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Original subtitles

NETFLIX APRESENTA

REC�M-NASCIDOS

CRIAN�AS DE 5 ANOS

CRIAN�AS DE 10 ANOS

JOVENS DE 15 ANOS

J� te tenho visto a correr.

Como te chamas?

Ismael.

E tu?

Blanca.

� um prazer, Blanca.

Inspetor!

O Assassino dos Adormecidos voltou?

Foi duplo homic�dio? � respons�vel pelo caso, Ayala?

Diz-me alguma coisa. Somos amigos.

L� o comunicado � imprensa, como os outros, Lutxo.

Inspetor! Foi duplo homic�dio?

Est�o contentes por te ver de volta ao trabalho, Unai.

Bem-vindo a casa.

Esti, o Assassino dos Adormecidos voltou.

Da� precisarmos do teu c�rebro inteligente.

Ele n�o ataca h� 20 anos.

Preciso de registos, fotos, relat�rios, tudo.

Enviei-te tudo por email.

Compra um telem�vel deste s�culo.

Apaguem as luzes.

� aqui que a tua ca�a acaba e a minha come�a.

Carlina.

O que v�s?

Provavelmente, ele n�o os conhecia.

N�o importa quem s�o. � o que eles representam.

O que representam?

Mi�dos ricos.

Gasolina.

Pin�a.

Merda!

Ele p�s as abelhas na boca deles.

Ele amorda�ou-os.

E encharcou-os de gasolina.

O cheiro enfurece-as.

O que v�s aqui

s�o marcas de picadas internas.

Ele injetou no pesco�o deles flunitrazepam l�quido. Rohypnol.

Ele usou a droga para os apanhar.

Depois, esperou at� que ficassem totalmente conscientes.

Para enfiar as abelhas nas gargantas.

Foi uma morte muito dolorosa.

Estou?

Eneko.

Eneko.

N�o interessa, quinta-feira, sexta-feira. Preciso disso agora!

N�o posso falar agora. Falamos depois.

N�o h� impress�es digitais.

Ele � muito meticuloso.

S� por precau��o.

Traz-me o ficheiro!

As not�cias invadiram as redes sociais.

Muitos mi�dos ainda n�o voltaram de festas de ontem � noite

e metade de Vitoria queixa-se de desaparecimento.

Encontrem-na!

Quero que conhe�as a nova subcomiss�ria.

Ela � respons�vel pelo caso.

Algumas coisas mudaram por aqui enquanto estiveste fora.

- Subcomiss�ria. - Comiss�rio.

Alba D�az de Salvaterra, o inspetor Unai L�pez de Ayala.

Subcomiss�ria.

Muito prazer.

Prendemos um homem inocente durante 20 anos?

� isso ou ele tem um colega c� fora.

ERRADAMENTE CONDENADO?

Este homic�dio � uma c�pia dos anteriores.

A posi��o das v�timas � igual.

S�o cinco anos mais velhos a cada novo crime.

Passados 20 anos, este padr�o num�rico est� a ser repetido.

Est� nos relat�rios.

Tasio Ortiz de Z�rate escreveu bestsellers na pris�o.

Ele tamb�m tem presen�a online,

com mais de 500 mil seguidores.

- Assassino com clube de f�s. - E ele n�o tem acesso � Internet.

Praticamente, � um culto.

Alguns t�m tatuagens, uma carlina.

Um s�mbolo do sol, afasta esp�ritos malignos.

A roda gira outra vez. Atreves-te a par�-la, #Kraken?

E as v�timas?

Claro.

Enara Fern�ndez de Beto�o, filha de um oculista conhecido,

e Alejandro P�rez de Arrilucea, filho de um industrial respeitado.

Ambos com 20 anos.

As fam�lias dizem que n�o se conhecem.

Foram selecionados individualmente.

Classe alta, apelidos compostos de �lava.....

Ele est� de volta.

- Dev�amos avisar a cidade. - N�o.

Vamos evitar alarmar as pessoas. Entendido?

Vamos esperar at� termos mais duas v�timas?

Quantos assassinos conhece com um per�odo de aus�ncia t�o longo?

Deve ser um imitador.

- �timo, vamos trabalhar. Esti? - Sim

Inspetor Ayala.

Lembra-se de mim?

Mario Santos.

O diretor do jornal conseguiu uma entrevista com o Tasio.

Mario, seja discreto quanto � nossa presen�a aqui.

Claro. Conte comigo.

Boa sorte. Ele mal falou comigo.

N�o quero p�blico, Kraken.

A inspetora � de total confian�a.

N�o gosto de sexo a tr�s.

N�o falo at� ela sair.

- O que lhe disseste? - Que �s um mis�gino.

Como sabias que me chamam Kraken?

Chamei-te c� para propor um acordo de cavalheiros.

Daqui a umas semanas, saio de licen�a.

Se te ajudar a apanhar o assassino, as pessoas voltam a aceitar-me.

Est�s inocente.

N�o se nota pela minha cara?

Fala-me dessa tatuagem.

Achas que um dos meus seguidores deu continuidade aos homic�dios?

Seria uma forma distorcida...

Eu n�o disse que estavam �s tuas ordens.

Todos os escritores julgam que s�o Deus.

Alguns psicopatas tamb�m.

J� ouviste falar do efeito Werther?

Quando Goethe escreveu A Paix�o do Jovem Werther,

alguns dos seus leitores suicidaram-se

da mesma forma que a personagem do romance.

Fic��o e realidade s�o g�meas. Alimentam-se mutuamente.

Em todos os assassinatos foram horr�veis.

Do ponto de vista do assassino. Entendes-me?

Se eu convencesse as pessoas a matarem por mim,

n�o teria esperado tanto tempo.

O que vai acontecer?

Tu sabes.

Esclarece-me.

O homic�dio da Velha Catedral representa o s�culo XII.

A partir de agora,

cada local do crime ser� um s�mbolo da nossa hist�ria

desde a Idade M�dia.

A Casa Anda,

o antigo bairro judeu

as ruas da associa��o, talvez a Casa do Cord�n...

Queres um acordo? Explica como sabes que me chamam Kraken.

Achas que sou idiota?

Um pouco, se estiveres preso h� 20 anos e fores inocente, n�o achas?

E ent�o?

Demasiado impulsivo.

Ligaram da esquadra.

O namorado da v�tima acusa o pai do homic�dio

e o homem ainda n�o reportou o desaparecimento.

Vamos ver.

Ol�?

O que fazem em minha casa?

Ertzaintza.

Gostar�amos de fazer umas perguntas sobre a sua filha.

A minha cole��o de olhos de vertebrado.

Desculpe...

Pode dizer-nos onde era o quarto dela?

Era este?

Ela j� n�o precisa dele.

ASSASSINATOS EM �LAVA

Estou...

...a mudar a minha cole��o para aqui.

T�m filhos?

N�o.

N�o tenho nenhum.

N�o quer que apanhemos o assassino?

Sinceramente, agora tenho...

...um quarto que...

...gostaria de redecorar.

Vai ter de nos acompanhar at� � esquadra.

Jos� Ram�n Fern�ndez de Beto�o.

Onde esteve ontem, 24 de julho de 2019?

� verdade que a sua filha foi viver com a sua ex-mulher?

N�o � ele.

Mas livrou-se dos vest�gios da filha horas depois da morte dela.

Quem faz isso?

Pode estar em nega��o. A primeira fase do luto.

Li a sua avalia��o psicol�gica.

N�o se preocupe.

Espero que n�o, inspetor.

N�o � muito profissional deixar-se levar por um palpite.

Bom fim de semana.

Trouxe os bolos.

Mas tens de me mostrar os resultados do teste.

Outra vez.

Terei de provar alguns, n�o?

Alguns, sim.

N�o sei porque n�o te picam.

J� podes apodrecer.

Vai resultar?

Para.

N�o lhe toques.

O ASSASSINO FALA

Hoje, neste epis�dio especial de Tel�rico,

falaremos dos Crimes dos Adormecidos.

A s�rie de homic�dios duplos que abalou �lava.

Os homic�dios representam claramente uma cronologia de �lava.

O d�lmen da Cabana da Feiticeira h� cinco mil anos.

As v�timas eram rec�m-nascidos.

Depois,

na povoa��o celta de La Hoya, 1200 AC,

foram encontradas duas crian�as de cinco anos.

Mais tarde, no Vale do Salado, s�culo I AC,

crian�as de dez anos.

Na muralha medieval, s�culo XI,

jovens de 15 anos.

A malta ligou-me. Querem fazer algo no teu anivers�rio.

Tenho muito trabalho.

Vi que est�s no caso dos Adormecidos.

N�o apanhaste um tipo ontem?

� apenas um suspeito.

Unai,

refugiares-te no trabalho n�o trar� a Paula de volta.

J� acabaste?

N�o te zangues.

Desde que melhorei, o teu irm�o preocupa-se mais contigo.

Mais agora, com todos a quererem saber quem � o Kraken.

#QUEM�OKRAKEN

A Casa do Cord�n. Uma escolha interessante.

A casa de um judeu obrigado a converter-se.

Entraste pela porta min�scula?

Ele mandou constru�-la t�o pequena

para obrigar os velhos crist�os a curvarem-se perante ele.

O perfil corresponde?

Porque usou veneno de teixo nos primeiros crimes?

J� n�o usa?

N�o partilho isso contigo.

Pensei que t�nhamos um acordo.

Os teixos s�o as nossas antigas catedrais.

H� mais de 4000 anos, sentavam-se � sua volta para realizar rituais.

Imagina: um mesmo teixo viu celtas,

romanos, crist�os e os idiotas de hoje.

Muito arqueol�gico.

Foi o que disse o juiz.

No julgamento, exibiram um programa que gravei antes dos homic�dios.

Expliquei em pormenor

com matar com algumas folhas de teixo cozidas.

Que coincid�ncia, n�o?

N�o foi coincid�ncia.

O assassino quis incriminar-me desde o in�cio.

Uma nova arma do crime pode significar

que um novo inocente ser� acusado.

Tens de admitir que ele tem classe.

Toma.

A lista que me pediste.

Como achas que o teu irm�o vai sair?

O meu g�meo.

Eu denunciei-o.

Como achas que ele aceitou?

Acreditaste que era ele?

N�o no in�cio,

mas quando encontraram as folhas de teixo no apartamento dele,

fiquei convencido.

Ele conhecia a v�tima?

Eram assassinatos rituais, nada mais.

Foi encontrado s�men no corpo dela,

faltava a confirma��o do relat�rio da aut�psia.

E o relat�rio...

...desapareceu.

Dormiram juntos.

O Tasio era adulto, ela tinha 15 anos.

Livrei-me dos relat�rios para atenuar a hist�ria.

J� era esc�ndalo suficiente ter um g�meo assassino, n�o acham?

Quinze nomes.

Ningu�m tem 15 amigos chegados.

Come�amos pelos �ltimos da lista.

Ter�o pensado mais nele.

Os primeiros s� dizem coisas boas sobre ele.

Temos de saber como era a rela��o dele com a m�e.

A m�e dele?

Havia fotos da fam�lia, mas dela n�o.

Porqu� Ismael?

Chefe...

- Porqu� Blanca? - Vem de Alba.

Mas n�o � Alba.

Ismael tamb�m n�o � Unai.

Porqu� Kraken?

As tuas visitas � pris�o fazem sentido para a investiga��o,

mas n�o � bom para ti que o Tasio saiba a tua alcunha de adolescente.

Porque n�o me disseste?

N�o me agrada que fa�as as coisas sozinho.

Sabes que posso abrir um inqu�rito disciplinar?

Mas n�o o vais fazer, certo?

Nada, nem vest�gios. Como a outra.

Est�s muito exposto, Unai.

Eu sei. Sabes o que isto significa?

Sim, � algu�m pr�ximo. Sabe onde moras, conhece o teu carro...

O que � isto?

O analista de perfis �s tu.

- Ol�, Martina. - Ainda bem que decidiste.

Ainda n�o decidi.

Deixa-te de merdas, Unai.

Tu percebes, certo?

No ano passado, comemor�mos.

Todos n�s.

Eu sei.

S�o teus amigos.

N�o mordem.

Conhece-los h� pouco tempo.

Hoje � dia de festa

Cantam as nossas almas

Para o menino Unai

Uma salva de palmas

FELICIDADES, KRAKEN

Obrigado.

- Ao Kraken! - Sim.

D�-me um copo.

Aquilo dos cascos � verdade?

Que cascos?

Os cascos dos bodes.

Ouvi dizer que havia um pentagrama no ch�o na Casa do Cord�n.

Sabem que n�o posso dizer nada. Estamos a trabalhar nisso.

Pass�mos por isto h� 20 anos.

N�o podemos ter medo. � isso que o assassino quer.

V�, um brinde!

Ao Kraken!

� mesmo ele o Kraken?

N�o publicaste isto, certo?

Claro que n�o.

T�nhamos um acordo, Sr. Santos.

Mas acho que este exclusivo

devia valer um pouco mais.

J� pensaste que pode afetar a investiga��o,

se a identidade do Kraken for revelada?

Imagina ter Vitoria toda em cima de ti.

A press�o que ele teria de enfrentar.

Seria dif�cil para ele concentrar-se no caso, n�o acha?

- N�o � problema meu. - Claro que n�o.

Disseste que tinhas 30 anos, mas pareces muito mais novo.

Nunca disse 30...

Grita quanto te apetecer.

� � prova de som.

Ei! Socorro!

#QUEM�OKRAKEN

E, sim, o problema � teu.

ENVIADA COM SUCESSO

A maldi��o do inspetor:

a solu��o est� debaixo do teu nariz, mas n�o a v�s.

Cuidado, #Kraken, o assassino � vaidoso. J� o conheces.

O assassino voltou ao padr�o num�rico com os novos crimes.

20 anos...

25 anos...

30? 35? 40?

At� onde estamos dispostos a ir?

Que rela��o tem ele com o Tasio?

O que est� ele a tentar dizer com os crimes?

O assassino percebe de apicultura,

bot�nica, hist�ria, anatomia...

- Este n�o � da m�quina. - Obrigado.

Estar� bem integrado na sociedade.

Cuidado, est� quente.

A IDENTIDADE DO KRAKEN FOI REVELADA

Em boa forma f�sica.

Talvez tenha uma vida familiar.

Ol�, querida.

Mesmo a tempo.

Os seus 20 euros.

- Obrigada. - Obrigada, adeus!

- Ol�! - Ol�, bolos de nata, por favor.

�s tu, n�o �s?

�s o Kraken.

- Quanto devo? - Olha..

Todos t�m 30 anos.

S�o familiares, amigos...

S�o pessoas a s�rio.

Pessoas de quem gosto.

Por favor, leva-o contigo.

N�o te preocupas connosco?

Ele � o Kraken!

Ele � o Kraken!

Obrigado.

Enquanto estavas com os teus f�s, percorri a lista do Ignacio.

Falei com a Aitana, a ex dele.

Que rela��o tinham com a m�e?

Adoravam-na.

Quando ela teve cancro, dedicaram-se a ela.

� ela.

Depois do funeral...

OS TEUS FILHOS TASIO E IGNACIO N�O SE ESQUECER�O DE TI

...aconteceu algo.

J� todos tinham sa�do.

Apareceu um rapaz.

Ele foi ter com os g�meos.

N�o sei o que lhes disse,

mas a rea��o deles foi brutal.

� s� a minha intui��o, mas...

.. havia algo nos olhos dela quando falou do Ignacio e do Tasio.

Sabes como era o meu pai.

Conhe�o esse olhar.

Conhe�o esse olhar porque o vejo ao espelho.

Quando come�aste a correr?

Depois de engravidar.

Quis recuperar a forma.

Isso � louv�vel.

O que � louv�vel?

Aposto que ele te mant�m acordada.

Que idade tem o beb�?

Perdi-o.

Lamento.

E pediste transfer�ncia de Fran�a.

Foi por isso... E o meu marido insistiu.

Quando engravidei.

E tu?

O que contas?

L�s os relat�rios, certo?

A tua mulher estava gr�vida quando morreu.

Num acidente de via��o.

N�o foi um acidente.

Adeus!

- O que diz a imprensa? - Nada.

Sergio, n�o.

Sergio!

Sergio.

N�o, Sergio!

Sergio!

N�o, Sergio!

Sergio! N�o, para!

N�o, Sergio!

TEL�RICO AL�M DA HIST�RIA

�vnis. Luzes estranhas.

A realidade e a fic��o cruzam-se no mito de Ochate.

Hoje, veremos que n�o � necess�ria a interven��o de seres de outro mundo

para que a povoa��o seja...

...tel�rica.

Uma povoa��o abandonada ao seu destino,

desabitada desde meados do s�culo XIX.

Nas igrejas em ru�nas de Ochate, Burgondo e San Vicentejo,

forma-se um tri�ngulo is�sceles perfeito.

Um conce��o t�o clara como misteriosa

que ter� sido previamente planeada.

A ermida de San Vicentejo

� uma pequena maravilha rom�nica onde, segundo especialistas e curiosos,

h� todo o tipo de avistamentos e atividades

que pouco t�m que ver com o mundo dos vivos.

CRIME ZERO

Pediram aos pedreiros que constru�ssem uma ermida

que contasse a hist�ria do G�nesis.

Usaram o trabalho para fazer experi�ncias

e contar a velha hist�ria do seu ponto de vista.

Estes frescos mostram Ad�o e Eva em diferentes idades.

De um Ad�o com cara de beb�

a homem barbudo.

Carlina.

Girass�is.

Sem d�vida, girass�is.

Representam o Jardim do �den que envolve o casal

antes de serem banidos.

E a abelha?

� um psicopompo.

Um mensageiro entre n�s e o mundo dos mortos.

Mas tamb�m � a imagem viva da alma humana.

Exig�ncia, trabalho de equipa.

E este � o cl�max da hist�ria.

Quando decidem comer da �rvore do Conhecimento.

Para uns, uma macieira. Para outros, uma figueira.

Mas eu vejo-a como um teixo.

Uma �rvore que � totalmente venenosa, � exce��o do seu fruto.

E se eu lhe dissesse que os primeiros humanos

desobedeceram a um Deus autorit�rio

que lhes negou conhecimento

por medo que se tornassem iguais a Ele?

� o que dizem estas paredes?

Repare nos rostos do primeiro casal.

N�o h� sinal de arrependimento.

Eles sabem que agiram bem.

T�m-se um ao outro.

Enquanto Deus,

por muito poderoso que seja,

est� sozinho.

A hist�ria sempre foi contada vista de cima.

Mas, aqui, � vista de baixo.

H� mais algu�m que saiba desta ermida?

Vivo?

Talvez um dos trabalhadores saiba alguma coisa.

Eram todos de Izarra.

Alba.

Sou eu. Tenho de te ver.

� importante.

Ol�! Ol�, Josemari!

Ol�!

Desculpem o atraso.

Pensei que n�o ia ver.

Sim, Mario. Viver a vida no limite.

Como sempre.

VEMO-NOS LOGO � NOITE NA LIMBO. ENEKO

Os primeiros crimes desta s�rie s�o demasiado perfeitos.

Est� a escapar-nos algo.

Algo n�o t�o elaborado.

Os primeiros esbo�os. O crime zero.

E achas que podemos encontrar algo em Izarra?

Ou nos arredores.

N�o podemos perder tempo a pesquisar ficheiros, Unai.

N�o se trata de perder tempo. Encontramos o porqu�, chegamos ao quem.

Temos de o parar.

Ele vai continuar a matar. O pr�ximo par ter� 30 anos.

N�o o podemos deixar escapar.

Enquanto subcomiss�ria, a tua obsess�o � positiva.

Mas n�o enquanto Blanca. N�o gosto.

Achas que podias ter impedido os crimes, certo?

Sergio.

Chamava-se Sergio.

- Quem? - Matou a minha mulher e o meu filho.

Chamava-se Sergio.

Era um amigo nosso.

Quando a mulher dele morreu, ele n�o chorou.

Mesmo debaixo do meu nariz, n�o consegui ver.

N�o foi um acidente

nem um suic�dio que matou tr�s pessoas ao acaso.

Foi homic�dio.

E n�o consegui ver.

Adoro isto.

Devias ver de cima.

Conhe�o um s�tio. Anda.

Podes ver tudo daqui sem ningu�m te ver.

- Merda! - Vamos.

Segue-o! Eu des�o e apanho-o � sa�da.

Tirem isto daqui, v�.

Larga-me.

Que raio est�s a fazer?

Os pombinhos agora chegam juntos?

Vai antes que algu�m te veja assim.

N�o me enganas.

Voc�s s�o nojentos.

Estive na reda��o.

Imagina o caos depois de apareceram mais dois corpos.

Como est�s?

Estou um pouco perdida.

Eu gostava de poder ajudar.

Est�s bem?

A motiva��o de um assassino � sempre pessoal #Kraken.

Confio na tua intui��o, mas estamos a perder tempo.

Tem de haver algo.

Como se encobre um crime?

Um acidente?

Um inc�ndio?

Quinta Lopidana, Izarra.

Estou?

Sim, senhor.

Sim.

J� sei.

N�o � preciso. Eu trato disso.

O senhor e o seu irm�o n�o ter�o de se preocupar com ele.

Desculpe,

o senhor e o seu g�meo.

Lutar com mi�dos ricos n�o faz de ti um deles!

- Pai! - N�o sou o teu pai, bastardo!

Venancio!

Para, vais mat�-lo!

E se ele tiver raz�o?

Tudo come�ou quando a senhora o visitou.

O c�rebro dele est� mole por causa da leitura e o teu tamb�m!

Pod�amos pedir-lhes dinheiro.

Regina!

A senhora morreu.

N�o quero acabar como o doutor Urbina. Um aleijado!

Amanh�, vais trabalhar.

Vais arranjar telhados com o Estrellau.

Um inc�ndio horr�vel. As pessoas ainda falam disso.

Morreram todos: pai, m�e, duas crian�as...

S� sobreviveu o mi�do ruivo.

O mi�do teve sorte.

Lembra-se do nome dele?

N�o.

Temos de deixar de nos encontrar.

O meu marido sabe.

Sabe o qu�? N�o aconteceu nada.

Certo.

Subimos?

Est� bem.

Espera.

Obrigada.

Est�s linda, biotza.

N�o me chamavas isso h� muito tempo.

Talvez h� demasiado.

Talvez, sim.

Sabiam que, dentro das pir�mides,

encontraram frascos de mel que ainda era comest�vel?

� um conservante

com v�rias propriedades terap�uticas.

N�o � surpresa que, desde tempos antigos...

H� quem n�o se saiba vestir para estes eventos.

O corpo de Alexandre Magno foi preservado em mel.

Sem d�vida, depois de provar as suas outras virtudes.

� tamb�m um dos afrodis�acos mais poderosos.

Quem quer provar?

Ningu�m tem um encontro hoje?

Ignacio, Europa Press.

Foi um erro o seu irm�o ter sido preso pelos homic�dios dos Adormecidos?

N�o comento.

Conhecia a Lidia Garc�a de Vicu�a, a v�tima de 15 anos?

No Diario Alav�s, recebemos imagens que podem dar a volta ao caso.

Vou mandar duas patrulhas para casa dele.

� perder tempo. Ele n�o vai para l�.

Ignacio Ortiz de Z�rate desapareceu

dois dias antes da primeira sa�da prec�ria do seu irm�o Tasio.

Muitas mulheres juntaram-se ao processo contra os irm�os,

todas v�timas de interc�mbios sexuais

alegadamente com os irm�os Ortiz de Z�rate.

ESTABELECIMENTO PRISIONAL DE �LAVA

Ela era madura para a idade que tinha. N�o percebes.

Diz isso ao juiz.

Achas que tens direito a tudo o que quiseres?

�s melhor do que eu, agricultor?

N�o fazes ideia do que se passa.

Antes, seguir-te era subversivo. Agora, � repugnante.

O Ignacio fodeu-a primeiro, certo? Ou foste tu?

Ele gostava dela e n�o aguentou.

N�o percebes.

Desde o ventre da nossa m�e, sempre fomos dois corpos, mas uma pessoa.

O mandado de deten��o veio da outra metade.

Alguma vez pensaste que foi vingan�a?

O teu irm�o era pol�cia. Ele podia falsificar provas, relat�rios...

O Ignacio nunca teria tido coragem de a matar.

Em 20 anos, nunca te visitou e ainda o defendes?

Lamentei a morte da tua mulher, Kraken.

Sei que procuras um culpado, mas ela est� morta.

- Sabes porque te escolhi? - N�o me escolheste!

Precisava de ver os caminhos que ainda eu tinha de percorrer.

E est�s a mostrar-mos.

De que raio est�s a falar?

� um dos meus seguidores.

N�o tenho boas recorda��es dele.

Chama-se "Relva" no Twitter.

Temos a mesma tatuagem.

Tu conhece-lo.

Tu conhece-lo bem.

Eneko!

Eneko!

Eneko!

O que queres, meu?

Procuras a minha irm�?

Estava a falar com um velho amigo teu.

Fixe O que tinha para te dizer?

Zugarramurdi, lembras-te?

Aquela mistura que lhe deste? Quase o fodeste.

Tasio

O Tasio sempre foi um covarde.

Ele estava fora de si. Parecia drogado com Rohypnol.

Ele teve uma m� trip h� 20 anos. E depois?

Sabes, Unai?

O Tasio nunca entendeu a import�ncia dos velhos costumes.

Para!

Transformaste a tua irm� numa drogada!

Estavas l� quando o nosso pai nos espancava? Seu cabr�o...

Hoje, � o �ltimo dia das festas.

Haver� postos de controlo em todas as sa�das e entradas da Rua Dato.

Os ficheiros t�m uma lista dos locais onde foram encontrados os �ltimos corpos.

Os nossos especialistas consideram que a Pra�a Arca pode ser o pr�ximo local.

Por isso, quero-vos em alerta.

Sim?

O nosso principal suspeito � um homem de 35 anos

com cabelo ruivo e uma tatuagem na nuca.

Alguma pergunta?

�timo.

Porque quero apanhar aquele cabr�o!

Aos vossos postos, obrigada.

- Alba. - O que queres?

Dar mais uma para aliviar?

Deixar-me-ias entrar em tua casa?

Ele tocou no meu rabo!

Esti, diz-me o que faz uma das nossas carrinhas naquele beco?

N�o devia estar ali.

Vamos!

Esti.

Esti.

Esti.

N�o!

N�o!

N�o!

Unai.

O que se passa?

Onde est� a Martina?

Onde est� a Martina?

Lamento.

Lamento muito, Unai.

A s�rio.

Ele est� a conseguir.

Est� a brincar connosco.

N�o me digas.

Tu e a Est�baliz estavam muito envolvidos emocionalmente.

Foda-se, Alba!

Era isto que ele queria. Estamos cada vez mais perto.

De qu�?

H� algumas horas, o teu principal suspeito tornou-se a nova v�tima.

Ignacio?

Chamo-me Antonio Garrido-Stoker. Sou o advogado dele.

Entrem.

Onde est� o Ignacio?

O Ignacio veio ter connosco h� uns dias

depois da publica��o de uma hist�ria difamat�ria.

O meu cliente concordou voluntariamente com a vigil�ncia 24 horas.

O que estou a tentar dizer

� que conseguimos provar que o meu cliente n�o pode ser o autor dos...

...lament�veis homic�dios de ontem.

O meu cliente esteve sempre sob vigil�ncia.

Cabr�o.

Estou a antecipar-me aos acontecimentos, inspetor Gauna.

Estou 20 anos � vossa frente neste jogo.

Fala-me dela.

O meu cliente n�o responde a isso.

Os pais da falecida n�o apresentaram queixa.

Talvez porque estas imagens n�o provam nada.

Provam que se conheciam.

Foi isso, Ignacio?

Descobriste que a tua namorada adolescente e o teu irm�o g�meo te tra�ram

e fizeste com que o prendessem?

Lamento pelo seu irm�o, inspetora.

Filho da puta!

Larguem-me!

Quero os vossos crach�s e as armas de servi�o, inspetores.

PORQU�?

As abelhas voltam sempre ao ninho.

� um milagre ainda estar viva.

Se eu puder ajudar...

Retiraram-me do caso, av�.

N�o tenho nada.

Para de te lamuriar, continua!

A Virgem Branca.

Dizia-se em Vitoria...

Sabes como s�o as m�s-l�nguas.

Dizia-se que se casou com o marido estando gr�vida de outro.

O que disse o tipo no cemit�rio para os g�meos o espancarem?

N�o quero saber.

Dizem com orgulho que s�o Ortiz de Z�rates.

- Unai. - E se n�o forem?

- Retiraram-nos do caso, Unai. - Tamb�m est�s furiosa com isso.

O que queres fazer?

Infringimos a lei?

Ele n�o vai parar. Ajuda-me a apanh�-lo.

- Achas que ele anda atr�s de ti? - Vamos a onde tudo come�ou.

Agrade�o a sa�da discreta.

Agrade�o a primeira entrevista fora da pris�o.

Quando quiserem.

Quando �ramos pequenos, troc�vamos de roupa.

Um fingia ser o outro, mas a m�e percebia sempre.

Demor�mos algum tempo a descobrir como conseguia.

- Eu sentava-me na cadeira da esquerda. - E eu na da direita.

H� coisas que nunca mudam, g�meo.

� engra�ado ouvir-vos falar da vossa inf�ncia,

da vossa m�e...

Sinto-me...

...ciumento!

Falem-me do incidente no cemit�rio.

Que incidente?

Queres fazer-nos falar, Mario?

O dia do funeral da vossa m�e.

Espancaram um rapaz. Lembram-se?

Acho que tinha cabelo ruivo.

Como sabes dessa merda?

H� certas coisas que nunca se esquecem...

...irm�os.

Quero ver os meus filhos!

- Abram a porta! - O meu filho.

Quero ver os meus filhos!

Abram o raio da porta!

O meu filho.

Abram a porta!

Abram a porta!

Quero ver os meus filhos!

Meu filho!

Demo-lo para ado��o.

A um casal de Izarra que vendia mel nas feiras.

N�o era a primeira vez que isto acontecia na cl�nica Arana.

Deram-lhe o nome Nancho.

Nancho...

...Lopidana!

Tudo se encaixa.

Os Lopidana adotaram-no.

N�o podiam ter filhos, mas deu-se um milagre.

Ela engravidou.

O Nancho passou de mi�do mimado a Cinderela num instante.

Foi expulso do �den.

- Inspetor Ayala? - Sim?

Recebemos o relat�rio forense.

Nancho Lopidana morreu num inc�ndio numa pens�o de estudantes em Pamplona.

Ningu�m reclamou o corpo.

Adormeceu a ler.

Um velho candeeiro ardeu e ele morreu queimado.

Sempre disse ao meu pai para trocar as l�mpadas!

At� que o fez.

Demasiado tarde, mas f�-lo.

Venham comigo.

Foi quando ele chegou.

Ele era muito calado.

MARIO E NANCHO ABRIL DE 91

Quem �?

Era o colega de quarto dele. Ambos estudavam jornalismo.

Eram unha e carne.

NANCHO E MARIO DEPARTAMENTO DE JORNALISMO 95

No final, eu mal os conseguia distinguir.

- Lembra-se do nome dele? - Sim.

Mario.

Mario Santos.

MARIO E NANCHO 1996

Vai arrefecer.

N�o paro de pensar neste pesadelo.

Alguma pista interessante?

V�rias. Mas n�o levam a lado nenhum.

Andam todos nervosos.

Estou a ver.

N�o admira.

Eu atendo.

- Estou? - Alba!

- Alba... - N�o ligues para minha casa.

Alba, ouve.

Se est�s com o Mario, arranja uma desculpa e sai.

- Que raio significa isso? - Alba.

� ele!

Vai � merda! Foste afastado do caso. Adeus.

Alba, tens de sair j�!

Alba...

Mario?

Alba!

Foda-se.

Mario?

Mario!

Mario!

Eu ia desistir.

Por ti. Pelo nosso filho.

N�o sabes como estive perto de ser eu outra vez.

Nem imaginas.

Alba!

Alba!

N�o est� ningu�m!

O que fazemos?

Voltamos ao in�cio.

Eu tinha o par perfeito para ti.

A tua idade, relacionado com os g�meos. Perfeito!

Nem todos apreciam a perfei��o.

Mas conseguem respeit�-la.

Obviamente, n�o tu.

N�o fa�am essa cara. Obrigaram-me a fazer isto.

N�o tinha de ser assim.

Esta n�o �...

Mas, de certa forma, s�o o melhor casal que uni.

As abelhas s�o fascinantes.

Julga-se que a rainha governa as obreiras,

mas n�o � totalmente verdade, pois, no in�cio, a rainha � s� uma larva.

N�o � diferente das outras.

As obreiras decidem fazer dela a sua rainha.

Sou apenas um cutelo, meu amor.

Fui forjado por outros.

O cutelo n�o tem culpa do que corta.

O que queres? Uma execu��o banal?

� isso que queres?

Ripadas por: SpyderMann

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