All language subtitles for Black Magic (1949) SD.DVD.AC3.x264

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Original subtitles

Pai, pelo amor de Deus, o que � isto?

Noite ap�s noite.

Rabiscando como se tivesse o pr�prio diabo no corpo.

Eu tenho o diabo em mim, ou coisa pior.

Por que, pai? Isso n�o � do seu feitio.

Este homem, este fant�stico homem...

Estou te dizendo, ele est� sob a minha pele.

Dizem que ele hipnotizou metade do mundo.

Eu te juro, ele tamb�m me hipnotizou.

Que homem?

Aquele homem.

Aquele mam�fero amea�ador de mentes. Aquele... Cagliostro.

Oh, Cagliostro!

O charlat�o do s�culo XVIII

Ele era um charlat�o?

N�o sei.

Eu escrevi livros.

P�ginas suficientes para embrulhar as paredes da Opera Nacional de Paris.

Caracteres suficientes para preencher um regimento.

"O Conde de Monte Cristo", "Os Irm�os Corsos",

"Os Tr�s Mosqueteiros", Porthos, Athos, Aramis,

"Chicot o Bobo da Corte", "D'Artagnan".

Mas eu os escrevi.

Esse homem est� me escrevendo.

Certo, certo.

Quando eu sai da �pera eu pensei que iria pacificamente para a cama,

mas eu infligi meu romance "Camille" a voc� semana passada.

Agora, o que foi esse tal Cagliostro?

Como, em nome dos santos, eu saberia?

Diabo.

Charlat�o.

Tolo.

Ainda estou me perguntando.

Mas seu nome verdadeiro era Joseph Balsamo.

Sua m�e e seu pai eram ciganos.

� no Sul da Fran�a que ouvimos falar dele pela primeira vez.

A m�e de Joseph parecia ter o dom da clarivid�ncia.

Em uma feira cigana, ela olhou dentro dos olhos de um beb� de um fazendeiro

e previu sua doen�a.

Alguns dias depois, o beb� morreu e Joseph e seus pais

foram levados a ju�zo diante do prefeito do distrito,

o Visconde DeMontagne.

A acusa��o era de que a m�e de Joseph era uma feiticeira,

e que todos os tr�s eram disc�pulos do diabo.

Ela � a bruxa que matou nosso menino, Excel�ncia.

N�o.

Ciganos mentirosos, assassinos! � isso o que s�o.

Jacob.

Ele nunca ficou doente um dia de sua vida, meu Senhor,

at� que ela olhou para ele com esses olhos amaldi�oados.

"Voc� est� doente", ela diz, "voc� est� muito doente."

E meu neto morreu!

� mentira! Minha m�e n�o teve nada a ver com isso.

Ela n�o fez isso, meu Senhor.

Alteza, Excel�ncia, se me permite falar.

Maria nunca feriu uma alma. Ela pr�pria � uma m�e.

Ela apenas tem uma... esp�cie de sexto sentido

que lhe disse que o beb� ficaria doente.

O beb� nunca ficou doente um dia de sua vida.

Se eu posso falar...

Padre, essas pessoas n�o causam nada al�m de problemas

com as pr�ticas do diabo.

Dem�nios tem sido assunto da igreja

desde a queda de L�cifer.

Houveram casos de clarivid�ncia, segunda vista

N�o existe tal coisa!

Ent�o como explica as vis�es dos profetas?

Os profetas n�o eram ciganos, Padre.

Eu n�o vejo mal nesta mulher

Digo que j� ouvi o suficiente. N�o � assunto seu.

Mulher, o meirinho lhe dar� duas pe�as de prata

Crie outra crian�a e a mantenha longe de tais coisas.

E quanto aos ciganos...

Que sejam enforcados.

Voc� n�o vai enforcar a minha m�e. N�o a minha m�e! N�o.

Tire-o daqui!

Excel�ncia, como padre eu devo pedir

Como prefeito devo pedir para que segure a sua l�ngua.

Enforquem os dois!

Por que, voc�

Eu provavelmente contra� raiva.

Meirinho, coloque-o no pelourinho.

Se ele sobreviver ao chicoteamento...

N�o! N�o!

Arranque seus olhos!

N�o, n�o seus olhos! N�o seus olhos.

Ugh...

Meirinho.

Ele ainda est� consciente.

Est� pronto?

Sim.

Joseph.

Joseph

Joseph!

Joseph.

Gitano.

Joseph, bambino.

Gitano.

N�o. N�o, Joseph. N�o.

N�o olhe.

N�o, Gitano. Eu tenho que me lembrar.

Eles me fizeram assistir enquanto os enforcavam.

Mam�e demorou para morrer.

Eu mal senti o chicote depois daquilo.

Essas coisas � melhor esquecer, Joseph.

N�o, eu quero me lembrar enquanto viver.

E o nome daquele homem, DeMontagne.

O Visconde DeMontagne

N�o h� tempo para lembrar agora. Jacob cubra-o

Eles trocar�o de guarda.

Depois daquilo, pouco se sabe al�m de que o garoto, Joseph,

cresceu e tomou-se um insolente e desprendido vagabundo

Quando ouvimos falar dele de novo, Ele estava em Vienna

com uma caravana cigana fazendo uma apresenta��o que era uma mistura

de magia negra e falso curandeirismo.

Damas e cavalheiros, e colegas sofredores.

O Grande Balsamo est� pronto de novo para voc�s.

Mil b�n��os.

Das escurid�es al�m da noite, das montanhas proibidas

do lado secreto da Lua.

Contemplem

Uma maravilha entre as maravilhas.

Yeehi!

Mas n�o viemos aqui para fazer truques, ou ganhar riquezas,

porque amigos, de que serve o dinheiro sem sa�de?

Damas e cavalheiros, o elixir da vida!

O elixir da vida.

Vitaminicus balsumicus rejuvenatus!

Engarrafado por eu sozinho na fonte da juventude

dentro das selvas da Hispaniola.

O elixir da vida.

Uma garrafa pela quantia insignificante de um xelim de prata.

Qual de voc�s aqui que est� t�o atormentado pela dor

que a vida perdeu seu sorriso?

Elixir. Somente um xelim.

Um xelim, por favor.

Elixir da vida.

- O jeito f�cil de viver, doutor. - Um-hum.

Um xelim por uma garrafa de �gua colorida.

E a faculdade de medicina n�o aceita as minhas teorias de jeito nenhum.

Voc� n�o � extravagante o suficiente.

Elixir da vida, um xelim.

Que provas a mais voc�s precisam, pessoas sortudas?

Me d� um xelim. Aqui, um xelim.

Por favor, tem que me vender uma garrafa.

Perd�o, esta � a �ltima.

Oh, s� uma. Voc� tem apenas uma. Para minha m�e.

- Aqui, eu pago em dobro - Mas j� se acabaram.

- Ent�o, cinco xelins. - Cinco xelins?

N�o podemos deixar passar cinco xelins.

Ei. Me consiga mais uma garrafa.

- Uma aqui. - Uma aqui.

Ei! Ei, cinco xelins.

- Certo. - Peguei uma, mam�e!

Oh, aqui est�, mam�e.

N�o todos de uma vez.

Voc� n�o est� t�o doente assim.

- Mam�e, o que foi? - Mae!

- Mam�e, o que foi? - Ah!

Mam�e, mam�e!

O que �?

Eles a envenenaram.

Bambino, aquela mulher bebeu fluido de l�mpada por engano.

V� ajud�-la. mas r�pido. Voc� � o �nico que pode fazer isso.

- N�o! - Algo est� havendo.

Oh, oh, a dor!

Me escute. Voc� n�o tem nada a temer, nada a temer

Voc� bebeu elixir demais de uma vez.

� muito poderoso, mas inofensivo.

A dor que est� sentindo durar� apenas por um ou dois instantes.

J� pode sentir se esvaecendo. Pode sentir a dor se esvaecendo.

Me diga quando sentir a dor se esvaecendo.

Ela se foi.

Viu, eu lhe disse que n�o havia nada a temer.

A dor que sentiu se foi completamente.

Ai est�, damas e cavalheiros.

Podem ver que ela est� perfeitamente bem.

Que tipo de hocus pocus foi aquele?

N�o tenho certeza.

Mas � um hocus pocus muito interessante.

Ei, algu�m roubou meu rel�gio.

Seu rel�gio?

- Ciganos sujos. - Ciganos ladr�es!

Ciganos sujos.

Vamos, vamos. Ciganos, vamos!

Agora, o que mais voc� lembra?

Seus olhos.

Pareciam discos me ordenando a ficar bem.

Not�vel, � fluido de l�mpada.

E ela deve ter bebido o suficiente para ficar doente por uma semana.

O que me diz disso, doutor?

O poder da mente, Anton.

Esse homem � um hipnotizador por natureza.

Por aqui, doutor.

L� est�o eles.

Voc�! Fique calmo.

Voc� � Joseph Balsamo. E voc� �?

Aqui.

Gitano?

Sim, Gitano.

Eu pr�prio nunca soube o resto.

Quem � voc�?

Eu sou um doutor na Faculdade Vienense de Medicina.

Meu nome � Franz Anton Mesmer.

N�o preciso de um doutor.

Voc� precisa de um doutor?

Voc� precisa de um doutor? N�o precisamos de um doutor.

Cavalheiros, sua fuga vai me custar 200...

N�o precisamos de um doutor para escapar.

- E n�s escapamos de... - Voc�s est�o livres.

Soltos pela fian�a da minha pr�pria seguran�a pessoal,

e na sua honra.

Honra?

Doutor, voc� nos lisonjeia.

Joseph Balsamo conseguiu o interesse do Dr. Mesmer

que estava lutando em v�o por reconhecimento cient�fico

para sua grande descoberta, os poderes curativos do hipnotismo.

Joseph, sem saber,

por anos voc� vem praticando hipnotismo.

- Hipnotismo? - Sim.

Nunca sequer ouvi falar da palavra.

Poucos ouviram.

Mas � uma arte que foi esquecida quando o mundo envelheceu.

Diga-me, Joseph, h� muitos mais entre seu povo

que tem o poder... da cura?

- Minha m�e tinha. - Sim?

Disseram que ela era uma bruxa, ent�o enforcaram-na.

E voc� a amava muito profundamente?

Por que falar sobre isso?

Porque eu acho que pelo forte la�o de amor e simpatia

voc� herdou esses poderes magn�ticos.

Agora, nesta tarde, aquela mulher com fogo consumindo sua garganta, ela estava em agonia

at� que voc� disse a ela que tudo estava bem e olhou em seus olhos.

E a dor passou.

Estava tudo em sua mente.

Mas a maior parte das doen�as deste mundo come�am na mente.

Joseph, e � a� que o hipnotismo vem � tona.

Eu n�o sei qu�o desenvolvido est� esse seu poder.

Mas eu acho que voc� pode fazer muito mais do que eu sequer sonhei.

Espere.

Nesse momento, Joseph estava pensando e se perguntando

se essas coisas que o Dr. Mesmer estava dizendo poderiam ser verdadeiras.

Sua astuta mente cigana estava come�ando a ponderar as possibilidades.

Meu caro Bar�o, perdoe-me por t�-lo feito esperar tanto.

Por favor, entre na sala de estudo.

Fico muito feliz que finalmente tenha decidido vir.

- Como est�? - Como estou?

N�o pode ver por si mesmo?

Estou ficando em peda�os diante de seus olhos.

O Bar�o Von Minden est� sofrendo de paralisia.

Eu digo quem, quem, quem � esse rapaz?

Este � o meu novo assistente, Joseph Balsamo.

Eu acho que ele pode cura-lo.

Ele parece um ladr�o.

Sim, mas voc� tem que olhar em seus olhos.

Olhe em seus olhos.

Ele tem os olhos de um ladr�o.

Seguro de si como sempre,

Joseph estava pronto para tentar tudo de uma vez

O que ele tinha a perder?

Qual � o problema dele?

Estou tremendo. N�o consegue ver?

Estou cheio de dor, cheio de doen�a.

Como ousa?

Sente-se, sente-se.

Fique quieto.

Me olhe nos olhos.

Esque�a sua paralisia.

Sua paralisia.

Vida nova, vida nova.

Est� cruzando pelos seus membros, pelos seus bra�os, pelas suas pernas.

Vida nova, vida nova, vida nova.

Sua cabe�a j� parou de tremer, Bar�o.

Voc� pode sentir vida nova passando pelas suas pernas.

Pelo seu bra�o, at� sua m�o.

Est�o tremendo cada vez menos.

E menos e menos.

At� que estejam absolutamente parados.

Parados

Veja por si mesmo.

Est�o parados!

Est�o parados!

Est�o parados. Veja. Mesmer.

- Estou curado. - Sim.

Estou curado.

Gra�as a este not�vel rapaz.

Tem 500 coroas nesta bolsa.

N�o queremos este tipo ale pagamento.

Besteira, besteira.

Se h� algo mais que queiram, � s� me dizer.

� s� me dizer

J� est� convencido?

Se funcionou nele, poderia funcionar em...

Qualquer um.

Qualquer um.

Isto � uma parceria?

O que eu ganho nisso?

A gratid�o de gera��es que ainda est�o por vir.

Joseph, nenhuma faculdade de medicina nos daria aten��o.

Nenhuma.

Mas voc� e eu, podemos conquistar o maior inimigo do homem, ele mesmo.

Pode ser dif�cil tomar tal decis�o.

Oh, j� tomei minha decis�o.

- Boa noite. - Eu sabia que pedia contar com voc�.

Eu tenho que ir para casa e mostrar o que esse not�vel rapaz

fez por mim.

Obrigado, Joseph.

Joseph tinha decidido, e agora estava pensando...

Se este poder funcionou com o Bar�o, poderia funcionar em outros.

E o Bar�o tinha pago 500 coroas.

Um not�vel rapaz.

Desejos de felicidades � Baronesa.

- Boa noite, Bar�o. - Sim, sim, boa noite.

Joseph.

Joseph! Joseph.

"Decidi que prefiro conforto futuro � gratid�o futura." Joseph Balsamo.

"P. S.: Para conforto presente, levei a bolsa do Bar�o."

Joseph!

Gitano. Gitano, � Joseph.

Oh, Joseph

Estivemos esperando por voc�, querido, h� horas.

Agora o que aconteceu, Joseph? O que te manteve l� por tanto tempo?

Os ciganos est�o indo ao sul, Joseph, para a It�lia.

- Ficamos ou vamos para o sul? - N�o vamos ficar.

- Nossos pesco�os, Joseph. - Tamb�m n�o vamos para o sul.

Vamos come�ar tudo de novo.

N�o com um circo e �gua colorida,

mas com uma carruagem de la�os e sedas

e uma enxurrada de moedas de ouro.

- Onde voc� conseguiu isso? - Acham que eu roubei?

Eu ganhei.

- Ganhou? - Oh, ele est� doente, Gitano?

- Est� doente? - N�o, n�o estou doente, mas metade do mundo est�.

Aonde quer chegar, Joseph Balsamo?

Joseph Balsamo, n�o.

Isso foi bom o suficiente para um n�mero falso em um circo cigano,

mas n�o para ser reconhecido como o maior fazedor de maravilhas do mundo.

Um curador possuidor de poderes sobrenaturais.

Divino, semelhante a deus.

N�o. Olhem.

As estrelas, longe no espa�o, ali est� um cometa.

Minha m�e me contou.

O mais r�pido cometa dos c�us.

Se chama Cagliostro.

Naquela noite Joseph Balsamo morreu,

porque Conde Cagliostro tinha acabado de nascer

Cagliostro.

Os olhos que cruzaram a Europa como um meteoro.

Cagliostro, o curador, a lenda.

Onde quer que ele fosse, os aleijados, os mutilados,

os cegos se juntavam aos milhares para encontr�-lo,

para falar com ele, para tocar a bainha de sua capa enquanto passava.

Logo seu nome se tornou motivo de riso enquanto passava

pelas grandes cidades da Europa.

Um magn�fico charlat�o brincando com f� hist�rica

e instabilidade emocional.

Tirando vantagem de seu pouco conhecido dom do hipnotismo

para vender-se como um deus.

Se eles te aplaudem ou a�oitam at� a morte, � a mesma emo��o.

As vezes imagino que estamos passando pelo mundo em uma corda bamba.

N�o se preocupe. Eu n�o cairei.

Eu sei como me equilibrar.

Amea�ado por mem�rias de sua juventude,

Cagliostro ousou voltar para a Fran�a.

- Doutor! - O senhor � o doutor?

Saia! Eu disse saia.

Deve haver um doutor de verdade nesta vila suja.

Doutor?

- Doutor? - Mas aqui est� o doutor.

Ele � o famoso doutor, o Conde de Cagliostro

Voc� � um doutor?

Voc� parece mais um adivinho, um charlat�o

Bem, senhor, as apar�ncias s�o notavelmente enganosas.

Por exemplo, voc� parece...

Bem, um cavalheiro.

Sem ofensa, mas meus servi�os como doutor est�o � sua disposi��o.

Talvez voc� gostaria de mostrar-me seus pacientes.

Bem, siga-me.

Parecia que o destino tinha feito acontecer este inesperado encontro

com esse homem odiado, o Visconde DeMontagne.

L� est� ela na cama.

Ela esteve deitada assim h� horas.

Bem, bem, fa�a logo o que tem que fazer.

O que foi? Choque?

Vejo que isso n�o � assunto meu.

Devo pedir-lhe que me deixe sozinho com a minha paciente.

Bem,

seja r�pido.

Cagliostro sentiu que est� garota ador�vel foi v�tima de choque e terror s�bito.

Agora escute.

Ou�a a minha voz.

Voc� n�o consegue ouvir nada, pensar em nada, al�m da minha voz.

No seu sono voc� ouvir� a minha voz.

E voc� respondera.

Voc� respondera.

Voc� respondera.

Abra seus olhos, e olhe nos meus.

Abra seus olhos.

Escute a minha voz.

Escute!

Voc� n�o consegue pensar em nada.

Ouvir nada, al�m da minha voz.

Eu sou seu amigo tentando te salvar.

Voc� pode falar comigo como se estivesse falando as palavras

com a sua pr�pria alma.

Agora pode dormir.

Durma.

Durma.

Eu quero que voc� se lembre de todos os eventos

que fizeram com que voc� viesse a est� pousada.

Conte-me tudo.

Foi em Estrasburgo.

Havia grande anima��o na cidade.

Princesa Maria Antonieta e seu marido,

Pr�ncipe Lu�s, estavam na cidade,

depois de uma visita � terra natal dela, a �ustria.

Eu fui at� l� com a minha dama de companhia, esperando v�-los rapidamente.

Mas, de repente, um homem veio ate nossa carruagem.

Me perdoe, senhoras, engano meu.

Depois eu descobri que seu nome era Chambord,

e que ele era empregado do Visconde DeMontagne.

Claramente, ele tinha me confundido com outra pessoa.

E depois, um jovem oficial cometeu o mesmo engano.

Realmente, Vossa Alteza, isto torna muito dif�cil protege-la.

Perd�o?

Olhe aqui, rapaz, n�s n�o sabemos quem voc� �

nem do que est� falando.

Oh, n�s o perdoaremos, Emilia.

Especialmente j� que voc� � o segundo homem nos �ltimos dois minutos

Que cometeu o mesmo engano.

Me perdoe, madame.

Sinto muit�ssimo.

Meu olhos devem estar me pregando pe�as.

Eu sou o Cavalheiro Gilbert de Rezel, capit�o da guarda do rei.

Ao seu servi�o, senhoritas.

Naquela tarde, Gilbert nos levou ao port�o do pal�cio do jardim

onde o pr�ncipe e a princesa apareceriam.

Sabe, ainda estou muito curiosa sobre essa mulher que se parece comigo.

Para falar a verdade, acho que estou ficando com ci�mes.

Muitas mulheres tem ci�mes dela, mademoiselle.

Voc� a ama?

Bem, eu sou devotado � ela, mademoiselle.

Eu daria minha vida por ela.

Oh, pare de fingir e me diga quem �.

Veja por si mesma

N�o posso acreditar

Porque � como ver eu mesma em Maria Antonieta.

Ela � a futura Rainha da Fran�a.

Ent�o como um dos oficiais da corte nomeado a proteger Vossa Alteza,

eu sou perdoado por guardar segredo

Oh, sim.

Oh, minha querida.

Agora eu n�o preciso temer nenhuma princesa.

Nem nenhuma rainha.

Fique parado, por favor.

Que diabos?

- Gilbert! - Leve-a embora, r�pido!

Diga-me.

Voc� ouviu algo sobre como eles tirariam vantagem

de sua semelhan�a com a princesa?

Qualquer coisa?

S� que algu�m em Paris...

Algu�m em Paris?

Alguma pessoa importante...

Alguma pessoa importante.

Algum compl�...

Hmm?

Isso mesmo.

Durma.

Durma como os mortos, at� que eu, e apenas eu, a acorde.

Entre, Gitano.

Os assuntos do Estado, e esta garota guarda a chave deles.

Joseph, voc� n�o quer ajudar o Sr. Montagne.

O homem que enforcou seus pais.

Ele est� conspirando para aumentar seus poderes atrav�s desta garota.

Eu o ajudarei, Gitano.

Quanto mais alto ele subir...

Eu te chamei para salv�-la.

Eu posso.

Se voc� deix�-la sob meus cuidados.

- Isso � imposs�vel. - Ent�o ela morrer�.

Ent�o ela morrer� e voc� nunca poder� aproveitar-se

desta extraordin�ria semelhan�a.

Semelhan�a?

Com quem?

Maria Antonieta.

Este homem ficaria mais seguro morto.

Se eu morrer ela tamb�m morre.

Imagino que est�o ansiosos para aproveitar esta semelhan�a para conseguirem lucro para si mesmos.

Por que deveria confiar em voc�?

Porque n�s temos uma coisa em comum.

N�s somos homens com ambi��es muito grandes, e precisamos uns dos outros para alcan��-las.

O que sugere?

Deixe-a viajar comigo para Paris para continuar com seu tratamento.

O pre�o dos meus servi�os imediatos ser� 5000 francos.

Pague-o, Chambord.

Aqui.

E quanto mais pelos cuidados com a garota?

Uma apresenta��o � corte de Lu�s XV.

Uma apresenta��o � corte n�o � um assunto simples.

At� para visitantes da nobreza precisa-se de credenciais adequadas.

Onde est�o as suas?

No poder da minha mente, Visconde.

E n�o posso garantir a recupera��o completa de um paciente a n�o ser que meus honor�rios sejam pagos.

Completamente.

Bem, eu apenas posso prometer fazer o meu melhor.

- Onde est� o dono da pousada? - Na taberna, senhor.

� o Cavalheiro de Rezel, meu senhor. Ele acaba de entrar no p�tio.

Ele n�o pode nos encontrar aqui.

Prepare imediatamente as carruagens.

- Senhorio. - Boa noite, senhor.

Estou apenas procurando por uma jovem senhorita que foi ferida quando estava viajando por esta estrada.

Oh, n�s temos uma jovem senhorita.

Sim, ela est� sob os cuidados do famoso doutor.

Jacob. O p�tio. R�pido.

Abram os port�es e preparem a carruagem.

Estamos partindo, para Paris.

Todos se foram, senhor.

Primeiro, eu fui para o apartamento do doutor

e ent�o para o quarto ocupado pela jovem senhorita doente.

Mas naquela hora eu os ouvi indo embora.

Eu tenho que alcan��-los.

Seu cavalo n�o est� pronto para montar, senhor.

Sua perna est� gravemente cortada, senhor.

Ele n�o estava mancando quando eu o montei.

As vezes eles n�o mancam at� ficarem de p� por um tempo.

Parece que ele pode ter se ferido com um peda�o de vidro ria cavalgada.

Ou a ponta da faca de algu�m, huh?

Fa�a curativos nele.

Sim, meu senhor.

E ent�o Cagliostro veio a Paris, expugnando aquela central mundial do poder

riqueza, e cultura c�nica.

Agora sua consagra��o eclipsou tudo que ele tinha conhecido.

Cagliostro, apesar do esc�rnio e desprezo dos doutores de Paris

que o denunciavam como um charlat�o,

encontrava as ruas de Paris de fato pavimentadas com ouro.

Vida longa a Cagliostro!

Moscou, Vars�via, Viena, e agora Paris.

Hmm.

Est� contente, Joseph?

O mundo est� aos seus p�s.

Eles me aclamam porque esperam conseguir algo por nada

Alguns deles ir�o.

O que mais eles querem?

N�o pode entrar aqui.

Me solte!

Pelo amor de Cristo.

Conde Cagliostro.

A vontade.

Cavalheiro, estes homens conseguem jogar uma faca atrav�s do buraco de uma agulha.

Por�m, j� que voc� for�ou a sua entrada, qual � a sua doen�a?

Onde est� Lorenza?

Lorenza?

A garota que voc� atendeu na estrada de Paris.

Eu sei que ela deixou a pousada com voc�.

Bem, voc� deveria saber que como doutor n�o posso falar sobre meus pacientes.

Ent�o ela est� aqui.

Ei...

N�o nos fa�a usar a for�a, Cavalheiro.

Este � um carpete novo.

Pode interess�-lo saber que acredito que esta senhorita

foi seq�estrada de Estrasburgo como parte de alguma conspira��o.

Como capit�o da guarda do pal�cio, � meu dever reportar as minhas suspeitas

para o ministro da seguran�a, o Visconde DeMontagne.

Tenho certeza que Montagne ter� o maior interesse.

Boa noite, Cavalheiro.

Boa noite.

Um jovem muito turbulento.

N�o verei ningu�m esta noite. Ningu�m

Joseph!

N�o v� at� ela, Joseph.

Eu te amo.

Ela n�o.

Lorenza.

Pelo que voc� esteve esperando?

Estive esperando voc� vir at� a mim.

Diga o que quero que voc� diga.

Eu te amo, Joseph.

Eu te amo.

Voc� � tudo que eu precisarei ou irei querer neste mundo.

Qual � o problema?

De alguma forma, eu pare�o querer ir embora daqui.

Ir embora.

H� algo me atraindo.

Por que, Joseph?

Mem�rias.

Mem�rias ir�o se evaporar at� n�o restar nenhuma.

Voc� nunca mais pensara em mais ningu�m.

Ningu�m mais.

Porque voc� pertence a mim.

Voc� pertence a mim, Lorenza.

Voc� pertence a mim. Diga.

Eu perten�o a voc�, Joseph.

Agora acorde.

Acorde, Acorde.

Parece que estive sonhando.

Sonhando?

No que estava sonhando?

- Diga-me. - N�o, n�o posso dize-lo.

Voc� estava sonhando que me ama.

Voc� me ama, Lorenza. � verdade. N�o estava apenas sonhando.

Voc� est� acordada e eu estou lhe segurando em meus bra�os.

- Voc� pertence a mim. - N�o, n�o. Por favor, deixe-me ir.

Lorenza, voc� � livre para ir.

A porta est� aberta. Eu...

N�o tranquei.

Nada est�...

Nada est� lhe impedindo de ir embora.

Somente seus olhos.

Olhe em meus olhos.

Seus olhos.

O que �?

Sou eu, Gitano. � importante.

Mas voc� disse que a porta estava destrancada.

Algu�m quer te ver, Joseph.

N�o verei ningu�m, eu j� te disse.

- � o DeMontagne. - DeMontagne?

DeMontagne com uma senhorita.

Que venha!

Que venha!

Por que quer me abandonar?

Por que quer ir?

Aonde quer ir?

Para o Gilbert?

Hmm?

Sempre para o Gilbert.

Sempre Gilbert.

Vossa Excel�ncia.

Madame.

N�s achamos que este recinto est� desagradavelmente cheio, Conde.

Zoraida, DeRemy.

Zoraida, DeRemy.

Permita-me apresent�-la ao Conde Cagliostro.

Madame.

Condessa du Barry.

Minha pobre casa est� glorificada por sua presen�a.

Onde est� a mulher que parece com a austr�aca espevitada?

Ela est� bem atr�s de voc�.

Maria Antonieta.

� inacredit�vel.

Mandou me chamar, Joseph?

Sim.

Mas voc� n�o mandou.

Sim, Madame.

De certa forma sim.

Muito bem, Lorenza, pode voltar para seu quarto.

Sim, Joseph.

Estou receosa.

Voc� teria mais motivo se a s�sia n�o fosse t�o perfeita.

Voc� a trar� para a minha casa em uma carruagem secreta esta noite.

- Receio que n�o, Madame. - O que?

Est� mulher est� doente. Ela precisa da minha ajuda, assim como voc�s.

Est� tentando nos amea�ar?

Estou meramente apontando que voc� conseguiu

um novo aliado nesta pequena intriga, quer voc� goste ou n�o.

Eu gosto de voc�.

Voc� se sair� bem na corte.

Na corte, madame?

amanh� haver� uma recep��o especial em honra � Escola de Medicina de Paris.

Seu nome foi inclu�do.

Tenho certeza que terei a honra de ver a verdadeira Maria Antonieta.

N�o se pode n�o not�-la.

Ela faz quest�o disso.

Realmente, Monsieur Profeta?

Voc� pergunta muitas coisas para algu�m que deveria ler o futuro.

Mas eu posso ler o futuro, Visconde, e as palavras est�o muito claras.

Bem, j� que insiste em ser um aliado, eu acho que � no m�nimo justo dizer

que estamos jogando pela maior bolada de todas.

Grande como o trono da Fran�a.

Voc�s precisar�o de mim para isso.

Voc�s precisar�o de Lorenza.

� por isso que vim at� voc�.

O velho Rei Lu�s me ama muito.

O mundo inteiro sabe que ele se casaria comigo amanh�

se n�o fosse por essa nora rezadora austr�aca dele,

que fica no caminho como uma est�tua acusadora.

J� falei, j� gritei,

mas ela o tem na palma de sua m�o.

Se pudermos fazer com que Maria Antonieta caia em descr�dito, se pudermos ter sujeira o suficiente

- para sujar sua pele real... - Usando a s�sia, � claro.

Isso � tudo que voc� precisa saber, no momento.

N�s conversaremos de novo mais tarde no pal�cio.

Com as apostas t�o altas como elas j� est�o, Madame,

n�s tr�s podemos arranjar qualquer coisa.

Tornando-se um la�o vital nesta conspira��o do pal�cio,

a grande ambi��o de Cagliostro foi alcan�ada,

sua apresenta��o � mais brilhante corte da Europa

Sempre um mestre no efeito teatral,

ele adornou suas vestes com s�mbolos m�sticos e ins�gnias

roubadas das fraternidades secretas.

Suas Altezas reais, Pr�ncipe Lu�s e Princesa Maria Antonieta.

O Delfim e a Dalfine da Fran�a.

� a Lorenza.

Lorenza voltou � si.

Essa � Maria Antonieta.

Como ele conseguiu admiss�o � corte, doutor?

Acredito que a Madame du Barry conseguiu o convite, Vossa Alteza.

V�, Lu�s?

Agora ela traz esse curandeiro � nossa corte.

S� vou lhe dizer mais uma vez.

Essa mulher � capaz de qualquer coniv�ncia,

que pode induzir seu av� a se casar com ela.

� claro, minha querida, que voc� n�o acredita nessa besteira de bruxaria.

Vossa Majestade, Lu�s XV, Rei da Fran�a.

E a Condessa du Barry.

Boa noite, meu caro rapaz.

Querida crian�a.

Vossa Alteza

Oh, um novo rosto.

Quem � esse cavalheiro?

� o Conde Cagliostro, Lu�s.

Toda Paris est� falando sobre ele.

Oh, � claro, ouvimos falar dele.

O que � isso?

Eu lhe dei minha b�n��o, Majestade.

Como aben�oei seus ancestrais por s�culos.

Meus ancestrais?

Oh, sim, eu conheci seu tatarav� muito bem.

Voc� deve ser mais velho do que parece.

Sou mais velho que as pir�mides, Majestade.

Mas, de alguma forma, em melhores condi��es.

A faculdade de medicina est� com ressentimentos sobre sua presen�a na corte

Acredito que est�o planejando desacredit�-lo.

Eu sobreviverei.

Vossa Majestade, estamos honrados pela presen�a nesta noite

do renomado curador, Conde Cagliostro.

E assim, conhecendo a insist�ncia de Vossa Majestade sobre a considera��o justa

de tudo o que se refere a sa�de de seus s�ditos,

tomamos sobre n�s a responsabilidade de prover,

digamos, cobaias para testar seus poderes.

Admir�vel, admir�vel.

Isto ser� altamente interessante.

Meu caro Conde, o palco � todo seu.

Aqui temos todas as afli��es perante voc�,

de reumatismo � paralisia.

Voc� pode curar cada caso individualmente,

mas eu tenho certeza que nossos convidados prefeririam

algo menos tedioso.

Apenas cure todos de uma vez, Monsieur.

Cure todos de uma vez.

Essa � a ordem de sua Majestade.

Estamos impacientes, Conde.

Madame.

Um Rei pode se deixar esperando, mas uma dama, nunca

Pela estrela vermelha da Af�rese e pela m�o cheia de j�ias de Copnor,

Eu agora comandarei que voc�s joguem fora suas muletas

e levantem de seus leitos.

N�o h� necessidade disso.

Apenas um olhar seu e j� estamos curados.

Foi um truque, Joseph.

Agora ir�o rir de n�s por toda a Europa.

Sim, mas um truque pode ter dois gumes, como uma faca.

Um feito not�vel.

Meu caro Conde, os f�sicos de Paris, encontraram seu mestre.

Vossa Majestade, h� um aspecto de que todos eles se esquecem.

Se eu posso curar, tamb�m posso afligir.

Tamb�m posso afligir.

Voc�.

Voc� � o l�der da dan�a.

De joelhos.

De joelhos.

De joelhos.

Voc� gostaria de se levantar, mas n�o pode.

N�o pode se levantar.

Ele � notavelmente rico para um mendigo.

Com licen�a, senhor?

Qual foi sua doen�a?

Deveria ser paralisia, Monsieur.

Deveria ser? �.

Voc� est� paralisado.

Enquanto estou falando voc� pode sentir a for�a

se esvaindo de seus membros.

Cera mole e derretida.

Voc� � um aleijado.

Agora, aleijado,

rasteje.

Rasteje.

Rasteje, rasteje.

Agora me escute, seu tolo, n�o h� nada de errado com voc�.

Me de sua m�o.

Fique de p�.

Voc� pensar� duas vezes antes de tirar sarro dos sofrimentos da humanidade.

V�.

Inacredit�vel. Incr�vel.

Esse homem � mais que um charlat�o.

Acredito que seja o diabo em pessoa.

Muito divertido, Monsieur.

Voc� virou a mesa eficientemente.

Veja bem, majestade, n�o havia nada de errado

com o jovem exceto as doen�as que lhe foram inflingidas pelos doutores

que arranjaram est� pequena fraude.

Medo, hipocrisia, e estupidez.

Essas s�o incur�veis, at� para mim.

- Quem est� ai? - Lorenza, n�o grite.

Lorenza.

Voc� n�o sabe por quanto tempo procurei por voc�.

Eu sabia que voc� viria.

Em sempre soube, mesmo quando tive esses sonhos horr�veis.

Est�o acabados agora, est� tudo acabado.

Oh, mas por tantas vezes eu pensei que voc� tinha morrido

Eu nunca soube o que aconteceu.

Oh, leve-me embora com voc�.

Leve-me esta noite.

Consiga algumas roupas. Apenas as coisas que voc� precisa.

Traga Burma, o joalheiro.

Monsieur Burma.

Madame, � uma honra.

Voc� trouxe o colar.

Sim, madame.

Uma realmente requintada pe�a de manufatura.

Magn�fica.

Realmente adequada para uma rainha, madame.

Obrigado, Monsieur.

Eu o criei para a princesa Maria Antonieta.

As pedras foram escolhidas com cuidado particular

para a brancura de seus ombros reais.

N�o estamos discutindo sobre seus ombros.

Qual � o pre�o?

Um milh�o, Madame.

Um milh�o?

� muito pouco se levada em conta a sua perfei��o.

Eu sei que a princesa o compraria sem nenhuma hesita��o,

mas com a extrema pobreza de Paris...

A princesa comprar� o colar, Burma.

Ela ir�, Madame?

Acho que posso prometer que voc� receber� uma visita dela.

Inc�gnita, � claro, dentro de alguns dias.

Mas e o dinheiro, Monsieur?

Eu te asseguro que tudo j� foi arranjado, secretamente.

Obrigado, Monsieur.

Isso � tudo.

Madame.

Excel�ncia.

E o que resta agora � bem simples.

Madame du Barry ir� prover os fundos,

e voc�, Cagliostro, meramente ter� que fazer com que Lorenza,

se passando pela Maria Antonieta, compre o colar do joalheiro.

E se assegure de que o povo da Fran�a saiba que Maria Antonieta

est� gastando um milh�o de francos do dinheiro deles.

Fa�a com que a noticia se espalhe por Paris,

at� as casas de jogos e os covis dos servos.

At� os guetos para que as pessoas venham rugindo

de fome e �dio.

O colar ser� encontrado em um de seus quartos

antes que ela possa fazer qualquer nega��o.

E o rei ser� for�ado a bani-la para evitar o banho de sangue.

� isso que voc� v� no futuro, Cagliostro?

Eu vejo banho de sangue e uma nova Rainha da Fran�a.

Uma nova rainha.

Voc� v� algo mais?

Eu vejo um novo ministro para o Rei na mais importante posi��o de todas.

O ministro das Finan�as.

Quem �? Quem voc� v�, Cagliostro?

Eu vejo um homem alto com uma cicatriz em sua m�o esquerda.

Lorenza.

Lorenza.

Lorenza?

O que voc� fez com a Lorenza?

Por favor, Joseph.

O que voc� fez com ela?

Voc� a deixou escapar.

Voc� tinha combinado com ele.

O que eu fiz, Joseph, fiz por voc�.

- Por mim? - Sim!

Sim, sim! Apenas por voc�.

Tudo por voc�!

Sempre por voc�.

Oh, eu te amo, Joseph.

Joseph.

Voc� ainda me ama?

Hmm?

Sim, Joseph.

Aonde ela foi?

Aonde ela foi?

Dentro de uma hora, Cagliostro fez com que Lorenza ca�sse sob sua m�gica hipn�tica novamente

e a tirou do convento onde Gilbert a tinha colocado para sua prote��o.

Desta vez ele agiu de modo a que ningu�m poderia tir�-la dele.

Ent�o eu, pelo poder investido a mim,

pelo sagrado Padre em Roma,

e pelas leis do Reino da Fran�a,

vos declaro marido e mulher.

E que Deus lhes aben�oe.

Lorenza!

Voc� se casou.

Sim.

Ent�o eu somente posso deix�-la vi�va.

N�o, Gilbert.

Voc� vem comigo.

Eu sou a esposa dele.

Quer dizer que voc� se casou com ele por vontade pr�pria?

Conte a ele, Lorenza.

Eu te amei, Gilbert, uma vez.

Voc� est� possu�da.

Ele veio a mim.

Uma dama est� lhe esperando h� bastante tempo. Ela quer falar com voc�.

Eu n�o falo com ningu�m. J� te disse isso antes.

Mas ela veio em uma das carruagens do pr�prio Rei.

V� para casa, minha querida. Leve Lorenza para casa.

Madame du Barry trouxe not�cias para chocar toda a Europa.

Rei Lu�s foi acometido de apoplexia.

O rei est� morrendo.

Ele est� cercado de doutores matando-o com suas administra��es,

mas voc� pode salv�-lo, Monsieur.

Voc� tem que salv�-lo.

Farei meu melhor.

N�o h� ningu�m em quem eu posso confiar agora.

Nem sequer DeMontagne.

DeMontagne?

Se Lu�s morrer, DeMontagne ir� seguir a corrente. Oh, eu sei.

Ele j� est� se ajoelhando e mimando aquela mulher austr�aca,

mas Lu�s n�o pode morrer.

Venha comigo para o pal�cio agora.

Seja r�pido. Cada minuto conta.

Senhor. Lu�s!

Eu acho que � o meu fim, Joanne.

N�o, n�o.

Eu gosto de viver, sabe?

Voc� vai viver.

Conde.

Abra seus olhos e olhe nos meus.

Abra seus olhos.

Abra seus olhos, Lu�s.

Ele pode salv�-lo se voc� abrir seus olhos.

Bem, Sr. Feiticeiro, pode fazer com que os mortos se levantem?

Ele pode!

Ele ir�!

Ele pode!

Lu�s!

Abra seus olhos.

Madame du Barry, sua dor foi devidamente notada

por todos os presentes e voc� por isso est� banida de Paris.

Por favor, saia deste pal�cio at� amanh�.

At� uma noite em uma propriedade austr�aca

� demais para uma verdadeira mulher francesa, Vossa Majestade.

Eu aprontarei minha carruagem imediatamente.

Sua vendedora de peixes insolente.

- E voc�, Monsieur cigano. - Cigano?

Voc� tem uma semana para cruzar nossa fronteira.

Vossa Majestade, ser� mais do que o suficiente para os meus prop�sitos.

Eles me disseram que voc� estava aqui no caf�,

mas eu nunca esperava te ver aqui sozinho.

O que � isso? O que voc� est� celebrando?

- O rei est� morto. - O que?

Longa vida ao rei.

Oh, ent�o o velho rei morreu?

- Quando, Joseph? - Um pouco antes de eu deixar o pal�cio.

Sente-se.

Sete dias s�o uma semana.

Um, dois.

Um. Dois. Tr�s.

Sete dias.

Sete dias s�o uma semana.

Que � exatamente o que Vossa Majestade nos deu de prazo

para sair do pa�s.

Bambino, Bambino.

E voc�, Gitano, olhe...

Olhe ali.

Diga-me o que v�.

Bem, nossa casa, � claro.

Na minha casa, e em meu poder est� uma garota

que � a imagem da nova Rainha.

V� a carruagem parando perto da porta?

Sim.

Deve ser o nosso velho amigo Visconde DeMontagne

nos fazendo uma visita.

Ele n�o espera nos achar l� dentro.

Eu fiquei longe para encoraj�-lo, mas veja bem,

a m�o � mais r�pida do que o olho.

Venha, Gitano.

- Onde est� o mestre? - O que deseja?

O ministro do Rei est� aqui para ver seu mestre.

Sinto muito, o Conde Cagliostro saiu.

Em uma semana ele estar� fora da Fran�a.

Viemos pela garota.

Se ele pensa que ir� lev�-la com ele ele est� muito enganado.

- Onde ela est�? - A garota? O que quer dizer?

Isto esclareceria tudo?

Receio que esteja atrasado demais, Monsieur.

O que voc� pretende agora?

Lorenza est� morta.

Suic�dio, obviamente.

Ela fica com voc� para ser enterrada.

N�o � seguro ela ficar acima do ch�o.

Eu farei os preparativos para o enterro na capela.

N�o. Ela � uma suicida.

Ela n�o tem direito ao solo sagrado.

Al�m disso, ningu�m mais deve saber.

Cave uma sepultura em seu jardim imediatamente.

O incidente est� encerrado, cigano.

Mas lembre-se, voc� tem apenas uma semana para deixar a Fran�a.

Acorde, Lorenza.

Lorenza.

Fale comigo.

Lorenza.

Eu tive um sonho.

Sim.

Eu sonhei que est�vamos em casa juntos.

N�s...

N�s est�vamos em casa juntos.

N�o.

- N�o. - N�o.

Quem estava em seu sonho?

Gilbert.

Certo. Certo, Joseph.

� o Gilbert.

Voc� sabia que ela o amava esse tempo todo.

Voc� pode torn�-la uma escrava.

Voc� pode controlar sua mente, mas n�o pode fazer uma mulher te amar

quando ela ama outro.

N�o diga isso.

Voc� sabe o que vejo em seus olhos, bambino?

O que est� tentando fazer? Ler minha sorte?

Cigano!

Eu vejo assassinato.

Certo, Joseph.

Ent�o mate.

Mate.

- Mate-a! - Oh, n�o.

Ela est� te matando.

Ela est� agora na sepultura, bambino.

Deixe ela a�. Deixe-a.

- N�o, n�o. - Deixe-a a�.

N�mero um, o Visconde DeMontagne.

Por que eu o odeio, Gitano?

Porque ele... Ele enforcou seu pai e sua m�e.

N�mero dois, Cavalheiro De Rezel.

O pequeno galante Gilbert, n�mero dois, por que eu o odeio?

Porque Lorenza o ama.

Porque ela acha que ama.

E aqui est� a nova Rainha da Fran�a, n�mero tr�s.

Por que o povo odeia a sua nova rainha?

Porque os pobres e famintos ver�o

sua nova rainha com os mais valiosos diamantes no mundo

brilhando em sua garganta.

Um colar pago com o dinheiro deles.

Voc� quer dizer o colar de Burma?

O colar de Burma.

Nesta noite, Gitano, eu estive explorando.

Hmm. Em meu caminho do pal�cio at� aqui,

eu fiz uma pequena expedi��o nos guetos de Paris.

As pessoas est�o desesperadas.

Qu�o habilmente eles poderiam mudar este pa�s.

Ei, Presto!

De cabe�a para baixo.

E assim seu amor por uma mulher e seu �dio por um homem,

e movido pela sua ambi��o desenfreada, Cagliostro p�s em pr�tica

um plano diab�lico para balan�ar o pr�prio trono da Fran�a

Minha peruca, Gaston. Agora o que � isto?

N�o estava a� antes, meu senhor.

- O que n�o estava a� antes? - Na estante, do lado da peruca.

O selo real.

Como chegou l�?

N�o sei, meu senhor. O que �?

Da Maria Antonieta.

A Rainha.

Deve ser uma armadilha.

N�o, talvez n�o.

Da Rainha.

Nenhum homem pode guardar um segredo de seu criado.

Parece que ela gosta de mim, Gaston.

Ela quer que eu a encontre no Bois de Boulogne.

Minha peruca, Gaston.

� essa a carruagem real?

N�o, mas ela n�o ousaria.

� claro que n�o.

Lorenza.

Lorenza, veja.

O Visconde DeMontagne, ele te viu enterrada na sepultura

ent�o agora ele deve acreditar que voc� � a Rainha da Fran�a.

Voc� �, Lorenza.

Voc� � a Rainha da Fran�a.

Vigie cuidadosamente.

Se houver qualquer tentativa de tirar a minha vida, atire para matar

Sim, meu senhor.

Vossa Majestade.

N�o fique de joelhos diante de mim.

Mas � uma grande honra.

Monsieur, eu sou uma mulher.

Vossa Majestade, seus l�bios tem uma ternura que nunca sonhei que poderiam ter.

Uma Rainha tem que ser graciosa.

Ordene o que quiser.

Nem uma Rainha pode ordenar amor.

Amor?

Voc� me ama, Madame?

Estaria aqui se n�o amasse?

Me d� sua m�o, Monsieur.

N�o a perca, pois esse anel � meu cora��o.

Viver� para sempre ao lado do meu.

O que posso dar em troca?

Muito pouco

Duas pequenas coisas.

Pe�a qualquer coisa

Ent�o venha ao meu apartamento amanh� � meia-noite.

Os guardas estar�o afastados.

Estarei esperando por voc�.

E a outra?

Como prova de seu amor por mim, se me ama,

traga-me o colar de diamantes do cofre de Burma, o joalheiro.

O colar?

Custar� um milh�o de francos.

O que � um milh�o de francos para o ministro do rei

se significar a felicidade da Rainha?

Mas, Madame, voc� � a Rainha e sabe

se eu usar recursos p�blicos posso morrer.

Voc� n�o pode morrer, Monsieur, n�o enquanto eu for a Rainha.

Ent�o amanh� a noite, � meia-noite.

Serei seu servo.

O povo de Paris invadiu a joalheria de Burma,

com sua f�ria desperta pela hist�ria que Cagliostro espalhou pelos guetos.

Que DeMontagne comprou o colar de Maria Antonieta

com recursos do Tesouro P�blico.

Pol�cia! Pol�cia!

Monsieur Le Capitaine, h� uma dama que quer v�-lo.

Ela disse que � urgente, senhor, e que seu nome � Lorenza.

Lorenza?

Obrigado, sargento.

Ei, ele est� vindo.

Gilbert, hein?

O que voc� vai fazer com ele?

Bem, quando o nosso precioso DeMontagne for pego

na antesala real da Rainha.

Gilbert dever� estar na armadilha tamb�m.

- Armadilha? - Sim.

- E Lorenza � a isca? - Sim.

Gilbert ir� acreditar em qualquer coisa que Lorenza contar a ele

e ela, ela dir� tudo que eu quiser que ela diga.

Lorenza.

Gilbert.

O que houve?

Ele me fez fingir que eu era a Rainha da Fran�a.

A Rainha?

Ent�o ele me mandou para ver o Visconde DeMontagne.

E nesta noite DeMontagne vai para os aposentos da Rainha

levando consigo o colar de Burma.

O colar de Burma?

� um compl� para arruinar DeMontagne, para arruinar a Rainha.

E eu acho que voc� pode salvar a todos n�s.

Voc� pode se infiltrar na corte, Gilbert.

� meia-noite de hoje DeMontagne estar� sozinho

na antesala.

Voc� pode det�-lo na porta da Rainha.

H� vidas em jogo, Gilbert.

A minha � apenas uma delas.

Enquanto isso, no pal�cio, o Visconde DeMontagne

seguia adiante com o que acreditava ser uma reviravolta rom�ntica

com a jovem Rainha.

Vossa Majestade.

Quem est� ai?

Apenas o capit�o da guarda.

Homem, o que voc� quer aqui?

O colar de Burma.

O que te faz pensar que eu estou com o colar de Burma?

N�o posso te dizer as minhas raz�es, Monsieur,

mas eu sei que voc� est� com ele e planejo tir�-lo de voc�.

Na verdade, eu estou salvando a sua honra e sua vida.

E eu estou tirando a sua.

Suas Majestades.

Oh, os ladr�es parecem ter ca�do.

Ladr�es, senhor?

Oh, n�s fomos avisados que voc�s dois viriam aqui est� noite.

Os guardas foram retirados para deix�-los passar.

Vossa Majestade, estou estupefato. Estou...

Voc� parece ter perdido o dom da fala,

meu caro ministro.

Talvez o capit�o possa responder mais facilmente.

O que est� fazendo aqui?

Eu... eu n�o posso contar, senhor.

Mais algu�m est� envolvido.

Algu�m que eu amava muito profundamente.

Ent�o voc� escolhe ser misterioso?

O que voc� relata?

Senhor, o Visconde DeMontagne veio sorrateiramente � antesala.

Ele foi confrontado pelo capit�o que exigiu um colar.

Ele fala de um colar, Monsieur.

Onde est�?

Inconceb�vel, DeMontagne � um ladr�o.

Pior do que isso, um traidor.

� o Conde Cagliostro, senhor.

Vossa Majestade mandou me chamar.

N�o o fiz, Monsieur.

Majestade, ondas de pensamento viajam mais r�pido do que qualquer mensageiro.

Creio que necessita da minha ajuda.

Vossa Majestade, n�o d� ouvidos a ele.

Agora vejo tudo com clareza.

Ele planejou me arruinar, arruinar voc�.

� verdade que pode ler a minha mente?

Madame, como as p�ginas de um livro.

Ent�o n�o deve surpreende-lo ouvir

que voc� est� preso.

Todos os tr�s.

Sob quais acusa��es?

Trai��o contra o trono da Fran�a.

Para alguns pode ter parecido que encorajando sua pr�pria pris�o,

Cagliostro tinha colocado seu pesco�o debaixo do machado do carrasco.

Mas o jogo estava indo exatamente como ele tinha planejado.

Cagliostro sabia que tinha guardado para si todos os trunfos.

Ei, algo de errado aqui?

Diga a ele.

Tudo est� certo.

O que est� fazendo ai?

Seu dem�nio cigano!

- Se eu pudesse p�r as minhas m�os em voc�... - Voc� n�o ir�!

Voc� ficar� onde est� agora e me escutar�.

Parado.

Voc� est� indefeso.

N�o pode mover uma m�o ou p�.

Deixe-me lev�-lo at� muitos anos atr�s, a um tribunal.

em sua prov�ncia natal.

Para um par de ciganos inofensivos e errantes.

Voc� os enforcou, enforcou diante dos olhos do filho deles.

MEUS olhos.

Os olhos que agora te tornam indefeso.

Voc� se lembra?

Lembra? Lembra?

Eu lembro.

Deixe que a mem�ria viva com voc� esta noite.

Durma, DeMontagne.

Durma e sonhe com a corda apertando o pesco�o da minha m�e.

E voc� saber� o que tem que fazer.

A corda, DeMontagne, a corda que enforca.

Seu len�ol

Seu len�ol em farrapos servir�.

A corda

Aquela corda que enforca.

A corda... que enforca.

Suas Majestades, o ministro da justi�a

e o promotor da coroa requerem uma audi�ncia.

Mande-os entrar.

Lu�s, voc� ouviu?

O que foi, minha tartaruga?

O ministro da justi�a e o promotor est�o aqui.

Oh, quer parar de se meter com esse rel�gio rid�culo?

N�o estou me metendo, querida, s� estou tentando consertar o cuco

para que suas pobres penas da cauda n�o se firam.

Um pouco mais do que as penas da minha cauda ir�o se ferir

a n�o ser que meu bom nome se limpe.

- Suas Majestades. - Suas Majestades.

Ora, bom dia, cavalheiros.

Voc�s tem not�cias?

Sim, madame.

Visconde DeMontagne se enforcou em sua cela noite passada.

Sem fazer nenhuma confiss�o, � claro.

Exatamente, Madame.

Nossa �nica esperan�a de arrancar a verdade dele morreu com ele.

Seu c�mplice, Chambord, escapou para a Inglaterra.

Agora, os encrenqueiros se ocupam dizendo ao povo

que o DeMontagne morreu ao inv�s de expor sua parte neste caso, Madame.

V�, Lu�s?

Mas eu disse ao povo em uma proclama��o

que a Rainha n�o teve parte nesse caso.

Receio que muitos deles n�o acreditam em Vossa Majestade.

Mas isso � imposs�vel, Monsieur.

Eles tem que acreditar em seu Rei ou onde n�s estamos?

Precisamente, Lu�s.

Onde n�s estamos?

N�o fa�o id�ia, Maria.

Cuide disso.

Ent�o n�o h� esperan�a de provar esta conspira��o contra mim?

Ainda h� esperan�a, Vossa Majestade.

Com sua permiss�o, traga as duas mulheres.

Esta � a Madame Cagliostro.

N�s devemos nossos agradecimentos � garota cigana por descobri-la escondida

em um quarto secreto na casa de Cagliostro.

Por que est� depondo contra ele?

Porque eu o amei e, uma vez, ele me amou.

Entendo.

Por que ela est� com o v�u?

Para a prote��o dela e sua, Majestade,

enquanto viajava pelas ruas, como voc� ver�.

Cigana, levante seu v�u.

Incr�vel.

Eu devo estar olhando em um espelho, ela � t�o parecida comigo.

� evidente que Cagliostro a fez imitar

Vossa Majestade para enganar DeMontagne.

� dif�cil de acreditar que essa garota se submeteria

a algo t�o infame.

Parece, Madame, que esta garota � realmente inocente no cora��o.

Ela �, Vossa Majestade.

Cagliostro tem um estranho poder de fazer com que as pessoas ajam contra sua pr�pria vontade.

Minha querida, toda a Fran�a est� prestes a explodir

per causa desta conspira��o na qual voc� foi usada.

Voc� salvaria a mim e ao trono da Fran�a se pudesse?

Oh, com prazer, Vossa Majestade.

Mas voc� estaria preparada para aparecer em uma corte

como testemunha pela coroa e testemunhar contra Cagliostro?

Oh, sim, � claro.

Ent�o voc� n�o tem amor por esse homem com quem se casou?

Eu o detesto, Vossa Majestade.

At� nosso casamento n�o foi por meu querer.

Mas quando ele fala comigo e me olha nos olhos,

minha vontade me deixa e fico incapaz.

Ele estar� no tribunal.

Voc� se sente forte o suficiente agora para confront�-lo e dizer o que ele fez?

Sim, tenho certeza que posso.

Eu devo, n�o apenas pela Fran�a,

mas para salvar Gilbert de Rezel, o homem que amo.

Cagliostro n�o tinha subestimado sua popularidade.

As pessoas vieram em multid�o dos guetos.

Com Paris como isqueiro,

a Fran�a se balan�ava na borda de uma revolu��o.

Parecia que Cagliostro tinha apenas que ganhar a causa

e nada poderia deter seu temperado e supremo poder por toda a Fran�a.

E, meu senhor juiz, eu proponho produzir evid�ncias

que estou convencido de que ir�o satisfazer esta corte de que uma vil conspira��o

foi feita contra o povo da Fran�a

e contra a Majestade da Rainha.

E assim, pelos poderes investidos a mim,

pela mais sagrada Majestade, Rei Lu�s XVI,

eu acuso esses dois homens malditos de trai��o

contra a mais estimada pessoa, Maria Antonieta, Rainha da Fran�a.

Monsieur Presidente,

a promotoria est� preparada para apresentar suas evid�ncias.

Que o prisioneiro se aproxime.

Cavalheiro de Rezel.

Monsieur, voc� ouviu a acusa��o.

Est� preparado para se declarar culpado ou deseja preservar sua defesa?

Nada a declarar, meu senhor.

Voc� entende que rumo n�s devemos tomar se voc� permanecer em sil�ncio?

Entendo, meu senhor.

O cavalheiro n�o tem nada a declarar.

Que o segundo prisioneiro se aproxime.

Conde Cagliostro.

Conde Cagliostro, n�s presumimos que voc� tamb�m n�o tem nada a declarar.

Isso � uma afirma��o ou uma quest�o?

Eu apenas aponto que a Rainha deseja que este caso seja

encerrado at� � noite.

Me doeria muito ir contra os desejos de Vossa Majestade.

Mas tamb�m me doeria muito perder a minha cabe�a.

A leviandade dificilmente est� em harmonia com a gravidade deste caso.

- Conde Cagliostro. - Meus senhores.

Eu pretendo provar a minha inoc�ncia.

Voc� tem um advogado?

N�o, eu me defenderei e irei provar com as bocas

de quaisquer testemunhas que o promotor possa chamar,

que o Visconde DeMontagne comprou o colar

agora brilhando diante desta corte.

N�o para levar vergonha e inf�mia � sua Majestade,

mas para lev�-la aos seus bra�os.

Esse homem deve morrer.

Monsieur, voc� perdeu toda a clem�ncia desta corte

a n�o ser que possa provar seus perversos dizeres.

O promotor pode chamar suas testemunhas.

Meu senhor, tendo em vista as caluniosas insinua��es do prisioneiro

e a sua vangloria de que pode provar

sua pr�pria inoc�ncia com as bocas de nossas testemunhas,

n�s pretendemos chamar apenas uma.

A mais importante de todas, e para esse efeito,

eu chamo a Condessa Cagliostro.

A Condessa Cagliostro.

E agora, Madame, voc� � a Condessa Cagliostro?

Esposa do prisioneiro Cagliostro?

Eu sou, Monsieur.

Obrigado, Madame.

Levante seu v�u.

Rainha!

Uma incr�vel semelhan�a, meus senhores.

A pr�pria imagem de sua Majestade, a Rainha.

N�o � verdade que o prisioneiro aqui sentado,

o Conde Cagliostro, seu pr�prio marido, a obrigou

a imitar a sagrada pessoa da Rainha?

Responda-me!

Madame, a corte est� esperando.

N�s insistimos em saber a verdade.

N�o sei de nada, Monsieur.

A mulher est� mentindo!

Isto � um ultraje!

Ultraje, sim, mas n�o � a testemunha que est� mentindo.

- � a promotoria. - Sil�ncio!

N�o � a testemunha que est� aqui sendo acusada.

- Sil�ncio! - Nem sou eu.

Conde Cagliostro, volte ao seu lugar.

A testemunha n�o � apenas a minha esposa, � a minha paciente.

Ela est� doente.

Perigosamente doente.

- Eu pe�o por um recesso. - Protesto.

Isso n�o � muito a se pedir pelo marido dela e por um doutor.

Meu senhor, o prisioneiro tem uma estranha influ�ncia sobre esta mulher.

E uma influencia equivalente sobre a multid�o.

Minha esposa est� doente!

Eu pe�o um recesso!

- Devo protestar. - Eu exijo.

Conde Cagliostro, este � um tribunal da lei.

Tribunal da lei? Que lei? Sua lei ou da Rainha?

Que bagun�a � essa, querida?

Justi�a ou vingan�a?

Este � um julgamento ou uma inquisi��o?

A corte est� em recesso.

A corte est� em recesso!

Limpem a corte. � uma ordem. Mande a multid�o para as ruas.

Ela voltar� a si em um momento.

Durma, minha querida.

Durma.

Durma.

At� eu, e apenas eu, lhe acordar.

Eles pensaram que poderiam te for�ar a me destruir, mas falharam.

Eles falhar�o em tudo.

Eu derrubarei essa casa real de cartas,

a Rainha e todos os outros.

Eu come�arei uma nova dinastia com voc� como minha Rainha.

Longa vida a Cagliostro!

Por favor, Joseph.

Por favor.

Ainda pode haver uma chance de voc� escapar.

Escapar?

De que?

Escute-os, Gitano

No tribunal.

Longa vida a Cagliostro!

Nas ruas, do lado de fora.

Nos casebres e em pal�cios.

Eles s�o todos meus para brincar de Deus com eles.

Brincar de Deus, eu disse?

Brincar.

Joseph, voc� est� louco.

Brincar.

Joseph!

Joseph, voc� n�o pode estar falando s�rio.

Por que n�o?

Por que mais eu tenho este poder? Este poder.

N�o, n�o, Joseph.

Essas s�o as mentiras que voc� contou aos outros.

Mentiras?

Talvez n�o.

O Senhor Deus uma vez veio ao mundo como homem.

Talvez desta vez ele ir� moldar de novo o mundo ao seu bel prazer.

- Joseph. - Tire suas m�os de mim.

Joseph, voc� est� louco.

Tire suas m�os de mim.

Monsieur, a corte est� reunida.

Gitano! N�o, n�o!

Isso n�o nos ajudar�, Gitano.

� a �nica coisa que pode salvar sua mente.

� tarde demais para isso.

Nada pode salv�-lo agora.

Meu senhor juiz, eu provarei agora para esta corte

que n�o sou um instigador da conspira��o,

mas a v�tima de uma.

Gilbert de Rezel, at� agora voc� recusa dizer uma s� palavra em sua pr�pria defesa.

E voc� sabe por que, Cagliostro.

O bom nome de uma mulher, n�o � isso?

Voc� responder� agora, pois quero que responda.

Eu n�o entendo esse seu poder, Cagliostro,

mas voc� n�o pode me manipular � sua vontade.

Voc� n�o pode...

me manipular...

� sua...

vontade...

� a sua vontade que desejo despertar.

Sua vontade de responder �s minhas perguntas, para falar doa a quem doer.

Foi dito que eu fiz minha mulher imitar a Rainha.

Voc� sabe que isso � uma mentira.

Eu sei que isso � uma mentira.

Fale mais alto!

Eu sei que isso � uma mentira.

A mulher cujo nome voc� est� tentando proteger

� a Rainha da Fran�a.

A Rainha da Fran�a.

Isto � monstruoso.

Deve haver alguma maneira de deter esse curandeiro.

Foi a Rainha em pessoa que induziu DeMontagne

a comprar o colar com recursos p�blicos.

Foi a Rainha em pessoa.

E voc� era quem devia matar aquele pobre miser�vel, tolo doente, DeMontagne.

Mat�-lo e levar o colar para a Rainha.

Em troca voc� teria o amor da Rainha.

Voc� teria o amor da Rainha.

Eu teria o amor da Rainha.

Afinal, a� est�, meus senhores.

De sua pr�pria boca.

Minha carruagem.

Vossa Majestade, meu nome � Dr. Mesmer e eu vim ajud�-la,

salv�-la se n�o for tarde demais.

Por favor, Vossa Majestade.

Confie em mim.

Nada pode me deter.

Porque eu n�o nasci apenas para curar os doentes,

mas para guiar e liderar e dominar!

E nada pode deter aqueles que me seguem.

Boa noite, Joseph.

Meu senhor juiz, com a sua permiss�o um interrogat�rio ser� feito

por um distinto visitante, que se voluntariou

a colaborar no caso pela coroa.

Eu apresento Dr. Franz Anton Mesmer.

Meu senhor juiz, o Conde Cagliostro e eu somos velhos amigos.

Isso n�o est� correto?

N�s passamos uma noite juntos, doutor.

Sim.

Foi longa o suficiente para voc� aprender bastante, n�o �, Joseph?

Eu aprendi o bastante, doutor.

Bastante para ser aprisionado por seus olhos.

� claro.

Voc� aprendeu muito, Joseph.

E voc� lucrou muito com o que aprendeu.

N�o est� correto, Joseph?

Meu senhor juiz, com a sua confirma��o eu gostaria de perguntar � defesa

algumas quest�es com rela��o a...

este colar.

Belo, n�o �?

Joseph. Belo, n�o �?

Joseph.

Muito belo.

N�o vejo o que isso tem a ver comigo.

Tem muito a ver com voc�, meu amigo.

Te fascina.

Te fascina.

Te fascina.

Como o dinheiro do Bar�o te fascinou.

Seu olhar est� preso por sua beleza.

N�o consegue tirar seus olhos dele.

Tente o quanto quiser, Joseph.

N�o consegue tirar seus olhos dele

N�o consegue tirar seus olhos dele.

Pobre, Joseph.

Se voc� tivesse passado um pouco mais de tempo comigo, voc� teria descoberto

que h� outras maneiras de capturar um homem.

Voc� est� acabado, Joseph.

Voc� est� acabado.

Sua mente est� como cera.

Cera mole e derretida.

Cera mole e derretida.

Cera derretida.

Meu senhor, povo de Paris, este homem � culpado

de toda acusa��o direcionada � ele.

Isso � verdade?

� verdade.

Voc� � Joseph Balsamo.

Charlat�o de circo. � verdade?

Joseph Balsamo, charlat�o de circo.

Quando crian�a, voc� odiou o Visconde DeMontagne.

� verdade?

Eu o odiei

Ent�o seu �dio se desenvolveu em uma mania contra todas as pessoas em posi��es elevadas?

Isso � verdade?

� verdade!

Voc� arrastou a mulher que amava para um compl� vilanesco

para difamar a Rainha da Fran�a.

Isso � verdade?

Eu teria feito Lorenza a Rainha da Fran�a.

Fale mais alto!

Eu teria feito Lorenza a Rainha da Fran�a!

Voc� traiu as pessoas que confiavam em voc�.

Subiu ao poder atrav�s de bancos.

Poder.

Poder

Na sua loucura voc� pensou que poderia dominar o mundo?

Poder!

Isso � verdade?

Eu ainda posso fazer isso!

De sua pr�pria boca.

Voc�s ouviram.

De sua pr�pria boca.

Joseph, agora pode acordar.

Acorde, Joseph.

Acorde!

Sil�ncio!

Sil�ncio!

Povo de Paris!

Povo de Paris!

Eles nunca mais te dar�o ouvidos.

Povo!

Obrigado, bambino.

Joseph!

Joseph!

Joseph!

Lorenza!

Lorenza!

- Joseph! - N�o.

Jo...

Lorenza!

Lorenza!

Lorenza!

Lorenza!

Lorenza!

Lorenza!

V� por aquela porta, atrav�s do corredor para o port�o abaixo.

Para a Tour d'Argent. Eu me juntarei a voc�.

S� tenho uma bala restante. Sentiria muito em ter que us�-la.

Por ali!

Suba os degraus para a torre acima.

Suba os degraus!

Aparentemente voc� n�o percebe, Cavalheiro, eu tenho uma arma.

Estou com ela apontada � sua Rainha.

Voc� n�o quer ser respons�vel por sua morte.

Seu jovem tolo, n�o pode lutar comigo!

N�o pode lutar contra meus olhos.

Estou olhando para sua espada.

Lorenza!

Gilbert.

Gilbert!

Gilbert!

- Lorenza! - Gilbert!

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