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Original subtitles

Anteriormente...

�s uma mulher livre.

Concede-vos estas terras a t�tulo perp�tuo

para colonizar e cultivar como quiserdes.

Olha, Bjorn. Olha para este tesouro.

O meu lugar n�o � aqui. Quero recuperar Kattegat a lvar.

- N�o tens ex�rcito. - Mas o Rei Harald tem.

Bjorn Bra�o de Ferro! Como estou feliz por te ver!

Pergunto-me frequentemente se n�o ser�s um pouco doido.

Eu � que sou doido?

Como Margrethe. Tu sabes o que lhe aconteceu.

Por favor... Salvai a minha fam�lia.

Mataram o teu filho e mataram a tua filha.

Deixo a decis�o contigo, Kjetill.

N�o acredito que tu chegaste a aceitar o teu irm�o como Rei.

Serias sempre um perigo para ele.

E envenenaste-me? Que raio de m�e �s tu?

Canal TVS�ries

Sincroniza��o Subspedia e sun

Transcri��o sun

_____ V _____

_____ 17 _____

A Coisa Mais Horr�vel - The Most Terrible Thing -

Olhai!

Ele voltou para n�s!

Quem estais a enterrar de forma t�o refinada?

O teu irm�o.

Como morreu ele?

Ningu�m sabe.

Foi t�o repentino, Alfred! Ele...

Num momento estava bem e no seguinte caiu e...

Foi horr�vel!

N�o posso crer.

Gra�as a Deus recuperaste!

Est�vamos com muito medo de perder os dois.

Adeus, meu irm�o.

Adeus.

Pai!

Pai! Pai!

Meu filho!

- Meu filho! - Pai!

- Meu filho! - O meu menino!

Helgi!

Kjetill, meu amigo, vem.

Vem. V�s como estou? Deixa-me agradecer-te.

Gra�as aos deuses!

Salvaste-nos.

N�o tinhas de o fazer, mas fizeste-o.

Floki tinha raz�o.

Todos n�s mudamos.

Amigo!

Meu povo,

sois todos bem-vindos � Coisa.

� importante para n�s

que todos aqui se sintam envolvidos

na vida da nossa grande cidade.

Kattegat cresceu.

E agora um entreposto enorme.

O maior entreposto da Escandin�via.

Kattegat mudou desde o tempo do meu pai.

Nesses dias, ele conhecia toda a gente,

e tinha gosto em partilhar o poder

com quem conhecia e confiava.

Claro.

O meu pai...

... deu-me esta responsabilidade.

E o nosso pai, Odin, deu-me esta responsabilidade.

Eu aceitei-a.

E pe�o que confieis em mim.

N�o podemos permitir que todos votem em tudo

o que afeta o nosso reino.

Temos o dever de o proteger. Eu tenho o dever de o proteger!

Portanto,

temos de mudar as regras.

O que estais a fazer?

A arrumar as tuas coisas, querida.

O teu marido est� morto.. J� n�o tens raz�o para ficar aqui.

A menos, claro, que estejas de esperan�as.

Caso contr�rio, tens de voltar para a tua m�e,

lamento.

Julgo que n�o lamentais, de todo.

Julgo que controlais tudo o que acontece aqui.

Oxal� fosse verdade.

N�o pareceis triste por o meu marido e vosso filho

ter morrido t�o repentinamente.

N�o sei o que pensar disso.

N�o tens de pensar nada disso,

minha querida filha.

A vida j� � complicada o suficiente.

E tu �s jovem o suficiente para encontrar outro marido.

Espero ent�o que a m�e dele n�o seja nada como v�s!

Minha querida, quem te dera ter essa sorte.

Pessoas em quem eu confio

votar�o em quest�es de terras, em assuntos matrimoniais,

investiga��es de homic�dios,

coisas que n�o t�m de vos preocupar,

porque eu cuidarei de v�s,

eu liderar-vos-ei!

O que realmente importa � saber quem somos!

E quem est� connosco.

E quem est� contra n�s.

E n�s sabemos quem somos, n�o sabemos?!

Sim, sabemos!

Portanto, est� agora na hora de descobrir quem nos amea�a,

quem est� contra n�s.

Talvez seja o nosso vizinho.

Talvez seja algu�m que conhe�amos.

Um familiar.

Um irm�o.

Um filho.

Eles falam sobre mim,

eles sussurram que sou o inimigo.

Mas claro que eles � que s�o o inimigo.

Querem destruir o nosso reino.

Querem incentivar os nossos inimigos a atacarem-nos!

A invadir-nos!

� isso que quereis?!

N�o!

- Quereis que vos proteja? - Sim!

- Quereis que os destrua? - Sim!

Sim!

Sim!

Sim.

Odin! Ivar!

Odin! Ivar!

Odin! Ivar! Odin!

Ivar! Odin!

Ivar! Odin!

Ivar! Odin!

Achei que dev�amos falar.

Tu e eu.

N�o tem sido f�cil desde que adoeceste.

Tive de tratar dos traidores.

Continuavam a conspirar contra ti.

Talvez ainda estejam.

E...

Tive de tratar do teu irm�o.

O meu irm�o?

Que significa isso ao certo?

Significa...

... que a morte dele...

... n�o foi natural.

� bom que te expliques.

E depressa.

Ele j� tinha conspirado contra ti. Alfred, ele contou-me.

Ele confessou.

E depois disse que nunca mais conspiraria contra ti,

mas percebi que mentia.

Sabia que, enquanto fosse vivo,

ele faria tudo,

juntar-se-ia a qualquer plano, a qualquer conspira��o

que prometesse faz�-lo Rei.

Pensava que o tinhas usurpado.

Nunca, jamais, conseguiria perdoar-te.

Portanto...?

Envenenei-o.

Matei um dos meus filhos

para salvar o outro.

Que Deus me perdoe.

J� podemos falar?

Acordaste de um longo sono.

E parece que te esqueceste que �s Rei.

Portas-te como se fosses uma pessoa comum.

Fazes o luto como se fosses uma pessoa comum.

Mostras os teus sentimentos como se fosses uma pessoa comum.

Mas tudo isso tem de acabar!

Um Rei...

... n�o pode ser como uma pessoa comum.

N�o podes portar-se

ou ter sentimentos como uma pessoa comum.

Um Rei tem de estar preparado

para fazer as coisas mais horr�veis.

Coisas contra toda a consci�ncia.

Se quiser sobreviver.

Tu viste-os.

Quem?

Hvitserk.

E aquela rapariga.

Ele odeia-me.

Devia mandar mat�-lo.

Se conseguir ordenar a morte do meu pr�prio irm�o,

quem mais se atrever� a fazer-me frente?

Creio que isso seria um erro.

Porqu�?

Ivar, tu �s um deus.

E um Deus misericordioso

ser� sempre mais popular entre o povo

do que um Deus vingativo, como Odin.

N�o preferias ser amado em vez de temido?

N�o sei.

N�o tenho a certeza.

Porque n�o vos estais a preparar?

Temos de partir.

Sim, Floki.

Estamos preparados.

- Anda, sua bruxa velha. - 0 qu�?

- Porque disseste isso? - Porque � verdade.

�s uma bruxa e uma assassina.

E mereces morrer!

- O que est�s a fazer?! - M�e!

- Para! - N�o te preocupes, Floki.

Fazemos isto por amor.

Por amor ao meu irm�o e � minha irm�.

N�o!

Para j�!

- Quieto, Floki. - N�o! N�o toques nela!

Nunca matou ningu�m!

Kjetill!

Isto � loucura!

N�o!

Penso nisto h� muito tempo, Floki.

Por favor!

Eu devia ter percebido!

Sempre um homem bom...

Lambe-cus!

Devia ter percebido que eras mais ambicioso do que eu!

A minha �nica ambi��o � a vingan�a!

Kjetill...

Deixai Evyind e Helgi l� fora.

Tratamos deles de manh�.

Desculpa se te assustei.

Mas tenho estado a pensar em ti, meu caro irm�o.

- O que tens pensado? - Tenho pensado...

... que me podes ser mais �til.

Preocupa-me que...

... que n�o tenhas um papel aqui,

que leves uma...

... vida t�o vazia e ociosa.

Afinal de contas, �s meu irm�o e eu adoro-te.

E como posso ser...

... �til?

Podes deixar Kattegat.

Faz uma viagem diplom�tica

at� ao grande sal�o do Rei Olaf, o Forte.

Cimenta a nossa alian�a

e ajuda-o a preparar os ataques de primavera em lorque e Wessex.

E se recusar?

N�o quero deixar Kattegat.

Receio que n�o possas recusar.

Como te chamas?

Thora.

Thora?

O meu irm�o foi descuidado, n�o nos apresentou.

Parece gostar muito de ti.

Amamo-nos.

Isso � bom.

Isso � bom, Hvitserk.

Seria uma pena ter de queim�-la viva.

Tu n�o farias isso, irm�o.

Pois n�o?

N�o.

N�o, n�o o faria.

Desde que aceites partir de Kattegat logo pela manh�.

Desculpa.

Desculpa. Eu � que os trouxe c�.

N�o sabia.

N�o choramingues.

Que diferen�a faz?

Todos somos apenas...

Tudo acaba em nada.

N�o compreendo.

Claro que compreendes.

Julgavas mesmo que podia perdo�-los?

Pensava que era poss�vel.

Sen�o n�o teria vindo at� c�.

Fizeste-me acreditar outra vez, Kjetill.

Somos o que somos, Floki.

Os deuses fizeram-nos assim.

N�o podes matar Helgi.

Nada disto � culpa dele.

Ele amava a tua filha.

E � um bom homem.

Poupa pelo menos ele.

Talvez poupe, Floki.

Se ainda estiver vivo de manh�, talvez pensemos salv�-lo.

Concordo.

Far-nos-ia sentir melhor.

De quilha para o ar

De cora��es de a�o vamos trepar

Frios s�o os salpicos do mar

A tua morte n�o vai tardar

A tua morte

n�o vai tardar

Baixa a cabe�a, velho.

O machado vem a�.

N�o tenhas medo.

N�o tenho medo.

Mexe-te.

Mexe-te.

Floki...

Eu quero viver.

Nunca fiz nada contra Kjetill.

Sempre estive mais do lado dele do que do lado de Evyind.

Decerto ele o saber�.

Sabe, sim.

Vem para fora, Helgi.

S� forte quando a chuva cai

Sobre a tua coroa que se vai

Com donzelas tiveste o que querias

Cada um tem de morrer um dia

E cada um tem de morrer

um dia

Muralha de escudos!

IORQUE

De quilha para o ar

De cora��es de a�o vamos trepar

Frios s�o os salpicos do mar

A tua morte n�o vai tardar

A tua morte n�o vai tardar

A tua morte n�o vai tardar

Olhai para ela!

Sim!

Rei Harald.

Bjorn Bra�o de Ferro.

Vamos!

Temos de formular um plano.

Come�o a ficar impaciente.

Decerto n�o tencionas navegar nesta altura do ano.

� precisamente isso que tenciono fazer.

Ivar n�o esperar� a nossa chegada.

Mas nesta altura do ano,

h� muitas tempestades no mar.

Est�s a dizer-me que n�o temes essas tempestades?

Que n�o imaginas que a nossa frota se perca?

Tenho a certeza que teremos salvo-conduto.

Como podes ter tanta certeza?

O meu pai disse-me.

O teu pai?

Ragnar? Ragnar disse-te?

Sim, falou comigo num sonho.

Nunca sonhais?

Gunnhild! Gunnhild!

O teu pai adorava Ivar. Todos sabem isso.

- Ele escolheu Ivar. - Escolheu-me a mim.

Sou o filho mais velho dele.

Kattegat pertence-me.

Fiz um acordo com Ivar.

Depois da morte dele,

eu serei Rei de Kattegat.

E n�s faremos o mesmo acordo.

� f�cil falar, Bjorn.

Mas podes jurar pelo qu� para me levar a acreditar em ti?

Pela minha bracelete sagrada, claro.

E pela vida de Gunnhild, a minha futura mulher.

Ela tem de concordar e jurar aos deuses

que, depois de eu morrer, v�s sereis Rei.

Se casar� ou n�o convosco depois,

n�o me far� diferen�a.

Estarei morto.

Mas por agora, Rei Harald,

tendes de dar as ordens e come�ar a preparar os navios.

Que mundo entusiasmante este em que vivemos!

Que mundo entusiasmante!

Ter�s os teus navios,

Bjorn Bra�o de Ferro

Sa� do caminho!

Meu senhor,

avistaram os navios de um grande ex�rcito Viking

no oeste de Gales.

Se mantiverem o seu rumo, chegar�o � nossa fronteira em dias.

Convocai uma Assembleia.

Quem s�o eles?

Julgamos que s�o dinamarqueses.

Zarparam da sua base em Dublin at� � Cornualha.

Com pelo menos 300 navios.

Falastes com a Assembleia?

Com os Nobres? Est�o preparados?

Quantos guerreiros conseguem?

Cerca de dois mil.

Os dinamarqueses ter�o mais mil.

Eu mesmo liderarei o ex�rcito para inspirar as nossas for�as.

E creio tamb�m que tenho bons comandantes.

Os dinamarqueses n�o ter�o medo de vos ver liderar o ex�rcito.

- Acreditai. - E porque dizeis isso?

Tenho o p�ssimo h�bito de dizer a verdade.

Muito bem.

O que aconselhais ent�o?

Aconselho que me nomeeis l�der do vosso ex�rcito.

Julgo que dev�eis escutar-me.

As palavras s�o bonitas, mas n�o ganham batalhas.

Se me nomeardes l�der do ex�rcito,

encontro uma forma de lidar com os dinamarqueses.

Caso contr�rio, n�o tendes qualquer esperan�a.

Porque me surpreendeis?

Porque ficais nas sombras?

Sois Rei.

O que quereis dizer?

Eu s�...

... queria recordar-te

que o destino nos uniu.

Tu mesmo o disseste.

Enquanto ainda eras casada.

Disse que sabia que a minha vida ia mudar.

E mudou.

J� n�o sou a pessoa que era.

Somos sempre os mesmos.

Apenas fingimos mudar.

Vejo que Bjorn te reivindicou.

Estais enganado.

Nenhum homem alguma vez me reivindicar�.

Prefiro pensar que os deuses

t�m-te a ti...

... e a mim em mente.

Dos deuses n�o sei.

O que tens em mente?

Ainda quereis ser Rei de toda a Noruega?

A minha ambi��o nunca mudou.

Ent�o,

gostava de ser Rainha.

Minha Senhora?

Que faz�eis?

N�o importa.

Na verdade n�o importa.

Pai!

Pai!

O que aconteceu?

Floki?

Diz-me o que aconteceu.

Come isto.

Floki!

Mataram-nos a todos.

Todos eles.

O teu pai

e o teu irm�o

mataram-nos a todos.

- Queriam vingan�a. - N�o...

Planeavam-na h� muito tempo.

N�o.

N�o consegui par�-los.

N�o...

N�o posso crer.

E Helgi?

N�o, por favor. N�o seriam capazes de mat�-lo.

Todos eles.

Helgi tamb�m.

Implorei-lhes. Pedi ao teu pai para poup�-lo.

N�o...

- Lamento, Aud. - N�o!

- Lamento. - Por favor, n�o!

- Eles n�o seriam capazes. - Lamento.

Nunca vos devia ter trazido para este s�tio.

Nunca viste os deuses, pois n�o?

Adeus.

Adeus, meu amor.

E tem cuidado.

Sim?

Tem cuidado com o meu irm�o.

O Rei Harald est� apaixonado por ti.

Eu sei.

Ele disse-te?

Sim.

Disse-me que o nosso destino � ficarmos juntos.

Acreditas mesmo nisso?

Quem sabe os nossos destinos?

Tu sabes?

Ainda quer ser Rei da Noruega.

E parece que d� muito valor ao amor.

� um homem que quer estar sempre apaixonado.

Gostava de ter o cora��o dele.

Em vez do meu.

Porque dizes isso?

J� tive muitas mulheres,

mas creio que nunca estive apaixonado.

N�o est�s apaixonado por mim?

N�o sei.

Estou sempre a pensar em ti.

Porque me dizes isso?

N�o sei, talvez esteja apaixonado.

E se tu n�o me amas?

E se amas o Rei Harald?

Ele pode fazer-te Rainha da Noruega.

Julgo que pode tentar.

Tenho medo.

Tenho medo de te perguntar se me amas.

�s um dos homens mais c�lebres do mundo.

E tens medo de mim?

Estou sozinho.

Sozinho, nu e com medo.

Sabes uma coisa?

Respeito-te ainda mais por dizeres isso.

Vou pegar nas tuas palavras

e vou tranc�-las no meu cora��o.

Para sempre.

Di-lo.

Di-lo.

Di-lo.

Di-lo.

Amo-te.

Sim.

Aud!

N�o!

Tradu��o Jos� Gon�alo Silva

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