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Original subtitles

N�o consigo ver a vov� l� atr�s.

Excelente. Pronto.

Ales!

Um xixi r�pido e j� para a cama.

Karel Sedl�k.

No in�cio desta manh�, Karel Sedl�k, empres�rio da Hradec,

foi encontrado morto na frente de sua casa por um transeunte.

Fontes n�o confirmadas dizem que algu�m o atropelou...

Justi�a po�tica! Justi�a, finalmente.

Tchau.

Atropelaram-no com seu pr�prio carro.

Quem nos dera se os outros cretinos tivessem o mesmo destino.

Paciente Slak. Jogador de futebol amador, fil�sofo e idiota de primeira.

Perd�o?

A gente se conhece desde os 14 anos.

Que porcaria de acordo?

Ela entrou sem nada no casamento, e pode sair do mesmo jeito.

Acho que � sempre melhor quando as pessoas chegam a um acordo.

Sim.

- � p�ssimo pagar por sexo. - Mas eu n�o pago por sexo.

Pago pelo direito de ir embora em paz depois do sexo.

N�o se pode comprar amor.

O homem morto na floresta � mesmo Milan Slak.

Logo antes de ele ser assassinado,

foi internado na Ortopedia do hospital Na Hradisku,

onde seu ex-colega de classe, Dr. Ales Kuzel�k, trabalha.

Outro amigo dele, Jakub Rovensk�, levou-o do hospital at� em casa.

Patrik Sotek, 12 anos, mora no mesmo endere�o...

...que a v�tima de assassinato Milan Slak.

Ol�.

- Quem mais devo tentar? - A pol�cia.

Droga!

TEMPORADA 3 EPIS�DIO 2

Ol�. Poderia me dizer onde fica o escrit�rio do Sr. Rovensk�?

No pr�dio do lado oposto da rua.

- Tudo bem. Obrigada. Tchau. - Tchau.

ANATOMIA DE UM ASSASSINATO

- Oi. - Oi.

Posso falar com o deputado?

S� um segundo.

Jakub, h� algu�m aqui para te ver.

- Ol�, Marie. - Ol�, Jakub.

Gostaria de algo? Metaxa?

N�o, obrigada. S� um pouco de �gua mineral.

- Por favor. - Sua secret�ria � legal.

Sim, quase perfeita. Muito inteligente.

- Como estava o litoral? - Maravilhoso.

O hotel � lindo, n�o �? Eu o recomendei ao papai.

Andrea e eu costum�vamos ir l�. Mas provavelmente nunca iremos...

...ir l� agora. �...

Mas n�o est� aqui para comer, est�?

� sobre Milan Slak.

Sim. Eu sei. Ales, ou melhor, o Dr. Kuzel�k, me ligou.

Ele sabia do policial que veio interrog�-lo no hospital.

Espero que o fato de ele me contar n�o seja um problema.

N�o. Vou direto ao ponto.

Preciso te perguntar quando viu Milan Slak pela �ltima vez.

Fui busc�-lo no hospital.

Ele estava l� por causa de algum problema com seus tend�es.

Busquei-o no hospital...

E a que horas o pegou?

Por volta das 10h30.

E em qual carro foram?

Ele queria sair no carro dele.

- Por qu�? - Ele s� me pediu isso.

Ele n�o caberia no meu com as muletas.

- E onde estava o carro dele? - Na garagem dele.

Ent�o foi � casa dele, pegou o carro...

...e foi ao hospital para busc�-lo?

- Sim. - E como chegou ao carro dele?

A p�.

Eu ando at� a prefeitura. Uso transporte p�blico.

Todos os funcion�rios da cidade v�m trabalhar de bonde?

- Por que quer saber? - Isso me surpreende.

O prefeito tem um carro da empresa, � claro,

mas tentamos dar um bom exemplo.

Admir�vel. Sim.

Ent�o andou at� o carro de Milan Slak,

e o pegou no hospital �s 10h30.

Mas o levou para casa �s 13h30.

Onde estava todo esse tempo?

Fomos almo�ar no mosteiro.

Milan estava faminto depois daquela lavagem do hospital.

Pode checar l�. Ele pagou com cart�o.

E ent�o o levou para casa?

Eu o levei para casa e o acompanhei at� o elevador.

Deixamos o carro na garagem subterr�nea e eu sa�.

Notou algo incomum?

Ou Milan Slak falou com algu�m no telefone?

N�o.

Viu algu�m no pr�dio?

N�o.

Certo. O que fez depois disso, Jakub?

Depois disso?

Sim. O que fez em seguida?

Claro. Voltei � prefeitura.

De �nibus.

Tive uma reuni�o com meu pai �s 16h30 na sala dele...

...no Tribunal Distrital.

- Conhecia Karel Sedl�k? - Sim.

Sabia que ele est� morto?

Sim.

- Passou na televis�o. - Falou com ele recentemente?

N�o. O neg�cio dele era em Hradec.

Milan Slak estava em contato com ele?

N�o, at� onde eu sei.

Qual era a profiss�o de Milan Slak?

- Sei aonde quer chegar. - Aonde?

Milan e Karel eram amigos,

Karel apresentou a Milan estrat�gias de investimento,

e Milan fez investimentos, todos legais.

Como sabe?

Minha esposa Andrea os ajudou com a declara��o fiscal,

ent�o sei que ele pagou impostos...

...e contribui��es sociais, tudo.

E por que est� me dizendo isso sem eu ter perguntado?

Porque sei como as pessoas pensam.

As pessoas viram suspeitas assim que conseguem ter algo.

Como Milan Slak reagiu � morte de Karel Sedl�k?

Ficou muito chateado, � claro. Todos n�s.

Com isso, quer dizer o Dr. Kuzel�k?

Sim. E minha esposa.

Como eu disse, todos �ramos velhos amigos.

- Isso importa? - O que acha?

N�o.

Certo.

- Mais alguma coisa? - N�o.

Ligo se precisar de alguma coisa.

Obrigada.

- Diga oi ao meu pai. - Desculpe.

- Diga-lhe que h� lim�o no celeiro. - Perd�o?

Para a casinha. Miska, por favor, leve a senhora.

- Claro. - Cuide-se!

E o carro de Slak? Nada ainda?

N�o pode ter sumido. Amplie a busca para todo o pa�s.

Ales! � uma hora boa?

N�o, vamos deixar.

Eu te ligo mais tarde, certo? Preciso falar com voc�.

Certo. Tchau.

Aqui est�o algumas fotos que achamos no apartamento de Slak.

Olhe este grupo.

Rovensk�, Slak, Dr. Kuzel�k,

e esta idiota � a esposa de Rovensk�, Andrea Rovensk�.

Alguns se conheceram no ensino m�dio,

mas este grupo se formou mais tarde, na faculdade.

O que fizeram depois da escola? Tiro com arco.

At� formaram uma equipe.

Rovensk� era o melhor. Os outros eram amadores.

Rovensk� representou a escola,

e tirou segundo lugar nos campeonatos nacionais.

Slak pode ter tido bons momentos,

mas machucou a perna e parou de praticar esportes.

Slak foi preso logo depois de completar os estudos.

No meio da pena,

foi solto por bom comportamento.

Depois, ficou rico do nada.

Previu uma s�rie boba de resultados de futebol.

Concatenou as apostas e ganhou um bom dinheiro.

- Adivinha onde? - Vamos deixar voc� nos contar.

Nas Apostas Platina.

O que h� de interessante nisso?

- O pai de Sedl�k era o dono. - Dono?

Antes da crise, ele vendeu o lugar, que depois faliu.

O dinheiro que Slak ganhou foi bem investido...

...com a ajuda de Sedl�k Junior, ap�s estar fora de perigo.

E qual era a renda dele?

Apartamento novo, SUV nova, mais de um milh�o em conta,

a��es, t�tulos etc. Ainda estamos trabalhando nisso.

- Motivo poss�vel? - Neg�cios obscuros juntos.

Talvez tenham pisado no calo de algu�m, que agora quer vingan�a.

Sim, mas h� o assassinato estranho.

Sedl�k foi atingido por uma flecha e atropelado.

Por que complicar?

Por que eles n�o o mataram? G�ngsteres n�o fazem isso.

Ou poderiam ter colocado algum explosivo no carro dele.

O assassino o arrasta para a garagem, fora da cidade, depois o atropela?

� complicado e arriscado demais. Qualquer um poderia t�-los visto.

Provavelmente o garoto, e pagou com a vida.

Atirar com arco e flecha em apartamentos � impratic�vel.

Uma besta. Foi um tiro de besta.

- Isso importa? - Sim, na verdade.

A balestra � perfeita para matar. Deveria ser obrigat�rio ter licen�a.

Mas o que diz sobre o assassino?

O uso de uma besta aponta claramente para a equipe de tiro do col�gio.

E o ve�culo como arma de assassinato aponta para esse acidente de carro.

Aquele grupinho � o denominador comum.

Talvez um deles seja o assassino.

Dois est�o mortos.

Restam apenas tr�s deles. Isso � bom.

Mas h� dois assassinos!

Temos filmagens do assassinato de Sedl�k.

Venha e d� uma olhada.

Sedl�k chega em casa e encontra um carro bloqueando sua entrada.

A placa � vis�vel. Descobrimos que era um carro roubado.

Fabia comum, azul.

Sedl�k sai do carro.

- Sim. - A� vai um gato.

Ele pega o telefone e uma flecha o atinge.

Essa flecha era para feri-lo e paralis�-lo.

O objetivo era atropel�-lo usando seu pr�prio carro,

com ele totalmente consciente do que lhe estava ocorrendo.

A� vem.

- Uma vez e de novo. - Droga.

Certo. Agora podemos ver que s�o dois assassinos.

E acho que � uma mulher. Aqui est�o os peitos do neg�cio.

- Tamb�m tem um bumbum. - "Neg�cio"?

Que bom � trabalhar com um grupo de homens.

Confira os �libis de todos nas fotos que ainda est�o vivos.

Nosso pessoal em Hradec avan�ou em algo?

N�o. Acham que foi um assassinato pago.

Traga o m�ximo de informa��es que puder sobre aquele acidente.

Vou perguntar a Rovensk� pai.

- Vou com voc�. - N�o. Voc� fica aqui.

Mr�z, meu caro. Tem trabalho o bastante aqui.

Estou te olhando fixamente.

N�o vou comentar, Mr�z.

Sobraram seis caras,

e agora est�o batendo pestanas um para o outro.

- Oi. - Oi.

- Pensei que entraria pelo quintal. - N�o.

- Oi. - Ol�.

Agora voc� leva uma pistola para os encontros.

N�o � encontro, Mojm�r. Estou de plant�o.

Ainda tenho que voltar, mas precisamos conversar.

Pensei que passaria a noite.

Infelizmente, n�o. Estamos investigando dois crimes,

e n�o sei quando vou ter tempo para mim.

Para n�s, quero dizer.

- Aceita? - N�o, obrigada.

- Preciso te perguntar sobre Jakub. - Sim.

Vamos ficar do lado de fora?

Filhos s�o as maiores decep��es na vida de uma pessoa.

Ou parceiros.

Eu estou falando sobre Jakub.

Eu o criei para ser quem ele � hoje?

Gostaria de saber se sua gan�ncia surgiu na inf�ncia.

Voc� conheceu Nada. Est�vamos muito bem.

Garantimos que ele tivesse tudo.

Tivemos muito trabalho e pouco tempo,

ent�o tentamos compensar por isso garantindo...

...que ele tivesse tudo.

Posso aceitar que, na carreira pol�tica,

a ambi��o dele exige...

...que ele fa�a amigos...

...que eu n�o gostaria de ter.

Mas se Andrea estiver certa sobre esses subornos,

ent�o, n�o posso aceitar. Eu teria falhado como pai.

Jakub � grande demais...

...para voc� se culpar pelo comportamento dele.

Vamos, ele n�o sente culpa.

Ele pensa que � v�tima de uma conspira��o.

N�o o estou defendendo, mas Andrea o est� chantageando.

Sim, tem raz�o.

Jakub tinha contato com seu velho amigo, Karel Sedl�k?

- Conhece-o? - Sim, conhe�o. Por que pergunta?

- Sabe o que aconteceu? - N�o. O qu�?

Foi no notici�rio. Ele foi assassinado em Hradec.

Eu nunca...

Mojm�r, estamos investigando dois assassinatos.

Uma das v�timas � Milan Slak, do clube de tiro com arco com Jakub.

Sim, sei de quem fala, eu conhecia os dois.

Tamb�m mataram um garoto de 12 anos.

O qu�?

O que isso tem a ver?

O modus operandi foi o mesmo.

N�o sei o que esses dois estavam fazendo.

Por que n�o pergunta ao pr�prio Jakub?

Eu tentei. Ele n�o falou muito.

Talvez tenha algo a ver com aquele acidente.

Jakub deu provas no tribunal como testemunha.

Eles vinham da festa de formatura.

E Jakub e Andrea estavam no carro tamb�m?

Sim. Foi uma trag�dia horr�vel.

Slak estava dirigindo. Perdeu o controle do carro,

bateu no meio-fio,

depois na cal�ada,

exatamente onde crian�as do maternal estavam andando.

Ele se declarou culpado e cumpriu pena.

Mas lembro que havia um probleminha com a professora,

porque ela estava fazendo uma liga��o, n�o prestando aten��o nas crian�as.

Mas apenas Milan Slak foi acusado?

Sim. Ele confessou. Foi um caso bem claro.

Eu vou ao banheiro.

O interrogat�rio terminou?

Acha que Jakub...

- ...est� envolvido? - N�o sei. Veremos.

Mojm�r?

O que aconteceu? Mojm�r!

- De onde veio isso? - Ali.

Mojm�r, continue falando comigo!

Vou chamar uma ambul�ncia. Espere!

Tchau, Mojm�r.

O que isso pode significar? Por que est�o atr�s de Mojm�r?

Porque um dos arqueiros � seu filho.

Est�o atr�s dos pais? � vingan�a no estilo siciliano?

Leve-me para casa e depois para o hospital.

Voc� est� bem?

Sim, mas tenho que falar com Jakub Rovensk�,

com a esposa dele e com o Dr. Kuzel�k. Tenho que avis�-los.

Pelo menos ficou assim.

Eu deveria estar aqui com voc�.

Mas n�o vim a trabalho.

- Era um encontro, Pavel. - Eu sei.

Ent�o n�o se culpe por tudo!

� o mesmo modus operandi dos assassinatos.

Complica��o desnecess�ria e fracasso no fim.

O carro de Slak estava estacionado ali no alto.

Ouvi um grito, corri,

e achei Mojm�r no ch�o.

Atiraram em mim e eu atirei de volta.

Eles atiraram?

Sim, quando comecei a atirar.

Ent�o podem ter se machucado. Vamos conferir os hospitais.

- Voc� n�o viu? - N�o.

Onde estava, Marie?

Eu estava aqui!

Como algo assim p�de acontecer?

Sinto muito.

- Estava l� com ele, certo? - Como est� seu pai?

Perdeu muito sangue, mas dizem que vai ficar bem.

- Posso v�-lo? - Pode. Ele est� dormindo.

Obrigado.

Voc� salvou a vida dele.

Jakub, eu preciso entender o que est� havendo aqui.

Preciso fazer algumas perguntas.

Claro.

- Sente-se, se quiser. - Sim, obrigado.

Jakub...

� �bvio que seu pai foi atacado pelas mesmas pessoas...

...que mataram Sedl�k e Slak.

N�o tenho ideia de qual � a conex�o.

Consegue pensar em alguma coisa?

Milan Slak foi condenado por causar um tr�gico acidente h� dez anos.

Voc� deu provas. Seu pai n�o estava envolvido.

Ou estava? Jakub!

Se souber alguma coisa, precisa me dizer!

Sua seguran�a imediata est� em jogo. E a da sua esposa.

O c�rculo de v�timas est� aumentando. � preciso impedi-los.

- Impedi-los? - Sim.

- H� mais de um? - Ao menos dois.

Achamos que s�o um homem e uma mulher.

- Fica entre n�s. - Por qu�?

S� vou te contar para voc� pegar esses man�acos.

N�o assino nada e n�o dou provas.

Se me perguntarem, vou negar tudo.

Mam�e morreu de leucemia.

Sim, eu sei.

Enquanto ainda havia esperan�a de ela melhorar,

o pai de Sedl�k foi ao meu pai e se ofereceu para organizar...

...um tratamento experimental na Inglaterra.

O pai de Sedl�k? Por que ele se envolveu?

- Fazia parte do acordo. - Acordo?

Milan Slak n�o estava dirigindo. Era Karel Sedl�k.

E?

O pai de Sedl�k pagou a Slak para assumir a culpa.

Por isso ele fez fortuna de repente.

Mas o que isso tem a ver com o seu pai?

Essa foi a outra parte do acordo.

Jakub!

Que acordo � esse?

Eu conhe�o Mojm�r. Ele � uma pessoa honesta.

Slak teria a menor senten�a poss�vel.

E o papai deveria garantir isso.

Est� me dizendo que Mojm�r manipulou o caso?

A vida da minha m�e estava em risco.

Voc� a conheceu. Sabe o quanto ela estava mal.

Ele n�o p�de recusar.

E seu pai ia organizar tudo?

- Um acordo com o juiz do caso. - Quem?

- N�o me lembro. - Jakub!

- N�o me lembro! - Certo.

Ent�o seu pai ia negociar um suborno?

Sim.

- Seu pai ia subornar algu�m? - Meu Deus.

Foi pela mam�e.

O que teria feito se estivesse no lugar dele?

Ele garantiu que todos os atenuantes...

...fossem levados em conta.

Mas tr�s crian�as foram mortas!

Duas! A terceira sobreviveu.

- Quanto dinheiro foi? - N�o sei.

Como eles encobriram?

O pai de Edl�k era dono de uma boca de apostas,

o que torna f�cil encobrir essas coisas.

Meu pai se envolveu pela esposa,

e Sedl�k se envolveu pelo filho.

Se tivesse um filho, teria feito o mesmo.

Quem mais sabia, naquela �poca?

Todos n�s.

E o juiz.

Estamos buscando um homem e uma mulher.

O homem � arqueiro.

S�o membros de um clube de arco.

Conseguem pensar em um suspeito?

Eu duvido.

Onde voc� estava e o que fazia duas horas atr�s?

- Est� brincando? - N�o.

Eu estava na prefeitura, casando pessoas.

Hoje � dia de casamento.

Dezenas de convidados emocionados podem confirmar o que digo.

Ter� que vir comigo � delegacia.

Perd�o?

� para sua prote��o.

Ter� que vir comigo � delegacia.

Certo. Pode organizar isso,

mas n�o quero prote��o policial.

Ent�o, n�o saia da cidade e fique acess�vel por telefone.

Certo.

Isso � o pior.

O que vamos perguntar a ela?

Ol�. Matou as pessoas que mataram seu filho?

Vou entrar sozinha se estiver constrangido.

Pode ser mais f�cil para ela falar com uma mulher sozinha.

Vamos l�.

Est� de moletom?

Mr�z, � alta costura francesa.

- Oi. - Oi.

- Oi. - Querem entrar?

Esta � minha Barunka.

Ela morreu h� dez anos.

Mas sempre penso nela.

De manh�, acordo e penso...

...em lev�-la para a escola.

Ela estaria no primeiro ano da escola secund�ria agora.

Este � um retrato dela que eu fiz.

Usaram um computador para determinar como ela ficaria agora.

Aceitam ch�? Caf�?

N�o queremos te interromper muito.

- Interromper o qu�? - N�o mesmo. Obrigada.

�s vezes penso em tudo o que Barunka e eu vivemos...

...nesses cinco anos.

Esses cinco anos nos deram mem�rias suficientes para cem anos.

Escrevo tudo aqui em baixo.

Sempre que me lembrava de algo,

escrevia imediatamente.

Faz muito tempo que n�o lembro de nada,

ent�o estou lendo estas notas anteriores.

Essas mem�rias escritas s�o minha �nica alegria na vida.

Gostaria de ver fotos?

Sra. Str�ckov�,

algu�m do acidente entrou em contato com voc�?

N�o me lembro. Faz tanto tempo.

Recebeu alguma indeniza��o?

Sim, eles me deram dinheiro.

O que tem? Usei-o para a l�pide de Barunka.

Sim. Est� tudo bem. E quanto a Alzbeta Sekaninov�?

Falou com ela ap�s o acidente?

- Quem � ela? - N�o se lembra dela?

Ela era professora de Barunka. Estava no acidente.

N�o me lembro dela.

Algu�m lhe perguntou sobre Barunka recentemente?

Ningu�m quer saber.

Barunka e eu s� t�nhamos uma � outra. Ningu�m mais a conhecia.

- E o pai dela? - O qu�?

O pai dela.

Eu cuidava de Barunka sozinha.

Minha irm� me ajudava.

Ela � de Zl�n, mas est� gravemente doente.

N�o tem contato com ele?

Precisamos falar com ele. Tem algum endere�o?

Eu criei Barunka sozinha.

Ent�o o pai de Barunka n�o passava tempo com ela?

Nem soube que ela nasceu.

Mesmo assim, gostaria de falar com ele.

Eu n�o o conhe�o.

Nem sei onde ele mora.

Ele nunca se importou nem mostrou interesse.

Nunca.

Tudo bem. Muito obrigada.

- Tchau. - Tchau. Deve ser minha irm�.

- Obrigada. Tchau. - Tchau.

- Oi. - Oi.

- Que ador�vel. - N�o �?

Est� crescendo muito bem.

- Estou t�o feliz. - Idem.

- Vamos embora. Tchau. - Agradecemos.

Ser� que o pai dessa menina...

...descobriu o que houve e fez justi�a com as pr�prias m�os?

Ele nunca a viu nem a conheceu.

Coitada.

Quantos anos acha que ela tem? Uns 50?

Ela deu � luz aos 35,

e, quando a filha morreu, tinha 40 anos.

Vamos checar no cart�rio informa��es sobre o pai,

s� para podermos descart�-lo. N�o acho que ela tenha fingido.

Certo.

- Oi. Ligamos mais cedo. - Oi.

- Entrem. Papai est� no jardim. - Sim. Obrigado.

Obrigado.

� o nosso Rosta. Por que o interesse no acidente?

Qual � a sua profiss�o, Sr. Bles�k?

Sou motorista de �nibus.

Seu filho tem alguma les�o permanente resultante do acidente?

N�o, gra�as a Deus, mas foi terr�vel.

Mas crian�as s�o fortes, superam coisas inacredit�veis.

Por que o interesse?

S� precisamos checar algumas circunst�ncias.

Por que investigar um acidente de sucatas de dez anos atr�s?

Pode ser um acidente com sucatas para voc�.

N�o. Como eu disse, foi terr�vel. Mas � passado.

Sou profissional.

Tenho dirigir como profiss�o h� 20 anos. Conhe�o as ruas.

Sei de tudo. At� do que n�o se pode prever.

Claro, foi terr�vel. Mas o pneu deles estourou.

Se � um motorista inexperiente, est� ferrado.

Nosso filho ficou na pior, mas sobreviveu, gra�as a Deus.

Talvez n�o fosse um pneu estourado.

Provavelmente correram demais. N�o deviam ter corrido demais.

Mas os jovens estavam no lugar errado na hora errada.

Segundo o relat�rio, seu filho ficou gravemente ferido.

Isso mesmo.

Um m�dico rec�m-formado no carro atendeu Rosta.

Somos gratos a ele.

Sim. Aqueles outros dois n�o tiveram tanta sorte.

Isso mesmo. P�ssima sorte.

Nosso garoto teve sorte.

Recebeu alguma indeniza��o?

Claro. N�o vamos sair perdendo, n�o �?

Eles nem pensaram duas vezes.

Pagaram pelos danos, inclusive morais, ferimentos, despesas.

Rosta tinha um bom seguro.

E voc� est� em contato com os pais dos garotos?

N�o, por qu�?

Algu�m o contatou recentemente sobre o acidente?

N�o.

Lembra-se do fim que teve a professora de Rosta?

Sim, aquela garota estragou tudo.

Como assim?

Ela estava tagarelando com o namorado ao telefone.

Deveria estar cuidando das crian�as, n�o falando ao telefone.

Mas quer saber? N�o sou do tipo vingativo.

No tribunal, queriam que declar�ssemos...

...que �amos dar queixa contra ela.

Mas me recusei a fazer isso. Ningu�m ligou depois disso.

Consegue se lembrar quem pagou a indeniza��o?

O pai de um dos meninos era bem rico.

Quanto voc� recebeu?

Sinto muito, mas isso n�o � da sua conta.

O acordo extrajudicial estipula que n�o falemos sobre isso.

- Acordo extrajudicial. - O que est� acontecendo?

Tenho um acordo com eles.

Por que est�o remexendo este assunto?

Foi um acidente. Essas coisas acontecem.

Devo ter vergonha de tudo ter acabado bem para n�s?

N�o. Obrigada.

- N�o querem... - Posso ir agora?

Sim, pode.

- Querem uma cerveja? - N�o, estamos em servi�o.

- Obrigada. - Em servi�o.

- Tchau. - Tchau.

Eles se deram bem.

O menino melhorou, e receberam um bom dinheiro.

Ele s� teria um motivo se...

...Slak e companhia quisessem o dinheiro de volta.

N�o sabemos nada sobre isso, no entanto.

Slak teve uma senten�a menor por causa do acordo.

Sedl�k pai pagou a indeniza��o.

Ningu�m achou estranho.

Esses malandros s�o todos iguais.

Sabemos que Sedl�k filho estava dirigindo o carro, n�o Slak.

Sabemos disso, mesmo sem poder provar.

E Sedl�k pai pagou a muita gente para o filho n�o ir preso.

Pagou a Slak para levar a bomba. Pagou �s v�timas.

Pagou at� ao juiz.

E, neste momento, podemos dizer que sabemos o motivo do crime.

Descobriram que a investiga��o foi fraudada.

Mas como descobriram?

E Andrea Rovensk�? Falou com ela?

Sim.

Ela tem um �libi para hoje,

mas me disse que, na quarta-feira � tarde,

combinou de se encontrar com o Dr. Kuzel�k.

Ol�, Sra. Rovensk�.

Blanka, sabe onde est� Ales?

O turno do m�dico acabou. Ele foi embora.

Mas combinamos de nos encontrar.

Voc� o conhece. Algo urgente deve ter surgido.

Sim, posso imaginar.

- Ele te disse onde estava? - Com uma prostituta.

- � ela? - Sim.

Mas a prostituta d� a ele um �libi para hoje tamb�m.

Pareceu bastante suspeito, ent�o eu trouxe os dois � esta��o.

O Dr. Kuzel�k est� esperando por voc� na n�mero um.

E Srta. Kudrnov�, Mestre em Ci�ncias, me espera na dois.

- Tentando ser engra�ado, Mr�z? - � o t�tulo dela no passaporte.

- Major V�rov�. Como vai? - Ol�.

Onde voc� estava...

...por volta das 1h30 na quarta-feira, doutor?

J� disse ao seu colega.

Por favor, me diga novamente, ent�o.

Uma amiga minha foi atacada e precisou de ajuda.

Amiga? Quer dizer Miroslava Kudrnov�?

Sim. Miroslava Kudrnov�.

- Quem a atacou? - Um cliente.

Ela me chamou como m�dico e como amigo.

Por que ela n�o foi ao m�dico?

Ela me chamou.

Acho que tem mais f� em mim como m�dico.

Como assim?

Sou cirurgi�o ortop�dico. Sei onde olhar.

Sim, entendo. O que fez hoje de manh�?

J� disse ao seu colega tamb�m.

Doutor!

No momento em quest�o, algu�m tentou matar...

...o pai de um grande amigo seu.

Eu gostaria que cooperasse. N�o estava no hospital.

Estava na casa dela de novo.

Ela precisava de atendimento?

N�o. Mas eu estava l�. Isso a preocupa?

N�o o suficiente para eu vir v�-lo.

Estava com a Srta. Kudrnov� de novo?

Isso mesmo.

Como � o seu relacionamento com essa mulher?

Temos rela��es sexuais regularmente.

Voc� paga por elas?

Temo que isso n�o seja da sua conta.

At� onde sabemos, a Srta. Kudrnov� cobra por seus servi�os.

O que isso tem a ver com a sua investiga��o?

Se n�o se importa, doutor,

normalmente sou eu quem faz as perguntas.

Pe�o desculpas.

Se Mirka e eu mor�ssemos juntos,

ent�o presumivelmente eu a estaria sustentando.

Como n�o estamos morando juntos,

presto a ela assist�ncia financeira dessa forma.

� um bom arranjo.

Como isso est� ligado � investiga��o?

Progredimos pouco na investiga��o.

S�o dois assassinos. Um homem e uma mulher.

O que isso tem a ver comigo?

Doutor, n�o tem �libi para os crimes.

Tenho, sim. Estava com a Srta. Kudrnov�.

- Esse � o problema. - Por qu�?

N�o considero a Srta. Kudrnov� um �libi muito bom.

Por qu�?

Ela � paga para fazer todo tipo de coisa.

Voc� tamb�m � paga por v�rias brincadeiras.

Pode levar uma multa de 50 mil por este tipo de ofensa.

Ent�o, vamos voltar ao ponto.

H� dois criminosos, e o homem � arqueiro.

Acho que o senhor se encaixa, doutor.

Estou preso?

Como assim?

Perguntei se estava preso.

Veremos.

Ent�o, Mirka. Como vai?

- N�s nos conhecemos? - Talvez s� de vista.

Talvez nos conhe�amos.

Alguns policiais j� vieram me ver.

Mas, de toda forma, seria melhor se dirigir a mim...

como Srta. Kudrnov�, Capit�o.

Tem alvar� para um sal�o de massagens...

...e policiais t�m sess�es gratuitas de bem-estar l�.

Eu gostaria de saber quem te procura para obter tais benef�cios.

Se eu te contasse, poderia ter pesadelos.

De onde na Eslov�quia voc� �, mesmo?

De Sobrance.

H� quanto tempo mora em Olomouc?

Oito anos.

Perd�o?

Oito anos.

S�o as perguntas preliminares.

O que fazia na quarta-feira por volta das 13h30?

Estava em casa.

Algu�m apareceu para uma massagem?

- Sim. - Quem?

Minha clientela faz quest�o de discri��o.

E hoje �s 10h30?

Idem.

- Anda ocupada. - N�o posso reclamar.

Vamos verificar na Receita Federal...

...se paga impostos sobre a renda dessas massagens.

Olhe aqui, Srta. Kudrnov�, Mestra em Ci�ncias.

A quest�o � a seguinte.

Temos ali um senhor quem diz que estava com voc�...

...no momento sobre o qual estou lhe perguntando.

Entendo.

E estamos procurando um assassino.

Dois assassinos, para ser precisa.

E, acredite ou n�o, um dos dois procurados,

o homem, � um excelente arqueiro.

Tiro com besta, para ser exato.

Penso em duas possibilidades.

N�o adivinha? �, posso pensar em duas possibilidades.

Est� mentindo porque ele � um bom cliente seu.

Talvez ele tenha te ligado e dito...

"Ei, Mirka. Se algu�m perguntar,"

"eu estava na sua casa em tal e tal momento."

Ou voc� n�o est� mentindo,

estava mesmo com ele em tais momentos.

Mas n�o estava em casa. Saiu para dar uma volta.

Uma vez em uma floresta em Litovelsk� Pomorav�.

E uma vez em uma casa de campo no Marian Valley.

O que diz disso?

Na ter�a-feira � noite, tive um cara que n�o conseguiu uma ere��o.

Era um perdedor pat�tico,

com m�ltiplos complexos.

Provavelmente policial ou algo assim.

Sabe o que ele fez?

Em vez de agradecer pelo meu trabalho duro...

...para ressuscitar o peixe morto, o idiota me bateu.

Do nada.

Tive dor e chamei Ales para vir me ver na quarta-feira.

E ele veio.

Sabe por qu�?

Porque ele tem car�ter.

N�o sou apenas lixo para ele.

Deixe Ales fora disso, porque ele n�o � quem voc� procura.

Que legal.

Mas n�o quero saber de hist�rias de cavaleiros galantes.

Estou procurando um assassino.

Uma das v�timas foi um garoto de doze anos.

E, por azar,

a trilha continua nos levando aos p�s do nobre m�dico.

E aos seus.

Quanto tempo o m�dico ficou te tratando?

Cerca de duas horas.

Deve ter sido um check-up detalhado. Certo?

Voc� � nojento.

Ele veio me ver como amigo.

Pedimos entrega de comida.

Isso foi �s duas horas.

Se n�o acredita em mim, ligue para o restaurante Gusto.

Eles confirmar�o a entrega.

Ales pagou, e o entregador o viu.

Por que n�o me disse isso antes?

Poder�amos ter evitado o inc�modo.

Mais alguma coisa, ou posso ir agora?

E hoje por volta das 11h?

Estava fazendo um...

...sexo oral no Ales.

Quer saber?

Eu sou muito boa nisso.

- �? - O qu�?

Tem alguma testemunha?

Perd�o. Quis dizer da hora.

Doutor,

voc� treina em um clube de arco do qual � membro.

Sim. � um clube de tiro ao alvo com arco.

Qual dessas pessoas ainda s�o membros desse clube?

Eu e Jakub Rovensk�.

- Andrea Rovensk� n�o? - N�o.

E Milan Slak?

Milan saiu devido a problemas de sa�de.

Karel Sedl�k saiu h� muito tempo.

Que tipo de equipamentos voc� tem?

Dois conjuntos para tiro ao alvo.

Mas prefiro os arcos recurvos aos compostos.

Tamb�m tenho uma besta para tiro ao alvo.

- Onde os guarda? - No clube.

Descreva as atividades do clube.

� um clube esportivo t�pico.

Vemos os amigos, conversamos, treinamos, fazemos torneios.

� tudo totalmente legalizado.

N�o duvido disso. Quem � o dono do clube?

Sr. Kunst, gerente do clube, � dono da metade.

- E a outra metade? - Jakub Rovensk�.

Kunst tamb�m dirige uma lojinha on-line...

...de venda de equipamentos.

Temos um barzinho aberto ao p�blico.

Todo o clube � aberto ao p�blico, inclusive.

Kunst tem tr�s funcion�rios que cuidam do clube...

...e do bar.

Quantos membros tem o clube?

Cerca de 150.

Quanto � a afilia��o ao clube?

- Quer se tornar membro? - Posso?

Claro. H� mulheres no clube.

Tiro com arco � um esporte lindo e gracioso.

Ent�o, quanto?

Depende de que tipo de associa��o.

Temos b�sico, especialista e VIP.

No seu caso, recomendo a b�sica.

A taxa de entrada � de 20 mil.

Ent�o vai nos mostrar o clube pessoalmente.

- S�o dez mil. - O qu�?

- Brincadeira. - Entendi, � claro.

- Traga os cachorros. - Perd�o?

Brincadeira.

Ent�o n�o se importa de nos dar um tour?

Claro que n�o.

- E Mirka? - O que quer dizer?

- Ela � membro do clube? - N�o.

Pronto, ent�o.

Ol�.

Aqui.

Esta � uma lista atualizada completa de todos os membros do clube?

Claro.

Algu�m saiu do clube desde a sua funda��o?

Com certeza.

Precisamos de uma lista de todos os membros que j� houve.

Sim. Cuidarei disso.

Por favor, poderia estacionar os carros em outro lugar?

Sim. Aqui est�.

Senhores, podemos ver o equipamento de tiro de voc�s?

Est� nos arm�rios l� embaixo.

Como est� seu pai?

Ele ficar� bem.

Por que guarda tudo aqui?

S� usamos essas coisas aqui.

N�o se usa muito um arco e flecha em casa.

O clube � muito bem protegido. Tudo fica trancado.

Temos um sistema de seguran�a e o alarme...

...� ligado � ag�ncia de seguran�a.

Ent�o n�o guarda nada em casa?

N�o.

As chaves est�o ali. Pode verificar se quiser.

Tamb�m n�o � na prefeitura que guardo dinheiro.

O clube tem seguro, � claro.

Por causa da ap�lice de seguro, temos um invent�rio detalhado...

...de todos os kits e equipamentos.

Pode checar.

Faremos isso. Vojta, cuide disso.

O Dr. Kuzel�k disse que voc� dirige uma loja on-line de equipamentos.

- Sim. - Onde fica o dep�sito?

Temos um pequeno aqui.

Tudo funciona com pr�-encomendas de fabricantes especializados.

Nunca mantemos nada aqui por muito tempo.

Entendo.

Houve alguma invas�o? Falta alguma coisa?

- N�o. - Tem certeza absoluta?

Claro. Eu saberia.

Certo.

Pe�o-lhe, doutor, para ajudar meu assistente...

...a checar manualmente o conte�do do arm�rio.

E Sr. Kunst, gostaria de lhe pedir que me siga at� a sua sala.

Claro.

- Este � o seu arm�rio? - Sim.

Seu arco � meio pequeno, n�o �?

� dobr�vel. Somos atletas, n�o �ndios.

O arco.

- Quer as flechas tamb�m? - Claro.

O que pode nos dizer sobre isso?

S�o flechas Excalibur. Feitas na Am�rica.

Qualidade total. S�o para bestas.

- Para arcos, s�o mais longas? - Sim.

Sim. Voc� vende isso?

Podemos mediar as compras.

Quanto custam?

Entre nove e 12 mil por conjunto.

- Quantas v�m no conjunto? - Quatro.

S� quatro?

S�o flechas de excelente qualidade. S�o de �ltima gera��o.

Quantos membros do clube as usam?

Os que usam bestas e praticam arco e flecha.

Vou precisar de uma lista de todos os clientes que compraram...

...essas flechas nos �ltimos doze meses.

Desculpe, mas tem um mandado ou algo assim?

O Dr. Kuzel�k nos garantiu que voc� cooperaria conosco.

Se quiser um mandado de busca, podemos conseguir um.

Mas teremos que fechar o lugar e revir�-lo inteiro.

Esse tom n�o � necess�rio. Temos dados pessoais aqui.

Senhor,

algu�m usou uma flecha destas para matar uma crian�a.

Ent�o, vou usar o tom que eu achar apropriado.

Claro.

Claro. Vou imprimir a lista. Mas pode demorar um pouco.

Quanto tempo?

- Vinte minutos no m�ximo. - Ainda estaremos aqui.

- N�o sabe como funciona? - Na verdade, n�o.

Qual devemos colocar l�?

Verde de novo.

Vai ser lindo.

Ainda n�o temos azul.

- Onde estava? - L� fora.

E o seu telefone?

Sem bateria.

Fiquei aqui sozinha com o garoto o dia todo.

Eu sei. Tenho muito a fazer. Fui correr.

Onde esteve? Est� imundo.

- Eu escorreguei. - Onde?

- Na floresta. - Foi dar um passeio na floresta?

Eu estava vendo as not�cias.

Outro daqueles cretinos morreu.

Mas voc� sabe disso.

N�o.

- Preciso te contar uma coisa. - N�o.

- N�o. Eu quero lhe contar. - N�o. N�o me diga nada.

Eu n�o quero saber. Tire isso. Eu lavo.

Ent�o, como est� indo?

Pode me mostrar? Deixe-me ajudar.

Obrigado.

- Coloque na minha conta. - Claro.

Por quanto tempo mais isto vai continuar?

- Est� perguntando mais do que eu sei. - O que eles querem?

Um assassino.

Acha que � algu�m daqui?

� algu�m que usa aquela flecha. Ent�o, parece que sim.

Perdoe a pergunta, mas como est� seu pai?

- Ele vai ficar bem. - Fico feliz em ouvir isso.

Eu nem quero pensar que seja algu�m daqui.

Aquela policial acha que est� ligado ao nosso velho acidente.

Eu sei.

Pela minha contagem, n�s somos os �nicos suspeitos que restam.

- E Andrea. N�o esque�a. - Andrea?

Andrea s� � capaz de causar dano...

...usando um cart�o de cr�dito no shopping.

Vou perguntar, ent�o.

Voc� cometeu assassinato?

Matou Karel, Milan,

aquele garoto que n�o conhe�o e quase teu pr�prio pai?

Ia te perguntar a mesma coisa.

Se n�o foi voc�, ent�o dever�amos obter prote��o policial.

Um policial na minha cola � tudo de que preciso agora.

Senhores, terminamos. Obrigada.

Gostaria de pedir que fiquem na cidade.

E relatem seus movimentos diretamente a mim.

Tudo bem?

Como est� seu pai? Quero v�-lo.

N�s o mudamos de lugar e ele est� descansando no quarto.

- Certo. - Vou com voc�?

N�o, preciso falar com ele em particular.

Sim. Vou passar amanh� para v�-lo.

Major, n�o dever�amos ter prote��o policial?

Claro.

� in�til.

Sim, Major?

Sim, estamos em uma ala comum agora.

Entendo.

Est� tudo bem?

Se precisar de algo, senhor, chame as enfermeiras aqui.

- Obrigado. - Nem precisava falar.

Ent�o, o rem�dio est� funcionando? Est� sem dor?

Sim, n�o.

Vou lhe trazer mais.

Voc� vai ficar bem. O Dr. Kuzel�k � o melhor.

- Tem algo para beber? - Sim.

Tudo bem. Durma um pouco agora.

Obrigado.

- Entre. - Oi. Posso?

Sim. Est� trabalhando hoje?

N�o, mas preciso falar com voc�.

O que foi?

Um favor.

J� ouviu sobre esses assassinatos?

Milan Slak, voc� o operou, e o garoto.

Imposs�vel n�o ouvir falar. Horr�vel.

E o assassinato de Karel Sedl�k em Hradec tamb�m est� ligado.

O que voc� tem a ver com isso?

Sedl�k e Slak eram meus amigos do ensino m�dio.

Anos atr�s, eu dei provas de um acidente de carro.

Duas crian�as morreram.

Milan Slak causou o acidente, e at� foi preso por isso.

Agora Milan foi morto. Sedl�k tamb�m.

Ele tamb�m estava l� e deu provas.

�ramos cinco no carro.

Dois morreram e a pol�cia acha que somos os pr�ximos.

Pelo amor de Deus, Ales, do que est� falando?

Eu? Como assim?

Algum lun�tico est� matando pessoas por um acidente antigo.

Eu nem causei o acidente.

Mas os policiais acham que sou o pr�ximo, algo assim.

Meu Deus!

Dizem que eu deveria sumir para algum lugar.

Claro.

S� at� passar.

Preciso de dez dias, n�o mais.

Claro. Onde vai estar?

N�o posso contar a ningu�m. Tenho prote��o policial.

- Aceita uma bebida? - Vou dirigir.

Mas que diabos. Estou protegido. Uma grande, ent�o.

Obrigada.

Ol�.

- Oi. - Oi.

Como est� se sentindo?

Nada bem.

- Voc� est� bem? - N�o.

Mojm�r. N�o estou.

E, j� que pergunta, faz tempo que n�o fico t�o triste.

Come�o a perceber por que tudo isso est� acontecendo.

- Sabem quem foi? - N�o sabemos.

Mas achamos que sabemos o porqu�.

Tudo indica que o elemento comum aos crimes � um acidente...

...para o qual algu�m ajudou a fraudar a investiga��o anos atr�s.

- Acha que � vingan�a? - Ser� poss�vel?

Voc� que me diga.

O que teria feito no meu lugar?

N�o sei.

Mas preciso saber o que fez naquela �poca.

Sinto muito.

Deve estar muito decepcionada comigo.

Quem foi o juiz?

- Juiz Lamper. - Onde ele trabalha agora?

Aposentou-se anos atr�s.

H� quanto tempo?

N�o est� mais vivo. Morreu.

- Como? - Acidente de carro.

Perd�o?

Dizem que foi culpa dele.

N�o sei dos detalhes. N�o lembro.

Dizem que ele se mudou para Ostrava...

...para ficar perto dos netos.

Poderia nos deixar a s�s mais um pouco?

- Claro. Isto pode esperar. - Obrigada.

- Voc� est� bem? - Claro.

- A Major ainda est� a�? - Sim.

Como est� indo?

Examinando todos os membros do clube de arco e flecha...

...e conex�es com as v�timas.

Mantenha a triagem. Pavel, venha comigo.

A chave para os assassinatos � o acidente de dez anos atr�s.

Tenho informa��es n�o confirmadas...

...de a investiga��o da �poca foi fraudada.

Como?

O juiz foi plantado e subornado.

Parece uma conspira��o de livro.

Milan Slak foi bode expiat�rio.

O pai do falecido Sedl�k pagou por tudo.

Como sabe?

Pelos Rovensk�s.

Traga-me o arquivo do acidente.

Descubra qual promotor p�blico o investigou...

...e marque uma reuni�o com ele.

Quem julgou o caso?

Eu sei. Juiz Lamper.

- N�o pode ter sido Rovensk�? - N�o.

Eu n�o conhe�o Lamper.

N�o poderia. Teve um acidente h� dois anos.

Desculpe. Evangelista ligou e disse que o Dr. Kuzel�k...

...saiu da prostituta, mas n�o foi para casa.

- Aonde ele foi? - Ao hospital.

Ent�o, Mirka est� livre agora?

- Mr�z, por favor. - O qu�?

Eu acho que sim.

Ou�a.

A pol�cia est� vigiando todo mundo aqui.

Mas eles n�o t�m ideia de n�s.

Aquela mulher que atirou em mim estava aqui agora.

Ela estava sentada l� com o juiz. N�o me reconheceu.

Eles n�o sabem sobre n�s.

Parece s� uma oportunidade que n�o se repetir�.

Vamos!

A perna dele est� t�o ruim que vai ficar aqui um bom tempo.

Ele ter� o que merece.

Mas n�o at� chegar a vez dele.

Da mesma forma que os outros foram.

Caso contr�rio, n�o faz sentido.

O juiz pode esperar. Ele ter� o que merece.

O m�dico � o pr�ximo.

Depois o deputado, depois a esposa.

O m�dico est� aqui o tempo todo,

e o filho vem para visitar o pai,

ent�o est�o todos alinhados.

Blanka, seu Poltergeist! O que faz aqui?

E o que voc� faz aqui, doutor?

N�o acho meu passaporte em casa.

- Vai a algum lugar? - Estou atolado.

N�o � para te agradar, mas est� com p�ssima apar�ncia tamb�m.

Tire um dia de folga. V� a um SPA, talvez.

Se voc� tiver um colapso,

terei que lutar com Kalinov� sozinho.

Ela n�o � enfermeira, � uma Ninrode.

Pegue algumas po��es. Vamos ver o velho.

O deputado quer saber tudo.

- Ol�, cavalheiros. - Ol�.

Espero que tenham destru�do a moto, pelo menos.

Como est� a perna? V� em frente.

- D�i? - � suport�vel.

- Suport�vel? D�i, ent�o. - Sim. Posso senti-la.

Por um lado, isso � bom.

Mas Jakub nunca me perdoaria por voc� estar com dor.

A enfermeira me pediu para tocar se eu n�o aguentasse mais.

Ela disse que me daria uma inje��o de analg�sico.

Acho que esse momento chegou.

Enfermeira, entendeu? Saia da�!

Ele s� precisa de 25 miligramas. Aqui tem para dopar um hipop�tamo.

A enfermeira parece estar mal, Sr. Rovensk�.

Aqui. D� o resto aos viciados.

Eles ganham t�o pouco. � por isso que roubam.

Vou avisar a Jakub que tudo est� bem e sob controle.

- Obrigado. - Descanse. Tchau.

- Tchau. - Tchau.

Venha comigo.

Ficou maluca? Quer matar o velho?

- Aconteceu algo? - N�o comigo.

Precisa muito dar um tempo. Suma por pelo menos uma semana.

- E para onde voc� vai? - Podgora.

Onde � isso?

Em Makarska, mas n�o conte a ningu�m.

Divirta-se, doutor.

Com certeza.

N�o pode chegar antes. Tudo bem, ent�o.

Obrigado. Tchau.

Aqui.

E isto.

O policial que investigou o acidente...

...com a creche na �poca,

vou me encontrar com ele.

Voc� se supera.

Amanh� de manh�. Ele n�o pode antes.

E investigue as circunst�ncias da morte do Juiz Lamper para mim.

- Certo. - Obrigada.

Socorro! Socorro!

Senhor, pode nos ouvir?

V� buscar socorro!

Eu cuido disto aqui!

Sim, ainda estou na frente do pr�dio do Dr. Kuzel�k.

Sim, est� tudo bem. Ficamos em contato.

Obrigado.

Vamos!

Mais um,

e vamos expandir aqui. R�pido.

Sim, tudo bem.

N�o posso voltar l� agora.

N�o temos tempo. Vamos ter que nos separar.

E depois?

Temos que terminar.

Custe o que custar.

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