All language subtitles for 1937 - O Vagalume - The Firefly

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Original subtitles

"O VAGALUME" Subrip By Virtualnet

R�pido, n�o quer perder o rei, quer?

O rei n�o vai esperar por voc�.

O rei! O rei Ferdinando vem vindo!

O que h� com voc�s, franceses? Por que n�o sa�dam o novo rei?

Apenas saudamos o nosso imperador, Napole�o.

N�o, Carlos!

Majestade, o Gal. Savary chegou com mensagens de Napole�o.

-Ele espera uma audi�ncia. -Vamos receb�-lo.

Espero que a not�cia seja sobre as tropas francesas partindo.

Nunca aprovei que usassem nosso pa�s como campo de batalha...

de suas brigas com os brit�nicos.

Sua Excel�ncia, Gal. Savary, o duque de Flamingo.

� bem-vindo.

Sua Majestade, chegou a tempo de unir minha voz � sua.

Espero que tenha boas not�cias do imperador.

Boas e m�s not�cias. Sua Majestade prendeu seus pais...

-pois seu pedido era for�ado. -For�ado?

Meu pai estava feliz por se livrar do fardo.

Apelaram ao meu soberano, o imperador Napole�o.

Como sabe, tudo que meu soberano deseja � paz na Europa.

O imperador sente que se Sua Majestade consentir...

em uma confer�ncia, isso pode ser resolvido amistosamente.

Eu ficarei muito honrado em receber Sua Majestade.

Infelizmente, agora, o imperador n�o pode vir para Madrid.

Mas se Sua Majestade o encontrar no meio do caminho...

em Bayon?

Claro. Diga a Sua Majestade que irei.

Terei muito prazer em ir.

Vou me apresentar j�, ao imperador.

Sua Majestade, se eu puder...

O povo aguarda ver Sua Majestade.

Sim, claro.

Que haja comida e vinho para uma semana de festividades.

Sua Majestade decretou uma semana de festividades...

com comida e vinho para todos.

O VAGALUME

Nina Maria!

Deixe-me passar, Etienne, preciso me trocar.

-J� se trocou. -N�o tem gra�a. Largue-me.

-Vejo-a � noite? -Talvez.

Talvez?

N�o tenho tempo para conversar agora.

Mas Nina Maria...

Etienne. N�o imaginava que seria t�o duro me livrar dele.

-As flores, ele as viu. -Quem mandou?

-O marqu�s de Melito. -O marqu�s?

-Ele vem � noite. -Senhorita!

Agora sei que terei de me livrar de Etienne.

Quem �? Um minuto.

Etienne!

N�o pode me largar assim. Vem comigo hoje � noite.

N�o posso. Tente entender, estou cansada.

Quem � ele? Quero saber o nome do meu sucessor.

Seu sucessor? Sabe que ningu�m tomaria seu lugar.

Voc� � encantador, agrad�vel, mas estou cansada.

N�o pode me enganar. Quem lhe mandou as flores?

Um homem n�o pode me mandar flores, sem que eu saia com ele?

Se sair com algu�m hoje � noite, eu o mato.

Etienne, tente ser sensato. V� para casa.

-Talvez amanh� � noite. -Isso vai ser acertado hoje!

-Senhorita. -Receio que fale s�rio.

Evite que o marqu�s venha. Seria terr�vel se algo lhe acontecesse.

Nada vai acontecer com ele. Eu lhe prometo!

Se ele quiser matar algu�m, n�o ser� o marqu�s.

Mas o que pode fazer, senhorita?

Tenho que faz�-lo pensar, que tem algu�m a� dentro.

Nina Maria!

O que � o amor? O que � o amor?

Eu sei N�o passa de algo passageiro

Onde est� o amor? Qual � o caminho do amor?

Dois cora��es que brilham

Eu o amo, n�o � voc�

Querido

N�o sei quem ou por qu�

Eu serei leal a voc� Alegremente

At� que outro apare�a

� o amor

� o amor

O amor � o brilho Da noite escura

Sempre sabendo que O amor est� no vento

O amor � como um vagalume

Que brilha quando � noite

O amor � passageiro

Um pequeno vagalume

Brilhando no escuro

Quando � noite Trazemos um amor terno

Que ilumina com brilho

Por que n�o tenta me dar Seu nome

Antes que eu diga adeus

O amor � como um vagalume

Um vagalume

E morre

Enquanto est� brilhando

Vagalume

Quando o vinho est� cheio de fogo

Pelo que o cavalheiro anseia?

Senhorita e o amor

Quando o vinho est� cheio de fogo

Pelo que o cavalheiro anseia?

Senhorita e o amor

Senhorita Minha vida por um beijo

Senhorita Minha vida por um beijo

Para o romance ousado Minha resposta �

O cavalheiro que diz ol�

A magia de um momento De um beijo

� muito mais doce que o vinho

Amar mais que isso

S� com um sorriso m�gico

Meus sentidos vibram Ainda consigo sentir

Um encanto cigano

A magia de um momento

De um beijo

Queima no meu cora��o

A magia de um momento De beijo

� muito mais doce que o vinho

Amar mais que isso

S� com um sorriso m�gico

Meus sentidos vibram Ainda consigo sentir

Um encanto cigano

A magia de um momento De um beijo

Queima no meu cora��o

Ele tem uma bela voz, n�o?

E ele parece t�o feliz.

N�o, Lola. Preciso fazer isso. Devo proteger o marqu�s.

O camarim da senhorita fica a�.

Veja quem �.

Senhor?

Diego Madrique de Lara, �s suas ordens.

Saia desta porta. R�pido.

Com prazer.

-O que houve? -N�o me ouviu cantar para voc�?

O que aconteceu com o oficial franc�s?

Ah, isso? Olhou e foi embora.

N�o tem um minuto a perder. Deve sair imediatamente.

Mas acabo de chegar.

-� um �timo jovem. Tem uma bela voz. -Gostou?

Sim, mas quero que crie ju�zo e parece n�o entender.

Precisa sair o mais r�pido poss�vel.

N�o espera eu que parta, depois que me beijou. Agora sou seu.

-Quer saber por que o beijei? -N�o importa. Beijou e eu gostei.

Beijei-o para me livrar do oficial franc�s. � a �nica raz�o.

-� mesmo? -Sim.

N�o conseguiu, ele continua l�.

Na verdade, os tr�s.

� melhor que tente de novo.

Saia pelo outro lado, ele � um perito atirador.

-E da�? -N�o tem a menor chance.

Ele acha que voc� � o sucessor dele, que quer me afastar dele.

-� o que quer que ele pense. -Sim.

N�o vai pensar isso, se eu sair sozinho.

Venha, vamos lhe mostrar que ele est� certo.

Est� certo.

-Boa noite, Lola. -Boa noite, senhorita.

Adeus, senhor.

Monsieur, sou o cap. Madoux, representando o cap. Dubois.

Ele sente que foi insultado e exige satisfa��es.

Ele disse o que o satisfaria?

Escolha as armas, escolha o local, ao amanhecer.

Ao amanhecer? N�o pode ser um pouco mais tarde?

Seus padrinhos podem me encontrar neste endere�o.

Bem, agora que estamos livres deles, vamos jantar.

-Onde mora? -Aqui perto.

-Quero dizer, de onde vem? -Valen�a.

Volte para Valen�a o mais r�pido que puder.

Eu sei, n�o pode lutar contra aquele homem, ele ir� mat�-lo.

Sua carruagem.

Outro?

Deste eu n�o quero me livrar.

-Para casa. -Sim, senhor.

-Senhorita! -Por favor, n�o duele.

Bem, descobriu alguma coisa?

-Um pouco. -�timo.

Esses oficiais franceses s�o t�o autoconfiantes...

que n�o � dif�cil faz�-los falar. O dif�cil � livrar-se deles depois.

Este �ltimo era o pior de todos, mas era o mais falante.

Parece que Napole�o est� mandando mais 30 mil tropas.

30 mil? Isso d� 100 mil soldados franceses na Espanha.

O que disseram aos oficiais? Por que acham que est�o aqui?

Dizem sempre o mesmo. Est�o aqui para nos proteger...

caso os ingleses invadam o continente.

-N�o falam de guerra conosco? -N�o. S� com os ingleses.

Sinto muito. S� parecem saber isto.

Acho que � s� o que sabem. Em Madrid.

Nina Maria, vou mand�-la em uma miss�o importante.

A mais importante que j� teve.

Eu arrumei que seja transferida...

para a confer�ncia que ser� feita com Napole�o.

Ferdinando est� planejando deixar o pa�s em uma hora destas?

Seus conselheiros acreditam que esta confer�ncia seja amistosa.

E que o �nico interesse de Napole�o � o bem-estar da Espanha.

�bvio que n�o concordo. Napole�o quer o controle da Europa.

A �nica coisa que o atrapalha � a popularidade de Ferdinando.

Se ele se livrar de Ferdinando, apossa-se da Espanha.

S�o apenas suspeitas minhas, n�o tenho provas.

E quanto a Paris? O que ouviu de l�?

Dois de nossos melhores agentes l�, foram presos.

Os franceses s�o contra-espi�es muito eficientes.

Por isso vou mand�-la.

Quero que se misture com oficiais franceses em Bayon.

Os mais chegados a Napole�o...

e descubra os verdadeiros planos de Napole�o.

-Quando quer que eu comece? -Amanh� de manh�.

Se descobrirmos que esta confer�ncia � uma cilada...

poderemos deter Ferdinando, antes que ele cruze a fronteira.

-Farei o meu melhor. -Sei que far�.

Vai ficar na estalagem Golden Fleece, em Vit�ria...

deste lado da fronteira.

Um de nossos agentes l� lhe dar� outras informa��es.

Muito bem.

Tem certeza que pode partir amanh�?

Terei que dar umas desculpas no caf�, se � isso que quer dizer.

N�o h� ningu�m que a segure aqui? Nenhum homem?

Ah, isso? N�o.

Para um homem da minha posi��o, voc� � um presente do c�u.

N�o muda de humor, n�o tem histeria, nem envolvimentos amorosos.

N�o h� homem t�o empolgante quanto o servi�o ao meu pa�s.

Anda, anda!

Cocheiro, acha que chegaremos em Vit�ria � noite?

-Vamos tentar, senhorita. -Obrigada.

Posso animar as mulas, tocando?

Sim.

-O que foi? -Bandidos.

Bandidos?

-Mas s� vejo um. -� o vigia dos outros.

V� em frente, r�pido! R�pido!

Vamos, cavalinhos!

Vamos!

Vamos! Vamos!

Espere, n�o atire. N�o atire.

-� a carruagem da Srta. Zara? -Voc�?

Sauda��es.

Pode pedir que ele aponte para o outro lado?

Merecia ser baleado.

Assustar as pessoas deste jeito.

-Pode abaixar, Pedro. -Sim, senhorita.

Achamos que era um bandido.

-Por isso tive que correr tanto. -Afinal, o que faz aqui?

Vim para dizer que n�o se preocupasse comigo.

N�o tive que duelar. Na verdade, perdi a hora.

Veio at� aqui para me dizer isto?

Precisava. Quando fui ao caf�, j� tinha partido.

E sabia que estava angustiada por minha causa.

Foi muito gentil de sua parte. Muito atencioso.

Muito obrigada. Certo, Pedro.

Espere! Vai fugir de mim de novo?

Preciso. Tenho um compromisso importante em Bayon.

Muito importante.

Tem ideia de como � linda?

Tenho. V� em frente, Pedro.

Certo, Pedro.

E n�o se preocupe com bandidos. Estarei a seu lado.

Obrigada, mas n�o quero incomod�-lo.

Incomodar-me? N�o tem como evitar.

Voc� me perturbou no momento em que a vi.

Eu o escolhi para me livrar do oficial franc�s.

E agora, como me livro dele?

Importa-se de eu cavalgar aqui?

A estrada � livre, pode fazer o que quiser.

Posso distra�-la durante a sua viagem.

N�o, obrigada, vou dormir.

Espl�ndido. Vou cantar para que durma.

Tocamos para voc�.

-Sabe tocar uma cantiga de ninar? -N�o.

Se vai cantar, que seja algo leve, alegre, animado.

-Achei que queria dormir. -Durmo com qualquer coisa.

Estava pensando nas mulas.

Tem uma can��o no ar

Mas a bela senhorita N�o parece se importar

Para a can��o no ar

Ent�o eu canto para as mulas

Se n�o achar que N�o passo de um tolo

Fazendo serenata Para uma mula

Meu amigo Ela gosta do que toca?

Ela ouve com aten��o A cada can��o que toca?

Sim.

Sim, muchachito, ela gostaria De cantar uma can��o

Se ela soubesse cantar

Por mais que ela tente Em sua voz h� uma falha

E nada que a mo�a possa dizer

No ar

Senhorita, muito bonita Sem insetos, nem mosquitos

Mas � t�o doce Quanto meu chiquito

� para mim

H� uma luz em seus olhos

Ainda que possa tentar esconder

Ela n�o pode negar que H� uma luz em seus olhos

Tanto encanto E que sorriso

Fique atento, Don Diego

Que andou quil�metros Pelo encanto de seu sorriso

Meu amigo Ela est� ouvindo minha can��o?

Esta?

N�o, muchachito Como pode se enganar tanto?

-A bela senhorita? -Sim, a senhorita

Seu rosto � um sonho Como de um anjo que eu vi

E apesar de que Minha querida possa gritar

No ar

Senhorita, muito bonita Sem insetos, nem mosquitos

Mas � t�o doce Quanto meu chiquito

� para mim

-Bom dia, senhor. -Bom dia.

Por aqui.

Senhorita!

Obrigada por ter encurtado tanto a viagem.

Foi curta demais para mim.

Pode jantar comigo � noite?

Lamento, mas n�o posso. At� logo.

Sabe, � linda, charmosa, mas tem um p�ssimo h�bito.

-Qual? -Est� sempre se despedindo.

Muito bem, ent�o, n�o vou me despedir. S� vou embora.

Por aqui, senhorita.

Pablo, ande logo com as bagagens.

Este � o outro quarto.

Mais alguma coisa que deseje?

Gostaria de uma banheira cheia de �gua quente.

Sim. Maria, Cristina, a mo�a deseja um banho...

de banheira. Imediatamente, senhorita.

Obrigada.

-Senhorita, tenho um recado. -Qual?

O rei j� partiu. Saiu de Madrid hoje cedo.

Hoje cedo?

Foi arrumado que ele parasse aqui, em Vit�ria.

Se souber de algo, avise aqui...

assim, evitamos que ele prossiga.

-Como aviso voc�? -V� � feira de Bayon.

Haver� um homem vendendo galinha e animais.

Ele tem pombos-correio para a senhora.

Vai reconhec�-la se disser ""Vit�ria"".

Vit�ria?

R�pido. N�o temos tempo. Ponham a banheira a�.

Aqui.

Certo.Tragam mais �gua. Mais �gua.

-Pablo? -Sim, senhorita?

Trouxe tudo? Era tudo?

-Era tudo, senhorita. -Muito obrigada.

Obrigado.

Pablo, o senhor quer um banho tamb�m.

Arrume uma banheira.

O que a senhorita deseja para o jantar?

Para o jantar?

Peixe, salada e um cozido.

Em meia hora. Estou faminta.

Deixe comigo, vou lhe preparar um jantar perfeito.

-Um momento! -Sim, senhorita?

Mais uma coisa, a mais importante. Quero uma mesa isolada no canto.

-Sozinha. -Eu entendo. Sozinha.

O pobre senhor vai ficar t�o decepcionado.

N�o posso evitar. N�o ouso encoraj�-lo.

Ele me seguiu por conta pr�pria. J� nos beijamos at�.

-Senhor? -Sim, entre.

-O que vai querer para o jantar? -Pergunte o que a senhorita quer.

-Ela j� encomendou. -O que ela quiser, para mim est� bom.

-A senhorita est� com o senhor? -Sim e n�o.

O senhor me entende.

Mas a senhorita disse que deseja ficar sozinha.

-Sozinha? -Sim, sozinha.

Oh, sim, claro, sozinha.

Sabe?

-Sozinha. Sozinha. Sim. -Sozinha.

Sozinha, sim.

Ol�.

Bem, chegou na hora.

-Deve haver algum erro. -N�o. Est� tudo pronto.

-Mas pedi uma mesa sozinha. -Est� sozinha.

N�o h� uma alma, exceto as trutas.

Devo mand�-las embora?

Melhor assim. Com licen�a.

-Senhorita. -N�o foi o que eu encomendei.

Eu tomei a liberdade de acrescentar isso.

-Pablo! -O que � isso?

Omelete flamb�. Minha receita.

-Mas n�o estou vendo chamas. -Espere!

-Enrico, Luis, Leon. -Sim, homem!

Este � um momento supremo.

Prontos?

� sua sa�de. Ol�.

Obrigado. Obrigado.

Prove. Est� muito quente.

Que gosto tem?

-Mais! -Mais? �timo!

-Quer mais alguma coisa? -N�o, obrigada.

-Mais fruta? -N�o.

Vinho? N�o quer nada?

Nada, obrigada.

Bem...

-N�o v� dormir agora. -Pensei em dar um passeio.

Espl�ndido. Caminho com voc�.

-Tudo em ordem, senhorita? -Sim, obrigada.

Olhe, jasmins!

-Que fragr�ncia doce. -Como o resto da Espanha.

Espera a noite, para vir � vida.

Uma noite ador�vel, n�o? Flores, estrelas.

M�sica.

Coitadinho.

E se passasse por isso toda vez que precisasse de sapatos novos?

Pelo menos, ele n�o tem que tir�-los toda noite.

-Pedro? -Sim, senhorita?

-Gostaria de partir cedo amanh�. -Sim, senhorita.

-�s 5h, ent�o? -Sim, senhorita.

-Boa noite. -Boa noite, senhorita.

Boa noite, querido. � melhor que v� dormir.

Vir� conosco, senhor?

N�o, ter� que ser nosso protetor, de agora em diante.

O senhor � muito importante e muito ocupado...

para perder seu tempo, nos seguindo pelo pa�s.

-Eu n�o disse nada. -Ou�a!

� charmoso e divertido, mas n�o vai comigo para Bayon.

N�o vai me mandar para casa, me tirar assim f�cil de sua vida.

Infelizmente posso.

Espere, est� uma noite muito ador�vel para ir dormir.

Vamos sentar aqui e conversar um pouco.

Sentar?

-Onde? -Aqui, � �timo, venha.

Bem aqui. Pronto.

-Confort�vel? -Sim.

Espere, vou fazer um bom travesseiro.

-Tome. Recoste. Que tal? -Maravilhoso.

Diga-me. O que faz quando n�o segue jovens pelo pa�s?

N�o sigo jovens pelo pa�s.

-N�o? -N�o. S� voc�.

Bem, fora isso?

Minha fam�lia me deixou algum dinheiro, ent�o...

viajo por a� e me divirto.

Isso o satisfaz? � tudo o que quer da vida?

Era. At� conhec�-la.

-N�o tente ser rom�ntico aqui. -Por que n�o?

O que h� de errado aqui? � um dos locais mais rom�nticos do mundo.

Ou�a esta can��o.

-O que �? -Uma can��o italiana.

-N�o a conhece? -N�o. Mas � ador�vel.

O que mais pode querer? O lugar � cheio de romance.

Ora, � como Veneza.

Veneza?

� Veneza. Olhe a lua.

Onde acharia uma lua assim? E olhe l� para cima.

V� o domo de S�o Marcos, o lar dos pombos?

N�o vejo nada.

Claro que n�o. Est� de olhos abertos. Feche-os.

Agora v�?

N�o vejo o domo, mas acabo de ouvir um dos pombos.

Gondoleiro, nos leve ao Grande Canal!

Agora, vamos partir.

Ouve o ru�do da �gua batendo na g�ndola?

Sente o movimento do barco?

Sente a brisa do mar?

-Agora, onde estamos? -De volta ao celeiro.

N�o! Estamos em Veneza.

Na minha g�ndola Amor, vamos deslizar

Ou na sonolenta lagoa azul

E flutuar na mar� amarela

Onde sonos T�m sonhos com a lua

Eu farei uma coroa para voc�

Do ouro que tremula l�

E uma manto de prata Das gotas que caem

Eu vou me instalar Em seu cora��o

Pois eu adoro Eu a adoro, Gianina minha

Meu amor, eu a adoro Gianina minha

Uma rainha voc� � para mim

Mais esplendorosa Que j�ias e ouro

J�ia preciosa Meu cora��o se rende a voc�

Com o esplendor de sua beleza

Oh, eu adoro, eu a adoro Gianina minha

Mais e mais, eu a adoro Gianina minha

Meu cora��o � seu trono, querida

Meu cora��o � seu trono, querida

L� voc� reinar� sozinha

Sozinha

Ora.

Agora n�o acredita que estamos em Veneza?

E que este � o local mais rom�ntico do mundo?

-� muito bom. -Bom? � tudo o que pode dizer?

Devia estar fascinada, desmaiada em meus bra�os.

-Mas n�o me sinto desmaiada. -Ent�o, canto de novo.

N�o. Por favor.

Est� vendo? N�o sou a �nica. � melhor sairmos daqui.

-Acordou o lugar inteiro. -Espere.

N�o pode dizer que n�o se comoveu com minha can��o.

-Vi em seus olhos. -Sim, me comovi...

-Eu sabia. -...um pouco.

Sabe aquela parte em que canta:

Meu cora��o � seu trono, querida Meu cora��o � seu trono, querida

L� voc� reinar� sozinha

Sabe aquela parte, logo antes da nota alta?

Fiquei pensando... Acho melhor n�o lhe dizer.

Vamos, por favor.

Fiquei pensando se iria conseguir.

-Espere, voc� desanima. -Adeus.

N�o vai me deixar ilhado em Vit�ria.

Mas preciso.

Diga, quando voltarei a v�-la?

Honestamente?

V� a Madrid e quando eu voltar de Bayon...

talvez n�o o desanime tanto.

Tudo vale Eu sei, no amor e na guerra

Ent�o eu nunca ouso Perdoar meu cora��o

Estou bem ciente De quem adoro

� o �nico que significa algo Desde o come�o

Aquele que ama e foge

De um amor t�o verdadeiro

Vive para viver um outro dia

Com um novo amor

Se eu entregar meu cora��o

Vou esperar o dia

Que seu cora��o parta E n�o volte nunca mais

Vou achar paz em seus bra�os?

Vai ser tristeza Ou outra alegria?

Vou esperar mais um momento Pelas estrelas do c�u

Aquele que ama e foge

Com aquele que fica

Voc� poderia Um dia ser leal?

Para mim Quando eu sorrio para voc�?

Pois seu cora��o Vai se render

Se eu der meu cora��o Totalmente

Voc� ir� embora?

Se der seu cora��o a mim

Devo entender

Que ele pode sussurrar

Liberte-me, eu vou embora

-Pode -Seremos fi�is

-Poder� ser fiel? -Seremos fi�is

Devo entregar Meu cora��o a voc�?

Seu amor pode Ser t�o terno

-Se eu der meu cora��o -Serei fiel para sempre

Voc� ir� embora?

Se eu der meu cora��o hoje Isso vai durar?

Ou ir� embora?

Ir� embora?

Ir� embora?

-Fique com este chap�u. -Senhorita!

Pensei que Don Diego fosse estragar tudo.

N�o se preocupe com ele.

Ele n�o vai me incomodar mais. J� providenciei isso.

Bem, ela certamente o desarmou, coronel.

Bobagem. Eu preciso ir andando.

-Ir andando? -J�?

Nada a n�o ser trabalho para uma lenda.

-Coronel, seu chap�u. -Ah, �.

-Pego para o senhor? -N�o, eu mesmo pego.

Boa noite, senhores.

Major, por que n�o fica e se diverte?

-Obrigado, coronel. -Senhores.

Boa noite, senhor.

Chap�u novo, uniforme novo.

N�o � coronel h� muito tempo, Lola.

Quando ele chegar, saia silenciosamente.

Cel. de Rougemont, com meus cumprimentos para a senhorita.

-E posso...? -Entre.

Senhorita.

Perdoe-me por ter fugido com seu chap�u.

-Foi uma tolice minha. -De modo algum.

-N�o est� bravo? -Estou honrado.

Ent�o, vou lhe dizer a verdade.

Sente-se.

Eu o levei de prop�sito. Queria v�-lo.

Bem...

Estava aterrorizada. � a primeira vez que me apresento na Fran�a.

E foi t�o gentil. Ajudou-me e queria lhe agradecer.

Ningu�m viu que estava nervosa. Esteve encantadora.

Achou? � dif�cil de dizer. � tudo t�o diferente aqui.

Diga-me. Foram as can��es certas?

� o tipo de entretenimento de que gostam em Bayon?

Eu gostei. N�o posso responder pelos outros. Eu vim sozinho.

-De Paris? -Infelizmente s� Bordeaux.

Mas � igualmente emocionante. N�o � onde est� o imperador?

-Sim. -Viu-o?

Acabo de me tornar um de seus auxiliares.

Posso toc�-lo? Nem imagina o que isso significa para mim.

Se soubesse o que sinto por Napole�o.

Espero que possa sentir o mesmo calor por um de seus auxiliares.

-Lamento. Com licen�a. -Claro.

Que lindas!

-E um bilhete, senhorita. -Obrigada.

O cavalheiro disse que era urgente. Devo esperar a resposta.

-D� licen�a? -Claro.

Obrigada.

"QUERIDA, CHAME-ME QUANDO ESTIVER PRONTA

PARA SE LIVRAR DELE. DIEGO."

Diga-lhe que n�o aceito sua proposta.

Algu�m que quer jantar comigo.

Devia convid�-la para jantar comigo, mas...

infelizmente tenho neg�cios urgentes...

Vai para Bordeaux?

N�o, vou ficar aqui por algum tempo.

Ao menos, at� o fim da confer�ncia.

-Confer�ncia? -Com seu rei Ferdinando.

-Vem vindo de Madrid. -Vem?

Confer�ncia? Parece t�o s�rio. Espero que n�o sejam problemas.

Seria p�ssimo que isso acontecesse depois de eu estrear na Fran�a.

Podem me mandar para casa.

N�o podemos permitir que nada do tipo aconte�a.

De fato, esperamos por uma alian�a mais forte entre os pa�ses.

N�o imagino nada mais agrad�vel que uma alian�a entre...

-a Fran�a e a Espanha. -Concordo.

Acho que n�s dever�amos dar o exemplo.

Acha que isso ajudaria as rela��es internacionais?

Tremendamente.

Ent�o, imagino que deveria ser o nosso dever.

Come�amos com um jantar uma hora destas?

-Quando? -Digamos...

-O que est� dizendo? -Que tal...?

� terr�vel. Por favor, desculpe.

-O senhor disse... -O mesmo senhor?

Sim.

Diga que j� dei a resposta. N�o.

Chega de flores e recados.

-Um jovem persistente. -N�o �?

-Almo�a comigo amanh� �s 1 3h00? -Adoraria.

Dizem que h� um caf� excelente...

N�o seria melhor jantarmos a s�s...

em sua casa?

Ia sugerir isso depois. Posso busc�-la?

Seria mais discreto se eu fosse sozinha.

Estou no Chateau Neuf, rua D"arsenal.

-Adeus, senhorita. -Adeus.

-At� amanh�. -Amanh�.

-Coronel? -Sim?

Seu chap�u.

Obrigado.

Senhorita.

N�o pude evitar. N�o vi que estava com ci�mes at�...

Ma��s!

Ma��s!

Sim, senhorita, pois n�o? Pombos, patos...

-coelhos deliciosos. -Coelhos? Muito bom.

-Os pombos s�o bons? -�timos. Aves excelentes.

Disseram-me em Vit�ria que tinha boas aves.

-Vit�ria? -Sim, Vit�ria.

Esteve recentemente na Espanha?

Estive na estalagem Golden Fleece h� dois dias.

Esta � uma ave �tima. Firme, tenra, olhe.

-O rei chega em Vit�ria hoje � noite. -Hoje � noite?

Pediram para que ficasse l� at� ter certeza da boa vontade...

de Napole�o, mas quando chegar, est� determinado a continuar.

Espero ter not�cias que o detenham, antes que isso aconte�a.

Vamos orar para que tenha.

-Um n�o basta? -Quero dois...

em caso de imprevisto.

Pode escolher, sabe qual � o melhor.

-Por que n�o leva os dois? -Certo.

S�o aves excelentes.

E lhe asseguro que ir�o direto ao ponto.

Bom dia, senhor.

Lola, temos que ir. Resta-nos meia hora.

-Deixe-me experimentar outro. -Sim, est� aqui.

Lola, pegue uma carruagem e leve as coisas.

-Quero tomar um ar. -Sim, senhorita.

Desculpe. Estou provando uns chap�us.

-Ficam bem. -Mas n�o estava falando comigo.

-N�o estava. -Perdoe-me.

O homem j� volta.

N�o estava, mas agora estou.

Quer dizer que me perdoou?

-Por qu�? -Este chap�u.

-Vai ficar com o chap�u? -D�-me. Ser� emoldurado.

Flores, madame? Flores para a dama, monsieur?

-Posso lhe comprar flores? -Acho que deveria.

Qualquer coisa menos rosas.

Violetas? Bot�es? Jasmins?

-Jasmins seriam bons. -Jasmins, por favor.

-"Merci." -Obrigada.

-O que faz aqui? -Tinha compras a fazer.

-E queria ver a cidade. -Eu mostro o panorama.

-Tem algum? -Se tem algum?

� direita est� um dos mais famosos pr�dios de Bayon.

-S�rio? -V� aquele terra�o?

Aquela janela aberta?

Naquele quarto, Don Diego passou uma noite de tortura...

quando achou que sua Gianina o havia dispensado.

Engra�ado, n�o vejo placas.

Sabiam que ele n�o gostaria. Era um homem muito modesto.

Tem certeza de que era Don Diego?

Quebrou a cama e as cadeiras, em sua ang�stia.

-Ainda h� restos dele. -Restos?

O cabelo que ele arrancou.

Morangos, morangos. Bem frescos, para a mademoiselle.

-Est�o lindos. -Gostaria?

Aqui est�.

Um momento, vou buscar seu troco.

-S�o bons. -N�o s�o?

Castanhas, monsieur?

Castanhas, quer?

Meia d�zia.

Faremos o seguinte: compraremos queijo e vamos ao rio almo�ar.

Adoraria, mas n�o posso. Tenho um compromisso.

-Com o coronel? -Sim.

Foi o que pensei.

N�o aja assim, estou na Fran�a e meu p�blico...

� de oficiais franceses. Preciso ser gentil com eles.

-Suas castanhas, monsieur. -Obrigado.

N�o gosto de ver uma espanhola agradando os franceses.

N�o sabia que era t�o patriota.

Nem eu, at� agora.

O Cel. de Rougemont � um homem muito importante.

Pode fazer muito por mim.

O Cel. de Rougemont nunca fez nada por ningu�m de gra�a!

-Descobri tudo sobre ele. -Monsieur!

-Monsieur, seu troco. -Obrigado. Tome.

Obrigado, monsieur.

Mas n�o vai sair neste momento.

Vamos ver o resto da cidade.

N�o podemos andar pela cidade comendo.

Por que n�o?

As pessoas que a conhecem v�o achar encantador.

-E quem n�o me conhece? -Desejar� conhec�-la.

Pronto. Acabou. Tem mais?

S� mais um. Mas n�o � para voc�.

-Vamos, sente-se. -Certo.

N�o ligue para eles. Ir�o embora.

-Bonito, n�o? -Mas n�o � a Espanha.

N�o, n�o � a Espanha.

-O que � isto? -Isto?

Um velho medalh�o que meu pai deu � minha m�e, no casamento.

Lembro quando menina, que implorava para brincar com ele.

Mas ela nunca o tirava. Olhe, s�o meus pais.

S�o bonitos.

-Tudo o que sobrou. -O que aconteceu?

Nossa fazenda estava na linha direta de ataque...

quando os franceses invadiram a Espanha, h� 20 anos.

Isso deveria fazer com que se sentisse amarga com os franceses.

N�o, isso faz tempo. Olhe!

Isso � jeito de falar com uma mo�a?

V�o embora. V�o embora.

-Quer outra castanha. D�-lhe. -S� tenho mais uma. N�o vou dar.

� para voc�.

Coma-a, antes que a veja.

N�o adianta, n�o o engana. Tome, vamos.

� s�. N�o tenho mais. Viu? Acabou tudo.

Era o �ltimo. Juro que era.

Tenho mais uma.

Tome.

Olhe, se foi.

Est� rindo. N�o tem cora��o?

-N�o d�i? -Claro que d�i.

Est� comendo um de meus dedos, agora.

-Nem arranhou. -Est� sens�vel.

Est� certo.

-Melhorou? -Um pouco.

Mas ainda n�o est� bom.

Gosto... Da m�sica.

Cante para eu esquecer da dor.

Voc� precisa de solidariedade

Essas s�o as palavras?

Precisa de solidariedade

Solidariedade S� solidariedade

Eu estou tentando Ser amig�vel e gentil

N�o sentimental

Ent�o, se eu Tocar seu cora��o

N�o entenda mal

Seu significado

Est� batendo e mostrando

Solidariedade

Eu preciso de solidariedade

Solidariedade E mais solidariedade

Eu estou tentando ser

Adequado e bom Comportando-me como devo

Mas meu pobre cora��o sofre

Cada vez que nos encontramos

N�o me culpe

N�o, mas tenha certeza Querido

Tem minha solidariedade

Esqueceu de ficar em guarda. Seus olhos estavam suaves.

Sua voz estava suave. Ama-me um pouco, n�o?

Diga que me ama.

-Sim, eu o amo. -Gianina.

Napole�o!

Viva o imperador! Viva o imperador!

Napole�o!

-Preciso ir. -Ir?

Meu compromisso. Est� ficando tarde.

-N�o saia com aquele homem. -Preciso. Voc� n�o entende.

-E se eu pedir que n�o v�? -N�o posso explicar.

N�o � s� ci�me. N�o estou pensando em mim.

N�o v�, por favor, eu suplico.

Nada vai interferir conosco. Eu lhe prometo.

Tome, fique com isso. � um sinal de meu amor.

E com ele, todo o meu cora��o.

Tente entender e creia em mim. Por favor.

J� levaram minhas coisas?

-Sim, senhorita, mas... -O qu�?

-Algo terr�vel aconteceu. -O que foi?

Um soldado deixou esta carta. Do Cel. de Rougemont.

Cel. de Rougemont?

"Pe�o seu perd�o, mas devido a eventos inesperados...

devemos adiar nosso encantador encontro por 4 ou 5 dias."

Eu sei.

A recusa de Ferdinando em prosseguir, causou isso tudo.

-4 ou 5 dias. Imagina...? -O qu�, senhorita?

Que haver� tempo para de Rougemont chegar em Vit�ria...

com o recado de Napole�o, e voltar?

Senhorita, se pudesse ver o recado.

N�o preciso v�-lo. Sei o que haver� nele.

Um monte de promessas vazias, para que nosso rei v� � Fran�a.

O que quero saber �:

quais s�o as ordens de Napole�o, caso Ferdinando n�o creia na carta.

No caso dele recusar a vir.

-Vou manter o compromisso. -Senhorita.

E se de Rougemont n�o me espera, melhor ainda.

-Cel. de Rougemont? -Sim, mas...

Diga que a Srta. Zara chegou.

-Mas o coronel n�o est�. -N�o est�? Curioso.

-Est� esperando-o? -Sim, ele disse que voltaria.

Ent�o, eu espero. Obrigada.

Mas senhorita, eu...

Se soubesse que viria, arrumaria melhor a casa.

Tudo bem. N�o se incomode.

-Aceitaria algo? Um vinho? -Nada, obrigada.

Duval! Duval!

-O que h� com voc�? -Sim, senhor.

Pegue meu equipamento. Eu j� vou.

O qu�?

Voc�, senhorita?

Parece surpreso. Esqueceu?

N�o, mas mandei um recado ao seu hotel.

Eu fui fazer compras. O que dizia?

Tive que pedir para adiar nosso encontro.

Adiar?

Pode me perdoar? Algo inesperado aconteceu.

O imperador ordenou que fosse a Vit�ria, levar um recado a seu rei.

Devo escolt�-lo para a Fran�a.

Bem, suponho que como � o meu rei...

-eu devo perdo�-lo. -� gentil em entender.

Mas � s� um adiamento. Volto em 4 ou 5 dias.

E depois, talvez, podemos continuar...

A menos que outra coisa inesperada aconte�a.

Nada mais inesperado pode acontecer.

Eu lhe prometo.

Duval. Meu ordenan�a vai lev�-la ao seu hotel.

-N�o vai partir j�. -Espero uns despachos.

Devo estar pronto para partir, quando chegarem.

Ent�o, eu espero aqui para me despedir.

-�s suas ordens, senhor. -Pronto?

Duval, pode abrir a porta agora.

Sim, senhor.

H� uma m�gica Em seu cora��o

Quando uma mo�a Chega batendo em seu cora��o

N�o adianta evitar Esse chamado

� uma pena que tenha que ir, senhor.

Sim.

Sim.

Se ela bater

Desculpe, senhor.

-Pronto, senhor. -Pode esperar l� fora.

Sim, senhor.

Em seu cora��o

Quando uma mo�a Vir bater em seu cora��o

Deixe que ela entre

Deixe o romance come�ar

Da�, ela nunca mais vai partir

N�o tranque esta porta

Para o amor

Foi lindo.

-Gostou? -Gosto de tudo em voc�.

Sua voz, seu cabelo, seus l�bios.

� melhor eu ir embora.

Se soubesse como desejo estar a s�s.

-Seria bom, n�o? -Ser� bom.

Sim, mas, �s vezes, quando o clima � perdido...

Nina Maria, n�o diga isso. Est� tornando dif�cil a minha ida.

Os despachos, coronel. Alguma ordem, senhor?

-Os soldados chegaram? -Est�o aqui, senhor.

Obrigado, capit�o.

-Precisa ir agora? -Sim. Sinto muito.

N�o seria...? Deixe-me ajud�-lo com isso.

Eu devia odiar isso. Est�o se interpondo entre n�s.

Nada pode se interpor entre n�s. Prometa-me...

que vai me encontrar aqui, quando eu voltar.

Eu prometo.

Nina Maria...

ORDEM DE PRIS�O

-Devo ir. -Claro.

Perdoa-me por deixar Duval lev�-la de volta ao hotel?

Certamente, eu entendo.

Adeus.

Adeus.

-Viu-o, senhorita? -Sim, pegue meu casaco!

Senhorita!

Esprema o lim�o.

O marqu�s est� certo. A confer�ncia � uma cilada.

O qu�?

O coronel levava duas cartas. Uma � tranquilizadora.

-A outra � uma ordem de pris�o. -De pris�o?

Querem trazer o rei para a Fran�a, com promessas de boa vontade...

e depois faz�-lo prisioneiro, quando ele cruzar a fronteira.

D�-me o milho para as aves.

O coronel j� partiu?

Sim, mas s� chega amanh�, tarde da noite.

Nosso recado chega em quatro horas, no m�ximo.

Em tempo de avisar o rei, para que ele possa voltar.

Os pombos.

O que foi? O que h� de errado?

N�o � minha ave. As marcas s�o diferentes.

-Senhorita! -Algu�m a trocou.

Mas n�o poderiam. Estive aqui o tempo todo.

-Fora... -Voc� saiu.

O conciergerie pediu para que eu visse outro quarto...

onde achava que ficaria mais confort�vel.

Foi quando o fizeram. Deixe-me ver o outro.

O conciergerie. Mas n�o pode ser ele.

N�o. Viu? Trocaram os dois.

Colocaram as aves deles para que minhas mensagens fossem para eles.

Quem poderia ter feito isto?

Algu�m que soubesse de cada passo que dei.

Algu�m que soubesse que eu tinha as aves e que sa�...

para subornar o conciergerie para que voc� sa�sse do quarto.

Mas se sabiam de tudo isso, por que n�o fizeram algo antes?

Precisavam de provas, antes de me pegar.

Se eu mandasse este recado, as teriam.

N�o pode fazer nada? N�o pode avisar o rei?

N�o sei. Podia tentar o homem da feira.

Mas se eles sabiam das aves, eles...

E Don Diego?

-Pensei nele. -Ele faz tudo pela senhora.

Conhece as estradas. Ele cavalga depressa.

Se ele sair agora, chega em Vit�ria antes do coronel.

Ele poderia avisar o rei.

O que foi?

Pode ser ele quem esteja fazendo isso tudo.

Senhorita!

Eu sei, eu sei.

Quem mais poderia ser?

O marqu�s disse que os franceses t�m eficientes contra-espi�es.

Mas Don Diego, n�o pode ser ele.

Espero que esteja certa, Lola.

Tome, destrua tudo isso. Livre-se das aves.

-N�o deixe um rastro. -Aonde vai?

Vou � feira, se n�o der, vou falar com Don Diego.

Com licen�a, onde est� o dono daquela barraca?

A pol�cia o levou embora, h� poucos instantes.

A pol�cia?

Sim, madame, eu n�o sei o motivo, mas o levaram.

Que pena! Tenho que achar outra barraca. Obrigada.

Ela est� subindo.

-Tire isso da�. -Sim, senhor.

Ela vem pedir ajuda.

Lembre-se, ela est� desconfiada.

Descobriu que as aves foram trocadas. Tome cuidado.

Fa�a-a crer que est� ansioso em ajud�-la.

Fa�a-a falar. Se ela confessar o que est� fazendo...

-� tudo que precisamos. -Muito bem, senhor.

E fa�a uma cara melhor. Est� h� muito tempo no servi�o...

para saber que n�o h� lugar para sentimento.

Estarei l� dentro.

Nina Maria!

Vim ver este local hist�rico.

-Entre! -Est� sozinho?

Sim, entre.

O que houve com o coronel?

Teve que cumprir uma miss�o em Vit�ria.

-Ent�o, n�o almo�ou com ele. -N�o.

Ent�o, deve estar faminta. Quer uma fruta, vinho...

Um pouco de vinho. N�o estou com fome.

-Tem certeza? -Sim, obrigada.

Que encantador! N�o sabia que dava para achar um lugar assim...

-t�o em cima da hora. -Tive sorte, n�o?

Sim.

Eu n�o sabia se o acharia. Temia que estivesse fora.

Voltei assim que me deixou nas margens do rio.

-Voc� me enganou, Diego. -Eu a enganei?

Disse que todas as cadeiras estariam quebradas...

depois daquela noite de ang�stia.

Sim, mas tudo foi curado milagrosamente, hoje.

-� nossa. -� nossa.

-Est� ficando tarde. -Bobagem. S�o apenas 1 5h00.

Tem v�rias horas antes de ter que voltar ao caf�.

Sim. Diego?

Foi verdade o que me disse hoje, �s margens do rio?

-Sabe que sim, Nina Maria. -Vou pedir que me fa�a algo.

Quanto tempo levou para chegar at� Vit�ria?

Um dia e meio. Corri bastante.

-Por qu�? -Quero que leve um recado.

-Um recado? -Sim.

Eu o escrevo para voc�.

Eu pego o papel.

-Caneta. -Obrigada.

Pegue suas coisas. Gostaria que partisse j�.

-Para onde devo ir? -Para Vit�ria.

Vit�ria?

Tome.

-N�o me disse para quem �. -Leia e ver�.

Eu fico com isso, cap. Andr�.

Capit�o Andr�?

Do Servi�o de Intelig�ncia Militar da Fran�a.

-Franc�s? -Sim, sou franc�s.

Demorou para descobrirmos...

quem estava obtendo informa��es dos soldados em Madrid.

O capit�o Andr� foi o primeiro a desconfiar de voc�.

� inteligente, mas n�o o bastante. N�s a pegamos.

N�o sei o que est� dizendo.

"Reserve apenas uma mesa, com uma omelete flamb�.

Estarei em sua casa em tr�s dias.""

-O que � isso? -Gosto de omelete flamb�.

Se n�o se importa.

Sinto t�-lo desapontado com meu bilhete.

Eu ia escrever outro. Bem pessoal.

Mas queria ver o que aconteceria, quando lhe entregasse este.

Um momento, senhorita.

Sabemos o que seria o recado pessoal. � uma espi�.

-Mas monsieur... -N�o ache que porque...

foi esperta desta vez, continuar� com suas atividades.

V� para o seu hotel e fa�a as malas.

At� 21 h00, dever� estar fora deste pa�s.

E a aviso para nunca mais p�r os p�s na Fran�a.

Seu aviso � desnecess�rio.

Depois do que passei, n�o desejo voltar.

Adeus. Tenha mais sorte, na pr�xima.

Veio ver se estou saindo do pa�s?

-Vim lhe trazer isso. -Obrigada.

Sei que me odeia pelo que fiz.

Engana-se.

Tenho-lhe grande admira��o. � um agente muito valioso.

Especialmente em seguir mulheres. Canta belas can��es e...

como apaixonado, � muito convincente.

Mere�o tudo o que pensa de mim, mas devo lhe dizer...

que no in�cio, era uma miss�o como outra qualquer.

-Achei que seria divertido. -E foi, n�o?

Foi por um tempo. Depois me apaixonei.

Queria dizer quem eu era, para avis�-la...

mas estava sob ordens. Deve me acreditar. Amo voc�.

E sempre amarei.

N�o posso acreditar em nada do que disse.

� franc�s. � tudo o que eu preciso saber.

Vamos, Pedro.

"Napole�o, imperador da Fran�a, avisa ao povo da Espanha...

que Ferdinando VII abdicou."

O rei Ferdinando?

Em seu lugar, Joseph Bonaparte, reger� como rei da Espanha.

"O Rei Joseph Bonaparte entrar� na cidade de Madrid...

no dia 20 de julho.

Sua Majestade deve ser recebido com honras reais."

Deve pendurar tape�arias em seu terra�o.

Joguem flores nas ruas para o rei.

Devem estar nas ruas para receber o rei.

Todos os homens, mulheres e crian�as.

N�o se sinta assim.

Talvez nosso povo precisasse disso para se mexer.

H� guerra e rebeli�o aqui. Ser� mais necess�ria que nunca.

Ainda tem f� em mim, depois desse fracasso?

Claro.

Ter� que ficar afastada por uns tempos.

Eles a conhecem, agora. Seria perigoso demais.

Mas n�o se preocupe. Ter� sua chance na hora certa.

Viverei esperando essa hora.

Vamos deixar que tirem nosso pa�s de n�s?

Vamos deixar que matem nossas mulheres e filhos?

N�o!

POR ORDEM DO REI JOSEPH

TODA CIDADE OU VILA EM QUE UM FRANC�S FOR MORTO

SER� QUEIMADA.

Lorde Wellington!

Lorde Wellington!

Esta ser� a batalha decisiva dos cinco anos de campanha.

Est�o vendo as posi��es das for�as francesas em Vit�ria?

A artilharia inimiga est� aqui, aqui e aqui.

T�m o comando de cada ponte, cada estrada...

cada topo de montanha.

Pela primeira vez, enfrentaremos suas for�as consolidadas.

Quer dizer mais de 80 mil homens!

Contra nossos 50 mil.

Ou metade desse n�mero. A situa��o parece desesperadora.

N�o, empurramos os invasores at� aqui, n�o vamos parar agora.

Nem que custe a vida de cada espanhol.

� exatamente o que custaria e nem isso nos daria a vit�ria.

Devemos contar com estrat�gia.

Podemos perguntar...?

Por enquanto, � melhor manter segredo.

Mas mantenha todas as tropas em prontid�o...

para o ataque. Obrigado, senhores.

Capit�o, pe�a ao marqu�s de Melito para vir aqui.

Sim, senhor.

-Mandou me chamar? -Sim. Alguma not�cia?

S� que ela est� atr�s das linhas francesas.

-Est� l� h� uma semana. -Uma semana?

Estas coisas demoram.

Ela deve restabelecer certas conex�es.

Sim, claro.

Tenho muita f� nela. Ela esperou muito por esta chance.

Eu sei que ela n�o fracassar�.

Vamos, mocinha.

Fa�a algo com gra�a.

Vamos, com gra�a, mulher.

Continuem!

Traga aquela garota ao QG.

Sim, senhor.

Obrigada.

O que posso lhe dizer?

-O vinho ado�a a batalha. -Vamos tomar vinho.

-D�-nos vinho. -Vamos tomar vinho.

-Voc� a�! -Eu?

Sim, voc�. O general quer v�-la.

O que foi? N�o fiz nada.

Vamos. E n�o demore.

Certo. Deve ser por uma boa causa.

Desculpem.

-Seu casaco. -Obrigada, monsieur.

-Vamos. -Certo, certo, certo.

Vamos, Angelino, o general quer nos ver.

At� logo.

-Vamos. -Certo.

Entre.

Entre.

Obrigado, capit�o.

Nina Maria.

N�o achava que se lembrasse.

Lembro-me muito bem que tinha um compromisso em Bayon...

comigo h� cinco anos.

E quando voltei, tinha sumido.

Assim que partiu, tive m�s not�cias.

Tive que partir em poucas horas.

Podia ter me deixado um recado.

Fiquei t�o transtornada e nervosa, que n�o tive tempo para...

fazer nada. Nem lhe deixar um recado. Desculpe.

Agora eu volto a encontr�-la. Seguindo nosso ex�rcito.

-Tinha que ganhar a vida. -H� quanto tempo faz isso?

Desde a guerra.

Os espanh�is descobriram que eu era simpatizante dos franceses...

e se viraram contra mim, ent�o...

Tudo pode ter mudado, mas voc� n�o mudou em nada.

Est� mais linda que nunca. Se � que � poss�vel.

E est� menos, como dizer? Inating�vel?

Eu j� fui inating�vel com o senhor?

Por que n�o me procurou muito antes?

Eu tinha medo. Voc� � t�o importante.

Vai ser importante de novo. Vai voltar conosco a Madrid.

E desta vez, n�o ter� que agradar os espanh�is.

Ter� roupas ador�veis e j�ias. Como tinha.

Chega destas coisas!

Duval! Duval!

Onde est� o sujeito?

-Duval! -Sim, Excel�ncia?

Procure a esposa do major, d� meus cumprimentos...

e diga que h� uma donzela em apuros.

Pe�a-lhe que empreste...

-uma muda de roupas. -Sim, senhor.

E depois, nos traga champanhe. Do bom.

Sim, Excel�ncia.

Devemos celebrar nosso reencontro.

-H� anos que n�o tomo champanhe. -Chegou na hora.

Encomendamos vinhos especiais de Paris...

para comemorar nossa vit�ria.

-Vai haver uma batalha? -N�o, uma derrota completa.

-A maior derrota da guerra. -Como vou gostar de ver isto.

Como vou gostar de v�-lo comandando suas tropas.

-Gostaria, n�o? -Sim. Leve-me com voc�.

-Por favor. -N�o vai ser um torneio.

Batalhas s�o desagrad�veis de se ver.

Mas quero ver. N�o sabe o que � ficar atr�s das linhas.

Recebemos as ordens, mas nunca vemos nada.

Quero fazer parte da empolga��o, ver o que est� acontecendo.

Acha que vou arriscar que algo lhe aconte�a...

quando acabo de reencontr�-la?

Mas deve haver um lugar seguro de onde eu possa ver...

Sim, sim.

Uma muda completa de roupas.

Espere. Deixe-me ver.

Vestido, sapatos, chap�u...

-E o... -Aqui, senhor.

O que pegou a�?

-O que �? -Um bilhete...

que um soldado pediu para eu guardar.

Por que estava costurado no seu casaco?

N�o tenho bolsos. Queria que estivesse seguro.

-D�-me. -O soldado disse...

D�-me.

N�o pode ser importante.

Soldados sempre nos d�o coisas para guardar.

-Ele disse que voltaria para pegar. -Onde arrumou isso? Quero a verdade.

Estou dizendo a verdade. Por qu�? O que �?

-Um mapa de nossas linhas. -N�o pode ser. Ele n�o...

E o que � isso escrito em c�digo?

Eu n�o sei. Garanto, eu n�o sei.

-Capit�o Pillaux. -Sim, Excel�ncia?

Chame o tenente Boncoeur do servi�o de intelig�ncia.

-Ele est� de licen�a. -Quem est� no servi�o?

-Capit�o Andr�. -Andr�?

-Capit�o Fran�ois Andr�. -Diga para que venha j�.

-E chame a guarda. -Sim, Excel�ncia.

Se est� dizendo a verdade, n�o tem nada a temer.

Mas se tem algo a ver com isso...

ter� a mais r�pida Corte Marcial e execu��o da hist�ria.

Entre!

-O cap. Andr�. -Fa�a-o entrar.

E pe�a para que a guarda fique de prontid�o.

Sim, senhor.

-Parece conhecer essa garota. -Sim, Excel�ncia.

Lembro-me do seu rosto. Onde o vi antes?

-Em Bayon, Excel�ncia. -Bayon?

Claro, era o homem das flores. J� estava na Intelig�ncia?

Sim, Excel�ncia. Estava destacado para segui-la.

Suspeit�vamos que ela obtivesse informa��es...

da espionagem espanhola. Jamais tivemos provas.

Temos agora. Aqui est�.

-Capit�o La Garde. -�s suas ordens, senhor.

Prenda esta mulher como espi�.

Reviste seus pertences e prepare uma Corte Marcial imediata.

Sim, Excel�ncia.

Prossiga.

Foi por pouco. O que acha?

� um mapa aut�ntico de nossas linhas.

Cada regimento, cada bateria, quase cada pe�a de artilharia.

-Ela n�o fez este mapa. -Como sabe?

Esta � uma parte de mapa ingl�s.

Ingl�s? E os ingleses conhecem nossas posi��es?

� o que parece.

Onde ela o conseguiu? O que ia fazer com ele?

Espere, talvez a mensagem esclare�a.

Parece que vi este c�digo antes.

Deixe-me ver. A primeira palavra � "verificar".

Verificar?

Por isso ela queria chegar �s linhas de frente.

Decifre a mensagem o mais r�pido que puder.

Sim, senhor.

Tem algo a� embaixo. Tire a tampa.

Prossigam.

Terminado. Veio do QG ingl�s.

"Verifique este mapa e volte.

Atacaremos no amanhecer do dia 21 ."

Amanhecer? Faltam cinco horas.

Mande o chefe de equipe vir para c� j�.

-Mais ordens? -� s�, capit�o Andr�. Obrigado.

Um pombo-correio?

Achamos entre outras coisas dela.

Capit�o Andr�, fique aqui. Posso precisar mais do senhor.

Sim, senhor.

-Coloque l�. -Sim, senhor.

-Soube do que aconteceu? -Sim, Excel�ncia.

� imperativo que mudemos nossa forma��o...

antes do amanhecer. Despache as ordens seguintes:

"Retirar duas brigadas de infantaria das alas direita e esquerda...

e as colocar atr�s das linhas, no centro.""

Sim, senhor.

"Concentre as reservas para um ataque central."

Ataque central.

4h50.

Cap. Andr�, quero que escreva um recado neste mapa.

-Sim, senhor. -No mesmo c�digo.

"Certo, posi��o correta, exceto o centro.

O centro � fraco."

Quando atacarem aquele centro, ter�o uma recep��o...

de que nunca se esquecer�o.

-Pronto? -Sim, senhor.

Ponha o mapa no pombo e o prepare para o voo.

Entre!

Suas ordens foram executadas.

As tropas est�o ocupando suas novas posi��es.

-�timo. A ave est� pronta? -Sim, Excel�ncia.

Abra a janela.

"Bon voyage."

Obrigado, capit�o Andr�. Pode voltar ao seu posto.

Coronel, estamos prontos. Vamos.

-Quero ver a prisioneira. -Sim, senhor.

Meu tempo � breve, tenho que voltar ao posto.

Mas tinha que falar com voc� a s�s.

Por qu�? Cumpriu seu dever. Sua consci�ncia est� limpa.

Consci�ncia? E eu ligo para a minha consci�ncia?

Todos esses anos eu sonhei com voc�. Mas a guerra vai acabar.

N�o seremos mais inimigos e poderemos fazer as pazes...

mas agora, agora seremos...

Por que fez isso? Por que veio para c�?

N�o sabia que seria reconhecida e poderia ser morta?

Sabia e quis correr o risco.

-Foi loucura. -Talvez sim, talvez n�o.

N�o vou deixar que morra. Eu a amo, Nina Maria.

Minha vida acaba, se algo acontecer com voc�.

Eu n�o vou deixar que morra.

A batalha come�ou.

Sim, cap. Andr�. A batalha de Vit�ria.

Pareceu mais pr�ximo. H� algo errado.

N�o est�o atacando o centro, est�o atacando esta ala.

Nada est� errado. Est� tudo como o planejado.

O planejado?

Wellington nunca pretendeu atacar o centro...

mas queria que pensassem isso, para que enfraquecessem as alas.

Como assim?

N�o podiam ser derrotados com a forma��o que tinham...

mas h� uma chance, agora que a forma��o foi mudada.

Por isso vim aqui com o mapa.

Vim onde voc� estava, onde Rougemont estava.

Eu queria ser pega.

Minhas instru��es eram para eu ser pega com o mapa...

mas nunca para mand�-lo. Deixamos esta estrat�gia para voc�s.

Os ingleses sabem que n�s mandamos o pombo-correio?

E sabem que nunca as mandariam, se fossem as suas posi��es.

Nina Maria! Guardas! Guardas!

V�, capit�o Andr�, volte para o seu regimento.

V�o precisar de voc� e de todos os homens que conseguirem.

Nina Maria!

N�o!

Mostre o seu esplendor e suporte a dor.

Pois eu te adoro

E me rendo

O esplendor

De seu cora��o

Pois eu adoro

Eu adoro voc�

Gianina minha

Seu cora��o Eu adoro

Voc�, Gianina minha

Meu cora��o � seu, querida

Meu cora��o � seu, querida

Nada vai nos afastar

Meu amor

Viva! Viva!

Gra�as a Deus, est� salva.

Temia estarmos atrasados demais.

Ouve isso? � para voc�.

Tornou nossa vit�ria poss�vel. A guerra acabou, Nina Maria.

A Espanha � nossa de novo.

Diga-me, os franceses...

Partiram. Deixaram tudo para tr�s. Muni��es, canh�es, suprimentos...

tudo.

Entre os feridos, um homem caiu l�.

Levaram-no embora. N�o sei se est� vivo ou...

Diga o nome dele. Eu vou descobrir.

Eu devo ir.

Viu... O capit�o Fran�ois Andr�...

do ex�rcito franc�s?

N�o, mas ele pode estar em um dos outros abrigos.

Nina Maria. Nina Maria.

Diego!

Diego, estou aqui.

Gianina, n�o me deixe. N�o se v�.

N�o vou, Diego. Nunca.

Quer dizer a senhorita?

N�o, esta senhorita

Sim, meu cavalheiro

Agora pode cantar tamb�m

Nosso amor � uma can��o Com o c�u azul acima

Juntos nossos bra�os S�o fortes

Viva o amor

Viva voc�! Que sorria Pela sua beleza para sempre

Minha serenata do amor

Eu adoro Eu a adoro Gianina minha

Cada vez mais eu a adoro Gianina minha

Meu cora��o � seu, querida Meu cora��o � seu, querida

Vai durar para sempre

Meu amor

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