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Original subtitles

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MIST�RIOS OCULTOS

Chegamos, Olivia.

Finalmente encontramos esta maldita cidade!

O livro tem que estar em algum lugar daqui.

Aqui.

James, isso � loucura!

Viemos longe demais para parar agora.

Vamos at� o fim desta vez.

E vamos recuperar a nossa filha.

Estou com um mau pressentimento.

Nenhum livro pode trazer nossa filha de volta.

Eu temo por sua vida.

Vamos.

Isso n�o passa de medo do desconhecido.

Comigo, n�o h� o que temer.

Tem cheiro de morte.

N�o est�vamos enganados.

N�o temos tempo para discutir. Siga-me.

� isso!

Senhor, tenho que voltar.

Pode me pagar?

James, por qu�?

Ele viu demais. N�o tenha medo, querida Olivia.

Deite-se nesta pedra.

N�o nos curvaremos � vontade dele.

Vamos pedir a outro mestre para nos ajudar.

Com certeza vamos recuperar nossa filha.

James, pare. Isso n�o vai ajudar!

Esse livro abre um portal para as trevas.

O mundo precisa das trevas.

Agora as trevas v�o devolver o que a morte tirou de n�s.

O qu�?

A sua morte, minha querida, dar� vida.

- Uma vida eterna. - N�o... o qu�?

Por favor, n�o tenha medo, Olivia.

As trevas podem me ressuscitar.

As trevas s�o poderosas.

O livro � o chicote...

que pode trazer o que voc� precisa.

Voc� ser� atormentada para sempre.

Voc� poderia ter me salvado,

mas n�o fez isso.

Sinto muito.

A porta estava aberta.

Voc� parecia atormentada.

Sonhei com o livro de novo.

Parecia uma hist�ria barata de terror.

Voc� � desagrad�vel, doutor.

Pare de olhar para mim.

O livro � t�o importante assim?

Voc� pode ressuscitar os mortos sem ele.

Eu n�o posso ressuscitar os mortos.

Apenas lembran�as deles.

Quando invocamos os mortos,

eles n�o v�m s�s.

Eles trazem o Inferno com eles.

E o Inferno fica.

Voc� lida com poderes terr�veis, srta. Reed.

Realmente espero...

que o desaparecimento do meu livro seja acidental.

Vai ser um desastre

se algu�m com conhecimento o pegar.

E se isso j� tiver acontecido?

Ter�amos notado.

Senhor! Pode me dar uma moeda?

� para comprar um peda�o de p�o.

A minha m�e morreu, senhor. Por favor!

A minha m�e morreu, senhor.

A garota morta era linda.

E a l�ngua dela foi cortada.

Os l�bios foram costurados.

Pavlusha disse que foi um trabalho bem feito.

Com uma m�o firme. S� pode ser coisa do Diabo.

Ouvi dizer que elas s�o marcadas.

� para comprar p�o. Minha m�e morreu.

Bem, � �bvio.

Isso � coisa da gangue Vladimirskiy.

O que voc� quer com eles?

A l�ngua foi cortada. A boca, costurada.

Ela falou demais.

Por favor, senhor! Uma moeda para...

Escute, garoto!

N�o vai ganhar nada choramingando.

- Pe�a direito! - Deixe-o em paz.

Assassino!

Pol�cia!

Corra! Corra!

Precisava interferir, Ganin?

Tem uma quarta garota, senhor.

Ela est� costurada?

A barriga estava aberta, pronta para rechear.

Bela compara��o.

Eu n�o almocei.

N�o deveria ter vindo aqui sozinho, senhor.

Com sua posi��o e habilidades,

n�o deveria patrulhar as ruas.

Se for esfaqueado e morrer,

vou ter que lidar com um chefe novo.

Os policiais de rua vieram pegar os anarquistas.

E j� temos uma quarta v�tima.

Voc� usou massa para colar, n�o foi?

Deveria ter usado resina. Teria funcionado melhor.

Da pr�xima vez, voc� pode colar.

E n�o tenha pena dessas crian�as de rua.

Nem de ningu�m daqui.

Boa tarde.

Foi marcada ainda viva.

O mesmo que as outras.

E foi bem recente tamb�m.

O desgra�ado s� ataca mo�as bonitas.

Posso examin�-la mais de perto?

Por favor.

O que usaram para fazer o corte?

A l�mina era larga e muito afiada.

Talvez...

um cutelo de carne.

N�o h� tra�os de inflama��o.

Ela morreu quase que instantaneamente.

O que tem ali?

Que barb�rie...

O cora��o n�o est� aqui.

Foi tirado dela depois da morte.

Por algu�m sem experi�ncia.

Lave isto, meu amigo.

Ovo cozido.

Preciso de algu�m que explique o que � isto.

� um ovo, senhor. Parece um ovo de galinha.

E o desenho...

Bem, encontre um especialista.

Que curioso!

J� examinei v�rias coisas.

Antiguidades japonesas,

fragmentos cuneiformes

e at� maldi��es cabal�sticas.

Mas nunca examinei

um ovo trazido pela pol�cia.

Onde o encontraram?

N�o importa.

Como quiser.

Isto � um pentagrama.

A imagem em si n�o � um c�digo,

mas tem um significado.

Pentagramas n�o s�o malignos.

Eles servem de prote��o contra o mal.

Como s�mbolos m�gicos.

Voc� � um mago?

Sou apenas um amador. Um leitor.

Sou uma esp�cie de ocultista, mas n�o tenho o dom.

Ent�o por que o mesmo s�mbolo est� aqui?

Eu n�o me lembro.

� um s�mbolo muito comum, na verdade.

Eu gostaria de ir a esse show.

Pois eu o convido.

Isto � da �poca da Inquisi��o?

Um antigo instrumento de tortura?

N�o.

Isso �...

um equipamento muito moderno.

Afinal,

sou f� dos modismos ingleses.

E meu passatempo preferido dos ingleses

� o esporte.

Um entretenimento para os m�sculos.

Essencial...

para aqueles que se exercitam no escrit�rio.

Podemos nos sentar com vista para a plateia?

Ver os esp�ritos vai ser empolgante,

independentemente de onde se sentarem.

N�o estou interessado em esp�ritos.

Quero ver os vivos.

Parece um conto de fadas.

Parece t�o real!

Vejo que adora o circo.

Queria que bombeiros pudessem fazer isso.

- Esses ingleses... - Senhores!

Comportem-se! Est�o perturbando.

O senhor que est� gritando.

� preciso haver sil�ncio!

Como j� avisei a todos,

h� esp�ritos entre n�s.

Seria um espet�culo incr�vel, senhorita.

Tenho que pedir para o senhor se retirar.

N�o d� para ficar na sua, senhor?

Vou lhe dizer o que ele est� prestes a mostrar, senhor.

Talvez...

uma mulher.

Sim.

A mulher a quem voc� fez mal.

Todo homem j� fez mal a alguma mulher...

ou outra.

� um al�vio saber que voc� � como todo mundo?

Senhoras e senhores.

Sombras que voc�s todos cultivam

v�o aparecer nesta sala

por breves momentos.

N�o tenham medo.

Voc�s estar�o a salvo,

pois o meu pent�gono, meu s�mbolo de prote��o,

manter� os esp�ritos afastados.

Um!

Aqueles que voc�s perderam.

Aqueles por quem sentem culpa.

Dois!

Aqueles que voc�s n�o conseguem se esquecer.

Voc�s os ver�o agora!

Onde todos os outros s�o surdos e cegos.

Eu enxergo!

V�o embora!

Eu vi minha falecida m�e.

Eu a enganei.

Ela adorava geleia de cereja.

Uma vez, ela estava comendo, e uma abelha entrou no pote,

ent�o eu misturei quando ela n�o estava olhando.

Foi brincadeira.

Ficou tudo bem,

mas a l�ngua dela ficou inchada por 2 dias.

Ent�o voc� matou a sua pr�pria m�e?

Claro que n�o. Ela morreu bem velha.

Quem o senhor viu?

Ningu�m.

Ora, eu notei que o senhor viu algu�m.

O senhor n�o mente muito bem.

� bem �bvio. Est� na sua cara.

Estou curioso.

Nossa, senhor... At� gente morta interage melhor com os outros.

N�o ouso lhe dar conselhos, senhorita,

mas preciso perguntar...

O que a mant�m em S�o Petersburgo

quando outras cidades a chamam?

Este lugar ainda me chama.

Agora � o melhor momento para me apresentar.

As casas ficar�o lotadas.

Fico chateado por voc� n�o me contar toda a verdade.

Com licen�a.

Permita que eu me apresente.

Rostov Sergey Konstantinovich, da pol�cia de S�o Petersburgo.

Se voc� � da pol�cia, ent�o encontre o meu livro.

- Que livro? - Meu grim�rio m�gico.

Ele � inestim�vel e foi roubado de mim.

E a pol�cia n�o ajudou em nada. Nada mesmo.

Quero lhe mostrar algo.

Este ovo foi encontrado costurado

dentro do corpo de uma mo�a que foi assassinada ontem.

A senhorita conhece este s�mbolo.

Eu vi um bem parecido no seu p�ster.

Qualquer galinha pode p�r um ovo,

e um amador pode desenhar um pentagrama na casca.

- � o mais comum... - Srta. Reed.

A senhorita reconheceu esta coisa.

Por favor, olhe para mim.

Por que a senhorita est� aqui?

N�o est� curioso para ver de novo?

Para v�-la?

Vou coloc�-la sob vigil�ncia constante.

Certo. Vou designar 2 homens para ela.

Senhor, temos que descobrir se o crime foi por vingan�a,

como no Oriente.

Os ladr�es t�m as m�os cortadas.

Difamadores, as l�nguas.

E os estupradores...

Bem, enfim...

J� esteve no Oriente?

Como sabe?

J� estive.

Por meio dos livros, � claro.

Como o senhor � novo, ainda n�o conheceu todos.

E eles n�o o conheceram tamb�m.

Esse � nosso melhor agente. Esquilo.

Ele fica � vontade em qualquer gueto.

Uma alma pura e altru�sta.

N�o tenha medo, Esquilo. Ele � um de n�s.

Primeiro, o dinheiro. Ande.

Pare de pedir dinheiro. Parece um padre!

J� encontrou o assassino?

E ent�o?

Posso lhe contar a verdade,

mas ningu�m est� disposto a pagar por ela.

Primeiro, o dinheiro.

O Diabo as est� matando.

Diabo � voc�, seu louco!

Devolva o meu dinheiro.

Estou investigando h� 7 dias.

Ningu�m sabe de nada. As pessoas est�o com medo.

Elas tamb�m querem saber.

Est�o dizendo que o Diabo veio para S�o Petersburgo.

Devolva o dinheiro.

Belo detetive. Mas vou fazer com que ele fale.

Se o detetive acha que foi o Diabo,

ent�o que o Diabo o tenha.

Ele � bem habilidoso.

Deveria trabalhar no circo.

�timo.

Verifique seus bolsos, senhor. S� para garantir.

� um trabalho maligno, senhor.

Espero que ningu�m descubra.

Certo, senhor?

Tome mais 25.

Ningu�m vai descobrir se voc� n�o contar.

Bom dia, tenente.

Bom dia, Ganin.

Com licen�a.

Senhor, pare de dormir no escrit�rio.

A Catedral de Santo Isaac est� marcada no seu rosto.

Vim lhe dar boas not�cias.

Sobre a inglesa?

O que tem ela? Ela dormiu tarde.

Ent�o o sr. Golitsyn a visitou.

Eles almo�aram no Trushin.

Bem sem gra�a. Mas temos uma testemunha!

Evpraksia Semenova, a vi�va de um leitor de salmos.

Ela, em 14 de maio,

estava tomando uma sopa na janela

e viu um homem arrastar uma mo�a a uma carruagem preta.

Mais algum detalhe?

Depois da sopa, feita com caldo de carne,

ele comeu fil� de peixe cozido.

N�o foi o que eu quis dizer.

Certo. O homem que a arrastou estava com um sobretudo.

Tinha um capuz escondendo o rosto dele,

ent�o ela n�o soube dizer como ele era.

Estava com um sobretudo.

Sim. Tinha muita n�voa.

Ela enfatizou isso.

Disse que a carruagem era estranha,

um pouco inclinada para a esquerda.

Voc� disse que a inglesa estava em casa?

Voc� acha que ela...

consegue invocar

as almas das mulheres...

que foram assassinadas?

Ela � charlat�.

As mulheres bonitas s�o assim. Elas nos enganam e dominam.

Vamos falar com carpinteiros de carro�as

ou vendedores de cavalos?

Podem ter alugado um carro f�nebre.

Tem raz�o.

Veja isto aqui, meu caro amigo.

Veja. Se tra�armos uma linha aqui...

e outra aqui...

Meu Deus!

A pr�xima v�tima estar� aqui. Neste local.

Na Catedral de Caz�.

Minha nossa...

Vamos. Ore no caminho.

Temos outra v�tima.

A quinta.

- Na Catedral de Caz�? - Sim.

Repare no s�mbolo no peito dela.

O desgra�ado costurou bem.

Usou um ponto caseado.

Vamos. N�o quero ver isso.

S�o tempos terr�veis.

Por que voc� nunca carrega uma arma?

Porque n�o pretendo matar ningu�m.

Encontrou o meu livro?

Houve outro assassinato na cidade, srta. Reed.

Sinto muito.

Com licen�a.

N�o. Eu...

S� estou pedindo para me dizer algo

sobre estes itens e o dono deles.

Meus dons precisam de descanso.

Infelizmente n�o posso ajud�-lo.

Por favor, srta. Reed.

Sente alguma coisa?

Sempre sinto algo.

Est� bem.

Vou fazer uma sess�o particular para o senhor.

Vai custar 200 rublos.

- 200 rublos? - 250 rublos.

N�o reconhe�o nada.

� um �timo desenho,

mas fabricantes de carro f�nebre sempre amassam o papel.

Mas fabricantes de carruagem... � um prazer trabalhar com voc�s.

Stepan!

D� uma olhada.

Est� inclina para a esquerda. Consertou alguma assim?

N�o. Nunca.

Tem certeza de que este item era da v�tima?

Sim.

S� vou ver o que a falecida decidir me mostrar.

Provavelmente ser� o momento da morte dela.

A maioria dos esp�ritos...

gosta de falar desse momento.

� compreens�vel.

Afinal de contas, � um acontecimento marcante.

Vamos l�.

Aconte�a o que acontecer,

n�o solte.

A mulher...

que era dona deste anel...

e que partiu do nosso mundo...

comunique-se conosco.

Estou vendo algo.

Uma rua escura.

E uma garota

caminhando sozinha.

Ela fica olhando para tr�s.

Tem uma luz � frente.

Ela anda depressa.

De repente...

aparece um homem.

Estava no beco atr�s dela.

Altura mediana.

Cabelo escuro.

Ele est� mancando...

com a perna esquerda.

Ele consegue alcan��-la.

E a estrangula.

Medo.

Medo.

Morte.

Dor.

Chega, srta. Reed.

- Voc� interrompeu a sess�o. - Voc� � uma mentirosa!

Este anel era da minha esposa.

Como sabe que ela n�o foi morta agora?

Como consegue enganar uma plateia?

� por hipnose?

Alguma fuma�a intoxicante?

� um truque com a eletricidade?

- Truques baratos! - Como ousa duvidar do meu dom?

Eu estava quase acreditando em voc�.

Pegue as suas coisas

e venha comigo.

�s vezes eu me engano. Acontece!

Vamos tentar de novo. H� outros m�todos.

Fale diretamente com os mortos.

Metade do pre�o! 125 rublos. Eu encontro o assassino.

Maria Gorelova.

Governanta, 30 anos de idade.

Estrangulada.

O c�rebro foi retirado do cr�nio.

Sra. Hrisopolo.

Esposa de um pintor.

A l�ngua dela foi cortada.

A boca foi costurada com um barbante.

Olga Melekhova. Moradora de rua. 24 anos.

O sangue todo foi drenado. M�os e p�s cortados.

Anna Berzina, uma camponesa de Pskov.

35 anos de idade.

O cora��o foi retirado e substitu�do por um ovo

com aquela estrela desenhada.

O ovo que lhe mostrei.

Avdotya Kulikova. Costureira.

20 anos de idade.

Ela era costureira.

Os olhos foram removidos, e as p�lpebras, costuradas.

Eu lhe contei tudo, srta. Reed.

Por que esse sil�ncio?

Tem medo dos defuntos?

S�o pessoas mortas.

N�o s�o esp�ritos nem almas. S�o cad�veres.

Fale com eles. N�o vou interromper.

N�o quero ficar aqui.

Que pena...

Quer me diminuir?

Me desestabilizar?

Por qu�?

Voc� tem um belo rosto. N�o precisa se esconder.

Me solte...

Por favor!

Pelo amor de Deus...

Tem algu�m a�?

Algu�m?

Coronel Rostov.

Por favor, me leve at� ele.

A senhorita est� sangrando.

Foi um espasmo.

Juro que n�o houve viol�ncia.

V�.

Srta. Reed.

Sr. Rostov.

Tenho que contar sobre uma vis�o que tive na cela.

Ainda est� tentando ganhar dinheiro?

Eu estava me afogando

nas �guas escuras de um canal estreito,

perto de um castelo vermelho.

Eu era uma mulher forte de 30 anos, com cabelo comprido,

e morava em S�o Petersburgo.

Eu estava com dor e apavorada.

Eu estava machucada e amarrada.

Ent�o eu morria.

N�o havia como escapar.

- E o meu corpo... - Como ousa continuar?

Eu...

De volta � cela?

Pode ir.

O qu�?

Voc� est� dispensada.

Srta. Reed, voc� est� bem?

Chame um policial!

N�o conhece a cidade, mas encontrou o local exato.

Por favor, srta. Reed, pare de contar mentiras.

� in�til.

Quer participar da aut�psia?

Ou j� sabe o que vai ver?

- Qual � a marca desta vez? - �gua.

O tri�ngulo, apontando para baixo.

O s�mbolo do elemento.

Os assassinatos dele s�o parte de um ritual.

Todas as v�timas t�m um destino:

O Inferno.

Li na B�blia que o fim do mundo n�o seria t�o ruim assim.

Deixe que acabe.

J� est� na hora mesmo.

Assim o nosso Senhor pode enfim retornar.

Se o Inferno vier at� n�s, n�o haver� pessoas.

Cristo n�o vir� a um lugar sem pessoas.

N�o acredito em voc�.

Espere um pouco. Do que est�o falando?

O que voc� perdeu?

Quem era a mulher que viu na sess�o?

Voc� � uma mentirosa. N�o tente me enrolar.

Voc� n�o sabe nada sobre ela!

Ganin! �gua!

Depressa.

Srta. Reed.

Voc� � uma �tima atriz.

Preciso de uma pena.

N�o. Um l�pis e um papel, por favor.

N�o tente fazer bruxaria.

Seus truques n�o funcionam aqui.

Ela estava deitada...

N�o.

Sentada em uma barragem.

Um pentagrama.

Uma carruagem preta a levou l�.

A m�o de um homem...

com esta tatuagem.

Ela � mesmo uma feiticeira.

� a tatuagem de "Pavlusha, o Morto".

O s�mbolo � igual.

Caveira, ossos cruzados e o �s de espadas.

� o s�mbolo dele. Mas ele faria isso?

As v�timas desapareceram nessa �rea.

Ningu�m se importa com os moradores de rua,

mas cometer esses crimes t�o b�rbaros?

Ele nunca fez isso antes.

� preciso habilidade

para cortar, costurar e arrumar tudo.

Mas, se foi ele...

Quem pediu ganso e mingau?

Traga a vodca e os copos.

Voc� n�o pode mais jogar.

Vai perder at� a roupa. Sua mulher vai ter que busc�-lo.

Ol�, Esquilo. Lembra-se de mim?

N�o pode ficar aqui, senhor.

Preciso encontrar Pavluska, o Morto.

- Pode me ajudar, meu caro? - Saia daqui.

E ir para onde?

S� saio daqui quando encontrar Pavluska.

Aquele...

policial disfar�ado...

est� interrogando Esquilo.

Esquilo, �?

V�o me matar, senhor. Eu juro que v�o.

Esquilo! Pavlusha quer falar com voc� na cozinha.

Aonde vai, chefe?

Est� sentindo...

um cheiro de podre aqui?

Saia da frente.

N�o se movam, meus caros.

A nossa sopa ter� mais carne hoje.

Voc� � o Morto?

Precisa de um morto? Aqui est�!

Ele escapou de tantos apertos...

Por que n�o deste?

Minha nossa...

� morte por toda parte.

Quer conversar, Pavlusha?

As mo�as assassinadas...

- Foi obra sua? - De jeito nenhum!

J� tenho pecados o suficiente para assumir os dos outros.

Pense bem, Pavlusha.

Enquanto o estou segurando. Sabe quem foi?

Eu o vi.

Nesse caso...

Me conte o que voc� viu.

Era noite, perto da Catedral de Caz�.

Eu estava caminhando.

Ent�o vi algu�m...

carregando uma mulher.

Achei que ele fosse larg�-la por a�

depois de ter se divertido.

Mas notei que ela estava roxa.

Ent�o decidi ensinar uma li��o ao desgra�ado.

Olhe por onde anda!

Ele a matou brutalmente.

Sem um pingo de humanidade.

E d� para matar algu�m com humanidade?

Eu n�o sei, mas imagino que sim.

Se o assassino for humano...

Caso contr�rio, vale tudo.

E quanto a Esquilo?

Esquilo n�o era humano.

Onde est� o rel�gio?

Que droga, Ganin!

Precis�vamos interrog�-lo.

Voc� matou uma testemunha!

Ilegalmente e sem um processo.

A corte n�o � a lei.

A justi�a, sim. Ele merecia morrer.

E agora? Ele est� morto, e n�o temos nada.

S� uma hist�ria inventada sobre um rel�gio.

Este rel�gio?

Desgra�ado...

Tente se lembrar. Voc� viu um rel�gio antes?

S� queremos devolver ao dono.

Uma obra de arte

incr�vel e delicada.

Que tal ir direto ao ponto?

Por que tanta demora?

Quando ele trouxe para mim, n�o tocava m�sica.

Ele era t�o jovem na �poca...

Herdou o rel�gio do pai.

"Ele" quem?

A que devo esse prazer? Trouxe um novo achado?

Sim, sr. Golitsyn.

O que exatamente?

O seu rel�gio.

Como conseguiu?

Longa hist�ria.

De qualquer forma, temos muito o que conversar.

Ao trabalho.

O que est� acontecendo?

Que direito voc�s t�m de invadir a minha casa?

Ponha isso de volta!

� um item raro de colecionador. � fr�gil!

Senhor, tenha paci�ncia. Uma busca leva tempo.

N�o toque em nada.

N�o abra esse arm�rio! Est� vazio.

O que � isso?

Voc� � surdo? Mandei n�o abrir!

M�quina infernal...

Senhor, veja s� isto aqui, por favor.

O que � isto?

Eu n�o tenho que explicar nada.

Sangue humano? Ou o senhor estava fatiando lingui�as?

N�o devo explica��o ao senhor. N�o matei ningu�m.

Prendam-no.

Eu o amaldi�oo a uma vida solit�ria e infeliz.

Voc� vai estragar tudo o que tocar,

destruir tudo o que mais ama

e morrer de uma forma dolorosa!

Obrigado. Tamb�m gosto de voc�.

Estou livre desta vez?

Preciso que seja testemunha. Vamos interrogar um homem

que � suspeito dos assassinatos.

Algu�m que voc� conhece muito bem.

Vasiliy Golitsyn.

Eu almejava adquirir poderes...

e conhecimento.

Eu queria ser bem-sucedido.

Eu aprendi com a melhor, afinal.

Convidei a srta. Reed para a R�ssia,

para aprender com ela.

Ent�o foi Golitsyn?

Agora sei onde est� o meu livro.

N�o encontramos o livro.

Mas achamos um rel�gio sujo de sangue.

Vasiliy...

Comecei a dar aulas de m�gica a ele em Moscou.

Tenho medo de imaginar o que ele planejava fazer.

Quando estiveram em Moscou?

Eu nunca matei ningu�m.

Sim, participei de rituais,

mas s� sacrifiquei animais.

Para qu�?

Feiti�aria n�o � contra a lei na R�ssia,

mas eu n�o quis falar para todo mundo.

Chaves, por favor.

O sr. Golitsyn n�o � o assassino.

Posso?

Mudou de ideia?

Ele n�o � o assassino.

Os assassinatos come�aram quando voc�s estavam em Moscou.

Poderia me explicar?

Os primeiros crimes ocorreram em abril,

entre os dias 2 e 10, em S�o Petersburgo,

quando Golitsyn estava em Moscou.

Posso perguntar...

como o assassino pegou o seu rel�gio?

Eu conhecia uma das v�timas.

Avdotya, a costureira.

Ela fazia roupas...

para meus rituais.

Ela lavava o sangue...

e me ajudava com os animais.

Eu dei o rel�gio a ela...

em agradecimento

e para mant�-la calada.

Espero que entenda as circunst�ncias suspeitas

nas quais voc� se encontra.

Se quiser, pode prestar uma queixa oficial.

Mas n�o o aconselho.

Como p�de pensar t�o pouco de mim?

Nem preciso dizer que voc� n�o vai mais se apresentar aqui.

Olivia!

Eu a acompanho at� em casa.

Mas eu n�o entendo. Por que a sexta v�tima?

A estrela tem 5 pontas.

A estrela est� completa,

mas o ritual requer mais 4 sacrif�cios.

Um para cada um dos elementos.

O sexto representa a �gua.

O assassino n�o vai parar at� chegar � nona v�tima.

Com fogo.

Mas onde os outros assassinatos...

v�o ocorrer?

Em qualquer lugar. Eu...

A s�timo ser� a terra. Depois, o ar.

Mas...

eu sei exatamente onde vai ser o nono sacrif�cio.

Bom come�o.

O sacrif�cio do fogo.

Eu vou ser a v�tima.

N�o vai, n�o.

Eu vou salv�-la.

Eu posso salv�-la.

Mas, se voc� tem um dom como esse,

por que faz toda essa encena��o?

Por que usa truques de luzes?

Quando falamos um monte de bobagens lindas,

as pessoas ficam encantadas.

Quer ch�?

Sim.

Eu tinha pesadelos na inf�ncia.

Eles eram horr�veis.

Assustadores.

Meu pai dizia que eu tinha dem�nios em mim,

e eu fui for�ada a acreditar.

At� que um dia fui encontrada por algu�m

que parecia me aceitar por quem eu era.

Por quem...

Pelo que eu era.

A��car?

Ele via o meu dom n�o como uma maldi��o,

e sim como uma forma de ganhar dinheiro.

Ele se tornou o meu mentor.

E, mais tarde, meu marido.

Viver com ele era um tormento.

Mas eu o amava.

Ele era tudo para mim.

Todos os dias eu ensaiava e me apresentava.

E, se eu errasse algo, ele me batia.

Mas eu o perdoava.

Fazia isso pela nossa filha, nossa Audrey.

Ent�o, de repente, ela ficou doente e morreu,

e ele n�o conseguiu suportar.

Eu s� continuei a me apresentar por dinheiro

porque eu n�o conhecia nem queria conhecer outra vida.

E eu tinha perdido meu verdadeiro dom.

Tenha miseric�rdia, senhor.

Tenha miseric�rdia, por favor.

Miseric�rdia...

Tenha miseric�rdia, senhor.

Eu sou inteligente.

Vou ficar calada.

Me deixe viver...

em nome do Diabo.

Eu perdi quem eu era.

Quer dizer, at� agora.

Est� tudo bem.

Decida-se,

sen�o vai perder a esposa e o beb�.

Mas eu n�o sou m�dico.

� melhor do que se arrepender.

"� melhor tomar uma decis�o...

do que se arrepender."

Eu nunca contei a ningu�m.

Me amaldi�oo todos os dias por minha fraqueza.

Voc� foi em busca da sua pr�pria morte.

Foi ent�o que saiu da guarda, entrou para o ex�rcito

e foi para a pol�cia.

Eu sei muito bem o que � sentir culpa.

Quanto a isso, falamos a mesma l�ngua.

Mas, por favor, confie em mim.

Voc� n�o pode se culpar.

N�o precisa carregar essa cruz.

Cruzes!

Estou no ch�o.

Morte.

Terra nos meus olhos.

O que est� vendo? Continue!

- �gua. - Reconhece o lugar?

Um p�er de pedra, monstros...

G�rgulas.

Cruzes por toda parte!

Cemit�rio Nikolskoye? Lavra?

Mas ela ainda est� viva.

Olivia!

Boa tarde, pessoal.

Boa tarde.

Em que posso ajudar?

D� uma olhada.

Est� inclinando para a esquerda. Voc� j� consertou?

S� troquei algumas pe�as. Ainda est� inclinando.

Lembra-se do nome do dono?

N�o me lembro, senhor.

Tente se lembrar.

Talvez eu tenha o recibo.

Aqui est�, senhor.

Sempre deixo tudo em ordem.

Meu Deus, srta. Reed!

Est� tudo bem. Voc� est� bem, querida.

Est� tudo bem.

Vamos embora, senhorita. A pol�cia chegou!

�s vezes chegamos a tempo.

Atr�s de voc�!

Que vergonha! B�bado a essa hora.

Ou ainda � reflexo de ontem?

Por que est� t�o feliz?

Como chegou aqui? Quem � voc�?

Eu n�o me lembro.

Agora me lembrei.

B�bado...

Achamos o elemento ar.

Senhor!

Esse � o assassino?

� um empregado.

Senhor, tem algo no por�o.

Venha ver.

O que � isso?

N�o fa�o ideia.

FESTIVAL DE FOGOS NO DIA 20

Soube que um artista ingl�s famoso vai se apresentar.

Que tipo de show ele vai fazer?

Socorro...

Socorro!

Socorro!

Socorro!

Algu�m me ajude!

James...

Eu achei...

- Torci para que estivesse morto. - Eu sobrevivi.

Preciso ressuscitar a nossa filha.

A nossa filha...

Ela morreu.

Os mortos n�o podem voltar.

Os mortos n�o podem voltar!

Voc� est� prestes a perceber

que isso n�o � verdade.

O show j� come�ou.

Saiam da frente! Abram caminho!

"O sangue de um parente vai ser derramado nas chamas."

� o que est� escrito no livro sagrado.

Deixem-me passar.

Olivia, voc� � essencial para o ritual.

Voc� � o nono sacrif�cio.

Por favor...

Socorro!

Ningu�m pode ajud�-la agora.

Este � o Inferno, e ele pertence a mim.

Minha pobre Olivia...

Voc� nunca aprendeu a li��o mais importante:

S� o que acreditamos � real.

Eu perdi...

Eu perdi a pessoa que eu mais amava no mundo.

E posso t�-la de volta

com o sangue de um dos pais dela.

� um pre�o t�o alto assim?

Pare!

- Isso � parte do show? - Pol�cia!

James!

Eu prometi...

que n�o deixaria que a machucassem,

mas n�o cumpri com a minha palavra.

N�o v�.

Acabei de encontr�-la.

Tradutora: Marianna Tavares BRAVO STUDIOS.

Revisora: Gabriela Cardial

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