All language subtitles for The Second World War in Colour - Part Three_PTBR

af Afrikaans
ak Akan
sq Albanian
am Amharic
ar Arabic
hy Armenian
az Azerbaijani
eu Basque
be Belarusian
bem Bemba
bn Bengali
bh Bihari
bs Bosnian
br Breton
bg Bulgarian
km Cambodian
ca Catalan
ceb Cebuano
chr Cherokee
ny Chichewa
zh-CN Chinese (Simplified)
zh-TW Chinese (Traditional)
co Corsican
hr Croatian
cs Czech
da Danish
nl Dutch
en English
eo Esperanto
et Estonian
ee Ewe
fo Faroese
tl Filipino
fi Finnish
fr French
fy Frisian
gaa Ga
gl Galician
ka Georgian
de German
gn Guarani
gu Gujarati
ht Haitian Creole
ha Hausa
haw Hawaiian
iw Hebrew
hi Hindi
hmn Hmong
hu Hungarian
is Icelandic
ig Igbo
id Indonesian
ia Interlingua
ga Irish
it Italian
ja Japanese
jw Javanese
kn Kannada
kk Kazakh
rw Kinyarwanda
rn Kirundi
kg Kongo
ko Korean
kri Krio (Sierra Leone)
ku Kurdish
ckb Kurdish (Soranî)
ky Kyrgyz
lo Laothian
la Latin
lv Latvian
ln Lingala
lt Lithuanian
loz Lozi
lg Luganda
ach Luo
lb Luxembourgish
mk Macedonian
mg Malagasy
ms Malay
ml Malayalam
mt Maltese
mi Maori
mr Marathi
mfe Mauritian Creole
mo Moldavian
mn Mongolian
my Myanmar (Burmese)
sr-ME Montenegrin
ne Nepali
pcm Nigerian Pidgin
nso Northern Sotho
no Norwegian
nn Norwegian (Nynorsk)
oc Occitan
or Oriya
om Oromo
ps Pashto
fa Persian
pl Polish
pt-BR Portuguese (Brazil)
pt Portuguese (Portugal)
pa Punjabi
qu Quechua
ro Romanian
rm Romansh
nyn Runyakitara
ru Russian
sm Samoan
gd Scots Gaelic
sr Serbian
sh Serbo-Croatian
st Sesotho
tn Setswana
crs Seychellois Creole
sn Shona
sd Sindhi
si Sinhalese
sk Slovak
sl Slovenian
so Somali
es Spanish
es-419 Spanish (Latin American)
su Sundanese
sw Swahili
sv Swedish
tg Tajik
ta Tamil
tt Tatar
te Telugu
th Thai
ti Tigrinya
to Tonga
lua Tshiluba
tum Tumbuka
tr Turkish
tk Turkmen
tw Twi
ug Uighur
uk Ukrainian
ur Urdu
uz Uzbek
vi Vietnamese
cy Welsh
wo Wolof
xh Xhosa
yi Yiddish
yo Yoruba
zu Zulu

Original subtitles

A SEGUNDA GUERRA MUNDIAL TEM SIDO VISTA COMO UMA GUERRA EM PRETO E BRANCO

A SEGUNDA GUERRA MUNDIAL TEM SIDO VISTA COMO UMA GUERRA EM PRETO E BRANCO AT� AGORA

Traduzido para PTBR por cbsgrillo out/2010

AGORA PELA PRIMEIRA VEZ, VOC� VER� A SEGUNDA GUERRA MUNDIAL

AGORA PELA PRIMEIRA VEZ, VOC� VER� A SEGUNDA GUERRA MUNDIAL EM CORES

AS IMAGENS S�O ORIGINAIS

AS IMAGENS S�O ORIGINAIS A COR � REAL

VOC� VAI OUVIR CARTAS E DI�RIOS DOS QUE VIVERAM E MORRERAM NESTA GUERRA

A SEGUNDA GUERRA MUNDIAL EM CORES

TRIUNFO E DERROTA

Ao longo de toda costa sul da Inglaterra

tropas e equipamentos eram carregados

nos navios para a invas�o aliada da Europa.

Ap�s anos de planejamento secreto, tr�s milh�es de homens

estavam prontos para a maior invas�o anf�bia de todos os tempos:

Opera��o Overlord.

Muitos dos soldados nunca tinham visto antes da a��o.

O di�rio do 2� Sargento Americano Henry Giles:

Todo o pessoal agora est� muito agitado por causa da invas�o.

Muito poucos falam sobre qualquer coisa,

exceto dos desembarques e quantas baixas ocorrer�o.

De qualquer modo voc� olha para isto, isto n�o vai ser nada f�cil!

Eu me peguei perguntando para mim mesmo pela 100� vez como diabos eu cheguei aqui

e o qu� diabos estou fazendo aqui?

Eu, Henry Giles,

um velho garoto de fazenda de Kentucky.

Pela primeira vez em anos o meu uniforme n�o parece se ajustar.

Um pouco apertado.

Hugh Bone, do 2� Regimento East Yorkshire

sabia que isso era a invas�o real:

Nenhuma pergunta sobre o Dia-D e a Hora-H agora.

A confirma��o somente vir� 24 horas antes da hora,

bem como os mapas verdadeiros no lugar dos falsos.

Ent�o n�s soubemos que teria

um adiamento de 24 horas porque o tempo estava muito ruim.

O Dia-D seria agora ter�a-feira,

06 de Junho.

A maioria dos homens j� estava confinada a bordo de seus navios por tr�s dias.

Elas aliviavam a tens�o de qualquer maneira que podiam.

Muitos escreveram cartas para casa:

Quando a invas�o come�ar, voc� pode n�o saber noticias minhas por algum tempo.

Eu n�o estou brincando com voc�. Quando entrarmos, isto vai ser dif�cil,

mas eu tenho certeza que n�s podemos fazer a nossa parte.

Eu vou escrever sempre que puder.

Enquanto isso,

se cuida e me escreve com frequ�ncia.

Amor, do seu filho.

Na manh� seguinte

os Aliados bombardearam na costa da Normandia.

Esperando para desembarcar estava o Sargento Kellar do Regimento Devonshire:

Quando est�vamos a cerca de 180 metros do nosso ponto de desembarque

eu podia ver balas de metralhadora batendo na areia

e fazendo um barulho como um enxame enorme de abelhas.

Eu pensei:

Meu Deus,

n�s vamos ser massacrados!

(R�dio) Sob o comando do General Eisenhower,

for�as navais Aliadas

come�aram a desembarcar ex�rcitos Aliados na costa norte da Fran�a.

O Canadense Charles Martin desembarcou na praia

de codinome Juno:

Num instante caimos na realidade

sobre tudo o que tinha acontecido.

Isto doeu. N�s soubemos que

a metade da nossa Companhia original, aqueles a quem me juntei em Junho de 1940,

haviam sido mortos ou feridos.

As l�grimas vieram.

Tantos haviam sido perdidos.

Cinegrafistas do ex�rcito dos EUA,

Incluindo o diretor de Hollywood George Stevens,

filmaram as praias do Dia-D onde 2.500 soldados Aliados

tinham morrido.

Mas a invas�o tinha sido

um grande sucesso.

No final de Junho, um milh�o de homens estava em terra.

NORMANDIA, JULHO 1944

Mais dif�cil do que o esperado foi o avan�o dos Aliados atrav�s da Normandia.

William Preston era um cabo com um batalh�o de tanques Americanos:

Querida Phyll, a batalha das sebes

continua t�o parecida com batalha na selva

quanto que eu possa imaginar. Os pequenos campos abertos cercados por

densos arbustos e �rvores

s� s�o armadilhas para os incautos.

Isto torna o avan�o dolorosamente lento.

Nem eu me sinto mais cego do que um peixe no aqu�rio

do que quando avan�amos atrav�s nestes campos, de uma cerca viva para outra.

Muito amor,

Bill.

Gradualmente, os Aliados venceram um cada vez mais exausto ex�rcito Alem�o.

No primeiro m�s

90 mil foram capturados.

Um jovem Cabo escreveu � esposa:

Eu me pergunto o que ser� de n�s.

Eu acho que nunca mais verei minha casa novamente.

Mas n�s estamos lutando pela Alemanha, e nossos filhos,

e o que acontece conosco n�o importa.

Eu termino com a esperan�a de que um milagre acontecer� em breve.

A vit�ria dos Aliados estava se provando cara:

Mais de 36.000 soldados mortos.

Muitos do veteranos estavam cansados de lutar.

O 1� Tenente Americano Howard Bradford tinha lutado na �frica do Norte e Sic�lia:

Querido papai,

eu nunca me senti t�o deprimido.

Eu tenho certeza de que isto n�o pode durar muito mais.

N�s pagamos um pre�o muito alto.

Eu sei que n�o deveria escrever deste jeito, mas n�o h� mais nada a dizer.

Eu estou t�o cansado da guerra, que

�s vezes eu sinto que eu estou perdendo a cabe�a.

Tem sido muito dif�cil, mas

esta coisa maldita n�o pode durar para sempre.

Para mim que n�o pode.

Todos os meus amigos j� morreram agora.

Eu sou um estranho no meu pr�prio Batalh�o.

Eu vou tentar estar melhor

na minha pr�xima carta.

Howard.

Duas semanas depois, Howard Bradford foi morto.

Quando os combates terminaram

seu amigo Dennis Lowe escreveu aos pais de Howard:

Parece uma vergonha que Howard tenha sido morto t�o perto do fim

desta prova��o.

Eu sinto como se conhecesse voc�s, e toda a fam�lia Bradford,

de tanto que Howard falou de voc�s.

N�s est�vamos sendo bombardeados o tempo todo,

e lemos a correspond�ncia um do outro

para n�o enlouquecer.

Howard nunca soube o que o atingiu, e

morreu antes que pud�ssemos lev�-lo a um posto m�dico de campanha.

Ele n�o estava com dor

e deixou este mundo como ele queria,

cumprindo o seu dever,

e cuidando dos seus homens.

SUL DA FRAN�A AGOSTO DE 1944

Dois meses ap�s o desembarque na Normandia houve um segundo Dia-D,

na costa do Mediterr�neo, perto de Cannes.

Depois de muito pouca resist�ncia, 94.000 homens e

11.000 ve�culos avan�aram para o interior.

Lutando ao lado dos Americanos

e das tropas Francesas Livres do General de Gaulle

estava a Resist�ncia.

Georges Feydel testemunhou o orgulho e determina��o deles:

A batalha come�ou. Uma luta at� a morte,

como se as pessoas entendessem que a liberdade da sua cidade dependesse disso.

Em todas as estradas principais, tiros espocaram e granadas explodiram.

Voc� pode ver os jovens,

alguns deles de apenas 16 anos,

agitando em suas m�os

rev�lveres.

Os homens mais velhos experientes,

apesar de terem mais de 50 anos,

estavam armados com metralhadoras,

lutando nas esquinas.

Como os Alem�es derrotados

estavam cercados,

os Franceses Livres perseguiram milhares de colaboradores suspeitos.

Georges Feydel descreveu

um ataque vingativo:

Tr�s colaboradores foram presos

e a multid�o os agarrou imediatamente.

O �dio contra os traidores era t�o forte

que eles esqueceram as suas ordens

e puseram de lado todos os sentimentos humanos,

e lincharam os criminosos imediatamente.

Dois deles foram enforcados.

O terceiro foi baleado

e sofreu 20 minutos a f�ria da multid�o.

O que aconteceu com o corpo �...indescrit�vel.

Todos os tipos de coisas nojentas

Cuspidas, raspar a cabe�a,

o espancamento brutal,

at� que o corpo foi levado.

Nous nous aimions

Tendrement Bien

S'aiment Comme tous les amants

Em 26 de Agosto, Paris foi libertada.

James Quirk era um Oficial Rela��es P�blicas do Ex�rcito dos EUA:

As pessoas vieram correndo e gritando de todas as dire��es.

Eles pularam sobre n�s

e a coluna parou de se mover.

Todos, desde beb�s at� velhas senhoras,

insistiam em nos beijar,

e em poucos minutos todos n�s est�vamos manchados de batom!

O ex�rcito Americano entrando em Paris coberto com batom

� uma vis�o horr�vel!

Depois de anos de ex�lio,

o General Charles de Gaulle, l�der da Fran�a Livre,

voltou a Paris.

Viva de Gaulle! Viva de Gaulle!

A enfermeira do ex�rcito Franc�s Charlotte Toutain:

Algumas pessoas n�o acreditaram que De Gaulle tinha um ex�rcito na Gr�-Bretanha.

Eles pensaram que era um truque Alem�o.

Agora ele est� vindo do Champs Elys�es a p�

para a Place de La Concorde.

O povo est� ficando louco! N�s seguimos atr�s,

extremamente emocionados.

Paris estava livre.

O avan�o Aliado continuou

rumo a Alemanha.

ALEMANHA 1944

Como o Ex�rcito Alem�o recuou,

notici�rios de propaganda Nazista utilizaram filmes coloridos

para apresentar uma vis�o positiva da guerra.

Dieter Borkowski, de 16 anos, foi um membro da Juventude Hitlerista:

Ontem eu vi o notici�rio apresentar as nossas mais recentes armas milagrosas.

Mas ser� que elas realmente t�m algum efeito? Se n�o, vamos perder a guerra.

Paris foi conquistada pelas pot�ncias Ocidentais.

Os movimentos das nossas tropas parecem mais como uma fuga.

Mal me atrevo escrever isso. Eu n�o quero duvidar do que o F�hrer est� dizendo.

Muitos Alem�es estavam duvidando de Hitler.

No ver�o de 1944

eles tentaram desesperadamente escapar do desespero das cidades bombardeadas.

Capturando breves momentos de felicidade, os filmes caseiros dos Bielmeiers

e o di�rio da jornalista Ursula von Kardoff:

Bernhard, Dusi e eu passamos o fim de semana inteiro nos lagos:

Wochenend und Sonnenschein.

Eu quase me esqueci o que se sente ao respirar ar fresco

e mergulhar o seu corpo na �gua.

E era t�o maravilhoso rir e brincar. Nenhuma sirene,

sem ru�nas, sem paredes carbonizadas.

N�s pens�vamos que est�vamos em outro planeta!

Os notici�rios ainda tentaram convencer as pessoas

da vit�ria final.

A Juventude Hitlerista foi chamada para ajudar a formar uma Guarda Nacional,

o Volkssturm.

Em Berlim, Dieter Borkowski

era um novo recruta:

Todos n�s temos de 15 a 16 anos.

Nosso comandante disse que vamos alcan�ar a vit�ria final

nessa batalha pelo nosso F�hrer.

N�s recebemos os nossos novos uniformes e capacetes de a�o

e fizemos o juramento "Pelo F�hrer e pela P�tria".

Como os Aliados irrompiam por todos os lados

as �nicas reservas restantes para o Ex�rcito Alem�o

eram homens de idade

e os meninos.

Na primavera de 1945

os Aliados haviam vencido um contra-ataque Alem�o nas Ardenas,

a dura Batalha das Ardenas,

e tinham capturado pontes sobre o Reno.

Limpando um caminho para as tropas avan�ando estavam os ca�as-bombardeiros.

(R�dio) Aqui � Jill e GI Jive!

Oi, pessoal!

Sim, esta � GI Jill com GI Jive, e este � um velho cl�ssico para come�armos:

Glenn Miller e sua banda com "Long Tall Mama".

Quentin Aanenson de Minnesota voou os P-47 Thunderbolt.

Ele escreveu mais de 400 cartas para a sua namorada em Louisiana:

Querida Jackie,

eu sei que quase todos os pilotos tem um talism� de boa sorte,

ou um ritual que eles fazem antes de uma miss�o.

Antes de eu entrar na cabina do piloto,

eu assobio a primeira parte da m�sica do Corpo A�reo e beijo o anel que voc� me deu.

Isto parece dar certo, porque eu ainda estou voando.

(R�dio) Aqui � GI Jive, companheiros.

Eu concordo com voc�s quando voc�s come�am pedindo por esta grava��o:

"E Os Anjos Cantam" de Benny Goodman e Martha Tilton.

Querida Jackie,

oito meses de combate est�o agora atr�s de mim.

O pior momento � destruindo o alvo

depois de um metralhamento ou um mergulho para bombardear.

Voc� se sente t�o impotente tentando ganhar alguma altitude

enquanto todos os Alem�es em muitos quil�metros est� atirando em voc�.

� assim que s�o as coisas, Jackie.

Todos n�s ficamos com medo �s vezes.

Alguns companheiros s�o piores que outros.

A namorada de Quentin, Jackie, trabalhou na base da For�a A�rea Harding na Louisiana.

Eles haviam se conhecido apenas 90 dias antes de sua transfer�ncia para a Europa:

Querido Quent, no notici�rio

eu vi um P-47 disparando foguetes.

Quando eu vejo as coisas assim, eu gosto de fingir

que o meu piloto est� no avi�o. Quem sabe? Talvez voc� estivesse em cada avi�o

que aparecia na tela

e ent�o apontava o nariz para cima t�o r�pido que me tirava o f�lego!

(Quent) Querida Jackie, eu n�o te disse muito sobre o meu mundo por aqui

porque...eu pensei que poderia incomod�-la.

Eu vivo em um mundo de morte.

�s vezes � apenas uma falha no motor.

Outras vezes � a artilharia anti-a�rea mortal.

Se o piloto tem sorte, a artilharia anti-a�rea o mata.

Mas normalmente n�o acontece e ele queima at� � morte com o seu avi�o em parafuso.

Voc� vive no dia-a-dia,

nunca sabe se este pode ser a �ltima vez que voc� vai ver um p�r do sol,

ou que esta pode ser a �ltima letra voc� vai escrever.

Ent�o um dia, Jackie rcebeu uma carta inesperada:

Querido Quent, hoje eu recebi a sua carta

dizendo que estaria vindo para os Estados em 15 de Mar�o.

Por um minuto eu me amoleci. Eu tive que sentar no ch�o!

Oh, Quent, estou t�o emocionada!

Dez meses depois que o meu 2� Tenente me deixou,

eu recebi uma carta dizendo que o meu Capit�o estava voltando para casa!

Em seu retorno, Quent e Jackie casaram-se em Baton Rouge, Louisiana.

(R�dio) Muito obrigado por estarem comigo, rapazes.

Eu verei voc�s de novo amanh�. At� ent�o, esta � Jill dizendo boa noite.

No final de Mar�o de 1945

os Aliados estavam avan�ando at� 50 quil�metros por dia.

Civis Alem�es testemunhavam a entrada

de tropas Americanas em suas cidades

com emo��es variadas.

Em Wiesbaden, Meta Schl�ter ouviu as novas regras:

Agora n�s temos novos senhores, toque de recolher e racionamento de comida.

N�s estamos preocupados com nossos pais e irm�os. Eles ainda est�o vivos?

Minha m�e e eu estamos tristes, ansiosos, temerosos,

mas aliviados.

Para as crian�as da Alemanha os Americanos eram como estrelas de cinema.

Uwe Storjohann de 10 anos:

A cidade inteira est� infestada com os Americanos.

� t�o emocionante ver seus tanques e jeeps!

Eles sempre t�m chocolate

e cigarros.

Eu aprendi minha primeira palavra em Ingl�s:

Lucky Strike!

Minha irm� Eva escuta a r�dio Americana sem parar.

"Got To Have A Sentimental Journey" no volume m�ximo!

Isto deixa o pai furioso.

� maravilhoso estar vivo!

Sem mais o �dio e viol�ncia

e sem mais ordens!

Em Abril, o General Eisenhower mandou as tropas Americanas para o sul para a Baviera,

deixando os Sovi�ticos tomar Berlim.

Depois veio um golpe pesado

na moral americana.

(R�dio) Interrompemos este programa para trazer um boletim especial:

O Presidente Roosevelt est� morto.

(Samuel Mays) Minha fam�lia querida, voc�s ouviram a not�cia?

O Presidente Roosevelt est� morto.

Eu nunca tinha sido mais completamente surpreendido na minha vida.

Nenhuma outra not�cia conseguiria colocar a guerra de lado

como este incidente far�.

Roosevelt inspirou a nossa confian�a

e n�s o am�vamos.

Ora��es e palavras de louvor,

n�o parecem ser suficientes.

Amo voc�. Sam.

BUCHENWALD, ABRIL 1945

Um dia antes da morte de RooseveIt, o campo de concentra��o de Buchenwald

foi libertado por for�as dos EUA.

Hurtis Enlow era um m�dico do Ex�rcito, de Indiana:

Claro que eu desejo que os ador�veis Alem�es de volta para casa

pudessem dar uma olhada neste campo,

e vissem as grandes fornalhas onde eles queimavam nossos semelhantes.

Vissem os mortos, apenas pele e osso,

empilhados em frente a porta de um grande forno como madeira pronta para queimar.

Horr�vel demais para escrever.

Os Americanos mandaram civis da cidade local

para ver o campo.

O Correspondente de Guerra James Cannon assistiu eles chegarem:

Eles se arrastaram pela rua,

as suas mulheres em um grupo sussurrando atr�s deles.

Todos aqueles que tinham encontrado no Nazismo uma f� rent�vel

vieram em seus ternos bem cortados,

e agora tinham lama nos seus sapatos bem engraxados.

Eles vieram para o amontoado de corpos.

Os vivos olharam para os mortos,

e os mortos olharam de volta para eles.

Um dos habitantes, Renata Simon, de 18 anos,

era a filha de um membro do Partido Nazista:

Eu mal podia acreditar no que estava vendo.

E o cheiro!

Era um fedor indescrit�vel!

Na frente do cremat�rio estavam tr�s caminh�es carregados cheios de corpos.

Esses eram os corpos que eles n�o tinham conseguido queimar.

A� foi quando eu desmoronei.

Eu n�o aguentava mais.

(James Cannon) Os cidad�os explicaram que isto n�o foi culpa deles.

Este campo era na sua cidade

mas eles nunca tinham vindo aqui antes deste dia.

Portanto, os cidad�os disseram que eles eram inocentes.

Mas eles eram mesmo?

Depois foi Dachau.

3.0000 prisioneiros foram libertados.

Os guardas da SS foram presos.

As suas v�timas os entregaram.

Centenas de pessoas foram mortas.

Depois de anos de indescrit�veis torturas,

os sobreviventes estavam transtornados e confusos.

Antes de sua pris�o, Floris Bakels tinha sido um advogado na Holanda:

Por uma hora eu chorei.

T�nhamos acabado de comer p�o

com queijo e a��car.

A Holanda est� livre?

SS mortos. Chutados no traseiro.

Desarmados.

Mortos.

Todos aqueles cad�veres!

Por que eu estou t�o confuso?

Tudo � misturado.

Oh, que tremenda excita��o um homem pode ter!

Milh�es de pessoas morreram durante o Holocausto Nazista.

Seis milh�es de Judeus.

Nos campos haviam apenas 70 mil

Judeus sobreviventes.

Em seu di�rio secreto, Floris Bakels escreveu:

Os pior pecado dos Alem�es

� que eles nos ensinaram a odiar.

O �dio enfraquece o esp�rito.

O �dio corr�i nossa capacidade de amar.

Todo aquele que odeia tanto assim

n�o pode amar corretamente novamente.

BERLIM, MAIO 1945

A Batalha de Berlim foi vencida pelo Ex�rcito Vermelho.

uma recompensa por quatro anos de incessante combate e perdas devastadoras.

Valentin Syrtsylin escreveu � esposa:

Querida Zina,

eu estou aqui em Berlim, nesta cidade, a cozinha de guerra,

como um vencedor, um mestre,

um vingador orgulhoso

por toda a dor que eles nos infligiram.

Este � o nosso orgulho eterno

que n�s, e ningu�m mais, entramos aqui em primeiro lugar.

Na vit�ria, minha querida.

Espere por mim. Eu voltarei em breve.

Valentin.

Rumores espalharam a derrota total Alem�.

Ruth Andreas Friedrich ouviu uma transmiss�o especial

de um baluarte Nazista remanescente no Norte do pa�s.

Not�cia incr�vel!

Hitler est� morto!

Eu n�o sabia que Hitler estava em Berlim.

N�s dever�amos estar nos regozijando.

Mas nada mudou realmente.

O Terceiro Reich desapareceu

mas o sofrimento continua.

Hitler havia cometido suic�dio em 30 de Abril de 1945.

Seu �ltimo testamento lemos: "Eu encarrego os l�deres deste pa�s

e seu povo

para resistir sem piedade ao corruptor universal

de todas as na��es,

o Juda�smo internacional."

O Ex�rcito Vermelho distribuiu comida

e imp�s a sua ordem na cidade.

As mortes de guerra Sovi�ticas foram mais de 25 milh�es.

O Ucraniano Vasily Yermolenko lutou na Batalha de Stalingrado:

Agora, esses Alem�es e Alem�s, que enviaram seus filhos para matar e roubar

o nosso pa�s,

v�o ter guerra em suas pr�prias casas.

Esta n�o ser� uma li��o ruim para o futuro.

Isso deve ensin�-los a n�o tentar dominar o mundo.

Else Wendel era uma dona de casa de Berlim:

Os russos foram autorizados a "celebrar" por tr�s dias em Berlim.

Nossas casas tinham de ser deixadas abertas

e os Russos podiam servir-se a vontade de tudo que imaginassem.

Informaram �s tropas: "Berlim � sua".

(Alem�) 1 de Maio de 1945.

15:00 horas.

Estupro.

Quando eu disse a palavra em voz alta pela primeira vez

um arrepio g�lido percorreu a minha espinha.

Agora j� posso pensar nisso

e descrever.

Feche os olhos,

cerre os dentes.

N�o emita um som.

Os dentes rangem.

A roupa � rasgada.

O meu pagamento?

Um ma�o de cigarros amassado.

Mais de 10.0000 estupros foram relatados em Berlim.

6000 mulheres e homens,

cometeram suic�dio.

Em 08 de Maio

a Alemanha aceitou a sua rendi��o incondicional.

A estudante de 17 anos Edelgard Seidel ...

avaliou o Reich de Mil Anos de Hitler:

O sonho acabou.

Tudo est� acabado.

� este o fim pelo que temos trabalhado por toda esta guerra amarga?

Por cinco anos n�s acreditamos que a vit�ria seria nossa,

possivelmente.

E agora � isso?

Pelo que foi tudo isso?

Seis milh�es de soldados, tr�s milh�es de civis,

est�o mortos por causa de Hitler.

N�s, uma das na��es mais cultas

no mundo,

vamos ter que viver sob o jugo de estrangeiros.

LONDRES, 8 DE MAIO 1945

Vit�ria na Europa.

Dia V-E.

Vivienne Hall, uma estenotipista de Putney,

manteve o seu di�rio de sete anos:

A rendi��o incondicional da Alemanha

para os Aliados, algo que n�s temos esperado durante seis longos anos,

e que uma ou duas vezes eu pensei que nunca iria acontecer.

Deus, di�rio!

Finalmente eu escrevi isto!

(Churchill) Esta � a sua vit�ria.

(Vivienne Hall) Multid�es felizes e emocionadas marcam o fim desta

guerra horr�vel e do Huno odiado.

(Churchill) N�s nunca vimos um dia maior do que este.

(Vivienne Hall) Somos um povo muito bom, n�s Brit�nicos, em geral,

e eu n�o me importo de elogiar a n�s mesmos!

(Churchill) N�s podemos nos permitir um breve per�odo

de alegria,

mas n�o vamos nos esquecer nem por um momento os trabalhos e esfor�os

que se avizinham.

O Jap�o, com toda sua trai��o e gan�ncia,

continua n�o vencido.

Na �sia e Pac�fico, a guerra ainda estava violenta.

OKINAWA, ABRIL 1945

Domingo de P�scoa, 1 de Abril.

Dia dos Bobos.

A batalha pela ilha Japonesa de Okinawa.

O terror das batalhas anteriores no Pac�fico - Guam, Saipan, Iwo Jima,

ficou clara nas mentes dos Fuzileiros Navais dos EUA quando a invas�o come�ou.

Eugene Sledge era do Alabama:

Desta vez n�o houve promessa de de uma opera��o de curta dura��o.

Um Tenente disse: "Esta dever� ser

a mais dispendiosa campanha anf�bia da guerra".

"Estamos atacando uma ilha � 480 km das ilhas metropolitanas Japonesas,

ent�o deveremos esperar que eles lutem com mais determina��o do que nunca".

"N�s podemos esperar 80-85% de mortes

na praia."

Um amigo ao meu lado se inclinou e sussurrou:

"Como � que isto vai elevar o moral das tropas?"

Eu s� suspirava.

50.000 homens

foram colocados na praia.

Mas o desembarque foi um anti-cl�max.

Para o espanto dos Fuzileiros

n�o havia praticamente nenhuma oposi��o.

O al�vio da tens�o foi inesquec�vel.

N�o � preciso se agachar

para evitar os estilha�os e balas.

De repente me dei conta, no entanto, que n�o parecia nada com os Japoneses

nos deixar desembarcar sem oposi��o. Isto fez o Dia dos Bobos parecer

ainda mais sinistro. Todos aqueles soldados Japoneses de primeira categoria

tinham que estar em algum lugar

loucos por uma briga.

Nos cinco dias seguintes ao desembarque

as tropas Americanas limparam o Norte da ilha.

120.000 soldados Japoneses

n�o estavam em nenhum lugar para serem encontrados.

Ent�o, contra a frota ancorada ao largo,

o Jap�o lan�ou a sua for�a de ataque especial:

Kamikaze.

Quase 2.000 pilotos suicidas Kamikaze

vou para a morte ao largo de Okinawa.

Na noite antes de seu v�o suicida

Yasuo Ichijima de 23 anos, fez a sua �ltima anota��o em seu di�rio:

Eu n�o tenho nenhuma sensa��o realista que eu vou morrer.

Nenhuma emo��o,

nenhum sentimento.

� apenas como um sonho quando eu imagino o momento final da minha vida.

� calmo,

� tranquilo.

Eu n�o estou mais vivo para mim.

Eu sou a manifesta��o de milh�es de ora��es Japonesas.

Espero que eu mere�a.

Mais de 30 navios Americanos foram afundados por ataques Kamikaze.

Quase 5.000 homens mortos.

Os Japoneses haviam perdido a campanha do mar e ar

mas a guerra continuou.

Em Maio, a batalha em terra por Okinawa intensificou-se.

O Ex�rcito Japon�s tinha ficado � espera no Sul da ilha,

direcionando os Americanos para as suas linhas de defesas mais fortes.

(Soldado) V� para a direita! Baixa! Baixa ... bem a�!

Sim, voc� entendeu! � isso a�, voc� pegou ele!

Os Japoneses foram um inimigo invis�vel, escondendo-se em milhares de cavernas

que cobriam a ilha. Um a um eles foram expelidos.

O di�rio do soldado Japon�s

Seiki Nomura:

O bombardeio inimigo finalmente parou.

Um breve momento de tranquilidade encheu a caverna.

Mas no momento seguinte

uma grande extrondo de uma granada de m�o, depois outra.

De repente, um imenso ru�do de explos�o sacudiu a caverna.

A rajada da explos�o chegou

como a pancada de um dem�nio do inferno.

Alguns soldados se arrastaram para fora da caverna.

Todos ficaram parados, sem palavras.

N�s sab�amos que est�vamos perdendo esta guerra.

As buscas nas cavernas revelaram

milhares de civis de Okinawa,

muitos morrendo de fome.

Os militares Japoneses tinham confiscado todos os seus alimentos.

Aqueles que tentaram esconder alguma coisa

foram executados.

Comandantes Japoneses incentivaram o suic�dio em massa.

Granadas de m�o foram dadas para os civis.

Shigeaki Kinjo

tinha 16 anos:

Os parentes tinham se reunido para morrer.

N�s n�o sab�amos como usar as granadas de m�o

por isso tivemos de matar uns aos outros em vez disso.

O chefe da aldeia espancou a sua esposa e filhos at� a morte.

N�s sab�amos que t�nhamos que matar nossos queridos fam�liares.

Alguns batem nas cabe�as de suas esposas e filhos

com pedras ou troncos.

Alguns cortar suas art�rias com foices.

Alguns usaram cordas para estrangular os seus pesco�os.

Eu estava t�o assustado

porque eu ainda estava vivo.

Ao final de Junho, a resist�ncia Japonesa tinha acabado.

A batalha ou suic�dio custou a vida de cerca de 66.000 soldados Japoneses.

150.000 pessoas,

de um ter�o dos civis de Okinawa,

tinha morrido.

Para os Americanos,

Okinawa tinha sido a mais custosa de todas as batalhas do Pac�fico:

12.500 homens perdidos.

As B-29 Super Fortalezas Americanas j� estavam infligindo pesadas baixas

sobre as cidades Japonesas.

Em um s� dia, bombas incendi�rias mataram quase 90.000 civis, em T�quio.

Mas ainda assim os Japoneses n�o se renderam.

Os Estados Unidos temiam o custo em vidas

para invadir as ilhas metropolitanas do Jap�o.

A Uni�o Sovi�tica tinha prometido entrar na guerra contra o Jap�o.

Ent�o, o Presidente Truman se voltou para uma arma nova e revolucion�ria.

Nos dias 6 e 9 de Agosto

bombas at�micas foram lan�adas nas cidades de Hiroshima

e Nagasaki.

Foi como uma faca gigante de luz

cortando o c�u em dois.

Uma massa de nuvens saiu,

subiu aos c�us com um pilar enorme de fogo vermelho no meio,

como um vulc�o no c�u.

Por um tempo eu me perdi

e fitei esta terr�vel, bela exibi��o.

O professor universit�rio de Hiroshima

Toyofumi Ogura escreveu uma carta para sua esposa:

Quando recuperei os sentidos

a cidade destru�da e demolida de Hiroshima estava na minha frente.

A cidade onde viviam 400.000 pessoas,

onde sete rios correm,

a cidade de �gua,

Hiroshima,

se foi.

Tinha uma onda de pessoas na estrada,

que estavam feridas e queimadas.

Um mont�o de pessoas

incharam e ficaram marcados

pelo vento da explos�o.

N�o um ser humano, mas uma massa de carne ferida

que estava l�.

Foi uma apavorante e terr�vel vis�o do inferno.

Mais de 140.000 pessoas foram mortas pelas bombas de Hiroshima e Nagasaki.

O n�mero deles que mais tarde morreu de suas feridas, ou cancer,

nunca foi determinado.

NOVA IORQUE, 15 DE AGOSTO 1945

O Jap�o se rendeu.

A guerra tinha acabado.

Uma confus�o explodiu aqui duas horas atr�s! Fogos de artif�cio est�o por tudo!

Eu sou Canith Callow e estou feliz esta guerra maldita acabou!

O que voc� diz sobre isso? � o dia mais feliz da minha vida!

O Jornalista Heinz Pol

era um imigrante Judeu-Alem�o morando em Nova York:

Tinha tantas pessoas hoje na Times Square,

a maioria meninos e meninas que foram beijando a todos e ficando b�bado.

Cada soldado e marinheiro foi abra�ado. O c�u estava azul

e cheio de m�sica.

Mas este primeiro dia de paz me lembra

do primeiro dia da guerra.

A mesma atmosfera estranha de incerteza.

Ainda n�o � hora de comemorar,

porque � preciso se preocupar sobre o tempo depois da guerra.

O fim da Segunda Guerra Mundial n�o colocou um fim ao sofrimento.

Muitos sobreviventes tinham perdido tudo.

Os soldados retornaram � vida civil,

muitos com poucas perspectivas de trabalho,

muitas vezes estranhos �s suas pr�prias fam�lias.

A Segunda Guerra Mundial havia libertado milh�es de tirania.

Mas a um custo.

30 MILH�ES DE REFUGIADOS

55 MILH�ES DE VIDAS PERDIDAS

Era hora de come�ar de novo.

Tempo de esperan�a.

Um m�s ap�s sua liberta��o,

o sobrevivente de campo de concentra��o, Floris Bakels

fez uma �ltima anota��o em seu di�rio secreto que ele guardava para sua esposa:

Este di�rio agora ao seu fim.

Eu n�o tenho que escrever mais nada para voc�.

Eu posso falar com voc�,

olhar para voc�.

Eu posso ficar com voc�

para o resto de nossas vidas.

Tradu��o PTBR por cbsgrillo Outubro/2010

Subtitles by Visiontext

Can't find what you're looking for?
Get subtitles in any language from opensubtitles.com, and translate them here.