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- Queres saber o sexo? - Eu digo que � um menino.
Tens raz�o, � um menino.
- A Anabel viu-a? - Sim.
Se n�o respeitares a minha propriedade, n�o respeitarei a tua.
Casper. Est� tudo bem.
O patriarca quer expulsar-nos. Temos duas semanas para sair.
S� h� uma maneira de resolver isso.
- Que maneira, pai? - Casa-te com o filho dele, j�.
A Yolanda fez um assalto incr�vel.
Merda!
Quando a apanh�mos, n�o havia rasto do dinheiro.
A Yolanda trocou o cart�o SIM quando percebeu.
O cart�o que ela guardou ter� a localiza��o do dinheiro.
Encontrei o cart�o. Tem fotos de uma estrada. A SG-112.
- Ol�, querida. - Temos um problema.
Porque trairia eu a minha amiga Maca?
Teria uma sa�da prec�ria daqui a um m�s.
Lin Chun, grava.
Posso ter encontrado algo, mas n�o sabia o que era. Um cart�o SIM.
Ela admitiu que tem o cart�o SIM da Yolanda.
Liga ao Juiz Andrade. Vamos busc�-la.
Est� uma caravana atr�s de n�s h� 20 minutos.
O que havia no cart�o SIM? N�o a ou�o.
Fotografias. Eram fotos do mesmo local. De uma rocha.
Tu a�! Levanta-te!
Ferreiro!
Onde est� o dinheiro?
Juro que vou disparar.
Quero que d�s um recado � Zulema.
Tahiri nafsek.
Tahiri nafsek.
- Onde o viste, filha de puta? - N�o tenho mais nada a dizer-te.
Olha para mim. Se me est�s a mentir...
Corto-te, tiro-te o beb� e enfio-o pela retrete abaixo.
O Eg�pcio entrou em nossa casa.
O mapa, as fotos. O sacana sabe tudo.
N�o! N�o pode ser!
Eu n�o quero uma amiga que me grava com um microfone e me vende � Pol�cia.
O que terias feito tu? Claro que o farias.
N�o �s melhor do que nenhuma de n�s.
Estive a pensar sobre a conversa na lavandaria.
Pensa nisto. Eu posso ser como tu.
Como eu? N�o.
Eu nunca tive nada a perder.
Se algo acontecer a esta crian�a, juro...
Juro por Deus que n�o sair�s daqui.
N�o te queria assustar.
A Zulema, como mostra de amizade, mandou-me servi-te durante a semana toda.
Em tudo o que precises.
Deves estar a gozar.
Ontem, ela amea�ou-me e agora... N�o percebo.
Ela enviou-me para fazer as pazes contigo.
Posso pentear-te, p�r-te creme, fazer sexo.
- Tamb�m te posso fazer massagens. - Para.
N�o preciso de ningu�m para fazer isso. Fa�o-o sozinha.
N�o se trata de ti, sinceramente. Gosto de ter o meu pr�prio espa�o.
� fundamental para mim.
Diz obrigada � Zulema, que agrade�o o gesto.
Mas n�o preciso de uma...
... companheira, uma criada ou l� o que deves ser, est� bem?
Se eu disser � Zulema que n�o me aceitas, ela d� cabo de mim. Por favor.
� s� uma semana. Prometo que nem notar�s que estou aqui.
N�o farei barulho nem falarei. Por favor.
- Bom dia. - Bom dia.
Sentem-se, por favor.
Primeiro, uma boa not�cia.
Os sal�rios deste m�s incluir�o o que vos deviam do Natal.
�timo. J� n�o era sem tempo.
Passemos a outros assuntos.
Como sabem, hoje, temos um casamento.
A reclusa Saray Vargas vai casar.
A cerim�nia ter� lugar na capela.
Cinco familiares, duas testemunhas, um padre e eu assistiremos.
� uma oportunidade fant�stica de tornar isto p�blico.
Imagine a manchete:
"Cruz del Sur apoia grupos em risco de exclus�o social."
O Sandoval tem raz�o. Um pouco de boa publicidade n�o faria mal.
- Temos tido pouca sorte, ultimamente. - Que �timo.
Podemos encobrir o tiroteio na floresta, o chin�s morto,
o homic�dio da Yolanda
ou o da nossa colega Paloma com um casamento cigano?
Para terminar...
outro tema dif�cil.
- Como est�s, Tere? - �tima.
Tere, que idade tens?
Tomaste o pequeno-almo�o?
Sandoval, durante quanto tempo foi a Tere tratada com metadona?
Dois meses.
Foram dois meses desperdi�ados.
Venderam-lhe hero�na. Todos sabemos quem.
- A reclusa Anabel Vila Roig. - � escusado dizer que foi a Anabel.
Ela n�o toca em droga. Foi outra pessoa.
Quero-a vigiada mais atentamente.
As amigas e tamb�m as colegas de cela.
Valbuena, seja meticuloso nas revistas, nas rusgas e nos controlos de entrada.
Vamos repetir as an�lises das toxicodependentes suspeitas.
Palacios, quero que leia todas as cartas que as reclusas recebem.
- Com o Fabio. - O qu�? Desculpe? Est� a brincar, certo?
Pare�o estar a brincar? N�o. Isto � uma prioridade.
Esta pris�o n�o se tornar� outro supermercado de drogas.
Exatamente, Miranda.
Eu devia estar l� com os meus colegas, em alerta,
em vez de me sentar aqui a esquadrinhar cartas.
Lembre-se, j� n�o est� nos Homic�dios.
Se n�o aceita as minhas decis�es...
procure outro emprego.
Vamos trabalhar.
Palacios, uma palavra.
Preciso de uma testemunha.
- Vamos fazer outra busca de drogas. - Com certeza.
Aos cacifos dos funcion�rios.
Agora.
Quando casei, n�o sabia para que serviam as pilas.
Eu era mi�da.
Se me obrigassem a casar hoje, fugia o mais r�pido poss�vel.
A tradi��o diz que tens de usar uma coisa azul,
outra emprestada e outra usada.
A rata dela � usada.
Esticaste-a tu mesma e deixaste-a com um ar achocolatado.
- Antonia! - �s t�o desbocada.
Ouve, nem penses em pedir algo emprestado � Anabel.
N�o fa�as isso.
Ent�o, estou bonita?
- Est�s linda. - N�o lhe toques.
Esta Cigana ficaria linda at� a andar de burro.
- Mana. - O que foi?
Queres ser minha testemunha?
O qu�, vestida de amarelo?
- O amarelo d� azar. - Quem se importa?
Meninas, j� termin�mos aqui.
N�o ouses dizer-me nada.
Se vieste discutir, vai-te foder.
O que foi?
Est�s linda.
- Fabio Mart�nez. - For�a.
Miranda, isto � loucura.
Pare de perder tempo a verificar as coisas deles. V�.
V�o levar-lhe a mal.
Eu sei. Continue.
Pagam-me para gerir a pris�o.
Vazio.
N�o para fazer amigos.
- Esse � meu, aqui tem. - Obrigada.
- Continue. - Vazio.
- Do Ismael Valbuena. - For�a.
E eu? As minhas coisas n�o est�o aqui.
Est�o no meu gabinete, na enfermaria. Podemos l� ir quando acabarmos isto.
Verifique tudo l� ou reviste-me agora.
N�o vou revistar as suas coisas, Carlos.
H� mais de 30 agentes nesta pris�o.
Pode responder por todos eles?
A quest�o n�o � essa.
H� formas melhores de fazer as coisas.
Porque critica todas as decis�es que tomo?
Qual � a pergunta? Fico bem na c�mara.
Claro que h� drogas.
Como podia n�o haver drogas aqui? Se n�o houvesse, seria um caos.
H� muitas, de todos os tipos. Quer um pouco?
Posso p�-la em contacto com traficantes. N�o me envolvo.
Isto � como um supermercado. Encontra-se de tudo.
Como � que as drogas entram? Dentro de vaginas e de cus, nos est�magos.
Atiram-nas por cima dos muros dentro de sapatos e de fraldas.
H� hero�na, coca�na, anfetaminas, LSD.
Custa o dobro do pre�o na rua.
Quando escasseia, h� cola, detergente, coisas baratas.
As drogas s�o as tretas das n�o ciganas.
N�s, as ciganas, somos mais inteligentes. Vendemo-las �s pessoas...
mas n�o as consumimos.
Podes andar como uma pessoa normal e n�o a dois passos de mim?
Est�s a p�r-me nervosa.
Isso est�-me proibido.
A Zulema obriga-me sempre a ficar atr�s para n�o atrapalhar.
C�us, que loucura.
Mas tens nome, n�o tens?
Chamam-me Casper.
Ol�.
Como acabaste nesta situa��o? Porque �s a criada da Zulema?
Por causa das minhas d�vidas.
N�o as paguei e foi-me dado a escolher.
Cortar os meus dedos ou servi-la.
Mas isso � escravatura. Podes process�-la.
N�o, estou bem assim. A s�rio.
A Zulema cuida de mim. � boa para mim.
Est� sempre a dizer que devo ter a minha opini�o e ser livre.
Maca, queres saber o que ouvi dizer?
V�o trazer a Pantoja.
A cantora Pantoja vai estar c�. Consegues acreditar?
- V� l�, Sole. Est�s a mentir. - Juro.
Juro, � verdade. Estar� c� amanh� de manh�.
- Com o resto das novatas. - Nem pensar.
O que fazes com esta fraca?
� um presente da Zulema.
Enviou-a para me servir durante uma semana, mas...
O que devo fazer com... N�o percebo nada.
Ent�o, empresta-ma. Ela pode massajar-me as costas, estou r�gida.
- Passa-se algo? - O qu�?
- N�o, nada. - Diz-me, cara�as.
A Miranda revistou-nos os cacifos por drogas.
Filha da puta.
Mas o idiota que revistou todos fui eu.
Ela s� estava l� como testemunha.
E n�o sabes dizer que n�o? C�us.
E...
encontrei isto no cacifo do Valbuena. N�o lhe disse nada.
- Coca�na. - Merda.
- Devo dizer � Miranda? - V� o que acontece.
Pensei nisso e � meu dever dizer-lhe.
Agora?
Tiveste a tua oportunidade.
Mas bloqueei. O Valbuena � um colega.
Um colega que tinha drogas no cacifo dele. Coca�na.
Agora, parece que � tua e n�o do Valbuena, idiota.
Merda.
O que devo fazer?
D�-ma. Eu resolvo isso.
Porque raio tive de ir �quela floresta � procura do dinheiro,
do jihadista e de toda a maldita cangalhada?
J� chega.
Doravante, tal como eu, ter�s a vida de um pensionista.
F�rias em Benidorm...
Bricolage aos fins de semana.
Puseram-me com um latino.
Temos de rir.
Quem diria que eu sentira a falta daquele chin�s.
E do Mu�oz e do Fonseca.
� o que acontece ap�s tantos anos de servi�o.
Castillo, conhecemo-nos.
Porque vieste?
Para te dizer que um terrorista procurado em meia Europa
n�o � um bom parceiro de dan�a.
Se te referes aos nove milh�es de euros, n�o os tenho, nem os quero.
Ainda bem.
Porque aquele filho da puta pode aparecer aqui e partir cr�nios.
Sabes disso, certo?
Eu sei.
Mas confio nas for�as de seguran�a deste estado.
Certamente o apanhar�o em breve.
� dif�cil. Ele nunca dorme duas vezes no mesmo s�tio.
Sabes disso.
� um cabr�o manhoso.
Por isso, qualquer informa��o, qualquer pista, ajudaria imenso.
S� te posso dizer...
que a cerveja est� a aquecer.
Est� bem, mais uma e deixo-te em paz.
A pistola do Eg�pcio era uma Glock, certo?
Aquele filho da puta pode aparecer aqui e partir cr�nios.
Esta � para a Zulema.
N�o cont�m drogas.
N�o tem remetente. Ser� do Eg�pcio?
Ena.
� uma bela nota de 500 euros. E aut�ntica.
Se a levar, a minha renda est� paga.
- N�o vives com a tua m�e? - O que achas que diz?
N�o podemos usar o Google Tradutor.
Ser� melhor falarmos com a Miranda e com o Castillo.
Parece que o Eg�pcio est� a tentar contactar a Zulema.
Ol�.
Ol�.
Gostas do meu presente?
Sim, foi um gesto ador�vel.
- O que queres? - Absolutamente nada.
� um gesto de boa vontade.
Desde que chegaste, s� te ameacei.
Tinha as minhas raz�es. Nove milh�es de raz�es.
- N�o tens de me dar a tua criada. - N�o lhe chames "criada".
Chama-lhe "assistente". Isso chateia-a.
Ela ofendeu-te?
N�o, ela n�o fez nada de errado.
Mas quero ser deixada em paz. N�o preciso que me sigam.
Ajusta-se � tua nova pessoa.
Todos deviam saber.
Ouve.
Dou presentes com boas inten��es.
Desprezas-me? Ou ainda tens medo de mim?
Quero saber com quem ela fala, de quem � chegada.
Tudo.
Tudo.
Os graf�logos confirmam
que a caligrafia encontrada na nota corresponde � do Eg�pcio.
Aqui t�m.
Qual � o significado deste poema?
N�o � poesia. � do Alcor�o.
Cap�tulo 30, ayah 12.
"No dia em que chegar a Hora do Ju�zo, os pecadores desesperar-se-�o."
N�o parece bom.
Quando � que Zulema deve receber a carta?
Uma reclusa distribui o correio a meio da manh�.
Depois dos trabalhos e de estarem nos pavilh�es.
� vital que a Zulema receba a carta com aquela nota
e que n�o suspeite que a vimos.
Sacanas.
Hoje, ela ver� o advogado dela.
- Agimos normalmente? - Sim.
Vigiamos o advogado. N�o o queremos alertar.
Ainda n�o percebo.
Porque escreve vers�culos do Alcor�o numa nota de 500 euros?
Ele est� a dizer-lhe que tem o dinheiro da Yolanda.
O n�mero de s�rie da nota � igual aos das roubadas da carrinha.
Creio que a cita��o do Alcor�o � para lhe dizer para se manter calma,
que a vai tirar da pris�o. - E o n�mero de telefone?
Esperemos que a Zulema ligue para aquele n�mero
e que o Eg�pcio atenda. Depois, localizaremos a chamada.
Com a sua aprova��o, Miranda, pedirei uma ordem judicial
para p�r escutas nos telefones, esta manh�.
Informarei as autoridades penais.
Temos uma oportunidade de ouro de apanhar o assassino do chin�s.
Maca.
N�o temos o dinheiro.
Se o juiz baixar a fian�a,
com a hipoteca... - Querida,
provaremos que �s inocente.
M�e, n�o sei como o caso correr�, mas posso ficar aqui sete anos.
Tenho de me habituar a isso.
Pai...
Como disseste,
ningu�m comete uma fraude involuntariamente.
O teu irm�o disse que estavas a chorar ao telefone.
- Andam a intimidar-te aqui? - N�o.
N�o.
- N�o te preocupes. - Zulema Zahir. Telefone dois.
No in�cio, foi dif�cil, mas agora sinto-me melhor.
Sinceramente.
Tenho de vos dizer algo.
� maravilhoso.
V�o ser av�s.
Quem � o pai?
O Sim�n.
Sei o que est�o a pensar, mas n�o importa que seja do Sim�n.
Quero esta crian�a.
� s� que...
n�o sei como explicar, porque...
Bem... A crian�a est� dentro de mim.
Est� dentro da minha barriga
e eu estou aqui.
Mas, de certo modo, torna-se...
irrelevante que eu esteja presa.
Porque n�o me sinto sozinha.
A crian�a est� comigo.
Compreendem?
Eu ansiava conhecer-vos, a s�rio. Como est�o?
Sou amiga da vossa filha.
- Uma boa amiga. - Sai daqui.
Estamos numa fase dif�cil
porque a denunciei para ter uma sa�da prec�ria.
Mas ela lixou-me.
Mandei-te sair!
Carac�is, volta para a tua mesa.
J� vou.
Foi um prazer, futuros sogros.
Aquela l�sbica quer estar contigo?
Nem pensar. Ela � louca.
N�o bate bem da cabe�a. � minha colega de cela.
� boa a estragar as coisas.
Ent�o...
v�o felicitar-me?
Claro, querida.
- Claro. - Parab�ns.
Terminem. Falta um minuto.
Chegaram as novatas.
Vem a� a Pantoja.
Querida, a Pantoja.
- O que se passa? - Nada, � uma piada entre n�s.
Algu�m disse que vem a� a Pantoja.
Estamos a brincar.
Adoro-vos muito.
Ent�o...
Macarena!
Depressa!
Estamos a perd�-la, Encarna.
Estamos a perder a nossa filha.
Que baril, que baril Vamos almo�ar com a Isabel
Sil�ncio!
Vou � casa de banho. Espera por mim no carro.
- O que est� a fazer? - Sou da Guarda Civil.
� o advogado da Zulema.
Logo, � muito poss�vel que saiba onde o Hanbal Hamadi se esconde.
Se eu soubesse onde o Sr. Hamadi est�,
n�o acha que os servi�os de intelig�ncia tamb�m saberiam?
Na Alemanha, em Fran�a, em Espanha?
Ningu�m sabe onde ele est�. � o truque dele.
Sempre a mover-se.
Agora, se n�o se importa...
O que est�s a fazer? Anota isto.
Seis espingardas.
Duas pistolas. Cinco granadas. E eu levo o carro.
Diz-me quanto e farei o resto.
Fabio, o que fizeste com as drogas do Valbuena?
- Est�o aqui. - C�us, Fabio.
Por favor. Estamos a expor-nos demasiado.
Eu devia t�-las deitado na retrete.
Imagina se a diretora ou o Inspetor Castillo as encontrassem.
- E ent�o? - Ol�.
Alguma novidade? Viste mamas?
Vou fazer as minhas rondas.
Ol�.
N�o te voltes a aproximar da minha fam�lia.
E nunca mais fales com eles. Entendido?
N�o te pareces com a tua m�e.
A filha saiu mais bonita do que os pais.
Maca.
Eu lixei-te. Tu lixaste-me.
Estamos quites!
Podemos fazer as pazes, por favor?
Isto � doloroso.
Por favor, diz que sim.
Dentro de meses, estar�s mesmo insuport�vel.
T�o hormonal que ningu�m te aturar�, e tu sabes disso.
Isso � um "Sim, rapariga, senta-te e come comigo"?
N�o. � um "Vejamos se te portas bem, rapariga".
Certo.
- O teu pai foi gentil, para pol�cia. - Ouve l�.
Sai daqui.
- Vai. - Est� bem.
Olha.
Lembras-te de quando o Rom�n e a Maca eram beb�s?
Vou entregar um saco � Maca. Ir� anim�-la, vais ver.
Sinto-me mal.
A nossa filha diz-nos que est� gr�vida e agimos como idiotas.
O que esperavas? Um banquete?
N�o, mas pod�amos ter dito que estamos felizes.
Est�s mesmo feliz com isso?
Est�s feliz por ela ir ter um filho na pris�o
do mesmo idiota que a p�s l�?
No julgamento, quando virem
que ela est� gr�vida... - Esquece isso.
O estado dela n�o faz diferen�a.
N�o ter�o miseric�rdia nem lhe dar�o licen�a. Nada.
H� centenas de reclusas gr�vidas. A Maca � como as outras.
O filho nascer� na pris�o.
Crescer� na pris�o.
Veremos a crian�a talvez uma vez por semana, durante as visitas.
Viver� atr�s das grades durante anos.
Rodeado de criminosas. Sabes quem far� de pai?
A l�sbica com aquele cabelo.
Uma louca a cuidar do nosso neto.
Portanto, por favor, n�o finjamos ser av�s felizes.
- Tenho o que pediste. - O qu�?
O comprimido para abortar.
N�o o quero.
Decidi ficar com o beb�.
Fofa...
Esforcei-me para o obter, � um medicamento receitado.
Escondi-o na minha rata e, agora, n�o o queres.
Eu disse-te.
Tudo bem, n�o o queres.
Mas ter� de ser usado de algum modo, certo?
Queres saber o que dizem as instru��es?
Tomar o comprimido ap�s as primeiras sete semanas
pode lesionar gravemente o feto.
Isso � horr�vel.
Um beb� sem pernas ou com uma cabe�a enorme.
Imagina que o tomas sem querer.
Vais pagar agora. Estou farta de ti.
Vais ficar aqui.
Vir�o buscar-te. Vai para onde te disserem.
Lembra-te deste nome.
Manuel Osorio.
Chegou a ordem judicial para as escutas nos telefones.
Onde est� a Zulema?
Acabou de falar com o advogado. Est� a voltar para a cela.
Estou intrigado com a fam�lia Ferreiro.
Parecem sa�dos de um an�ncio de iogurte probi�tico.
Contudo, atiraram-se de cabe�a no caso do Eg�pcio e do dinheiro.
Porque tens tanta certeza?
Que raio est�s a fazer?
A cortar os canos de uma espingarda.
Consigo ver isso. Pergunto porqu�.
A Maca disse para deixarmos tudo como est�.
Pai.
Para.
Tens uma nova fam�lia para cuidar. Deves concentrar-te nela.
Pai, por favor, ouve. N�o � assim que trazemos a Maca para casa.
N�o podias estar mais errado, filho.
Merda. Esta bala � de uma Glock 37.
Igual � que me atingiu. Onde a encontraste?
Na casa do iogurte.
Buracos de entrada e sa�da no sof�. N�o vi nenhum vest�gio de sangue.
O Eg�pcio desloca-se numa caravana.
Assim, est� em todo o lado. Mas a Pol�cia n�o sabe.
Liguei para v�rios parques de campismo e encontrei 20 caravanas assim.
Quando a encontrarmos, podemos recuperar o dinheiro e libertar a Maca.
Na minha opini�o, h� duas formas de aquela bala ter entrado na casa.
Primeira, eles tinham o dinheiro, o Eg�pcio entrou l� e roubou-o.
Segunda, eles n�o o tinham, mas sabiam onde estava enterrado,
porque a Macarena sabia.
- Sabia que n�o ias parar. - O que dizes?
Sabes que sou met�dico e tenho boa mem�ria.
Fiz os exames para o registo predial.
Memorizei a matr�cula da caravana.
H� outra possibilidade.
Partilharam os nove milh�es com o Eg�pcio.
N�o. O Eg�pcio n�o partilha nem negoceia.
Esqueceste-te da floresta? Ele dispara e volta a disparar.
N�o acho que eles tenham a massa.
S�o loucos o suficiente para o perseguirem?
Se se aproximarem dele, n�o t�m hip�tese.
Isso iria chatear-me porque o Leopoldo � um bom tipo.
E est�o a pisar os calos do maior filho da puta da Europa.
O amor trouxe-nos aqui hoje.
O amor que � livre.
Pois � a ess�ncia do casamento:
liberdade e compromisso.
E os votos que a Saray e o Armando far�o hoje,
diante dos pais e das testemunhas...
ADORO-TE, CIGANA
ir�o uni-los para sempre.
Portanto, hoje � um dia alegre para voc�s
e para quem vos ama.
Armando.
Aceita a Saray como sua leg�tima esposa?
Sim.
Saray, aceita o Armando como seu leg�timo esposo?
Sim, claro.
Sim.
Declaro-vos marido e mulher.
Pode beijar a noiva.
Viva os noivos!
Lindo! Ol�!
Ferreiro, vem comigo.
Para onde?
� sala das visitas.
N�o pediste uma visita privada com um Sr. Manuel Osorio?
Sim. O Manuel.
N�o sabia que tinhas namorado.
Ele n�o � meu namorado. � um amigo.
O Osorio n�o te tocar�.
Tem um presente para mim. Cinquenta gramas de coca�na.
N�o te revistam ap�s uma visita privada.
Mas...
por favor.
Espero que n�o te apanhem, para o teu bem.
Gosto de ti.
Macarena.
Queres dizer-me algo?
Sim. Vou ter uma visita para obter drogas. N�o o quero fazer, juro.
Mas se n�o o fizer, a Anabel matar� o meu beb�.
Ela � mesmo louca e far� isso.
Ent�o, diga-me, o que posso fazer? Diga-me l� o que fazer.
Macarena.
Queres dizer-me algo?
N�o.
Nada.
Sorriam!
Parab�ns a todos.
- Obrigado. - M�e.
M�e.
- Parab�ns. - Obrigado.
- Est�s linda. Ol�. - A minha menina. T�o linda.
M�e.
N�o vais dizer nada?
- Felicita-me, ao menos. - Felicitar-te, Saray?
Sim, m�e. Porque fiz isto por voc�s.
- Podias agradecer-me. - �s uma vergonha para a fam�lia.
Uma l�sbica repugnante.
Quem � a negra? A tua amante?
- Eis a minha menina! - Vem c�.
Espera.
Estefan�a, serei sempre tua.
Obrigada.
Macarena, tem cuidado.
Aqui, metem-te em sarilhos primeiro, acaba-se e a tua vida est� arruinada.
Se fizerem chantagem contigo, diz-me. Posso ajudar.
Ningu�m faz chantagem comigo. Pedi uma visita privada.
Porque � duro estar sozinha.
E preciso de afeto.
Este Manuel Osorio � o pai do teu filho?
N�o. � complicado.
O que foi? Se n�o acredita em mim ou pensa que vou buscar drogas,
ou algo esquisito, n�o h� problema.
Espere e pode revistar-me.
Abre.
Conheci-o na Internet.
Macarena.
Gallego. Quero pedir um favor.
O meu filho bateu numa caravana.
Diz que n�o deixou um bilhete nem nada.
Se te desse a matr�cula, podias localizar-ma?
Sim, � B4903LS.
Sim. Uma caravana.
Muito obrigado. Fico a dever-te um favor.
D� cumprimentos meus � Mar e �s mi�das. Encontremo-nos um dia.
Est� bem, �timo. Obrigado de novo. Adeus.
Ele consegue localiz�-la?
Vai p�-la na lista de buscas da Guarda Civil.
- Ligar� quando tiver not�cias. - E depois?
- Depois o qu�? - O que fazemos?
N�o sei.
Mas da �ltima vez, ele perseguiu-nos. Agora, vamos n�s atr�s dele.
H� c�maras em todas as salas da pris�o?
Exceto nas celas e nas casas de banho. � proibido pelas leis de privacidade.
Merda, sim.
L� vai a Zulema para os telefones.
E o n�mero para o qual ela liga?
J� o localizaram? Qual � o plano?
As Telecomunica��es localizaram os �ltimos movimentos do telem�vel
na periferia a sul de Madrid.
Todas as esquadras da �rea aguardam as minhas ordens.
Assim que algu�m atender, saberemos o local exato.
L� est� ela.
Espero que desta vez nos leve ao namorado.
Nicol�s, ativa a escuta.
Prestem aten��o. N�o nos pode escapar.
O que est� ela a fazer? Notou algo?
N�o. Devem ter acordado falar mais tarde.
Est� a fazer horas.
N�o nos pode escapar.
Afirmativo. Quando o telem�vel tocar, podemos cercar o local.
Eu trato da revista pessoal.
Ordens da diretora.
Macarena.
Para o meu gabinete.
Qual � a sensa��o de estar sob o efeito?
Aquela sensa��o de estar numa montanha-russa.
Aquela...
Sem d�vida que d� cabo de n�s se explodir no est�mago.
A frequ�ncia card�aca aumenta.
� quando come�amos a sentir-nos bem.
O interior do corpo acelera, mas, ao mesmo tempo, fica paralisado.
O medo e a culpa desaparecem...
num enorme al�vio de tens�o.
Depois, de repente, acabou-se. N�o importa, estamos bem.
Percebemos que estamos literalmente a morrer.
Depois, chega o amor.
Mas temos medo.
� t�o intenso, adoro-o.
Depois, acordo coberta de merda.
Estou a escorregar.
Nem tudo � mau aqui.
Recebem metadona, t�m conversas.
Mas tamb�m h� pessoas
muito mais importantes aqui. As conselheiras.
Elas vigiam-nos. Impedem-nos de tomar drogas.
Incentivam-nos.
Aqui entre n�s, s�o idiotas que n�o sabem o que fazem.
Continuamos e tomamos mais, certo?
Devo dizer que me deixaste intrigado, Macarena.
Ap�s o teu chefe te mentir
e te engravidar...
tens uma visita conjugal.
E aparece um tipo. Um velhote.
Onde est�?
N�o me fa�as perder tempo.
A diretora ordenou especificamente maior vigil�ncia
das reclusas que traficam. Portanto, diz-me onde a escondes.
A menos que prefiras que te reviste.
Muito bem. Olha para a c�mara.
Diz o teu nome.
E p�e tudo o que tens contigo na mesa.
Chamo-me Macarena Ferreiro.
� tudo.
�timo. Abre-os.
Macarena... Por fim,
n�o me interessa quem te pediu para transportar a coca�na nem porqu�.
Traficar � um crime grave, sabes?
Sobretudo no caso de uma m�e solteira
possivelmente a cumprir sete anos, que tamb�m � reincidente em drogas.
Sabes o que pode acontecer � cust�dia do teu beb�...
- N�o. - Se os Servi�os Sociais soubessem?
N�o. Por favor, o meu filho, n�o.
� incr�vel como a vida muda, Macarena.
S� de pensar que, h� alguns dias,
estiveste aqui a suplicar-me...
para matar o teu filho.
Agora que o queres, temos de to tirar.
- N�o. - Sim.
- N�o, por favor. - Sim.
Enfim, n�o te preocupes. O bom disto � que,
pelo menos, ele ter� uma nova fam�lia.
Nem pensar.
- Uma nova m�e. - N�o.
- Sim. - N�o.
- Sim. - Por favor.
� incr�vel como a vida muda numa quest�o de segundos.
Farei o que for preciso para isto ficar por aqui.
V� l�.
- Sim. - Por favor, Macarena.
Pare�o-te um pervertido?
Achas mesmo que me aproveitaria da tua fraqueza?
Macarena, por favor.
N�o quero uma rela��o baseada em extors�o nem nada.
N�o sou louco nem est�pido.
Sei que n�o nos apaixonaremos.
Mas h� quem diga que, com o tempo, se desenvolve algum tipo de afeto.
Eis o que faremos. N�o chores.
Vamos esquecer a coca�na, sim?
Come�aremos uma rela��o do zero.
Um namoro.
Como se f�ssemos um casal. Pouco a pouco.
A come�ar com um beijo.
Abre l� a boca.
Muito bem.
Sai!
Comunica��es. J� localiz�mos o Eg�pcio?
Estamos a aproximar-nos, Inspetor. S� mais uns minutos.
Que raio se passa?
Inspetor, ele est� cercado.
� muito perto de si, nas imedia��es de Cruz del Sur.
Repito. O sinal... Um momento.
� em Cruz del Sur. No estacionamento.
- Isso � imposs�vel. - Estou?
N�o me lixe. O que diz essa maldita coisa?
Esta chamada � estranha,
porque n�o sei bem com quem falo.
Temos um local exato. O telem�vel est� no estacionamento da pris�o.
- A posicionar a equipa. - Palha�ada.
Mas posso imaginar.
Primeiro, eu gostaria de...
publicamente, dizer qu�o humilhante,
degradante e repugnante � sentir-me vigiada,
espiada e controlada.
Acima de tudo, � ilegal sem uma ordem judicial.
T�m uma? N�o!
Castillo.
Reconhece um Ford azul com a matr�cula 3322ABW?
� a merda do meu carro.
Deixaram um telem�vel no banco do passageiro.
Qu�o profundamente desprez�vel � abrir o correio de uma reclusa.
Abortar a opera��o. Pista falsa.
Por amor de Deus!
Ele tem-se adiantado sempre.
Mija-se a rir de n�s.
Dia 12 de mar�o? O que acontece?
Mana, o meu Pr�ncipe Encantado tirar-me-� desta espelunca daqui a dois dias.
Malditos ratos. Isto � de n�s os dois.
Um grande beijo.
Filha da puta.
Noutras not�cias, Isabel Pantoja voltou para a Penitenci�ria Alcal� de Guada�ra...
A Sole diz-nos sempre tretas. A Pantoja nesta pris�o. At� parece.
Andei � tua procura. Que tal o Osorio? Trouxeste-a?
Sim, ele deu-ma.
Mas, agora, tem-na o Sandoval.
Anabel, mant�m a calma.
N�o te tra�.
�timo.
E as drogas? Nada?
S� fiz o que pediste. � tudo.
Agora, tens dois problemas graves.
Eu e o Sandoval.
E eu sou muito pior.
Eles pensam que tenho as drogas e que sou viciada, percebes?
N�o.
Desculpa.
Lamento.
Anabel...
Quanto ao dinheiro, podemos resolv�-lo.
Posso falar com o meu pai e ele empresta-mo, est� bem?
� in�til ser a menina do pap� comigo.
Se prejudicares o meu neg�cio, metes-te em perigo.
Eu mesma vendia-a. N�o o posso negar.
N�o quero falar sobre isso. N�o se trata de estar fraca.
Eu? N�o. Nunca. Jamais toquei naquela merda.
N�o gosto nada de janados. Por mim, podem morrer todos.
S� uma linha, de vez em quando. Uma ou duas vezes.
Anfetaminas. Cristal...
Mas n�o hero�na. N�o.
� a pior.
J� viu uma janada? J� viu a Tere?
Talvez eu seja uma janada. N�o sei.
N�o s�o pessoas, s�o zombies. Os mortos-vivos.
Qualquer pessoa aqui o faria. Juro. � imposs�vel.
� pena.
Neg�cio � neg�cio.
Os gelados de �gua enojam-me, mas vendia-os.
O que posso dizer?
Ol�.
- O jogo j� come�ou? - Sim. N�o.
Ainda n�o. Queres uma cerveja?
Sim.
E ent�o, Palacios? Como est�s?
Toma.
Obrigado.
- Turno da noite, n�o �? - Sim, exatamente.
Bem...
Talvez umas linhas te fa�am bem.
O que fazes?
Enlouqueceste?
Por causa da coca�na?
Estava no teu cacifo.
Queres uma?
N�o.
Tanto melhor. Mais para n�s.
Acho que n�o vou snifar isto. Esta merda p�e-me violento.
- � toda tua. - N�o a quero.
- N�o a vou snifar. - N�o.
Esclare�amos algo, Valbuena.
Respeito o uso pessoal.
� algo a ser respeitado, n�o?
Mas os traficantes enfurecem-me.
E se n�o consomes, �s traficante.
Portanto, snifa j� essa maldita linha ou denunciamos-te por tr�fico
e chantagem �s reclusas em troca de coca�na.
Toda.
Muito bem. Esta noite, vigiar�s aquelas reclusas como um falc�o.
O que queres?
Vim ver-te.
Dizem que est�s a perder poder.
A loirinha anda a intimidar-te. N�o �?
N�o te devo explica��es.
Tenho pena de ti.
Julgas-te uma pessoa que n�o �s.
Lembras-te de quando chegaste?
Lembras-te do nosso acordo?
Est�s aqui devido a mim.
Traficas porque o permito.
Como lixaste as coisas com a minha assistente...
tenho de fazer a minha cama.
- Queres faz�-la por mim? - N�o, eu n�o te devo nada.
Que seja a �ltima vez.
Ou j� n�o te quererei aqui.
Que brasa!
Suas cabras in�teis!
Sou casada! N�o t�m nada a dizer?
- Ol�! - Foi o que pensei!
Vamos cantar ou dan�ar ou assim!
Casei-me, vamos celebrar!
Pessoal, abram o bar! Abram-no para todas!
Quem quer o ramo? Vamos l�.
Quem a pr�xima cabra a casar?
Cantem!
Ali, Ali, oh
Ali, a Ali levou-o
Precisamos de uma guitarra. V�o pedir � diretora.
Macarena.
O que est�o a fazer?
O que est�o a fazer? Larguem-me!
Sai, fofa.
Deixem-me em paz!
- Abre o porta-luvas. - Eu vou.
N�o, ficas aqui.
N�o te preocupes. J� fiz isto.
Abre o porta-luvas.
D�-ma.
Larguem-me! Aquela cabra louca...
Temos cinco minutos at� verem que se passa algo.
N�o percamos tempo.
Falarei contigo como amiga, Macarena.
Diz-me, como consegues enterrar-te cada vez mai?
� como algu�m em areia movedi�a
a enfiar os bra�os para tirar as pernas
e se afundar.
De que est�s a falar?
Porque �s t�o teimosa?
O que est�o a fazer?
- Fica quieta. - N�o!
Gosto de ti, Macarena.
Mas n�o posso permitir que outras reclusas pensem
que podem ficar com o meu dinheiro e n�o pagar as drogas.
Percebes?
T�o bonitas.
E o pre�o para ti, porque n�o tens dinheiro...
Os teus belos mamilos.
Imagina que corre tudo bem.
Vais at� l�, apontas-lhe a arma e ele d�-te o dinheiro.
Como sabes que ele n�o ir� l� a casa
matar a m�e, a Luc�a, a Lidia, a ti e a todos os outros, amanh�?
Vais mat�-lo?
- N�o. - N�o te preocupes.
- N�o infetar�o. � iodo. - N�o!
N�o, por favor. Eu pago. Juro.
- A s�rio? - Juro, por favor.
Claro. De quanto tempo precisas? Uma semana?
Quatro semanas? Ou melhor ainda,
paga-me na primeira ter�a-feira de cada m�s, durante um ano.
Posso dar-te um servi�o de jantar no fim.
Por favor.
Lamento, Macarena.
Mas os teus mamilos mostrar�o �s outras que ningu�m se mete comigo.
P�e-te ao volante. Deixa o motor ligado.
Se vires algo estranho, arranca. N�o olhes para tr�s.
Pai...
Lamento, Macarena. N�o poder�s amamentar o teu filho.
Lamento muito.
Calma a�, m�os-de-tesoura.
Deixa a minha amiga em paz.
Ela � tua amiga?
Tamb�m � minha.
Mas a nossa amiga deve-me 3000 euros.
Como sabes, as d�vidas t�m de ser pagas.
Creio que tens raz�o. As d�vidas t�m de ser pagas.
Um adiantamento.
Receber�s o resto. Dou-te a minha palavra.
Aceita.
Ningu�m quer que isto acabe mal.
Aceita.
Est�s louco, Leopoldo? Vais destruir-nos a todos.
Aquele filho da puta pode aparecer aqui e partir cr�nios.
V�o ser av�s.
N�o podemos deixar a Maca l� dentro.
N�o temos o dinheiro.
N�o se mexa!
NO PR�XIMO EPIS�DIO
N�o sou seu amigo!
Continua!
Acabou-se. Vou chamar a Pol�cia.
Legendas: Ana Paula Moreira
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