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Original subtitles

Clare.

Querida.

Clare.

Acorda, amor.

- Art Subs - 11 anos fazendo Arte para voc�!

Passarinho, passarinho

Dorme, dorme

Passarinho, passarinho

Dorme, dorme

Dorme, dorme

Na parede l� fora Na parede l� fora

Dorme, dorme

Na parede l� fora Na parede l� fora

N�o use tanto glac�. Vai queimar a carne.

Quer envenenar nossos clientes?

Endireite-se, garota!

E voc�, sua gorda Miss Molly,

seus sapatos parecem mergulhados em merda!

Olhe para a frente!

Quero ver meu rosto neles!

Se n�o estiverem de volta esta noite

parecendo a princesa do baile

vou faz�-los desejar nunca terem nascido.

Sim, sargento!

Companhia, ombro, armas!

Caim fora!

V�o se comportar como freiras, tenente. Tem minha palavra.

V� polir suas botas e escovar seu casaco.

Parece um porco.

Sim, senhor!

Ficou quase perfeito.

Companhia, ombro, armas!

Companhia, sauda��o geral!

Apresentar armas!

Ombro, armas!

Estamos honrados em receb�-lo no nosso posto, capit�o Goodwin.

Confiamos que sua visita ser� frut�fera, capit�o.

Para iniciar a noite

eu gostaria de chamar nosso pequeno rouxinol

para cantar uma can��o brit�nica para todos com saudades de casa.

Enquanto eu andava Em uma manh� de maio

Encontrei um jovem casal

T�o descuidadamente perdido

Ela uma jovem criada T�o doce e t�o bela

O outro era um soldado E um granadeiro valente

Eles se beijavam T�o doce e reconfortantemente

Enquanto se abra�avam

Foram de bra�o dado Ao longo da estrada

Como irm� e irm�o

Foram de bra�o dado Ao longo da estrada

At� que chegaram a um c�rrego

E ambos sentaram juntos

Para ouvir o rouxinol cantar

O ROUXINOL

Droga!

- Ela gosta de voc�, Wallace! - Controle-se!

Posso, senhor?

O que houve com Sua Senhoria?

Jago levou-o para olhar as sentinelas.

Depois ele vai para a cama.

- Ele n�o bebe. - N�o bebe?

Aposto que ele gosta da passagem de barlavento.

Maldito sodomita.

V� encontrar as plumas dele.

Certifique-se de que ele fique feliz.

Estou indo para Bedfordshire.

Tenho um dia cheio amanh�.

Feche a porta.

Venha aqui.

N�o posso fazer isso, senhor.

Est� tudo bem.

Pela sua can��o.

E isto...

comprei em Hobart especialmente para voc�.

Vai me insultar, se n�o aceitar.

Cante uma can��o.

S� para mim.

Enquanto eu andava...

Essa n�o.

Uma especial para mim.

Queria que meu amor Fosse uma borboleta

Eu iria iluminar O peito de meu amor

Ou se eu fosse um cuco azul

Cantaria para meu amor descansar

Ou se eu fosse um melro

Cantaria at� o dia clarear

Eu sentaria e cantaria

Para voc� meu amor

Porque eu te amo querido

Deus, voc� � linda.

Todo homem naquela sala queria voc� esta noite.

Sente no meu colo.

Senhor, minha carta de recomenda��o

est� tr�s meses atrasada.

Vou envi�-la quando eu decidir.

Devo cuidar do meu marido agora, senhor.

- � a lei. - "� a lei", gritou o ladr�o.

N�o salvei voc� daquele inferno da pris�o?

Me avisaram que voc� era dif�cil.

Peguei-a mesmo assim.

Ainda estaria l� se n�o fosse eu.

Sou muito grata por isso, senhor.

Deixei voc� se casar com o irland�s.

Dei-lhe sua pr�pria cabana.

N�o � o suficiente para Sua Alteza?

Sou muito grata a voc�, senhor.

Dei-lhe at� seu pr�prio cavalo.

Nenhum outro presidi�rio tem seu pr�prio cavalo.

Aidan trabalhou tr�s anos por aquele cavalo, senhor.

Ele pagou por ele.

Ingrata!

Agora isso. Esta � a parte em que ela chora.

Me desculpe, senhor. Eu sinto muito.

Eu decido quando voc� sai e quando voc� fica.

Pare de chorar.

Est� agindo deliberadamente, com o capit�o aqui.

- N�o, senhor, n�o estou. - Sim, est�.

Est� agindo deliberadamente para me atingir.

Eu n�o devia ter dito nada, senhor.

Sinto muito. Vou deix�-lo em paz.

Venha aqui!

Por favor, n�o, senhor!

Preciso ver meu beb�.

Por favor, n�o, n�o.

Cale a boca.

Arrume sua manga.

Tenente.

Capit�o. Saia, senhorita.

Seus soldados dispararam as armas sem nenhum motivo.

Eles fazem isso, senhor, para afastar os negros.

Eles estavam b�bados

e disparando para o c�u, tenente.

Finalmente.

Algu�m est� se divertindo

enquanto eu cuido do seu beb� chor�o.

Pode tirar esse vestido.

E uma condenada, n�o � da realeza.

J� vou tir�-lo, droga!

Como � que �?

Pode come�ar nas caldeiras antes do amanhecer.

Aidan.

Aidan!

Podemos ir, querido?

E o passarinho estava t�o assustado.

Ele pensou que ia morrer l� na floresta,

sozinho.

Ele gritou com sua voz doce de beb�

para ver se a m�e podia ouvi-lo.

Sua voz era t�o pura

que viajou por quil�metros atrav�s das �rvores.

E, de repente, do nada...

a m�e veio voando baixo

e aconchegou-o no peito.

E o pequeno p�ssaro gorjeou com prazer.

Ele segurou firme por entre as �rvores

at� que chegaram a um lugar bonito

onde ele e a m�e poderiam viver felizes juntos.

O sol brilhava

e o ar era claro.

Ele estava em casa.

Ele estava livre.

E o que ele disse?

- Vai mandar quando decidir. - Deus do c�u!

Vou pedir a ele amanh�.

N�o pode pedir nada. N�o vai funcionar.

Ele lhe deve a sua carta, Clare.

Voc� cumpriu seu tempo e mais um pouco.

- O que � essa marca? - O qu�?

- H� uma outra em seu pesco�o. - Eu ca�.

Ele te machucou?

Vou mat�-lo se ele te machucar!

Pare com isso, seu bobo.

Eu ca� e bati a cabe�a no fog�o.

- Vamos embora hoje � noite. - N�o.

Podemos ir a um lugar onde n�o nos encontrem.

Temos algumas moedas guardadas.

Aidan, se eu for pega sem a carta

serei enviada de volta para a pris�o

e perderei voc�s dois.

N�o posso fazer isso.

Isso iria me matar.

Ele vai para o norte em breve...

Vamos ter de segui-lo.

Voc� quer isso?

Quer ficar presa a ele para sempre, Clare?

Devo cuidar de voc� agora.

Vou pedir a ele amanh�.

Eu prometo...

que n�o vou perder a cabe�a.

Serei o homem mais educado...

que j� viveu.

Tudo bem?

Tudo bem, minha senhora?

Eu te amo, Clare Carroll.

Voc� � minha vida.

Voc� � feito de qu�? Vamos.

- N�o posso, sargento. - Beba. Beba. Beba.

Beba. Beba. Beba. Beba.

N�o desperdice, filho.

Parab�ns, tenente. Voc� se saiu bem.

Logo, logo, vamos chamar voc� de capit�o.

Que conversa fiada.

N�o vou me sujeitar a ele quando eu for capit�o.

O qu�? D�-me um pouco, senhor!

Desculpe, senhor. Sinto muito, sinto muito.

Desculpe, desculpe. Eu exagerei.

Voc� j� teve cinco soldados a�oitados e presos, sargento.

Quer o resto deles l� dentro?

V�o para a cama, seus b�bados!

N�o beba a borra. J� chega!

- Andou bebendo? - S� vou falar com ele.

N�o!

Deixe ela ir.

- Como � que �? - Pedi gentilmente esta manh�.

Agora estou dizendo. Deixe ela ir.

Tome cuidado com o que voc� diz.

Deixe-o falar.

Ela est� pedindo h� tr�s meses.

Toda semana voc� diz que vai enviar a carta

e toda semana voc� n�o envia.

Por que n�o a deixa ir?

Aidan, por favor.

Ela pagou suas d�vidas e eu tamb�m.

Isso est� certo?

Ela � minha esposa.

E ela � minha propriedade

ent�o vou fazer o que quiser com ela.

Por favor, querido. V� embora agora.

N�o!

Em seu escrit�rio, tenente.

Que diabos estava pensando, brigando um oficial?

Quer nos arruinar?

Ele � um encrenqueiro, senhor, ele e a esposa.

E o que ela � para voc�?

Nada, capit�o.

Acha que eu sou algum idiota?

N�o.

O vice-governador acha a indiscri��o moral

em seus oficiais abomin�vel.

Concordo.

Eu n�o tolero nenhuma indiscri��o.

J� passei tempo suficiente aqui.

Observei sua conduta e a de seus soldados.

Temo n�o poder recomend�-lo para a capitania do norte.

Mas o tenente-coronel me disse

que iria me apresentar ao Major Bexley.

Depende da minha recomenda��o.

E temo n�o poder recomend�-lo.

Senhor, eu vim para este posto

com a promessa de que seria por um ano.

Tr�s anos depois, eu ainda estou aqui.

Comando o mais lament�vel bando de soldados

que sempre manchou o Ex�rcito Brit�nico

e ainda assim tive resultados consistentes.

Eu civilizei a terra

me livrando dos negros, tornando-a segura.

Ningu�m lhe deve nada, tenente!

N�o h� oficial nesta col�nia

que trabalhou mais do que eu, ningu�m que sabe mais.

Se um oficial n�o pode controlar

os presidi�rios que o rodeiam

como ele poderia comandar um posto maior no norte?

Eu tenho uma longa viagem de volta.

Vou para o norte, ver o Major Bexley

e me apresentar pessoalmente.

Se insiste.

O cargo ser� preenchido em quatro a cinco dias.

Quatro a cinco dias?

Nenhum outro oficial conhece a col�nia melhor do que voc�.

Por que n�o pega seu cavalo e vai?

� quase imposs�vel ir para l� � cavalo a partir daqui.

Ent�o leve alguns homens e caminhe at� l�.

Droga!

Droga!

N�s vamos para Launceston pelo interior.

O qu�?

N�o � perigoso?

Sim, � muito perigoso, seu bicho est�pido!

Mas n�o estamos prontos ainda, senhor.

Eu n�o entreguei as coisas para o cabo.

N�o temos suprimentos, n�o temos um guia nativo.

Ent�o arranje um, Ruse.

Fa�a algo �til uma vez na vida.

Bebam. Vamos fazer uma visita.

N�o tenho um bom pressentimento.

O que mais?

Perco meu passe, volto para a cela,

e voc� fica sozinha com ele?

Prefiro enfrentar os selvagens,

jogar com a sorte.

Est� muito frio para ela l� fora.

Voc� se lembra como carrega isto?

Aonde n�s vamos?

N�o importa. Para longe daqui.

Deixe-me aliment�-la primeiro.

Ela est� morrendo de fome.

Tudo bem, depressa.

V�o para algum lugar?

N�o queremos nenhum problema.

Essa � a sa�da, n�o �? Voc� n�o quer problema,

mas �s vezes o problema quer voc�.

- Lamentamos muito. - Voc�, n�o!

Ele.

Pe�a desculpas.

Eu sinto muito.

N�o!

N�o!

Aidan, n�o!

Vai atirar em mim agora, seu irland�s de merda?

Voc� n�o � nada al�m de merda no meu sapato.

Ele est� b�bado. Ele sente muito pelo que fez. N�s dois sentimos.

Sua esposa � linda.

Eu gostei muito dela.

Ela n�o lhe contou?

Estamos transando feito loucos desde que a crian�a nasceu.

Ela tamb�m gosta.

Tenho arranh�es nas costas para provar.

N�o d� ouvidos a ele, amor.

Ela me implorou por isso.

Diz que sou o melhor que ela j� teve.

Tire suas m�os dela!

Quer ver como ela gosta?

N�o, Aidan!

Eu vou te matar!

N�o!

N�o!

Eu vou te matar!

- Eu vou te matar! - N�o!

- N�o! - Por favor, pare!

- N�o! - N�o!

- Por favor! - Tudo bem, eu sinto muito!

Eu sinto muito! Desculpe-me, por favor!

- N�o! - N�o.

N�o!

N�o!

Sua serpente maldita!

N�o!

N�o!

Vou matar voc�!

Ajude-me!

Voc� j� quis experimentar.

Ent�o experimente.

N�o!

N�o! Meu beb�!

N�o! N�o!

N�o!

N�o!

Fa�a-a ficar quieta.

N�o!

Ela n�o vai ficar.

Meu beb�!

- Fique quieta, fique quieta. - Fa�a-a se calar.

- N�o! - Fique quieta.

N�o!

Por favor, por favor, fique quieta.

- N�o! N�o! Meu beb�! - Fique quieta, por favor.

Ela n�o para. Por favor, fique quieta!

Fa�a-a ficar quieta ou eu fa�o!

N�o! N�o!

- Fa�a-a ficar quieta. - Por favor, fique quieta!

- Fa�a isso agora! - N�o!

Voc� estragou tudo, Jago, seu idiota.

Vamos ter que terminar isso.

O que quer dizer?

Ela, isso.

N�o, eu n�o posso.

Voc� � feito de qu�? Termine isso.

Termine isso!

N�o!

O que houve, querida?

Oh, n�o, n�o! Oh, c�us.

Devia estar aqui ao nascer do sol.

Onde ele est�?

O que voc� fez para o beb�?

Onde est� o tenente?

Onde ele est�?

Ele partiu de madrugada

com o sargento e o jovem alferes.

Para onde?

- N�o tenho que lhe dizer... - Para onde?

Para Launceston.

Para assumir o novo posto, ele disse.

Eles foram por terra.

Clare, espere!

Seu marido fez isso?

N�o, droga, eu j� te disse!

Cuidado com o que diz.

Meu marido est� morto em um barraco

assassinado por seus oficiais.

Quer que eu acredite numa condenada

e n�o num oficial?

Esta � a minha palavra.

Esta � a minha prova!

Vai me ajudar ou n�o?

Posso escrever um relat�rio, envi�-lo para Hobart.

V� para o inferno!

N�o v� l�, Luddy. Voc� n�o precisa ver.

Voc� vem comigo? Vou atr�s deles.

Acabei de conseguir a libera��o.

Eles v�o me prender de novo,

longe de Luddy.

Eu n�o posso.

Aidan teria morrido por voc�.

Vai deix�-lo em um t�mulo frio

enquanto seus assassinos est�o livres?

Ele era meu amigo, tamb�m, Clare.

- E n�s amamos a crian�a. - Por favor.

Quero que enterre-os sob aquela �rvore.

Coloque-a nos bra�os dele.

Clare, o que vai fazer?

Fa�a uma ora��o. Aben�oe-os para mim.

- Clare, voc� n�o pode... - Por favor, Clare.

Clare, espere!

- N�o v�, querida. - Pare!

Pare!

O que est� fazendo?

Nem sabe para onde est� indo!

- Seguirei as trilhas. - O que est� falando?

H� assassinos a�. Morrer� em um dia!

Devo ficar em casa bordando?

� a porra de um deserto.

Pelo menos arranje um guia, pelo amor de Deus.

Eu conhe�o um guia.

� inteligente e conhece a terra.

- Esses negros conhecem... - N�o vou viajar com um negro.

Acabar como jantar de algu�m. O que quer fazer comigo?

Clare, por favor.

N�o posso deixar voc� ir l� sozinha.

Eu n�o poderia viver com isso.

Menino!

V� se foder!

Billy.

Billy!

Tenho trabalho para voc�.

Os soldados j� vieram aqui.

Eu disse a eles para ca�rem fora.

O tio Charlie foi com eles.

N�o vou mais ajudar voc�s brancos.

- Voc�s nunca pagam. - O trabalho � para mim.

N�o trabalho para nenhuma mulher branca.

Vou lhe dar dois xelins.

Um agora e um quando acharmos os soldados

que vieram esta manh�.

Voc� n�o tem dois xelins.

Vou vender esta j�ia para o resto.

Se me matar antes do trabalho terminar

n�o vai achar ningu�m que compre.

Portanto, nem pense nisso.

Eu j� vi voc�.

Na casa do maldito chefe.

- Onde est� seu beb�? - N�o tenho nenhum beb�.

- O que houve com o seu rosto? - Quer o trabalho ou n�o?

Meu marido est� com aqueles homens.

Me leve at� meu marido, depois nos leve para Launceston.

Sozinhos, sem os soldados.

Eu n�o quero nenhum problema.

- Pelo amor de Deus. - Espere, espere.

Voc� me d� um xelim agora, vamos amanh�.

Leve-me agora ou vou achar algu�m que leve.

N�o vai levar esse cavalo. � muito lento.

- Ele vai com a gente. - Ent�o vou levar os c�es.

Nada de cachorros!

� perigoso andar assim.

- Explode sua cabe�a. - V� andando.

Ande, menino!

Espere, aonde vai? Espere!

V� para o lado errado, se quiser.

Aqueles soldados foram por aqui.

- Que cara � essa, alferes? - Desculpe, tenente?

Esteve parecendo uma garotinha assustada o dia todo.

- Pare com isso. - Sim, senhor.

Vamos, seus idiotas!

Boa escolha, Ruse. Um esqueleto, um tolo e um an�o.

- Muito bem. - N�o tive escolha, senhor.

Os outros presos est�o terminando a ponte.

- Ir�amos mais r�pido sem eles. - Todo o respeito, senhor.

Posso lustrar suas botas, fazer uma fogueira, buscar sua �gua,

correr mais r�pido e trabalhar mais do que esses velhotes.

Parece que o an�o tem colh�es, tenente.

L� v�o eles! Voc� viu?

- Esse � o meu negro. - Como seu?

� o meu guia, seu idiota!

Est� fraca da cabe�a?

Est� viajando sozinha com isso?

Perdi-o agora, gra�as a voc�.

Aqueles selvagens acenderam aquele fogo.

Mataram nossas ovelhas.

Teriam matado a esposa e as crian�as

se n�o vi�ssemos para casa mais cedo.

Est� louca, mulher?

N�o pode ir l� sozinha!

H� uma guerra, voc� sabe.

Tudo bem, o funeral � seu!

Jesus Cristo Todo-Poderoso!

N�o fuja de mim assim.

O que vai fazer? Atirar em mim ou me enforcar?

Nosso povo limpou aquela terra

para que pud�ssemos ca�ar, conseguir comida.

Fique quieto, menino.

Ent�o voc�s dem�nios brancos vieram colocar ovelhas nela.

Mandaram-nos sair da nossa terra.

Agora n�o temos comida. Voc�s nos matam.

J� ouvi o suficiente.

Malditos.

Voc�s t�m o que merecem.

Onde est� a comida? Estou morrendo de fome.

Deve ter ca�do.

- O que est� fazendo? - Arranjando comida.

O qu�? Vai roubar?

- Menino! - Sim, eu vou roubar.

Chegue perto daquela casa e vou deix�-lo aqui.

Como vamos comer?

Talvez possamos comer esse maldito cavalo.

Por que voc� � preto, menino?

Est� doente?

Deixe-o em paz, sargento.

Charlie � um bom menino, n�o �, Charlie?

Mais tr�s dias at� estarmos no norte.

Cuidado. Ele vai lev�-lo quando estiver dormindo.

Eles comem meninos como voc�.

Deixe-o em paz.

� apenas um garoto.

Falou o grande protetor das crian�as.

O que voc� disse?

Apenas deixando claro, senhor. Apenas deixando claro.

O que foi, alferes?

Apenas pensando no que aconteceu, senhor.

No que fizemos.

O qu�?

Um presidi�rio irland�s tentando matar um oficial.

Ele me atacou com o mosquete.

O mundo nos agradecer� por isso.

A mo�a n�o morreu, senhor.

- Estou certo disso. - E da�?

Mesmo se ela n�o morreu, quem vai fazer algo sobre isso?

Pelo que se sabe,

o marido matou o beb� em um acesso de raiva.

Depois ele avan�ou sobre ela, e ela atirou nele.

N�o se preocupe, rapaz.

Poder�amos ser enforcados por isso, senhor.

Esta � a �ltima vez que voc� fala disso, alferes.

Para qualquer um.

Voc� nunca esteve l�. N�o sabe o que aconteceu.

E quando eu olhar para a sua cara est�pida

de agora em diante

quero ver a porra de um sorriso permanente.

Tudo bem?

Veja pelo lado positivo, senhor.

Dois meses na Terra de Van Diemen

e j� � um assassino de beb�s.

Ei.

Ei!

Se fizerem alguma coisa que comprometa esse meu posto

eu juro que deixo voc�s na porra do mato para apodrecer!

Fa�a-a se calar ou eu fa�o!

Vamos, querida.

Este � o caminho.

Eles foram por ali, cinco deles.

- Cinco? - E um pequeno.

Um menino.

Mais o tio Charlie, s�o sete.

Eles v�o r�pido. Quase sem parar.

Quanto tempo at� os alcan�armos?

Talvez amanh�. Eu n�o sei.

N�o podemos ir mais r�pido?

Por aqui � mais r�pido, alcan�amos hoje.

Mas muito mais dif�cil. Mais arbusto, mais...

Tire-os!

Isso � Pipina. Eles gostam de voc�.

- N�o me tocam. - Ajude-me!

Ah, eles s�o grandes e gordos. S�o cheios de si.

Menino?

Menino?

- Aonde est� indo? - Meu marido vai � frente.

H� somente homens do ex�rcito por aqui.

Seu marido � um soldado, n�o �?

Preciso chegar at� meu marido.

J� disse isso.

Onde est�o seus documentos?

Sou uma mulher casada livre.

Que tipo de marido deixa a mulher viajar por aqui

sozinha?

Eu e meus amigos, estamos querendo uma puta irlandesa.

Fique aqui um tempo, haver� uma moeda decente para voc�.

Eu n�o tocaria em voc� nem se minha vida dependesse disso.

Ent�o mostre-me seus documentos, sua puta irlandesa.

Quando meu marido souber o que voc� disse...

Ei!

Ei!

Ei!

Sempre que algo ruim acontece voc� desaparece.

Estou pagando para voc� me proteger!

N�o, n�o est�.

Estou mostrando-lhe o caminho.

Voc� se protege.

Voc� � um covarde.

N�o sou covarde.

Quando eles veem um negro, eles atiram.

� dif�cil para um homem morto lhe mostrar o caminho.

Leve isso, an�o. Eu tenho que mijar.

Koa!

Vamos, Koa, vamos.

Apresse-se.

Olhe para voc�.

Por favor, meu beb�.

Nunca vi ningu�m como voc� antes.

N�o vou machucar voc�.

N�o!

Koa!

N�o! Socorro!

Koa!

N�o! Socorro!

Olha o que eu achei!

Estava dando uma mijada e ela estava l�.

Que diabos est� fazendo trazendo ela aqui?

Onde h� um, h� dez, sargento.

Ela estava com um monte de mortos.

Ela estava chorando. Juro que estavam todos mortos.

Ela era o �nica viva.

S� quero experimentar, senhor. S� uma vez.

- N�o. - Voc� j� experimentou antes.

- Por que eu n�o posso? - N�o seja nojento.

Arrumem tudo!

Livre-se dela.

Eu fiz muitas coisas para voc�, senhor.

Isso � o m�nimo que pode fazer por mim.

Desculpe senhor. Eu sinto muito.

Eu estava apenas...

Pode com�-la primeiro, senhor. N�o me importo.

Ela � uma beleza. Olhe para ela, senhor.

Ela era a �nica viva.

Por favor, deixe-me ir.

Est� tudo bem.

Est� tudo bem.

Meu beb�!

Ele est� sozinho.

Meu bebezinho!

Amarre-a na carro�a.

Qualquer problema, e � o seu fim.

Deixe-me ir!

N�o!

Deixe-me ir, seu diabo!

Cale a boca!

- Est�o perto. - O qu�o perto?

Chegaremos at� eles hoje, se o rio n�o estiver muito alto.

Ouve aquele rio?

- Perto. - Podemos nos apressar?

Por favor.

O que est� fazendo?

Rio muito alto. Chegaremos neles outro dia.

- Voc� disse que conseguir�amos. - Eu n�o sou o chefe.

- O rio � o chefe. - Deus do c�u!

O que est� fazendo?

N�o vamos atravessar.

- Vamos atravessar. - N�o.

Rio muito alto, muito r�pido.

N�o!

Vamos, Becky.

Ei.

Precisamos comer.

Ei!

Seu diabinho preto!

Volte aqui!

Venha aqui!

Tem muita comida aqui que eu poderia conseguir.

Mas eu preciso de tempo.

Posso fazer lan�a para ca�ar.

Por que n�o faz isso agora, ent�o?

Pare de choramingar.

Malditos brancos.

Tiram-me da minha fam�lia.

Dizem: "Voc� vai ser como menino branco agora.

"Voc� n�o ca�a. N�o faz cerim�nia.

"Isso � errado. Fa�a do jeito dos brancos."

O jeito dos brancos � uma merda.

- Agora eu n�o tenho nada. - Coitadinho.

Coitadinho, n�o. Maldita Inglaterra.

Acha que � o �nico com problemas?

Cuidei de mim mesma desde que era crian�a.

Nunca conheci meu pai.

Minha m�e trabalhou tanto que morreu cedo.

Eu vivia nas ruas, roubava o que podia para sobreviver.

E agora estou aqui no fim do mundo com voc�.

Bem-vindo ao mundo, menino.

Cheio de mis�ria de cima a baixo.

N�o sou seu menino.

Sou Mangana, o p�ssaro preto.

Sou Letteremairrener.

N�o sou "Deus Salve o Rei" como os malditos brancos cantam.

Sou o p�ssaro preto.

Voando alto sobre as montanhas.

Pare!

Sou Mangana Voando alto sobre as montanhas.

Pare com isso!

Soa horr�vel.

Meus irm�os, meu pai, meus tios...

todos est�o mortos.

Os brancos atiraram neles quando eu era crian�a.

Minha m�e, minhas tias...

todas fugiram.

Nunca mais as vi.

Os brancos me levaram para longe da minha fam�lia.

Me acorrentaram, me bateram.

Disseram: "Voc� vai ser como menino branco agora."

Nunca quero ser como um menino branco.

Nem agora, nem nunca.

Aquele grande chefe que voc� segue, � o pior.

Me fez lev�-lo at� meu amigo

e ent�o ele atirou nele.

N�o vou mais trabalhar para nenhum branco.

Vou para o norte.

Vou encontrar minha m�e, minhas tias.

Voltar para o meu pa�s,

ent�o voc� n�o poder� mais me machucar.

Como assim eu?

N�o machuquei sua fam�lia. Eu n�o fiz nada.

Voc� Inglaterra.

N�o sou Inglaterra. Sou Irlanda.

- Voc� maldita Inglaterra! - Eu sou Irlanda!

Ao diabo com os ingleses! Cada um de seus filhos!

Que a var�ola os desfigure! Que a peste os consuma!

Longa vida � Irlanda!

- Voc� Irlanda? - Sim, sou Irlanda, seu tolo.

Odeio os ingleses.

Sou Irlanda.

Malditos brancos.

Quem me dera poder ver

Mesmo se eu vivesse Apenas uma semana depois

O nosso jovem rei E mil guerreiros

Banindo todos os estrangeiros

Voc�s s�o bem-vindos

Voc�s s�o bem-vindos

Agora que o ver�o est� chegando

Socorro!

Socorro!

Socorro!

- Como foi? - � toda sua.

Voc� machucou ela?

- Qual � seu nome, rapaz? - Eddie, senhor.

Onde est�o seus pais, Eddie?

Ambos mortos, senhor.

Posso cuidar de mim mesmo.

Sabe ler ou escrever, Eddie?

N�o, senhor.

Vou ensin�-lo a escrever o seu nome.

Bons esp�ritos

por favor, venham ajudar.

Clare.

Olhe para voc�.

O que est� fazendo aqui?

Aqui nesta lonjura.

Neste inferno.

Encontrei algo aqui!

- Onde voc� est�? - Aqui!

- Vemos o fogo! - Estamos indo.

Seu maldito...

Cooper? Cooper!

- Onde voc� est�? - Depressa.

Algu�m tem que nos arranjar comida.

Comida. Lembra da comida?

Se eu fosse matar voc�, j� teria feito isso.

Deixado voc� no rio com os dem�nios na noite passada.

Consegue consertar isto?

Por favor? Est� quebrada.

N�o est� quebrada.

S� ficou molhada quando voc� caiu no rio.

Onde conseguiu isso?

Roubei da cabana

onde aquele desgra�ado atirou em mim.

- O qu�? - Eu sou esperto.

Voc�s brancos v�o muito depressa

e n�o chegam a lugar nenhum.

Eu vou devagar, consigo tudo.

Sou p�ssaro preto.

Arrume logo. Precisamos ir.

Se apresse.

Aqui!

Por aqui!

Mooltee! Mooltee! Por aqui!

Me soltem.

Socorro!

Por aqui!

Me soltem.

Mooltee!

Mooltee! Voc� achou Koa?

Pare, Lowanna!

Tenha calma, Lowanna.

Onde est� Koa?

N�s paramos! N�s paramos!

N�o atire.

N�o atire.

N�o!

- Lowanna. - V� rapaz!

Lowanna.

Lowanna.

Lowanna.

- N�o estavam todos mortos? - Onde est� Jago?

Esque�a-o. Ele j� era.

Eles foram por aqui, os mais velhos.

- Mas essas s�o frescas. - O qu�? Eu n�o...

Voltando por aqui.

Indo para l�.

Aquele grande, o soldado.

Andou assim.

Ele foi por ali.

- Quando? - Muito perto.

Ele est� ferido. H� sangue.

Ol�?

Ol�?

O que est� fazendo?

S� queria que ele parasse.

Se aquele � seu marido, voc� precisa de outro marido.

- Como vamos chegar a ele? - N�o quero nenhum problema.

Por favor me ajude.

Sabe como � ter um branco

que tira tudo de voc�, n�o sabe?

Eles roubaram algo de mim

e preciso pegar de volta.

- Trouxe o rum, rapaz. - Foi tudo que consegui pegar.

Fez o melhor que poderia ter feito.

Pelo menos podemos ficar b�bados.

Fez melhor que o sargento. Ele n�o pegou nada.

Sem l�grimas agora. Seja um homem.

N�o estou chorando, senhor. L�grimas s�o para as meninas.

Sabe usar uma pistola?

N�o, senhor.

Gostaria de aprender?

Sim, senhor.

Venha para a frente.

Poder� tomar um pouco de rum, quando pararmos.

Sargento.

Fique l� atr�s.

- Vigie a retaguarda. - Sim, senhor.

Assim, se eles atacarem, voc� ser� o primeiro a ir.

Quanto tempo agora, menino? Chegaremos l� amanh�?

Talvez, chefe. Talvez um dia depois.

Vou lhe dar uma recompensa se chegarmos at� amanh�.

V� pegar a Becky e espere por mim l�.

V�!

Eu me rendo!

Voc� se rende?

Voc� se rende?

N�o tive inten��o de matar o beb�.

S� queria que ela ficasse quieta.

Por favor.

Por favor!

Por favor, eu...

Sinto muito, por favor. Eu n�o quis fazer aquilo.

N�o!

Morra!

M�e..

Menino.

Menino.

Por favor...

Billy, por favor.

N�o v�.

Vou lhe dar tudo que eu tenho.

A Becky � sua.

Sabe quanto ela vale?

Dez libras.

Vou vend�-la para voc� em Launceston.

N�o quero ela.

Se voltar, n�o vai durar cinco horas

antes que algum branco tente explodir sua cabe�a.

Billy, por favor.

N�o posso ficar aqui sozinha.

O que ele fez para voc� fazer aquilo com ele?

N�o est� procurando seu marido, est�?

Voc� n�o tem mais um beb�.

Tudo bem?

Por aqui.

L� em cima?

N�o aqui?

Muitos negros por aqui.

Mais luta, ser morto.

N�o bom.

Isso parece �ngreme.

Os negros procuram voc� porque matou aquela mulher.

Os negros n�o v�o subir a montanha.

Caminho mais seguro, mais r�pido tamb�m.

Maus esp�ritos aqui. Muito maus.

Depressa.

Pare!

Pare!

Pare!

Volte aqui, sua vadia!

Quando eu encontr�-la

n�o hesitarei em colocar uma bala na sua cabe�a!

Voc� e seu macaco preto!

Malditos animais!

Grande luta aqui.

Foi aqui que o soldado foi ferido

antes de voc� acabar com ele.

Aqueles soldados atiraram em um negro.

A fam�lia o levou embora.

Era uma mulher.

Tem certeza que quer segui-los? S�o dem�nios loucos.

Vim aqui fazer uma coisa e vou faz�-la.

Voc� vem?

Menino.

Tem certeza que � o melhor caminho?

Sim, o melhor caminho.

Preciso chegar a Launceston amanh�.

� muito importante.

Voc� entendeu?

Responda, rapaz!

Voc� entendeu?

Charlie vai chegar l� amanh�

para atender o grande chefe. Voc� vai ficar feliz.

- Tudo bem. - Est� ficando escuro.

Parar agora. Acordar cedo.

O que eles est�o fazendo?

- Isso � um atalho? - N�o.

Ningu�m sobe por aqui, nem mesmo os negros.

Ela n�o vai conseguir. Muito �ngreme.

Vamos pelo caminho mais longo, ainda os alcan�aremos amanh�.

Est� ficando escuro. Acampamos aqui.

Vou pegar um pouco de comida. Espere aqui com ela.

Billy!

Billy!

Aqui.

Aqui. Amanh�, wallaby.

Esta noite, loiti.

Coma.

Precisa lavar a roupa.

- Limpar o sangue. - Eu estou bem.

Qual � o seu nome mesmo?

Clare.

Clare.

Voc� Irlanda?

Sim.

Sou Irlanda.

Irlanda longe.

Charlie � seu tio?

N�o como voc�s dizem.

Charlie � de uma fam�lia diferente.

Plangermairreenner.

Ele me ajuda a fazer cerim�nia.

Ajuda-me a viver do nosso modo. O modo dos negros.

Charlie minha fam�lia agora.

Voc� tem mais fam�lia aqui?

Se eu tivesse visto os brancos,

os que mataram minha fam�lia...

eu teria feito o que voc� fez.

N�o se preocupe, meu amor.

N�o se preocupe conosco.

Eu queria vir dizer-lhe que estamos bem.

Estamos todos bem.

Estamos todos bem.

Estamos todos bem.

Estamos todos bem.

Estamos todos bem.

Estamos todos bem.

Estamos todos bem.

Estamos todos bem.

Estamos todos bem.

Estamos todos bem.

Estamos todos bem!

Estamos todos bem!

Estamos todos bem!

Estamos todos bem!

Clare. Clare.

Minha tia fez uma pasta.

Faz o leite secar, dor vai embora.

Posso fazer um.

Ficamos, fa�o cerim�nia de fuma�a.

N�o quero voc� colocando sua abracadabra em mim.

Estamos indo.

Mangana.

Esse � o meu p�ssaro, o p�ssaro preto.

Este sou eu.

Voc� v� aquele? � um esp�rito forte.

Ele vai ajud�-la, mostrar-lhe o caminho.

O meu pa�s n�o muito longe

Milaythina Kanamaluka

Ela � o meu pa�s

Ela � minha m�e

Mangana o melro canta

Ele canta para mim e minha casa

Voc� estar� segura agora.

Estou aqui com voc�.

Tudo vai ser bom agora.

Pode descansar.

Peguei um bom.

Um bonzinho.

Um bom.

Bom, bom.

Pare.

Pare, menino!

Pelo amor de Deus, pare!

N�o vi uma trilha o dia todo.

- Onde estamos? - Muito perto agora, chefe.

Ap�s a colina.

Aqui estamos.

- O qu�? - Voc� fica aqui.

Espere, aonde est� indo?

Voc� quer toda a terra? Aqui est� a terra.

Aqui.

Boa vista.

Voc� ser� um rei aqui.

Precisa me tirar desta montanha

e ir para Launceston agora.

� longo o caminho da cidade.

Vou voltar mais tarde, ver como est� indo.

- Certo, chefe? - Seu maldito negro!

Tudo bem! Tudo bem.

J� fez sua gracinha.

Menino!

Dou-lhe o que voc� quiser.

Vou lhe dar 20 libras.

Nunca mais ter� que trabalhar!

N�o quero seu dinheiro.

E n�o me chame de menino, seu maldito ingl�s.

Ele estava ca�oando de voc�.

Seu grande idiota!

N�o sei se voc� notou, Ruse,

mas estamos no meio do nada!

Eu sinto muito.

S� havia uma pessoa que poderia nos tirar daqui

e era esse maldito negro!

Dois dias.

Dois dias at� a capitania

ou apodrecer aqui neste buraco.

Essa � a situa��o, n�o �, Ruse?

Voc� � o nosso novo menino, sargento.

Voc� se livrou do �ltimo, ent�o voc� � o novo.

Voc� tem um dia para nos levar a Launceston, est� bem?

Voc� ser� o sargento agora, Eddie.

Esta � a sua pistola.

Se lembra como us�-la?

Sim, senhor.

�timo.

E se este menino colocar um p� fora do lugar...

pode atirar nele.

N�o!

N�o!

Charlie.

Charlie.

O que fizeram com voc�?

Onde estamos, menino?

H�?

Quase l�?

Tenho que come�ar a trabalhar em um dia.

Levante-se.

- Eu n�o... - Voc� n�o o qu�?

Voc� n�o o qu�?

Por favor.

N�o, n�o.

O que devemos fazer, Eddie?

Mat�-lo ou deix�-lo viver?

Por favor.

Mat�-lo

ou deix�-lo viver?

Por favor.

Mato ele? Sim, n�o?

N�o, n�o o mate!

Voc� deve sua vida a uma crian�a.

Nunca se esque�a disso.

Vou ajud�-la a pegar os homens.

Eles est�o perto.

Encontr�-los � f�cil.

Voc� vai por l�.

Siga em volta da montanha.

Eles vir�o direto at� n�s.

Nunca levaremos Becky em volta desse cume.

Levaremos, sim.

Devemos esquecer isso.

Viu o que fizeram com o Charlie.

Vai deix�-los fugir?

Depois do que eles fizeram?

N�o � hora de ser covarde.

N�o sabe o que est� falando.

Vou colocar uma bala na cabe�a deles.

Espere at� que estejam perto.

N�o muito alto. Eles v�o ver voc�.

Ele viu voc�!

Voc� tem que atirar! Ele viu voc�!

O que est� fazendo? Atire!

Precisamos ir l� em cima agora!

Clare!

Pare! Clare!

Clare!

Quero que isso tudo acabe.

Quero ir para casa.

Vou tirar voc� daqui, eu prometo.

- Mas temos que ir agora. - Temos que pegar Becky.

Precisamos ir.

N�o podemos deix�-la! � o cavalo do Aidan.

Por favor. � o cavalo do meu marido.

N�o tenho mais nada dele.

Voc� tem que esperar aqui.

N�o me deixe aqui. Vou com voc�.

N�o estou brincando. Eu vou sozinho.

� muito perigoso.

Prometo que venho lhe buscar.

Tome, pegue o mosquete. Eu n�o quero.

Pegue!

Por favor, mantenha-a a salvo.

Senhor no c�u.

Olha quem est� aqui.

Pegue o cavalo!

Pensei que era muito bom para n�s, rapaz.

O que est� fazendo aqui, seu merda?

Veio at� aqui para atirar em mim?

Hein, menino?

Onde ela est�?

Eu a vi.

Onde ela est�?

Ela levou um tiro. Fugiu.

Ela desistiu.

J� vai tarde.

Ela vai morrer aqui sem voc�, pelo que eu sei.

Ouviu isso, sua puta irlandesa?

Poderia ter economizado a viagem

e matado-se em casa!

Seu antigo companheiro n�o conseguiu.

Voc� sabia?

Sofreu um acidente.

Ele trope�ou, caiu e se matou.

Eddie.

� esse que vai nos levar para a cidade.

N�o tire os olhos dele.

Se ele tentar correr, atire nele como eu ensinei.

- Aponte para o cora��o. - Sim, senhor.

Este � um bom homem.

Ande, seu c�o.

Mexa-se, seu maldito negro!

Levante-se!

Eu mesmo vou atirar em voc�, menino.

Isso mesmo! A Irlanda � por a�!

Continue correndo!

Meu beb�.

Minha garotinha.

Fa�a-a ficar quieta ou eu fa�o!

Cale-a agora!

Ter� uma recompensa para voc�, quando chegarmos � cidade.

Fa�a o seu trabalho, an�o.

Conseguimos.

N�s conseguimos!

Muito bem, menino. Voc� merece sua recompensa.

N�o merece, Eddie?

Vamos.

D� a recompensa a ele e voc� ganha a liberdade.

Seja homem, filho!

D� a recompensa a ele!

Droga!

O que eu disse?

- Jesus. - Desculpe, senhor.

Vou atirar na pr�xima vez, senhor.

Eu sinto muito.

Achei que era especial. Voc� n�o �.

Voc� n�o � nada e sempre vai ser nada

seu pequeno rato sem valor!

N�o, senhor, por favor.

- Por favor. - Voc� fica aqui.

Quando chegar a Launceston, direi �s autoridades

que h� um condenado � solta.

Vai pegar mais cinco anos.

N�o, por favor, senhor, por favor!

Eu posso fazer melhor, senhor, por favor.

Por favor, n�o me deixe aqui, por favor!

Vou atirar na pr�xima vez, eu vou.

Por favor!

Vou atirar na pr�xima vez, eu vou.

Eu vou atirar...

Deus!

N�o suporto esse maldito barulho.

Onde estou?

Aonde voc� vai?

Lugar algum.

Launceston � por aqui.

Por aqui n�o tem muita coisa.

Este � o principal caminho para a cidade?

Por favor, posso ir na parte de tr�s, senhor?

Por favor, posso subir, senhor?

Saia daqui, sua puta!

Suba l� atr�s

e eu n�o quero saber que est� l�.

Obrigado.

Pare! Pare!

Billy.

Levante os bra�os e caminhe em frente.

Fa�a isso!

Ei, aonde est� indo com esse...

Calem a boca!

Aonde est� indo?

Para nossa fazenda.

Ele roubou nossos suprimentos.

Desgra�ados. Pegamos esses outros pr�ximo � cidade.

De onde voc� �?

- Sou Letteremairrener. - E voc�?

- Cale-se! - Somos Panninher.

Que baboseira!

Os Letteremairrener se foram.

O que quer dizer?

Seu povo est� acabado.

Eles est�o mortos.

Nosso povo tamb�m. Est�o todos mortos.

Eu disse para calar a boca!

Voc�s mataram todos eles!

- Cale-se. - N�o! N�o!

Voc� brancos matam tudo que veem!

Cale-se.

- Pegam a nossa terra! - Pare!

Tomam nossas mulheres!

- Pare! - Voc� s�o dem�nios!

Podemos matar o seu, se quiser.

N�o! Quero que meu marido resolva.

- Como quiser. - Quero um trof�u, Davey.

- Voc� me prometeu. - Cale a boca, Thompson.

Quero uma cabe�a. D�-me a cabe�a!

Tudo bem, tudo bem.

Seus loucos.

Vamos, Davey.

Mexa-se, seu c�o!

Pare, rapaz.

Vou lhe matar se voc� tocar o negro.

N�o vou tocar o negro.

Voc� parece assustada.

Devia vir se lavar e comer.

- Deus do c�u, Harold. - Cale-se, mulher.

Suba l� atr�s.

Obrigado.

Voc�.

Venha aqui. Coma conosco.

Eu disse para vir comer conosco.

Este � o meu pa�s.

Este � o meu lar.

Pare, rapaz.

Chegamos.

Pegue o que precisar e saia daqui.

Ele vai ficar bem com voc�.

Mas sem voc�...

N�o como as coisas est�o agora.

N�o se d� mais problemas

do que voc� j� teve.

Obrigado.

Tudo bem.

N�o precisa ir longe.

Se algu�m tentar machuc�-lo venha direto para o armaz�m.

Isto � para emerg�ncia.

Impressionante que voc� fez aquele percurso sem um nativo.

Passei anos civilizando esta terra, senhor.

Est� no sangue.

Ficaremos felizes se vier tomar uma bebida

quando estiver pronto.

- Traga o sargento. - Ficarei feliz, senhor.

N�o compro bens roubados.

Foram um presente.

Onde est�o seus pap�is?

Vai compr�-los ou n�o?

N�o.

Billy.

Billy! O que est� fazendo?

Becky.

Clare.

Jesus Cristo.

Voc� nunca morre?

Olhe para voc�.

Voc� e seu menino negro.

Ruse, encontre um policial.

Diga que temos uma ladra em nosso meio.

Diga que ela roubou meu cavalo e tentou matar um oficial.

Sim, senhor.

Se eu vir voc� de novo, eu te mato.

Volte para aquele lugar e fique l�.

Eu resolvo isso! V�!

Pode me dizer para calar a boca.

Pode amea�ar me matar.

Mas n�o vai adiantar.

Aquela menina que voc� estuprou...

cujo marido e o beb� voc� assassinou...

aquela menina morreu.

E n�o pode matar o que j� est� morto.

Esta mulher � um ladra mentirosa.

Ela est� assim porque eu a peguei

tentando roubar meu cavalo.

Vou mandar prend�-la, sua prostituta b�bada.

N�o sou sua prostituta.

N�o sou seu rouxinol...

seu pequeno p�ssaro, sua pomba.

Eu n�o sou sua nada.

Perten�o a mim e ningu�m mais!

Quando todas as mulheres forem estupradas,

quando todos os homens e beb�s forem mortos,

o que voc� vai fazer ent�o, tenente?

Saia, louca. N�o tem permiss�o para ficar aqui.

Olhe para voc�.

Todo vestido e brilhante.

Como se a manteiga n�o derretesse.

- O grande homem forte. - Algu�m tire-a daqui!

Qual � o problema, soldadinho?

Sua m�e n�o te ama?

Quem me dera Estar ali na colina

E l� sentar e chorar At� cansar

E cada l�grima Iria virar um moinho

E que possa ir em seguran�a Meu amor

Vou vender minha pedra Vou vender meu carretel

Vou vender Minha �nica roda de fiar

Para comprar para meu amor Uma espada de a�o

Eu desejaria, eu desejaria Desejar em v�o

Gostaria de ter Meu amor novamente

Clare, temos que ir.

Por favor, Clare, temos que ir agora.

Voc�s t�m gente como eles?

Homens como eles.

Negros que s�o como eles.

Como aquele maldito chefe?

�s vezes n�s temos.

Os maus.

Cheios de maus esp�ritos.

E o que fazem com eles?

Nossos velhos v�o falar com eles...

tentam mostrar a eles o bom caminho.

Pedem aos nossos ancestrais para ajudar.

Fazem cerim�nia.

E se eles n�o escutam?

Se continuam sendo maus, como voc�s lidam com eles?

- Como voc�s os corrigem? - Corrigi-los?

N�s n�o os corrigimos.

N�s os matamos.

Tudo bem agora.

Durma agora.

Descanse.

Mangana est� cuidando de n�s.

Bom esp�rito est� conosco.

Descanse.

Descanse.

Este � o meu esp�rito, Minha ocre

Pinte minhas cores

Sou Mangana, o melro

Muito forte agora

N�o mais ruim agora

Ocre me diz para ser forte

Billy.

Billy!

Billy.

Billy!

Socorro! Socorro!

Est� feito agora, Billy. Acabou.

N�s podemos ir.

Billy, n�o!

N�o!

Billy.

Billy. Billy.

N�o, n�o, n�o, n�o.

Ei! Ei!

O que est� acontecendo?

Quando chegarmos ao rio, � s� seguir em frente.

Eu ainda estou aqui, seus brancos desgra�ados!

Ainda estou aqui!

N�o vou a lugar nenhum!

Sou um Letteremairrener

De volta � minha terra natal

Estou com minha m�e e meu pai

Estou com minha m�e e meu pai

N�s somos fortes

Estou em casa!

O sol.

O sol.

Meu cora��o.

O ver�o vir�

E a grama vai crescer

Folhas verdes ir�o brotar

No topo das �rvores

Meu amor verdadeiro vir�

Ao romper do dia

E ele vai ganhar

Uma can��o de amor de mim

Legenda _rMonta_

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