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Terra do Meu Destino (1950)
Cuidado, ande com cuidado, amigo.
- Deveria ter te anestesiado. - Prefiro estar acordado.
- Quem era o morto? - Um tal Blenheim.
- Vendia seguros. - Espero que tenha feito um.
H� um m�s que continuava o jogo.
Ningu�m se lembra quem o trouxe.
D�-me uma tragada.
Deixaram-no l�?
N�o havia tempo para cerim�nias.
A pol�cia deve ter encontrado um morto e dois dados.
Que vai fazer com isso?
- Investigar todos os jogadores. - Aqui est�.
Ou�a, Farrow disse que se encarregar� de tudo...
Sim.
Que mais disse o grande homem?
- Que sente por voc�... - E mais o que vai sentir!
Marc, voc� entrou logo quando o cara come�ou a gritar...
...que o jogo... - Eu n�o entrava, eu sa�a!
Entrava, sa�a... D� no mesmo.
O cara sacou a arma e e Farrow n�o p�de par�-lo.
Voc� pegou uma bala perdida!
Marc Fury,
uma pobre v�tima inocente.
Sabe o que acho, Willie?
Que sou uma v�tima.
Entre!
- Ol�, Marc. - Ol�.
- Adams e Jensen, da Homic�dios. - Que querem?
Saber o que aconteceu esta madrugada em uma su�te do Clayborne.
- Como vou saber? - Estava l�.
Quem disse?
- As pessoas. - E que dizem?
Que matou um tal Blenheim.
- Por que iam dizer isso? - Porque viram.
Que tal se forem embora?
- Qual � seu �libi? - N�o tenho nenhum.
N�o sei nem do que falam!
De uma partida de dados no Clayborne.
Blenheim viu o truque e come�ou a gritar.
Algu�m, quer dizer, voc�, disparou quatro tiros
e acertou tr�s, ora se acertou!
- Eu, falhar um tiro? - Ficou encurralado.
N�o desperdice o dinheiro do contribuinte!
- Onde estava esta manh�? - Por a�.
- Essa resposta n�o basta. - Ent�o prenda-me!
Se h� testemunhas, o que espera?
- � um cara duro. - Sim.
- Sempre livre. - Sim.
- J� te pegaremos. - Est� certo.
- Vamos nos ver, Marc. - Claro.
Chame uma ambul�ncia.
Ol�, Marc.
Ol�, Farrow.
- Como entrou? - Com seu advogado.
- Conhece Lloyd Crane? - Sim. Como vai?
- Bem. - Dizem que teve sorte!
- Tr�s dedos mais para cima e... - Sim, sim...
- Vai me representar? - Para voc�, s� o melhor.
- Com quem falou? - Com dois caras da promotoria.
� de confiar, eu sei.
� um grande cara...
De vez em quando se mete com tiros, mas � um grande cara.
Ent�o se encontra bem, n�o?
- Quer parar com isso? - Ei, tenha calma!
Quando vai me dizer o que faz aqui?
Voc� foi preso por se negar a explicar o motivo do tiro.
- Se ningu�m falar, n�o tem nada. - E ningu�m vai falar.
- Perfeito. - H� outra coisa.
Viram-me entrar na su�te.
Voc� vem perdendo muito dinheiro ultimamente.
Est� quase na ru�na, n�o?
Se voc� diz...
50.000 d�lares te interessam?
Talvez.
Sua situa��o � esta:
o melhor � que deixe te julgarem.
Alegaremos leg�tima defesa. N�o ter� que declarar.
V�o ver com clareza: Blenheim sacou uma arma,
e deu um tiro.
Na luta, Blenheim morreu.
Farrow ser� testemunha.
Levar�o muito a s�rio o tiro que te deram.
Tenho sua palavra?
Claro.
- Com certeza? - Marc...
N�o estou falando com voc�, r�bula.
Faria qualquer coisa que mandasse.
Poderia n�o sair bem.
O morto � seu.
Se quiser que eu me responsabilize,
vai cust�-lo 50.000 d�lares, e a garantia de poder fugir
se a coisa ficar feia.
Est� combinado.
Quero que venha comigo � promotoria.
Se n�o, n�o h� neg�cio.
Como voc� quiser.
- Marc Fury. - Ter�o que esperar um momento.
- Trouxe? - O qu�?
Menos brincadeiras!
- N�o confia em mim? - Por que confiaria?
- Quer uma promiss�ria? - Por que n�o?
Ponha a data e assine.
Calma.
- Devolva-me! - Por qu�?
- A� n�o tem nada que te interesse! - E por que se preocupa?
Eu te disse que queria uma garantia.
E j� tenho.
Est� bem. Fique aqui, Farrow.
Inocente, est� limpo!
Fury,
est� sob cust�dia.
- Est� de brincadeira? - Ser� melhor que n�o resista!
- O que fiz? - Veja, Marc.
Descobrirei do que se trata. N�o se preocupe.
Ol�, Srta. Wilson.
- Desculpe, sinto muito! - N�o foi nada.
Srta. Wilson, podemos falar um momento?
DEPARTAMENTO DE JUSTI�A
SERVI�O DE IMIGRA��O E NATURALIZA��O
Sente-se, Sr. Furioni.
Eu me chamo Fury. Marc Fury.
Conforme sua ficha, voc� se chama Marcus Furioni.
Nascido em 12 de novembro de 1917 em Luc�nia, It�lia.
Marcus Furioni, filho �nico de Maria e Vittorio Furioni.
Olhe para mim.
Que pretende?
Sente-se, por favor!
Est� correto, n�o?
Sim.
Sr. Furioni, o Servi�o de Imigra��o
emitiu esta ordem de pris�o.
Vistos seus antecedentes, e considerando que � estrangeiro,
vamos pedir ao governo dos Estados Unidos que o deportem.
Deportar-me?
- Sente-se. - Est� louco?
- Sente-se. - Sou cidad�o americano!
Pode provar?
Seus pais chegaram aqui em 1922, quanto tinha cinco anos.
Em 1924, se mudaram para Ferndale, West Virginia.
L� seu pai morreu em 1927, sem haver se naturalizado,
e voc� voltou a Nova York.
Como se chama?
Ralph Douglas.
O que realmente pretende, Douglas?
Pode demostrar que � cidad�o americano?
D� no mesmo. Continue.
Em 1931, foi enviado a um reformat�rio em Nova York.
Em 1934 cumpriu 6 meses por roubo.
Em 1936, 6 meses e 20 dias na cadeia de Ohio.
Em 1937...
Etc, etc...
Desde 1938, tirando seus 3 anos no ex�rcito,
v�rias pris�es, foi libertado por falta de provas.
- Fez-me um grande homem. - Mas pouco discreto.
Ganhou no julgamento,
mas talvez tenha perdido o direito de viver na Am�rica.
Adiante, Douglas.
Mas eu n�o sou um qualquer.
Ter� que lutar com os melhores advogados da cidade para convencer o j�ri!
Antes haver� uma revis�o, e Washington estudar� o caso.
Pode nos levar � corte claro, mas s� por motivos t�cnicos.
Tem tudo pensado!
Foi voc� quem chamou a aten��o do governo.
Qual � o passo seguinte?
Ir� a Ellis lsland at� o dia da revis�o.
Talvez possa sair se negociar uma fian�a.
Meu advogado n�o telefonou?
Assim que eu souber algo, eu te aviso.
Esteja atento, n�o quero dormir aqui.
N�o conseguiu?
- Conseguir o qu�? - Entrar.
Est� aborrecido!
Eu chorei.
Vinha pensando h� 10 anos.
Voltar, para qu�?
Espere, espere..
Desculpe, senhor!
Queremos saber que dist�ncia h�
entre a cidade de Nova York e Patterson, Nova Jersey.
Deixe-me em paz. Sou americano.
N�o falo sua l�ngua, nem quero.
Abram as asas e caiam fora!
- S� quer fazer uma pergunta. - Bem?
Quanto leva de Nova York at� Patterson, Nova Jersey?
- Uns 45 minutos. - Obrigado.
N�o, n�o est� longe.
A uns 45 minutos.
Obrigado! Obrigado!
Senhor...
Voc� � americano,
e eu tamb�m sou americano.
O pa�s de Washington,
Jeff Lincoln... e "n�o deixem o barco!"
"Lembram-se do �lamo!"
''Kilroy esteve aqui!''.
S�o como crian�as!
- Meninos pequenos. - Sim.
Crian�as rec�m-nascidas...
para um pa�s rec�m-nascido.
Muito certo.
- Tem muito tempo aqui? - Sou daqui.
Eu vim uma vez ver meu irm�o. Agora venho para ficar.
- Tenho muito que aprender. - De onde �?
De nenhum lugar.
J� n�o resta nada.
Meu pa�s j� n�o existe!
Que saber� voc�.
Fa�a como todos: aqui tem um pa�s novo!
Para voc� � f�cil dizer. � o seu!
Gostaria de dizer que percorri 5.000 km
para voltar a nascer.
Sem passar fome,
sem amargura.
Voc�...
n�o acredita nisso?
N�o.
Este pa�s � como todos.
O dinheiro manda. Se tiver, bem. Se n�o tiver...
Mas por fora � bonito.
Furioni, seu telefonema.
Obrigado.
Al�!
E o atraso?
Sinto muito, Marc. O dinheiro est� a caminho.
Estar� fora em 20 minutos.
J� era hora. Como v� isso?
Os federais nunca trazem nada bom.
Mas podemos pedir a nacionalidade por m�ritos militares.
Pois cuide disso. Quero sair j�!
- Claro, claro. - Lloyd.
Minha caderneta!
Ou�a, Marc...
A caderneta de Farrow...
ainda a tem?
N�o se preocupe.
- Eu tenho. - Bom rapaz.
Sair� logo.
Sim, obrigado.
Vamos nos ver.
Ol�, Marc.
- Ol�, Marc. - Ol�, Sally.
Quer alguma coisa?
N�o, obrigado.
Que hist�ria de deporta��o � essa? N�o tinha ouvido.
- Quanto tempo estaria fora? - A vida toda.
- N�o poderia voltar? - N�o.
Nunca?
Se me jogam fora...
Eu n�o sabia!
Seria bom viajar para a Europa.
Bem, conte-me.
E a garota da promotoria?
Esses te fazem jurar sobre a B�blia at� para dizer as horas!
Uma mulher quase chama o FBl.
Est� bem, est� bem.
No edif�cio h� duas senhoritas Wilson,
ambas secret�rias.
Uma me disse que acreditava que a garota era Lynn Warren.
Trabalha na Alian�a de Ajuda Social, com os refugiados.
Seu pai � um advogado importante.
Sim?
- Obrigado, at� logo. - De nada.
ALIAN�A DE AJUDA SOCIAL
- Desculpe... - Ol�! Posso ajud�-lo?
- Procuro a Srta. Lynn Warren. - Acho que est� por aqui.
Tem que estar em algum lugar. Della! Voc� viu Lynn?
- Na sala da calefa��o. - Claro!
Inventam-se cada palavra... No fundo, � esquerda.
- Obrigado. - N�o h� de qu�.
O pa�s de Washington, Jeff Lincoln,
"N�o deixem o barco!" "Lembrem-se do �lamo".
"Kilroy esteve aqui!"
Muito bem. Vamos cham�-lo de Kilroy!
- Obrigado. - De nada.
Levem os pap�is para a Srta. Hurst para se inscreverem.
- Procura algum familiar? - Procuro por voc�.
Posso ajudar?
- N�o se lembra de se esbarrar comigo? - N�o.
Naquele dia n�o usava um chap�u t�o estranho. Mas fica bem em voc�.
Para que queria me ver, senhor...?
Marc Fury. Permita-me.
-Ah! - Por que "ah"?
''Ah'', qu�?
- Um amigo me falou de voc�. - Quem?
Ralph Douglas, da Imigra��o.
- Estou vendo. - Lynn!
- Vem? Vamos chegar tarde! - J� vou!
Deve ter dito que eu sou um antissocial.
- Se quer chamar assim... - Ele chama assim.
N�o se lembra de se esbarrar comigo?
Que faz aqui, Sr. Fury?
- Lynn, por favor! - J� vou!
Parece uma pessoa justa. Conto minha vers�o?
Sinto muito, n�o tenho tempo!
Srta. Warren!
Encontrou no seu bolso uma caderneta preta?
- Sim. - � minha, eu botei l�.
Anotei nela uma f�rmula
e n�o gostaria que o governo...
Acho que guardei. Se encontr�-la, deixarei aqui.
Lynn, pega um dos carros? Tem a lista?
-Perd�o, vai ao mesmo lugar? -Sim.
- Posso ir com voc�? - Claro.
CAIS 69
Mas que temos aqui?
Como se chama, querida? ''Sobieski''.
Acho que est� na lista de Lynn.
Ela se encarregar� de voc�. Onde estar�?
- Lynn, esta � das suas. - Est� bem.
J� est� a fam�lia toda.
- Tirou sua bagagem, Smithy? - Sim.
Venham, vamos ao carro.
Prontos?
Sabe aonde ir?
Lynn! S�o os Sobieski?
Encontramos um apartamento, mas ningu�m ainda o viu.
� melhor ir com eles.
- Mas volte a trazer o carro, hem? - Est� bem.
- Sabe onde �? - Sim.
Vamos lev�-los a outra casa, mas n�o se preocupem.
Estamos todos?
- Eu as levo. - �timo, assim j� posso voltar!
- Podia ter limpado um pouco. - N�o � minha culpa.
Eu tive que limpar o do inquilino.
Se n�o gostarem, v�o para outro lugar.
Est�o cansados! N�o posso lev�-los
...e procurar outro lugar. - � melhor que onde estavam.
- N�o se trata disso! - Sou gerente, n�o porteiro!
Que eles limpem, se quiserem.
Sinto muito, n�o o tinha visto!
Sinto muito a m� acolhida, Sra. Sobieski.
Disse que estamos muito satisfeitos!
Vamos deixar o lugar brilhando!
Estamos muito agradecidos.
Pronto. Como nova.
Por que n�o vai embora, Sr. Fury?
Obrigada pela ajuda. N�o tem que se incomodar mais.
N�o � inc�modo.
Eu te disse que levaria a caderneta ao escrit�rio.
Prefiro economizar tempo. E quero falar com voc�.
� porque conhe�o o Sr. Douglas?
- � o que te incomoda? - Boa pergunta.
E n�o vai respond�-la?
N�o diante das Na��es Unidas.
Sinto muito pela confus�o que houve na sua chegada ao cais.
Nosso benfeitor...
para vir � Am�rica...
Infelizmente, a pessoa que aceitou ser respons�vel
...n�o aparece. - E que acontecer�?
N�o sei. Estamos fazendo todo o poss�vel.
Para isso existe a associa��o.
E se...
se n�o encontrarem essa pessoa,
...ter�amos que voltar? - Claro que podemos ajeitar.
Dizem que a pessoa que ia nos ajudar morreu.
Que precisam?
- Uma carta do Presidente? - Voc� n�o entende.
Claro que sim!
- Conhe�o algu�m que o ajudar�. - Sim?
Um cidad�o respeit�vel?
Segundo seu banco, sim.
Ah, bom, se o banco acredita...
- Os bancos deste pa�s... - Falarei com o Sr. Fury.
Obrigado! Obrigado, senhor!
Se n�o precisam de mais nada, n�s vamos.
- Adeus. Obrigado outra vez. - Adeus.
- Isso parece bonito? - Eu falava s�rio!
E quem era esse grande benfeitor de que falava?
Ned Johnson.
Todo mundo o conhece!
Eu n�o. Que refer�ncias tem?
Seu banco � sua refer�ncia.
- Algum problema? - Como ganha a vida?
Se lesse a se��o de esportes, saberia.
Aposta em cavalos.
Para apadrinhar os imigrantes que chegam
tem que ser, antes de tudo, um bom cidad�o!
Esse cara Ned �?
- A inten��o era boa. - Obrigado.
Agora dever�o ter ilus�es.
Cuidarei disso amanh� Adeus.
Aonde v�o?
A Lexington, � altura do 50.
Somos quase vizinhos. Eu morava l�.
Tinha vista para o rio. Sabe o que aconteceu?
Fizeram outro bloco, e adeus, vista.
- E n�o tirou o bloco? - N�o. Tinha que me mudar.
- "Tinha"? - Fiquei sem dinheiro.
- Acontece com frequ�ncia? - Vai por �pocas. Cigarro?
N�o, obrigada.
- Mudei-me nove vezes em um ano. - Uma mala, e adeus.
Terno, sapatos, camisas, e talvez uma coqueteleira.
- Que h� de mal? - Parece um cara muito solit�rio.
Deve-se se dar bem a psicologia.
Parece que n�o vai mal!
- H� algu�m em casa? - N�o.
Importa-se?
- Est� em sua casa. - Obrigado.
Trarei a caderneta.
Estava em uma gaveta.
- Importa-se? - N�o.
N�o entendia nada, E continuo sem entender nada.
Est� em c�digo!
Sempre foi assim, n�o �?
Um elogio, um sorriso, um beijo,
e as garotas caem a seus p�.
Como me conhece, n�o?
Acertou. Estudei psicologia.
Psicopatologia.
Estudei seu caso basta come�ar.
Est� bem. Fale de mim.
- Quer isso? - Sempre quis aprender.
Suponho que o que eu era uma pessoa justa, era um elogio.
- Funcionou, eu confesso. - Bom.
Antes, no t�xi, quando me falou de voc�,
me deu pena.
E foi muito gentil
e muito generoso com os Sobieski.
Muito direto e eficiente.
� assim como se v�? Inteligente, gentil, direto
e eficiente?
Como voc� me v�?
- Como um g�ngster! - Eu apenas aposto.
Um homem solit�rio, com medo de fazer amigos.
Se n�o confia, n�o enganam!
H� algo que gosto em voc�.
Quando se esquece de quem �.
Sim, claro.
- Deveria amadurecer! - Eu?
E deixar de roubar dos mais fracos!
Voc� sim, que amadureceu e n�o sabe!
- D�-me a caderneta. - N�o sei se deveria!
N�o seriam mal umas palmadas!
N�o me fariam nada, al�m de levantar seu ego!
A caderneta!
- Ol�! - Papai, este � o Sr. Fury.
Sr. Fury, meu pai e minha irm� B.J.
- O Sr. Fury tem problemas com o governo... - Tenho que ir.
- Interrompemos? - N�o, eu j� ia embora.
Adeus! Para mim foi muito bem!
Sim. Para mim tamb�m, eu ri muito.
De onde tirou esse? � muito bonito!
- Ele a beijou? - B.J., por Deus!
- Viu as caras deles? - B.J.!
Tenha em conta, Sr. Furioni, que neste processo
s� posso garantir que o Estado te d� um julgamento justo.
Sim, Merit�ssimo.
Nasceu em Luc�nia, It�lia. Onde fica Luc�nia?
N�o sei, Merit�ssimo.
Seus pais n�o se naturalizaram.
Prossiga, advogado.
Merit�ssimo,
nosso argumento � muito simples.
Meu cliente serviu durante 3 anos ao ex�rcito americano,
e participou valentemente no...
recente conflito.
Gostaria de apresentar esta prova, Merit�ssimo.
A licen�a honrosa do Sr. Furioni.
Meu cliente deseja solicitar a nacionalidade
por m�ritos militares.
Por que n�o pediu quando esteve no ex�rcito, Sr. Furioni?
Eu pensava que j� tinha, Merit�ssimo.
Vejo.
Admito que aprecio os ex-combatentes,
mas n�o posso me permitir descumprir a lei.
N�o creio que o Sr. Furioni possa pedir a nacionalidade.
Sua ficha policial fala por si.
- Advogado. - Merit�ssimo.
Considero que os argumentos do Estado s�o v�lidos,
e que o solicitante teve um julgamento justo.
Creio que este relat�rio
justifica a ordem de deporta��o do governo.
Merit�ssimo!
J� que este caso me afeta,
posso dizer alguma coisa?
Vai me dar algum motivo para deixar que fique?
- Algo assim. - Prossiga.
Bem...
Sei que n�o fui um bom cidad�o,
mas eu nunca pensei assim.
At� que n�o se recebe um golpe como este,
n�o olha ao seu redor e escuta as pessoas.
Agora vejo isso de outro modo!
Agora sei a que se referem quando falam de Jefferson,
Lincoln, El �lamo, Pearl Harbor...
Se pudesse pensar de novo, Merit�ssimo,
...e me dar... - Quanto tempo acha eu tenho aqui?
Quanta s�plicas iguais a essa acha eu ouvi?
- Est� bem. eu serei franco. - Obrigado.
Deste �ltimo eu gostei t�o pouco quanto o senhor.
A �nica vez que me arrastei
foi em uma praia do Pac�fico Sul.
Daquilo tampouco gostei.
Sou um antissocial,
est� certo.
Vou ignorar as raz�es.
Leva um s�culo nessa cadeira, tanto n�o deve ter ouvido isso antes,
mas, para mim, estamos em paz.
Seu pa�s e eu.
Aqui ganhei dinheiro, mas tive que lutar por ele.
� meu, e eu levarei.
Que h� de mal em que me joguem fora?
Diga-me,
porque eu n�o sei!
N�o sei por que n�o quero que me joguem fora,
mas o caso � que n�o quero.
� meu pa�s,
e eu gosto dele.
Explique para mim.
Quem dera que pudesse, Sr. Furioni,
e quem dera que voc� pudesse explicar.
No s�culo que voc� disse que levo aqui sentado,
pensei ter ouvido tudo.
Parece que, muito no fundo, voc� � sincero.
- Merit�ssimo! - Basta, inspetor!
Vou estudar o caso uns dias.
Talvez o Sr. Furioni encontre resposta a sua pergunta.
Eu gostaria de ouvi-la.
Mas n�o pense que conseguiu me comover.
Merit�ssimo, isto � totalmente...
Seu relat�rio tem 50 p�ginas, n�o acha que deveria ler bem?
Adiado at� o dia 30. Continua sob fian�a.
Vamos fazer um recesso.
Dez minutos de recesso. Em p�, por favor.
Est� louco?
V�o deport�-lo algemado! Em que pensava?
Est� bem, adeus!
Obrigada.
Ol�, Wally.
- Ei, espere um pouco! - Farrow me espera.
- Ol�, Marc! - At� logo.
Cinco minutos!
- Onde est� Farrow? - Est� ocupado.
V� avis�-lo.
Claro.
Entre, senhor.
Ol�, Marc.
Ol�.
- Quando sai o trem para Filad�lfia? - Qu�?
- Isso aqui parece uma esta��o! - Sente-se.
- Tire-os daqui? - Cale-se!
Crane disse que enganou o juiz.
Sim.
- Disse alguma coisa mais? - Que tudo parece bem.
E n�o te falou de certo pagamento pendente?
Sim, claro.
Cuidaremos disso. Chega a tempo.
Espero Robbins.
Enquanto fecham o caixa... Que faz?
Vestir-me na esta��o!
- Em uma esta��o! - Fora!
Tenho que sair em cinco minutos, e vestida!
Que importa? N�o atrairia nem uma mosca. Fora!
Voc� tamb�m!
Entretenimento!
M�sicos, atores, roupas, e afunda em uma semana!
Sabe em que gastei mil d�lares?
Em perucas!
Comprou para eles bolsas para a cabe�a.
Na pr�xima vez, ser� meu s�cio.
Eu j� sou.
Minha parte vale 50.000 d�lares.
Claro que sim!
Sabe, Marc?
Venho observando-o,
desde muito tempo.
E vou te dar mais oportunidades.
Vai me mandar fazer neg�cios em N�poles?
N�o venha para baixo, Marc. N�o deixe que te fa�am isso!
Aqui todo mundo � fil�sofo.
Indo de gra�a, n�o iria a nenhum lugar!
Comigo, chegar� longe!
Sei que agora � dif�cil com o caso de Blenheim...
Tive que fechar meus locais de neg�cios.
N�o acreditaria o que perdi.
Mas em cinco meses,
ou talvez seis...
Pense nisso!
Voc� est� me dando tempo?
Est� bem.
Est� vendo, Marc?
Pelaram-me.
Todas as mesas de jogo est�o fechadas.
De onde eu tiro?
Mas por enquanto...
Est� tentando me enrolar, Joe?
N�o gosto dessa palavra.
Tem minha promiss�ria e minha caderneta, n�o?
N�o levo comigo.
Se usar, ambos teremos problemas.
Joe.
�s esperto.
N�o sei se foi voc� que chamou os federais,
mas uma coisa levou a outra.
Escute-me.
N�o penso em viajar em terceira,
nem de me fazer de acomodado em algum bairro miser�vel.
Ou me paga, ou eu cobro.
E se tentar me deter,
acabar� em um beco, como aperitivo para os gatos.
Est� certo, Marc.
Ligue-me com a portaria.
Passe-me para Wally.
Sim?
Comprem seu jornal!
Extra, extra!
- Voc� abre? - J� vou!
- Oh, ol�! - Ol�.
Vai a algum lugar?
Se voc� me pedir, eu fico.
Sua irm� est�?
-Ela o espera? -N�o.
Bem, passe bem!
- Que faz aqui? - Que fazia no julgamento?
- Que tem a ver? - Que fazia l�?
Entrei na sala porque estava por l�,
e n�o gosto de contos sem final!
J� h� um final?
Segundo meu pai, � prov�vel.
- Acha correto que me deportem? - Qu�?
Acha correto que me deportem!?
Que diferen�a faria?
Deveria?
Por que n�o admite que quer ficar aqui?
Tem sentimentos, Marc?
Deixe de li��es de moral!
Est� bem!
- A que veio? - Queria respostas. J� tenho.
Que respostas?
Acha que estou apaixonada por voc�?
- Sim. N�o � assim? - N�o.
E que fazia no fundo da sala?
Quer saber a verdade?
Sentia pena de voc�.
Pena?
Claro.
T�pico de voc�! Mas n�o preciso de sua pena!
H� tempo que aprendi a n�o pedir nada!
Se for forte, saia na frente, e se n�o, te chutam.
Se pensa assim, quanto antes o deportem, melhor!
Goste ou n�o, senti muita pena de voc�!
Guarde-a para seu trabalho.
- Pe�o um t�xi? - N�o, obrigado.
�timo...
�timo!
D�o-me um tiro na barriga,
arranjam-me um morto,
e � assim que me pagam.
� seu quarto?
O porteiro e algu�m mais o trouxeram.
- O m�dico vem j�. - N�o precisa.
Eu disse que n�o levava a caderneta.
N�o acreditaram em mim.
N�o t�m escr�pulos.
Se acham que vou servir mesas
em algum antro de N�poles, est� louco.
Traidor. Vai saber!
Que vai fazer?
Distancie-se de quem te fez isto!
Se fizer alguma coisa, perder� toda chance de ficar.
E isto?
� a...
compaix�o que n�o quer.
Voc� � muito bondosa.
Sinto muito por brigarmos.
N�o sei como falar com voc�!
N�o queria dar serm�es.
S� queria ajud�-lo.
E continuo querendo.
Acho que pode fazer tudo que deseja.
Minha m�e pensava o mesmo.
Mantenha-se na linha e tudo ficar� bem.
- Obrigado por cuidar de mim. - Marc.
Conhe�o o poder do dinheiro.
Mas h� algo que eu aceito e voc�, n�o.
Todo mundo precisa de algu�m.
Inclusive voc� e eu.
Bastaria uma pessoa que o conhecesse e acreditasse em voc�...
- Para qu�? - Para te tirar esse peso de cima.
Que, se tivesse algu�m n�o me deportariam?
N�o queria dizer isso, voc� sabe.
Fale com meu pai, � um dos melhores advogados da cidade.
- Est� bem. - Pode passar para me pegar amanh�?
- Sim. - Marc.
N�o fa�a nada esta noite.
Prometa-me que n�o far� nada.
Eu prometo. N�o terei tempo.
- Ol�, Willie. - Ol�, querida.
Ol�, Marc.
Nossa, voc� est� �timo!
Quis avis�-lo e n�o o encontrei!
Obrigado.
- Est� comigo? - Com quem mais estaria?
Eu quebraria seu pesco�o!
Willie...
Conhece todos os locais de Farrow.
Onde faria uma armadilha?
Fecharam todos seus locais da cidade.
Mas est� no Sorcerer, em Jersey.
Costuma ir no s�bado � noite,
se houver jogo.
Talvez haja uma partida neste s�bado � noite.
Isso seria muito bem!
N�o para voc�!
Fique afastado disso.
Estou dentro at� o pesco�o!
Estou farto!
Se ele engana voc� vai enganar a n�s todos!
- Que vou fazer? - N�o olhe para mim.
Eu te disse que n�o se meta!
Obrigada, Marc.
Quer?
Est� bem.
Irei a Canarsie enquanto voc� age.
J� que quer ficar no pa�s, isso n�o iria atrapalhar?
Ol�.
Ol�!
- Est� muito bonita hoje! - Obrigada, que gentil!
- Lynn est�... - Eu sei, na calefa��o.
Muito sabido!
N�o podemos nos envolver mais. Estamos at� o pesco�o!
Como vai?
- Srta. Lucas, o Sr. Fury. - Ol�.
Falei com papai. Depois iremos v�-lo!
Antes tenho que dar um recado.
- Acompanha-me? - Claro.
- At�, Dell. - Adeus.
Cuidado com o tr�nsito!
E com tudo.
Cumpriu a promessa?
- Sim. - Que surpresa!
Acredita de verdade em tudo o que essas pessoas contam?
Sim.
Em que mais acredita?
No mesmo que todos, eu acho.
Em se casar, ter filhos, um lar, como os bobos?
Para voc�, al�m disso, acrescente "pa�s".
Aonde vamos?
Na casa dos Sobieski.
- Quem vai ocupar a casa do Ned? - Ningu�m.
Iremos mand�-los de volta.
- Ol�! - Ol�.
Nossos amigos americanos.
Sempre nos ajudando.
Acho que n�o temos ajudado muito.
Sentimos muito.
Isso... n�o...
Daremos um passeio de navio,
veremos o mundo...
Queremos agradec�-lo
Voc� foi muito gentil.
N�o dever�amos ter incomodado
Esque�a disso.
O benfeitor de que falou tamb�m morreu?
Algo assim.
N�o estava � altura.
� altura? N�o entendo!
Vai ver...
N�o era um bom cidad�o.
N�o era um bom americano.
N�s sim, ser�amos bons americanos.
Quem dera soubessem...
como nos sentimos.
Passem por aqui, por favor.
Adeus.
Adeus.
- E n�o podemos fazer nada? - N�o sei.
Precisa de um benfeitor ou...
dinheiro.
N�o podemos ajud�-los.
H� muitas fam�lias assim.
Por que n�o os deixam entrar? Que mais importa?
Tem que haver leis, mesmo que n�o acredite.
De qualquer modo,
s� s�o bobos, n�o?
E voc� n�o �. Essa � a grande diferen�a.
Voc� consegue deixar a terra em que cresceu sem olhar para tr�s.
Sem deixar nada pra tr�s!
Nada mais do que deixou para tr�s em todas suas mudan�as!
Uma mala, e adeus!
N�o consigo entend�-lo.
Nem eu.
Lutaremos, Marc.
Sim.
Falaremos com quem for. Consultaremos os melhores.
Sim.
Solucionaremos isso. Tem que haver algum modo!
- N�o h� muito tempo. - Temos at� o julgamento.
� uma chance entre mil.
Nunca deixa de apostar, n�o �?
Al�!
Bom, Marc.
Vou pegar Farrow e eu mesmo vou lev�-lo.
Dizem que vai haver muito dinheiro!
� todo seu.
Para os manobristas v�o as gorjetas.
Est� bem. Ou�a, mantenha-se fora.
Tenho que ir pegar um dinheiro que me devem.
- Oh, Marc... - Talvez n�o tenha outra chance.
- Eu telefono depois. - Nem falar! Venha, suba!
Eu te levo. N�o vai se libertar de mim t�o facilmente!
Aqui t�nhamos uma casa de veraneio.
Bem depois dessa curva,
em Three Arch Bay.
Pass�vamos muito bem!
Gostaria de te ver na praia.
Uma vez me apaixonei por um menino aqui mesmo!
Que bom.
Apaixonar-se � de bobos, n�o, Marc?
Se for s� para o ver�o...
Que aconteceu com ele, tornou-se um presidente?
No ano seguinte n�o veio.
- Nunca voltou. - E voc� n�o superou.
Quando chegarmos ao clube, n�o entre, apenas encoste.
Espere-me aqui. Volto j�.
- Vai tudo bem? - Claro.
- Quer 100 d�lares? - Que quer dizer?
Quem est� na porta?
- Johnny. - E atr�s?
Big, um novato.
D� marcha � r�, bloqueie o acesso e tire as chaves.
D�-me as chaves!
Leve-me l� atr�s.
Diga que estou sem gasolina, pe�a um balde e um peda�o de mangueira.
Big, este cara precisa de um pouco de gasolina.
Pode emprestar um balde?
- Aqui n�o � posto de gasolina. - � s� para chegar ao centro!
Ser� recompensado.
Vamos.
Baixe as m�os.
Voc�s, fiquem l�.
Traga-me Farrow.
N�o o vejo!
Diga que tem que assinar um cheque. Invente o que for.
Sharky.
Diga a Farrow que quero v�-lo.
Fa�a-o entrar. Sem armas.
Sr. Farrow...
- Eu... Eu... - Qu�?
Falta-nos dinheiro!
- Como? - Quero mostr�-lo uns pap�is.
Idiota.
Que n�o saia ningu�m enquanto eu vejo isto!
Quantas vezes j� te disse?
- Que fazem aqui? - Vieram comigo.
Est� louco? N�o vai sair vivo daqui!
Voc� tamb�m n�o, a menos que me pague.
D� os 50.000!
N�o vai poder se esconder de mim, Marc!
N�o precisarei.
O Tio Sam me levar� para um passeio de barco. Lembra?
D� a ele.
Fa�amos as coisas bem feitas.
Sua promiss�ria.
Estamos quites.
Exceto por algo que te devo de ontem � noite.
Vamos, fora!
V�o at� aquelas �rvores. N�o parem nem olhem para tr�s.
Conseguiu?
Pagaram tudo. Vamos embora!
Fugiram. N�o pod�amos sair.
Deixe-o.
Esque�a a pol�cia. N�s o pegaremos na estrada.
- � uma grande garota, sabe? - Obrigada.
Que espera?
- De qu�? - De tudo.
- Isso � perguntar muito! - Tem respostas para tudo!
Bem...
Fazer parte de algo. Amar algu�m.
- Que me amem! - Isso � tudo?
Ter algu�m com quem possa falar o que for,
sem ter vergonha nem medo!
Decepcionado?
Que � isto?
A pol�cia.
- Boa noite. - Boa noite.
Sua carteira, por favor?
- Aconteceu algo? - De onde v�m?
De Three Arch Bay.
Se me disser que problema h�...
Paramos todos os carros vindos da balsa.
N�o v�m de l�?
N�o.
Que faziam em Three Arch Bay?
T�nhamos uma casa l�.
Lynn Warren. Ah, sim, a casa dos Warren.
Sinto muito, n�o estou com os documentos.
Meu nome � Stan Fulton.
Ter� que confiar na Srta. Warren.
- Ia com voc�, senhorita? - Sim, claro!
Se me disser que houve...
Houve uma confus�o no Clube Sorcerer.
Certo, Srta Warren. Pode continuar.
Obrigado.
Ou�a, eu te disse que era meu dinheiro.
Por que encara assim? Que importa mais?
Gostaria de te explicar, mas n�o posso.
Quero que entenda isso, voc�, antes que ningu�m.
Mas me custa encontrar as palavras.
Eu entendo.
Eu entendo voc� e me entendo.
Queria te dar isto.
S�o as palavras de um homem
chamado Thomas Wolfe.
"Todos merecemos uma chance.
Todos merecemos,
sem importar onde nascemos,
uma chance de ouro.
Merecemos o direito de viver, trabalhar, ser n�s mesmo.
e para ser tudo o que nossa maturidade e sagacidade fizer de n�s.
Esta, aventureiro,
� a promessa da Am�rica".
Eu entendo isso,
mas voc� n�o.
Muito bem, j� tem seu dinheiro.
Talvez algum dia aprenda...
Talvez...
Marc?
A que cheira aqui dentro?
- Como vai o grande homem? - Dando pulos de alegria.
Nossa!
Aqui tem muita grana!
Isto sim, � seguran�a!
Que pretende?
Tem todos os capangas procurando-o.
Est� fora de si!
Diz que � ele ou voc�!
Ser� melhor que te prendam, e r�pido!
- Voc� me ouviu? - Sim, sim...
Ou nem chegar� ao julgamento.
Que h�? Est� em terra ou j� no navio?
Nunca passou oito horas falando sozinho?
Olhe, Willie...
quero que v� a um banco,
qualquer um,
e que deposite isto com um nome falso.
ALIAN�A DE AJUDA SOCIAL FAM�LIA SOBIESKI
AOS CUIDADOS DE LYNN WARREN
Depois ponha tudo em um cheque e envio para esse endere�o.
- Est� brincando? - Fa�a o que digo.
Claro, claro...
- Boa sorte, Marc. - Obrigado. Cuide-se.
Sr. Furioni,
expulsar do pa�s um ex-combatente
n�o � uma decis�o f�cil.
Fiz meu exame de consci�ncia, assim como espero ter feito o seu.
Pode me dar um motivo para n�o deport�-lo
e permitir que fique aqui neste pa�s?
Lembro que � sua �ltima oportunidade.
Obrigado, Merit�ssimo.
E obrigado por me dar tempo para pensar.
Isso sobra.
Merit�ssimo, tenho muitas coisas a dizer,
mas n�o sei exatamente como.
Quero dizer...
Sinto que, at� agora, s� vivi a metade,
entrando e saindo,
sem parar em nada.
Pensando em meu benef�cio, no que podia tirar.
Como quando percebi que me deportavam:
s� pensei no que estaria perdendo.
E agora sei que n�o se trata disso.
Que se pode chegar a algo para poder se integrar,
e sentir que um lugar � seu lar.
Sempre pensei que isso de devermos algo � sociedade...
fosse uma bobagem.
Mas se pudesse voltar atr�s,
tentaria fazer parte dela,
para que, talvez, algu�m viesse dizer
que tinha feito as coisas bem.
Gostaria de ficar,
e ter certeza de que este � meu lugar.
Se pudesse sentir essa certeza durante umas horas,
daria no mesmo porque me matar�o amanh�.
Merit�ssimo,
para algu�m como eu fica dif�cil de explicar.
Mas posso te dizer como me sinto.
Tinha raz�o, nunca me importei com nada nem ningu�m!
Nem o meu pa�s, nunca me importou.
Mere�o que me joguem fora desse pa�s!
Mas tento me lembrar das palavras daquele homem:
que a ideia desse pa�s � dar uma chance a todos,
independente de onde viemos.
Que t�nhamos direito de viver e trabalhar,
e a ser o que nossa criatividade nos permita ser!
Dizia que aquela...
era a promessa da Am�rica!
Merit�ssimo...
Eu...
Sinto n�o ter entendido isso h� tempos.
O tribunal decide
que aceita n�o deportar o requerente.
Sr. Furioni,
pode pedir a nacionalidade por m�ritos militares.
Obrigado, Merit�ssimo.
Obrigado.
Pr�ximo caso.
Pr�ximo caso: o governo contra Maxwell Henry.
N�mero 10255.
- Pronto, advogado? - Sim.
Esperem!
Pare no primeiro metr�.
Matou porque o amava! Quer um jornal?
Leiam "A Cr�nica"! V�rios mortos e feridos!
- Sr. Farrow... - Onde est�?
- N�s o t�nhamos... - Voc� o perderam?
- Ia para... - Deveria matar todos voc�s!
Quero esse cara e o quero esta noite!
Comprem quem seja e varram a cidade!
Entenderam ou n�o?
Claro.
Marc?
Sou Willie.
Estou com uma amiga sua.
Lynn Warren.
Deixe-me falar com ele!
Marc, onde est�? Por que saiu correndo?
Esteve muito bem! Estamos em minha casa, vem?
Obrigado, mas...
n�o posso, sinto muito.
Acontece algo?
O que poderia ser?
Eu n�o sei!
Mas h� alguma coisa!
N�o, nada.
Ou�a, j� falamos antes.
Tudo saiu bem, melhor do que eu mere�o.
Esque�a de tudo e vire a p�gina.
Esque�a-se de mim para sempre e seja uma boa garota.
N�o! Tenho que te ver!
Passe-me para Willie.
- Por favor, escute-me... - Deixe-me falar com ele.
Marc?
Deu com a l�ngua nos dentes?
Que voc� diria?
Est� bem.
Como est�?
Acho que vi Sharky na sala.
Voc� viu?
E dai? Sabia que ia.
Fui, fiz e valeu a pena.
Apodrecer em um buraco n�o era parte do neg�cio.
N�o se preocupe.
E dei a Lynn...
Mais adiante, se tudo se solucionar,
diga a ela que voltaremos a nos ver alguma vez,
quando chegar o momento.
Fa�a-me esse favor.
- Que aconteceu? Tem problemas? - N�o...
� que ele � um cara muito teimoso!
Diz que sente-se confuso,
e quer clarear as ideias.
Verei o que posso fazer.
E n�o se preocupe.
Com o Sargento Bennett.
N�o importa o nome. Ligo para impedir um tiroteio.
Perfeito. Pare, quero falar com ele.
- Est� atrasado. - Procurava o momento.
O que espera?
E o dinheiro?
Cometeu todos os erros poss�veis.
Matou Blenheim, fechou os locais
e deixou todos sem trabalho.
Al�m da falha mais grave:
ficar como um idiota.
E aqui est� outra vez, pronto para atirar.
A quem vai atribuir a morte?
N�o sabe quanto tempo faz que esperava isto!
Custa muito dinheiro, Joe.
Seus mortos saem muito caros!
Mas antes de que me mate,
direi que seu pessoal n�o vai aguent�-lo por muito tempo.
Que pretende?
Come�ar um discurso.
Hoje fiz muitos!
- Quem dera que tivesse ouvido. - Falador at� o fim!
N�o se calar� nem dentro do caix�o.
Voc� � um traidor, Joe,
e todo o seu pessoal sabe disso.
Poderiam ter dado o golpe quando quisessem.
S� precisa ter c�rebro e colh�es,
e n�o fugir como um covarde atribuindo o morto aos demais.
A quem vai atribuir desta vez?
A Sharky?
Ou v�o tirar cara ou coroa
para a honra de ser quem aperta o gatilho?
Para que depois voc� o denuncie e o mande para a cadeira el�trica,
Enquanto voc� passeia pelos clubes fumando charutos caros,
e pagando �s pessoas para que limpe o sangue que voc� derrama!
Saiam! Vamos, saiam! M�os para cima!
Tradu��o das legendas: PARENTE - SERGIPE - BRASIL
Revis�o: gooz makingoff.org
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