All language subtitles for Vodník.2019.E02.1080p.WEB-DL.DD+2.0.H.264-SbR

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Original subtitles

A m�e serrou a cabe�a do pr�prio filho com a serra de mesa.

Os investigadores a acusaram do crime baseado no fato...

...de que, pelos relatos de testemunhas,

s� ela e uma crian�a de doze anos, com dificuldade de andar,

amiga de sua sobrinha,

estavam presentes em casa no momento do assassinato.

A crian�a foi assassinada h� 30 anos.

- Tenho trabalho a fazer. - Que trabalho?

Trabalho.

Crie responsabilidade, aja como o pai de um beb�, se n�o...

Voc� o acordou, Magda.

N�o pode ser menos imprudente? Ele tem sono leve.

Outras conseguem, voc� tamb�m.

Eu n�o sou como as outras. Eu sou desprez�vel.

Voc� se lembra deste caso?

Eu me lembraria dele at� se tivesse Alzheimer.

Ela cometeu suic�dio na cela de deten��o,

o que foi interpretado pelo tribunal como uma forma de confiss�o.

Acha que ela n�o fez isso?

Ela estava em psicose p�s-parto.

A prima de Lenka, Magda, era dois anos mais velha.

Ela comandava tudo, era a mente que arquitetava tudo.

Vamos ensin�-las a lamber os picol�s quando voltarem.

- Pervertido. - Gost�vamos de nos assustar...

...lendo livros de terror.

Gostamos do "Kytice" de Erben,

por causa de um beb� muito chor�o que havia.

Dep�s � pol�cia?

Sobre quando veio trabalhar ontem?

Voc� chegou �s 12h30, n�o �s 11h30.

Sabe quem odiava Luk�s?

Magda, aquela adolescente m� e ego�sta.

Ela incitava todos contra Draha.

O pai dela, Ota, meu irm�o mais velho, p�s toda a fam�lia contra mim.

Mam�e vendeu o jardim por causa da constru��o da rodovia,

para poder dar o dinheiro a mim e Draha.

Ela chegou l� mais cedo que mam�e.

Por que isso n�o est� nos relat�rios?

� o que estou lhe dizendo.

Est� tentando dizer que a esposa do seu irm�o...

...interferiu na investiga��o de um caso de assassinato?

- Eu vi. - O qu�?

A pessoa que matou o beb�,

Draha na cela e vov� enfartando no hospital.

Quem acreditaria em mim ao dizer que vi um duende aqu�tico...

...sob o salgueiro, perto do carrinho?

ANATOMIA DE UM ASSASSINATO

TEMPORADA 5 EPIS�DIO 2

"O Pequeno Assassino."

- Oi, pai. - Oi.

- O que trouxe? - Alguns bolinhos.

N�o � nenhuma festa em fam�lia.

Devo jog�-los no lixo? S� est�o bons at� amanh�.

Ent�o passaram da data de validade.

N�o passaram.

Olha, eles est�o bons.

V�o expirar amanh�.

Temos que levar algo para l�.

N�o me lembro quando vimos pela �ltima vez o tio Ota.

Algumas m�es matam seus beb�s.

Sim, claro. Mas com uma serra de mesa?

Draha Trebovick� como assassina � uma solu��o simples.

� o assim quando as investiga��es s�o feitas por homens.

Senti um certo preconceito de g�nero?

Homens n�o entendem o que uma m�e sente pelo filho.

Estou levando em conta o depoimento de Hana Kolihov�.

Naquela manh�, algu�m estava no quintal da fam�lia Trebovick�.

Voc� � um idiota, Mr�z.

N�o era nenhuma apari��o nem duende aqu�tico.

Hanka viu o assassino.

O que ela viu e ouviu?

Um homem tirou o beb� do carrinho, mas aonde o levou?

O beb� chorou e o homem o matou.

Talvez n�o fosse a inten��o.

Talvez, se n�o come�asse a chorar, n�o o mataria.

Hana ouviu os gritos e desceu.

E desabou, porque estava com um tornozelo torcido.

Onde diabos voc� estava?

Trabalhei at� as 6h.

Entre, ent�o.

Oi, tio. N�o nos vemos...

- Trouxe algo para comer. - O que �?

- Bolinhos. - Mas eu n�o como doces.

- Eu te disse. - Pode pelo menos comer estes.

Entrem. Tirem os sapatos aqui.

Os policiais falaram com Petr?

Sim, falaram.

- Por causa dessa coisa antiga? - Ele disse que sim.

Por que est�o xeretando isso depois de tantos anos?

Disse que est�o investigando novamente.

Mas por qu�?

Eu n�o deveria fazer um pouco de caf�?

Alguma policial ligou para Lenka ontem.

Ela quer conhec�-la e tamb�m pediu o n�mero de Magda.

Voc� o deu a ela?

Sim, dei.

N�o deveria?

Ent�o n�o entendo o porqu� de ainda remexerem o assunto.

Aqui, temos uma linha do tempo,

conforme descreve o arquivo.

10h50, Anezka Trebovick� sai da casa...

...com suas netas menores de idade e elas v�o �s compras.

Pediu desculpas � tia Draha pelos gritos?

N�s? Foi a Hana.

Que vergonha, ainda coloca a culpa na amiga.

�s 11h10, as tr�s chegam ao supermercado Jednota.

�s 11h20...

Elas saem da loja e a menor de idade Magda Trebovick�...

...e sua av� t�m uma discuss�o.

Est�o arruinando minhas f�rias.

Pausa para o almo�o.

�s 11h50, pelos depoimentos dos cidad�os Bl�ha e Strejcek,

Draha Trebovick� sai correndo da casa 9.

Aquele idiota barulhento...

Ela volta.

Ao meio-dia,

Anezka Trebovick� volta para casa com a menor Lenka.

E veem o beb� assassinado e a m�e.

Pergunta n�mero um.

Onde estava o assassino quando Draha foi ao quintal?

E como ele saiu?

Ele n�o saiu. Hanka n�o o viu sair da varanda.

Ele pode ter escapado pela porta de tr�s,

mas os tr�s trabalhadores cavando a vala n�o viram ningu�m.

Ele n�o pode ter sa�do por tr�s.

Os jardins eram separados do bar por uma cerca de estacas...

...bem conservada e alta demais para algu�m subir.

- Pode ter se escondido em casa? - Mas onde?

Por que Hana n�o o viu ao descer?

Por que essa mulher saiu e voltou?

N�o foi � toa.

Hana disse que o pequeno foi perturbado por algo.

Mas depois voltou a dormir. E ela voltou para casa.

O duende aqu�tico aparece.

Jesus Cristo, vamos pensar que seja ele o assassino.

Ele agarra a crian�a, leva-a para a serra de mesa.

Mas como?

E como ele sumiu?

Algo est� suspeito. O policial que trabalhou nisso,

Major Vozenil, ele cometeu um erro.

- Qual? - N�o falou com a principal suspeita.

O qu�?

O arquivo n�o tem uma palavra de depoimento de Draha Trebovick�.

N�o falaram com Draha Trebovick�...

...porque, dizem, ela n�o reagia �s perguntas.

O que �?

Viktor, sou eu. Espero n�o estar incomodando.

N�o a mim, talvez ao p�ssaro.

Voc� disse que n�o interrogaram alguns inquilinos...

...da casa ao lado porque eles n�o estavam em casa.

Eles os interrogaram mais tarde?

Como eu deveria saber disso?

Voc� tem as c�pias do arquivo, ent�o s� d� uma olhada.

Certo.

Tenho mesmo.

Mas ou�a, o que houve com voc�?

Sou irracional, sentimental, em suma, sou s� uma mulher.

Mas tudo que quero � que a m�e pare de ser vista...

...como uma assassina, pois ela � s� outra v�tima.

Certo. Por que n�o se acalma?

- Ligue para mim amanh�. - Certo.

N�o consigo mesmo me lembrar agora.

Obrigada.

Espere!

Uma lista de pessoas que precisam ser interrogadas.

Como todos estavam gritando, o beb�, o r�dio,

ela est� gritando o tempo todo.

L�, da ponte...

Ol�, camarada Trebovick�.

Na �poca, Nat�lie conhecia o principal policial...

...que investigou isto.

Ele deu a ela os depoimentos de todas as testemunhas, a fam�lia,

e os vizinhos.

E, com isso, ela descobriu o que Magda havia feito.

E o que ela fez?

Acho muito embara�oso, mas voc� precisa ver.

N�o pode ser verdade.

Aqueles porcos devem ter inventado.

N�o vou deixar isso assim.

S�o tr�s depoimentos que combinam.

S�o meros suportes. N�o t�m nada a perder.

Voc� confia neles?

N�o depende de mim.

Quando o caso for julgado,

os tr�s testemunham.

Devido � natureza do crime,

a audi�ncia provavelmente ser� p�blica.

Se � que me entende.

N�o estou em posi��o de impedir...

...este assunto embara�oso de ir a p�blico.

Isso nunca pode se tornar p�blico.

Isso significaria uma desgra�a aos olhos da sociedade,

que est� em conflito com a natureza e gravidade da minha posi��o.

- Entendido? - Sim, claro.

Est� certo.

Camarada Major.

� necess�rio esta parte do relat�rio se tornar p�blica?

Afinal, quem cometeu o crime...

...j� est� presa.

Desse ponto de vista, tem toda raz�o.

Eu nunca a vi t�o furiosa na minha vida.

Pensei que ela ia matar a garota.

Foi humilhante lidar com aqueles tr�s cretinos safados.

n�o � isso que voc� quer?

Mentir para a pol�cia, uma confus�o total.

O camarada Major Vozenil sabe de tudo isso.

Os protocolos j� est�o preparados.

Assine-os de novo.

S� quero ter certeza de que isso n�o � uma farsa.

Entraremos l� e eles t�m uma armadilha...

Pare com isso, � a verdade.

Por que quer alterar seu depoimento?

E como diabos vamos explicar isso?

Sim, e, al�m disso, estou em liberdade condicional.

N�o sei.

E quando ter�amos que ir l�?

- Melhor agora mesmo. - N�o vai dar.

Temos trabalho a fazer!

Se nosso chefe chegar e n�o estivermos, estaremos ferrados.

Sim.

E isso � pouco para dividir entre n�s.

A pol�cia tamb�m poderia come�ar a investigar voc�s em rela��o...

...ao ass�dio de menores.

E a pol�cia pode querer...

...investigar voc�, em conex�o com tentativa de suborno...

...para mudarmos nossos depoimentos.

Um, dois, tr�s, quatro. � divis�vel por tr�s?

Est� de carro, certo?

Pode nos levar � delegacia e nos poupar tempo.

E a� tive que mandar limpar as capas dos bancos do carro.

Eu adoraria saber o que aconteceu...

...com esses vadios depois da revolu��o.

Chantagistas.

Tenho certeza de que foram para algum sindicato.

N�o diga mais � pol�cia o que disse a eles naquela �poca.

Mas n�o me lembro mais o que disse a eles.

N�o suje isto de creme.

Est� com o neg�cio? Onde conseguiu?

S� repita o que disse a eles naquela �poca.

Foi fazer compras com a vov� e Magda.

Quando saiu,

Draha estava em casa e o beb� estava vivo.

Quando voltou, Draha estava sentada...

...na sujeira, no quintal, com o garoto morto. Ponto.

Sim, mas Magda n�o voltou conosco.

N�o foi o que voc� disse na �poca.

Mas n�o me lembro de nada.

Pode repassar com ela?

N�o � grande coisa, Leni.

S� confirmar� seu depoimento anterior.

Se o policial for insistente, vamos ajudar voc�.

Assim. Venha.

Papai vai repassar com voc�.

Voc� acha que o crucial � a m�e da crian�a ter corrido...

...para a casa do vizinho minutos antes do assassinato.

- Quanto tempo ela ficou l�? - Uma fra��o de segundo.

Kolihov� disse que algo acordou o beb�. A m�e correu.

- Mas voltou imediatamente. - Sim, aqueles dois,

Bl�ha e Strejcek, confirmaram.

Pelo relat�rio, foi em minutos.

Ela correr at� os vizinhos � um motivo?

Dif�cil dizer, ela estava � beira de um colapso nervoso.

Kolihov� afirmou que ouviu um barulho...

...e Draha Trebovick� foi atr�s dele.

Algu�m aparece ao lado do carrinho e minutos depois o beb� est� morto.

Ent�o quem n�o interrogaram?

Vai reabrir o caso, ent�o?

Se eu n�o tiver novas provas, n�o vou contar aos superiores.

N�o tenha muitas esperan�as.

Provavelmente n�o achar� nada novo.

Vou descobrir, Pavel.

Quero contar a esse monstro, no t�mulo dele, que sei de tudo.

Copiou a coisa toda?

Sim, tudo.

� que n�o est� completo.

O que falta?

Os relat�rios sobre os tr�s caras da vala de esgoto.

Vozenil ordenou que eu o fizesse,

e ele interrogou as crian�as e seus pais.

Porque era um trabalho digno de um homem experiente.

Encontrei uma nota sobre isso no meu caderno velho.

- Ainda os guarda? - Sim.

Vou escrever mem�rias. Voc� tamb�m estar� nelas.

Os tr�s caras disseram que viram uma das garotas...

...pegar o atalho para casa minutos antes do crime no jardim.

E que a mesma menina saiu de l�...

...em um Volha preto minutos ap�s o assassinato.

Sabe quem costumava andar em carros Volha pretos, certo?

Seu relat�rio est� faltando. O que ele cont�m a mais?

Outro relat�rio de 20 de agosto.

Mas, nesse interrogat�rio, os caras disseram algo diferente.

Nenhum deles viu ou ouviu nada.

E estavam cavando at� ouvirem os gritos.

Certo.

Se fosse voc�, Marie, eu perguntaria onde est�o os meus relat�rios,

por que Vozenil os interrogou de novo,

por que eles mudaram o depoimento.

Mas o que Vozenil ganharia mexendo nos relat�rios?

- Disse que ele est�... - Sim, est� morto.

Obrigada.

Marie, voc� est� a�?

T�pico.

- Toc, toc, posso? - Sim.

N�o interrogaram tr�s inquilinos.

Kubrichtov�, Holina e Smol�k.

Smol�k estava no hospital na �poca,

mas morreu logo depois disso. Tinha 80 anos.

N�o sei nada sobre a tal Kubrichtov�,

mas nosso banco de dados diz isso.

Holina foi presa por furto em uma constru��o onde trabalhou.

Quando?

Prepare-se, � muito interessante.

O qu�?

Foi em 17 de agosto de 1987.

� mesmo? Que coincid�ncia.

Vojta, isso � �timo,

voc� � incr�vel, mas tenho que correr. Muito obrigado.

E...

Boa tarde.

- V�rov�. - Krystof Trebovick�.

Boa tarde.

- Meu nome � Lenka. - V�rov�.

- Otakar Trebovick�. - Ol�.

Finalmente entendo por que n�o se v� nem um policial na rua.

Os outros est�o investigando...

...o assassinato de Alois Ras�n?

J� que est� aqui,

lembra-se deste homem?

N�o.

Sim, lembro. Ele ajudou a nossa fam�lia,

mas n�o me lembro do nome dele.

Como ele era com sua fam�lia?

Eu acho que tudo bem.

Como eu j� disse,

ele fazia um pequeno trabalho para eles,

ajudando a levar o carv�o � adega, antes de terem caldeira a g�s.

Certo, obrigada.

Agora eu gostaria de falar com a Sra. Havl�kov�.

Claro, por favor.

Eu gostaria de falar com ela em particular.

Imposs�vel.

Temos que estar presentes.

Parece que a Sra. Havl�kov� � adulta.

Vou falar com ela sobre eventos em que ela esteve envolvida,

e voc�s, n�o! Nenhum de voc�s.

Ou estou errada?

Meus colegas omitiram fatos importantes?

Lenka precisa de testemunhas,

caso voc� queira culp�-la.

N�o consigo pensar em nada de que culp�-la.

Voc� consegue?

Talvez possa me dar uma dica, pois posso ver...

...que acha que vou tirar algum esqueleto do arm�rio da sua fam�lia.

Oto...

Lenka precisa ir para casa cuidar dos filhos dela,

ent�o deixe-a falar com calma com a policial aqui.

Por favor.

Estou te avisando.

Quando a pol�cia te pegar com os truques dela,

n�o recorra a mim.

O problema ser� seu.

Vou pagar a conta e esperar l� fora.

Obrigada.

Descobri uma inconsist�ncia no arquivo.

Voc� est� bem?

N�o precisa ter medo de nada.

Ent�o...

Lembra-se da sua amiga Hana?

Pouco antes daquele ato horr�vel, voc� foi �s compras...

...com sua av� e sua prima Magdalena.

Sim.

Voc�s tr�s voltaram juntas?

- Voc� se lembra? - Sim.

- Sim, o qu�? - Eu me lembro.

Ent�o, na volta, voc�s tr�s estavam juntas.

Eu acho.

N�o tem certeza?

A quest�o � que o lojista...

...do local aonde foram afirmou que Magda teve uma briga...

...com a av� e foi embora sozinha.

� verdade?

N�o deve se lembrar qual foi o motivo da briga.

Acho que foi por causa do chocolate.

Vov� n�o queria compr�-lo para ela.

- Por qu�? - Porque estava brava com ela.

E ent�o ela foi embora sozinha.

Sim.

E n�o a viram no caminho para casa?

N�o.

Quando voc�s tr�s se encontraram de novo?

Magda j� estava l�.

Ela chegou l� antes de n�s.

Porque ela pegou o atalho de tr�s,

pelo campo e pelo jardim.

Por que voc� dep�s que voc�s voltaram juntas?

- N�o sei. - Vamos.

Ent�o, como foi?

Eles me disseram para dizer isso.

Quem?

Tio Ota.

E por que ele queria isso?

N�o me lembro. Foi h� muito tempo.

Tio Oto quis que voc� dissesse isso por causa da Magda?

E que raz�es ele te deu?

Ele queria esconder que Magda chegou mais cedo.

- O que acha? - Pode ser.

Mas por qu�?

Magda n�o tem nada a ver com esse horror.

Por que algu�m pensaria isso?

- Ela nunca faria isso. - Sim, claro.

Eu tamb�m acho que n�o.

Qual era o relacionamento de Magda com Draha Trebovick�?

N�o gostava muito dela.

Acho que tinha ci�mes.

E com a crian�a?

Por que est� me perguntando isso?

Foi Draha quem matou o pequeno Luk�s.

Tio Ota estava certo, voc� quer enquadrar algu�m.

- Mas n�o ser� Magda... - N�o.

Sra. Havl�kov�, n�o. N�o quero enquadrar ningu�m.

Eu s� quero descobrir o que houve.

Todo mundo sabe o que houve.

Voc� conheceu Draha, voc� tamb�m tem filhos, ent�o diga,

acha que a pr�pria m�e de Luk�s o mataria?

Tenho que ir. Por favor, deixe-me s�.

Com licen�a.

Ei, voc�!

� isso o que quer, um bode expiat�rio.

Saiba que n�o vai enquadrar minha filha.

Eu n�o pensaria em enquadrar sua filha, Sr. Trebovick�.

Eu nem falei com ela ainda.

Afaste a m�o imediatamente.

Sou policial e estou em servi�o.

Se me tocar mais uma vez, vai acabar algemado.

Deixe minha filha em paz.

Sua filha pode decidir se vai falar comigo ou n�o.

Acabei de falar com meu advogado.

Por que diabos est� xeretando este assunto?

O assassinato est� resolvido, n�o tem motivos para fazer isso.

Por qu�?

J� est� prescrito.

O assassino do seu sobrinho nunca foi punido,

Sr. Trebovick�. � isso o que quero.

Minha fam�lia n�o vai passar por isso. Voc� vai se arrepender.

Poupe-se este papo mafioso sobre a sua fam�lia.

N�o ser� capaz de me intimidar.

Vou te denunciar.

Vivemos em um Estado de Direito.

- A pol�cia tem limites. - Com certeza.

E s�o limites diferentes dos estipulados...

...por voc� e sua camarada esposa.

Algum advogado chamado Kr�cmar foi ao meu escrit�rio...

...com uma reclama��o oficial de seu cliente,

Sr. Trebovick�. Sabe quem �?

- Sim. - Eu n�o o conhecia.

Algum advogado vem me informar...

...que meu pessoal est� investigando um assassinato de 30 anos atr�s,

que est� prescrito e cujo caso est� suspenso.

- Eu me senti como totalmente idiota. - Sim, entendo.

Quem autorizou isso?

Tenho novas informa��es sobre o caso.

Por canais oficiais?

- Como n�o h� registro? - N�o era oficial. Ainda n�o �.

Ainda n�o �. Ent�o n�o tem trabalho suficiente aqui?

Descobri nos registros di�rios que voc� procura um homem...

- ...chamado Holina? - Sim. Um momento.

� ele.

Quem � ele?

Uma poss�vel testemunha dos eventos e a quem esqueceram de interrogar.

- E... - Pareceu importante falar com ele.

Com base em qu�? Major, isso tem que parar.

Eu n�o quero que a anarquia tome conta, como foi com Vitous.

Todos voc�s seguir�o as regras.

E voc� ser� cuidar� disso.

OK.

Claro. Chefe, o que exatamente o advogado...

...do Sr. Trebovick� te disse sobre ele?

- Por qu�? - Por causa de toda a confus�o.

Confus�o? Major, n�o estou criando confus�o...

...sobre quem ou o qu� � o Engenheiro Trebovick�,

mas sobre sua abordagem. � inaceit�vel.

Ele disse que o Sr. Trebovick� � um empres�rio influente?

- E voc� sabe disso? - Est� aposentado.

Um pensionista que sempre janta com o presidente do conselho regional.

E voc� n�o quer o Minist�rio no seu p� de novo.

Pode apostar que n�o.

Voc� vai acertar as coisas agora. Certo?

V�rov�, eu gostaria de definir o resto das minhas f�rias.

- Oi. - Ei.

Temos salm�o e salada.

Vou comer um pouco.

Algum problema?

Essa mulher da pol�cia me ligou.

Voc� vai encontr�-la?

N�o consigo parar de pensar na vov� desde que ela ligou.

Nunca perdoei meu pai por vender aquela casa.

Eles levaram todos os livros para o sebo...

...depois que o vov� morreu.

Por 20 coroas cada.

N�o queriam Erben e Sl�dek,

ent�o levaram-nos para a reciclagem de papel.

Mas n�o os quiseram l� tamb�m,

porque estavam grampeados.

Passei o fim de semana desfazendo livros,

arrancando suas capas e chorando.

Eu disse a mim mesma que n�o seria gananciosa e sem cora��o como papai.

Voc� deveria encontr�-la. E contar-lhe o que realmente houve.

Voc� pediu desculpas � tia Draha pela gritaria?

N�s? Foi a Hana.

Que vergonha, ainda culpa a amiga.

Vamos l�.

- Bom dia. - Bom dia.

Obrigada.

� para a pequena Hana.

- E voc� n�o pegou um para mim? - Por que deveria?

Porque eu tamb�m quero.

Eu tamb�m te pedi algo que voc� n�o fez.

Comprou algo para todas, menos para mim?

N�o � para Draha, mas para Luk�s, para evitar dor de barriga.

- Eu sou sua neta. - O pequeno Luk�s tamb�m �.

Trato voc� e Leni aqui igualmente,

e vou tratar voc� e Luk�s da mesma maneira.

N�o entendo a confus�o em torno desse pirralho barulhento,

sempre gritando, sempre com coc� nas fraldas.

- Voc� tamb�m era assim. - Muito pouco.

Seja boa com ele, ele � seu primo.

Est�o arruinando minhas f�rias, Luk�s, Draha e agora at� voc�.

Voc� mais do que todos eles.

Essa foi a �ltima coisa que ela ouviu de mim.

"Voc� est� arruinando minhas f�rias."

Ent�o vamos.

Ela morreu no dia seguinte.

Gatinha,

venha, junte-se a n�s.

Vamos, vou te mostrar uma coisa.

Pare com isso, cara.

Sabe quem � a m�e dela?

Quer dar uma olhada?

Sim.

E por que voc� foi at� l�?

N�o sei.

Por causa da mam�e.

Todo mundo tinha medo dela e a odiava naquela �poca.

E eles me viam como uma pirralha mimada e privilegiada.

E tinham raz�o, eu era mimada e privilegiada.

Sabe, Viktor, tenho inveja de voc�.

- Problemas no trabalho? - Obrigada.

Se um homem depois dos 40 ainda tem ilus�es com o mundo,

n�o � sinal de otimismo, mas sim de dem�ncia senil.

Legal.

Parece que finalmente est� vendo a raz�o.

Se encontrar uma pessoa que tem poder,

cargo alto, amigos influentes e dinheiro...

...no curso de uma investiga��o,

ele ou ela vai usar essas coisas para interferir...

...na investiga��o ou evit�-la.

Certo.

Est� come�ando a pensar como a maioria pensa sobre os pol�ticos.

Sei que a investiga��o do assassinato daquele beb�...

...foi manipulada por um membro influente do partido.

A quest�o � at� que ponto e por qu�.

Vire.

Vire do outro lado.

N�o conheceu a Natasa Vermelha, conhecia?

N�o.

O pai dela era chefe do Departamento de Marxismo-Leninismo.

Voc� a conheceu?

Mulher horr�vel.

Ela realmente sabia como envenenar a vida das pessoas.

Engra�ado, vindo de voc�.

Obrigado.

Essa Natasa Trebovick� era uma comunista t�o obstinada...

...que, diferente de muitos, n�o se adaptou...

...�s novas condi��es depois da revolu��o.

Ao contr�rio do marido.

Ele era bem flex�vel.

Eu ri como louco...

...quando ele se juntou ao F�rum C�vico rapidinho.

Mais tarde, o nome dele come�ou a ser ligado a v�rios projetos.

- Alguma coisa espec�fica? - Fofocas, boatos.

Anos 90, nova nobreza.

Posso at� ver aquele gordo sem f�lego...

...balan�ando seu taco de golfe pelo campo.

Na verdade, foi �til para este Ota Trebovick�...

...a morte da esposa dele ter sido t�o r�pida.

Ela acabou ficando com p�nico dos m�dicos.

Eles queriam mat�-la,

porque ela tinha um cargo alto no partido.

Ela se recusou a tratar a diabetes e dentro de um ano...

...enfiou o p� na cova. Amarela ou escura forte?

Mas voc� s� tem a amarela, n�o �?

Sim, s� amarela.

Isto � real?

Viktor, algu�m interferiu na investiga��o?

- Por que fariam isso? - Vamos, Viktor.

Foi um t�pico abate dom�stico de um su�no.

Com a �nica diferen�a de que a v�tima foi um beb�.

Pressionaram voc�s para fechar o caso?

Tipo essa Nat�lie Trebovick�?

Usaram as provas de forma que tudo apontasse para a m�e.

Se insinua que n�s n�o levamos em considera��o...

...o depoimento da menina de dez anos que viu um duende aqu�tico,

� poss�vel que tenhamos tido raz�o.

Voc�, n�o, Viktor.

Mas n�o sei quanto ao Major Vozenil, que liderou a investiga��o.

Por que este homem escolheu a culpada antes do in�cio da investiga��o?

Um homem que estava no local nem foi interrogado.

Pelo depoimento de Hana Kolihov�,

que foi confirmado por esses dois companheiros,

em determinado momento,

Draha Trebovick� correu em dire��o ao quintal vizinho.

O arquivo n�o diz por que ela fez isso, nem com quem ela falou.

Dez minutos depois, o beb� estava morto.

Ela era doida.

Mas n�o tinha motivo para matar seu pr�prio filho.

Justamente porque ela era doida.

Olha, Marie, sei que � dif�cil aceitar,

mas �s vezes mulheres hist�ricas matam seus pr�prios filhos.

Meu Deus. Que chauvinista.

Tem claros sinais de um ato feminino.

Quem voc� acha que matou os filhos de Goebbels?

Pensou em por que ela matou a crian�a em uma serra de mesa?

Olga Hepnarov� matou oito pessoas com um caminh�o.

Ent�o, n�o pensou.

Est� a par das estat�sticas?

Sim, h� tr�s formas de contornar a verdade.

Erro inconsciente, mentira intencional e estat�sticas.

- Voc� � uma demagoga. - Aprendi com voc�.

Sim...

Uma serra de mesa n�o � muito feminina, n�o �?

Caminh�o tamb�m n�o.

Qual foi o motivo de Draha Trebovick�?

Ela era doida. Ela enlouqueceu...

Aquela idiota.

Ela foi levada � loucura por todos ao seu redor.

�? E sabe por qu�, Viktor?

Era isso que o Major Vozenil queria.

Culpar Draha foi bem �til para ele.

- Como sabe? - Ora, est� no arquivo.

Draha, s� Draha,

s� o que vou escutar hoje � Vozenil e Draha.

Vamos, h� fogo e �gua aqui.

N�o sei, essa...

Demagogia!

- Voc� quer p�o doce ou salgado? - Salgado.

N�o tem p�o aqui mesmo.

Se a pol�cia investigar de novo o que houve na �poca,

� poss�vel que Draha n�o tenha feito aquilo?

E � mesmo poss�vel que tenha sido outra pessoa?

E quem?

Pai?

Aquela policial j� te ligou?

N�o fale nada com ela.

N�o � da conta dela. Eu conversei com o advogado.

Sem ordem judicial, ela n�o tem o direito de incomod�-la.

E ningu�m vai dar esse mandado, eu cuidei disso.

Cuidou disso?

Como assim? Eu te pedi isso?

Por favor, apenas me escute.

N�o h� uma �nica palavra no arquivo sobre o que voc� fez.

N�o faz sentido falar. Ela n�o vai descobrir.

Fa�a a gentileza de cuidar da sua vida.

Vou falar o que eu quiser, com quem quiser.

Voc� � mesmo uma vaca.

Foi isso que aquela cadela te disse?

- O que ele queria? - N�o falar sobre o que aconteceu.

N�o vou falar. N�o � da conta de ningu�m.

E n�o tem nada a ver com o que houve naquela �poca.

Ol�.

Ol�. Seu cart�o da biblioteca, por favor.

N�o vim pegar um livro, Sra. Trebovick�.

Quero conversar com voc�.

Volto j�.

Mas...

N�o quero falar com voc�.

N�o quer saber a verdade?

J� sabemos o que aconteceu, n�o �?

Novos fatos vieram � tona...

...que nos obrigam a conferir a investiga��o.

Meu Deus, e que novos fatos poderiam surgir ap�s trinta anos?

Que voc� n�o voltou com sua av�,

mas voltou sozinha e na frente dela, por um caminho diferente.

Ent�o � disso que se trata?

� uma quest�o importante.

Por que n�o voltou com sua av� e suas primas?

Lenka n�o te contou a hist�ria toda?

Quero ouvir sua vers�o.

N�o existe a minha vers�o.

Briguei com a vov�, estava na puberdade,

fiquei ofendida e fui para casa.

Ent�o voltou mais cedo.

Sim, mas Lenka j� deve ter dito isso.

Mais cedo, quanto?

Realmente n�o me lembro.

Por que brigou com sua av�?

- Nem sei. - Sobre tia Draha?

- Sim, talvez. - E?

Para qu� todas essas perguntas?

Entende quanto tempo faz?

Eu tinha 14 anos na �poca.

Voc� se lembra do que fez aos 14 anos?

Talvez n�o.

Sua prima Lenka e Hana t�m uma mem�ria melhor.

- Que Hana? - Kolihov�, nome de solteira Sr�mkov�.

Pode ter raz�o, mas simplesmente n�o vivo no passado.

- Sabe o que � impressionante? - N�o.

O relat�rio n�o diz que voc� voltou sozinha.

- Como isso � poss�vel? - Como vou saber?

E voc� nunca falou com ningu�m sobre isso?

N�o sei.

Ou algu�m lhe disse para ficar calada sobre isso?

N�o sei.

Vou te matar, o que voc� fez!

Vou te rasgar de cabo a rabo!

O que voc� fez?

Voc� viu alguma coisa no quintal?

Sim.

Draha com sangue por toda parte e um garoto morto.

Nada mais?

N�o fiquei exatamente prestando aten��o ao cen�rio.

Entendo.

Sabe quanto tempo faz?

Se eu soubesse o que aconteceria,

- eu teria sa�do da loja com elas. - Por qu�?

Quer dizer que teria um �libi?

Eu n�o precisava de um �libi.

Eu acabei de chegar em casa,

e Draha estava sentada l� com Luk�s morto nos bra�os.

Foi uma vis�o horr�vel.

Ent�o algu�m me disse que Draha havia feito aquilo...

...e depois se matou por remorso,

ela cortou os pulsos. Esse foi o fim para mim.

- N�o sei o que devo dizer. - Um momento.

- Conhece-o? - Sim.

Ele morava no bairro. Chamavam-no de Dusty L�d�k.

- Por que pergunta? - Estou conferindo algo.

Tchau.

J� viu algo assim antes?

- Eu n�o tenho dez anos. - Com seus pais?

Por que n�o pergunta a eles?

E voc�?

Voc� j� fez isso?

Deixe-a em paz, cara. Ainda � uma crian�a.

- Pode se surpreender, cara. - V� se catar!

Ei.

E voc�?

Tem cabelo l� em baixo?

Ei!

Por que n�o vem dar uma olhada?

Dorme, nen�m

Que a cuca vem pegar

Mam�e foi para a ro�a...

Senhorita Policial?

Foi voc� quem ligou?

- Boa tarde. - Boa tarde.

Havia um salgueiro chor�o aqui?

Sim. Mas tive que cort�-lo.

Estava podre por dentro e eu tinha medo de que ca�sse.

- N�o quer se sentar? - Sim. Obrigada.

Vou fazer um caf�. Quer?

Seria gentil da sua parte. Sim.

- N�o tem problema, j� volto. - Obrigado.

Por favor, sirva-se, minhas m�os est�o tr�mulas,

n�o quero respingar suas roupas.

Certo. Voc� tamb�m quer?

Se puder me fazer a gentileza.

- Mora aqui sozinho? - De jeito nenhum.

Eu e minha esposa moramos no t�rreo.

Meu filho com a fam�lia dele ficam no primeiro andar.

E os netos t�m seus aposentos no s�t�o.

Sr. Kol�cek, conhece a situa��o local.

- Mais ou menos. - Em todos esses anos,

voc� viveu aqui, e deve saber o que houve naquela �poca.

Quando eu estava comprando o im�vel,

minha esposa tinha medo de que a casa fosse assombrada.

E voc� conhecia a fam�lia Trebovick�?

At� o pai de todos eles.

Ele era um m�dico distinto.

E dos tr�s irm�os, s� o do meio,

Krystof.

Ele � o �nico que veio aqui �s vezes.

- Bem aqui? - Sim. � um homem muito gentil.

Ele cresceu nesta casa,

e entendo os sentimentos dele.

Ele sempre se lamenta do acontecimento horr�vel...

...que houve atr�s da casa.

L� onde seus jardins ficavam,

ainda antes da Revolu��o,

fizeram a marginal para a rodovia.

Jesus, agora entendi...

...que est� investigando o assassinato.

Ent�o acha que Krystof Trebovick�...?

As pessoas dizem que o criminoso sempre retorna � cena do crime.

Na verdade, isso � s� um ditado, Sr. Kol�cek.

Nunca me deparei com um �nico criminoso que retornasse...

...� cena do crime sem um motivo.

E Krystof Trebovick� estava no trabalho na hora,

confirmado por testemunhas.

- � um al�vio. - Com certeza.

O que dizem aqui sobre o assassinato e a fam�lia Trebovick�?

Sabe como s�o as pessoas, gostam de falar.

Tipo o qu�?

Bem...

Muitas coisas diferentes.

No come�o, todos acreditavam que havia sido a jovem Trebovick�.

Eu nunca a vi,

mas, pelo que ouvi,

ela devia ser uma neurast�nica por excel�ncia.

Aparentemente, j� havia tentado matar o filho antes.

Mas...

Outros boatos vieram depois da Revolu��o.

Do tipo?

Que havia sido Ota Trebovick�.

As pessoas tamb�m estavam agitadas sobre a carreira de Oto.

N�o sei se ouviu falar da esposa dele.

As pessoas aqui costumavam cham�-la de Natasa Vermelha.

De toda forma, eles viam Oto como um colaborador bolchevique...

...que virou a casaca num piscar de olhos ap�s a Revolu��o,

foi para o F�rum C�vico e se tornou um grande empres�rio.

Foi s� o que ouvi, ent�o n�o posso julgar.

E sabe como s�o as pessoas. Ficam com inveja.

T�m l�nguas venenosas quando veem algu�m bem-sucedido.

De toda forma,

diziam que ele matou o beb�.

E que a velha senhora o pegou fazendo isso.

Coitada.

Teve um ataque card�aco por causa disso.

E a jovem e infeliz cunhada,

ele arranjou para que ela morresse na pris�o.

A esposa dele conseguiu isso com seus contatos na pol�cia secreta.

E, em algum momento,

ele se livrou de sua pr�pria esposa, que enlouqueceu ap�s a Revolu��o.

Ele estava com medo que ela falasse,

pois ela n�o estava bem da cabe�a.

Com certeza s�o teorias bem loucas.

Sim, mas a esposa dele morreu, n�o foi?

Sim, mas de diabetes.

Entendi.

O que as pessoas inventam!

Que motivo Ota Trebovick� teria para matar seu sobrinho?

Todos sabiam...

...que a rela��o dele com seus irm�os...

...estava por um fio por causa de dinheiro.

Mas por que assassinar um beb�?

Eu sei l�. Ci�mes, raiva.

Voc� sabe melhor do que eu o porqu� de as pessoas se matarem.

Nunca entendi de verdade,

mas meu ex-chefe sempre dizia...

...que os motivos mais comuns para assassinatos s�o sexo,

dinheiro e poder.

Pronto, dinheiro.

Dinheiro, sempre e sempre.

Sra. Policial,

sabe quem foi?

- N�o, Sr. Kol�cek. - O qu�?

Eu n�o sei.

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