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Anteriormente...
O cora��o do Max n�o vai voltar a bater.
Morreu de ataque card�aco cr�tico. O cora��o desfez-se.
A Liz quer fazer um transplante de cora��o.
Quer usar o cora��o do Noah?
O m�dulo mant�m-nos em estase ao regenerar as nossas c�lulas
ao mesmo tempo que se degradam.
Esta corrente vai acelerar a regenera��o
para que o Max melhore l� dentro.
- Est� aqui. N�o sentes? - Sinto que me deves os sumos de uva.
Ali est� ele.
- Deixa-me em paz. Vai-te embora. - N�o te lembras de n�s?
Sim, mas n�o vos conhe�o.
- N�o sab�amos o teu nome. - Michael Guerin.
Como ningu�m me adotou,
deram-me o nome do camionista que nos encontrou.
S� quero que me deixem em paz.
� por isso que estou aqui. Quero estar sozinho.
Pronto, n�s deixamos-te em paz.
Se � isso que queres.
Se mudares de ideias, h� um caf�, o Crashdown.
Estarei l� todos os dias.
Pode te apetecer um hamb�rguer.
Eu n�o vos pedi nada.
- O que � isto? - Vai ser um cl�ssico restaurado.
Relaxa, Sanders. � para um amigo que vai para casa.
Devias estar a arranjar o trator do Riley.
Ele veio busc�-lo esta manh�.
- O dinheiro est� na caixa. - Est�s a fazer um favor?
A saldar uma d�vida antiga.
N�o d� mais do que recebes.
Andar a pedir cr�dito a uma pessoa
� a melhor forma de nunca te veres livre dela.
O pai finalmente adormeceu.
Agarrado ao seu ter�o, mas a dormir.
Nem acredito que vivemos juntos.
- Somos uma fam�lia. - Sim, tenho andado a pensar.
Devias mudar-te para a casa do Max.
Assim, preparas o seu regresso
e tratas das tarefas dom�sticas... - Desculpa,
o que aconteceu ao teu discurso anti-privil�gios do homem branco?
- Queres um quarto s� para ti. - Eu preciso e mere�o um quarto.
O Max est� cada vez mais forte,
mas s� daqui a alguns meses poderemos tentar a cirurgia.
Eu devia estar aqui.
E se voltares a sonhar?
H� semanas que n�o tenho sonhos sinistros.
O Max deve andar a assombrar a Isobel, agora que tem for�as...
...para o incesto ps�quico deles ou l� o que �.
Isso anda a acontecer h� quanto tempo?
N�o sei, � um r�dio antigo.
Rosa,
os aparelhos eletr�nicos � tua volta costumam avariar?
Pensei que fosse um efeito secund�rio da marca.
Se estar no m�dulo introduziu uma nova prote�na no teu sistema,
tamb�m pode ter alterado o teu ADN.
- E se agora tens poderes? - Liz,
a marca est� a mudar, est� mais pequena.
Est� a desvanecer-se.
Diz-me que isso � bom.
N�o me parece.
O m�dulo tem uma esp�cie de bateria para o processo de preserva��o.
- Esta est� esgotada. - Ter� havido uma sobrecarga?
Creio que a descarga veio do m�dulo, mas o m�dulo durou quase um s�culo.
- N�o deveria falhar. - Mas este falhou.
Pronto, j� chega.
N�o importa por que o m�dulo avariou. Quanto tempo tem o Max?
Creio que a liga��o com a Rosa impede a sua morte cerebral.
� o processo de estase que impede o desvanecimento da marca.
- Ele poder� morrer hoje. - H� mais tr�s m�dulos.
- Metemo-lo noutro. - N�o.
Vai acontecer de novo.
Eu n�o vos contei tudo.
N�o quis assustar-vos e matar a esperan�a.
Conta agora, Rosa.
Agora.
Tive pesadelos com o Max meses antes de te contar.
Ele implorou-me para te travar. Disse que sofria muito.
� o m�dulo do Noah, estava avariado. N�o o mantinha em estase.
- Ele sentia a passagem do tempo. - Nenhum de n�s pensou nisso.
Temos feito tudo para fortalecer o Max.
Ele desligou a corrente.
Andas a evitar-me.
Soube que voc�s me mentiram sobre alien�genas e ressurrei��es.
N�o me ando a sentir muito soci�vel.
E apaixonei-me pelo teu ex-namorado e...
Apesar de n�o falar com eles,
est� tudo bem entre n�s? - Sim.
Ent�o?
N�o me lembro da palavra-passe.
Queres que use a minha forma��o em criptologia para te ajudar?
- Algum homem que te resista? - N�o.
Como chegaste aqui t�o depressa?
Chamaste-me e vim a voar. Como sempre.
- Um exame ao cora��o do Noah? - Continua fr�gil para o transplante.
S� daqui a oito semanas podemos tentar salvar o Max.
Sim, eu sei, claro.
Achas que ele est� em sofrimento? A Rosa n�o contou tudo.
Escrevi um artigo sobre a dor em doentes em coma.
- Por vezes, s� sentem dor. - N�o pode ser.
A experi�ncia estava a funcionar, n�o acabou.
Tu n�o falhaste.
O cora��o era um caso perdido e agora est� a recuperar.
Dentro de meses, ficar� vi�vel, o que � uma loucura.
�s a pessoas mais inteligente que conhe�o.
Mas a tua genialidade � menor do que a tua compaix�o.
E � isso que temos pela frente.
A nossa intelig�ncia n�o pode superar a nossa humanidade.
Ent�o, o que devo fazer?
Esperar que ele desapare�a?
Devias aproveitar...
...para te despedires de uma forma que te ajude a suportar a dor.
Tens de ser tu a decidir, eu sei...
N�o � justo, mas o Max � a tua pessoa.
Ora, a� est�.
O qu�?
Sempre te mantiveste distante e te achaste um marginal.
Nunca percebi isso porque, para mim e o Max,
sempre foste fam�lia.
E no pior dos momentos,
dizes que ele � a minha pessoa.
Como se n�o tivesse sido sempre a "nossa" pessoa.
- Agora, percebo. - Apanhaste-me.
O meu trauma de abandono
foi sempre uma m�scara no caso de o teu irm�o meio-ressuscitado
decidir provocar uma sobrecarga no m�dulo.
O que vamos fazer?
Eu estava gr�vida...
...quando o Noah morreu.
Tive de tomar uma decis�o dif�cil.
E tomei-a imaginando que o Max estava l�.
N�o imaginei s� as palavras de apoio, mas as perguntas dif�ceis.
Eu ter-te-ia ajudado.
Eu sei.
Mas era uma decis�o que tinha de tomar sozinha.
Foi assustador, mas...
...eu sabia o que tinha a fazer.
Creio que est�s enganado em rela��o a esta decis�o.
O futuro do Max n�o depende de mim,
nem de ti.
N�o importa o quanto o amamos. Se a Rosa estiver certa,
o Max j� ter� tomado a sua decis�o.
Deixar de sofrer.
- O Max vai morrer hoje. - Sim.
Acho que sim.
- Ainda tens a marca? - Est� mais pequena, mas sim.
Ainda aqui est�.
Lamento nunca te ter contado o que o Max me pediu.
Eu sonhava sempre contigo
depois da tua morte.
Ao in�cio, era dif�cil acordar e ver que j� n�o estavas l�,
mas, com o passar do tempo, comecei a desejar sonhar contigo.
Eram como pequenas visitas.
Eu nunca sonho com o Max.
Ele pode falar contigo,
sentir a Isobel, e eu nem sequer sonho com ele.
� melhor n�o o veres como ele aparece nos meus pesadelos.
� assim t�o mau?
- Ele fala de mim? - Ele gosta tanto de ti.
Est�s a gozar? Estou aqui porque ele te adora.
N�o sei como vou viver se o deixar ir.
Nunca lhe disse que tamb�m o amava.
Por que � que n�o est�s chateado comigo?
Por causa do Michael?
N�o tens culpa do que aconteceu entre n�s.
E n�o sabias da nossa hist�ria antes de se envolverem.
- Devia ter-te contado. - Devia ter terminado.
Talvez.
Mas n�o podias.
Como ficar chateado contigo por te apaixonares pelo Michael?
� a coisa mais f�cil do mundo.
- At� deixar de ser. - N�o sejas t�o dura com ele.
Ele guarda segredos por amor ao Max e � Isobel,
n�o a ti.
Uma vez, disseste-me que ficarias em Roswell para sempre
se o tipo do museu continuasse a beijar-te, mas foste-te embora.
O que aconteceu?
Naquele ver�o, o Guerin deixou de ser essa pessoa.
- Desculpa. - N�o faz mal, est� tudo bem.
N�o est� a sarar. Tens de ir ao m�dico.
Eu estou bem. S� me tinha esquecido.
Por um segundo,
esqueci-me de tudo, menos de ti.
- N�o posso ser o teu rem�dio. - O qu�?
Est�s diferente desde que o meu pai nos apanhou.
Andas a comprar brigas.
Assaltaste a farm�cia. E agora n�o vais para a universidade?
- Preciso de dinheiro. - Tu tens bolsa.
Quero estar contigo,
mas n�o quero que me uses para te esqueceres de outras coisas.
Como o facto de tu e o Max n�o se terem visto no ver�o.
- Gostas do Max? - A s�rio?
Podes dizer-me.
- Voc�s eram amigos �ntimos. - Mas n�o assim.
� mais do que isso. �...
...� menos do que isso. �ramos amigos em crian�as,
mas o Max faz-me lembrar coisas que prefiro esquecer.
O nosso �nico elo de liga��o � a Isobel.
E antes que perguntes...
...sim.
Sou apaixonado pela Isobel.
Quero estar contigo,
mas n�o se estiveres a desperdi�ar a tua vida.
Implorei-lhe que endireitasse a vida, mas foi apanhado por roubar jantes.
- Ou algo do g�nero. - Estava a afastar-te.
� o que ele faz: magoa as pessoas para as afastar.
- Beijou a Lindsey � minha frente. - Comigo n�o foi preciso esfor�ar-se.
Comprava sempre brigas nos bares e eu n�o aguentei mais.
Tu cresceste num ambiente violento. � normal n�o aguentares essa raiva.
Que ironia alistar-me no Ex�rcito para fugir � viol�ncia.
Ele foi preso no dia em que me fui embora.
Nem pude despedir-me.
No ano passado, uma bala rasgou-me o cora��o
e tu conseguiste cur�-lo.
Quando o teu cora��o precisava de ajuda, pensei poder cur�-lo.
N�o posso, n�o.
MAX, � S� O IN�CIO. COM AMOR, LIZ.
Minha Nossa...
O clube de Biologia. O Max odiava ci�ncias.
Esteve quatro anos nesse clube s� para ver a Liz morder o l�pis.
- Tenho de ir andando. - N�o, eu vim ter contigo.
- Tenho de falar com o Max. - O qu�?
Quero garantir que � ele que aparece nos teus sonhos
e que n�o s�o pesadelos de drogada.
- Sem ofensa. - Mas � ofensivo dizer isso.
N�o h� tempo para estudar a minha personalidade.
Essa marca no teu peito d�-te acesso direto �s ondas cerebrais do Max.
Preciso desse canal para falar com ele.
Se me ligar a ti e tu te ligares ao Max, temos um trio.
Um trio comunicativo.
Eu s� o vejo quando estou a dormir.
Como te disse, n�o temos tempo.
Pe�o desculpa depois.
Acertaste-me com um dicion�rio?
- Tem l� calma. - Eu sei estrangular uma idiota.
Larga-me, Isobel.
Os teus pesadelos s�o todos assim?
S�o todos sinistros e negros, mas...
...n�o assim.
T�o horr�veis.
Max!
Max!
- Acho que a m�sica vem dali. - Vamos.
Bolas.
- N�o dev�amos voltar c�. - Quero ver o sr. Ortecho.
No caso de lhe acontecer alguma coisa?
Dev�amos dizer � Isobel que fui eu. N�o � justo ela pensar que foste tu.
Ela nunca acreditaria em ti. Se assumes um crime triplo,
a pessoa que te conhece melhor vai fazer perguntas.
Eu sou o vil�o e tu �s o her�i. Sempre foi assim.
Aceita que � assim.
Algu�m tem de limpar as tuas trapalhadas.
Roubaste as jantes da prenda de formatura do Kyle.
Os pais dele s�o pol�cias.
- Queres acabar na pris�o? � isso? - Como pagaste a fian�a?
Com as tuas aulas? Eu pago-te na sexta-feira.
- Tenho um trabalho na quinta. - Eu sei.
Como?
O meu pai disse que procuravam algu�m. A mim n�o me interessava,
mas eu sei que adoras aquele lugar.
Eu n�o te pedi nada, Max.
Nunca te pedi nada.
Michael!
- Est�s bem? - N�o, n�o posso compadecer-me de ti.
- N�o quero ficar aqui... - A sentir coisas? Eu tamb�m n�o.
Vamos fazer o transplante hoje � noite.
O cora��o do Noah pode mant�-lo vivo por uns minutos.
Tanta coisa s� para isso?
Ele pode desaparecer preso no seu inferno
ou passar os seus �ltimos momentos sabendo que foi amado.
Tu e o Valenti precisam de mim para a cirurgia?
N�o.
Mas devias estar l� quando ele acordar.
O Max j� levou comigo a vida toda.
Quando voltei para c�, perguntei ao Max
por que tu e a tua mente brilhante ainda n�o tinham mudado o mundo.
Disse que n�o querias saber do mundo para o mudar.
Ele acreditava que eras capaz.
Boa sorte em p�r o carro dele a funcionar.
Algu�m?
� o Crashdown, ou o que resta dele na sua mem�ria.
Max!
Est�s bem?
- Sentia que algo se passava contigo. - Frio.
- Eu sei. - Meu Deus.
N�o podes estar aqui. Vai acabar, eu sinto-o.
Mas n�o sei o que acontecer� se estiveres na minha mente
quando morrer.
Ent�o, � verdade.
� isto que queres?
Eu sentia a minha liga��o ao exterior cada vez mais forte.
Passei-me, n�o aguentava mais e libertei uma sobrecarga.
Tens de me deixar ir, Is.
- J� est�? - Acabei de cometer um crime?
O computador � da minha m�e.
A enfermeira disse que antes de desaparecer,
quando n�o tentava fugir, ela falou com algu�m na Internet.
- Ela tinha acesso � Internet? - Era uma paciente, n�o uma reclusa.
Usava o computador para ver s�ries. S� quero ver o hist�rico.
Algu�m apagou o hist�rico. Com licen�a.
N�o faz mal. A minha m�e foi a �ltima a usar este computador.
Se o apagou, � porque n�o queria que soubessem o que faz online.
Se algu�m apaga o hist�rico, � porque esconde algo.
Pensei que ela n�o me deu a palavra-passe por n�o se lembrar.
Se ela n�o queria que eu visse algo...
- Mais uma raz�o para veres. - N�o vou investig�-la.
S� quero saber quem a levou, mas ela � v�tima.
N�o vou invadir a sua privacidade.
Tem direito aos seus segredos.
� o Valenti. Tenho de ir.
Eu gosto do Kyle, mas ele foi t�o mau contigo durante tanto tempo.
- Como � que o perdoaste? - Eu e o Kyle n�o somos amigos.
Fa�o isto porque � a minha responsabilidade e pela Liz.
Aprendi que por vezes estar presente � o mais importante.
N�o posso ficar chateado para sempre.
As pessoas t�m direito aos seus segredos.
N�o aguento mais.
Desculpa.
Quero memorizar este momento.
- Tens de dizer uma coisa � Liz. - Diz-lhe tu mesmo.
Ela e o Kyle v�o operar-te hoje.
- Ela s� quer falar contigo. - N�o.
N�o vais sofrer. V�o trazer-te e deixam-te ir depois.
N�o, tens de os travar. N�o podem ressuscitar-me.
Max?
- O que se passa? - Sou perigoso.
O que quer que seja que a Liz vai ressuscitar n�o sou eu.
� uma sombra de mim.
N�o vou alinhar na festa de 21 anos.
N�o ando em touros mec�nicos, nem gosto de karaokes.
Que pena, pois vim � procura do meu amigo deprimido.
Ajuda-me a transladar um corpo.
-Tequila? -Sim, tequila.
� isto que acontece quando n�o apareces.
- Parab�ns pelos 21 anos, que maduro. - Claro que a culpa � minha.
N�o deste s� uma tampa ao Max. Tamb�m s�o os meus anos.
Desculpa, estive ocupado com os meus fracassos.
- Ol�. - Vieste.
J� passa da meia-noite
e tive de o convencer com uma ilegalidade, n�o conta.
A quest�o � que temos de ser tr�s.
Sempre fomos tr�s.
At� ao fim.
- Eu mostro-te. - Que loucura.
- Olhem o que eu fiz. - O que significa?
Significa que devias estar aqui.
Porque tudo fica sem efeito se n�o formos tr�s.
N�s depois vemos. Podes sempre voltar.
Estou bem, obrigado.
Vemo-nos quando me prenderes por furto.
Olha que te prendo.
- Boa noite. - Ele se tornou pol�cia por voc�.
Receia que acabes mal se n�o conheceres algu�m.
Consigo abrir fechaduras com a mente.
- N�o preciso dele. - Sim, acho que ele percebeu.
A ronronar como um gatinho.
N�o te sais nada mal quando tiras o dedo no nariz.
Sabes bem que sou o melhor do estado.
Estejam onde estiverem os meus dedos.
Qual era o problema?
Demasiada tens�o entre o alternador e a bateria.
Reajustei as bobinas para comunicarem de novo.
Vou ter de tirar o resto do dia.
Uma urg�ncia familiar.
Eu tenho um encontro no inferno com a "Fada Dentinho".
J� percebi tudo.
O sofrimento tem uma energia, assim como a morte.
Quando curo algu�m, absorvo a sua energia.
Quando ressuscitei a Rosa,
absorvi dez anos de vazio.
Se me ressuscitarem, estar�o a trazer uma infe��o.
N�o quero voltar como monstro, nem fazer mal a ningu�m de quem gosto.
Ent�o, � por isso?
N�s estamos em sofrimento, Max.
- N�o podemos viver sem ti. - Podem.
�s mais forte agora do que quando morri.
Todos s�o.
Tu, o Michael, a Liz... Voc�s sobreviver�o.
Os tr�s.
T�m de travar j� a Liz.
Adoro-te.
E eu a ti.
Lamento tudo isto.
A Isobel mente, est� a ganhar tempo. T�m de me deixar morrer.
Tu tamb�m sentes o negrume. N�o gostas de me ter na tua mente
porque sabes que � real. - N�o queria que fosse verdade.
Eu conhe�o a minha irm� e a tua e sei que nunca desistem.
Ter�s de ser a tu a travar esta cirurgia.
Ou eu destruirei tudo o que amamos.
Tens de as travar para as salvar.
Vai, Rosa.
Est� a� algu�m?
Raios dos alien�genas.
- Implorou-te que o deixasses morrer? - Sim.
E n�o � s� para evitar sofrer, ele tem medo de nos fazer mal.
Se o Max sobreviver, estar� muito fraco.
Quando salvou a Rosa, absorveu aquela energia negra toda.
Ter� de a expelir.
E tem medo de matar algu�m quando o fizer?
Sim.
Precisamos de algu�m mais forte para aguentar esse ataque.
- Isobel... - Se ele acha que tem de nos proteger
n�o sabe como somos fortes.
Tr�-lo de volta, Liz.
Eu trato do resto.
Tudo controlado.
O hospital pensa que � um paciente muito importante.
Ningu�m vos incomoda.
O Michael?
N�o me atende.
Boa sorte.
- Olhas-me como se eu fosse louca. - Olho desta forma
sempre que uso o meu local de trabalho
para fazer um transplante de cora��o alien�gena.
Ele vai morrer, Liz. Estamos a arriscar tudo
para termos talvez um minuto antes de o seu cora��o ceder.
S� preciso de um minuto.
- Precisas de uma pausa? - Eu estou bem.
H� uma raz�o para os cirurgi�es n�o operarem entes queridos.
- Quando a vida est� nas tuas m�os... - Eu estou bem, Kyle.
E n�o h� nada que mude o facto de te estar t�o grata.
- Jamais poderei pagar-te por tudo... - N�o h� nada a pagar.
Somos fam�lia.
Meu Deus.
- Vieste. - Estou aqui.
J� percebo.
- Temos de ser tr�s. - O qu�?
Onde � a sala de opera��es?
� um implante para controlar e estabilizar a pulsa��o.
Se funcionar, ganhamos tempo.
- Anos ou mais. - Pensei que tinhas desistido.
Sim.
Eu sou assim. A quest�o � que o Max...
...n�o � assim.
Ele jamais desligaria a corrente para p�r termo ao seu sofrimento.
A n�o ser que achasse que nos estava a proteger de algo.
Estou farto deste n�mero de her�i e m�rtir.
Fizeste um pacemaker alien�gena em sete horas?
Sou mais genial quando estou chateado.
Obrigada.
- O cora��o est� a bater. - Tem de continuar assim.
Passa-me o pacemaker.
Uma paragem card�aca.
Prepara o desfibrilador.
Rosa, onde vais?
- Desculpa, mas ele implorou. - O qu�?
Carga.
Afaste-se.
Ainda est� em paragem card�aca. N�o responde.
Raios! Aumenta a pot�ncia.
Carga.
Afastem-se.
Continua sem responder. Outra vez.
Carga.
Afastem-se.
Max!
- N�o podes estar aqui, vai. - N�o.
N�o te vou deixar morrer sozinho.
N�o te vou deixar sozinho.
N�o, n�o.
A carga n�o � suficiente.
O desfibrilador j� n�o d� mais.
N�o foi feito para um cora��o morto h� meses.
Liz!
- Tenho de o declarar... - N�o.
Tenta outra vez.
Tenta mais uma vez.
Carga.
Afastem-se.
S� vim ver o pacemaker. Volto mais logo.
N�o, n�o. Fica.
O que farias se o pacemaker n�o tivesse funcionado?
Teria tentado que sofresse o m�nimo poss�vel,
ter-lhe-ia dito que o amava...
E...
...se o cora��o dele parasse e eu n�o pudesse fazer mais nada,
ter-me-ia despedido.
Mas j� n�o temos de viver nesse cen�rio de possibilidades.
Salv�mo-lo.
Mantemo-lo em coma at� ter for�as para acordar.
Aconte�a o que acontecer, logo se v�. O Max est� vivo, Michael.
A minha primeira recorda��o � de n�s os tr�s.
Acord�mos assustados e perdidos.
Mas juntos.
E de repente, fiquei sozinho.
E aprendi a estar sozinho.
J� tinha desistido das pessoas.
Foi quando me encontraste de novo.
O teu momento de her�i.
Vieste na hora certa.
Quando �s uma crian�a que n�o � amada,
a gentileza � uma moeda de troca.
A amizade n�o significa nada. A fam�lia mente, magoa e abandona.
Eu s� conhecia um amor tempor�rio.
Sim, eu afasto as pessoas.
Quando algu�m amea�a gostar de mim,
ponho o seu amor � prova at� terem de se ir embora.
As liga��es s�o condicionais.
Todos desistem do tipo que se recusa a ser salvo.
Mas tu �s a �nica pessoa de quem n�o consegui fugir.
Nunca acreditaste em mim quando tentava ser quem n�o era.
Essa coisa no teu peito...
...pode dar-te um coice no cora��o de vez em quando.
Considera um acerto de contas.
� o meu momento de hero�smo, Max.
Se acordares,
estamos quites, est� bem?
Se acordares, podemos ser uma fam�lia.
Onde est� a Isobel?
A preparar-se.
Para o qu�?
TR�S SEMANAS DEPOIS
Bem-vindo.
Estiveste 12 anos em coma induzido.
A Taylor Swift � a Presidente. Foi pelo melhor.
- Implorei-te que entendesses. - Max, vai correr bem.
N�o.
Eu disse-te para me deixares morrer.
Sinto-o dentro de mim.
� a simetria.
Energia por energia. � algo ultrapass�vel.
- Luta contra isso. Isto n�o �s tu. - N�o te quero fazer mal.
Tenho de me ir embora. Tenho de me afastar de ti e de todos.
N�o te vou deixar fazer isso.
Prometi que, se voltasses e n�o fosses o Max
e fizesses mal a algu�m...
...te mataria.
Tu podes brincar a Deus,
decidir quem vive e quem morre.
Agora, � a minha vez.
Podemos ser uma dupla.
Anteriormente e Resync: Missy
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