All language subtitles for Werewolf 1 x 23 King Of The Road

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Original subtitles

"REI DA ESTRADA"

- Pare aí. Como eu dizia...

- é o nosso dia de sorte, rapazes.

- Oh, que tênis bonito.

- Parecem ser do meu tamanho.

- Você não vai gostar deles, eu tenho unhas enormes.

- Eu também, mas vou experimentar assim mesmo.

- Deixe-o em paz, Bud. Já não temos problemas suficientes para você ficar aí brincando?

- Deixe Bud pegá-lo.

- Parece ser uma boa companhia para a noite.

- Está excitado?

- Está precisando de alguém para passar a noite?

- Parem com essa baboseira!

- Venha aqui, garoto.

- Venha, sente aqui perto do fogo.

- Ninguém vai mexer com você.

- Você parece precisar de uma bebida.

- Ei Doc, que tal um pouco de hospitalidade?

- Vamos, Hank...

- Doc!

- Certo, como quiser Hank.

- Aqui está, um pouco de hospitalidade.

- Sem álcool perderíamos o juízo, estamos nos mudando há três semanas.

- Bud!

- Você tem que perdoar a tensão do cara...

- Acabamos de deixar Portland, saímos meio com pressa.

- Isso não me surpreende em nada.

- Não, não, você entendeu errado, garoto.

- Dessa vez, alguém está ferrando a gente...

- É... seis dos nossos foram mortos até agora.

- Seis! Alimentando os vermes.

- Então, entende porque estamos tentando nos afastar o máximo deste...

- ... estripador?

- Skorzeny...

- O quê?

- Skorzeny... um amigo meu, sabe?

- Um cara grande, mais ou menos do seu tamanho...

- Tipo de marinheiro... usa um casaco de marinheiro...

- ...usa um tapa-olho, uma cicatriz bem grande no rosto....

- Viram ele?

- Tapa-olho e uma cicatriz?

- Se encaixa no perfil de um o cara que costumava...

- andar com o Fresno.

- Não... era mais um daqueles bons meninos que amadureceram e correm de volta para casa.

- O nosso pessoal, já existe desde a época que Elizabeth I era rainha.

- Vai bater em um velho?

- Fresno! Fresno!

- Solte.

- Você tem que tomar conta do Doc... deixe ele.

- Além disso, você deve muito a mim e ao Doc.

- Não é mesmo, Doc?

- Sim, os bons e velhos tempos...

- costumavam nos chamar de "generais da estrada".

- Isso aí, Hank.

- Cale a boca!

- Você está na estrada há muito tempo, não é garoto?

- Responda ao homem.

- Você pula aqui, come a nossa comida...

- bebe nossa bebida...

- Você tem uma língua, use-a!

- Espere um pouco, o que eu fiz para você? Cuspi no seu prato?

- Guarde esse mau humor para você.

- É melhor tomar cuidado, Bud... o garoto é malvado.

- Você tem bastante atitude, garoto.

- Aposto que você poderia dar uma lição no Bud também.

- Ah... acho que é bonito o suficiente para o recrutarmos.

- Acho que poderia aproveitar para aprender umas manhas, não?

- Digo, tudo que eu sei sobre trens é que parecem não ter fim e que chacoalham sem parar.

- Pular de um trem de carga... isso não é nada.

- ...Doc faz o tempo todo. E bêbado!

- Eu sempre falo como todo mundo pode se tornar corajoso.

- Por exemplo, você fica com fome...

- Bud e eu, nós entramos em uma loja.

- Parecendo dois sem-teto.

- Assim atraímos a atenção para nós...

- Aí então um garoto com aparência limpa, garoto de faculdade...

- Você!

- Em outra fileira, rouba tudo o que não estiver pregado. É isso que eu sei fazer.

- É isso que você tem que aprender.

- Sabe de uma coisa?

- Você poderia atrair garotas para nós, cara.

- Ah, que se dane...

- Eu lhe darei algumas dicas.

- Por enquanto não temos mais nada a fazer por três dias, a não ser papear.

- Com estes velhos trastes...

- Olhe para frente, fique na sua, ou então...

- Acabará nas rodas de ferro...

- Não faça nada a não ser sair de lado...

- Peguei, cara. O maldito estava armado.

- Que diabos está acontecendo?

- Meu Deus, você matou ele!

- Este açougueiro cortou o Hank como um animal!

- Eu deveria ter acabado com você logo que entrou aqui.

- O que significa isto?

- O que é isso? Balas de prata? Temos um cara bem esquisito aqui, cara.

- Espere um minuto, eu não fiz...

- Cale a boca!

- Olhe para mim.

- Porque eu quero ver sua cara quando eu estourar seus miolos com suas balas de prata.

- Mate-o Fresno! Acabe com ele.

- Não seja cego, cara. Este cara está viajando com vocês.

- O quê?

- Seis caras estão mortos, Hank é o sétimo.

- Que merda é esta que ele está falando?

- Está dizendo que foi um de nós.

- Ele está louco!

- Por que eu mentiria?

- Eu tinha uma arma, por que não usaria? Seis balas serviriam para todos vocês.

- Por que uma arma é muito "limpa" para um maníaco!

- Certo.

- E quanto a estas balas?

- E o que um cara estaria fazendo em um vagão de mendigos, com um pacote com 150 dólares?

- É um cara cheio de mentiras.

- Você me viram subir em Portland, querem brincar sozinhos?

- E a cor de Hank? Já deveria estar esverdeando.

- Ele tem razão.

- Inferno, não fui eu, cara.

- Cale-se.

- Maldição, tudo estava bem... Hank estava bem.

- O estripador... é um de nós.

- Me dê isto.

- Não consigo pensar com você balançando isso por aí.

- O que vamos fazer?

- Se todos querem estar vivos quando esse trem chegar a Kansas City...

- só tem uma coisa que podemos fazer.

- Vamos fazer um julgamento, um julgamento.

- Vamos, vá ali.

- Você, aí mesmo.

- Você vai ser o juiz.

- Nós vamos ser o júri.

- E esta, cavalheiros... vai ser a execução.

- Todos nós sentados nessa "corte", damos a nossa palavra...

- E desta vez, não haverá mudanças... não haverá apelações.

- Dar a palavra tudo bem, Bud...

- Mas você se achando no direito demais.

- O que está querendo dizer?

- Que você também pode ter matado Hank.

- Eu concordo.

- E não pense que conseguiu o meu voto para este garoto ainda.

- Até onde eu sei, ele ainda não é inocente.

- E até onde eu sei, ele é.

- Mas ainda assim não gosto disso.

- Por que ele se importaria sobre quem matou Hank?

- Este cara não tem nada a ver com isto.

- Claro que tenho.

- Me ouçam, lembra daquele cara que eu estava falando? Skorzeny?

- Sim...

- Ele não é amigo meu.

- É por isso que tenho uma arma, para matá- lo!

- Seja lá quem for que matou Hank, conhecia Skorzeny muito bem.

- Agora, me contem sobre Portland.

- Me contem sobre os seis caras que morreram.

- Caras como Hank...

- Nenhum daqueles caras eram como Hank!

- Não, eles eram jovens, pelo amor de Deus.

- Eram "sem-tetos" como chamam hoje em dia, meninos de rua.

- Nenhum deles eram "veteranos" como Hank ou como nós.

- Mesmo assim, seis mortos. A cidade inteira deve ter ficado chocada.

- Na verdade não.

- Os cidadãos não dão a mínima se somos assassinados, garoto.

- É, acontece em ciclos. Todo ano aparece algum maluco,

enfrentando uma "missão divina", matando vagabundos...

- E às vezes, eles os prendem.

- E às vezes, não.

- É garoto. Sei de histórias que te deixariam arrepiado, cara.

- Elas vêm de muito tempo atrás, quando acenderam a primeira caldeira, do primeiro trem.

- Esta aconteceu nos anos 20. E meu avô contava a história desse dia...

- O primo dele entrou em contato com um amigo em Applewood.

- Ele disse: "Cara, por que você não vem para cá? Tem muito trabalho aqui no norte".

- Então o cara trouxe a família toda...

- Inteira...

- Mas o maquinista os pegou...

- E os jogou fora do trem! Ninguém sabe o que foi que aconteceu depois...

- Meses mais tarde, encontraram os corpos...

- As oito covas estão na vila do meu avô até hoje...

- Todas enfileiradas... Não sobrou muito deles para enterrar...

- Vera Cruz não era seguro também...

- Seis ou sete anos atrás, em Massachussets tinha uma daquelas pequenas locomotivas que servem para puxar os vagões dos trens pelo estaleiro.

- Surgiu uma desenfreada... Crowley começou a derrubar um monte de caixas para pará-la.

- Correu para a cabine e gritou: "Ei, qual o problema com vocês aí dentro? Estão bêbados?".

- Sem resposta...

- Lá dentro... três mortos no meio do vapor.

- Parece que alguém os pegou com um machado.

- Agora eu entendo porque vocês deixaram Portland com tanta pressa.

- Foi idéia de quem mesmo?

- Do Hank...

- Foi o que pensei.

- Sabem, acho também que o Hank sabia de alguma coisa.

- Mas acho que ele não sabia o suficiente... especialmente sobre seus amigos.

- Me falem sobre Hank.

- Primeira questão, porque são tão fanáticos por ele?

- Ei...

- Hank tinha estilo!

- Como eu, quando ainda era jovem...

- Antes de me ferrar...

- Hank nunca roubou nada que seria dado falta... E ele sempre me dava minha parte.

- Ele mantinha todos os outros vagabundos na linha.

- Ele mantinha...

- Como?

- Hank sabia ficar agressivo rapidamente.

- Às vezes ele me deixava jogar alguém pelas orelhas.

- Os caras não davam ouvidos à razão mesmo...

- Ele simplesmente os ajudava a cair.

- Ok...

- Está certo.

- Hank disse que vocês se conheceram há muito tempo atrás.

- Talvez uns 20 anos...

- Nos conhecemos em uma prisão, tivemos um desentendimento sobre a minha conduta médica.

- Conduta médica...

- Aposto que estava bêbado, ninguém questionava, certo Doc?

- Uma dica rapaz, prisões não são uma boa à meia noite.

- Eu não achei que fossem...

- Alguma coisa estranha aconteceu lá?

- Pura rotina...

- Os guardas nos davam surras regularmente.

- Um cara levou um tiro tentando fazê-los parar.

- Uma noite, um guarda foi pego do lado de fora quando estava sozinho, sem reforços...

- Alguém o retalhou...

- Na hora eu pensei que tinha sido Hank...

- E foi ele?

- Não, descobriram que foi um deficiente mental.

- Mal sabia falar...

- Então enforcaram o pobre bastardo e ponto final.

- Nós também tivemos nossos momentos.

- Basicamente Hank, nos dava erva a vontade.

- Nós éramos muito próximos e unidos.

- Nós tivemos uns momentos loucos.

- E as garotas?! Nem se importavam com quem estavam...

- E as drogas...

- Ele simplesmente... dava para nós.

- Faço a mesma pergunta: algo estranho aconteceu?

- Não, nada, cara.

- Somente bons momentos.

- Você é um grande mentiroso!

- Eu estava com Hank em Chicago.

- Ele me contou que você teve que fugir.

- Porque alguém estava matando moradores de rua lá.

- O que está dizendo?

- Você me ouviu. Sou um homem estudado e falo bem claramente.

- Ora seu...

- Largue isso!

- Foi ele!

- O que eu sei agora, é que além de drogado é um mentiroso.

- Vamos nos certificar.

- A última vítima, que fez com que vocês fugissem. Quem foi?

- Vamos! Quem foi?

- Foi aquela garota, cara...

- Eu e Hank encontramos ela primeiro.

- Foi ela, não foi, Fresno? Hank te contou, não?

- É, é. Era uma garota com cerca de 17 anos.

- Barney fazia negócios com ela e o filho mais velho em um beco.

- Então o pegaram por exploração de menores.

- Hank me disse que ela ficou revoltada porque seu velho tinha sido preso e ela estava sozinha.

- Ela veio procurando por drogas, bebidas, qualquer coisa...

- E Hank ficou muito preocupado...

- disse que se ela ficasse traria todos os tipos de problemas.

- É, e ela trouxe...

- Eu e Hank vimos ela com as roupas rasgadas, um cara se esfregando nela... - É, e ela trouxe...

- Eu e Hank vimos ela com as roupas rasgadas, um cara se esfregando nela...

- Hank assustou o cara. E disse para ela cair fora da cidade antes que se metesse em um problema do qual ninguém pudesse tirá-la.

- E você?

- Eu? Eu não vi a garota até à manha seguinte.

- Havia policiais... por todo o lugar.

- Sim, mas onde você estava naquela noite?

- Tinha este cara... ele tinha umas coisas muito boas.

- Ei, vocês se lembram dele, não?

- Ei, vamos...

- Era um tipo hippie... ahn... qual era o nome dele?

- Ahn! Substance, é isso!

- Está bem.

- Vamos estreitar isso, juiz.

- Vê, Fresno está limpo também.

- Os tiras o pegaram... do DND.

- Não foi liberado da desintoxicação até umas 3 ou 4 horas da manhã...

- Quatro.

- Pensou que ia me superar, espertinho? Eu tenho o melhor dos álibis. Estava com Hank...

- A noite inteira.

- Nem cheguei a vê-la.

- Ele está dizendo a verdade.

- Naquela noite nós entramos ele e Doc estavam roubando uma carga.

- Separando uma média dos últimos dois ou três dias.

- Eu estava com Hank, a noite toda.

- Eu estou limpo.

- Não, você não estava.

- Do que está falando?

- Eu entrei por um momento para pegar um whisky...

- Eu não vi Hank e tenho bastante certeza que não te vi, velho.

- Eu estava lá, estou te dizendo!

- Espere um minuto, você disse que não viu Hank. Onde ele estava?

- Eu não sei...

- Ele me dispensou meia hora antes... disse que estava procurando pelo Doc.

- Hank estava bem preocupado porque não podia saber o quanto Doc realmente estava bêbado.

- Mas acho que agora nós sabemos, não é Doc?

- Espere um minuto!

- Esperem, estão cometendo um terrível engano. Esperem!

- Eu matei Hank...

- Eu cortei a sua maldita garganta, enquanto estava roncando feito um porco.

- Eu não matei aquela prostituta! E não matei mais ninguém em Portland... foi o Hank!

- Eu sei que foi ele. Ouvi uns barulhos estranhos, acordei...

- Pensei o que poderia estar acontecendo... e estes barulhos...

- Não eram parecidos com nada que tenha ouvido na minha vida toda.

- Parecia com alguém se contorcendo... contorcendo de dor...

- E alguma coisa rosnou!

- Eu não queria olhar mas... eu tinha que olhar!

- Eu tinha que olhar!

- Eu cheguei e encontrei um corpo caído, morto eu acho...

- eu espero... porque lá estava Hank...

- Se alimentando dela!

- Eu não sabia se era o Hank... mas era... metade o Hank e metade algum tipo de monstro.

- Eu não sabia se ele tinha ou não me visto.

- Mas eu simplesmente saí correndo e me escondi.

- A noite toda!

- Hank... me encontrou pela manhã.

- Eu não sei se ele sabia ou não...

- Mas ele disse que nós iríamos fazer uma viagem juntos.

- E eu estava com muito medo de dizer não.

- E então nós pulamos neste trem...

- E nós pegamos a estrada. Mas eu não conseguia tirar os olhos do Hank, esperando que ele se transformasse de novo.

- Eu esperei o máximo possível, mas simplesmente não conseguia esperar mais.

- Está tentando nos dizer... que Hank era um...

- Lobisomem.

- Sim. É isso que ele era.

- Um lobisomem!

- Velho bêbado! Não sabe que o único motivo pelo qual nós aturamos você aqui por perto, foi por causa de Hank?

- Se não fosse por ele, já teríamos nos livrado de você há muito tempo.

- Não...

- É assim que o retribui? Cortando sua garganta?

- Fresno, mate este cara. Não suporto mais escutar ele.

- Espere um minuto, ele está dizendo a verdade!

- Mãe de Deus!!

- Ai, mãe de Deus!

- O que é isto, cara?

- Eu não sei! Atire nele rápido!

- É o Hank! Hank!

- Não, não...

- Deus, obrigado. Não achei que alguém pararia para um traste como eu, mas tive que tentar.

- Só tinha que me esconder da noite. Falando nisso, para onde está indo?

- Para o mesmo lugar que você... Kansas City.

Legendas: Rodrigo Zioli

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