Afrikaans
Akan
Albanian
Amharic
Arabic
Armenian
Azerbaijani
Basque
Belarusian
Bemba
Bengali
Bihari
Bosnian
Breton
Bulgarian
Cambodian
Catalan
Cebuano
Cherokee
Chichewa
Chinese (Simplified)
Chinese (Traditional)
Corsican
Croatian
Czech
Danish
Esperanto
Estonian
Ewe
Faroese
Filipino
Finnish
Frisian
Ga
Galician
Georgian
Greek
Guarani
Gujarati
Haitian Creole
Hausa
Hawaiian
Hebrew
Hindi
Hmong
Hungarian
Icelandic
Igbo
Indonesian
Interlingua
Irish
Italian
Javanese
Kannada
Kazakh
Kinyarwanda
Kirundi
Kongo
Korean
Krio (Sierra Leone)
Kurdish
Kurdish (Soranî)
Kyrgyz
Laothian
Latin
Latvian
Lingala
Lithuanian
Lozi
Luganda
Luo
Luxembourgish
Macedonian
Malagasy
Malay
Malayalam
Maltese
Maori
Marathi
Mauritian Creole
Moldavian
Mongolian
Myanmar (Burmese)
Montenegrin
Nepali
Nigerian Pidgin
Northern Sotho
Norwegian
Norwegian (Nynorsk)
Occitan
Oriya
Oromo
Pashto
Persian
Polish
Portuguese (Brazil)
Punjabi
Quechua
Romanian
Romansh
Runyakitara
Russian
Samoan
Scots Gaelic
Serbian
Serbo-Croatian
Sesotho
Setswana
Seychellois Creole
Shona
Sindhi
Sinhalese
Slovak
Slovenian
Somali
Sundanese
Swahili
Swedish
Tajik
Tamil
Tatar
Telugu
Tigrinya
Tonga
Tshiluba
Tumbuka
Turkish
Turkmen
Twi
Uighur
Ukrainian
Urdu
Uzbek
Welsh
Wolof
Xhosa
Yiddish
Yoruba
Zulu
QUANDO DUAS MULHERES PECAM (1966)
Queria falar comigo, doutora?
J� falou com a Sra. Vogler, irm� Alma?
- Ainda n�o. - Vou explicar a situa��o dela.
E o motivo pelo qual foi contratada para cuidar dela.
A Sra. Vogler � uma atriz, como sabe.
Durante a �ltima apresenta��o de Electra...
ela ficou em sil�ncio e olhou ao redor como se estivesse surpresa.
Ela ficou em sil�ncio por mais de um minuto.
Ela se desculpou depois, dizendo que sentiu vontade de rir.
No dia seguinte, ligaram do teatro...
pois ela n�o havia aparecido para o ensaio.
A empregada a encontrou na cama.
Ela estava acordada, mas n�o falava ou se movia.
Ela continua da mesma forma h� 3 meses.
J� fez todos os tipos de testes.
Tem sa�de f�sica e mental em ordem.
N�o existe nem um tipo de rea��o hist�rica.
Alguma pergunta, irm� Alma?
Muito bem. Agora pode ir ver a Sra. Vogler.
Como vai, Sra. Vogler?
Sou a irm� Alma. Estou aqui para cuidar de voc�.
Vou lhe falar um pouco sobre mim.
Tenho 25 anos e sou noiva.
Me formei em enfermagem h� 2 anos.
Meus pais t�m uma fazenda no campo.
Minha m�e foi enfermeira at� se casar.
Vou buscar seu jantar.
F�gado frito e salada de frutas. Uma del�cia.
Quer outro travesseiro? Assim est� bom?
Irm� Alma, qual foi sua primeira impress�o?
N�o sei o que dizer, doutora.
Tem um semblante suave, quase infantil.
Mas ao olhar seus olhos...
ela tem um olhar maligno, eu acho.
- N�o sei. N�o deveria... - O que ia dizer?
Acho que n�o deveria pegar esta paciente.
Por qu�? Algo a assustou?
N�o exatamente.
Talvez ela precise de uma pessoa mais velha...
com mais experi�ncia de vida.
- Talvez n�o consiga lidar com ela. - Lidar? De que forma?
- Mentalmente. - Mentalmente?
Se seu sil�ncio e imobilidade for sua decis�o...
- E da�? - Isto mostra grande for�a mental.
Posso n�o ser capaz de ajudar.
Achei que talvez quisesse ver o p�r do sol.
Quer que eu ligue o r�dio?
Tem uma pe�a.
Desculpe, meu amor.
Voc� tem que me perdoar.
S� quero o seu perd�o.
Do que est� rindo, Sra. Vogler? A atriz � engra�ada?
Eu n�o entendo dessas coisas.
Gosto de filmes e teatro, mas n�o costumo ir muito.
Tenho uma grande admira��o por artistas.
Acho que a arte � muito importante na vida das pessoas...
principalmente para quem tem problemas.
N�o devia falar sobre isso com voc�. � muito arriscado.
Vejamos se tem alguma m�sica.
Tudo bem?
Boa noite. Durma bem.
Droga!
� engra�ado.
Pode fazer o que quiser...
fazer quase tudo.
Me casarei com Karl-Henrik e terei filhos...
os quais terei que criar.
Tudo isto est� predestinado. Est� dentro de mim.
N�o h� o que pensar.
� um sentimento seguro.
Tenho um trabalho que gosto.
Isto � bom, tamb�m...
mas de outra forma.
Mas � bom.
Bom.
O que ser� que h� de errado com ela?
Elisabet Vogler.
Elisabet.
Sra. Vogler, quer que eu abra a carta?
Quer que eu leia?
Quer que eu leia para voc�?
"Querida Elisabet...
Como n�o posso v�-la, estou lhe escrevendo.
N�o precisa ler minha carta. Pode ignor�-la.
N�o consigo evitar de entrar em contato com voc�.
Sou perseguido por uma constante pergunta...
Eu a magoei de alguma forma?
Eu a magoei sem saber?
Existe algum terr�vel mal entendido entre n�s?"
Quer que eu continue?
"Achei que estivesse feliz.
Nunca estivemos t�o pr�ximos.
Lembra-se que disse:
Estou come�ando a entender o que � ser casada.
Voc� me ensinou..."
N�o consigo ler.
"Voc� me ensinou..." Entendi.
"Voc� me ensinou que temos que ver um ao outro...
como duas crian�as ansiosas...
cheias de boa vontade e boas inten��es, mas...
governados por poderes...
que s� podemos controlar parcialmente.
Lembra-se que disse isso?
Fomos passear no bosque...
e voc� parou e segurou no cinto do meu casaco."
Tem uma foto com a carta.
Uma foto do seu filho. N�o sei se...
Voc� a quer?
Ele � uma gra�a.
Elisabet, n�o creio que haja motivos para ficar no hospital.
S� lhe faz mal ficar aqui.
J� que n�o quer ir para casa, sugiro que voc� e a irm� Alma...
fiquem na minha casa de ver�o na praia.
Pensa que n�o entendo?
O in�til sonho de ser. N�o parecer, mas ser.
Estar alerta em todos os momentos.
A luta: O que voc� � com os outros e o que voc� realmente �.
Um sentimento de vertigem...
e a constante fome de finalmente ser exposta.
Ser vista por dentro, cortada...
at� mesmo eliminada.
Cada tom de voz, uma mentira. Cada gesto, falso.
Cada sorriso, uma careta.
Cometer suic�dio?
Nem pensar.
Voc� n�o faz coisas deste g�nero.
Mas pode se recusar a se mover e ficar em sil�ncio.
Ent�o, pelo menos, n�o est� mentindo.
Voc� pode se fechar, se fechar para o mundo.
Ent�o n�o tem que interpretar pap�is...
fazer caras, gestos falsos. Acreditaria que sim...
mas a realidade � diab�lica.
Seu esconderijo n�o � � prova d��gua.
A vida engana em todos os aspectos.
Voc� � for�ada a reagir.
Ningu�m pergunta se � real ou n�o...
se � sincera ou mentirosa.
Isso s� � importante no teatro.
Talvez nem nele.
Entendo por que n�o fala, por que n�o se movimenta.
Sua apatia se tornou um papel fant�stico.
Entendo e admiro voc�.
Acho que deveria representar este papel at� o fim...
at� que n�o seja mais interessante.
Ent�o pode esquecer...
como esquece seus pap�is.
Elisabet Vogler e a irm� Alma...
foram para a casa de praia da doutora.
A estada perto do mar foi bem aceita pela atriz.
Sua antiga apatia d� lugar a longas caminhadas, pescarias...
cozinhar, ler cartas e outras divers�es.
A irm� Alma gosta da tranquilidade do campo...
e cuida bem de sua paciente.
D� azar comparar m�os.
Elisabet, posso ler um pouco do meu livro para voc�?
Estou incomodando? Ou�a isso.
"A ansiedade que sentimos...
todos os sonhos n�o realizados, a crueldade inexplic�vel...
o medo da morte...
a vis�o dolorosa da nossa condi��o terrestre...
desgastou nossa esperan�a de uma salva��o divina.
Os gritos de nossa f� e d�vida...
contra a escurid�o e o sil�ncio...
s�o uma prova terr�vel...
da nossa solid�o e medo."
Voc� acha que � assim?
N�o acredito nisso.
Sou muito pregui�osa para mudar.
Isso me faz sentir culpada.
Karl-Henrik sempre briga comigo por n�o ter ambi��es.
Diz que sou como um zumbi. Acho que � injusto.
Me formei com as notas mais altas da classe.
Talvez ele queira dizer outra coisa.
Voc�? Desculpe. Sabe de uma coisa?
No hospital onde me formei...
tem uma casa para velhas enfermeiras.
As que foram enfermeiras a vida toda e viveram para o trabalho...
sempre de uniforme. Elas moram l�.
Imagine um chamado t�o forte que voc� dedica sua vida a ele.
Acreditar em algo, fazer algo.
Crer que a vida tem um significado.
Gosto disso.
Pronta para o que der e vier.
Acho que temos que ser importante para os outros.
Acredita nisso?
Sei que parece ing�nuo, mas acredito nisso.
Que chuvarada.
Sim, ele era casado. Tivemos um caso por 5 anos.
Ent�o ele se cansou, claro.
Eu estava apaixonada, e ele era o primeiro.
Foi como uma dor prolongada...
Longos per�odos de dor e curtos momentos de...
Comecei a pensar nisso, pois voc� me ensinou a fumar.
Ele fumava muito.
Pensando bem, � banal. Como uma fic��o.
De certa forma, nunca foi real.
N�o sei como descrever.
Nunca fui real para ele.
Mas minha dor era real, com certeza.
De certa forma, isto fazia parte, de uma forma nauseante...
como se tivesse que ser assim.
At� as coisas que dissemos um ao outro.
Dizem que sou uma boa ouvinte. N�o � estranho?
Ningu�m nunca me ouviu. N�o como est� ouvindo agora.
Voc� me ouve. Acho que � a primeira pessoa que me ouve.
N�o � interessante. Poderia estar lendo um livro.
N�o ficar olhando para mim. Espero n�o irritar voc�.
� t�o bom falar. � um sentimento agrad�vel.
Nunca me senti assim antes.
Sempre quis uma irm�. S� tenho irm�os.
Sete irm�os. Estranho, n�o? De repente, eu apareci.
Passei a vida cercada por meninos.
Mas gosto de meninos.
Voc� sabe disso, com sua experi�ncia de atriz.
Gosto tanto de Karl-Henrik, mas...
Voc� provavelmente s� ama uma vez.
Sou fiel a ele.
Tenho oportunidades na minha profiss�o.
Karl-Henrik e eu alugamos um chal� na praia uma vez.
Era Junho e est�vamos sozinhos.
Um dia ele foi at� a cidade. Eu fui � praia sozinha.
Era um dia quente e agrad�vel.
Havia uma outra garota l�. Ela tinha vindo de outra ilha...
pois nossa praia era mais deserta e ensolarada.
Nos deitamos nuas e tomamos sol...
tirando cochilos e passando bronzeador.
Us�vamos uns chap�us de palha engra�ados.
O meu tinha uma fita azul.
Eu estava l� deitada...
olhando para a paisagem, o mar, o sol.
Estava divertido.
De repente vi duas pessoas nas pedras sobre n�s.
Eles se esconderam e ficaram nos olhando.
Disse a ela: "Dois meninos est�o nos olhando".
Ela se chamava Katarina.
"Deixe que olhem", ela disse, e se virou de costas.
Tive uma sensa��o estranha.
Quis me levantar e vestir o mai�...
mas fiquei l� deitada de bru�os com a bunda para cima...
sem sentir vergonha, totalmente calma.
E Katarina estava ao meu lado com seus seios e coxas grandes.
Ela estava se divertindo.
Notei que os meninos se aproximavam.
Eles ficaram ali, olhando para n�s.
Notei que eram muito jovens.
O mais ousado se aproximou...
e se agachou perto de Katarina.
Fingiu estar ocupado, mexendo nos p�s.
Me senti t�o estranha.
De repente Katarina disse a ele...
"Por que voc� n�o vem aqui?"
Ent�o ela pegou sua m�o e o ajudou tirar a cal�a e a camisa.
De repente, ele estava em cima dela.
Ela o ajudou e segurou sua bunda.
O outro menino ficou olhando.
Ouvi Katarina sussurrar no ouvido do menino e rir.
Seu rosto estava ao lado do meu.
Estava vermelho e inchado.
Ent�o me virei e disse...
"N�o quer vir comigo, tamb�m?"
Katarina disse: "Sim, v� com ela."
Ele se soltou dela e veio para cima de mim.
Ele agarrou meus peitos.
Doeu tanto!
Fiquei excitava e gozei na hora. Acredita nisso?
La dizer a ele para ter cuidado e n�o me engravidar...
quando ele gozou.
Senti algo que nunca sentira na vida.
Seu esperma jorrando dentro de mim.
Ele segurou meus ombros e se inclinou para tr�s.
Eu gozei e gozei.
Katarina ficou olhando e o segurando por tr�s.
Depois que ele gozou, ela o abra�ou...
e usou sua m�o para gozar.
Depois que gozou deu um grande grito.
N�s tr�s come�amos a rir.
Chamamos o outro menino que estava sentado.
Seu nome era Peter.
Ele parecia confuso e tremia sob a luz do sol.
Katarina desabotoou sua cal�a dele e come�ou a brincar com ele.
Quando ele gozou, ela colocou em sua boca.
Ele se inclinou e a beijou.
Ela pegou sua cabe�a com as duas m�os...
e lhe deu seus seios.
O outro menino ficou t�o excitado que ele e eu come�amos de novo.
Foi t�o bom quanto antes.
Ent�o nadamos e cada um seguiu seu caminho.
Quando cheguei em casa, Karl-Henrik j� havia voltado.
Jantamos e tomamos vinho.
Depois transamos.
Nunca havia sido t�o bom.
Voc� entende?
Fiquei gr�vida, � claro.
Karl-Henrik estudava medicina e me levou a um colega que fez o aborto.
Ficamos satisfeitos. N�o quer�amos ter filhos.
N�o na �poca.
N�o faz sentido.
Nada disso se encaixa.
Nos sentimos culpados por pequenas coisas. Entende isso?
E o que acontece com as coisas que voc� decide fazer?
Voc� tem que fazer?
� poss�vel ser a mesma pessoa ao mesmo tempo?
Quero dizer, duas pessoas? Deus, que bobagem.
Por que estou chorando?
Vou pegar um len�o.
Est� quase amanhecendo.
E ainda est� chovendo.
Pense, falar incessantemente.
Eu fiquei falando e voc� ficou ouvindo. Que t�dio para voc�.
O que em minha vida poderia lhe interessar?
Eu devia ser como voc�.
Sabe o que pensei depois que vi seu filme?
Quando cheguei em casa e olhei no espelho, pensei:
"Mas n�s somos parecidas".
N�o me leva a mal. Voc� � mais bonita.
Mas acho que poderia me tornar voc� se tentasse.
Quero dizer, por dentro.
Voc� poderia ser eu.
Mas sua alma seria grande demais, ia ficar para fora do corpo.
V� para a cama. Vai acabar dormindo na mesa.
Vou para a cama ou acabarei dormindo na mesa.
N�o seria confort�vel.
Boa noite.
Elisabet?
Voc� falou comigo ontem � noite?
Esteve no meu quarto?
Quer que eu leve sua correspond�ncia?
"Querido, eu viveria assim para sempre.
Em sil�ncio, vivendo uma vida reclusa, com poucas necessidades...
sentindo minha alma finalmente se acalmar.
Alma cuida de mim, me mima de forma comovente.
Acho que ela gosta daqui e tem grande estima por mim...
talvez esteja apaixonada de uma forma inocente e encantadora.
De qualquer forma, � muito interessante analis�-la.
�s vezes ela chora por pecados do passado...
uma orgia com um menino e um aborto subsequente.
Ela diz que suas percep��es...
n�o correspondem com as suas a��es."
Est� lendo uma pe�a.
� um bom sinal. Contarei � doutora.
Acha que logo partiremos?
Come�o a sentir falta da cidade. Voc� n�o?
Gostaria de me deixar muito feliz?
Sei que � um sacrif�cio, mas preciso da sua ajuda.
N�o � nada perigoso. S� quero que fale comigo.
Nada em especial.
Podemos falar sobre qualquer coisa... o que vamos jantar...
se a �gua fica fria depois da chuva...
se est� frio demais para nadar.
Falar s� por alguns minutos. Um minuto.
Voc� pode ler em voz alta, dizer algumas palavras.
N�o posso ficar brava. Voc� continua em sil�ncio.
� a sua prerrogativa, mas agora preciso que fale comigo.
Querida, por favor, n�o pode dizer uma palavra?
Sabia que ia se recusar.
N�o pode saber como me sinto.
Achei que grandes artistas tinham compaix�o pelas pessoas...
que criavam atrav�s da compaix�o e a necessidade de ajudar.
Que bobagem.
Voc� me usou. N�o sei para qu�.
Agora que n�o precisa mais de mim, me ignora.
Sim, ou�o como soa falso...
"N�o precisa mais de mim e me ignora!"
� isso mesmo, todas as palavras! E estes �culos!
Voc� me magoou.
Riu de mim nas minhas costas.
Li a carta que escreveu para a doutora.
N�o estava fechada e eu li tudo.
Voc� me fez falar.
Me fez falar coisas que nunca disse a ningu�m.
E voc� contou. Que an�lise, n�o?
Voc� vai falar! Se tem algo a dizer, droga...
N�o fa�a isso!
Ficou assustada, n�o?
Por um segundo, ficou muito assustada, n�o?
Um medo real da morte.
"Alma enlouqueceu", voc� pensou.
Que tipo de pessoa � voc�?
Ou talvez tenha pensado: "Vou me lembrar deste rosto...
este tom de voz, esta express�o."
Vou lhe dar uma coisa inesquec�vel.
Est� rindo?
N�o � t�o simples para mim.
Nem t�o engra�ado.
Mas voc� sempre ri.
Tem que ser assim?
� importante que voc� n�o minta, que me diga a verdade...
que fale com um tom de voz genu�no?
Pode viver sem falar livremente?
Mentir e inventar desculpas?
N�o � melhor se dar permiss�o para ser pregui�osa e mentir?
Talvez se sinta melhor se for do jeito que �.
N�o, voc� n�o entende.
N�o entende o que estou dizendo.
Voc� � inacess�vel.
A doutora disse que � normal, mas questiono sua loucura.
Age normalmente para que todos acreditem em voc�.
Todos, menos eu, pois sei o quanto � doente.
Por que fa�o isso?
Elisabet!
Me perdoe.
Me comportei como uma idiota. N�o sei o que deu em mim.
Estou aqui para te ajudar.
Foi aquela cara horr�vel. Fiquei muito decepcionada.
Voc� me pediu para falar sobre mim.
Me senti t�o bem. Voc� pareceu t�o boa e compreensiva.
Eu bebi. Foi t�o bom poder falar sobre tudo.
Fiquei feliz por uma grande atriz como voc� me ouvir.
Achei que seria bom se isso a ajudasse.
Mas � t�o horr�vel. � exibicionismo.
Elisabet, quero que voc� me perdoe.
Gosto tanto de voc�. Voc� significa muito para mim.
Aprendi muito com voc�. N�o vamos nos tornar inimigas.
N�o quer me perdoar porque � orgulhosa demais.
N�o quer desistir, pois acha que n�o � necess�rio.
Eu n�o... Eu n�o...
Quando dorme, seu rosto fica relaxado...
seus l�bios inchados e feios.
Tem uma ruga na testa.
Voc� tem cheiro de sono e l�grimas.
Posso ver seu batimento no pesco�o.
Tem uma cicatriz que voc� cobre com um len�o.
Ele est� chamando de novo.
Vou descobrir o que quer de n�s...
aqui, longe de tudo em nossa solid�o.
Desculpe se a assustei.
N�o sou Elisabet.
N�o quero nada.
N�o queria incomodar. Acha que n�o entendo?
A doutora explicou tudo.
Mas � dif�cil explicar para o seu filho.
Fa�o o poss�vel.
H� algo profundo, dif�cil de entender.
Voc� ama algu�m, ou dizer que ama...
� tang�vel, como palavras.
Sr. Vogler, n�o sou sua esposa.
Voc� tamb�m � amada. Voc� forma um la�o.
Ele lhe d� uma seguran�a, uma chance de suportar, n�o �?
Como posso me explicar sem me perder?
Sem cans�-la?
Eu o amo como sempre amei.
N�o se preocupe, meu amor.
N�s temos um ao outro. Temos um ao outro.
Conhecemos nossos pensamentos. Nos amamos.
� assim, n�o �?
O mais importante � o esfor�o. N�o o que conseguimos, certo?
Enxergar um ao outro como crian�as...
atormentadas, indefesas e solit�rias.
Diga ao seu filho que a m�e dele logo voltar�...
que a mam�e est� doente, mas sente saudades do seu filho.
Compre um presente para ele.
Diga que � um presente da mam�e. N�o se esque�a.
Tenho tanto carinho por voc�.
� quase insuport�vel.
N�o sei o que fazer com meu carinho.
Eu vivo do seu carinho.
Elisabet, gosta de ficar comigo? Voc� gosta?
Voc� � um amante maravilhoso. Sabe disso.
Minha querida.
Me d� um sedativo, me jogue fora!
- N�o aguento mais. - Querida!
Me deixe em paz! Tudo isso � vergonhoso.
Me deixe em paz.
Sou fria, doente e indiferente.
� tudo mentira e imita��o.
O que tem a�?
O que tem embaixo da m�o? Deixe-me ver.
� a foto do seu filho, aquela que rasgou.
Temos que conversar sobre isso.
Me conte, Elisabet.
Bem, ent�o eu contarei.
Foi numa festa � noite, n�o foi?
Era tarde e havia muito barulho.
Antes, algu�m lhe disse...
"Elisabet, voc� tem tudo como mulher e artista...
mas lhe falta a maternidade."
Voc� riu, pois achou rid�culo...
mas n�o conseguia parar de pensar no que ele havia dito.
Ficou mais preocupada...
ent�o deixou que seu marido a engravidasse.
Voc� queria ser m�e.
Quando soube que era definitivo, ficou com medo...
com medo da responsabilidade, com medo de ficar presa...
com medo de deixar o teatro...
com medo da dor, com medo de morrer...
com medo do seu corpo inchado.
Mas representou o tempo todo...
fez o papel da m�e gr�vida feliz.
E todos diziam: "Ela nunca esteve t�o bonita."
Tentou v�rias vezes se livrar do feto.
Mas n�o conseguiu.
Ao perceber que era inevit�vel, passou a odiar a crian�a...
e desejar que nascesse morta.
Desejou que o beb� estivesse morto.
Queria um beb� morto.
Foi um parto longo e dif�cil.
Voc� sofreu durante dias.
Foi um parto com f�rceps.
Olhou com nojo para o beb� gritando e sussurrou...
"N�o pode morrer logo? N�o pode morrer?"
Mas ele sobreviveu.
O menino gritava dia e noite...
e voc� o odiava.
Estava com medo. Se sentia culpada.
No final, parentes e uma bab� cuidaram do menino...
e voc� podia sair da cama e voltar ao teatro.
Mas o sofrimento n�o havia acabado.
O menino tinha um amor massivo e inescrut�vel por sua m�e.
Voc� resistia desesperadamente...
pois sentir que n�o podia retribuir.
Voc� tentou e tentou...
mas os encontros com ele eram cru�is e estranhos.
Voc� n�o conseguia. Era fria e indiferente.
E ele olhava para voc�. Ele a amava, era macio...
e voc� queria bater nele por n�o deix�-la em paz.
Voc� o achava repulsivo, com seus l�bios grossos, corpo feio...
olhos umedecidos e carentes.
Voc� o achava repulsivo e sentia medo.
O que est� escondendo? Deixe-me ver.
� a foto do seu filho, aquela que rasgou.
Temos que conversar.
Me conte, Elisabet.
Bem, ent�o eu contarei.
Foi numa festa � noite, n�o foi?
Era tarde e havia muito barulho.
Antes, algu�m lhe disse...
"Elisabet, voc� tem tudo como mulher e artista...
mas lhe falta a maternidade."
Voc� riu, pois achou rid�culo...
mas n�o conseguia parar de pensar no que ele havia dito.
Ficou mais preocupada...
ent�o deixou que seu marido a engravidasse.
Voc� queria ser m�e.
Quando soube que era definitivo, ficou com medo...
com medo da responsabilidade, com medo de ficar presa...
com medo de deixar o teatro...
com medo da dor, com medo de morrer...
com medo do seu corpo inchado.
Mas representou o tempo todo...
fez o papel da m�e gr�vida feliz.
E todos diziam: "Ela nunca esteve t�o bonita."
Tentou v�rias vezes se livrar do feto.
Mas n�o conseguiu.
Ao perceber que era inevit�vel, passou a odiar a crian�a...
e desejar que nascesse morta.
Desejou que o beb� estivesse morto.
Queria um beb� morto.
Foi um parto longo e dif�cil.
Voc� sofreu durante dias.
Foi um parto com f�rceps.
Olhou com nojo para o beb� gritando e sussurrou...
"N�o pode morrer logo? N�o pode morrer?"
Mas ele sobreviveu.
O menino gritava dia e noite...
e voc� o odiava.
Estava com medo. Se sentia culpada.
No final, parentes e uma bab� cuidaram do menino...
e voc� podia sair da cama e voltar ao teatro.
Mas o sofrimento n�o havia acabado.
O menino tinha um amor massivo e inescrut�vel por sua m�e.
Voc� resistia desesperadamente...
pois sentir que n�o podia retribuir.
Voc� tentou e tentou...
mas os encontros com ele eram cru�is e estranhos.
Voc� n�o conseguia. Era fria e indiferente.
E ele olhava para voc�. Ele a amava, era macio...
e voc� queria bater nele por n�o deix�-la em paz.
Voc� o achava repulsivo, com seus l�bios grossos, corpo feio...
olhos umedecidos e carentes.
Voc� o achava repulsivo e sentia medo.
N�o!
N�o sou como voc�. N�o sinto o que voc� sente.
Sou a irm� Alma. S� estou aqui para ajud�-la.
N�o sou Elisabet Vogler.
Voc� � Elisabet Vogler.
Eu gostaria de ter...
Eu amo...
Eu n�o tenho...
Aprendi bastante.
Vejamos quanto tempo eu aguento.
Jamais serei como voc�. Eu mudo o tempo todo.
Pode fazer o que quiser. N�o vai me afetar.
N�o diga nada... corte uma vela.
Agora n�o. N�o, n�o!
Alerta e sem tempo. Imprevisto...
Quando tinha que acontecer, n�o aconteceu, fracasso.
Voc� est� a�, mas eu deveria estar.
N�o dentro, n�o perto...
Colete e avise os outros.
Desesperada, talvez...
Eu acho que sim, mas o que � mais pr�ximo...
Como se diz? N�o...
N�s, nos, eu, me...
Muitas palavras e nojo...
dor intoler�vel, a n�usea.
Tente me ouvir. Repita depois de mim...
Nada.
Nada.
N�o, nada.
Nada.
Pronto.
Muito bem. � assim que deve ser.
Can't find what you're looking for?
Get subtitles in any language from opensubtitles.com, and translate them here.