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* QUANDO PASSAR A TORMENTA *
Estas s�o as montanhas da It�lia, onde os alem�es,
no inverno de 1943, detiveram o avan�o dos americanos.
Ao sul de San Pietro, a divis�o 36 permanecia imobilizada
pelos bombardeios e um contra-ataque incessante.
- N�o ficar� sem muni��o? - Espero que n�o.
Quando n�o atirarem � que eles v�m. S�o cinco e vinte.
O tenente caiu?
Sim, ontem � noite.
Seus objetos pessoais v�o com o destacamento.
- Assume o comando? - Sim.
- Planejando suas posi��es? - Me disse para fazer.
- Tem muni��o? - Podia ter mais.
Quando cessar o fogo, voc� vai.
Bem, este � o meu plano.
Se tentarem invadir por aqui, pelo centro ou atrav�s
deste barranco, ou por aqui, o capit�o Pepperdam, encravado
nesta colina, cobrir� o flanco esquerdo.
� melhor voc� ocupar posi��o ao p� do barranco.
- Cobrir� o avan�o. - Me d� quatro homens.
Faltam homens.
Sem comer, sem dormir. 6 milh�es no ex�rcito e sobra para mim.
Robinson tem "nervosismo". Grave. Est� muito nervoso.
- E os outros? - N�o.
- Certo, vou tentar dar um jeito. - Sei que dar�.
Tem certeza do seu plano?
S� sei que estamos � beira de uma batalha feroz.
- Alguma ideia melhor? - Claro.
Voltamos todos para casa como pessoas civilizadas para colecionar selos.
A companhia est� chegando.
Deus, como odeio essas montanhas. N�o h� nada al�m serras e montanhas.
Atreva-se, rapaz, pode funcionar.
Precisamos mais do que um peda�o de madeira.
Eu estava com o Tenente e nada me aconteceu.
N�o vai se ferir.
Miller, fique comigo. Bem, her�is, em frente.
Em marcha.
- Vai fazer um bom dia. - Espero que sim.
Quem joga t�nis?
Acha que atacar�o de novo?
Qual � a diferen�a entre ontem e hoje?
O capit�o Pepperdam, senhor.
Red Dog para Pay, cambio.
Cobrimos o flanco esquerdo, sargento.
Trate de ocupar o barranco � sua direita, cambio.
- Tudo pronto, capit�o. - Se tiver problemas, me avise.
Est�o atacando por l�.
Cessar fogo.
Bem, � isso.
Cubra-me Dan, depressa.
Capit�o Pepperdam, responda. Capit�o Pepperdam, responda.
- Alguma resposta? - Ainda n�o.
Red Dog para Pay, responda. Pay, responda.
Al�, Red Dog, aqui � o major Blackford, qual � a situa��o?
Nossa posi��o est� firme. N�o consigo contatar o Pepperdam.
O Pepperdam est� morto. Invadiram a posi��o dele.
- O inimigo tomou o posto. - Um momento, major.
Os alem�es tomaram a posi��o do Pepperdam,
estar�o bem em cima, reuna o pelot�o, r�pido.
- Em frente, major. - Precisamos recuperar essa colina
e fazer isto r�pido. Temos sinal de ataque, cambio.
N�o podemos atacar ningu�m. Temos apenas 20 homens.
N�s tamb�m subiremos, mas pelo outro lado.
Seu pelot�o � o �nico em posi��o. C�mbio.
Tudo bem. Nos dar� de m�o beijada, mas vamos l�.
Bombardearemos com morteiros, bengalas e detonadores
enquanto dirige o ataque para cima. Subiremos pelo outro lado.
- Mais alguma coisa? - Sim, procure n�o se atrasar.
Tomar posi��o em frente ao passo.
�nimo, rapazes. Temos que tir�-los de l�.
Com o qu�? N�o temos homens nem muni��es.
N�o adianta reclamar, j� fiz por todos.
Tem que ser feito e somos os �nicos que podem.
- Preciso de dez homens. - Certo.
Karl, Spencer, James, Peters, vamos. Em frente.
Cubra-me, vamos. Mantenha aquela metralhadora ocupada.
Blackford est� aqui, foram pegos pela direita!
Azar.
Come�ava a me perguntar qual o seu salmo favorito.
Fico feliz em v�-lo novamente, senhor.
Fez um bom trabalho, �timo. Realmente, �timo.
Lhe espera um bom banho de �gua quente no acampamento.
Sim, sim, Pete, v�o nos substituir.
N�o brinca, major. Aqui em cima n�o substituem nem os mortos.
- H� muitos, certo? - Muitos.
Ordene que a substitui��o se encaminhe at� sua posi��o.
- Sairemos dentro de uma hora. - Como?
- N�o posso acreditar. - Se n�o nos acontecer nada.
Para n�s? O que mais pode acontecer?
Come�a a verdadeira batalha. As belas mulheres napolitanas.
Cinco dias e cinco noites.
Os caminh�es estar�o esperando do outro lado da montanha.
Acha que conseguiremos chegar?
N�o estamos acostumados ir para a retaguarda.
Teremos que aprender.
Em marcha!
O que me diz agora? Est� vivo, n�o?
E v�o nos tirar daqui, certo? O que mais voc� quer, milagres?
O que � isso? Maldi��o.
N�o podiam subir a correspond�ncia?
O ano passado, quando estavamos em Oran, recebi um cart�o de
Natal na P�scoa.
E na Sic�lia uma carta dizendo para n�o brincar com as amoras.
Moluscos, � isso que somos. Moluscos indefesos.
Passei o tempo todo na linha de frente planejando
como destruir toda N�poles.
Estou t�o exausto que n�o paro em p�.
Vai dormir. Para ver se sonha com uma ruiva.
Te garanto que prefiro sonhar com uma loira.
O ex�rcito � assim. Quando voc� n�o aguenta mais
te enviam para um acampamento de descanso.
E quando tiver a carne e o esp�rito em sintonia. . .
volta para a labuta.
Chega de bobagem, o importante � sair daqui de alguma forma.
Voc� acha que me incomoda sair?
- Aten��o! - Descansar.
- Tudo em ordem, rapazes? - Sim, senhor.
- E as camas? - Bem, senhor.
Quem tira o seu sono?
A m�e do Miller, tenho que escrever-lhe.
Eu tamb�m tenho que escrever muitas dessas cartas.
- Durmam bem. - Obrigado, senhor.
- Ei, Pete, a luz? - Sim, apague.
Sem d�vida, falar� menos esta noite. Que descanse, granjeiro.
Nunca � tarde para ir � cidade, heim, sargento?
- Por onde se vai? - N�o tem como errar.
Desculpe, n�o quis assust�-lo.
Me assustar? Quase morri de medo.
Pensei que era um fantasma.
Quem s�o?
S�o os nossos.
Sim, eu sei.
Passeava por aqui?
Sim, mais ou menos.
- Foi horroroso, n�o? - Horroroso � um modo de dizer.
Desculpa, mas �s ter�as n�o gosto de falar da guerra.
- Hoje � quarta-feira. - Ah, sim?
Pois nem na quarta-feira.
- Eu lhe incomodo? - Por ser mulher.
N�o sei o que dizer para uma mulher num cemit�rio.
E ainda mais sendo um tenente.
O que voc� faz aqui?
Procurava um momento de descanso e sil�ncio.
Tudo � sil�ncio aqui. N�o falar�o mais.
- Tem algu�m aqui? - Algu�m.
- Importante? - Muito.
Uma longa hist�ria.
Tem que esquecer as hist�rias dos mortos.
- Desculpa. - Deixa.
- E voc�, quem procura? - Ningu�m em particular.
Fomos todos para a mesma festa.
Esta terra n�o merece nenhum s� deles.
- Foi uma grande vit�ria. - Eu ouvi isso.
O homem devia morrer pelo menos com os p�s secos.
O qu�?
- Voc� � um homem estranho. - S� com mulheres estranhas.
- Venha, convido-a para beber. - Melhor n�o, mas obrigada.
Por que n�o?
Entendo, leva muito a s�rio seus gal�es.
Isso e outras coisas. Ande com cuidado.
Claro, esqueci que estavamos em guerra.
Acho que vou ter que polir os meus gal�es.
Ser� suficiente para descansar um pouco.
Obrigado, tenente, seguirei seus conselhos.
Inacredit�vel, �gua quente e sab�o, n�o � maravilhoso?
Se souberem que estamos gostando v�o nos tirar.
Deixa o sab�o, n�o seja mesquinho, estou t�o sujo quanto voc�.
- Quando entrou para o ex�rcito? - Em 42.
Veio um pouco tarde. Estou dois anos na sua frente.
Vamos, vai gastar tudo. Veja o que fez agora.
- Onde est�? Eu n�o acho. - Est� aqui.
Que lhe d�em a "Purple Heart", est� ferido.
Ei Pete, vamos, est�o chamando para o correio.
- N�o tenho ningu�m que escreve. - Nem a fam�lia?
Nem a fam�lia.
N�o t�o r�pido. Antes de irem, tenho que dizer algumas coisas.
Tem lugares que n�o admitem soldados americanos, n�o entrem.
O que foi, quer s� para voc�?
Basta! N�o quero brigas nem besteiras, certo?
Simples, nem mulheres, nem brigas, nem �lcool, nem nada.
Sairemos daqui �s 5 horas. Quem n�o estiver pronto, perde.
J� sabem, sairemos daqui �s cinco horas.
Quem n�o estiver pronto, perde.
- Sgto Peterson, vamos, depressa. - Vamos, ou perdemos o correio.
�s nove horas da manh�, apresente-se ao general Clark.
Me perguntava quanto tempo levaria para me consultar em como levar a guerra.
Tenho a impress�o de que lhe faltam gal�es, tenente.
- O qu�? Uma promo��o? - Sim, uma promo��o.
Casualmente ainda tenho meus velhos gal�es de tenente.
Pode ficar com eles.
S� posso dizer que n�o poderia me acontecer nada melhor.
- Obrigado. - Pendura, tenente.
Desde quando o corpo auxiliar feminino est� aqui?
- Por qu�? - Conheci uma garota no cemit�rio.
N�o estou surpreso. O que achou?
- N�o me lembro. - Vamos, antes que me fa�a chorar.
Mamma Mia, famosa por sua carne picante, sua lasanha milanesa
e suas duas filhas maravilhosas. Siga o meu conselho, s� as filhas.
Acha que poderei escolher?
Corra, aqueles caras levar�o todas.
Deixa eles comprarem o vinho. Melhor para n�s.
Boa cidade, N�poles, t�o grande quanto Boston.
- E as garotas s�o lindas, heim? - Pode apostar.
- Mamma mia! - Voc� voltou, bem-vindo meu querido!
Quilos e quilos de mulher e � toda minha.
- Como est�? - N�o falemos disso.
Como est�o suas lindas ragazzas?
Bem, muito bem. Vir�o logo. Espere.
Tereza, Ana, venham garotas, s�o gente �tima, expl�ndidos, venham, venham!
Pronto, Ana e Tereza. Agora vou mandar serv�-los senhor major.
- Ol�, Joe. - Ol�.
- Ol�, como se chama? - Joe.
- E voc�? - Joe.
Dois Joes.
- Querem entrar? - Por que n�o?
- Gostaria de um copo de vinho? - Foi o que me recomendaram.
- Tamb�m quer um pouco de vinho? - Claro, porque n�o.
- Fala italiano? - Claro.
- Gosta da comida italiana? - N�o sei o que �, mas eu adoro.
Olha que par de olhos. D�o a sensa��o de serem dois vitr�s.
- Viva os vitr�s! - Viva.
Rapazes, que alegria v�-los.
Desculpem um momento, j� volto.
- Vai sair agora? - O que foi, por que est� indo?
- Como vai, Mac? - Pete, � o �nico amigo que tenho.
- Vamos, conte-me tudo. - Algo vai mal, Pete, muito mal.
Me prometeu que faria um bolo todos os meses
e que me escreveria todos os dias.
N�o se preocupe, ver� como te escreve.
N�o, Pete, deixa. Se esqueceu de mim.
N�o � de admirar. � jovem e bonita, estou velho e careca.
- N�o me escreve, Pete. - Podem ter perdido a carta.
Vamos.
- Cigarro, nylon, chiclete? - N�o ligue para ele.
Viu? Tem que saber italiano, eu lhe disse.
Me compra chocolate? Nylon? Chiclete?
- D� isso ao major para assinar. - Sim, tenente.
- Estamos procurando umas cartas. - De qual unidade, senhor?
143� de infantaria, 36� Divis�o.
Que unidade, senhor? Senhor. Conseguiram ensinar
estes garotos nos tratar de senhor. Senhor.
Parece mentira.
O sargento de suprimentos levou o correio esta manh�.
Pode ter ficado uma carta com o endere�o pouco claro.
Por que entregou ao sargento? Nunca confiei naquele cara.
Por que n�o deu para o carteiro?
- Olhe de novo, sim? - Sim, olhe novamente.
- Tem algum problema? - Bem.
- � inacredit�vel. Ol�. - Tem algum problema?
Bem, veja tenente, meu amigo adquiriu um abridor de cartas
e est� ansioso para estrear com as cartas da sua esposa.
- Seu nome � McFee. . . - Est� bem, sargento.
Solte um grunhido e vamos. Com mulheres no comando, n�o h� rem�dio.
- Calma, Mac, n�o s�o mulheres. - Ah, n�o?
S�o oficiais e cavalheiros, assim diz o Congresso.
Oficiais como voc�. � melhor n�o se esquecer, tenente.
Tenente? Sargento, diga o que pensamos dos tenentes. . .
Tenente? Tenente? Que inferno, tenente.
Agora me lembro, o homem do cemit�rio.
Disse que iria polir seus gal�es, mas como imaginar isso?
- Ontem � noite disse muitas coisas. - Sim, eu sei.
Desculpa n�o t�-lo reconhecido, mas est� muito diferente.
Sim, hoje tenho cara de substituido.
- O que foi? - Desculpa, senhor.
Tenente, estava te procurando.
Gostaria de jantar e ir ao bal� comigo esta noite?
Desculpe, coronel, mas n�o posso. Tenho muito a fazer aqui.
Parte do correio ainda est� sem atender.
- N�o creio que seja t�o importante. - Depende para quem, senhor.
Al�m disso, coronel, � pat�tico ver homens usando meias
perseguir mulheres pelo palco.
- Em outra ocasi�o ent�o. - Ser� um prazer. Obrigada.
Para quem est� se reservando, para a general Clark?
Pensei que s� desse o fora em sargentos.
E nos tenentes insolentes. Posso convid�-lo para beber?
- Por que? - N�o vai se recusar?
- Acho que n�o. Quando? - Vou sair. Que tal agora?
Por que isso?
Voc� me convidou ontem � noite e fui muito grossa, n�o acha?
Al�m disso, n�o acha que devemos comemorar sua promo��o?
Vamos, Mac.
- Para onde vamos? - N�o h� muito para escolher.
Se h� algo que se pode comer ou beber, estar� no Mamma Mia.
Bem, ent�o vamos l�.
- Fico feliz de estar vivo. - S� por uma sauda��o?
- Sou f�cil de agradar. E voc�? - Eu tenho fome.
- Eu fico aqui, Pete. - Certo, Mac.
Ol�, cara bonita, estava te esperando.
- Ol�. Tchau. - Se vai de novo, por qu�?
Espera um pouco. Onde estava? As garotas est�o esperando.
- Major, a tenente. . . - MacKay. Elleanor MacKay.
Elly MacKay, soa bem. Tenente MacKay, o major Blackford.
- A prop�sito, meu nome �. . . - Eu sei, "Cara Bonita".
Esse � s� o sobrenome, o outro � Peterson.
Os amigos costumam me chamar de Joe Pete ou Pete ou melhor amigo do homem.
O que bebem? A Mamma pisou esta uva com meias.
- Traga outro melhor. - Sim, senhor.
- Desculpe, tenente. - Sente-se.
Aqui mesmo.
- Que se passa? - Calma. Tranquilo, major.
S� tem alguns dias, vai perde-los com ela?
Como sabe que vou perder?
Pode pensar que n�o sei de que lado a bala sai do fuzil,
ou achar que nunca sei as horas, mas com as mulheres n�o falho nunca.
Olha nos olhos daquela mulher e s� ver� a sua irm� ou a sua m�e.
Eu olhei e n�o vi ningu�m.
Est� a muito tempo nas montanhas, perdeu o tato.
Vai jogar fora sua licen�a, perceba.
� uma mulher de car�ter, minha primeira esposa tamb�m era. . .
� isso. Vai me escapar muito r�pido.
- Muito r�pido. - Vai passear.
Ei, esqueceu alguma coisa. Me deve uma bebida, lembra?
- Iamos comemorar. - Comemore com o major.
N�o se ofenda, o major � um velho amigo.
S� pegava o fio da meada, coisas de homens.
Eu sei, mas devo avis�-lo que seu amigo estava certo.
Me refiro ao que me diz respeito.
- Desperdi�ar� o seu tempo. - Sou eu que julgo.
Mas n�o aqui. Peguei o jipe emprestado do meu amigo.
- Entendo. S� uma bebida? - O que quiser, baby. . . Tenente.
Precisava do ex�rcito para aprender a me conhecer.
Superei alguns medos e experimentei outros, como viver sozinha.
� agrad�vel descobrir coisas boas no seu interior.
- Que coisas? - N�o ter que ser dependente.
- N�o precisar de apoio. . . - Dos homens?
Dos homens, das pessoas.
- Odeia os homens? - Odei�-los?
Parece. Voc� odeia?
Odeio os que est�o tornando o mundo num monte de lixo. Tudo o que conseguem fazer.
A rela��o entre homens e mulheres se deteriorou tremendamente.
Em troca de tr�s cigarros e nada mais.
O amor � algo sujo. Eu sei, � a guerra.
Assim s�o as coisas. Os jovens v�o � guerra e morrem.
Ningu�m vive para sempre, ent�o tem que aproveitar de tudo muito r�pido.
- � isso. - Sim, � isso. Mas eu n�o gosto.
N�o desejo viver assim. Nem desejo que ningu�m viva assim.
Essas pobres garotas andando pela rua Roma, com DDT no cabelo,
me d�o pena.
- N�o sei por que digo tudo isso. - Por que n�o?
O vinho e a m�sica s�o bons. Talvez precisasse falar.
- Bem, o que gostaria de fazer? - Primeiro, mudar de assunto.
N�o gostaria de ir ao ballet desta noite?
Pensei que n�o gostasse de homens correndo atr�s das mulheres.
Talvez hoje as mulheres persigam os homens.
Ou talvez n�o. Disse que te convidava, lembra?
� disso que gosto em voc�. � um perfeito cavalheiro.
Vai chover.
- Como voc� sabe, reumatismo? - Sou filha de um granjeiro.
Ser� poss�vel? Voc� j� foi civil?
- Se achar que as professores s�o. - Voc�, professora?
Bem. . . e eu sem caderno.
Como cheira bem.
N�o sentia um cheiro t�o bom desde. . .
A chuva na It�lia n�o pode competir
com uma lagoa em New Hampshire.
L� em cima est�o cobertos de lama e mortos de frio.
Que noite, pobres rapazes.
- Onde fica esta lagoa? - Atr�s da minha casa.
Em Sirties. Ningu�m ouviu falar dela, nem viu.
- Tem certeza que ela existe? - Estava l�.
Deve procurar.
- Sirties. - Tem �rvores, sil�ncio,
� bonito no ver�o. E aos domingos o cheiro da boa cozinha.
A fam�lia toda reunida. Todos falando ao mesmo tempo.
Parece um sonho. Voc� gosta da sua fam�lia?
Bem, sou parcial. Mas � minha fam�lia e sinto falta dela.
Ainda guardo todas as minhas bonecas no s�t�o.
O qu�?
Nada. S� quero te tocar.
Ent�o sinto falta deles. . . Por qu�?
S� porque quer, por isso.
N�o h� outra raz�o.
O que faz aqui? Por que se alistou?
Por que os outros se alistam?
Porque n�o t�m escolha ou para fugir de alguma coisa, mas voc�. . .
O que faz t�o longe de Sirties? Uma garota como voc�. . .
O uniforme combina com a cor dos meus olhos.
Como poderia falar sem parecer solene?
Pode haver uma forma de viver sem Deus, sem amor e sem fam�lia,
mas preciso disso. Obrigada.
Gostaria de poder voltar para Sirties
com a certeza de ter contribu�do para manter este pa�s
livre e seguro.
Seus olhos brilham na noite.
- De que cor s�o, azuis? - Sim, azuis.
N�o acho que o azul e o c�qui combinem.
- E isso por que, boa conduta? - Muito boa.
� alarde ou lamento?
- Vai come�ar se fazer de bobo? - Por que voc� diz?
- Responde. - Eu estou meditando.
Sempre quis ser esbofeteado por uma garota de olhos azuis.
E agora me dir� que nunca sentiu nada parecido por outra.
Sempre senti o mesmo por qualquer mulher.
Com as tenentes n�o tenho experi�ncia.
Vamos, me abrace. Pode acabar gostando.
Sim, talvez.
- Problemas, tenente? - Muitos.
- Precisa de um empurr�o? - N�o serviria para nada.
A rua j� est� desempedida. Desculpa, senhor.
Devia agradecer por te livrar de um problema.
- Obrigada. - Sargento Fred Miller.
Obrigado, sargento.
Sabe por que odeiam os sargentos?
Claro, porque podem chegar a tenentes.
- Eu gosto de voc�. - Tamb�m gosto de voc�.
Quanta dedica��o deve ter para construir algo assim.
A emo��o e a vitalidade que colocam em tudo.
Sua m�sica, sua l�ngua. . . Tudo de cora��o.
Fala italiano?
Sei que � uma tenente molto bella.
Como agradecer, grazie. E como pedir vinho, espinafre. . .
- Tem mais? - Maravilhoso, tenente.
N�o � cativante essa linguagem? A do�ura de caro mio por exemplo,
- Uma del�cia. - O que quer dizer?
- Vamos, professora. - Meu querido.
Isso era o que esperava. Sorrir quando diz isso.
� uma forma de se dirigir a algu�m.
� como dizer: "� o Giuseppe Pietrasone".
Prefiro o caro mio.
Seus dentes s�o bonitos. Devia sorrir mais.
- N�o te assustam muito, certo? - A mim, as bombas?
Claro que n�o. Me causam um verdadeiro terror.
Ser� verdade que n�o ouve a que te atinge?
- Pete. . . - N�o diga nada.
Vamos daqui. Parece que j� acabou tudo.
- N�o tenha muita certeza. - N�o, Pete, n�o!
N�o pode sair, espera!
- Elly, est� bem? - Acho que sim.
Por que se recusa, Elly?
N�o quero me apaixonar por voc�, Pete. N�o quero, assim n�o.
Quer que diga que te amo? � o que quer?
- Certo, vou lhe dizer. - E ir� amanh� ou no dia seguinte.
E acabou. N�o quero viver assim. N�o quero passar minha vida
visitando t�mulos. Voc� n�o entende?
Entendo que n�o quer proximidade comigo. � isso que acontece.
Tudo o que quero � viver minha vida honestamente.
Sem vergonha, sem repugn�ncia, sem remor�os. . .
Economize as explica��es, temo n�o conseguir entend�-las.
N�o estamos atados um ao outro, por que dar tantas voltas?
- Mora aqui? - Antes era um convento.
Devia desconfiar.
- Deve entender. Houve outro homem. - N�o quero saber.
Eu o conheci em Oran, �amos nos casamos.
Descansa onde voc� e eu nos conhecemos. Tinha que dizer.
J� � um pouco tarde, n�o acha, tenente?
� a comandante do meu batalh�o, deve ir embora.
Sim, para n�o retirar sua nota de boa conduta.
Te verei novamente?
Para qu�? Me lan�aria sobre voc� novamente.
E voltaria a me fazer sentir um selvagem.
Passei mal. N�o, prefiro lutar com os alem�es.
- Boa noite. - Boa noite.
E quando a estava beijando me disse: "Soldado, por que n�o se casa
- comigo e me manda para a Am�rica"? - O que voc� disse?
"Querida, se pudesse mandar algu�m para a Am�rica, esse seria eu".
Aten��o!
Diga tenente, como foi com seus novos gal�es, se deu bem?
Muito bem.
Ajudarei levar suas coisas ao pavilh�o dos oficiais.
Amanh�, estou cansado.
- "Querida Emilia". - Fazemos num minuto.
- Eu disse amanh�. - Tudo bem, tenente.
Boa noite, Pete.
"N�o sei nada de voc� h� semanas, querida.
N�o me deixa preocupado.
N�o tomei uma gota de �lcool em todo esse tempo.
Realmente. Eu te amo. Mac".
O desjejum � a melhor comida. Peixe, salame, vinho, queijo,
uma boa forma de come�ar o dia. Mamma mia, vou te sequestrar
e lev�-la daqui. Deviamos abrir um restaurante italiano
- em Nova Jersey. - Voc� e eu, restaurante?
Voc� � muito ruim.
Ruim o major? Rapazes ruins e garotas ruins.
Exceto a tenente MacKay, os outros s�o perversos.
N�o, o senhor major � simp�tico. � um bom rapaz.
Ei, Pete.
Veja, cinco cartas de uma vez e sua �ltima fotografia.
- Viu cara? - Veja o pequeno.
Prometeu que escreveria e fez. Eu nunca duvidei.
- Hoje eu convido. S�o meus convidados. - Est� pulando de alegria.
- O que uma mulher pode fazer. - Est� apaixonado.
- Da sua esposa? - � o que demonstrou.
Nunca sentiu os olhos de uma mulher cravados em voc�.
Dia e noite?
Sempre fixos em voc�.
- Isso � amor? - "N�o sei".
Nem eu.
- O que acha que � o amor? - Nada.
Alguma coisa ser�.
N�o sei. Conhece uma mulher e acha que precisar� dela o resto da sua vida.
Talvez seja o amor. Talvez uma mulher diria algo mais.
Sim, vou perguntar.
Tenho bebido muito.
- Se apaixonou por aquela garota? - Por que diz?
A divis�o 36 em marcha, essas s�o as ordens.
Todas as licen�as foram canceladas.
L� fora tem um caminh�o esperando para lev�-los ao acampamento.
Vamos, depressa.
S� tivemos dois dias e deviam ser cinco. O que foi?
N�o me pergunte. N�o sei nada.
- Nem uma oportunidade. - Eu avisei ontem � noite.
Perdeu tempo.
Sim.
Vamos, rapaz, subam todos. V�o subindo. Depressa.
Vamos l�.
Quais s�o suas refer�ncias? Gostaria de te escrever.
- Me d� o seu endere�o? Casa? - Estrada da Lua, 22.
- Tenho que ir. Tchau. - Tchau.
- Que endere�o disse? - N�o fa�o ideia. N�o estava ouvindo.
Est� bem, Mac, beba. Vamos, vamos.
Vamos, rapazes, n�o h� nenhuma desculpa.
Cabo, onde posso encontrar a tenente MacKay?
Eu n�o sei, senhor. Posso fazer algo mais por voc�?
N�o, n�o faria.
Desculpa tenente, tem que se apresentar imediatamente.
- Sim, eu sei. - Tem um caminh�o l� fora.
- Vamos, rapazes. - O que voc� disser.
- Quem voc� procura? - Onde posso encontrar. . . ?
- Pergunta por algu�m, tenente? - Sim, major.
Sabe onde posso encontrar a tenente MacKay?
N�o est� aqui. A tenente sofre de um leve resfriado.
Mas o coronel Traill achou que era seu dever lev�-la ao m�dico.
- Algum recado? - O coronel n�o gostaria.
Depois de tudo, pode ser melhor assim.
Sem d�vida.
ROMA EXPRESS OL�, GAROTAS
Diz alguma coisa, para ter certeza que n�o � um sonho.
O que espera para sorrir um pouco?
- N�o estava doente? - A verdade � que. . .
- Como voc� sabe? - Estava te procurando.
- Oxal� tivesse me encontrado. - Com o coronel?
Pete, n�o tem motivo para ter ci�mes do velho Traill.
Ele arranjou tudo para eu poder te ver e me enviou para c�.
Talvez n�o devesse ter vindo, mas queria v�-lo antes de partir.
- Eu fiz mal? - N�o, claro que n�o.
- Vem, vamos sair desta confus�o. - Pete. . .
Pensei que havia terminado tudo ontem � noite.
Voc� n�o me ama, nem eu. Nem sei o que � o amor.
Ent�o por que n�o me diz para eu ir embora?
- Porque poderia ir. - N�o poderia.
Como desejo te apertar entre os meus bra�os antes de partir.
Quero ficar com voc�, conversar com voc�. Brigar e dan�ar com voc�.
Tudo o que desejei de uma mulher, quero ter com voc�.
- N�o lamentaremos, Pete? - N�o haver� o que lamentar.
Eu te amo e voc� a mim.
Vou lan�ar granadas onde � mais conveniente
e disparar minha metralhadora onde � mais conveniente. Isso faz sentido?
- Quando voc� vai? - Dentro de algumas horas.
Vamos andar. Vamos andar, Elly.
Se te acontecesse algo, n�o sei o que faria, Pete.
N�o me acontecer� nada.
- Depois de Salerno, Volterno. . . - E se mudar a sua estrela?
Posso dar-lhe azar. Alguns carregam a desgra�a. . .
N�o diga isso. Viverei para sempre por voc�, nada mais.
Enquanto viver.
- Talvez seja melhor assim, melhor ir e morrer. . . - N�o quero.
� bom saber que algu�m se preocupa com voc�.
H� uma velha tradi��o.
- Pete, n�o! - Me dar� boa sorte.
Um dia voltaremos para procur�-la.
Isso foi o que ele fez antes de partir.
Me dar� sorte, ele disse.
Sim, mas s� os bons morrem jovens.
- Voc� � bom, muito bom. - N�o tenha tanta certeza.
Voc� �. N�o te queria se n�o fosse.
N�o me diga essas coisas. Poderia acreditar.
Nunca pensei que te encontraria.
O que vamos fazer, Pete?
Podiamos nos casar quando tiver a proxima licen�a.
- Diz que n�o, que � uma loucura. - Claro que �.
Em meio a tudo isso, fazer planos para o futuro, pensar em se casar,
� uma loucura, mas n�o h� nada que quero mais.
Quando sai o seu caminh�o?
N�o sei, nem me importo.
N�o me deixa, Pete, ainda n�o.
Podemos alcan��-los se salvarmos este obst�culo.
- Estamos paralisados. - Vamos usar a artilharia.
Fizemos por dois dias, mas acho que os alem�es
est�o bem entrincheirados.
S� tem um jeito de descobrir: atac�-los impiedosamente.
Por que eu? Por que o meu pelot�o?
Por que n�o envia outra unidade?
Seu pelot�o � o melhor para este tipo de trabalho.
N�s iremos atr�s com as for�as blindadas.
Vou dirigir as opera��es do primeiro tanque.
- Alguma pergunta? - N�o, senhor.
Nos veremos em S�o Pedro.
Assine isso.
- O que �? - Permiss�o para me casar.
- � o regulamento. - Ficou louco? Est� indo. . .
Talvez saia vivo. Assine.
Isso � S�o Pedro?
E essa insignific�ncia nos imobilizou?
Garanto que tem vigil�ncia na igreja.
La bella chiesa.
Nada.
Mantenha seus homens dispersos.
Est� bem. Rapazes dispersados.
Parece que os alem�es querem ficar para passar o inverno.
Tirem os casacos. Parecem sacos de batatas.
- Enquanto n�o congelarmos. - Tirem os casacos.
O major.
Branca de Neve para Pequena Flor, em frente.
- O que te det�m? - Nos t�m localizados.
Quando desocuparem a estrada, eu comunico.
Est�o cobrindo a estrada daquela granja.
Mac, envia o terceiro pelot�o para a direita.
- Ataca pelo outro flanco. - Reuna o pelot�o e me siga.
Terceiro pelot�o, em marcha!
- Muito bem rapazes, em frente! - Mantenham dist�ncia!
- E agora, tenente? - Paramos aqui.
Abram fogo e nos cubram!
Est� bem, rapazes, ao ch�o.
Fico tanto tempo colado � terra que j� me sinto um verme.
Tenha muito cuidado com as minas. Este lugar est� cheio delas.
Alto.
Certo, vamos.
Diga ao major que j� pode trazer suas latas.
Branca de Neve para Pequena Flor, Branca de Neve para Pequena Flor, responda.
Branca de Neve para Pequena Flor, Branca de Neve para Pequena Flor. . .
Mac, Kinny.
L� est�o, s�o dois 88.
S� com duas metralhadoras asquerosas nos mant�m em xeque.
� um crime, um verdadeiro crime.
Pete, n�o est�o a mais de 200 ou 300 metros,
vamos para elas, como fizemos com as outras.
O que foi her�i, quer matar todos n�s?
Comunica��o!
Esses ninhos s�o alvos perfeitos. Poderiamos tentar rode�-los.
� luz do dia � muito perigoso. Ter� outras chances para morrer.
- Esse telefone vem? - Aqui, senhor.
A artilharia, depressa.
Aqui Branca de Neve, localizamos as metralhadoras.
Sugiro abrir fogo com a artilharia 500 metros ao norte, 200 metros
a oeste da segunda granja. Urgente.
Bem, me d� as coordenas exatas.
100 metros � direita do alvo e 200 metros curto.
O primeiro tanque.
A major est� nele.
Me d� isso!
Branca de Neve para Pequena Flor! Branca de Neve para Pequena Flor!
Branca de Neve para Pequena Flor! Responda! Responda, Pequena Flor!
- Vamos, j�! Vamos para eles! - Quieto, granjeiro!
Frank.
Estamos na linha de tiro.
Um m�dico, um m�dico! Mandem um m�dico!
�nimo, te arranjar�o num instante.
- Deixa eu te ajudar. - Tira o pelot�o daqui.
- Depressa, somos alvos. - Mas, Pete.
- � uma ordem, granjeiro. - Muito bem.
- Como est�, meu filho? - Deixe-me em paz.
Perguntou por mim?
Quem �?
- A� diz quanto tempo estou aqui? - 15 dias.
Quer que avisemos algu�m?
N�o.
- Quem � o granjeiro? - Quem?
N�o para de falar de um granjeiro. E fala tamb�m de um major.
- Tenho que tomar? - Sim.
Bem, ent�o me d�.
- O que me diz, doutor? - Solda bem.
- Vai tudo bem. - Tire-me daqui, doutor!
Eu farei se colaborar.
- A enfermeira diz que n�o come. . . - Vou comer, mas me tire daqui!
Qual � a pressa?
As pessoas morrem na cama, devia saber.
- Prefiro morrer em combate. - Tem visita.
A tenente Elleanor MacKay.
- Se confundiu de pessoa. - Mas me disse que. . .
N�o quero saber, n�o quero ver ningu�m!
Lamento desapont�-lo, tenente, mas n�o vai morrer.
Pelo menos no momento. N�o aqui.
- Ent�o por que n�o me recupero? - Voc� tem que querer.
- O que est� insinuando? - Estou convencido que n�o quer.
N�o sei o que aconteceu l� em cima que o deixou nesse estado.
Mas sei que algo aconteceu, al�m do seu ferimento.
Suposi��es, doutor. Est� muito equivocado.
Acontece � que estou doente. Doente das montanhas e lama.
Doente de matar e de ver morrer.
Que importa? N�o sou um her�i. S� quero sair daqui.
Ir para algum lugar onde possa dormir � vontade,
sem todas essas coisas dando voltas na minha cabe�a.
- Que coisas? - S� um momento, tenente.
Queria que voc� me dissesse.
Quer que eu v�?
Por que n�o me avisou?
N�o queria preocupar ningu�m nem que me fizessem perguntas.
S� ouvirei o que quiser contar.
- O major est� morto. - Lamento.
Ia no primeiro tanque.
Era tarde demais.
� um ferimento ruim, Pete?
A comida � ruim, mas a companhia melhorou.
Podia sentar ao meu lado, n�o?
- Como ficou sabendo? - No correio se sabe tudo. Ou quase.
Diga-me querido, � grave?
Posso saber o que espera para sorrir?
- Ainda � a minha garota? - Sou pouco inteligente.
N�o saberia fazer outra coisa.
- Como tem passado? - N�o foi f�cil. Te amo muito.
�s vezes com dor. Outras com serena esperan�a.
- Agora te amo com ternura. - Eu tamb�m.
- Como � doce o seu sorriso. - Acabou o tempo, tenente.
Ficaremos sozinhos algum dia?
Acha que vou descobrir afinal como � sem uniforme?
- N�o suportaria o contr�rio. - Fique comigo.
Estar� segura.
Fique bom, meu amor.
- Ol�. - Ol�, Pete.
Algu�m ouviu minhas ora��es.
Isso significa que n�o haver� mais combates. �tima not�cia.
- Quando vai embora? - Acho que dentro de tr�s dias.
Certamente para Oran ou talvez aos Estados Unidos.
Tr�s dias. � melhor que um ou que nenhum, n�o acha?
Imagina, tr�s dias inteiros para fazer o que quisermos.
- Voc� acha, como? - Vamos descobrir como.
Algum lugar isolado e tranquilo.
Esse lugar est� a milhares de quil�metros. Outro mundo.
Onde as pessoas vivem sem uniformes, sem regulamento e sem ordens.
- Um sonho. - O que sinto por voc� n�o � um sonho.
A guerra tamb�m n�o �.
N�o acha que o destino quer nos separar?
N�o vai conseguir.
Lea, quero que conhe�a o tenente Peterson, Lea DuVally.
Como vai? Ouvi falar muito de voc�, tenente.
Tenho que lhe pedir um grande favor.
Quero que me convide para visitar sua fam�lia.
- N�o falta nada. Est� convidada. - Tr�s dias.
� uma honra. Chega em 20 minutos.
Est� muito perto. Um momento, por favor.
O hospital te autorizar�?
N�o poderia dar-lhes uma satisfa��o maior.
- E voc�? - Guardei minha licen�as
para quando voltasse. Vou pedir ao major que me deixe um jipe.
Se n�o estiver aqui no meu retorno, est� acabado.
Venha comigo.
Minha pobre av�, j� n�o ouve nem v� quase nada.
Minha m�e e meu pai.
Como est�o?
A mam�e fala a sua l�ngua.
Trabalhou no hotel Excelsior para os turistas,
tamb�m fala e escreve.
Vou tentar.
Bem-vindos � nossa casa.
Obrigada, muito obrigada. Que generosos.
Vou mostrar aos meus amigos. Muito obrigada.
Os italianos costumam ser muito emotivos.
Giorgio era o meu marido. Lutou com os partid�rios.
Dizem que tem que continuar nas montanhas.
Vou lev�-los para os quartos.
Lea, n�o poderia me deixar um vestido?
Quero ver como me sinto sem uniforme.
Vou te mostrar o que tenho.
E ent�o?
N�o sei, parece muito jovem.
Mais jovem. . . Quero dizer, diferente.
Pete. . .
Quantos anos voc� tem? Nem mesmo sei.
Completei 23 recentemente.
- Sabe? Tamb�m est� mais jovem. - Completei 26 em junho.
- Muito jovem, talvez? - Por qu�?
Posso deixar o bigode, parecer mais velho. O que voc� far�?
Vou deixar o tempo cuidar de tudo.
- Aonde voc� foi? - � igreja.
Queria saber se realmente era bonita.
E se queremos casar, precisamos de um padre.
Acho que vou. . . chorar.
Em nome de Deus, os declaro marido e mulher.
Aqui quanto dura a festa?
- �s vezes, tr�s ou quatro dias. - Tr�s ou quatro dias?
Teremos que voltar e n�o poderemos. . .
O que n�o poderemos?
Ficar sozinhos.
Como vou saber que esposa ser�?
N�o sei se sabe cozinhar ou costurar, se � ciumenta. . .
Sei cozinhar e costurar e serei terrivelmente ciumenta.
Me abra�a, como se temesse que isso n�o fosse verdade.
- Diga que � verdade. - Sim, � verdade.
Mas estou t�o confuso quanto voc�.
O que diz do vestido?
Quando puder lhe comprarei uns trajes espl�ndidos.
Trajes de renda e muitos diamantes caros.
S� preciso ter como comprar.
S� se compra com dinheiro.
Pete, teremos uma vida maravilhosa.
Gostaria de poder te oferecer um trono, um t�tulo ou uma carreira.
Mas n�o tenho nem fam�lia para lhe apresentar.
Estou casada com voc�. N�o necessito mais.
Tudo que tenho � uma metralhadora, uma mochila e uma guerra.
Concordamos que n�o falariamos dela, e nem pensariamos nela.
- Quero voc� perto de mim. - Eu estou.
Ouve o meu cora��o?
Pensei que era o meu.
Como � maravilhoso, poder ir onde queremos,
sem miss�es, nem ordens, nem regulamentos, nem coordenadas.
E posso me gabar de voc�, me d� esse prazer.
- Ol�. - Bom dia.
- No que est� pensando? - O que penso?
Recordava a minha inf�ncia.
Tinha que estar sempre me deslocando de um lugar para outro.
E agora queria ficar quieto. Que sorte eu tenho.
- Mas tudo que � bom acaba. - E o ruim tamb�m.
Ainda n�o acabou. N�o at� amanh�.
Esses tanques s�o um alvo perfeito.
� um crime, um verdadeiro crime.
Este � o primeiro tanque. O major est� nele.
Pete.
- O que voc� tem? - N�o � nada. Durma.
O que o preocupa? Sou eu?
Acha estranho estranho dormir com algu�m ao lado?
- Algumas pessoas nunca acostumam. - Quanta calma.
Hoje h� paz e tranquilidade em torno de n�s.
Como se apenas n�s existissemos.
Talvez a guerra terminou. Talvez tenha terminado tudo.
- Se fosse assim, n�o saberiamos. - Claro que saberiamos.
Logo amanhecer�.
Veja como a neblina desliza sobre o vale.
Adequado para um ataque.
Sonhei com meus companheiros. Via eles morrendo.
- Ouvia seus gritos. - Esta noite falava sonhando.
Elly, voc� precisa saber. N�o aceitarei ser substitu�do.
Volto para onde perten�o.
- Voltar � a��o? - Tenho que fazer.
- Mas por qu�? Voc� foi. . . - Quero voltar.
Por que, Pete?
Como explicar? Seria incapaz de ficar numa mesa
enquanto continuam l�, escassos de homens e com tropas inexperientes.
- Mas Pete, por qu�? - J� te disse porque!
Se n�o quiser que eu v�, diga e n�o irei.
- Isso n�o, nunca pediria. - N�o quero te machucar.
Pouco poderei fazer se estiver preocupado com voc�.
S� deixar algu�m morrer como deixei morrer o major.
N�o fez nada disso. Como poderia?
N�o fiz nada por ele. N�o pude.
Teria chegado tarde demais, eu sei, mas isso n�o basta.
Eu estou vivo e ele morto.
Por isso n�o queria ver voc� no hospital.
N�o posso suportar.
Tentava me ajudar e eu n�o fiz.
- O que voc� pensa? - Acho que voc� deve ir.
O que quer que eu diga?
Quero que diga que tudo vai ficar bem.
Tudo vai ficar bem entre n�s.
S� posso dizer que encontrei algo que n�o suportaria perder.
N�o perder�, n�o sabe?
Como voc� disse, se sonha com uma s�rie de valores.
O amor, Deus, uma fam�lia. � o que eu quero.
N�o vou porque n�o te amo, mas precisamente porque eu te amo.
E onde quer que eu v�,
estar� sempre comigo.
- Bem, o fim de uma lua de mel. - Agora n�o h� outra.
Talvez quando chegarmos em Roma, se conseguirmos. . .
Iremos para Roma ou outro lugar. O importante � estarmos juntos.
Acredite, Pete. E n�o sofra por mim.
N�o te esquecerei, cara mia.
Boa sorte e que Deus te aben�oe.
Como quiser, senhor. Cruzamos uma vez e podemos repetir.
Cruzar rios j� � nossa especialidade.
O que quer tenente? Seja breve.
- Tenente Peterson �s suas ordens. - O que faz aqui?
N�o sabe que. . .
Voc� � tenente ferido em S�o Pedro?
Sim, senhor.
N�o foi transferido para substitui��es? Juro ter visto a ordem.
Pe�o permiss�o para voltar � minha unidade, senhor.
Abandonou sem aviso a se��o de substitui��es?
- Havia um erro na ordem, senhor. - Responda a minha pergunta.
- Voc� avisou ou n�o? - Bem, veja. . .
N�o � o comportamento correto, tenente.
Est� ruim da cabe�a.
Talvez sim, senhor.
Esta maldita chuva amolece meu c�rebro.
Faltam homens com experi�ncia.
- Permiss�o concedida. Apresente-se ao comandante do seu batalh�o. - Sim, senhor.
Que venha o major Blackesly, do segundo batalh�o.
- Essa arma � sua, soldado? - Sim, senhor.
Pegue-a imediatamente.
- � novo aqui? - Cheguei ontem � noite.
Vim no mesmo caminh�o que o senhor.
Cuide do seu fuzil. Vai precisar dele se quiser descer a ladeira
- que subiu. - Sim, senhor.
- Veja! - � o Pete!
Rapazes, como v�o, como v�o?
N�o te feriram o suficiente?
Disseram que precisavam de bons homens aqui em cima.
Claro, aonde est�o?
- Vamos sobe. - Escolheu um bom momento.
- Vamos cruzar as corredeiras. - Outra vez?
Foi a� que eu entrei em cena.
Alto, alto eu disse!
Vou dar uma olhada.
- Fique aqui e nos cubra. Vamos, Bruni. - Cuidado.
- O que v� senhor? - Roma.
Roma? Eu vejo apenas uma aldeia arrasada e montanhas.
Atr�s daquelas montanhas est� Roma.
Retirada! Est� cheio de tanques alem�es.
- Retirada? Pete est� l�. - Retirada. Ordem do capit�o.
Pete, saia da�, r�pido!
Pronto, diga ao Macfee para levar seu pelot�o pelo flanco esquerdo
dessa rua. Quando tomarem posi��es, darei o sinal.
Depois o Kinny ir� pela direita. R�pido.
- Ol�, Lea. - Ol�, como vai?
Estupendamente. Vergonhosamente bem e embara�osamente feliz.
Sabe? Sonha, espera, confia nas coisas maravilhosas
que v�o acontecer e um dia, de repente, acontecem.
- Tem alguma coisa para mim? - N�o.
Sempre defendi a efici�ncia do nosso servi�o postal.
Mas se n�o tenho noticias do Pete, retiro o que disse.
Desculpa, tenente, a major Walton quer v�-la.
- Major Walton. - Voc� saiu, tenente?
Fui comer alguma coisa, dei um passeio e fiz algumas compras.
E visitou o doutor? Sente-se.
Obrigada.
N�o sabe que � contra o regulamentos miliar
- o pessoal ir a um m�dico civil? - Eu sei.
- Posso explicar. - N�o � necess�rio.
Estou bem ciente que o ex�rcito n�o tem ginecologistas.
Me ligou. N�o queria problemas.
Disse que est� forte e saud�vel.
- Sim, eu sei. - Sabe o que isso significa?
- Significa que vou ter um filho. - Que ter� que deixar o servi�o.
Acho que posso arrumar sua passagem de volta.
- N�o, n�o fa�a, por favor. - Desculpa, querida.
Tenho as m�os atadas, voc� sabe.
N�o posso ir contra o regulamento.
Al�m disso, desejar� estar com sua fam�lia.
Quero estar com meu marido, quero ver o seu rosto ao lhe dizer.
Ele n�o sabe? Voc� n�o tem escrito?
Todos os dias, mas eu n�o disse.
N�o quero que se preocupe comigo. Lembra o que aconteceu em S�o Pedro.
Quis voltar l� para provar para si mesmo.
Major, n�o me fa�a voltar, n�o agora.
N�o pode me dar baixa aqui. Assumo toda a responsabilidade.
N�o quero ir deixando ele aqui.
Temos um encontro em Roma. N�o falta muito, por favor.
Sim, cabo, o que quer?
Desculpa, major. Tem um sargento perguntando pela tenente MacKay.
- Agora n�o quero ver ningu�m. - Perguntou pela Sra. Peterson.
Deve ser da unidade do Pete, aonde est�?
- Macfee. - Como vai, tenente?
- Major Walton, gostaria. . . - Est� ferido?
Prazer, me mandam para casa.
N�o precisa se preocupar pelo atraso do correio.
E o Pete?
O que foi? O que aconteceu? Fala.
Deviam ter notificado. N�o teria me apresentado assim. . .
Veja, fomos em patrulha para uma aldeia chamada Veletri.
Os tanques chegaram e perdemos o Pete.
Morto? O Pete est� morto? N�o posso acreditar.
- Voc� viu? - Nos retiramos �s pressas.
Foi declarado desaparecido em a��o.
- Talvez morto. - Talvez, voc� disse?
Como podem acreditar? N�o est� morto.
Sinto muito, s� vim para tentar. . .
N�o pode estar morto!
- Teriam me notificado, certo? - Mas � claro.
Se est� morto, deviam me notificar.
Ordenarei que a acompanhem ao seu quartel, querida.
Deus sabe que pode me acontecer se o capit�o souber que a deixei subir,
- sabe o que esta procurando? - Eu sei.
Constaria no seu expediente. T�m arquivos para tudo, mas. . .
T�m arquivos para tudo e ponto.
Transportei eles. Caminh�es e caminh�es cheios.
Um desses caminh�es foi retido.
N�o chegou a not�cia que estou procurando.
N�o pensou em ir at� o quartel general?
� divis�o, ao regimento. . .
- Veletri. - Era antes de a arrasarem.
- Deixe-me descer. - S� vai encontrar ru�nas!
- Por favor, me deixe aqui. - Como quiser.
Quer que a leve, tenente?
Watkin, soldado raso Robert. Rayder, cabo Benjamin.
Andrews, sargento Samuel. Haskins, soldado Stephen.
N�o encontrou ele, tenente?
Eu disse, se estivesse aqui, estaria na lista.
- Olhou no hospital geral? - Eu olhei em todos.
- Mas tem certeza que. . . ? - Sei que est� vivo. Eu sei.
Enquanto n�o for oficial, algu�m que diga "Eu vi ele morrer,
vi como o mataram", continuarei acreditando que est� vivo.
N�o � f�cil desistir da esperan�a.
- Os alem�es se retiraram de Roma! - Muito engra�ado. Perdi.
� s�rio, � oficial. Acabam de anunciar no r�dio.
Nossas for�as v�o para Roma.
Roma.
Onde � o quartel general da 36� divis�o?
Bem em frente, tenente.
QUARTEL GENERAL. 36� DIVIS�O DE INFANTARIA
Pode ver que ainda n�o estamos instalados.
Todos os arquivos est�o em Anzio. Levaremos alguns dias para localizar.
Procurei em todos os lugares, em todos os quarteis generais.
Tente no G-2, talvez eles saibam alguma coisa. N�o aqui.
Talvez.
Obrigada, coronel. Foi muito am�vel.
Agora voltarei aos meus problemas. Me refiro �s mulheres.
- Estava com saudades? - Pode acreditar.
- Est�o na 36� divis�o? - Sim, tenente.
Conhecem o tenente Peterson? Joe Peterson?
Desculpe, n�o conhe�o ningu�m, estive 4 ou 5 meses
num campo de prisioneiros, n�o me lembro.
- Como disse? - Tenente Joe Peterson.
Peterson? Havia um tenente Peterson em nosso acampamento.
Estava l� quando me liberaram.
- Aonde est�? Tem certeza? - N�o sei se � a mesma pessoa.
� possivel que venha num desses caminh�es.
Boa sorte.
Pode ser ele.
- Procura algu�m? - Sim, desculpa.
Pete!
Elly, Elly! � verdade que est� comigo?
Claro que estou com voc�. Sabia que ia encontr�-lo.
- Est� bem? - N�o muito.
A perna me dar� trabalho, mas ficarei com ela.
Precisa de um corte de cabelo.
Mudar� as coisas?
Nada mudar� o que h� entre eu e voc�.
- Os sinos. - La bella chiesa.
� pela vit�ria.
N�o se deixe enganar. � para voc� e eu.
LEGENDAS : Laercio GRUPO ALLED FORCE Tradu��o da legenda em Espanhol
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