All language subtitles for The Second World War in Colour - Part Two_PTBR

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Original subtitles

A SEGUNDA GUERRA MUNDIAL TEM SIDO VISTA COMO UMA GUERRA EM PRETO E BRANCO

A SEGUNDA GUERRA MUNDIAL TEM SIDO VISTA COMO UMA GUERRA EM PRETO E BRANCO AT� AGORA

Traduzido para PTBR por cbsgrillo out/2010

AGORA PELA PRIMEIRA VEZ, VOC� VER� A SEGUNDA GUERRA MUNDIAL

AGORA PELA PRIMEIRA VEZ, VOC� VER� A SEGUNDA GUERRA MUNDIAL EM CORES

AS IMAGENS S�O ORIGINAIS

AS IMAGENS S�O ORIGINAIS A COR � REAL

VOC� VAI OUVIR CARTAS E DI�RIOS DOS QUE VIVERAM E MORRERAM NESTA GUERRA

A SEGUNDA GUERRA MUNDIAL EM CORES

GUERRA TOTAL

O ataque surpresa Japon�s em 07 de Dezembro de 1941

deixou a Am�rica chocada e revoltada.

O Oficial da Marinha Charles Lockwood:

Eu s� estou muito cansado e furioso.

Como diabos que aqueles bastardos amarelos entraram?

Estou com uma dor no cora��o pensando nos �timos navios e nos bons homens

perdidos ontem em Pearl Harbor.

Melhor eles desfrutarem da sua vit�ria trai�oeira,

porque, por Deus, eles v�o pagar por isso!

Os Estados Unidos entraram na Segunda Guerra Mundial.

Uma carta para casa

refletiu os sentimentos de um soldado:

Queridos pais,

todos n�s estamos um pouco confusos por estarmos mesmo em guerra,

mas no momento tudo o que podemos fazer � esperar por ordens.

� natural que todos n�s estamos prontos para lutar.

Os 350 soldados que est�o mortos no Hava� s�o irm�os,

e todos n�s queremos dar o troco nos assassinos.

Nossa na��o vai mostrar o que ela pode fazer,

quando as suas pessoas s�o provocadas e unidas.

Cuidem-se. Com amor, Ken.

Sentimentos anti-japon�s varreram a Am�rica.

Japoneses que emigraram para a Costa Oeste

para trabalhar e constituir fam�lia, no jeito Americano,

ficaram sob suspeita.

O Japon�s-Americano Kazuko Itoi recorda deles aguardando virem bater na porta:

N�s nos perguntavamos quando chegaria a hora.

N�s esper�vamos a todo momento ouvir os passos de estranhos na varanda

e o s�bito tocar da campainha da porta da frente.

Nossos ouvidos se sintonizado como as antenas sens�veis das tra�as

traduzindo qualquer barulho dos carros que passam

como a chegada do FBI.

O Presidente Roosevelt atendeu os apelos da opini�o p�blica

e ordenou que os Japoneses fossem detidos.

Mesmo aqueles nascidos e criados na na Am�rica foram confinados em campos.

Eu estava me sentindo bem mas, quando eu passei pelos port�es,

eu de repente fiquei muito deprimido

e eu me sentia como um prisioneiro.

Haviam os guardas no port�o

e era tudo cercado.

Todos os alojamentos pareciam sujos e eu odiava pensar que teria que viver l� ...

por um longo tempo.

Esse foi o come�o da minha vida em um campo de concentra��o.

OCEANO ATL�NTICO

Os comboios do Atl�ntico foram a salva��o para a Inglaterra,

transportando avi�es, armas e tanques saindo das linhas de produ��o americanas.

Essa guerra total estava mudando a vida de todos.

Antes da guerra, o Canadense Frank Curry foi um auxiliar de escrit�rio.

Agora ele encontrou-se no mar pela primeira vez:

E eu pensei que j� tinha estado em mar encapelado antes.

Agora eu sei alguma coisa sobre o significado de mar agitado.

Ondas imensas est�o quebrando completamente sobre o navio,

e ele est� se transformando numa massa de gelo.

Estamos cobertos por 40 cent�metros de gelo,

e eu n�o sei o que nos impede de ir para o fundo do Atl�ntico

como n�s jogamos, balan�amos, rolamos,

e fizemos tudo mais imagin�vel.

Claro que eu espero que os rebites aguentem todo este esfor�o!

Muito frio.

Alguns de n�s se amontoaram deliberadamente atr�s da chamin�

nesta tarde brilhante, assistindo nosso impressionante comboio

mergulhando, jogando e rolando no seu caminho para a Gr�-Bretanha.

Estas longas e perigosas travessias rapidamente forjou marinheiros :

Queridos mam�e e papai, o mar me fascina.

Seus variados humores tornam ele uma coisa viva

e este seu esp�rito inquieto � parecido com o meu.

A ondula��o incessante da expans�o do oceano azul

passa um ritmo para o navio, como um sopro de vida.

Mas, para o n�o-iniciado, a arfagem e o balan�o do navio s�o fontes de enj�o,

e, durante o mau tempo, seria mais f�cil dormir em uma coqueteleira.

Felizmente, eu j� sou acostumado com o mar.

Mares pesados encapelados tornam a locomo��o um pouco de desafio,

mas eu simplesmente assumo a minha melhor posi��o de rumba

e prossigo pelo corredor ao ritmo de um, dois, tr�s.

Boa noite. Eu escreverei para voc�s t�o logo seja poss�vel.

Um beijo a Gail do outro lado do oceano. Seu filho devotado, Sydney.

De volta ao lar em terra seca,

as mulheres americanas eram necess�rios para a produ��o de guerra.

Eugenia Holman

se viu trabalhando em uma f�brica de muni��es no Alabama:

Eu me lembro quando eu vim trabalhar. Eu queria ganhar a guerra, naturalmente.

Quem n�o queria?

Eu ainda pensei nisso de uma maneira abstrata,

algo que tinha de ser feito,

mas principalmente pelos rapazes no fronte de combate.

Voc� sabe, eu n�o sabia nada ent�o sobre as batalhas das linhas

de produ��o e montagem, como eu sei agora.

Cada pessoa fisicamente apta a fazer sua parte, n�o importa qu�o pequena,

e trabalhando, trabalhando, trabalhando!

Ajudando a construir os Liberty Ships, o principal navio produzido em massa

dos comboios do Atl�ntico,

estava o soldador Maxine Meyers do Texas:

N�s constru�mos os Liberties a partir do momento

em que a quilha era assentada, at� ele ser comissionado e entregue,

em uma m�dia de 30 dias cada.

O estaleiro um e o estaleiro dois combinados definiram o recorde mundial,

tendo constru�do e entregue 500 Liberties em 976 dias.

Ou seja, mais um navio a cada 10 dias!

Isso � muito bom!

Para Polly Crow em Kentucky, com o marido ausente,

a guerra significou uma aventura fora de casa.

Mesmo a guerra poderia ser divertida.

Querido, voc� � agora o marido de uma mulher de carreira!

Apenas me chame de sua pequena boneca de estaleiro!

Abri minha pequena conta corrente, tamb�m,

e � maravilhoso preencher seu pr�prio cheque e n�o ter que pedir para ningu�m!

Vou come�ar uma poupan�a, tamb�m, ent�o n�s vamos ter algum dinheiro

quando nosso docinho querido voltar para casa.

Boa noite, querido. Eu te amo.

Polly.

Mas a aventura tem um pre�o. Mulheres como Polly

trabalhavam por longas e tediosas horas.

Tempo para pensar sobre os seus homens, longe de casa e em perigo.

Para aqueles navegando com os comboios

havia sempre a possibilidade de morrer de repente

nas �guas frias do Oceano Atl�ntico.

L� fora estavam os submarinos da Marinha Alem�:

Os U-boats.

O londrino Harold Goord foi Oficial Chefe de R�dio do navio mercante Cromarty:

24 de Agosto de 1942.

Nos �ltimos tr�s dias tivemos informa��es de pelo menos 20 submarinos,

e quase todos nesta regi�o.

O mar parece vivo com eles.

N�o � de admirar que os navios est�o sendo afundados na taxa

de dois por dia nesta regi�o

N�s estamos navegando direto para o meio deles.

As pr�ximas 24 horas ser�o as piores

e eu e maioria dos outros oficiais n�o iremos para a cama.

� uma tens�o cont�nua.

� como uma guerra rel�mpago em sil�ncio, um jogo de esconde-esconde,

e se voc� for encontrado voc� � atingido.

Os U-boats poderiam esperar dias pelos comboios para aparecer.

O di�rio do Oficial de U-boat de 21 anos Hellmuth Bahlmann:

Quando voc� submergir, voc� come�a a sentir a frieza da �gua

que te rodeia,

este sentimento de estar preso neste barco, no mar profundo.

Esse sentimento toma conta de sua alma tamb�m.

Voc� sente como se n�o consegue respirar,

o seu corpo de alguma forma separado da sua mente.

Os U-boats foram ambos ca�ador

e ca�a.

No U-230, Herbert Werner:

N�s somos for�ados a navegar �s cegas algumas vezes.

Depois de 14 horas n�s fizemos bem mais de 280 km,

e ainda estamos navegando para sudeste procurando, farejando, sondando.

O dia amanheceu e nos pegou entre o comboio e o destroier,

brincando de esconde-esconde.

Harold Goord passou quatro anos

fazendo este jogo mortal:

Hoje, por duas vezes,

houve submarinos perto de n�s.

E esta noite uma meia d�zia de cargas de profundidade foram disparadas.

Eu espero que eles n�o estejam nos rastreando.

Isso � o que eles s�o capazes de fazer com um comboio lento como este.

O primeiro vai seguir o comboio, mais tarde se junta um outro,

e outro, at� que haja uma alcat�ia.

Assim como os lobos.

O Primeiro-Ministro Winston Churchill

Sabia que esta Batalha do Atl�ntico tinha de ser vencida

para evitar um bloqueio da Gr�-Bretanha,

e para assegurar a vit�ria final na Europa:

N�s tomamos, e estamos tomando

todas as medidas poss�veis para responder a este ataque mortal,

e agora estamos lutando contra isto com toda a for�a.

Esta � o que � chamada de A Batalha do Atl�ntico

a qual para sobreviver, temos que vencer no mar,

da mesmo jeito que decisivamente vencemos a Batalha de Inglaterra,

em Agosto e Setembro,

no ar.

Em Maio de 1943 a Batalha do Atl�ntico foi vencida.

Frank Curry sobreviveu para escrever

sobre o doce al�vio de uma chegada segura ao porto:

Hoje � um grande dia.

Um dia maravilhoso.

N�s pod�amos sentir o cheiro maravilhoso de terra

muito antes que pud�ssemos v�-la.

Afinal nos aproximamos lentamente do porto.

A escolta foi a primeira a faz�-lo.

Que sentimento de amarrar firmemente em um cais onde tudo est� silencioso!

A tripula��o est� exultante,

e eu n�o sou exce��o.

Mas 50 mil marinheiros mercantes nunca voltaram para casa.

Sete de cada dez tripula��es Alem�s dos U-boat

nunca voltou para a base.

Hellmuth Bahlmann citou um poema popular nos U-boat em seu di�rio:

N�o h� rosas no t�mulo de um marinheiro;

N�o h� l�rios em uma onda do mar;

As �nicas homenagens s�o os v�os rasantes das gaivotas;

E as l�grimas que pela amada chora.

No ver�o de 1942, os Alem�es ainda estavam confiantes.

Milh�es de pessoas estavam sob seu controle.

Nas palavras desta can��o do ex�rcito, eles foram os vencedores

da Finl�ndia at� o Mar Negro.

Eles iriam avan�ar e avan�ar, ainda mais para o Leste.

UNI�O SOVI�TICA OCUPADA

Em vilas e cidades capturadas,

a lei marcial e toque de recolher foram executados com efici�ncia cruel.

Irina Khoroshunova:

Os Alem�es mataram Vera Dimitrievna.

Ela saiu de casa depois das 18:00 horas.

Esta � uma nova forma de cometer suic�dio.

Os Alem�es est�o matando todo mundo que est� nas ruas fora do hor�rio permitido.

Aqueles que querem morrer podem sair para a rua durante estes hor�rios.

Isso � tudo que eles precisam fazer.

E � isso que ela fez.

IUGOSL�VIA OCUPADA ABRIL 1941

A vila S�rvia de Pancevo.

Um incidente filmado pelo cinegrafista do ex�rcito Alem�o Gottfried Kessel.

Um Oficial da SS e nove da popula��o Alem� local foram mortos

pela resist�ncia S�rvia.

A cidade esperou com medo de repres�lias.

O Alem�o local Franz Lehr

foi uma testemunha:

Fui trabalhar de manh� e vi duas colunas do Ex�rcito Alem�o

marchando pela aldeia.

Entre eles eu vi pessoas de Pancevo, que eu conhecia.

Fiquei imaginando o que que estavam fazendo com eles.

Outro Alem�o local, Peter Hild:

O boato se espalhou que as pessoas iam ser executadas no cemit�rio

na parte da tarde.

Eu estava curioso.

(Franz Lehr) Nunca foi claro como eles selecionaram as pessoas que foram executadas.

Alguns deles eram conhecidos combatentes, mas a maioria deles eram S�rvios comuns.

O assunto todo n�o � muito agrad�vel.

Eu fiquei bastante surpreso ao ver um homem velho.

Por qu� atirar nele?

E tamb�m um dos Judeus de nossa cidade, que era totalmente inocente,

que nunca tinha feito mal a ningu�m antes.

(Peter Hild) Eu n�o podia acreditar!

As pessoas enforcadas

fez meu est�mago revirar.

Em todo o caminho de volta

eu estava chorando.

Eu paguei pela a minha curiosidade

vomitando.

(Franz Lehr) Nem uma semana passou sem alguns Partisans sendo enforcados

por estar atirado nos Alem�es.

As pessoas estavam enforcadas nos postes de ilumina��o e outros locais,

e l� ficavam, �s vezes por quase uma semana.

Por mais horr�vel que pare�a, voc� realmente se acostumou com isso.

Os Nazistas consideravam os Eslavos e Judeus como Untermensch - sub-humanos.

Os Judeus foram obrigados a viver separados em guetos, e identificarem-se

pela Estrela de Davi.

Mary Berg de 17 anos

viveu no gueto de Vars�via:

31 de Julho de 1941.

Uma mulher de idade em uma pequena mesa vende bra�adeiras de v�rias qualidades

a partir de 50 groszy at� dois zlotys cada.

As mais baratas s�o feitas de papel impressos com uma estrela de Davi.

As mais caras s�o de linho, com uma estrela bordada � m�o.

Essas bra�adeiras t�m muita demanda no gueto

porque os Alem�es s�o muito suscet�veis a esse respeito:

E quando eles percebem um Judeu usando uma bra�adeira amassada ou suja

eles batem nele imediatamente.

H� um grande n�mero de crian�as quase nuas

cujos pais morreram e que se sentam em trapos pelas ruas.

Seus corpos s�o terrivelmente magros.

Pode-se ver os ossos atrav�s da pele amarelada igual um pergaminho.

Eles n�o t�m mais uma apar�ncia humana

e s�o mais parecidos com macacos do que crian�as.

Eles j� n�o imploram mais por p�o

mas sim pela morte.

Para o que eles chamaram de o "Problema Judeu"

os Nazistas decidiram pela Solu��o Final:

Assassinato em massa.

Em Vars�via, as deporta��es do gueto para os campos come�ou.

H� poucas semanas, os Nazistas come�aram a reunir as esposas

e as crian�as.

Aqueles que n�o est�o trabalhando s�o brutalmente levados a for�a.

Os pais agora levam os seus filhos com eles ao seu trabalho,

ou os escondem em algum buraco.

Durante o ver�o de 1942,

265 mil homens, mulheres e crian�as foram levados a partir de Vars�via

para o campo de morte de Treblinka.

No campo de batalha, tropas Alem�s come�aram a sentir o trauma da derrota.

Uma terr�vel batalha foi lutada por cada tijolo da cidade de Stalingrado.

No outono de 1942,

Hitler e Stalin ordenaram para que n�o haja rendi��o.

O Soldado Alem�o de 19 anos Berthold Paulus

lutou e morreu em uma batalha que levou mais de 600.000 vidas.

Queridos pais, av�s e irm�:

O que n�s temos sofrido aqui em Stalingrado t�o longe

nem um �nico ser humano pode imaginar.

N�s estamos cercados aqui h� semanas.

Nossa Luftwaffe tenta nos abastecer, mas continuamos tendo muito pouca comida.

A �nica coisa de que temos abund�ncia s�o piolhos e pulgas.

T�o logo a noite cai,

o Ivan (Russos) come�a a sua artilharia e seus ataques a�reos,

despejam bombas sobre n�s.

Do seu, Berthold.

Stalingrado foi o simb�lico ponto de virada da guerra.

Ent�o, no ver�o de 1943,

uma grande batalha de tanques deu aos homens e mulheres do Ex�rcito Vermelho

o impulso para empurrar os Alem�es de volta.

Aos 19 anos, a m�dica Russa Adriadna Dobrosmyslova j� era uma veterana:

Sauda��es, meus queridos.

N�s temos batido e ainda estamos batendo no Fritzes (Alem�es).

Eles est�o correndo o mais r�pido que suas pernas conseguem.

N�s estamos capturando aldeia ap�s aldeia,

e fazendo regimentos inteiros Alem�es prisioneiros.

N�s n�o estamos dando a eles qualquer tempo para descansar.

N�s os estamos empurrando e e empurrando, mais e mais.

Com milh�es de mortos no Fronte Leste,

o soldado Alem�o Harry Mielert

estava desesperado.

Do campo de batalha, ele escreveu para sua mulher:

Meu amor,

O campo de batalha me enoja mais e mais.

Eu n�o quero mais ver corpos mortos,

eu n�o quero ver o sangue fluindo.

Eu j� tive o suficiente de tudo isso.

Uma semana depois, Harry foi morto.

INGLATERRA

Como os Alem�es recuaram no Leste, ataques a�reos maci�os

come�aram sobre suas cidades.

Voando a noite estavam os bombardeiros Lancaster da Royal Air Force.

Todas as tripula��es para estas miss�es perigosas

eram volunt�rios.

Len Halland voou com o Esquadr�o 617:

Para aqueles de n�s que estamos de servi�o esta noite,

este � um assunto demasiado calmo ou turbulento.

N�s pensamos sobre o que poder�a nos deixar em maus len�ois,

ou intencionalmente tentar ignor�-lo, e alegrar uns aos outros e nos enganar

que n�s n�o estamos pensando sobre isto hoje � noite, ou que ele n�o existe.

Durante todo esse tempo, o pessoal de terra est� trabalhando duro

carregando os avi�es com gasolina e bombas.

Pouco antes da hora da decolagem, o Comandante

vinha a cada aeronave e desejava boa sorte para cada tripula��o.

Finalmente chegou a hora de embarcar

e o trabalho perigoso do dia est� prestes a come�ar.

Primeiro coloco um peda�o de chiclete na minha boca,

e como � dado o sinal previamente combinado,

eu aceno para retirarem os cal�os e vagarosamente come�o a taxiar.

O Sargento de V�o Insull foi um navegador no Esquad�o 218:

Agora era a nossa vez.

Os motores rugiam cada vez mais alto. N�s sentimos os solavancos e trememos

mas quando o meu indicador de velocidade do ar marcou 115 milhas por hora

a vibra��o parou,

e eu sabia que est�vamos no ar.

Em bombardeios, brincadeiras entre as tripula��es aliviava a tens�o.

H� apenas um jeito de atacar este lugar e que � atrav�s das nuvens.

Veja a sua altura!

Eu estou vendo tudo! OK.

Quantos holofotes voc� poderia atrair?

Muitos, eu calculo!

Meu Deus, eu nunca vi nada como isso antes!

Nem eu!

Eu poderia tomar um trago!

Mantenha os olhos abertos! Eles est�o!

Eles est�o atirando em n�s agora!

Meu Deus, voc� poderia apontar em qualquer um deles!

Um minuto. Continue avan�ando capit�o.

Portas de bombas abertas. Portas de bombas abertas. Bombas fora!

L� vai a bomba de 4.000 libras, e l� v�o as incendi�rias!

A RAF come�ou a destruir as cidades Alem�s.

As bateria antia�reas e holofotes estavam em evid�ncia.

Eu nunca tinha visto uma tamanha massa de fogo sobre a �rea alvo.

Parecia imposs�vel que qualquer ser humano pudesse sobreviver nesse inferno!

Marcadores de alvo estavam caindo continuamente

e lan�amos nossas bombas �s 01:23 horas, incluindo uma de 4.000 libras,

tr�s de 1.000 libras, e centenas de bombas incendi�rias.

O inc�ndio desta noite foi marcante no qual eu n�o vi muitos inc�ndios, mas um.

Iniciado na escurid�o, era uma c�pula turbulenta de fogo vermelho brilhante.

Eu olhei para baixo, fascinado, mas horrorizado,

satisfeito, ainda horrorizado.

HAMBURGO

Em 25 de Julho de 1943

a RAF atacou a cidade de Hamburgo.

A concentra��o do bombardeio causou uma tempestade de fogo.

A devasta��o foi filmada pelo bombeiro local Hans Brunswig.

Ap�s a guerra, este filme foi confiscado pelos Ingleses.

Dona de casa Mathilde Wolff Moenckeberg:

Pouco antes da 01:00 hora o alarme soou.

N�s descemos quando as explos�es come�aram,

muito mais pesadas e em muito maior quantidade do que o habitual.

Por duas horas o bombardeio continuava, e em toda parte

voc� podia ver as chamas brilhantes.

Pessoas que tinham escapado de seus por�es,

e foram andando sem rumo entre as chamas,

tinham f�sforo derramado sobre elas.

Elas se tornaram tochas vivas ambulantes.

Uma mulher deu � luz a seus filhos nas ruas,

causado pelo trauma dos ataques.

Pais foram separados de seus filhos durante o caos.

Palavras n�o podem descrever a mis�ria e o caos que caiu sobre esta cidade.

Na manh� seguinte, uma espessa nuvem de fuma�a estava sobre toda a cidade.

O dia parecia noite. O sol n�o podia passar atrav�s das nuvens.

Uma fuma�a cinza. Ar muito pesado para respirar. Cinzas em toda parte.

A passagem atrav�s de Hamburgo destru�da, eu acho que nunca vou esquecer isto.

Montanhas de entulho, cabos de eletricidade arrebentados,

abastecimento de �gua rompido,

cad�veres carbonizados de cavalos e pessoas.

Isto � como o Dia do Julgamento Final deve parecer.

O que eles fizeram com voc�, minha linda velha Hamburgo!

Cinco dias de bombardeios.

42.000 mortos.

Durante o dia, bombardeiros B-17 da Oitava For�a A�rea dos Estados Unidos

trouxeram ainda mais destrui��o para a Alemanha.

Tripula��es EUA voavam 25 miss�es no come�o. Isto foi aumentado para 30,

e depois para 35 miss�es.

Tem mais dois abaixo,

tr�s avi�es, 9:00 horas, se aproximando.

O estresse come�ou a cobrar o seu pre�o sobre as tripula��es a�reas.

A entrevista psiqui�trica com um artilheiro traseiro de um B-17:

Voc� j� viu um cara sem a cabe�a, doutor?

Voc� j� viu um cara, um amigo seu, sem a cabe�a?

Ele estava voando ao meu lado, e ent�o...

...eu olhei para ele... e n�o havia nenhuma cabe�a.

O sangue escorria por toda parte, sobre toda a fuselagem,

como se algu�m tivesse derramado um gal�o de tinta vermelha sobre ele.

Isto foi terr�vel, e eu tive que continuar procurando.

Ele era meu amigo, meu melhor amigo. Ele n�o foi s� um amigo,

eu o amava, eu comia com ele, eu dormia com ele,

n�s jog�vamos cartas juntos, n�s sa�mos com as meninas juntos.

Ele era um cara legal!

Ele era um cara melhor do que eu, doc.

SU�BIA SUL DA ALEMANHA

No ver�o de 1943,

Amalie Schaich foi filmada com esses outros meninos e meninas ciganas

no seu orfanato.

N�s fomos visitados mais de uma vez

por um homem e uma mulher.

Eles disseram que vieram do Instituto de Higiene Racial, de Berlim.

A mulher se chamava Eva Justin.

Os dois tentaram falar conosco em nossa l�ngua, em romani.

A Sra. Justin tamb�m tentou nos avaliar em um n�mero de testes.

Por exemplo,

n�s ter�amos que fazer colares de p�rolas coloridas.

Ela sempre tentado e nos recompensou com doces.

As crian�as foram material de pesquisa para a disserta��o de Eva Justin:

"Os ciganos podem ser melhorados pela conviv�ncia com os arianos?"

Ela chegou a seguinte conclus�o:

O cigano primitivo nunca ser� capaz de enfraquecer a cultura ariana

como a intelig�ncia judaica tentou.

No entanto, a esteriliza��o de todos os ciganos � altamente recomendada,

bem como quase todos ciganos tendem ter comportamento criminoso ou anti-social,

os quais devem ser separados.

A experi�ncia acabou, as crian�as poderiam ser enviadas para Auschwitz.

Um recibo por carga humana:

12 de Maio de 1944. Administra��o do Campo.

Recebido hoje a partir do orfanato

S�o Josefspflege de Mulfingen,

39 crian�as ciganas.

20 meninos

que receberam os n�meros de registro Z9873

at� Z9892,

e 19 meninas

que receberam os n�meros de registro Z10629

at� Z10647.

Apenas quatro destas crian�as sobreviveu a Auschwitz.

As demais morreram nas c�maras de g�s em 01 de Agosto de 1944.

No m�s seguinte, Eva Justin recebeu o seu Doutorado PhD.

OCEANO PAC�FICO

No ver�o de 1944

Fuzileiros Navais Americanos estavam indo para as Marianas, no Pac�fico Central,

parte da longa campanha de ilha em ilha

rumo ao Jap�o.

Os Fuzileiros Navais iam liderar uma invas�o come�ando com um ataque em Saipan.

O Capit�o Fuzileiro Orville La Mott estava l�:

Poucos dias depois de sair de Pearl Harbor, nosso objetivo foi anunciado:

Saipan, � claro. Um grande n�mero tinha adivinhado corretamente.

Cada dia era gasto estudando mapas, planos de opera��o e ordens de ataque,

para que cada um, de soldado para cima, conhecesse todas as fases da opera��o.

O navio parecia uma colm�ia de tanta atividade.

Por dois anos tinham havido combates sangrentos,

enquanto as for�as aliadas tentavam destruir

o imp�rio cruel e brutal do Jap�o no Extremo Oriente.

(Capel�o) Oramos para o Presidente,

para o nosso Congresso,

para todos os nossos soldados.

Para todos os que nos defendem,

seja no mar ou no c�u.

Para todos os que sofrem as agruras da guerra.

(Oficial do navio) Tropas desembarcando subam para dentro dos barcos.

James A Donovan, da 2� Divis�o de Fuzileiros Navais:

Dentro do seu longo casco como uma garagem,

era um barulho e um cheiro dos infernos.

Homens inflex�veis e suados, abarrotados com todo o seu equipamento de combate

nos cascos de anf�bios estranhos com seus enormes motores de avi�o.

A fuma�a e o barulho, o completo desconforto, faz tudo um sonho louco.

Fuzileiro Naval Sherwood P Moran:

Eu andei perguntando a alguns Fuzileiros Navais por qu� eles se alistaram,

ao inv�s de se alistar no Ex�rcito.

Quando eu perguntei a um jovem companheiro agrad�vel e animado,

de apenas 17 anos, ele respondeu:

"Voc� v�, � assim: Quando chega a guerra,

os Fuzileiros Navais v�o em primeiro".

Com os 20.000 Fuzileiros Navais no momento que eles invadiram a ilha

estavam cinegrafistas de combate e rep�rteres de r�dio:

Nenhum cara gosta de entrar em a��o, mas voc� tem que fazer isso.

Voc� tem que fazer isto, isso � tudo.

- Por qu� n�s temos que fazer isso? - Bem, eles mandaram!

Maurice B Kranzberg, da 4� Divis�o de Fuzileiros Navais, escreveu para casa:

04 de Julho de 1944.

Queridos Jack e Mickey, ...

� uma experi�ncia inesquec�vel.

Voc� tremer, suar e se preocupar.

Eu estava rezando a Deus para cuidar de mim.

Eu estava pensando que � um inferno de um jeito

e um inferno de um lugar para morrer. 11.000 km de casa, eu vir de t�o longe

para esta ilha desolada de Saipan somente para morrer.

Eu n�o sabia que era guerra realmente at� vir para a esta opera��o.

Acredite em mim, � um neg�cio terr�vel, ruim e sujo.

N�s realmente acreditamos na total destrui��o.

Eu acho que eu n�o vou nem me lembrar disso daqui poucos anos.

Mais nenhuma novidade. Abra�o a todos.

Amor, Maury.

A propaganda americana retratava os Japoneses como macacos e selvagens.

Certamente n�o humanos.

Fuzileiro Naval Chuck Ables:

Oi Johnnie. O Japas nunca conseguiam nos atacar com artilharia em grande escala.

As barragens se mantiveram bastante dispersas.

Tudo o que podiam fazer era encher a cara de saqu�

at� eles irem murmurando para as ravinas,

e quando saiam eles vinham gritando e gritando os seus fan�ticos

gritos de guerra "Banzai!".

Loucos, Johnnie. Apenas simples loucos.

Isso os descreve na �ntegra.

Eles n�o d�o a m�nima se v�o ser mortos ou n�o, e aquilo n�o pode ser humano.

Est� se tornando uma obsess�o para todos oficiais e homens desta divis�o

matar Japoneses.

Na Guerra do Pac�fico

era matar ou ser morto.

Sargento de Pelot�o Thomas O'Neill:

N�s acabaramos de fazer a curva da estrada quando avistamos dois Japas.

N�s pegamos um

mas o outro conseguiu mergulhar na floresta.

N�s continuamos e fizemos contato com uma patrulha da 4� Divis�o de Fuzileiros.

A ca�ada no seu setor foi muito boa.

Eles estavam aumentando bastante a sua contagem.

Na nossa marcha de regresso n�s vimos um Japa,

provavelmente aquele que fugiu naquela manh�,

sentado ao lado de um camarada seu morto e cantando algum tipo de can��o.

N�s fizemos o poss�vel para ele se juntar ao seu amigo.

A noite ficou quieta.

Chuva novamente.

Os Japoneses chamavam os Americanos de b�rbaros,

dem�nios, monstros,

bestas selvagens.

Os soldados Japoneses lutaram sob um c�digo militar em que a morte

era bem recebida a servi�o do Imperador.

Ataques suicidas eram parte desta tradi��o.

Cabo Kikuo Noguchi,

Segundo Batalh�o, 135� Divis�o do Ex�rcito Imperial:

23 de Junho. Um ataque de curto alcance liderado pelo Sargento Okagaki,

da 5� Companhia, com quatro Pelot�es.

Cabo Mizuguchi,

quatro soldados de 1� classe: Suzuki, Chikuyama, Ogasawara e Otsuka,

e cinco pra�as: Ono, Ito, Yamada,

Maeda, Fujita,

Foram mortos em a��o.

O c�digo de honra Japon�s pareceu confuso para Fuzileiros Navais

como Bill Russell-Lloyd da 2� Divis�o de Fuzileiros Navais:

Todos as manh�s n�s temos tentado desentoc�-los. Eles n�o v�o se render.

Eles se recusam a subir a bordo dos barcos,

assim, depois que eles repetem a sua recusa s� h� uma coisa a fazer.

Alguns entenderam e se entregaram.

Um oficial ferido foi muito educado e falou muito bem o Ingl�s.

Ele perguntou se haveria um quarto mandato para o Presidente

e outras perguntas de interesse dom�stico em casa.

Certamente � uma guerra estranha.

Todo o meu amor, Bill.

A calmaria nos combates deu a chance de receber correspond�ncia

e enviar algumas mensagens para casa.

Se voc� pudesse dizer alguma coisa para o pessoal da casa,

o que voc� diria?

Eu diria que foi sorte eu poder enviar uma carta bem agora.

Eu recebi tr�s cartas deles. Eu fiquei imensamente grato por isto.

Eles trazem o correio para os soldados. Essa � a 1� vez que n�s tivemos isto.

Voc� recebeu uma carta da namorada? Uh-oh!

N�o!

Voc� n�o? N�o!

Ah, qual � o problema com ela? Isso � o que eu gostaria de saber!

Eu quero dizer ol� a toda minha fam�lia, minha m�e, meu pai e minhas irm�s

que s�o casadas.

Eu espero que eles consigam ouvir esta transmiss�o,

e espero que voc�s estejam todos bem e que fiquem muito bem.

Voc� ainda tem algum amigo na escola?

Sim senhor, Bibi Gaye. E eu espero que ele esteja ouvindo.

E eu espero que voc� seja o capit�o no time de futebol, Bib.

Eu ouvi sobre o bom trabalho

que voc�s fizeram. Continue. E eu desejo que todos estejam bem e com sa�de.

E eu estarei vendo voc� em breve, logo que n�s acabarmos com essa coisa.

Muito obrigado.

Isto �

um terreno dif�cil e montanhoso.

um monte de ravinas, muitas montanhas,

� extremamente dif�cil, mas n�s vamos isto.

Com o qu� os Japas est�o combatendo com voc�s l� em cima, senhor?

Eles est�o nos enfrentando com tudo,

com tiros de rifle.

O �ltimo assalto ocorreu quando milhares de soldados e civis

se refugiaram em cavernas na ponta da ilha.

General Clifton Cates, Comandante da 4� Divis�o de Fuzileiros Navais:

Eu vi a vis�o mais bonita esta tarde,

o primeiro assalto e captura da �ltima posi��o Japonesa em Saipan.

Eu observei direto na linha de frente

e eu n�o poderia descrever isto como deveria ser.

Com a artilharia, avi�es e morteiros triturando o aeroporto,

a infantaria avan�ou firmemente atrav�s do terreno rochoso.

Nenhum filme poderia fazer uma imagem melhor.

Havia uma resist�ncia muito leve at� quando a praia foi atingida.

O Japas haviam cavado grandes cavernas no lado das fal�sias,

e tem sido um trabalho duro para desentoc�-los.

Mas eles est�o gradualmente sendo aniquilados com explosivos e lan�a-chamas.

Praticamente nenhum se rendeu.

Tenente General Saigo, o comandante Japon�s, cometeu harakiri.

Outros, com medo de estupro e de serem torturados, se explodiram com granadas.

Para os vencedores

os despojos de guerra.

Tenente da Reserva da Marinha Paul Bonnette:

Vi um monte de lembran�as recentemente, ...

mas eu n�o comprei nenhuma at� agora.

Os pre�os s�o �timos!

U$ 500 a U$ 2.000 para espadas.

U$ 100 para bandeiras.

Dentes Japas vendidos por um d�lar cada.

Eles os arrancam com coronhadas.

Um dos nossos legais Fuzileiros Navais Americanos

desenterrou um monte de Japas depois que eles foram enterrados

e pilhou os cintos, medalhas, etc

Muito bom !

Eu perdi meu apetite para lembran�as depois de ouvir isto.

� o tipo de coisa para voc� n�o falar a respeito.

N�o �?

Todo o meu amor,

Paul.

A �ltima anota��o no di�rio do Tenente Kawaguchi,

um dos 30.000 Japoneses mortos:

Por ter lutado contra o inimigo, cumprido o meu dever,

e assim me tornado um deus da guerra,

eu estou muito feliz.

Meu �nico arrependimento � que n�s n�o lutamos o suficiente.

Eu, com meu corpo sacrificado, me tornarei uma mortalha branca sobre o Pac�fico.

3.500 Americanos perderam suas vidas durante o assalto em Saipan.

Mas enquanto todos os mortos eram enterrados,

estava havendo combates nas praias da Fran�a:

O Dia-D.

No Pac�fico, a matan�a continuou.

Tradu��o para PTBR por cbsgrillo Outubro/2010

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