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EU ERA UM FRANKENSTEIN ADOLESCENTE
Tradu��o e Sincroniza��o das Legendas: Nete Domingues
Senhores, estou convencido
assim como � poss�vel retirar os olhos de um condenado � morte
ap�s sua execu��o
e com esses olhos
podemos restaurar a vis�o a um homem cego
ent�o podemos tamb�m transplantar com sucesso outros �rg�os e membros do corpo
ligando ou enxertando onde for necess�rio.
Mesmo se as art�rias e os nervos estiverem seriamente danificados.
Professor Frankenstein, como quer que acreditemos em teoria t�o absurda?
Como disse, Dr. Handle ?
Eu disse que sua teoria � absurda.
N�s cientistas, sabemos que o transplante
envolve fatores muito espec�ficos para o transplante de c�rnea.
O que est� longe de ser uma experimenta��o da medicina.
Parece esquecer que o objetivo de todo experimento m�dico
por mais extremo que seja
� estabelecer uma verdade cient�fica.
Qualquer estudante de medicina refutaria isso.
E eu continuo afirmando que tecidos mortos n�o podem ser revividos.
At� meu filho, no colegial, refutaria esta teoria.
Dr. Handle, acho que est� sendo desrespeitoso.
Quer que eu pe�a desculpas?
Eu ouvi pacientemente suas teorias durante todo este semin�rio.
Tenho que admitir que � um dos nossos melhores oradores.
Algumas de suas declara��es s�o brilhantes.
Mas esta teoria � a mais absurda que j� ouvi.
N�o, sinto muito, mas n�o vou me desculpar.
Est� bem, Dr. Handle, voc� expressou seu ceticismo.
Eu continuo apoiando minhas cren�as.
E um dia...
talvez muito em breve...
trarei as provas que convencer�o at� o mais c�tico de voc�s.
Ent�o � isso. Bom dia, senhores.
Paci�ncia, Dr. Karlton.
Verificou este eletrodo?
Provavelmente n�o.
Parece que o Dr. Handle � muito mais teimoso que voc�.
A insol�ncia dele o incomodou?
N�o.
Na verdade, fiquei bastante agradecido.
Ele me incentivou ainda mais.
E j� que voc� me defende t�o ardentemente
e � meu maior aliado e meu colega de trabalho...
eu diria "nos incentivou".
"Nos incentivou?"
Sim, voc� sempre apoiou minhas teorias em experimentos m�dicos.
- E agora eu vou prov�-los. - Como?
Dr. Karlton, eu tenho um projeto para construir um ser humano
usando membros e �rg�os tirados de diferentes cad�veres.
Voc� quer dizer, pegar a m�o de uma pessoa, a perna de outra...
Sim, � apenas uma simples adapta��o do processo seletivo.
Se voc� criar idiotas, voc� ter� idiotas.
- Mas se criar pessoas brilhantes... - Mas sempre haver� riscos.
Eu elimino os riscos usando o princ�pio da cria��o seletiva
em um n�vel superior.
Quer dizer que conta com o apoio de uma institui��o m�dica?
N�o.
Estou sozinho.
Aqui, no meu laborat�rio.
Voc� n�o est� falando s�rio? N�o ousaria.
N�o ousaria?
N�o ousaria...
Acho que algu�m ouviu as mesmas palavras diante do mesmo desafio
meu grande antepassado, cujo nome eu herdei.
Acredite, falo s�rio. O conhecimento dele est� no meu sangue.
� a minha heran�a.
Mas o Bar�o Frankenstein criou um monstro
eu vou criar um ser humano perfeitamente normal
capaz de andar entre os outros sem ser notado.
Uma forma de trazer perfei��o � ra�a humana.
Eu aprovo sua ambi��o
e admiro sua coragem mas...
quem vai ser seu assistente? Eu n�o acho que possa ajud�-lo.
Eu n�o sou m�dico. Sou especialista em f�sica.
Conhe�o suas qualifica��es, suas pesquisas, seus estudos sobre raio-x.
� exatamente o que preciso.
Eu cuidarei da parte cir�rgica. Voc� cuidar� da parte eletr�nica.
Mas tudo isso � sobrenatural.
- Criar um ser humano... - Utilizando s� ingredientes jovens.
Nenhum corpo decr�pito com um c�rebro in�til. Nestes tudo estar� morto.
Tudo neles cheira � morte.
Se eu quero ter sucesso...
se eu puder criar um corpo jovem, que eu possa instruir e controlar,
serei capaz de provar que s� a juventude ser� a salva��o da humanidade.
Uma colis�o. Os dois dirigiam em alta velocidade. Voltavam de uma festa.
E colidiram...
Que acidente!
Estava um pouco atr�s deles. Freei o mais r�pido poss�vel.
Parece que um dos garotos foi jogado para longe.
Deve estar em algum lugar por ali.
Vou ligar para a pol�cia.
- Voc� j� foi ver? - N�o, eu n�o suporto ver isso.
Este garoto vai morrer antes da pol�cia chegar.
Que terr�vel. Terr�vel.
Espere. Eu abro a porta.
Como espera que vamos sair disso? Roubamos um corpo.
Ambos os carros queimaram completamente, eles n�o v�o verificar. Pare de tremer.
- Est� frio aqui. - Claro, a temperatura � 4�.
� para manter os corpos conservados.
A temperatura de um necrot�rio?
Mas � um necrot�rio.
Meu necrot�rio particular.
� aqui que vamos trabalhar no experimento.
Ningu�m vai nos incomodar aqui.
Em que condi��es ele est�?
Diga em que condi��es ele est�?
Morto.
Eu sei. Geralmente � assim que descrevemos.
Mas gostaria tamb�m que voc� se lembrasse.
Neste laborat�rio n�o existe morte, a n�o ser que eu diga.
Agora, descreva as condi��es dele.
A cabe�a foi esmagada.
Ele pode ter danos cerebrais.
Pelo rosto, � imposs�vel de ser identificado.
N�o posso dizer nada sobre o resto do corpo.
Dr. Karlton, voc� � um cientista. Porque est� t�o abalado?
Poderia ser pior.
De qualquer forma, o rosto n�o deve ser dif�cil de substituir
se o c�rebro n�o estiver danificado.
Agora...
ajude-me a guardar o corpo esta noite.
Vamos come�ar amanh�.
Vamos precisar de equipamento.
Eu cuido disso.
Vamos precisar de outros corpos?
Somente algumas partes.
� somente a prepara��o de um experimento que vai mudar o mundo.
E precisaremos de capacitores el�tricos, em rela��o �s outras partes
em todas as cidades que realizei palestras, coletei algumas.
Vamos preparar tudo e junt�-las para nossa experi�ncia.
Talvez deva encontrar outro assistente, acho que n�o tenho est�mago para isso.
N�o se subestime, eu decido sobre sua capacidade, preciso de voc�.
E voc� precisa de mim.
Afinal naquela outra experi�ncia que fizemos um m�s atr�s
voc� foi meu aliado.
Para usar um termo feio, poderia at� dizer "c�mplice.".
Mas n�o vou dizer.
Mas quando voc� come�ou, eu n�o sabia.
Me fez acreditar que ia apenas escrever um livro.
Mas agora, sabe que n�o era isso.
� tarde para recuar, estamos nisso juntos.
Eu preciso que monte um aparelho que produza 100.000 volts.
Eu preciso do calor dos raios x de alta velocidade
mas com poder de penetra��o de menor risco, tudo montado aqui.
Fa�a isso e compartilhar� os frutos da maior experi�ncia j� feita.
Dr. Karlton, acho melhor nos vestirmos para a festa.
Vou propor um brinde ao Prof. Frankenstein, um servidor da ci�ncia
que com suas v�rias palestras, tem feito fama na Inglaterra.
Deixe-me agradec�-los por terem ouvido minhas teorias.
E pela sua grande hospitalidade.
Voltei como convidado ao seu pa�s gracioso.
E realmente sentirei falta.
Para todos voc�s.
Me d�o licen�a um momento?
Margaret, n�o se juntou a n�s para o brinde.
Eu realmente nunca gostei de despedidas.
Ainda n�o estou pronta.
De tudo que admiro em voc�, o que prefiro � a honestidade.
Voc� sabe que sentirei sua falta.
Como enfermeira?
N�o, como uma amiga dedicada.
N�o basta, mas estou sendo honesta.
Voc� � muito verdadeira, e sendo mulher � perfeitamente normal,
a ci�ncia provou de v�rias formas que em todas as esp�cies
� sempre a f�mea que persegue o macho.
- E voc� gosta de ser perseguido? - Sim, especialmente por voc�.
Que quer dizer?
Eu quero dizer...
que n�o � f�cil para um cientista se desligar de seu trabalho.
� por isso que...
acho que poder�amos trabalhar juntos, bem pr�ximos
assim poder�amos estar realmente juntos.
Eu adoraria.
Margaret, nos pr�ximos dois meses estarei comprometido
com a maior experi�ncia de minha vida.
Voc� poderia me ajudar enormemente
se tornando minha assistente.
Significa que ter� de deixar seu cargo de enfermeira no hospital universit�rio.
Voc� quer dizer temporariamente?
Porque temporariamente?
Sou um homem tanto quanto um cientista.
E quando minha experi�ncia for conclu�da com sucesso,
n�s poderemos voltar juntos.
Se voc� me quiser.
Estava pensando em um cruzeiro no "Queen Mary" para nossa lua de mel.
Meu querido.
Claro que aceito.
Quero que me mantenha longe de todos os fatos perturbadores.
Como telefonemas, cartas, visitantes inesperados, jornalistas ...
e que adie todos os meus compromissos.
N�o quero ver ningu�m, al�m de meu assistente, Dr. Karlton
e claro... voc�.
Serei o melhor c�o de guarda que j� teve.
Claro que vou ter que deixar meu quarto no hospital.
Sugiro que se mude para c�, ter� seu pr�prio quarto.
E a sra. Dietrich, a governanta, ser� sua camareira.
Vai precisar de uma.
Isto � maravilhoso. Vou me mudar amanh�.
Suas m�os e perna direita at� o joelho foram totalmente esmagadas.
Voc� vai ter que amputar.
Sim.
Acima do pulso e do joelho.
Vamos l�.
Coloque os eletrodos, ative-os primeiro.
Mas por que fazer isso?
Nesse estado de congelamento, ele n�o sentir� nada.
Quero que ele sinta dor, ent�o quando libert�-lo, sentir� gratid�o.
Retorne a temperatura do corpo ao normal.
O que eu criei, eu devo controlar.
Continue, vamos reviver este corpo.
Vamos come�ar com 50.000 volts.
Resid�ncia do Prof. Frankenstein.
Sinto muito, ele disse ningu�m.
Mas posso dizer a ele que...
Mais tarde vou come�ar as transfus�es.
Eu mesmo selecionei o sangue.
Como vai se livrar disso?
N�o pode enterrar ou queimar.
� perigoso descobrirem.
Acalme-se doutor, eu pensei tamb�m neste tipo de emerg�ncia.
Venha aqui.
Tenho um destino interessante para ossos e tecidos desnecess�rios.
Agora vou precisar de duas m�os e uma perna direita.
Acredite, vejo estas pe�as de reposi��o como uma melhoria para o projeto.
Vamos, doutor, vejo que precisa de um drinque.
"FUNERAL COLETIVO PARA V�TIMAS ADOLESCENTES" Os corpos da equipe de atletismo que foram encontrados h� dois dias
ap�s um acidente de avi�o que bateu em uma montanha
ser�o enterrados esta tarde no Cemit�rio Fallbrook.
Pobres garotos.
Todos esses jovens corpos atl�ticos, treinados para serem resistentes e velozes,
que desperd�cio.
CEMIT�RIO FALLBROOK Use a entrada frontal
Tudo correu bem.
Digo o mesmo.
Devolvi m�os e pernas para este corpo. Cumpri minha promessa.
As m�os fortes de um campe�o de luta livre e as pernas de uma estrela do futebol.
Vai ter que me agradecer muito, garoto.
Flu�dos e raios especiais recuperaram seus ossos em menos de um dia.
O que � imposs�vel para os outros � algo comum para voc�.
Feliz por impression�-lo. Me ajude a coloc�-lo de volta.
Foi um excelente jantar.
O assado estava delicioso, n�o acha Margaret?
N�o gostei tanto quanto voc�.
Talvez precise de mais exerc�cio.
O doutor e eu trabalhamos tanto que estamos morrendo de fome.
Agora nos d� licen�a, minha querida.
Tenho algumas anota��es para terminar.
Qual � o problema?
- Boa noite Margaret. - Boa noite.
Como acha que me sinto ficando sozinha o dia todo?
Mesmo � noite, voc� se tranca no seu laborat�rio com suas experi�ncias
ou gasta horas estudando suas anota��es.
N�o est� sendo muito divertido para mim.
Voc� sabe que eu...
eu odeio v�-la chateada.
Eu imploro que entenda, mas sempre h� mais e mais trabalho a fazer.
A chama pura e clara da ci�ncia � um mestre muito severo.
Mas hoje vou dar uma folga, estou sob suas ordens, o que deseja fazer?
Qualquer coisa, vamos sair, s� para ficar sozinha com voc�.
-Ao cinema? -Ou um passeio de carro.
Isso, um longo passeio de carro para podermos conversar...
- E fazer planos. - E relaxar.
Ali, aquele parque est� esperando por voc�.
Parece que todos tiveram a mesma ideia.
� que aqui � bastante sossegado.
� a terra dos amantes.
Interessante, um lugar particular para adolescentes, n�o?
Imagino que somos pois estamos aqui ocupando um espa�o.
Ent�o ligue o r�dio e vamos fazer como eles, pode ser divertido.
Bom dia, meu garoto.
Vamos, garoto, diga bom dia ao seu criador.
Fale, sei que pode me ouvir, pois eu mesmo cuidei de sua audi��o.
Sim, tudo est� perfeito.
Talvez seja muito cedo para ele falar?
N�o faz sentido, ap�s todas as cirurgias e avan�o nas t�cnicas de comunica��o.
Ele deveria falar como um pol�tico.
Vamos, garoto, diga bom dia.
Diga para mim.
Tem uma boa vis�o, n�o �? Mesmo que tenha apenas um olho.
E seu c�rebro est� intacto. Vamos melhorar com o tempo, mas est� bem.
Vamos.
Leia meus l�bios.
Bom dia.
Voc� tem que falar por que o tempo est� contra n�s.
Tem certeza que n�o est� se precipitando?
Faz apenas alguns dias desde...
N�o, se ele ouve, ele pode entender, ent�o � capaz de falar.
Agora com cuidado, eu ordeno que leia meus l�bios e repita.
Bom dia.
Bom...
dia.
Muito bem, meu garoto, voc� obedeceu a minha ordem.
Acredito, isso far� mais sentido depois de um tempo.
Viu, persist�ncia e fomos recompesados.
� tudo que eu queria nesta manh�.
E agora Dr. Karlton, ainda me acusa de ser cruel?
Vamos coloc�-lo de volta.
Professor...
parece que ele est� tentando dizer mais alguma coisa.
Gosto de homens com iniciativa. Vamos, garoto, n�o tenha pressa.
N�s estamos ouvindo. Diga o que quiser.
Est�...
escuro aqui... escuro.
Sim, est� escuro para voc�.
Mas n�o precisa ter medo da escurid�o, pois est� no escuro h� muito tempo.
Professor, olhe!
� incr�vel!
Ele est� chorando.
Voc� percebe?
At� as gl�ndulas lacrimais funcionam.
O mundo inteiro ficar� surpreso.
Parece que temos aqui um adolescente muito sens�vel.
Entre!
N�o posso, a porta est� trancada.
Sim, o que foi?
Vai me deixar entrar? Sou sua noiva, n�o a pol�cia.
Sim, claro, entre.
Desculpe, n�o posso ser interrompido, mas j� que est� aqui...
Se eu incomodo, espero uma momento melhor.
N�o, n�o.
Gostaria de falar com voc�.
� dif�cil preparar um casamento, h� muito a ser feito, igreja, convidados...
N�o nos casamos todos os dias, � o dia mais importante da minha vida.
Eu sei, n�o posso discutir isso agora, tenho muito trabalho para fazer.
Agora, o evento mais importante da minha vida, � meu experimento.
Voc� n�o precisa me dizer.
Nunca vi tal exemplo de devo��o.
A prop�sito, que experi�ncia � essa?
At� que eu obtenha sucesso, devo manter em segredo.
Mesmo para sua futura esposa?
At� para minha futura esposa, quando chegar a hora, ser� a primeira a saber.
A menos que encontre uma maneira de descobrir sozinha.
Como o que?
Qual maneira?
Me diga! Responda!
N�o quis dizer nada, foi s� uma maneira de falar.
N�o tenho inten��o de espionar voc�.
-N�o ligo para o que me disse. - Assim est� melhor.
Me desculpe, me desculpe.
Me perdoe... eu...
Esta experi�ncia est� me deixando nervoso.
Deve entender a devo��o que os cientistas dedicam ao trabalho.
Eu vou terminar em breve.
E vamos nos casar.
Vamos sair em lua de mel.
Vamos, enxugue as l�grimas.
Me perdoa?
Sim, claro.
Vou deixar voc� trabalhar agora. N�o vou mais incomod�-lo.
Dr. Karlton vai chegar em 10 minutos. Temos muito trabalho esta tarde.
Se perguntarem, diga que estarei fora da cidade por tr�s dias
preciso de 72 horas para trabalhar sem ser interrompido.
Claro, querido
voltarei para o meu lugar em sil�ncio e serei o melhor c�o de guarda que j� teve.
Aqui est�, deve ser um ba� muito antigo.
Faz muito tempo que n�o vejo uma chave como esta.
Obrigado.
Vamos, meu garoto.
Se queremos convencer os c�ticos, voc� precisa progredir rapidamente.
Olhe para meus l�bios.
Observe cada um dos seus movimentos, eles o guiar�o.
Sim.
"Sim, senhor" seria mais apropriado. Na Inglaterra, respeitamos os mais velhos.
Sim, senhor.
Assim est� melhor. A articula��o tamb�m.
Agora, concentre-se.
Repita comigo "Cuidado com falsos profetas".
"Eles vem at� voc� em pele de cordeiro..."
"Cuidado com falsos profetas..."
"Eles vem at� voc� em pele de cordeiro..."
"Mas por dentro s�o lobos devoradores."
"Mas por dentro s�o lobos devoradores."
Muito bom!
Sabia que uma mente jovem responderia melhor que uma velha.
Por hoje chega de trabalhar a mente, vamos ver o lado f�sico.
Vamos ver se aperta e abre as m�os assim.
Tem que fazer isso 100 vezes ao dia para fortalecer suas m�os.
Mas lembre-se, s� eu vou dizer quando e contra quem us�-las.
Eu vou obedec�-lo.
Quero ter certeza que aprendeu bem a li��o.
Agora, suas novas pernas. Levante-se.
Est� bem satisfat�rio.
Sente-se.
Quero que treine as pernas regularmente. � essencial para fazer o sangue circular.
Professor, acho que ele precisa de inje��es complementares.
Sim, eu vou preparar algumas vitaminas especiais.
Vou d�-las � voc�.
Vou deix�-lo com o Dr. Karlton. Ele vai fazer um tratamento el�trico e aliment�-lo.
Fa�a o que ele disse. Amanh� vou trazer alguns aparelhos de muscula��o.
Excelente, meu garoto, excelente!
Suas novas m�os est�o mais fortes a cada dia. Pode descansar agora.
Voc� teve um progresso mental e f�sico not�vel.
� claro, tamb�m estou muito feliz com a sua obedi�ncia.
Um dia, eu e voc�, vamos surpreender o mundo inteiro.
Um prod�gio criado por mim. Uma maravilha adolescente!
Qual � o problema? N�o est� feliz com isso?
Voc� est� feliz?
Mas eu n�o.
Porque?
Porque voc� s� me deixa ficar aqui. Quando vou conhecer pessoas?
Chega de bobagens!
Continua me fazendo a mesma pergunta.
Voc� conhecer� pessoas quando eu decidir que chegou a hora.
Quando sairei daqui? Nunca?
- Se atreve a me perguntar isso? - Eu quero saber!
Por que n�o agora?
Vou mostrar por que n�o agora!
Vire-se!
Agora, olhe!
Agora voc� sabe.
Mas eu n�o quero ficar trancado.
Nesse caso, d� uma boa olhada no seu rosto!
Quero ter certeza que n�o tentar� sair enquanto n�o lhe der um rosto novo!
Olhe de novo, meu garoto! Se contente em ficar aqui
at� que eu termine o trabalho e possa conviver com pessoas!
N�o podia acreditar nos meus olhos. Ele tinha mais de 2 metros.
N�o, n�o era t�o grande, mas muito forte, ombros largos, bra�os musculosos.
Tinha um rosto horr�vel! Horr�vel!
Sim, muito forte. N�o quero encontrar esse cara no supermercado.
Uma coisa � certa, era muito forte. Me bateu como se eu fosse um beb�.
Ningu�m nunca me bateu t�o forte.
Algu�m j� o tinha visto antes?
-N�o, nunca. -Nunca, e espero nunca mais v�-lo.
N�o se preocupem, cercamos o bairro, ele n�o pode ir muito longe
e vamos verificar todas as casas da vizinhan�a.
Agora, melhor voltarem para a cama e descansar.
Ficarei mais tranquilo se souber que est�o trancados em casa.
"HOMEM LOUCO MATA UMA JOVEM".
Ent�o foi voc�!
- Tive que sair, ver pessoas. - Eles viram voc�!
Sim.
Agora voc� sabe a verdade.
Sim, eu os apavoro.
Quem me v�, foge.
Eu disse que fariam isso.
- Mas n�o quis ferir. - Ferir?
Voc� matou uma jovem!
Voc� atraiu a pol�cia como uma matilha de c�es raivosos!
Ao me desobedecer, n�o s� colocou sua vida em perigo
mas colocou toda minha experi�ncia em risco!
Eu n�o sabia.
A partir de agora, vou obedec�-lo.
Pode ser tarde demais.
De fato, para me proteger, eu me pergunto se n�o deveria destru�-lo.
N�o, por favor, n�o fa�a isso.
Farei o que voc� disser.
� melhor.
Ainda h� uma pequena chance de poder lhe dar cobertura.
-Mas fa�a exatamente o que eu disser! -Sim.
Ficar� absolutamente quieto!
At� que n�o haja mais perigo.
Mantenha sil�ncio absoluto!
-Como posso ajudar, senhores?
Sargento Burns e Sargento McAfee, do Depto. de Homic�dios.
- Seu nome, por favor, senhor. - Professor Frankenstein.
-Estamos apenas checando. - Muito bem, querem entrar?
N�o vamos incomodar muito, estamos checando por causa dessa coisa no bairro.
Sim, eu li nos jornais. Terr�vel.
Diga professor, viu algu�m estranho andando ou espionando pela vizinhan�a?
N�o, receio que n�o tenha nada para falar.
- Por aqui anda tudo tranquilo. - Ent�o n�o viu nada suspeito?
Se vir algo, eu os avisarei.
� prop�sito, para que possa me guiar, tem uma descri�ao desta "coisa"?
Bem, seis pessoas viram este suspeito e temos 6 descri��es diferentes.
� um defeito humano t�pico, em p�nico, a mente v� coisas estranhas.
Nossos olhos tem vis�es estranhas.
Mas todos concordam em uma coisa.
Quem quer que seja, o rosto � assustador como de um fantasma.
Bem, n�o esquecerei deste detalhe.
-Se vir algo suspeito, os avisarei. -Obrigado.
-Boa noite. -Boa noite.
- Margaret, quem � este homem? - � o sr. Sexton, o joalheiro.
- Sexton e Filhos, o mais antigo... - O que ele est� fazendo aqui?
Vendendo, o grande dia est� chegando. Preciso que escolha o anel de casamento.
Temos lindos modelos senhor, vou mostrar.
Este que sua noiva usa, decorado com 3 diamantes � chamado "Beleza de Mayfair".
Pessoas importantes compram conosco.
N�o ligo para onde pessoas importantes compram.
Beleza exige beleza. Sua linda noiva merece o melhor.
Quem � voc� para dizer o que minha noiva merece?
Saia!
-Talvez outra hora. -Saia!
Agora para me sentir culpado vai se acabar em l�grimas?
Estou muito furiosa para chorar.
Sabe que dei ordens para n�o ser perturbado. Perdi um tempo precioso!
Pensei que o grande homem poderia dar uns poucos momentos para sua noiva.
E sabe que n�o tolero estranhos na casa!
Ele � s� um vendedor, n�o veio com uma lupa ou p� para tirar impress�es digitais.
-N�o quero estranhos na casa! -Porque?
Voc� esconde algo?
O que quer dizer com isso ?
Eu sei que est� escondendo alguma coisa.
Se explique.
N�o sei o que est� tentando provar ou como.
Mas eu vi sua grande experi�ncia cient�fica.
Eu vi seu monstro.
Voc� viu?!
Sim, no por�o. � nisso que voc� e o Dr. Karlton trabalham tanto dia e noite
Sim eu vi!
- Como voc� entrou? - Eu peguei a chave.
E fiz uma c�pia.
Bem, minha querida, certamente voc� � muito criativa.
N�o sabia o que voc� fazia, n�o quero me casar fazendo papel de boba.
Sou apenas um fantoche que obedece voc� cegamente.
Senti que tinha o direito de saber.
Como sua esposa, tenho o direito de saber a que voc� se dedica tanto.
Para ajudar a entend�-lo melhor.
Talvez a am�-lo melhor.
No melhor ou no pior, eu amo voc�.
Sabe, Margaret, eu n�o mere�o voc�.
Estou feliz que descobriu por si mesma.
� isto que a faz diferente das outras mulheres.
No devido tempo, contaria meu segredo, mas me convenceu que j� � a hora.
N�o se preocupe, querido. Seu segredo estar� seguro.
N�o vamos nos casar?
Sim, claro!
Ent�o n�o se preocupe.
Confio em voc� mais do que em qualquer pessoa no mundo.
Mas acho que n�o est� pronta para ver aquilo que chama de "monstro".
- Talvez n�o fique com tanto medo. - N�o ficar� mais.
� como uma cria��o cient�fica, como uma m�quina.
Voc� tem medo de m�quinas?
N�o, claro que n�o.
Ent�o devemos agradecer a este "monstro".
Ele possivelmente nos aproximou novamente.
Eu amo voc�.
N�o preciso dizer o que sinto por voc�.
Tenho vergonha de ser t�o rude. Espero que isso prove minha considera��o.
Aqui est�, querida.
Volte ao joalheiro.
E compre aquele anel... como chama mesmo?
Ah, sim "Beleza de Mayfair" Isso mesmo.
E � noite no jantar, quero que use este anel.
Claro, querido.
Posso ficar com a chave do por�o?
Claro que pode como prova de minha confian�a.
Bem, meu garoto, acho que voc� est� salvo.
A tempestade passou, tivemos muita sorte.
Logo a pol�cia estar� ocupada com outros crimes.
O que est� incomodando voc�?
Penso no dia que puder sair e ver outras pessoas
sem elas fugirem de mim.
No dia em que tiver um novo rosto.
-Estava pensando em come�ar amanh�. - Verdade?
Por favor, fa�a isso.
-Infelizmente algu�m est� atrapalhando. - Quem?
Me diga quem.
Uma mulher.
Uma mulher que trabalha para mim.
- Aquela que eu vi? - Sim.
Ela desceu aqui apesar de minhas ordens em contr�rio.
E tinha dado estas ordens pensando em seu bem estar, claro.
- Ela disse algo para voc�? - N�o.
Eu a assustei.
Ela gritou e fugiu.
- S� porque voc� a assustou. - O que ela vai fazer?
Eu tentei de tudo para proteg�-lo.
Mas agora ela amea�a contar �s autoridades.
Eles v�o acus�-lo do assassinato da jovem e prend�-lo.
Provavelmente v�o destru�-lo.
E nunca ganhar� um novo rosto.
Eles far�o isso?
Sim.
- A menos que sejam impedidos. - Temos que impedi-los.
Eu concordo.
Como?
Far� exatamente o que eu digo.
Querida, receio que vou precisar de sua ajuda.
Claro, querido. Algum telefonema ou anota��o?
Voc� tem m�os perfeitas para este tipo de enfeite.
Chama isso de enfeite?
Eu fico admirando o anel o dia todo.
- Para mim � muito importante. - Verdade? Muito doce dizer isso.
Agora me diga como devo pagar por ele?
Pagar?
Demonstrar minha gratid�o.
-Desculpe, voc� ia pedir algo. -Sim, sim.
Como sabe, Dr. Karlton viajou para procurar equipamentos.
- Deve ficar fora dois ou tr�s dias. - Imagino que v� sentir falta.
De fato.
Afinal, ele � meu assistente.
� aqui que voc� entra.
Quer ser minha assistente?
Cuidar de um jovem.
Claro, querido.
N�o est� com medo?
N�o.
Ele � ing�nuo como um beb�. Tem certeza que n�o est� com medo?
Vou pensar do mesmo modo que voc�... como uma cria��o cient�fica.
- Vou ajud�-lo. - �timo.
As seringas e os soros est�o l� embaixo.
Vamos?
Vamos, querida, voc� abre a porta.
Com essa chave que t�o engenhosamente conseguiu.
Bem, meu garoto, acho que precisa ser alimentado.
Mas temos algumas mudan�as.
Pode pegar as seringas ali atr�s?
S�o esterilizadas.
Sente-se, Margaret.
Bem, s� precisa encontrar a veia certa.
Aqui est�.
N�o se preocupe. N�o vou machuc�-lo.
J� volto, vou pegar mais vitaminas.
-Voc� me feriu. -Mas tamb�m o alimentei.
Viu? Acabou.
Voc� quer me ferir.
Mais!
N�o, n�o quero. Mas �s vezes � preciso ferir mesmo os amigos.
Voc� n�o � minha amiga.
- Sou sim. - Voc� diz que � mas n�o �!
Voc� quer que me matem.
N�o, eu quero que voc� viva.
Como se atreve?!
Pobre Margaret.
Voc� trabalhou bem, merece uma recompensa.
Meu novo rosto?
Exatamente.
Esta noite deixar� a escurid�o, vai ver pessoas, discretamente � claro.
Voc� poder� escolher um rosto que o agrada.
E ent�o, ele ser� seu.
Ent�o, garoto, est� gostando do passeio?
O ar da noite � estimulante, n�o �?
Eu quero respirar, mas tenho medo
...de estar em um carro.
Isso � natural, voc� morreu em um carro.
A mem�ria do acidente est� infiltrada em seu c�rebro.
- Sempre terei medo? - N�o, voc� � jovem, vai superar.
E assim que eu enxertar seu novo rosto,
sua vida vai realmente come�ar.
Quer dizer que para viver preciso de um novo rosto?
Sim, podemos dizer que sim. A vida se tornar� doce e emocionante.
Vai levar tempo e deve ter paci�ncia
mas um dia
depois de termos ridicularizado todos estes homens de mente pequena
eu direi a verdade para o mundo inteiro.
Como o revivi, o montei com diferentes partes e dei vida � voc�
injetando sabedoria e conhecimento no c�rebro de um cad�ver.
Ent�o receberei homenagens no mundo inteiro
por ter levado o homem um passo adiante na sua eterna luta contra a morte.
Viu o rosto daquele jovem?
Ele � bastante atraente. Parece brilhante, apaixonado e inteligente.
Voc� aprova?
Aja bem silenciosamente.
O doutor deu ordens expressas para n�o incomod�-la.
- Talvez possa nos ajudar. - Diga o que ela falou.
Ela n�o falou muito.
Cada palavra era uma agonia.
Ela s� disse que viu esse...
monstro.
Essa coisa horr�vel que viu na janela do carro.
Ele tinha apenas um olho.
E um rosto deformado.
Ent�o ele olhou para Bob.
E ela gritou e desmaiou.
Ela n�o ouviu mais nada? Barulho de luta?
Quando ela acordou, Bob havia desaparecido.
As chaves do carro estavam no contato.
Como dirigiu at� aqui, jamais vou saber.
Ela estava completamente em p�nico.
E gritou at� o m�dico lhe dar um sedativo.
Desde ent�o ela disse algo que fa�a sentido?
Apenas o nome do rapaz.
Ela continua dizendo "Bob... Bob".
Quem fez isso...
acham que � aquele louco?
Bem, pode ser alguma brincadeira.
Algum garoto querendo assustar as pessoas ou um rival ciumento.
Ela teve outros namorados?
Ela namorava Bob h� algum tempo.
Ele foi seu primeiro namorado.
Ele tinha inimigos?
N�o que eu saiba.
� muito popular na escola.
� um garoto muito gentil.
Ele mora com a tia.
Sim, j� falamos com ela.
O que v�o fazer?
Vamos olhar o carro e checar o local, se descobrirmos algo, avisaremos voc�s.
Pode ser que isso seja apenas uma brincadeira de mau gosto.
Espero que sim, sinceramente, espero que sim.
- Este � Bob ? - Sim.
Arlene o conheceu na escola.
Garoto bonito.
Muito bonito.
Realmente muito bonito.
Aqui, meu garoto.
E ent�o?
Todo o novo equipamento est� no porta-malas do carro.
-Comprei em 4 cidades diferentes, como pediu. -�timo!
Bobinas especiais para aumentar a tens�o, geradores magn�ticos e outras pe�as pequenas.
Excelente.
Vamos preparar tudo.
E como uma pequena recompensa.
Um ta�a de licor.
Um licor excepcional.
Particularmente seco.
Uma car�cia para o paladar.
Concordo. Excelente!
Nunca vou entender a paix�o dos americanos pelos vinhos doces.
- S�o b�rbaros! - Nos d� um tempo, Prof. Frankenstein.
Precisaremos de mais alguns s�culos para sermos civilizados como voc�s.
N�o � uma cr�tica, os americanos foram sempre hospitaleiros comigo.
E quando penso o que realizei aqui
vou sempre lembrar deles com muita gratid�o.
E a sua governanta, sra. Detrich ?
Eu a deixei ir. Recebeu uma oferta de emprego de um idoso rico.
Vai ser um emprego permanente, j� que vou embora dentro de dois dias.
E j� que estou fazendo perguntas, sem querer ser indiscreto...
Onde est� sua noiva?
Margaret est�...
ela foi embora.
Desapareceu.
"Perf�dia...
teu nome � mulher!"
Ela foi embora.
Depois de desperdi�ar horas de trabalho indo escolher e comprar isso para ela.
Um anel de noivado.
Tamb�m muito caro.
Que pena.
Quer dizer que ela desapareceu de repente?
Pegou suas coisas escondida.
Deixou um bilhete dizendo que nossa casamento n�o daria certo.
Tudo depois que confiei a ela n�o apenas meu cora��o, mas tamb�m minha f� e confian�a.
Ela voltou para o hospital?
N�o. Liguei para l� imediatamente.
Para tentar convenc�-la, faz�-la mudar de ideia.
Ela simplesmente desapareceu.
Mas acho que � compreens�vel.
Deve ser embara�oso admitir que deu seu cora��o para o homem errado.
N�o � t�pico das mulheres
para fazer os homens sofrerem?
Sei que vai ser dif�cil me recuperar por isso vou mergulhar no trabalho.
Vou me dedicar � minha pesquisa e � ci�ncia e esquecer todo o resto.
Suponho que � a �nica coisa que restou.
Acho que concorda comigo
quando digo que minha conquista vale mais do que as emo��es de uma garota.
Falo do nosso jovem amigo.
Aconteceu alguma coisa com ele?
Podemos dizer que sim.
Esta manh�, antes de sua chegada
eu dei a ele um espelho.
Se vier comigo, ser� o primeiro a ver seu novo rosto.
Um novo rosto?
Mas como?
Porque entrar em detalhes quando o que interessa s�o os resultados?
Venha e ver� que estamos quase terminando nossa experi�ncia.
Mostre ao Dr. Karlton seu novo rosto.
Inacredit�vel.
Absolutamente inacredit�vel.
A n�o ser por estes pontos, ele passaria por um adolescente normal.
Ent�o concordamos que � um sucesso?
Um sucesso extraordin�rio!
Al�m disso, ningu�m nunca saber� a verdade.
N�o tenho certeza sobre isso.
Afinal este rosto poderia ser reconhecido em p�blico.
Provavelmente ser� reconhecido, especialmente nesta regi�o.
N�o quero correr nenhum risco.
O que prop�e que fa�amos?
Eu conto assim que tiver me mostrado o equipamento.
Continue a admirar seu novo rosto.
Vou dizer qual � meu plano.
Na verdade, nosso plano.
Vamos lev�-lo para a Inglaterra, l� ser� muito mais seguro para exibi-lo.
Como? Vai precisar de um passaporte, uma identidade, um nome.
E ela vai ter que aparecer durante e viagem, n�o vai poder mant�-lo trancado na cabine.
E quando chegarmos l�...
alf�ndega, imigra��o... n�o podemos fugir das perguntas das autoridades.
Eu j� pensei nisso, amigo. J� pensei nisso.
Estas caixas aqui atr�s cont�m componentes el�tricos.
Na verdade, � isso que elas cont�m.
As partes que voc� comprou e o resto que desmontaremos.
S�o grandes o suficiente?
Muito maiores.
Cada uma das caixas tem fundo duplo.
Acho que n�o estou entendendo.
Eu o montei, n�o foi?
Vou desmont�-lo aqui
preservar as partes e reconstru�-lo na Inglaterra.
Meu laborat�rio em Londres tem os mesmos equipamentos
e o mesmo assistente, voc�.
Voc� n�o pode fazer isso!
Ele ainda � um ser humano.
Eu n�o quero participar desse plano t�o diab�lico.
Voc� pode e vai. N�o tem escolha.
Vamos l�, n�o h� tempo a perder.
Agora me escute.
Vamos coloc�-lo de volta na mesa de cirurgia
fingindo que vamos retirar os pontos de seu novo rosto.
Voc� ver�, ele se comporta com um cordeiro quando se trata de seu f�sico.
E desta vez vou amarr�-lo com cuidado.
Direi que � necess�rio para evitar qualquer gesto brusco
que pode danificar seu rosto. Garanto que ele vai cooperar.
E uma vez amarrado
quero que voc� injete uma dose de pentotal de s�dio.
Ele n�o sentir� nada.
E em tr�s dias, Dr. Karlton, estaremos no conv�s do "Queen Mary".
Aproveitando o ar marinho na companhia de passageiros encantadores.
Umas f�rias bem merecidas.
Vamos.
Prepare a cirurgia e esteja com a inje��o pronta.
Bem, garoto, voc� tem orgulho de seu novo rosto, n�o �?
Sim, quando poderei estar com as outras pessoas
para me verem sem ficar assustados?
Logo, mas primeiro temos que remover os pontos para ningu�m perceber.
E seu novo rosto ser� seu para sempre.
Me d� isto.
V� para a mesa de cirurgia, estaremos prontos em breve.
N�o vai demorar.
Voc� n�o sentir� nada.
N�o se mexa.
Vamos, d� a ele o Pentotal.
-N�o, eu n�o quero. -Eu sei o que � melhor para voc�!
- Voc� quer me machucar! - Vamos, aplique!
Tente segurar o bra�o dele.
N�o, de jeito nenhum!
Talvez n�o seja tarde demais!
Onde est� o Professor Frankenstein ?
� tarde demais!
Venha aqui!
Talvez ele ou�a voc�.
Diga a ele para vir conosco e n�o resistir.
Voc� ouviu? Eles n�o v�o machuc�-lo.
De jeito nenhum!
Nunca esquecerei o rosto dele depois do acidente.
Nunca.
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