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Original subtitles

O TERR�VEL PESADELO

Tradu��o e Sincroniza��o das Legendas Nete Domi

Estou come�ando a me lembrar. Algumas coisas est�o mais claras.

- Eu era um passageiro no carro. - J� disse isso, Chris.

Eu me lembro de mais. Era o primeiro oficial de um cargueiro americano.

T�nhamos chegado a Liverpool. �amos para Londres.

- Qual era o nome do barco? - Pride of Illinois.

- De onde tinham zarpado? - Da cidade de Nova York.

Como era o nome do capit�o?

Jason Barlow, um grande homem barbudo. N�s n�o nos d�vamos bem.

Tivemos problemas no Rio, tinha ido para terra e...

Voc� est� inventando.

Sim, � verdade.

Por que?

Eu queria recompensar o seu esfor�o. Achei que voc� merecia uma resposta.

- Ainda nada? - Sinto muito... nada.

� como olhar atrav�s de um t�nel. Eu vejo a luz, mas muito distante.

Eu nasci 4 meses atr�s na estrada. Minha outra vida n�o existe.

- N�o me lembro de nada da anterior. - Sinto muito, Chris.

Eu fiz tudo que pude. Tempo � a nossa esperan�a.

Voc� deve lutar. Em algum lugar est� a mem�ria de um ter�o de sua vida.

- Talvez esteja melhor sem ela. - D� tempo ao tempo.

Quanto tempo? Sem passado, n�o tenho futuro.

Quanto tempo voc� pode viver no limbo sem enlouquecer?

Sinto muito, Chris. Eu fiz o que pude.

N�o me entenda errado, agrade�o o que fez por mim.

O bra�o e a perna est�o bem, minha cabe�a tamb�m.

Todos fizeram um excelente trabalho.

E nem sou eu quem est� pagando pelo tratamento.

Entendo o que quer dizer, mas voc� ainda continua no escuro.

Toda semana chega pelo correio o dinheiro, com as mesmas instru��es.

Para usar no seu tratamento.

O saldo � para voc� usar quando decidir parar.

Mas seu benfeitor an�nimo n�o se contentou apenas com isso.

Alugou um apartamento para voc�. Aqui est� o endere�o e a chave.

Dizem que cavalo dado n�o se olha os dentes.

Normalmente diria para voltar para casa, mas voc� n�o sabe onde fica.

Ent�o digo, use este apartamento. Descanse, relaxe, fique saud�vel.

Lembre-se que voc� j� esteve � beira da morte. Acalme-se.

Aceite as coisas como elas s�o e cuide-se.

- A mente nos prega pe�as. - Como o que?

A mente pode ser diab�lica.

Parece que quer confirmar o que acabei de falar, que estou ficando louco.

N�o quis dizer isso, uma fratura no cr�nio � coisa s�ria.

-Vejo voc� antes de partir? - J� fez as malas?

- N�o McConell vai fazer isso. - Ela cuidou muito bem de voc�.

Vejo voc� mais tarde.

- Droga! - Calma, calma.

- Disse que voc� faria as malas. - Me preocupo com voc�.

Me deu mais problemas que 14 pacientes juntos.

- Talvez seja meu encanto americano. - Como voc� � convencido.

- Dr. Keller deixou tudo claro? - Me declarou saud�vel e deu alta.

- Onde vai morar? - Richmond Court.

- Meu benfeitor alugou um apto. - Tem muita sorte.

- N�o se aluga em Londres sem indica��o. - E eu n�o lembro de nada.

Nem sequer do meu nome.

N�o creio que tenha esquecido um rosto como este.

Nunca a vi, provavelmente nem a tenha conhecido.

Voc� pode ser estranho, mas n�o acredito que recorte fotos

ao menos que tenha uma boa raz�o.

Talvez seja casado com ela.

Algo me diz que n�o � o tipo que casa.

Como pode dizer isso?

Terei muito tempo para descobrir.

Se � casado?

Para saber quem sou eu e quem � ela.

Porque tenho a foto dela comigo no momento do acidente.

Quem paga o apto. � o bastante para me manter ocupado por 6 meses.

E como ficamos?

Olhe, haver� tempo de sobra para nos preocuparmos

com "n�s" quando souber mais sobre "mim".

-Devo descobrir sozinho. -Se � o que quer.

Estas s�o suas pilulas. Se tiver dor de cabe�a, tome uma.

Sim, enfermeira, posso ir agora?

-Vou lev�-lo at� a porta. -N�o esqueceu algo?

A n�o ser que queira que a beije na frente de todos.

- O que foi? - Me perdoe.

Sempre choro nas despedidas. Bobagem, n�o �?

N�o acho.

Vou chamar um t�xi.

Qual � o endere�o?

64, Charing Cross Road.

HEMMINGS DETETIVE PARTICULAR

� linda, posso entender seu interesse.

Tudo � muito simples, Sr. ... Smith?

- Smith. - Vamos deixar tudo claro.

Deseja que descubra duas coisas, quem paga seu tratamento

e onde est� linda senhora, certo?

- Quando posso saber? - Espere um pouco, senhor.

Disse que era simples, n�o que era f�cil. N�o � nada f�cil.

Vamos nos concentrar, o que temos para come�ar?

Me disse que o dinheiro chega pelo correio. N�o � rastre�vel.

E quanto a isso, o que significa?

Por isso o procurei. Quero que descubra.

Claro. Certamente n�s vamos descobrir.

Devo saber algo mais? Sobre voc�, por exemplo?

Por que?

Bem, saber que tipo de pessoa vou ajudar, a ajuda � mais f�cil.

Por exemplo, por que deseja encontrar esta senhora?

Ela quebrou uma promessa? N�o.

Alguma disputa de pens�o aliment�cia?

Bem, vamos resolver, vamos resolver de algum modo.

N�o temos nada mais a discutir, al�m dos meus honor�rios.

Que tal 15 guin�us por dia mais despesas?

- 10, e voc� paga as despesas. - Parece satisfat�rio.

E posso ach�-lo... no apto. 2, Cobertura, Richmond Court.

COBERTURA DE LUXO

- Por que n�o se acalma? - Eu n�o quero.

- Descansar vai fazer bem. - N�o quero descansar!

Quer dizer que estou louco?

Diga mais vezes e come�ar� a acreditar.

- Eu n�o disse isso! - Voc� disse!

- Por favor... - N�o fale mais nada!

N�o me trate como crian�a! Me deixe em paz! Cale a boca!

Cale a boca ou vou faz�-la calar!

N�o, n�o!!

Marcus Allan...

Sim, � uma das fotos do Sr. Allan. Do que se trata?

- Quero ver o Sr. Allan. - Imposs�vel. Est� muito ocupado.

Talvez possa arrumar um hor�rio para voc�. Na pr�xima...

� para vende suti�, n�o voc�. Fique mais ereta, cabe�a abaixada.

Assim, perfeito.

Mais tr�s, Roy. Assim, saia da frente, Terry!

Sr. Allan, posso fazer uma pergunta?

Desculpe, ele invadiu, eu tentei impedi-lo.

- Saia, estou ocupado. - S� vai demorar um segundo.

- Pode me dizer quem � ela? - Por que?

- Eu quero saber. - Desculpe, n�o posso dizer.

Voc� me ouviu? Quero saber quem ela �.

Ouvi perfeitamente. Desculpe, tenho muito o que fazer.

-Est� pisando no meu p�. -Devo chamar a pol�cia?

- N�o, pode ir, obrigada.

-Qual � seu interesse? -Quero saber quem � ela?

Costuma ser minha modelo at� 6 meses atr�s, claro.

Por que claro?

-Morreu, foi assassinada. -Como?

� facadas.

V�rias facadas, disseram. In�meras les�es.

-N�o acredito. -� seu direito.

- � verdade. -Onde aconteceu?

- Um apartamento vazio. Cobertura. - Richmond Court?

Isso mesmo, se sabia, porque veio aqui

com toda esta agressividade?

- A n�o ser que precisa disso. - S� me diga o que aconteceu.

Esta agressividade n�o vai me pressionar.

Posso pressionar sua cabe�a

se n�o me contar como aconteceu.

Est� come�ando a me irritar.

S� me diga.

Foi esfaqueada e envolveram seu corpo em uma cortina de pl�stico.

Aconteceu h� 6 meses e voc� sabe aonde. Por favor,

tenho que trabalhar.

Dou 5 libras se me deixar usar seu carro. 10 libras!

N�o me fa�a perder tempo.

- Falo s�rio! - Eu tamb�m. Vou chamar a pol�cia!

- Viu uma mulher num carro azul? - Vamos, Henry.

- Carro esportivo azul, mulher? - N�o, n�o vimos?

Tem que ter visto!

T�xi!

Juraria que a vi h� uns 15 minutos em um carro.

A pessoa que disse que ela estava morta... � de confian�a?

N�o sei, n�o h� raz�o para ter mentido.

E se pensa que a viu, acha que pode estar viva?

� minha �nica liga��o com o passado. Talvez ela tenha a resposta.

- Quem � ela? - N�o sei.

� muito interessante, mas n�o � a raz�o de sua visita?

Voc� disse uma vez que a mente pode trazer dem�nios do passado.

- Realmente acha isso? - Sim, aconteceu alguma coisa?

N�o, n�o, n�o vou mais incomod�-lo.

Quando vir� me ver de novo?

- Acha que � necess�rio? - Acho que deveria.

Desculpe, doutor, mas prefiro enfrentar meu passado sozinho.

Se tiver problemas, eu vou cham�-lo.

Como desejar.

Obrigado.

Tem algu�m aqui?

- Ol�, Sr. Smith, vim v�-lo. - A garota est� aqui em algum lugar.

Que garota?

A garota da fotografia.

- Me disse que ela estava morta. - N�o est�, seu carro est� l� fora.

- N�o vi nenhum carro. - Estava estacionado na entrada.

Estava aqui.

Eu juro que ela veio at� este andar.

Sr. Smith, vim dizer que n�o trabalharei mais no seu caso.

- Por que n�o? - N�o sou obrigado a dizer.

-Mas eu estou pagando. - Bem, j� que insiste.

Visitei o Dr. Keller esta manh�. Ele me disse que esteve muito doente.

- E da�? - Me disse que sofreu um acidente.

Que sua mem�ria foi afetada, e al�m disso, que talvez

o acidente possa ter deixado sequelas, podemos dizer assim.

- Que sequelas? - Estou repetindo o que ele disse.

Me disse para n�o acreditar em tudo que voc� disser

porque podem ser alucina��es.

- Ele disse que eu estava louco? - N�o, mas que n�o era confi�vel.

E por tudo que passou, est� imaginando coisas. A garota morta.

Ela n�o est� morta.

Pode ser, mas n�o tenho nenhum interesse em seu caso.

Se me der licen�a.

Pode sair do caminho, Sr. Smith? Desejo ir embora.

Receio que vou ter que

tir�-lo do meu caminho.

- Deve estar brincando. - Eu n�o brinco.

Deveria tentar Sr. Hemmings.

Desculpe, Sr. Smith.

Bom dia.

-N�o quero descansar. -Acho que deveria.

Est� tentando me enlouquecer.

Continua dizendo para que eu acredite.

-Eu n�o disse isso! -N�o quero que diga mais isso!

Pare de me tratar como uma crian�a! Cale a boca!

Cale a boca! N�o entende quando eu falo?

N�o, n�o!!

Parece que viu um fantasma.

- Est� me constrangendo, Sr. Smith. - Estou esperando que desapare�a.

Isso eu posso fazer!

N�o, por favor, n�o se v�.

Voc� me deixou confusa por um momento.

Gostaria que parasse de me encarar. Me sinto incomodada.

Ent�o voc� � Christopher Smith?

- Assim me chamam. - N�o � seu verdadeiro nome?

- N�o sei. - N�o, claro que n�o.

Desculpe, achei que lembraria.

Por que?

Melhor que eu me apresente.

Meu nome � Denise James.

Bem, seu acidente. Meu marido era o motorista do carro.

- Ent�o j� a encontrei antes? - Nunca nos vimos, eu lembraria.

- Estava com uma foto sua. - A foto pertencia a meu marido.

Voc� deveria estar morta. Allan me disse que foi assassinada.

- Estava enganado. - Eu a vi esta tarde.

- Quase me atropelou com seu carro. - Faz uma hora que cheguei a Londres.

Fiquei fora durante tr�s meses.

- Porque veio aqui, Sra. James ? - Por favor, me chame de Denise.

Se n�o, vou cham�-lo de Sr. Smith. E para mim agora voc� � Christopher.

- O que sabe sobre mim? - Estava no carro com meu marido.

Ele bebe muito, talvez o acidente tenha sido culpa dele.

- E me sinto respons�vel. - Financeiramente respons�vel?

Meu marido era um homem muito rico. Deixou uma grande heran�a.

- N�o se sinta moralmente indignado. - Isso � mais do que indigna��o!

- Este apartamento... � seu? - Sim, todo o edif�cio � meu.

Eu preparei o apto. para voc�. Espero que fique at� se recuperar.

- Isso pode levar muito tempo. - Parece perfeitamente saud�vel.

Posso parecer, mas n�o estou.

Eu a vi 2 vezes hoje em Londres, e voc� nem sequer estava l�.

- Escuto vozes, duas pessoas brigando. - N�o h� ningu�m...

- Eu sei, mas escuto vozes! - Est� falando s�rio?

Sim, eu falo!

Pode ser algu�m que parece comigo. E em rela��o � minha morte

o homem deve ter se enganado. Vozes? Todos temos pesadelos.

Com coisas ensanguentadas?

Venha aqui.

- Para que? - Quero mostrar algo.

H� poucos minutos, vi uma faca ensanguentada

e o chuveiro estava ligado.

Tem certeza que n�o imaginou tudo isso?

N�o, s� estou tentando fazer que entenda meu ponto de vista.

- Eu disse que n�o estava bem. - Bem, tem uma �tima imagina��o.

N�o vejo motivo para fazer drama.

Estou tentando n�o fazer.

Olhe, Christopher, voc� � o �nico ser vivo aqui.

Deve ter imaginado.

Bem, isso pode acontecer com qualquer um.

- Concorda? - Com o que?

Que se trata de uma coincid�ncia somada a sua imagina��o.

-Se voc� diz. - N�o, Chris, voc� deve dizer.

Quem pode ser?

- Ol�, Chris. - Gina, entre por favor.

Esta � Denise James. Gina McConel, minha enfermeira.

-Como vai? -Quer beber algo?

N�o, obrigada. S� passei para ver se Chris estava bem.

O Dr. Keller disse que havia estado em sua cl�nica

esta manh�. Quer�a saber se havia algo errado.

- N�o, ele est� bem agora. - Entendo.

- Desculpe t�-los incomodado. - N�o incomoda, srta. McConel.

Chris, certeza que est� bem? N�o parece.

Agora estou bem.

Estou vendo, boa noite.

Adeus, srta. McConel. Muito prazer em conhec�-la.

Boa noite, Chris.

- Est� apaixonada por voc�. - Eu duvido.

Eu n�o.

- Posso tomar outro drinque? - Claro, o que est� bebendo?

Aqui n�o, me leve para jantar.

- Onde quer ir? - Voc� decide.

N�o posso, perdi a mem�ria. N�o lembro de nenhum lugar.

- Obrigada, Chris. - Fiz uma boa escolha?

- Muito boa. Costumava vir aqui. - Com seu marido? O que ele fazia?

Por estranho que pare�a, n�o sei. S� sabia que tinha dinheiro.

Deveria vir de algum lugar. Nunca perguntei, ele nunca me disse.

- Parecia uma rela��o confort�vel. - Era uma boa rela��o.

- Desculpe, n�o quis ser rude. - Eu sei.

Por que o chamam de Chris?

Por causa de uma medalha de S�o Cristov�o que levava no dia do acidente.

Devia ser o dia de folga do Santo.

Que n�s vamos fazer com voc�, Sr. Christopher Smith?

- N�s? - Voc� se importa?

- Sabe no que est� se envolvendo? - J� estou envolvida.

Por que esperou tanto tempo?

Achei que tinha que dar tempo antes de aparecer na sua vida.

Se eu me lembrasse se j� a vi alguma vez.

-Ent�o n�o teria sentido. -Acho que tem raz�o.

Vamos?

- Quer fazer seu pedido? - N�o, � caro demais.

- Por favor, por que n�o descansa? - Eu n�o quero dormir!

- Basta!

Diga mais vezes e vou achar que estou louco!

- Eu n�o disse isso. - Disse sim!

Cale a boca ou farei voc� calar!

- Pare, n�o me ouve? - N�o, n�o!

Chris!

O que houve? O que houve?

As vozes... voc� n�o ouve?

Vamos, venha, Chris.

Est� tudo bem.

- O que est� fazendo? - Chamando um m�dico.

N�o se incomode.

-Ele lhe dar� algo. - Uma camisa de for�a.

N�o fale assim, tem alguma p�lula, algum medicamento?

No quarto, na mesinha de cabeceira.

- S�o estas, Chris? - Sim, obrigado.

- Outra dor de cabe�a? - Sim.

Est� muito forte?

O que faz aqui? Achei que n�s ver�amos pela manh�.

N�o fa�a perguntas.

Vamos.

Aceite que vim para cuidar de voc�.

Durma e quando acordar vou estar aqui.

N�o est� mais sozinho.

Amanh� come�aremos a busca. Vamos voltar ao come�o.

Ao come�o de tudo... come�o de tudo...

Obrigado.

Que horas s�o?

- Quatro e meia. - Seu sotaque � horr�vel.

Um pouco tarde para reclamar de meu sotaque, n�o �?

N�o, meu marido vai voltar.

- Ele vai reclamar do meu sotaque tamb�m? - Voc� vai ver, se ele o encontrar.

- Que horas ele chega em casa? - Cinco horas.

- O que seu marido faz? - Trabalha.

Enquanto sua esposa mant�m o lar aquecido?

Aqui � muito chato.

Tenho que achar algo para me divertir.

Fico feliz em ver que ainda est� procurando.

-Perdeu alguma coisa? - N�o sei...

Acho que minha carteira.

Talvez tenha ca�do do seu bolso.

Talvez tenha raz�o.

- O que foi? - S� queria me despedir.

- Onde ela est�? - N�o entendo.

Vou contar at� tr�s. Onde est� minha carteira?

N�o me diga que ca� neste golpe na minha idade?

Saia!

Tudo bem, tudo bem, n�o vou incomodar.

Se n�o se importa, vou pegar de volta.

Foi uma anfitri� muito agrad�vel.

Est�pido idiota! O que est� fazendo?

Se importa em dar um passeio?

Que est� fazendo, se afaste!

Do que se tratava?

O marido de minha irm�, s� tentava proteg�-la.

- Sua irm�? Voc� � americano! - Minha m�e � francesa.

- Aonde vamos? - Estou indo para UK.

-Onde � UK? - Minha casa.

Casa?

- Oh, Inglaterra, claro. - Por que claro?

Seu sotaque franc�s.

Posso ir com voc�?

- Se quiser. - Ser� dif�cil quando chegar, mas darei jeito.

- Que tipo de dificuldade? - Esqueci meu passaporte.

- N�o te deixar�o entrar sem um! - Se eu voltar, v�o me matar.

- Vou lev�-lo at� um hotel. - Certo, est� muito longe?

Umas duas horas. Vou l� passar a noite e pegarei o voo pela manh�.

- N�s ficamos aqui? - Eu fico, adeus.

-D� para pagar um quarto aqui? - Acho que sim.

- E um jantar para dois? - Se voc� n�o comer muito.

Mas amanh� estar� sozinho. N�o quero problemas com a justi�a.

Da pr�xima vez irei de trem ou de barco!

- � como nascer de novo. - Me preocupei que pudesse sufocar.

Queria terminar o trabalho? Bem, isto � a Inglaterra?

Estamos muito perto do aeroporto. Podem ver voc�, voc� guia.

Voc� vai gostar muito deles. Minha m�e � uma do�ura.

E papai um amor, v�o adorar voc�!

Vai conseguir um trabalho para voc�. Ser� maravilhoso!

Nos veremos todos os dias... e noites.

Absolutamente maravilhoso. Precisamos abastecer.

-Porque n�o vai retocar a maquiagem? -Acha que preciso?

Claro, que n�o, mas temos um longo caminho pela frente.

O dinheiro para a gasolina est� na minha carteira.

- E foi de repente? - O problema �...

� que minha irm� est� se separando do marido.

N�o quero me envolver nisso. Para onde vai?

- Londres. - Ser� perfeito para mim.

Se importa se eu dormir? N�o consegui dormir � noite.

- Consolando sua irm�? - Sim, algo assim.

N�o vai demorar. Prestem aten��o na estrada.

Jogue!

LONDRES 40 MILHAS

- E ent�o? - Eu lembro.

-E antes disso? - Ainda nada.

- N�o acho que seja uma boa ideia. - Temos que come�ar em algum lugar.

Sabemos que ia para Londres. Mas... de onde vinha?

-Isso � o que devemos descobrir. -Bem, de algum lugar.

Foi entre aqui e Maidstone, isso � o que sabemos.

- Como? - Meu marido vinha de l�.

Nunca vamos conseguir. � rid�culo. Vamos voltar para casa.

Fa�a uma lista de poss�veis locais entre aqui e Maidstone.

- Todos que significam algo. - S�o muitos.

Vamos visitar todos. Algu�m vai reconhecer voc�.

- Est� muito confiante. - Estou confiante, vamos tentar.

S� que � dif�cil, mas � importante para n�s.

Tem que entender que depois de tanto tempo, estou perdendo o interesse.

N�o quer saber quem voc� �?

� uma pergunta idiota.

Mas devemos tentar e voc� sempre acha que tudo � in�til.

Se trata do seu passado. Voc� perdeu a mem�ria.

- Voc� � o �nico... - Pare de me atormentar!

Bem, me desculpe.

Desculpe, Denise, eu...

O que h�, Chris?

- Onde achou isso? - O que?

- A faca. Onde a encontrou? - Estava na gaveta.

- N�o, n�o estava. - Estava na gaveta.

- Antes n�o estava. - Eu mesma a comprei.

- Chris... - Viu minhas p�lulas?

- Enxaqueca? - Sim.

Obrigado.

- H� algo que eu possa fazer, Chris? - Me diga a verdade sobre a faca.

Eu j� disse.

Quer dizer que n�o estava coberta de sangue?

N�o sei o que viu.

Estou dizendo que vi esta faca ensanguentada!

Sujou as minhas m�os.

Porque n�o se deita e descansa? Eu vou cham�-lo...

N�o quero descansar!

Descansar um pouco far� bem a voc�.

N�o quero deitar.

- Porque n�o se deita? - N�o quero deitar!

Tenta fazer acreditar que estou louco. Diga mais vezes e vou acreditar!

- O que quer dizer?

- Eu digo que voc� falou! -Eu n�o disse isso.

- Pare de falar, n�o quero ouvir mais. -Querido, por favor...

-Pare de me tratar como um crian�a! - Cale a boca ou a farei calar!

- Por favor, Chris, acalme-se. - Cale a boca!

- N�o me diga que estou louco! - Chris, n�o!

Voc� j� disse muitas vezes. Cale-se!

-O que est� havendo com voc�? -Tem que se calar!

Por favor, n�o!

Por favor, n�o!

J� era hora!

O que houve?

O que fez na m�o?

Venha aqui. Chris, o que houve? Como se cortou?

Aqui... Deixe-me ver.

-N�o h� nenhum corte - Eu a matei.

- Matou quem? - Denise.

- Denise James? - Tive que matar.

Chris, pare de dizer bobagens!

No chuveiro.

- Quem � ela? - Denise.

Venha aqui, Chris. Olhe.

Quem � ela? Nunca a vi em minha vida.

- Deixe-me falar para o Dr. Keller. - Porque?

Ele saber� o que fazer.

- Certo, v� falar com ele. - E quanto a voc�?

Eu vou ficar aqui.

N�o atenda a porta e nem ao telefone. Eu volto logo.

Desculpe incomodar t�o tarde, mas � muito importante.

O que pode ser t�o importante que n�o pode esperar at� amanh�?

- � sobre Christopher Smith. - O que aconteceu?

Al�m da amn�sia, ele tem alguma doen�a mental?

- N�o, n�o acredito. - Poderia matar algu�m?

- � uma pergunta incomum, enfermeira. - Sim, eu sei, mas... poderia?

N�o, n�o creio que seria capaz de matar algu�m em condi��es normais.

Mas lembre-se que n�o sabemos qual � seu estado normal.

Poderia ter sido capaz de fazer isso antes, n�o sabemos.

Creio que eu sei.

Se disser que ele est� com problemas, mas n�o � culpa dele, o ajudaria?

Claro, ele ainda � meu paciente.

Ent�o venha comigo ao apto. dele e contarei no caminho.

Espere um pouco.

Chris?

- N�o entendo! - Ele disse que esperaria?

- Sim, ele disse. - Ent�o devemos encontr�-lo.

Em seu estado, pode fazer qualquer coisa.

Al�? Chris, est�vamos preocupados.

- Aonde est�? - Em uma cabine. Gina est� a�?

- N�o, n�o est�. - Chris!

Desculpe, Chris, deixei o telefone cair.

N�o, Gina n�o est� aqui, mas voc� deveria estar aqui.

Aonde est�? Eu vou busc�-lo.

Estou em Chelsea, na Kings Road. Em um pub chamado "The Red Lion".

Vou esper�-lo.

Muito bem, eu vou busc�-lo.

Irei o mais r�pido poss�vel. Me espere, n�o saia da�.

Chegou em uns 20 minutos.

O que houve de errado?

N�o me ouviu? O que houve de errado?

- Eu ouvi, n�o sei. - Sabia que ela daria problema.

- O que voc� fez? - Dei um soco nela.

Bateu nela? Idiota... Porque os homens s�o t�o est�pidos?

N�o bastava s� sumir com sua esposa. Tinha que complicar tudo.

- Concordamos que era um boa ideia. - Voc� concordou.

Eu disse que era perigoso desde o princ�pio.

Era imposs�vel dar errado.

Quando acabasse o efeito da droga, ele veria o corpo de minha esposa e fugiria.

Eu o conhe�o, ia dar tudo certo.

- Era s� um corpo. - O que? E agora o que fazer?

Eu n�o sei, n�o havia lugar para ela em meus planos.

N�o havia lugar para nada, querido. "Minha esposa n�o me daria o div�rcio".

Ela n�o daria! "Sim, meu plano n�o pode falhar."

Bem, falhou! E o que faremos?

Tenho que ir busc�-lo. Est� mal por causa do choque.

Acho que ainda pode dar certo.

Tem trabalho para fazer aqui. E r�pido.

Antes que me envolva ainda mais, algo mais pode dar errado?

N�o, acho que n�o.

- O gravador no apartamento? - Eu j� tirei.

- As p�lulas? Marcus Allan? - Ele n�o falar� nada.

O que vamos fazer com ela?

O mesmo que fizemos antes. No chuveiro.

Traga-o e diga que a descobrimos aqui, ele com certeza vai fugir.

Depois chamaremos a pol�cia, como planejamos.

Quando chegarem v�o descobrir tamb�m o corpo de sua esposa

eles n�o v�o achar estranho, o homem � completamente louco.

- Voc� confirmar� no tribunal. - Entendo.

Bem, tenho que ir. N�o temos muito tempo.

V�, eu cuido dela, o que est� esperando?

Parece que viu um fantasma, como me disse.

Chris, querido, onde esteve?

- O Dr. Keller foi buscar voc�. - Eu sei, eu o vi sair.

De onde ligou?

Da cabine do outro lado da rua.

- Onde est� Gina? - N�o est� aqui.

- Deseja algo antes que eu saia? - Por favor, n�o v�.

Tenho que ir.

Prefiro que fique.

Agora que est� bem, o doutor vir� cuidar de voc�.

-Boa noite. -Boa noite.

Por que n�o tenta abrir a trava de cima, querida?

- Qual � o problema, Chris? - Estou louco, n�o se lembra?

- N�o fa�a piadas idiotas. - N�o estou fazendo.

- Eu tamb�m matei algu�m, n�o �? - N�o quero ouvir nada mais.

- Pensei que havia matado voc�. - Isso � rid�culo.

- Era o que voc� queria ou n�o? - N�o entendo o que quer dizer.

O Dr. Keller vir� cuidar de voc�. Ent�o, Chris, deveria descansar.

Sabe que eu estou certa. Voc� n�o est� bem, est� doente.

N�o, n�o estou.

Voc� mesmo disse que n�o est� bem e n�o est�! Veja o que tem passado.

Vozes estranhas, alucina��es e perda de mem�ria.

- Nem lembra de nada. - Mas agora eu lembro.

Lembro j� h� bastante tempo, tr�s semanas ap�s o acidente.

N�o vai perguntar porque continuei fingindo? Vou dizer assim mesmo.

Andava vagando pela Europa. Um Jo�o Ningu�m, sem trabalho ou dinheiro.

De repente despertei no hospital. Tinha um bra�o

e uma perna quebrados e uma fratura no cr�nio.

Cuidaram de mim e algu�m pagava meu tratamento.

Se n�o tivesse aceitado, a� sim estaria louco, n�o �?

Mas ver� que sou um verdadeiro c�nico, sabia

que havia algo errado. Quer�a descobrir o que era.

Mas mal acabei de sair do hospital comecei a ouvir vozes estranhas.

Via coisas e pessoas que n�o existiam.

Quase acreditei que estava louco.

N�o sabia que eram as p�lulas que o Dr. Keller me dava.

E a especial que voc� me deu nesta noite me nocauteou.

Voc� arriscou muito.

Oh, n�o, nunca me arrisco.

- Agora sei que n�o me ama. - N�o estou brincando.

V� para o terra�o ou o matarei.

Saia!

Por favor espere l� dentro, senhora.

Obrigado, apesar que n�o gostei muito de seu senso dram�tico.

- Sr. Smith? - N�o, obrigado.

- Como v�, ele trabalha para mim. - Sim, mas n�o me paga as despesas.

Sinto muito pela discuss�o que tivemos no outro dia.

Foi um mal entendido.

Ele � homem esperto, mandou analisar as p�lulas que o Dr. Keller me deu.

- D�ga o que descobriu. - Un narc�tico pouco potente.

S� o suficiente para causar enxaquecas e alucina��es.

- Mas sei que voc� j� sabia. - Oh, ela sabia.

E agora?

Keller vai descobrir logo que n�o estou naquele pub.

Possivelmente vai ligar. Quero que diga que estou aqui.

E isso � tudo que eu quero que diga. Fui claro?

O que vai fazer?

Por que n�o se comporta como uma boa menina e veja o que vai acontecer?

N�o est� aqui, o que foi? Fale mais alto, n�o te escuto.

Eu disse que ele est� aqui, aqui no apartamento.

D� uma das p�lulas para ele e v� embora.

Eu me encarrego de tudo.

A senhora e o cavalheiro j� est�o sob cust�dia.

- Isso � tudo, sr. Smith? - Acredito que sim.

Nesse caso, tenho meus honor�rios Descontei algum por nossa...

- Pode enviar para mim. - Prefiro receber agora.

-Agora ser� melhor. -Quer me causar mais problemas?

- N�o, se puder evitar. - Ent�o me envie a conta!

Quanto lhe devo Sr. Hemmings?

Obrigado, Sr. Smith. Para onde envio o recibo?

- Envie para meu apartamento. - O que? Entendo.

Bom dia.

Bem, voc� � a m�dica, enfermeira.

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