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Original subtitles

* Prisioneiros da Mongólia *

Nos arquivos Navais de Washington

está este incrível relatório.

"Selas de montar para Gobi". Este filme é baseado

na história deste relatório.

Um dos episódios mais incomuns da Segunda Guerra Mundial.

Lembro daquele dia como se fosse ontem. 12 de novembro de 1944.

Meu barco, o Enterprise, tinha atracado em Pearl Harbor

para reabastecer. Acabavamos de surrar

os japoneses e pensavamos em repetir.

Quando recebi a ordem para me apresentar no QG de S.A.C.O.

Até então ninguém sabia muito sobre S.A.C.O.

só que era grande e secreto.

E que aparentemente, obtinham o que queriam e quando queriam.

E agora queriam a mim.

Me apresento. Sam McHale,

Contramestre do porta-aviões Enterprise.

- Bem, senhor. Estão esperando-o. - Obrigado.

- McHale, senhor. - Feliz em vê-lo, McHale.

- Obrigado, senhor. - Ele é o comandante Wyatt.

- Prazer. - Igualmente.

Acaba de chegar dos Estados Unidos.

Ele tem um trabalho difícil. Precisa de um oficial experiente.

- Sim, senhor. - É meteorologista. Da Califórnia.

- É dos melhores. - Apenas homem do tempo.

- Entendo. - É um assunto ultra-secreto.

Será informado posteriormente.

Agora daremos a idéia geral.

O comandante assumirá uma unidade metereológica

- no deserto de Gobi. - O deserto de Gobi?

E conforme nossos relatórios ninguém melhor para ajudá-lo

que o contramestre Sam McHale.

Agradeço o elogio, senhor, mas

se pensou em mim para alguma coisa não relacionada com o mar,

bem, é a única coisa que entendo. Não sou bom em nada que não

tenha um convés sob os pés. Na verdade, não passei do sexto ano.

Ah, então você pode aprender com o comandante.

Tem cinco títulos.

- Mas meu, meu barco está aqui. . . - Seu barco e toda a frota.

Dependem do trabalho do comandante Wyatt.

- Já ouviu falar de S.A.C.O.? - Sim, senhor. Ouvi alguma coisa.

S.A.C.O. se refere a operações militares combinadas prioridade A.

Uma parte muito vital é a meteorologia.

Como oficial de porta-aviões você sabe a importância do tempo

- num ataque aéreo. - Sim, claro, senhor. Mas. . .

Estamos perdendo mais aviões devido o mau tempo que o inimigo.

A situação exige medidas drásticas.

S.A.C.O. já tomou.

Estendemos uma rede por toda a face da China e Mongólia.

São pequenas forças expedicionárias levadas de avião.

Com um propósito. Coletar informações e enviar ao comando central.

Quem coordena a previsão para toda a área do Pacífico.

Neste momento funcionam cinco unidades.

ARGOS 1, 2, 3, 4 e 5. A do comandante Wyatt será ARGOS 6.

No oásis de Yin Chuan, no interior da Mongólia.

A equipe é formada por homens jovens treinados para uma única finalidade.

Coletar e enviar dados.

O que precisamos McHale, é de um cão de guarda. . .

Quando começaram a me bajular, senti como se o convés

do Enterprise saia debaixo dos meus pés.

Ultra secreto. Prioridade A. A isca de sempre.

De cão de guarda, nada. Em vez disso, ama de leite.

Para uns loucos correndo atrás de balões no interior da Mongólia.

Que é diferente do exterior, só porque é mais quente.

É mais seco. Tem mais areia. E é interior.

Acreditem. O deserto de Gobi não é para os marinheiros. É para lagartos.

E depois de 6 meses lutando na batalha de ARGOS 6,

6 meses de balões e barômetros, de areia que nunca parava de soprar

daria metade do meu pagamento de pensão por uma brisa do mar.

Não entendo por que chamam de o teatro da guerra.

Teatro é onde vemos espetáculos e filmes. Não estou certo?

- Você faz muitas perguntas. - Se não perguntar, como aprendo?

- Certo, Mac? - Certo.

Aqui está, garoto, é isso. Muito bem.

Faz muito bem. Ei, Walsh. Veja eu consegui treiná-lo.

- Até come do rancho. - Não está treinado. Está louco.

Ei, segundo um boletim de Chun Kin, nossas tropas estão em Okinawa.

- Boa notícia. - Garanto que fazem todos

- correr da ilha. - Seu barco está lá, não, Mac?

Claro, o Enterprise, não, Mac?

Sim. . . sim.

- Swenson, este relatório é seu? - Sim.

E o que acontece com essa entrada? E essa?

- É que acabaram os. . . - Não venha com isso, preguiçoso.

Quando achar um impresso incompleto novamente, vai ver o que é bom.

- O que aconteceu? - Pense um pouco.

Por que diabos o comandante está atrasado?

- Precisamos enviar o relatório 1400. - Faça sem ele.

Tem que confirmá-lo.

- Por quê? É apenas um relatório. - Wyatt é o chefe do destacamento.

Tudo o que sai, sai com a sua assinatura. Inclusive relatórios.

McHale, você faria um relatório ao evitar uma bala.

Escuta, sabe-tudo, tenho mais de 16 anos de marinha.

É claro que não sei nada sobre satélites e réguas de cálculo

e não sei o que faço aqui limpando meleca de uns moleques,

mas há algo que eu aprendi. Na marinha existem regras.

Os formulários são assinados pelo comandante e arquivados por mim.

O comandante toma as decisões e eu realizo.

Assim funciona a bordo e aqui também será assim.

Canta uma canção, certo, Mac?

Certo, certo, exagerei. Mas lembre-se disso.

Quando o avião de substituição chegar, ninguém no QG

poderá imputar o menor erro ao oficial daqui, Sam McHale.

Como eu quero. Meu Deus, como quero. Sabem de uma coisa?

Eu aplainei um espaço lá fora com minhas mãos para

o avião aterrizar.

- Ah, garotos. Só 3 semanas. - Por que não marcamos o 20 de junho?

- Deixe esse calendário. - É janeiro desde que chegamos.

Acontece que gosto de janeiro, sabe?

Claro e eu também. Só que junho promete mais.

- É o que você acha. - Acredite, eu pensei.

- Comandante, o que aconteceu? - Não se via nada.

Continuei subindo e tropecei numa pedra.

- Sorte o Halsey passar por lá. - Não passava, senhor. O Mac me enviou.

Ah, o bom e velho Mac. Pensa em tudo. Você é incrível.

Me dá a maleta.

Não é nada, Mac. Nada comparado com o que consegui hoje.

Pode acreditar? Estive no meio de uma tempestade de areia.

- Verifiquei sua temperatura. . . - Aí atrás está o relatório 1400.

Vamos envia-lo imediatamente.

- Não enviou ainda? - Não senhor, falta seu aval.

Envie Mac. Pelo amor de Deus. Não precisa minha assinatura para tudo.

É o chefe, senhor. Para enviar esses relatórios é imprescindível.

- Tudo bem. - Assim está bem por hora.

Depois eu troco.

Bem, rapazes. Preparar o 1400. Obrigado, senhor. Walt, anote.

OS 6 disperso. Pressão, 268. Temperatura, 92.

Visibilidade uma milha. Nuvem de areia.

Nuvens, baixo um, meia, sete.

- Certo, senhor? - Certo, Mac.

- Tem tudo? - Certo.

- Aqui está. - Certo.

- Como está, senhor? - Bem.

Aquela noite, recebemos de ARGOS 1 uma mensagem secreta e urgente.

Enquanto eu estava fora, vigiando, dentro da barraca, os rapazes

tentavam não morrer de tédio.

Como será que põem nome nos barcos?

Aqui tem uma foto do porta-aviões Lexington. Foi uma batalha.

E outra do USS Wasp. Isso é esquisito.

- Não faz sentido. - Nem este deserto.

É um forno de dia e um congelador à noite.

Os destroyers têm nomes de pessoas. Este se chama USS Harding.

Não precisa se preocupar, Coney. Nunca colocarão seu nome num.

Soaria bem, certo? O USS Cohen.

Tenho que contar-lhes algo. A mensagem que ARGOS 1 enviou esta noite,

era um alerta. Detectaram uma cavalaria no deserto.

- Cavalaria? - Sim, parece que

não acham isso nada engraçado. Pedem para vigiarmos.

Se estamos longe de qualquer local. Nem um camelo chegaria aqui.

No entanto, manhã cedo verificaremos

as posições a defender.

Como vamos defender? Com barômetros?

Temos algumas armas. Pode ir pedindo mais.

Não acha que há perigo, heim, Mac?

Acorda, Coney, o japonês que que se atrever com este tempo

pode ficar nele. Prepare algo para comer. Sim?

- Quero duas. - Eu também e que sejam boas.

- E você, o quê? - Estou servido.

- Japoneses. - Calma.

São mongóis.

Bem-vindos ao ARGOS 6. Sou McHale, da. . .

Meu nome é McHale, da marinha dos Estados Unidos.

McHale. Chefe. Marinha dos Estados Unidos.

Eu, chefe. Chefe Kengtu.

- Você missionário? - Não, não, não. Marinha.

Marinha.

Marinha. Barcos. Entende?

- Não missionário? - Não.

- Usar grama? - O quê?

- Quer saber se usamos grama. - Não, não usamos grama.

Ei, vão acampar no oásis.

- O que fazemos? - O que sugere que façamos?

- Assustá-los com os balões? - E se forem bandidos?

Eu li que os bandidos Mongóis te enterram até o pescoço

e te deixam para as formigas devorarem.

Calma, relatarei isso ao comandante.

Jenkins, fique no rádio e monta uma vigilância de 24 horas.

- Volto logo. - Certo.

Não se esqueçam. Não pensem em comer a grama.

Por pior que seja o rancho. Está claro?

Ei, deixa isso! Grama.

- Desculpa. - Vamos, rapazes, ao trabalho.

Vamos, têm que se mexer.

- Bom, maneja bem o laço! - Sim e montado em pelo.

Estive pensando. Partilhamos o mesmo oásis.

Se os japoneses atacarem estaremos no mesmo barco.

Do que está falando, Jenkins?

- A cavalaria. - Se refere a eles?

Sim, por que não? Meu velho esteve 30 anos na cavalaria.

Os reconheço assim que vejo.

Já ouviu falar de Genghis Khan, Sabatello?

- Genghis, o quê? - Genghis Khan, o guerreiro mongol

que conquistou metade do mundo montando um cavalo assim.

Certo, pare de perder tempo.

- Vamos, mexa-se, Jenkins. - Às ordens.

Disse, cavalaria. Bem, eu acho que essa gente seria capaz de nos comer.

Solte-me, não fiz nada. Quer me soltar de uma vez?

Vamos, eu não fiz nada.

- O que foi? - Não sei. Talvez vão linchá-lo.

- Dê a ordem. - Fique quieto. Não se mexa.

- É uma câmera. - O que foi? Qual é o problema?

Não sei, Mac. Tirava umas fotos e devem ter pensado que ia atirar.

Está bem. Calma.

Acho que não entenderam. Somos amigos.

Entendem? Amigos.

Isso é apenas uma câmera, viu?

Para tirar fotos. Assim.

Kengtu, examine-a. Não há nenhum mal numa câmera.

Mongóis não entender povo desconhecido.

- Vamos. - Obrigado, Mac.

É o mais próximo da guerra que estivemos em seis meses.

Não pensei que uma câmera os assustaria.

É melhor você não sair do seu terreno.

Esse Kengtu é um cara duro, heim?

Não é o Kengtu que me preocupa, mas aquele sinistro do chapéu de pele.

Vai nos causar problemas.

Desapareceram as velas do gerador

e a rações extras que trouxemos da intendência.

- Como? - Essa gente está em toda parte.

- Levam tudo que não está pregado. - E ainda reclamam de nós.

Bem. Pegue as velas que precisa. E comece a fazer um inventário.

Os outro, continuem trabalhando nesse posto de armas.

Acho que vamos precisar para algo mais que o japoneses.

Pobre Mac. Não há impresso para isso.

É capaz de ter uma crise nervosa. Como os cães de Pavlov.

- O quê? - Pavlov.

Um cientista que demonstrou que até os animais sofrem

crises nervosas quando estão em situações que não entendem.

Outro susto como este e sofrerei como esses cães.

Mas o problema da câmera pareceu mudar as coisas.

Porque na manhã seguinte, Kengtu apareceu em nossa

área do oásis e começou a esvaziar os bolsos da sua tribo.

- Vamos, não fique parada aí. - Aproxime-se.

Vamos, que a fila ande. Coloque tudo na mesa.

Seis latas de rações. Uma cafeteira. Dois martelos novos.

Uma barra de sabão.

Ei, Walt, não se distraia.

Um peso de papel de prata em forma de sela.

Me dá isso. Estava procurando.

Uma chave de telégrafo.

Um isqueiro.

Uma chave inglesa.

Uma lanterna.

Um copo de anomômetro.

Santo Deus. Este é o Harpo Marx de toda a Mongólia.

Estavamos nas últimas. Faltava só o meu uniforme e meu boné.

Deixa assim. Contribuimos com a causa das relações internacionais.

Certo.

É toda sua, garoto. Lembrança da marinha dos Estados Unidos. Dispensado.

Uma mensagem urgente de ARGOS 1, senhor.

- Entre, Mac. - Sim, senhor.

Não teremos que fazer inventário esta semana.

Toda a mercadoria está aqui.

O que diz, Mac? Diz algo da substituição?

Lamento dizer-lhes. A substituição foi adiada.

- Adiada? - ARGOS 1 teve de ser mudado.

Tentarão organizar logo uma unidade de substituição.

Mas por hora, bem. . . somos a única base.

A única base? Eu diria os únicos perdedores.

O que vamos fazer? Esperar tranquilamente os japoneses?

Sei o que significa isso para vocês. Mas terão que resistir.

Sabem da nossa situação. Mas acreditam que, devido a

nossa distância, estamos fora de perigo.

De toda forma, prometem nos ajudar a resistir.

Se precisarmos de armas ou qualquer outra coisa,

tentariam enviar.

Acho que isso é tudo.

Tem algo a acrescentar, Mac?

Não, senhor. Não tenho nada a acrescentar.

O que acha que devemos solicitar?

Bem, só se for o caso.

Esta unidade não poderia lutar nem contra um ataque de vespas.

Muito menos contra japoneses a cavalo.

Mas o Jenkins pensou em algo outro dia.

Disse que talvez os mongóis ajudariam defender o oásis.

Tenho o palpite que seriam bons lutadores.

- Vamos colocá-los do nosso lado. - Não fala sério, né, Mac?

- Por que lutariam por nós? - Não sei, senhor.

Como estão encantados com isso, acho que seria motivo suficiente.

- Um peso de papel? - Não, não é isso, senhor.

Me refiro ao real. Um lote de selas em couro legítimo.

- Selas? - Selas.

Como vamos conseguir selas no meio do Gobi?

Os de ARGOS 1 prometeram nos ajudar.

Sim, só é preciso assinar. Não haverá problema.

Aposto que têm um armazém cheio de selas juntando poeira.

- Não custa pedir. - O que temos a perder?

É uma ótima idéia. Colocamos uma sela na frente deles e

os teremos ganho.

Bem, se conseguir persuadí-los para defender o oásis,

não vejo nada de errado num pequeno presente.

A chave, Mac, é Kengtu.

- Isso é verdade. - Sim, Mac.

Claro. Afinal de contas, é o protocolo.

Kengtu, chefe. McHale, chefe.

No QG vão pensar que estamos loucos.

Um pedido de selas para a marinha.

Marinha?

O que está dizendo, senhor?

Diz que os inimigos dos japoneses somos nós.

E porque ficaria inimigo deles.

Chefe quer dizer algo mais?

Não. Só queria mostrar as fotos que tirei o outro dia.

Este é você.

Este é Tomec.

Este é Wali-Akhun.

Nós o chamamos de Harpo.

E esta é uma foto de um vaqueiro americano.

Se com essa foto não os convencer, nunca conseguirá.

Chefe marinha conseguir essas selas?

Nós pedimos.

Quando selas chegar, conversar de novo.

Certo.

ARGOS 6, ARGOS 6. Aqui ARGOS 1.

O comandante falando, da base de Chun Kin.

Recebidos todos os relatórios vão em frente e resolvam isso.

Tenho aqui sua solicitação de 60 selas da cavalaria.

Ou estão loucos ou o sol os transformou.

Sei que prometi ajudar, mas sempre dentro do razoável.

Se querem selas, bem, farei o que puder.

Mas reconsiderem esta solicitação.

Agora correm perigo. Os japoneses estão procurando-os.

Não quero perder essa unidade. Boa sorte. Desligo.

Eu comecei tudo isso e agora, não sei.

Não gosto disso. Pode confiar neste Kengtu?

Suponha que lhes damos as selas e vão embora. Onde os procuramos?

- O que você acha, Mac? - Você é o chefe. Você manda.

Mas fizemos uma promessa para os Mongóis. E devemos cumprir.

- Diga para enviarem as selas. - Sério, senhor?

- É claro. - Bem!

''ENVIEM AS SELAS''. Chama o suprimentos.

Digo para encherem um saco de cevada também?

60 selas? URGENTE. ENVIEM 60 SELAS.

60 SELAS.

Quartel general do exército dos Estados Unidos. Suprimentos.

60 SELAS PARA A MARINHA.

É meu amigo. Aqui está selas. Selas para a marinha.

É um avião! É um avião!

As selas! Nós conseguimos!

- Gostar. - Ótimo.

Está bem, rapazes. Carregar.

Aqui estão, o que você acha?

A Primeira Cavalaria Mongól da Marinha dos Estados Unidos.

- Não parecem grande coisa. - Dê-lhes uma chance.

Coney, sabe alguma coisa da cavalaria?

- Sei o que tocam nas corridas. - Bem. Essa mesmo.

Cavalaria, em frente! Vamos. Todos a galope.

A galope rápido! Vamos! Em frente! Vamos!

Em frente! Vamos!

Veja-os.

Cuidado.

Malditos diabos!

Pensei que treinavam para nos proteger.

Subimos o balão antes que nos atropelem.

Aí vêm as nossas provisões.

Como querem se livrar delas. Dois aviões carregados.

Sim, mas não são nossos. Entrem no buraco! Vamos!

Japoneses!

Ei, vocês! Japoneses!

Protejam-se todos! Vamos!

- Tire as crianças do meio! - Saiam daqui, vamos!

- Vamos, comandante! - O meu relatório.

Comandante!

Comandante!

- Para onde estão levando-o? - Para o deserto. Não enterram

seus mortos. Deixam lá, expostos.

Expostos para os cães e os abutres?

Essa é a idéia. Se o corpo não estiver limpo em alguns dias,

significa que levou uma vida ruim.

- Você vem. Trazer trompete. - Precisa do seu trompete.

Para afastar os demônios.

Vai com ele, Coney.

Bem, mãos à obra.

Sabatello, Jenkins, tentem consertar o rádio.

Me avise quando contatar Chun Kin.

Landers, faz o relatório dos danos.

Swenson, Halsey, me acompanhem ao armazém.

- Bem. - Você e seu calendário.

O ataque aéreo o colocou no seu mês.

Continuo gostando de janeiro.

Me pergunto o que o McHale fará, agora que o chefe está morto.

O que tem feito a cada 5 minutos desde que o sepultamos.

Me pressionar para contatar Chun Kin.

Pelo menos tem ordens, Jenkins. Está melhor do que o McHale.

Ei, o que foi, está numa festa?

- Conseguiu alguma coisa? - Não há nada a fazer, Mac.

Está quase destruído. Vai ser muito difícil.

- Certo, continue nele. - Continuar no quê?

São homens do rádio, certo? Se Marconi o inventou,

podem arrumá-lo.

Não tem o que fazer, Mac. Não adianta.

A 807 está queimada e não temos reposição.

E agora?

Temos comida para uma semana.

A menos que goste de cobra cozida que os mongóis comem.

- Talvez devessemos ir, não, Mac? - Ir? Para onde?

Para onde quiser. Os japoneses nos localizaram. Somos sua presa.

Podiamos tentar chegar em ARGOS 4, trezentas milhas ao sul.

- Me recuso a ir andando. - Você está certo.

Talvez o Kengtu nos empreste cavalos.

Mandarão um avião de substituição quando perceberem que não comunicamos.

Sim, suponho que os japoneses chegam antes.

Ainda temos a primeira cavalaria mongól.

Dê uma olhada. Estou louco ou o acampamento está deserto?

O que acham? O primeiro sinal de perigo e vão embora.

Então aquelas selas foram uma ótima idéia.

Vamos, rapazes. Fora dos sacos.

- Vamos, de pé. Levantem todos. - O que foi?

Vamos,levantem preguiçosos. Rápido. Vamos embora daqui.

- Para onde? - Sabatello, Swenson, os sacos.

Jenkins, vamos. Fora daí. Empacotem as rações.

Landers, encha os cantis. E rápido, ouviu?

Aqueles aviões voltarão, mas não estaremos mais.

- Deixamos esse buraco. - Por Deus, você ficou louco?

Para onde vamos?

Para onde devem estar os marinheiros. Vamos para o mar.

- Para o mar? Está a 800 milhas. - Para isso nos acorda?

Ouçam bem, bando de vadios.

Querem saber a vossa situação atual?

Desaparecidos em ação. São um telegrama do Almirante.

Não existem. Acabam de tirar vosso alfinete do mapa.

E eu não concordo, entendem?

Ninguém vai cobrar o seguro de vida de Sam McHale. Isso nunca.

Ei Mac, espere. Vamos discutir isso.

Se vamos embora, vamos apostar em algo que tenha uma chance.

ARGOS 4 está a 300 milhas ao sul.

Sim e talvez o seu rádio ainda funcione.

Talvez sim e talvez não. Não sabemos se o 4 ainda existe.

Mas o mar sei que existe. E é para lá onde iremos.

E o que faremos quando chegar? Nadamos até Honolulu?

O que faremos é algo que ainda não resolvi.

Mas isso sim. Quero que metam na cabeça o que vou dizer.

Eu sou o chefe. Tomo as decisões e dou as ordens.

E agora a minha ordem é essa. Levantar acampamento.

Sabatello, esqueça esse taco de golfe. Jenkins, suas botas.

Coney, deixe o trompete. Levamos o suficiente.

Swenson, o equipamento está seguro?

- Tudo pronto, Mac. - Está bem.

Em frente.

Era uma ideia muito arriscada.

Meu mapa indicava poços de água e aldeias, onde poderiamos

comprar, trocar ou roubar comida.

Eu imaginava que se pudessemos chegar na costa da China,

em algum lugar ao norte, talvez poderiamos roubar um barco

e chegar em Okinawa. Esse era o meu plano.

E não deixei meus homens perceberem como estava inseguro.

Mas depois de alguns dias de caminho, sabia como se sentiam.

Eu acho que estamos loucos. Loucos de babar.

800 milhas pelo deserto só porque o capitão Gancho gosta

- de água salgada. - Deviamos ter ido para a Sibéria.

Pelo menos lá morreriamos congelados.

- O que você acha, Mac? - É do exército japonês.

O que querem conosco? Não mandamos mais relatórios metereológicos.

Só querem se manter em contato. São muito carinhosos.

Não desperdiçam balas. Deixarão o Gobi acabar conosco.

O que é isso?

Não deviamos deixar o acampamento. Lá conheciamos o inimigo.

Vamos, calma. Temos armas e as usaremos.

Não servem contra os demônios.

O que o preocupa, Sabatello?

Os mongóis sempre falavam de um vale de demônios.

Deve ser este.

Se encontrarmos esses demônios os encheremos de chumbo.

Vamos. Em frente.

- Está bem? - Sim, estou bem.

Ei, escuta. Parou.

- Sim, o Gobi me dá calafrios. - Vamos, vamos.

Ei, Mac, por que não o acampamos? Andamos a noite toda.

- Ah, sim, estou morto. - Não podemos.

Estará realmente se não encontrarmos um oásis. E logo.

- O que vê, Mac? - Erva.

- Pode ser uma miragem. - Não, é um oásis. É claro.

O oásis Ku Yang. Também conhecido como o "Poço Agridoce".

- Tem japoneses? - Tem muitos camelos.

Eu acho que é um acampamento nômade.

Vamos para lá.

- Ei, essa água é doce. - O que pensou? É água.

Sim, é água. Depois do Gobi, tanto o doce ou amargo, é muito agradável.

Há muitos mundos no Gobi.

É como as pessoas, cada poço tem suas próprias características.

Não muito longe tem outro poço conhecido como "Água de uma colheita".

- Quem é você? - Yin Tang.

Na realidade, a minha ascendência é muito escura.

Mas uma expedição científica do vosso país me comprou camelos

e me deu o apelido de "Charlie Narigudo".

- Vende camelos? - Faz 23 anos.

- Assim eu ganho a vida. - Quanto quer por eles?

Para aquela expedição vendi os camelos por 200 dólares cada.

Para vocês, faço o mesmo preço.

Não carregamos dinheiro. Pagamos o dobro se esperar até voltarmos.

Desculpa, o crédito não é para o deserto de Gobi.

O vento sopra e junto com a areia vem muitas mudanças.

Ei, veja quem está aí.

Bem, o mundo é pequeno.

Me permite.

Onde está o Kengtu? O Kengtu, onde está?

Muito bem. Landers, você e o Jenkins, venham comigo.

Os outros juntem as coisas e nos esperem.

Qual é o plano, Mac?

Temos um dinheiro sem cobrar neste jogo itinerante.

Como se chama, linda?

Ei, ah. . . Jane, Tarzan. Tarzan, Jane.

Nome? Walter Landers, soldado da marinha.

Nura-Salu. Esse nome é muito bonito.

O que faz? Você passa a noite com uma mochila nas costas

E agora leva o jarro para a garota?

Minha força é a força do Sansão. Por agora, eu. . .

Bem, pelo menos não me ignorou.

Ah, de nada, querida.

- Olá. - Bem-vindo, chefe.

Obrigado. Achei que não nos veriamos de novo.

Povo não estar seguro. Kengtu ruim chefe se não cuidar do seu povo.

- Saimos. - Sim, eu percebi.

Mas não esqueceu as selas, certo?

O que quer em troca chefe marinha?

Kengtu, temos problemas.

Estamos isolados. Temos que chegar no mar.

Chegar em casa, entende?

Chefe marinha estar louco. Não poder atravessar o Gobi. Morrer no Gobi.

Preferimos morrer de pé do que sentados.

Precisamos de cavalos, suprimentos e um guia.

Prometeu ajudar. Faça agora.

Prometer defender oásis. Não lutar com passaro de aço.

Não pedimos para lutar conosco. Só nos ajudem a chegar no mar.

Os mongóis aceitaram 60 selas boas da marinha.

Agora a marinha espera algo em troca.

Devia pensar.

- O Congresso está reunido. - Vamos, logo saberemos.

Bem, parece que fez uma boa conquista.

- Diga, como você faz isso? - É a minha preparação como meteorologista.

Basta olhar para eles, me darão vento fresco.

- Por que demoram tanto? - Garanto que é um discurso do Tomec.

Tenho aversão por esse Tomec, é sério.

O abutre voltou.

Aí vêm aqueles.

Nós decidimos.

Ah, não é ótimo isso, rapazes?

São apenas um bando de traidores e abutres malditos.

O que vamos fazer com 60 selas asquerosas no meio do deserto?

Talvez eu possa responder essa pergunta.

Devo entender que estas selas estão à venda?

Não sei. Qual é a sua proposta?

Não são muito novas.

Mas o couro ainda tem possibilidades.

Lhe darei quatro camelos.

Mas nós somos sete.

O jóquei pode contar camelos. O camelo não pode contar jóqueis.

Certo, trato feito.

- Já montou um camelo antes? - Não, nunca.

Será aconselhável seguir a minha caravana até o próximo poço.

Vou ensiná-los lidar com camelos.

Está bem, lhe seguiremos.

Estes nobres animais são chamados por alguns, os filhos do trovão.

Para outros são uma maldição.

Não brincava sobre estas bestas. Estou tonto.

Faça como eu, Halsey, fique um pouco de lado.

Eu cruzei este deserto mais de 27 anos.

Aprendi muitas lições.

Uma lição que aprendi é nunca confiar num mongól.

Nem precisa jurar.

Embora ainda me falta aprender o que motiva a lealdade deles.

Talvez esteja falando demais.

É verdade, Narigudo. Você fala demais.

- Como está, Halsey? - Nunca mais quero ver um camelo.

Calma, rapaz.

Talvez estivessemos melhor sem tanto bicho.

É melhor descansarem. Eu farei a primeira guarda.

Cohen, Cohen. Sua vez, rapaz.

Abra bem os olhos. Não confio nessa gente.

- Quem está aí? - Sou eu. Yin Tang.

Há inquietação no ar, esta noite.

- O deserto é cheio de ruídos. - Bem, eu não ouço nada.

Seus ouvidos não estão preparados.

Conhece serpente salgada? É um bocado exquisito.

- Experimente um pouco. - Não, não. Obrigado.

Em nenhum lugar salgam serpente como aqui.

É um processo secreto impossivel de imitar.

Alguns dizem que é o clima. Mas estou certo que tudo. . .

Todos em pé, vamos. Quietos aí, ou atiro.

Yin Tang, homem ruim. Enganar mongóis.

Enganar marinha. Vender camelos muitas vezes antes.

Mesmos camelos.

Ah, bem. O que nos faltava.

Aparentemente, temos que agradecer a primeira cavalaria mongól.

Não fazer por agradecimento. Fazer por selas.

- O quê? - Povo muito triste sem selas.

Nós discutir.

Chefe marinha ainda quer ajuda de mongóis?

Toda que possa nos dar.

Dar ordem. Mongóis obedecer.

Kengtu, nos ajude a chegar no mar e as selas serão suas.

E 60 mantas bonitas para as selas, também.

- Vamos fazer. - Obrigado, amigo.

Não entendo. Se queriam as selas, por que não deixaram os patifes,

nos deixaram pelados e as pegaram?

Sabatello, não pode se preocupar com outra coisa?

Pois não entendo. Não entendo de forma alguma.

Ultimamente não percebe nada.

Bem, isso parece um provador de senhoras.

Jenkins, entregue nossas coisas aos mongóis.

Se apressem, rapazes. Têm que se mover.

- Como está esse kimono? - Assim, Elwood.

Deviamos tirar esse esparadrapo.

Mac, diz uma coisa. O que diz o regulamento se for pego sem o uniforme?

- Não vão nos pegar. - Mas suponha que nos peguem.

Quer sair deste deserto ou ficar aqui até assar?

Kengtu não arriscará seus homens para viajarmos de uniforme.

Queremos sair, Mac. Mas sejamos sensatos.

Por que não pedimos sete cavalos e vamos embora?

- Só pretendo. . . - Como sabemos se podemos confiar?

- Já nos traiu antes. - Acaba de salvá-lo, certo?

Não percam tempo e se vistam. Parem de agir como noivas tímidas.

Podem fazer o que quiser. Não vou tirar o uniforme.

Não há nenhuma norma que me obrigue a fazer.

Sabatello é uma ordem. Dispa-se.

Nada disso. Quem quiser o uniforme, terá que tirá-lo.

Já ouviram rapazes.

O que acha que farão com eles?

Se livrarão em cinco dias.

- Cinco dias? - Sim, puxados pelos polegares.

Me acompanha.

- Pronto chefe marinha? - Pronto, amigo. Em frente.

De uma coisa estava certo. Com Kengtu ou sem Kengtu,

a pé ou a cavalo. Se quando saimos

suspeitassemos o que era a Mongólia,

teria ficado em Yin Chuan me arriscando com japoneses e lagartos.

Isso foi até que o avião japonês voou por cima de nós

e passou como um cão que tinha perdido o olfato.

- Se perca, bastardo. - Nos deixa em paz.

- Calar, calar. Silêncio. - Pare já de gritar.

As vozes são ouvidas a distância no deserto.

Quem nos ouvirá?

Garanto que há uma patrulha japonesa seguindo aquele abutre.

Então quietos.

Japoneses. Misturem-se com os mongóis.

Alguém, acho que o Landers, disse que a palavra Gobi significa

"parede de lanças". Quem colocou

esse nome garanto que tentou atravessá-lo.

E o calor, nunca cedia. Ia sempre aumentando.

Flutuava no ambiente como o óleo sobre a água.

E logo, estavamos meio loucos e balançando nas selas.

Vamos, rapaz. Vamos. Acorda.

Não posso continuar, Mac.

Faça um esforço. Logo descansaremos.

O Kengtu disse que estamos perto de uma aldeia.

Vamos rapazes. Ei, Jenkins, nos dá uma mão.

Vamos levanta.

Nos levará ao mar. Eu creio.

Nos levará mesmo chegando mortos.

Quanto ao Kengtu, não perguntava nada.

Não usava bússola, mas sempre deu a impressão de saber para onde ia.

E quando nos encontravamos com outra tribo nômade,

parecia um vendedor carros usados,

trocando nossos cavalos cansados por uns novos.

Aqui está.

Está muito mal. Acho que não aguenta mais um dia.

Tem que fazer. Aguentará.

O que diz, Halsey? Continua conosco, certo?

Sim, claro, Mac. Estou contigo.

Isso é bom.

Ter cavalos descansados. Dormir com amigos, esta noite.

Depois seguir. Perigo à frente.

Atrás da montanha a China. China cheia de japoneses.

Mas tivemos sorte, pelo menos até o momento.

E quando começamos a ver arrozais e plantadores

e cruzamos a Grande Muralha, sabiamos que estavamos na China.

Sangchien, 30 léguas da costa. Nós rodear.

Kengtu, proponho entrar em Sangchien.

Sei que é arriscado, mas os chineses são aliados.

Talvez possamos fazer contato e dizer onde estamos.

Talvez possa nos perder de vista.

- Sim, entramos. - Certo.

Vamos, rapazes. Vamos em frente.

Dá uma olhada e veja se acha um oficial ou um chefe de confiança.

- Esperaremos lá. - Eu fazer.

Gostaria de poder me afogar lentamente num mar de cerveja!

- Bem, eu gostaria. . . - Calem-se.

O que estão comemorando. . . ?

Estão por toda parte. Muitos homens. Muitos cavalos.

Era esperado. Maldita sorte a nossa.

Reúna seus homens e selem os cavalos.

E leva os nossos para o portão sul.

Esconder. Templo de Buda vivo. Esperar.

- E os cavalos? - Nós pegar.

Ir por trás. Homens e cavalos esperar.

Maldito traidor!

Nos colocaram num caminhão e nos tiraram de Sangchien.

E quando o caminhão saiu das montanhas. . . vi ele.

Brilhante e limpo. Pegando os raios do sol.

Tinhamos conseguido. O destacamento ARGOS 6,

sob o comando do inteligente Sam McHale, tinha chegado ao mar.

Como prisioneiros.

Deixe-me.

Bem, bem. Calma.

McHale. Samuel T. Placa número 5640672.

- Você tem muita coragem, Sam. - Sim.

Como se sente ao terminar sua viagem como prisioneiro do Japão?

Tanta coragem e heroísmo, merecem um destino melhor.

O que posso dizer? O Japão é uma nação civilizada.

Não maltratamos os prisioneiros.

Sabemos sobre os equipamentos meteorológicos.

Não é nenhum segredo. Nós destruímos quatro.

Agora queremos saber, Sam, quantos restam.

- E onde estão. - Desculpe. Eu desconheço.

Não se preocupe. Não vai nos revelar nada realmente importante.

Já temos uma grande parte dessa informação.

Bem, se já têm, por que me perguntam?

Estamos encaixando todas as peças.

Bem, Sam, sejamos sensatos, certo?

Onde estão essas unidades?

Eu desconheço. O alto comando nunca se preocupou em me dizer.

Está mentindo. Fale.

Meu nome é Samuel T. McHale. Placa número 5640672

da marinha dos Estados Unidos.

Da marinha, heim? Um uniforme meio estranho para a marinha americana.

Veja, nossos uniformes se rasgaram e roubamos esses.

- Como sei se é verdade? - Você sabe tudo sobre nós.

Mudei de idéia. Confesso minha ignorância.

Só sei que capturamos sete americanos

vestidos de Mongóis em território sob comando japonês.

Aonde quer chegar?

- Conforme o tratado de Genebra. . . - Nossos uniformes se rasgaram.

Fiz meus homens se trocarem. Eu ordenei. Sabe?

- Eu ordenei! - Eu não sei nada.

Somos marinheiros americanos.

O que alguns marinheiros americanos faziam no deserto?

Enviar boletins meteorológicos do território.

Quem mais envia boletins? Onde estão? Quantos restam?

Vamos, fale! Vamos falar agora dessas equipes!

Meu nome é Samuel T. McHale. . .

Está vindo.

- Como foi? - O que acontecerá conosco, Mac?

Somos prisioneiros de guerra. Certo?

Somos espiões.

Pare de se preocupar, Mac. Isso acontece com qualquer um.

Sim, ninguém culpa você.

Quem disse que não? Esse plano maluco foi idéia sua.

Fazer acordo com os mongóis. Vestirmos essas roupas.

Somos espiões, sabem? Espiões.

Acabaremos fuzilados por um pelotão.

O que mais gosto em você é essa linguagem expressiva que usa.

Sim, por que não escreve um livro?

Pode por o título "Como me tornei um cretino".

Ei, é um oficial da marinha.

- É o Harpo. - E é o seu uniforme.

É de comandante.

É o uniforme do Wyatt. O que não encontrava.

Pobre infeliz. É um ignorante.

Não sabia que assim o deteriam?

O Kengtu o enviou?

Ele o enviou?

Espera um pouco, o Kengtu está aqui?

Sabe se está perto daqui?

- O que é isso? - Como vou saber?

Um barco! O Kengtu tem um barco!

- É isso. - Aonde está?

Aonde está o barco? Aonde está?

Aonde é isso?

Ninguém sabe.

Barco, aonde? Aonde?

É o meu relógio.

Está apontando as 12. A meia-noite.

Não, você. . . você fica com ele.

O que acontece às 12? À meia-noite. O que acontece?

Aqui vamos outra vez.

Bem, homem. O que é isso?

Poderiam ser nuvens.

- Sim, talvez. - O que são essas listras?

Chuva. Kengtu disse que vai chover esta noite.

- Sim, chuva, é isso. - Choverá muito.

- E isso? Voar? - Que escapamos à meia-noite.

- Com a chuva. - Ah, magnífico. Ótimo.

Sairemos voando por cima da cerca.

Como cortaremos a cerca? Cortar. Veja. Cortar.

- Alambrado, como fazemos? - Sim, cortar. É isso.

- E agora o quê? - Não sei.

- Está começando. - Como pode ter previsto?

Nem eu sabia que ia chover.

Bem, Harpo. Me dá o alicate, rápido.

Ah, Santo Deus. Que tipo de barco é esse?

Um junco chinês.

Não podemos ir para o mar nisso.

Estariamos melhor num barco a remos.

Está bem, Harpo. Esperamos que flutue. Esperava o Enterprise?

- Por que o chamam de junco? - Como você o chamaria?

Coney, Jenkins, manejarão aqueles remos.

Sabatello, Swenson, para a proa.

Para a proa eu disse. Rápido.

Landers, pega aquela escora. Para a popa.

Halsey. Você sobe. Vamos.

E isso é um remo?

Vamos assim até Okinawa?

Mac, como se lida com esse remo gigante?

Espera, vai ver.

- Ponha no laço. - No quê?

No laço.

É isso. Quando sairmos, empurra.

- Isso está cheio de nós. - Veja se não levamos o dique.

Retire e pronto. Vamos, depressa.

Olha quem está chegando.

Se japoneses ter canhão, marinha ter canhão também.

Rapazes, deem uma mão.

Ei, de onde tiraria o canhão?

Da porta da prefeitura. De onde mais?

- Nos equivocamos. - Não enganar amigos.

Enganar japoneses.

Se não poder pegar raposa sem ovelhas, então pegar ovelhas também.

Mas suas ovelhas ainda não sairam do bosque.

Se escaparmos desta será um milagre.

É melhor você ir. Chegarão a qualquer momento.

Boa sorte, amigo.

Pode ir, vamos. Salta do barco. Rápido.

Não poder. Cheio de japoneses. Pegar mongóis.

Certo, fique a bordo. O deixaremos num lugar seguro.

Devia chamar os seus.

Venha, a bordo.

Ei, Mac. A corda está presa.

Vamos carregar os cavalos também?

Claro, os cavalos vêm conosco.

Está pronto. Landers, ao leme. Rápido.

Sabatello, de vigia. Swenson, fique comigo.

Leme à direita. Leme à direita.

Devagar com os remos. Com esta névoa deve ter muito cuidado.

- O que é isso? - Talvez a guarda costeira.

Como nos viram, estamos perdidos. Isso apenas corre.

Me dá uma mão com o canhão.

O canhão! Se não está louco deve faltar muito pouco.

- Isso não serve nem para sucata. - Acha que ainda funciona, Mac?

Tentaremos. O problema é que precisamos de pólvora.

Kengtu, diga aos seus homens para abrirem todas as balas.

Coney, dê-lhes uma mão. Precisamos de pavios e um bastão.

Halsey, você e o Jenkins dêem uma olhada. Vejam o que acham.

- Onde está a polvora? - Já vai, Mac. Já vai.

Me dá essa bala de canhão.

Venha, virem ele. Só temos um tiro. É melhor que seja bom.

- Já está? - Sim.

Vão engolir tudo.

- Cuidado, Mac. - Preparados?

Abaixem todo mundo. Muito bem.

Fogo!

Acertamos! Bem no alvo. Nós acertamos!

- O que vocês acharam? - Que é um grande artilheiro.

Diria que é a nossa primeira vitória naval.

Sim, a pegunta é quem ficou pior parado.

Coney, ei, Coney, rapaz.

O enterraremos no mar. Longe dessas águas.

Kengtu, acho que terá que seguir conosco.

É muito arriscado pararmos.

Ter que voltar com o povo. Discutir com Tomec.

Ele ir com outros para Gobi. Dar problemas.

Voltará para casa. Dou a minha palavra. O levaremos mesmo que seja de avião.

Sabatello, procura ferramentas. Tem que reparar os danos.

Landers, que curso estamos?

Um, cinco, zero.

Vire à direita para um, dois, cinco. Os outros, me ajudem com as velas.

Vamos, parecem mortos. Swenson, para a proa. Pega essas adriças

e remova os grampos.

Isso é uma adriça e isso é um grampo!

Como vou saber? Eu sou meteorologista.

Será marinheiro quando chegarmos em Okinawa.

Vamos, vamos lá.

Onze dias e 600 milhas depois, iamos direto para Okinawa.

Estava orgulhoso dos meus rapazes.

Arrumaram os danos. Costuraram as velas

e lavaram o convés.

Há um mês, eram meteorologistas perseguindo balões.

Agora, eram marinheiros navegando em seu barco.

Ei, aviões!

Vamos abaxem.

Segurem essa faixa agora mesmo.

Poucos dias depois, a guerra acabou.

E alguns dias mais tarde, o avião de um almirante,

sim, ouviram direito. O avião de um almirante

sobrevoou um oásis verde no interior da Mongólia.

E se preparou para aterrizar.

Muito bem, Harpo.

Ei Mac, o que faz se colocando a medalha?

Bem, Wali me pediu que a colocasse.

Já sabe. Os mongóis dão muita importância para estas coisas..

Sim, não vou contar para ninguém.

Obrigado.

Ouçam todos. Venham pegar suas mantas para as selas.

Com os cumprimentos da marinha dos Estados Unidos.

Aqui estão. Uma só por cliente. Para você.

Terminou.

Olá, Nura-Salu. É um presente para você. Um presente.

É uma mala de viagem. Para quando vai de oásis para oásis.

Wali estar falando de barcos.

Tão grande que levar passaros de ferro que voar.

E para todos os mongóis de Gobi

Wali falar por muito tempo do grande chefe McHale.

Ouça, Kengtu. Tenho que lhe fazer um esclarecimento.

Sou apenas um contramestre. Não dirijo a marinha.

Você está errado.

Não é meu o erro. O erro é da marinha.

- A primeira cavalaria mongól. - Boa unidade.

E bom chefe.

Sim, ele deveria ser decorado. E não eu.

LEGENDAS : Laercio GRUPO ALLIED FORCE Tradução da legenda em Espanhol

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