companheira.
Est� rindo de mim?
N�o, Franco.
Eu entendo.
- Aqui est�o! - Marco. Conseguiu tudo?
Tudo.
Mas tive que adivinhar o tamanho, ent�o peguei tudo muito grande.
Muito chique, n�o?
Voc� � o mais bem vestido delinq�ente juvenil em Roma.
Isso � pra mim?
Terminou seu caf�?
Mais um gole, vou explodir.
Tem um bom apetite, hein?
Cinco ovos, seis fatias de torrada meio quilo de bacon, quatro copos de leite,
mas quem est� contando?
E duas bananas.
Como se v�, com o seu est�mago, provoca inveja nos avestruzes.
Posso experimentar as roupas agora, senhor?
Claro, mas tem que tomar um banho primeiro.
- Banho com �gua? - Essa � a maneira usual.
Mas, senhor, n�o � bom para a sa�de.
Agarre-o, Marco!
Venha aqui.
N�o! Assassino! Largue-me!
- Tem que se lavar. - N�o!
Cale a boca, Angellina! Que bem faz chorar?
Perguntei na cidade toda. Ningu�m o viu.
- A pol�cia o pegou? - Pode ser.
Ent�o, agora sou o l�der.
Quando um homem � pego, os outros continuam.
Mesmo que ele nunca volte, sempre o l�der � Franco.
- Voc� perdeu. - Eu quis.
Mentiroso!
Tente voc�.
Est� bem.
A grande bomba.
O que voc� acha? Que eu tenho o dia todo para brincar?
Vamos! Est� nessa banheira h� uma hora.
- Agora, lave-se! - N�o.
- Lave-se! - Obrigue-me.
Est� bem.
Voc� pediu por isso.
Senhor, por favor. Eu te dou o estepe!
- Acha que pode me subornar? - O estepe e o tapete.
- Ambos? - Sim, senhor.
Est� bem, temos um trato. Agora, r�pido. Saia!
Este banho � ador�vel, a primeira vez com �gua quente.
Claro, mas vamos sair! Vamos, vamos, r�pido.
Senhor, o plugue est� preso.
Bobagem, como o plugue pode ficar preso?
O que entra deve sair.
Pequeno bandido!
Nada mal.
Vamos limpar muito perto de 25.000 d�lares.
- Exatamente o que estimei. - Sim?
Kristina...
com minha capacidade de organiza��o e seu t�tulo
n�o precisamos de Templar.
Est� com medo dele?
Nem um pouco.
Ent�o qual � a sua obje��o?
Sua notoriedade vai vender centenas de ingressos.
Ligue para os jornais e diga que ele vai ser co-presidente do meu pr�ximo baile.
Para Franco podemos arrumar quarto.
Mas... a gangue toda?
H� somente 8 de n�s, Padre.
Voc� pode contar comigo para beliches e arm�rios.
� muito gentil, Sr. Templar.
- Muito bem, Franco. Pode vir. - Obrigado, Padre.
- O senhor tamb�m, Sr. Templar. - De nada.
- Espere l� fora, sim? - Sim, Padre.
- H� mais uma coisa. - Sim, meu filho.
O Sr. Templar foi muito gentil comigo.
Mas, por for�a do h�bito,
Eu... estou envergonhado.
- Quando? - No t�xi.
O que � engra�ado?
Eu digo o que � engra�ado.
Voc�... o grande, famoso Simon Templar,
e um garotinho de 12 anos pode pegar do seu bolso.
Franco, Franco! Te amo!
Isso � bom, senhor.
[falando italiano]
- [falando italiano] - Desculpe, Sr. Marco.
O senhor entende.
Toda a minha vida eu fiz essas coisas.
� dif�cil pra mim parar imediatamente.
- Perdoe-me. - Franco!
� o perd�o de Deus que voc� deve pedir.
Roubar � um pecado.
Eu sei, Padre.
Certamente, Deus ouviu a express�o que "Roma n�o foi constru�da em um dia"?
Espere l� fora, Franco.
Ele � irresist�vel, n�o?
N�o pra mim.
Ele n�o � ruim de cora��o, senhor.
Ele rouba atrav�s da ignor�ncia, pobreza...
e desespero.
E existem milhares como ele em Roma.
Sem casa, com fome, pequenos selvagens desesperados.
De certa forma, � uma acusa��o terr�vel contra a nossa sociedade
que t�o poucas pessoas realmente se importam.
Claro, existem alguns que v�em a necessidade e tentam enfrent�-la.
Como a Condessa Rovagna.
Voc� a conhece?
Uma mulher verdadeiramente crist� com um cora��o generoso.
Esta manh� mesmo ela me deu um cheque de 9.000 d�lares.
9.000 d�lares?
Sim, � verdade.
O produto de seu baile de caridade.
A maior doa��o que esta Miss�o j� recebeu.
- Maravilhoso, n�o? - Sim, certamente �.
Na verdade, � absolutamente incr�vel.
Posso perguntar o que quer com a Condessa?
Voc� nos ouvir�. S� diga que estou aqui.
Simon, querido. Que surpresa encantadora!
H� mais por vir.
� mesmo?
Por que voc� n�o me disse, Maggie, querida?
Do que voc� a chamou?
Quer dizer que ele n�o sabe?
Sabe o que?
Entendi a situa��o. Ele est� no neg�cio da caridade,
mas voc� n�o contou a ele sobre o seu passado roxo?
Bem, eu conto.
Aldo, rapaz,
a Condessa � o que eles chamam na Am�rica,
uma garota muito ocupada.
Sr. Templar...
N�o gosto do tom de sua voz.
Aldo, por favor, n�o seja desagrad�vel. Caso contr�rio, vou ter que te bater
e fazer uma bagun�a nesta formosa sala.
E � uma bela sala.
Quanto custou a mob�lia, Maggie?
15.000?
20.000?
Opa! O que temos aqui?
Este � falso.
Falso o diabo! Paguei 15.000...
Lembre-se, voc� � uma dama agora, Maggie.
Ela n�o foi sempre, � claro.
Na verdade, nossa Condessa nasceu simples Maggie Oaks
de Weehawken, Nova Jersey.
O sotaque da Park Avenue � adquirido.
Kristina, � verdade?
Sim. Agora sente-se e cale a boca.
Isso mesmo, Aldo. Fa�a como disseram como um bom menino.
E seu tio vai lhe contar tudo.
Nossa Maggie foi uma crian�a precoce.
Na �poca dos seus 15 anos, ela estava batendo e esmerilhando seu caminho
atrav�s de todas as casas noturnas de Nova Jersey.
Sente-se, Aldo, H� mais para vir.
A Srta. Oaks era uma empregada com grandes ideias.
Usando tudo o que ela tinha, e ela tinha muito de tudo,
ela desembarcou no "Folies Berg�re", em Paris,
onde uma noite o Conde Rovagna
ficou alucinado por ela,
usando um colar de fio de p�rolas, ele decidiu que ela era o seu prato.
Estou lhe aborrecendo, Maggie?
- Nem um pouco. - �timo.
De qualquer forma, Aldo, ela se casou com o Conde de boa f�,
e fiel ela permaneceu.
O Conde, de 78 anos, sobreviveu a 4 casamentos anteriores
e Maggie descobriu que o desgaste tinha cobrado seu pre�o.
Por�m o Conde a enganou.
Ele parecia indestrut�vel. Ele passou por est�gios surpreendentes de senilidade.
- N�o foi, Maggie? - E como!
Cinco anos atr�s, quando o Conde finalmente teve a dec�ncia de dar o pontap� de sa�da
nossa Maggie estava infeliz.
N�o estava, querida?
Absolutamente.
Especialmente quando ela descobriu que ele tinha uma renda
que parou com sua morte.
- Aposto que foi selvagem, hein? - Diabolicamente.
Ela tinha alguns casacos de pele, joias antigas,
um castelo abandonado, hipotecado at� seu fosso
e cerca de 17 liras em dinheiro vivo.
No entanto, os encantos que eram tal ativo estavam bem preservados,
e nos ossos dela estava a medula da popa de Weehawken, Nova Jersey.
Ainda est� l�, Simon.
Aposto!
O que mais ela deixou?
Um t�tulo genu�no
uma s�lida posi��o social
e sua silhueta.
Como faz isso, Maggie?
N�o � f�cil.
Quando penso nas banheiras de champanhe, cargas de caviar
que deslizaram pela sua garganta.
Seu metabolismo deve ser absolutamente maravilhoso.
Onde eu estava?
Ah, sim. Os recursos de Maggie.
Ela trabalhou uma excelente solu��o
Baile de caridade.
Ideia fora de moda em Nova York, mas nova em Roma.
Sabe o que ela fez uma vez, Aldo?
Ela patrocinou um almo�o para a condena��o da imoralidade
e � noite, um baile em ajuda de m�es solteiras.
Tal destreza n�o � para ser acreditada.
Est� certo, Simon. J� entendemos o recado.
Eu n�o cheguei ao ponto ainda, Maggie, querida.
O motivo de estar sendo t�o prolixo
� porque Aldo tem um c�rebro do tamanho de uma azeitona.
N�o quero sobrecarreg�-lo.
Devo bot�-lo pra fora?
Isso eu quero ver.
Seu seguro est� pago, Aldo?
Como meio de subsist�ncia,
as institui��es de caridade de Maggie eram sensacionais.
Restaurantes brigaram por seu patroc�nio.
E sempre devolviam 15% da conta total.
Oh, ela escondia isso de voc�?
- Maggie, o jogo acabou. - Acabou?
Sim. Voc� � bonita, brilhante, eu te adoro,
mas eu vou puni-la por isso.
Voc� j� dan�ou o suficiente.
Agora voc� paga o tocador da flauta.
O tocador sendo voc�?
Exato.
Entendo.
Eu vou ser multada pelos meus erros.
Voc� entendeu.
Mas isso � chantagem!
Aldo, se n�o calar a boca, vou jogar algo em voc�.
Calma, calma, Maggie. Vamos ser civilizados.
- Ou espec�ficos. - Est� bom pra mim.
O ponto �, eu me ressinto de voc�.
Voc� coletou 50.000 d�lares supostamente para a Miss�o de Padre Bellini.
Suas despesas chegaram a 16 mil.
50 menos 16 � igual a 34.
No entanto, voc� deu ao bom Padre apenas nove.
O que eu quero saber � onde est�o os outros 25.000?
Imagine.
Em sua conta no Banco.
E da�?
Eu o quero.
Voc� � louco.
Acha mesmo que vou lhe dar 25.000 d�lares?
Os quais vou transferir para o Padre Bellini.
E n�o precisa lhe custar um centavo.
Como imagina isso?
Aquele seu colar de diamantes.
Mesmo nos mercados limitados, eu poderia conseguir por ele pelo menos 25.000.
Voc� poderia usar um colar de imita��o
Ningu�m saberia a diferen�a.
Simon, querido, n�o vou amea��-lo com a pol�cia.
Voc� s� riria. Mas n�o vou lhe dar nem um centavo.
E se quer meu colar de diamantes...
voc� vai ter que roub�-lo.
Isso � um desafio?
Se gostar...
Ent�o � um trato.
�timo. Vai estar na cadeia t�o r�pido que ficar� tonto.
Acha mesmo?
Oh, Simon... Voc� � t�o lindo... e tem uma bela reputa��o,
mas voc� n�o pode blefar comigo, meu bem.
Voc� � uma fraude.
Um reconhece o outro, Maggie.
Est� certo. Vou roubar seu colar, com uma condi��o:
Que condi��o?
Aldo, por favor, n�o tente acompanhar, voc� entrar� em colapso.
H� uma condi��o!
Nada disso deve interferir na nossa amizade.
Oh, n�o vai, no que me compete.
�timo.
Ent�o meu convite para jantar na pr�xima sexta-feira ainda vale?
Claro.
- Se n�o estiver na cadeia local. - N�o estarei.
Maggie... voc� n�o vai se importar com um pouco de publicidade?
N�o sobre seus segredos mas sobre a nossa aposta?
Querido, eu nunca me importo com publicidade.
- Apenas jogue limpo. - Eu sempre jogo limpo.
At� logo, Maggie.
Acho que voc� � uma mulher m�, mas uma boa esportista.
Aldo... Pode falar agora. Tchau.
Voc�s dois s�o loucos.
Ele � absolutamente divino!
Sabe, depois que eu fizer dele um estoque de riso,
eu posso at� casar com ele.
E sobre o seu colar?
Simon Templar tem tanta chance de roubar meu colar,
como ele tem de roubar o Vaticano.
Est� bem.
- Senhor, quando planeja roub�-lo? - Ainda n�o decidi, senhores.
Provavelmente no jantar da Condessa na pr�xima sexta-feira.
- Com os convidados? - Presumivelmente.
Mas o Chefe de pol�cia vai estar pessoalmente.
Quanto mais, melhor.
- E a Condessa concorda com isso? - Pela caridade, � claro.
Ela manter� a palavra?
Claro. A Condessa � uma grande dama.
E grande esportista.
Sim, ela faz coisas maravilhosas para a caridade.
Fant�sticas!
Mais uma, Sr. Templar?
Por que n�o?
Bem, ele � uma mistura, querida.
For�a bruta e delicadeza fina.
Sim, vai conhec�-lo na sexta-feira.
Est� bem, querida. Tchau.
- O chefe de pol�cia est� l� fora. - O chefe de pol�cia est� dentro.
Enrico, que bom v�-lo!
Kristina, � verdade essa bobagem sobre o seu colar?
Claro que � verdade, n�o � bobagem absolutamente.
� exibicionismo idiota e eu absolutamente pro�bo isso.
Voc� n�o pode, querido. Nenhuma lei foi quebrada ainda.
E eu posso garantir absolutamente
que Simon Templar n�o roubar� meu colar na sexta-feira.
O que lhe d� essa certeza?
- Voc�. - Eu?
Enrico, gostaria de peg�-lo, n�o?
Bem como a metade da pol�cia da Europa!
Voc� tem detetives que possam se passar por gar�ons?
Sim, acho que pode ser arranjado.
Eles n�o v�o parecer como detetives, v�o?
Kristina, tenho 1.600 policiais no meu pessoal.
N�o posso garantir que cada um possa servir caviar!
Desde que n�o sejam muito desajeitados.
E n�o muitos, Enrico. Quatro est� bom.
Eu n�o quero amedrontar o Sr. Templar.
Eu cuidarei para que o Capit�o Romelli se ocupe do assunto pessoalmente.
Oh, voc� � um doce, Enrico.
Eu agrade�o, Kristina.
Te vejo na sexta-feira. At� logo.
- Isso chegou pra senhora, Condessa. - Oh, estava esperando por isso.
O que �?
A solu��o �bvia.
T�o �bvia, querido, que ningu�m pensou, exceto eu.
N�o � perfeito?
Uma c�pia exata.
E vale 400 d�lares.
Kristina, n�o vejo o ponto de tudo isso.
O ponto, caro Aldo, � que estou me divertindo.
Agora, por favor, v� a algum lugar e use seu c�rebro.
� pra isso que lhe pago.
"SANTO ROUBAR� A CONDESSA POR CARIDADE"
"� uma aposta", diz a anfitri�.
Mas o que acontece se voc� for pego no ato?
- Pode pegar 10 anos de cadeia! - Vamos ver o lado bom, sim?
Est� certo, pode pegar 5 anos de cadeia. Este � o lado bom?
O lado bom � Padre Bellini levar 25.000 d�lares.
Existe um problema.
Ele n�o aceita produtos roubados, ent�o como eu ganho dinheiro pelo colar
sem roub�-lo?
Mas, Franco, quando eu disse toda a gangue,
eu n�o sabia que um deles era garota.
- Isso faz diferen�a? - Receio que sim.
N�o h� acomoda��es para garotas.
Mas pra onde ela ir�?
- No convento. - N�o, n�o posso.
- Deve ser razo�vel. - Padre, eu tento.
Mas Angellina depende de mim!
Franco, sinto muito, mas � imposs�vel.
Ent�o eu n�o quero vir.
Escute-me...
voc� � um garoto brilhante, tem uma boa cabe�a.
Voc� pode ter um futuro real.
Cres�a para ser um homem, quem realmente significa alguma coisa.
Padre, eu gosto do senhor. � gentil...
e am�vel
mas s�o todos ou nenhum de n�s!
Franco!
- Padre Bellini. - Padre, � Simon Templar.
Bem, obrigado. Gostaria de falar com Franco.
N�o est�?
Sabe onde ele est�?
Preciso da ajuda dele e sua.
Estou a caminho.
Vamos.
Bom, n�?
Franco, por que voltou? N�o quer viver na Miss�o?
Eu fiquei entediado, ent�o eu desisti.
Eu senti sua falta. Todos sentimos.
Angellina, porque n�o se cala e come seu frango?
Sim, Franco.
- Realmente sentiu saudades? - Cada minuto.
- Voc� � louca. - Sim, Franco.
Mulheres!
Posso entrar?
Padre Bellini disse que eu podia encontr�-lo aqui.
N�o precisamos de nenhuma ajuda sua.
- Por que n�o se mete com suas coisas? - Cale a boca, Vittorio.
Desculpe, Sr. Templar. Ele n�o tem modos.
Entre, por favor.
Oh, o que aconteceu com suas roupas novas?
Eu as vendi. Angellina est� comendo a "camisa".
Guido, "as cal�as"
e Vittorio e eu estamos comendo "os sapatos".
Bem, tive uma longa conversa com Padre Bellini.
Ele fez um arranjo para todos ficarem na Miss�o.
Inclusive a pessoa que mencionamos.
Mesmo? Angellina?
N�o vai ficar cheio demais?
N�o depois de sexta-feira!
�. Sexta-feira voc� vai roubar o colar da Condessa Rovagna.
Re�na todos. Estou planejando uma pequena surpresa...
Quatro detetives armados e o chefe de pol�cia?
- Como ele far� isso? - Ele n�o vai.
Sr. e Sra. Vespa.
Lu�sa, querida...
Enrico, que bom...
Voc� parece muito bem, Conde.
Eu disse que parece muito bem.
- Kristina! Onde ele est�? - Ele recuou.
Imagine, o Santo fez uma aposta! � maravilhoso demais!
Sr. Simon Templar.
Simon, querido.
Achei que tivesse deixado a cidade.
Provavelmente o farei, quando tiver seu colar.
Venha e conhe�a pessoas ador�veis.
- Sra. Vespa. - Encantado, senhora.
O marido dela. Simon Templar.
- Como vai? - Enrico � o chefe da pol�cia.
- Estava morrendo para conhec�-lo. - Tenho certeza que estava.
Conde Alzerno, posso apresentar Simon Templar?
Prazer em conhec�-lo, senhor.
Muito prazer em conhec�-lo.
Me bater? Por que quer me bater?
Simon, querido, ele � surdo como um poste
e um aborrecido terr�vel, mas um rico imundo. S� sorria.
Minha boa amiga, a Princesa De Ribes.
Princesa... Lindo colar!
� supersticioso, Sr. Templar?
N�o, especialmente. Por que?
13 pessoas � mesa. Para algu�m isso � muito azar.
Eu imagino quem.
Sem constrangimento, senhora, eu diria a Condessa.
- Simon, querido! - Sim, Kristina.
- Eu entendo que voc� est� recuando. - Por que?
Querido, n�o podemos ficar aqui a noite toda.
Por que n�o admite que foi derrotado?
Ent�o quem foi derrotado?
Senhoras e senhores! Acredito que esperem um roubo armado.
Este � um!
Esse homem � louco! Ele nos amea�a com uma arma!
- Prenda-o de uma vez. - Isso � excitante!
O que est�o esperando?
Eu sou o chefe da pol�cia e ordeno que prendam o Sr. Templar.
O que � isto?
Como ousam desobedecer minhas ordens?
� bem simples.
A sede da pol�cia recebeu uma liga��o
dizendo que a festa foi cancelada.
Esses s�o meus amigos. At� recentemente eles eram dubl�s.
Kristina, mas � bem magn�fico!
Controle-se, Princesa. Sua vez est� chegando.
Milady!
Isso vai fazer muito bem.
Senhora...
E agora, Kristina, seu colar.
Obrigado. Nunca vou esquecer isso.
Senhoras e senhores, voc�s n�o foram as v�timas de um assalto.
O que � isso?
Vieram aqui esta noite
para discutir planos de ajuda ao idoso incur�vel.
Em vez disso, gostaria que considerassem a situa��o do jovem cur�vel.
Entre, Franco.
Oh! Pobres meninos...
Sim, Princesa. Tem raz�o.
Eles s�o pobres.
Pobre al�m de qualquer um de voc�s aqui pode imaginar.
Eles sobrevivem de roubo,
como o Sr. Vespa sabe.
O que voc� comeu hoje � noite alimentaria Franco por uma semana inteira.
E eles s�o todos iguais com fome a maior parte do tempo.
E quando t�m fome, roubam.
Agora eles chegaram em uma encruzilhada em suas vidas.
Uma estrada leva mais fundo ao crime e degrada��o,
a outra os leva a um futuro decente.
Uma chance de chegar a algo.
� uma chance que a sociedade parece relutante em lhes dar.
S� na semana passada a Condessa deu um baile de caridade para a Miss�o de Padre Bellini!
Isso � verdade, senhor.
Mas infelizmente o produto ficou aqu�m do seu objetivo
por quase precisamente o valor do colar de diamantes da Condessa.
N�o � verdade, Kristina?
Ficamos desapontados.
Sim.
Todos compraram ingressos.
Voc�s todos participaram.
Agora estou pedindo para darem s� mais um pouquinho.
Guido foi t�o brutalmente espancado pelo padrasto
que ele carregar� cicatrizes o resto da vida dele.
Angellina... a m�e dela se matou.
Franco...
ele nunca conheceu seus pais.
Todos eles t�m a mesma hist�ria,
nunca alguma vida em lar,
nunca algum amor.
O Padre Bellini me citou algo
que mais eloquente roga pelo caso deles do que minhas palavras:
"Na medida em que o fizestes ao menor destes meus filhos,
v�s o fizestes comigo".
Est� bem, crian�as, obrigado.
Venham, crian�as.
Senhoras e senhores,
Gostaria de vender isso em benef�cio das crian�as.
Entretanto, se voc�s se opuserem ao que aconteceu esta noite,
fiquem � vontade.
No entanto, antes que o fa�am, considerem apenas por um momento
como muito pouco essas bugigangas significam em suas vidas
e o quanto significam para as deles.
Muito obrigado.
Bravo! Magn�fico! Magn�fico!
Kristina, tive uma noite maravilhosa!
Certamente pode ficar com minhas joias.
- Mas, Princesa, �... - Quieto, Enrico!
Pode ficar com meu colar e brincos.
Vamos! Adeus, Kristina.
- Adeus, Kristina. - Boa noite.
- Tchau. - Adeus.
Adeus, Kristina.
- Agora, Maggie, eu quero o verdadeiro. - N�o seja rid�culo.
Kristina, n�o tem escolha.
Se acha que vou me ajoelhar � chantagem, est� louco.
Kristina, tenho muito mais intelig�ncia do que voc� me d� cr�dito pelo que passamos.
Vamos avaliar a situa��o.
A tiara e colar de Lady Blenwick.
Os diamantes da Princesa De Ribes.
E de voc�, um cord�o de vidro de 400 d�lares.
O mundo odeia os apostadores, Kristina,
Se voc� aceitar essa aposta, voc� ser� ridicularizada em Roma.
Parab�ns! Eu n�o poderia ter colocado melhor.
Est� absolutamente certo, Aldo. Pegue-o!
Sim... Condessa!
Bem, voc� venceu.
Mas ficaremos quites na pr�xima vez.
Maggie, voc� � esportista de verdade.
Beberei a isso.
A voc�!
Maggie, voc� � uma Condessa muito caridosa.
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