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Original subtitles

UMA SÉRIE ORIGINAL NETFLIX

Para o carro!

Malditos sinos!

Não os ouves?

Diz-me que os ouves!

Vamos!

Ela não atende o telefone.

Bebe. Mauro, é normal. Até eu vi uma aparição.

- Bêbados, vemos coisas estranhas. - O que viste?

Nada. Coisas irreais. Os maravilhosos efeitos do álcool.

A porta estava trancada. O avô esconde-nos algo.

- O que pensas que escondo? - Nada.

Onde está a mãe? Porque não atende?

Foi para a montanha.

Queria ficar sozinha e disse que vos ama.

- Ela convenceu-o a deixar-nos ficar? - Ainda se atrasam.

Ontem, vi uma pessoa naquele quarto.

Parecia a mãe, mas não era ela.

Estavas bêbado.

Ainda com isso?

O que havia lá? Porque estava trancado?

Vem comigo.

Não é possível.

Eu vi-a.

Também tinha móveis. Uma cama, uma secretária...

Mauro...

Vamos.

Ela foi-se embora para ter sossego.

É óbvio que não vai atender.

E sabes que ela já fez isto.

Mas avisou-nos. Não desapareceu assim.

Na verdade, avisou o Thomas.

Ela falou-nos do Vale do Sol. Estará lá.

Porque avisou o Thomas e não a nós? Nem um SMS ou telefonema?

- Que raio tens tu hoje? - Ouve, posso ter imaginado tudo,

mas tenho um mau pressentimento e quero saber onde está a mãe.

Está frio.

Devia ter ficado com ela, ontem à noite.

Sabes como ela é. Precisa de espaço.

É tudo tão difícil.

Além disso, não quero ficar cá.

Mauro.

Superámos tudo juntos.

A sério que esta terriola com quatro gatos-pingados te assusta?

Então...

- Como estás? - Acho que bebi demasiado, ontem.

Obrigada, Lukas.

Conheces-me mesmo bem.

Ainda vamos andar de barco depois das aulas?

- Antes que congele tudo. - Claro.

O que foi?

Se te contar, prometes não dizer a ninguém?

- Não, a sério. - Está bem. Prometo.

Lembras-te...

Lembras-te da rapariga de Milão?

Bem...

Ontem...

Ontem, beijámo-nos.

Como assim?

E como foi? Como correu?

Bem...

Quando se bebe demasiado, tudo pode acontecer, certo?

Sim.

Acho que sim.

Abre!

Abre.

Está melhor?

Não.

Mas obrigado por ontem.

Se encontrassem aquilo como estava, seria muito pior. Vamos.

Temos de os encontrar.

Procuramos um ou dois cadáveres?

Levou a Anna.

Mas ela não é como os outros. E tu sabes.

Nada.

Deve tê-lo enterrado por lhe ligares tantas vezes.

Nem lê as mensagens.

Talvez não queira ficar online por causa do pai.

Ele também me bombardeia.

Diz a verdade.

- Gostavas de ver o Pietro? - Vá lá.

Não.

Está tudo bem?

- Sim. - Não.

Talvez esteja na altura de fazerem amigos, que tal?

Troca de lugar com quem quiseres.

- O meu irmão está preocupado... - Não vou repetir.

- Professora. - Levanta-te.

Eu fico com isso.

Vá, Lukas, levanta-te.

- Vá. - Porquê?

Daria, podes vir para aqui.

- O que estás a fazer, Micki? - Só queria ser simpática.

Experimenta também.

Este par tem de ser já imortalizado.

Gatinhos! Sorriam.

Que queridos!

Continuamos com o teste?

Um velho leva o neto à floresta para lhe ensinar lições de vida.

"Vivem dentro de nós dois lobos", diz ele.

Exato. Até o neto se ri.

"Dois lobos? Como assim?"

"Um é um lobo calmo, gentil," diz o avô,

"que caça para alimentar as crias e defende a alcateia.

E o outro..." - E o outro?

"... é o lobo negro.

Furioso. Impiedoso."

O miúdo está confuso. "O que fazem os dois lobos dentro de nós?"

"Lutam," diz o avô.

"Lutam pelo controlo da nossa alma."

"E qual ganha?"

Pergunta ele.

"Depende do que alimentares."

Agora querem saber porque lhes contei esta história.

É o tema do vosso próximo trabalho.

Os lobos são fundamentais para as nossas florestas.

Ouviram falar do ataque da alcateia.

A tua mãe está a entusiasmar-se na Sala das Múmias.

Porque vieram para Curon?

É temporário?

Não sei.

- Porquê? - Por nada.

As perguntas habituais, tipo...

A tua irmã tem namorado em Milão?

Não é um bom dia, deixa-me em paz.

Porque respondes assim?

Pelo mesmo motivo das tuas perguntas.

Por nada.

Além de surdo, és cretino.

O que disseste?

O que se passa?

Saiam os dois.

Daria.

O teu irmão está bem?

Sim.

Ontem, também ficou bêbado e ele nunca se embebeda.

Há algum sítio onde possamos almoçar?

- No pub, não. - Não. Só temos aquele.

Mas podes almoçar em minha casa.

- Não me parece boa ideia. - Porquê?

E leva também o teu irmão. Seria um gosto.

- Sim? - Sim.

Vou dizer-lhe.

- Até logo. - Até logo.

Que idiota!

Então, o que te deu com o pequeno Raina?

Nada. É só que...

O meu pai estragou-me o dia esta manhã.

Mas não me faças pensar nisso.

- Pronta para o passeio? - Porra!

Desculpa, Lukas. Esqueci-me mesmo.

Convidei os gémeos para almoçar.

Está bem. E então?

Fica para esta tarde. Sim?

- Prometes? - Prometo.

És um cretino.

Desculpa, viste a Micki?

Lukas, está tudo bem?

Então?

Viste-a ou não?

Queres saber algo sobre a Micki?

A Jessica estava linda ontem à noite, certo?

- A amiga também não estava mal. - Aquelas mamas.

- Carta e livrete! - O que raio? Cretino.

Então?

- Tem-los? - Não, trago-os esta noite, está bem?

Sim.

Há rumores de que a tua irmã e a milanesa se beijaram.

O quê?

- A sério? - Ontem à noite, no Bunker.

Quem te disse?

Rumores.

Infelizmente para nós.

Calma.

Ela nunca faria sexo contigo.

Podias ter-me dito antes.

O quê?

Ela é meio estranha.

Não me agrada. Faz-me lembrar a mãe dela.

Todos lhe dificultam a vida. Podemos tratá-la bem?

Aquela família já nos fez mal que chegue.

Como assim?

Nada.

Eras mais giro em pequeno.

Não sei se és muito corajosa ou muito estúpida.

Não penses demais ou dói-te a cabeça.

Olá a todos.

- Olá, pai. - Olá, querida.

- Demora cinco minutos. - Olá.

- Bem-vinda. - Obrigada.

Passaram por aqui.

Vamos a pé.

Mauro.

Desculpa aquilo.

Tudo bem. Não te preocupes. Eu mereci.

Não ias almoçar em casa dos Aspers?

Não me apeteceu.

A tua irmã foi sozinha?

Problema dela.

- Desculpa, tenho pressa. - Espera.

Por aqui vais ter ao hotel do teu avô.

Não tens pressa?

Estás hospedado no hotel?

Quer dizer...

... não tens medo?

Devia ter?

Bem...

Há lendas sobre aquele sítio.

Que lendas?

Parece que aconteceram lá coisas terríveis.

Desaparecimentos.

Mortes violentas.

Suicídios.

Mas são apenas lendas.

Tu aí!

Foste tu que levaste o barco ontem à noite?

Sempre a porra dos Rainas.

Vamos.

Não te quero ver novamente perto dos meus barcos, percebeste?

Desapareçam!

Mariquinhas.

Senhor, agradecemos a comida que nos deste,

por estarmos juntos a esta mesa

e pelo amor que nos une.

Protege a nossa família do mal...

... e das sombras.

- Amém. - Amém.

- O teu prato. - Obrigada.

Gostas de estar em Curon, Daria?

Céus! Não é o sítio mais alegre onde já estive, mas...

... quero dar-lhe outra oportunidade.

Como está a Anna?

Bem.

Foi para a montanha.

Vi lá o teu avô, mas ela não estava com ele.

Não. Ela foi sozinha.

Falou no Vale do Sol. Deve estar lá.

O que foi lá fazer?

- Começamos a comer? - Estou a falar.

Vai arrefecer.

Se arrefecer, não foi aquecido o suficiente.

Pai, eu e a Daria não lavámos as mãos. Podemos ir?

Claro.

Desculpa, não sei o que se passa com eles.

Tudo bem.

Já vi pior.

- Então, é verdade. - O quê?

Há rumores na escola de que se beijaram.

Quem te disse?

Não me importa nada.

Só queria saber se é verdade.

Se não te importa, porque perguntas?

Posso falar com a minha irmã sem interferires?

- Ou dás-me um murro? - Mete-te na tua vida.

Giulio.

O que fazes aqui?

Não te deixei levantar. Vai sentar-te à mesa.

Perdi o apetite.

Vai.

Vai!

Não leves a peito. É normal em Curon.

A comunidade está dividida desde a barragem.

- O que tem a barragem que ver com isso? - Bem,

quando foi construída,

as comunidades italiana e alemã estavam em guerra.

Era preciso decidir, inundar e vir para esta aldeia nova

ou voltar à Áustria.

- Porquê? Isto não foi sempre italiano? - Não, era da Áustria.

Depois da Primeira Guerra Mundial, tornámo-nos italianos.

Acho que a tua família era italiana e a do Ober, alemã.

Os apelidos dizem tudo.

Achava que era algo mais pessoal.

Na verdade...

A tua família governava Curon.

Foram vocês que decidiram inundar a velha aldeia.

Desculpa, tenho de ir.

- Obrigado pela companhia. - De nada.

CURON: UMA ALDEIA INUNDADA, UM PASSADO MISTERIOSO

CURON: SUICÍDIO NO HOTEL

Espera aqui.

És tu?

Não tenhas medo, anda.

Não te quero fazer mal.

A Anna está aí?

Responde.

Responde!

Nada?

Porra.

Imaginem que a Micki nos apanha.

Estávamos fodidos.

Vá, tira-me uma foto!

Vamos tirar uma foto! Sorriam!

LÉSBICA #QUEAZAR

Muito bem!

Quem terá espalhado o rumor?

Não sei. Mas lamento. Só tens tido problemas desde que chegaste.

Achas que ligo a quatro labregos?

Mas creio que tu ligas.

Vê-se na tua cara.

Não, é só pelos meus pais.

Ouve,

em Milão, tu...

... tinhas namorado ou namorada?

Namorado, namorada...

Porque levam tudo tão a sério aqui?

Vem cá.

Repete comigo.

Juro solenemente...

Juro solenemente...

... não pedir nenhuma explicação

para o que faço embriagada.

... não pedir explicações para o que faço embriagada.

Pronto.

O que é?

- Que raio fizeste? - Não. Espera, Micki.

Eu não escrevi isto. Sim, é verdade. Tens razão.

Falei com aquela rapariga do quarto ano.

Estava zangado e tinha de desabafar.

Zangado porquê, Lukas?

Já não existes para mim.

Ora bem, Giulio.

Boa, mantém a guarda.

Sim.

Usa uma combinação.

Esquerda. Isso. Esquerda, direita!

Muito bem.

Devagar, Giulio.

Giulio.

Para! Já chega.

Deixa-o!

Guilio, para!

Eu disse que chegava!

Que raio te aconteceu?

Não sei, perdeste a cabeça?

Parecias possuído.

Certo.

Ou sorris ou me dizes o que se passa.

Senti a tua falta.

Figaro?

Meu amor?

Porque não comes? Vem cá.

Meu amor.

Lukas!

Lukas? Estás na casa de banho?

Lukas.

- Estou a falar contigo. - Sim, pai.

Ouve...

Se não houver problema, gostava de estar sozinho.

Com licença.

Está tudo bem?

Lukas, está tudo bem?

Não, pai, não estou bem.

Eu sei.

É contagioso.

O Figaro também não está bem.

Achas que podemos passar a gripe aos animais?

Tens brincado com o Figaro?

Que tal eu fazer sopa quente para todos?

Vou dar-te biscoitos.

Pareces uma francoatiradora.

O meu pai levava-me à caça.

Com o Giulio, nunca teve êxito.

Mas isso não é algo primitivo?

Experimenta. Depois falamos, sim?

Vá, Daria.

Cuidado com o coice. Podes magoar-te no ombro.

Bem... Afasta as pernas.

Carrega-a, com força, isso.

E para baixo. Boa.

Pronto. Agora...

... aponta ao alvo.

Pensa que é a causa dos teus males.

Quando estiveres suficientemente furiosa, dispara.

Eu e o Lukas conhecemo-nos há anos.

Nunca viste que ele estava apaixonado?

Não sei, talvez.

Mas é diferente.

Somos como irmãos. Mais que isso. Conheço pior o Giulio.

Mas não são irmãos.

Ele fez tudo por ciúmes.

Ciúmes de quê?

De nós.

Não disseste que o que se faz embriagado não conta?

Sim.

Mas não te disse outra regra muito importante.

Os homens são lerdos.

Está bem.

Temos de descer.

Estão mortos.

- Vamos ver. - Está a escurecer.

Sem cordas, também morreremos.

Quem é você?

O que faz aqui?

Olá, desculpa.

Eu bati, mas ninguém respondeu.

A tua irmã foi almoçar lá a casa

e disse que a tua mãe foi para a montanha.

- Queria saber se está tudo bem. - Que lhe importa?

Eu e a tua mãe...

... éramos muito amigos.

O que havia neste quarto?

Para quê as barras?

O meu avô diz que seguram o telhado.

De certeza que está tudo bem?

Estou um pouco preocupado.

A minha mãe não atende o telemóvel.

Podes contar-me tudo. Sou guarda-florestal.

É o meu trabalho.

Se confiares em mim, posso ajudar-te.

Decerto que a tua mãe está bem.

E só se pode dá-la como desaparecida após 48 horas.

Mas se vires algo,

avisa-me, sim?

Quem fez aqueles desenhos?

Uma mulher com gémeos pela mão, no quarto onde a vi, ontem à noite.

Já acreditas?

Os desenhos na parede são a prova?

Sim.

O Lukas falou-me de coisas estranhas.

A aldeia, a guerra...

E o hotel está amaldiçoado.

Acho que a avó se suicidou aqui.

- Olá. - Olá.

Olá.

Vou lavar-me e jantamos.

Ela não atende.

Não.

Não desligues.

Legendas: Lígia Teixeira

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