All language subtitles for GTM - CRUISIN {1980} ENG.DVDRIP - Al Pacino, Paul Sorvino, Karen Allen

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PARCEIROS DA NOITE

Capit�o!

H� algo � frente da proa.

V� se corresponde ao tronco do m�s passado.

Sen�o j� sabe, doutor, "circunst�ncias indeterminadas...

-sujeitas a investiga��o policial." -Espere a�.

Temos aqui uma m�o.

Se conseguirmos uma impress�o digital, temos um homicidio.

Diga-me qual � a causa da morte.

S� com isto n�o posso.

� �bvio que n�o foi suic�dio, nem morte natural.

N�o posso declarar um homic�dio sem causa de morte.

lsso significa que tenho de encontrar o resto do corpo.

Nada feito. Estou atolado de trabalho.

� s� um jogo de n�meros. Para voc�s, � contar os cad�veres.

A �nica forma de declarar um homic�dio

� se tivermos algu�m que assine uma confiss�o.

CIRCUNST�NCIAS INDETERMINADAS SUJEITO A INVESTIGAC�O POLICIAL

Ela n�o me vai fazer de bobo.

Foi para a Fl�rida com as crian�as, ver a irm�, deixou-me um bilhete.

Dez anos.

-S�o todas uns trastes. -Como?

S�o todas uns trastes.

-Quem? -Todas elas.

Est� melhor assim.

Limite-se a conduzir.

Vai conduzir este carro a vida toda. N�o sabe nada.

Eu pego aquela puta.

N�o vai aprontar comigo.

Eu a pego.

-Voc� vai pegar. -Pode ter certeza.

Um dia, esta cidade toda vai pelos ares.

Antes, conseguia jogar bola nestas ruas.

Agora olhe para aqueles tipos.

Meu Deus, o que est� acontecendo?

Meninas, est�o trabalhando?

-Est� comprando? -N�o querida, n�o estou.

O que � isso?

Voc� vai se quebrar se cair desse salto.

-Sim e a tua irm� tamb�m. -A minha o qu�?

Vem c�, vou te dar na cara.

Vem!

Deixe-nos em paz, pode ser?

J� disse para vir aqui.

J� me ferrou semana passada, dur�o.

Fez-me muito bem.

Querido, n�o aguento ser preso outra vez este m�s.

Voc� est� outra vez na minha esquina. Sabe o que isso quer dizer?

Entre no carro.

Para dentro do carro.

Viado.

Voc� me lembra um tipo que conheci.

Era um chupador de coca.

Antes disso, era chupador de rolha.

-Voc�s s�o hil�rios.

-Ah �?

Vem c�. Quero te mostrar meu cassetete.

Anda.

Chega aqui.

DISCOTECA PARTICULAR

NOITE DO DISTRITO

Tenho o que � preciso?

-Detesto cigarro. -� mesmo?

-� nojento. -Pois eu gosto.

� como uma regress�o anal.

Se quiser parar de fumar, sugiro que tente outra forma de birra infantil.

N�o quero deixar.

Sugiro que passe uma pena de avestruz...

desde o fundo das costas, pela espinha at� � nuca.

Parece viciante.

-Por que voc� vem aqui? -E voc�?

Estou com baixa auto-estima, preciso ser venerado e adorado.

-De onde voc� �? -De Marte.

Fant�stico. Nunca o fiz com um marciano.

O que voc� t� fazendo?

Procurando um ma�o de cigarros.

Porqu�, est� com medo?

Devia ter?

J� foste roubado?

N�o tenho nada para me roubarem.

N�o acredito que voc� n�o tem medo.

Quem est� aqui?

Eu estou aqui

Voc� est� aqui

Agora, tenho medo.

Sim.

Deite-se.

Vamos.

Deite-se.

Isso... Vire-se.

-O qu�? -Disse para se virar.

-O que voc� vai fazer? -Eu sei o que tenho de fazer.

Por favor.

N�o quero que fique apertado.

Por favor. Por favor.

Por favor. Por favor. Por. . .

Voc� me obrigou a faz�-lo.

O �nus estava dilatado � hora da morte,

uma ligeira fissura indica rela��es sexuais.

Encontramos s�men,

mas n�o consigo identific�-lo.

-O que quer dizer? -Aspermia.

Na minha l�ngua...

N�o h� espermatoz�ides. O assassino anda a disparar cartuchos vazios.

O s�men deu positivo, mas n�o cont�m espermatoz�ides.

Por que n�o?

Talvez sofra de alguma aberra��o ou disfun��o fisica.

Pode ter os test�culos infectados ou ter feito uma vasectomia.

E o que mais?

Este primeiro ferimento est� limpo,

ele foi apanhado desprevenido.

Mas estes s�o defensivos, significa que tentou resistir.

A sequ�ncia � de cima pra baixo...

e pelo �ngulo de entrada, diria que o assassino � destro.

-A faca deixa impress�es. -� verdade.

E pelos golpes, amplitude do corte, profundidade,

cerca de sete cent�metros na carne,

coincide com as outras mortes. Bastante.

Eu conhe�o-o. Sim, conhe�o este tipo.

J� n�o anda mais por aqui.

Ele roubou uns caras nas redondezas.

Tamb�m conheco este. Eu o vi na sauna.

A melhor trepada do mundo.

Voc� trabalhou com ele na zona chique?

Na zona chique com ele? N�o.

N�o trabalho com ningu�m.

O cliente vem me ver e me diz o que quer.

Fantasias, uma viagem.

O tipo foi visto com o professor de Columbia que foi morto.

E diz que voc� o apresentou.

� possivel.

Mas este tipo n�o � um assassino.

� um facilitador.

Est� bem.

Tenho de falar contigo a s�s.

Est� bem.

Preciso de um favor, cara.

H� dois policiais do 6.� Distrito...

que est�o atr�s de mim.

Quem s�o?

Acho que um se chama Simone, ou algo assim.

O outro � Jerry qualquer coisa.

S�o parceiros. Uns verdadeiros dur�es.

H� algumas noites, eles me pegaram...

e o Simone me obrigou a chup�-lo no carro patrulha.

Tire os p�s da mesa.

Voc� � cheio de papo.

-Juro por Deus. -Como sabe que eles s�o policiais?

Tinham distintivos e estavam num carro patrulha.

-Os n�meros dos distintivos? -S�o do 6.� Distrito.

Sabe quantos malandros s�o presos por fingirem ser policiais?

H� mais homens se passando por policiais do que policiais de verdade.

-Preciso de um favor. -Quer colocar uma escuta?

Vou te levar aos Assuntos lnternos e apresentaremos queixa.

Escute o que estou dizendo. Estes caras s�o a esc�ria.

Quero nomes ou n�meros, ou n�o me venha com hist�rias.

Cara, voc� precisa tanto de mim como eu preciso de voc�.

Cai fora.

Filho da puta.

-Comandante Edelstein? -� Edelson.

Desculpe. Sou Steve Burns.

Feche a porta. Sente-se.

Burns.

Por que voc� acha que foi chamado aqui?

N�o sei. Disseram-me que havia...

uma miss�o especial...

e que eu era a pessoa indicada.

Deixe-me perguntar uma coisa.

Algum homem j� te chupou?

Um homem? N�o.

-Bem, eu... -J� meteram em voc�?

Ou deixou um homem pegar no teu pau?

S� pode estar brincando.

T� certo, t� brincando comigo, eu sabia.

N�o.

N�o? Ent�o, acho que sou o homem errado.

Olha para aquele quadro.

Paul Vincent era professor na Universidade de Columbia.

Loren Lukas era ator.

O assassinato do Hotel St. James. Li sobre isso.

O que acha de desaparecer?

-Desaparecer? -Trabalhar disfar�ado.

Estas mortes t�m um modus operandi similar,

mas tamb�m temos encontrado peda�os de corpos flutuando no rio.

N�o sabemos nada destas v�timas.

Nem sequer sabemos quem s�o.

Acredito que foram mortas pelo mesma pessoa que matou estes aqui.

Ent�o, por que eu?

Bem, francamente, as v�timas parecem ter o mesmo tipo fisica.

Isto �, todos se parecem contigo.

Quase nos 30, entre 65 e 70 quilos.

Cabelo e olhos escuros.

Sei.

Quero te p�r na rua pra ver se voc� consegue atrair o criminoso.

Para onde?

O Lukas e o Vincent n�o viviam uma vida gay "normal".

Eles tinham um fetiche por couro. Sadomasoquismo.

� um universo � parte.

N�o sei o que voc� sabe sobre este tipo de coisa.

Se voc� aceitar esta miss�o, ter� mais experi�ncia que qualquer outro detetive.

Posso andar armado?

Sem arma, sem distintivo. Receber� uma vez por m�s.

V�o te ligar pra dizer onde pegar o dinheiro. Voc� se reportar� a mim somente.

E ningu�m pode saber nada do que voc� est� fazendo.

Sem len�o e sem documento?

O que me diz?

Sim, adoraria.

Que nova miss�o � esta que voc� est� metido?

N�o posso falar sobre isso, Nance, j� te disse.

Por qu�?

Porque n�o. . .

... por isso n�o me pergunte, certo?

N�o pergunte.

Quanto tempo voc� vai ficar longe?

N�o sei.

� perigoso?

N�o sei.

Deve ser, sim.

Se �, ent�o por que faz�-lo?

Deixo de patrulhar e conquisto um distintivo dourado.

Podemos falar de outra coisa?

Hoje, o teu pai ligou.

Foi?

Distintivo dourado?

N�o sabia que voc� era t�o ambicioso.

H� muita coisa sobre mim que voc� n�o sabe.

Por exemplo?

Ol�.

-Ol�. -Quando voc� se mudou?

Ontem. Ontem � tarde.

Devo ter adormecido com o ar condicionado ligado.

Durmo de dia e trabalho � noite.

Tal como o Fidel Castro, s� que ele governa um pais.

Pois �.

Sou Ted Bailey.

John Forbes.

-Ol�. -Ol�.

Fazendo uma limpeza na casa?

lsto, sim. Algu�m deixou no arm�rio.

Sim, foi o Bobby. Ele tem um gosto ex�tico.

N�o as jogue na lixeira. Mrs. McGuire gosta que as empilhe ao lado.

Ela as vende.

-Est� brincando comigo. -N�o.

Ainda n�o descobriu como vender lixo normal, s� isso � que nos deixa jogar fora.

E n�o pendure quadros na parede.

Eu sei, ela me disse.

Tem tempo para um caf�? � �timo, no fim da rua.

No jantar, s� como frutos do mar.

Tenho de ter cuidado ou fico como a Shelley Winters!

Piora quando estou trabalhando em alguma coisa.

Espero que a m�quina de escrever n�o te tenha incomodado.

Em que voc� est� trabalhando?

Estou tentando terminar uma pe�a.

Que tipo de pe�a?

Rapaz conhece rapaz, rapaz � abandonado, rapaz acaba no psiquiatra.

� uma com�dia rom�ntica leve.

� antiquada e sofisticada. O tipo pelo qual ningu�m mais se interessa.

-Vem c�. -Espero n�o te incomodar.

N�o. Seria dificil ignorar se fosse o Paddy Chayefsky,

mas s� quero ganhar um troco.

As coisas est�o dificeis, mas sinto que o meu destino � ser famoso.

O meu colega de quarto tem emprego fixo e d� para sobrevivermos.

O que � que ele faz?

� bailarino. Gregory Milanese.

Agora, est� fora da cidade, trabalhando num musical.

Est� em Westport, sei l�. Estou solteiro, por assim dizer.

E voc�?

Desisti da escola de artes. Procuro emprego, artista comercial.

-Boa sorte. -Sim.

Onde voc� morava?

No Bronx com os meus pais.

A primeira empregada Braille.

Voc� leu sobre aquelas mortes?

-Sobre o assassino dos gays? -Estava lendo sobre isso.

� a conversa do dia em todos os bares gay da cidade.

-Tenho pavor de ir para a rua. -V�o apanhar o cara.

-Os policiais v�o peg�-lo. -Os policias?

Se pegarem o cara, v�o faz�-lo membro do esquadr�o.

H� cinco ou seis meses houve uma chacina como esta.

N�o chegou aos jornais. Mas soubemos disso aqui.

A vitima era professor em Columbia.

Encontraram-no no apartamento cortado em 10 peda�os.

Os detectives fizeram perguntas durante uns dias, mas n�o deu nada.

Seguro morreu de velho, certo?

Desculpe.

Posso perguntar o que � isso?

O que tem?

Para que s�o?

Um len�o azul-claro no bolso esquerdo, voc� quer ser chupado.

No bolso direito, quer fazer um.

Um len�o verde no lado esquerdo diz que voc� � mich�, no direito, um cliente.

Um amarelo, no lado esquerdo, faz chuva dourada,

-direito, recebe. Vermelho. . . -Obrigado, j� chega.

V� algo que gosta?

Vou para casa pensar nisso.

Tenho a certeza de que voc� vai escolher bem.

Gosta de esportes aqu�ticos?

N�o, s�... gosto de ver.

-At� logo. -Sim.

Se voc� gosta de ver, tire esse len�o do bolso, idiota.

Sim.

Sim.

Sim.

Sim.

Sim.

-Como vai? -Bem.

Os gar�ons j� me passam informa��es.

Sobre os clientes habituais.

Quem j� foi l�, quem n�o foi, essas coisas.

Bom. E o que mais?

Sim, h� um nome que n�o p�ra de aparecer.

Tommy Mancusi.

� dono do Cock Pit e de outros quatro ou cinco bares.

Chamam-lhe Tommy, o Coringa.

-S�rio? -Sim.

Est� me dizendo que voc� n�o sabe quem � Tommy, o Coringa?

N�o sei quem �.

Pois eu sei. E n�o posso fazer nada.

Por qu�?

Eu � que fa�o as perguntas.

Deixou cair o giz.

-At� logo. -Se cuida.

Pode crer.

Eu acho que ele est� ca�ando.

-Que bela noite. -Est� mesmo.

-Quer uma cerveja? -N�o sei. � tarde.

Eu convidaria voc� para ir l� em casa, mas ainda n�o tenho ar condicionado.

Que pena.

-E que tal o parque? -Pode ser.

Quem est� aqui?

Eu estou aqui

Voc� est� aqui

Onde voc� est�, cara?

Vamos.

Onde voc� est�?

N�o brinque comigo, cara.

Onde voc� est�?

Estou � tua espera

-Est� tudo pronto. -�timo.

Nance...

Por que n�o se deita um pouco?

N�o me deixe perder voc�.

Est� bem?

-N�o me deixe perder voc�. -Eu te amo.

Voc� n�o vai me perder.

Te amo tanto.

Ontem � noite, o Gregory me ligou.

Lembra-se do Gregory, o meu colega de quarto?

Parece que a estrela do show est� com hepatite, e a turn� foi cancelada at� ela se recuperar.

O espet�culo p�ra em Bucks County, e ele regressa amanh�.

-Voc� deve estar feliz. -Felic�ssimo.

Nunca te contei nada sobre o Gregory e eu.

Sabe o que disse quando me telefonou?

Para esquecer a escrita e arranjar emprego at� o espet�culo recome�ar.

Que era a minha vez de trabalhar.

Ele quer ir para a praia se bronzear.

S�o palavras dele. Droga.

Estava contando com o resto do Ver�o. Podia terminar at� Setembro.

-Ent�o diga a ele. -Eu disse.

E o querido Gregory disse...

que o mundo podia esperar por uma pe�a minha,

mas que o sol de Ver�o n�o espera por ningu�m.

APUNHALAMENTO NO CENTRAL PARK Assassino de homossexuais � solta

Quem sabe?

Ele at� pode ter raz�o em rela��o a esta pe�a.

Estava certo em relac�o �s outras que escrevi.

Tamb�m nunca ningu�m se interessou por elas.

Acho que vou ter de me matar de trabalhar.

Precisamos de dinheiro.

O Gregory est� cansado.

Acho que � justo.

� isso que voc� sente de verdade?

N�o.

Estou furioso.

N�o sou louco ao ponto de matar, mas sou louco para outras coisas.

O Bobby, o tipo que ficava no teu quarto,

ficava assim, s� que pior.

Saia porta fora, escada abaixo disparado.

Nunca sabia o que acontecia, mas depois ele me contava aonde tinha ido.

Normalmente, � sauna.

Entrava, chupava uma d�zia de rolas numa hora.

Est� preparado para isso?

N�o.

N�o estou preparado para isso.

Mas compreendo...

o que o fazia sentir-se assim.

Detesto as segundas-feiras.

Ted, quem me dera poder te ajudar.

Fazer algo por voc�.

Voc� faria?

Faria.

Aonde vai, amigo?

-Que quer dizer? -Tens uma faca, arma, qualquer coisa?

-Por qu�? O que se passa? -Voc� � policial?

-O qu�? -� a Noite do Distrito.

Voc� est� com a atitude errada. Tenho de te pedir pra sair.

Est� bem.

Est� � procura de alguma coisa?

Esse volume na sua cal�a n�o � uma faca...

Vamos dar uma volta?

Est� bem.

Hoje n�o.

Joey, voc� vem antes das 19h no domingo � noite?

Juro que sim. Estarei na ilha se precisar de mim.

N�o tenho esse n�mero.

Est� na parede da sua cozinha abaixo de "lembretes".

J� sabe como a Bess fica paran�ica,

se o jantar come�ar depois das 20h na noite anterior �s filmagens.

N�o se preocupe.

Tenho de acabar o vestido da Margo. Ela estreia em Vegas daqui a 15 dias.

-Divirta-se. -Vou tentar.

LIVROS PARA ADULTOS ESPET�CULO MASCULINO

SALA MASCULINA PRIVADO

Voc� me obrigou a faz�-lo.

Como se a casa fosse sua.

-� tanto minha como sua. -O diabo que �.

-Quando voc� pagou o aluguel? -Paguei o aluguel...

-porque sei que voc� se mandou mesmo. -Mary, me escute.

-Em Westport, foi? -Sim.

-Quando vai para a Broadway? -Quando vou para a Broadway?

Assim que voc� escrever uma pe�a que chegue � Broadway.

-Como � que ele pegou hepatite? -lsso n�o te diz respeito.

-N�o me diz respeito? -N�o.

-Voc� est� me fazendo perguntas sobre a minha vida. -N�o estou nada.

J� estou vendo o que est� acontecendo Nem � preciso perguntar nada.

-O que se passa? -O que se passa? Eu te digo.

-� uma idiota e ridicula... -Pode ver o que quero fazer.

-� um fracasso de uma pe�a. -Voc� pode ver.

-A tua vida � um fracasso. -Vamos ver a sua.

-A tua vida � me comer... -A vida � assim.

Arranje outro. Acho que voc� nunca arranjar� nada t�o grande quanto isto.

O caralho, posso arrumar os homens que quiser.

-Voc� � t�o bonito e simp�tico. -�.

-Responde s� uma pergunta. -Sim.

Uma pergunta simples. Quando � que voc� vai meter nessa tua cabe�a est�pida...?

Voc� n�o sabe o que est� dizendo.

Ganho 650 d�lares por semana dan�ando sem parar e voc� fazendo tipo...

Voc� n�o faz nada. O que est� fazendo? Tenho que pagar o aluguel.

CHEFE dos DETETIVES

Tenho o comiss�rio ao telefone e o Presidente da C�mara.

Os gays da cidade est�o fazendo barulho pr�ximos ao escrit�rio o dia inteiro.

O que mais voc� quer, Dave?

Tenho de reunir mais informa��es.

Dave, voc� tem 23 anos de servi�o.

Gostaria de te ver se aposentando em grande estilo,

mas nossas reputa��es est�o em jogo.

Fui ao comiss�rio, te recomendei para a equipe...

e n�o vou permitir que isso me exploda nas m�os.

Compreendo.

Finalize.

N�o me interessa como o far�.

Acabe com isto antes do inicio da conven��o Democrata,

ou coloco algu�m no teu lugar que o fa�a.

Skipper, encontramos esta moeda na m�quina da sala de peep show.

O sangue coincide com o da vitima, mas a impress�o digital n�o.

-Ei, ot�rio. -Qual �?

-Anda. -Fique calmo.

Andar? Arranco a sua cabeca.

O cara junto � m�quina de pinball.

O tipo com a. . .

A �guia no casaco.

Sim, chama-se Skip Lee.

� um m�u elemento.

Na outra noite ficou bem louco. Se jogou num cara no Eagle's Nest.

O carinha pagou um boquete e ele tentou esgan�-lo.

Deixa-o em paz. � um traste.

Ent�o, querido, tudo bem?

Estou com algu�m.

N�o estamos todos? Quer dan�ar?

Ali est� ele.

-O do len�o vermelho? -N�o, o do chap�u.

-Aquele l� fora. -Sim.

Chama-se Skip. N�o sei o apelido.

Est� sempre em brigas por aqui.

-� o que foi atr�s de ti? -Sim.

Por que voc� n�o foi com ele?

N�o sei.

Hesitei...

mas acho que voc� deveria verific�-lo.

Carta vermelha ganha, carta preta perde.

V� a carta vermelha, n�o a preta. lsto � preto e isto � preto.

-Mais algu�m? -Posso apostar 10?

Vira. Dez para segurar. Dez d�lares para ganhar.

Se houver vencedor, tenho de pagar. N�o fico chateado por perder.

Preste aten��o aos meus n�meros, vermelho e preto.

-Mais algu�m? Ponham aqui.

-Sim, aqui.

Preciso de informac�es sobre um tal Skip.

Vinte e seis, talvez 27 anos.

� cliente habitual do Cock Pit e do Anvil.

O Skip Lee?

Trabalha num restaurante em Penn Station.

No Iron Horse.

-Obrigado. -Olha.

O Edelson pode cuidar daqueles policias pra mim?

Est� tratando disso.

-H� mais uma coisa. -O qu�?

Sabe aquele tipo que foi morto no Ramble?

Tinha uns amigos meus l� nessa noite. Disseram que ouviram algu�m cantar.

-Algu�m cantar? -Uma can��o de ninar, como...

Quem est� aqui? N�s estamos aqui

Algo do g�nero.

-Boa noite. -Boa noite.

-Mesa para dois? -Sim.

Por aqui, por favor.

Aqui.

-Muito bem. -Obrigado.

Bom apetite.

Ali est� o nosso rapaz.

Sim, desejam um aperitivo?

-Sim, uma Heineken. -Est� bem.

E o senhor?

Deseja algo para beber?

-Eu quero...

... quero um bife. -Est� bem.

-Podem ser dois. -Certo.

-Bem ou mal passado? -Mal.

M�dio.

O padr�o das lacera��es coincide com a faca.

A profundidade e a amplitude das punhaladas...

...podem ter sido feitas com esta l�mina.

� possivel arrancar um bra�o ou uma perna com isso?

� preciso ser muito forte.

Mas sim, � possivel.

� isto que voc� procura.

O teu homem usa uma.

CLUBE PRIVADO S� PARA MEMBROS

V� l�, galera, vamos a isso.

Mais meia hora e s�o horas extras.

Sim.

Vamos trabalhar.

Aqui vamos n�s.

-O que se passa? -H� dois de n�s, cara.

Est� brincando?

N�o � do meu feitio.

Est� bem, ent�o me amarra.

Isso � muito esquisito.

Est� insinuando que n�o o far�?

-N�o gosto muito disso. -Mas eu gosto.

O que quer? Quer que te amarre...

-e o que fa�o depois? -O que quiser.

Vamos embora.

Quem est� aqui?

-Est� bem. -E fazemos o qu�?

-O que � isto? -J� pra dentro.

-Contra a parede. -O que se passa?

-Mostra suas m�o. -Como � seu nome?

-Disse pra me mostrar as m�o. -O que faz aqui?

-Ele tentou alguma coisa? -N�o.

-Apontou a faca pra voc�? -N�o.

O que � que os viados estavam fazendo aqui?

Que porra � essa?

Voc� ia fur�-lo, n�o �?

Do que voc� est� falando?

-De quem era o quarto? -Dele.

� verdade?

J� disse, o que est�vamos fazendo n�o � da sua conta.

-N�o tinha o direito de entrar ali. -Quero saber o que estavam fazendo.

Nada.

Nada?

Ele estava amarrado de cabe�a para baixo.

Nada?

Era isto que tinha em mente pra ele?

Temos o suficiente para te p�r na pris�o por tr�s anos.

-T� com o cu que n�o passa vento.

-Quer fazer algo pra si mesmo?

Escute.

Este cara cruzou meu caminho.

Nem sequer o conhecia. Nem sei o nome dele.

Disse-me pra ir ao quarto com ele.

-lsso � papo furado. -� verdade?

J� disse que o quarto era meu.

S� direi isto. Quero falar com um advogado.

-Que diabo foi aquilo? -Ele te apontou uma faca?

-Por que me bateu? -Quem pagou o quarto?

-O qu�? -Quem pagou o quarto?

-Por que me bateu? -Quem pagou o quarto?

-J� disse que fui eu! -Foi ele, cara.

Porra! Vamos separar as duas meninas.

-Vamos, levante-se. -Vamos.

Vamos, levante-se.

Vamos, entre.

Entrou muito cedo, Sonny.

Precipitou-se.

Voc� me acertou em cheio, cara.

Conhece este homem?

N�o.

E este, Skip? Reconhece?

J� o tinha visto alguma vez?

-Este? -Que querem de mim?

Nunca matei ningu�m. Quero falar com um advogado.

Extraordin�rio.

Nolan Ryan.

Sabia que ele fez isso nas duas vezes?

Qual �!

-Quem � esse cara? -J� tinha visto uma faca assim, Skip?

Todos os dias. S�o dadas onde trabalho.

Voc� tem uma assim?

O que querem de mim?

Voc� � um filho da puta mentiroso.

Skip,

no dia em que Martino Perry foi morto...

voc� foi visto saindo da loja dele.

Comprei vinte gramas de maconha pra ele.

Levante-se.

Ponha-se de p�.

Abaixe suas calcas.

-O qu�? -Leia meus l�bios.

-Abaixe suas calcas. -Tire-as!

Voc� vai bater uma.

Pra recolher uma amostra de esperma.

Voc� tamb�m vai fazer o teste das bolas flutuantes.

O que � isso?

Vamos encher aquela tina de �gua...

e voc� vai se meter l� dentro, e se as bolas n�o flutuarem,

voc� ser� nosso principal suspeito.

Compreende?

As impress�es digitais n�o coincidem.

A impress�o no quadril � diferente da do mindinho.

Chefe, me deixa falar com esse cara.

Eu o farei confessar.

S� trabalha naquela espelunca h� pouco mais de dois meses.

Voc� n�o tem nada.

Ele � o homem errado.

-Oi. -Ol�.

Por que n�o usou a sua chave?

Posso entrar?

Estava me preparando pra sair.

Est� bem.

O que se passa?

Nada.

Por que voc� n�o confia em mim?

N�o quero falar disso, Nance.

O problema sou eu?

-Voc� n�o me deseja mais? -N�o.

Por que n�o me deseja mais?

Estou cansado, � s� isso.

N�o sou idiota.

Nance, o que estou fazendo est� me afetando.

Estou do seu lado, sabia?

N�o sei, eu...

N�o compreendo o que se passa contigo.

Nem eu.

Talvez dev�ssemos dar um tempo.

Sim.

Sim. Est� bem.

Steve.

Esquece.

N�o sei como voc� permitiu que eles me tratassem assim.

Bem-vindo � Divis�o de Detetives.

Temos de encontrar outra forma.

N�o me pagam o suficiente para fazer isto.

Acha que gosto? Procuramos um assassino. Temos que ser convincentes.

O cara era inocente.

Voc� o interrogou como se ele tivesse matado o presidente ou algo assim.

VOc� destruiu aquele rapaz. Nem tem provas contra ele.

Voc� o apontou a n�s.

Nunca achei que iriam t�o longe com ele.

�s vezes, s� temos uma oportunidade.

Ele n�o tinha uma faca.

N�o aceitei esta miss�o para estragar a vida de um cara s� por ele ser gay.

Voc� ainda ter� que prender d�zias de homens como esse.

Homens assustados e esquisitos, que n�o sabem por que s�o como s�o.

A culpa n�o � deles, nem � tua, � o trabalho.

N�o posso fazer o trabalho.

Acho que n�o consigo, comandante.

Acho que n�o aguento, � s� isso.

N�o sei.

� que... � s�...

As coisas que me acontecem no momento.

N�o sei se consigo aguentar.

Quero que saiba que n�o � por ter medo nem nada.

Passam-se coisas com as quais...

...n�o consigo lidar.

Preciso de voc�.

Voc� � meu parceiro e n�o me pode me abandonar.

Estamos metidos nisto at� ao pesco�o...

e estou contando contigo.

Steve.

Isto pertence ao livro de curso da Universidade de Columbia.

Estas fotografias t�m dois anos.

Est�o assinalados os alunos...

que tiveram aulas com aquele professor que morreu.

Gostaria que voc� levasse isto e verificasse se reconhece algu�m.

UNIVERSIDADE COLUMBIA FACULDADES & ESCOLAS

Secretaria, bom dia.

Sim, estou tentando localizar um aluno, Stuart Richards.

Pertence ao departamento de M�sica e Ret�rica.

Ele est� matriculado no curso de Ver�o?

Creio que sim.

-Aguarde um momento, por favor. -Sim.

-Um momento. -Sim.

Bem, o ultimo endere�o de Stuart Richards...

S� um momento, por favor. Sim?

-� o no. 140... -140...

- da Claremont Av., Morningside Heights. -Obrigado.

-Consegui. -� isso a�.

O que � isto? Bosta de ovelha?

O que voc� esperava a 50 centavos o ma�o?

N�o sabia que a coisa estava t�o ruim assim.

Acho que o meu velho vai cortar minhas asas.

-Diz que n�o vai me dar o carro. -� mesmo?

Ele n�o percebe por que preciso do carro para fazer pesquisa numa biblioteca...

que fica do outro lado da rua onde moro.

Ent�o, o que vai fazer?

Viver com meus meios escassos...

e continuar a minha tese sobre as ra�zes do teatro musical americano.

Ganho mais dois anos antes de ter de voltar ao mundo real.

N�o me referi � sua vida, Stuie. E hoje � noite?

N�o me chames Stuie, est� bem?

Desculpa.

Hoje � noite, tenho muito que fazer, Paul.

Tenho que sair. Devo trabalhar mais.

Se se cansar de estudar,

o meu velho pode te adotar.

Voc� � muito gentil.

Voc� reparou.

Grandes cenas do teatro mundial

O teatro musical estadunidense

Senso Comum ENERGIA PARA GASTAR

CITY OF GOD DE AUGUSTINE: DESVENDANDO O JOGO DE PODER

SR. JOHN L. RICHARDS ST. LOUIS, MISSOURI

Quero que voc� tenha orgulho de mim.

Preciso que respeite o que fa�o.

Um dia, contarei tudo o que fiz,

mas n�o devia ter revelado tanto.

N�o aprendemos com a vida,

repetimos sempre os mesmos erros.

Sinto os pensamentos nascerem na minha cabe�a.

Sinto-os se formarem. Se pudesse parar de pensar.

N�o consigo deixar de pensar que estou � beira de uma descoberta.

Ontem, no parque, vi um vulto negro enorme.

Parecia estar suspenso, e pingava das �rvores como pote de gel�ia.

Havia um brilho vermelho no centro. Queria te mostrar.

ASSASSINO GAY CONTINUA SOLTO

Pai, preciso falar contigo.

Gostaria que, por uma vez, me dissesse algo de positivo.

Tentei fazer tudo o que voc� quis, mas nunca fui suficientemente bom.

N�o achei que voc� entenderia, Stuie.

Sabe o que tens a fazer.

Sabe o que tens a fazer.

-Sim? -Procuro o Ted.

-Estou no quarto ao lado. -Voc� deve ser o famoso John Forbes.

-Voc� deves ser o Greg. -Sim, parece que voltei a tempo.

O que quer dizer?

� costume voc� incomodar o Ted � hora de jantar?

Acho que voc� n�o tem nada a ver com isso.

Errado. Tenho tudo a ver com isso.

De qualquer forma, � sua noite de azar. O Ted n�o est�.

Onde � que ele est�?

Para sua informa��o, trabalhando num computador IBM numa corretora de primeira.

Pagam bem porque as pessoas normais n�o trabalham � noite.

Que bom para ele.

Enquanto trabalha, n�o se envolve. Entendeu?

N�o, n�o entendi.

-N�o? -N�o.

O Ted � muito sensivel para se envolver com muitas pessoas.

Descobrimos isso com o �ltimo traste que veio para c�.

Talvez seja do quarto, das pessoas que atrai.

Ot�rio.

Viado.

Vamos l�, boqueteiro!

Fa�a isso outra vez e eu chamo a pol�cia, cuz�o.

Caralho!

Merda!

Filho da puta.

Voc� est� fora do normal. Voc� � bosta de cachorro.

Voc� � louco. Devia ser internado.

Quer brincar, eu brinco contigo.

Sai fora.

Tem fogo?

Obrigado.

Quem est� aqui? Eu estou aqui...

Voc� est� aqui.

Tem um local?

Sim, tenho um local.

Mas n�o est� disponivel no momento.

-Podemos ir para a minha casa. -Onde fica?

-West Village. -� muito longe. E se f�ssemos. . .

...ali para o t�nel?

N�o gosto de locais p�blicos.

N�o se preocupe, Dorothy, n�o tem ningu�m aqui.

-� muito grande? -Bastante.

O que voc� curte?

Qualquer coisa.

N�o fa�o nada.

Legal.

Bunda ou boca?

Timido?

N�o.

Ent�o, abaixe as cal�as.

Quero ver o mundo.

Vai com vontade.

Stuart, o homem que voc� atacou noite passada � policial.

Ele � que me atacou.

Sabemos que voc� matou Martino Perry.

Suas digitais estavam no quadril. Vamos nos basear nisso.

Na melhor das hip�teses, pegar� de 20 anos a perp�tua.

S� conseguir�o uma acusa��o.

Se confessar o homicidio de Martino Perry,

de Loren Lukas e Eric Rossman,

e de quatro ou cinco outros em que voc� pode estar envolvido,

reduziremos a sentenca.

S� cumprir� oito anos.

Falei com o promotor p�blico e ele topou assinar um acordo.

Nunca matei ningu�m.

Voc� ter� que ir a j�ri popular.

-J�ri popular? -Mera formalidade.

Depois de cumprir sua pena, n�o poder� ser processado ou acusado.

Vamos apresentar as provas, dizer a eles qual era a sua miss�o,

eles far�o o trabalho todo e voc� ter� sua vida de volta.

Sabe, comandante. . .

...agrade�o a oportunidade que me deu.

Voc� me deu uma for�a. Eu... eu...

Agrade�o isso.

Voc� deve receber ordens depois do julgamento.

At� l�, tire o resto da semana de folga.

Burns...

bem-vindo � Divis�o de Detetives.

Obrigado...

-...Comandante Edelman. -Edelstein.

Aqui em baixo.

Conhece alguma destas pessoas, Mr. Gaines?

Parecem fotografias do Stuart quando crian�a.

Tenho uma caixa com cartas antigas aqui.

Todas enderecadas...

� mesma pessoa.

John L. Richards, St. Louis.

-Era o pai dele.

-Por que nunca as enviou?

Ele morreu h� 10 anos.

S�rio?

Acho que nunca superou. Falava dele como se estivesse vivo.

� a Srta. Ella? Ali, comandante.

-A que horas ouviu vozes? -Entre 2:15, 2:30.

Ouviu o que diziam?

Comandante.

A senhoria descobriu o corpo por volta das 2h30.

O morador do andar de baixo ouviu algu�m gritar.

Est� dando os detalhes ao agente Desher l� fora.

Quem � ele?

Ted Bailey. Trabalha numa corretora em meio per�odo, � noite.

Hoje, foi para a praia com tr�s amigos.

Voltou �s 18h, foi trabalhar.

Deve ter sido atingido pouco depois de ter regressado.

N�o h� sinais de luta, n�o parece ter sido roubado.

Deve ter sido algu�m que ele conhecia.

Temos a arma do crime. Uma faca de cozinha.

Ele tinha um companheiro de quarto chamado Gregory Milanese.

� bailarino. Emitimos um mandado de captura.

Pra mim, parece uma briga de namorados.

-DiSimone. -Senhor?

Sexto Distrito.

Sim, senhor.

Quem vive no apartamento no fundo do corredor?

Um cara chamado Casey, mas foi passar o Ver�o fora.

O seguinte est� registado no nome de John Forbes.

A senhoria acha que � falso. N�o o v� h� dois dias.

Como se chama?

John Forbes.

Santo Deus.

Senhor?

Quando voc� chegou?

H� pouco.

Voltei.

Posso ficar?

Claro.

Fico contente.

Preciso falar contigo.

Quero te contar tudo.

Tudo bem? Deixa-me s� tirar isto.

Est� bem.

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