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Original subtitles

OS PERSONAGENS E ACONTECIMENTOS RETRATADOS S�O FICT�CIOS.

SEMELHAN�AS COM PESSOAS E FATOS S�O MERAS COINCID�NCIAS.

LE BUREAU DES L�GENDES 1� Temporada - Epis�dio 05

"ALGUNS DIAS COM ELA"

TRISTEZA

MELANCOLIA

LEGENDA AlbustigriS

POR FAVOR, ARRUME O QUARTO

- Bom dia. - Bom dia.

Scooter de segunda m�o. Em bom estado.

- Oportunidade �nica. - Acha que � Belkacem?

Belkacem poderia ter dado o n�mero para algu�m.

Ao superior dele, por exemplo. A liga��o � an�nima,

mas sabem que podemos rastrear o telefone.

- Quanto tempo? - Para rastrear?

Com toda a burocracia, e problemas de sat�lite...

- Amanh�? - Certo.

Vamos dar um codinome a quem enviou o SMS.

Onde se encontrou com Belkacem?

- Pigalle. - Ent�o � "Pigalle".

Certo?

Tomara que ele n�o esteja blefando.

Ele pode n�o saber do que est� falando.

- � uma possibilidade. - Certamente.

Ainda mais ap�s Duflot alert�-los com o submarino.

Gra�as � fineza dele, podem saber que perdemos algo.

Eles s� n�o sabem o que �, mas aproveitar�o.

- Mantenha-me informado. - Claro.

- E ent�o? - 24 horas para rastrear.

O que Mag disse?

Quer que as coisas andem, como todos n�s.

Jantar com Emilie na quinta. Tudo bem?

- Seria um prazer. - Venha comigo.

- Sisteron quer ir para Argel. - Estou ficando doido.

Ontem assisti � uma mat�ria sobre o metr� de T�quio,

e pensei ter visto Cyclone.

- Por que ir para Argel? - N�o sei.

Checar o apartamento dele, falar com a secret�ria...

- Talvez eu encontre algo l�. - Acha que � uma boa ideia?

O pessoal revistou o lugar dois dias ap�s o sumi�o dele.

Mas n�o conhecem Cyclone como ele.

- � verdade. - Voc� viaja amanh�.

Obrigado.

Ela gosta que bata.

- Posso conseguir outro. - Outro caf�?

- Outro manuscrito. - Pode?

Na verdade, ele escreveu para duas lendas.

Na R�ssia, nos anos 90. O que lhe dei.

"Alguns Dias com Ela"?

Depois para outra lenda, algo mais leve.

Ele escreveu muitos poemas que nunca utilizamos.

�timos, por sinal. Interessa a voc�?

- Sim. - Posso saber por qu�?

- Vou lhe enviar hoje. - Obrigado.

Obrigado pelo caf�.

Se for para seduzir uma mulher, pode colocar seu nome,

e dizer que voc� escreveu.

Obrigado.

A divis�o territorial dos munic�pios na realoca��o

� uma quest�o delicada.

Em 2011, os locais hist�ricos foram adicionados

� Lista de Patrim�nio Mundial da UNESCO,

conferindo-lhes grande valor simb�lico.

Trata-se de como dividir esses s�mbolos

que possuem alto valor hist�rico e cultural.

Nadia, precisamos conversar sobre um assunto delicado.

Mais delicado do que nossas conversas di�rias aqui?

Seria mais f�cil se eu n�o a respeitasse tanto.

- � o que todos dizem. - N�o... Droga!

Nadim me falou sobre seu amigo.

- Ele est� obcecado. - � o trabalho dele.

Mas n�o estamos em Damasco. Ele n�o pode fazer o que quiser.

Sim, n�o estamos em Damasco. Mas n�o pode fazer o que quiser.

Quem est� falando?

O empres�rio que vai de um pa�s a outro,

de uma cidade a outra, de um hotel a outro?

O primo de Bashar el-Assad.

- O homem com quem sai... - N�o saio mais.

- Por qu�? - Nadim causar� problemas a ele.

Nadim causar� problemas a ele mesmo assim.

Como assim?

Nadia...

Voc� n�o faz ideia do que agentes secretos s�o capazes.

Durante anos, Paul Lefebvre pode ter sa�do com voc�,

gastado tempo para se tornar seu amigo, sem pedir-lhe nada,

para, um dia, recrutar voc� sem que perceba.

O que est� dizendo? Por que ele faria isso?

Sou apenas uma professora universit�ria.

Voc� � mais do que isso. Voc� est� aqui conosco.

Ele n�o tinha como saber disso na �poca.

Ele n�o poderia saber do seu temor que a rebeli�o

caia nas m�os de extremistas?

Ou perceber que sua vis�o moderada

levaria voc� a ocupar seu cargo atual?

N�o temos nada sobre ele.

Se ele n�o for espi�o ou jornalista, ficar� tudo bem.

Onde ele mora?

N�o sei o endere�o dele em Paris.

Onde voc�s se encontram?

N�o me fa�a dizer a Bashar que voc� n�o � confi�vel.

Ele pode estar num hotel para terminar o livro dele.

O hotel da Porte Dor�e.

Porte Dor�e?

Diga-lhes para levar de volta.

Temos uma semana para devolver.

J� veio arranhado quando foi entregue!

Diga-lhes que pedimos um refrigerador cinza.

Esse � preto. Queremos cinza.

N�o, n�o diga a eles que mudou de ideia.

Sim, minta para eles.

Estou no trabalho. Pense nisso.

At� mais.

- Fala algo em persa? - Um pouco.

Conhece as cores? Cinza, preto...

Vermelho, azul, rosa.

Tive uma bab�, dos 2 aos 12 anos.

Dorna, era iraniana.

Cinza, preto...

Quem se importa? � s� um refrigerador.

Venha conosco. Fique calma.

O que eu fiz?

Quem � voc�?

- Vamos come�ar? - Por que estou aqui?

Gostei de voc�, seremos r�pidos.

Sabemos que voc� est� com Reza Mortazavi.

- Sim, trabalho com ele. - Sim, eu sei.

Temos fotos de voc�s no trabalho.

Est� vendo?

Desde quando trabalha para ele?

H� algumas semanas.

Ent�o trabalha para ele.

Estou fazendo doutorado em sismologia.

Sismologia?

As placas tect�nicas?

Ou prefere o choque de civiliza��es?

Certo.

Chega de bobagem, gatinha. Sabemos de tudo.

- N�s o observamos h� anos. - Por qu�? N�o entendo.

Reza Mortazavi n�o � somente um sism�logo.

Ele trabalha para os iranianos, assim como voc�.

Pode me dar um len�o?

Reza n�o � um iraniano.

Digo, ele � iraniano, mas n�o trabalha para eles.

Na Fran�a...

Ele trabalha para o Instituto de F�sica do Globo.

No Ir�, n�o sei exatamente para quem ele trabalha.

Ele � da Universidade de Teer�.

N�o entendo por que estou aqui.

- N�o entende? - N�o.

- N�o entende o que digo? - N�o entendo nada.

E a carteira de estudante?

Deixo em cima da mesa? Vai precisar para o cr�dito.

Coloque na bolsa, com as outras coisas.

- Onde deixo a bolsa? - No caf� da esquina.

- Posso olhar dentro? - Por sua conta e risco.

- O que vou descobrir? - Apenas minhas pr�teses,

- e pomada para p� de atleta. - Eca, n�o!

- Obrigado, conto com voc�. - Claro.

PARA SOLICITAR O CR�DITO

No nosso jarg�o, � uma armadilha para curiosos.

Abriram o manuscrito. Era o que eu queria.

Para quem busca sobre Paul Lefebvre...

concluir que n�o h� nada para encontrar.

Paul Lefebvre � um professor que pensa ser escritor.

E Nadia El Mansour n�o revelou nenhum segredo de Estado.

"Armadilha para curiosos", o que significa?

Uma ratoeira.

Engra�ado.

CL�NICA

Pr�ximo?

- Bom dia. - Ol�.

- Qual � o problema? - Preste aten��o.

A fase 1 come�ou h� 9 horas.

Estar�o aqui em 11 ou 12 dias. Duas semanas, no m�ximo.

Precisa cortar os sistemas de comunica��o,

apagar os discos r�gidos, destruir as antenas,

receptores, todo material que n�o seja m�dico.

Deve manter total sil�ncio at� a chegada do Chacal.

Antes de vir, ele enviar� alguns homens,

para vasculhar cada canto da cl�nica.

Agir�o como gatos.

V�o procurar em todo lugar e voc� nem vai notar.

A partir de hoje, suspenda treinamentos, sa�das.

Suas armas devem estar escondidas, mas ao alcance.

Como saberemos a data exata da chegada?

Voltarei com ele. Nossa presen�a ser� o seu sinal.

Se me vir, significa que o Chacal

chegar� aqui nas pr�ximas 24 horas.

Est� bem.

- De quem � o beb�? - Comprei ontem.

Quer ficar com ele?

ARGEL

Parece gostoso.

Desculpe, cheira mal mas � muito gostoso.

Por favor, posso ligar para a minha fam�lia?

S�o suas coisas?

- Data de nascimento? - 26/09/1989.

Tem namorado? Ele n�o liga muito.

Mas h� um SMS da semana passada.

"Est� em casa? Posso ir a�?"

Seu namorado � rom�ntico.

Thibaud. � um nome de merda.

"Quero fazer com voc� como na �ltima vez."

Como foi na �ltima vez?

Uma cunil�ngua?

Tenho certeza de que foi uma cunil�ngua.

Thibaud � seu namorado?

- � seu namorado? - N�o.

Entendo.

� s� um ficante, certo?

Tem cara de algu�m que fica com um cara chamado Thibaud.

Thibaud!

Thibaud!

Certo, vamos voltar ao assunto.

- Reza... - O que tem ele?

Est� me irritando pra valer! N�o h� nada! Nada!

N�o, voc� � quem est� me irritando.

H� quanto tempo trabalha para o sr. Benarfa?

- Dois anos. - Ele tem namorada?

- Quem � voc�, exatamente? - Amigo de inf�ncia dele.

A sra. Benarfa me enviou. Est� preocupada com o filho.

- Por que ela n�o veio? - Est� estafada.

Um amigo de inf�ncia saberia se ele tem namorada.

Sou pr�ximo da m�e dele, e ele n�o quer se casar.

Ele n�o tem namorada, trabalha demais.

E antes de ele partir, nada de estranho?

N�o, nada de estranho.

Desculpe-me. Tudo bem.

Gostava do sr. Benarfa. Sinto muito por ele ter partido.

Fala como se ele estivesse morto.

Ele est� morto. Voc� n�o acha?

Como est� o progresso com Malotru?

Est� indo, estou cuidando disso. Temos mais algumas sess�es.

- Mas ele n�o � t�o dispon�vel. - Ent�o sugiro v�-lo esta noite.

Esta noite? Ele concordou?

Jantaremos com ele. Vem conosco?

Est� me convidando para falar com Debailly?

Voc� o ver� em outra situa��o, mais relaxado.

Pode lhe dar uma nova perspectiva.

Sim ou n�o?

- Est� bem. - �timo.

Temos outros trituradores.

Pare!

Certo, chega!

Pronto.

Agora pode matar qualquer um de m�os vazias.

Mas n�o ser� �til, Rambo.

Agora vou lhe mostrar como receber golpes.

- Vou lhe atacar. - O que eu fa�o?

N�o fa�a nada. � s� um vendedor de livros,

um m�dico, um professor... N�o importa.

Voc� � s� um cara agredido sem raz�o.

- Ent�o n�o fa�o nada? - N�o.

- Tudo bem. - Esque�a o capacete.

Use os bra�os somente para se defender.

Proteja os �rg�os vitais.

Cubra o rosto.

Abaixe o queixo.

Proteja a art�ria car�tida.

N�o fa�a nada.

N�o fa�a nada. Voc� n�o sabe lutar.

Se sentir que vai desmaiar, desmaie, acabar� mais r�pido.

Vai se machucar menos.

Sei que parece estranho que um garoto seja melhor

em Franc�s do que em Matem�tica.

E Henri � �timo em Matem�tica.

� importante dominar o Franc�s.

Sim, mas fico pensando

se ele n�o tem um bloqueio psicol�gico contra os n�meros.

N�o � um bloqueio, querida.

O que voc� acha?

Ele deveria consultar algu�m?

N�o me incomodo que meu filho consulte um psic�logo.

Contanto que ele n�o me culpe.

Precisa jogar menos v�deo game, n�o de um psic�logo.

- Nenhuma not�cia do Guillaume? - Ele vir�.

Vou ligar para ele.

A ideia de que meu filho consulte um psic�logo...

Meu marido � um pouco conservador, n�o acha?

Pode me recomendar um de seus colegas?

- Vou dar uma olhada. - Pode me dar um nome agora?

Henri � contra a ideia. Se falar disso com ele...

Vou falar com ele quando eu marcar uma consulta.

SEGREDO-DEFESA

O que � isto?

� um documento...

importante...

que n�o deveria sair do DGSE.

N�o sei como foi parar em minha bolsa.

Estava com pressa, e n�o prestei aten��o.

Foi um acidente. N�o foi culpa sua.

Eu sei, mas...

Ent�o, vamos ver...

Sylvie Laffont, ela � boa com problemas de aprendizagem.

� muito delicado, mas podemos n�o falar do documento ao Henri?

Retirar um documento como esse � um erro grave...

Ser� nosso segredinho.

- Como se escreve Laffont? - Com dois "efes".

- E ent�o? - N�o atende.

Chama, chama, mas n�o atende. Cai direto na caixa.

Ele n�o est� atendendo de prop�sito.

Sinto algo...

desde que ele voltou.

Sente o qu�?

- Ele acha que sou idiota. - N�o acredito nisso.

Posso pedir duas entradas?

Sim, ele acha que sou idiota, incompetente.

Porque nunca fui agente secreto, porque sou um cara normal.

Menos capaz do que ele.

Porque ele � t�o acima de n�s.

De todos n�s.

Sim.

E de voc� tamb�m, na verdade.

Se ele n�o veio, deve ter um bom motivo.

Gostaria de saber o motivo!

Ent�o voc� fala persa? Teve s� curiosidade, certo?

Estou exausta.

Tamb�m estou exausto. Ent�o fala persa?

Tive uma bab� iraniana quando eu era pequena.

Teve uma bab�? N�o ia � escola?

Sim.

Ela me ensinava ap�s a escola, quando eu era pequena.

- Sua bab� era leal? - Como toda bab�...

Com m�e secret�ria e pai desempregado

tinha uma bab� como uma princesa inglesa?

- Era uma amiga da fam�lia. - Ent�o posso ligar para ela?

Tenho algumas perguntas para essa "amiga da fam�lia".

- Estou com fome. - Eu sei.

Algu�m perguntou por mim?

Como assim? Diga-me.

Quem perguntaria por voc�? Voc� � algu�m importante?

Meu companheiro deve estar me procurando.

Ele � s� um ficante, certo?

Aposto que nem goza com ele.

Pode ficar mais 10 dias aqui, e ningu�m vai tirar voc�.

- Certo? - Certo.

- O que faz aqui? - E voc�?

- Tem c�pia das chaves? - S�o as dele.

Deixou no escrit�rio quando desapareceu.

Estas coisas s�o suas?

Tenho tido problemas com meu marido...

Como o sr. Benarfa n�o estava aqui...

� apenas por alguns dias...

- Ele teria concordado. - Por que n�o me contou?

N�o tinha certeza se voc� era amigo do sr. Benarfa.

N�o � o tipo de gente dele.

- Cad� o meu gato? - Comi no jantar.

N�o, n�o, desculpe. N�o sei aonde ele foi.

- Espere, esqueceu isto. - N�o � meu.

Tem certeza?

Momo?

Momo?

Momo?

RECEITA M�DICA

ANTIDEPRESSIVOS

Agora onde vou dormir?

Bom dia.

S� levaram meu palet�.

- Prestou queixa? - Vou mais tarde.

Passei a noite toda na Emerg�ncia.

Quantos eram?

Sinto muito sobre o jantar.

Tudo bem, Guillaume. N�s que sentimos.

Ficamos preocupados, e com raz�o.

Bom dia.

Guillaume, Sylvain Ellenstein quer falar com voc�.

Obrigado.

� onde localizamos o telefone que mandou a mensagem.

Rue Mohamed Rached, 31.

- Sisteron falando. - Como est� em Argel?

Tudo bem.

Rue Mohamed Rached, 31, soa familiar?

� um "dead drop" que utilizamos com Cyclone.

Quando est� sem Internet. Por qu�?

Por nada, obrigado.

Sim?

- � o Mag. - O que est� havendo?

Fique no apartamento do Cyclone. N�o saia da�.

Uma equipe de seguran�a o levar� discretamente ao aeroporto.

Espere um instante.

Certo, pode me explicar?

Um celular nos enviou um SMS do "dead drop" do Cyclone.

Algu�m est� com o Cyclone. Sabem que ele � um dos nossos.

Voc� pode estar em perigo.

N�o saia do apartamento, e n�o confie em ningu�m.

Est� bem.

Vem para a cama?

- Voc� est� bem? - V� embora!

O que foi?

� outra brincadeira? � isso?

- V� embora! - N�o larguei um marido abusivo

para deixar um idiota que nem conhe�o...

Os medicamentos s�o seus? Est� louco!

Socorro!

Merda!

Pensaram que ela iria ceder ontem � noite.

Perguntou se procuravam por ela,

mas ela conseguiu convencer que falava do namorado.

Ela nem hesitou ou reagiu quando disseram que Reza � espi�o?

- �timo. - Simon disse que ela � forte.

Ele disse que n�o gosta de bater nela.

Ele a acha bonita.

Voc� tamb�m era bonito antes de arrebentarem sua cara.

- Prestou queixa? - Quando eu tiver um tempinho.

Dever�amos ligar para o Simon.

Se ela ainda n�o cedeu, n�o vai ceder.

Ela deve estar com fome.

- Pode ir. - O qu�?

H� um minuto, eu era filha do Bin Laden e agora posso ir?

Fizemos averigua��es. N�o temos nada contra voc�.

Coma.

Fui bem?

Como assim?

Gostou de me interrogar?

Gostou de me bater?

Voc� � resistente.

Deve ser por causa da malha��o.

- Voc� corre? - Sim, tamb�m.

Eu tamb�m.

- Numa academia? - No Parque Buttes-Chaumont.

DELEGACIA

Ele acabou de sair. Posso ir agora?

Quanto tempo ele ficou l�?

- Quase 2 horas. - Certo, volte.

Como vamos saber se ele prestou queixa?

V� verificar.

Como? N�o posso entrar e perguntar.

Diga que viu uma agress�o e quer denunciar.

Se prestou queixa, ele me descreveu.

V�o me reconhecer.

- Estou vestindo o palet� dele. - O qu�? Voc� � um idiota!

N�o planejava perguntar � pol�cia se me procuram!

N�o me importo. Diga que viu uma agress�o.

Se prenderem voc�, melhor ainda.

Significa que estamos errados e que n�o devemos nos preocupar.

Tomara que esteja errado.

Devem estar de brincadeira.

Na �ltima vez, interrompi "FELIS"

por um caso rid�culo de agente duplo que durou 24 horas.

O que � agora? Um agente duplo sovi�tico?

Um falso desertor? Ou � algo s�rio?

� algo s�rio.

- Tem certeza? - Sim.

Certo. Vou explicar a situa��o.

FELIS iniciou ontem. N�o consigo falar com o pessoal.

Devemos ligar para os americanos

e dizer-lhes que a opera��o que montamos com eles

e os ingleses, durante 14 meses, est� comprometida.

Devem falar com o pessoal deles e o nosso,

e parar uma opera��o que envolve um cruzeiro,

dois helic�pteros e cerca de 100 homens.

Ent�o, eu pergunto de novo.

Tomem o tempo que precisarem. Voc�s t�m certeza?

Um dos nossos agentes est� nas m�os dos argelinos.

E ele sabe a localiza��o de FELIS.

Ele contou aos argelinos?

Ele deu a localiza��o de um "dead drop", � o que sabemos.

N�o � o suficiente.

N�o posso cancelar tudo s� por isso.

� imposs�vel. Preciso de mais.

O que faz aqui? � o hor�rio dos diretores!

Voc�s t�m o restante do dia!

E se veio chamar aten��o, escolheu o momento errado!

Fiz o que mandou. Fingi ser uma testemunha.

N�o sabem de nada.

L� estava eu, vestindo o palet� dele...

Que engra�ado! D�-me informa��es, por favor.

- Ele n�o prestou queixa. - Tem certeza?

Sim, n�o h� evid�ncias. N�o se preocupe.

CARTEIRA DE ESTUDANTE

Sim?

Est� bem.

A arma.

Senhorita, somos da pol�cia francesa

cooperando com o servi�o secreto argelino.

Estou prendendo voc� por cumplicidade em terrorismo.

Do que est� falando? N�o fiz nada.

� c�mplice do terrorista Benarfa.

O qu�?

N�o fiz nada de errado. Michel, sou inocente!

Daremos o maior susto nela. Ela nunca abrir� a boca.

Michel!

Michel!

Michel!

Cad�?

Venha comigo, beb�. Farei voc� falar.

Ela estava morando no apartamento.

Ela estava l� quando voc�s me ligaram.

Pensei que ela trabalhava para os argelinos.

N�o podia simplesmente deix�-la ir.

- Precisava bater nela? - Bom...

- O que aconteceu? - Nada.

Precisava bater na coitada da secret�ria?

N�o, n�o precisava...

- N�o sabia o que fazer. - Por que n�o falou antes?

- Quando? Na frente dela? - Quando falamos ao telefone.

Minha cabe�a estava cheia. Sinto muito.

N�o teria me mandado mant�-la l�?

- E os medicamentos? - Ansiol�ticos, antidepressivos,

comprimidos para dormir, mais os da receita m�dica.

Ele consultava um psiquiatra.

Posso falar com voc�?

H� dois dias, sa� do pr�dio com documentos confidenciais.

N�o fiz de prop�sito, obviamente.

Foi na noite do jantar no restaurante.

Sa� do escrit�rio com pressa,

e coloquei os documentos em minha bolsa sem perceber.

- Quando percebeu? - No restaurante.

- N�o dormi a noite toda. - Contou a algu�m?

Estou contando a voc�.

Por que eu? Fale com Henri Duflot.

Por que n�o voc�?

Falar com voc� � como falar com o DGSE, certo?

Tudo o que faz me interessa, e vice-versa.

Para mim, n�o � grave. Mas pode ser para outros.

N�o se trata de hierarquia,

mas de responsabilidade coletiva, certo?

- Devolveu o documento? - Claro que sim.

Am�m.

Sempre se sabe quando os erros s�o graves?

Sim, deve saber.

Falar disso com outra pessoa � uma maneira

de objetivar o erro e avaliar a relev�ncia dele.

Nunca precisou da opini�o de um colega?

- Sim. - Em que ocasi�o?

- Estamos em outra sess�o? - N�o, por que acha isso?

Inimigos internos e externos...

Quando comete um erro, a amea�a est� em todo lugar.

Encontrar e evitar a armadilha. Ser espancado e n�o reagir.

Ser interrogado e n�o se revoltar.

Eu j� sou um especialista, mas continuo me aperfei�oando.

Dissimular cada vez mais e melhor.

Criar cortinas de fuma�a, interna e externamente.

Estava em constante treinamento, e devo admitir que...

sentir meu cora��o batendo r�pido,

martelando nos meus ouvidos,

e n�o deixar transparecer nada...

Eu estava come�ando a gostar disso.

Droga!

Este idiota pode nos convencer que � mesmo o nosso homem.

� sua vez de me ver sofrer?

N�o me diria onde corre se n�o queria que eu viesse.

- J� terminei. - � mesmo?

- Acho que temos um problema. - Acontece.

Com um franc�s.

Ele est� fodendo sua esposa, � isso?

N�o, talvez ele esteja fodendo todos n�s.

� um franc�s que trabalha para o servi�o secreto.

Tenho quase certeza.

Preciso comprovar. Mas n�o consigo sozinho.

� horr�vel que tenhamos que falar em ingl�s.

Os servi�os secretos russos e s�rios...

Dever�amos poder nos comunicar em outro idioma, n�o acha?

Em russo?

Ou at� em chin�s,

ou em franc�s, � claro.

Seria mais suport�vel do que em ingl�s.

Mas foi bom ter falado sobre esse agente franc�s.

Conte-me tudo, e verei o que posso fazer.

N�o est� me dando nada.

Absolutamente nada.

Menos do que nada.

Enviou sua mensagenzinha e nada mais.

Sem m�sica, sons, imagens, ou contatos.

Nenhum encontro?

20h - 21h 06/10/2014

ESTACIONAMENTO DO ORLY, TERMINAL W, P-2. SR. VINCENT.

- Estou interrompendo? - N�o.

Na agenda do telefone, h� um compromisso para voc�.

"Pigalle" quer se encontrar com voc�.

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