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Original subtitles

A besta � uma arma perfeita para assassinato.

Deveria precisar de licen�a.

Acho que essa flecha...

...era para feri-lo e paralis�-lo.

O objetivo deles era atropel�-lo usando seu pr�prio carro.

Mas o que isso nos diz sobre o assassino?

O uso da besta aponta claramente...

...para a equipe de tiro do col�gio ou para o clube de arco.

O ve�culo como arma de assassinato aponta para o acidente de carro.

Certo. E aqui podemos ver que h� dois assassinos.

Vi as not�cias. Outro daqueles cretinos morreu.

Mas voc� provavelmente j� sabia.

Mojm�r!

Por que est�o atr�s de Mojm�r?

Porque um dos arqueiros � filho dele.

Est�o atr�s dos pais, filhos e primos.

O que � isto? Uma vingan�a no estilo siciliano?

Milan Slak n�o estava dirigindo. Era Karel Sedl�k.

E da�?

O pai de Sedl�k pagou a Slak para assumir a culpa.

Tem algo para beber?

Tudo bem. Durma um pouco agora.

Sr. Kunst, algu�m saiu do clube desde sua funda��o?

Com certeza.

- O que est�o procurando aqui? - Aparentemente, um assassino.

Acham que � algu�m daqui?

H� algo que preciso te contar.

- N�o. - N�o. Eu quero lhe contar.

N�o precisa me contar nada.

Pela minha contagem,

n�s somos os �nicos suspeitos que restam.

- E Andrea. N�o esque�a. - Qual �?

Andrea s� causa danos com um cart�o de cr�dito no shopping.

- Sabem quem foi? - N�o sabemos.

Mas achamos que sabemos o motivo.

Ele ter� o que merece. Mas n�o at� chegar a vez dele.

BASEADO NA OBRA DE MICHAL S�KORA

A pol�cia acha que sou o pr�ximo, algo assim.

Meu Deus!

Eles dizem que eu deveria sumir para algum lugar.

DIRIGIDO POR JAN HREBEJK

TEMPORADA 3 EPIS�DIO 3

ANATOMIA DE UM ASSASSINATO

Pensei que poder�amos conversar de novo com a cabe�a fria.

Vinte minutos bastam? Estou saindo.

Est� bonita.

- Pensei que fosse para mim. - Vou ao cinema.

- Est� frio. - Vai ficar mais frio.

- Posso me sentar? - Fique � vontade.

A que horas? O cinema?

Nove horas.

Como voc� vai chegar l�?

De carro.

- Voc� tem carro? - Claro.

Papai est� no hospital.

Sim, ouvi dizer. Como ele est�?

Falei com Ales. Disse que ele est� se recuperando.

Isso � bom.

Voc� vai ao cinema...

...assim, do nada?

Era disso que precisava falar comigo?

Bem...

Acho que sabe o que houve com Milan e papai.

Ir ao cinema sozinha � m� ideia.

N�o vou sozinha.

Venha e sente-se comigo um pouco.

Certo.

Os policiais v�o com voc�?

N�o precisam.

- N�o precisam? - N�o. Terei companhia.

- Meu Deus, isso � loucura! - O que � loucura?

O qu�?

Os caras est�o mortos.

Tentaram matar o papai.

A pol�cia diz que os assassinos est�o atr�s de voc�, de mim e de Ales.

E voc� vai ao cinema, como se n�o houvesse nada errado.

� disso que queria falar? Que est� com medo?

Que eu deveria ter medo tamb�m? Para compartilharmos isso?

Mas j� n�o temos nada em comum.

Nem medo.

- Mas eu tenho medo de voc�. - Que emocionante.

Andrea...

Aconteceram coisas que n�o deveriam ter acontecido.

Sinto muito que pense que n�o h� perd�o poss�vel.

- Que n�o vamos superar isso. - Legal.

Seria ainda melhor se baixasse mais sua voz.

Constru�mos isto juntos, n�o �?

Sabe como seria legal morarmos juntos aqui?

Isso � verdade.

- E quer vender? - Exato!

N�o quero por perto nada que me lembre voc�.

Certo.

Ent�o n�o h� chance de voltarmos?

Muito bem.

Certo.

O que �?

Um contrato.

O acordo assinado.

Um ter�o de tudo que eu ganhar � seu.

N�o me importo mais com dinheiro.

Nem eu.

Sim. Finalmente entendi tanto.

Os caras est�o mortos. Dinheiro � in�til para eles.

E o que importa para voc� agora?

Volte para mim.

N�o estou nem a� para o seu dinheiro.

Eu vomitava toda vez que o gastava comigo.

Voc� � s� um g�ngster burocrata...

...que aceita subornos de parasitas burocratas.

Percebi que posso finalmente largar esse saco de bosta...

...que carreguei me casando com voc�.

Ser� um prazer assistir a voc� se afogar nele sozinho.

Sim.

Ent�o, por que todo o teatro em rela��o �quele contrato?

Advogados, reuni�es de fam�lia, chantagem boba.

Queria ver voc� se contorcer.

Mas toda a divers�o acaba.

- E o que quer de mim? - Pode ir embora?

Quem �?

Conhe�o o pobre coitado? Sinto muito por ele.

- N�o se preocupe, saber� em breve. - Quem �?

- Pode ir embora, por favor? - N�o, n�o posso!

Esta casa � t�o minha quanto sua.

Sa� porque eu quis, para voc� colocar as ideias no lugar.

- Eu tamb�m! - Quem �?

Voc� faz coisas na nossa cama?

- Nunca se rebaixou tanto, n�o �? - N�o.

N�o. A casa sempre te foi sacrossanta.

�! Eu tenho princ�pios.

Eu tamb�m. N�o sou m�rbida.

Seria como transar em um t�mulo.

- Voc�... - Experimente!

O que est� havendo?

Perd�o. Tentamos ligar para os dois, mas nenhum atendeu.

- O cavalheiro est� indo embora. - Ligaram do hospital.

Pai?

Houve algumas complica��es.

O cora��o dele.

Eu estou indo.

- Quer meu carro emprestado? - N�o. Vou pegar um t�xi.

� grave?

N�o temos nenhuma informa��o.

Voc� est� bem?

Sim. Posso s� usar o banheiro?

- Claro. - Obrigado.

Aqui est�.

- Obrigado. - Tudo certo, n�o �?

Pode me dar um pouco de �gua?

�gua? Claro.

E suco?

Desculpe, o qu�? Suco?

Sempre bebo com suco.

Est� bem.

Eu deveria segui-lo, certo?

Mas ele vai de t�xi.

- Ent�o � melhor estarmos l� fora. - Sim.

- Trarei isso de volta. - Espero que sim!

Ambos est�o bem.

Sim, eles sabem agora.

Ele foi de t�xi ao hospital para ver o pai.

Ela quer ir ao cinema.

Com certeza. N�o vamos perd�-la de vista.

Acha que estou mesmo em perigo?

N�o, acho que n�o. N�o enquanto estiver em casa.

- A que horas vai sair? - Muito em breve.

N�s a escoltaremos.

Minha nossa.

- O que faz aqui? - Nada.

- Checando seus pap�is de registro. - D� isso aqui.

- Cumprimente Zaneta por mim. - Saia daqui!

Mudei de ideia. Vou dirigir.

N�o vai a lugar nenhum no meu carro.

- Vou ver meu pai. - N�o, n�o vai!

Zaneta permitiria.

Voc� vai para a cadeia.

Tenho c�pias de tudo. Tudo!

E se parecer que seu pai te ajudou,

ele vai para a cadeia.

A menos que ele bata as botas antes.

Cale a boca, sua vadia!

Andrea.

Droga. Droga.

Droga.

Que horas s�o?

Ela deveria se mexer se quiser ser pontual.

Ei!

Droga!

Ela est� bem assustada. O que disse a ela?

- Nada. Vamos ao cinema. - Qual?

O Metropol. Depressa!

Droga.

Obrigado. Tchau.

N�o entendo.

Por que o cora��o? Papai n�o fumava nem bebia.

Fazia caminhadas.

Deve ser o trauma intenso.

Est� est�vel agora.

Voc� est� doente?

- Perd�o? - Est� passando mal?

N�o, n�o.

Venha comigo. Vou te dar uma receita.

Sim. � muito gentil.

Pavel!

Andrea Rovensk� desapareceu. Os caras a perderam!

Ela n�o est� no cinema e n�o voltou para casa.

Vojta! V� para o hospital agora...

...e pegue Jakub Rovensk�! Ele estar� com o pai.

Traga-o aqui agora!

Idiotas!

Tchau.

Boa noite.

Depois de voc�.

- Oi. - Oi.

Sente-se.

Obrigado.

Jakub, sua esposa est� desaparecida.

Quando foi a �ltima vez em que falou com ela?

Por volta das 20h30.

Do que queria falar com ela?

Do div�rcio.

Eu queria concordar com as condi��es dela.

S� falamos por um minuto. Ela foi ao cinema.

Ela te disse com quem ela ia?

- Isso n�o � da minha conta. - Jakub.

Aquele velho acidente � a chave para tudo o que est� acontecendo.

Temos que verificar o que realmente aconteceu na �poca.

Voc� testemunhou.

O que vai acontecer agora?

N�o posso te perder de vista at� sabermos o que houve com Andrea.

Preciso de prote��o, mas...

Meu pessoal est� todo em campo. S� teremos refor�o amanh�.

Se quiser, pode ficar no meu sof�.

Obrigado.

Est� com fome? Quer pizza?

N�o. Eu n�o conseguiria comer nada.

O que est� havendo? Primeiro os caras, depois papai,

e agora Andrea.

Talvez ela nem tenha ido ao cinema.

Ela tinha um encontro com algu�m. Sabe quem?

Papai desmaiou no hospital hoje.

Sim, eu sei. Sabem o que houve?

Eles dizem que foi o cora��o.

O cora��o dele parou.

Descanse um pouco. Se precisar de algo, estou ao lado.

E n�o tenha medo, vamos encontrar Andrea. Com certeza.

Quer um sedativo?

N�o. O m�dico j� me deu algo.

Obrigado.

De manh�, encontraremos o policial que investigou o acidente.

O que mais conseguiu?

Eu investiguei...

...o caso do Juiz Lamper.

"Juiz aposentado morre sob as rodas do pr�prio carro". O qu�?

N�o foi exatamente sob as rodas.

O relat�rio declara que o juiz estava tirando...

...compras do porta-malas.

O carro estava estacionado em uma inclina��o.

O freio de m�o estava mal engatado e ele foi esmagado contra a parede.

N�o o encontraram at� o dia seguinte.

Foi tratado como uma morte suspeita,

mas n�o puderam provar a culpa de ningu�m.

Quero saber se algo assim aconteceu no passado.

Claro.

- Vai ser uma noite em claro. - � isso.

Obrigada.

- Krist�? - Oi.

- Oi. Onde est�? - Aqui.

Krist�, por favor.

Krist�, voc� engordou?

N�o. Meu Deus. Por que eu n�o soube?

- At� dezembro, j� era. - Quem � o pai?

Precisa de alguma coisa?

Por favor, preciso descobrir quem foi respons�vel por este caso na ag�ncia.

- Vou ditar o n�mero. - Espere.

23 161.

- Aqui. Doutor Uc�k. - Vou v�-lo imediatamente.

Obrigada. Vou ver este aqui.

Claro que vai.

- Passe aqui algum dia. - Sim. Tchau.

Sim, Vojta?

Uma promotora p�blica morreu quatro meses atr�s.

Foi v�tima de um atropelamento seguido de fuga.

- O nome? - A Jirina Jehlickov�.

Sim, est� bem.

Vojta, sabia que Krist�na Horov� est� gr�vida?

N�o, n�o sabia.

Certo. Depois eu ligo. Obrigada.

- Ent�o, tchau. - Tchau.

- Fique mais na pr�xima vez. - Claro.

Voc� nem sentiu o beb�.

Tenha d�.

De novo. Cento e vinte e nove!

E Andrea Rovensk�?

Nada ainda. Mobilizamos a pol�cia e as unidades locais.

- E Jakub? - Ele ainda est� aqui,

mas quer escolta policial. Ele tem um casamento hoje.

- Esse � o arquivo? - Sim.

Tamb�m marquei uma reuni�o com esses pais.

N�o estou nada ansioso por ela.

- O que conseguiu? - Krist�na est� gr�vida.

- � mesmo? - Sim.

Ent�o, finalmente aconteceu para ela.

E voc� est� mesmo surpreso, ou est� s� fingindo?

Espero que n�o seja outro idiota.

Garotas assim tendem a escolher o mesmo estere�tipo.

At� pensei que voc� estivesse escondendo algo.

Marie, voltei � normalidade.

Sei. Quando foi?

Voc� tem algo sobre aquele caso?

O Juiz Lamper, que julgou o caso Milan Slak, morreu.

- O juiz que foi subornado? - Sim.

E voc� perguntou de um tal de Jehlickov�?

A promotora p�blica que foi atropelada.

Jehlickov� trabalhou no caso...

...da professora da escola, Alzbeta Sekaninov�.

Mas nunca foi a tribunal. A professora cometeu suic�dio.

- S�rio? - O pr�prio Juiz Uc�k me disse.

Ele me mostrou o arquivo que Jehlickov� abriu.

Mas a morte de Jehlickov� n�o pode ter sido acidente?

Ela foi atropelada,

o motorista fugiu e ela morreu no hospital no dia seguinte.

Como isso pode ser acidente?

Mas que sentido isso faz?

Temos que olhar para este caso de um �ngulo completamente diferente.

- Oi. - Oi.

- Oi. - Major V�rov�. Como vai?

Sr. Kubecek, o senhor investigou aquele tr�gico acidente de carro.

Sim. Foi uma carnificina terr�vel.

Ningu�m gostaria de ter que se deparar com aquilo.

Sim. Tem raz�o.

Rovensk�, a que est� desaparecida,

tamb�m estava no carro. Lembro-me dela.

Eu me lembro de todos eles.

E n�o ficaria surpreso se fosse um ato de vingan�a.

Um bando de idiotas b�bados.

Riquinhos privilegiados, se � que me entende.

Depois do baile, entram no carro,

e a� acontece isso.

Vou lhe dizer francamente o que penso.

Eu acompanhei o caso na �poca,

e tive muita raiva de como tudo acabou.

Um momento. Foi um acidente, certo?

O carro atingiu o meio-fio, o pneu estourou,

o carro saiu de controle e bateu.

Besteira!

Perd�o.

Eles estavam indo r�pido demais.

Colidiram com a cal�ada, isso � verdade.

Mas n�o recuperaram o controle.

Mas, no relat�rio, os especialistas...

Qual �!

Foi tudo pago.

Quantos estavam no carro?

Cinco.

Quando chegamos ao local, e chegamos bem r�pido,

muito antes da ambul�ncia,

vimos o seguinte.

A professora estava tentando acalmar as crian�as chocadas,

e o m�dico rec�m-formado, o...

- Kuzel�k. - Isso, Kuzel�k.

Ele estava dando primeiros socorros ao garoto que depois sobreviveu.

Um dos outros estava aqui.

- Milan Slak. - Sim, Slak.

Ele estava vomitando naqueles arbustos ali.

E o amigo dele...

...estava ao telefone com papai, salvando sua pr�pria pele.

Em vinte minutos, os advogados vieram. N�o estou brincando.

O grupinho tinha advogados...

...antes mesmo de a investiga��o come�ar.

E o quinto? Jakub Rovensk�.

O Sr. Deputado?

Estava t�o b�bado que dormia na parte de tr�s do carro.

O relat�rio declara que ele viu o acidente.

Pode ter visto, mas dormiu assim mesmo.

De verdade. Ele estava dormindo pesado.

Estava falando s�rio sobre o perito subornado?

Claro que sim.

O velho Sedl�k tinha toda a investiga��o na palma da m�o.

Ele tinha metade da cidade na palma da m�o, at�.

Eles jogavam golfe, faziam contatos.

O chefe de pol�cia se interessou pelo caso no dia seguinte.

Mas por que n�o informou aos seus superiores sobre as d�vidas?

O que acha?

Tem alguma prova do que diz?

Eu sou a prova. Eu estava aqui.

Por exemplo,

sei exatamente onde foram parar os peda�os do pneu estourado.

Por que isso n�o est� no arquivo?

Acha que eu estou mentindo?

Ent�o me diga por que acusaram a pobre professora.

Acho que queriam colocar a culpa nela.

A promotora p�blica fez um enorme esfor�o...

...para indici�-la.

Quais eram as acusa��es?

Alegaram que, na hora do acidente, ela estava ao telefone.

Os advogados de Sedl�k disseram que, se ela n�o estivesse conversando...

...e estivesse prestando aten��o, nada daquilo teria acontecido.

Foi um neg�cio bem sujo, isso eu te digo.

Eu acho que estavam dirigindo de forma imprudente.

N�o olharam a rua direito.

Chocaram-se contra as crian�as...

...e acabaram naquela grade ali.

Vamos ter que ir.

Ainda temos que ver os �ltimos pais, Sr. e Sra. B�rta.

Muito obrigada, senhor. Manteremos contato.

- Obrigada. - Tchau.

Pac�k, uma tarefa.

Encontre tudo sobre o suic�dio de Alzbeta Sekaninov�.

Sim, a professora da escola.

Avise-me assim que encontrar algo.

Como est�o as coisas no caso Rovensk�?

Nada ainda. Certo.

- N�o tenha medo. - De qu�?

Vou dizer a eles que n�o temos nada com isso.

Vou lhes dizer que temos um �libi para todos os crimes.

Tchau.

Acene para mam�e e papai.

- E comporte-se. Obrigada. Tchau. - Tchau.

Receio n�o poder dar informa��es novas...

...nesta fase da investiga��o.

E Andrea Rovensk�?

Lamento, mas a promotora reservou a si o direito de comentar.

- Pac�k, Departamento Criminal. - Ol�. B�rtov�.

Ol�. Por favor, siga-me.

N�o, n�o posso lhe dar nenhuma informa��o.

- Por favor, fale com o porta-voz. - Pe�o desculpas.

Ela est� na Rep�blica Tcheca? Andrea Rovensk� tamb�m desapareceu.

Sei aonde quer chegar com essa pergunta,

mas n�o matamos nenhum desses cretinos.

Acalme-se, Sra. B�rtov�, e s� responda as perguntas.

Sabe qual � a parte vergonhosa?

Que a energia que est� gastando em prender...

...os bons samaritanos que livraram a Terra de Slak e Sedl�k...

...n�o est� sendo usada para proteger nossos filhos deles.

Nosso filho morto.

Ele era uma crian�a brilhante e feliz, que amava a vida...

...at� aquele bando de pirralhos ricos o matarem.

- Pavla, por favor. - O qu�? � verdade.

Eles acabaram com a nossa vida.

N�o matamos nenhum desses cretinos.

Ao investigar um crime, precisamos ter m�todo.

Temos que eliminar todas as possibilidades.

Onde voc� e seu marido estavam...

...na tarde do dia 26?

- Que dia era? - Quarta-feira.

No trabalho.

Qual � a sua profiss�o, Sr. B�rta?

Ensino tcheco e ingl�s na Escola Hejc�n de Gram�tica.

N�s trabalhamos juntos.

N�o me lembro exatamente o que faz�amos naquela tarde.

Mas, como nossas vidas s�o regidas pelo hor�rio escolar,

deve ser f�cil ficar sabendo o que fizemos naquele dia.

Ou est�vamos ensinando ou est�vamos a caminho da escola.

Nosso filho nascido ap�s a perda de Ondra nasceu gravemente deficiente.

Sr. B�rta, lembra-se de onde estava naquele dia?

Se me disser uma hora, posso te dizer onde eu estava.

Entre 14h e 15h.

Como Pavla disse, ou na escola, ou indo buscar nosso filho.

N�s o buscamos entre 15h e 15h30.

Eu j� lhes disse isso.

Qual � a escola?

Aquela na Rua Doln� Hejc�nsk�.

Mas l� n�o fica a dez minutos a p� da escola prim�ria.

O que quer dizer?

B�rta disse que pegou o filho por volta das 14h,

mas voc� o pega entre 15h e 15h30.

Sim, temos que fazer as compras e resolver coisas...

...e, com Tade�s conosco, n�o podemos. Leva mais tempo.

N�o nos lembramos dessa hora,

nem o que est�vamos fazendo. Isso � tudo.

Somos meio prisioneiros do nosso filho deficiente.

Prisioneiros?

Alguns pais de crian�as deficientes...

...aceitam o estado de seus filhos como um presente.

Abre uma nova dimens�o para eles.

N�o � o nosso caso.

Nosso Ondra era brilhante...

...e talentoso.

Quando o perdemos, pensamos que...

Digamos que,

comparado a como Ondra era,

a defici�ncia de Tade�s � ainda mais dolorosa.

Lamentamos por trazer as mem�rias de volta.

Trazer de volta?

Capit�o, revivo esse horror todo maldito dia.

Quer saber?

Quando pegarem quem cometeu esses crimes,

por favor, nos informe.

Vou mandar flores e agradecer pessoalmente.

Mas, para ser franca, ficarei mais feliz se nunca o pegar.

� disso que eu gostaria.

J� faz um bom tempo.

Precisa de algo, Sr. Deputado?

N�o, obrigado.

Por favor, vai encontr�-la, n�o �?

Voc� � casado?

Por favor, preciso ir � prefeitura. H� um casamento hoje.

Sim.

Por que mentiu para eles?

Eu sei, Libor.

Do que voc� sabe?

Sei que � voc�.

� voc�, n�o �? N�o diga nada.

N�o diga nada.

Amo voc�.

Sr. Rovensk�, minhas desculpas por essa abordagem in�dita,

para a qual haver�, � claro, consequ�ncias.

Por que o deputado e sua esposa n�o receberam prote��o?

Ambos recusaram.

- Est� brincando? - N�o, senhor. Eu recusei mesmo.

A pol�cia tem regulamentos vinculativos...

...para situa��es como esta.

O deputado e a mulher dele estavam sob nossa vigil�ncia.

Entendi.

Ent�o quer me explicar porque a esposa do Sr. Rovensk�...

...est� desaparecida h� 12 horas?

Uma opera��o de busca intensiva est� em curso.

Sim. A equipe de busca inclui todo mundo, at� a imprensa.

- E n�s parecemos incompetentes. - Senhor, devo defender a Marie.

Ela imediatamente me ofereceu prote��o policial...

...quando Andrea desapareceu.

Passei a noite aqui na delegacia.

N�o fui a lugar algum.

� melhor rezar para a Sra. Rovensk� ser encontrada em boa sa�de,

porque, se alguma coisa tiver acontecido a ela...

...ent�o, lamento, mas sua carreira ter� acabado.

Claro. Posso s� fazer ao Sr. Deputado mais algumas perguntas?

Acima de tudo, seu trabalho � encontrar a Sra. Rovensk�.

Marie, o que quer me perguntar?

Jakub, preciso te perguntar sobre o acidente.

Ele � essencial para o nosso caso.

Vamos encontrar sua esposa. Prometo isso a voc�. Viva ou morta...

Quem dirigia o carro? Voc� falou disso recentemente?

N�o. S� com voc�.

O criminoso que procuramos sabe o que houve na �poca.

Sabemos o que realmente houve. Ele matou o Juiz Lamper tamb�m.

Aquilo foi acidente, n�o?

Mencionou isso a algu�m?

- N�o, n�o falei com ningu�m. - E sua esposa?

- N�o. - Tem certeza?

- Tenho. - E o Dr. Kuzel�k?

- O que tem ele? - Pode ter contado a algu�m?

Acho que o Dr. Kuzel�k tamb�m est� aqui.

N�o, mas o temos sob vigil�ncia.

Eu gostaria de falar com o m�dico imediatamente.

Sim, Kuzel�k est� em casa, sim.

O carro dele ficou aqui a noite toda.

Sim.

Vou dar uma olhada.

As luzes do apartamento ainda est�o acesas.

Sim, entendo.

Infelizmente, n�o pode falar com o Dr. Kuzel�k.

Por qu�?

Descobrimos que ele escapou de casa � noite, escondido.

N�o diga.

Mas o t�m sob vigil�ncia...

Coloque-me em contato com ele agora!

Ele n�o atende o telefone.

Ent�o, vamos ligar do meu telefone.

- Ele me atender�. - Certo.

S� um segundo.

Est� tocando.

Al�. Ol�, Ales.

- O que est� havendo, Jakub? - Onde voc� est�?

- � beira-mar. - � beira-mar?

� beira-mar, onde?

� o que n�o quero te contar.

S� vou colocar algu�m na linha. N�o desligue.

Sim.

Coloque no viva-voz.

N�o sei como. O telefone n�o � meu.

Doutor? Ol�, Major V�rov� aqui.

Poderia me dizer seu atual paradeiro?

- Estou de f�rias. - De f�rias?

E posso saber onde?

H� neve, gelo, mosquitos, selva,

um pouco de tudo. � um lugar bem estranho.

Quando uma pessoa desaparece no meio de uma investiga��o,

ela se torna suspeita...

...de estar escondendo alguma coisa.

Jesus Cristo!

Sinto muito por isso.

S� estava tentando resolver o problema da minha inseguran�a.

Diga-me onde est� e te buscaremos.

N�s lhe daremos prote��o policial.

A mesma que deram � Andrea, certo?

Desculpe. Eu li as not�cias.

Quando planeja voltar, doutor?

Quando ele estiver preso, Major.

J� que est� na linha, posso perguntar algumas coisas?

Claro.

Agora sabemos que o acidente foi um pouco diferente...

...de como voc� o descreveu.

�? Como foi, ent�o?

Sabemos que Milan Slak n�o dirigia o carro, mas, sim, Karel Sedl�k.

N�o me importo se ou por que voc� deu falso testemunho.

Sabemos que o pai de Sedl�k financiou tudo.

Diga-me se tiver contado a algu�m.

- N�o. - N�o contou? Tem certeza?

- N�o sou bobo. - E algum de seus amigos?

N�o.

Algum epis�dio recente ligado ao acidente?

Para ser honesto, quando Milan ainda estava no hospital,

ele me disse que uma vez, fumando do lado de fora,

ele viu o pai de uma das crian�as que morreram.

- Nome? - N�o sei o nome dele.

E quando foi isso, doutor?

Dois ou tr�s dias antes de o matarem.

No mesmo dia que a not�cia sobre Karel Sedl�k foi veiculada.

Certo.

Ligue para mim se se lembrar de mais coisas.

E n�o vai mesmo me dizer seu paradeiro atual?

O melhor para mim � n�o lhe contar.

- Tudo bem. Obrigada. - De nada. Tchau.

- Brilhante! - Obrigado.

Uma poss�vel v�tima ou autor...

...est� de f�rias na praia.

Desculpe, mas preciso ir � prefeitura agora.

A filha do meu advogado vai se casar,

ent�o tenho que ir.

Pe�o desculpas por ter testemunhado tanto amadorismo.

Vamos lhe dar prote��o refor�ada, 24 horas por dia,

supervisionada pessoalmente por mim.

- Obrigado. Tchau. - De nada.

- Tchau. - Obrigada.

- Que raios foi aquilo? - Voc� mesmo viu.

Sr. Deputado, vou acompanh�-lo.

Que idiota ele �.

Pelo que o Dr. Kuzel�k me disse por telefone,

parece que Slak e B�rta se encontraram no hospital.

E o que B�rta fazia l�?

Por que ele n�o nos disse?

Provavelmente tinha suas raz�es.

Vamos cham�-lo aqui de novo.

Venha para fora. Buqu�.

E l� vamos n�s.

Sua esposa n�o vai te esperar?

Teve que ir por causa do nosso filho.

Sr. B�rta, n�o foi honesto conosco.

N�o entendi.

Perguntamos quando viu uma das cinco pessoas...

...envolvidas no acidente.

Lembra-se do que nos disse?

N�o podia falar a verdade.

- Porque sua esposa estava presente. - Sim.

Ela n�o est� aqui agora.

Uma amiga minha torceu o tornozelo.

Eu me apaixonei por uma jovem, s� isso.

Professora de gram�tica e tal.

Mas n�o � estudante.

Uma das professoras estagi�rias da faculdade de ensino.

Valeu a pena?

Vou precisar do nome dela, endere�o e telefone.

Estamos mais interessados em como foi parar no hospital.

Sim. Aquilo. Ent�o...

Ela, Magda, a professora estagi�ria,

torceu o tornozelo e eu a levei � Emerg�ncia.

E vi os tr�s deles l� juntos.

Aquele m�dico, Rovensk� e Milan Slak.

Slak estava internado na mesma ala que Magda.

- Precisa de alguma coisa? - N�o.

N�o vou mentir. Eu quis fazer alguma coisa com ele.

Quebrar a outra perna, pelo menos.

Mas planejar e executar, a� � outra coisa.

E sua parceira?

N�o conhece Magda.

- Falo do acidente. - Sim, Pavla...

Pavla n�o seria capaz disso.

Ela n�o est� bem desde que Ondra morreu.

Tudo o que ela quer que eu fa�a...

...� buscar vingan�a pela nossa vida destru�da.

Ela acha que sou um grande vingador.

Colocou na cabe�a que planejei esses assassinatos.

Pelo que me disse, ela tem um motivo bem s�lido.

Talvez, mas ela tem um filho.

Quem cuidaria dele se acab�ssemos na pris�o?

Tudo bem. Agrade�o muito.

Obrigado.

N�o sei como Blanka Sekaninov� lida com isso.

Quem? Lida com o qu�?

Cuidar desse Slak sem fazer nada.

De quem est� falando?

De Blanka Sekaninov�.

Ou talvez ela tenha mudado de nome.

Eu a vi no funeral h� dez anos.

Que funeral?

Blanka Sekaninov�, a enfermeira,

� irm� da professora da escola de Ondra.

A professora que suicidou.

Voc�s se conhecem?

Vimo-nos na audi�ncia.

Todos os advogados culparam a irm� dela,

dizendo que ela estava ao telefone e n�o prestando aten��o.

Ent�o a irm� de Alzbeta Sekaninov� trabalha no hospital?

Sim, na Ortopedia.

Lamento incomodar. Acho que entendi.

A irm� de Alzbeta Sekaninov� trabalha no hospital.

Ela trabalha com Kuzel�k na Ortopedia.

O nome dela � Blanka Svobodov�.

Ela n�o est� no hospital. Vamos � casa dela.

Coloque uma unidade armada para nos seguir.

N�o sabemos quem � o c�mplice dela.

Eis a nossa noiva. Venha comigo.

Cuidado.

Onde est� o noivo?

Obrigado.

Caros noivos, caros convidados.

Eu cordialmente os sa�do hoje, neste momento especial,

que culminar� n�o s� em uma festa de casamento,

mas, mais importante, em duas pessoas selando...

...seu amor um pelo outro e indo na dire��o...

...de uma nova vida juntos.

No caso da nossa noiva e do nosso noivo,

a b�n��o do carimbo circular � certamente um requisito,

mas, ainda mais necess�rio �, � claro, o amor.

Todos j� sentimos a flecha do Cupido perfurando nosso peito...

...e o mundo inteiro de repente se concentrando...

...naquela pessoa por quem far�amos qualquer coisa.

A flecha do Cupido atingiu seu alvo,

o amor verdadeiro, que nunca poder� ser arrancado.

Como dito na B�blia, o amor � assim.

O amor � respons�vel, paciente, bondoso,

livre de inveja, n�o se vangloria,

n�o � vaidoso, n�o age desonrosamente,

n�o procura favor para si, n�o busca lucro,

n�o pode ser provocado, n�o guarda ressentimentos,

e vive para al�m do t�mulo.

O amor coloca o deleite do outro acima do seu.

Parece ir contra nossa natureza ego�sta,

e por isso n�o � f�cil amar.

Dirijo-me aos dois agora pela �ltima vez como noivos,

pois em breve ser�o marido e mulher.

Pergunto-lhe, Jan Augusta.

Aceita Milada Smeralov� como sua leg�tima esposa?

Sim.

E pergunto a voc�, Milada Smeralov�.

Aceita Jan Augusta como seu leg�timo marido?

Sim.

Como cumpriram todos os requisitos...

...das leis da Rep�blica Tcheca,

declaro seu casamento legalmente conclu�do.

Podem se beijar.

� incomum para o noivo remover o v�u da noiva.

Podem trocar as alian�as.

Agora, podem assinar o registro de casamento.

O noivo primeiro, depois a noiva,

e depois as testemunhas.

- O que est� havendo? - Proteja-se! Cuidado!

Pol�cia!

- Limpo! - Limpo!

Cara...

Slak teria a menor senten�a poss�vel.

e o papai deveria garantir isso.

Perdoe a pergunta, mas como est� seu pai?

Ele vai ficar bem.

Temos que terminar.

Afaste-se da�, pelo amor de Deus!

Nem quero pensar em quem do nosso clube fez isso.

- Aten��o! - N�o se levante.

- Ande. - Venha at� aqui.

- Obrigado. - Ver� melhor daqui.

Uma caneta, por favor. Obrigado.

Ondrej Cech, que parece ter tra�os sociopatas,

provavelmente n�o se recuperou da morte de sua noiva.

Planejou pacientemente sua vingan�a por um longo tempo.

Decidiu aniquilar todos que participaram da conspira��o.

Para n�o assustar ningu�m, n�o se apressou.

Come�ou com o Juiz Lamper,

e, depois, foi vez da Promotora Jehlickov�.

Ambos pareceram acidentes de carro, o que pode ter simbolizado...

...alguma justi�a superior para Ondrej Cech.

Foi mais dif�cil para ele ter acesso a Karel Sedl�k,

ent�o decidiu mudar o modus operandi.

Precisava da ajuda de um c�mplice emocionalmente envolvido,

ent�o convidou Blanka, irm� da falecida noiva,

para participar de seu plano.

A aniquila��o de Sedl�k foi um sucesso.

No caso de Milan Slak, Patrik Sotek, de 12 anos, ficou no caminho.

Embora obviamente um erro, Cech estava t�o obcecado por vingan�a...

...que n�o hesitou em matar a crian�a.

At� ent�o, pode-se compreender...

...o desespero do vingador em sua trag�dia pessoal sem lei.

Mas, a partir da�, ele virou um man�aco homicida repugnante,

e Svobodov� o ajudou com a maior efici�ncia.

Ap�s o ataque fracassado ao Juiz Rovensk�,

eles decidiram abandonar sua t�tica de assassinato ritual.

Acreditamos que Blanka Svobodov� tenha tentado terminar...

...a execu��o de Mojm�r Rovensk� com uma overdose de adrenalina.

Dos que estavam na lista de v�timas,

salvamos Jakub Rovensk�, seu pai e o Dr. Kuzel�k.

Mas, na verdade, ele se salvou, n�o foi?

Ondrej Cech est� morto,

e h� uma busca intensiva em todo o pa�s...

...por Blanka Svobodov� e Andrea Rovensk�.

Jakub Rovensk� e seu pai est�o no hospital,

sob prote��o policial.

Doutor Kuzel�k?

Que bom que ligou.

Agora talvez possa me dizer onde est�.

- Ol�. - Quem fala?

- Svobodov�. - Blanka Svobodova! V�!

� o n�mero de Kuzel�k.

O que houve com o Dr. Kuzel�k?

Est� aproveitando merecidas f�rias.

Sra. Svobodov�, sabemos agora que o caso judicial foi fraudado,

e que sua irm� era inocente.

Kuzel�k, Jakub Rovensk� e seu pai ser�o julgados.

Garanto que vamos investigar suas alega��es.

N�o ouse me garantir mais nada.

Eu vou garantir que a justi�a seja feita.

E a justi�a para os pais de Patrik Sotek?

Ele tinha 12 anos. Por que ele teve que morrer?

- Foi um acidente. - Foi um assassinato.

Ondrej ficou muito chateado.

Isso n�o vai ajudar os pais do garoto.

O Dr. Kuzel�k me recomendou este resort de f�rias.

Sinto que o fim dele esteja pr�ximo.

Svobodov�, quais s�o seus planos?

O que acha?

Sra. Svob...

Descubra agora mesmo onde o Dr. Kuzel�k passa f�rias.

Fale com a pol�cia local. Ela est� l� com eles.

Agora mesmo!

Onde est� ela?

Em um carro.

Em que carro?

Um Mini Cooper marrom.

E onde est� esse carro?

- Viktor. - Ol�, Marie.

Sim, � o carro.

Tudo se encaixa.

E aquela mulher que procura est� l� dentro.

Que cheiro horr�vel.

Onde voc� est�?

Na minha sala, no p�tio de rebocados.

As pernas inchadas s�o t�o divertidas.

Eu lembro delas.

Todo mundo continua tateando minha barriga.

Sim, entendo. Uau, Krist�...

E voc� ser� a bab�.

Com certeza.

- Obrigada. - Obrigada.

- Mais bolo. - Oi.

- Oi. - Oi.

Posso?

- Unissex. - Entendo.

Eu mesma vou me suspender.

Mas por que sou a �ltima pessoa a saber de tudo?

Meu Deus. Estou em choque.

Mas n�o � t�o chocante, isso l� � verdade.

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