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Original subtitles

"Guerra: uma aventura cruel e ridícula

em que os homens embarcam quando são vítimas da loucura."

Siegfried Lenz

Pomerânia, Julho de 1944

"Walter!"

Está na hora!

Cruze os dedos.

"Walter!"

Baseado no romance de Siegfried Lenz

Foi tudo muito rápido.

Não começa.

Walter, fique.

"O DESERTOR" Episódio 1

SuB_VersioN League of Legends

Não vai ao menos me dizer "adeus"?

- Terá dor de barriga. - Não fale assim.

- E se ficar doente? - Mas não estou doente.

Nunca te encontrarão. Caso resolvam procurá-lo.

Kurt construiu isso.

Eu sou um soldado.

Sem o uniforme, você não é mais um soldado!

Você disse que não ganharíamos essa guerra.

E lutar por quem? Pela Pátria? Pelo Führer?

- Tenho um dever a cumprir. - Uma ova que tem!

Não posso decepcionar meus camaradas!

Já selou a montaria?

Já pode aprontá-la.

- Podemos ir? - Sim.

Walter!

Tenho um mau pressentimento.

É só desta vez.

Já chega de drama. Não piorem as coisas.

Volte para casa. Inteiro!

E escreva!

Ela deve ter escondido outro aí no fundo.

Ela diz que eu como demais.

Tudo isso vai acabar logo.

A guerra só termina quando o líder morre.

- Você também votou nele. - Só uma vez, há 11 anos.

Os russos ou os americanos farão isso por nós.

O importante é que você volte são e salvo.

- Senão, sua irmã vai te matar. - Cuide dela, certo?

- O que será dela? - Ela vai ter filhos.

Só quando a guerra acabar.

Você nem tem uma mulher!

Quando a guerra acabar.

Vai demorar muito?

Não, a locomotiva precisa de água.

Não podemos parar durante o dia.

Eles espreitam nas árvores como corujas. Uma bala te acerta fácil.

- Fica muito longe? - Depende para onde vai.

Para a linha de frente.

A Frente está cada vez mais perto.

- Grajewo caiu? - Até onde sei, não.

É para lá que vou.

Mais 12 horas. Ei!

Afaste-se do trem. Fique onde está!

- Sr. Soldado. - Fique onde está!

Sr. Soldado, posso ir com vocês?

Não é permitido.

Tenho dinheiro. É só um trecho até o Pântano.

- Você é polonesa? - Sou.

Onde aprendeu alemão?

É um trem militar, não pode viajar nele!

Saia daqui agora!

Depressa, fora daqui!

- Ela poderia vir conosco. - É proibido.

É apenas uma mulher...

As mulheres são as piores.

Parecem santas e depois explodem o trem inteiro!

Vamos, para dentro!

Devo saltar logo.

Que pena.

Seu camarada ficará furioso.

Ele vai me matar?

Eu te salvo!

Cigarro?

Eu não fumo.

Então, também não vou fumar.

Vem cá.

- Seu amigo? - Engraçadinha.

E você? Você é daqui?

Sou.

Eu nasci aqui.

E seu pai...

- Ele é guarda-florestal. - Guarda-florestal, legal.

É, mas ele já morreu.

Ele morreu na guerra?

Um soldado alemão foi morto a tiros na vila há 2 anos.

No dia seguinte, eles vieram e revistaram todas as casas.

Meu pai escondeu-se num armário.

Eles já estavam de saída.

Então...

Meu pai tossiu.

Eles atiraram no armário.

Duas vezes em cima, duas vezes em baixo.

- Sinto muito. - Pare de fingir.

Já sabe como é.

Quantos você já matou?

Tudo acabará logo.

Feche os olhos!

- O quê? - Eu ordeno...

que feche os olhos!

Às ordens.

Fecha!

O que está fazendo?

- Lendo sua testa. - E o que diz?

Diz que...

Tudo vai ficar bem.

Ou talvez não.

Qual é o seu nome?

Wanda e você?

- Walter. - Walter?

Walter e Wanda.

Se o seu camarada não atirar em mim,

a gente vai se encontrar de novo.

- Minha testa também disse isso? - Não.

Onde?

Não posso contar.

Esse calor me dá uma moleza.

Bom dia.

Bom dia.

- Sua Serelepe. - O quê?

Serelepe.

Como assim? Serelepe?

É o que você é.

O que há nesse pote?

Meu irmão.

Um trem explodiu com ele dentro.

Estou indo levá-lo para minha mãe.

Eles vão inspecionar o trem.

Você precisa se esconder. Naquele aterro!

Eu aviso quando eles saírem. O que foi?

Controle!

- Que aparência! Sua cédula militar. - Sim, senhor!

- Para Grajewo? - Sim.

- É isso mesmo? Killian? - Sim, é o meu capitão.

Seu capitão está morto.

Guerrilheiros.

- Quando aconteceu? - Há 4 dias.

Era um bom homem. Sinto muito.

Wanda?

Siga!

Wanda?

"Orfeu e Eurídice"

Descanse em paz.

O que foi isso?

Não sei. Talvez um bombardeiro.

Bombardeiros invisíveis ou o quê?

Não sei como vocês palermas continuam vivos nessa guerra.

A sorte favorece os tolos.

Diacho, tem alguém aqui! Quanta sorte, Passarinho!

- Você é polonês? - Polonês?

Polaco não, sou silesiano.

Eles logo chegarão.

Precisamos sair daqui. Vamos, depressa!

Quem?

Os guerrilheiros que explodiram o trem.

Me dê a sua mão!

- Cadê os outros? - Mais à frente.

O foguista morreu esmagado.

O maquinista foi arremessado contra a floresta.

- E o soldado? - Também morreu. Vamos!

Depressa!

Abaixe essa fuça!

Agora estão saqueando o trem.

Não! Eles nos liquidariam.

Vamos embora daqui!

Siga-me!

- Para onde vamos? - Até os outros.

Guardamos o aterro ferroviário. Seis soldados.

Além do sargento.

Para onde te destacaram?

- Grajewo. - Ah, não é longe daqui.

- Stani! - O quê?

Stani!

- Espere! - Stani...

Cadê você?

Stani!

Stani!

Stani, o que fizeram com você?

Aguente firme!

Meu Deus! Ai Jesus!

- É inútil. - Temos que levá-lo daqui!

- Acho que ele está morto. - Não!

Ele está vivo! Eu o ouvi gemer. Me ajude aqui!

Vamos, me ajude!

Vamos!

Suba!

Pensava que sua galinha fosse mais burra que você, mas não.

E agora está ensinando ela a falar.

- Alma não fala alemão. - Ah, ela não fala alemão.

Mas talvez ela já tenha ouvido falar de Guilherme Tell.

Na Alma não!

Aqui!

Venham!

Stani teve azar!

- Ele está morto. - Não!

Ele gemeu, ainda está vivo.

Cavem uma cova.

Ele deu um gemido!

Vocês são tão burros quanto feios.

Tire este troço inútil daqui!

Pegue seu livro de soldo, plaqueta de identificação e anéis.

Não se atrevam a enterrar nada disso!

E quem é essa "coluna Morris"?

Não vai se apresentar?

Cabo Proska, 6º Batalhão, 1ª Cia.

E o que faz aqui?

Meu comboio colidiu com uma mina.

Bem...

Não temos comida, cigarro,

mulher, nem esperança. Entendido?

Sim, senhor.

Então, siga para o aterro da ferrovia e vigie o próximo trem.

Os trilhos estão bloqueados, nada se move.

Ora bolas!

O que estão esperando?

Que ele ressuscite? Vá pegar a maca!

Mas sargento, Stani gemeu.

- Ele está morto, entendeu? - Não, ele está vivo!

Lhe dê um pouco de tempo.

Ele tem dificuldade para pensar. Venha!

Agora tratem de enterrá-lo!

Alô?

Alô?

Sim, aqui é o sargento Stehauf.

Posto 25. Reportando uma baixa.

Stanislaw Paputka.

E um trem de carga foi atacado por guerrilheiros.

Só há um sobrevivente, Prossa ou algo parecido.

- Proska. - Está certo!

Sim, ele irá substituí-lo.

Defender até o último homem.

Sim, senhor.

Você ouviu. Ficará conosco.

- Mas tenho ordens... - Fecha o bico!

Quem pensa aqui sou eu.

- Entendido? - Sim, senhor.

Vai ficar parado aí como um soldado de lata? Mexa-se!

Tem fogo?

Sim, senhor.

Então, também tem cigarros?

Pertence ao exército. Passa pra cá.

Eu cuido da distribuição. Muito bem...

Lave-se na trincheira. Cagar atrás das bétulas.

Nosso cozinheiro é o da galinha, Baffi.

Já esteve na Frente?

- Sim, sargento. - Desde quando?

Desde o começo.

Então, você tem tido sorte até agora.

Que ela jamais te abandone.

O que foi?

Viu, tudo acontece muito rápido.

Mas dentro de Waldesruh você está seguro.

Sim, senhor.

Ah, você não acredita em mim.

Acredito, Sr. Sargento.

Dá pra ver que não acredita em mim.

Faremos uma inspeção de segurança.

Fique junto à porta.

WALDESRUH

Mandei você ficar atrás da porta.

Tem problemas de audição?

Inspeção de segurança.

Vejam se ele borrou as calças.

Acho que ele desmaiou!

Mas não sujou as calças.

Botem-no na cama fedida do Stanis!

Lá em cima!

Depressa, antes que o velho entre!

Inspeção de segurança.

Quem ordenou o fim da patrulha?

- Ouvimos tiros. - Mas que merda!

- E Zwiczos? - Está vivo.

Eu era um artista de cabaré e ator.

Veja.

Se não fosse a guerra, hoje seria mundialmente famoso.

Baffi, já chega dessas histórias tolas.

Apronte a comida.

Sim, senhor!

Mundialmente famoso.

Biscoito!

Amanhã você irá com a nova patrulha.

Proska, ou algo assim.

E não me olhe com essa cara!

Wolfgang Kürschner.

Walter Proska.

Nosso Stani morreu pelo Führer e pelo Reich Alemão.

Todos devem ser gratos a ele porque...

...ele se sacrificou ...

...e agora é um herói.

Adeus, Stani.

Logo nos veremos no Céu.

Se não for lá, será noutro lugar.

Os velhos camaradas não perdem o contato, entendido?

Maldito bucha.

Já podem enterrá-lo.

Ele não seria ninguém sem essa guerra.

É um porco sádico.

Só sabe ofender as pessoas.

- Ele tem uma responsabilidade. - Responsabilidade?

Há meses esperamos neste brejo para ver quem leva o próximo tiro.

O calor...

Os guerrilheiros, os mosquitos.

Essa droga de pântano está nos enlouquecendo.

Reponsabilidade uma ova!

O que foi?

Vamos por ali.

- Aqui sempre pega fogo. - Não entendi?

Você não vê nada, mas estão te vendo.

- Sempre estão em todo lugar? - Não. Mas quase sempre.

Aquela é Grajewo.

Os nossos estão logo ali. Atrás da floresta.

A minha Companhia.

Tão perto e ao mesmo tempo tão inacessível.

- Guerrilheiros no caminho. - Entocados na floresta.

Estimamos cerca de 100.

Prontos a detonar o buraco que estamos enfiados.

O que os está impedindo?

Sua Companhia atrás de Grajewo.

E por que estamos aqui?

Cumprindo nosso dever sagrado. Pelo Führer, o Povo e a Pátria.

Veja, Walter. Ali!

Eles saquearam o trem.

Por que não me deixou atirar?

O modo como fala...

Qual o objetivo?

Não atire!

Sozinho?

Você está sozinho?

Fala alemão?

Sim.

Estou sozinho.

Eu sou civil.

Sou Pastor.

Não está armado.

E agora?

Podemos liberá-lo.

Suma daqui.

Vamos!

Vocês se perderam?

Stehauf está quicando nas tamancas!

Ei, de onde tiraram isso?

Ele é um Pastor. Está desarmado.

- Por que ele está aqui? - Isso importa?

Venha comigo.

Por ali, vai!

"Vamos!"

Anda logo!

Vai!

Vamos!

O que esse comedor de sopa faz aqui?

Pegamos ele no caminho.

Está desarmado.

E se dermos um jeito nele?

Deixe-me ir, por favor. Eu sou Pastor.

Bico calado.

Amarrem-no!

De noite resolveremos isso.

Mexa-se.

O sal.

Ele já deve ter chegado.

Seu herdeiro?

Sim.

Filhas pagam o dote.

Preciso de alguém para a fazenda.

Sonhei que minha mulher teve um filho.

E com o que mais sonhou, seu pantaneiro?

Sonhei que minha esposa pariu um belo "Siegfried".

- Não, é melhor "Lothar". - Já chega!

Traga o comedor de sopa.

Não.

Você, não.

Quero outro.

Me deixa ir, por favor!

Por favor!

Me deixa ir.

Se disser a verdade, não há o que temer.

Sabe que isso não é verdade.

O que está fazendo?

Se ele disser a verdade, não deve temer nada.

É óbvio que não.

Vamos logo com isso.

Certo.

Agora você vai me contar umas coisas.

Mas nada de fábulas. Baffi, sirva-lhe uma bebida.

- Da minha garrafa? - Isso mesmo!

Eu não bebo.

Jesus também bebia! É pra já!

Deus do céu!

- Beba ou quebro sua cara! - Cala essa boca!

Quem mexer com ele vai se ver comigo.

Quando eles te trouxeram pra cá,

alguém te machucou, espancou ou torturou você?

- Fique à vontade para falar. - Fui bem tratado.

Cigarro?

- Não bebo nem fumo. - E jogou sua pistola fora?

Eu não ando armado.

Claro que não. Apenas a Palavra de Deus.

Qual é, uma dinamite de vez em quando para explodir trens?

Nunca fiz isso.

Certo.

Por que fala alemão tão bem?

Morei na Alemanha há 32 anos.

Eu estudava.

Köenigsberg e Jena.

O que gostava na Alemanha? Fale com sinceridade.

Eu adorava.

As almôndegas de Königsberg.

Ele conhece.

- Essas almôndegas... - Cale a boca!

Do que mais você gostava?

Dos queijos Tilsit...

- ... e de Kant. - Onde fica isso?

Ele é um filósofo, idiota!

E não sabe nada sobre a Alemanha?

Então?

Não sabe que estamos em guerra aqui?

Não sabe que o mundo inteiro treme diante de nós?

Que nossos trens explodem

e que nossa gente está enterrada na sua terra suja?

- Cadê sua pistola? - Não carrego arma.

- Eu faço ele falar. - Tire as patas!

Ele é um homem honrado.

Este homem diz a verdade.

Quem defende a verdade não tem nada a temer aqui.

Vai!

Então? Está cravado à cruz como seu Jesus?

Dê o fora. Antes que mude de ideia.

Não vou deixá-lo partir com dinamite.

Ele tinha alguma?

Se você tivesse prestado mais atenção.

Esse Pastor teria mandado tudo pelos ares!

- Nós o revistamos. - O que vocês fizeram?

Nós o revistamos. Não encontramos nada.

Está dizendo que estou mentindo?

Vou levá-lo à corte marcial, seu bosta!

Como? Não consigo ouvi-lo!

Eu revistei o Pastor.

Se ele escondia algo, a culpa foi minha.

Preste atenção...

Proska ou seja lá qual for seu nome.

Agora você patrulhará

até que seu joelho saia pelo rabo. Entendido?

Turno duplo. Vocês dois!

Por que simplesmente não deixamos ele ir?

Líder: O que a vaca come, o que a vaca caga?

Tropa: feno, feno, feno!

Vamos, Baffi, não seja tímido.

Vá cuspir fogo, ou mato a Alma.

- Deixe-me seduzi-la! - Ei, solte a Alma!

- Pare com isso! - Você não é o macho?

- Devia dar um pega nela! - Vou cortar sua garganta!

Acalmem-se!

A Alma está bem.

Agora mostre-nos do que você é capaz.

O fogo deve estar bem acomodado no estômago.

- Vai usar todo o galão? - É pra cuspir fogo ou não?

Vai, vai, vai!

Para quem está escrevendo?

Para minha mãe.

- Aqui? - Não, que tal ali?

Espere.

Pausa!

A mão.

A mão parece querer... pegar algo.

Ele queria pegar a dinamite do bolso.

- Ele não tinha dinamite. - Sente pena dele?

Talvez ele fosse mesmo inocente.

Lamento pelo seu filho. Tem um pai frouxo.

Ele não sente mais nada.

- Biscoito! - Vá se ferrar!

Cuidado para não se contaminar!

Espere!

- O Pastor não tinha dinamite! - Eu sei. Espere!

Que Alemanha é essa que ele vive falando?

Ele e todos nós devemos fazer o melhor.

Wolfgang!

Espere!

Aonde pensa que vai? Acabará topando com os guerrilheiros!

E daí?

Quer se suicidar só porque Stehauf é um porco?

Se tivéssemos crescido aqui, também seríamos guerrilheiros.

Entendeu? É apenas uma coincidência.

E agora quer desertar?

Tanto faz.

Eles te levarão à corte marcial.

Ou talvez te enforquem na primeira árvore.

Por que escreve se não tem ninguém?

Tenho uma irmã.

Meus pais estão mortos.

Mas não sou muito bom de escrever cartas.

- Para sua mãe? - Sim.

E o que escreveu aí?

"Por que devemos nos sacrificar por esta Alemanha?

Por uma guerra que não pode mais ser vencida.

Por algo insano desde o início.

Você tem que ter força para chutar algo que correu atrás."

Está escrito isso?

Não estou cansado da vida.

Mensagem.

- Sim? - Zacharias.

Sua esposa deu à luz um menino.

Graças a Deus.

Não vai mais nos perturbar com seus sonhos.

Pegue.

O sal?

Não atire.

Eu disse que nos veríamos outra vez.

Lembra?

Serelepe.

Eu te surpreendi?

Devemos estar prevenidos contra qualquer surpresa.

Você quis explodir o trem.

Não sei do que está falando.

- Vai atirar em mim? - Por que você não voltou?

Fiquei te esperando.

Quando embarquei, não sabia que você estava no trem.

Tampouco quem você era.

Mesmo assim você correu.

Posso ler sua testa de novo?

Não confio em você.

Está sozinha?

Não.

Quem mais está aqui?

Você.

Está feliz por me ver?

E aí?

Eu estou feliz.

Eu já te vi aqui antes.

É?

Na floresta.

Como sabe?

Podemos nos ver novamente?

Esta noite.

Serelepe.

Mas já estou aqui.

Vamos, siga-me.

- Para onde? - Por que desconfia de mim?

Já tive algumas experiências com você.

Seu bosta!

Você deixou seu posto sem autorização.

Onde você esteve?

Eu voltei.

Pois fique sabendo que vou te reportar.

- Você achou isso? - Eu apreendi, sargento.

Isso é russo! Onde diabos você estava?

Em ação. Foi bem agitado.

Estava escuro e ninguém podia me ver.

Esperei pacientemente.

Surgiram 2 homens armados na minha frente.

Então ... ratatatá!

E aí estão as armas.

Eu estou faminto.

Eu devoraria um pão de munição.

Mais uma vez...

Você será punido, entendido?

Eu apreendi!

Eu já ouvi isso.

Você escutou o que eu falei?

Eu vou reportá-lo.

Alô?

Alô?

Alô?

Qual é o problema agora?!

Você é linda, Serelepe.

Eu te adoro.

Há muitas como você por aqui?

Eu não basto?

Dá para o gasto.

- Vai se matar? - Que se dane!

Cansei do meu cheiro.

E você?

Venha!

Então, o que está esperando?

Seu cagão!

O que você faria se não fosse a guerra?

Se a guerra não tivesse acontecido.

Sentaria atrás da mesa do meu escritório

e desenharia a planta baixa de uma casa ou uma fábrica.

Arquiteto.

E nos fins de semana, iria à fazenda da minha irmã

para cavalgar.

E você? O que você faria?

Então?

Eu seria cantora.

Cantora.

Cante pra mim.

Mas não olhe para mim.

# Em algum lugar do mundo

# Há um pouco de sorte

# E eu vivo a sonhar com ela

# Em algum lugar do mundo

# Há um pouco de felicidade

# E faz tempo que sonho com ela

# Se eu soubesse onde fica,

# Eu atravessaria o mundo

# Pois ao menos uma vez

# Quero ser feliz mais do que nunca.

# Em algum lugar do mundo

# Há um caminho para o céu

# Em algum lugar, de alguma forma,

# Em algum momento #

Precisamos ter cuidado com essa guerra.

Nós dois.

Quero ver as casas construídas, projetadas por você.

Por favor, vá embora.

Suma.

Volte.

O filho dele acabou de nascer.

Os malditos guerrilheiros cortam nossas linhas telefônicas

e vocês levam tiro se banhando.

Você são estúpidos?

Só temos que religar os cabos. No trem há muitos cabos.

Ah.

Proska, amanhã irá até o trem pegar os cabos.

Depois, repare os estragos.

Poppek, vai patrulhar com Biscoito e Zwiczos.

Se você vir alguém na floresta, atire, entendido?

Se algum de vocês for baleado, vou assá-lo como um porco.

Zwiczos!

Você me escutou?

Claro, Sr. Sargento.

Walter!

Me leve com você amanhã.

Posso fazer sozinho.

Quer ir com o Zacharias? Não vamos morrer por nada.

Eu conserto, Stehauf fala com a Companhia e...

E aí é tarde demais!

O momento chegou, Walter.

Vou sozinho.

Passarinho!

Voa passarinho, voa.

Voa passarinho, voa.

Voa passarinho, voa.

Voa.

Biscoito!

- O que está esperando? - Por você.

Anda logo!

Tamparam os ouvidos? Eu disse patrulha redobrada!

Levem esse maluco.

O que foi?

Precisa de convite especial?

Ponha essa bunda ossuda para patrulhar.

Meu Jesus...

... é um peixe enorme.

Um lúcio com dentes afiados.

- Ele é rei. - Cale-se e vaza daqui.

Ele é rei e ninguém consegue fisgar lúcios grandes.

O meu Jesus tem dentes afiados.

Ele é vida, mas também a morte.

De um olho vem a vida, do outro a morte.

Tem dentes afiados como o lúcio.

E morde aqueles que não entendem.

Meu Jesus é rei.

Claro.

Como um lúcio.

É vida ... e morte.

Parado, seu bosta!

Tratem de buscá-lo.

Ainda não terminei meu assunto com ele.

Onde você está?

Afaste-se!

Onde você está?

Aí está você!

Você nos criou para que não possamos encontrá-lo?

Sempre à procura. Apenas procurando!

Onde quer que você esteja, não conseguimos encontrá-lo.

Por que você não diz nada?!

E você é rei?

Você é um rei ... mau!

Agora você é ...

... o rei.

Serelepe.

Tinha esperança que eles o enviassem.

- Você fez aquilo? - Não.

Mas não vale mais a pena consertar.

Por quê? Talvez tenhamos notícias de Grajewo.

É inútil.

Os alemães de Grajewo debandaram.

- O quê? - Desde ontem.

Com medo dos russos.

Agora vocês estão sozinhos.

- Não, eles não nos abandonariam. - Acho que pouco se lixaram.

Vocês cortaram a linha para evitar que soubéssemos.

Não, Kowolski, nosso Pastor, sumiu há alguns dias.

Vamos atrás de vocês para vingá-lo.

Você não tem a menor chance.

Venha comigo!

- Tenho que me juntar a eles. - Não vai adiantar!

- Tenho que avisá-los! - Por quê? Só há 6 de vocês!

Somos mais de 100!

Posso interceder por você pelo meu pai!

Seu pai?

O do armário?

Duas vezes em cima, duas vezes em baixo.

Não quer ficar comigo?

Quero.

- Quando tudo acabar. - Já acabou, Walter.

Quero que você sobreviva.

Se eu for agora, vamos nos ver novamente?

Sim.

Idiota!

Ei, aqui!

- Consertou o cabo? - É inútil.

- Como assim? - A Companhia debandou!

Eles fugiram dos russos!

Droga!

Temos que avisar os outros.

- Zwiczos pirou. - Que se dane!

Vamos voltar e contar aos outros.

- Vou atrás do Zwiczos. - Tá louco?

Não vou abandoná-lo.

- Agora virou um camarada? - E você é um bosta!

Parem!

Assim que o encontrarmos, daremos o fora.

Claro. Boa sorte!

Se os russos entraram em Grajewo,

tudo está acabado, Walter.

Podemos lutar por uma causa justa, e do lado certo.

Eu procuro o Zwiczos!

Walter!

Walter!

Jamais vai encontrá-lo, sabe muito bem disso!

Não voltarei para Waldesruh.

Vai me odiar?

Walter ... vai me odiar?

- Não. - Então, venha comigo.

Eu não posso.

Desejo-lhe boa sorte, Walter.

Aí está você.

Ele vai direto para os russos.

Venha!

Ei, temos que sair daqui!

Camaradas!

Bico calado!

Capacete.

Quem fala polonês?

Este aqui!

Quem matou o Pastor?

Ele perguntou quem matou o Pastor.

Quem?

Foi ele.

Este aqui.

E o jovem Pawel?

Há 2 dias.

Fui eu!

Eu o matei.

Tirem eles daqui!

Walter.

Serelepe!

Qual é o nome da sua irmã?

- Maria. - Maria.

Se Maria fosse baleada, o que você faria?

- Eu me vingaria. - De que modo?

- O que está fazendo? - Como?

Daria um tiro em quem atirou nela.

E se fosse eu?

Então eu perguntaria por que fez isso.

Por que você fez isso?

Pawel.

Há 2 dias.

Um jovem que não te fez mal algum. Por quê?

Não sabia que era seu irmão.

Ele veio em minha direção, não pude fazer nada.

- O que eu podia fazer? - Fique quieto!

- Tente entender... - Quieto!

Então atire.

Atire!

Vá!

Vá embora!

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