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UM MIST�RIO DE AURORA TEAGARDEN: CASA DOS JULIUS
Subrip e Sincronia: Pix
Voc� � a sra. Totino?
Sim, Melba Totino. Sou eu.
A senhora reportou um desaparecimento?
Um n�o, tr�s.
A minha filha, o marido dela e a minha neta.
Eles n�o est�o. N�o est�o, desapareceram.
� um gato.
QUATRO ANOS DEPOIS
Eu n�o concordo com a defini��o.
Um encontro � uma reuni�o j� combinada,
mas a gente se senta para jantar por impulso.
Compartilhar comida qualifica imediatamente como outra coisa,
um encontro.
Cite a sua fonte, por favor?
A minha fonte � a inteligente Aurora Teagarden em pessoa.
Isso n�o parece um encontro, Aurora?
Sim, Martin, isso mesmo.
Mas voc� transforma qualquer coisa num encontro.
Ent�o s�o 21 encontros.
Voc� os est� contando? Que meigo!
Eu conto porque sua m�e tem uma regra
a respeito de quando podemos ser considerados um casal.
Isso � muito inteligente da sua parte.
A minha m�e tem regras de etiqueta para tudo.
Incluindo n�o se atrasar para um compromisso.
Temos que ir.
O qu�?
Mais 4 encontros, srta. Teagarden,
e voc� ser� a minha namorada.
Em 5min, vou ser uma ex-filha se n�o formos embora.
Voc� faz isso todos os meses? A Aida leva voc� para ver casas?
Se h� algo novo no mercado.
Eu tentei encontrar um lar real desde que recebi a heran�a
da minha amiga Jane Engle.
Sim! Voc� � uma mulher com recursos.
Bom, recursos para comprar uma casa.
Mas ainda n�o encontrei nada que me fa�a sentir bem.
Tenho imagens da gente procurando uma casa em breve.
S� podemos ter essa conversa no 50� encontro.
Est� bem, eu sou um homem paciente.
Mas, para que as coisas avancem, que tal jantarmos
quando eu voltar da viagem de neg�cios?
Isso realmente � um encontro.
Voc� viu a nova propriedade na Rua Elm?
-Sim, � muito bonita. -Eu a mostrei ontem.
Muitas janelas. H� muita luz e ventila��o.
Essa � a quest�o, muitas janelas.
Isso n�o � poss�vel.
Aurora, voc� n�o pode n�o gostar da luz.
Na verdade, eu gosto de paredes.
Preciso de paredes para as prateleiras.
Tenho muitos livros.
Talvez se voc� se desfizesse dos deprimentes
sobre homic�dios e essas coisas, poderia ter luz.
Esta tem muitas paredes.
E tem uma sala de leitura. Seria uma biblioteca perfeita.
N�o � das minhas.
Al�m disso, n�o � adequada para uma mulher sozinha.
Por qu�? � encantadora.
Tamb�m fica a 8km da cidade.
Sem falar que � velha.
Voc� sabe quanto custa aquecer essa coisa?
M�e, mostre-me.
Por favor.
� bonito e tranquilo.
A palavra que voc� est� procurando � "isolado".
E essa varanda...
Voc� n�o imagina um balan�o a� mesmo?
H� algo nesta casa que me parece familiar.
� porque voc� olhou a foto durante 20min.
N�o, n�o � isso.
Voc� sempre foi teimosa.
Sempre.
Esta casa � maravilhosa.
A vista do quarto principal!
Sabe a quantidade de prateleiras que posso colocar aqui?
Mas fica muito longe da cidade.
Voc� ter� que pegar o �nibus.
A cidade est� a 10min, m�e.
N�o...
Acho que esta � a casa.
Sim, acho que esta � a casa que estava procurando.
Eu acho que dever�amos continuar olhando.
N�o, n�o.
H� meses que estamos olhando casas.
N�o. Esta � a casa.
Sim, quero fazer uma oferta.
Mesmo que o dono aceite a oferta,
voc� tem tr�s dias para mudar de ideia.
N�o, n�o vou mudar de ideia.
Isto tamb�m me parece familiar, o fog�o...
J� sei!
Saiu no jornal.
Voc� se lembra dessa fam�lia que desapareceu,
h� tr�s ou quatro anos,
que foram jantar com uma amiga e nunca voltaram?
-N�o sei o que est� falando. -A fam�lia Julius.
Sim, saiu no jornal, e a av� tirou uma foto aqui.
Esta � a casa dos Julius.
N�o, o nome da dona � Totino.
Sim, esse era o nome da av�.
Se aqui houve uma trag�dia,
o agente devia ter revelado essa informa��o,
e dever�amos descartar a oferta.
N�o, m�e, n�o aconteceu nada na casa.
A teoria � que o carro capotou e eles desapareceram
ao ca�rem em um precip�cio ou algo assim.
Mas, se a casa est� � venda, ser� que acharam os corpos?
Voc� sempre teve uma curiosidade muito m�rbida.
Sempre.
Muito bem...
Muitas pessoas acreditam que ci�me foi o motivo
para que Hawley Crippen matasse a esposa
e a enterrasse no por�o.
E a Cora tinha um caso com um dos h�spedes.
Mas o dr. Crippen n�o era nada fiel.
Na verdade, ele estava apaixonado por uma datil�grafa
chamada Ethel Le Neve.
A casa Julius?
De verdade?
John, voc� tem raz�o a respeito do caso Crippen.
Soube que os turistas de Londres ainda procuram a casa.
Voc� n�o a procuraria se estivesse em Londres?
Roe n�o tem que ir longe para ver o local de um crime.
Talvez ela se mude para um.
Est� tentando comprar a casa Julius.
Voc�s se lembram da fam�lia que desapareceu h� quatro anos,
nos arredores da cidade?
-E n�o foram assassinados. -Bom, ningu�m sabe isso, n�o �?
Eu me lembro da hist�ria.
Um ex-oficial do ex�rcito se mudou daqui de Spokane, n�?
Sim, a filha...
Como ela se chamava...? Charity. Era da minha escola.
Muitos acham que algo estranho aconteceu.
Mesmo que a pol�cia tenha encerrado o caso.
� legal voc� ir para uma casa com um mist�rio para resolver.
Essas coisas n�o me interessam.
Aurora Teagarden n�o est� interessada em um mist�rio?
Voc� est� doente?
Estou animada com a ideia de ter a minha pr�pria casa.
Quero pintar paredes, colocar prateleiras e...
Oi, m�e.
Acho que preciso te dar parab�ns.
Consegui a casa?
A sra. Totino aceitou a oferta.
ARQUIVOS DO "LAWRENCETON TIMES"
AINDA SEM NOT�CIAS SOBRE O CASO LOCAL
TR�S FAMILIARES DESAPARECIDOS
A FAM�LIA JULIUS CONTINUA SENDO UM MIST�RIO
Bom trabalho na elei��o do conselho escolar.
Obrigada, Macon.
A fam�lia Julius...
Por que est� lendo sobre isso?
-Minha amiga Roe comprou a casa. -N�o sabia que estava � venda.
Encontraram os corpos?
N�o sei, mas voc� � o autor disto, certo?
-Voc� cobriu a not�cia? -Sim, antes de ser editor.
Isso me deixou v�rias noites sem dormir.
A fam�lia sai para jantar com um suposto amigo de Spokane
e nunca volta.
Eu estava com o fot�grafo quando ele tirou essa foto.
Olhe isso.
Hope Julius estava lutando contra o c�ncer.
Ela tinha v�rias perucas.
A m�e dela nos disse que essa � a que usava aos domingos.
Eu ainda fico arrepiado.
Que triste!
Sabe de uma coisa?
Quero que voc� cubra essa hist�ria.
Agora que a casa foi vendida,
dever�amos fazer um post mortem do caso do desaparecimento.
-Isso seria muito interessante. -Vai ser.
Se voc� fizer um bom trabalho.
Obrigada, Macon.
A vendedora conhece a compradora.
Sra. Totino, ela � Aurora Teagarden, a compradora.
Sra. Totino!
N�o imaginei que viria at� aqui assinar os pap�is.
Voc� n�o mora em Portland?
Sim, com a minha irm�, Alicia.
Mas o sr. Rankart me disse para vir...
Para falar com o juiz do testamento, Melba.
H� muito para resolver no tribunal.
Ent�o volte para o pessegueiro.
Eu vou fechar a venda sem problemas. Est� bem?
Estou muito feliz por t�-la conhecido.
A casa � maravilhosa.
Espero que n�o fa�a muitas mudan�as.
Se eles voltarem, gostaria que pudessem reconhec�-la.
Prometa-me que n�o vai mudar muito a casa.
Obrigado por ter vindo, Melba. Vamos ver se o seu t�xi chegou.
Oi, Aida.
-Eu j� estou com voc�, est� bem? -Muito bem.
Quem � esta com o Bubba?
Acho que � a mulher mais angustiada que vi na minha vida.
Eu gosto das escrituras r�pidas.
Querido Bubba, como todos.
Por que a sra. Totino acha que a fam�lia poderia voltar?
Por que ela venderia a casa se eles n�o est�o...
mortos?
Fizemos um requerimento
para que fossem declarados mortos "in absentia".
Foi dif�cil convencer a sra. Totino disso.
Ou seja, n�o encontraram a fam�lia?
Aurora, por favor, n�o comece a falar de corpos de novo.
� que eu imaginei que os teriam encontrado.
Eles ainda est�o desaparecidos?
Legalmente, n�o est�o desaparecidos.
E a titularidade da casa foi transferida � sra. Totino.
E agora a voc�.
� a sua casa agora.
E tem muita hist�ria.
Era a casa Zinser antes que TC Julius a comprasse.
� verdade, Walter Zinser a construiu.
Isso mesmo, quando eu trabalhava para ele e a esposa na loja.
As brigas que eles tinham enquanto constru�am a casa...
A sra. Zinser era f� da simetria.
Ela tinha um closet desenhado para a cole��o de bonecas.
E depois decidiu que n�o gostava como a porta estava colocada,
ent�o a selou.
Ent�o h� um closet escondido em algum lugar da casa?
Sim, se eu n�o me engano, em cima.
Por que a pol�cia n�o o procurou
depois do desaparecimento da fam�lia?
Voc� tinha que contar a hist�ria para ela, certo?
Estou buscando temas de conversa, m�e.
N�o, voc� est� buscando problemas.
A sua especialidade.
Vou doar alguns m�veis para ter lugar para os meus.
Mas talvez fique com alguns.
E ent�o?
Eu viajo a trabalho por uma semana,
volto e descubro que voc� se mudou para outra cidade.
N�o � t�o longe.
Eu gostava de passar pela sua casa e ver o seu carro.
Voc� pode aproveitar a paisagem.
Talvez eu aproveite.
Bom, mas o que voc� acha da casa?
Eu posso imaginar n�s dois
sentados no sof�
e nos esquentando junto � lareira.
Eu tamb�m imagino isso.
Gosto da sua casa, Roe.
Gosto dessas palavras: "Minha casa."
Bom, acho que � minha.
N�o sei o que eu faria se os donos anteriores aparecessem.
� verdade... Eles desapareceram?
Bom, eu continuo tendo contatos na �rea de intelig�ncia.
Posso investigar algumas coisas,
pelo menos descartar que estejam sob prote��o de testemunhas.
Obrigada, mas n�o.
N�o, n�o vou pedir nenhum problema emprestado.
Finalmente tenho a minha pr�pria casa.
E estou com um �timo cara
que ser� meu namorado daqui a 4 encontros.
Na verdade, s�o tr�s.
Estar aqui hoje � um encontro.
Achei que dev�amos compartilhar uma refei��o.
Acho que eu tenho uma bala em algum lugar.
A hist�ria da fam�lia Julius? Eu adoraria ler a mat�ria.
Foi um caso muito desconcertante.
Sim, eu esperava interrogar um dos principais detetives,
para conseguir alguns depoimentos.
� Pete Lambert,
mas ele se aposentou e se mudou para a Costa Rica.
Ou para Belize...
Enfim, eu trabalhei no assunto,
mas para descartar um roubo.
Deve ter algu�m que tenha investigado o desaparecimento.
Sim, tem.
A outra detetive Smith.
Lynn.
Ela est� no escrit�rio?
Com certeza.
Est� bem.
-Obrigada. -Nada.
N�o, a sra. Totino n�o sabia
o nome do homem que jantou com a fam�lia.
Ela nunca morou em Spokane com eles
e acabava de se mudar porque a filha estava doente.
Sim, Macon disse que Hope Julius estava fazendo quimioterapia.
A sra. Totino s� sabia
que eles foram em um sed� branco com um amigo.
Nunca soubemos quem era,
n�o conseguimos informa��o sobre o carro
e n�o acreditamos que tenha sido nada mais que um acidente.
Bom, algu�m j� teria descoberto.
Depende da estrada que tenham tomado.
H� florestas muito frondosas para o sul e para o leste,
precip�cios muito profundos.
N�o. A gente tomou a decis�o certa ao encerrar o caso.
E n�o entendo por que insistem em revis�-lo.
Porque a casa foi vendida.
O Macon achou que poder�amos fazer uma mat�ria.
Vai ser muito curta porque n�o h� nada novo para adicionar.
Voc� pode ir agora.
Obrigada pelo seu tempo, Lynn.
Voc� tem tr�s semanas, aproveite a leitura.
Oi, Lillian, se importa se eu for embora mais cedo?
Quero encontrar o empreiteiro da minha nova casa.
Voc� n�o escolheu um bom momento para se mudar.
Vou ter tr�s dias de f�rias na semana que vem.
Sim, eu sei.
N�o espere que eu mude meus hor�rios porque vai se mudar.
Eu n�o pretendo que voc� fa�a isso.
Eu n�o vou estar aqui quando voc� precisar sair r�pido.
Mas est� aqui agora.
Ent�o voc� se importa se eu for?
-Acho que n�o. -Obrigada.
Espero que tenha boas f�rias.
Aurora?
A� est� voc�.
A sua m�e disse que precisava de ajuda.
Mas parece que tem uma equipe.
Sim, preciso de ajuda para medir esta parede.
Bubba Rankart disse que tem um closet escondido aqui.
E quero encontr�-lo enquanto o carpinteiro estiver aqui.
O anivers�rio da sua m�e � em poucas semanas.
Sim, vou lev�-la para almo�ar.
Tenho um plano para essa tarde.
Vou pedir a Aida em casamento.
Se voc� concordar.
John, claro que eu concordo!
-Sei quanto voc� a adora. -E acho que ela me adora.
Mas o suficiente para se casar comigo?
Bom, ela � uma mulher muito independente.
Admiro que seja independente, acho que nos damos muito bem.
Voc�s se d�o perfeitamente bem.
Estas medidas n�o fazem sentido.
H� muito lugar aqui.
Uns 90cm.
Eu me pergunto se o closet est� atr�s destas prateleiras.
-Talvez. -Roe!
Voc� est� pronta para ser entrevistada para a mat�ria?
Oi, John. O que est�o fazendo?
Ela est� procurando um closet escondido.
Espero que n�o queira encontrar a fam�lia Julius a�.
N�o. Quero encontrar um pouco de lugar para as minhas coisas.
As prateleiras t�m uma disposi��o muito estranha.
Para que � a chave?
N�o sei.
� uma boneca.
� apenas uma boneca.
Deve ser da antiga cole��o da sra. Zinser.
Sally, a sua nova amiga.
Voc� � muito engra�ada.
Podemos sentar para a entrevista, por favor?
Claro, em um segundo.
Quem mais voc� entrevistou?
Voc� encontrou algo interessante sobre a fam�lia Julius?
Infelizmente, n�o. N�o eram muito conhecidos.
Eles viveram aqui poucos meses antes de desaparecerem.
A cabe�a est� solta.
Sim, porque � velha e assustadora.
Pode se desfazer dela antes que nos amaldi�oe?
Tem algo dentro.
Parece ser uma p�gina arrancada de um di�rio.
Harley.
� o nome do namorado de Charity Julius, de Spokane.
� o di�rio da Charity.
Parece que ela escreveu uma hist�ria...
N�o a terminou. Olhe as �ltimas palavras...
O pai me assusta.
Charity Julius tinha medo do pai?
A data � uma semana antes do desaparecimento da fam�lia.
Sabem o que isto est� me dizendo?
Que a fam�lia Julius n�o desapareceu acidentalmente.
Sabe o que isso diz para mim?
Que voc� vai tentar encontr�-los.
"O pai me faz sentar aqui com a m�e.
A gente v� filmes, mas estou muito entediada.
Eu s� quero ver voc�, Harley,
mas, quando pergunto para o pai se voc� pode vir,
ele me diz para perguntar mais tarde.
Quando pergunto, ele fica bravo comigo porque pergunto muito.
Ele esperava que eu esquecesse voc�, mas isso n�o acontecer�."
Voc� disse que era uma hist�ria perturbadora no di�rio,
mas parece uma queixa normal de adolescente.
"Eu me sinto sozinha.
Minha av� s� se preocupa com a m�e,
n�o se preocupa comigo.
Se n�o te deixarem vir aqui, irei de carona a Spokane te ver.
Mas a m�e se preocuparia, o pai me culparia,
e n�o sei o que ele faria.
O pai me assusta."
Charity Julius escreveu isto no di�rio e o escondeu
uma semana antes de desaparecer.
Ela diz que se sente sozinha,
que quer fugir,
que tem medo do pai. Isto esclarece um pouco o caso.
Sim, como?
N�s j� sab�amos que a Charity e o pai tinham discuss�es.
Que ela reclame do pai rigoroso n�o nos diz nada novo.
Ent�o por que voc� n�o considera isso como uma prova nova?
Supostamente, o caso est� encerrado.
Eu s� estou escutando voc�s.
Posso publicar o que voc� disse?
N�o.
Escute...
N�o havia nenhuma raz�o para manter este caso aberto.
Pete Lambert e eu n�o encontramos nada estranho.
Acredite em mim quando digo que investigamos muito.
N�s n�o s� revistamos a casa inteira
em tr�s ocasi�es, mas tamb�m revistamos todo o terreno.
Revistamos todas as pedras, todos os arbustos.
Revistamos acessos � internet,
telefonemas, contas banc�rias.
Interrogamos dezenas de pessoas.
A respeito dessas pessoas...
O jornal disse que a �ltima pessoa a ver a fam�lia com vida,
al�m da sra. Totino,
foi Harley Dimmoch.
Devem ter deixado a Charity receber a visita dele.
Sim, o Macon disse que o Harley n�o queria falar com a imprensa.
-Ele estava perturbado. -Mas voc� falou com ele.
Ent�o eu queria...
n�s quer�amos perguntar se...
N�o me pe�am as anota��es dos interrogat�rios.
Sei muito bem que n�o adianta pedir.
Mas se voc� as oferecer...
O que estou fazendo � garantir
que nada dessa fam�lia e de sua estadia em Lawrencetown
tenha sido anormal.
A n�o ser pela Charity, que tinha medo do pai!
Se voc�s encontrarem alguma prova leg�tima,
por favor, n�o hesitem em ligar para mim. Est� bem?
N�o vou hesitar.
Acabei de receber uma mensagem de texto do Macon.
O Harley n�o era o �nico que estava aqui naquele dia.
O TC acabava de colocar concreto
sobre a plataforma da parte de tr�s.
E n�s sabemos quem cuida do concreto na cidade.
Parnell Wilson.
Sim, a Lynn deve ter falado com ele.
Mas pode ser que ele queira dizer algo novo agora.
Talvez ele prefira falar com algu�m de fora da pol�cia.
-John, voc� � amigo do Parnell? -Eu o conhe�o bem.
Bem, fale com ele sobre o dia que fez esse trabalho.
E, Sally, veja se h� informa��o de contato de Harley Dimmoch.
E o que voc� vai fazer?
Vou conversar com a sra. Totino.
Fico feliz por voc� ter vindo.
Estava embrulhando isto para mandar para voc�.
� muito gentil da sua parte.
� um jogo americano que a Hope tinha comprado para a casa.
Era o m�nimo que eu podia fazer para agradecer pela compra.
O sr. Rankart me disse que levaria meses para vend�-la.
N�o sabia se devia vend�-la.
Se o TC chegasse e visse que foi vendida, enlouqueceria.
O seu genro tinha mau g�nio?
Na verdade, ele era um homem com vontade de a�o.
Gostava das coisas do jeito dele.
A sua neta n�o deve ter gostado muito disso.
A Charity? Imagino que n�o.
Mas ela era muito mal-humorada.
Ela n�o queria sair com os pais e o amigo naquela noite.
Ela queria ficar com o Harley, mas o TC o mandou embora.
Isso deve ter irritado a Charity.
Eu estava mais preocupada com a sua m�e.
N�o se sentia bem, tinha passado o dia inteiro na cama.
Mas mesmo assim ela foi jantar?
Se ao menos eu tivesse prestado mais aten��o
para onde eles iam com o senhor de Spokane...
Sei que a pol�cia perguntou isto um milh�o de vezes a voc�,
mas o que voc� se lembra do homem?
O problema � que eu nunca o vi.
Eu levei o jantar para o meu quarto em cima da garagem
antes dele chegar.
Eu s� vi o carro pela janela,
o homem se aproximou e o TC apertou a m�o dele.
Como era o aspecto dele?
Eu s� vi as costas dele.
Acho que tinha o cabelo escuro.
A Hope disse que eles o conheciam da igreja.
Ou talvez do hospital.
A culpa � minha por n�o os terem encontrado.
Se tivesse prestado mais aten��o...
N�o, n�o, n�o acho que voc� deva se sentir culpada.
� muito gentil.
Espero que aproveite as toalhas de mesa.
Um momento, mais uma pergunta, sra. Totino, por favor.
Bubba Rankart disse que havia um closet fechado na casa.
Voc� se lembra se seu genro falou disso ou onde estava?
Desculpe, mas n�o sei do que voc� est� falando.
Desculpe.
Est� bem. Obrigado.
John!
Acabei de te deixar uma mensagem
perguntando se queria almo�ar comigo.
-� mesmo? -Sim.
S� vi agora, estava falando com o escrit�rio de Parnell Wilson.
Por concreto?
Significa que finalmente vai come�ar a construir a cobertura
-da que falou? -N�o...
Tentei me comunicar com o Parnell.
Deve ter sido importante j� que nem viu que eu estava ligando.
A Aurora est� te ligando?
Sei como � quando os dois est�o planejando algo.
Ela est� obcecada com a fam�lia Julius, certo?
E voc� a incentiva, como sempre.
Oi, Roe.
N�o.
O Parnell estava em um trabalho e voltar� amanh�.
Tenho que compensar sua m�e. Tente com o Martin.
Voc� pode me ajudar a mover esta poltrona?
Quando estava decidindo onde colocar as prateleiras,
encontrei isto.
Quando voc� me pediu para vir ajudar, n�o imaginei
que fosse para encontrar um closet fantasma.
N�o � fantasma. Escute.
� oco.
� verdade.
Voc� acha que pode levantar essas madeiras?
-Est� bem. -Oi, Roe, recebi a sua mensagem.
O que est� fazendo agora?
Acho que encontrei outro lugar escondido.
Por que est� t�o decidida a destruir a sua pr�pria casa?
Essas madeiras n�o est�o muito bem colocadas.
Isso me d� arrepios, n�o posso olhar a� dentro.
Eu posso.
Por favor, diga que n�o tem nenhum corpo a�.
Ou bonecas.
N�o, n�o vejo nada parecido.
Esta t�bua s� tinha um prego.
Tenha cuidado.
Est� vendo alguma coisa?
-Diga que n�o, diga que n�o... -N�o. Parece muito vazio.
Isso!
Um momento...
H� toalhas e panos.
Parece que...
Parece que est�o cobertos de sangue.
Pode ser sangue.
Podem ser muitas coisas.
Vamos chamar uma equipe legista para averiguar.
Voc� n�o vai se mudar nos pr�ximos dias, certo?
N�o se este lugar pode ser a cena de um crime.
N�o sabemos isso. Toalhas sujas n�o servem de evid�ncia.
Mesmo assim, eu n�o vou me mudar ainda, por via das d�vidas.
Bem, obrigada por ligar, Roe. Vamos avisar o resultado.
Por que s� tinha um prego em algumas dessas t�buas?
Parece que tinham muita pressa para fechar o closet.
Sim, como se algu�m tivesse ido muito r�pido.
Depois de limpar o sangue.
O que parece bom esta noite?
Acho que vou provar o peixe do dia.
Voc� � uma mulher interessante, Aida.
Voc� aceita jantar comigo, mas n�o fala comigo.
Isso se chama rejeitar o pecado, e n�o o pecador.
� um pecado t�o grande
ajudar a Aurora a saber mais sobre um mist�rio sem resolver?
Mas a Aurora n�o quer apenas saber mais.
Ela persegue o mist�rio at� destrinch�-lo por completo.
� verdade, mas...
Sabe quantas vezes ela quase morreu por ir longe demais?
N�o � essa uma boa raz�o para ajud�-la,
garantir que n�o o fa�a sozinha, para que esteja mais protegida?
Sabe que somente apelando para meus instintos maternos
voc� ganha essa discuss�o.
Ent�o est� funcionando.
A m�e concordou em voc� ir para Spokane com a Sally?
N�o, est� a quase 3 horas.
N�o posso tirar tanto tempo no trabalho.
A Lilian est� de f�rias.
Sim, o Parnell ir� para a casa amanh�.
Est� bem, obrigada, tchau.
Est� juntando a equipe para come�ar a investiga��o?
Se estivesse juntando uma equipe,
pediria para LeMaster Cane do Clube de Homic�dios Reais
se unir, e para Perry Dell.
N�o � uma m� ideia.
Talvez tamb�m n�o seja uma boa ideia.
Por que voc� diria algo assim? Encontramos sangue hoje.
Isso deveria te fazer refletir, n�o seguir em frente.
Um momento.
Voc� � o mesmo Martin Bartell, ex-agente da CIA,
que disse que somos parecidos e admira a minha mente suspeita?
Sim, n�s somos parecidos.
Mas tamb�m posso te dizer que tive surpresas desagrad�veis
investigando um caso que tinha esfriado,
e ent�o percebi que ainda estava muito, muito quente.
Bom, amanh�
vou trabalhar 6 horas na biblioteca
e depois falar com o cara que reformou minha casa h� 4 anos.
Isso � tudo.
Isso � tudo?
Ent�o por que voc� est� com esse olhar?
Qual olhar?
Esse olhar entusiasmado para ir � ca�a.
Bom, eu j� vi voc� com esse olhar.
N�o tente me distrair.
Voc� teve sorte outras vezes.
Voc� pegou os vil�es sem ter que pagar caro por isso.
Mas a sorte nem sempre est� do seu lado.
Prometa que vai ter cuidado.
Sim, Martin, eu prometo que vou ter cuidado.
2020. � aqui.
Queria que a Harley me ligasse para n�o parecer surpresa.
N�o. Sempre � melhor quando eles n�o esperam.
A Roe sem d�vida sabia o que fazia ao enviar o Perry conosco.
Sim, eu vou fazer o cara falar.
Posso ajud�-los?
Sra. Dimmoch? Oi.
Sim?
Oi, sou Sally Allison do "Lawrencetown Times",
e ele � o meu s�cio, John Queensland.
-Prazer em conhec�-la. -E o meu...
Fot�grafo, Perry Dell.
Isso.
Eu deixei uma mensagem para o seu filho, Harley.
Queria interrog�-lo para uma mat�ria que estou escrevendo.
Sim, eu dei a mensagem a ele.
-Ele n�o ligou? -Eu n�o soube nada dele.
E, como tenho pressa, passamos para ver se ele estava em casa.
Sinto muito, ele devia ter ligado para voc�.
O Harley se mudou daqui h� anos.
Ele foi para Vancouver, em Washington.
Talvez a gente possa falar com voc� uns minutos.
-Claro. Entrem. -Obrigada.
Por aqui...
S�o o Harley e a Charity na festa de formatura.
N�o eram ador�veis?
Eram, sim.
Ent�o o Harley foi a �ltima pessoa
que viu os Julius no dia em que eles desapareceram.
Sim, e isso foi uma grande press�o para ele.
A pol�cia local veio aqui,
a pol�cia de Lawrencetown, a pol�cia estadual...
At� o pessoal da TV veio entrevist�-lo.
Ent�o se lembra daquele dia, quando Harley visitou Charity.
Como se fosse ontem.
O Harley estava muito animado para ver a namorada dele.
Ele sentiu como se fosse o fim do mundo quando ela se mudou.
Imagino, ela era muito atraente.
A que horas ele foi para Lawrencetown naquele dia?
Ele foi depois do caf� da manh�.
E que horas ele voltou?
Por volta das 21h.
Eu perguntei como tinha ido
e ele disse que bem, mesmo que n�o tenha ficado muito tempo
� s�s com a Charity.
Tinha ajudado o pai dela com uma estrutura de concreto.
Foi muito dif�cil para ele se despedir da Charity.
E ele me disse
que assim que ela se formasse, iria correndo se casar com ela.
Quando o Harley percebeu que ela tinha desaparecido?
Na manh� seguinte, ele ligou para ela e deixou uma mensagem.
Ela n�o atendeu a liga��o. E isso n�o era normal,
porque ela sempre ligava.
Ele come�ou a ligar, a mandar mensagens...
Tenho certeza de que ela est� bem.
Ele disse que ia voltar no dia seguinte.
E foi quando bateram � porta.
Era a pol�cia perguntando por ele.
Foi assim que descobrimos que a fam�lia toda tinha desaparecido.
� muito dif�cil ver um filho sofrer.
Eu imagino.
Ele parou de comer, parou de ir trabalhar at� que foi demitido.
Ele n�o se importava.
Foi uma �poca terr�vel.
Parece terr�vel.
Sabia que a �nica forma dele seguir em frente
era indo para um lugar onde n�o se lembrasse dessa garota.
Um amigo ofereceu um emprego em Vancouver, e ele foi.
Agora est� muito melhor. Nos falamos todos os domingos.
-Ele ainda menciona a Charity? -N�o muito. N�o mais.
Ele diz que tem namorada.
Apesar ter sido dif�cil,
estou feliz por ele ter aceitado que a Charity morreu.
Ent�o o Harley achava que ela e a fam�lia tinham morrido?
Claro.
Ele sabia que ela teria entrado em contato se estivesse viva.
Alguma vez o Harley falou sobre os problemas
entre a Charity e o pai dela?
Era imposs�vel ter problemas com o TC Julius.
Voc� tinha que fazer o que ele queria,
do jeito dele, e pronto.
Problema resolvido.
Voc� se lembra de ter oferecido conferir
o programa de prote��o a testemunhas do caso Julius?
Sim. E voc� n�o ia procurar problemas.
Sim, bom, eu pouparia muitos problemas
se descart�ssemos isso como possibilidade.
Bom, vou fazer umas liga��es
quando terminar a reuni�o.
O que voc� est� planejando?
Estou esperando que venha Parnell Wilson,
o cara do cimento.
O lugar perfeito para esconder corpos perdidos, cimento �mido.
Sim, eu me lembro do trabalho na casa dos Julius.
Falei disso com o Pete Lambert umas 5 vezes.
Minha primeira pergunta �
se � poss�vel que a fam�lia esteja escondida
embaixo desse cimento.
Acho que voc� n�o sabe como o cimento se seca r�pido no calor.
Voc� poderia ter andado por cima disso quando eu fui embora.
� preciso um martelo pneum�tico para fazer lugar para uma pessoa
e depois colocar cimento de novo.
N�o, eles n�o est�o l�.
Mas o que me assusta � como esse dia foi bastante comum.
N�o deveria acontecer algo estranho
antes do desaparecimento de uma fam�lia inteira?
Eu cheguei aqui �s 14h,
Charity Julius veio me cumprimentar.
Ela disse que o pai tinha ido � loja de ferragens.
Mas a moldura estava pronta. Ela me disse para come�ar.
E eu comecei.
O trabalho levou entre 1h e 1h30,
e depois fui embora.
Um momento...
Voc� n�o viu o TC Julius esse dia?
N�o.
Ele n�o tinha voltado quando eu terminei.
Voc� n�o achou isso estranho?
Muitas vezes as pessoas est�o trabalhando quando eu venho.
Suponho...
que um homem t�o particular como o TC Julius
teria gostado de me ver para criticar meu trabalho, mas...
Ent�o voc� viu a Charity.
Viu mais algu�m?
A m�e dela, a av�?
Sim, eu vi as duas na janela da cozinha, limpando.
Voc� falou com elas?
N�o, mas a Hope me cumprimentou com a m�o enquanto limpava.
Eu lembro que pensei que, se ela estava limpando,
devia se sentir melhor.
Eu vim algumas semanas antes para dar um or�amento,
ela mal se mexia.
Ent�o a Hope Julius estava limpando.
Sim, sim.
Fiquei feliz ao ver que ela estava ativa
e que estava se preparando para sair.
Por que voc� acha que ela ia sair?
Estava usando uma peruca elegante.
Eu a tinha visto com ela na igreja.
Oi, Roe.
Acabamos de volta de Spokane.
-Novidades do Harley? -Ele n�o mora mais l�.
Falamos com a m�e.
Foi triste saber da dor dele quando a Charity desapareceu.
-E onde ele est� agora? -Ele foi para...
Vancouver, Washington, faz pouco tempo.
Mas notamos que a sra. Dimmoch n�o gostava do TC Julius.
Definitivamente havia algo estranho com esse cara.
Bom, h� algo estranho a respeito do caso inteiro.
Falei com Parnell Wilson.
E ele me disse a Hope estava usando
sua peruca elegante dos domingos no dia em que desapareceu.
Bom, mas ela ia sair para jantar, certo?
Sim.
Mas voc� viu uma foto da peruca elegante dela
na penteadeira no dia depois do desaparecimento.
Se eles tiveram um acidente enquanto estavam indo jantar...
Por que a peruca estava no quarto dela?
Exatamente.
Pode examinar a foto de novo? Quero interrogar a sra. Totino.
Agora mesmo.
N�o tenho certeza do que est� me perguntando.
Se voc� se lembra da peruca que a sua filha estava usando
quando saiu para jantar aquela noite.
Porque Parnell Wilson disse
que ele a viu com a peruca elegante mais cedo naquele dia.
Mas essa peruca estava na penteadeira dela um dia depois.
Sim, eu lembro que ela estava com a peruca bonita aquele dia.
Estava tentando se sentir melhor.
Sim, isso � outra coisa.
Voc� disse que ela n�o se sentia bem naquele dia.
Mas o Parnell disse que a viu limpando,
que a viu melhor do que ele esperava.
E o que ele sabe?
Ele a viu se sentando a cada 2min para descansar?
Ele me viu tirando o pano dela
e a convencendo para deitar antes de cair? N�o!
Estou cansada de pessoas achando que sabem coisas que n�o sabem.
Uma mulher disse que tinha certeza
de que eles tinham sido sequestrados por alien�genas.
Eu n�o aguento mais isso.
Por favor, v� embora.
Por favor, v� embora.
Parece que voc� e as suas perguntas
s�o irritantes at� para as senhoras gentis.
Obrigada por tornar meu trabalho ainda mais dif�cil.
Por qu�? O que voc� tem que fazer?
Tenho que pedir � sra. Totino uma amostra de DNA
para ver se h� uma coincid�ncia.
As toalhas no closet?
Cheias de sangue.
S� voc� compraria uma casa que foi a cena de um crime.
S� voc�.
-Oi. -Oi, desculpe pelo atraso.
A reuni�o se estendeu.
Est� bem. A minha acabou de come�ar.
-Como assim? -Bom, espero que n�o se importe,
mas chamei os membros do Clube de Homic�dios Reais
para nos acompanharem.
At� a Lynn confirmar o assunto do sangue,
eu achava que o TC n�o queria a filha vendo o Harley Dimmoch
mais do que acredit�vamos.
Talvez ele tenha se mudado aqui para separ�-los.
E quando o Harley apareceu na casa,
o TC decidiu lev�-la para que o Harley n�o a encontrasse.
� uma teoria interessante.
Sim, mas se o que dizem do TC Julius � verdade,
ele n�o teria problema em assust�-lo para mant�-lo longe.
Sim, e o sangue no closet...
Se � da fam�lia Julius,
isso seria muito improv�vel.
N�o. O TC n�o era um cara ruim.
Mas eu acho...
que o cara do carro branco os matou na sua nova casa
e levou os corpos.
Eu acho que a resposta para este mist�rio
talvez esteja em Spokane,
no cara do carro branco.
Eu n�o me importaria em ir e passar mais tempo em Spokane.
-E o que vai fazer em Spokane? -M�e!
Aida...
N�o tinha ideia de que voc� estava aqui.
Percebi.
Estava terminando de jantar com o meu bom amigo, Bubba.
E ela me convenceu a vender a minha casa
em vez de procurar um inquilino novo.
Voc�s conhecem todos aqui?
Sim...
Sim.
O pequeno Clube de Homic�dios Reais.
Como a sra. Totino est�?
Deve estar muito perturbada com o sangue do closet.
Foi uma surpresa.
Mas acho que ela tem esperan�a de que a pol�cia d� respostas.
N�o saber onde sua fam�lia est� � a maior tortura.
Sim, aparentemente eu toquei na ferida quando falei com ela.
Ela n�o disse nada.
Sei que esse processo foi muito duro para ela.
Mas o dinheiro que receber� nas pr�ximas semanas vai ajudar.
Espere. Achei que ela j� tinha o dinheiro pela venda da casa.
O dinheiro da casa n�o � nada.
Ela vai cobrar os seguros de vida.
Al�m de todo o patrim�nio dos Julius.
Eu n�o sabia.
N�o sabia que seu pequeno clube se reunia semanalmente, Aurora.
-Boa noite. -Boa noite, Aida.
N�o posso ir a Spokane.
Mas posso investigar os neg�cios que o TC Julius tinha.
Talvez isso me leve para algum s�cio.
Posso ajudar no caso da Charity.
Conhe�o pessoas que estudaram com ela.
Voc� est� bem?
O que foi?
O Bubba acabou de me dizer que a sra. Totino
vai receber muito dinheiro do patrim�nio dos Julius.
Nem pense em sugerir que essa senhora gentil poderia...
N�o posso viver em um mundo
em que av�s matam filhos e netos por dinheiro.
Ela � uma pessoa pequena. Como teria feito isso?
Mas por que ela fez os corpos desaparecerem
se queria o dinheiro?
Era melhor que os achassem.
Ela teria recebido o dinheiro h� anos.
John, em que est� pensando?
Acho...
que eu deveria ir buscar a sua m�e.
Aida!
-Que bom que alcancei voc�... -Que bom que voc� me viu!
-Finalmente. -Desculpe por isso.
N�o quero que voc� pense que n�o � minha prioridade.
Ou que o Clube de Homic�dios Reais
� mais importante que voc�.
Por favor, John, n�o precisa fazer nenhuma declara��o.
Claro que sim.
Na verdade, eu ia guardar isto para o seu anivers�rio,
mas talvez uma proposta espont�nea mostre
o quanto eu gosto de voc�.
John Queensland,
por favor, diga-me que n�o vai me pedir em casamento na rua.
Sim, Aida, aqui e agora.
Vou ficar de joelhos.
Aida Teagarden,
voc� quer se casar comigo?
N�o.
Espero que n�o esteja bravo comigo
por deixar que todos viessem ao nosso encontro.
N�o, foi muito divertido.
Achei que voc� contribuiria com algumas teorias
sobre o que aconteceu com os Julius, mas n�o o fez.
Entendo que � assim que analisam os mist�rios no clube.
Voc�s se sentam em roda, discutem teorias
e depois procuram provas que as apoiem.
Voc� acabou de me chamar de detetive de sof�.
N�o, n�o, sei que voc� tem uma �tima mente para assassinatos.
Mas a minha experi�ncia na atividade me ensinou
que a mente nem sempre � t�o importante como o instinto.
Os agentes da CIA n�o discutem teorias em restaurantes?
Sim, mas os bons sabem que as teorias
podem lev�-los na dire��o errada.
Se eu fosse voc�,
voltaria para o local,
absorveria tudo muito bem,
e n�o procuraria a resposta, deixaria que ela viesse at� mim.
Ent�o vamos voltar para casa.
Amanh� poder�amos ir depois do trabalho dar mais uma olhada.
Isso conta como um encontro.
Aceito.
A gente se v� na sua casa amanh� depois do trabalho.
� o John, deve estar ligando para falar sobre teorias bobas.
Vou deixar voc� cuidar disso.
A gente se v� amanh�.
Oi, John.
O qu�?
O qu�...? De verdade?
O John pediu voc� em casamento e voc� n�o aceitou?
Ele realmente foi contar para voc�?
M�e, sei que voc� ama o John, e ele adora voc�.
Isso n�o � motivo para se casar.
E qual seria a raz�o?
Poder imaginar uma vida feliz com essa pessoa.
Eu j� me preocupo o suficiente com a minha filha
se arriscando em suas aventuras com os crimes.
N�o vou me preocupar tamb�m com o meu esposo.
Isso n�o pode ser pelo Clube de Homic�dios Reais.
Claro que sim.
Voc� sabe que ajudamos as pessoas.
Pegamos os vil�es, mantivemos pessoas com vida.
Voc� e o John acham que tudo depende de voc�s.
Mesmo que tenhamos uma for�a policial absolutamente capaz.
E n�o entendo isso.
Ent�o vou explicar.
N�o, est� bem. Voc� me explicou muitas vezes.
Eu j� aceitei o fato de voc� fazer isso.
Eu at� estou orgulhosa
de voc� ter salvado vidas com seus esfor�os inteligentes.
Obrigada.
-E o John tamb�m... -Ele sempre ajudou voc�.
E vai continuar te ajudando.
E por isso eu serei eternamente grata.
Mas n�o vou me casar com ele.
Ele vai ter que escolher entre o clube e voc�?
Quero algo diferente, Aurora.
� t�o dif�cil entender isso?
O que est� acontecendo? Quem era esse?
N�o sei, ele me pegou.
-Voc� est� bem? -Sim, sim.
-Voc� est� bem? -Sim.
Voc� estava perseguindo a van,
mas n�o conseguiu o n�mero da placa?
Desculpe, o meu olho bi�nico n�o est� em boas condi��es hoje.
Roe, n�o h� sinais de terem for�ado a entrada.
Tem certeza que a porta principal estava trancada?
Sim, acho que sim.
N�o sei, voc�s controlaram a casa esses dias.
O que importa como ele entrou?
A pergunta � por que ele estava perseguindo a Aurora.
Isso � o que quero entender. Ele estava aqui quando ela chegou?
Pode ter sido um ladr�o e ela o surpreendeu.
Teorias �s vezes te distraem do que realmente acontece.
Est�o pressupondo que o ataque tem rela��o
com o que pode ter acontecido no closet.
-Mas nem pensem... -Agora lembrei!
Essa van estava estacionada na biblioteca
quando eu sa� do trabalho hoje.
Estava ocupando parte da vaga de deficientes. Por isso que a vi.
-Ela estava te seguindo. -� o mais prov�vel.
Mas por qu�?
Para fazer o qu�? Para evitar que voc� fa�a o qu�?
O seu trabalho � descobrir.
Roe,
por que acha que ele estava te seguindo?
N�o sei.
Quero ir para casa.
N�o v� para l� se tem algu�m perseguindo voc�.
Voc� deve ficar em um lugar seguro esta noite.
Est� bem, vou ficar na casa da Sally.
Acha que o cara que te seguiu
tem a ver com o desaparecimento da fam�lia Julius?
Eu n�o vejo outra raz�o.
E se ele encontrar voc� aqui?
N�o tenho um taco de beisebol nem nada para bater nele.
Eu disse para mim h� meses que se continuasse perto de voc�
conseguiria um taco de beisebol.
A minha mat�ria sobre os Julius vai sair no jornal de amanh�.
E se ele tamb�m me perseguir?
O Martin disse que me daria aulas de defesa pessoal.
Voc� pode vir comigo.
Bom, est� bem.
Quem acha que tentou pegar voc�? O que matou a fam�lia Julius
ou o cara que n�o quer que eles apare�am?
N�o sei, estou tentando n�o inventar teorias.
Voc� sempre tem teorias, � uma m�quina de fazer teorias.
Eu sei, quando h� d�vida eu come�o a pensar em teorias,
mas dessa vez n�o est�o me levando muito longe.
Ent�o estou tentando esperar uma resposta.
Quem � voc� e por que se parece com a minha amiga Roe?
N�o, estou falando s�rio.
Nenhuma dessas pe�as se encaixa,
o cara do carro branco, a peruca elegante,
o sangue no closet...
E hoje, quando estava na frente do closet,
tive a sensa��o...
que de alguma forma a resposta estava na minha mente.
Eu tinha a sensa��o de que os corpos continuavam l�.
Porque o assassino n�o teria
deixado os corpos no closet para que se decompusessem.
-Roe! -Onde voc� esconderia corpos?
� o Martin, ele disse que ia me ligar para saber como estava.
Oi, Martin.
N�o, estou bem. Mas n�o tenho certeza sobre a Sally.
Est� bem. Obrigada, Ellie.
Achei que voc� ia ajudar a Aurora,
-que ia proteg�-la. -O que aconteceu? Ela est� bem?
Era a Ellie, da pol�cia.
Queria saber como a Aurora estava ap�s o ataque.
Ela foi atacada? Vou ligar para ela.
N�o, ela n�o quer que eu saiba.
Agora voc� entende por que n�o posso me casar com algu�m
que incentiva estas atividades?
� muito perigoso para voc�, para ela, para mim...
Ent�o, se eu n�o estivesse no Clube de Homic�dios Reais,
pensaria no meu pedido?
Est� dizendo que voc� deixaria se eu pedisse?
Tenho os �ltimos documentos para a casa.
Mas eu realmente quero falar sobre...
Como o John est�? Ele continua magoado?
O John est� bem. Mas eu n�o.
Recebi uma liga��o da Ellie da delegacia.
Ela me disse que ontem voc� foi atacada na sua casa.
Eu disse para ela que era imposs�vel
porque, se fosse verdade, eu teria sabido prontamente.
� verdade?
O que � isto?
� uma declara��o de impostos... N�o mude de assunto.
M�e, n�o quero que voc� se estresse
nem te dar mais raz�es para n�o se casar com o homem que ama,
ent�o, por favor, me deixe mudar de assunto.
Algu�m tentou machucar voc�?
N�o sei qual era a inten��o. Talvez s� quisessem me assustar.
Mas eu prefiro n�o dar esse gostinho a ele.
O que � isto ent�o?
� uma ren�ncia � inspe��o do teto.
Eu renunciei � inspe��o do telhado?
N�o era necess�rio.
O TC Julius colocou um telhado novo antes de se mudar.
Ent�o ningu�m esteve no telhado desde que a fam�lia desapareceu.
Voc� me fez sair de uma reuni�o para segurar uma escada?
N�o, voc� me fez jurar que n�o voltaria para a casa sem voc�.
Vai subir?
� brincadeira?
N�o estou vendo nada.
Se voc� vai analisar teorias, esta � boa...
-Os corpos est�o no telhado. -N�o.
Essa n�o foi uma teoria.
Foi uma rea��o instintiva. As coisas n�o encaixam.
Um momento.
H� um s�t�o na parte traseira da casa.
Sim.
E dois na frente. Ent�o?
Exato.
Bubba Rankart disse que a dona original
era obcecada pela simetria.
Ela n�o colocaria s� um s�t�o na parte traseira.
Acho que acabei de encontrar a fam�lia Julius.
Ent�o de onde surgiu a brilhante ideia de revisar o telhado?
Eu tive a sensa��o
de que se a fam�lia tinha sido assassinada no closet,
seus corpos estariam escondidos perto.
E quando vi que n�o tinham revistado o telhado,
achei que valia a pena investigar.
Eu estive � frente disto h� 4 anos,
e nem pensei em revisar o telhado.
Bom, eu tive a ideia de revisar o s�t�o
porque o Bubba me falou sobre o interesse
que a sra. Zinser tinha no desenho.
N�o tem como entrar do telhado. � um s�t�o falso.
�timo.
Agora devo dizer para o capit�o Burns que n�o vi tr�s corpos.
Tr�s.
Detetive Smith, preciso falar com voc� agora.
Podem ficar? Precisamos de um depoimento detalhado.
Oi, Roe. Oi, Martin.
O Macon me mandou para cobrir a not�cia.
Encontraram os corpos da fam�lia Julius no telhado?
Bom, um dos corpos tinha uma peruca.
Ent�o acho que � a Hope Julius.
Devo admitir que � um lugar inteligente para escond�-los.
Mas quem...?
Por que teriam...?
Acho que est� na hora de apostar nas cl�ssicas teorias.
Falei com a garota que sentava com a Charity na aula,
e ela disse que a Charity falava em casar com o namorado
assim que se formasse. E que o pai n�o a veria mais.
Acho que dever�amos considerar Harley Dimmoch como suspeito.
Se o TC Julius fosse o �nico assassinado, talvez.
-Mas ele n�o mataria a Charity. -Era um jovem frustrado.
E muitas vezes os jovens enlouquecem.
Sim, a gente nunca sabe quando eles v�o enlouquecer.
Se voc� falasse com a m�e do Harley,
saberia como ele estava arrasado quando eles desapareceram.
Pode ter sido por causa da culpa.
Continuo acreditando que a resposta est� em Spokane,
no cara do carro branco.
O John n�o ia voltar l� para interrogar pessoas?
-Onde ele est�? -N�o sei. Vou descobrir.
Temos certeza de que o cara do carro branco era de Spokane,
mas isso foi algo que a sra. Totino pressup�s.
N�o significa que seja verdade.
Eu n�o tinha considerado isso.
Mesmo assim, acho que dever�amos ir para Spokane para conferir.
Sim, talvez eu deveria voltar e falar com a sra. Totino.
Coitada da sra. Totino. Como ela ter� tomado a not�cia?
Oi, John. � voc�?
Por que est� sussurrando?
Porque estou com a Aida.
N�o, n�o posso ir a Spokane neste momento.
Talvez em alguns dias.
Qual era a teoria da Roe?
Com quem est� falando?
Com a Sally.
De acordo com a Lynn, os resultados do DNA
nos esqueletos e no sangue v�o estar prontos em uma semana.
Ent�o pensei em ir a Spokane
para ver se consigo informa��o sobre o cara do carro branco.
A pol�cia est� procurando o cara do carro branco?
Bom, eles o procuraram durante anos.
N�o sei se o est�o procurando agora.
Ent�o por que perde seu tempo
se a pol�cia chegou a um beco sem sa�da h� anos?
Porque estava falando com a Aurora Teagarden e outros
-e achamos que seria... -Outros?
Quer dizer os viciados em crime do Clube de Homic�dios Reais?
-Na verdade... -Sally...
Eu respeito a mente proativa.
Mas n�s damos not�cias.
E recebemos as not�cias direto da pol�cia,
n�o do que falam nesse clube.
V� conversar com a detetive Liggett Smith.
Se ela disser que v�o levar a investiga��o a Spokane,
ent�o voc� pode ir a Spokane.
-Est� bem. -Est� bem.
Bubba, oi.
Eu ia falar com a sra. Totino. Queria dar meus p�sames.
Bom, ela n�o est�.
O qu�?
A recepcionista da pousada disse que ela partiu de madrugada.
Voc� sabia que ela iria?
N�o, t�nhamos uma reuni�o para assinar uns papeis.
Ela n�o me ligou para cancelar.
Imagino que a descoberta deve t�-la afetado muito.
Sim, com certeza.
Bom, ser� melhor enviar isto para ela a Portland.
-Foi um prazer te ver, Roe. -Sim.
-Bubba! -Sim.
Poderia me mandar o endere�o dela em Portland?
Quero enviar um cart�o.
Claro. Te mando mais tarde.
-Est� bem. -At� mais.
-Martin, oi. -Oi.
Recebi a sua mensagem. Voc� vai embora?
Irei a Portland procurar por Melba Totino.
Bom, voc� n�o ir� sozinha.
Eu vou te acompanhar.
Ent�o a sra. Totino mora aqui com a irm�?
Alicia, sim. � o endere�o que o Bubba me deu.
Eu me pergunto qual delas anda de bicicleta.
Bom, imagino que a Alicia deve ter um neto.
Oi, meu nome � Aurora...
Quantas vezes devo dizer para n�o falar com desconhecidos?
-Posso ajud�-los? -Sim.
-Procuramos a Melba Totino. -Quem?
Desculpe, disseram que Melba Totino morava aqui,
ou a irm�, Alicia Minault.
Alicia. Sim, esta � a casa dela.
Eu sou a inquilina.
Mas a Alicia e a irm� n�o moram aqui?
N�o, a Alicia recebe a correspond�ncia aqui.
E acho que eu vi algo para Totino.
Mas o meu filho e eu somos os �nicos que moramos aqui.
-Voc�s acabaram de se mudar? -N�o.
Moramos aqui h� quase quatro anos.
Foi quando a fam�lia Julius desapareceu.
Senhora, sabe onde podemos encontrar a Alicia ou sua irm�?
N�o tenho ideia, eu nunca vejo a Alicia.
Quem cuida de todas as tarefas gerais � o Drew.
Ele vem uma vez por semana pegar a correspond�ncia
e consertar o que for preciso. N�o gosto dele.
Como voc� entra em contato com ele?
Eu ligo para ele. Querem o n�mero?
Sim, seria �timo.
Talvez n�o seja boa ideia ligar para ele.
Ele vai desligar se voc� fizer muitas perguntas.
Talvez seja melhor cara a cara.
Senhora, adoraria fazer a sua torneira vazar
e ligar para o Drew para que venha consert�-la.
Quanto voc� acha que custaria esse inc�modo?
Voc�s n�o t�m que me pagar.
Ser� um prazer incomodar esse cara.
Sinceramente, ele grita com as crian�as.
Ent�o vamos estacionar e esper�-lo voltar?
Srta. Teagarden, uma opera��o de vigil�ncia � mais que isso.
� mesmo?
H� aulas especiais sobre isso na escola de espi�es?
Claro, estrat�gia de vigil�ncia � uma parte importante.
� mesmo? Ent�o, por favor, me ensine tudo o que voc� sabe.
Isto se chama "se agachar", � uma t�cnica b�sica.
O que voc� acha?
N�o sei, � muito avan�ado.
Foi desenvolvida por agentes de alto n�vel dessa atividade
para ajudar o vigilante a n�o ser visto pelo vigiado.
Mas acho que h� uma falha na t�cnica
porque agora tamb�m n�o estou vendo o vigiado.
Isso pode se resolver com a segunda t�cnica,
conhecida como estiramento de pesco�o.
Nossa, na verdade, o trabalho de vigil�ncia � chato
e � uma das raz�es pela qual troquei de carreira.
Eu n�o estou entediada.
Obrigada por me acompanhar
e por me transmitir toda a sua sabedoria de espi�o.
As pequenas li��es aprendidas enquanto trabalhei na �rea.
Voc� me ajudou a ver o mist�rio de outro �ngulo.
Fico feliz por ter contribu�do
com as suas grandes habilidades de detetive.
Sim, mas voc� tamb�m me fez ter dor de pesco�o,
por me agachar tanto.
N�o...
Essa � a van verde e branca.
� a van que me seguiu da biblioteca at� a casa.
� verdade.
Essa van percorreu grandes dist�ncias.
Estamos a 320km de Lawrencetown.
Esse deve ter sido o cara que me atacou.
Sim, vou bater nele.
N�o, n�o, espere...
Eu o conhe�o.
Vi a foto dele. Sally me mostrou.
� Harley Dimmoch, o namorado da Charity.
Harley Dimmoch me atacou?
Por qu�?
-Vou perguntar. -N�o.
Devemos pensar nisto.
Bem, se o Harley
trabalha para a Alicia, a irm� da sra. Totino,
isso significa que ele matou a fam�lia Julius
e que convenceu a sra. Totino de manter o segredo
pelo dinheiro que tinha herdado?
Talvez ela tenha aceitado dividir o dinheiro com a irm�.
Mas por que o Harley mataria a Charity, a mulher que amava?
Roe...
Voc� est� analisando teorias de novo.
Voc� tem raz�o.
N�o precisamos de teorias, precisamos de respostas.
Bom, vamos esperar ele ir embora e segui-lo.
Sim, senhora.
-Detetive Smith, tem um minuto? -N�o.
Bom, Lynn, sei que voc� tem trabalho, mas eu tamb�m.
O Macon quer que eu atualize este caso todos os dias.
Esse � o seu problema.
Acho que manter o p�blico informado
sobre os avan�os tamb�m � o seu problema.
E assim que houver avan�os, eu vou informar.
Muito bem, Lynn, pode me dizer
se voc�s ir�o a Spokane procurar o cara do carro branco?
Pode me chamar de louca,
mas o primeiro passo � confirmar a identidade dos corpos.
E depois... N�o sei.
Pensar em uma poss�vel causa de morte.
Quando eu citar voc�,
como deveria descrever a sua atitude?
Frustrada.
Extraoficialmente,
este caso � muito dif�cil de digerir.
Poderia ter sido resolvido antes se eu tivesse sido mais atenta.
� s� que...
N�o estou acostumada a resolver adivinha��es.
E � humilhante.
E n�o acredito que esteja dizendo isto.
Eu tamb�m n�o.
Se voc� publicar uma palavra disso...
Lynn! O cap. Burns quer falar com voc� imediatamente.
O legista acabou de ligar.
Boa tentativa, Sally.
Devo admitir que tem se tornado uma jornalista determinada.
-� mesmo? Voc� acha? -Sim, com certeza.
-Seu editor deve estar feliz. -Obrigada, Arthur.
Tchau, Sally.
John, � a Sally. Estou na delegacia
e o legista deu uma not�cia, mas n�o sei qual �.
O que eu fa�o?
-O que a Roe faria? -A Roe falaria com o legista.
LeMaster joga golfe com ele toda semana,
vou ligar para ele, e a gente se v� no escrit�rio do legista.
O escrit�rio do legista?
Achei que voc� ia se afastar de tudo isso.
Aida, eu amo voc�.
Mas acho que nunca vou conseguir resistir
� chance de resolver um mist�rio.
Sally disse que Harley mora aqui em Vancouver, Washington,
atravessando o rio de Portland.
Eu devia ter percebido que havia alguma coisa a�.
Ele mora muito perto da sra. Totino.
Ou de onde voc� acreditava que ela morava.
� verdade. Continuamos sem saber dela.
Se n�o posso confront�-lo, dever�amos avisar a pol�cia.
Eles v�o prend�-lo e faz�-lo confessar.
Sim, talvez essa seja a melhor op��o.
Mas ligo para a pol�cia local ou para a Lynn?
Est� saindo de novo.
Vamos ver para onde ele vai.
Espere, espere...
Deixe-me aqui.
Por que eu faria isso?
Porque quero dar uma olhada.
Quero ver se consigo encontrar algo
que me indique o paradeiro da sra. Totino ou da irm�.
-Roe, n�o vou deixar voc� aqui. -Mas se voc� seguir o Harley,
eu vou estar a salvo.
Al�m disso, vai poder bater nele sem que eu o impe�a.
� tentador, mas...
Olhe! Ele est� indo.
Siga-o.
-N�o o perca. -Voc� � trapaceira.
Ted, que coincid�ncia, viemos te ver.
-Como voc� est�? -LeMaster, � um prazer te ver.
Estou mais ocupado que o normal e um pouco assustado.
Por isso que estamos aqui. Se lembra do John, do golfe?
-Claro. Oi, John. -Ted, � um prazer rev�-lo.
Ela � a minha amiga, Sally Allison, do jornal.
Senhorita Allison, oi.
Acho que eu j� o entrevistei para uma mat�ria.
A Sally estava na delegacia
e soube que voc� fez uma grande descoberta.
Voc�s j� divulgaram a informa��o?
Sim, a det. Smith disse que as descobertas mudariam tudo.
Ou pelo menos uma terceira parte.
Os primeiros dois esqueletos eram de pessoas de meia-idade,
e coincidem com TC Julius e Hope Julius.
E o terceiro esqueleto?
N�o � o que achamos que seria.
O terceiro esqueleto...
n�o era de uma mulher jovem, como esper�vamos.
Era de uma mulher idosa.
-Isso n�o faz sentido. -N�o, nem para a gente.
Estou a caminho do necrot�rio.
Tenho que pensar em uma forma de identificar essa mulher.
Est� bem. Obrigado pelo seu tempo, Ted.
Obrigada.
N�o, n�o � poss�vel.
O que voc� quer?
Voc� � Charity Julius, certo?
N�o sei do que est� falando.
N�o! Espere...
Sei que voc� � ela, Charity.
Vi a sua foto.
Mas supostamente estava morta.
Voc� est� louca.
Charity!
-Abra a porta! -Voc� n�o devia ter vindo.
Vai estragar tudo.
Charity!
Charity, abra a porta!
Quem � voc�?
Alicia Minault ou Melba Totino?
Charity, vamos!
O telefone... Estou sem o telefone.
Escute, Charity...
Sabia que todos em Lawrencetown v�o ficar felizes
de saberem que voc� est� viva?
Cala a boca, eu odeio Lawrencetown.
Todos est�o preocupados com voc�.
Mandei calar a boca!
A gente se v� mais tarde na sua casa.
River Taxi.
Harley...
Voc� tem que voltar. Algu�m veio e me reconheceu.
Sim, eu a tranquei no closet.
Isso n�o � bom.
N�o sei o que pensar.
Se o terceiro corpo n�o � da Charity Julius, de quem �?
Mulher idosa.
Talvez dev�ssemos investigar um pouco a Melba Totino.
Seria bom.
GANHADORAS DO FESTIVAL ANUAL TIGARD GARDEN
Alicia Minault, na esquerda, e Melba Totino, na direita,
mostram os pr�mios no Festival de Tigard Garden.
As irm�s competem na exibi��o de flores com frequ�ncia.
Mas a sra. Totino est� � esquerda.
Ou a mulher que conhecemos como sra. Totino � a irm�.
E o que aconteceu com essa irm�?
-Ela continua l� dentro. -Quem �?
N�o sei, uma mulher.
N�o se mexa!
N�o...
� a mulher que comprou a sua casa.
A mulher que a Alicia me mandou matar.
A Alicia?
O que est� esperando? Mate-a.
Mas cuidado para n�o matar o agente da CIA
que est� na porta.
Qual agente da CIA?
Aquele que me disse onde encontrar voc�.
-Ela est� mentindo. -D� uma olhada.
Olhe pela janela.
Charity, olhe.
Voc� viu agentes da CIA? N�o, n�o tem ningu�m da CIA.
Sabia que voc� estaria a�.
Obrigada por estar a�.
Sabemos que ele � Harley Dimmoch.
-Quem � ela? -Ela � Charity Julius.
Se o Harley disser que a ideia de tudo isso foi minha,
n�o acreditem.
Foi ele quem come�ou a brigar com meu pai,
depois bateu na cabe�a dele com um martelo.
E quando a minha m�e foi ver o motivo da gritaria...
Ele entrou em p�nico e tamb�m a bateu.
No closet que o Harley ajudava o seu pai a construir.
Quem disse isso?
Foi a minha tia, Alicia?
Ela n�o deve ter dito que teve a ideia de matar minha av�.
E fingiu ser ela para cobrar o dinheiro.
E inventou uma hist�ria sobre um cara
que tinha te levado para jantar?
N�o, ela n�o falou isso. Voc� que disse.
Os tr�s estavam mortos quando o Parnell colocou o cimento, n�?
E voc� colocou a peruca da sua m�e
para ele acreditar que era ela.
Ela ia morrer de qualquer jeito.
Isso foi o que a Alicia disse.
Isso me fez sentir melhor durante um tempo.
Oi, Lynn, talvez seja boa ideia voc� vir a Portland.
Que coincid�ncia, eu estou em Portland.
J� sei, descobriram que um dos corpos n�o � de uma garota,
mas de uma mulher idosa.
E como voc� sabe isso?
Vou te dar um endere�o e contar tudo l�.
Obrigada por ter ligado, Roe.
Pelo menos a hist�ria teve fim, apesar de ter sido horr�vel.
Disputas familiares.
Decis�es terr�veis que s�o tomadas impulsivamente.
E o dinheiro piora tudo.
Acabei de falar com a companhia de taxis
e h� muitos oficiais procurando a Alicia Minault.
Est� falando da River Taxi?
N�o! Continue, continue!
Parem esse t�xi!
Muito bem. Vamos.
-Podem tirar umas fotos? -Sim.
Alicia Minault, voc� est� presa.
Tem o direito de ficar calada.
Tudo o que disser pode e ser� usado contra voc�.
Voc� tem direito a um advogado.
A culpa de tudo isso � sua.
N�o devia ter vendido a casa para voc�.
Se n�o puder pagar um, o estado indicar� um advogado.
A� est�.
Voc� conseguiu frustrar seus planos
com a sua decis�o e chegou � verdade.
Eu tive um �timo professor de espi�es que me ajudou.
Mas estou preocupada porque agora gosto de voc�.
De verdade?
Acho que teremos que conversar sobre isso a caminho de casa...
Acho que sim.
Acho que vamos ser muito felizes aqui.
"Vamos ser"?
Vou ser.
Eu disse "vou ser". N�o �?
Na verdade, n�o.
Devo ter errado.
Minha querida srta. Teagarden, isso nunca acontece.
Eu j� disse como estou feliz por voc� n�o me fazer escolher
entre o que amo fazer e a pessoa que amo?
A sua m�e e o John v�o ficar bem.
Eles v�o resolver tudo, mesmo que n�o se casem agora.
Espero que sim.
Espere... Acabou de dizer que me ama?
Voc� escuta tudo, certo?
Quando se trata da garota que eu amo, sim.
Acabei de lembrar...
Do qu�?
Da regra que diz que sempre que se usa a palavra "amor",
o encontro vale o dobro.
J� tivemos 25 encontros.
Isso o torna oficial.
Subrip e Sincronia: Pix
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