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Meus senhores, cavalheiros

guardemos sil�ncio para Ralph Douglas Christopher Alexander Gurney,

o 13� conde de Gurney.

Obrigado.

O objetivo da Sociedade de S�o Jorge...

� manter fresca a mem�ria de Inglaterra.

Fomos uma vez os governantes...

do maior imp�rio que o mundo j� conheceu!

- Sim, sim! - Nunca governamos por for�a ou habilidade superior,

s� pela pura presen�a.

Sim, sim!

Assim te dou Inglaterra.

Esta matriz cheia de privil�gios.

Este estado feudal...

cujas orlas recha�am o turbulento mar de anarquia estrangeira.

Esta fortaleza ancestral,

todavia comandada pelo mais nobre de nosso sangue real.

Sim, sim!

Esta ancestral terra de ritos.

Esta pedra preciosa...

posta no mar de prata.

O brinde � "Inglaterra. Esta pedra preciosa...

posta no mar de prata."

Inglaterra. Posta no mar de prata.

Deus salve a nossa graciosa Rainha

Disperse seus inimigos

E os fa�a cair

Confunda seus pol�ticos

Frustre seus trai�oeiros truques

Nela fixamos nossas esperan�as

Deus salve a Rainha

Ah, obrigado, Tuck.

Como esteve o seu discurso, senhor?

Foi bem, Tuck.

Aos ingleses agrada-lhes escutar as verdades acerca de si mesmos.

Voltou, Claire.

Claire! Disse, Ralph voltou.

Agradecido, Charles. Tomarei vodka com t�nica.

Digo, o patr�o, o patr�o voltou.

Mam�e, dizia-lhe que o patr�o voltou.

Charles! Com gelo.

Repito, chamando patr�o ao patr�o e patr�o a meu Papai tamb�m.

- Tucker, me casarei de novo. - Muito bem, meu senhor.

A senhorita Grace Shelley. Charles tem raz�o.

Tenho estado postergando. Pelo bem da fam�lia.

S� falta Jack.

Esta casa... costumava estar cheia de diabruras.

quatro jovens dem�nios.

Creio estar suficientemente seguro.

Se o amo Paul houvesse sido o 14� conde.

Oficial de distrito aos 21.

Morto aos 23. Beriberi.

Pegou-o de algum maldito roup�o.

N�o me deveria estranhar, eh?

O amo Richard costumava tocar o xilofone.

E o jovem Raymond, morto na Malasia.

Nenhum deles enterrado em Inglaterra.

Nunca vi as suas tumbas.

Poderia fazer isso na sua lua de mel, meu senhor.

Hmm, todavia ainda tenho Jack.

Tudo se baseia nas terras, Tuck.

N�o poder�amos deixar que esses trapaceiros de Whitehall se mudassem para c�.

E a senhorita Grace Shelley.

Ela � algu�m?

Nada. No entanto Charles a recomenda como boa reprodutora.

A fam�lia pare bem. Meninos, principalmente.

Sempre h� o alto para o c�rebro, o dinheiro ou um bom par de tetas.

A senhorita Shelley parece estar bem dotada, meu senhor.

Hmm.

Oh, o patr�o ama esta cama.

Levou-a consigo por todo o mundo.

Endemoniadamente um grande homem, o patr�o. Excelente atirador.

Fez um excelente trabalho de costura tamb�m.

Que trazes a�, hmm?

Huh.

Oh, sim. Por que n�o?

Um dia duro. Necessito relaxar-me.

Posso sugerir-lhe o de seda esta noite, senhor?

Boa id�ia, Tuck.

Por S�o Jorge, eh?

Ah, Tuck, n�o h� fim para o dever.

A lei foi a minha vida, Tuck.

Um juiz n�o pode ser pouco razo�vel...

assim como pode ser um amante, eh?

O nosso � um maldito mundo seco, Tuck.

Uma grande e tamb�m triste vida, meu senhor.

O poder da vida e da morte.

Um juiz n�o necessita outros v�cios.

Uma vez que colocas um capuz negro, tudo o mais sabe a fruta de cera.

Uh, a corda est� um pouco alta, Tuck. Baixa-a meia polegada.

A� est�.

Isso seria tudo, meu senhor?

Um whisky com soda daqui a cinco minutos, como sempre.

Oh, Tuck, N�o jantarei esta noite.

Diz � cozinheira que o julgamento termina amanh�,

Assim, irei querer um de seus caf�s da manh� extra grandes.

Ela sabe que n�o gosto de ditar senten�a com o est�mago vazio.

- Muito bem, meu senhor. - Obrigado, Tuck.

Nada como um bom caf� da manh� ingl�s.

A grande comida do dia para o patr�o.

Sempre leio o Times completo primeiro...

para o caso de haver algo muito perturbador nele.

Minha m�e nunca soube que significava a palavra "socialista" at� depois que completou os 50.

Recordo-a de p� aos p�s da cama, a�...

dizendo-lhe que eu queria ser pintor.

"Os Gurneys nunca foram vagabundos," disse.

"Eles ganharam os seus privil�gios."

Foi uma grande concess�o deixar-me estudar leis.

N�o � a tradi��o dos Gurney , n�o. Sempre o ex�rcito.

Passo, passo, passo. Os rapazes marcham

Un pouco mais de m�o dura, Capit�o Bragg.

d�-lhes um toque do a�o frio, rapazes.

Aproxima-te. Aproxima-te.

Posso sentir seu t�bio alento. Maravilhoso, maravilhoso.

Um deslize. Maravilhoso. Aos vermes pertence a melhor parte.

Comem-se as juntas mais tenras. Peitos suculentos, m�sculos brancos.

Isto est� longe, longe o melhor que nunca � feito.

N�o, senhor, sem ben��o. Morre, meu querido doutor?

Oh, esta � a �ltima coisa que deverei fazer.

�s tu, meu amor? Vem a mim.

Vem!

A toquei. A vi.

Torres de morte e sil�ncio.

Anjos de fogo e gelo. Vi Alexandre...

coberto de mel e cera de abelha na sua tumba.

Senti as flores crescendo sobre mim.

Oh, um homem deve ter vis�o.

De que outra forma pode um juiz ingl�s, e par do reino...

fazer viajens � luz da lua, para Marrakesh e a Ponders End?

Ver seis virgens vestais fumando charutos?

Mois�s em pantufas de cama?

Peitos desnudos florando mais al�m de Formosa?

Justo o tempo para uma r�pida.

Ser de boa sa�de, Amo Ridley,

e jogar de ser homem.

Leva muito tempo para ganhar esta partida...

e ganhar aos espanh�is tamb�m.

Formar em quadrados, homens!

Esmagar o Mahdi... e a Binnie Barnes!

- Est� pronta, Sua Excel�ncia?

Puta maldita merda.

"Sou a resurrei��o e a vida", disse o Senhor.

"Aquele que cr� em mim...

ainda que morto, todavia viver�.

E quem viver e acreditar em mim...

nunca morrer�.

Gilead � meu e Manassas � meu.

Tamb�m Efrain � a for�a da minha cabe�a.

Judeia � minha doadora da lei...

e Moab � meu lava-m�os.

Sobre Edon lan�arei o meu sapato...

e triunfarei sobre a Filisteia.

Quem me guiar� � cidadela...

e quem me levar� at� Edon?"

Todas as coisas brilhantes e formosas

Todas as criaturas grandes e pequenas

Todas as coisas s�bias e maravilhosas

O Senhor Deus as fez

Um excelente servi�o, Bertie, causou exatamente a impress�o correta.

Maldi��o, se eu pudesse ter entendiddo uma s� palavra.

Apenas espero que o tenhas, meu rapaz.

Charles, devo ter uma palavra contigo.

Charles, v�, este foi um servi�o...

que n�o poderia ter conduzido para algu�m que haja posto...

vi-violentas m�os sobre si mesmo.

Espera, Charles. Um rumor perturbador chegou at� mim.

Diz-me, Ralph suicidou-se?

Suic�dio? Tucker encontrou Ralph pendurado no seu quarto...

com um tricorno, cuecas e um tutu.

- Soa-te isso a suic�dio? - Oh, n�o, n�o, n�o � assim.

No entanto eu, eu, eu teria que assegurar-me, Charles. Depois de tudo, o...

bom, est� enterrado em solo consagrado.

Devo dizer, � condenadamente estranho encontrar o tio Ralph...

enforcado dessa forma com um tutu.

Charles, n�o dizias que Ralph foi sempre um pouco... art�stico?

Ele era teimoso, ranzinza, e desta vez passou-se da m�o.

No entanto era meu irm�o. Bom, meio irm�o.

N�o te permitirei que o chames de art�stico.

Tricorno. Tricorno. Disseste tricorno, Charles.

Po-por que levava Ralph um tricorno?

Provando-o para ver o tamanho, obviamente.

Disse-lhe que n�o permaneceria vi�vo.

O patr�o n�o tinha porque procriar novamente.

N�o era prazeroso para um homem da idade de Ralph,

No entanto isso era algo que devia superar.

Cuecas. Po-porqu� levava...

Porqu� o... Porqu� o... Porqu� estava de cuecas, Charles?

Bom, estava no seu quarto, ou n�o?

Acreditei que se acabariam nossos problemas...

quando se afei�oou com a jovem Grace Shelley.

- Isso teria resolvido tudo. - Sim, n�o acreditas?

N�o sei para qu� tanta preocupa��o.

O tio Ralph tem um herdeiro: Jack, o 14� conde.

Sim, sempre fica Jack.

Sim, ser� estranho. Amaldi�oadamente estranho.

Bom, Ralph conhecia a situa��o. Seguramente fez os arranjos pertinentes.

Trata-se simplesmente de averiguar a quem nomeou como guardi�o legal de sua fazenda.

Tutu!

Que diacho fazia com um tutu, Charles? Responde-me.

O senhor Matthew Peake deseja v�-lo, Sir Charles.

Obrigado, Tucker. Entre, Peake.

Creio que conhece a todos os presentes.

Tenho a honra, Sir Charles.

Est� bem, isso � tudo Tucker. N�o queremos ser incomodados.

Uh, posso pedir, Sir Charles, que Tucker permane�a?

Qu�?

Hmm, est� bem.

Bom, Tucker, parece que vais escutar algo a teu favor.

- Sim. - Sente-se, Tucker.

Agradecido, madame.

Posso aproveitar esta oportunidade para expressar as minhas condol�ncias?

Sim, sim, mas seja breve.

No entanto, Sir Charles, n�o dever�amos esperar?

- Quero dizer, o herdeiro de Sua Excel�ncia. - Se o notificou.

Se n�o lhe foi poss�vel ir ao funeral, ent�o n�o � prov�vel que venha agora.

Muito bem. O informarei mais tarde.

"Eu, Ralph Douglas Christopher Alexander Gurney...

da Casa dos Gurney no condado de Bedfordshire,

pela presente revogo todos os testamentos anteriores e declaro este meu �ltimo testamento.

Eu nomeio o Sr. Matthew Peake do 17 de Brownlow Gardens, Bedfordshire,

para ser o �nico executor do testamento.

Dou e lego a meu criado, Daniel Tucker...

a soma de �30.000 livres de impostos."

- Qu�? - Trinta mil?

Prossegue uma s�rie de legados a v�rias entidades de caridade.

As nomearei rapidamente.

Deixo a soma de �5.000 � Caridade Nacional Registrada dos Movedores de Cola,

�3.000 � Sociedade Limitada de Benefic�ncia dos Banqueiros...

Trinta mil pratas! Yupii!

Sou Gilbert a Avel� A Knuez con "K".

O orgulho de Piccadilly O displicente libertino.

Oh, Hades, as damas que deixam suas sombrinhas de madeira.

Para Gilbert a Avel� O coronel das Nozes.

Diria, Tucker parece ser todo paquerador.

Assim somos todos, meus rapazes, os que ambicionam riquezas.

Ent�o, Peake, que se passa com a Miss�o Zambeze?

E que se passa com os Fundos de Bispado do Ultramar?

- Oh, n�o te preocupes com eles, Bertie! - Charles, o Zambeze...

Que se passa com a propriedade?

"Eu lego e dou o resto de minha renda, tanto real como pessoal,

qualquer e onde quer a que tenha direito...

o cobre a que disponha � hora de minha morte...

a meu querido filho, Jack Arnold Alexander Tancred Gurney...

o 14� conde de Gurney, para seu proveito".

Para seu �nico proveito?

Bem, a quem designa como guardi�o legal?

Ningu�m.

Pelos rios da Babil�nia, onde nos sentamos. Sip, choramos...

Quer dizer que Jack � livre de administrar a propiedade e tudo o resto?

Jack alegrar� a Casa dos Lordes.

Oh, Ralph obviamente deixou que predominassem seus sentimentos sobre seu dever com a sua fam�lia.

Bom, s� nos resta lutar. Estranho.

Tornar-se-� um esc�ndalo, portanto n�o h� alternativa.

"Se este for impugnado de qualquer forma,

todos os meus bens, tanto reais como pessoais,

Ser�o legados �s seguintes caridades: O Fundo Conde Haig..."

- Isto � vergonhoso! - Que Deus me perdoe.

Que bizarro. Que sentido de humor mais macabro.

- No entanto, Pai, n�o entendo. - Tu, pede-lhe que explique antes de explodir.

Maldito seja, h� terra em jogo aqui, terra Gurney!

- Estou completamente nublado. - Quando n�o?

N�o entendo como...

Damas e cavalheiros, o bem amado, reto e leal primo da rainha,

Jack Arnold Alexander Tancred Gurney,

14� conde de Gurney.

Ol�.

Sinto n�o haver estado aqui antes. Recebi as not�cias apenas ontem.

Temo que nossa pequena comunidade haja sido dimin�ida.

Espero que me perdoem. Sei que ele o far�.

Acabo de chegar da sua tumba.

Obrigado tio Charles, por fazer todos os acertos.

Tia, n�o mudaste nada.

Nem tu.

Tu deves ser Dinsdale.

Sim, suponho que devo ser. Como vai?

Ainda zangado comigo, bispo?

Deixem-me tranquilizar as suas mentes.

Volto para tomar meu lugar no mundo.

O ideal mon�stico n�o � f�cil. Tive muitas noites perdidas.

Mas voltei refrescado, ainda que despreparado para a sociedade.

Necessitarei tua ajuda, Charles.

Vinde. Somos todos uma fam�lia. Lavemos as velhas feridas.

Se o bispo n�o se importa, Creio que dever�amos orar.

- Orar? - Por amor e entendimento.

Certo que oras por amor e entendimento?

Cada noite... sem �xito.

- Tu tamb�m, meu filho. - Sou metodista.

Estou certo que todavia � um crist�o. Venha.

Por mim.

Sim, meu lorde.

Uma ora��o deveria elevar-se como o incenso.

Uma ora��o � um ato de f� e uni�o.

Orar significa pedir, rogar, implorar.

Uma ora��o � uma mensagem ao c�u. Fala diretamente com Deus.

Expressa teus desejos livremente. N�o temas.

Eu j� os conhe�o.

Porque eu sou o criador e regente do universo.

Khoda, o �nico ser supremo e infinito ser pessoal.

Yaweh, Shangri-Ti e EI,

o Primeiro, Imut�vel, Sip.

Eu sou O Absoluto, Incognosc�vel, Reto, Eterno,

Senhor das Hostes, Rei dos Reis, Senhor dos Senhores,

O Pai, Filho e Esp�rito Santo,

o �nico Verdadeiro Deus, o Deus de Amor,

O Cristo!

Sua Excel�ncia � um paran�ico esquizofr�nico.

Paran�ico esquizofr�nico? Mas � um Gurney.

Ent�o um Gurney paran�ico esquizofr�nico que se acredita Deus.

No entanto n�s sempre fomos da Igreja de Inglaterra.

A id�ia que ele tem do mundo em que vivemos...

� determinada exclusivamente pelos seus sentimentos.

O que ele sente que �, �.

Se meu sobrinho est� louco, porque o deixaram sair?

Ele � um paciente volunt�rio em uma cl�nica privada, livre de ir quando quiser.

Seu pai insistiu em que n�o haveria nenhum certificado oficial.

Se desejam ret�-lo aqui permanentemente, devem lev�-lo ao Comit� de Controle...

ou conseguir que um especialista em dem�ncia assine a ordem.

Mais adiante, depois de acertar algumas coisas.

De um ponto de vista m�dico,

um mergulho no mundo real n�o far� nenhum dano ao conde.

N�o lhe causar� nenhum dano? E quanto ao resto de n�s?

N�o � perigoso. Ademais, eu estarei dispon�vel.

Ser� uma experi�ncia interessante.

Una severa dose de realidade pode ajudar at� numa cura.

Cura! Ficaram com ele aqui sete anos. Olhe como ele est�.

Que estiveram fazendo?

Exercitando a paci�ncia e a compreens�o,

algo que necessitar� de sua fam�lia.

Sim, porque n�o usaram a faca?

Porque a lobotomia � irrelevante e perigosa neste caso.

N�o pode esquecer ter sido repelido por sua m�e e seu pai com 11 anos de idade.

Enviaram-no para longe, sozinho...

para uma comunidade primitiva de valent�es e pederastas licenciados.

- Quer dizer que foi para a escola p�blica? - Exatamente.

Estou consciente das complicadas defici�ncias da psicoterapia,

no entanto espero que minhas atuais investigac�es coloquem tudo...

numa base mais cient�fica.

Mas depende de conseguir uma subven��o de Guldenheim.

Bom, n�o se preocupe por isso. Que se passa com Jack?

Recorde que sofre de del�rios de grandeza.

Na realidade � um conde, um aristocrata ingl�s,

um membro da classe regente.

Naturalmente chegou a crer que s� h� uma �nica pessoa mais grandiosa que ele:

Ele mesmo, Deus Todo Poderoso.

- Voc� � ingl�s? - N�o.

Ahhh.

O que � tudo isto?

S�o os pertences de Sua Excel�ncia. Assine aqui, por favor.

Cristo.

Se vejo um homem comendo grama, diria que tem fome.

Eles o internariam.

Eles clamam que a neve � s� precipita��o e n�o c�ndido orvalho.

Bruuum! Penso sempre t�o depressa.

Bruum! O tempo e o espa�o existem s� dentro das paredes do meu c�rebro.

Bruum! O que quero dizer...

� que se minhas palavras soam raras e graciosas a teus ouvidos,

um pouco misturadas e enredadas,

canta algo come aveia e come aveia e os pequenos cordeiros comem hera.

Hera, hera? quem � Hera? Eu he...eu, eu...

Por que eu sou o Senhor Jesus retornado em meu pr�prio corpo...

para curar os enfermos, os perturbados e ignorantes.

Sou o que vive e contempla. Estou vivo para todos.

Todos est�o contentes? Agora ou�am isto.

Venho para proclamar a nova ben��o.

A ben��o dos evangelhos prometia s� salva��o para a alma.

A nova ben��o serve para o corpo tamb�m.

Jesus Cristo... Marcos l... Sofreu para redimir o esp�rito...

para deixar o corpo separado de Deus.

Assim Satan�s encontrou seu lugar no homem e formou nele um falso amor, um amor a si mesmo.

Explorado! S� sentimento.

O amor n�o pode pecar jamais.

Quase tudo o que tocais v�s e sentis glorificam o amor.

A cartola � a minha mitra, e o bast�o a minha vara.

Oh, meu Deus.

Uma vez que come�o �... � terrivelmente dif�cil parar.

Sinto muito. - N�o, n�o, n�o, n�o.

� fascinante. Como sabes que �s Deus?

Simples. Quando rezo para Ele, encontro-me falando comigo mesmo.

Estou vendo. Bem, como aconteceu?

Como chegaste a este estado de gra�a?

Como todos os profetas, tive vis�es, ouvi vozes, corri.

As vozes de S�o Francisco, S�crates, O general Gordon e Timothy Leary...

todos me disseram que eu era Deus.

Era domingo, 25 de Agosto, �s 3:32.

Escutei um terr�vel trov�o e vi um corpo de luz...

como a luz do sol e vermelha como o fogo.

Gritei, "Aleluia, Senhor. Que vais fazer?"

E a luz desvaneceu-se.

Negritude e obscuridade...

at� que um grande pincel encheu de luz todo o c�u,

e vi a diversidade, distin��o e variedade...

tudo nitidamente enrolado na unidade...

do amor universal.

- Onde aconteceu tudo isso? - En East Acton, durante o servi�o p�blico.

Como se sente sendo Deus?

Como um rio que flui por todas partes.

Pego um jornal e estou em toda a parte...

conduzindo uma confer�ncia de c�pula, morrendo de fome numa cloaca peruana,

aceitando um Pr�mio Nobel de literatura, violando uma monja na Sumatra.

Por baixo desta carapa�a exterior protetora...

estou cheio de Deus.

Sua Excel�ncia, Sir Cha... Um momento.

- Qu�... - N�o terminei ainda.

Sir Charles Gurney, meu lorde.

- Palha�o insolente. - Ouvi isso, Sir Charles.

o mundo ficou louco. Ele ter� que se mandar.

N�o era melhor esperar? Algu�m novo pode n�o entender a situa��o.

Porqu� ent�o aguenta com 30.000 no banco?

- Ficou sem amor. - Amor? Tucker? Bobagem.

H� certos assuntos que � necess�rio esclarecer com respeito � propriedade.

Nada importante. S� necessitam a tua assinatura.

- D�-me poder para manejar as coisas complicadas. - Certamente, tio.

N�o h� necessidade de l�-lo. Dou-te a minha palavra.

Aceito a tua palavra. Ponho as lentes porque sinto frio.

- Onde assino? - S� a�.

Excelente, excelente. Muito f�cil, eh?

"Eu, o abaixo assinado, Mycroft Holmes"?

Quem � Mycroft Holmes?

O irm�o de Sherlock Holmes, seu iletrado imbecil.

- Mas teu nome � Jack. - Nunca me chame assim!

Jack � uma palavra que recha�o absolutamente.

� uma palavra que p�e em mim toda a press�o galvanizada.

Breeep! Jack est� morto.

Est� bem, est� bem. Ent�o como devemos chamar-te?

qualquer dos nove bilh�es de nomes de Deus...

Sua Excel�ncia servir�, ou J.C., Eric, Bert, Barney Entwistle.

Sei exatamente quem sou.

- Voc� pediu isto, meu lorde. - Queime-os, Mr. Tucker, queime-os.

Pelo grande Scott, homem. Estes s�o os trajes de sua coroa��o.

Um mont�o de tradi��o aqui, meu lorde.

O machado deve ir at� � raiz, tio Charles.

O orgulho e riqueza, pompa e propriedade, tudo deve ser encerrado.

o amor faz todos os homens iguais.

Eu te amo muito, tio Charles.

Fica com eles se te sentes t�o perdido.

Acompanha-me em um passeio antes do almo�o, Sr. Tucker?

Divirtam-se enquanto n�o estou. Relaxem. Fa�am sexo.

Meu Deus!

Sim?

N�o, n�o, n�o. Nada.

Bem? Ouviste o que ele disse, Charles.

Sim.

Destruir a propriedade. Todo os homens s�o iguais.

Sabes que quer dizer isto, Claire?

N�o s� est� louco, como � um bolchevique!

Sente a alma da poeira, da erva e dos cogumelos.

Oh, que belo dia eu fiz.

Observa. Suave cardo apaixonado.

Qu�?

Sem �gua durante dias? Desculpe.

N�o posso pensar em tudo. Me encarregarei disto.

Recorda os piqueniques aos domingos, Sr. Tucker?

O mundo era todo cartolas e encaixe branco

E a baixela de prata mais pesada.

- Um trago, Sua Excel�ncia? - Obrigado.

Se tivesse sabido ent�o quem sou agora

Mmm, o Sr. Gafanhoto.

Com certeza te aben��o, querubim,

assim como a J. Edgar Hoover.

Esta � a primeira oportunidade que tenho de falar a s�s com voc�.

- Fique alerta, senhor. - Confunde-me, Sr. Tucker.

A fam�lia... Vi-os maquinando antes.

T�m o poder. Fazem as regras.

L� dentro, est�o conspirando contra voc� como loucos.

Nem o amor nem a f� podem duvidar da semente de mostarda.

"Conspirando" � uma palavra que meti na minha panela de press�o galvanizada.

Bruuuum! Foi-se.

Sentir-se perseguido � um dos sinais de paran�ia esquizofr�nica.

Muitos dos infelizes da academia de baile do Dr. Herder sofriam do mesmo.

"Estou sendo observado," diziam. "Todos est�o contra mim," gritavam.

Levantaste rea��es profundamente negativas com tuas conspira��es de Kremlin.

Estou te deixando.

Resista, Sr. Tucker. Nesse caminho est� a loucura.

Estes s�o os agradecimentos que recebes. � igual a todos os outros.

O que n�o quer ser, justamente n�o o ser�.

N�o me deixarei enganar. Meus 30.000 est�o seguros.

E mere�o cada p�ni.

E mais, e mais, e mais!

Que te preocupa ent�o, Dan? S� honesto agora, Daniel.

O medo. o medo e o costume.

Te acostumas a servir.

Nascido criado, est�s vendo. Filho de criado.

Fam�lia de criados, de uma na��o de criados!

A primeira coisa que faz um ingl�s, saindo do ventre de sua m�e, � fazer uma rever�ncia.

Assim � como podem saber que o pequeno enrugado bastardo � ingl�s.

N�o sabem nada de mim.

H� muito que n�o sabem de Daniel Tucker.

S� o velho e fiel Tucker. D�m um osso ao cachorro.

Sabes quem sou realmente? Alexei Kronstadt.

Anarquista, Trotskista, Comunista, revolucion�rio. Sou uma c�lula!

Trabalhei muitos anos pela revolu��o.

Cuspindo na sopa de boi.

Mijando nos pratos Wedgewood.

Levantai alto o estandarte vermelho

Debaixo de sua sombra vivemos e morremos.

J.C.!

Bert!

Meu Senhor!

Barney Entwistle.

- Ch�, madame? - Oh, uh, sim.

Tucker, qual era a can��o que cantavas ontem � noite?

Um velho hino alem�o, madame.

"Tannenbaum."

Leite ou lim�o?

Lim�o.

Eu pergunto, onde est� o patr�o? Ah, � isso ch�, Tucker? Bem feito.

Est� na cidade, tratando de consertar esta desordem.

- Quando voltar�? - Oh, a qualquer momento...

se n�o parar primeiro na sua amante.

Espero que acerte as coisa rapidamente. Est� ficando bastante estranho na vila.

- Estranho? - Bom, eles esperam que os Gurneys estejam em tudo.

A Sra. Piggot-Jones e a Sra. Treadwell todas as velhas senhoras

pensaram que seria uma espl�ndida id�ia se o novo conde inaugurasse a feira no domingo.

Apenas me atrevo a perguntar, pois naturalmente disseste-lhes que era imposs�vel?

- Leite ou lim�o? - Lim�o, por favor, Tucker.

Sim, mas, v�, sou o poss�vel candidato parlamentar da zona,

e tenho que medir os meus passos com eles.

N�o poderia, assim sem mais, dizer "n�o est� bem da cabe�a", poderia?

- Bom, onde est� agora? - A� atr�s.

Veja o que fez.

As manchas de ch� nunca saiem. Mostre alguma considera��o.

- Ele... � yoga, n�o � assim? - Ch�, meu lorde?

N�o faz caso, Tucker. Est� desligado. Dormiu. Morto para o mundo.

Seu corpo dorme, mas sua divindade est� sempre observando.

Leite, por favor. Alguma torrada?

Sim.

- Subo? - N�o, estou descendo j�.

� yogi, n�o �? Ou alguma forma de yoga?

N�o me d�s outra dor de cabe�a, Dinsdale.

Parece doente, Sr. Tucker.

Para a cama, Sr. Tucker, j�.

Obrigado, meu lorde.

Bem vindo, Dinsdale.

Sim. Quero dizer, como est�s?

Algumas vezes o meu esp�rito divaga por baixo da marca de �gua na Palestina,

mas acomodo-me gradualmente.

Pelo que estou para receber, dou-me os mais sinceros agradecimentos.

Em breve terei que partir.

Navegar, Lalaha, New Jersey, Port Said e Crewe.

Primeiro, darei a ordem ao Papa que consagre um carregamento de preservativos...

para os irlandeses.

Levantai-vos, brilhem, porque chegou a minha luz...

e a gl�ria do Senhor se levanta perante Ele.

Aqui est� o rag. V� como vai.

Abaixo nos teus calcanhares. Na ponta dos dedos dos p�s.

Esta � a forma de fazer a carga do universit�rio

Piggot-Jones e a Sra. Treadwell.

Podes passar em muitos cursos sendo um tolo ou um s�bio.

Se todos respondem ao chamado do professor quando grita.

- Todos! - Abaixo nos teus calcanhares. Na ponta dos dedos dos p�s.

Mantem-te na escola. Aprende como �.

Todos fazem a li��o.

Todos fazem a li��o. Todos fazem a li��o.

Todos fazem a li��o do universit�rio

Bem vindas, damas. Sou o novo lorde.

- Conhecem a Lady Claire e o meu primo Dinsdale.

Oh, senhoras, esta � uma surpresa.

Mas encantadora, realmente encantadora.

Querido Sir Dinsdale, por favor perdoe-nos por passarmos por aqui.

Pensamos dar um passeio fora da fazenda. S�o s� seis milhas.

Viemos persuadir Sua Excel�ncia para abrir nossa pequena feira da igreja.

Por favor diga que sim, meu lorde.

Sempre digo que sim, a qualquer pergunta.

Espl�ndido!

Desculpem-nos, temos muito que fazer.

Espere para o ch�. Voc� � a m�e.

Vou ver se o teu pai j� voltou.

Digam-me senhoras, que tenho que fazer na vossa inaugura��o?

Encantar pulseiras, escaqueirar-me, soltar peidos, mijar?

Sim... N�o!

Far� um discurso.

Sobre que assunto, Madre Superiora?

Oh, deixamo-lo ao orador.

Pode ser qualquer t�pico de atualidade:

A pena de morte, imigra��o ou o monop�lio dos gr�mios.

Sempre senti que os discursos deveriam ser acerca da Gr�-Bretanha e nossa forma de vida.

- Gr�-Bretanha? - Mm-hmm.

Uma mancha de m� morte no Mar do Norte.

J� n�o podes chutar os nativos nos becos de Calcut�.

Oh, est� de brincadeira outra vez. N�o � isso, meu lorde?

N�o estou rindo, Pamela, e n�o podemos ficar aqui,Lady Claire.

- Ent�o por Cristo, ide. - Oh, n�o se v�o por mim.

Oh. Delicioso. Colheita pr�pria?

N�o, comprei-os. Quero dizer, esperem...

Senhoras, decidi come�ar meu segundo minist�rio na vossa reuni�o.

A �ltima vez que preguei a palavra na sagrada Galilea, falei por par�bolas. Erro!

Agora devo falar direto. Deus � amor.

- Amor? - Amor.

Como a �gua � �mida, como o jade � duro,

como o p�o � vida, assim Deus � amor.

Sra. Pamela Treadwell, pode amar?

Pode borbulhar seu sangue, derreter sua carne esticar seus m�sculos, estalar o cora��o por amor?

Sua excel�ncia, sou uma mulher casada...

Recorda o mandamento que lhe dei: "Amai-vos uns aos outros como Eu os amo."

Para tr�s. Meu marido � adestrador de c�es de ca�a.

Enchei vossos cora��es! Deixai que vossas almas bailem, que vossos olhos brilhem!

Sede felizes como p�ssaros!

- Oh, que � isso? - Uma vara de caminhar Watusi.

Gente grande, os Watusi.

Senhoras, voltai. Eu encherei vossos corpos.

- Oh, sinto muito. Viram o meu pai?

Eu sou a ressurrei��o e a luz!

Poderias parar por favor?

Que fazem as duas aqui? Quem � o idiota respons�vel?

Oh, Dinsdale, com certeza. Quem mais?

Ter�s que fazer algo como esse rapaz.

Bom , em breve nos deixar�.

O velho Barrington-Cochran est� nas �ltimas. Isso supor� uma cadeira vaga.

Bom, que se passa com a Sra. Piggot-Jones? A Sra. Treadwell?

Oh, dir�o que o novo conde � um exc�ntrico ou algo assim. Melhor, um alco�latra.

N�o temais! Sou eu!

Espera, J.C., v�. Sei quem �s.

No entanto elas n�o. E n�s... quero dizer, isto �, n�s...

Oh, vamos tomar um copo de xerez.

E ent�o? Que disse Sir Humphrey?

Oh, deu-me uma s�rie de opini�es incongruentes.

Mas, como est�o as coisas, n�o h� forma de anular o testamento.

- Ent�o? - S� h� uma solu��o poss�vel.

- Um herdeiro var�o. Um qu�!

Bom, se Jack tiver um filho, Sir Humphrey disse que poder�amos intern�-lo facilmente.

Porque ent�o, tudo passaria ao herdeiro.

Poder�amos manejar a propriedade at� que a crian�a fosse maior,

e dessa forma tudo permaneceria em fam�lia.

Oh, brilhante. Um pequeno ponto.

Antes de termos um herdeiro, nosso lun�tico sobrinho tem que casar-se.

Exatamente. E quanto antes melhor.

Sim, mas n�o compreendes que estas duas senhoras s�o muito importantes para mim?

Bom, Jack espero sinceramente que quando vierem novamente � propriedade,

sejas um pouquinho mais cortez.

- Agora s� sutil. - Oh, est� bem.

Ah, falavamos justamente de ti e de matrim�nio.

- Pensamos que deverias arranjar uma esposa. - De quem?

Estou certo que encontraremos uma adequada jovem deusa.

Qu�? Oh, muito apropriado, eh?

- N�o posso casar-me uma segunda vez. - J� est�s casado?

28 de agosto no meu ano de 1964.

E esta tua esposa... Como se chama?

- Marguerite Gauthier. - Francesa?

- Sim. - Gauthier. Marguerite Gauthier.

N�o � "A Dama das Cam�lias"?

Tu tamb�m a conheces? Estupendo.

E essa � a m�sica, n�o � assim?

Naturalmente vim t�o r�pido quanto pude.

Apreciamos isso.

Seu sobrinho n�o est� casado con a Dama das Cam�lias.

N�o tem esposa. No entanto acredita que a tem, o que � o mesmo.

Por que elegeu Marguerite Gauthier?

Outra m�rtir do amor.

Seus del�rios s�o todos da mesma classe.

Marguerite � a �nica pessoa em quem confia.

Por que insiste no amor?

Porque quer que todos n�s amemos a bondade.

Amar a bondade � amar a Deus.

Amar a Deus � amar o 14� conde de Gurney.

Isso � muito astuto, mas � a verdade?

Ah, n�o me procure pela verdade, s� por explica��es.

Posso lhe fazer mais uma pergunta?

Se � t�o reveladora como as outras.

Por que ele odeia que o chamem de Jack?

Porque � seu nome real.

Naturalmente o recha�a violentamente.

Se alguma vez respondesse ao nome de Jack,

ent�o saberiam que est� no caminho da sanidade.

Doutor, de que forma s�o minhas perguntas reveladoras?

A primeira que me fizeste foi acerca do amor.

Este � nosso Tucker, Dr. Herder. Est� entre a fam�lia h� 40 anos.

Homem e menino chor�o, senhor.

O que achas sobre o novo conde, Tucker?

Pelo cheiro. Ele � um Gurney.

Un verdadeiro Gurney.

N�o o achas estranho?

Estranho?

- Soda? - Sim.

Sim, estranho, peculiar.

Oh, quer dizer maluquinho?

Sim, � um doido.

A maioria destes piolhentos o s�o.

Ricos esnobes e idiotas privilegiados podem-se permitir estar doidos.

Vivem num mundo de sonho, n�o � assim, senhor?

A vida � muito f�cil para eles.

N�o t�m que ganhar a vida, assim fazem s� o querem.

Estar�amos todos bastante loucos se fossemos por a� fazendo o que quis�ssemos, n�o � assim?

- �? - Sim.

Sim, suponho...

O finado conde deixou a Tucker �30.000.

Desde ent�o, ficou bastante franco.

Senhora?

N�o, obrigado.

N�o desperdices, n�o desse.

Se importaria de observar-me as costas, Doutor?

O lumbago ataca de novo.

A Dama das Cam�lias de Alexandre Dumas.

Camile.

� La Traviata, a �pera de Verdi.

� a mesma mulher: Marguerite Gauthier, uma figura de romance.

Meu querido amigo, provaste a minha teoria ipso facto. Uma figura divina de romance.

Ora.

- Bom, que surpresa mais agrad�vel. - Como est�?

No meio de um debate acerca da exist�ncia de minha esposa, Marguerite.

- Por favor continua, Dinsdale Gurney. - Eu desisto.

Voc� disse que seria imposs�vel convenc�-lo, doutor.

N�o v�s? � uma representa��o. A Dama das Cam�lias.

- � fic��o. - � uma biografia da minha Marguerite,

afetuosamente conhecida como La Dame aux Camellias.

Tu n�o est�s casado. Essa mulher n�o existe.

Oh, n�o venha! Na continua��o dir�o que n�o sou Deus, Cristo e o Esp�rito Santo!

Bom, n�o o �s. Quero dizer, Deus n�o seria t�o rid�culo de andar batendo seus bra�os por a� como um man�aco,

vestido de traje branco e com um cravo roxo.

O profeta Ezequiel recostou-se sobre seu lado esquerdo durante 300 dias e 40 dias sobre o direito.

Cortou o cabelo e o dividiu em tr�s partes. Queimou a primeira,

cortou a segunda em peda�os, espalhou ao vento a terceira.

Era tudo um sinal de algo mais importante.

Est� bem, se �s Deus, revela tua divindade.

N�o, n�o, n�o, n�o.

Um milagre. Mostra-nos um milagre.

- Aqui tendes um milagre. - Qu�?

Esta m�o...

esta rede urbana de tecidos, nervos, m�sculos, ligamentos,

carpos e metacarpos, falanges.

E que dizer do fasc�lomo de nariz peludo?

N�o quero dizer essa classe de milagres.

Quero dizer um milagre em condi��es como o dos p�es e peixes.

Oh, esses.

V�s dez bilh�es de milh�es de milagres ao dia,

e ainda assim queres seus truques de encantamento, suas bonitas fraudes.

Bom, n�o posso levantar L�zaro de novo. Est� decomposto.

- assim, tragam-me aquela mesa. - Que vais fazer?

Um milagre classe A da Galilea.

Agora, em vez de levantar a L�zaro,

irei levantar uma mesa.

- Qu�? Essa mesa? - Dez p�s.

Sem a ajuda de espelhos ou an�es aleijados detr�s de cortinas negras,

mas pelo poder do amor.

- S� amor? - Move montanhas...

e faz com que a insignificante erva quebre a rocha.

Acreditai em mim.

Em bondoso amor.

Levanta-te.

Levanta-te.

Lentamente... lentamente...

levanta-te.

Um... dois...

tr�s... quatro.

Lentamente... lentamente.

Cinco...seis...

sete... oito...

nove, dez!

A� est�! A mesa flutua a dez p�s no espa�o!

Estou vendo! � um baita milagre!

- Pastrano b�bado borracho! - N�o se levantou. A� est�.

Tucker viu, acreditou!

- O senhor viu, Doutor? - N�o.

Dentro da minha panela de press�o galvanizada.

N�o h� milagre. N�o h� esposa. Ela n�o existe.

� fic��o. Parte de uma obra, parte de uma �pera.

N�o � de carne e osso. N�o � real.

Marguerite.

Como se atreveu a trazer essa mulher aqui!

- Deverias estar muito agradecida a Miss Shelley. - Grace Shelley � tua amante.

- Miss Shelley � s� uma garota muito trabalhadora. - De costas.

Primeiro tratas de encaix�-la para o teu pr�pio irm�o.

Ralph necessitava duma esposa. Tomou carinho pela jovem Miss Shelley.

Bem, isso n�o funcionou, ent�o encaixaste-a para o filho. � incestuoso.

N�o fale de incesto senhora. Recordo o seu Jeremy Gore.

Fui � escola com seu pai, no entanto voc� foi e seduziu o filho.

- Isso � incesto, senhora. - Ohhh.

Bom, por que diabos n�o nos avisou?

N�o houve tempo. Depois do que me disse esse "ciclista de feira",

soube que nunca convencer�amos Jack que n�o estava casado ou que Marguerite n�o existia.

Assim chamei a Grace e expliquei-lhe a situa��o.

Pegou suas roupas de teatro e apareceu.

Montou um show de primeira, acredito.

Bom, teve impacto.

De todas as formas, Jack acreditou que ela era Marguerite.

Tudo o que se tem que fazer agora � convenc�-lo de que tem que casar-se com ela outra vez.

Dr. Herder est� furioso.

Furioso? N�o tem o direito de estar furioso. N�o � da fam�lia.

Podes tornar as coisas dif�ceis declarando Jack insano antes que produza um herdeiro.

Maldito alem�o. Ter�s que vigi�-lo, querida.

Vou segurar as pontas at� Jack casar e engravidar Grace.

Que entrada! Bela, muito bela!

A express�o nas vossas caras!

Deveria ter seguido os cl�ssicos. Sempre disse que tinha a voz.

Oh, este vestido est� apertado. Sinto-me constipada.

A tua flor murchou, querida.

N�o pode ser. � de cera.

Tome cuidado para que o teu futuro marido n�o as coma de desjejum.

Tens raz�o garoto Charlie. Ela � uma velha de gelo.

Oh, ela n�o esquenta o meu cora��o, essa mulher.

Mas agora vou poder fazer as coisas do meu jeito. Ela n�o sabe o que quer.

Oh, mas eu sei garoto Charlie.

Lady Grace. Lady Grace Gurney,

a condessa de Gurney.

Agora, olha, Grace, n�o deves chamar-me garoto Charlie.

- Devemos ter cuidado. - Oh, se � isso que queres.

Oh, n�o � o que eu quero. mas o que tem que ser.

Oh, aprecio-te muito, minha querida.

Sim, bom, tens uma maldita graciosa forma de demonstr�-lo.

Primeiro empurras-me para os bra�os de teu meio morto meio irm�o,

e depois para o seu filho lun�tico.

Bem, eu faria qualquer sacrif�cio pelo bem da fam�lia.

Agora, est�s segura que podes manobrar a situac�o?

Assunto espinhoso, casar-se com um homem que acredita que � Deus.

Acontece o tempo todo.

Olha , ali est� ele.

Bom, vamos p�r o show na estrada.

Oh, onde est� a cam�lia nojenta?

Oh, ficarei feliz quando me livrar destas tralhas.

Oh! Com raz�o se morria t�sica.

Agora, tem cuidado.

Oh, n�o te preocupes, garoto Charli... Charles.

Tenho demasiado em jogo para arruin�-lo.

Maldita potra valente.

Digo, pai, m�e acaba de me dizer...

que esta Dama das Cam�lias � s� uma farsa.

Bom, quero dizer, sei que J.C. est� louco como uma galinha,

no entanto, este n�o � o esp�rito do jogo, senhor.

Jogo? Que jogo?

Este n�o � um jogo, senhor. Isto � real!

Meu sonho tornado realidade.

Lamento. N�o falo franc�s.

Oh. Alem�o? Italiano? Hebreu?

N�o. Ingl�s.

Ingl�s? Deveria ter dito antes.

Nada de que se envergonhar. Um idioma dif�cil de dominar.

No entanto n�o podemos atuar nesta cena de amor com meras palavras.

Cena de amor? O qu�, agora?

O amor n�o � s� para uma temporada.

Piu. Piu.

Piu?

Cucu.

Algo que lhe agrade? O Grande Canyon?

Uma f�brica de bananas em desuso? A absolvi��o?

- Una boda de branco. - Convem-te na ter�a?

- Mereces um grande beijo. - N�o aqui no jardim.

A �ltima vez que me beijaram num jardim, resultou um pouco estranho.

Oh, mas Judas era um homem.

Sim. Estranho neg�cio.

- Quem �s tu? - Uma mulher.

Descendente de Eva?

N�o.Abandonada Sou �rf�.

Seremos �rf�os juntos, Marguerite.

Chama-me Grace, como n�o falo franc�s.

Grace. Um bom nome. Significa "o dom da f�."

E isso � o que espero de ti. Vou te segurar at� essa boda.

Guarda-me forte. Ser�s minha rainha das rainhas.

Ficarei satisfeita com "Lady Grace Gurney."

E por isso vos digo, devereis amar a Deus vosso Senhor...

com todo o vosso cora��o e toda a vossa alma e toda a vossa mente.

Aceito.

Oh, sou feliz. Sou o homem raio de sol,

o condutor do trem louco.

Chuu, chuu, chuu.

� t�o simples para mim.

O para�so � s� uma cara sorridente.

- Que � para ti? - Para mim? O para�so?

Um lugar long�nquo, um quarto aconchegante.

- Um pequeno ninho. - Que nos aninhe.

Donde florescem as rosas

A doce Gracey e eu

e o beb� seremos tr�s

Vamos ao nosso

C�u azul

Quando a carpideira � chamada

e a tarde est� anoitecendo

Correremos para o nosso c�u azul

Uma volta para a direita

Uma pequena luz branca

Te guiar� ao nosso

C�u azul

Ver�s uma cara sorridente um lugar distante

Uma casa acolhedora

Un pequeno ninho que nos aninhe onde florecem as rosas

A doce Gracey e eu

E o beb� seremos tr�s

Vamos ao nosso c�u azul

Que observas?

- A beleza? - Oh?

Sim, no entanto Jack... Quero dizer J. C... Quero dizer Bert...

Oh, espera. Ainda �s um Gurney.

Agora escuta, essa mulher das cam�lias se chama Grace Shelley.

Amiga �ntima de meu pai. Ele a colocou aqui e a fez se vestir assim.

� absolutamente rid�culo. S� quer casar contigo.

Bom, a m�e tamb�m est� nessa.

E suspeito que o velho Tuck sabe tudo.

Todos menos eu. - P�ra!

Est�s me convertendo num duende atrofiado, um an�o disforme!

- Que fazes a� abaixado? - S�o tuas "insidiretas" negativas.

- Insidiretas? - Insidiretas s�o insinuac�es indiretas...

trazidas a nomea��o por crescente negativismo...

de uma rea��o negativa ao positivismo de teu pai.

N�o sei de que diabo falas, no entanto ressinto-me da tua atitude.

S� te conto acerca de Grace Shelley.

Ela � minha esposa correta, planejada, ideal!

N�o esque�as. Al�m de ser Deus, Cristo e o Esp�rito Santo,

tamb�m sou L.O.B., D.F.C. e A.D.C.

Est�s jogando com o maior!

� o que diz Tucker!

Quem... D� no mesmo!

Injetando-me seus complots do Kremlin, micr�bios negativos!

Digo literalmente,

ser perseguido � paran�ia esquizofr�nica!

O miser�vel Dr. H. sofria do mesmo!

Eu observei-os.

Lutam contra mim.

Onde est�o os sinais...

que apontam para a...

a academia de baile Herder?

Estou sendo tudo menos Cristo.

N�o, n�o, n�o, Charles. N�o consagrarei nenhum matrim�nio,

nem sequer o de meu pr�prio sobrinho, durante o per�odo desde o domingo de advento...

at� oito dias depois da epifania.

Ent�o, Charles, deve ser ter�a 12,

8:00 a.m., capela privada, licen�a o-ordin�ria...

Charles, Charles, tenho grandes receios, grandes receios.

- Receios? Acerca de Jack? - Mmm.

N�o, n�o, n�o. Acerca da noiva, Miss Shelley!

Charles, quem � ela, hmm, hmm?

Que � ela?

Ch-Charles, v�, temo, temo que ela esteja usando este matrim�nio...

somente para melhorar sua posi��o social.

Ouvi que ela disse que � uma esp�cie de animadora.

Eu respondo por Grace Shelley.

- Mmm? - Mmm!

Meu esposo � um idiota.

Isso n�o me incumbe.

O conde j� n�o est� mais debaixo dos meus cuidados.

Essa charada com Miss Shelley fez-me sentir um completo idiota.

E eu n�o me importo de ser subestimado.

Pe�o desculpas, mas Charles teve uma brilhante id�ia...

que Jack a ia aceitar se ela se vestisse como a Dama das Cam�lias.

�s vezes � muito f�cil esquecer que...

Sir Charles ocupa uma posi��o de responsabilidade e poder.

Sabe que ele est� no conselho da Funda��o de Investiga��o Guldenheim?

Sim, mencionou que estava pedindo uma subven��o.

S�o s� �130.000 para um estudo...

de ratos paran�icos e esquizofr�nicos.

Charles, necessitamos ser t�o precipitados?

Charles, Deus, em sua infinita miseric�rdia,

achou adequado nublar nossos sentidos.

Mas ele se recuperar�. Se recuperar�, Charles.

Deus � misericordioso. Sim, deves crer nisso, Charles!

Deus � misericordioso apesar de todas as apar�ncias.

N�o podemos esperar a miseric�rdia de Deus, Bertie!

Todos v�o cobrar. Pelo menos o Dr. Herder.

- Herder? - Herder.

- � ingl�s? - N�o.

Oh. Hmm!

Inserimos fios finos de prata no c�rebro central do rato.

- Controla-se assim o comportamento do rato...

mediante a intensidade da corrente que passa atrav�s deles.

Ao pressionar sobre eles e estimulando uma �rea do c�rebro central,

o rato se sente amea�ado.

Ataca qualquer rato que se aproxime.

N�o h� nenhuma amea�a na realidade,

no entanto o c�rebro central n�o pode notar a diferen�a.

Em linhas gerais o mesmo sucede com as paran�ias humanas.

S� que se estimula uma �rea desconhecida do c�rebro,

e se sentem amea�ados sem raz�o.

Naturalmente, os homens n�o s�o ratos.

S� um homem diria isso.

Nosso passo seguinte � conduzir experimentos similares ...

em c�rebros humanos.

Estou vendo. Hoje ratos, amanh� o mundo.

A quem ligar�o os fios para as vis�es?

Primeiro que todos, a mim mesmo, naturalmente.

Estou vendo.

E se aperto um bot�o, sentir�s medo... amor?

Amor? N�o.

Desejo. Sim.

Ah, pelo apertar de um pequeno bot�o?

Oh.

Pense nos riscos, doutor.

Oh, s� h� um mandamento que o doutor necessita sempre seguir:

N�o... far�s publicidade.

Meu cora��o...

levanta-se com o sol.

Estou purgado de d�vidas e insinua��es negativas.

Hoje, quero aben�oar a todos.

Aben�oar a cigarra com seu passo saltitante.

Aben�oar a truta, sardinha e camar�o.

Aben�oar a Ted Smoothey da estrada 22 East Hackney.

Aben�oar o can�rio farinhento,

o canguru de luvas negras e W.C. Fields...

que est� morto por�m vive.

Aben�oar a altaneira girafa.

Aben�oar o b�falo.

Aben�oar a Sociedade de Mulheres Engenheiras.

Aben�oar os hipop�tamos pigmeus.

Aben�oar a intr�pida barata.

Aben�oar a mim!

Hoje � o dia da minha boda!

Desperta, Bertie!

Vamos, Bertie. Vamos ao assunto.

Que-que-queridos irm�os,

estamos reunidos aqui hoje, � vista de Deus...

Vamos ao assunto, Bertie!

�-�-�-� vista desta companhia,

pa-pa-pa-pa-para unir a este homem e esta mulher...

no sagrado matrim�nio, o qual � um estado honor�vel...

Institu�do por mim nos tempos da inoc�ncia do homem.

- Vamos, Bertie! - Portanto...

se h� algu�m aqui que se oponha...

� uni�o destas pessoas,

que fale agora ou que cale para sempre.

Pudim cheio de pelos de barba de carne brit�nica! Insignificantes velhotes, meio mortos.

Sil�ncio homem! Mostre algum respeito!

Sempre mostro respeito, senhor.

Para isso me pagam.

Ningu�m pode dizer que n�o mostro respeito.

Venha, vamos, Bertie.

Agora devo per...

Perguntar-lhes a ambos...

se algum sabe de qualquer impedimento...

que n�o lhes permita contrair esta uni�o,

que o "de" agora... o "de"...

que o declare agora.

Sim, confesso que conhe�o um impedimento.

- No entanto � s� uma pregunta ret�rica, como todas as outras das cerim�nias de matrim�nio.

- Oh, n�o est� bem dissimular sobre o fato que...

certos magarefes cat�licos romanos pensam que j� estou casado com a Virgem Maria.

N�o nos preocupa o que dizem os outros,

especialmente os cat�licos romanos.

Continua, Bertie. Vamos l�.

Tomas, tomas a esta mulher como tua leg�tima esposa,

para viverem juntos e-e-em santo matrim�nio debaixo das leis de deus?

A amar�s?

Desde o fundo de minha alma � ponta do meu p�nis,

como o sol em seu brilho, a lua em sua gl�ria,

n�o h� brisa que se agite que n�o contenha meu amor.

- Vamos, Bertie! �Vamos! - Charles, blasf�mia.

- No entanto, me amar�s? - Sim, amarei.

- Aceitas a este homem para ser... - Sim aceito.

- Para viverem juntos no santo matrim�nio... - Aceito!

- Para dar-lhe... - Aceito!

- Oh, tu. - Vamos, Bertie.

-Acabemos j�! - Re-re-repeti depois de mim.

Eu, eu...

J.C., te tomo, Grace Shelley,

como minha esposa.

Eu, J.C., o santo, pomba mensageira, estrela d'alva,

te tomo a ti Marguerite, chamada Grace Shelley, porque n�o fala franc�s, como minha esposa.

Aonde vais Bertie?

- Repeti depois de mim. - Oh, conhe�o as linhas.

Eu, Grace Shelley, te tomo a ti J.C. como meu esposo...

para o bem, o mal, na riqueza, ou pobreza, este dia, na enfermidade, sa�de, te entrego meu voto.

Te entrego meu voto, sim.

Bem, estais agora unidos no sagrado matrim�nio,

Eu-eu-eu os declaro marido e mulher!

O que Deus uniu, que o homem n�o separe,

em nome do Pai, do Filho...

e Esp�rito, e Esp�rito, e Esp�rito Santo.

Que Deus me perdoe.

Um pouco estropiado, Jeeves.

Sem convidados, nem recep��o, dois pratos de sandu�ches dormidos...

e um bolo de noivos deformado.

N�o � minha culpa, Sua Excel�ncia.

"Sua excel�ncia." Assim est� melhor.

Os verei deslizar e arrastar em Harrods.

Pensamos que querias um acontecimento pequeno e silencioso.

Huh! Silencioso �! E que tal um brinde ou algo pelos rec�m casados?

- Sabes. - Est� bem.

Un brinde por uma vida longa e feliz para a noiva e o noivo.

- Para noiva e o noivo! - Obrigado.

Em resposta, eu nomeio esta barca "Amada Bondade".

Que eu a guarde e tudo o que nela navegue.

Ah, deveria ter visto a boda do defunto conde, minha senhora.

Quinhentos convidados, O creme de menta.

Todos vagabundos. Que seus carbonizados ossos apodre�am no inferno!

Cala-te!

N�o posso dizer que gosto da id�ia de ficares sozinha com ele.

�s uma gracinha.

Tudo � teu,

mesmo quando o ofereces

Um minuto de sil�ncio, por favor.

-Porqu�? - Por todos os livros mortos da Primeira Guerra Mundial.

Por Mr. Moto, Cisco Kid e eu.

Silenciados os tambores, sil�ncio. Shh!

Terr�vel, n�o �? Por isso que eu canto, dan�o, falo...

E amas.

Oh, dan�amos e cantamos

E os sinos da cidade dobram

Na formosa noite em que nos casamos

Oh, as rosas floresceram

Para a noiva e o noivo

Na formosa noite em que nos casamos

- Tucker! - Nos casamos, Oh, a...

Tucker!

Sinto muito, senhor.

Pensei que queria que animasse este vel�rio.

- Aonde foram? - Para a cama, com certeza.

Devo dizer, n�o gostaria de estar nos sapatos dela esta noite.

N�o � em seus sapatos que estar�, amo Dinsdale.

Sempre fico nervosa na primeira noite. Bom, qualquer bom executante fica.

Tens que estar animicamente bem para dar dar uma boa performance.

Fiz tudo. Desde Stanislavsky ao strip.

Toalhas de maquiagem sebentas, espelhos quebrados, bijuteria, contas.

Que mundo. Eu cantei: "Isto n�o pode ser amor."

Divertido. Fiz o mesmo ato mais tarde na Pigalle...

pelo dobro do dinheiro sem tirar uma costura.

Acontece, algumas mulheres podem despir-se sem tirar a roupa.

Ningu�m pode chamar-me fraca de sexo.

Mas nunca consigo esquentar vendo um homem ficar em suspens�rios.

Onde est� divers�o?

Suponho que algumas pessoas preferem o cheiro do biftec ao pr�rio biftec.

Oh, se minha m�e pudesse me ver agora!

foi o que sempre quis para mim. Vida abastada.

Bem, � dif�cil conformar-se com a vida de civil...

depois de fazer tourn� com a companhia de Chu Chin Chow.

Ningu�m tem que se preocupar que eu me encaixe.

Tudo o que tenho que fazer � jogar friamente.

Posso usar o meu dedo menor como o melhor.

Querido.

Querido, estou esperando.

Qu�? Oh, isso � rid�culo! N�o � digno!

A dignidade n�o tem nada a ver com a divindade.

Aqui n�o! Agora n�o! Uma bicicleta? Est�s louco!

- N�o tenhas medo. - N�o tenho medo.

S� que n�o esperava ver o meu esposo montado num triciclo na sua noite de n�pcias.

� a �nica forma de viajar.

Recorda,

Deus te ama.

Deus te quer.

Deus precisa de ti.

Vem a mim.

Maldi��o!

Bem, continua enchendo. estou morta de fome!

Foi uma noite e tanto.

Est� bom, Tucker. Eu servirei.

- Bem, que se passou? - Passou?

Esta noite! Que voc� fez?

Andou passeando-se num triciclo.

Besta suja!

Oh, sim. Deve ter sido uma das bicicletas velhas do patr�o.

A cobertura est� cheia do seu lixo.

Assim como... s� andou dando voltas toda a noite?

Primeiro na bicicleta, depois em mim.

- Mmm. - Pode ser que sua mente esteja torta,

mas certamente n�o h� nada de errado com o resto da sua anatomia.

Mmm, n�s os Gurneys somos terrivelmente viris.

Pensei que ficarias encantado de saber que n�o � impotente.

Est� bem. Encantado.

Encantado.

Bom dia.

Bem, teve �xito?

- Devia ter vendido bilhetes. - A s�rio, Claire!

- Como podes perguntar isso? - Bem, foi ideia tua, recordas?

Se nosso sobrinho � incapaz, algu�m teria que faz�-lo...

saltar � abordagem por ele.

Charles, diz-lhe que guarde sua l�ngua afiada e sua mente baixa para ela.

Oh, tem garras.

Olha, esta � a minha casa agora, recordas?

Se queres continuar enganando por aqui, apenas guarda os coment�rios maliciosos...

ou te encontrar�s de maneira horizontal.

Uma posi��o que te � muito familiar.

- Olha, velha cara de granito... - Como te atreves a falar-me dessa forma!

- Por que n�o me pode ver as minhas costas? - J� lhe disse.

- Sou psiquiatra. - � somente porque estou na previd�ncia p�blica, n�o �?

Malditos sacadores de dinheiro... voc�s e vosso juramento "hip�crita".

Espere um momento.

- Quem diabos pensas que �s? - Podem calar-se as duas?

� o Dr. Herder!

Vim oferecer as minhas felicita��es pelo casamento.

Dr. Herder, esta � Lady Grace Gurney.

Como vai, Doutor? T�o bom conhec�-lo, finalmente.

Ficar� para almo�ar. Gostaria de falar-lhe acerca do meu marido.

- E eu quero falar com voc�. - Sinto que n�o lhe tenham avisado sobre a boda,

foi porque n�o convidamos ningu�m excepto a fam�lia mais chegada.

Al�m disso, voc� tinha tentado convencer-me a n�o faz�-lo.

E n�o teria feito nenhum bem. Eu o amo.

- Deveriam ter-me consultado antes de lev�-lo a cabo.

- � uma loucura. - Venha, Doutor.

Disse que necessitava duma dura dose de realidade.

Bem, n�o se pode ter uma dose mais dura dela que com o matrim�nio.

N�o pode ser legal!

� legal! Meu cunhado conduziu o servi�o. � bispo.

Que diz voc�, Lady Claire?

Parab�ns.

- Parab�ns? - Por obter sua subven��o Guldenheim.

Sim, parab�ns velho amigo. Tive um falat�rio com o presidente,

dise-lhe que voc� era um tipo sensato.

Sente-se. Sirva-se de caf�, doutor.

Voc� fez amor comigo para se assegurar que n�o causaria nenhum problema!

Me seduziste para garantires as �130,000 para teus ratos esquizofr�nicos.

N�o seja importuno.

Est� tudo bem. Consentiram ser cortadas.

V�, o girassol no centro e as rosas...

e, e, e, e os tr�s glad�olos...

e tudo atado com sempre viva para a recorda��o amorosa.

E cada palavra � certa.

� t�o belo. Obrigado.

Sacudi o gongo prateado do universo.

Bong!

Oh, Grace, � t�o duro.

o amor � o meu tema, e os assusta,

a felicidade � meu dom, e eles fogem.

Tento amarrar o ar...

e fazer montanhas de �gua.

� imposs�vel, querido.

Essa � uma palavra que est� fora do l�xico do amor.

Ouvimos a voz da tartaruga por toda a terra.

Sim. Clop, clop, clop.

Oh, bobo!

- Bobo. - N�o gosto que me fa�am de bobo, Claire.

- Ningu�m te est� fazendo de bobo.

Os Gurneys devem ter um herdeiro.

E quando houver uma crian�a, internaremos J.C.

A �nica forma de mudar o plano, Doutor,

� fazendo o 14� conde de Gurney t�o s�o quanto o resto de n�s.

N�o tem muito tempo.

Lady Grace n�o � das que sobrevive muito tempo ao teste da xoxota.

Sua Excel�ncia, este � o primeiro de uma s�rie de experimentos...

que levarei a cabo com a sua ajuda.

Pede e te concederei.

Experimento um.

Que lhe parece isto?

� um drag�o?

Uma aranha? Que lhe recorda?

Deus.

E isto?

Deus. Tudo o que � ou ser�...

me recorda a mim.

Se n�o te recordasse a ti,

o que te recordaria?

Uma mancha de tinta.

Sua Excel�ncia, este � um detector de mentiras.

Nos dar� uma verdade objetiva.

Experimento sete.

Sua Excel�ncia, voc� � Deus?

N�o.

Doutor, esta m�quina diz que mente!

Para o experimento 11, pedi a sua excel�ncia que visitasse o pavilh�o C.

L� � onde mantemos os nossos pacientes mentais mais extremos.

Espero que eles possam dar-lhe uma inje��o proveitosa.

- Mas isso n�o � perigoso? - N�o, n�o, n�o, n�o.

Tenho um assistente dentro e fora.

Ademais, n�o me deram muito tempo,

asim vejo-me for�ado a provar m�todos pouco ortodoxos.

J� est� l� dentro h� cerca de 20 minutos.

Escutei um monte de gritos primeiro, mas agora... Veja.

e aqui estamos

Para fazer a todos os ofendidos

Portadores do amor

Aqui estamos

Para aliviar a alma enferma de pecado.

Voc�s acreditam? J.C. tamb�m tem contra��es.

Hmm. Chama-se couvade. Enfermidade por simpatia.

Psicosom�tico. N�o de todo n�o usual.

Oh, no entanto eu nunca senti nada quando Lady Claire estava gr�vida.

Estou certo que n�o.

- Oh! - Oh!

O super rato ruge.

Que est� fazendo agora?

Um colega meu lhe envia ajuda...

como um favor pessoal.

Bem, precisa de n�s aqui?

Sim, no entanto, aconte�a o que acontecer,

n�o devem interferir.

Vou provar que � imposs�vel...

que dois objetos ocupem o mesmo espa�o ao mesmo tempo.

Dr. Herder, o Sr. McKyle est� aqui.

- Bem. pe�a-lhe para entrar. - Com certeza, senhor.

Me recostarei na entrada e deixarei que caminhe sobre mim.

J.C., te mostrarei o mundo debaixo da dura luz da verdade.

Eu sou a luz da verdade,

a luz do mundo.

Este � o experimento 15.

Ora bem, come�amos?

- Deixe-me apresent�-lo primeiro. - Oh, n�o h� necessidade.

Estou seguro que todos me conhecem aqui.

De quem mais flui eletricidade de seus olhos e seus dedos?

Sou o Messias de Alta Voltagem.

Quem?

O Cristo El�trico.

O Deus AC/DC.

Pareces fundido.

N�o pode ver a tomada na minha frente? Aqui.

Pega tudo o que como e bebo e o converto em watts e kilowatts.

Est�s dizendo que tamb�m �s Deus?

Deus o Um, Dois, Tr�s,

Quatro, Cinco, Seis,

Sete, Oito, Nove, Dez.

Provando, provando.

Nunca antes havias visto a Deus?

Eu sim, senhor. Eu sou Deus.

Tu n�o �s Deus!

Tu �s feito do que est� no meu len�o de nariz!

J� arrasei com centos de falsos messias no meu tempo!

Cr�s que sairia por a� dizendo que sou Deus se pudesse evit�-lo?

N�o viajei por 20 milh�es de milhas de espa�o gal�ctico...

para intercambiar palavras con um lun�tico de merda que cr� que � eu!

Eu estou aqui. Tu estas a�.

Eu estou aqui e ali tamb�m! N�o jogue comigo, senhora.

Sou Jeov�, do Antigo Testamento.

o Deus vingativo!

Fora... ou ser�s derrubado!

Pois ambos n�o podeis ser deus.

Oh, est� tratando de dividir minha mente com sua l�ngua!

Fora, senhora... ou te farei arder at� que sejas um fio de macarr�o.

Tu n�o me podes tocar!

Sou a rocha e a vida,

o cordeiro, o bicho sagrado,

o test�culo erguido, o touro!

Eu vi meu filho Jimmy morrer.

Tinha um c�ncer na base de sua coluna...

e outro na cabe�a.

Fizeram-lhe o tratamento da aranha negra.

Arrastaram-se por todo o lado,

rasgando o corpo das alim�rias com suas tenazes!

Posso curar tuas erup��es.

Disparar um raio laser para sacar-te o pus enfermo...

O saco de pus, o pus branco,

o feto morto!

Mas primeiro, devo negociar com aqueles irlandeses.

Estou conectado � Terra!

Estou morto. Recarga!

Isto � sua responsabilidade, Doutor, maldito! Se perdemos esta crian�a...

Eu digo, super noticias! O velho Barrington-Cochran est� morto. Isto quer dizer um novo candidato.

- Agora n�o, Dinsdale! - A Sra. Darby � uma matrona qualificada.

- Se zangaria comigo se interferisse na sua profiss�o. - N�o seguir�o com isto!

N�o poderei trazer novamente McKyle. � minha �ltima oportunidade.

Paulo! Paulo, por que me persegues!

Ou�am, algu�m pode me dizer o que est� se passando aqui?

A vida, Sr. Dinsdale... a rica, o corro�do bordado da vida.

Venham, venham. R�pido.

Est� bem, McKyle.

Cavalheiros, � importante saber...

qual de v�s diz a verdade.

Se um de voc�s � Deus, o outro deve ser algu�m mais.

Aqui estou, acusado...

de n�o ser quem sou...

de agora em diante chamado Deus indiscutido!

Fiz o mundo � minha imagem,

e sou o santo terror!

O peru real roxo � uma tra�a que s� vive dois dias.

Sem boca para comer ou beber,

voa milhas para amar, procriar e morrer.

Considerem uma vida de amor sem um s� ato ego�sta!

E por isso, e por isso me trancam...

durante 17 anos!

S� os enfermos...

com teias de aranha nos seus c�rebros...

falam e falam acerca do amor...

e da bondade.

Sou um Deus valente...

para dar uma pancada nas cabe�as duras das crian�as!

Um Deus valente para est�magos fortes!

Somos os meninos da luz!

Os meninos da luz...

tu sabes, est�o longe, muito longe.

Esta � a Terra, homem!

Um de meus primeiros fracassos!

a Terra foi de onde tirei os excrementos do universo!

- A gente se preocupa pelo amor! - N�s n�o queremos amor!

Queremos una grande, gorda rabanada de vingan�a! - Beije-me o c�.

- Tucker, tu canalha absoluto.

- Nenhum Deus do amor fez este mundo.

Vi uma menina de quatro anos cujas unhas haviam sido arrancadas por seu pai!

Vi as montanhas de dentes de ouro e cabelo...

e os milh�es servidos para fazer sopa!

A-A-Algumas vezes Deus...

volta as costas a sua gente...

E desata o vento...

e o fedor nubla o globo!

Sou o homem de alta voltagem...

mais perto de Deus que tu,

mexeriqueiro sentimental!

N�o, n�o, n�o, n�o, n�o!

A luz! A luz da verdade!

- Esta � a verdade! �s Jack Gurney, o 14� conde de Gurney!

- Sou o galo do norte! - Eloi! Eloi!

- Sua fami�lia o enganou para cas�-lo. Queriam um herdeiro.

- Paternoster, Paternoster...

- E se resulta que seja menino,

te por�o a camisa de for�a...

antes que possas dizer outro Paternoster!

- Eu sou o Pai... Eu me largo!

Rasgado, rasgar. Coroado. Sai c-coroado! Nascido.

Eu sou o Pai!

Tu n�o �s o Pai de nada!

Um milh�o de volts.

Dois milh�es de volts.

Tr�s milh�es de volts.

Quatro milh�es de volts!

Cinco milh�es de volts!

Seis milh�es de volts!

Sete milh�es de volts!

Oito milh�es de volts!

Nove milh�es! Dez milh�es!

Fora daqui.

Jack.

- Qu�?

- Jack. Meu nome.

- Sim. � assim. Teu nome � Jack.

Funcionou. - Aleluia!

- Aleluia! - Bem feito!

- Jack?

Meu nome � Jack.

- � um menino!

- Um menino!

- Jack.

Sou Jack.

Sou... Jack.

Sou... Jack.

Sobre os ventos

Nas asas

De uma pomba

Muito distante, muito distante

Eu vagaria

-Sobre o vento - Vincent Henry Edward...

Ralph Gurney.

Hmm. Eu te batizo...

em nome do Pai, do Filho...

e do Esp�rito Santo.

Amen.

Que par de pulm�es. � de cavalaria.

Cuchi, cuchi, cuchi. Oh, � um pequeno espl�ndido, n�o �, Bertie?

Uma vasilha rec�m enchida pelo Esp�rito Santo,

ainda que uma vasilha um tanto gotejante.

Gotejante ou n�o, salvou os Gurneys da extin��o.

E que se passa com Sua Excel�ncia?

A fam�lia chegou � decis�o de que depois que se aclarem certas coisas,

ser� encerrado, permanentemente.

Isso era antes, Charles. Tudo mudou.

Escutei que melhorou um pouco, ainda que, por hip�tese, pode recair na obscuridade e na sombra.

Algumas vezes � pior, agora que n�o est� completamente louco.

Quero dizer, todos estaremos esperando que estoure... tic, tic, tic, buum.

Bom, todos temos sido extremadamente afortunados at� agora,

no entanto com as elei��es que se aproximam,

est� ficando muito perigoso.

Creio que ser� melhor para todos se o trancarem.

Seria melhor para todos se os trancassem a todos v�s.

Devem dar-se conta que a batalha entre o Deus do amor e o Messias el�trico...

� um grande avan�o.

- Sim, mas est� curado? - Est� no caminho da recupera��o.

Seu comportamento se aproxima da norma aceit�vel.

Francamente, n�o sei se � permanente.

O que sei, sim, � que n�o deveriam intern�-lo.

Este caso poderia converter-se num cl�ssico da psicologia.

Anna O. de Freud, agora o conde Gurney de Herder.

- Chama-me Jack!

- E dizes que n�o se est� recuperando.

- J- J-Jack.

Um nome agrad�vel. Jack. J-J-J-Jack.

Por que andas assim?

- Oh. - Razo�vel.

Encontrei isto no por�o.

- Por que n�o est�s descansando? - Queria desculpar-me...

por n�o ter ido ao batismo do meu filho.

O pequeno diabinho roubou a cena.

Devo estar seguro antes de fazer minha primeira apari��o p�blica.

Importante deixar uma boa impress�o. Quando me r-r-r-r-relaxo.

Impress�o geral de superioridade e volatilidade...

Peidos! Putarias! Maldita rede! Aguente, senhor. Aguente, aguente, aguente.

Como se sente, Jack?

L�zaro se sentiu como me sinto agora. Cheiro de verga..

L�quido, reto, instav�l.

Atr�s, senhor. Atr�s, atr�s, atr�s.

Seja paciente.

Aprenderei as regras do jogo.

- Sabemos que o far�. - Bem, j� mudou.

Deseja fazer um passeio ao meio-dia, meu lorde.

Obrigado, Tuck.

- �s um homem valioso, Tuck.

- H� alguns aqui que n�o pensam assim, meu lorde.

S� esperam para dar-me a patada.

A ti e a mim, Tuck.

N�o deve dar-lhes motivo, nenhum motivo.

N�o fiques fora muito tempo, Jack.

S� desejo ter a sensa��o de "terra firme".

Devo aprender a manter a boca fechada, as tripas abertas e nunca oferecer-me para volunt�rio.

Vamos, Tuck.

Bem, mudou ou n�o mudou?

S� sei que se recuperar�. - Quero que o fa�a.

O amo tanto. Sei que me perdoar� pelo que disse.

Bem, ou n�o?

N�o estamos todos exagerando um pouquinho?

Quero dizer, vejam a forma em que de pronto se dispara.

"Peidos volat�is." Digo, que significa tudo isso?

Paralalia... uma perturba��o na fala.

Seria mais simples se um homem que era paran�ico num momento, ficasse curado no seguinte.

Desafortunadamente, tarda um pouco mais.

Ent�o que s�o estas ninharias vitorianas que tem por todo lado.

Ao final, a decis�o � de Sua Excel�ncia

- N�o �. J� est� feito. - Feito?

O pedido ao especialista em dem�ncia...

que vir� e certificar� a loucura de Jack.

Tramposo e horr�vel bastardo!

Oh, Jack!

Cr�s que tenha feito o mais decente no final?

Este poderia ter sido eu.

Manejava essa arma por todos lados, meu lorde.

N�o � que importasse a algu�m.

Ningu�m choraria pelo velho e decr�pito Tucker.

- Jack! - Bem, todavia n�o estou pronto para esse furioso forno.

Bastante vida por viver.

Garotas �s centenas... para nomear apenas algumas.

Est�s bem, Jack?

- Que fazias, Jeeves? - Bebendo. � tua fun��o cuidar de Sua Excel�ncia.

Oh, por favor ajuda. Estou preso num arbusto! Tuck!

- Assim que pegas numa pe�a. - Oh, decepcionado?

S� tratava de fazer o que se espera.

Recordo, como sinal de normalidade, nosso h�bito de assassinar qualquer coisa que se mova. Tudo o que fiz foi...

Maldito man�aco! Acertaram-me!

Ca�ador furtivo! Atr�s dele, Tucker!

Venha, dem�nio! Venha!

Hei, ent�o,qual � o seu nome?

- Venha! - Salve-me... Oh,voc�... Poderia, poderia tirar-me...

Oh, pai poderia me ajudar? Estou...

Sei. Tive um acidente com uma arma velha,

uma pedra no meu sapato, e todavia cr�s que estou louco.

- D�m-me tempo. - Tempo?

N�o h� tempo sobrando.

Sir Charles pediu ao especialista em dem�ncia que venha para o confinar numa institui��o.

Naturalmente, me oporei a qualquer internamento, mas tudo depende de como aja.

Talvez seja para melhor.

Se satisfa�o ao especialista em loucura,

estarei oficialmente s�o e terei um certificado para prov�-lo.

Charles n�o foi sabido.

Encontrar�s tuas mortes aqui fora.

Rara express�o.

Voc� conseguir�, Jack?

Que fam�lia.

Suficiente para tornar qualquer um louco.

A �nica coisa sensata que fiz nos �ltimos oito anos...

foi casar-me contigo.

Bem, n�o permane�as fora por muito tempo.

Charles � um desgra�ado.

Usarei suas tripas como ligas.

Suave. Suavemente.

Para baixo, para baixo. Oh, deixem-me mant�-lo baixo.

Pian�ssimo, moderado!

Moderado!

Para baixo.

Sou uma suave larva...

Ondulando.

Me abriram rasgando! Com as unhas at� ao cr�nio!

Strom! Strom!

Grunk, grok, crunk! Fug!

Fug! Me refiro a ti!

Fug! Fug!

Sil�ncio quando falas!

Sil�ncio!

Firme nas camur�as!

Gar�on! Eu disse, gar�on!

H� um bigode na minha sopa!

Korkshist! Korkshist!

Korkshist! Kork!

Sei o pre�o de cada pe�a neste quarto.

Assim se faltar algo, saberemos onde procurar, n�o � assim?

Hmm?

Excel�ncia.

� o homem do celeiro de loucos.

Est� na biblioteca.

Cuide-se.

Bem.

A� vais, filho.

Voc� deve ser Truscott, o tipo lun�tico.

Sou o especialista da corte de prote��o.

O t�tulo de "especialista em dem�ncia" n�o se usa hoje em dia.

Um copo? N�o?

Deve saber por que estou aqui.

Me apresentarei primeiro.

Jack Gurney, o conde de Gurney.

Porque n�o se senta?

Entendo que Charles me considera incapaz.

E voc� est� aqui para internar-me oficialmente.

N�o exatamente, meu lorde.

Eu fa�o uma recomenda��o a um juiz nomeado e ele faz o internamento.

Esta investiga��o, todavia, � bem mais informal...

um favor a Charles.

O seu � um caso desconcertante.

Dois doutores recomendam que seja internado,

mas o Dr. Herder disse que est� quase de volta � normalidade.

Claro que ele � estrangeiro,

e suas id�ias de normalidade podem n�o ser as minhas.

Como me analisa?

Voc� fala... eu escuto.

Oh, fala. Judas fa-fa-fa...

fa-fa-fala.

Ainda acredita que � Cristo, meu lorde?

Voc� � Deus?

Vamos, senhor. Voc� � o Deus do Amor?

Indagar seria o mais inteligente.

Qu�?

Rugby pode fazer mais que remo.

Mas remaremos, remaremos, remaremos para sempre,

firmes desde o golpe at� ao arco.

E nada na vida cortar�...

a cadeia que nos liga agora.

Outros podem ocupar nossos postos

Para descansar na velha luz azul

Recolheremos nossas carreiras

� bandeira seremos sinceros

Mas ainda andaremos juntos

Em outros lugares das melhores escolas

Mas ainda andaremos juntos

Em outros lugares das melhores escolas

- A can��o de remo do velho Eton! - N�o me digas!

Tu eras Kelso Truscott. O Kelso, o maior atleta que jamais existiu na esola!

- Faz muito tempo. - Oh, n�o, n�o, n�o.

Quando algu�m entrava escola, a primeira coisa que ouvia era os teus dias de gl�ria, Truscott.

Oh, amigo, um dia, aparentemente, baixaste as cal�as de um capel�o...

e acertaste o policial local na cabe�a com um cacete de �bano.

Ah, dias de escola, dias de escola.

Ent�o tudo est� diante de ti.

Sua Excel�ncia sabe que o fato de ambos sermos Etonianos...

n�o poder� ter nenhuma influ�ncia na minha recomenda��o.

Claro, fica mais dif�cil de acreditar agora.

Ent�o, � o Deus do Amor?

Ele j� n�o existe.

Estive delirando durante oito anos, Truscott.

Oito anos?

Isso explica por que n�o tem ido em nenhum dos encontros de ex-alunos.

Andava por a� dizendo, "Deus te ama.

Te ama." Perd�o por isso, Truscott.

� vergonhoso para um sujeito recordar que espet�culo fiz por a�, sabes.

Me parece suficientemente bem, no entanto estas coisas s�o enganosas.

H� algo que sinta de forma muito forte, meu lorde?

Meus a-a-a-anos desperdi�ados.

Despertei na outra manh� com cabelos grisalhos.

Cabelos grisalhos e com meus deveres em falta.

Nosso pa�s est� sendo destru�do.

Zombam de voc� se falas de patriotismo ou da velha rainha.

A disciplina se foi. Est�o minando as bases de nossa sociedade...

com seu adult�rio e fornica��o!

Os b�rbaros est�o esperando l� fora com caos, anarquia,

homosexualidade e coisas piores!

- Bem? - Dr. Herder,

voc� disse que Sua Excel�ncia estava no caminho da recupera��o.

- N�o posso concordar. - A�!

Voc� � demasiado cauteloso.

Pelo meu dinhero, ele est� recuperado.

Oh, � realmente maravilhoso! Oh!

Oh, lhe estamos muito agradecidos, Sr. Truscott.

Agradecido, Sua Excel�ncia. Estaremos esperando a Sua Excel�ncia na pr�xima reuni�o.

Tem sorte de que esta foi s� uma investiga��o amistosa, velho amigo.

Vemos com maus olhos as queixas fr�volas.

- Kelso? - Sim, Sua Excel�ncia?

Te acompanho � sa�da.

Truscott � um maldito asno!

- N�o pode ver que estou certo? - Certo?

J� tive suficiente do teu "certo."

Meteste tua aristocr�tica narizota nos meus assuntos pela �ltima vez, certo?

Jack mudou, certo? Tudo mudou... tu, eu, n�s, eles.

� um trato completamente novo, certo? Sabes a que me refiero?

Certo? Certo!

Conseguiste, Jack. Espl�ndido.

Sim. Fez um avan�o espetacular.

Estamos no processo de criar um homem novo.

Sempre estou � procura de homens novos.

Disforme, n�o completado,

enviado antes do meu tempo...

a este mundo de reprodu��o.

Estou curado de obcess�es fant�sticas, del�rios paran�icos.

Sou perito em palavras.

Eu... diretamente para a�.

Sou... fecha com "eu," pequena e horr�vel palavra.

Deus.

Eu sou Deus.

N�o o Deus do amor, mas Deus todo poderoso.

Eu massacrei os Amalekitas e �s sete na��es de Canaan.

Eu fiz em peda�os Agag e estourei a insignificante �rvore est�ril,

porque o dia da vingan�a est� no meu cora��o.

Tu imbecil lun�tico,

ela te atrai�oou... culpada, culpada, culpada.

O castigo � a morte. Foi finalmente processado.

Fizeram com que me ajustasse... aos tempos modernos.

Estamos em 1888, n�o �?

Sou Jack.

O astuto Jack.

O silencioso Jack.

Jack cuja espada nunca dorme.

Fora as cartolas, sou Jack.

N�o o bom pastor.

N�o o pr�ncipe da paz.

Sou o Jack vermelho, Jack com molas nos calcanhares.

Jack do inferno. Raz�o Social: Jack O Estripador.

Mary, Annie,

Elizabeth, Catherine,

Alice, Marie Kelly.

Seis pequenas putas, felizes de estarem vivas.

Uma aproximou-se de Jack e logo s�o cinco.

Quando vejo o quanto Jack tem mudado,

correr� a not�cia, ent�o todos saber�o que voltou � normalidade.

- Bom, eu n�o penso assim.

S� te colocas do lado de teu pai. Bem, onde est� o velho macho cabrino?

- Voltou � biblioteca. Sabes que acredito que se encaminha para uma reca�da s�ria?

Estive observando-o lendo um livro.

N�o entendo como te ocorreu convidar Jack para vir.

- Oh, ainda sou uma dama. Sessenta milhas fora da cidade,

fazem-se muitas sauda��es e rever�ncias.

Soube que a atmosfera estava um pouco tensa na tua �ltima visita � fazenda Gurney.

Bom, foi nosso primeiro encontro com Sua Excel�ncia.

Ele me preguntou se eu... bom, se o amava.

Teu criado o viu.

- Por que disse, "Deus � amor"? - Porque estava louco.

Louco de dor. Meu pai havia falecido recentemente. - Falando do diabo.

Querido, lembras da Sra. Piggot-Jones e da Sra. Treadwell.

Nos conhecemos?

Ora, n�o se lembra? Voc� me perguntou se o amava.

- Por favor, n�o em p�blico! - Repito a Pamela que n�o continue com isso.

N�o falemos de orgasmos bestiais, linguados er�ticos.

Incendeiam sepulturas de alta voltagem no meu c�rebro.

Foi provado em oscil�grafos.

- Meu marido odeia qualquer coisa provocativa. - Oh.

Ouvi que tiveram Barrington-Cochran como orador...

na feira da igreja antes de falecer.

Fez um espl�ndido discurso acerca de do aumento do crime e do socialismo!

Farei campanha ativa para a reintrodu��o da pena de morte.

- Bravo. - Quer dizer que n�o h� pena de morte...

na Inglaterra verde e prazenteira?

- Com certeza sabia disso... - Estamos un pouco desconectados.

O verdugo mant�m unida a nossa sociedade.

� o s�mbolo de nosso grande castigador. Ele construiu este mundo sobre o castigo e o medo.

Acabai com o medo e vede o que se segue.

Filhos golpeando seus temerosos pais.

Garotas jovens mostrando seus tornozelos e peitos, dizendo coisas rudes da rainha.

Vale tudo, e o fazem abertamente nas ruas assustando os cavalos!

S�o os tempos. Que podemos fazer a respeito?

- Devolver o medo! - Certo, certo.

Nos velhos tempos, o verdugo mantinha o rebanho em ordem.

Quando se punha de p� na sua forca, sabia que Deus estava no c�u, fazendo bem para o mundo.

O castigo para a blasf�mia era ser quebrado na roda.

Primeiro, per�nio, crac. Logo a t�bia, a r�tula o f�mur, crac, crac, crac!

Logo o cotovelo, o c�bito e o r�dio, crac!

Desconectem esses ossos Esses ossos secos

Desconectem esses ossos Esses ossos secos

Desconectem esses ossos Esses ossos secos

- Agora ouvi a palavra do Senhor. - Ouvi a palavra do Senhor

Bem, o osso da cabe�a est� conectado ao teu osso do pesco�o

Teu osso do pesco�o est� conectado ao teu osso do ombro

Teu osso do ombro est� conectado ao teu osso das costas

Teu osso das costas est� conectado ao teu osso do quadril

Teu osso do quadril est� conectado ao teu osso da coxa

Agora ouvi a palavra do Senhor Ouvi a palavra do Senhor

Esses ossos, esses ossos v�o andar por a�

Esses ossos, esses ossos v�o andar por a�

Esses ossos, esses ossos v�o andar por a�

Agora ouvi a palavra do Senhor

Desconectem esses ossos Esses ossos secos

Desconectem esses ossos Esses ossos secos

Desconectem esses ossos Esses ossos secos

Agora ouvi a palavra

do Senhor

- Damas e cavalheiros, nos entendemos � perfei��o.

A boa educa��o fala com a boa educa��o.

� t�o impressionante! N�o �, Sua Excel�ncia?

Um pouco exc�ntrico por fora, mas s�o no fundo.

Parece-se tanto com seu pai. Cada dia se parece mais.

Assusta.

Que Deus te bendiga...

e envie uma linda e gorda raposa.

- Fuma um cigarro comigo, Dinsdale. - N�o, obrigado, Jack.

� minha hora de subir as escadas e ir para a cama.

N�o voltes muito tarde, querido. S� vou dar um beijo de boa noite a Jack.

Escuta.

Tucker est� cantando.

Estiveste maravilhoso na ca�ada de hoje.

Todavia n�o falei de todo bem...

tudo isso de orgasmos bestiais.

N�o foi o que disseste. Foram as tuas maneiras que os conquistaram.

Sa� fora de mim,

observando-me, observando-me.

Sorri, sorri,

sorri.

Agrada-me o teu sorriso.

Antes, s� sentia pena por ti.

Oh, antes, madame.

Antes, era uma massa de luz.

Louco, sabes.

Agora estou s�o.

O mundo sua no meu c�rebro, madame.

N�o continue chamando-me... "madame".

� duro olhar as pessoas daqui de baixo. Fedem.

� terr�vel, mas � a realidade.

Sempre quis encontrar o real.

- Recordas nossa primeira conversa? - N�o recordo nada.

"Explodido. S� sentimentos," disseste.

Oh, pobre Jack.

Por que recordas agora o que disse ent�o...

quando n�o me recordo de mim mesmo?

Porque eras t�o diferente.

Estou tremendo...

como costumava tremer na sombra quando era uma crian�a.

N�o sou nenhuma sombra.

Sou de carne e osso.

Toca.

Talvez n�o esteja realmente morta,

s� adormecida.

Desperta-me... com um beijo.

Me est�s assediando?

� isso tesouro. Qual � o problema?

Jack.

Sim?

Estou contente que isto tenha acontecido.

Est�vamos destinados a encontrar-nos.

Isso soa rom�ntico.

Mais. Por favor.

Orgasmo, copula��o.

Fornica��o, ombro gangrenado de sexo.

Racha-te, verte a semente, limo de ventre.

Sei que algumas mulheres se estimulam com as palavras e a fala suja, mas n�o eu.

Lux�ria da carne contra o esp�rito.

Corre, Mary, corre!

Voltas a falar sem sentido, Jack.

Ser�s amassada por tua membrana sangrante, Mary.

Diz algo suave e terno.

Bezerros, l�nguas ternas,

l�bulos de orelha, cora��es,

tetas, mamilos.

Amante.

A espada do Senhor est� cheia de sangue.

P�ra de falar, Jack. Faz-me imortal... com um beijo.

Estou viva!

- Que se passa aqu�? - Quem � essa?

- Que est� acontecendo? - Est� morta?

- Sim! - Atr�s, todos!

� Jack, o Estripador.

Ah, Lady Claire. Est� bem c�moda, senhora?

Colocada, eh? Est� bem. Bom.

Posso ajudar em algo...

Um a menos! Louvado seja o Senhor! Aleluia!

Aleluia!

Yupi!

- Alelu... - Que suce...

Meu Deus!

Est� bem. Quem � o palha�o imprudente...

respons�vel por isto?

O suspeito teve uma conversa com ela antes de ir-se. � um amigo �ntimo de Charles Gurney.

- Truculento, senhor. - N�o deve haver publicidade e o quero resolvido rapidamente.

N�s, portanto, entregamos o corpo de nossa querida irm� � terra.

Poeira � poeira...

Vladimir Ilyich Lenin.

Presidente Mao Tse Tung.

Assim que � o seu pequeno jogo.

Ah, era formosa como Taza e bela como Jerusal�m.

E agora se foi, para baixo, para baixo, para baixo.

Pra cima, pra cima, pra cima, voa!

Sua alma voa para cima.

Decerto que acredita que se foi para outra parte...

para desfrutar de maiores privil�gios do que gozou na Terra.

Sim, bem, devo faz�-lo, Jack. Depois de tudo, sou um bispo.

A recordo com tanto carinho.

N-n-na sua terr�vel morte.

A�, a�, a�. Perdoa as fraquezas de um velho.

Apoie-se em mim. Confie no ju�zo de Deus.

A�, a�, querido rapaz.

F-f-fazes com que um velho se envergonhe.

Tens sido uma grande, grande fonte de fortaleza para mim, Jack.

N�o me esquecerei, meu rapaz.

N�o o esquecerei. Hmm.

Mmm, Jack, foste o instrumento que restaurou minha f�.

Me-Me-Me-Me sinto renascer.

En-En-En-Encontro o caminho outra vez... o caminho!

Vem, meu rapaz.

Deixa-me caminhar... humildemente, co-co-co-com o meu Deus!

Meu Deus. Sim.

Como � que isso pode acontecer com a gente?

- Em que pensava a m�e? - N�o na frente de estranhos.

Reage, Dinsdale.

Brockett, porque n�o fazes correr este animal na terra?

Oh, n�o se preocupe, senhor. N�s o faremos.

Mas ainda h� alguns pontos que gostaria de esclarecer.

Agora, sabemos que o mordomo encontrou o corpo justo depois que o assassino fugiu pela janela.

e quando voc� entrou um momento depois, senhor, onde estava ele?

- Quem? - Bom, o beb� dorme. Que fazem voc�s?

Esta � Sua Excel�ncia. Ele quer saber como encontramos Tucker ao lado do corpo de Claire.

- Oh, aqui, fazendo de palha�o. - De palha�o?

Sim, voc� sabe, o palha�o.

- Bem, porqu� estaria fazendo de palha�o? - Estava b�bado.

Velho e senil tonto. Deveria t�-lo chutado daqui faz anos.

Mas n�o � o �nico a quem deveria interrogar. Que se passa com meu sobrinho?

Oh, creio que � vergonhoso, pai.

Charles, voc� passou por muito, mas te advirto.

N�o estou dizendo que est� implicado, mas...

Mas? Te darei o mas!

Charles, n�o est�s fazendo isto por Claire, o fazes porque est�s com c�umes...

porque amo meu esposo.

Madame, nunca ser�s uma Gurney.

Preferiria estar morta!

� esta a forma de comportarem-se na presen�a da morte?

Ah, perdoa-lhes Jack. Perdoa-lhes, meu rapaz.

N�o sabem o que fazem.

Creio que me sentarei aqui de novo. Obrigado.

Dinsdale, n�o deverias responder essas cartas de condol�ncias?

- Bobagem,. Deixa que esperem. - N�o, n�o, n�o, n�o. Jack tem raz�o.

Cria uma boa impress�o. Aparta minha mente das coisas.

Tem sido um mau dia para mim, com uma coisa e outra.

Meu lorde, todavia h� alguns detalhes que gostaria de aclarar.

Agora na noite do assassinato, voc� falou com Lady Claire at� �s 11:30.

Como estava ela quando a deixou?

- Infeliz. - Oh? Porqu� isso?

Maldi��o, Brockett, que diabos importa como se sentia minha mulher?

Subiu direto para a cama e n�o escutou nada?

Creio que ouvi Tucker cantar.

A-ha.

Mas ele disse que n�o saiu da cozinha at� �s 12:00. Curioso.

Uma pergunta importante, meu lorde. Agora pense bem.

Aconteceu algo inusitado aqui recentemente?

Qualquer coisa fora do comum?

Sua Excel�ncia?

Sir Charles?

Bispo?

Detenha-o, Fraser.

Que � isto? Que est� fazendo?

Est� bem, est� bem!

Qual � a id�ia? Devo pegar um avi�o.

- Vai a algum lugar, Tucker? - Sr. Tucker, cara p�lida.

Isso parece, oh n�o? Ser�o cockteis e champagnes para um servidor.

A alegre Paris onde todas as garotas dizem, "Oui, oui."

- Um pouco precipitado, n�o ser�? - Sou uma criatura de impulsos, Sua Excel�ncia.

N�o vai a nenhum lugar, Tucker, meu amigo. Tenho perguntas e quero respostas

Bem, porque foi encontrado de p�, assim, ao lado do corpo, hein, hein?

Choque. � isso. Choque.

Choque. Eu te darei um choque, meu amigo.

- Disse-lhe tudo o que sei. - Oh, � assim?

Daniel Tucker, ali�s Alexei Kronstadt.

N�mero de membro do partido, 243.

- Porco assassino. - Jeeves � um bolchevique?

- �s um vermelho. - Sim, sou?

Que te importa a ti como passo meu tempo livre, cara p�lida?

� suspeito de um caso de assassinato. Ocultou certos fatos acerca de si mesmo.

- Que mais oculta, Tucker? - Suspeito?

Um suspeito?

Sou o velho Tuck, Sua Excel�ncia.

Pura conversa, nada de a��o.

N�o poderia cometer um crime ainda que quisesse. N�o sou o tipo.

Disse-me que descobriu o corpo de Lady Claire justo antes de chegarem os demais.

No entanto, Sua Excel�ncia jura que o ouviu cantar aqui em baixo, nesta sala, uma meia hora antes.

Oh, n�o. Oh, est� equivocado, meu lorde.

Se tua m�o te ofende, corta-a.

Diga algo por mim, Sua Execel�ncia.

Diga-lhe que est� equivocado. � o �nico que pode me ajudar.

Porque sempre foi o meu favorito, amo Jack.

o velho conde, justo antes de morrer, disse,

"Cuida desse d�bil mental, idiota, do Jack por mim, Tuck."

Eu poderia ter ido, mas fiquei.

Tuck, foi voc�.

Produto da inveja, do �dio e da vingan�a, tu a mataste!

Oh, Dan, Dan, tu, velho sujo! Inspector.

- Daniel Tucker, devo adverti-lo... - Judas Jack Iscariote!

Me jogaste no esgoto.

�s como os demais.

Mas sei porqu�.

Tu o fizeste.

Tu e Sir Charles, de p� a� como morsas em escabeche.

Voc�s os Gurneys n�o se det�m nem diante do assasinato.

Excrementos de classe alta!

Me querem fazer mal, s� porque sei demasiado.

Sei que um por cento da popula��o � dona da metade da propiedade neste pais.

E esse vomit�rio um por cento quere matar-se entre si,

enforcar-se para que o sangue azul drene f�cil e lento.

Assim que, camaradas, congregarem-se...

e enfrentarem a �ltima batalha.

Que o ex�rcito internacional una a ra�a humana.

Sou somente um vagabundo errante.

Ent�o boa noite, bela dama.

- Ah, isto � o que sempre disse. - Boas noites.

N�o se pode dar dinheiro � classe trabalhadora.

Se n�o tivesse recebido essas �30,000...

Imagina... o velho Jeeves.

Meu lorde, gostaria de expressar o prazer que foi para mim conhec�-lo.

- Bom, n�o poderia ter sido mais f�cil. - N�o foi.

Entende que s� estava fazendo o meu trabalho.

Voc� me mostrou o que significa realmente "noblesse oblige".

Cortada como carne.

Em guarda.

N�o, n�o. Eu o curei.

N�o poderia tornar-se violento. Acreditas, mais ou menos, no que acreditam os demais.

Seu trabalho terminou, "Herr Doctor". Estou adaptado.

Escovo os dentes duas vezes ao dia e sorrio.

N�o, me diz que isso � estar adaptado, hmm?

Um comportamento que se consideraria loucura num comerciante,

� visto como uma leve excentricidade num lorde.

Quero saber acerca de Claire.

Est� morta, doutor... um dos fatos da vida.

- Isso eu sei. - Est� se convertendo em limo, doutor.

- E pus fedorento! - N�o necessito saber isso!

Ent�o abandono o palco.

- Voc� a matou. - Um toque.

Voc�... a matou!

Voc� a matou!

Um espadachim digno do meu a�o.

N�o nos conhecemos em Heidelberg?

Voc� a matou!

Voc�s eram amantes fornicadores! Bailarinos de esperma!

� mentira!

Lady Claire n�o significava nada para mim.

Qui-qui-ri-qui!

Voc� a matou!

Voc� me curou!

Era um p�lido lun�tico. Voc� me converteu num assassino.

- � isso que est� dizendo? - Sim.

N�o! Sim!

- Que Deus me perdoe! - Nunca!

Que provas tem?

N�o necessito de provas. Eu sei.

Doutor, se cura a si mesmo.

De repente voc� sabe, contra toda a evid�ncia.

N�o necessita provas de ningu�m ou de nada.

Esta sua cren�a monstruosa que sou culpado � um claro caso de paran�ia.

Ouvi falar de "transfer�ncia", doutor, mas isto � rid�culo.

Se preguntarem por mim em ju�zo, diga-lhes a verdade.

- Que verdade? - Que sou 100% normal.

Touch�, "Herr Doutor".

Tem raz�o.

Ele � normal.

� s� uma sensa��o.

N�o posso confiar nas sensa��es.

Tudo o que aconteceu conforma com um padr�o cl�ssico de recupera��o.

Seus lapsos ocasionais s�o normais.

Ele me chantagear para que diga que � completamente normal, � normal.

Claire est� morta,

uma dessas terr�veis ironias...

nada a ver com o caso.

� desagrad�vel, mas

o bom lorde �... ele mesmo novamente.

A minha cabe�a estoura!

Tenho o est�mago cheio de classes altas!

Claire...

deveria ter-me especializado em enfermidades coron�rias.

Qui-qui-ri-qui.

Scheisshund!

Me fez negar-te.

Qui-qui-ri-qui.

Qui-qui-ri-qui!

Qui-qui-ri-qui!

Ah, bem, bem.

S� um pequeno artigo na p�gina tr�s, hoje. Ah...

- Que est�s fazendo? - Respondendo estas cartas de condol�ncias.

- Maldi��o. Que espere. - N�o, n�o, Jack tem raz�o. � meu dever.

Oh, agora � Jack isto, Jack aquilo.

Jack, livre-se disso. Tem sido um inferno aqui. Necessitamos f�rias.

- Boa id�ia. - N�o. Irei ocupar meu lugar na Casa dos Lordes.

A... qu�?

Qu�, agora? T�o r�pido depois da tua doen�a?

Bom, quero dizer, est�s pronto para eles?

Est�o eles prontos para mim, madame?

Trabalharemos como uma equipe uma vez que seja eleito.

Jack na Casa dos Lordes, eu no outro lugar.

Pensamos parecido acerca de um monte de coisas.

Isso � procurar por problemas.

Lindo espet�culo daria, dizendo sandices na c�mara alta.

�s t�o sanguinariamente diplom�tico, Charles.

Presta aten��o, se Jack cr� que est� pronto para eles, ent�o eu o apoio.

- Eu tamb�m. - Est� fora de quest�o!

Quem te colocou uma quest�o?

Tu colocaste uma quest�o?

Ningu�m fez uma pergunta, assim farei uma pergunta.

Quem � a cabe�a da fam�lia Gurney?

Ah... �s tu, Jack.

Ent�o n�o me fa�as escutar respostas de perguntas que ningu�m fez outra vez!

N�o fa�as de idiota, pai.

De agora em diante, s� fica calado, Charles.

O teu c�rebro se atola, Charles.

- N�o fale comigo assim! - Acabou-se, terminou.

E p�ra de zombar!

- N�o estou zombando, pai. - Sei o que � zombar!

Oh, te passarei algum dia.

Logo estar�s de p� a� ent�o... ningu�m te estar� prestando aten�ao.

Come�as a tossir, e te seca a boca.

Seca a umidade, babas. � duro!

Porque no teu interior todavia ainda tens 21!

Mas os teus p�s soam flop, flop, flop!

Oh, � duro. No interior, todavia eu tenho 21.

Sim, sim, pai. Isso chega, isso chega.

Teve seus bons tempos, mas agora s�o bolachas com leite e noites tranquilas.

Oh.

Est�s mais que curado, Jack.

Tens esse algo a mais...

o que chamamos qualidade de estrela.

Ser� um climax triunfal.

Falando de climax,

eras muito mais am�vel quando estavas pirado.

- No entanto, me amas, Jack? - Claro que sim, Annie.

Annie? Bom, porqu� Annie?

Annie, Elizabeth, Catherine, Alice, Marie Kelly...

- Jack, n�o est�s saindo outra vez... - Oh, n�o � nada, minha querida.

Tenho um grande dia diante de mim.

Falarei na Casa dos Lordes.

Oh, n�o te preocupes. S�o apenas nervos.

- Os matar�s. - A seu tempo.

Logo voltar�s para mim, espero.

Promete.

Oh, Jack.

Oh, �s t�o ador�vel quando sorris.

Oh, Jack.

Devo p�r em ordem meus pensamentos alvoro�ados, pr� e contra.

Bem, n�o te preocupes. �s um deles, at� mais.

S� vai e s� tu mesmo, doce, e te adorar�o como eu te adoro.

Jack. - V� se o carro est� pronto.

Annie.

Porcos ingleses! Puxa-saco!

N�o fiz nada! Quero justi�a!

Eu, Jack Arnold Alexander Tancred,

conde de Gurney,

juro por Deus todo poderoso...

que guardarei fiel e verdadeira lealdade...

a Sua Graciosa Majestade,

seus herdeiros e sucessores, de acordo com a lei,

e que Deus me ajude.

Meus lordes, meus lordes,

desejo chamar a aten��o para a grave inquietude que assola todo o pa�s...

pelo aumento da imoralidade. - Sim.

Meus lordes, meus lordes,

devo apoiar o nobre lorde.

N�o tem havido, durante 13 anos, nenhuma flagela��o,

nem enforcamento e tem havido um constante aumento no volume de crimes, anarquia e assassinatos.

Creio que o tratamento aveadado dos jovens delinquentes...

� completamente err�neo! - Sim! Sim!

Meus lordes, devemos aumentar as penas...

fazer da flagela��o e enforcamento o castigo de certos crimes de Estado.

O criminoso deve ser tratado como um animal.

Sim! Sim!

Meus lordes,

Tinha d�vidas de falar aqui.

Mas depois do que escutei, me dei conta...

que � aqui que eu perten�o!

Meus lordes, estes s�o tempos graves, tempos de morte.

as estrelas colapsam, o universo se encolhe a cada dia,

mas a ordem natural continua sendo crime, culpa, castigo!

N�o h� amor sem medo!

Pela sua m�o, a espada, a lan�a, o gancho,

s�o a alavanca do mundo,

esfola, apunhala, esmurra, mutila...

assim como eu...

Se... B-B-B...

Voc�s... t�m... esquecido...

como castigar, meus nobres lordes.

O forte deve manipular o d�bil!

Essa � a primeira regra do universo.

O duro sobrevive, o brando rapidamente se deixa corromper.

Este � um chamado � grandeza!

Aproxima-se o dia de combater a vossos inimigos.

N�o deixeis que vossos cora��es desfale�am,

n�o temam e n�o tremam,

nem deixem que os aterrorizem.

Porque o Senhor vosso Deus � aquele que est� convosco...

para combater por ti os teus inimigos para salvar-te.

E meus olhos n�o perdoar�o, nem terei miseric�rdia.

Os recompensarei de acordo com os vossos feitos...

e suas abomina��es que est�o no seu interior.

E dever�o saber que sou o Senhor que golpeia!

Finalmente �s um de n�s!

Bem feito, Jack!

Adiante, soldados crist�os

Marchando para a guerra

Com a cruz de Jesus

Adiante n�s vamos

Cristo o mestre real

Nosso guia contra os inimigos

Adiante para a batalha

V� seus estandartes

Adiante, soldados crist�os

Marchando para a guerra

Com a cruz de Jesus

Adiante n�s vamos

Arco-�ris no c�u

A luz do sol nos meus olhos

�s tudo para mim

Oh, meu Jack

O rio de prata que corre

O sonho agrad�vel de ver�o

�s tudo para mim

Oh, meu Jack

�s meu mundo, �s minha vida, �s meu sonho feito reali....

Sou Jack!

Sou Jack!

Sou Jack!

Abaixo nos teus calcanhares Na ponta dos dedos dos p�s

V� como se sente V� como vai

Todos fazem a li��o

Todos fazem a li��o

Todos fazem a li��o

Do universit�rio

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