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Original subtitles

- O que vai fazer? - J� volto.

Neeltje.

Michiel.

- N�o deveria traz�-los.

- Mas papai est� l�.

BATALHA DE HEIDI

GUERRA COMERCIAL COM A INGLATERRA

Protejam-se.

Preparar para disparar.

Tudo a estibordo.

O Almirante Tromp est� encurralado.

- Dist�ncia de estaleiro. - Michiel, isso � loucura.

Velas � bombordo.

Velas � bombordo.

N�o podemos abandonar Tromp.

Cortem. Joguem o mastro ao mar.

Recarregar os canh�es.

Fogo!

Vamos chutar estes malditos ingleses de volta � sua ilha.

- At� a morte, almirante. - Direto sobre eles.

Cabos da vela grande!

- A bombordo. - Preparar para bordejar.

Fogo!

Preparar para disparar.

Michiel?

A toda vela para popa.

Bom trabalho.

O almirante...

- Michiel. - Est�o chamando os capit�es.

- Preparem um esquife. - Vai remar at� l�?

Voc�, voc� e voc�. Saltem.

Michiel... Chegou a tempo.

- Vai ficar bem. - N�o � nada.

Vamos lev�-lo ao porto.

Temos vento contr�rio.

Como os pol�ticos. Eles mudam como o vento.

N�o fale, n�o...

Meus homens precisam de algu�m como voc�.

Algu�m que mantenha o curso.

Voc� pode faz�-lo.

- Vai ficar bem. - Michiel...

V�o ajudar.

- Tudo bem? - Sim.

- Esta manh� voc� j�... - Estou bem.

O novo primeiro-ministro da Holanda e Fr�sia Ocidental.

O nobre representante de Dordrecht,

sr. Johan de Witt.

Obrigado.

Como regente do Pr�ncipe de Orange

penso que falo em nome de todos os membros

ao declarar nossa alegria com o novo l�der da poderosa Holanda.

Alguns diriam estar aliviados.

Pelo menos eu dormirei melhor

agora que temos no leme um homem

que representa os interesses de todas as prov�ncias,

e n�o s� aqueles de seus amigos Republicanos.

Suponho que o sr. Kievit esteja acima dos partidos.

Estava pensando no Pr�ncipe de Orange.

Como o pr�ncipe pode estar acima dos partidos

se ele nem sequer chega a meu umbigo?

Ordem. Ordem.

A palavra � do honor�vel De Witt.

Estou contente que o deputado Kievit

desfruta uma boa noite de sono.

Quanto � sua pergunta, entendo suas preocupa��es.

Acho que ningu�m neste pa�s entende-o melhor do que eu.

Meu pai foi preso em Loevestein

por discordar dos Orangistas.

Ent�o eu descobri o que � viver num pa�s

em que n�o se pode dizer o que se pensa.

Quer viver neste tipo de pa�s?

Eu n�o, e acho que nem voc�.

Deixe-me propor uma quest�o.

Somos uma na��o de comerciantes.

Temos uma frota de 20 mil barcos nos mares,

para negociar em qualquer parte.

No com�rcio, agimos juntos,

para obter um bom pre�o e ajudar uns aos outros.

E o que voc� acha? Isso funciona ou n�o?

Funciona. Alguns aqui mal cabem nos bancos.

Pergunto: quando negocia no Oriente ou Ocidente,

voc� faz como orangista ou republicano? N�o.

E por que os brit�nicos tentam bloquear nossas rotas

e parar nosso com�rcio?

� porque voc� � orangista ou republicano? N�o.

Os ingleses querem a guerra porque somos holandeses.

Holandeses livres.

Os grandes reinos

consideram nosso pequeno pa�s

muito rico e muito livre.

Porque somos de novo uma rep�blica

em que todos s�o livres para viver como querem.

Um pa�s onde cada um decide como adorar a Deus.

Onde nenhum l�der � mais importante que o pa�s.

Os ingleses invejam nossa liberdade.

Eles t�m medo da nossa liberdade.

Porque estamos dispostos a morrer por essa liberdade.

Porque pagamos nossa liberdade com nosso sangue.

E eu pergunto: h� aqui algu�m

que n�o perdeu um parente para o espanhol ou o ingl�s?

E esse sangue era republicano ou orangista?

N�o. Era sangue holand�s.

Este � o nosso sangue.

Este � o nosso pa�s.

Uma terra que conquistamos da �gua.

Uma terra onde conquistamos nossa felicidade

com trabalho duro

nas aldeias, nas cidades, nos portos, na terra.

S� protegeremos nossa liberdade se lutarmos pela dos outros.

Por isso o le�o holand�s segura sete flechas em sua garra.

Este � nosso v�nculo.

Sua liberdade � a minha liberdade.

A liberdade que defenderei at� o meu �ltimo suspiro.

Muito bem!

FLESSINGUE

Senhores.

- Bem-vindo ao lar. - Prefeito.

Deixe, Neeltje. Eu mesma fa�o.

Eu disse...

Desculpe, estou horrorosa.

- Que faz fora da cama? - Estou me sentindo melhor.

Quanto tempo vai ficar?

Quanto voc� quiser.

S�rio?

Disse-lhes para procurar outro.

E os ingleses?

Pagam muito pouco.

Os ingleses ficar�o quietos por enquanto.

Quero viver nossas vidas.

Podemos, enfim, aumentar a horta.

Ser� t�o grande quanto quiser.

Ainda bem que pedi um barril a mais de cerveja.

Todos esses anos que perdi.

Ficou por sua conta, porque eu estava longe.

- Era um menino ou uma menina? - Uma menina.

Ei, venha.

Estou com voc�, agora.

N�o vou abandon�-la mais.

- Bom dia. - Devagar!

- Papai! - Dorminhoco!

Oi.

Estamos acordados, agora.

N�o consegui segur�-las.

- Est� cheirando mal. - Cheiro de algas.

Preciso tomar banho?

- Papai, tem uma carta. - Que carta?

Venha comigo.

V� em frente.

Ol�, filho.

Veio um mensageiro de manh�.

- Em um cavalo grande. - Veio de Haia.

Abra.

- Michiel. - O qu�?

N�o estamos no seu navio.

Olha, um buraquinho.

Dez c�pias deste.

HAIA

Tromp?

Sr. De Ruyter? Por aqui.

Sr. De Ruyter.

- Ouvi falar bem do senhor. - � mesmo?

� o homem para comandar nossa frota.

- Abaixo de Cornelis Tromp? - Abaixo de mim.

- E n�o sob Tromp. - N�o, quero voc�. S� voc�.

Como almirante?

Os ingleses n�o est�o parados. Temos de modernizar a frota.

J� servi tempo suficiente...

Voc� � o mais experiente.

Como marinheiro. Os oficiais nunca me ouvir�o.

- Eu os farei ouvir. - N�o sou nobre.

- Melhor ainda. - Marinheiros s�o conservadores.

N�o pode simplesmente nomear algu�m almirante da frota.

N�o � assim que funciona.

�, sim. Estamos no s�culo 17. Tudo � poss�vel.

Isso � rid�culo.

Voc� cresceu como orangista.

A maioria dos zelandeses e marinheiros tamb�m.

- N�o ligo para pol�tica. - Mais uma vantagem.

A frota deve ser comandada por algu�m que eles confiem.

Sr. De Ruyter, isto � interesse nacional.

N�o vou navegar de novo.

Nos �ltimos 15 anos, passei seis meses em casa.

Ter� que achar outro.

- � isso mesmo que quer? - N�o fui claro?

N�o acharei ningu�m melhor que o senhor.

Claro que ir�. � o s�culo 17. Tudo � poss�vel.

Senhores.

Um sujeito estranho.

Sujeito estranho.

Acho que faremos Obdam almirante.

Almirante, o que fazemos, maldi��o!

Retirada!

BATALHA DE LOWESTOFT

25 navios perdidos.

3 mil homens mortos e 2 mil capturados pelos ingleses.

Bons homens que queriam lutar por sua terra.

Homens honestos...

que confiaram no primeiro-ministro.

Que colocaram suas vidas nas m�os dele.

Ordem.

Acha que isso acaba aqui?

Acha mesmo?

� tudo culpa deles,

do primeiro-ministro

e de seus amigos Republicanos.

Deveriam mand�-los para o mar.

N�o � sua culpa.

Os espanh�is querem nossas rotas comerciais.

Os alem�es querem controlar os rios

e os franceses est�o ansiosos

para ocupar o sul do pa�s.

O que faremos sobre isso?

V� em frente.

Eu lhe fiz uma promessa.

N�o faz sentido ficar em casa se n�o houver uma casa.

Engel. Vamos.

Precisamos de um l�der forte.

Algu�m respeitado pelos outros reinos.

O que faremos?

Aquele pr�ncipe de voc�s � s� um fedelho mimado.

Fedelho? Tem certeza que ele � mesmo um homem?

Soube que prefere o bal� � estrat�gia militar.

A imprud�ncia dele

- p�e a Rep�blica em perigo. - Ordem.

Senhores, sejamos civilizados.

O que prop�e, regente Kievit?

Proponho que o honor�vel Cornelis Tromp,

filho de nosso maior her�i naval,

seja nomeado almirante.

O nosso "Av�".

- Tromp n�o! - Apoiado!

Sr. De Witt.

Sr. Tromp.

- J� temos uma nomea��o? - N�o.

Pensei que apressaria as coisas.

Ap�s o funeral de seu pai n�o tive oportunidade...

Procura um substituto para meu pai.

Isso tem minha aten��o.

Pode ser que n�o saiba,

mas a frota s� aceitar� um nome como novo almirante.

E quem seria?

Meu sangue � seu sangue. O sangue do "Av�".

Pode ser que n�o entenda.

Entendo que ele era uma figura paterna para seus homens.

Mas Av� � um t�tulo de respeito.

Deve ser conquistado. N�o � heredit�rio.

Acho que �, sr. De Witt.

Her�is geram her�is. � como os marinheiros veem.

E isso, sr. De Witt, jamais mudar�.

Ainda est� pensando em De Ruyter?

Por que n�o o convida para jantar conosco?

- Ele � teimoso. - Convide sua mulher, tamb�m.

- Bom dia. - Sr. e Sra. De Ruyter.

Bem-vindos. Entrem.

A viagem foi longa, De Ruyter?

- De Flessingue para Haia. - Mas � claro que sim.

Johan, querido. N�o fique parado.

N�o oferece uma bebida aos convidados?

Claro.

N�o sabia que tinham um beb�.

Minha mulher, Wendela.

Que filhotinho! Desculpe.

Por qu�? Parece um filhotinho.

Venha, vou mostrar a casa.

Vinho? Ou marinheiros s� bebem cerveja?

Meninas?

Venham mostrar a casa.

Precisamos de navios maiores, com mais armas.

Navios maiores, certo.

Devem ser �geis e de pequeno calado.

Esses navios mercantes n�o t�m utilidade.

Muito bem. O que mais?

Pagar melhor a tripula��o.

Aumentar os sal�rios?

Quando morrem, deixam uma fam�lia.

- Nosso casamento foi... - Considere feito.

O Parlamento n�o precisa aprovar antes?

Deixe isso comigo.

A frota fica ancorada todo o inverno.

- � perda de tempo. - Concordo.

Eu treinaria a tripula��o no inverno.

Exato. E isso tamb�m requer dinheiro.

- O que mais? - As batalhas navais.

Agora � cada navio por si. Um completo caos.

A organiza��o � a chave.

Voc� falou sobre bandeiras para sinaliza��o.

Os ingleses usam h� anos.

Mas o sistema deles � limitado.

As senhoras est�o conversando, senhor.

Apresento-lhe meu irm�o, Cornelis.

Fale sobre o sistema que desenvolvemos.

O sistema. Estou com ele aqui.

Discordamos sobre as cores.

Johan acha que usei muito laranja.

Um pouco demais. E ent�o, De Ruyter?

Quer fazer este trabalho? Ou tem mais exig�ncias?

Eu, Michiel Adriaenszoon de Ruyter...

Os ingleses t�m um sistema limitado.

Vamos expandir para todos estes c�digos.

...juro fidelidade � Rep�blica dos Pa�ses Baixos Unidos.

...juro fidelidade � Rep�blica dos Pa�ses Baixos Unidos.

E a� muda o sinal.

O problema s�o estes 6 canh�es.

Bordejamos o mais r�pido poss�vel e a�...

O 7 PROV�NCIAS

Descarregamos as baterias � bombordo desses navios.

Fogo!

- Vamos l�. - Recarregar.

E ent�o?

Estamos aqui.

Espere.

Acha que estou mesmo bem?

Voc� � o pr�ncipe de Orange. Toda a Holanda o ama.

Viva! Viva! Viva!

INSPE��O NAVAL EM TEXEL

- Alteza. - Primeiro-ministro.

Apresento o sr. De Witt, sr. Tromp e o novo almirante...

Almirante De Ruyter. Nosso grande her�i naval.

- Fico feliz em conhec�-lo. - Alteza.

Vai me contar suas aventuras na �frica e sua fuga da Fran�a.

- Esta � minha mulher, Anna. - Vossa Alteza.

Fascinante.

Fascinante.

Viva! Viva!

Prometo fazer o m�ximo para seguir fielmente...

Prometo fazer o m�ximo para seguir fielmente...

- as instru��es e ordens... - as instru��es e ordens...

relativas a meu trabalho como Supremo Comandante da Frota.

relativas a meu trabalho como Supremo Comandante da Frota.

� corajoso em estar aqui cercado por Republicanos.

- A frota inglesa zarpou. - Quatro esquadras.

Est�o bloqueando nossos navios mercantes.

Temos de agir antes de perdemos nossos produtos.

Tudo a bombordo.

Bombordo.

Um, dois, todos juntos.

Um, dois, todos juntos.

Nas cordas, homens, para as cordas.

Peguem o vento!

Estas cordas antes!

Um, dois, todos juntos.

A BATALHA DOS 4 DIAS

E se o vento virar, a esquadra de tr�s os circunda.

Ent�o, fico olhando para suas bandeiras

enquanto recebo balas de canh�o.

- D�-me mais 150 homens. - N�o, seria um caos.

Os ingleses t�m mais navios e artilharia maior.

Mantemos o planos ou nos derrotar�o como em Lowestoft.

Ent�o vamos ter certeza que estamos bem-organizados.

Bom.

Fazemos do seu jeito, seu zeland�s teimoso.

Est� preparado para morrer por sua p�tria?

� p�tria.

Muito bom.

Deus o aben�oe.

Meia volta � bombordo.

Meia volta � bombordo.

O que � isso?

Gota. Estou no caminho?

N�o, mas � um alvo perfeito para os ingleses.

Michiel.

O Royal Charles. Soube que � inafund�vel.

Todo navio � inafund�vel, Jan.

At� ele afundar.

Tomar posi��es.

HMS ROYAL CHARLES

Est�o em minoria, de novo.

Incr�vel como os holandeses ainda t�m esses barcos.

Onde est� seu almirante?

Almirante Michiel De Ruyter, senhor.

Na nova nau capit�nia, a "Sete Prov�ncias".

Sinalize "em linha".

- Procura por isso? - Mostre para eles.

Veja que beleza.

Depois ser� cada um por si.

Navegam em linha?

Qual o nome do almirante?

Almirante De Ruyter, os ingleses est�o chegando.

- Capit�o! - Almirante.

Precisamos pegar mais vento.

I�ar as velas frontais.

- Leve-nos � posi��o. - Na posi��o!

Garanta meu ch� na hora certa.

Canh�es em posi��o!

Artilheiros � posi��o.

Acertar o curso!

- Carregar estibordo. - Carregar estibordo.

Carregar estibordo!

Devo p�r sua m�e no seu lugar?

Mais r�pido! Mais r�pido!

I�ar bujarrona!

Preparar para disparar!

Acertar curso!

Mais r�pido, mais r�pido...

- Mais r�pido. - Mantenha no vento.

I�ar bujarrona!

Nas posi��es, agora!

Tripula��o, pronto para disparar.

- Espere. - Espere!

Preparem-se, rapazes.

- Espere. - Espere.

Espere!

Todo mundo, espere!

Toda vela para frente!

Espere!

Espere.

Espere!

Espere.

Aten��o!

- Fogo. - Fogo!

- Recarregar canh�es! - Recarregar!

Almirante?

Descer mais.

Descer mais!

Fogo!

Fogo de bombordo!

Fogo!

Deixe a�! Voltem! Mantenham o fogo!

Fogo!

Recarregar! Malditos!

- Agora! - Or�ar!

Mais r�pido! Vamos!

Fogo.

- Est� muito lento. - Por que a demora?

Mais r�pido ou eu o jogo no mar.

Mais r�pido. Vamos, rapazes.

Preciso cagar.

Recarregue o canh�o e cague depois.

Vamos. Recarreguem.

Carreguem feito um raio.

Voc�, mexa-se!

Volte ao trabalho.

Capit�o, como est� a retaguarda?

- Eles est�o a barlavento. - Or�ar esquadra m�dia.

Gijs, or�ar esquadra m�dia.

Sinalizam nova forma��o, senhor.

Nas cordas, rapazes.

- Mantenha em linha. - Bombordo.

O que fazemos, senhor?

Maldi��o, v�o nos cortar.

Recarregar! Estibordo, bombordo!

Olhe, este ingl�s � meu. Dois pontos a bombordo.

Temos que ficar em linha.

- Dois pontos a bombordo! - De Ruyter...

Bom. Alinhar.

Alinhar!

Carregar bombordo!

E... fogo!

Recarregar canh�es!

Manter proa ao vento!

A estrat�gia de De Ruyter n�o est� funcionando.

Enquanto isso, estamos sob ataque.

Carregar canh�es a bombordo.

- O que est� fazendo? - V� � sua posi��o. Carregar!

Que inferno! Como chegaram a�?

Ganchos de abordagem!

Um barril de rum para quem matar mais ingleses.

Vamos!

Devemos nos retirar, senhor.

Tenho sua permiss�o, senhor?

Temos de nos retirar.

Retirada.

Retirada.

Retirada!

Quer um abra�o de De Witt?

Leme a estibordo!

Vit�ria! Viva para Tromp!

Tromp, Tromp...

Viva para os canh�es de Piet!

- Viva o nosso capit�o. - Viva!

Tr�s vivas ao almirante!

Viva! Viva! Viva!

- Sua Alteza pode me receber? - Claro.

Alteza, o Sr. Kievit.

Nossa frota deu uma surra nos ingleses.

Ent�o, De Ruyter � t�o bom como dizem.

Uma bela vit�ria para Johan de Witt.

Para os Pa�ses Baixos, senhores.

Claro.

E eu sentado em casa, sem trabalho.

Toda minha fam�lia e amigos s�o reis ou algo importante.

At� os simpl�rios Habsburgos

com suas mentes estreitas.

Porque ningu�m leva o Pr�ncipe de Orange a s�rio?

Pode mudar isso, se me permite dizer.

Lembre-se que � sobrinho do rei da Inglaterra.

PAL�CIO WHITEHALL LONDRES

Tragam-me meu almirante.

Deixou os holandeses destruir nossa frota?

Sente. Mantenha o trono quente.

Ent�o: 7200, 8400, 10800,

d�o um total de 5,14%.

Podemos calcular a expectativa de vida m�dia

e ajustar o pre�o da anuidade.

- Se calculei corretamente... - E calculou...

Sim, � verdade.

Os 7,14% que o Estado paga hoje � muito elevado.

Assim, podemos lucrar.

E com esses lucros o Estado construir� navios.

As pessoas devem morrer mais cedo ou mais tarde

para isso dar certo?

- Exato, n�o est� claro. - N�o est� claro.

Explicarei de novo o sistema.

As porcentagens s�o calculadas...

- Por que mais cedo? - Senhores, desculpem-nos.

Uma crian�a entenderia?

Sr. De Witt, os ingleses zarparam de novo.

De Ruyter deve se preparar.

Parece-me um bom plano.

AMSTERD�

Obrigado, rapazes.

Isso na cozinha, tamb�m.

- Engel, isso no escrit�rio. - Tem certeza?

Quer ajuda?

Michiel. Achei que partiria amanh�.

Amanh�, com a primeira mar�. D� tempo para comer.

Papai!

- Tenho meu quarto. - Vai morar aqui, ent�o?

- A cama � embutida. - Vamos l� ver.

� menor que a sugerida pelo Almirantado.

- Mas � perto do porto. - Desde que voc� esteja aqui...

Papai, voc� n�o vem?

- Papai, esta � minha cama. - Olha s�.

Nada de botas na cama.

Voc� parece sua m�e.

O que � isso?

Companhia das �ndias Orientais? Posso ver?

O por�o inundou?

Vou riscar o fornecedor de minha lista.

N�o precisa.

O qu�? N�o pode fazer isso.

Abaste�o a frota h� anos.

Por que temos o pior gr�o?

Ou fornece este lixo para a Companhia?

Problemas?

N�o conseguir� gr�o melhor para seus amigos Republicanos.

Que idiota. Vamos achar outro.

- Que foi? - Esta foi a terceira.

Por que n�o me disse?

Porque est� ocupado salvando o pa�s, lembra?

LONDRES

Bem-vindos nobres senhores da Holanda

e o Pr�ncipe de Orange, Willem III.

Tio.

Willem, olha s� voc�. Estou impressionado.

Assim como ficar�o as jovens da corte.

Podem sair, agora.

O que acha de eu lhe fazer rei da Holanda?

O rei ingl�s n�o decide quem ser� rei da Holanda.

N�o?

Lu�s, o rei da Fran�a, n�o gostaria disso.

A� voc� lhe d� os Pa�ses Baixos do Sul.

� s� p�ntano, mesmo.

Quer que eu divida a Holanda?

Dar metade do meu pa�s aos cat�licos?

Com o que se importa? S� viramos protestantes

porque Henrique n�o soube controlar seu p�nis.

N�o se trata de f� ou cor da bandeira

ou os marionetes do Parlamento. � sobre n�s, Willem.

N�s somos o pa�s. Nosso sangue mistura-se com a terra

e d� vida a cada folha de grama.

O que diz?

N�o � o que sempre sonhou? N�o quer ser rei?

Uma prov�ncia da Inglaterra?

N�o estrague isto. S� estou fazendo por voc�.

Por que n�o vem, meu amor?

Assuntos de Estado, minha querida.

- Logo estarei l�. - Bom.

Majestade.

Qual o problema? N�o gosta de garotas?

J� discutiu isso com os franceses?

N�o, queria falar com voc� antes.

N�o espera que eu traia meu pa�s, n�o �?

Espero que cumpra seu dever com sua fam�lia.

S� consegue pensar nisso, na fam�lia?

N�o seja insolente.

Nossa frota explodiu a sua.

�, ouvi sobre a grande frota. Devo acreditar...

A Rep�blica Holandesa � um fato. Aprenda a viver com isso.

Acho que j� pode ir.

Que houve?

Deixe-me s�.

A BATALHA DOS DOIS DIAS

Precisa ser mais r�pido.

Apertem as cordas!

- O que est�o fazendo? - Gijs! Tentam nos desalinhar.

Leve as bandeiras � frente. Preparar para cambar.

Pronto para cambar a bombordo. Todo o leme.

I�ar a bal�o. Preparar para cambar.

A��o no deque inferior! Ao trabalho!

Vamos l�, empurrar!

Siga estes dois navios, quatro cursos estibordo.

Quebraremos a forma��o, Tromp.

Dane-se seu conselho. Esses navios s�o meus.

Quatro cursos estibordo.

� uma ordem de Michiel.

Quem � o superior aqui? Cambar.

Quatro cursos estibordo. Cambar!

Deixaram um buraco na defesa.

Eles n�o t�m disciplina.

- Leve-nos � posi��o. - I�ar bal�o.

Tomar posi��es!

- Onde est� Tromp? - Ele quebrou a linha.

Armas prontas?

Tomar posi��es, j�!

Fogo!

Fogo!

Droga!

Maldito.

Fogo!

Fogo!

- Michiel, eles se aproximam. - Onde est� Tromp?

Fogo!

- Desculpe, almirante. - Fique quieto. N�o se mexa.

Almirante...

N�o est� doendo.

"�s a rocha em que constru�, �s o futuro que me espera."

"�s o meu bem mais elevado."

17 mortos no deque dos canh�es.

Est�o todos aqui.

Espere.

- Perdi 20 navios. 20. - E quem estava no comando?

Eu lhe dei uma ordem.

Se quer uma corte marcial, pode ir...

Volte ao seu bote e nunca mais pise em meu navio.

Ou em qualquer outro navio desta frota.

Est� afastado de suas fun��es. E saia daqui.

Isso exige corte marcial. N�o erre agora.

� uma vergonha para o o nome Tromp.

Deixe meu pai fora disso.

Ele teria morrido de vergonha.

Michiel, n�o pode fazer isso. � o filho...

Se quer uma dispensa desonrosa, pode ir com ele.

Vamos, comecem a trabalhar!

Para baixo. Arrumem os canh�es.

De acordo com fontes confi�veis

a Rep�blica da Holanda est� inst�vel, senhor.

Muito bom.

Mestre Buat � um dos meus oficiais mais leais.

Um servo fiel do pa�s e quer execut�-lo?

De qual pa�s?

Negocia nas minhas costas com o rei da Inglaterra.

- No interesse nacional. - Em seu interesse. O �nico...

J� ouvi o suficiente.

Errei ao me descontrolar com Tromp.

Ele ainda � vice-almirante.

Ele mereceu.

Durma ou sabe onde porei isto.

� s� um resfriado.

Mal�ria.

- Onde est� o paciente? - L� em cima.

De Ruyter?

� o Johan.

Fa�a o que tiver que fazer.

N�o ouvi nada dos ingleses.

Est�o sem dinheiro.

Por que dificultam a paz?

Contam com nosso medo dos franceses.

N�o podemos encarar duas guerras.

A Fran�a � uma amea�a real?

N�o, mas os Orangistas s�o.

Dizem que estou muito fraco para for�ar a paz.

Voc� deve p�r os ingleses de joelhos.

E voc� tem um plano.

N�o sem riscos.

Sabe que a frota inglesa est� em Chatham, perto de Londres.

Com vento favor�vel, s�o s� dois dias subindo o rio.

Quer que eu suba o Medway?

Por qu�? � loucura?

Nunca fizeram isso? N�o se pode naveg�-lo?

Deve estar desesperado para pensar isso.

Sei que estou pedindo demais.

- Agora n�o. Saiam. - Desculpe, papai.

E esses marujos especiais que est� treinando?

- Como � que os chama mesmo? - Fuzileiros navais.

Talvez seja um bom teste para eles.

N�o � uma boa hora.

N�o se pode pedir isso a um homem.

Esque�a. � um plano idiota.

O que quer? Este?

- Obrigada. - At� logo.

V� tomar �gua.

- Oi, querida. - Papai saiu da cama.

O que est� fazendo?

Tentando entender. Se eu n�o for...

Aonde voc� vai?

N�o pode dizer?

� a primeira vez.

Que o Senhor te aben�oe e te guarde.

O Senhor fez sua face brilhar sobre ti

e foi benevolente.

Que o Senhor eleve sua face sobre ti

e te d� a paz.

Am�m.

Obrigado. Meus pensamentos est�o com o Almirante De Ruyter.

Obrigada.

- Para o meu marido. - Eu n�o sei onde...

- Sabe onde eles est�o? - Para o meu filho.

- Para o meu marido. - Para o meu filho.

Para o meu marido.

Anna?

Onde est� Michiel?

Todas estas mulheres. N�o sabem de seus maridos.

Johan deve saber.

Johan?

Desculpe interromper. Anna est� aqui.

Onde est� a frota? Onde est� Michiel?

Eu n�o sei. N�o h� como me comunicar.

Ent�o diga a ela voc� mesmo.

Anna? Vamos.

- Est�o no rio Medway. - Indo para Londres?

Est� na hora.

Senhores, o povo conta com voc�s.

� com voc�s.

Homens, aos botes!

Abaixem!

Levantem!

Em frente!

Esses irm�os De Witt...

Saltem!

Aten��o!

Retirar para o Royal Charles!

� uma pena queimar este.

Membros do Estado, apresento-lhes

a escultura de popa do Royal Charles.

N�o esperava por isso, n�o �?

Charles II aceitou nossos termos.

O tratado de paz ser� assinado em Breda.

Van Ginneken, deixe-me abra��-lo.

N�o acredito que roubaram meu navio.

Malditos.

Por que o chamaram "Sept Province"?

- O qu�? - O Sete Prov�ncias.

N�o sei. E n�o me interessa!

Vamos, toque outra coisa.

Eu tentei, mas n�o conseguem.

Parece delicioso.

Bem, um brinde.

- Levante. - De novo?

- � paz. - J� brindamos � paz.

A n�s!

- A n�s! - Melhor. A n�s!

- Podemos brincar? - Sim, v�o.

V�o brincar.

Cuidado! Mais devagar.

O qu�? Deveria brindar ao pr�ncipe?

Essa paz n�o vai durar.

Pol�tica, Michiel. Um dia por vez.

Michiel preocupa-se com a Fran�a.

Quer dizer que voc� se preocupa.

Ent�o est� tudo bem?

Os franceses est�o aumentando as tropas.

Boatos? Eles v�o e vem.

- Quer expandir o ex�rcito? - J� dever�amos ter feito isso.

O ex�rcito est� cheio de amigos de Orange.

Quer dar mais batalh�es ao pr�ncipe?

- Quer uma guerra civil? - O que Cornelis quer...

Sei o que Cornelis quer. Droga!

Idiota.

Podemos apenas aproveitar esta tarde?

Finalmente estamos em paz com os ingleses.

Os Republicanos t�m uma maioria est�vel.

Nas salas de reuni�es, sim.

Que faremos se os franceses invadirem?

- Nunca vir�o. - H� medo nas ruas.

Isso � estupidez.

Meus homens tamb�m est�o assustados.

Diplomacia, Michiel. Diplomacia � a guerra do futuro.

As pessoas n�o entendem nada de diplomacia.

N�o posso ajustar minha pol�tica

� compreens�o de quem entende menos do que n�s.

Vamos, senhores, � festa!

Vou dan�ar com minha fant�stica esposa.

Voc� o ouviu. � festa!

Sr. Presidente.

Dizem que Lu�s tem um ex�rcito de 100 mil homens.

Dizem, dizem... Quem diz isso?

Para o sr. Ginneken � f�cil falar.

Sua regi�o est� segura atr�s das �guas.

- Besteira! - Ordem.

Sr. Presidente.

Pagamos nossos impostos.

E o que recebemos em troca?

D�-lhes o Sul. Talvez Lu�s diminua os impostos.

Atreve-se a dizer isso na minha cara?

Olho nos seus olhos e digo: d�-lhes o o Sul.

Ordem. Ordem.

Senhores.

Lu�s pode ter as tropas que quiser.

Mas n�o pode atacar-nos.

Porque teria a Su�cia e a Inglaterra sobre ele.

Temos isso preto no branco.

E se Charles n�o mantiver a palavra?

Estamos em bons termos com a Inglaterra.

Honor�vel sr. Kievit.

Espero que n�o esteja sofrendo de ins�nia.

Eu dormiria melhor se o pr�ncipe fosse rei.

S� assim teria certeza de que Charles n�o nos trairia.

Voc� � respons�vel por uma guerra civil neste pa�s.

Voc�, sr. De Witt. Seu maldito.

Meu rei franc�s tem um ex�rcito pronto para voc�.

Vamos l�, querido.

N�o quer colocar um fim na arrog�ncia holandesa?

N�o s� destruir a frota. Quer esmag�-los.

E Lu�s pode ajud�-lo.

Espere.

Majestade.

Envie para Sua Majestade Lu�s XVI. Imediatamente.

- "Louis Quatorze". - O qu�?

Lu�s Catorze.

14, 16. S�o tantos que perdi a conta.

Est� satisfeita?

Meu rei mandou entregar-lhe sua eterna gratid�o.

Pessoalmente.

� o m�nimo que ele pode fazer. "Mon Dieu."

Os franceses est�o em Maastricht.

Cem mil homens.

Com Lu�s XIV pessoalmente.

- N�o � ruim para n�s. - N�o.

N�o � ruim para n�s? O que quer dizer?

Sabe o que vai acontecer?

Vossa Alteza pode salvar o pa�s dos franceses,

e ser nomeado comandante do ex�rcito.

E Estatuder, Chefe do Estado.

Charles fechou um acordo com Lu�s.

Charles concordou em n�o interferir.

Realmente n�o entende isso?

Nem voc�?

Voc� tamb�m n�o entende?

Acha que Charles daria nossa terra a Lu�s.

Os ingleses ocupar�o a Holanda?

V� l�, eu termino.

- E ent�o? - N�o soube?

Os franceses est�o na fronteira.

E os ingleses na costa.

E isso n�o � tudo.

Os bispos de Col�nia e Munster uniram-se.

Dividiram nosso pa�s entre os quatro.

Todos querem uma fatia do bolo.

N�o querem s� destruir nossa frota.

Querem desembarcar em Haia com uma tropa enorme.

Tem de par�-los. Nosso ex�rcito n�o dar� conta.

Voc� � nossa esperan�a, Michiel.

Garanta que n�o viraremos uma prov�ncia deles.

Johan?

- Piorou? - Ar fresco n�o me faria mal.

� melhor que fique com ele.

Obrigado.

Eu n�o devia ter enfraquecido o ex�rcito.

Se eu tivesse agido mais cedo...

Este pa�s � aben�oado por ter voc�.

Ningu�m poderia prever isto.

Para o Almirantado.

- Viva o primeiro-ministro! - O que est� dizendo?

Esqueceu nosso pr�ncipe?

Michiel. Michiel...

Est� a servi�o de Charles II? Trabalha para os ingleses?

Ent�o deixe este marinheiro em paz.

Precisamos dele.

Caia fora.

Voc�s s�o valentes, n�o? Covardes.

- Voltar� para Flessingue. - N�o, ficarei aqui.

- Por que � t�o teimosa? - Olha quem est� falando!

Engel, para dentro?

Posso fazer sozinho.

Eu cuido dele.

Voc� ir� a Flessingue com as meninas.

Quem garante que � mais seguro?

Acham que somos traidores a servi�o dos Republicanos.

Papai!

Coma os legumes.

Quase n�o consigo passar.

Coma ou vai esfriar.

A multid�o est� aumentado.

Por que est�o t�o bravos?

Porque t�m medo.

Primeiro nos traem com os ingleses...

E agora com os franceses. E De Ruyter � parte disso.

Se quisesse, ele os teria perseguido.

Ele est� mantendo nossos navios no porto.

E Lu�s far� dele Duque de Brabant.

O primeiro-ministro enfraqueceu nosso ex�rcito

para De Ruyter ter todo o poder.

Para baixo, j�!

Mam�e, r�pido.

- Esconda-se! - Vamos!

Mam�e, mam�e! Venha!

- Mam�e, venha! - Fique l�.

Por favor!

Vai ficar tudo bem.

Fogo, fogo!

Voltem, meninas! Sentem ali!

Mam�e!

Aqui, senhora. O cobertor.

Mam�e.

Cuidado!

N�o t�m nada melhor para fazer?

- Voltem para suas fam�lias. - Seu marido nos traiu.

Traiu? S�rio?

O que meu marido fez quando nos atacaram em Plymouth?

E Ter Heijde.

E Bergen.

E Chatham.

Ele os traiu, ent�o?

Ou meu marido salvou voc�s e suas fam�lias?

Entendo que tenham medo. Tamb�m tenho.

V�o para casa e deixem Michiel fazer o que sempre faz:

p�r a vida dele em risco

para que voc�s durmam em paz.

Ele tentou matar o pr�ncipe com De Witt.

Mentira!

N�o v�, mam�e.

- Vai ficar tudo bem. - Estou com medo.

Viva a Fran�a.

Viva a Fran�a.

N�o t�m nenhum plano, admitam!

N�o � hora para politicagem.

- Isto n�o � politicagem. - Se o pr�ncipe fosse rei...

Dou a palavra ao sr. De Waerd.

A situa��o � insustent�vel.

O �nico que pode nos salvar � o pr�ncipe.

O primeiro-ministro perdeu o controle.

Deve renunciar j�.

Est�o esperando, alteza.

Demoraram tanto. Deixe-os esperar.

Sugiro que indique Tromp como novo almirante.

Algu�m que podemos confiar.

Desde quando n�o posso confiar em De Ruyter?

Mas alteza, ele � amigo de De Witt.

Tente entender, Kievit.

Devemos trabalhar juntos.

Quero ser l�der de todos os holandeses.

Vossa Alteza, � um prazer e uma honra,

em nome dos Estados Gerais da Rep�blica Holandesa

que aceite o t�tulo de Estatuder

como seu antepassado Willem de Orange.

Sim.

H� algo que realmente me preocupa.

Sim. Temos recebido not�cias preocupantes.

H� um plano para matar o pr�ncipe.

E sabemos quem est� por tr�s.

Vamos. Vamos!

Vamos.

Isso pode ser mais f�cil.

� s� falar a verdade.

Faz parte de uma conspira��o para matar o pr�ncipe de Orange.

H� testemunhas.

N�o h� como negar.

�, �. Isso � lament�vel.

S� posso conden�-lo ao ex�lio.

Eu assumo aqui se n�o quiser ir at� o fim.

Deve ler isto.

Cornelis � acusado de querer matar o pr�ncipe.

� acusado de alta trai��o. Johan quer que eu v� depor.

- N�o seja est�pido. - Ouviu o que eu disse?

Os De Witt est�o perdidos. Fique fora disso.

E que pa�s seria esse? Direi o que eu quiser.

De volta � costa. Velas ao vento.

Tente trazer o irm�o aqui.

- Diga-lhe que � de Cornelis. - N�o sei se posso.

Em breve estaremos no poder.

Estar� conosco ou contra n�s?

Tem de haver um procedimento.

- Depende do que... - Uma mensagem para voc�.

D�-me licen�a.

Vamos.

Abram caminho!

Est� tudo bem. Sou eu.

N�o deveria ter vindo.

� uma armadilha.

Admita: voc� precisa de mim.

Temos que ir. Consegue andar?

Abram!

- Johan! - Venha agora!

- Sabe aonde foi? - N�o, senhor. Boa noite.

Traidor.

Johan.

Cornelis.

Cornelis...

Traidor.

- Cornelis. - Johan.

- Johan. - Cornelis.

- Johan. - Vou tirar seu pau!

Johan.

Cornelis.

V� em frente.

� De Ruyter. � amigo de De Witt.

Agarrem-no.

O cora��o do primeiro-ministro!

- Achei que estava no mar. - Papai.

- Onde estava? - Em Haia.

- Ponha as crian�as na cama. - Vamos, crian�as.

- Papai est� cansado. - Neeltje?

- Tchau, papai. - Vamos.

- O que aconteceu? - Vim tarde demais. Eu...

Johan.

Olhem, vejam!

O pau de Cornelis De Witt. Cinco centavos.

Caia fora!

B�rbaros.

Tinha que ser feito.

Na primeira oportunidade, eles disputariam o poder.

Temos de saber em quem podemos confiar.

Tromp, n�o pode ficar sob as ordens de De Ruyter.

Quero servir meu pa�s, mas n�o sob De Ruyter.

De Ruyter permanece. Sua nomea��o � vital�cia,

e sou um homem de palavra. Pode reconciliar-se com ele.

O velho Tromp murmurou algo para mim antes de morrer.

Sobre o vento mudar e o almirante manter o curso.

Achei que ele delirava, mas agora eu entendo.

Pol�tica.

S� uma coisa conta para um almirante.

J� ouvi o bastante.

Vai fazer o que pedirem. V� em frente.

- Tente entender. - Quase nos lincharam.

Eu sei.

Prometa-me uma coisa.

Quando isso acabar, voltamos para Flessingue.

Voc�, eu, as crian�as.

� preciso refor�ar em Ijsselsteden.

O Ijsselsteden j� se rendeu.

Os franceses est�o em Betuwe.

Tornaremos a marinha um ex�rcito.

- A marinha deve... - Podemos abrir os diques.

Mas alteza, percebe as consequ�ncias?

Tem certeza?

- Milhares vivem l�. - Cidad�os comuns, alteza.

Quero os locais exatos.

Deixem-nos s�s.

Voc� fica.

Almirante.

Vossa Alteza.

Parab�ns pela nomea��o.

Sei como se sente.

Sabe mesmo?

Os franceses est�o quase em Amsterd�.

Os ingleses atacar�o com a ajuda da frota francesa.

Deve se reconciliar com Tromp.

O pa�s precisa dos dois.

Seguirei suas ordens.

Tenho certeza disso.

Dou minha palavra.

"Bravo!"

Tenho que ir. Vamos inundar o pa�s.

Vivam De Ruyter e Tromp!

Viva! Viva! Viva!

N�o precisa exagerar.

Ao trabalho!

- Almirante! - Bem-vindo, almirante.

Ent�o, senhores,

qual sua estrat�gia?

Os ingleses receberam ajuda da frota francesa.

Voc� j� come�aram.

Os relat�rios dizem que est�o aqui e aqui.

N�o querem s� destruir nossos navios.

V�o tentar desembarcar.

Parece que De Ruyter atacar� a partir daqui.

Vamos esper�-lo com uma esquadra aqui.

Mas manteremos nossa maior for�a aqui.

Os ingleses querem invadir.

� nossa vantagem. Precisam chegar � costa,

Ent�o tentar�o desembarcar aqui ou aqui.

Ser� f�cil. Est�o em minoria.

N�o deve subestimar De Ruyter.

� um estrategista brilhante.

O vento vem do sul.

Faremos o que esperam de n�s.

Navegaremos em linha

at� Tromp abrir uma brecha aqui. Ele � bom nisso.

Quer que eles nos cortem?

Teremos a mar� a nosso favor.

Exato. � nossa �nica chance.

� brilhante!

Minha cabe�a � um penico velho.

Algu�m pode me explicar o plano?

Atacaremos aqui!

- Sim, certo. - Meninas, v�o com Klaartje.

N�o pode ir sozinha � praia.

- V�o, Greetje. - Cuidado.

N�o, n�o pela porta de frente.

- Pelos fundos. - Voltem.

BATALHA DE KIJKDUIN

I�ar velas!

Puxem as cordas!

V� atr�s do navio que deixou a forma��o.

Preparar para cambar! Todos prontos!

Vamos l�! Em frente!

Morderam a isca.

Fogo!

Vamos!

Recarregar os canh�es! Mais r�pido!

Vamos passar por aquela brecha.

� nossa chance de chegar � costa.

Aos canh�es!

R�pido! Preparem os canh�es.

- Fiz o que voc� disse... - Almirante!

- Os franceses! - Assuma o Progress.

- Conhece o plano. - Sim, almirante.

Contramestre, em frente ao mastro!

Preparar para virar!

Preparar!

De Ruyter tenta defender a costa.

O que � isso? Droga.

Abandonar o barco!

Vamos sobre eles.

Carregar estibordo!

Preparar aproxima��o!

- Aproxima��o. - Preparar aproxima��o!

Todos em retirada!

Preparar os canh�es!

Fogo!

Recolham as velas!

Recolher!

De Ruyter � um her�i.

� vit�ria!

Viva para De Ruyter.

Viva De Ruyter!

Viva, viva, viva!

Av�?

Av�!

Av�! Av�! Av�!

De Ruyter levou-os a uma armadilha.

Sabem o que isso significa?

Voc�s sabem o que isso significa?

Tenho de ir at� meu sobrinho com o rabo entre as pernas.

Meu Deus!

Voc� prometeu.

Mais uma conversa e acaba.

Est�o prendendo todo mundo. N�o diga tolices ao pr�ncipe.

H� umas pessoas aqui a quem quero apresent�-lo.

Estes senhores representam um quarto do nosso ex�rcito.

Quer me envolver numa conspira��o?

Pode ser o s�mbolo de nossa oposi��o, Michiel.

As pessoas o respeitam.

E eu tenho a frota. Voc� est� louco!

Jogar o pa�s numa guerra civil?

Qualquer coisa � melhor do que uma ditadura.

� uma vergonha, uma verdadeira vergonha.

Cuidado, Michiel. N�o confie em ningu�m.

Olhe ao seu redor.

Voc� lhes d� uma raz�o para prend�-lo.

Temos que mostrar que podemos trabalhar juntos.

Temos de reconstruir este pa�s juntos.

Os Republicanos est�o se reorganizando.

- Querem De Ruyter como l�der. - O povo o adora.

Esse � o perigo, alteza.

Mas temos um plano para resolver isso.

O Pr�ncipe de Orange.

Obrigado. Obrigado.

Quero agradecer a um homem...

sem o qual esta gloriosa vit�ria

nunca teria acontecido.

O grande her�i da Batalha de Kijkduin:

Cornelis Tromp.

Eles n�o sabem o que fazem.

Bravo.

Bravo.

Tem um momento? J� volto.

Aposentar?

Voltar � Zel�ndia? Que ser� da Holanda sem voc�?

Este pa�s tem um bom l�der.

O pa�s tem um bom l�der.

Como posso ser um bom l�der para todos

se nem todos me amam? N�o sou como ele.

Vossa Alteza se subestima.

Fala s�rio?

Pode unir o pa�s. Estar acima dos partidos.

Quer que eu libere os rebeldes Republicanos.

Seria um belo gesto.

J� ouviu o que dizem de mim?

Tudo que fiz foi para meu povo, e n�o reconhecem.

N�o percebe, De Ruyter?

Devo ficar s� olhando os Republicanos arruinarem o pa�s?

N�o posso ignorar isso.

- Como aconteceu com os De Witt? - O qu�?

Aquele massacre foi bom para o pa�s?

Eu n�o podia fazer...

N�o teve nada com isso?

A multid�o era incontrol�vel. Ningu�m imaginava...

Seus homens incitaram o povo por meses.

Panfletos, agitadores, pol�tica de bastidores.

Como ousa?

Ter� que viver com sua pr�pria consci�ncia.

Como ousa?

Ent�o ainda � um amigo de De Witt?

Come�o a duvidar se me obedecer� quando necess�rio.

Sempre servi ao meu pa�s.

Mas s� se o pa�s for est�vel como voc�.

Pode ter certeza de minha dedica��o.

Posso mesmo?

Almirante?

Esperava que n�o fosse preciso,

mas meus conselheiros estavam certos.

Aceito sua aposentadoria com uma condi��o.

Alteza?

Executar mais uma miss�o. Ir� ao Mediterr�neo.

Uma miss�o secreta contra os franceses.

Por que eu deveria?

Porque n�o � sensato recusar uma ordem do seu pr�ncipe.

� dif�cil proteger a fam�lia de um traidor.

De Ruyter.

Devia conden�-lo � morte.

Seria mais justo.

Pense nisso como o ato de um estadista.

Decidi aliar-me ao trono ingl�s.

Preciso aproveitar a oportunidade.

O qu�?

Um casamento com Mary Stuart.

Pense nisso como o ato de um estadista.

N�o consegui dormir.

Por qu�, Michiel?

Por que aceitou a miss�o?

Voc� n�o tem o que provar. N�o podem for��-lo.

- N�o � isso. - Quer um funeral de Estado?

N�o quero uma guerra civil.

E o que isso tem a ver?

N�o � culpado pelas pris�es.

Algu�m tem que mostrar que obedecemos o pr�ncipe.

O pr�ncipe s� quer se livrar de voc�, Michiel.

Todos eles querem.

Voc� faz muito sucesso. N�o est� vendo?

Querem voc� morto, como fizeram com Johan.

A suspeita tem de parar. Algu�m tem de dar o exemplo.

Belo exemplo.

Deixe para outro.

Sempre se reconciliam, mesmo.

N�o desta vez. Muito sangue foi derramado.

- Quer viver num pa�s retalhado? - N�o ligo para onde vivo.

S� quero aproveitar minha aposentadoria em paz.

O que quer dizer?

O que o pr�ncipe disse?

Ele nos amea�ou?

- Ent�o amea�ou. - N�o foi nem sutil.

E quer arriscar sua vida para um homem como esse?

Um homem que nunca se importou com o povo

ou conosco ou com as crian�as.

Entenda que fa�o isso por voc� e pelas crian�as.

Ele garantir� sua seguran�a quando eu tiver ido.

E se voc� sobreviver e voltar?

Isso acaba? Nos deixar�o em paz?

Voc� n�o vai voltar.

N�o me deixe, ouviu?

N�o me deixe sozinha.

Claro, querida. Claro que vou voltar.

N�o...

Seja um bom garoto.

Remos! Juntos!

Remos! Juntos!

Papai ama muito voc�.

Perdoe-me, querida.

Vamos para casa.

S� vejo 12 navios. Cad� De Ruyter e o Sete Prov�ncias?

� tudo que eles t�m? N�o h� honra nisso.

Preparar para o combate!

Preparar!

Carreguem os canh�es.

Fogo!

Recarregar canh�es!

R�pido com os canh�es!

Droga!

Mais r�pido! Mais r�pido!

Fogo!

Willem?

Michiel.

Cirurgi�o ao conv�s superior!

Fique acordado. Fique acordado!

Um pouco � bombordo.

Anna...

Michiel de Ruyter est� morto.

Preparem tiros de festim. Vamos honrar nosso inimigo.

Preparar sauda��o.

Veja isso.

Orangistas e Republicanos juntos pela primeira vez.

Eu jamais teria conseguido.

J� vi o suficiente.

O fim de uma era.

� Anna de Ruyter. Deixe-a passar.

D�-lhe o melhor t�mulo que pudermos construir.

Est� bem.

Willem casou-se com Mary Stuart. Em 1688, invadiu a Inglaterra

na disputa pela coroa da Inglaterra, Irlanda e Esc�cia.

N�o tiveram filhos.

Bentinck esteve ao seu lado at� sua morte.

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