All language subtitles for The.Cruel.Ones.1967.1080p.BluRay.x264.DTS-FGT

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Original subtitles

D�i-me bastante imaginar que aquele dinheiro todo

vai acabar num forno como se fosse lenha.

� simples. O governo quer notas novas e temos de queimar as velhas.

N�o me importa que sejam velhas. Eu ficaria com elas.

Em que n�mero de s�rie est�s?

Verifiquei mais de 1.350.000 d�lares at� agora.

Faltam 200,000 d�lares.

Pelot�o, alto!

Tenente! Sargento! Descubram quem eles s�o!

Certo.

- Parece-me estar a funcionar. - Est� agora.

Quer um gole de uma bebida forte?

Lamento, n�o tenho uma caneca para a senhora.

Muito agradecido, mas ela n�o bebe.

Oxal� pudesse dizer o mesmo da minha mulher.

Tamb�m n�o � a minha mulher.

� o marido dela... ou era. O Capit�o Ambrose Allen.

- Morto na batalha de Nashville. - Isso foi h� meses.

Sepultado em terreno militar. Ela teve permiss�o para o desenterrar.

- Tentei comp�-lo um pouco. - Para qu�?

Para o levar para o rancho dela.

Ela alugou a minha carruagem para transportar o caix�o.

Bem, isso j� acabou.

O Novo M�xico � longe e t�m muitos quil�metros pela frente.

Boa viagem, minha senhora.

- Est� tudo em ordem, senhor. - Certo.

S�o eles, sem d�vida. Uma escolta de 30 homens.

Pelot�o, ordem unida, em frente!

Larga a bebida!

Temos trabalho pela frente!

OS CRU�IS Tradu��o de Cjamango

Senhor, premeia o que fazemos com a tua b�n��o,

pois � a tua vontade que executamos.

- �men. - �men, pai.

- Nat. - Claro, pai. �men.

Olhem para isto!

Um recome�o, rapazes. Um recome�o.

Jonas!

Resultou! Resultou como tu disseste, Jonas.

Estiveste a beber.

Ben, d� uma ajuda.

- O Bixby e o Tyler. - Mat�mo-los, Ben.

Morreram pela causa.

N�o te preocupes, filho, n�o s�o nossos parentes.

S� se juntaram a n�s por causa do dinheiro.

Muito bem, rapazes, ponham o defunto no caix�o.

Sedosas, as notas parecem seda.

Como os belos vestidos que vou comprar para mim

e talvez algumas p�rolas para combinar.

E um alfinete de diamante.

Vais ter uma grande desilus�o se pensas que o pai

vai passar por tudo isto s� para te enfeitar.

Os planos podem mudar, filhote.

E a Kitty sabe muito bem como os mudar.

Pareces mais jovem de uniforme, querido.

E tu cheiras melhor s�bria, mulher.

Posso ajudar a contar o dinheiro, por favor?

S� conto uma coisa:

Os quil�metros daqui a casa e a um novo come�o.

Se eles pensam que a guerra terminou porque o Lee se rendeu,

n�o estavam a contar comigo nem com os salamandras.

Jonas, olha para isto.

Nat, perdeste algo.

N�o quero qualquer vest�gio da nossa presen�a aqui, entendeste?

Peguem no Bixby e no Tyler e lancem-nos rio abaixo

e ponham isto na cabe�a:

qualquer erro, pelo m�nimo que seja, pode ser fatal.

N�o serei clemente com voc�s.

Estamos a iniciar uma viagem muito dura.

Seremos ca�ados como animais, mas vamos conseguir.

Entendem? Vamos conseguir.

Que Deus nos proteja. �men.

Fiquem atentos, rapazes. Baixa o v�u!

Revistem-nos.

De onde v�m?

O que quer dizer com "revistem-nos", tenente?

Ouviu a minha pergunta. De onde v�m?

De Nashville.

Tenente! Venha c�.

Cemit�rio de Nashville.

O marido da minha filha morreu em combate, tenente.

Contra o Norte.

Agora, vai para casa.

O seu salvo-conduto, por favor, para transportar o...

Para transportar o seu... O seu salvo-conduto, senhora.

- Senhora? - Sim, claro, o salvo-conduto.

Eu tenho-o aqui.

O comandante federal deu-me um. Isso � a mais pura da verdade.

Sim, senhora. O salvo-conduto.

Pois �.

O salvo-conduto.

Est� bem. � Deus.

Tenho a certeza de que o pus aqui.

Tenho tantas coisas na mala, eu...

vou encontr�-lo.

N�o pode estar perdido, vou encontr�-lo.

S� um momento.

N�o me lembro onde...

Tinha-o na minha bolsa. Sei que est� algures por aqui.

O Chap�u! O chap�u do Ambrose!

Sim, no chap�u.

Por ser tudo o que me deixaram dele, � o meu �nico conforto.

Coloquei aqui dentro. � assim t�o est�pido?

N�o precisa de explicar, Sra. Allen.

Pe�o-lhe humildemente desculpa, mas tinha de verificar.

Seria mais sensato viajar por estradas mais bem frequentadas

no futuro, coronel. - Porqu�?

Um bando de assassinos.

Atacaram uma coluna no rio.

Massacraram todos os seres vivos, homens e animais.

Mas eles n�o ir�o longe.

Temos mais de 1.000 homens a revistar o territ�rio.

�ptimo.

Em frente!

Idiotas!

Jonas, foi fant�stico! Funcionou �s mil maravilhas!

Fomos quase apanhados porque te esqueceste.

Tens poucos miolos que se aproveitem,

mas quero-os agu�ados e n�tidos ou livra-te deles por completo!

Tenta beber outra vez, Kitty, e ser� a tua �ltima bebida.

Para que serve ter uma mulher connosco se temos de cozinhar?

Ela n�o se juntou a n�s como criada.

Essa n�o seria a palavra certa.

- O pai trouxe-a porque precisa... - Todos sabemos do que o pai precisa,

mas digo-vos, n�o creio que ele seja assim t�o inteligente.

Caramba, Ben, O Jeff est� a pensar de novo.

Primeiro faz-lhe a vida num inferno, depois acaricia-a e faz-lhe festas.

- D�-me nojo. - Porque n�o lhe dizes?

O pai precisa de uma vi�va para o caix�o.

Ele n�o lhe far� mal a n�o ser que tenha um motivo.

Eles respeitar-me-iam se eu fosse tua mulher.

Pois.

Estou apaixonada por ti, Jonas.

J� me tinhas dito,

e eu disse-te que estava apaixonado pela causa.

Se eu voltasse a casar,

seria com uma verdadeira senhora.

S� estou a tentar ser honesto contigo, Kitty.

N�o sou suficientemente boa para ti, � isto?

V� l�, acalma-te, acalma-te.

Pensa em tudo o que eu tenho pela frente.

Reorganizar o ex�rcito confederado, atacar a Uni�o e reconquistar o Sul.

Formar um novo governo.

O homem que pode fazer isso pode criar uma senhora.

Uma, lembra-te, que n�o beba, n�o diga palavr�es e que n�o...

Jonas...

S� paciente comigo, por favor, Jonas.

Limpa a cara, est�s rid�cula.

- Caminho livre, pai. - �ptimo. N�o falta muito.

Como est� a parelha, filho?

Eles aguentar�o, pai. Est�o a ir bem.

Qual � a piada?

O teu pai preocupa-se mais com estes preciosos cavalos do que connosco.

D� c�. Deixa-me conduzir.

N�o consigo par�-los!

V�o atr�s da carruagem! Despachem-se, rapazes!

Socorro! Ben! Ben! Socorro!

Os cavalos espantaram-se.

Nunca se tinham espantado contigo.

Passei as r�deas � Kitty. Lamento.

Lamentas? S� tens isso a dizer? Ajuda com o caix�o.

Temos de chegar a Denton antes de anoitecer.

- Senhora? S� trazes sarilhos. - E tu enojas-me!

Se n�o fosse pelo dinheiro que est� no caix�o,

n�o te quereria nem dois segundos sequer perto de mim.

Apanhem os cavalos!

Kitty! P�ra!

Larga-me!

Eles dizem que �s doida...

Jeff!

Ela estava a fugir, pai. Com o dinheiro.

Levanta-te.

O que se passa, pai?

Ela estava a fugir, garanto-lhe.

Se n�o fosse eu, ter�amos voltado para onde...

Onde come�amos, sem nada!

Ela era apenas uma rameira, pai!

Precisava mais daquela rameira do que preciso de ti.

A declara��o foi passada em nome da Sra. Ambrose Allen.

Quem vai fazer de vi�va agora?

- Eu, o Ben ou o Jeff? - Nenhum de voc�s.

Encontraremos outra vi�va.

Leva-a e enterra-a.

Bem fundo.

Traz as roupas dela.

Nat, vamos acampar. Cuida da carro�a.

Ben.

Vais a Denton.

Tenta encontrar uma mulher resistente e respeit�vel.

Desta vez, uma que n�o beba.

O que est� a incomodar-te, filho?

O que aconteceu � Kitty.

N�o vou trazer mais uma mulher para que lhe aconte�a o mesmo.

Ent�o isto acaba aqui, � isso que tu queres?

O fim de tudo pelo que lut�mos, plane�mos?

Temos seguidores errantes leais � nossa espera no rancho como prometemos.

Estamos a fazer uma coisa muito importante, filho.

Mas antes de darmos mais um passo, temos de encontrar a nossa vi�va.

Ben, Posso n�o to mostrar, mas amo-te tanto como aos outros,

mesmo que a tua m�e n�o seja a deles.

Para mim, talvez sejas o melhor de todos.

Est� bem, Claire.

- Duplicaremos. - Como queiras, Slim.

D�-me lume, querido.

Acho que a vaidade est� a subir-te � cabe�a, Claire.

A ganhar assim tanto dinheiro.

- Quantas cartas? - Nenhuma.

D�-me uma.

PROCURAM-SE MORTOS OU VIVOS BANDIDOS QUE MASSACRARAM A COLUNA

Aqui est� a sua tequila.

- Mais 100. - Passo.

Est� bem, acompanho.

Sequ�ncia.

Aqui est�.

Devias desistir, Slim. em breve estar�s falido.

Serve-me uma bebida, Sam, fiado.

A Claire deixou-me outra vez sem dinheiro.

Se precisas de dinheiro, aqui est� uma maneira de o ganhar.

Ouve, eles est�o a falar a s�rio.

10.000 d�lares, eles s�o loucos.

Ela ganha sempre?

Sequ�ncia.

Desculpa, Slim. Full house. O jogo acabou.

- Parece que est�s sem dinheiro. - Quem diz?

- O jogo continua. - Como queiras.

Mas quero mudar de baralho.

- Est� bem. - Sam!

Traz um baralho novo.

Uma boa m�o e est�s fora.

- Posso jogar? - Podes perder?

Metade do que eu ganhar.

Um tipo esperto.

D� as cartas com as m�os e n�o com a boca, est� bem?

Vamos jogar.

- Vinte. - Vinte.

Uma carta.

Uma para mim, tamb�m.

Aquele espelho ali. Est� pendurado na posi��o certa?

Seria um truque muito f�cil.

Tu abriste esta m�o, abres tu.

- Tudo. - Passo.

- Quantas cartas pediste? - Uma.

S� uma?

Muito bem, Claire, p�quer.

Royal flush.

Desta vez, apanhei-te. Esta carta era minha!

- Do que est�s a falar? - Vou entregar-te �s autoridades!

Tem raz�o, senhor, mas esta n�o � a maneira de agir com uma senhora.

Talvez ela seja batoteira, mas ainda � uma mulher,

e, por sinal, uma mulher muito bonita.

Perdi o meu sal�rio todo � custa disto h� algum tempo

e quero tudo de volta at� ao �ltimo c�ntimo!

- V� l�, querida, vens comigo. - Que est�s a fazer?

Tira as m�os de cima de mim!

N�o te preocupes, tenho um emprego para ti.

- Somos mineiros. - Cuidado.

Apanhem-nos!

Vamos falar sobre isto.

N�o se mexam, se querem viver.

Que dizes � minha oferta?

Cuidas de mim e dos meus irm�os. Ganhas 2.000 d�lares por um m�s de trabalho.

2.000 d�lares? �s louco?

Talvez. Decide-te.

Est� bem. Por ali.

Vamos l�, esque�am-nos! Apaguem o fogo! Apaguem-no!

Nat! Jeff! Sou eu!

Bom trabalho, filho.

Podes orgulhar-te do que fizeste, Ben.

E tamb�m n�o � nada m�! Vamos gostar desta.

- Ela � bonita, Ben. - O que � isto?

Tira as m�os de cima de mim!

Agora percebo.

Bem, Ben, aposto que est�s orgulhoso.

De vigarista para vigarista.

A verdade � que me tramaste.

Tu � que trocaste as cartas.

E levaste o Slim a iniciar a briga para te poderes safar.

- Ent�o? N�o foi? - Foi.

- Qual � o nome dela, filho? - N�o sei.

- Sra. Allen? - Claire.

No papel que interpretar�s para n�s, daqui em diante ser� conhecida

como Sra. Ambrose Allen. - Que est� a dizer?

Isto � algum espect�culo ambulante de xaropes milagrosos?

Aqui est� a sua nova roupa.

- Roupa de luto. - Luto?

- Por quem? - Pelo seu falecido marido, vi�va Allen.

Morreu como her�i em Nashville.

Estamos a lev�-lo de volta para o enterrar no vosso rancho.

Mineiros.

Nenhum de voc�s � mineiro.

Quem s�o voc�s?

Um momento.

O que est� realmente naquele caix�o?

Vamos ver se serve.

S�o os assassinos da coluna, n�o �?

Roubaram-nos e assassinaram-nos todos.

Somos soldados confederados, querida. Em miss�o.

S� inteligente, filha.

Faz o que te mandam e n�o te acontecer� nada.

Canalha.

Era tudo mentira, cada palavra.

Os 2 mil d�lares que te disse s�o verdadeiros. Diga-lhe, pai.

A quantia est� correcta.

2.000 d�lares � muito dinheiro apenas por chorar um morto.

N�o te preocupes. Vamos fazer valer o nosso dinheiro.

Esperem!

Ningu�m lhe toca! Entendido, ningu�m.

Bem, Sra. Allen, n�o acha que � melhor vestir-se?

Muito bem, rapazes, levantem acampamento.

A roupa preta ainda fica melhor nela do que ficava na Kitty.

Mal podes esperar para p�r as m�os nela, n�o �?

Claire.

N�o � o que tu pensas.

O pai est� a organizar o ex�rcito confederado.

Ele nunca se render� aos Ianques.

Sabes quantos morreram naquela coluna?

Civis, pai.

Desta vez ser� mais dif�cil.

N�o te preocupes.

Se nos apanharem, dir-lhes-ei a verdade.

Que verdade?

Que te obrig�mos a juntares-te a n�s.

Des�am, todos.

E a senhora tamb�m.

Posso perguntar o que procuram?

Assassinos em massa e o que roubaram.

Os bandidos de que ouvimos falar em Denton?

Aqueles que destru�ram a coluna militar?

Est�o algures por aqui.

Encontraram mais uma obra deles nas colinas rochosas de Denton.

Um corpo de uma mulher, despida.

- Suspeita de n�s? - Suspeito de todos.

Nada, xerife.

De certeza que revistaram tudo?

Tudo. Menos o caix�o.

Vamos l�.

Xerife...

Temos um salvo-conduto.

Abram-no.

Por favor.

Deixe-me ser eu a faz�-lo.

N�o importa, deixem estar.

Perdoe-me, senhora.

Subitamente ocorreu-me o que a minha vi�va sentiria

se eu estivesse ali dentro.

Nunca esqueceremos a sua bondade, senhor.

Vem, filha. Rapazes?

Podem chegar ao Forte de Santa F� antes de anoitecer

se andarem depressa.

Acho que passaremos a noite aqui.

Como queira, coronel, mas n�o corra riscos.

Aquele bando � cruel.

Manteremos os olhos abertos, xerife.

- Portaste-te bem, filha. - Melhor do que aquela que mataram?

Sem d�vida.

E tenho as roupas dela vestida.

S�o todos desprez�veis!

Tresandam a morte como este vestido!

Claire!

Espera. filho.

� melhor deix�-la desanuviar.

Anda.

Vamos ajudar o Capit�o Ambrose a voltar para a carruagem.

Desaparece.

Vai-te embora.

Gosto de companhia.

N�o me toques.

Esse teu teatro n�o me engana. N�o �s assim t�o inocente.

Socorro!

Ben! Socorro!

Socorro! Ben!

Jeff! Tira as m�os de cima dela!

N�o te metas, Ben! Ou mato-a!

Fa�a-o parar!

Fa�a-o parar, Jonas!

Jonas, fa�a-o parar!

Basta, Jeff. Basta.

Deixa estar, Jeff.

Deixa estar!

Volta para a carro�a!

Ben!

Est�s a sangrar.

- Desculpa. - N�o � uma piada.

N�o, estou a falar a s�rio.

Lamento, est�s aqui por minha culpa.

N�o fales disso agora.

Vou compensar-te.

- Prometo. - Esquece, Ben.

Esquece.

Estamos quites.

Parem!

Segurem-nos, segurem-nos!

As cavilhas est�o partidas! Temos de parar!

Vejam o que encontrei.

Parece que algu�m parou aqui antes de n�s.

Militares. H� dois ou tr�s dias, diria.

Dois. A data � de anteontem.

Deram-nos honra de primeira p�gina, pai.

Tamb�m andam � nossa procura por estas bandas.

- � melhor evitar Little Elm. - Por amor de Deus, estamos quase l�.

Little Elm, Los Pecos, e depois para casa.

� demasiado arriscado.

N�o podemos evitar estas mil�cias para sempre.

Ora.

Esta � a rota que temos seguido.

Mas h� outro caminho para casa, atravessando o Rio Hondo.

Estamos a cerca de 50 km de Sundog.

Depois da cidade, continuamos para norte durante dois dias para o rio.

Depois de atravessar o Hondo, estamos praticamente em casa.

- Se os cavalos aguentarem. - V�o aguentar, h� muita �gua.

� territ�rio �ndio, n�o �?

- �ndios amig�veis, sem ianques. - N�o sei.

Vamos encontrar muitos ianques na cidade.

N�o podemos evitar Sundog, pai?

Precisamos de provis�es para a �ltima etapa.

Achas que vamos conseguir chegar ao fim da �ltima etapa dele?

Tenho de ver isto at� ao fim, por ele.

Est�s t�o ansioso para chegar a casa como eles, Ben?

Casa?

Aquela nunca foi a minha casa.

Fui um estranho l� desde que nasci.

� espera de uma mudan�a. Mas piorou em vez de melhorar.

Pensei que a guerra nos iria unir. Tornar-me parte da fam�lia.

Acho que pensei mal.

N�o, querida, n�o tenho casa. Excepto onde est�s.

Deve ser domingo. As lojas est�o fechadas.

O bar est� aberto. Podemos obter as provis�es l�.

- Bom dia. - Reverendo?

- De passagem? - Isso mesmo.

O marido da minha filha morreu na batalha de Nashville.

Estamos a lev�-lo para casa.

Uma nobre miss�o.

Aceite, por favor, as minhas mais sinceras condol�ncias, Sra...

Allen. Sra. Ambrose Allen.

- A esposa do capit�o Ambrose Allen? - Isso mesmo, mas...

Incr�vel.

Conheci muito bem o Allen, quando ele foi comandante de Forte Brent.

A guarni��o fica apenas a 30 km da cidade.

Ele costumava vir muitas vezes a Sundog.

- Ent�o conhecia a mulher dele. - N�o, apenas o capit�o.

Ele tinha acabado de ser nomeado.

Depois soubemos que ele tinha casado consigo, senhora.

Acho que � apropriado eu realizar...

uma missa em honra dele.

Por favor, n�o se incomode, reverendo.

Temos de seguir viagem, o nosso muito obrigado.

N�o pode haver pressa antes da eternidade da morte.

Considero isto um privil�gio.

Assim, tamb�m pode ver o sargento Tolt.

Tolt?

Era adido do capit�o Allen, agora est� reformado.

Ele vive aqui na cidade.

Decerto que se lembra dele, Sra. Allen.

O Tolt fala em si muitas vezes.

Claro que me lembro dele.

Eddie, corre at� � rua Merriweather e vai buscar o Sargento Tolt.

Tenho a certeza de que ele est� l� agora.

Ajudem a levar o Capit�o Allen para a igreja, por favor.

Nat, vai ao bar comprar as provis�es. Vem.

- Ent�o o Allen existia mesmo. - Sim.

Mas o salvo-conduto � falso.

Mas o morto n�o, tir�mos o nome de uma cruz no cemit�rio de Nashville.

Apetece-me rebentar a rir � gargalhada.

Isso n�o seria muito adequado ao papel que est�s a interpretar

neste pequeno drama, filha.

Est� escrito que os caminhos do Senhor s�o imensos e m�ltiplos.

Mas n�o h� d�vida

que um desses caminhos veio dar hoje � nossa cidade.

Pois n�o pode ser uma simples coincid�ncia

a chegada do nosso adorado amigo. N�o, foi a vontade de Deus.

O capit�o Ambrose Allen,

a caminho do seu eterno repouso,

veio at� n�s, de passagem, por assim dizer,

para uma �ltima despedida.

Entra, Tolt.

A f� trouxe-nos de volta o teu capit�o

por um breve momento, assim como � sua esposa.

Miss Ruth. Onde est� a Miss Ruth?

Ruth, o sargento.

Ela est� mesmo aqui, Tolt. Aqui est� ela.

Sra. Allen.

Sra. Allen, louvado seja o Senhor por a trazer at� aqui.

N�o chores, Tolt.

- N�o chores. - Perdoe-me, Sra. Ruth.

� que estou t�o feliz por a senhora estar aqui com o meu capit�o.

Vamos ajoelhar-nos e cantar o r�quiem juntos.

Eu levo a carro�a, Ben.

Reverendo.

Vem, Ruth, � melhor irmos andando.

Ainda n�o, por favor, miss Ruth, n�o pode partir agora.

Lamento, sargento.

J� estamos atrasados.

Venha at� � minha casa, mostrar-lhe-ei as fotografias

que tirei a si com o meu capit�o. Guardei-as todas,

at� mesmo as da feira de Santa F�.

Fotografias.

Demasiadas recorda��es, Tolt. Demasiadas recorda��es. Adeus.

- Adeus, miss Ruth. - Deus te aben�oe, minha filha.

Espere at� ver as fotografias, reverendo. Tenho muito orgulho delas.

Pai?

Porque parou? S� percorremos 4 km.

Esqueci-me de comprar �leo de parafina. Regressa a Sundog, Nat.

- Est� bem, pai. - Sozinho?

Sozinho.

Eddie? �s tu, Eddie?

Aqui est�o as fotos, leva-as ao reverendo.

Eddie? Porque n�o respondes?

Dividi a comida, pai.

- Por que nos separar�amos? - N�o conhe�o o Hondo.

� melhor cada um levar a sua comida.

Acha que os cavalos v�o resistir?

N�o posso comprar aos �ndios.

Que tipo de �ndios se estabeleceriam junto a um velho rio sujo com este?

Velhos �ndios rijos.

Mudaram-se para aqui quando ficaram fartos de pinturas de guerra.

Prontos?

Agora estamos.

- Onde est� o �leo de parafina? - N�o consegui encontrar.

Mas encontrei outra coisa.

D�em uma olhada no capit�o Ambrose Allen.

Um sujeito bem-parecido.

- Aqui est� a mulher dele. - Tamb�m n�o � nada m�.

Queres ver como era o teu marido, querida?

Onde arranjaste isso?

Ele n�o me deu trabalho nenhum.

V�o demorar meses para encontrar o corpo dele.

Seu cobarde.

Cobarde! Ele era cego!

- Eu mato-te, eu mato-te! - Tira-a de cima de mim!

Deixa-a em paz. Calma, v� l�.

Claire!

Nat! Eu trato dela!

Bandidos mexicanos. N�o te levantes.

D�-me a tua camisa.

Pai, veja.

Hombre! Hey, hombre!

- N�o queremos matar-vos! - Que queres?

Tudo o que t�m.

O dinheiro, a comida, sabes como �. Depois deixamos-vos ir embora.

Eles v�o roubar-nos e matar-nos � mesma.

Sai daqui.

Filho da m�e! Vamos mat�-lo!

Pai, eles v�o para a carro�a!

Cessem fogo, parem!

O caix�o vai assustar aqueles bandidos.

Muerte.

Landro, n�o olhes.

Significa azar para n�s, rapazes.

Temos de dar cabo de todos!

Vejam!

Primeiro somos atacados por bandidos,

depois somos salvos pelos malditos ianques.

Tenente Soublette da guarni��o de Forte Brent

�s suas ordens, senhor.

- Perderam alguma coisa? - Apenas tr�s cavalos.

Permita-me agradecer-lhe. O que faz por estas bandas?

Patrulho a zona.

Receio ter de lhe fazer a mesma pergunta, senhor.

Estamos aqui numa miss�o muito triste.

- Filha, o salvo-conduto? - Eu tenho-o, pai.

Aqui tem, tenente.

Do quartel-general do General Ober.

Deve ter sido uma experi�ncia e tanto para si, Sra. Allen.

Pode recuperar em Forte Brent. Ser� um prazer escoltar-vos.

Obrigado, tenente, seguiremos o nosso caminho.

N�o, espere.

Aceito a am�vel hospitalidade do tenente.

Estou muito cansada.

Al�m disso, gostaria de ver o forte que o meu marido j� comandou.

Hombre!

Estou a reconhecer-te. Um homem de grande honra.

Disparaste contra mim quando eu segurava uma bandeira branca.

S� lamento ter falhado.

Encontramo-nos no inferno, amigo!

Eles nem sequer t�m direito a um julgamento, tenente?

Foi declarada a lei marcial nesta regi�o.

Execu��o imediata de qualquer bandido apanhado

a matar ou a pilhar.

Lei marcial, tenente? Desde quando?

Desde que a coluna foi massacrada.

Bem, tenente, penso que podemos prosseguir a nossa viagem.

- Obrigado pela sua amabilidade. - Ainda n�o.

Gostaria de pedir um favor ao tenente.

O que �, Sra. Allen?

Acol� � o cemit�rio do forte, n�o �?

� sim, senhora.

Gostaria que o meu marido fosse sepultado l�.

Que est�s a dizer, filha?

Ela precisa de um bom descanso.

Assim como o Ambrose.

Basta de fugir.

Basta de perigo.

Basta de medo.

O meu marido merece um repouso melhor.

Mas, Claire, o lugar dele � em casa, connosco.

N�o, Ben.

O lugar dele � aqui

no forte que j� comandou.

Num t�mulo de soldado entre soldados.

E Forte Brent ter� muito orgulho em receb�-lo.

Tenente, gostaria que o enterrassem imediatamente.

Sim, senhora.

Fogo!

Aqui tem, Sra. Allen.

N�o entendo, Claire.

Visto que foste ao ponto de conseguir enterrar o caix�o,

porque n�o foste at� ao fim? O tenente ter-te-ia escutado.

- Estarias livre. - Mas tu n�o, Ben.

Eu n�o conto muito.

O pai n�o � homem de perdoar.

Aconte�a o que acontecer, valeu a pena

s� para ver aquele olhar na cara do pai Jonas.

Pai, vamos apanh�-la, agora mesmo.

O Jeff tem raz�o, pai. Vamos matar aquela bruxa.

Estamos muito perto do forte.

Eu digo-vos quando.

Aqui.

Vamos acampar aqui.

Agora, pai?

- Eu pr�prio tratarei disso. - Tratar do qu�, pai?

Parece que n�o fui claro!

Talvez tenha a culpa

de a d�diva que o senhor nos enviou

estar agora enterrada.

Sua culpa?

Pai, foi ela que fez aquilo. Sabe disso.

Agora est� na hora de lhe calar a boca por ter feito isto.

Vamos acabar com isso!

Se essa rapariga tivesse entendido

que nunca mat�mos por sede de sangue,

que nunca roub�mos por gan�ncia,

ela nunca teria armado um truque sujo como aquele.

Sabes, filha, o que quer que tenhamos feito,

foi por uma nova confedera��o dos estados sob a protec��o de Deus.

Nunca te apercebeste disso, pois n�o?

Foi o que eu pensei.

Mas agora que expliquei, percebes?

N�o � s� o dinheiro que cobi�amos...

Mas o que ele ir� conseguir fazer pela confedera��o.

Ben, leva os teus irm�os.

V�o ao cemit�rio e escavem. Tragam o caix�o de volta.

Esperarei aqui com a Claire.

- � esta. - Como � que sabes?

Foi remexida recentemente. A terra ainda est� mole.

- Vamos cavar. - D� c� isso.

Cuidado!

Vamos.

Claro que o Ben � diferente dos outros.

Teve uma m�e diferente.

� um pouco sens�vel para o meu gosto.

Resultou muito bem para ti, n�o foi?

Muito bem.

Tens frio, filha?

Toma.

Ir� aquecer-te.

- O que est�s a fazer? - O que achas?

Esse caix�o vai voltar para o pai tal como est�.

Um tiro e teremos o forte inteiro a cair-nos em cima.

N�o te atreverias.

As vossas pistolas, r�pido!

N�o quero brincadeiras.

� melhor rezares para que eles voltem.

Ou eu mato-te.

Pai! Pai, j� chegamos!

Ben.

Aqui est� ele, pai, recuper�mo-lo.

Claire.

- Est�s bem? - �, Ben.

Gra�as a Deus, chegaste.

Isto � o que protege o caix�o.

Trouxe-o de volta dos mortos.

Claro, pai, um sinal do c�u.

Depararam com problemas?

Sim... comigo.

Mas tudo isto j� acabou. � aqui que nos separamos.

Que est�s a dizer?

Eu e a Claire vamos embora, pai. Agora mesmo.

Ben, n�o permitirei que te tornes num traidor.

Traidor a qu�?

- Ao Sul. - O Sul rendeu-se.

N�s n�o, os salamandras, o regimento que eu comando e que tu serves.

O senhor n�o est� no comando! E eu obedeci tempo demais.

Olha para ela.

At� onde achas que ela vai neste estado?

Ela est� doente.

Se queres desistir, f�-lo como deve ser.

Sim.

Espera at� chegarmos a casa,

onde ela se pode recuperar.

Ent�o a decis�o � vossa. N�o vos impedirei.

N�o te posso deixar ir embora agora. �s demasiado importante para mim.

Talvez voc�s dois acreditem na causa ou talvez n�o.

Talvez eu acredite o suficiente por todos n�s.

O mais importante �

que temos o dinheiro de volta.

E desta vez, vamos at� ao fim.

Ali est� ele, rapazes. O rio Hondo.

Ali est� ele.

Vamos atravess�-lo agora, pai?

� demasiado arriscado atravess�-lo esta noite,

n�o nos podemos dar ao luxo de perder os cavalos.

Atravessaremos de manh�.

Como te sentes?

O que est�s a fazer ao caix�o?

Vou ceder a carruagem � Claire.

Ela est� muito doente. � s� por esta noite, pai.

Tudo acabar� dentro de dois dias, querida.

Depois seremos livres.

Que tal?

Est� pronto.

Deixem um pouco para mim.

Ando a cheirar e a farejar a vossa comida h� 16 longos km.

N�o vale a pena desperdi�ar chumbo precioso comigo, senhor.

J� estou quase a morrer de fome.

N�o faz sentido mat�-lo.

D�em-lhe comida e mandem-no embora.

Thank you, se�or.

Tira as patas sujas da�. �s o �ltimo da fila.

De onde vens?

De debaixo de uma rocha.

� por onde dizem que todos come�amos,

rastejando de debaixo de alguma coisa.

- Buenas noches, se�or. - Buenas noches.

Muitas boas noches tamb�m para a se�orita!

Enquanto rastejavas, detectaste �ndios por aqui?

H� uma data de tendas �ndias a 10 km daqui.

Parecem pac�ficos.

Pelo menos, da �ltima vez que os vi.

Era bom poder comer regularmente assim!

Est� na hora de dormir um pouco.

N�o vais dormir, acaba de comer e desaparece!

Onde vou arranjar um lugar a esta hora da noite?

Eu com os p�s doloridos, � como andar em cima de um cepo.

Vejam este p�.

N�o vou incomodar ningu�m. S� me vou enrolar e dormir.

Mandei-te desaparecer.

Aquele sujeito no caix�o? Ele est� melhor do que eu.

Ele tem um tecto.

Se algu�m o pontapear fica com o p� dorido.

- Queres juntar-te a ele? - Claro, jovem,

mas s� quando chegar a minha hora.

Deixem-me ficar e dormir uma soneca.

Deito-me onde quiserem, mesmo junto ao caix�o.

Levarei a noite toda a rezar pelo sujeito que est� l� dentro,

que deve aquecer o seu cora��o para conceder

a um miser�vel como eu a compaix�o da bondade humana.

Encontra uma manta.

E n�o rezes demasiado alto ou acordar-nos-�s.

Gracias.

Gracias, se�or, muchas gracias.

Gracias, se�or.

Jeff, ficas com o primeiro turno de vigia.

� a vez do Ben, pai.

O irm�o Ben n�o faz mais turnos de vigia,

� ele que precisa de ser vigiado.

Pai, depressa! Algu�m matou os cavalos!

- Onde est� o mendigo? - Aqui.

Vamos. Afastem-se.

Se�orita, fique onde est� e deixe-me ver as suas m�os.

N�o quero magoar ningu�m.

Tive de me livrar dos vossos cavalos para n�o me poderem seguir.

Excepto este... � para mim.

- Que Queres? - As suas botas.

As suas, as tuas, as tuas e as tuas. Tenho os p�s delicados.

Vamos l�, mexam-se.

Nada mau, h�?

Voc�s, d�em-me os vossos casacos, h�?

Tu a�.

Amas o teu irm�o como diz na b�blia?

Bem, d�-lhe um pontap� nas partes baixas.

Mandei-te dar-lhe um pontap� nas partes baixas.

Com for�a.

Tu!

Gostas de oferecer a outra face como diz na b�blia?

Bate-lhe, bate-lhe.

Bate-lhe como eu disse.

�ptimo.

Agora, os cintur�es, posso vend�-los.

R�pido.

E as r�deas atr�s de ti. E a manta.

D�em-me a sela, tudo.

�s muito ganancioso, amigo. N�o podes carregar isso tudo.

L� nisso tem raz�o, se�or.

Que tal o vosso caix�o?

As coisas caberiam todas ali dentro.

� sacril�gio.

Tens de respeitar os mortos.

Eu nem sequer respeito os vivos, amigo.

Tu. Abre o caix�o.

Atira a carca�a fedorenta para o rio.

Depois enche-o com o meu saque e amarra-o ao cavalo.

Os restantes ficam quietos.

Despacha-te.

Isso � o que eu chamo de usar a cabe�a, chefe.

Pai!

Cuidarei de mim quando chegar a casa.

V�s, Ben? Eu disse-te ainda precisaria de ti.

N�o podemos atravessar o Hondo apenas com um cavalo.

Pai? Porque n�o nos separamos, dividimos o dinheiro e encontramo-nos no rancho?

Seria muito mais seguro dar a volta.

Continuamos juntos, entendido?

Juntos.

Voltem � aldeia �ndia e comprem alguns cavalos.

Certo. Eu vou, pai.

Porque o Jeff ainda n�o voltou?

D�-me �gua para beber.

Ben.

Por favor, leva-me daqui.

Estou doente, Ben.

Leva-me para casa.

Vou levar-te para casa, querida.

Prometo.

- Pai! Por amor de Deus, pai! - Onde est�o os cavalos?

Os malditos �ndios emboscaram-me a duas horas daqui.

Pensei que o pai tinha dito que eles eram pac�ficos.

S�o. O que est�s a dizer?

Mal consegui voltar vivo.

Eles est�o atr�s de mim, pai, temos de sair daqui!

Demasiado tarde.

O que foi que fizeste, Jeff?

Maldito idiota.

Que querem?

A ele.

Entreguem-no a n�s ou morrer�o todos.

Ele levou e matou a minha filha.

N�o lhe d�em ouvidos! Ela provocou-me!

N�o os deixarias apanhar-me, pois n�o, Ben?

Continuas a ser meu irm�o, Jeff.

N�o vou deixar que os �ndios te apanhem.

Como vais impedi-los?

Com o que est� dentro deste maldito caix�o!

N�o te mexas!

Enlouqueceste, Nat?

N�o, n�o enlouqueci.

Nat, n�o podes fazer isto. Ele � nosso irm�o.

N�o tenho irm�os desde que atac�mos aquela coluna.

H� mais de um milh�o em notas ali dentro

e n�o troco um d�lar pela tua vida miser�vel.

Anda, saca!

N�o!

Ben!

Vou lev�-lo para casa, rapazes.

Vou lev�-lo para casa.

Ben.

Desenterraste o caix�o errado.

Vamos para casa, rapazes.

Pai!

Volte! Pai!

FIM

13/04/2020 AFR

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