All language subtitles for S1E1 - The Scarlet Pimpernel

af Afrikaans
ak Akan
sq Albanian
am Amharic
ar Arabic
hy Armenian
az Azerbaijani
eu Basque
be Belarusian
bem Bemba
bn Bengali
bh Bihari
bs Bosnian
br Breton
bg Bulgarian
km Cambodian
ca Catalan
ceb Cebuano
chr Cherokee
ny Chichewa
zh-CN Chinese (Simplified)
zh-TW Chinese (Traditional)
co Corsican
hr Croatian
cs Czech
da Danish
en English Download
eo Esperanto
et Estonian
ee Ewe
fo Faroese
tl Filipino
fi Finnish
fr French Download
fy Frisian
gaa Ga
gl Galician
ka Georgian
de German Download
el Greek
gn Guarani
gu Gujarati
ht Haitian Creole
ha Hausa
haw Hawaiian
iw Hebrew
hi Hindi
hmn Hmong
hu Hungarian
is Icelandic
ig Igbo
id Indonesian
ia Interlingua
ga Irish
it Italian
ja Japanese
jw Javanese
kn Kannada
kk Kazakh
rw Kinyarwanda
rn Kirundi
kg Kongo
ko Korean
kri Krio (Sierra Leone)
ku Kurdish
ckb Kurdish (Soranî)
ky Kyrgyz
lo Laothian
la Latin
lv Latvian
ln Lingala
lt Lithuanian
loz Lozi
lg Luganda
ach Luo
lb Luxembourgish
mk Macedonian
mg Malagasy
ms Malay
ml Malayalam
mt Maltese
mi Maori
mr Marathi
mfe Mauritian Creole
mo Moldavian
mn Mongolian
my Myanmar (Burmese)
sr-ME Montenegrin
ne Nepali
pcm Nigerian Pidgin
nso Northern Sotho
no Norwegian
nn Norwegian (Nynorsk)
oc Occitan
or Oriya
om Oromo
ps Pashto
fa Persian
pl Polish
pt-BR Portuguese (Brazil) Download
pt Portuguese (Portugal)
pa Punjabi
qu Quechua
ro Romanian Download
rm Romansh
nyn Runyakitara
ru Russian Download
sm Samoan
gd Scots Gaelic
sr Serbian
sh Serbo-Croatian
st Sesotho
tn Setswana
crs Seychellois Creole
sn Shona
sd Sindhi
si Sinhalese
sk Slovak
sl Slovenian
so Somali
es Spanish Download
es-419 Spanish (Latin American)
su Sundanese
sw Swahili
sv Swedish
tg Tajik
ta Tamil
tt Tatar
te Telugu
th Thai
ti Tigrinya
to Tonga
lua Tshiluba
tum Tumbuka
tr Turkish
tk Turkmen
tw Twi
ug Uighur
uk Ukrainian
ur Urdu
uz Uzbek
vi Vietnamese
cy Welsh
wo Wolof
xh Xhosa
yi Yiddish
yo Yoruba
zu Zulu

Original subtitles

O Pimpinela Escarlate

Argumento de

Baseado nas obras de

Fran�a, 1780

Marguerite, Armand... Armand...

Lembrem-se, lembrem-se...

Marqu�s de St. Cyr, os meus filhos lembrar-se-�o...

Aprendam com isto!

O povo est� a vingar-se, Cidad�o Robespierre.

N�o podemos permitir esta situa��o.

Bem? - Nada.

Nada? O que se passa consigo, Fumier?

N�o conseguimos quebr�-lo, cidad�o.

N�o quero que o quebrem, quero que fale.

Boa noite, Sr. Danby.

Chamo-me Chauvelin e chefio o Comit� Central de Vigil�ncia.

Est� aqui para responder �s minhas perguntas.

Sabemos que o seu l�der � ingl�s. Sabemos que � um lorde.

E sabemos que tem trabalhado para ele.

Admiro-o, Sr. Danby.

A sua resist�ncia � not�vel, assim como a sua coragem.

Mas tem as lealdades trocadas.

Mais de 200 prisioneiros, a maioria condenados � morte,

e todos eles traidores da Fran�a,

enganaram a justi�a devido �s conspira��es deste homem.

Quero o nome dele.

O Pimpinela Escarlate.

Come�ava a pensar que tinha perdido a l�ngua

juntamente com as unhas dos p�s.

S�o horas!

A barca vai lev�-la � costa. Boa sorte, menina.

Finalmente chegou o momento em que posso desfrutar

dos carinhos do homem que adoro.

V�o-se, d�vidas e medos!

Vinde a mim, meu amor.

As �rvores abrigar-nos-�o de olhares curiosos

e dar-lhe-ei o meu cora��o!

Minette! - Armand!

Danby foi preso! - Meu Deus! Porqu�?

� melhor que n�o saiba. Ou�a, Minette...

N�o h� tempo. Volto a entrar dentro de um minuto.

Posso ficar consigo? Ficar por uns dias?

N�o foi seguido? - N�o.

Fora! N�o podes for�ar a entrada! Quem � este rufiazito?

Um amigo.

Depressa, Solange!

O que se passa? - N�o posso dizer-lhe.

Tem a ver com o Pimpinela Escarlate, n�o?

Querido, n�o quero que se envolva. - N�o me envolvo, prometo.

Por favor!

V�! - Obrigado, minha querida Minette.

Pronto.

Robespierre.

� um verdadeiro dandy, n�o?

Parte para o Clube Jacobino �s 11. Podemos acertar o rel�gio por ele.

Tem a certeza que Danby est� aqui? - Trouxeram-no ontem.

Ent�o, tentaremos vir busc�-lo esta noite.

Venham, rapazes!

Fica aqui.

Palais de Justice!

Viva o Rei, onde quer que esteja.

O nome, Sr. Danby, o nome!

D�-me o nome!

D�-me o nome!

N�o devemos abusar da hospitalidade.

A carruagem de Robespierre. - Mesmo a tempo.

S� uma palavra, cidad�o...

Percy!

O que est� a fazer?

Ele falou, Chauvelin? - Falar�.

Quero terminar esta farsa. Estamos a ser gozados.

Venham!

"Perdoe-me por pedir emprestada a carruagem."

Pierre. N�o entres.

Obrigado, Marie.

O barco vem depois do anoitecer.

Vamos levar o James para bordo antes dos outros.

Est� tudo pronto, milord.

Sabem que v�o partir esta noite? - Sim. A mar� alta � �s oito.

Estou-lhe extremamente grato, Sr. Gerbier.

Compreendo a f�ria do Comit�. E reconhe�o o meu falhan�o.

Mas pe�o permiss�o ao Comit� para ir para Inglaterra.

Entre os emigrados salvos pelo Pimpinela

poder� haver v�rios que t�m alguma no��o da sua identidade.

Pessoas que ainda t�m parentes presos aqui.

Concordam?

Para mais, proponho a pris�o de um tal de Gerbier

e de Armand St. Just.

Naturalmente.

Armand St. Just! Est� preso!

Vista-se.

E a senhora, cidad�...

Mal a conhe�o! S� a conheci na noite passada.

Muito bem. Revistem o s�t�o.

Cidad�o Gerbier!

Marie! Marie!

N�o, n�o!

James...

N�o lhes disse nada.

Nem me ocorreu tal coisa.

Percy...

Onde est�? - Estou aqui...

N�o confie nela.

Dan�a comigo, Sir Percy?

Dan�ar com a minha mulher, minha senhora?

Duvido que a sociedade tolere tamanha afecta��o.

Percy, a� est�. Venha divertir-me!

lnfelizmente, Sua Alteza Real,

sou apenas capaz de humor de carruagem.

Humor de carruagem, Percy? O que diabo � isso?

O coment�rio mordaz que nos ocorre quando deix�mos a festa

e vamos a caminho de casa.

Suzanne?

Suzanne?

Marguerite!

Marguerite St. Just!

H� quanto tempo est� em Inglaterra? - H� menos de uma semana.

Andrew, esta � a minha querida amiga,

Suzanne de Tourney!

Deve ter passado pelo menos um ano...

Queira desculpar-nos...

Farei melhor do que isso e deix�-las-ei em paz.

Mas s� se prometer voltar a dan�ar comigo.

Prometo!

Que coquete.

Est� em Inglaterra h� menos de uma semana

e j� tem Sir Andrew Ffoulkes cativo.

Conhece-o bem? - � o maior amigo de Percy.

Portanto, casou com o seu lorde? - Ele insistiu!

E � feliz?

Dizem que o amor � uma doen�a e o casamento a sua cura.

E Armand est� em Inglaterra? - N�o.

Ainda trabalha numa tipografia de Paris,

mas trocamos correspond�ncia.

Sempre foram chegados.

Armand � a �nica fam�lia que tenho. Tenho saudades dele.

E agora diz-me que est� apaixonado. - Armand, apaixonado?

Por Minette Roland.

A sua protegida no Theatre des Arts?

Sim, e parece que se tornou muito popular.

Especialmente com Armand! - Especialmente com Armand.

Ouvi dizer que esteva presa. - La Force.

Minha nossa! Qual foi a acusa��o? - A do costume. Suspeita de trai��o.

Mas foi absolvida? - N�o.

Fui salva pelo Pimpinela Escarlate.

Ouvi dizer que � o Duque de Beaufort.

Disseram-me que era o Conde Montfichet.

E a mim, que era Lord Dimsbury,

apesar de temer que a perna de pau seja uma desvantagem.

N�o sabia que ele tinha uma. - Tem v�rias.

V�rias?

Uma para passeios comuns, outra para montar a cavalo

e uma muito suave, de tecido, para fazer amor.

Por que necessitaria de uma perna de pau para isso?

S� posso presumir que seja uma quest�o de equil�brio.

Passavam a vida a mudar-nos de s�tio e sempre de noite.

Por�m, reconheci uma das casas.

Recorda-se de Madame Volney?

A professora de canto na Rue St. Jacques.

Sim, no n�mero 23. - Foi l� que nos conhecemos!

Foi a� que ele nos escondeu.

Aquela velha tape�aria, a das filhas de Tebas,

ainda estava pendurada na escadaria.

E, no entanto, nunca lhe viu a cara! - A nenhum deles!

Foi t�o rom�ntico.

Veja...

Uso o s�mbolo dele.

Metade das mulheres de Londres

est� apaixonada por um homem que n�o conhece.

No entanto, at� podem conhec�-lo!

� isso que torna tudo t�o deliciosamente intrigante!

Desculpe, Lady Blakeney, mas... - Est� desculpado.

V�, Suzanne...

E se se cansar dele, pise-lhe os dedos.

Soberbo, soberbo.

Ou�am todos! De novo! De novo, Percy! � de mestre!

Procuram-no aqui... - Procuram-no acol�...

Os franci�s procuram-no Por toda a parte.

Estar� no C�u - Ou no Inferno?

Aquele esquivo Pimpinela!

Ultrapassou-se, Percy.

Nem por isso, senhor, fui s� de mal a verso!

Cidad� St. Just!

Paul!

J� quase que me tinha esquecido o qu�o bela �.

Por que est� aqui?

Vim celebrar o anivers�rio do Pr�ncipe de Gales.

Vim em substitui��o do embaixador.

Est� de cama com uma gripe ou uma amante.

Chauvelin!

O seu novo papel fica-lhe bem,

mas a verdade � que sempre escolheu os seus pap�is com extremo cuidado.

O que quer?

O que j� n�o posso ter, Lady Blakeney.

Decerto n�o tem medo de mim? - Nunca tive medo de si.

Uma vez precisei da sua ajuda e... - Precisou da minha ajuda!

... estava disposta. Por vezes estava muito disposta.

Era uma tola.

N�o, mas disseram-me que casou com um.

Desculpe, Lady Blakeney... Ao seu dispor...

Sir Percy pediu para se lhe juntar.

Claro, j� vou, Tony.

Como est� o seu irm�o, Armand? Teve not�cias dele recentemente?

Como assim?

Vamos ter com o seu marido? Gostaria imenso de o conhecer.

Percy, um brinde �s encantadoras senhoras.

Ador�vel, ador�vel. Aproximem-se, aproximem-se.

Senhoras, um brinde.

Que beijemos onde nos agradar e que agrademos onde beijamos!

Minha cara Lady Blakeney!

Senhor, as minhas mais abjectas e humildes desculpas.

Afoguei completamente a sua gravata.

Como posso reparar tamanha desastrez?

N�o tem import�ncia. � apenas uma gravata.

Apenas uma gravata?

Meu caro senhor, uma gravata � a apoteose dos acess�rios do pesco�o.

Uma gravata distingue um homem refinado

do puramente vulgar.

Desdenha a severidade do len�o.

� a �nica pe�a de vestu�rio que expressa verdadeiro individualismo.

E quer seja feita de renda, de seda ou do melhor tecido,

alimenta-se de engenho, originalidade

e, acima de tudo, de personalidade, at� ao �ltimo la�o ou n� engenhoso.

Bravo, Percy, bravo!

Os frequentes ditos espirituosos do seu marido s�o muito agrad�veis,

Lady Blakeney.

N�o t�o agrad�veis quanto os seus ocasionais sil�ncios.

Este � o Sr. Chauvelin, Sua Alteza Real.

Do Minist�rio da Justi�a franc�s.

Justi�a? Na Fran�a?

Tudo limpo, por Deus, senhor!

� uma express�o de cr�quete, Sr. Chauvinista.

Chauvelin. - Ou isso.

Atrevo-me a dizer que n�o seja um jogo com que est� familiarizado.

N�o, senhor.

Se a vossa nobreza tivesse jogado cr�quete,

podiam ter mantido as cabe�as.

Duvido que um jogo pudesse alterar o rumo da Hist�ria.

Minha nossa, senhor, o cr�quete podia.

Lady Blakeney acha o jogo um tanto ou quanto entediante,

n�o �, minha senhora?

Tem todo o entusiasmo de um cemit�rio coberto por neve.

Receio que esteja para al�m da sua compreens�o feminina.

Deveras.

Mas a altura em que um ingl�s mais se assemelha a um amante,

quando os seus olhos se avivam,

o cora��o dispara e a cara se ilumina,

� a altura em que contempla uma bolinha com lux�ria.

Tenho o meu desporto, minha senhora, e sem d�vida que tem o seu.

Por que n�o vem a Blakeney Hall

ver um jogo com os seus pr�prios olhos?

Passe o fim-de-semana connosco!

Lady Blakeney ficar� encantada por o receber,

n�o, minha querida?

� muito am�vel, Sir Percy.

Ent�o, vir�?

Aguardo ansiosamente.

Maravilhoso! - Lady Blakeney...

Percy, por que o convidou?

� sempre agrad�vel renovar velhas amizades, n�o?

Mas n�o o conhece. - Mas a senhora conhece, n�o?

Lady Blakeney.

N�o me reconhece? Sou Angele St. Cyr!

N�o me interessa quem �, minha senhora!

Mas sugiro que se ausente at� estar apresent�vel.

Como se atreve, senhor? - Como me atrevo a qu�, senhor?

Insultou-a! Pe�a desculpa.

Quem raios � este atrevidote?

Sou o Conde de Claris de Florian e exijo satisfa��es!

E aposto que as receber� antes que a noite acabe.

Um duelo, senhor!

Deus nos valha, que coisinha excit�vel �!

Procura fazer de mim uma alfineteira?

Deveria saber que os duelos est�o proibidos em Inglaterra.

S�o maus para a digest�o e arru�nam a roupa.

Recusa?

Nunca luto com uma pessoa que n�o me tenha sido apresentada.

Mas n�o fique a� a retorcer-se como um porco-espinho afrontado,

leve a senhora para casa, senhor. Leve a senhora para casa!

Por que, em nome dos C�us, continua o Pimpinela a traz�-los?

Est� a tornar-se numa invas�o!

Cidad�o Gerbier. Traidor da Rep�blica.

O que foi? - Nada.

Fui esgrimir em Whites na semana passada com o jovem Dewhurst.

A protec��o dele partiu-se e ele acertou-me. � um arranh�o!

Deixe-me ver... - N�o!

Minha nossa, minha senhora, n�o me exalte!

Obrigado, Robert.

Obrigado pelo que fez. - Pelo que fiz?

E o que foi isso? - Angele St. Cyr.

A desgra�ada estava enfrascada. - Queria matar-me.

Surpreende-a?

Na mesma semana em que nos cas�mos, Marguerite.

Na mesma semana. Lembra-se?

Sim, mas lembro-me do qu�o apaixonados est�vamos.

O Marqu�s, a Marquesa, as crian�as, foram todos executados.

Por que os denunciou?

Pensei que me amava.

Devo��o cega, minha senhora? � isso que exige de mim?

Nunca me deu um motivo.

Por que necessitaria de um se me ama?

Parece que vai ser outro dia perfeito.

Sempre esta m�scara de indiferen�a.

Todos usamos m�scaras ocasionalmente.

At� a senhora.

N�o tenho escolha. - Nem eu.

Uma vez disse-lhe que a minha vida era sua.

Sim. E acreditei em si.

Por que voltou as costas � Fran�a?

Vi a Revolu��o tornar-se em vingan�a.

E era t�o culpada como os outros.

Acha que a Liberdade pode ter um nascimento f�cil?

Sem barafunda, sem sangue?

O que quer, Paul?

Quero que me ajude a salvar o seu irm�o.

Est� preso em La Force.

N�o acredito em si.

� verdade. - Por que crime?

Diga-me!

Trabalhar com os inimigos da Fran�a. - Isso � absurdo!

Vi as provas. Tenho as m�os atadas.

Mas se me ajudar e formos bem sucedidos,

Armand poder� vir ter consigo a Inglaterra.

Se formos bem sucedidos? A fazer o qu�?

A encontrar o Pimpinela Escarlate.

Isso � imposs�vel!

Ou�a-me, Marguerite. Agora � uma aristocrata.

� convidada para todos os bailes, todas as recep��es.

Est� no centro da sociedade. Assim como o Pimpinela.

Dever� ser f�cil para si, uma actriz com tanto fasc�nio,

com tanto talento para demonstrar.

N�o!

Encara este homem como um her�i? As pessoas que salva s�o in�teis.

A pobreza e a injusti�a nada significam para elas.

Paul, viva no mundo delas e em breve descobrir� porqu�.

� verdade que nada os toca. � verdade que n�o t�m compreens�o.

Mas ser� que isso justifica a morte?

Este homem � um inimigo da Revolu��o.

E pode ajudar-me a encontr�-lo.

E se n�o puder, ou se me recusar?

Ent�o, nada terei com que negociar a vida do seu irm�o.

Vamos?

Uma can��o! V�, minha senhora, uma can��o!

N�o, Percy!

Vai negar-se, quando todos sabemos

o quanto a sua voz espelha a sua beleza?

Rogo-lhe, poupe-me!

Terei de a incitar?

Incite � vontade, senhor. N�o cantarei.

O que � uma exposa, sen�o o inexplic�vel com saiotes?

E o que ser� um marido, sen�o um mand�o de ceroulas?

Receio que tenhamos de ir, Percy.

Lady Blakeney, os nossos agradecimentos.

N�o, n�o, n�o!

Temos de terminar este ser�o

com uma can�oneta em nome do Sr. Charlat�o.

Uma can��o!

Uma can��o francesa que faz furor em Londres!

"�a Ira"! Aproximem-se!

�a ira, �a ira, �a ira...

Em Fran�a H� uma Revolu��o

�a ira, �a ira, �a ira...

Cuidado com o que dizem Ou perdem a cabe�a.

�a ira, �a ira, �a ira...

Passem o tempo, Vejam uma execu��o

�a ira, �a ira, �a ira...

Un, deux, trois E caem mortos

�a ira, �a ira, �a ira...

Ou�am a hist�ria De Maria Antonieta

�a ira, �a ira, �a ira...

Nunca viram Nada mais sangrento...

Tenho de falar consigo.

� tarde, minha senhora. N�o pode esperar at� de manh�?

Por favor!

Armand est� na pris�o.

N�o est� nada!

Chauvelin contou-me.

E diz, diz...

Diz o qu�, minha senhora?

Diz que n�o pode fazer nada para o ajudar.

Deveras?

Pareciam invulgarmente pr�ximos em Carlton House.

Por favor, ajude-me, Percy.

O que � este homem para si? - Nada.

O que foi ele para si?

Uma vez falou-me do Ver�o que passou com os St. Cyr.

Qu�o bem a sua fam�lia os conhecia.

A minha fam�lia tamb�m os conhecia.

�ramos rendeiros na propriedade deles.

�ramos tratado como o gado.

O meu pai pediu justi�a.

Comida simples.

Enforcaram-no e enforcaram a minha m�e com ele.

Eu tinha 12 anos, o Armand tinha nove.

Por�m, sobrevivemos.

Depois, quando veio a Revolu��o, ouvi dizer, quase por acaso,

que o Marqu�s conspirava com a A�stria.

Eu era conhecida, uma actriz popular.

O s�mbolo ideal da Liberdade e da Revolu��o.

Paul, o Chauvelin, facilitou-me tanto as coisas. Tanto.

Disse-me para lhe dar o St. Cyr, que poderia vingar-me.

E depois, quando fiz o que me pediu, matou-os a todos.

Percy, se alguma vez me amou, ajude-me agora.

Armand � franc�s e est� sujeito � lei francesa.

Mas � amigo do Pr�ncipe. Conhece Lord Greenville.

Estive em Harrow com o Greenville. � um caso perdido no cr�quete.

N�o imagino por que o Pitt o nomeou Secret�rio dos Neg�cios Estrangeiros.

Mas nunca interviria num assunto destes. N�o se faz.

Para mais, a Fran�a est� em guerra com a A�stria

e, sem d�vida, seremos os pr�ximos...

Armand... Percy! � o meu irm�o! - Acalme-se, minha senhora.

O meu desejo natural de ajudar Armand

� restrito por circunst�ncias que v�o para al�m dos meus poderes alterar.

N�o posso ajud�-la.

Devia mesmo tratar dessa tosse, Sr. Fumier.

Enviaste mensagens a Sir Andrew e Lord Anthony?

Enviei.

D� isto a Lady Blakeney. Explicar� a minha partida s�bita.

Mant�m um olho no Chauvelin

e, especialmente, no repulsivo Fumier.

A que horas � a mar� da manh�? - �s seis e um quarto, senhor.

Dinheiro e documentos? - Est�o nos alforges.

Onde estaria sem ti, Fisher?

Boa sorte, Sir Percy. - Obrigado, Fisher.

Bom dia, minha senhora. De Sir Percy.

"Minha senhora, espero n�o ter incomodado o seu sono

"com a minha partida s�bita,

"mas tinha esquecido completamente

"uma aposta que fiz com Sir Harry Lacey

"da frota Cumberland,

"para fazer uma corrida com o Daydream

"contra o iate dele, o Cle�patra, de Greenwich at� Gravesend.

"As minhas mais sinceras desculpas ao Sr. Chauvelin.

"Deploro n�o poder estar presente para me despedir dele,

"mas, sem d�vida, ele prefere a sua companhia � minha.

"Percy. "

Bom dia, Lady Blakeney. - Uma manh� perfeita.

� tudo.

Levanta-se cedo, senhor. - Tem mem�ria curta.

Sir Percy ainda est� deitado? - Minha nossa, n�o.

Tem uma corrida com o iate dele no Tamisa esta manh�.

� uma paix�o dele.

Assim como a paix�o pelo cr�quete e por gravatas.

�, obviamente, um homem muito apaixonado.

Sr. Chauvelin... - Paul...

E como casou com uma mulher muito apaixonada,

deve ser um casamento perfeito.

Sim, perfeito.

Poder-se-ia dizer que quase � perfeito demais.

� bom demais para ser verdade, n�o � assim o ditado?

Como o desempenho que est� a fazer agora.

Esqueceu-se de qu�o bem a conhe�o, Marguerite.

Qu�o intimamente.

Sim, � assim que me recordo de si. Este � o verdadeiro Paul Chauvelin.

Com inquisi��es, com dor. A sua verdadeira paix�o!

Dizem que h� um tolo em todos os casamentos.

Deve haver dois no seu.

Est� tudo pronto, cidad�o. - J� vou, Fumier.

Vou regressar a Paris.

Daqui a duas semanas, o seu irm�o ser� julgado.

N�o h� d�vidas quanto � senten�a...

Encontre-me o Pimpinela!

Como poderei?

Adeus, Lady Blakeney.

Espere!

H� algo! H� algo, Paul!

Ou�a-me! Ou�a-me!

Algo? Que algo?

Uma casa, uma casa em Paris. Utilizada pelo Pimpinela.

Um esconderijo para aqueles que ele salva.

Como sabe isto? - Suzanne de Tourney.

Levaram-na para l� e ela recordava-se da casa.

Rue de St. Jacques, n�mero 23.

�ptimo. Est� a ver? � f�cil.

Fale com os outros emigrados. Lev�-la-�o a ele.

E o Armand? - Armand. Pois.

Isto deve atrasar o assunto.

Prometa-me! Prometa-me, Paul! - Farei o que puder.

Aguardo por mais not�cias suas. - Vai t�-las.

Eu sei que terei.

Mais uma coisa...

Num encontro recente com o Pimpinela, alvejei-o e feri-o.

Poder-lhe-� ser �til.

Desejo-lhe uma boa ca�a, Lady Blakeney.

Minha senhora?

Por que est� a porta trancada?

O escrit�rio de Sir Percy est� sempre trancado, senhora.

Destranque-a.

Sir Percy ordenou que n�o o fizesse. - Destranque esta porta, Fisher.

Se n�o a destrancar, vou mandar arromb�-la.

E ser� despedido.

S� Sir Percy tem as chaves das gavetas, Lady Blakeney.

Temos de descobrir onde o Armand est� cativo.

Mas como, Percy?

Arturo!

Percy, meu nobre cortador!

Venha, venha! Fa�o anos! Fa�o 22 anos!

La petite, uma dan�a que est� a varrer Paris, milord.

At� a guilhotina est� a ficar na moda.

Sem d�vida que o Cidad�o Robespierre iria aprovar.

Robespierre... Robespierre ir� longe.

Porqu�?

Porque acredita em tudo o que diz. Um dia espero mijar-lhe na campa!

N�o t�o depressa, senhor. Creio que � melhor vir connosco.

Abaixo os jacobinos! Abaixo a Revolu��o!

Meu caro, n�o esteja com rodeios, diga o que lhe vai na mente.

Digo sempre aquilo que penso, senhor.

Mas tenho sempre cuidado com quem falo.

O incorrupt�vel em pessoa. Ao estilo de David.

Est� a lisonge�-lo, senhor. - Tal como David.

Lisonjeio qualquer um deles pela soma adequada.

At� aquela g�rgula bexigosa do Marat!

Deixa-me livre para o meu outro trabalho.

Boucher, Bronzino, Rubens. Ela tem uma pele de p�rola!

Onde est� o Mazarini? - O Mazarini?

N�o tenho uma pincelada original no corpo.

O que quer, caro amigo?

Cinco cartas, assinadas e seladas, dando autoriza��o para deixar Paris.

Uma para uma mulher.

Vai precisar de certificados civis.

E passes do Comit� de Vigil�ncia Central.

Agora, a assinatura de Chauvelin, a minha obra-prima.

Sir Percy! Sir Percy!

Minette, sua trapaceira ador�vel! Como est� o teatro?

A abarrotar cada noite que representamos.

Marguerite veio consigo? - lnfelizmente, n�o.

Para lhe dizer a verdade, querida criatura,

passei por tamanha indecis�o que me esqueci de lhe perguntar!

Ela est� bem? - Deveras. Mas teme por Armand.

Estava na Conciergerie, mas mudaram-no de s�tio.

Pode encontr�-lo? - N�o conseguem?

Somos estrangeiros, menina. Aristocratas ingleses.

E precisamos de ser... discretos.

S�o da Liga!

� o Pimpinela Escarlate?

N�o, menina. - Mas est� pr�ximo dele.

N�o posso ajud�-los.

Vivo nesta cidade, milord. E � isso que pretendo fazer. Viver.

Mas Armand pode morrer. - � pedir assim tanto?

Conhecem o Caf� Mechanique? - Em St. Dennis.

D�em-me o dia de amanh� para o encontrar

e encontramo-nos l� no dia a seguir. �s onze horas.

As pris�es est�o a abarrotar. Prenderam imensos suspeitos.

N�o ser� f�cil. - N�s sabemos. Obrigado, menina.

Podem agradecer-me se o encontrar.

Menina, as pessoas ir�o ver.

Percy!

L� vai o Tony...

E presumo que a sua virgindade com ele.

Acho que n�o vai ter saudades!

Um brinde! Um brinde!

A Arturo Mazarini!

Aos seus amigos e aos meus. Ao amor passageiro...

... e ao amor imorredoiro.

Tenham os documentos prontos, cidad�os.

Autoriza��o da sec��o, certificados c�vicos,

de viagem, de entrada, e todas as licen�as residenciais.

Marie Ballard, costureira. - Sim.

Senhora Ballard?

Posso ver as suas m�os?

Uma costureira?

Documentos muito convincentes. Onde os arranjou?

O que a traz a Paris? - Esperava ver o Armand.

Possivelmente. Ou para encontrar membros da Liga.

E inform�-los que uma certa casa j� n�o � segura.

Confiei em si para me ajudar a salvar o seu irm�o.

Ajudar a salvar o meu irm�o!

Achava que n�o sabia que foi o senhor que mandou prender o Armand?

O que dir�o a Sir Percy quando regressar a Blakeney Hall?

Que fui visitar amigos em Londres.

Portanto j� lhe mente? E ele mente-lhe?

Presuma... que ele n�o tem velejado no Tamisa.

Como assim? - Bem, poder� estar noutro lado.

Possivelmente, com outra mulher. - N�o.

Parece estar bastante certa. Porqu�?

Acha que ele gosta de si? � um objecto de um homem rico.

Seria ir�nico, n�o, se ele estivesse aqui em Paris?

Muito ir�nico.

H� imensas senhoras horizontais aqui.

Mesmo nas pris�es, os carcereiros t�m muito por onde escolher.

A jovem Marquesa de Boudin foi encontrada nua com um deles

na manh� da sua execu��o.

Que hist�ria encantadora. � �bvio que o excita.

E eu?

N�o consegue perdoar-me, n�o?

Era um objecto seu, Paul?

N�o, n�o, esteve sempre distante, mesmo nos meus bra�os.

Uma mentira. Sim, foram apenas mentiras, n�o?

E ainda s�o.

N�o me d� escolha. Vai para La Force.

Meu caro Sr. Planchet. � muito gratificante v�-lo!

E de t�o boa sa�de!

Sir Percy! � uma honra, milord.

Sir Andrew! Lord Dewhurst!

O que os traz a Paris, com os prussianos j� em Verdun?

Neg�cios, Planchet, neg�cios... E uma fuga aos neg�cios.

Muito necess�ria. E o seu casaco est� pronto!

Excelente. Estou ansioso.

O casaco de Sir Percy, Andre!

Ele � novo e ainda n�o confio nele.

Viemos libertar Armand St. Just.

Poder�o ter de ser r�pidos.

Ouvi dizer que a multid�o come�a a ficar agitada.

H� rumores de que est�o a ser incitados

a tomar as pris�es de assalto e matar os chamados inimigos da Rep�blica.

Parece que a pris�o n�o � o local mais seguro.

O Sr. Danby sobreviveu? - N�o.

Eu gostava dele.

Foi tra�do.

O casaco, Sir Percy.

Soberbo, Sr. Planchet.

E o colarinho...

O colarinho, senhor, � a sua obra-prima!

Obrigado, Sir Percy.

Andre, champanhe!

Lord Dewhurst, n�o se sente bem?

N�o, mas est� bastante exausto, Sr. Planchet.

O pobre esteve acordado quase toda a noite.

N�o conseguia dormir? - Acho que n�o deixaram.

� para Robespierre. Repare nos bot�es, milord.

E dizem que ele n�o tem sentido de humor.

Sem cabe�a, cidad�o? Presumo que n�o seja um press�gio.

Est� aqui uma pessoa para si. - Estou ocupado.

Qu�o ocupado?

Menina Roland. - Bom dia, milord.

Onde est�o os outros? - Foram dar um passeio.

Encontrou o Armand? - Est� em La Force.

Temos de avisar o Percy! - Ainda n�o!

Por que n�o?

Quero todos fora! Ou podem ficar e ser presos!

Ordens do CCV.

V�! V�! - Mas...

O senhor fica! Sente-se!

Minette! - Desapare�am!

Espere, Minette!

Desliga essa coisa!

Procuram-no aqui... Procuram-no acol�...

Os franci�s procuram-no Por toda a parte

Estar� no C�u Ou no Inferno?

N�o! Est� sentado Mesmo � minha frente.

Mas n�o rima, Chauvinista. N�o � um poema a s�rio se n�o rima.

Como est�, Sir Percy? - Toleravelmente bem.

E o senhor? - Mesmo muito bem.

Assim como Lady Blakeney.

Lady Blakeney? N�o entendo.

N�o, mas ela seguiu-me, Sir Percy. Est� aqui, em Paris.

Em La Force.

Estou certo de que ser�o acomoda��es tempor�rias.

Por outro lado, � evidente que ser� julgado.

Como inimigo da Revolu��o.

N�o estou certo de que o meu pesco�o j� esteja preparado para isso.

Onde est� o seu cavalo?

Quem est� de vigia � Rue St. Jacques? - O Duranthon e o Lacoste.

Percy! Como raios... - Onde est� o Tony?

O Tony est� morto.

Ele sabia dos riscos.

A Marguerite est� em Paris. - O qu�?

Chauvelin prendeu-a.

Portanto, agora, temos de salvar dois.

H� duas pessoas a trabalhar na rua

que parecem imensamente interessadas nesta casa.

Acha que sabem? - Talvez.

A nossa estadia poder� ser curta.

Deve ter sido um grande choque

descobrir que o seu marido era o Pimpinela Escarlate.

Especialmente depois de o trair.

Surpreende-me que nunca lhe tenha dito.

A n�o ser, � evidente, que n�o confiasse em si.

Sim, � isso mesmo.

Nunca confiou em si, na mulher francesa e republicana.

E parece que ele tinha raz�o, n�o?

Porque agora, gra�as a si, a armadilha foi colocada

e ele est� prestes a entrar nela.

N�o conte os ovos antes das galinhas.

A galinha ser� apanhada, � inevit�vel.

Para mais, por sua causa, a Liga ser� destru�da.

A Liga?

Pensaria que era �bvio.

Vou oferecer-lhe a sua liberdade e a de Armand

em troca de uma lista interessante de nomes.

Percy nunca aplacaria tal trai��o!

Vindo de si, isso � c�mico.

De qualquer modo, ele tem demasiado a perder.

Incluindo a honra. - Ou a mulher.

� um dilema interessante, n�o?

Acha mesmo que ele a veria ir para a guilhotina?

Estou-lhe profundamente grato, Marguerite. Profundamente.

Deu-me tudo. - N�o, n�o tudo.

Mesmo se conseguisse escapar-me, mesmo se conseguisse libert�-la,

sabe que Armand morreria imediatamente.

Esse � outro dilema. - Tenho pena de si.

O que a faz... - O senhor � que est� na pris�o.

Portanto, vem tro�ar de mim,

esperando que a minha ang�stia o liberte.

Mas sou mais forte do que o senhor,

porque o amor � mais forte do que o �dio.

� bom que Marguerite esteja em La Force.

Porqu�?

O t�nel.

Que t�nel?

O t�nel de De Cambray. N�o lhe disse?

N�o, Percy.

H� 30 anos, o Duque De Cambray foi aprisionado em La Force

e desapareceu simplesmente da sua cela.

Diz-se que foi com bruxaria. - Isso � uma velha hist�ria.

E uma que sempre me intrigou.

Portanto, quando conheci o De Cambray,

h� menos de um ano, em Londres, quando estava a formar a Liga,

perguntei-lhe como o tinha feito.

Claro que n�o foi bruxaria.

O pobre diabo passou cinco anos nas velhas masmorras,

a parte mais funda da pris�o, a escavar um t�nel para os esgotos.

Mas depois, e assim � que surgiu o mist�rio,

antes de escapar, escondeu inteligentemente

quer a entrada, quer a sa�da, e nunca foram encontradas.

Mas sabe onde ficam?

Gra�as ao De Cambray, sei exactamente.

Que ajuda trar� isso ao Armand?

Chauvelin est� a ficar impaciente. Venham!

Duas casas que d�o para ruas distintas.

Ambas me pertencem.

Rue Meudon. Tem amigos que a possam esconder?

Rezo que sejam bem sucedidos.

Cidad�o.

"Presumo que desculpe a nossa partida apressada.

"H� vinhos excelentes na adega. "

Estamos a ficar sem tempo.

Apoio Danton.

Por que deveriam os homens deixar Paris para lutar pelo seu pa�s...

Est� um pouco apertado aqui, Planchet.

... sabendo que este ex�rcito de traidores

ainda se encontra na pris�o?

Os tribunais est�o a ser demasiado lentos

e os julgamentos... Demasiado comprido, cidad�o.

Os julgamentos? - N�o, as mangas.

E os julgamentos. A Justi�a deve ser c�lere.

Temos de deixar o povo fazer o que h� a fazer.

O povo governa, cidad�os.

Gosto imenso dos bot�es.

Dei-lhe o Danby, o Armand St. Just e depois o Pimpinela em pessoa.

O que mais quer?

N�o � culpa minha que o deixe escapulir-se.

N�o deixe que a sua boca a fa�a perder a cabe�a, Menina Roland.

Ser� paga, por todos os seus servi�os,

no dia em que o Blakeney subir os degraus

na Place du Carrousel.

Entre, Fumier.

Cidad�o?

O t�nel do Duque De Cambray tem de ser encontrado.

Sim, cidad�o, mas n�o ser� f�cil... - Olhe para mim, n�o para ela.

O edif�cio � velho e h� partes em ru�nas.

Encontre-o. - Sim, cidad�o.

Mas caso seja necess�rio, terei de...

Quanta divers�o precisar, Fumier. Agora!

Sim, cidad�o.

Governador Thouret... - Por aqui...

Aqui em baixo.

Qual era a cela do De Cambray? - Como raios saberei?

Foi h� 30 anos, eu n�o estava c�. Agora n�o s�o utilizadas.

Antes o senhor do que eu.

Andrew!

Far-me-ia um enorme favor, Sr. Thouret,

em ir para a cadeira e ficar l� sentado.

�ptimo.

Viemos buscar um dos seus prisioneiros.

Um tal de Armand St. Just. Conhece-o? - N�o conhe�o nenhum.

Sei quantos s�o, demasiados,

mas quem s�o e por que foram presos n�o � do meu interesse.

Exacto. H� ali algum guarda?

Chame-o.

Guarda!

Pegue no mosquete do sujeito, Andrew.

Chaves.

V� com ele e encontre o Armand. E despache-se!

Armand!

Ali em cima!

Sir Percy!

� bom voltar a v�-lo, meu caro Armand,

mas n�o � altura para cumprimentos.

V�!

Despache-se, Percy!

Maldi��o!

N�o! Tem a cabe�a a pr�mio. E eu vou reclam�-lo!

Cidad�o Chauvelin, eu...

O t�nel j� foi encontrado? - N�o, mas o Pimpinela foi.

Bloqueiem os port�es.

A multid�o poder� estar a dirigir-se para c�.

Guardas!

Est� bem, Sir Percy? - Toleravelmente, Chauvinista.

E teve um dia frutuoso? - O t�nel do De Cambray. Onde est�?

Receio que n�o exista. Foi uma inven��o minha.

A prop�sito, h� quanto tempo

� que a falsa da Minette trabalha para si?

Como � que o De Cambray escapou?

Subornou o carcereiro e partiu com as vestes da mulher dele.

Onde est� Armand St. Just?

Deus meu, � t�o curioso como uma criada.

Armand est� livre como um p�ssaro.

Mas a sua mulher n�o est� e pode salv�-la.

Como?

Dando-me os nomes da sua chamada Liga

e dos traidores que trabalham consigo em Paris.

N�o me tornaria muito popular.

Que diferen�a lhe faria se tivesse a cabe�a num cesto?

Nada.

Mas como saberia que a Marguerite estava a salvo?

Dou-lhe a minha palavra. - Mas o que vale?

Isso cabe-lhe a si decidir. - Muito bem, mas depois de a ver.

A s�s.

Percy!

Bem, minha senhora. Que bela embrulhada...

Tenho de confessar que n�o � o que escolheria

para um encontro �ntimo.

Contudo, temos de aproveitar, como o marinheiro disse � sereia.

N�o me trate assim, Percy! Estamos sozinhos!

N�o h� aqui ningu�m para quem representar.

N�o estamos em Carlton House

e n�o sou a espirituosa Lady Blakeney!

Sou Marguerite St. Just. A mulher por quem se apaixonou.

A mulher que o traiu.

Traiu?

A casa... A casa na Rue de St. Jacques.

A Suzanne de Tourney conhecia-a, lembrava-se dela.

E eu contei ao Chauvelin!

Mas sabia que eu era o Pimpinela? - N�o, n�o ent�o!

Mas quando lhe pedi para me ajudar com o Armand,

parecia t�o indiferente, t�o despreocupado.

E eu n�o compreendi. Como poderia?

Por que n�o me disse, Percy? Por que n�o me disse desde o in�cio?

Quem me dera t�-lo feito.

E depois, quando soube que era o Percy,

vim avis�-lo, estar consigo, porque queria que soubesse quanto o amo.

Tenho sido mesmo tolo.

Pode perdoar-me?

Meu amor, n�o h� nada a perdoar.

Deveria ter confiado em si, ter-lhe contado tudo.

� a minha vida e nada se interpor� entre n�s.

Nada pode.

Nada pode.

Sir Percy...

Armand est� a salvo e a Marguerite tamb�m ficar�.

N�o! N�o consigo viver sem si! - Ent�o, por que n�o viver comigo?

Isso � muito rude da sua parte, Chauvinista.

Irromper como um canibal demente � espera do jantar.

Est� na hora, Sir Percy.

O tempo, sim. Que ladr�o sorrateiro.

Pode tomar a vida de uma pessoa sem que nos apercebamos.

Portanto, minha senhora,

vou despedir-me de si e desejar que durma bem.

Boa noite, milord.

Tomaremos o pequeno-almo�o?

Minha nossa! Vou ca�ar �s seis!

Pena, tinta e papel. - Qu�o atencioso.

Boa noite, Sir Percy.

Marguerite!

Cidad�os.

Esta mulher foi denunciada como traidora do nosso amado pa�s.

Uma mulher outrora tida em grande estima.

Uma figura p�blica.

Uma actriz amada e aplaudida pelo povo.

E como paga a adula��o do povo?

Tem de morrer.

Pe�o licen�a ao Comit�!

Muito bem, Chauvelin, mas seja r�pido.

Se esta mulher � deveras uma traidora ent�o serei o primeiro a conden�-la.

Mas o Comit� faz os julgamentos baseado em factos.

Estamos acostumados a den�ncias an�nimas

e sei que muitas delas s�o falsas e motivadas por vingan�a, gan�ncia...

Ent�o, confrontar� a acusadora dela. Guarda!

Diga o seu nome. - Minette Roland.

Por que denuncia a mulher St. Just?

O Cidad�o Chauvelin est� a proteg�-la.

Foi amante dele antes de casar com um certo aristocrata ingl�s...

Esta mulher trabalhava para mim como informadora.

Sim, e orgulho-me do facto...

De ter um certo talento para isso. Tinha-o mesmo.

Na cama, onde reunia a maioria das informa��es!

Era �bvio que apreciava o seu trabalho!

Mas depois, come�ou a utilizar o seu talento

para os seus pr�prios fins de forma a eliminar rivais

e comprometer...

Estamos atrasados. O que tem a dizer a acusada?

Ser� que importa o que tenho a dizer? J� decidiram que sou culpada.

N�o sou traidora. Acredito na grandeza da Fran�a e do seu povo.

Sempre acreditei.

Acreditava na Revolu��o, mas vi-a tornar-se num holocausto.

Esta semana, nas pris�es, mais de mil pessoas foram assassinadas.

O que fizeram para o impedir?

Nada!

Queriam-no!

Condenou-se a si mesma.

A sua defesa da mulher St. Just foi um s�rio erro de ju�zo.

Cidad�o Robespierre...

Liderar� a escolta quando ela for executada.

Est� entendido, Cidad�o Chauvelin?

Sim, cidad�o.

Poder� o Blakeney ser o Pimpinela?

Quem sabe? - Deveras.

Traidora!

Percy!

V�o-se, d�vidas e medos!

Vinde a mim, meu amor.

As �rvores abrigar-nos-�o de olhares curiosos

e dar-lhe-ei o meu cora��o!

Solange!

A malandra!

Como p�de enganar-me assim?

Marguerite?

Marguerite? Venha para a cama.

Promete ser outro belo dia.

Disse isso uma vez... Lembra-se? - Disse?

Ap�s a festa em Carlton House.

E disse...

Disse...

"Disse-lhe uma vez que a minha vida era sua."

Qu�o impossivelmente rom�ntico.

Ama-me, Percy? - Confesso que amo.

Mas imploro-lhe que n�o o revele a ningu�m.

Estar apaixonado pela pr�pria mulher � considerado muito pouco na moda.

E pela mulher de outro? - Muito pouco desej�vel!

E por ningu�m? - Incrivelmente desconfort�vel.

Portanto, admite preferir os esponsais,

o matrim�nio, a felicidade conjugal, numa palavra, o casamento?

Deus meu, senhora!

Casamento n�o � uma palavra! � uma senten�a!

Legendas por: Lucile_7

Can't find what you're looking for?
Get subtitles in any language from opensubtitles.com, and translate them here.