All language subtitles for S1E3 - The Scarlet Pimpernel

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Original subtitles

O Pimpinela Escarlate

O resgate de um Rei Argumento de

Baseado nas obras de

Maio de 1794

Orfanato da Igualdade perto de Paris

Todos os homens s�o iguais por natureza e perante a lei.

Todos os homens s�o iguais por natureza e perante a lei.

Todos os homens s�o iguais por natureza e perante a lei.

Majestade. - Majestade.

Ele vem a�! Vem a�! Depressa!

Como te chamas? - Chamo-me Lu�s... Capeto.

Quem era o teu pai?

O Rei. O Rei de Fran�a. - N�o! J� devias ter aprendido!

Quem era o teu pai? - O inimigo da...

O inimigo da Fran�a! - O inimigo da Fran�a!

Um tirano, um monstro... - Um tirano, um monstro...

E quem era a tua m�e? - Uma rameira estrangeira.

Isso mesmo, meu rapaz! Est�s a aprender!

Para a guilhotina Para a guilhotina

Mandem-nos para a guilhotina...

Primeiro o Rei, Depois a Rainha,

Mandem-nos para a guilhotina...

Para a guilhotina Para a guilhotina

Mandem-nos para a guilhotina...

Primeiro o Rei, Depois a Rainha,

Mandem-nos para a...

Depressa!

J� inspeccionou o maldito retrato, Blakeney?

Inspeccionei, Alteza.

Est� toleravelmente parecido? - Em todos os detalhes, senhor.

Deveras?

Levou imenso tempo, isso � que � verdade.

Sim, sim...

Hoje fiquei com o pesco�o dorido, Lawrence.

� um m�rtir da arte, Alteza.

Pois, sou.

Deveras.

Duas horas, Percy! Duas horas! E apenas um pequeno intervalo.

Tamanha for�a de esp�rito � verdadeiramente not�vel.

Pois �.

Bem, despache-se.

Pode ser herdeiro do trono, mas em crian�a era muito obstinado.

A Rainha estragou-o com mimos.

Quanto tempo foi m�dico dele, Bar�o Valdemar?

At� muito recentemente,

quando as minhas visitas ao orfanato foram de repente interrompidas.

Pobre menino.

Acha que ele sabe que a m�e e o rei est�o mortos?

Quem poder� dizer? Mas temo pela vida dele.

O orfanato � um local horrendo. E o jovem rei � muito delicado.

Quando regressar a Fran�a, pretendo...

Por que quer voltar para Fran�a, caro Bar�o?

Est� cheia de franci�s.

E Deus sabe que j� nos bastam os que temos por c�!

Marguerite, o que se passa?

Tudo.

Tudo.

Bem jogado! Bem jogado!

Percy!

Ao seu dispor, minha senhora. - N�o me parece.

N�o lhe parece? Que resposta provocat�ria!

Pretendia s�-lo.

Ent�o, minha querida costela.

Qual � a causa de tanto aborrecimento?

A causa, Percy? � o Percy a causa!

N�o precisa de rebaixar-se, minha senhora.

N�o estamos numa das suas quintas francesas.

Encontraria mais maneiras l�.

Minha nossa! Est� terrivelmente zangada!

E como sou eu a causa? - Creio que sabe.

Deveras?

Ent�o, pedir-lhe-ia um pouco mais de decoro.

Quando � que o vejo?

E se vem para casa

para aquele museu bafiento em que me for�a a viver,

quando � que conversamos?

Por amor de Deus, Margot...

Esquece-se que sei muito bem o que o afasta de mim.

Est� a fazer um espect�culo vergonhoso...

Por que n�o deveria? F�-lo constantemente!

Senhor, ainda n�o terminei. - Mas eu j�, senhora.

Sir Percival Blakeney! O bobo da corte de Carlton House!

Mas eu sei o que pensa verdadeiramente

destes lambe-botas!

Esteja calada, atrevida francesa!

Durante uns tempos, pensei que me amava.

Estava enganada.

Continua a excluir-me da sua vida. Vai ser sempre assim.

Vou deix�-lo, Percy.

Pode fingir o que desejar. Eu j� n�o consigo fingir.

Percy...

Que espect�culo vulgar, Andrew. Estou bastante desolado...

Alteza Real...

Maldita potra francesa.

Est� descontrolada, Blakeney. Quer reinar um pouco.

Quer levar com o chicote. N�o �, cavalheiros?

Cidad�o, tenho de lhe relatar um acontecimento curioso

que poder� ser importante para a Rep�blica.

Lady Blakeney, a antiga actriz Marguerite St. Just,

discutiu publicamente com o marido

e est�, neste momento, de regresso a Fran�a.

Se deseja partir, tem de pagar! N�o me interessa o que lhe disseram!

Cidad� St. Just!

Eu acompanho-a at� Paris. - N�o ser� necess�rio.

Receio que seja. Fui enviado para a vir buscar.

Sob ordens de quem? - Do Comit� da Seguran�a P�blica.

Pensam que sou uma amea�a para a Rep�blica?

Podemos discutir isso mais tarde.

E se escolher ir na carruagem p�blica?

Ent�o, terei de a prender.

N�o seja tola, Marguerite.

Como � a express�o inglesa? A cavalo bom n�o se olha o dente.

A cavalo dado, Cidad�o Chauvelin.

O seu ingl�s � melhor do que o meu. Mas praticou mais.

Como foi a sua travessia?

O Canal estava agitado e sou m� marinheira.

� uma extens�o de �gua bastante in�spita.

Vejo que ainda usa alian�a.

Um detalhe pequeno, mas talvez significativo.

Como est� Paris? - Agitada.

Sanson quer mais dinheiro. - Sanson?

O carrasco p�blico. Queixa-se com demasiado trabalho.

Talvez tenha.

Por que deixou o Blakeney?

� uma pergunta demasiado pessoal?

Jornais ingleses.

O "Observer" de quarta-feira?

Obrigada. N�o.

O "Morning Post"?

N�o?

Nenhum a trata muito bem.

N�o � muito surpreendente. N�o tem nada que agrade aos leitores.

� plebeia, republicana e actriz. Mas, pior, � francesa.

Lady Blakeney afinal n�o era l� grande papel, pois n�o?

Marguerite...

O Palais de Justice.

Percy, meu querido amigo!

Poderia chorar de alegria por voltar a v�-lo!

A sua extravag�ncia � tocante, meu caro Arturo.

Mas recorde sempre a diferen�a entre os latinos e os anglo-sax�es.

E qual ser� a diferen�a? O meu nobre cora��o?

Ora vejamos... os latinos.

Os latinos acreditam que a civiliza��o

� composta pelo vinho e por mulheres.

Os anglo-sax�es sabem que � pelo sab�o.

Lady Blakeney j� chegou? - Est� segura nos bra�os do inimigo.

Portanto, a �ltima pe�a foi colocada. - E que bela pe�a, milord!

Parece que as suas suspeitas s�o justificadas, Sir Percy.

O Delfim foi levado do orfanato.

Raptado? - N�o sabemos, milord.

Mas os que lhe eram pr�ximos foram substitu�dos.

Havia um homem, Calumet, que poder�amos ter subornado.

Ainda estamos � procura dele.

Jouvin, que cuidava directamente do jovem rei, est� morto.

E a mulher dele desapareceu.

Como � que Jouvin morreu? - Disseram que numa rixa de taberna.

Que conveniente.

Ent�o, temos de encontrar a mulher e o Calumet antes que o fa�am.

J� estreit�mos as buscas � Sec��o de Montaigne.

Acha que ele foi assassinado?

Poder� dar-se o caso do Delfim estar morto

e de estarem a silenciar todos os que lhe eram pr�ximos.

Por que o fariam? - Para fingirem que ainda � vivo.

Por que motivo?

O Delfim � o pivot em que reside

a reviravolta de toda a situa��o pol�tica.

At� ouvimos rumores

de que Robespierre contemplou coloc�-lo no trono.

Amigos, amigos... Presumamos que o jovem rei est� vivo.

Basta, cavalheiros. Estamos aqui para salvar uma crian�a.

Ele desapareceu. E temos de o encontrar.

A mulher St. Just, cidad�o. - Que bom! Mande-a entrar.

Ou � muito corajosa, ou muito tola por regressar a Fran�a, cidad�.

Ou devo trat�-la por Lady Blakeney?

Prefiro cidad�, Cidad�o Robespierre.

At� pode preferir, mas ser� que merece?

Uma cadeira para Lady Blakeney, Chauvelin.

Pode ir.

De facto, o que merece?

Foi, se bem recordo, condenada � morte pelo Tribunal

e escapou a caminho da execu��o.

De acordo com a lei, ainda se mant�m sob senten�a.

Cidad�o, voltei para Fran�a porque perten�o aqui.

Parti porque... Tenho de confessar que perdi a minha f� na Revolu��o.

Houve tanto sofrimento. Tanta crueldade.

Mas a sua reac��o foi extrema.

Virou as costas � Fran�a e casou com um aristocrata ingl�s.

Apaixonei-me.

N�o o pude evitar. Ele era gentil e atencioso.

De in�cio, era feliz.

Afast�mo-nos, reconcili�mo-nos e depois...

Desculpe-me, cidad�o. Isso n�o � do seu interesse.

Vou ser franco consigo.

O motivo por que est� aqui sentada

em vez de encarcerada em La Force a aguardar pela morte

� que, para ser directo,

o seu valor propagand�stico � consider�vel.

Eu sei.

E presumo que tenha confiado nisso para se salvar?

O talento que tenho � a melhor forma de servir a Rep�blica.

Precisamente.

E, como � evidente, tem saudades do teatro.

Sim, tenho.

Precisamos de pe�as que reflictam o esp�rito da Revolu��o.

Uma abordagem mais radical.

H� demasiados apoiantes mon�rquicos no teatro.

Demasiado revivalismo. Compreende o que estou a dizer?

Compreendo o que n�o est�.

Deveria estar na pol�tica.

Voltaremos a encontrar-nos, cidad�. E muito em breve.

Espero ansiosamente. E agrade�o-lhe, Cidad�o Robespierre.

... que se relaciona directamente com os poderes de deten��o

delineados na Lei de Suspeitos, etc...

Em rela��o ao roubo de foguetes Congreves do arsenal,

lamento relatar que n�o possuo mais informa��es.

Saia.

Por que n�o me disse que o Delfim estava desaparecido?

Esperava resolver a situa��o sem o incomodar.

Quando � que isto chegou? - Esta manh�.

Esperaria ser informado de um assunto t�o s�rio, cidad�o...

Dois milh�es!

Pode-se dizer que � um resgate de rei!

Se isto viesse a p�blico... - N�o, n�o vir�.

Os guardas foram substitu�dos.

A mulher Jouvin ainda est� desaparecida,

mas vou encontr�-la.

N�o oferecem forma de entrarmos em contacto.

Ainda n�o, mas entrar�o.

Ter�o de o fazer, n�o? Se quiserem o dinheiro.

Um rapto!

Assegurou-me de que o orfanato seria seguro.

Estava sob vigil�ncia constante. - E era da sua responsabilidade.

Pois, esperava que mo recordasse.

Encontre o Delfim, cidad�o.

Ou enfrente o Tribunal.

Uma roseta, cidad�o? - N�o, obrigado, cidad�.

Onde posso encontrar o Calumet? - Passe aquela porta.

Cidad�o... - Desculpe, cidad�o.

Cidad�o Calumet? - L� em cima.

Percy!

Corte as cordas, Andrew.

� ele?

Sim.

Bem, agora j� n�o pode ser subornado.

Por que se suicidaria?

Por que partiu ele o espelho? Por que partiu a cadeira?

Foi assassinado?

Silenciado.

Minha senhora, o que faremos?

Depressa! Aqui em baixo.

Entre.

Depressa, minha senhora! Tem de ir!

Fugir dos meus aposentos? N�o seja rid�culo!

F�garo!

C�u misericordioso! � o Conde!

Onde est� ele?

Meu caro! Tanta paix�o, tanto ci�me. Estou bastante assoberbada.

Incr�vel! Sua idiota desajeitada!

Tenho os queixais marcados para a vida!

Desculpe, minha senhora!

Desculpe. Desculpe?

Juro por Deus que ficar�s mesmo arrependida

se voltares a chocar comigo assim! Porque te ponho na rua!

Na rua! Compreendes? - Sim, minha senhora.

Desempenhavas o papel de Querubim como uma criadita de quarto b�beda.

Por que n�o finges que sabes representar?

Algum tolo ing�nuo no p�blico poder� acreditar em ti.

Quem quer que seja, pode ir-se embora?

Este camarim � privado.

Se traz prendas pode deix�-las na entrada...

... dos actores.

Sem d�vida que tem muitos admiradores, cidad�.

Cidad�o Robespierre...

Deve recordar-se de Marguerite St. Just.

J� actuou aqui, com grande sucesso.

Sim.

Vai reingressar na companhia.

Mas n�o tenho papel para ela. J� est�o distribu�dos.

Sim, mas n�o o ep�logo. - N�o h� ep�logo.

Agora h�.

Quem escreveu isto?

Asseguro-lhe de que precisa de mais retoques.

Um verniz final, mais paix�o. Mas eu n�o sou dramaturgo.

Escreveu-o? - Uma chamada �s armas.

A moral anda em baixo e precisamos de mais soldados.

Sim. Claro que precisamos. Mas, mas...

E Marguerite St. Just dar� ao discurso o necess�rio fervor patri�tico.

Estou certa que dar�.

�ptimo. Perdoe a intrus�o. - � uma honra, Cidad�o Robespierre.

N�o, � uma intrus�o.

N�o queria isto, minha senhora.

N�o, claro que n�o. Deve estar totalmente mortificada.

Senhora Touraine...

Portanto, temos de fazer tudo o que conseguirmos

para se sentir parte da companhia. N�o temos, Cecile?

S� um pequeno conselho, Marguerite. Posso trat�-la por Marguerite?

Sim, claro que pode. - �ptimo.

Eu sei que ir� compreender. � bastante simples.

� que neste teatro, minha cara, eu sou Robespierre.

Marguerite!

Bem, Cidad� St. Just. Como est� o Chauvelin?

Ainda tem algumas suspeitas, mas irei ludibri�-las.

Estou certo que sim. Tem imenso talento para ludibriar.

Mas, Percy, at� onde devo ir? - S� at� � porta do quarto.

Uma mulher deitada est� em grande desvantagem.

Isso � o que os homens pensam, meu querido.

Saiba o que puder dele, ele tamb�m procura o Delfim.

Mas tenha cuidado. - Terei. Conhe�o-o demasiado bem.

Deveras. - Boa noite, milord.

O Andrew est� atrasado.

O fiel Andrew.

Tem sorte por ter um amigo assim.

Deveras, sou um privilegiado.

Isto n�o pode ser, Andrew! Onde raios andou?

Temos aqui o Arturo prostrado com a fatiga...

E quase falido!

Por n�o ter qualquer per�cia... - A Senhora Jouvin est� viva.

Onde?

Trabalha numa lavandaria na Rue de St. Lazare.

Como � que a encontrou?

Deus nos acuda, Arturo, n�o lhe pergunte isso

ou passaremos a noite a p�.

Se a tivesse encontrado, Percy, ficar�amos.

Bem dito!

Chauvelin. - Entre.

Alojei a mulher St. Just num apartamento, Cidad�o Robespierre.

�ptimo.

Confia nela? - De momento.

Cortaste-me!

Perdoe-me, cidad�o.

Porqu�? - Porqu� o qu�?

Por que confia nela?

Quando sabe que � casada com o Pimpinela Escarlate.

O ci�me continua a ceg�-lo, Chauvelin.

O Blakeney � o Pimpinela.

N�o se cansa de o repetir. Tenho as minhas d�vidas.

N�o me voltes a cortar, cidad�o.

N�o voltei a ter not�cias deles.

Est�o a mant�-lo em pulgas. Ter� not�cias.

Tem de ser paciente.

Paciente! Acha que quero que a Conven��o descubra

que o Delfim foi raptado?

Acha?

Procuramos a Senhora Jouvin.

Senhora Jouvin... - N�o! Deixe-me em paz!

Podemos falar consigo, minha senhora? - Afastem-se de mim!

S� quero falar consigo. Tome.

N�o quero o seu dinheiro...

O Pimpinela?

Pode tirar-me de Paris?

Mas precisamos de informa��es. - Informa��es?

O Delfim est� vivo?

N�o sei. Espero bem que esteja.

Onde estava na noite em que o levaram?

Quem � que o levou?

Tinha uma m�scara. Vermelho sangue. Uma m�scara de carrasco.

E que mais?

Estava meio aturdida. Bateu-me depois de matar o Antoine.

O Antoine? - O meu marido.

O homem partiu-lhe o pesco�o s� com as m�os.

L� se vai a rixa de taberna...

Depois os guardas atacaram-no. Matou-os a todos.

Vamos lev�-la daqui, minha senhora. Vai ficar a salvo.

A salvo! N�o tenho dinheiro, nem documentos.

Sei que andam � minha procura.

Ter� tudo o que necessitar.

Encontramo-nos aqui quando sair do trabalho. Entendido?

Senhoras... Caras senhoras...

Podemos avan�ar?

O iminente leil�o dos bens e mobili�rio da fam�lia real.

Tendo em conta que a Fran�a est� virtualmente falida,

vamos deixar entrar os nobres da Europa

para nos ajudarem a pagar a guerra contra eles.

Por que n�o damos o Delfim aos austr�acos?

Ent�o poder�amos negociar um tratado com eles.

Em primeiro lugar,

tenho de lhe recordar que a Fran�a � uma Rep�blica,

pelo que n�o temos Delfim.

Em segundo lugar, Lu�s Capeto permanecer� onde est�...

Sendo um maldito fardo para o er�rio p�blico!

Dev�amos julgar a peste!

O julgamento de um menino de dez anos

far-nos-ia parecer rid�culos!

E a sua execu��o faria dele um m�rtir.

Cidad�os! Cidad�os! Tenho uma proposta para ouvirem...

O que � isto? - Uma tarte.

De qu�? - Ele n�o disse.

Deve ser de gato.

Senhora Jouvin?

Partiram-lhe o pesco�o. Tal como ao marido.

Acha que ela estava a dizer a verdade?

O medo dela era genu�no, se nada mais.

N�o h� muito para investigar, n�o?

M�scara vermelha, magn�fico espadachim.

� �bvio que � realista. - �bvio?

Bem, s� um realista levaria o Delfim.

Um realista avisaria o mundo.

Percy, juro que h� excep��o de umas quantas lavadeiras

ningu�m entrou nem saiu.

Ent�o, como fizeram isto?

Saibam que sou a Liberdade e que n�o posso ser negada...

N�o a consigo ouvir.

Saibam que sou a Liberdade e que n�o posso ser negada.

Sou um s�mbolo do orgulho desta na��o.

Quando belo e sobranceiro num campo marcial,

� for�a austr�aca ir� o valor gal�s sucumbir?

Valor gaul�s. N�o � valor gal�s, � gaul�s.

Dic��o, Marguerite, dic��o! L�bios, dentes e l�ngua!

E mais apoio.

Talvez devesse trabalhar o discurso em privado.

N�o, n�o, n�o.

Ir� apenas manter os seus maus h�bitos.

Esteve afastada do palco demasiado tempo, minha cara.

E receio que se veja.

Volte a iniciar o discurso.

Que raz�o poder� ter para recusar uma visita?

� um assunto de Seguran�a Nacional.

O motivo da visita n�o � pol�tico. � humanit�rio.

Bar�o Valdemar, j� n�o � m�dico do rapaz.

Agora � prisioneiro de Estado e da responsabilidade do Comit�,

da minha responsabilidade.

Mas ouvi dizer que o rapaz est� doente

e que o seu estado mental...

Posso assever�-lo de que n�o h� nada de mal com o estado mental dele.

Aconselho-o a regressar � Su�cia.

� uma amea�a? - Disse que o aconselhava.

H� muitas conspira��es realistas contra a Rep�blica

e, naturalmente, o rapaz � protagonista de muitas delas.

Todas as pessoas ligadas a ele poder�o ser suspeitas.

E era muito �ntimo dele.

Isto � intoler�vel!

Escolte o Bar�o Valdemar at� aos port�es.

N�o tem respeito pela minha posi��o? - A sua posi��o, senhor?

A sua posi��o � prec�ria.

Saibam que sou a Liberdade e que n�o posso ser negada.

Sou um s�mbolo...

Saibam que sou a Liberdade e que n�o posso ser negada.

Sou um s�mbolo...

Minha nossa!

Encontraram dois cad�veres a flutuar no Sena.

Poderiam ter sido guardas do orfanato.

Portanto, Chauvelin silenciou-os a todos.

N�o foi o Chauvelin. - N�o foi o Chauvelin?

Foi o homem que levou o Delfim.

Acho que tamb�m assassinou a Senhora Jouvin.

Porqu�? - Porque testemunhou o rapto.

Mas ele estava mascarado.

Nada do que ela nos dissesse poderia incriminar algu�m.

Talvez pudesse.

Sabemos que � um espadachim muito dotado.

Algu�m que pode partir o pesco�o de um homem em segundos.

Silencioso, audacioso...

Mort�fero...

Um assassino.

Ent�o, o Delfim pode correr grave perigo.

Exactamente.

Porque se nos aproximarmos deste patife,

e ele sabe que nos aproxim�mos,

vai matar o Delfim e desaparecer.

Cavalheiros, viram a nossa pe�a. O seu valor � melhor julgado por v�s.

De certa forma, � fiel � vida.

Todos os problemas, burburinhos... A luta.

No final, apesar de tudo, S�o apenas as loucuras do dia.

Abaixo a Inglaterra!

Saibam que sou a Liberdade e que n�o posso ser negada.

Sou um s�mbolo do orgulho desta na��o!

Volta para a Inglaterra, traidora.

� a Marguerite St. Just. � casada com um ingl�s.

Traidora!

Cidad�os, cidad�os!

A Liberdade n�o � uma esp�cie de deusa grega

com vestes brancas e um barrete vermelho!

A Liberdade deveria ser nossa pelo simples facto de nascermos!

Mas n�o �.

Neste momento, a Fran�a corre perigo.

Se for conquistada, a nossa preciosa Liberdade morrer�.

� por isso que vos incito agora, n�o como Liberdade, n�o como actriz,

mas como uma vulgar mulher da Rep�blica,

como uma filha de Fran�a.

Defendam o nosso pa�s contra os inimigos da Liberdade.

�s armas, cidad�os!

N�o percam nem mais um momento! �s armas!

Cidad�os, cidad�os!

Venham connosco!

Foi emitido um mandado para a deten��o do Bar�o Valdemar.

Como � que sabe?

Disse-nos o agente que o prendeu! - O agente que o prendeu!

Felix Cambom. No Palais de Justice.

Tem nove filhos e joga gam�o no Fat Andre's na Rue Garat.

Portanto, est� sempre endividado? - Sempre. J� nos ajudou antes.

Quando foi a deten��o? - Esta tarde.

Ent�o, ainda temos tempo. Parece uma tarefa para si, Andrew.

Essa roda mesmo tufada, senhor. - Obrigado, Sir Percy.

Quantos bolsos?

A casaca de um ingl�s s� tem bolsos. Tantos quanto poss�vel, Planchet.

Lembro-me do pobre jovem Lord Smallpiece.

Caiu ao Tamisa de casaca.

Os bolsos encheram todos e afundou-se como uma pedra.

Pescaram-no em Greenwich.

Ser� sensato ir a este leil�o, Percy? O Chauvelin sabe que � o Pimpinela.

� precisamente por isso que vou, meu caro Andrew.

A nata da sociedade europeia estar� presente.

Aristocratas das monarquias com que a Fran�a est� em guerra.

Todos a licitarem, e devo recordar que com impunidade,

os bens de um rei e de uma rainha,

recentemente assassinados pelos leiloeiros!

� mesmo curioso, n�o?

Lote n�mero 89, senhores.

Um belo rel�gio franc�s de estilo Lu�s XV.

Mostrador de madrep�rola com numerais romanos de l�pis-laz�li,

uma caixa envernizada de Boulle,

assim como p�s e pedestais brasonados.

Vou come�ar a licita��o nas 400 libras.

Quem me d� 400 libras? - 400.

Obrigado, senhor...

E 500.

E 600.

E 700...

Cidad�o Robespierre, n�o?

Sir Percival Blakeney. - Sei bem quem �, senhor.

Portanto, a Rep�blica est� a vender a mob�lia de fam�lia

para pagar mais balas de canh�o?

Boa, senhor.

A guerra � um neg�cio prodigiosamente dispendioso, n�o?

Quem � que, hoje em dia, a pode pagar?

A Fran�a ter� de poder se quiser sobreviver.

Com licen�a, senhor...

1.900.

2.000.

2. 100.

Algu�m d� mais do que 2. 100?

Voltamos a encontrar-nos, Sir Percy. - Pois voltamos, Chauvinista!

Parece que n�o perdeu o seu jeito peculiar

para declarar o �bvio.

E que objecto precioso tentar� licitar, Sir Percy?

Talvez a sua mulher?

Voltou a estar nas bocas de Paris.

Assim ouvi dizer.

"Para Sua Majestade, a Rainha,

"do seu servo devoto, o Cavaleiro D'Orly."

Quem raios era ele?

N�o ouviu falar dele?

Um dos antigos "favoritos", compreende?

Perfeitamente.

Um c�lebre espi�o e assassino a mando do Rei.

Morreu de var�ola na Turquia. - Uma li��o para todos n�s.

Espera mesmo que acredite que veio por causa do leil�o?

Pode acreditar no que quiser, Chauvinista.

Mas como promete ser um assunto incrivelmente demorado,

que deve durar um ano,

sugiro que restrinja o desejo natural que tem de me prender

at� que a �ltima colher, estola ou caixa de rap� esteja vendida.

Vendido.

O que acham que est�o a fazer?

Bar�o Valdemar!

Bar�o Valdemar!

Que direito t�m... Tirem as m�os de cima de mim!

Por aqui, Bar�o.

Bem, meu caro Bar�o...

O Pimpinela manda cumprimentos.

Milperd�es, mas tivemos de partir sem si.

Por 1.600 libras.

O seu nome? - Blakeney.

Percival Blakeney, de Inglaterra.

Boa tarde, Lady Blakeney.

Sir Percy.

Conhece-me, minha senhora? - Deveras, senhor. �s minhas custas.

Avancemos, senhores, para o lote...

O custo � meu, minha senhora. De acordo com o meu banqueiro.

Mas isso costuma acontecer no matrim�nio.

O matrim�nio, senhor, � algo do qual sabe muito pouco.

E que compreende ainda menos.

Compreendo, minha senhora, que � minha mulher.

Obrigada, senhor.

Esse facto aborrecido tinha-se evaporado da minha mem�ria.

Quando pretende regressar a Inglaterra?

N�o fa�o ten��es de regressar.

E eu digo que regressar�!

Deixe-me.

Est�o a ver este nobre lorde ingl�s? Julga que isto...

... que isto me pode prender!

Procure uma solteirona que goste de ca�a para ser sua esposa, milord!

Estou farta de si!

L� se foi a sua certeza

de que o tolo do Blakeney � o Pimpinela Escarlate.

Nem deixou o leil�o.

Foi o Felix Cambon. H� uns tempos que o vigio.

O Felix Cambom? - O agente de deten��o.

Morrer� no final da tarde.

O Valdemar n�o � importante. O Pimpinela pode ficar com ele.

Onde est� o Delfim? Quem o tem, Chauvelin?

Acalme-se. � vital que eu prossiga com cautela.

Se suspeitarem que me estou a aproximar, matam-no.

Para a guilhotina, Para a guilhotina

Mandem-nos para a guilhotina...

Primeiro o Rei, Depois a Rainha,

Mandem-nos para a guilhotina...

Pensei que n�o viria. - Pensou? Porqu�?

Pensei apenas que n�o viria.

E Marguerite St. Just est� a gostar do seu regresso triunfante?

Sim, a actriz. Como � que a conhece?

Conhecia-a muito bem.

E agora procuro renovar a nossa amizade.

Por�m, nunca fomos amigos.

Talvez n�o, mas fomos amantes.

Tenho as recorda��es que o provam.

Eu tamb�m.

Esta conversa est� a tornar-se disparatada.

De que iremos falar? Do seu sucesso? Da sua separa��o do Blakeney?

Por que n�o falamos de si? - Isso � aborrecido.

A maioria dos homens adora falar de si.

� o seu assunto preferido. - N�o � o meu.

Ao Terror!

Quantas pessoas acha que morreram hoje?

Meu Deus! Que pergunta!

Em Paris, mais de 100, se a m�quina est� bem oleada.

No resto da Fran�a, talvez 500.

E nos campos de batalha? - S� Deus sabe!

Nunca partilhei das suas ilus�es. Vi uma oportunidade e apanhei-a.

E agora, Robespierre precisa de mim. Precisa mesmo de mim.

Portanto, tornou-se indispens�vel? - De certo modo.

Tem um problema embara�oso e cabe-me resolv�-lo por ele.

E pode?

Quanto mais nos aproximamos de Robespierre,

mais pr�ximos estamos da guilhotina.

Adeus, senhoras. - Boa noite.

Boa noite. - Boa noite.

Cecile!

Preciso de ti. - J� vou, minha senhora.

Que flores t�o bonitas. S�o para mim? - Sim.

Quer dizer, obrigado, mas n�o. S�o para a La Touraine.

Por favor, cidad�. Leva-lhas? - J� � tarde, cidad�o.

Significaria muito para mim.

Boa noite, vemo-nos amanh�.

Boa noite.

Cecile?

Cecile?

Cecile, chamaste uma carruagem para mim?

Sim, minha senhora.

Querida Cecile.

Boa noite, cidad�. - Percy!

Parece que teve um choque, minha cara.

Condutor! Para a Rue St. Andre des Arts.

Rue St. Andre des Arts.

Pare.

Espere por mim.

� um clube privado, cidad�o! - Cidad�o?

Sou baronete, senhor, e h�spede da sua detest�vel Rep�blica.

Exijo saber o nome deste estabelecimento.

N�o h� necessidade para brandir isso, meu bom homem.

Fui enviado com a recomenda��o do Conde de Lameth.

Ele est� c� esta noite?

Foi guilhotinado no m�s passado, senhor.

Deus meu, foi? Que inconveniente.

Era um belo homem para apostas, o velho conde.

Procura jogar, senhor?

Sou um lorde ingl�s, que mais faria aqui?

Raios! Que desastrado.

Permita-me.

Recomendarei a sua dilig�ncia de porteiro aos membros.

Fique com isso.

Senhor.

Todos os seus rel�gios pararam, meu bom homem.

� uma tradi��o do clube.

Marcam o momento exacto, at� ao minuto,

que sua graciosa majestade, o Rei Lu�s, aben�oado seja,

conheceu a morte �s m�os de assassinos cru�is.

Um acontecimento muito tr�gico.

N�o o encar�mos de bom grado em Inglaterra.

Tamb�m lhe devo dizer, milord,

que neste clube, por motivos �bvios, todos se tratam por "senhor".

Compreendo, "senhor". � uma precau��o sensata.

Desfrute do seu ser�o, senhor. - Assim o farei.

Boa noite, senhores. A que est�o a jogar?

Aos dados, senhor. Deseja fazer-nos companhia?

Aos dados? Sempre tive olho para isso. Desde que n�o se aposte muito alto.

Tem a sorte do diabo, senhor.

Tenho, senhor? � conhecido dele?

Considera que tem gra�a?

Considero que estou a ganhar. E isso tem gra�a.

Como � que se acha? Ou talvez n�o se ache.

Uma aposta de oito. - Cinco.

Ent�o, vou fazer a aposta principal.

Onze. O lan�ador voltou a ganhar.

A este maravilhoso estabelecimento.

Onde todos podem desfrutar de boa companhia, gracejar

e ser eles pr�prios.

Sete � o principal. - Sete � o principal.

S�o 20 contra si. - E aqui.

Sete.

De novo, por favor.

� mant�-los a rodar enquanto tem sorte, n�o?

A aposta � de seis. Contra si, senhor?

Eu duplico. - Ent�o, tamb�m o farei.

Volto a duplicar.

100?

Cubro.

Mais algu�m?

A aposta � de 12. O principal � seis. - Cinco.

Venham, pequeninos. Dois lindos seis, por favor...

Muitas vezes a sorte favorece os tolos.

� verdade, senhor.

Mas � bem melhor nascer com sorte do que com sabedoria.

Ent�o, a maioria dos ingleses deve nascer com muita sorte.

A maioria dos ingleses n�o sabe a sorte que tem por ser ingl�s.

Assim como a maioria dos franceses

n�o sabe o azar que tem por ser franc�s.

Senhor!

Apesar de duvidar que o possa compreender.

� como lan�ar p�rolas a porcos. - P�rolas artificiais.

Sim, mas porcos verdadeiros.

Champanhe, cavalheiros?

Ele venceu-o, Cavaleiro... - Idiota!

Nada de nomes... - Esqueci-me.

O D'Orly morreu, n�o?

Todos esses anos como homem! Porqu�?

� um mundo de homens, Margot. E ela queria fazer parte dele.

Mas porqu� mudar? Porqu� voltar a ser mulher?

O Cavaleiro era um realista. Ela precisava de um disfarce.

E agora ela tem o Delfim.

Temos de descobrir onde tem a crian�a, Percy.

O qu�?

Disse que temos de encontrar a crian�a.

E antes do Chauvelin.

E vamos. � simples. - Simples?

A Sra. Touraine vai dizer-me. - O qu�?

Pode correr perigo devido ao Chauvelin.

Conhece o sinal. - Sim, mas...

Quando o vir, deixe o teatro imediatamente.

Andrew estar� � espera.

Tenha cuidado, Margot.

A sua preocupa��o � muito tocante, Percy.

Percy!

O que estava a dizer?

O qu�o preocupado estava pela minha seguran�a.

Confesso que a nossa reuni�o me deixou bastante exausto.

Receio que agora nada me possa impedir de...

... adormecer gentilmente nos bra�os...

Atreva-se, Percy!

Percy?

Ele recusa comer. J� tentei de tudo.

A �ltima coisa que comeu foi h� dois dias.

Fiz-lhe uma omelete t�o saborosa.

N�o pare�a uma velha! Vai comer quando tiver fome.

N�o vai nada. J� passou isso. E nem repara em mim. Nada.

Excepto por vezes, quando brinco com isto.

Veja.

Lu�s? Lu�s!

Ol�, sou o Bombom, o teu amiguinho.

Ele tem de comer. Obrigue-o. - Ele antes gostava.

Por amor de Deus... Fumier!

Mantenha-o vivo por mais uma semana,

depois terei o Robespierre mesmo onde o quero.

Lu�s? Lu�s?

Que per�cia, Planchet. Onde a adquiriu?

Na escola La Boissire. O mais famoso mestre da Europa.

N�o aceitava qualquer aluno. Escolhia os pupilos.

Fui muito afortunado. - E muito modesto.

Tamb�m ensinou o Cavaleiro d'Orly. - Deveras?

Tem a certeza de que o Cavaleiro tem o Delfim?

Ser� que podemos alguma vez ter toda a certeza?

Mas a forma como levaram o Delfim. A forma como mataram a Sra. Jouvin.

E o Calumet.

Tudo isso tem a sua... assinatura.

Alguma vez o viu travar um duelo, Planchet?

Sim. Duas vezes. Era magn�fico.

Frio como o gelo.

N�o mostrava regozijo quando matava. Matava sempre.

Assoberba-me de confian�a.

Bem, a confian�a vem com a pr�tica. Venha.

Depressa.

Doidos.

Voltei a ter not�cias deles.

Est� na mesa.

Deram-me uma semana. Dizem que o matam se eu recusar.

E acredito que o fa�am.

Dois milh�es! Por que n�o o encontra?

Depende demasiado de mim, cidad�o. Servi-o bem, mas n�o sou m�gico.

No entanto, tenho os in�cios de um plano.

Mas necessitarei do dinheiro. - Isso � imposs�vel.

Como isco. - Isco? Como assim?

Todas as armadilhas precisam de isco, Cidad�o.

Estou certo de que o senhor, como pol�tico, est� ciente disso.

Prossiga.

Presumamos que seguimos este plano.

Ficamos com o Delfim, eles ficam com o resgate.

Mas depois, encurralo-os e recupero o dinheiro.

Parece t�o simples. - N�o, n�o ser�.

Ser� bastante complicado.

Mas vejo falhas no plano deles que ajudar�o o meu...

Se puder ter o isco.

Parece n�o haver alternativa.

N�o h� alternativa.

Muito bem, vou providenci�-lo. Mas... presumamos que falha?

Creio que ambos sabemos o que ir� acontecer, n�o?

Sim... creio que sabemos.

Quem ser� o pr�ximo, cidad�os, a defender a nossa Rep�blica?

�s armas. �s armas. Pela Fran�a e pela Liberdade!

Persuadi o Robespierre a entregar o resgate.

No final da pr�xima semana,

estaremos fora de Fran�a e dois milh�es de libras mais ricos.

Deve sentir-se muito satisfeito consigo pr�prio.

Moderadamente.

A sua complac�ncia � prematura, Chauvelin.

A St. Just vasculhou o meu camarim na noite passada.

Tem a certeza? - Bastante. Ela encontrou a m�scara.

Meu Deus.

� �bvio que � espia de Robespierre. - N�o, ainda trabalha com o marido.

A separa��o foi um embuste.

Deve partir para Estrasburgo esta noite.

Farei a troca como planeado e continuarei com o resgate.

Pensa que sou tola? - Pensa que sou mentiroso?

Ou�a, Cavaleiro...

Se o Blakeney a descobrir, colocaremos tudo em risco.

Para ambos.

Portanto, tenho de confiar em si? - Temos de confiar um no outro.

Disse que partilhar�amos este resgate e � isso que vamos fazer.

Chauvelin, at� receber o meu milh�o, considere a sua vida nas minhas m�os.

Tem de partir esta noite.

Muito bem. Mas deixe-me tratar da St. Just.

N�o, ela � minha.

Boa, Marguerite.

Muito mais inspirador do que a realidade.

Decerto que a Liberdade � a sua fonte constante de inspira��o.

Para mim, naturalmente.

Para os meus concidad�os, talvez a guilhotina tenha mais influ�ncia.

Pensava que tinha perdido o apelo.

� evidente que j� n�o re�ne tantas multid�es.

A celebridade ocasional ainda as atrai.

Uma mulher bela, por exemplo. Apesar de n�o saber porqu�, sabe?

Mas a s�rio, depois do rei e da rainha,

qualquer pessoa parece pouco.

At� Robespierre? - N�o, presumo que n�o.

lnfelizmente, n�o estarei aqui para o ver.

Ent�o, acha que vai acontecer? - � inevit�vel.

Todos os que fizeram esta Revolu��o foram destru�dos por ela.

Est� descontrolada.

Ent�o, para onde ir�? - Quem sabe?

Jante comigo esta noite, depois da pe�a, e eu digo-lhe.

Conta? - Detalhadamente.

Honra-me com a sua confian�a. - De todo.

Quando estiver pronta, espere por mim na entrada dos actores.

Sabe o quanto aprecio a sua companhia.

Sim, Paul, sei.

A carruagem est� � espera? - Deve estar, minha senhora.

Mandei cham�-la antes da pe�a.

Entre.

Pode correr perigo devido ao Chauvelin.

Conhece o sinal.

Quando o vir, deixe o teatro imediatamente.

Andrew estar� � espera.

St. Cloud. Ch�teau Garonne.

N�o h� motivo para pressas. Encomendei uma ceia fria.

Lamento imenso, Paul. Estou indisposta.

Decerto que n�o me ir� desapontar. Estava t�o ansioso por este ser�o.

Receio que n�o fosse grande companhia.

N�o precisa de brilhar, a sua presen�a basta.

Afinal, somos velhos amigos. E uma promessa � uma promessa.

Espere aqui.

Tem de beber. Tem.

V� l�, Lu�s! S� por mim?

Vim buscar o rapaz.

Como assim, veio busc�-lo? Onde est� o Chauvelin?

O plano mudou. - Ele n�o me disse.

Bem, estou a dizer-lhe agora, Fumier.

Deve permanecer aqui e eu devo levar o rapaz.

N�o! N�o!

Foguetes Congreves...

S�o brinquedos bonitos, mas n�o s�o armas de homem.

Quem � o senhor?

Procuram-no aqui Procuram-no acol�...

J� deve ter ouvido o resto? � uma can��o mesmo tola.

Blakeney.

Veio sozinho?

Porqu�? la fazer uma proposta? - Sim, propunha-me a mat�-lo.

Isso ser� muito interessante. Nunca fui morto antes.

H� sempre uma primeira vez.

Nada muito floreado, Cavaleiro. Estou um pouco destreinado.

Minha nossa, senhor/senhora. Eu gostava desta camisa.

Que pena que n�o tenha p�blico.

O senhor � o meu p�blico.

Aqui, Cavaleiro!

Toda a sua vida foi um desempenho, n�o?

Nunca soube quem era! Ou at� o que era!

Teve de se inventar. - Apare�a e lute!

N�o existe!

Maldito seja!

Pano.

Para a guilhotina, Para a guilhotina,

Mandem-nos para a guilhotina...

Primeiro o Rei, Depois a Rainha

Mandem-nos para a guilhotina...

Majestade!

Lu�s Capeto! Lu�s Capeto!

N�o vou mago�-lo!

Sangue!

Sempre suspeitei

que tinha uma natureza mercen�ria, Chauvinista.

Chauvelin. Largue o rapaz.

A sua parceira neste empreendimento absurdo est� morta.

Os meus agradecimentos, nunca confiei nela.

Pouse-o.

Pode falhar facilmente com esse brinquedo.

A luz � incerta e poder� acertar na crian�a.

� verdade.

Ser� que vou falhar agora?

Isso � impulsivo, melodram�tico e pouco eficaz.

Pouse o rapaz. - N�o.

Percy!

V�, continue. Se vai faz�-lo, despache-se.

� uma mulher a menos, posso sempre arranjar outra.

Vai perd�-la, � crian�a, e depois a sua vida.

Prima o gatilho, meu caro. Prima o gatilho.

Lu�s!

N�o fique a� especada, Marguerite! - Sim.

Arriscou a minha vida!

Conhe�o-o demasiado bem, assim como a senhora.

Odeio-o!

E agora, arruinou o meu vestido!

Chauvelin, Chauvelin!

Matou-a? - N�o, foi o Blakeney. Tem o rapaz.

O que raio vamos fazer agora? - Ela pode salvar-nos.

O que � isto?

N�o a reconhece?

La Touraine!

Ali�s, Cavaleiro d'Orly, l�der do grupo que raptou o Delfim.

Segui-a at� ao Ch�teau Garonne. E matei-a.

Vai receber um relat�rio detalhado.

Disse que era o Cavaleiro d'Orly? Como poderia? Ele era um homem!

N�o, pensava-se que era um homem. Era assim que conseguia desaparecer.

Qu�o estranho. De facto, not�vel.

Sempre o subestimei, Chauvelin. As minhas desculpas.

Ent�o, onde est� o Delfim? - Encontrei-o morto.

E enterrei-o nos jardins do ch�teau.

Morto? O que vou fazer agora? E agora?

Estou a tratar disso, cidad�o...

Aqui estou eu, o seu amiguinho Bombom.

Onde o encontrou? - No teatro.

A semelhan�a � extraordin�ria.

Desempenhar� o papel bastante bem, n�o acha?

Ser� o nosso pequeno segredo. N�o, cidad�o?

Boa!

� bom voltar a v�-lo a sorrir.

Parece estar suficientemente bem, mas nunca ser� rei.

Por que quereria ser? - Falou como uma boa republicana.

Um dia n�o haver� reis, Percy.

Minha cara Liberdade, tem o dom da profecia?

Tenho uma prenda para si. Algo que outrora deitou fora.

Bem-vinda a casa, Lady Blakeney.

Legendas por: Lucile_7

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