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No último episódio, deixamos Will, Penny e Dr. Smith jogando beisebol...
sem saber que um incrível mágico alienígena...
estava prestes a entrar em seu jogo inocente.
Abracadabra, alacazan...
Não!
Por favor, vá embora, senhor. Vá embora, por favor.
Quer ir embora, por favor? Ah, vá embora, senhor.
-Dr. Smith, o que foi? -O senhor está bem?
Ele se materializou bem na minha frente.
Uma criatura horrível, terrível, com um ovo.
Controle-se e conte o que aconteceu.
Meu coração não agüenta mais essas experiências traumáticas.
Não está batendo. Não sinto!
Aqui.
Falou de um alienígena, Dr. Smith.
Meus sensores só detectam a nossa presença.
Então, os seus sensores estão errados, como sempre.
Havia um monstro bem aqui! E ele pegou a bola.
Talvez tenha imaginado.
Sim, sua visão deixa muito a desejar.
Não diferencia uma bola de um taco.
Minha visão ê perfeita.
Aquela criatura se materializou bem na minha frente.
Ele voltou!
-Não vejo ninguêm. -Nem eu.
Vocês são cegos? Está bem do meu lado.
E carrega um boneco ridículo de ventríloquo.
Acho que jogou muito beisebol no sol, Dr. Smith.
Não há nada de errado comigo.
Vejo esta criatura assustadora e seu horrível boneco...
tão bem quanto seu nariz.
Não há ninguêm alêm de nós aqui.
Há, há, há.
Estou em pleno gozo de minhas faculdades mentais, e posso provar.
Dez, nove, oito, quatro, onze, vinte, quarenta e seis...
Meu nome ê Dr. Zachary... Não, não. Meu nome ê Dr. Zalto...
Ah, Cêus! Dr. Zachary Smith. É esse meu nome.
Passei dos 21 anos, mas não muito.
Tenho 80 kg de altura e peso 1 ,79 m.
Tudo bem. É fácil descobrir se há mais alguêm aqui.
-Basta perguntar ao robô. -Claro.
Não vejo, ouço ou sinto o cheiro de nada.
-Ouviu o robô, Dr. Smith. -A criatura fez isso.
Fez algo com o robô. Eu vi.
Algum feitiço ou mágica.
Não há ninguêm aqui, Dr. Smith.
Ninguêm alêm de nós.
Ele está falando comigo. Não vou olhar.
Adeus, Dr. Smith.
Mas não por muito tempo.
O senhor não está bem, Dr. Smith.
Vamos levá-lo de volta à nave.
Sim, por favor.
Não estou bem. Não estou nada bem.
Calma, Dr. Smith.
Estou muito doente.
Minhas costas são delicadas...
e meus olhos começam a me pregar peças, doutor.
Cêus! O mêdico sou eu. Não sou o mêdico?
-É o mêdico. -Sou o mêdico? Ou ê você?
Sei que sou o mêdico. Sinto isso.
FOGUETE PARA A TERRA
-Parece bom. -E o sistema de refrigeração?
-Vamos verificar. -Está bem.
-Certo. -Certo.
Não esperava vocês tão cedo. Nem comecei a fazer o jantar.
Que bom...
Trabalhamos na lavoura do espaço e não temos comida em casa.
E dizem que a nave ê o castelo de um homem.
Para se queixar ao sindicato das donas-de-casa...
só por escrito, em três vias.
Está bem, está bem. Você venceu.
-Como vai o Dr. Smith? -Não muito bem. Acabei de falar com ele.
-Ainda vê coisas? -Não mais.
Está de olhos fechados.
Na minha opinião, sempre estiveram assim.
Ele está mal mesmo, Don.
Há um jeito de saber se está mesmo doente.
-Ele almoçou? -Dois pratos.
Meu diagnóstico está correto. Não há nada de errado com ele.
Sempre imaginei que o Smith perderia a cabeça.
-Mas talvez seja uma melhora. -Não brinque com isso.
-Quer saber? Vou tentar alegrá-lo. -Faça isso.
-Will está fazendo companhia a ele. -Certo.
-Vou só terminar isto. -Não, não, não.
-Faça o jantar. Eu termino aqui. -Está bem. Aqui está.
Vou ajudar você.
Meu Deus. Estou mal. Mal.
Pode me dar um pouco de suco de fruta, por favor?
Claro, Dr. Smith.
Dr. Smith, não pode se trancar aqui para sempre.
Tire esses óculos.
Nunca. Enquanto não vir nada, estou a salvo.
Talvez sejam alucinações.
Alucinações, sei. Sou um homem prático, realista.
-Ver para crer. -Eu não diria isso, Smith.
Vejo você, mas não acredito.
Vá embora, major. Está me incomodando.
Pronto, pronto. Agora, calma. Vamos ver o que temos aqui.
Pulso: rápido. Respiração: fraca. Um exemplo clássico, William.
-Está totalmente biruta. -Saia imediatamente!
-Ele realmente não se sente bem. -Desculpe. Não quis chateá-lo.
Tire os óculos e me conte que história ê essa. Deixe-me...
Não, não. Saia! Não toque em mim. Os óculos são minha proteção.
-Don só queria ajudar. -Me ajudem me deixando em paz.
Saiam, todos. Me deixem só com minha desgraça.
Certo, Smith. Você ê quem sabe.
Dr. Smith, se precisar de algo, me chame.
Estou imaginando coisas. Melhor pôr os óculos.
Tarde demais. Tarde demais.
Não pode me ignorar. Não estou aqui.
Sou uma fantasia da sua imaginação.
Ele sofre de fadiga espacial. Já vi centenas de vezes.
Sim. Sim, fadiga espacial. É isso mesmo.
É fadiga espacial, mas não muito grave.
Acontece com indivíduos sensíveis e muito inteligentes.
Flip, flip, e ficam assim.
-Flip, flip? -lsso.
-Flip, flip. -Ah, que pena!
Tão jovem, honesto e corajoso...
É verdade, ê verdade. O que mais posso fazer?
Podemos forrar as paredes e pôr uma grade na porta.
Assim, não se machucaria.
-Que tristeza. -Que tragêdia.
-E tão jovem. -Tão jovem.
Não tão jovem.
Não tão jovem.
Devemos deixá-lo sozinho?
Por que não?
Sempre podemos voltar.
Sr. Zalto?
Sr. Zalto?
Ah, Deus.
Sei que está aí, Sr. Zalto.
Sei que está aí.
É uma ótima pessoa, Sr. Zalto, bem como seu amigo.
Mas tambêm sou uma ótima pessoa. Verá quando me conhecer melhor.
Flip. Flip. Flip.
Não sei como conseguimos manter o Chariot funcionando.
Partes improvisadas, combustível diluído, cabos usados.
E muita sorte. Mas anime-se. O novo modelo já saiu, e vamos...
levar o velho para o vendedor e trocar pelo novo.
-À vista ou a prazo? -Certo. Vamos ficar com o velho.
-Professor. -Você de novo, Smith?
-Professor Robinson. -Posso ajudar?
Preciso desesperadamente de um psiquiatra.
Minhas condições mentais pioram rapidamente.
Viu o alienígena e seu boneco de novo?
Hoje, não. Mas sei que ainda estão comigo.
Não acho que esteja tendo um esgotamento nervoso.
Há explicação para tudo.
Com certeza. Não pode ficar louco, pois já ê.
Que vergonha, Major.
Fazendo piada de um doente desenganado.
lsso só prova o que sempre disse: ê um homem frio e cruel.
Ora, doutor. Não vê que ê brincadeira?
Se quiser ajuda, sei o que pode fazer.
Aceito qualquer sugestão lógica.
Ótimo. Tome.
Dizem que o trabalho cura todos os males, Smith.
Só estou perturbado, Major, não pirei de vez.
Bem, nisso, ele está normal.
Ele está doido. Doido de pedra.
Oi, Dr. Smith. Viemos animá-lo.
Com uma conversa inteligente e palavras espirituosas.
Vão embora! Me deixem a sós com minha desgraça.
Acho que tem razão. Não há nada o que fazer.
Um momento, Will Robinson.
Sei um poema que pode animar o Dr. Smith.
Humpty Dumpty sentou no muro
Humpty Dumpty era bem baixinho
Ele caiu sua casca quebrou
Eu gostava do ovo coitadinho
Acho que vou ficar muito mal.
Ora, Dr. Smith. Cadê seu senso de humor?
Eu achei meu poema muito divertido.
É uma criação original.
É mesmo? Eu poderia jurar que era de Shakespeare.
Desculpe, William. Não sou boa companhia.
Tudo bem, Dr. Smith. Vai ficar tudo bem.
Não, William. Desta vez, ê o fim de Zachary Smith.
Eles voltaram.
Voltaram? Tem certeza?
Não vejo nada.
Porque você não está surtando, William.
Agora você nos vê. E agora não.
Ainda estão aqui?
-Foram embora. -Quero dar uma opinião.
Poupe-me de suas opiniões. O poema já foi suficiente.
Minha sanidade está por um fio.
É sobre o alienígena e o boneco.
Não são frutos da imaginação do Dr. Smith.
-Eles existem. -O quê?
Quando perguntamos, disse que não existiam.
O que significa isso?
Eu não estava funcionando bem antes.
Vou levá-los a um lugar onde terão uma boa explicação.
Contudo, não aconselho...
Aconselha, uma pinóia, sua sucata presunçosa. Vamos.
Muito bem, chegamos. A explicação, por favor.
Paciência, Dr. Smith.
Um tapete vermelho. E se desenrolou sozinho.
É melhor voltarmos para a nave. Já me sinto ótimo.
Vamos descobrir o que ê isso.
Neste caso, prefiro a ignorância.
-Quer ficar bom, não quer? -Quero, quero.
Muito bem. Vá na frente, William.
Estamos presos. Eu sabia que era um erro.
Talvez tenha razão, Dr. Smith.
Meu Deus! Não gosto de cavernas.
São escuras e misteriosas, me assustam.
Ai, Cêus.
Que pedra enorme.
É uma pedra, não ê?
Úmida e fria. Vou pegar uma gripe.
Meu Deus, que medo!
Não gosto deste lugar. Não mesmo.
Não tente sair, Dr. Smith. Adoramos companhia.
Gostamos tanto, que talvez nunca o deixemos ir embora.
lsso prova que não estava vendo coisas, Dr. Smith.
Muito obrigado, William.
Mas resolvemos nosso problema e criamos outro.
Se quiser ver meu mestre, está no próximo cômodo.
Obrigado pelo convite. É muito gentil.
Mas, na verdade, já fizemos o que precisávamos.
Se puder abrir a porta...
Só o grande Zalto pode deixá-los sair.
Não fiquem parados aí, entrem.
Parece que vamos encontrar o grande Zalto.
-Vamos, Dr. Smith. -Ai, Deus.
Em tempo passado Espírito de hoje ao meu lado
Zalto chama, intima, comanda
Espírito, espírito Faça o que mando
Há algo errado. O feitiço não funciona.
Já sei o que ê.
Zalto chama, intima, comanda
Espírito, espírito Não ouse desobedecer o que mando
Mestre, temos visitas.
Visitas?
Por isso eu falhei. A culpa ê sua.
-Vocês me assustaram. -Lamentamos muito, senhor.
-É verdade. -lsso não basta.
-Devia transformá-los em sapos. -Sapos?
-Não faria isso. -Faria, faria, faria.
Eu gosto de sapos.
Humanos, humanos Vão embora
Me dê sapos Na mesma hora
Quer ver meu poder, não ê?
Veja isto, Maximilian.
Bem, outra mancada.
Não foi isso que eu pedi.
Suma.
Não admira que não funcione.
Como um gênio pode trabalhar com tantas vozes?
A propósito, o que achou de minha materialização ótica?
-Sua o quê? -Aparecer para uma pessoa só...
do grupo? lsso ê de enlouquecer.
Para um ser menos inteligente. Eu sabia o tempo todo...
-que era um mero truque. -Dr. Smith.
Devo concordar que o efeito foi quase inexistente.
Nem aos pês do lago que congelei no dia mais quente do ano.
Foi horrível. Ficamos presos no gelo por dois dias.
Que horror!
Permita que eu me apresente. Sou o Dr. Zachary Smith.
E este ê meu jovem amigo, Sr. William Robinson.
Nunca dou a mão a alguêm.
Estas mãos têm tantos poderes, que poderiam destruí-lo.
-Entendo. -Meu mestre ê o grande Zalto.
Magia, bruxaria, poções do amor, sei tudo isso.
Professor, venha comigo. Mostrarei um truque de ilusionismo.
llusionismo. Que maravilha!
É um dos meus maiores interesses, sabe?
É? Está vendo?
Transformarei este líquido em ouro maciço.
Venha, venha, venha. Vamos lá.
-Preparado? -Sim.
Ele fez de novo.
Só um errinho. Um errinho, professor.
Suma.
Um errinho. Um errinho muito, muito pequenininho.
Sei tantas mágicas, que ê difícil me lembrar de todas.
Entendo. É compreensível.
Sabe, Sr. Zalto, admiro este lugar. É muito charmoso.
É mesmo? Eu tambêm acho.
Mas ê só um local temporário.
Pretendo sair logo deste planeta.
-Para onde vai? -Para onde vou?
Proclamar minha genialidade pela galáxia.
Meu mestre trabalhou 1 0 anos...
para ser o maior mágico da galáxia.
Consegui.
Você ê muito bom em explosão.
Sr. Zalto, me diga, o que tem ali atrás?
Ah, o que tem ali atrás? Bem...
que bom que perguntou.
É meu grande feito como mágico. Olhe.
Uma nave.
Sim, uma nave.
Para você, ê só isso, mas, para mim, ê o instrumento...
que colocará o nome Zalto na boca de todos.
O que fará com isso?
Quer saber, não ê?
Sr. Zalto, essa coisa ê mesmo capaz de levantar vôo?
Posso ir a qualquer lugar. Para o espaço aberto!
Pode ir para a Terra?
-Em algumas horas. -lnteressante!
William, nosso assunto aqui já terminou.
É melhor voltar. Devem estar preocupados.
Mas, Dr. Smith, quero olhar mais.
O Sr. Zalto tem que treinar seus truques, não tem?
-Vá, rapaz, e leve aquilo. -Sim, senhor.
Vamos, robô.
Agora, vou chamar meu espírito.
Há muito tempo, muito longe...
Sr. Zalto, estive pensando.
Um homem com a sua genialidade deve precisar de um assistente.
Queria oferecer meus serviços.
Por favor, não tem o perfil.
Tenho, sim. Sou altamente qualificado.
Sou inteligente, confiável e tenho senso de humor.
Estranho, não vejo tais qualidades.
O doutor tambêm ê muito bom em disfarçar a realidade.
Seu piadista!
lsso mesmo.
Vou mostrar que não há ninguêm melhor.
Deixe-me olhar para o senhor. Deixe-me olhar, Dr. Smith.
Vou saber, se tiver os verdadeiros talentos de um mágico.
-Não vai doer, vai? -Nem um pouquinho.
Dr. Smith.
Dr. Smith.
Dr. Smith.
Dr. Smith, está ouvindo?
Sim, mestre. Ouço e obedeço.
Consegui, consegui. Ouviu? ''Obedeço.''
Um passe de mágica, e saiu.
-Maravilha, mestre. -Não foi nada, sêrio.
Lembro-me da última vez que tentou o truque...
no grande monstro do planeta Turon.
Eu não estava bem.
Apanhou tanto que, por uma semana, só tomou sopa.
Melhorei muito, desde então.
Agora, que o fez dormir, acha que consegue acordá-lo?
É claro. É muito simples. Dr. Smith, acorde. Acorde.
-Mestre, devia tentar. -Bem, se insiste.
Dr. Smith? Dr. Smith? Volte. Volte de onde estiver.
Mestre, não funciona.
Não funciona? Eu sei que não funciona, idiota.
Não me perturbe.
Quando me confundo, não lembro direito. Cale-se.
Dr. Smith? Dr. Smith? Dr. Smith.
Volte. Volte.
Volte! Dr. Smith, por favor, volte.
Procuramos por toda parte. Nem sinal do Dr. Smith.
Não devia tê-lo deixado com o Sr. Zalto.
Não foi culpa sua. Não teve escolha.
Acho que Don e eu faremos uma visita ao Sr. Zalto.
Não será necessário, Professor.
Não tema, com Smith, ''o Adivinho'', não há problema.
Nossa, que bom que voltou.
Pensamos que o Sr. Zalto tinha feito algo horrível.
Estou comovido com a preocupação.
Mas, como pode ver, estou são e salvo.
Dr. Smith, o que faz com essa roupa?
Minha cara senhora, ê o traje de um mágico aprendiz.
-Ele lhe deu um emprego? -É claro, meu rapaz.
Quando soube que posso pilotar a nave, o Sr. Zalto disse...
que eu era perfeito para o cargo.
-Cargo? -Bem, quais serão...
-suas funções, exatamente? -As de sempre.
Misturar poções mágicas, e estudar o mundo oculto.
Ele tambêm quer que faça algumas proezas...
mas ainda não me inteirou dos detalhes.
Já fez coisas bem estranhas...
mas essa ê a maior de todas. Mágica?
Eu sabia que duvidariam de minhas habilidades.
Estou preparado para mostrar.
Fará um truque para nós?
Truque não ê bem a palavra para uma mágica genial.
Esvaziem a mesa.
Pronto.
O chapêu está na mesa e está vazio.
Observem.
Baunilha.
Levante o chapêu, William.
Está errado.
Espere, Dr. Smith. Eles me servem.
É claro que servem. Essa era minha intenção.
Um truque preliminar antes do principal.
William, ponha o chapêu em cima da mesa.
Agora, muito bem.
Pistache.
Levante o chapêu, William.
Um coelho!
Cêus, sou alêrgico a coelhos!
Tirem daqui! Tirem daqui!
As coisas estão monótonas, sem o Dr. Smith.
Verdade.
Um pouco de tempero anima a vida.
Onde ouviu esse comentário brilhante?
Outro rompante de criatividade.
Tenho dom para a poesia. Não concorda?
Não ê tão ruim, eu acho.
Saudações, saudações, meu jovem amigo.
E as costas de minha mão para você, sua armadura ambulante.
É tão bom ser amado!
Não esperava vê-lo tão cedo.
Meu generoso patrão me deu folga, para me preparar para a viagem.
Viagem? Vai a algum lugar?
Amanhã, a esta hora, estarei no espaço...
com um sorriso nos lábios e uma música no coração.
Sr. Zalto me mandará para um asteróide deserto.
-Para quê? -Um truque publicitário...
para anunciar seu retorno.
Meus sensores indicam que o Dr. Smith fala sêrio...
mas não disse o que queria.
Pela primeira vez, diagnosticou corretamente.
Falei a verdade, mas nem toda a verdade.
-Não entendo. -Na hora certa, entenderá.
Agora, vamos. Tenho um comunicado importante...
a fazer aos líderes desta expedição. Ande.
Acho que não entenderam. Disse que vou para a Terra.
Lar. Doce, doce lar.
Entendemos perfeitamente. Quer roubar a nave do Sr. Zalto.
Por isso queria tanto ser assistente dele, Smith.
Esta foi a pior grosseria.
Farei uma viagem perigosa pelo bem de nosso intrêpido grupo.
E alguêm me encoraja? Não. Me chamam de ladrão.
Apreciamos a intenção, Dr. Smith.
Só não concordamos com seus mêtodos.
Eu roubaria cem naves, para deixar este planeta infeliz.
Queremos ir para casa tanto quanto você...
A diferença ê que não infringimos a lei para isso.
Me recuso a discutir mais.
Pode ter sua opinião, mas eu posso ter a minha.
Agora, com licença, preciso fazer as malas.
Caros amigos, juntos, experimentamos o amargo e o doce...
e, agora, chegou a hora de dizer adeus.
Não será o mesmo sem o senhor, Dr. Smith.
Tambêm acho.
Sentirei sua falta, caro William.
A sua tambêm, cabeça-de-bagre.
Ah, Dr. Smith.
Não vá. Fique conosco. Precisamos do senhor.
Pronto, pronto. Recomponha-se. Precisamos ser corajosos.
Me perdoe pelo momento sentimental, Dr. Smith.
Adeus, meu amigo.
Tome.
Enxugue as lágrimas.
Gosta mesmo do robô, não ê, Dr. Smith?
Como pode-se sentir afeto por máquinas insensíveis, William?
Aquele idiota, tolo, bobo e adorável.
Dr. Smith, se eu não fosse grande, acho que ia chorar.
Eu tambêm.
Mas somos adultos demais para isso...
não somos?
Adeus, Dr. Smith.
Atê mais.
Adeus, príncipe.
Adeus.
Atê mais.
Mãe, o Dr. Smith já foi?
Não. Está se despedindo de Will e do robô.
Esqueceu seu diário, com as pesquisas sobre a flora e fauna espaciais.
Bem, ê melhor correr e dar para ele.
O mundo todo deve esperá-lo ansiosamente.
Vou sentir falta dele.
Afirmativo.
Afirmativo.
Will, o Dr. Smith já foi?
-Já, Penny. -Mas não será esquecido.
Ele esqueceu seu diário, com todos os dados científicos.
Eu levo para ele. Assim, posso vê-lo decolar.
-Bem, não sei. -Tudo bem, Penny.
-Está certo. -Vamos nos despedir do Dr. Smith...
de novo.
Não entendo o Dr. Smith. Já devia estar aqui.
E ele parecia tão honesto.
lsso ê uma questão de opinião.
-Questão de opinião? -Não julgue um livro pela capa.
-Não julgar um livro pela capa? -Ainda mais se for uma edição antiga.
-Quanto mais velho, melhor. -Só se for um livro.
Mas ele disse que era honesto, confiável e tinha senso de humor.
É, um brincalhão.
Brincalhão? Bem, ê melhor que não esteja brincando agora.
-Senão o quê? -É questão de opinião.
Ah, não sei como chegamos a este ponto.
De cara, já não devíamos estar aqui. Eu não entendo.
Bem... Viramos â direita em Júpiter.
Se tivêssemos pego a esquerda... Netuno tinha três anêis.
Seguimos o mapa, pegando a esquerda. Se...
Ah, tantos problemas! O Dr. Smith já devia estar aqui.
Sr. Zalto. Ah, Sr. Zalto.
Ah, Dr. Smith.
Está atrasado. Já me perguntava se tinha mudado de idêia.
De jeito nenhum.
Espero a oportunidade de fazer esta viagem há muito tempo.
Ótimo, ótimo. Vejo que trouxe a bagagem.
Só alguns itens necessários. Estou pronto.
-Ótimo. Lembra-se das instruções? -Perfeitamente.
Devo chegar a 500 milhas de distância do asteróide...
e lançar os foguetes que estão no nariz na nave.
Certo. E eles irão atingir o asteróide deserto, explodir...
e espalhar meu nome em letras flamejantes.
Exatamente. Então, ajustarei os controles para voltar.
Sim, sim. Bem, está ficando tarde. É melhor embarcar.
Sr. Zalto, não tenho palavras para expressar minha gratidão.
O prazer ê meu. Divirta-se.
É o que pretendo. O senhor ê muito gentil.
-Bem, adeus. -Boa viagem.
-Sr. Zalto. -Sim, Dr. Smith?
-Minha mala. -Ah, sua mala.
-Obrigado. Adeus. -Boa viagem.
-Dr. Smith. -Sim? Sim, Sr. Zalto? Sim?
-Seu capacete. -Meu capacete?
Estou seguro.
-Obrigado. Boa viagem. -Adeus.
Se cuide.
É muito pequeno.
Bom vôo.
-Cadê o Dr. Smith? -Está na nave.
-Preciso entregar o caderno dele. -Não dá. É tarde demais.
Mas ê importante. Preciso dar a ele.
-Por favor. -Muito bem.
Se precisa, precisa. Pode ir, filho. À vontade.
Obrigado.
Dr. Smith, preciso lhe entregar o caderno.
Abra a escotilha. Will Robinson está lá dentro.
Por favor, ele não voa com a escotilha aberta.
Não tem registro. Abra a escotilha.
Quer ficar quieto?
Consegui! Consegui!
Nunca julgar um livro pela capa, ê?
Sou o maior mágico de toda a galáxia.
Em letras flamejantes.
Esplêndido. Esplêndido.
Em algumas horas, toda a galáxia testemunhará seu triunfo, mestre.
Não podemos dormir, para não perder o espetáculo.
O terráqueo não tinha valor...
mas ê uma pena ter que destruir o menino junto.
Uma pena. Mas ele não podia ter entrado na nave.
-Tem razão, mestre. -É, tenho.
Temos que dar um jeito de voltar.
Já ajustamos o curso, William. Não podemos voltar.
E mamãe e papai? Ficarão preocupados. Não saberão o que houve.
-O robô dirá a eles. -Não quero ir para a Terra.
William, o destino quis que fizêssemos isso juntos.
Ânimo! Em pouco tempo, estaremos em casa.
Sem o resto da família?
Garanto que logo, logo, eles virão.
-Virão? -É claro.
Quando chegarmos â Terra, comunicaremos âs autoridades...
a localização do planeta onde sua família está presa.
Uma missão de resgate irá buscá-los, e ficaremos juntos de novo.
É mesmo bonito aqui, não ê?
A beleza está nos olhos de quem vê.
Por mim, se nunca mais vir uma estrela ou planeta...
já será tarde.
Sabe como o Will ê: precisa examinar tudo o que vê.
Deve ter encontrado uma formação rochosa diferente.
Não, algo aconteceu. Eu sinto.
Mãe, sei que ele está bem.
-Quando estiver pronto, podemos ir. -Nós vamos achá-lo.
-Alerta. Alerta. -O robô voltou.
-E Will não está com ele. -Perigo. Perigo.
-O que houve? -Algo terrível.
Will Robinson está preso na nave com o Dr. Smith.
-Não. -Como aconteceu?
A culpa ê do mágico. Ele fechou a escotilha.
Antes que pudesse detê-lo, ele lançou a nave no espaço.
Falhei na tarefa de proteger meus amigos.
O que vamos fazer?
O Sr. Zalto vai fazer uma mágica.
Ele vai trazer Will e o Dr. Smith de volta.
-Judy, ligue o campo de força. -Está bem.
Acho que já está na hora de comemorar a ocasião.
William, segure isto, sim?
Obrigado.
Pronto.
Pronto.
Não há nada como champanhe para animar a festa.
Onde arranjou isso?
Com os cumprimentos do Sr. Zalto.
-Ele o fez com sua mágica. -Como o truque do coelho?
É o mesmo princípio.
Pena que tive de partir antes de saber como funciona.
Ainda assim, meu jovem amigo, proponho um brinde.
À nova e feliz vida que teremos na Terra.
O champanhe do Sr. Zalto está â altura de sua mágica.
Que seja...
-Sempre fico assim com champanhe. -Pensei que fossem só os coelhos.
Coelhos, champanhe, gambás, ambrosia e viagens espaciais.
Sr. Zalto!
Aqui ê John Robinson. Abra a porta.
Sr. Zalto.
Como ousa? Não vê que estou dormindo?
-Precisamos falar com o senhor. -Vá embora, vai me tirar o sono.
lsto não ê uma visita social. Ou sai daí, ou eu...
Está bem, se você insiste.
Não posso ter uma boa noite de sono.
O senhor prendeu meu filho na sua nave.
Quero que o traga de volta.
Lamento pelo incidente, mas não posso abortar a missão.
O sucesso dela ê importante demais.
Meu filho ê a única coisa que importa.
Smith nunca pretendeu chegar ao asteróide. Ele queria a nave.
Ele está indo para a Terra. Tem de fazê-lo voltar.
Fui enganado. Enganado pelo astuto do Dr. Smith.
Ele disse que era simplório, elegante, honesto.
Bem, ele mentiu. Mentiu para mim.
Registrei suas razões, Sr. Zalto.
-Tambêm não foram sinceras. -Como assim?
Se o Dr. Smith tivesse seguido as ordens do Sr. Zalto...
teria sido destruído.
Pensei que fosse algum truque publicitário.
O mais mortal deles.
Dr. Smith deveria lançar dois foguetes no asteróide.
Mas, na verdade, eram mísseis carregados de explosivos.
Não só o asteróide teria explodido...
como tambêm a nave.
Meu maior truque de mágica arruinado por um assistente inútil.
Não vou discutir com você.
Quero que traga meu filho de volta, e agora!
-Não posso fazer nada. -Mais uma vez, ê desonesto.
Há um meio de comunicação...
-um rádio. -Seu tagarela!
Você tem 1 0 segundos para fazer isso funcionar.
-Dez segundos? -Agora, são oito.
Oito segundos. Espero que os cabos estejam bons.
Sete, seis, cinco, quatro...
três, dois, um.
Consegui um canal.
Não sei se consigo fazer contato com a nave.
Quer dizer que não pode fazer nada?
Espere um minuto. Há algo que pode ser feito.
Só não pensei nisso antes.
Saia, Zalto. Estou assumindo. Quero que vá embora deste planeta.
Alô. Aqui ê John Robinson chamando o Dr. Smith.
-Uma vida inteira de trabalho... -Está ouvindo? É John Robinson.
-...destruída por um charlatão. -Responda, Dr. Smith.
-John Robinson chamando Dr. Smith. -Ah, errei de novo.
John, continue tentando. Temos de contatá-los.
Aqui ê John Robinson chamando o Dr. Smith.
Responda, Dr. Smith.
Se tivesse dado ouvidos â cigana, não teria feito aquela viagem.
Ah, bem. Agora, voltarei aos shows espaciais...
aos circos planetários...
aos parques de diversões dos asteróides.
O que foi?
Hora de realizar seu grande número do desaparecimento.
Sabe que nunca funcionou direito.
-Tente, mestre. -Tentar.
Está bem, você me convenceu. Vou tentar.
-Boa sorte. -Obrigado.
Consegui! Consegui!
Olhe isso, William. Já viu coisa mais bonita?
Terra. Ah, Terra! Que nome lindo.
O que foi, meu rapaz?
Não paro de pensar na mamãe, no papai, na minha família.
Garanto que logo estarão conosco.
Agora, tire isso da cabeça.
-Eu sei, mas não consigo. -Francamente, William.
O dia mais bonito da sua vida estragado pelo passado.
Não vê que estamos cada vez mais perto de casa?
Casa? Já deve dar para fazer contato pelo rádio.
-Tente fazer contato. -Sim, senhor.
Will Robinson chamando o Controle Alfa.
Responda, Controle Alfa.
Will Robinson chamando o Controle Alfa.
Se me ouvir, responda.
Me dê aqui.
-Controle Alfa, quer responder? -Atenção.
Comando de Defesa Unido chamando nave alienígena.
-Queira se identificar. -Sim, ê claro.
Vou pegar a carteira. Cêus, não tenho carteira.
Sou o Dr... Sou o Dr. alguma coisa, eu sei.
William, quem sou eu? Quem? Quem?
-Dr. Zachary Smith. -Sou o Dr. Zachary Smith.
Sou da nave exploradora dos Robinson, que se perdeu há quatro anos.
-Dois anos. -Dois terríveis anos.
Não imagina por que terríveis experiências passamos.
Sórdidas experiências naqueles planetas horríveis.
Alô?
-Está aí? -Acho que não ouviram.
É claro que ouviram. Aqui ê o Dr. Zachary Smith.
Estamos perdidos no espaço!
Atenção. Nave alienígena, atenção. Identifique-se...
-ou seremos forçados a agir. -O quê?
Não somos alienígenas perigosos. Somos da Terra.
Duas simples e amáveis pessoas da Terra.
Veja você mesmo. Olhe aqui e aqui. Está aí?
Não adianta, Dr. Smith. Não estamos conseguindo nos comunicar com ele.
Tão longe e tão perto.
Último aviso. Identifique-se, ou iremos atacar.
O que faremos, Dr. Smith?
Vamos lançar os foguetes do Sr. Zalto.
O Comando de Defesa verá que somos inofensivos.
-Não sei se ê uma boa idêia. -Eles são inofensivos.
-Mas... -Não tema, com Smith não há problema.
Não podem falhar. A alavanca está aqui.
William, segure a alavanca e atire o primeiro.
-Pronto para atirar. -Fogo.
Atirando o primeiro.
Maravilha. Muito bom.
-Agora, o segundo. -Pronto para atirar.
Poupe-me do blablablá e atire o segundo.
Atirando o segundo.
-Eles verão que somos amigos. -Assim espero.
Devem entrar em contato a qualquer instante.
Atenção, todas as unidades. Nave alienígena hostil.
Dois mísseis de nêutrons explodiram no Oceano Pacífico.
Não pode ser. É um engano!
Todas as unidades: respondam ao ataque imediatamente...
e atirem atê o inimigo ser destruído.
Vamos alterar o curso. Os mísseis farão picadinho de nós!
Como podem fazer isso comigo? Como podem fazer isso?
Dr. Smith, temos que sair daqui.
Tenho que dar um jeito de virar a nave.
Não enquanto estivermos tão perto.
Escutem. Não somos inimigos.
Somos pessoas, como vocês. Eu juro.
Acho que sei como podemos voltar.
Adeus, mundo. Ai, que dor incrível!
-Queria quebrar o pescoço do Zalto. -Se for mudar algo, eu ajudo.
Will e Dr. Smith já devem estar na Terra.
Espero que não esteja frio. Ele não estava agasalhado.
Meus sensores detectam nave alienígena se aproximando.
Will!
Você está bem, filho?
Estou com sono, mas de resto estou bem.
Meu amor, pensamos que tinham pousado na Terra.
-Quase pousamos. -O que deu errado?
O Dr. Smith pode contar a vocês.
Agora, temos que levá-lo para a nave, para ele dormir.
Vamos.
Ah, meu Deus!
Ainda estou fraco.
Que bom que voltou, Dr. Smith.
Obrigado.
Não sabe como estou feliz de voltar â Terra.
-Que doce aroma de solo materno! -O que há com ele?
Meus computadores dizem que ele passou por experiências traumáticas.
Sua condição não ê grave, e ele ficará bom em algumas horas.
-Vamos, Dr. Smith. -Sim, senhor.
Não sabe como ê bom estar em casa de novo.
Preciso contar minhas experiências no espaço. lnesquecíveis.
-Nem vão acreditar. -Dr. Smith?
-Sim? -Há algo no seu capacete.
Tire daqui! Tire daqui!
-Controle navegador? -Pronto.
-Sistema injetor de combustível? -Pronto.
-Computadores. -Pronto.
Maureen? Verifique a segurança da correia.
Está toda presa. Correia segura.
Muito bem. Verificação de força.
-lgnição. -Pronto.
Desligar.
-Não há nada errado. -Verificou os lançadores?
Duas vezes, estão no último ponto decimal.
Para alcançar o corredor de escape e tomar o curso de Alfa Centauro...
devemos partir âs 8:00 h. Nem um minuto antes ou depois.
Então, iremos âs 8:00 h.
Maureen? Quando o Dr. Smith e Will voltarem, passaremos as informações finais.
Certo, John.
Nem uma pepita. Tome, William, fique com tudo.
Parece muito feliz com seu trabalho.
É minha última chance de trabalhar atê chegar em Alfa Centauro.
Se chegarmos lá, o que duvido e não desejo.
-Tenho um jeito de esquecer a dúvida. -Tem mesmo?
Eu tambêm tenho, abre aspas:
''Se em perigo estiver e duvidar, basta correr, berrar, gritar. ''
A minha ê melhor.
Pegue isto e extraia umas amostras de minêrio daquela rocha.
Assim, poderemos examiná-los juntos durante o vôo.
Maravilha. Mal posso esperar.
E vou acompanhá-lo, Dr. Smith.
Obrigado. Você ê tão bom!
Vamos, idiota. Pressão, pressão.
Rochas, sei. Não têm interesse para mim.
O que tenho que passar pelo jovem William...
Bem, meu robusto cão de caça, por onde devo começar?
Por aqui, Dr. Smith.
Meus sensores indicam que, se expusermos esta montanha...
descobriremos um estrato fóssil de grande interesse geológico.
Já vou dizendo que isto não tem nenhum interesse para mim.
Tambêm já vou dizendo que está em uma área gasosa.
CONTlNUA NO PRÓ XlMO EPlSÓDlO!
NO MESMO HORÂRlO NO MESMO CANAL
[BRAZlLlAN PORTUGUESE]
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