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Ninguém é o que parece.
Como pode!
Como no inicio.
Não?
Não no inicio.
Não há perspectiva.
Porquê? Porque o fizeste?
A FORTALEZA SECRETA
- Pare aqui. - Não me vou aproximar mais desse lugar.
- Onde diabos estamos? - Calma, amigo.
Saiam. Este é o fim da linha.
Escute. O que está a fazer?
Pagamos até ao fim da linha.
Comecem a andar dois quilómetros, rua abaixo!
Muito obrigada.
Esse é o tipo de rapariga com a qual gostaria de assentar.
Bonita, mas não em demasia.
Estou feliz que tenha vindo.
Corpo bonito, sorriso bonito. Boa na cama. Vê-se como ela se move!
Talvez devesses convidá-la para sair.
Sim, devo isso a mim próprio.
É altura de ter algo com sentido.
Estou farto de aventuras com cadetes do espaço.
O que me chamaste?
Tens razão sobre o sorriso, Falamos sobre o resto mais tarde.
A.J., é melhor me pedires desculpa.
Porquê? Disse-o para teu beneficio. Sabia que estavas a ouvir.
Esperas mesmo que acredite nisso?
Claro.
- Gostei muito da sua actuação. - Obrigado.
De nada.
Foi baleado mesmo na rua.
Claro que é o trabalho de terroristas, não há a mínima dúvida.
- Quando aconteceu isto? - Acho que esta manhã.
A Polícia prendeu alguém?
Um deles foi capturado, Mas ainda nem sabem seu nome.
- Nem era americano, pois não? - Porquê?
Não sei, nem sei porque perguntei algo tão estranho.
Dizem que eu sou vidente. Estou morta por comida mexicana.
- Uma mesa para dois. - Seu nome?
Scott James.
Mata a família.
Não percebo porque a tequila é a única bebida que posso beber.
Talvez o sal me impeça de vomitar.
Desde que me mantenha afastada do WC.
Não é obrigada a dizer-me o que a está a transtornar,
mas não é obrigada a estar aqui e fazer de conta que está tudo bem.
Obrigada.
- Estou feliz que me tenha convidado. - Eu também.
Isso é uma grande mentira!
Talvez se me animar um pouco isso passe a ser verdade.
Gostei como incorporou artes marciais na sua dança esta noite. Como as aprendeu?
Artes marciais? Não estou.
Meu irmão estudou três anos e foi algo com que eu cresci.
- Ele compete? - Não.
Acho que poderia se ele quisesse.
Ele estudou no exterior durante uns anos.
Não me parece que isso impressione alguém como tu.
A mim impressionou.
Acho que ainda me impressiona senão não o teria mencionado.
Sabe o que me interessa?
- Porque se castiga tanto? - Insegurança.
Ter que morar com meus pais até arranjar emprego, não ajudou muito.
É difícil ser bailarina e tentar arranjar trabalho em Los Angeles.
Entra.
Há alguém aqui. Eu sinto-o.
Outra vez não! Mudei essa lâmpada na terça-feira passada.
Onde?
Deite-se!
Não se levante!
Nancy.
Meu Deus... ninjas.
Têm de ser...
Mas eles não existem mais.
Operadora, ligue-me à polícia.
Não podem existir.
Ninguém sabe disso além de mim e de Seikura.
Aproxima-te!
Que raios me estás a fazer?
A vossa primeira lição.
Esperem o inesperado.
E não confiem em ninguém.
Virem aqui para treinar
assumem um compromisso
que vai além das vossas causas individuais,
Sejam eles políticos, religiosos ou puramente mercenários.
Estão agora ligados por certos códigos, que preferem morte à captura.
E ninguém vos conseguirá persuadir a dizer a técnica do vosso treino,
Ou a localização deste lugar.
Se o fizerem
a família, filhos, esposa, irmãos, irmãs serão mortos sem clemência.
Filho da mãe!
Vais pagar por isto!
Estive a pensar no que aconteceu ontem e estou preocupado.
Tens os teus motivos para não lutar, mas não te armes em santo.
Desculpa, foi um golpe abaixo.
Só que estes terroristas... eu não acredito nisto.
- Não eram terroristas. Eram ninjas. - Que queres dizer não eram terroristas?
Sabias que o tipo que detiveram em Paris é irmão da Nancy?
- Onde ouviste isso? - Está no jornal.
Queres tomar pequeno almoço aqui ou no café perto do ginásio?
Acho que não treino esta manhã. Vou dar uma volta de carro.
Scott, isto é pior que a guerra. Muito pior.
Acho que te estás a deixar levar, só conheces a miúda há algumas horas.
Não é apenas a miúda.
Eu sei a resposta só tu podes sonhar ninja.
Seikura, tu és meu irmão.
Controlem-se, tenham calma. Mantenham o temperamento.
Se estas envolvido, Mcarn é o teu anti-terrorista.
Tenho de tirar isto daqui.
Pergunto-me que estúpido pode matar um animal como este!
Este desgraçado já não!
Sou um homem razoável.
Mas se o meu 1º tiro não matar um segundo mata-o de certeza.
Excepto a este bastardo! A este deixava-o sofrer.
- É dele que estamos a falar? - Porque seria? Já ouvi tudo.
Isso é o que me está a intrigar. Tu ouves mas não ages.
Por muito que me condenes por viver a matar...
são pessoas como tu que fazem as pessoas matar para viver.
Achei um ninja ontem à noite. Pensei se sabias se algum tinha entrado no pais?
Espera lá. Sou muito bom a História.
Se tu viste um ninja, viste um fantasma.
O meu interesse é pessoal, não negócios.
Isso já é um erro.
Tu vês esse ninja muitas vezes ou apenas quando há lua cheia?
Se souberes de alguma coisa, gostaria que me alertasses.
Já agora, o Ben agora está a trabalhar para mim.
- Não acredito. - Porque não?
Ben só precisa de um olho bom para disparar uma arma.
Não era isso que queria dizer.
Eu sei, estás muito feliz a culpar-te das tristezas da vida.
Ele está tão feliz por ter saído desses
torneios de artes marciais que já nem é divertido.
Além disso como ele o vê, ele se ter aleijado...
foi a vontade de Deus.
E se o virmos dessa maneira te culpares só te prejudica a ti
se te meteres recebes os louros.
Tu sempre foste bom a entender as pessoas, mas eu não.
E tu sempre foste um filho da mãe... Mas eu não o sou.
- Meu, já acabaste o treino? - Sim, talvez volte mais tarde.
Aquele teu amigo de ontem à noite. Era o James Scott?
Ele pode envergonhar qualquer um aqui, incluindo eu.
- Sim, mas já não compete mais. - Depois de todo este tempo?
Vi o combate. O facto do outro se ter aleijado não é razão para não competir.
Diz-lhe isso a ele. Eu já tentei. Até logo.
Adagas.
Tu.
Meu Deus...
Seria muito melhor se eles utilizassem pessoas reais.
E vão usar.
- Olá. - Olá.
- Tenho um problema, pode ajudar-me? - Posso tentar.
- Isso não é uma resposta muito clara. - Ainda não disse-me que problema é.
É uma coisa estúpida.
Talento é o meu nome do meio!
Ainda bem. É aqui atrás...
Parece que a roda traseira quer ir para o céu e eu quero ir para Los Angels.
Epá...
- Como conseguiu fazer isto? - Com coragem e planeamento.
Enganei-me na estrada
e quando tentei voltar, o acelerador bloqueou.
Posso pôr-me atrás e tentar dar empurrar.
A ver se os pára-choques gostam.
Isso era óptimo.
Não seria mais seguro se você levasse o meu carro e eu o seu?
Para si talvez.
Seria estranho pensar na sua segurança antes da minha.
Está bem.
Não está a ceder muito facilmente?
Só estou a fazer um favor a uma bela mulher...
- Isso são tretas. - Ainda bem que reconheceu.
As chaves estão lá dentro.
Eu estou realmente com pressa. Deixe-me dizer obrigado.
Espero poder retribuir o favor um dia.
Se passar na minha vizinhança por favor, 4120 Ashton.
Passe para tomar uma bebida. Eu ia adorar.
É justo.
- Obrigada. - De nada.
Está tudo bem.
- O que faz aqui? - Você levou as minhas chaves.
- Estou envergonhada. - Não é o fim do mundo.
Porque não manda o táxi embora e eu levo-o até ao seu carro.
- Não se está a precipitar? - Não entendo.
- Como sabe que estou certo das chaves. - Não sei.
Lila, trazes-me a minha carteira, por favor?
Leva-o. Vamos, querido.
- Gostaria de entrar? - Não, obrigado.
Entraria se eu dissesse que trouxe as suas chaves de propósito?
Provavelmente.
Gostaria de o ter feito.
Obrigada.
Vejamos...
Por favor, deixe-me levá-lo. Parece-me correcto.
Com uma condição. Você não conduz.
Eu conduzo.
- Seu nome é Johann? - Não.
- A Nancy Stancers disse... - Eu só trabalho para o irmão.
- O que quer? - Falar sobre uma missão.
- Eu já tenho um emprego. - Eu sei. Eu disse missão.
- Adeus. - Espere...
Devias de ter mais cuidado com quem falas.
- Podes acabar mal acompanhado. - Também não pareces tão "limpo".
Dá-lhe umas facadas e nódoas negras e deixa-o no hotel, perto de Canal Street.
Enquanto explico a este jovem porque não é preciso chamar a policia.
Sobre a minha longa amizade com o Scott e coisas em geral.
Algumas informações inteligentes.
Porque não me convidou para sair?
Talvez por saber que estava à espera disso.
Então porque não me diz algo que não esteja à espera?
- A quem pertence este carro? - É meu.
Não é o que dizem os documentos.
Que fazia nas redondezas da casa do McCarn?
Mc quem?
Deite-se!
- Não pare. - Eu quero saber quem são.
Eu sei quem eles são.
Disse que sabia quem eram.
Sim.
Meu pai era o proprietário de várias editoras na Europa.
Há uns seis meses atrás foi morto por terroristas.
E como herdeira do seu império
comecei a receber cartas com ameaças para mudar as...
políticas editoriais... ou eu era a seguinte.
Eu recusei, claro.
Fui aconselhada a sair da Europa e ficar aqui um tempo.
- Porque não contratou um guarda-costas. - Eu fiz isso. Dois.
Eles conduziam a limusine.
Acho que não me deva queixar. Muitos não têm razões para viver.
E claro nada pelo que morrer.
Desculpe por ser mórbida.
E sinto muito por o ter arrastado para isto tudo.
Que tal jantar comigo hoje?
Isso significa que me tornei um objecto de tua pena?
De preocupação.
Obrigada.
Parem!
Se isto fosse uma situação hostil tu, tu e tu estariam vivos!
Tu estarias ferido ou em perigo! E tu estarias morto!
Quando o corpo dorme,
a mente nunca dorme.
Eu sei que ouvi alguém.
Mcarn sabe. Mcarn está a mentir.
Não é hábito dele encobrir.
Porque não me disse?
Um rato do campo.
- E depois? - Matei-o um segundo antes de o veres.
Que se passa rapazes!
Vamos voltar a dormir.
Não, ainda não, obrigado.
- Desculpe, estou atrasado. - Não faz mal. Nunca liguei a horas.
É apenas tempo. Quer algo para beber?
- Há whisky, vodka, vinho... - Não interessa.
Vejamos, whisky é um pouco banal e vodka não é muito cerimonioso.
Qual é seu envolvimento com McCarn, E não me diga Mc... quem.
Os dois guardas costas que contratei eram homens de Mcarn.
E os tipos que nos perseguiram hoje? Acho que também os contratou.
- A verdade antes de uma bebida? - Eu não bebo.
- Tens personalidade, tenho que inventar. - Isso não é o suficiente.
Eu sei. Tenho umas bochechas muito confiantes.
A verdade.
Eu queria contratá-lo mas o McCarn disse que isso era impossível.
Contratar-me para quê?
Para achar um homem chamado Seikura... e para matá-lo.
Porquê?
Porque ele treina terroristas nas suas técnicas ninja.
A arte de matar silenciosamente.
Na verdade havia três homens. Madani, no deserto da Síria...
E Kromos na Grécia.
Mas Madani e Kromo "reformaram-se" há pouco porque foram mortos.
Sim. Eu tive algo a ver com isso.
Num caso forneci o dinheiro, e no outro as informações.
Qual era o plano no meu caso?
Esperava convencê-lo...
se tivesse um interesse pessoal nesta coisa.
Isso é um insulto para ambos.
Isso faz de mim estúpido E a ti uma prostituta.
Talvez num certo aspecto até... fiquei feliz por não ter funcionado.
Estou feliz por estares feliz. Adeus.
Não te esqueça da tua integridade.
Sem ela estás perto de ser um coração de pedra.
Senta-te.
Pára com isso.
Não pode ser verdade.
Justine está a mentir outra vez.
Não tu, Seikura. Não tu.
Querida, onde estão os amendoins?
Já lhe disse, senhor. Estão no fundo do bar.
É a história da minha vida. Estão sempre do outro lado!
Que queres dizer com Nancy Bale ser uma agente?
A companhia de dança viajava muito e ela aproveitou-as...
para levar o dinheiro de um grupo terroristas para que o irmão trabalhava.
Deu barracada quando o irmão fugiu em Paris e contou tudo à policia.
- Como sabes isso tudo? - Fiz alguma pesquisa.
Conheci um tipo que te conhece e a um terrorista chamado McCarn.
Não sei como Nancy pensou que podia sair de um grupo terrorista
como se fosse duma equipa de vólei.
Raios, conheço equipas de voleibol!
- McCarn, como conheceste McCarn? - Procurávamos a mesma pessoa.
Um terrorista alemão chamado Johann. Ele matou-o antes dele poder falar.
Então eu e Mcarn estivemos a falar.
A.J., que se passa contigo?
O que aconteceu ontem à noite foi muito perto de casa, para meu gosto.
Certo. Mas não é nada para tu ou eu...
Então quem? A Polícia? O Governo? Não podem fazer nada.
Estes bandos são internacionais Outros países nem os podem extraditar.
Eu disse-te que eram ninjas.
- Ninjas? - Sim.
Estás a falar de assassinos de primeira classe.
- Não existem há 300 anos! - Não significa que tenham desaparecido.
Scott, nós temos que treinar muito. Mas ninjas?
Esses tipos tem que treinar 3 anos antes de poderem disparar uma seta.
- Já não existe esse tipo de devoção. - Está bem. Como queiras.
- Queres deixar-me de fora? - É melhor que falar quando deves ouvir.
Ao menos não estou sentado no rabo como alguém que conheço.
O que se passa? Não é teu insultares...
Sou sim. Estou é farto de o guardar cá dentro.
O que pensas alcançar ao te envolveres nisto tudo?
Não sei, talvez nada, mas pelo menos não me acobardo.
A.J., meu mau menino!
Vais ter que me pedir desculpa. Estou ali há espera há mais de um...
Sim, sim... mas só um minuto.
Lembraste de me dizer que o velho que te adoptou te disse...
nunca mais podias voltar?
Onde queres chegar?
No fundo do meu cérebro pensei que ele talvez fosse parte desta trama.
Agora acho que fosse um ninja.
Não há lado negro na natureza de meu pai.
Ok, Scott, faz isso à tua maneira. Vamos, querida.
Ainda estão activos.
A.J. tem razão. Tenho que começar a agir.
Sim, quero uma missão.
Quem está a recrutar?
Certo.
Os novos recrutas começam a chegar amanhã.
Mas se não graduarmos estes não vai haver lugar para eles.
Parem!
Isto é uma morte.
Isto é uma morte.
Isto lesiona.
Isto mata.
Isto... é uma desgraça.
Porquê?
O mundo está cheio de falhanços.
Não tenciones de juntar a esses números.
Tu és um porco.
Tu não és nada. Vai levar no rabo.
Que disseste?
Diz em inglês!
Eu disse...
Podes agarrar neste sitio e enfiá-lo!
- É o Vitti? - Vitti? Esses são do outro lado.
- Desculpe. - Não faz mal.
Bem, vamos recomeçar.
- É o Vitti? - Senhor Vitti.
Vim alistar-me.
- Tem experiência? - Que chegue.
Fala Esloveno? Ou Árabe?
- Um pouco de Japonês. - Parece-me fraco a mim.
Dá-lhe uma hipótese. Deixa-o sentar.
- Porque quer alistar-se? - O pagamento parece bom.
Preciso de informações sobre si.
Para um ninja... a fraqueza é uma arma.
A ilusão, uma maneira de viver.
Isto deve bastar. Iremos contactá-lo.
- Agradeço-lhe. - Continuo a dizer que é fraco.
Porque tens que o aborrecer?
Não gosto que me façam de parvo.
E?
O nome dele não é Steve Colby. É Scott James.
Não... Porque não mo disseste?
O que dirá agora o Doggo?
Mais interessante... O que irá Doggo fazer?
Que se passa com o Scott? Telefono e ele nunca liga de volta.
- Ouça, não sou seu guarda costas. - Todos sabem que ele te ouve.
Estou orgulhoso de ti, A.J. Vou fazer o que disseste.
Agora estou pronto.
Vamos encontrar-nos, Seikura. Se nós éramos irmãos...
porque não foi minha a vitoria tua?
- Seikura! - É minha! Ele fez batota!
- Pede perdão ao teu irmão! - Eu não peço nada.
Prova-me que a merecias.
- Covarde. - Seikura!
Violaste a disciplina e trouxeste desonra paras todos!
A partir deste dia teu nome não será pronunciado na minha presença.
Nem no meu lar. Rejeito-te e a tua memória totalmente!
Tenta nunca o procurar.
Nunca te esqueças... ele não é mais seu irmão.
Ele é teu inimigo para toda a vida.
Pai, eu não entendo.
Se vencer é o nosso objectivo porque um de nós tem de perder?
Pode oferecer a uma senhora uma palavra de carinho?
O quê?
Perguntei se pode dar a uma senhora uma palavra de carinho.
- Sente-se. - Obrigada.
Se lhe serve de consolo, não é o único que sofre de dilemas morais.
Não é nenhum consolo.
Confesso que gostava de acabar.
Sabia o tipo de dor que lhe ia causar ao falar de Seikura.
E há uma parte de mim que tem vergonha disso.
- Gostaria de acreditar em si. - Mas?
- Não acredito. - Vou usar uma táctica diferente.
Se Seikura fosse um homem bom
e ele fosse morto como o meu pai foi...
não ia querer vingar a sua morte?
Talvez. Mas não acredito em aceitar julgamentos de outros.
Mas para julgar tem que se importar.
Para se importar temos que poder estar perto de outras pessoas.
Mas acho que Seikura lhe arruinou essa parte.
Quem a arruinou a si?
Eu fui muito mimada.
Até recentemente não sabia que me podia importar
mas agora que sei isso, quero mudar.
- Boa sorte. - Sinto-me melhor.
Acho que toquei no sitio certo.
Eu não.
- Eu duvido. - Claro que dúvida.
Estou farta de jogar este jogo contigo.
Raios, ajuda-me a pará-lo.
E eu a pensar que estavas a trabalhar.
Justine, este é o A.J.
- O prazer é meu. - Como está?
- Se estavam no meio de algo... - Não, não faz mal.
- Há alguma razão para ele a esconder? - Está a esconder-me?
- O jogo é aberto a todos. - Incluam-me nele.
Penso que champanhe será um bom começo.
Não estás em forma estes dias.
Acho que vou desistir.
- Quero falar contigo mais tarde, ok? - Claro.
Vive aqui ou está só de visita?
- Só de visita. - Óptimo.
Um aviso.
Para o resto das vossas vidas
vossas acções e amizades, serão conhecidas por nós.
Qualquer violação ao Código será punido com a morte.
- Quem é? - A.J.
- Querias falar comigo? - Sim, o que te disse a Justine?
Nada em especial. Demos umas boas gargalhadas e bebemos champanhe.
Digo-te uma coisa. Ela é uma mulher que tem tudo!
Tens de olhar mais fundo porque ela não pensa em ninguém, só nela.
E há alguém que não o faça?
Há uma diferença entre isso e usar as pessoas.
Porque achas que ela me está a usar?
Porque não acreditas que ela talvez goste de mim?
Estás a ver as coisas de modo errado.
Scott, desde que nos conhecemos nunca fiquei chateado por perder para ti.
Isso não faz de mim o segundo melhor...
Estás bêbado.
Disse-te isso quando entrei.
Já que estás na cidade porque não ligas ao Sharky?
Não tenho nada a dizer ao Sharky.
Doggo não é a resposta. Mas se eu for até ele...
eles tem que vir até mim.
Ouve, Doggo. Porque não me deixas regressar ao meu grupo?
Penso que Seikura te ia mandar de novo para cá
com mais disciplina.
Se tentas mudar a minha mente e tornar-me um dos teus mercenários...
Primeiro demonstra que tens uma mente.
Temos uns novatos aqui.
Anda, tenho que os ir ver.
Mexe-te.
Todos para os bancos.
Vamos, sentem-se.
Temos oportunidades de trabalho na África do Sul e no Médio Oriente.
Talvez venha algo da América Central.
Quando ouvirem o vosso nome vão para ali sossegados e obedientes.
E digam a vossa preferência de trabalho.
Steve Colby, avança.
Steve Colby é o teu nome verdadeiro?
Isso importa?
Não.
É procurado por algum crime ou por problemas de pagamento, Sr. Colby?
Não.
- Então o que está a fazer aqui? - Eu sou bom no mercado mundial.
Com treino mais especializado poderia aumentar o meu preço.
Que tipo de treino especializado?
Sei que tem ligações com um tal Seikura que ensina o estilo ninja.
E queria aprendê-lo.
Eu também queria aprender, se soubesse que raios é um ninja.
Algum de vocês sabe o que é um ninja?
Não é o novo modelo de carro japonês?
Lamento. Temo que fez a viagem até cá para nada.
- É pena. - Não necessariamente.
Talvez possa dar um espectáculo. Para vermos se é assim tão bom.
Numa próxima vez.
Tu sais quando ele mandar. Entendes?
Filho da mãe! Vou lixar-te o...
Queres tentar outra vez?
Está bem, está bem. Já mostraste a tua cena.
- Não é preciso enterrar ninguém. - Posso ir agora?
Sim, vai e não voltes.
Toma conta disto.
Doggo, Scott James esteve cá, o que não foi nenhuma surpresa
mas quem lhe deu o nome do Seikura?
E quem te disse que isso ia acontecer?
Acho que ela é mais que isso. Vamos mata-la.
Queres a última palavra? Tens a última palavra.
- Porque não gostas de Hamlet? - Porque ele não se decide.
Ele só foi mais rápido, e rápido e não saiu dali.
Bem, essa é uma interpretação interessante.
O que se passa?
Nada. Apenas...
Dá-me apenas um minuto para me recompor.
- Diz-me só o... - Não, por favor!
Se não me dizes o que tens não te posso ajudar.
Desculpa.
Estou cansada de viver com medo.
- Pergunto-me quando eles... - Quando quem faz o quê?
Apenas abraça-me. Abraça-me.
Quando é que paras de brincar e começas a agir?
- Quando tiver boas informações. - Boas, uma ova.
Estás a preparar-te para te meteres nesta coisa.
Não tens que te culpar se tens que lutar até acima.
Isso é força ou sabedoria?
Há quanto tempo brincas com esses grupos de pesquisa?
O tipo de pesquisa que faço não é propriamente um jogo.
Três anos.
Eu disse-te que isso não ia durar e não durou.
Então porque vou amanhã para Seattle?
Uma pergunta melhor. Porque não ficas aqui a ver a Expo?
E porque treinas todos os dias?
Temos que nos juntar para uma bebida na próxima viagem.
Não queres sair da cidade sem ter visto o Tibor.
- Quem é o Tibor? - Um financiador para grupos terroristas.
Pensavas que esses idiotas tinham cérebro para se sustentarem?
Doggo não é mais que uma glorificante agência de trabalho.
Eles não se importam,. Terroristas, mercenários...
Eles não se interessam quem ou o quê treinam naquele sitio.
O Tibor não. Tibor está por dentro de tudo.
Obrigado, mas todo esse assunto é muito sensível para mim.
E para todos as pessoas racionais.
Até o próximo grupo de inocentes ser raptado, ser refém ou ser morto.
Adoro a maneira natural como tu dizes as coisas.
Eu preocupo-me.
Não vejo nenhuma batata.
Sai daqui, fio de azeite!
Não me diga! Está interessado num casaco de couro com pele.
- Que quer dizer? - Não está interessado no casaco?
Volte-se.
Firme e escalado como uma figura feminina o deve usar.
Acredite em mim.
E o que quer?
- Podemos falar em privado. - Leva-a a experimentar outro casaco.
Venha.
Por favor.
Então, que posso fazer por si?
Preciso de informações sobre um tipo chamado Seikura.
Seikura? Trabalho com peles. Não em rádios transístores.
Seikura treina homens. E Doggo arranja-lhe esses homens...
E você fornece ambos com dinheiro.
Sim...
É verdade, fiz uma vez negócio com esses homens.
Eu tinha um irmão mais novo, Isaac.
Um grande atleta.
Ele foi morto nos Jogos Olímpicos de Munique.
Eu estava louco. Queria justiça.
Mas sabe uma coisa? A justiça é para os jovens.
Além disso... terroristas são loucos.
Os mercenários eu entendo. Mas os terroristas...
- Onde é o campo de treino de Seikura? - Pergunte à Doggo.
Meus clientes são grandes empresas. Elas não se importam com os detalhes.
Apenas no quanto vai custar.
Amigo...
Antes de sair para ir tentar salvar o mundo, deixe-me dizer uma coisa.
O mundo não quer ser salvo.
- Ele quer ser deixado em paz. - O seu mundo talvez. Não o meu.
- Não viste mesmo o A.J. hoje? - Estás a pôr-me doido, sabes?
Tens um talento nato e desperdiça-lo.
Quando penso no dinheiro que tu podias ganhar...
Não estou interessado no dinheiro.
Então, oferece-o, dá-o para a caridade, livra-te dele.
Sharky não estou interessado em voltar a lutar. Só quero treinar.
Ok, ok, eu desisto.
Escuta, tenho algo para ti.
Posso consegui-lo de novo? Consigo combater-te agora?
Pára de pensar nisso.
Não é preciso chegar a isso.
Controlo, disciplina.
- Porque escolheste essa arma? - Porquê? Tens medo dela?
Talvez.
O que estás a fazer aqui?
Doggo mandou-me buscar um ficheiro.
Sabes que não podes vir cá sozinha. Estou a preocupar-me com a tua atitude.
O que devo fazer? Sentir-me leal ao Doggo?
Este lugar é apenas uma incubadora para assassinos!
Devias estar agradecida por ter um teto até o teu grupo se formar.
Agradecida? Doggo ordenou que fosse numa missão para o Egipto.
Sabes que há no Egipto? Dólares para ele e o privilégio de morrer para mim!
- Vá lá. Deixa-me em paz. - Dá-me isso.
A.J., Justine, vocês nem se iam conhecer
se não fosse por mim.
Sinto-me responsável.
Eu sou a ligação.
Ainda não é demasiado tarde.
Ainda posso mudar as coisas.
Preciso da tua ajuda.
Gosto da maneira como dizes "por favor".
Isto é só porque tenho medo de ti.
Isto é ridículo. Se me quisesses tirá-la, eu não te poderia impedir.
Além disso... Além disso nada.
Mais importante. Como me meti nisto tudo.
Sou o tipo de pessoa que não vê consequências.
Foi por isso que a vi no campo do Doggo?
Posso sentar-me? A explicação vai demorar.
A rapariga desertou. Já é a quinta pessoa este ano, Doggo.
A resposta é o que penso? És menos que inspirador?
- De que raios estás a falar? - Bem, considera isto...
Os recrutas estavam bem quando voltaram do Seikura.
- Foi no teu campo que... - Seikura é um fanático.
Eu sou um empresário.
Dependendo do quanto estás a adorar esta conversa...
só quero permissão para ir procurar a rapariga.
Demasiado tarde, amigo.
As forças do Seikura já estão a tratar disso.
Isso prova o que disse. Ele é um fanático.
Até pode ser. Mas isto é uma certeza:
Devido a este pequeno incidente, Seikura pôs-nos a descoberto.
Ele não vai aceitar mais recrutas nossos para treinar.
Penso que chegou a altura para um banho de sangue, não é?
Tu não és capaz!
Todos, os meus pais... todos.
Não viviam. Apenas existiam.
Todas as coisas ruins a acontecer no mundo e elas não os afectavam.
Eu queria algo para me preocupar. Algo pelo que viver.
Por isso eu acabei com Doggo e depois fui treinar com Seikura.
Eu não a posso ajudar. Vai ter que enfrentar as suas responsabilidades.
Raios, não sei porque vim até si.
Você não é melhor que eles!
Scott, abre a porta!
Desculpe, não era para vir. Mas preciso da tua ajuda.
- Viste o A.J.? - Não, porquê?
Porque...
- Quem é ela? - Não importa.
Tenho algo para te dizer e acho que não vais gostar.
- Estou à espera. - Não consigo encontrar o A.J.
Ele era para se encontrar comigo e acho que ele foi procurar o Seikura.
- O quê? - Raios, não me acuses.
- Não tive tempo disso. - A culpa não foi minha.
Foi, mas não foi.
Eu alimentei o incêndio, mas não o acendi.
Então porque as tuas palavras não interessam?
Querias um homem para esta missão e agora já tens um.
Eu queria-te a ti porque tu podias ter sucesso.
Por favor,.
Ajuda-me a encontra-lo.
- Porque a mudança súbita? - Não!
Porque é tão difícil falar contigo? Eu encontro-o!
Se tu não o fazes eu encontro-o.
Pode dizer-me como chegar ao campo de Seikura?
- Não lhe posso dizer como chegar lá... - Porquê? Você treinou lá!
Eu sei que treinei lá, mas é um pouco mais complicado que isso.
- A.J., pensei que tinhas partido! - Estou para partir.
Pode pôr isto na caixa do James Scott?
Claro.
- Não. Não vás. - Porquê? Sabe bem ter uma causa.
Eu sei como isso te faz sentir bastante importante.
- Eu sinto-me já importante. - Não. Achas que Scott é melhor que tu!
E isso é estúpido. Não podes comparar maçãs e laranjas.
Se fosse Scott, tentarias impedi-lo?
Essa não é a questão A.J.!
McCarn!
Raios, AJ! Estás a comparar maçãs e laranjas! Não o podes fazer!
Para o aeroporto!
Ajudem! Ali!
- Porque tenho tanto frio? - Espere!
Doggo... Raios! Um destes dias vou ter que matar esse...
Vamos sair daqui. Quem o fez já está longe.
Chama o Scott James e diz-lhe para chegar aqui.
Verifica o destino daquele táxi.
Sabes, estão polícias por todo o lado.
Olá?
Está Bem.
Espera aqui.
Uma coisa que me fascinava no pensamento oriental.
Era uma espada de dois gumes. Tipo: não tomar uma acção é uma acção.
Nunca te cansas de me analisar?
Sim, odeio isso. Mas eu sei os meus limites.
Seikura está para lá de mim agora.
Onde vais?
- Atrás do A.J. - Demasiado tarde.
- Chegou ao aeroporto há meia hora. - Há mais que um voo esta noite.
Não esta noite. Não para onde ele vai.
Assumindo que A.J. chegue até ao Seikura.
- Onde fica a base de Seikura? - Diz-se que na Venezuela ou no Brasil.
Penso que é na América Central.
- Vou-te arranjar guarda-costas. - Eu não preciso deles.
Mas vais tê-los na mesma.
Podes levar-me até ao Seikura?
Está bem. Não te posso dizer como lá chegar, mas levo-te lá.
- O sofá é teu. Partimos de manhã. - Seikura é de quem tenho andado a fugir.
Eu também.
Tivemos queixas de barulho. O que se passa?
Desculpe o barulho. Noite de núpcias. Acho que nos entusiasmamos...
- Certo. Mas não exagerem. - Está bem. Fique descansado.
Disse para esperarem até eles baterem no chão.
Chama os rapazes e limpa este lugar.
Tudo isto e ainda não queres deter o Seikura.
- Só queres é deter o A.J. - Exactamente.
- Negócios, acho eu. - Sempre o foi.
Eu ia sentir-me melhor depois de matarem aquele filho da mãe.
Podia até tirar umas férias. No Havai, talvez.
Havai.
Parece ser um belo local para se estar de manhã.
Vamos.
Espera. Onde vamos antes?
- Posso precisar de coisas... - Eu empresto-te o meu shampoo.
Ele vem.
- Tome. - Fica aqui?
Que país na América Central?
Não sei. Esqueci-me.
Senhor... vá lá. Que país na América Central?
- Não me chateies. Vai-te embora. - Vá lá. Qual?
Tenes dinero?
Dinheiro.
Muito.
- Falamos. - Está bem.
Vai chegar lá, não se preocupe.
- Quanto tempo demora? - Algumas horas.
O que posso fazer por si?
Quando me vais deixar de tratar como uma leprosa?
Desculpa. Não era minha intenção.
Sei que não sou a pessoa mais razoável.
Mas nunca matei ninguém.
Nem nunca magoei ninguém.
Excepto Jimmy Sattles que incendiou o meu porco.
Tinhas um porco?
Não tinha um porco, tinha o porco. Ele ganhava todo tipo de prémios!
- Quanto mais falta? - 60, talvez 70 milhas.
Independente do que podes pensar de mim
tu tiveste ligações na vida que eu não tive.
Que queres dizer?
Independente do que Seikura se tornou...
tinhas um irmão e um pai para cuidarem de ti. Isso é importante.
Se as pessoas soubessem de tudo quando nascem...
não teriam razões para viver.
Laura...
Dorme.
Seria mais fácil se tiver perto de ti.
Se não estiver de volta até amanhã tu sabes como contactar o McCarn.
Não me sinto bem em ficar para trás.
Olha, sou o tipo de pessoa que tem a regra de dizer aquilo que faz.
Boa ou má, eu era uma deles, marchei na parada, que saiu da fila.
E não me sinto bem em ter que me desculpar por isso.
Então, faz alguma coisa. Mas não aqui, não agora.
A.J., estás aqui. Lamento.
Se pudesse estar no seu lugar.
Consigo fazê-lo? Consigo matar o meu irmão?
Porquê, Seikura? Porque teve que chegar a isto?
Então, Bob? Estás bêbado de novo?
Não o matem!
Bem-vindo a casa.
Scott!
AJ!
Meu Deus, Scott!
Raios! Esta é a minha luta! Eu escolhi-a!
AJ!
Tu sabes o caminho.
Seikura! Deixa-o ir!
O teu amigo está à espera.
Cuidado!
Morre, filho da mãe!
Seikura!
Não!
Malditos nazis cobardes!
- O que estão a fazer ai parados? - Nós somos pagos para lutar.
É por isso que vocês só são uns mercenários reles?
Reles?
Vamos lá.
Entre na carroçaria e abre a válvula do barril.
Certo.
Desta vez foste tu que quebraste a disciplina.
Não me atormentas mais, Seikura.
Vou matar-te.
Legendas: Drakken
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