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OS PERSONAGENS E ACONTECIMENTOS RETRATADOS S�O FICT�CIOS.
SEMELHAN�AS COM PESSOAS E FATOS S�O MERAS COINCID�NCIAS.
LE BUREAU DES L�GENDES 1� Temporada - Epis�dio 05
"ALGUNS DIAS COM ELA"
TRISTEZA
MELANCOLIA
LEGENDA AlbustigriS
POR FAVOR, ARRUME O QUARTO
- Bom dia. - Bom dia.
Scooter de segunda m�o. Em bom estado.
- Oportunidade �nica. - Acha que � Belkacem?
Belkacem poderia ter dado o n�mero para algu�m.
Ao superior dele, por exemplo. A liga��o � an�nima,
mas sabem que podemos rastrear o telefone.
- Quanto tempo? - Para rastrear?
Com toda a burocracia, e problemas de sat�lite...
- Amanh�? - Certo.
Vamos dar um codinome a quem enviou o SMS.
Onde se encontrou com Belkacem?
- Pigalle. - Ent�o � "Pigalle".
Certo?
Tomara que ele n�o esteja blefando.
Ele pode n�o saber do que est� falando.
- � uma possibilidade. - Certamente.
Ainda mais ap�s Duflot alert�-los com o submarino.
Gra�as � fineza dele, podem saber que perdemos algo.
Eles s� n�o sabem o que �, mas aproveitar�o.
- Mantenha-me informado. - Claro.
- E ent�o? - 24 horas para rastrear.
O que Mag disse?
Quer que as coisas andem, como todos n�s.
Jantar com Emilie na quinta. Tudo bem?
- Seria um prazer. - Venha comigo.
- Sisteron quer ir para Argel. - Estou ficando doido.
Ontem assisti � uma mat�ria sobre o metr� de T�quio,
e pensei ter visto Cyclone.
- Por que ir para Argel? - N�o sei.
Checar o apartamento dele, falar com a secret�ria...
- Talvez eu encontre algo l�. - Acha que � uma boa ideia?
O pessoal revistou o lugar dois dias ap�s o sumi�o dele.
Mas n�o conhecem Cyclone como ele.
- � verdade. - Voc� viaja amanh�.
Obrigado.
Ela gosta que bata.
- Posso conseguir outro. - Outro caf�?
- Outro manuscrito. - Pode?
Na verdade, ele escreveu para duas lendas.
Na R�ssia, nos anos 90. O que lhe dei.
"Alguns Dias com Ela"?
Depois para outra lenda, algo mais leve.
Ele escreveu muitos poemas que nunca utilizamos.
�timos, por sinal. Interessa a voc�?
- Sim. - Posso saber por qu�?
- Vou lhe enviar hoje. - Obrigado.
Obrigado pelo caf�.
Se for para seduzir uma mulher, pode colocar seu nome,
e dizer que voc� escreveu.
Obrigado.
A divis�o territorial dos munic�pios na realoca��o
� uma quest�o delicada.
Em 2011, os locais hist�ricos foram adicionados
� Lista de Patrim�nio Mundial da UNESCO,
conferindo-lhes grande valor simb�lico.
Trata-se de como dividir esses s�mbolos
que possuem alto valor hist�rico e cultural.
Nadia, precisamos conversar sobre um assunto delicado.
Mais delicado do que nossas conversas di�rias aqui?
Seria mais f�cil se eu n�o a respeitasse tanto.
- � o que todos dizem. - N�o... Droga!
Nadim me falou sobre seu amigo.
- Ele est� obcecado. - � o trabalho dele.
Mas n�o estamos em Damasco. Ele n�o pode fazer o que quiser.
Sim, n�o estamos em Damasco. Mas n�o pode fazer o que quiser.
Quem est� falando?
O empres�rio que vai de um pa�s a outro,
de uma cidade a outra, de um hotel a outro?
O primo de Bashar el-Assad.
- O homem com quem sai... - N�o saio mais.
- Por qu�? - Nadim causar� problemas a ele.
Nadim causar� problemas a ele mesmo assim.
Como assim?
Nadia...
Voc� n�o faz ideia do que agentes secretos s�o capazes.
Durante anos, Paul Lefebvre pode ter sa�do com voc�,
gastado tempo para se tornar seu amigo, sem pedir-lhe nada,
para, um dia, recrutar voc� sem que perceba.
O que est� dizendo? Por que ele faria isso?
Sou apenas uma professora universit�ria.
Voc� � mais do que isso. Voc� est� aqui conosco.
Ele n�o tinha como saber disso na �poca.
Ele n�o poderia saber do seu temor que a rebeli�o
caia nas m�os de extremistas?
Ou perceber que sua vis�o moderada
levaria voc� a ocupar seu cargo atual?
N�o temos nada sobre ele.
Se ele n�o for espi�o ou jornalista, ficar� tudo bem.
Onde ele mora?
N�o sei o endere�o dele em Paris.
Onde voc�s se encontram?
N�o me fa�a dizer a Bashar que voc� n�o � confi�vel.
Ele pode estar num hotel para terminar o livro dele.
O hotel da Porte Dor�e.
Porte Dor�e?
Diga-lhes para levar de volta.
Temos uma semana para devolver.
J� veio arranhado quando foi entregue!
Diga-lhes que pedimos um refrigerador cinza.
Esse � preto. Queremos cinza.
N�o, n�o diga a eles que mudou de ideia.
Sim, minta para eles.
Estou no trabalho. Pense nisso.
At� mais.
- Fala algo em persa? - Um pouco.
Conhece as cores? Cinza, preto...
Vermelho, azul, rosa.
Tive uma bab�, dos 2 aos 12 anos.
Dorna, era iraniana.
Cinza, preto...
Quem se importa? � s� um refrigerador.
Venha conosco. Fique calma.
O que eu fiz?
Quem � voc�?
- Vamos come�ar? - Por que estou aqui?
Gostei de voc�, seremos r�pidos.
Sabemos que voc� est� com Reza Mortazavi.
- Sim, trabalho com ele. - Sim, eu sei.
Temos fotos de voc�s no trabalho.
Est� vendo?
Desde quando trabalha para ele?
H� algumas semanas.
Ent�o trabalha para ele.
Estou fazendo doutorado em sismologia.
Sismologia?
As placas tect�nicas?
Ou prefere o choque de civiliza��es?
Certo.
Chega de bobagem, gatinha. Sabemos de tudo.
- N�s o observamos h� anos. - Por qu�? N�o entendo.
Reza Mortazavi n�o � somente um sism�logo.
Ele trabalha para os iranianos, assim como voc�.
Pode me dar um len�o?
Reza n�o � um iraniano.
Digo, ele � iraniano, mas n�o trabalha para eles.
Na Fran�a...
Ele trabalha para o Instituto de F�sica do Globo.
No Ir�, n�o sei exatamente para quem ele trabalha.
Ele � da Universidade de Teer�.
N�o entendo por que estou aqui.
- N�o entende? - N�o.
- N�o entende o que digo? - N�o entendo nada.
E a carteira de estudante?
Deixo em cima da mesa? Vai precisar para o cr�dito.
Coloque na bolsa, com as outras coisas.
- Onde deixo a bolsa? - No caf� da esquina.
- Posso olhar dentro? - Por sua conta e risco.
- O que vou descobrir? - Apenas minhas pr�teses,
- e pomada para p� de atleta. - Eca, n�o!
- Obrigado, conto com voc�. - Claro.
PARA SOLICITAR O CR�DITO
No nosso jarg�o, � uma armadilha para curiosos.
Abriram o manuscrito. Era o que eu queria.
Para quem busca sobre Paul Lefebvre...
concluir que n�o h� nada para encontrar.
Paul Lefebvre � um professor que pensa ser escritor.
E Nadia El Mansour n�o revelou nenhum segredo de Estado.
"Armadilha para curiosos", o que significa?
Uma ratoeira.
Engra�ado.
CL�NICA
Pr�ximo?
- Bom dia. - Ol�.
- Qual � o problema? - Preste aten��o.
A fase 1 come�ou h� 9 horas.
Estar�o aqui em 11 ou 12 dias. Duas semanas, no m�ximo.
Precisa cortar os sistemas de comunica��o,
apagar os discos r�gidos, destruir as antenas,
receptores, todo material que n�o seja m�dico.
Deve manter total sil�ncio at� a chegada do Chacal.
Antes de vir, ele enviar� alguns homens,
para vasculhar cada canto da cl�nica.
Agir�o como gatos.
V�o procurar em todo lugar e voc� nem vai notar.
A partir de hoje, suspenda treinamentos, sa�das.
Suas armas devem estar escondidas, mas ao alcance.
Como saberemos a data exata da chegada?
Voltarei com ele. Nossa presen�a ser� o seu sinal.
Se me vir, significa que o Chacal
chegar� aqui nas pr�ximas 24 horas.
Est� bem.
- De quem � o beb�? - Comprei ontem.
Quer ficar com ele?
ARGEL
Parece gostoso.
Desculpe, cheira mal mas � muito gostoso.
Por favor, posso ligar para a minha fam�lia?
S�o suas coisas?
- Data de nascimento? - 26/09/1989.
Tem namorado? Ele n�o liga muito.
Mas h� um SMS da semana passada.
"Est� em casa? Posso ir a�?"
Seu namorado � rom�ntico.
Thibaud. � um nome de merda.
"Quero fazer com voc� como na �ltima vez."
Como foi na �ltima vez?
Uma cunil�ngua?
Tenho certeza de que foi uma cunil�ngua.
Thibaud � seu namorado?
- � seu namorado? - N�o.
Entendo.
� s� um ficante, certo?
Tem cara de algu�m que fica com um cara chamado Thibaud.
Thibaud!
Thibaud!
Certo, vamos voltar ao assunto.
- Reza... - O que tem ele?
Est� me irritando pra valer! N�o h� nada! Nada!
N�o, voc� � quem est� me irritando.
H� quanto tempo trabalha para o sr. Benarfa?
- Dois anos. - Ele tem namorada?
- Quem � voc�, exatamente? - Amigo de inf�ncia dele.
A sra. Benarfa me enviou. Est� preocupada com o filho.
- Por que ela n�o veio? - Est� estafada.
Um amigo de inf�ncia saberia se ele tem namorada.
Sou pr�ximo da m�e dele, e ele n�o quer se casar.
Ele n�o tem namorada, trabalha demais.
E antes de ele partir, nada de estranho?
N�o, nada de estranho.
Desculpe-me. Tudo bem.
Gostava do sr. Benarfa. Sinto muito por ele ter partido.
Fala como se ele estivesse morto.
Ele est� morto. Voc� n�o acha?
Como est� o progresso com Malotru?
Est� indo, estou cuidando disso. Temos mais algumas sess�es.
- Mas ele n�o � t�o dispon�vel. - Ent�o sugiro v�-lo esta noite.
Esta noite? Ele concordou?
Jantaremos com ele. Vem conosco?
Est� me convidando para falar com Debailly?
Voc� o ver� em outra situa��o, mais relaxado.
Pode lhe dar uma nova perspectiva.
Sim ou n�o?
- Est� bem. - �timo.
Temos outros trituradores.
Pare!
Certo, chega!
Pronto.
Agora pode matar qualquer um de m�os vazias.
Mas n�o ser� �til, Rambo.
Agora vou lhe mostrar como receber golpes.
- Vou lhe atacar. - O que eu fa�o?
N�o fa�a nada. � s� um vendedor de livros,
um m�dico, um professor... N�o importa.
Voc� � s� um cara agredido sem raz�o.
- Ent�o n�o fa�o nada? - N�o.
- Tudo bem. - Esque�a o capacete.
Use os bra�os somente para se defender.
Proteja os �rg�os vitais.
Cubra o rosto.
Abaixe o queixo.
Proteja a art�ria car�tida.
N�o fa�a nada.
N�o fa�a nada. Voc� n�o sabe lutar.
Se sentir que vai desmaiar, desmaie, acabar� mais r�pido.
Vai se machucar menos.
Sei que parece estranho que um garoto seja melhor
em Franc�s do que em Matem�tica.
E Henri � �timo em Matem�tica.
� importante dominar o Franc�s.
Sim, mas fico pensando
se ele n�o tem um bloqueio psicol�gico contra os n�meros.
N�o � um bloqueio, querida.
O que voc� acha?
Ele deveria consultar algu�m?
N�o me incomodo que meu filho consulte um psic�logo.
Contanto que ele n�o me culpe.
Precisa jogar menos v�deo game, n�o de um psic�logo.
- Nenhuma not�cia do Guillaume? - Ele vir�.
Vou ligar para ele.
A ideia de que meu filho consulte um psic�logo...
Meu marido � um pouco conservador, n�o acha?
Pode me recomendar um de seus colegas?
- Vou dar uma olhada. - Pode me dar um nome agora?
Henri � contra a ideia. Se falar disso com ele...
Vou falar com ele quando eu marcar uma consulta.
SEGREDO-DEFESA
O que � isto?
� um documento...
importante...
que n�o deveria sair do DGSE.
N�o sei como foi parar em minha bolsa.
Estava com pressa, e n�o prestei aten��o.
Foi um acidente. N�o foi culpa sua.
Eu sei, mas...
Ent�o, vamos ver...
Sylvie Laffont, ela � boa com problemas de aprendizagem.
� muito delicado, mas podemos n�o falar do documento ao Henri?
Retirar um documento como esse � um erro grave...
Ser� nosso segredinho.
- Como se escreve Laffont? - Com dois "efes".
- E ent�o? - N�o atende.
Chama, chama, mas n�o atende. Cai direto na caixa.
Ele n�o est� atendendo de prop�sito.
Sinto algo...
desde que ele voltou.
Sente o qu�?
- Ele acha que sou idiota. - N�o acredito nisso.
Posso pedir duas entradas?
Sim, ele acha que sou idiota, incompetente.
Porque nunca fui agente secreto, porque sou um cara normal.
Menos capaz do que ele.
Porque ele � t�o acima de n�s.
De todos n�s.
Sim.
E de voc� tamb�m, na verdade.
Se ele n�o veio, deve ter um bom motivo.
Gostaria de saber o motivo!
Ent�o voc� fala persa? Teve s� curiosidade, certo?
Estou exausta.
Tamb�m estou exausto. Ent�o fala persa?
Tive uma bab� iraniana quando eu era pequena.
Teve uma bab�? N�o ia � escola?
Sim.
Ela me ensinava ap�s a escola, quando eu era pequena.
- Sua bab� era leal? - Como toda bab�...
Com m�e secret�ria e pai desempregado
tinha uma bab� como uma princesa inglesa?
- Era uma amiga da fam�lia. - Ent�o posso ligar para ela?
Tenho algumas perguntas para essa "amiga da fam�lia".
- Estou com fome. - Eu sei.
Algu�m perguntou por mim?
Como assim? Diga-me.
Quem perguntaria por voc�? Voc� � algu�m importante?
Meu companheiro deve estar me procurando.
Ele � s� um ficante, certo?
Aposto que nem goza com ele.
Pode ficar mais 10 dias aqui, e ningu�m vai tirar voc�.
- Certo? - Certo.
- O que faz aqui? - E voc�?
- Tem c�pia das chaves? - S�o as dele.
Deixou no escrit�rio quando desapareceu.
Estas coisas s�o suas?
Tenho tido problemas com meu marido...
Como o sr. Benarfa n�o estava aqui...
� apenas por alguns dias...
- Ele teria concordado. - Por que n�o me contou?
N�o tinha certeza se voc� era amigo do sr. Benarfa.
N�o � o tipo de gente dele.
- Cad� o meu gato? - Comi no jantar.
N�o, n�o, desculpe. N�o sei aonde ele foi.
- Espere, esqueceu isto. - N�o � meu.
Tem certeza?
Momo?
Momo?
Momo?
RECEITA M�DICA
ANTIDEPRESSIVOS
Agora onde vou dormir?
Bom dia.
S� levaram meu palet�.
- Prestou queixa? - Vou mais tarde.
Passei a noite toda na Emerg�ncia.
Quantos eram?
Sinto muito sobre o jantar.
Tudo bem, Guillaume. N�s que sentimos.
Ficamos preocupados, e com raz�o.
Bom dia.
Guillaume, Sylvain Ellenstein quer falar com voc�.
Obrigado.
� onde localizamos o telefone que mandou a mensagem.
Rue Mohamed Rached, 31.
- Sisteron falando. - Como est� em Argel?
Tudo bem.
Rue Mohamed Rached, 31, soa familiar?
� um "dead drop" que utilizamos com Cyclone.
Quando est� sem Internet. Por qu�?
Por nada, obrigado.
Sim?
- � o Mag. - O que est� havendo?
Fique no apartamento do Cyclone. N�o saia da�.
Uma equipe de seguran�a o levar� discretamente ao aeroporto.
Espere um instante.
Certo, pode me explicar?
Um celular nos enviou um SMS do "dead drop" do Cyclone.
Algu�m est� com o Cyclone. Sabem que ele � um dos nossos.
Voc� pode estar em perigo.
N�o saia do apartamento, e n�o confie em ningu�m.
Est� bem.
Vem para a cama?
- Voc� est� bem? - V� embora!
O que foi?
� outra brincadeira? � isso?
- V� embora! - N�o larguei um marido abusivo
para deixar um idiota que nem conhe�o...
Os medicamentos s�o seus? Est� louco!
Socorro!
Merda!
Pensaram que ela iria ceder ontem � noite.
Perguntou se procuravam por ela,
mas ela conseguiu convencer que falava do namorado.
Ela nem hesitou ou reagiu quando disseram que Reza � espi�o?
- �timo. - Simon disse que ela � forte.
Ele disse que n�o gosta de bater nela.
Ele a acha bonita.
Voc� tamb�m era bonito antes de arrebentarem sua cara.
- Prestou queixa? - Quando eu tiver um tempinho.
Dever�amos ligar para o Simon.
Se ela ainda n�o cedeu, n�o vai ceder.
Ela deve estar com fome.
- Pode ir. - O qu�?
H� um minuto, eu era filha do Bin Laden e agora posso ir?
Fizemos averigua��es. N�o temos nada contra voc�.
Coma.
Fui bem?
Como assim?
Gostou de me interrogar?
Gostou de me bater?
Voc� � resistente.
Deve ser por causa da malha��o.
- Voc� corre? - Sim, tamb�m.
Eu tamb�m.
- Numa academia? - No Parque Buttes-Chaumont.
DELEGACIA
Ele acabou de sair. Posso ir agora?
Quanto tempo ele ficou l�?
- Quase 2 horas. - Certo, volte.
Como vamos saber se ele prestou queixa?
V� verificar.
Como? N�o posso entrar e perguntar.
Diga que viu uma agress�o e quer denunciar.
Se prestou queixa, ele me descreveu.
V�o me reconhecer.
- Estou vestindo o palet� dele. - O qu�? Voc� � um idiota!
N�o planejava perguntar � pol�cia se me procuram!
N�o me importo. Diga que viu uma agress�o.
Se prenderem voc�, melhor ainda.
Significa que estamos errados e que n�o devemos nos preocupar.
Tomara que esteja errado.
Devem estar de brincadeira.
Na �ltima vez, interrompi "FELIS"
por um caso rid�culo de agente duplo que durou 24 horas.
O que � agora? Um agente duplo sovi�tico?
Um falso desertor? Ou � algo s�rio?
� algo s�rio.
- Tem certeza? - Sim.
Certo. Vou explicar a situa��o.
FELIS iniciou ontem. N�o consigo falar com o pessoal.
Devemos ligar para os americanos
e dizer-lhes que a opera��o que montamos com eles
e os ingleses, durante 14 meses, est� comprometida.
Devem falar com o pessoal deles e o nosso,
e parar uma opera��o que envolve um cruzeiro,
dois helic�pteros e cerca de 100 homens.
Ent�o, eu pergunto de novo.
Tomem o tempo que precisarem. Voc�s t�m certeza?
Um dos nossos agentes est� nas m�os dos argelinos.
E ele sabe a localiza��o de FELIS.
Ele contou aos argelinos?
Ele deu a localiza��o de um "dead drop", � o que sabemos.
N�o � o suficiente.
N�o posso cancelar tudo s� por isso.
� imposs�vel. Preciso de mais.
O que faz aqui? � o hor�rio dos diretores!
Voc�s t�m o restante do dia!
E se veio chamar aten��o, escolheu o momento errado!
Fiz o que mandou. Fingi ser uma testemunha.
N�o sabem de nada.
L� estava eu, vestindo o palet� dele...
Que engra�ado! D�-me informa��es, por favor.
- Ele n�o prestou queixa. - Tem certeza?
Sim, n�o h� evid�ncias. N�o se preocupe.
CARTEIRA DE ESTUDANTE
Sim?
Est� bem.
A arma.
Senhorita, somos da pol�cia francesa
cooperando com o servi�o secreto argelino.
Estou prendendo voc� por cumplicidade em terrorismo.
Do que est� falando? N�o fiz nada.
� c�mplice do terrorista Benarfa.
O qu�?
N�o fiz nada de errado. Michel, sou inocente!
Daremos o maior susto nela. Ela nunca abrir� a boca.
Michel!
Michel!
Michel!
Cad�?
Venha comigo, beb�. Farei voc� falar.
Ela estava morando no apartamento.
Ela estava l� quando voc�s me ligaram.
Pensei que ela trabalhava para os argelinos.
N�o podia simplesmente deix�-la ir.
- Precisava bater nela? - Bom...
- O que aconteceu? - Nada.
Precisava bater na coitada da secret�ria?
N�o, n�o precisava...
- N�o sabia o que fazer. - Por que n�o falou antes?
- Quando? Na frente dela? - Quando falamos ao telefone.
Minha cabe�a estava cheia. Sinto muito.
N�o teria me mandado mant�-la l�?
- E os medicamentos? - Ansiol�ticos, antidepressivos,
comprimidos para dormir, mais os da receita m�dica.
Ele consultava um psiquiatra.
Posso falar com voc�?
H� dois dias, sa� do pr�dio com documentos confidenciais.
N�o fiz de prop�sito, obviamente.
Foi na noite do jantar no restaurante.
Sa� do escrit�rio com pressa,
e coloquei os documentos em minha bolsa sem perceber.
- Quando percebeu? - No restaurante.
- N�o dormi a noite toda. - Contou a algu�m?
Estou contando a voc�.
Por que eu? Fale com Henri Duflot.
Por que n�o voc�?
Falar com voc� � como falar com o DGSE, certo?
Tudo o que faz me interessa, e vice-versa.
Para mim, n�o � grave. Mas pode ser para outros.
N�o se trata de hierarquia,
mas de responsabilidade coletiva, certo?
- Devolveu o documento? - Claro que sim.
Am�m.
Sempre se sabe quando os erros s�o graves?
Sim, deve saber.
Falar disso com outra pessoa � uma maneira
de objetivar o erro e avaliar a relev�ncia dele.
Nunca precisou da opini�o de um colega?
- Sim. - Em que ocasi�o?
- Estamos em outra sess�o? - N�o, por que acha isso?
Inimigos internos e externos...
Quando comete um erro, a amea�a est� em todo lugar.
Encontrar e evitar a armadilha. Ser espancado e n�o reagir.
Ser interrogado e n�o se revoltar.
Eu j� sou um especialista, mas continuo me aperfei�oando.
Dissimular cada vez mais e melhor.
Criar cortinas de fuma�a, interna e externamente.
Estava em constante treinamento, e devo admitir que...
sentir meu cora��o batendo r�pido,
martelando nos meus ouvidos,
e n�o deixar transparecer nada...
Eu estava come�ando a gostar disso.
Droga!
Este idiota pode nos convencer que � mesmo o nosso homem.
� sua vez de me ver sofrer?
N�o me diria onde corre se n�o queria que eu viesse.
- J� terminei. - � mesmo?
- Acho que temos um problema. - Acontece.
Com um franc�s.
Ele est� fodendo sua esposa, � isso?
N�o, talvez ele esteja fodendo todos n�s.
� um franc�s que trabalha para o servi�o secreto.
Tenho quase certeza.
Preciso comprovar. Mas n�o consigo sozinho.
� horr�vel que tenhamos que falar em ingl�s.
Os servi�os secretos russos e s�rios...
Dever�amos poder nos comunicar em outro idioma, n�o acha?
Em russo?
Ou at� em chin�s,
ou em franc�s, � claro.
Seria mais suport�vel do que em ingl�s.
Mas foi bom ter falado sobre esse agente franc�s.
Conte-me tudo, e verei o que posso fazer.
N�o est� me dando nada.
Absolutamente nada.
Menos do que nada.
Enviou sua mensagenzinha e nada mais.
Sem m�sica, sons, imagens, ou contatos.
Nenhum encontro?
20h - 21h 06/10/2014
ESTACIONAMENTO DO ORLY, TERMINAL W, P-2. SR. VINCENT.
- Estou interrompendo? - N�o.
Na agenda do telefone, h� um compromisso para voc�.
"Pigalle" quer se encontrar com voc�.
TWITTER _AlbustigriS_
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