All language subtitles for The Admirable Crichton (1957)

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Original subtitles

MANS�O DOS LOAM INGLATERRA - 1905

O MORDOMO E A DAMA (1957)

Bom dia, meu senhor. O tempo est� ameno.

Tem correntes de ar.

Lovegrove me pede para inform�-lo que

o jardim de Inverno do Sul est� em plena flora��o.

- Hein? - Uma orqu�dea.

O que h� nos jornais?

As sufragistas est�o novamente dando problemas.

Uma jogou um tijolo na janela do n�mero 10 na noite passada.

Continue. Alguma baixa?

Um sub-lacaio sofreu uma fratura no nariz.

Ningu�m importante ficou ferido.

- O 1� ministro jantava fora. - Ah, que pena.

O que quis dizer com "Ningu�m importante"?

Como voc� sabe que o sub-lacaio n�o era t�o bom

quanto o 1� ministro?

Pe�o-lhe para ficar quieto, um empregado pode ouvi-lo.

Tivemos essa discuss�o antes.

- Vou provar meu ponto de vista. - Ah, n�o, meu senhor.

Sim. Tire minhas filhas da cama imediatamente.

- Perd�o! - O qu�?

Bem, acorde as suas damas e tire-as da cama.

Caf� da manh� em 30 minutos. Espero todos l�.

Meu Senhor, vou mandar Rolleston vesti-lo.

Liberdade, igualdade, fraternidade.

Um por todos e todos por um, Crichton.

Isso quem disse foi um franc�s, meu senhor.

Bom dia, Crichton.

Bom dia, sua Senhoria est� esperando.

Bom dia, Crichton.

Bom dia, sua Senhoria est� esperando.

- Vai fazer-lhe bem. - Bom dia, Crichton.

- Sua Senhoria est� esperando. - Ah, caramba!

- Bom dia, papai. - Bom dia.

Por que fomos arrancadas da cama a essa hora?

Querida, sabia que milh�es de pessoas nas Ilhas Brit�nicas,

j� deram duro no trabalho por tr�s horas ou mais?

As pessoas, sim. Mas n�o n�s.

E milhares come�aram o dia com apenas p�o e �gua.

Hoje parece interessado em como vivem as outras pessoas.

Eu estou e voc� deveria estar tamb�m.

- Todas voc�s. - Papai, no caf� da manh� n�o.

E a sua dama de companhia, Mary? Qual � o nome dela?

- Fisher. - Sim, Fisher.

- E seu nome de batismo? - Eu n�o sei.

E tenho certeza que ela n�o quer que eu saiba.

Vai nos pedir para compartilhar refei��es com as nossas damas.

Isso � exatamente o que voc� vai fazer.

Papai, o que significa isso?

� isso mesmo que estou dizendo.

�s 4:00 da tarde, todos estar�o na sala de desenho.

L�, vamos receber o pessoal para o ch�.

Todos os servi�ais.

Voc�s ir�o trat�-los como seus iguais.

Eu me recuso a fazer parte disso.

Voc� esqueceu que George est� vindo para o ch�?

Mary, eu ordeno que esteja presente.

Papai, se a minha vida ser� arruinada,

prefiro fazer isso eu mesma.

N�o poderei estar l�.

Ernest Woolley me levar� a Londres no seu autom�vel.

- �s 04:00, Catherine. - Papai, como podemos?

Eu disse 4:00 horas.

Papai, eu estava...

Elas se acostumar�o com a id�ia.

- Sinceramente, espero que n�o, sr. - Nada disso.

N�o deve se opor a mim.

N�o trato voc� como um ser humano?

Certamente que n�o.

Seu tratamento sempre foi como deveria ser.

Chega. Esta tarde, �s 04:00 horas, voc� ser� um igual.

Vou mostrar se voc� � igual a mim ou n�o.

E fa�a o que estou mandando.

Muito bem, meu senhor.

Os servi�ais de fora da casa tamb�m estar�o presentes,

mas falarei com eles mais tarde.

A ordem de entrada ser� afixada no quadro de avisos

depois do almo�o.

Isso � tudo. Alguma d�vida?

Seremos convidadas a sentar?

Certamente ser�o.

E lembrem-se, n�o na borda da cadeira.

Voc�s sentar�o firmemente no centro.

Vou morrer. Ah, n�o!

Voc� n�o far� isso, Eliza.

N�o at� sair da sala.

Haver� muitas aves e uma boa comilan�a.

Todos os amigos juntos, n�o �, Crichton?

- Ouvi voc� me chamar de Crichton? - Sim, senhor.

Talvez dentro de uns 15 anos, possa subir uma posi��o

e se dirigir a mim como "Sr. Crichton".

Nunca, em hip�tese alguma, me chame de Crichton.

H� um trem �s 12h30. Arrume sua mala.

Certo, s�o esses os seus deveres.

E lembrem-se, sem fofocas subindo as escadas.

Pe�o desculpas pelo comportamento do rapaz, Sr. Crichton.

- Voc� est� p�lida, Sra. Perkins. - Voc� acha?

- Um copo de vinho ajudaria. - Obrigada.

SUFRAGISTAS EXIGEM JUSTI�A

VOTOS PARA MULHERES!

Ah, Ernest, n�o � emocionante?

Duvido que consigam alguma coisa.

S� a luta mudar� a lei.

O qu�? Ah, calma, garota.

Ah, n�o! Eles n�o podem...

Catherine! Catherine!

Como se atreve?

Deixe-me ir.

Senhora Perkins.

Ah, senhora Perkins.

Encantado.

Mary,

esta � a Senhora Perkins.

- Como vai? - Satisfeita, tenho certeza.

Brocklehurst, nossa valiosa Senhora Perkins.

Monsieur Floury.

Ah, me perdoe.

Voc� n�o vai se sentar?

- Encantado por v�-la. - Vou trazer um pouco de ch�.

Vamos l�, eu quero ouvir tudo sobre seus pudins.

Muito obrigado.

Sr. Rolleston.

Treherne, venha e cuide do Sr. Rolleston.

- Quem � o sr. Rolleston? - Valet do Pai.

Como vai, sr. Rolleston?

Sim, isto �... um prazer inesperado.

Isso � totalmente contr�rio a todos os meus princ�pios.

� o mesmo para todos n�s, Brocky.

N�o me chame de Brocky. Detesto isso.

Brocky, se vai se casar com Mary...

Meu noivado com Mary ainda n�o foi anunciado.

Senhorita Fisher.

Por Deus!

Estou encantado em v�-la, srta. Fisher.

Venha, n�o vai sentar?

Agora, me diga o que voc� faz?

Na casa, eu quero dizer?

Ah, Mary, ch� para dois.

Ah, Lovegrove.

- Como est� toda sua fam�lia? - Ah, obrigado, meu Senhor.

E como est� a sua esposa? Blooming?

Blooming? A primeira coisa que vi esta manh�.

Abriu-se maravilhosamente.

Roxo brilhante com profundas manchas amarelas.

- Meu Deus! - Ela n�o vai aguentar.

Estar� morta na segunda-feira. � o problema com as orqu�deas.

- Elas n�o duram. - As orqu�deas?

Ah, sim, � claro.

- Venha tomar um ch�. - Jane, Gladys, Rose.

Mary, leve uma x�cara de ch� para as mo�as.

- Papai! - Mary.

Ch�, Crichton?

N�o, n�o. Permita-me, minha senhora.

Isto deve ser muito desagrad�vel para voc�.

Tenho vergonha de ser visto falando com voc�.

N�o, Crichton, nada disso.

Estamos todos hoje em igualdade de condi��es.

Est�o todos aqui?

Todos menos os da rua, meu senhor.

- Quero todos aqui. - N�o a Tweeny.

Todo mundo.

Muito bem, meu Senhor.

Eliza.

Fique quieta.

Bem, estou t�o feliz por v�-la...

- Eliza, meu Senhor. - Eliza.

Minha filha, Mary.

Agora venha e conhe�a os outros.

- Ficarei bem aqui, obrigada. - Fa�a o que foi pedido.

Vamos, agora.

Mary, est� negligenciando seus convidados.

Tem ido � �pera ultimamente?

Bem, que clima voc� tem na cozinha?

Pelo amor de Deus, mulher, seja articulada.

Perdoe-me, meu senhor. Lady Mary quer falar com voc�.

Hein? Ah, obrigado, Crichton.

Venha, Eliza.

Ah, senhor Crichton, acho voc� maravilhoso.

- Voc� n�o vai me deixar, vai? - N�o, n�o vou deix�-la.

Pegue um p�o. Divirta-se.

� demais.

N�o parecia demais quando estava com Fisher.

Mary, minha garota, isso n�o � justo.

Gra�as a Deus que a mam�e ainda n�o chegou.

Agradeceu cedo demais.

- Henry. - Minha querida, Emily.

O que aconteceu com seus servi�ais?

A porta da frente foi aberta por um rapaz do est�bulo.

� um bom rapaz.

Chegou a tempo de encontrar alguns dos meus amigos.

Agora, deixe-me ver. Ah, sim.

Voc� se lembra do Thomas, Emily?

Tom.

Foi em Monte Carlo?

N�o, Mans�o Fenway.

Pobre Cynthia, que vexame!

- Antes era com outro senhorio. - Senhorio?

Claro, eu era apenas um sub-lacaio.

Um sub-lacaio!

Ela n�o vai permitir nosso compromisso.

Isso � terr�vel.

Mans�o Loam.

Ah, sim, senhor.

- � Crichton falando. - Quem �?

- � o sr. Woolley. - Eu vou falar com ele.

Muito bem.

Ernest, onde est� Catherine?

Onde?

Ernest, voc� est� b�bado?

Pai, ele disse que Catherine foi presa.

Presa?

O qu�? Mas o que ela...

Sua filha foi presa.

Oh, c�us!

Meu Deus, n�o acredito nisso.

Sim, sim, claro, adeus.

Uma sufragista.

Minha filha presa como sufragista.

Isso � o que d� promover a igualdade.

� uma casa de loucos, Henry?

Voc� confraternizando com criados.

Voc� me apresentou a um lacaio.

Ainda n�o sabe por que sua filha est� presa?

George.

Entre.

Senhor, notei que estava acordado,

trouxe uma x�cara de chocolate quente.

Ah, obrigado, Crichton.

Muito atencioso da sua parte.

Com respeito, meu senhor,

tenho prestado aten��o na situa��o de Vossa Senhoria.

Posso sugerir que em 6 meses, isso ser� esquecido?

E da�? Ser�o 6 meses de pura mis�ria.

Se voc� ainda estiver aqui, meu Senhor.

Sugere que eu fuja?

Pensei em respirar um pouco do ar marinho.

Ah, sim, o iate.

O iate � vapor.

Meu caro, Crichton, voc� � um g�nio.

Mediterr�neo, hein?

Um pouco lotado nesta �poca do ano, meu senhor.

Ah, claro, as �ndias Ocidentais.

Um pouco mais longe, talvez.

- Mares do Sul? - Uma �tima escolha.

Posso sugerir que os dois jovens cavalheiros

sejam convidados para acompanh�-lo?

- O Jovem Woolley e aquele p�roco? - De Fato.

E Brocklehurst?

N�o creio que a senhora Brocklehurst permitir�.

Ah, ela n�o permitir�? Espl�ndido.

E os servi�ais?

A �ltima viagem n�o foi boa.

O que acha de nos acompanhar desta vez?

Bem, dadas as circunst�ncias...

Obrigado, Crichton.

- E, Crichton... - Meu senhor...

Voc� � um bom marinheiro?

Sou um firme crente no triunfo da mente sobre a mat�ria.

Qual a dire��o do navio?

Para o norte, senhor.

Firme nesse curso.

O qu�?

Sinto muito, meu senhor.

Intemp�ries, meu senhor. Uma x�cara de ch�?

N�o, traga-me uma tigela.

- Uma tigela de qu�, meu senhor? - Apenas uma tigela.

- Uma bacia bem grande. - Muito bem.

E, Crichton, diga ao idiota do skipper

para n�o balan�ar tanto, ou lhe darei aviso pr�vio.

Crichton, voc� � um modelo de perfei��o.

- Gelo frio? - Ir� encontr�-lo assim, senhor.

- Um n�ctar! - Obrigado, senhor.

Ufa! Estar� mais quente amanh�. Estamos perto do equador, n�o �?

Cerca de 20 graus ao norte do mesmo, meu senhor.

Nossa latitude � a mesma das ilhas havaianas,

que se encontram a cerca de 400 milhas ao leste.

Obrigado, Crichton.

Ele n�o � maravilhoso, Ernest? Ele sabe tudo.

- Nunca perde a calma, Crichton? - Imagine um cen�rio tropical.

Algo com um decote aberto e mangas curtas.

Como a Tweeny.

Algumas mi�angas e uma saia de folhas.

Na verdade, sim, senhor.

Muito divertido.

Ah, realmente, Ernest...

- Voc� acha divertido, Crichton? - N�o, minha senhora.

Ent�o por que voc� disse aquilo?

Sr Woolley � o 2� filho de um colega.

Uma bebida fresca, minha senhora?

Obrigada.

Crichton.

- Que esp�cie de homem � voc�? - Esp�cie de homem?

- Voc� � ambicioso? - Ambicioso para qu�?

- Para melhorar. - Minha senhora!

Sou filho de um mordomo com uma empregada.

A mais feliz de todas as combina��es.

Para mim, a coisa mais linda � a arrogante

e aristocr�tica casa Inglesa.

Com todos mantidos nos seus devidos lugares.

- N�o � assim que meu pai faria. - Na verdade, ele n�o faria.

Igualdade para todos, isso seria muito bom.

Qualquer satisfa��o de ser seu igual,

estaria arruinado se o lacaio fosse igual a mim.

Sim, entendo.

- N�o iria funcionar, n�o �? - Em nenhuma circunst�ncia.

Em nenhuma circunst�ncia, qualquer que seja.

N�o.

Bem, obrigada, Crichton.

Obrigado, minha senhora.

Sr. Crichton?

Eliza, o que est� fazendo aqui?

Sabe muito bem que este deck est� fora dos limites.

Sinto muito, senhor.

O luar n�o est� lindo?

- N�o est�, Eliza. N�o est�. - N�o est�.

Mi�angas e uma saia de folhas.

Hein?

- Voc� j� foi beijada, Eliza? - Beijada?

N�o, sr. Crichton, eu n�o.

O primeiro beijo � de suma import�ncia.

Sim, sr. Crichton.

Deve ser a mistura correta de delicadeza e paix�o.

Sim, sr. Crichton.

Projetado para nem super excitar nem repelir.

Sim, sr. Crichton.

Ah, sr. Crichton!

Sr. Spooner, v� at� os passageiros l� embaixo.

Veja, se est�o seguros no conv�s.

Sim, senhor.

Sua senhoria quer elogi�-lo, capit�o.

Sim, sim, eu sei, mas n�o posso agora.

Este � um navio, n�o uma mans�o no campo.

- E estamos numa tempestade. - Isso mesmo, senhor.

Se quer anim�-lo, diga que estaremos no curso

por todas as 200 milhas.

Muito bem, capit�o.

Devemos nos preocupar?

N�o h� nenhuma raz�o para preocupa��o,

a n�o ser que os motores explodam.

Foi isso que quis dizer?

Isso mesmo!

Ordens do capit�o, todos os passageiros para os botes!

Saia por aqui.

Escolha o seu barco. N�o corra.

Depressa, minha senhora. Depressa.

Entre.

Este � um �timo momento para naufragar.

Depressa, meu senhor. Todos devem embarcar.

Onde est� Rolleston? N�o saio sem os meus sapatos.

Oh, c�us!

Abandonem o navio! Para os botes!

N�o h� necessidade de p�nico, Crichton.

N�o entre em p�nico.

Onde est� a Tweeny?

N�o importa. Entre.

Vamos l�, r�pido.

Abaixe esse barco!

N�o � poss�vel, senhor. Espero ordens do capit�o.

Sou dono deste iate. Fa�a o que eu disse!

Eliza?

Eliza, acorde.

Sr. Crichton.

Agora n�o, Eliza.

Oh, Sr. Crichton. O que aconteceu?

Venha, r�pido.

Puxe-a para longe.

- Espere a�, Eliza. - Sim, sr. Crichton.

Todos os barcos sairam. N�s vamos ter que saltar.

- Mas n�o sei nadar, Sr Crichton. - Eu cuido de voc�, vamos l�.

Pule.

Socorro, sr. Crichton.

Vamos, Eliza. Mantenha a cabe�a erguida. Venha.

Sr. Crichton, eu n�o posso...

Continue.

Eu seguro voc�, Ernest.

Est� tudo bem, coloque-os a bordo.

Vamos l�, minha jovem. Est� segura.

Puxe, puxe, puxe.

Crichton, o que est� acontecendo? O que estava fazendo na �gua?

Imploro seu perd�o, meu senhor. Inesperadamente me atrasei.

Devia estar no barco dos servi�ais, n�o conosco.

Sinto muito, senhor. Posso me retirar, meu senhor?

N�o seja burro, sente-se.

Tudo bem.

Algu�m tem alguma tesoura de unhas?

Vamos l�, vamos l�.

Algum sinal de qualquer coisa, Crichton?

N�o, senhor. Parece que estamos sozinhos.

Onde est�o os outros barcos?

Acho que nos afastamos durante a noite, meu senhor.

Se de fato n�o somos os �nicos sobreviventes.

Bem, � uma linda tarde, de qualquer maneira.

Crichton, quem � essa pessoa?

O nome dela � Eliza, minha senhora.

E qual � a sua posi��o na casa?

Eu sou a Tweeny, Vossa Senhoria.

- O qu�? - Aprendiz de dama, minha senhora.

Quer dizer que ela n�o deve falar nada no momento.

Devo entender que voc�s dois est�o fazendo companhia?

- Sra., mordomo n�o faz companhia. - De Fato.

Digamos, lancei um olhar favor�vel sobre ela.

Terra! Olhe!

Por favor, sr. John.

- Trata-se de terra, Crichton? - Sem d�vida, meu senhor.

- Quanto tempo at� chegarmos l�? - Devemos logo estar em terra.

Mas n�o podemos ir � terra assim.

Como podemos conhecer o governador neste estado?

- Meu cabelo est� ruim. - O que vamos vestir?

Ser� que ficaremos na casa do governador sem uma empregada?

Posso sugerir, minha senhora, como um expediente tempor�rio.

- O qu�? - Sr Crichton, eu n�o poderia.

Suas maneiras s�o deplor�veis,

mas ela tem uma apar�ncia caseira e um cora��o de ouro.

Possivelmente, mas estou com medo de que ela n�o consiga.

- Completamente imposs�vel. - Completamente.

Bem, o que voc� v�?

Palmeiras, meu senhor. Areias brancas e palmeiras.

Fiz o que era poss�vel.

Onde est�o todos? Devem ter nos visto.

Como vamos sair?

Posso sugerir que os senhores carreguem as senhoras.

Hein?

Sim, claro, � uma excelente ideia. Ernest?

N�o se apresse, meu velho.

� maravilhosamente quente. Ador�vel local para banhos.

Certo, Cathy, minha garota. Venha. Vamos l�, ent�o.

Chegamos.

Venha, Agatha.

- Crichton? - Minha senhora.

Imploro seu perd�o, minha senhora.

Quer uma ajuda, senhor.

- � pedregoso? - Acho que n�o.

Bem, gra�as a Deus por isso.

Venha, Eliza.

- Sr Crichton, posso sair sozinha. - Venha comigo.

Bem, ent�o,

a primeira coisa � descobrir onde estamos.

- Crichton? - Meu senhor.

Localize a cidade mais pr�xima, encontre algum transporte.

- E traga-o com voc�. - Muito bem, meu senhor.

Posso mencionar o barco?

Sim, sim, vou cuidar disso.

Voc�s dois, tragam-no e amarrem em alguma coisa.

Tudo bem, senhor.

Agora, Crichton, pode ir.

Este vai servir.

Voc� tem corda suficiente?

Pronto. Espl�ndido.

Bastante bom.

Olhem, seus idiotas. O barco.

Mo�a.

- Eu, Vossa Senhoria? - Venha aqui.

J� que ser� nossa empregada, deve se tornar �til.

Suas m�os est�o limpas?

Muito bem. Pode pentear meu cabelo.

Bem, vou fazer o meu melhor, Vossa Senhoria.

Amarrou-o numa tartaruga!

- De todos os... - Senhor, n�o continue.

Percebe que podem passar horas at� sermos resgatados?

N�o horas, senhor, com certeza.

Podemos at� ter que ficar aqui a noite toda.

A noite toda.

Meu senhor, o barco.

N�s sabemos.

Amarrei-o numa tartaruga.

N�o se preocupe com o barco.

Voc� achou a cidade?

N�o, meu senhor. N�o h� cidade.

- N�o seja rid�culo, Crichton. - Estamos numa ilha deserta.

- Ent�o, n�o h� ningu�m aqui? - H� p�ssaros, animais,

possivelmente, r�pteis.

Mas isso � tudo. Estamos sozinhos.

O que vamos fazer? N�o podemos ficar aqui.

Escurecer� em breve.

John?

Crichton, o que...?

Papai, voc� � o chefe da fam�lia.

- Deve dar as ordens. - Ordens?

Se temos que ficar aqui, devemos nos organizar.

- Alimenta��o e alojamento. - Sim, tudo bem.

Vamos para a sombra, depois encontraremos algo para comer.

Deve haver frutos, ou algo assim.

Venham.

V�, Eliza. V�.

Voc� tem certeza de que n�o h� mais ningu�m na ilha?

Claro, minha senhora.

Quanto tempo at� sermos resgatados?

Fomos levados para longe do nosso curso,

muitas milhas longe das rotas mar�timas regulares.

Entendo. Obrigada.

Minha senhora...

N�o desista.

Como se atreve, Crichton?

Essa coisa n�o vai funcionar.

- Quem te ensinou isso, Woolley? - Eu li em algum lugar.

Leva tempo, voc� sabe.

O sol vai se p�r daqui a pouco.

Ufa! Isto � desgastante.

- Pode ser feito? - Sim, � o atrito.

- Isso � o que diz o livro. - Gostaria de encontrar o autor.

Estar� escuro em breve. Precisamos de fogo.

- Sup�e que existam cobras? - N�o.

- Perda de tempo. - Permita-me.

Voc� se importaria de sair do sol, por favor?

E grama seca, Eliza.

Seus �culos, meu senhor.

A� est�! Eu lhe disse, simples.

Sim, senhor, quando se sabe fazer.

Devo preparar o quarto de dormir?

Sim, sim, se voc� quiser. Obrigado, Crichton.

- Est� confort�vel? - � uma bela cama.

Eu acho voc� maravilhoso, sr. Crichton.

Voc� � uma boa alma, Eliza.

- N�o tenho metade da fome. - Metade?

Senhor, fiz de novo.

Est� tudo bem.

N�o, isso n�o est� bom, pare�o s� uma simpl�ria.

Uso sempre as palavras erradas, n�o �?

Tento n�o errar, especialmente quando voc� est� por perto.

N�o deveria me preocupar com isso.

O problema � que eu gosto.

Eu me viro quando estou sozinha.

"Caramba!", eu digo, "Maldita", "Pinoia"

E n�o "metade".

Sabe, o tempo todo que estava na �gua,

eu estava rezando:

"Oh, Senhor, que seja uma ilha onde seja natural ser vulgar."

Esse � o jeito que sou, senhor.

Desistiria se eu fosse voc�.

N�o vou desistir de voc�, Eliza.

Lutaremos contra sua vulgaridade juntos.

Diabos, nunca haver� algu�m como voc�.

Bem, � melhor deitar e dormir um pouco.

Sr Crichton, � seguro aqui, n�o �?

N�o seremos devorados vivos em nossas camas?

N�o se preocupe, Eliza.

Eu estarei vigiando.

Clima ameno, meu senhor.

- O que � isso? - Um coco.

- Revoltante. - Diferente, eu diria, senhor.

- Mais tarde teremos frutas frescas. - Nada para beber?

H� uma fonte de �gua fresca ao longo da praia.

- Onde � o...? - Siga-me, meu senhor.

- Este � o caminho certo? - Positivo.

Posso ver todos os tipos de peixes.

Olhe! Ernest, John!

N�o adianta, � muito apertado.

Sinto muito, meu senhor, tenho p�s pequenos.

Esta � uma bela chaleira de peixes, Crichton.

- Iremos sobreviver, meu senhor. - Voc� acha?

Outros conseguiram com coragem e boa lideran�a.

- Sem comida ou abrigo adequado? - Teremos ambos em pouco tempo.

- N�o vejo como. - N�o sou o �nico homem na festa.

Como acha que farei Treherne e Woolley trabalhar?

- Se eu poder sugerir, meu senhor. - Hein?

Sem trabalho, sem jantar.

E quanto a n�s, Crichton?

As minhas irm�s e eu estamos inclu�das nas suas regras?

N�o s�o minhas regras, senhora. S�o regras do destino.

O servi�al perfeito agora acha que somos todos iguais?

Certamente que n�o, minha senhora.

Sempre manterei isso em todas as circunst�ncias.

Deve haver um para comandar e outros para obedecer.

Sem trabalho, sem jantar, hein?

Bem, vale a pena tentar.

Como faremos sem f�sforos?

At� acender, o navio j� estar� fora de vista.

- Se um navio vier. - Aquele Crichton...

- esperto como o Gato-de-Botas. - Se tivesse uma, ia querer us�-la.

� um navio. John, � um navio.

� um navio, estamos salvos.

- Acenda a fogueira. - N�o, chame os outros.

Por aqui.

Aqui, aqui.

� o iate, o nosso iate.

- O que ele est� fazendo aqui? - Vai bater nas rochas.

Que navegador idiota! Chama isso de navega��o?

Vou coloc�-lo na cadeia!

N�o h� navegador. Ningu�m a bordo.

- O qu�? - Bem, n�s o abandonamos.

Ele est� afundando.

Eu n�o posso olhar.

Nossa �ltima esperan�a se foi.

� melhor voltar para o acampamento.

Crichton, voc� ficou louco?

V� e fique decente.

Pe�o perd�o, meu senhor.

Preciso ir at� o iate antes que afunde.

- Algu�m sabe nadar? - Meu Deus, n�o.

Eu sei, um pouco. Poderia chegar at� l�.

Bem, n�o vamos arriscar desta vez, minha senhora.

Ei, sr. Crichton, cuidado.

Que...

Que extraordin�rio parceiro ele �!

N�o me importaria de apostar, que ele vai chegar l�.

V� em frente, sr. Crichton. Voc� consegue.

Ei! Viva!

Muito bom, Crichton.

- N�o acha ele uma gra�a? - Ador�vel!

Est� bem senhores, obrigado.

Parece estar aguentando bem, meu senhor.

Devemos salvar muitas coisas.

Parab�ns, meu caro amigo, espl�ndido esfor�o.

Por acaso n�o encontrou meus charutos?

N�o procurei por eles. Podem me ajudar, por favor?

Quero tirar mais coisas antes que a mar� suba.

- Crichton? - Minha senhora.

Suponho que n�o nos trouxe nenhuma roupa.

N�o.

Mas agulhas e linhas.

Vai ach�-las �teis.

Seus chinelos, creio, Eliza.

- Ah, muito obrigada, sr. Crichton. - Se importaria de dar uma m�o?

Crichton, espere.

Papai, machados e lanternas s�o todos muito bons.

Insisto que Crichton nos traga algumas roupas.

Escute...

Alguns len�ois e fronhas para nossas camas.

- Toalhas de mesa tamb�m. - E o nosso servi�o de jantar, hein?

- Bem... - Papai, est� no comando aqui.

Bem, meu senhor?

Bem...

Fa�a o que eles dizem e consiga o que puder.

Muito bem.

- O que � isso? - Coco, meu senhor.

- Tivemos coco no almo�o. - E no caf� da manh�.

Mas este � cortado. No almo�o, ele foi retalhado.

Deve ter encontrado alimentos no iate.

Trouxe o que achei conforme as instru��es, senhor.

Crichton, voc� se esqueceu.

- Eu, minha senhora? - O que � isso?

Est� questionando minhas ordens, Crichton?

Meu senhor, n�o estamos na Inglaterra agora.

Estamos numa ilha deserta, a milhas de qualquer lugar.

Se n�o tivermos muito cuidado, todos n�s vamos morrer aqui.

Isso n�o � problema seu.

De agora em diante, vou dar as ordens

e voc� vai obedec�-las.

Com o mais profundo respeito, meu senhor, n�o.

- O que voc� disse? - Eu disse n�o, meu senhor.

Disse n�o? Pode receber o aviso pr�vio,

e n�o venha me pedir refer�ncias.

Senhora, n�o pode cuidar de si mesma.

Nenhum de voc�s pode.

- Voc� est� se achando, Crichton. - Isso � tudo, pode ir.

- Muito bem, meu senhor. - Se ele for, eu tamb�m vou.

N�o seja est�pida, menina.

- O que quer dizer? - Voc� deve ficar aqui.

Com esta turma? De jeito nenhum!

- Ela indo, quem � que vai...? - Agatha.

Bem, o que voc� est� esperando?

Perd�o, minha senhora.

Suponho que seja melhor continuar com o jantar.

Sr. Crichton!

Acabou.

Realmente, Ernest!

Sem fogo,

nenhum abrigo

e coco.

- Agora, o que �? - Sinto cheiro de algo.

- Eu tamb�m. - Cozinhando.

Pelos c�us, � porco assado!

- Est� vindo de l�. - Est� vindo da ba�a.

Est� vindo de l�.

Costeletas de porco. Eles t�m costeletas de porco.

E cebolas.

- N�o posso suportar, vou para l�. - Papai, se o fizer,

- n�o falarei mais com voc�. - Mary, costeletas de porco.

Senhora, n�o vai descer?

E admitir que voc� ganhou?

Prefiro morrer primeiro.

Eliza, uma costeleta de porco para dois.

Sim, sr. Crichton.

Crichton, socorro.

Crichton!

Continue nadando, minha senhora, est� indo esplendidamente.

N�o, eu n�o posso. Eu n�o posso.

Sim, voc� pode. V� em frente.

Crichton, seu est�pido...

Para cima, senhora!

Calma!

Agora, minha senhora. N�o est� longe, v� com calma.

Nunca vou te perdoar por isso. Nunca.

N�o fale. Nade.

Mantenha seu queixo para cima. Assim � melhor.

A� est�.

Voc� nunca sabe o que pode fazer at� tentar.

Aqui est�, minha senhora, beba isto.

Ir� aquec�-la.

Eu poderia ter me afogado.

- E voc� teria deixado. - Ser� que ia? Eu me pergunto.

- O que veio fazer aqui? - Ah, n�o importa.

Estou curioso.

� um longo caminho para sab�o perfumado e meias de seda.

Queria um pouco de comida e algo quente para vestir.

E um par de sapatos.

Sem sapatos. Temo que sua cabine esteja debaixo d'�gua.

- Voc� tentou, ent�o? - Bem...

� claro que tentei.

Obrigada.

Est� tudo bem, minha senhora, est� aprendendo rapidamente.

Vou tentar encontrar algo mais.

N�o!

Crichton, Crichton, volte, Crichton.

Crichton!

Querido, Crichton!

Aqui estamos, experimente este tamanho.

Crichton.

Est� tudo bem, minha senhora. Est� tudo bem.

Meus amigos, faz agora quase dois anos

desde que recebemos a lament�vel not�cia,

que o navio Bluebell sofreu um desastre.

Seguido pelas not�cias tr�gicas relativas ao Lord Loam,

sua fam�lia e outros.

Demos gra�as que o capit�o e sua tripula��o

e todos os outros passageiros

foram providencialmente resgatados.

Estamos honrados, ainda hoje

pela presen�a entre n�s, de uma grande dama.

A Condessa de Brocklehurst foi a primeira

a contribuir para o Fundo Memorial de Loam.

Na verdade, t�o generosamente, que estou feliz em dizer-lhes

que houve uma pequena sobra para o Fundo do �rg�o.

Bem, como todos voc�s sabem, havia planos em progresso

para a filha mais velha de Lord Loam casar-se com o meu filho.

Agora que ela est� no fundo do mar,

ele...

Ele est� com o cora��o partido.

Absolutamente.

Assim, em mem�ria ao Lord Loam e suas tr�s filhas,

os dois jovens e Crichton, o mordomo...

- E a Tweeny. - Muito bem, a outra jovem,

eu agora declaro este bizarro...

Eu agora desvendo este memorial.

- Ol�, senhor. - Bom dia, Tweeny.

CASA DO GOVERNADOR

Bom dia, governador.

- Tempo ameno. - �timo.

Obrigado, papai.

Estou interessado em ouvir o que voc� acha disso.

O que � isso? Eu gosto disso. � bom.

Obrigado, governador.

� aquela nova alga que voc� encontrou, ela d� um toque.

� isso a�.

Papai, como est� se sentindo hoje? Algumas reclama��es?

Agora mesmo atravessei

e parei no lugar onde desembarcamos.

Exatos dois anos atr�s. Meu Deus!

Voc� fez milagres, Gov.

Isso inclui dar-lhe uma nova linha de cintura.

Acordei voc� esta manh�, Gov.

- Est� pronto para o seu banho? - Sim.

Coloquei uma nova concha em sua navalha.

Bom. Obrigado.

- Ol�, Gov. - Bom dia, Gov!

Bom dia, meninas.

O que � tudo isso?

- Feliz 2� anivers�rio, Gov. - Ah...

- Com o nosso amor. - Aben�oe seu cora��o.

- Do alto do pomar? - Dever� haver uma boa colheita.

Nenhuma surpresa, todo o trabalho que voc� teve.

- Como est� a cevada? - A colheita ser� na pr�xima semana.

Estou planejando um novo hor�rio de trabalho.

Bonita vestimenta a sua.

- Gosta? - Agrad�vel.

Eu mesma desenhei.

Um pouco curta do lado, vai chamar a aten��o dos homens.

Voc� acha?

Acho ambas encantadoras.

Na verdade, se eu tivesse que escolher...

- J� sirvo o caf� da manh�, Gov. - Obrigado, papai.

Tudo bem, meninas, de volta ao trabalho.

Gov...

Mary est� atrasada, sinto muito.

Ah, est� tudo bem.

- Vou colocar na �gua. - Obrigado.

A� est�, que tal isto para o almo�o do governador?

OK.

N�o suje meu ch�o. Papai acaba de varr�-lo.

- Se eu sujar, varro novamente. - Gostaria de ver isso.

N�o seja rude comigo. Eu te adoro.

- Ernie, cale a boca. - Tweeny,

tenho tentado falar com voc�, mas nunca est� sozinha.

Melhor cair fora, Ernie, estou cozinhando.

Tweeny, sei que era um completo idiota quando me conheceu, n�o?

- Mesmo agora n�o sou nada. - Ernie.

H� um local perfeito para um bangal� em Angra Porcupine.

Constru� do jeito que voc� queria.

Estou feliz em fazer m�veis, e eu te amo muito.

Eu esqueci...

Ernie, est� me pedindo para sair com voc�?

Tweeny, se voc� quiser...

Mas dizer o que � Catherine?

Cathy est� bem, mas ela n�o est� � sua altura.

- Al�m do mais... - Al�m do mais o qu�?

Bem, ela est� de olho no Gov.

Ah, ela est�?

Bem, ela pode tirar isso da cabe�a.

Entendo.

Sinto muito, Ernie. As coisas s�o assim.

Est� tudo bem.

Ele disse alguma coisa?

Ainda n�o. Mas vai.

Ah, n�o continue.

Ah! Saia!

Gov,

me escolha, por favor.

Ol�, Gov.

- Ol�, Mary. - Ol�.

Bom dia, Tweeny.

N�o posso suportar uma senhora que assobia.

Bem, sou t�o boa quanto voc�. Aqui...

� minha vez do caf� da manh�!

- Voc� deveria ter cozinhado. - Eu estou servindo.

- Mary! - Vamos l�.

- Tenho ovos para seu almo�o. - Maravilhoso, Mary.

Estava atr�s de um cervo, mas estava sem sorte.

- Gov? - Sim?

Faz meses desde a �ltima vez que estivemos juntos.

Por que voc� n�o vem ca�ar cervos comigo?

Eu poderia perseguir o cervo errado.

Eu n�o acho.

Gostaria de saber.

Mary, voc� � uma mo�a muito bonita.

Tem muitos admiradores na ilha?

Certamente que n�o.

Pensei que John ou Ernest estivessem interessados.

Bem, n�o estou interessada neles.

Como est� indo a constru��o do barco?

- N�o sei, ainda n�o pensei nisso. - Nem ningu�m.

Vou falar com eles sobre isso.

Voc� vai avis�-los?

- Ernest pegou esse peixe? - Sim, como soube?

Notei que ele deixou o anzol dentro.

- Venha. Vamos l�. - N�o.

Tudo bem, todo mundo. Quero falar com voc�s.

Voc�s sabem por que estou aqui.

Estive olhando o relat�rio de progresso.

Estamos fazendo o nosso melhor, Gov, com todas as outras fun��es.

- N�o quero desculpas vagas. - Sugere que somos pregui�osos?

N�o estou sugerindo, estou dizendo que s�o.

N�o acreditam que podem construir este barco?

Estamos nesta ilha h� 2 anos,

2 anos completos hoje.

Voc�s querem ficar aqui por 3 anos? 4? 5?

Longe da civiliza��o, vivendo como selvagens.

- � tudo o que voc�s querem? - O que mais podemos querer?

Voc�s devem querer voltar para casa.

� por isso que projetei este barco, para sair daqui.

Para voltarmos � Inglaterra, o nosso lugar.

Voc� quer voltar, Gov?

Bem, � claro que quero.

� claro que eu quero.

� meu dever lev�-los de volta e voc�s ir�o.

Ao trabalho.

No terra�o da casa do governo esta noite.

Um jantar de anivers�rio!

Posso ter o prazer da sua companhia?

- Ostras ser�o servidas. - Sim.

- E, Mary, cervo assado? - Certo, Gov.

Sim!

Bom trabalho, John.

- Sabe de uma coisa? - H�?

- O Gov n�o quer ir tamb�m. - Sei, talvez ele desista.

E ent�o n�s poder�amos seguir com a vida.

- Quero me casar e sossegar. - Com quem?

Tweeny, � claro, eu sou louco por ela.

Sim, mas ela � apaixonada pelo Gov.

- Eu sei que ela �. - Todas elas s�o.

N�o podemos fazer qualquer plano at� que ele fa�a a sua escolha.

Voc� est� pensando em Agatha, � claro.

Bem, n�o, na verdade, n�o estava, mas...

Quer dizer que voc� est� atr�s da Tweeny tamb�m?

Bem, Lamento muito, meu velho,

mas ela � uma criatura t�o maravilhosa.

N�o esque�am que Tweeny � a �nica que pode casar comigo.

� claro, se o governador escolher a Mary.

Voc� � o pai, n�o poderia falar com ele?

- Uma esp�cie de sugest�o. - Eu?

Interferir em assuntos particulares?

N�o, claro que n�o.

N�o, n�s vamos ter que esperar. E esperar pelo melhor.

- De onde voc� mergulha? - L� de cima.

� muito alto. Voc� pode bater no fundo.

- Bem, eu n�o bati. - N�o far� outra vez.

- Isso � uma ordem? - N�o.

Estou apenas pedindo que n�o, s� isso.

Aconteceu alguma coisa?

Mary, n�o quero sair desta ilha, assim como voc�.

- Sei que voc� n�o quer. - Estou muito feliz aqui.

Nunca fui t�o feliz na minha vida.

Quanto tempo vai durar?

Por que n�o deveria durar?

Somos oito seres humanos.

E seres humanos muito comuns.

- Voc� n�o � comum, Gov. - Ah, sim, eu sou.

Me chamam de governador e me deixam decidir tudo.

Porque voc� � o mais qualificado.

Mas quando se trata de algo realmente grande,

sou batido,

porque tenho medo.

Voc� tem medo?

De qu�?

De te perder.

Bem, o que voc� diz sobre isso?

Se esse � todo o seu medo, Gov, querido,

ent�o ficamos.

Ah, Gov.

- E sobre Tweeny? - Isso foi h� muito tempo atr�s.

- N�o quero que ela se machuque. - N�o se preocupe com a Tweeny.

Vou cuidar dela.

Vamos l�, vamos pegar mais ostras.

Estava pensando, nem sequer sei o seu nome.

- � Bill. - Bill.

"Atrav�s da rua larga e estreita"

"Cantando, amei moluscos e mexilh�es"

"Vivas, vivas!"

"Vivas, vivas"

A maneira como a areia fica sob a cama do Governador,

n�o poderia limpar o ch�o nem numa semana.

- Pobre papai. - Quer alguma ajuda?

Aqui.

Caro Papai, voc� n�o ajuda muito, mas � bom que

- esteja por perto. - Eu?

H� tanto tempo que tenho alguma utilidade.

Papai, aquele barco?

Voc� realmente quer termin�-lo?

- Por que deveria? - Bem...

deixou tanta coisa l� atr�s.

Os discursos no parlamento,

uma bela casa, roupas lindas, muito dinheiro.

Sim eu sei. H� momentos em que Londres...

Sinto falta de Londres de vez em quando.

Caminhar pelo Piccadilly,

passear pelo Hyde Park.

O realejo na rua.

As luzes ao longo do aterro.

Hampstead Heath num feriado banc�rio.

Ceia no Romano,

champanhe.

Havia uma loja de carnes na estrada Old Kent.

O que aconteceria se um dia v�ssemos um navio l� fora?

A fogueira continua no topo da colina esperando ser acesa.

Voc� acenderia?

S� serve para mostrar que dupla insensata n�s somos.

Ou�a, Tweeny,

sei que n�o sou t�o jovem como antes.

3 filhas crescidas.

Esse � o problema, realmente.

Voc� � a �nica mulher na ilha, que...

- Sabe o que eu quero dizer? - Ah, papai.

Eu sei sobre o governador.

Bem, se ele escolher uma das outras...

Sou apenas o segundo melhor,

mas eu trabalho duro e...

Por favor, papai, obrigada.

Voc� � t�o doce e gentil, mas...

Eu sei. Est� tudo bem.

Sou velho o suficiente para saber.

- Onde est� todo mundo? - Gov est� de volta.

N�o passei sua cal�a!

Ol�, Gov.

Olhe aqui, ostras.

- O suficiente para todos. - Vou pegar o papai para abri-las.

- Tudo pronto para a festa? - Acho que sim, Gov.

Tweeny, aconteceram muitas coisas nos �ltimos 2 anos, n�o �?

- Sim. - N�s mudamos, todos n�s.

Somos pessoas muito diferentes.

- Suponho que somos. - Veja voc�.

� t�o boa quanto qualquer um dos outros.

E melhor do que alguns.

Sou?

Tweeny,

vou fazer um an�ncio na festa de hoje � noite

sobre mim e Mary.

Irei anunciar nosso compromisso.

Voc� e Mary noivos!

Bem, eu estou vibrando.

- Voc� n�o se importa, Tweeny? - Eu?

- Por que deveria me importar? - N�o sei, mas h� 2 anos...

Ah, isso? Eu era uma garota boba. Isso...

era apenas obsess�o.

Entendo.

Bem, voc� � o governador e tem a 1� escolha, n�o �?

E est� na hora tamb�m, devo dizer.

Agora podemos parar esta inquieta��o e continuar.

Pe�o desculpas se tornei as coisas dif�ceis para voc�.

Ah, n�o, voc� n�o. N�o para mim.

Al�m disso, n�o gosto de algu�m babando perto de mim o dia todo.

Poderia ter se eu quisesse.

Na verdade, tive duas ofertas s� hoje.

- Bem, ent�o est� tudo bem. - Sim, est�.

N�o posso ficar aqui fofocando o dia todo, tenho...

tenho trabalho a fazer.

E na ilha ela reinou como uma rainha

Um dia um estranho apareceu

Disse ele:"Por que desperdi�ar seu tempo neste terr�vel lugar?"

"Oh, venha comigo, minha linda empregada sulina"

"Para minha casa do outro lado do mar!"

Mas ele ficou vermelho quando ela lhe virou o nariz e disse:

"Eu n�o deixaria minha pequena cabana de madeira por voc�."

"Eu tenho um amante E eu n�o quero dois."

"O que pode acontecer l� N�o se sabe"

"Se ele vem por a�, Ent�o � melhor tomar seu rumo"

"Porque eu n�o deixaria minha cabana de madeira por voc�."

- Um brinde ao governador. - Sim. Sim.

Para voc�, Gov,

e obrigado por nos ensinar o significado da palavra felicidade.

� sua sa�de, governador.

- Para Gov. - Seja aben�oado.

- Um discurso. - N�o, eu n�o posso.

Por favor, por favor.

Bem, eu s� posso dizer que se fui o professor,

voc�s alunos, podem ir para o topo da classe.

Estes �ltimos 2 anos foram uma experi�ncia maravilhosa.

Se vamos ficar e, pelo esfor�o dos construtores do barco,

suspeito que ficaremos,

ent�o temos que fazer alguns planos permanentes para o futuro.

Gostaria de come�ar esta noite com um plano pr�prio.

Papai...

Isso n�o � bom.

N�o posso ser formal sobre isso.

Mary e eu decidimos que gostar�amos de nos casar.

Podemos ter o seu consentimento?

E eu espero sua b�n��o.

Meu querido Gov, voc� pode?

Mas, � claro, sinto-me honrado.

- Parab�ns. - Obrigado, Ernest.

Voc� partiu meu cora��o, mas espero que seja muito feliz.

- Podemos ser damas de honra? - Eu ordeno que sejam.

- John, voc� casa a gente? - � claro, Gov.

Eu caso.

Os dois residem na minha par�quia o per�odo necess�rio?

Gov? Tweeny.

Vamos. Mais uma vez, todos juntos.

Ela est� atrasada, Gov.

Privil�gio da noiva, Ernie.

"Para Gov e Mary, com amor de Tweeny"

- Onde est� Tweeny? - Ela disse para n�o esperar.

Ent�o vamos come�ar.

Amados, estamos reunidos aqui, � vista de Deus,

e em face desta congrega��o,

para unir este homem e esta mulher,

no sagrado matrim�nio que � uma honrosa propriedade

do instituto de Deus no templo da inoc�ncia do homem.

William, aceita esta mulher em casamento,

para viverem juntos no estado mais sagrado do matrim�nio?

Para am�-la, confort�-la, honrar e mant�-la,

abandonando todas as outras e guardando-se apenas para ela?

Sim.

Mary, aceita este homem como seu marido,

para viverem juntos no estado mais sagrado do matrim�nio?

Para obedec�-lo e servi-lo, amar, honrar e mant�-lo

na doen�a e na sa�de,

e abandonando todos os outros, se guardando apenas para ele

enquanto os dois viverem?

Sim.

Quem d� esta mulher para se casar com este homem?

Eu.

Agora repita comigo.

- Eu, William, - Eu, William,

- tomo Mary... - tomo Mary...

- como minha mulher. - como minha mulher.

- Para ter e manter... - Para ter e manter...

- a partir de hoje. - a partir de hoje.

- Para o melhor, para o pior. - Para o melhor, para o pior.

- Para a riqueza, na pobreza... - Para a riqueza, na po...

Um navio!

Um navio! Um navio!

Ei! Ei...

- Acenda a fogueira. - Sim, acenda a fogueira.

- V� em frente, acenda. - N�o, n�o, n�s n�o queremos.

N�s n�o queremos agora, n�o �?

Mary, pode ser nossa �ltima chance.

Mas estamos felizes aqui, todos n�s. Felizes.

Por favor, por favor, deixe o navio ir.

Tudo muito bem para voc�.

Inglaterra. Ver a Inglaterra de novo.

Ser� tarde demais se n�o acender isto.

Pelo amor de Deus! Acenda a fogueira!

Esperem, todos voc�s.

H� apenas uma pessoa que pode decidir o que fazer.

H� somente uma coisa que podemos fazer.

Vamos l�, todo mundo. At� a praia.

Sim! Venha!

Vamos, todos, r�pido.

Gov?

Gov, por que voc� fez isso?

Viu o olhar deles?

Mas isso vai fazer alguma diferen�a?

N�s ainda podemos nos casar?

Prometa que n�o vai fazer qualquer diferen�a.

- Voc� tem que ir para a praia. - Mas, Gov.

V�, por favor.

Um milagre, meu caro amigo, um milagre absoluto.

T�nhamos perdido todas as esperan�as.

Esta � minha filha mais velha, Mary.

- Como vai voc�, minha senhora? - Como vai?

Voc�s parecem confort�veis.

Sim, organizamos as coisas.

Voc� vai se surpreender, mas primeiro tome uma bebida.

Brinde � vela principal, por Deus!

Esta � uma...

Olhe, um mordomo.

Este � o Gov...

Este � Crichton, meu...

Bem, Crichton, voc� ouviu isso?

Dentro de 6 semanas, estaremos de volta � Inglaterra.

O que voc� acha disso?

Parab�ns, meu senhor.

Gostaria de ver a cozinha?

- Gov? - Minha senhora?

- John, sorria, est�o olhando. - Este baile foi um erro.

T�nhamos que celebrar o resgate. Todos esperavam isso.

Se apenas o seu pai tivesse perdido a voz.

Algu�m tinha que assumir o comando l�.

Quanta coragem a sua.

Ent�o, coloquei todos para trabalhar e, ao cair da noite,

tivemos comida e �gua.

- E fogo. - Maravilhoso.

Todas as vidas dessas pessoas em suas m�os.

- Grande responsabilidade. - Nos seus ombros.

Minha cara, Cynthia, quem mais poderia?

Meu senhor?

- Est� sem champanhe. - Ah, n�o.

- Vossa Gra�a? - Conte-me sobre o clima.

H� cr�ticas do meu livro em cada jornal.

S�o todas espl�ndidas.

Dizem que � a melhor hist�ria de aventura que j� leram.

Sou um homem importante.

- Boa noite, Crichton. - Boa noite, senhor.

Venha, Catherine.

- N�o acha que ele vai ler o livro? - Ser� obrigado, eu acho.

Voc� deveria ter escrito a verdade.

N�o seja boba, menina.

Deixei quase uma p�gina inteira para ele.

Ernest, parab�ns. Eu li na noite passada.

- Eu n�o conseguia parar. - Nem eu poderia.

- A hist�ria do tigre-gato! - Com apenas um arco e flecha!

Voc� salvou a vida dele. N�o h� d�vida.

Com as m�os limpas tamb�m, por Deus!

- Com minhas pr�prias m�os, lhe digo. - Not�vel!

Woolley teria sido um caso perdido naquele dia.

Isso deve ter sido angustiante.

Desculpe-me, senhor.

Pelo amor de Deus, lembre-se onde voc� est�.

Sinto muito, papai, eu esqueci.

Mary, Crichton ter� que ir.

- Ah, n�o. - � como viver no topo de um vulc�o.

Papai, ele n�o vai falar nada.

Se ele falar...

J� leu o livro de Ernest?

Se ele falar, ser� motivo de chacota.

Voc� pode confiar nele completamente.

Voc� n�o percebe a dificuldade da minha posi��o.

Papai, voc� j� esqueceu tudo?

Ele nos tornou pessoas reais.

Aconte�a o que acontecer, n�o devemos esquecer isso.

- Sim. - Eu n�o.

Isso n�o � maneira de falar, Mary.

- Se voc� se casar com Brocklehurst... - Ele n�o me pediu ainda.

Mary, esta � a nossa dan�a.

Ah, Crichton,

- traga-me um u�sque com soda. - Meu senhor.

E, Crichton, a ilha parece muito longe agora.

- Na verdade sim. - Como um sonho.

Melhor esquecer, hein?

Vou buscar o seu u�sque, meu senhor.

Desculpe...

N�o posso esperar nem mais um pouco, m�e.

- Estou consumido pela paix�o. - Deve fazer mais exerc�cios.

Voc� concordou. Eu deveria propor esta noite.

Gostaria de saber o que realmente aconteceu naquela ilha.

- Voc� leu o livro de Woolley. - Fruto da imagina��o.

Se estiver mentindo, sem d�vidas, todos tamb�m est�o.

- Especialmente Mary. - Por qu�?

Se eu tivesse naufragado numa ilha, com dois jovens,

- teria mentido quando voltasse. - S�rio?

Estou determinada a descobrir a verdade.

Quero todos os que estavam naquela ilha

juntos na sala de estar, incluindo o Crichton.

Ele n�o vai ter coragem de mentir para mim.

- M�e, n�o pode interromper o baile. - V� e diga a eles.

George, ou�a se algu�m vai responder com: "O fato �".

Mas por qu�, m�e?

Porque normalmente � o in�cio de uma mentira.

Oponho-me a ser convocado no meu pr�prio sal�o de baile desta forma.

- N�o berre, Henry. - Emily...

H� certas suspeitas que desejo dissipar

antes do an�ncio do noivado de George.

Crichton.

Minha senhora.

- Voc� foi um dos n�ufragos? - Fui.

Quero que voc� me responda com sinceridade.

Comprometo-me a fazer isso.

Um autor brilhante.

Eu n�o sei.

Seu livro, sr. Woolley, � t�o cativante como uma obra de fic��o.

Obrigado.

Ah, o fato �...

Eu...

Lady Brocklehurst, absolutamente nada aconteceu naquela ilha

que possa me envergonhar.

- N�o? - Realmente, Emily, devo protestar.

Meu querido Henry, n�o se assuste.

Gostaria de saber se os pontos de vista que usou para a igualdade,

foram adotados na ilha.

Bem, Crichton, voc�s todos foram iguais na ilha?

N�o, minha senhora.

Posso dizer com seguran�a que

havia t�o pouca igualdade l� como em outros lugares.

Todas as distin��es sociais foram preservadas?

Como em casa, minha senhora.

- Os criados? - Eles tinham que manter o seu lugar.

Como foi administrado isso? Voc� menina, me diga.

Se voc� deseja, minha senhora, foi tudo obra do Gov.

Do Gov?

Uma g�ria lament�vel dos criados, minha senhora.

O mestre � normalmente referido como o Gov.

De Fato.

N�o fez as refei��es com a fam�lia?

Claro que n�o. Jantei em separado.

E voc�, garota, voc� jantava com Crichton?

Naturalmente, servi�ais sentavam juntos.

- Entendo. - Obrigado, Crichton.

- Muito obrigado, isso � tudo. - Um momento, Henry.

Os jovens ser�o jovens, mesmo numa ilha, Crichton.

Havia, ent�o, uma certa quantidade de, digamos,

sentimentalismos acontecendo?

- Sim, minha senhora. - Emily...

Que cavalheiro! Voc� menina me diga.

Se voc� deseja, Vossa Senhoria...

O fato � que n�s n�o...

Era ele, Vossa Senhoria, o Sr. Ernest.

Com que senhora? Era Lady Mary?

N�o, Vossa Senhoria.

Era...

Bem, eu n�o me importo qual das outras era.

E aqueles ch�s dos criados que costumava acontecer aqui?

Eles n�o parecem naturais numa ilha, minha senhora,

e foram interrompidos por ordem do Gov.

Na verdade, nunca ocorreram.

Admito-os francamente, mas abandonei a ideia.

Com o resultado de nossa experi�ncia,

penso de forma mais conservadora.

Parab�ns, meu senhor.

Bem, suponho que era isso.

� uma excelente pessoa, Crichton. Depois que estivermos casados,

se desejar mudar de lugar, pode nos procurar.

- N�o. - Por que n�o?

Voc� pode ver por que n�o, meu homem?

Eu n�o tinha dito a voc�, meu senhor,

mas assim que poss�vel,

gostaria de deixar o servi�o.

Bem, eu j� disse tudo que queria dizer.

Vamos voltar para o sal�o de baile.

Espl�ndido. Me siga.

Essa � a nossa dan�a, Mary.

Repugnante, n�o era, Henry?

Se uma velha n�o pudesse ser desagrad�vel agora ou depois,

a vida seria tediosa.

Pode ir, Eliza.

Est� indo embora para salvar a fam�lia, n�o �, Crichton?

Bem, h� muitas Lady Brocklehursts na Inglaterra.

O que voc� pretende fazer?

Se eu puder ajudar, voc� sabe...

Ah, n�o, n�o, obrigado, meu senhor.

Irei iniciar no mundo dos neg�cios. Enquanto estava na ilha,

tomei a precau��o de adquirir uma certa quantidade de capital.

Gov.

Papai.

Pensei que havia se retirado, minha senhora.

Pedi a Lord Brocklehurst para esperar por sua resposta.

Tenho certeza que voc� a conhece melhor.

Ah, Gov, pensei que fosse um lutador. Na ilha...

Na ilha, tinha coisas tang�veis para lutar.

Aqui, s� h� civiliza��o.

Nenhum homem pode lutar contra a civiliza��o e vencer.

Lutarei com voc�.

- Ir�amos acabar lutando entre n�s. - Vamos voltar.

- Para a ilha? - Sim.

Eu ainda posso ouvir o som das ondas,

ver a curva da ba�a.

N�o, Mary.

N�o se pode recapturar um sonho.

N�o estrague tudo tentando.

Bill! Bill! N�o vou deixar voc� ir, n�o vou.

Mary, voc� sabe que estou certo.

N�o, eu n�o. Eu te amo.

Voc� amou algu�m que chamou de governador.

Ele n�o existe mais.

Agora voc� � Lady Mary,

e � hora de voc� dar boa noite ao Crichton,

- seu mordomo. - N�o.

Venha.

Eu sei.

- Voc� me fez uma x�cara de ch�. - Sim, Gov.

Posso te chamar de Gov, s� por esta noite?

Mexa-se, abra espa�o para mim.

Bem, foi uma noite e tanto. N�o foi, Eliza?

E quanto � Lady Brocklehurst?

Uma mulher determinada.

Como seria ela na ilha, hein?

- Deus me livre. - Voc� teria manipulado ela.

Voc� realmente vai embora, Gov, para o bem, eu quero dizer?

Sim, eu vou.

- Voc� vai me levar? - Bem, eu n�o sei, Tweeny.

Vou ter que pensar sobre isso.

Voc� est� numa boa posi��o agora.

Uma dama de companhia! Suas chances s�o boas.

N�o se esque�a que havia...

Mary? Eu a enfrentei.

Al�m disso, estava na ilha. Aqui � diferente.

Far�amos tudo certo. N�s fomos feitos um para o outro.

Pense nisso. O mordomo e a dama de companhia.

Uma combina��o feliz.

E que oportunidade para as crian�as.

- V� em frente. Corra para a cama. - Boa noite, Gov.

Deus aben�oe.

Boa sorte, Crichton.

- Ouviremos falar de voc�. - Na verdade, voc� vai.

Adeus, meu senhor. Obrigado.

Ah, n�o. Obrigado, governador.

Adeus, John.

- Boa sorte com a nova par�quia. - Obrigado.

E Deus te aben�oe, Gov.

- Ernest. - Adeus, Gov.

Gostei do seu livro.

- Cathy. - Adeus, Gov.

- N�o h� mais sufragistas? - N�o, Gov.

- Agatha. - Boa sorte, Gov.

- Eu vou com voc� at� a porta. - Um momento, senhor.

Espero uma senhora para se juntar a mim.

Hein?

- Aquela com quem vou me casar. - O qu�?

Lamento t�-lo feito esperar.

S� quero desejar-lhe toda a felicidade.

Obrigada, Mary, pelas ador�veis roupas.

- Muito bom. - Parab�ns!

Um pouco de surpresa. Temos de sair.

Eliza, nosso trem!

- Sim, Gov. - Boa sorte, Gov.

Depois de voc�, Eliza.

Obrigada.

Tradu��o: by jmsiza Ajustes/Sinc: Colecionador de Cenas

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