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Pare! N�o se preocupe, n�s apanhamo-lo.
Est� bem, meu jovem?
Acho que sim, obrigado.
� muito jovem para se lembrar, mas, antigamente,
and�vamos � noite por este parque.
E agora � assim em plena luz do dia? � terr�vel.
Lamento, era demasiado r�pido.
- H� danos permanentes? - Bem, s� no meu ego.
N�s tent�mos, mas ele escapou.
Se voc�s viessem atr�s de mim, tamb�m corria que nem um louco.
Saud�veis ou mortos, � o nosso lema. Tentamos estar em forma.
Na sua idade, � f�cil, na nossa, � imperativo.
Sim.
- Treta. - O que foi?
Tinha o dinheiro, as chaves e a carteira no meu casaco.
- O senhor vive aqui perto? - N�o.
N�s vivemos do outro lado do parque, pode usar o nosso telefone.
- N�o vos quero incomodar. - N�o seja tolo.
Produ��o
- Ainda apanha uma pneumonia. - Muito obrigado.
- O que foi? - O Matt telefonou.
Falou num recorde pessoal e em ter sido assaltado.
Calma, ele est� bem. Telefona-lhe.
J� seleccionei o n�mero, basta carregar. Quer que o v�s buscar.
Procura algu�m?
Dr. Janusz?
Realiza��o
- Voc� deve ser a Jackie. - Voc� deve ser o Dr. Janusz.
J� fui, agora estou reformado.
Agora sou apenas o Arnold, simplesmente Arnold.
� t�o linda como o Matt descreveu.
- Obrigada. - Est�o no gin�sio � sua espera.
- T�m um gin�sio aqui? - Sim. Se quiser fazer exerc�cio,
uma das senhoras deve ter roupa. - N�o, detesto fazer exerc�cio.
Como m�dico, recomendo que mude de atitude.
- Mas o senhor est� reformado. - Apanhou-me.
- Aqui est�. Matt? - Sim, aqui est� ela.
Gra�as a Deus, est�s bem.
Tenho s� uma costela dorida.
Estiveste a fumar?
A culpa � tua, foste assaltado.
Eu sou a Phoebe, esposa do Arnold.
Ol�. Soube que salvaram o Matt, ele teve sorte em voc�s aparecerem.
Tem sorte em outros aspectos. Olhe s� para si, que fofa.
N�o ligue. A Phoebe diz tudo o que pensa, mas � uma querida.
Pare de falar de mim como se eu n�o estivesse aqui.
- Kim Barnett, muito prazer. - A Kim trabalha no museu Whitney.
- Pesquisa de... tecidos, n�o �? - Voc� deve ser a Jackie.
- Ol�. - Jackie,
este � o Ben Goodstein, nosso treinador, bom amigo e vizinho.
E este homem lindo � o meu marido David.
- Ol�. - Ol�.
Perd�o, � um mau h�bito profissional. Corredora de velocidade?
Sim, fui na faculdade. Como sabia?
Toda a vida treinei atletas, tenho obriga��o de reconhec�-los.
Ol�, eu sou a Sylvia Goodstein, a esposa do Ben.
- Ol�. - �gua Evian? Perrier?
A bebida cor-de-rosa n�o � agrad�vel � primeira,
mas se quiser experimentar, est� � vontade.
- N�o, obrigada. - Desculpa, amor.
Estes s�o o Victor e a Miriam McCarthy.
- Ol�. - Ol�.
- Que lindo fato. � Prada? - Uma senhora que conhece estilistas.
- Qual � o veredicto? Gosta? - Ela ainda n�o viu.
O qu�?
- Est�s a gozar, n�o est�s? - N�o, n�o estou.
Jamais a poder�amos pagar.
Os McCarthy, os Goodstein, o Arnold e eu somos donos deste pr�dio.
Felizmente, temos muito espa�o.
Nenhum de n�s tem filhos e adoramos a companhia dos jovens.
Mant�m-nos jovens.
Vamos deixar os pequenos falarem sobre o assunto. At� logo.
H� aqui algo que n�o bate certo.
Quanto custa?
Mais 350 d�lares do que o que pagamos pelo nosso actual cub�culo.
A sauna e o gin�sio est�o inclu�dos, por isso, posso deixar o meu gin�sio
e s� a� a diferen�a ficava pela metade.
- Qual � o sen�o? - Bem...
Temos de os deixar ver-nos a fazer sexo uma vez por m�s.
- �s um tarad�o! - Obrigado.
� suficientemente grande para criar mi�dos.
J� falaste com o m�dico.
Lamento, querida.
H� outros m�dicos e todos os dias inventam m�todos novos.
Sim, mas os testes...
...e ter de passar por tudo novamente.
- Eu sei como �. - N�o, n�o sabes.
N�o poderias saber.
Para os homens � f�cil.
N�s � que levamos com as agulhas, somos examinadas e analisadas
e voc�s? D�o-vos um frasco de vaselina
e filmes pornogr�ficos. - Achas que isso � f�cil?
Experimenta estar ali a ver meninas de uniforme e cenas de orgia...
� horr�vel.
Meu Deus.
N�o acredito.
Quatro meses a perder horas de almo�o, fins-de-semana
e tu encontras o apartamento dos nossos sonhos
sendo assaltado? Nova lorque � mesmo uma cidade de loucos.
Querida, se quisermos,
podemos estar instalados antes do Natal.
Estou a treinar o meu franc�s.
O meu banco est� a pensar abrir um balc�o nas Cara�bas.
Se precisarem de brochuras,
nous parlait fran�ais aussi.
200 d�lares o metro quadrado e deixa que se sentem em cima dele?
Porque n�o? Se o tecido aguentou cem anos no Serengeti,
o meu sof� aguenta umas festas na zona fina de Nova lorque.
N�o sei, j� fui a festas muito loucas.
Mas n�o foi neste pr�dio.
Sim, eles s�o um pouco fan�ticos da sa�de e do fitness.
Um pouco? �s vezes, isto mais parece uma religi�o.
Pois, eles gostam disso. Mas eles s�o queridos.
Est� lindo, Buddy.
Jackie, n�o me diga que vai fazer exerc�cio?
Prometo, se eu encontrar uma grama a mais neste corpo perfeito,
o senhor ser� o primeiro a saber. - Estarei � espera.
O "Stairmaster"...at� um veterano como eu pode exagerar.
At� logo.
J� reparou? H� alguns dias que andam os seis assim.
� o v�rus da gripe. Quando um o apanha, ficam todos doentes.
� sempre assim quando a esta��o muda.
O David e a Kim ainda n�o viram o filme do Woody Allen.
- Pod�amos ir todos no s�bado. - Temos o jantar da Trish e do Allen.
E no domingo?
Preciso que me d� a sua opini�o sobre um fato.
Cheira t�o bem. Est� a preparar uma festinha para esta noite?
Uns amigos meus v�m c� jantar.
A Sylvia acha que � muito ordin�rio.
Jackie, onde comprou esta manta linda?
Que tecido fant�stico.
Foi a Kim que o encontrou.
- Voc�s tornaram-se grandes amigas. - H� algum problema?
N�o, para mim n�o.
Mas as pessoas nem sempre s�o aquilo que aparentam.
N�o lhe quero dizer porqu�,
mas duvido que renovemos o aluguer deles quando voltarem.
Quando voltarem? N�o sabia que estavam fora.
N�s tamb�m n�o,
mas esta manh� o Buddy viu-os entrar num t�xi com muitas malas.
Que se lixe o fato, mostre-me o que fez ao outro quarto.
Claro.
Tem piada, sabe o casal que vivia aqui antes de voc�s?
Ela tamb�m adorava roupa. Era linda, de cabelos louros compridos.
E tamb�m usou este quarto como roupeiro.
Foi por isso que se mudaram, pouco espa�o de roupeiro?
N�o, divorciaram-se.
Esta planta � perfeita para um quarto de beb� ou de ama.
Sylvia! Ela est� gr�vida!
- Gr�vida? - N�o, n�o estou.
N�o estou.
N�s tent�mos, mas n�o conseguimos.
- T�m muito tempo. - Sim, mas...
- N�s n�o conhecemos os nossos pais. - Lamento, n�o sabia.
Obrigada. Estamos desejosos de dar a uma crian�a
aquilo que nunca tivemos.
V� trocar-se, quero ver o fato.
Manteiga? Natas?
Sal?
Voc� quer envenenar-se?
E o Matt e os seus amigos?
- N�o. - O seu marido, ao menos, corre.
Toma as vitaminas que o Ben lhe d�.
Voc� n�o faz nada e come assim?
- Devia ter vergonha. - P�ra, Sylvia, est� calada
e deixa os mi�dos fazerem o que querem.
Est� bem, eu devolvo-o.
- Est� bem? - Estou.
De vez em quando, o frio afecta estes ossos velhos.
Continue o que estava a dizer,
para mim � importante que se sinta � vontade para falar comigo.
N�o sei, eu tenho andado...
Tenho andado stressado, n�o tenho andado em mim.
Falta de apetite sexual?
Normalmente n�o h� problema, mas...
- N�o sei, nas �ltimas semanas... - O exerc�cio reduz muito o stress,
mas eventualmente ter� de lidar com o problema.
Eu sei, mas os meus problemas s�o muito reais.
- Financeiros? - Sim.
A minha gr�fica, as contas chegam mais depressa do que o trabalho.
Voc� precisa de um financiamento intercalar.
Eu sei, mas isso requer garantias e...
N�o obrigatoriamente. De quanto precisa?
- Arnold, n�o posso... - Claro que pode. Escute, Matt.
Voc� � o filho que eu nunca tive
e d�-me muito prazer saber que estou em posi��o de o ajudar.
Veja o que precisa, avise-me e pronto. E n�o se fala mais nisso.
- N�o sei o que dizer. - Que tal "sim"?
Fica s� entre n�s.
Acho que por hoje j� chega. Acabe a sua corrida, vemo-nos em casa.
Desculpe... N�o, n�o abrande.
Eu tenho vindo a seguir-vos, t�m-me obrigado a aguentar mais.
Nem acredito que o velhote o estava a acompanhar.
Se for seu av�, voc� deve ter bons genes.
Quem me dera. Ele � meu vizinho. H� mais quatro no meu pr�dio,
da idade dele e igualmente em forma. - Tenho de ver isso.
Costumamos vir �s 07h00. Os outros hoje baldaram-se por causa do frio.
Se puder ser, junto-me a voc�s. � giro correrem grupo.
Sim, porque n�o?
Se dissessem que � esse o segredo, deixavas de fazer sexo?
- N�o. - Foste tu que o mandaste fazer isto?
Porque me esfalfei a cozinhar
e tu s� comeste br�colos e tomaste comprimidos?
- Obrigado. - N�o, senta-te. Eu ajudo a Jackie.
- Eu levo. - N�o, querida.
Deixa estar, eu levo. Obrigada.
Sabes, mi amigo,
n�o te fazia mal comeres melhor e come�ares a fazer exerc�cio.
Eu sei.
Mas a comida...
� a �nica coisa que se aproxima do sexo no meu top ten.
O que foi aquilo? Conhe�o o Allen h� dez anos e nunca o vi ajudar-te.
- Vigia a porta, pode ser? - Est� bem.
N�o te quis contar por causa do que tu tens passado, tive receio,
mas...
Eu vou...
Trish!
Meu Deus, isso � �ptimo! � maravilhoso.
O Matt j� sabe?
O neg�cio vai mal, n�o sabia se devia contar. Podes ajudar-me?
Agora para falar com o Matt, mais vale ir ter com os septuagen�rios.
Jackie.
O Matt sempre gostou de dar-se com pessoas mais velhas.
Antes de vos apresentarmos, ele cravava convites � minha fam�lia.
Meu Deus, querida.
- Est�s bem? - Estou.
N�o, por favor, n�o lhe digas.
- N�o disseste que estavam fora? - Disse.
Anda, vamos vero que se passa.
Ou voc�s s�o m�diuns ou eu estou a ficar com Alzheimer,
mas acho que n�o batemos.
N�o, n�o bateram. Ouvimos um barulho l� em cima...
N�o se preocupem, n�o � nenhum ladr�o.
A Sylvia sentiu o cheiro de g�s e mand�mos l� o Buddy.
Isto � para voc�s.
N�o tem a��car, gordura nem sal.
- Mas que simp�tica. - Obrigado.
� uma desculpa para conhecer os vossos amigos.
Desculpem interromper, o Buddy quer que o Arnold veja uma coisa.
Com licen�a.
Eu sou a Phoebe e esta � a Sylvia.
- Allen Kramer. - O artista em ascens�o?
- Sim. � a minha mulher, a Trish. - � a s�cia do Matt.
Voc� � muito fofa, mas deixa-o ser assim?
O obstetra diz que perco o peso algumas semanas ap�s o parto.
Obstetra? Meu Deus.
Nesse estado, precisa � de um cardiologista.
- Sylvia, est�s a ser mal-educada. - M� educa��o seria estar calada.
Por ela, a Jackie ainda acaba t�o gorda como ele.
Desculpe, ningu�m fala assim comigo ou com os meus amigos em minha casa.
Esta casa � nossa, menina.
Temos um aluguer de dois anos, a menos que nos queira despejar.
V�, tenham calma. Querida, acalma-te.
Sylvia, pede desculpa imediatamente.
Pe�o imensa desculpa.
Perd�o, n�o quer�amos interromper a vossa festa.
- Boa noite. - Boa noite.
- N�o me toques. - Jackie, p�ra.
O qu�? Ela insulta a tua esposa e o teu amigo e mandas-me ter calma?
Muito obrigada.
Vai l� e fala com ela.
Ela precisa de se acalmar primeiro.
Segurem aqui, eu vou chamar-vos um t�xi.
Querida, queres falar?
Sou capaz de ir correr amanh� cedo, queres vir?
Est� bem, eu vou dormir.
Jackie?
Percebe alguma coisa sobre o parto de gatinhos?
Que pena. Entrou uma gata vadia na nossa cave
e a coitadinha est� a sofrer imenso, est� farta de miar.
O Arnold diz que os gatos est�o ao contr�rio.
Desculpe l� a cena de h� pouco.
- N�o pode esperar que eu chegue? - Est�s naquela altura do m�s.
Merda, n�o estou com o per�odo. E os homens n�o s�o mais f�ceis.
- S�o, sim. - Desde s�bado que ele anda...
- Eu j� te disse. - Eu sei.
Lingerie preta sensual e um pouco de perfume.
- � a tua solu��o para tudo. - Com o Andrew, funciona sempre.
- Quem me dera que fosse t�o simples. - Eu entendo do assunto.
Tenho de fazer uma coisa e vou logo para a�.
O cruzamento entre a 57th e a 6th.
- Mas hoje chegam as prateleiras. - As minhas prateleiras? Esta manh�?
Cruzamento entre a 83rd e a Madison. Que chato, n�o sabes dar recados?
Desculpe.
Jackie? O que faz em casa a esta hora?
Esta mob�lia � da Kim e do David.
Pois �, nunca disseram que se iam embora.
E esta manh� aparece a carrinha de mudan�as. Mudaram-se.
Nem um obrigado, um talvez, nada.
- Mudaram-se para onde? - Uma ilha qualquer, que importa?
O que interessa � que o cheque tenha cobertura, devem-nos tr�s meses.
- Est� a gozar. - Quem me dera.
Posso...
- Posso ver a carta? - Claro, mas tamb�m lhe enviaram uma.
Vinha na encomenda, eu pu-la debaixo da sua porta.
- Est�s a gozar comigo? - N�o.
Tamb�m n�o acredito nessa hist�ria do cheque careca.
- Foi o que ela disse. - Parece-me um "Phoebeismo".
Mas o David mencionou a possibilidade de ir para as Cara�bas.
� t�o repentino, mas a Kim parece muito satisfeita.
- Querem que os visitemos em breve. - Porque n�o?
- N�o. - O que foi?
Os homens ainda n�o acabaram e a nossa carrinha j� chegou.
- � melhor ir orientar o tr�nsito. - Jackie?
Desculpa o que aconteceu. Estava a tentar acalmar os �nimos,
a apagar o fogo, mas eu devia ter mandado a Sylvia calar-se.
N�o volto a cometer esse erro.
- Amo-te. - Eu tamb�m te amo.
Adeus.
Buddy? Isso � para reciclar?
� que eu tenho aqui imensas caixas de cart�o...
Eu vou a� depois.
- S�o para mim? - N�o, desculpe, s�o para a Jackie.
Coroas imperiais, as preferidas dela. Claro que s�o. Estava s� a brincar.
Matt?
Este � Matt Lawrence.
Estes s�o os Santos. S�o o Ramone e a Rosana,
v�o ficar com o apartamento dos Barnett.
Ent�o, sejam bem-vindos ao n�mero 12.
- Eles n�o falam ingl�s. - No problema, habla espa�ol?
Espanhol tamb�m n�o, eles s�o de uma zona remota do Brasil.
Falam uma mistura de portugu�s e da l�ngua tribal deles, qu�chua.
Que coincid�ncia. Um amigo do Arnold telefonou no outro dia do Brasil.
O Arnold costumava ir l� fazer pesquisa e aprendeu a l�ngua.
Pediu ao Arnold para ser int�rprete deles e para lhes arranjar treinador.
S�o maratonistas ol�mpicos e vieram treinar com tempo frio.
Hoje apareceram aqui. Detestam a casa onde est�o e pronto.
�ptimo.
Querida?
Matt, s�o lindas.
Tu tamb�m.
Vou p�-las na �gua.
Acabei de conhecer os nossos novos vizinhos.
- J� alugaram a casa dos Barnett? - Sim.
- � um bocado estranho. - Desta vez, concordo contigo.
Tenho de tomar um duche r�pido e depois conto-te.
Que tal um banho?
"Qu�chua.
Tribo da Alta Amaz�nia.
At� recentemente tiveram pouco contacto com o mundo exterior.
Pouco � sabido sobre os seus rituais secretos."
Isso parece-me um grande eufemismo para canibalismo.
� verdade. Mas eu li algures
que n�o h� provas que o canibalismo tenha existido como norma cultural.
As tribos inventavam hist�rias para assustar os inimigos.
N�o acredites em tudo o que l�s.
- O que foi, querido? - N�o sei.
Eu n�o...
N�o sei, ultimamente eu n�o consigo.
Julguei que o exerc�cio e a comida saud�vel te dariam imensa vontade.
� outro mito que vai ao ar.
N�o �s tu, amor, tu �s perfeita.
Eu vou sair.
Matt?
- Ol�. - Ol�.
J� pensava que voc� hoje n�o aparecia.
E os outros? Come�o a pensar que s�o imagin�rios.
Devem estar no quentinho.
� o que a maioria das pessoas s�s faz em manh�s destas.
- Ser s�o � aborrecido. - A sua mulher � s�?
Se a conhecesse, nem faria essa pergunta.
Ela � louca retinta, voc� ia ador�-la.
- Adorava conhec�-la. - Um dia destes.
Ela nem sequer sabe que eu existo, pois n�o?
- � ciumenta. - Normalmente n�o, mas...
- Temos tido uns problemas. - Eu j� tinha deduzido.
Tome, � o meu n�mero de telefone.
Allison, voc� � uma mulher muito atraente, mas...
S� estou a oferecer apenas um ombro e um ponto de vista feminino.
Buddy?
Buddy?
Buddy, est� aqui?
Buddy?
Buddy?
Jackie?
Desculpe, devo t�-la assustado. O que faz aqui?
Pensei que tinham ido todos correr.
Vim trazer umas caixas vazias.
Devia ter pedido ao Buddy para fazer isso.
Eu pedi, mas deve ter-se esquecido.
Deve andar a preparar o apartamento para os novos inquilinos.
- Sim, os novos inquilinos. - Venha, aqui est� frio e h�mido.
Porque h� um cofre aqui?
Isso era muito comum na �poca em que o pr�dio foi constru�do.
Na altura n�o havia alarmes. Usamo-lo para guardar coisas.
- Os gatinhos est�o aqui? - Gatinhos?
No s�bado � noite voc� e a Phoebe vieram c� abaixo...
Quando disse gatos confundiu-me. Afinal, era veneno dos ratos.
A coitada estava muito inchada, tive de a matar.
Que pena. Acho que acabei de conhecer a ratazana visada.
Ultimamente temos deixado o Matt ficar mal, de manh� est� muito frio.
- Eu gosto de esperar pelo sol. - Espere, tenho mais caixas.
Deixe estar que o Buddy faz isso.
Preferimos que os inquilinos n�o v�o � cave, � muito perigoso.
Contas, contas e mais contas.
Podiam ter a dec�ncia de esperar que a �poca natal�cia acabe.
J� devo estar atrasada para ir trabalhar. At� logo.
Claro.
- Ol�. - Ol�. Est�s em casa.
- Olha para isto, Matt. - Uma carta para os novos inquilinos.
Olha para o carimbo dos Correios, v� a data.
- �ltima sexta-feira? - V�spera da partida dos Barnett.
N�o achas estranho?
O Ben ia trein�-los mesmo que n�o viessem para c�
e o correio ter� sido encaminhado. - Eu acho estranho.
Achas tudo estranho.
Especialmente quando uma pessoa se perfuma para ir correr.
Sozinha.
- J� vai atrasada outra vez? - Como sempre.
- Desculpe, posso saber... - V�, Jackie, n�o � nada consigo.
T�xi? T�xi?
Como consegues comer isso �s 09h30 da manh�?
J� te fizeram a cabe�a? Agora �s um deles?
- �s crente? - Deixa-te de brincadeiras.
Desculpa, diz l�. Eu quero saber.
Telefonei para o First City Bank & Truste n�o me ajudaram,
mas a Sarah Atkins, a ex-colega da Kim no Whitney foi muito querida.
Est� t�o preocupada como eu.
Disse que a Kim estava h� tr�s anos num projecto que lhe era querido.
Ningu�m vira costas a tr�s anos de trabalho sem o dar a outra pessoa.
Dei-lhe o meu n�mero do trabalho, caso ela saiba alguma coisa.
O que disse o Matt?
- Foi assim t�o mau? - N�o sei.
Mas...
N�o fazemos sexo desde...
Nada do que eu fa�o o excita.
Junta Viagra aos comprimidos que os velhotes lhe deram.
P�ra com isso, n�o estejas sempre com piadas!
- Desculpa. - O que achas?
- Achas que ele tem uma amante? - Tem?
Sei l�, ele n�o me diria.
Mas a Trish saberia.
Mesmo que ele n�o lhe dissesse, ela saberia e contar-te-ia.
Ela n�o me disse nada, nem insinuou.
E se ele tiver uma amante e tu descobrires? O que vais fazer?
Terei de o matar.
- Onde estiveste? - Ajuda-me, estou atrasada.
Eu sei, est�o fartos de telefonar.
E com as chamadas da Catherine Rogers, j� me d�i a cabe�a.
- Quem? - N�o a conheces?
N�o, e a menos que saiba dos esbo�os, n�o quero saber.
Ela est� farta de telefonar hoje, � muito persistente.
Disse que a Sarah Atkins lhe deu o teu n�mero. Toma.
Espera, est�s atrasada. Telefona enquanto andas, vai!
- Estou? - Miss Rogers? Jackie Lawrence.
Miss Lawrence, muito obrigada por ter telefonado.
- Sou irm� do David Barnett. - Eles est�o � espera.
Desculpe, agora estou ocupada. Podemos encontrar-nos �s 15h00?
- Estou no hotel Mayflower. - �ptimo, at� logo.
Maratona de Nova lorque, tem uma data atr�s. Descobre quem ganhou.
� a coisa que mais adoro no mundo. Foi a minha m�e adoptiva que me deu.
Quando ela morreu, senti-me muito s�.
Acho que foi isso que me levou a procurar a minha fam�lia.
S� soube que tinha um irm�o h� 4 anos e desde ent�o que o procuro.
Chegar t�o perto e dar com o nariz na porta...
N�o sei porque a Phoebe lhe mentiu, ela sabe onde eles est�o.
Por amor de Deus, ela deu-me isto. � da Kim.
Veio dentro de uma encomenda endere�ada aos Janusz.
� uma carta simp�tica, ela parece ser uma querida.
� mesmo. Eu queria conhec�-la melhor.
N�o sabe nada do passado dela?
Pouco. Acho que para al�m do David, ela tamb�m n�o tem mais ningu�m.
- O Matt e eu tamb�m n�o. - Desculpe, n�o fazia ideia.
N�o disse isto para ter pena de mim, s� acho uma grande coincid�ncia.
Dois casais sem fam�lia no mesmo edif�cio.
Mel Brooks? Ele n�o faz filmes h� anos, pois n�o?
Porque falou em Mel Brooks?
Diz aqui: "Desculpem l� n�o termos ido ver o novo filme do Mel Brooks."
- Queres uma explica��o? - Quero.
Est� bem, imagina: Est�s nas Cara�bas a trabalhar com despesas pagas.
Tens um oceano lindo,
um forte sol equatorial, ondas suaves a bater na areia branca
Tens o teu biqu�ni pequenino vestido. O que � isto?
� outra pi�a colada. Obrigada, senhor empregado.
Ser� a quinta ou sexta bebida? Sabe que mais? N�o importa,
"estou s� a escrever uma carta." Woody Allen, Mel Brooks, Mel Gibson.
Que importa? "Traga-me outra pi�a colada".
Parece-me �ptimo, vamos. Mas mesmo b�beda,
a Kim jamais confundiria o Mel Brooks e o Woody Allen.
As pessoas passam a vida a confundir-se.
Aposto contigo uma pi�a colada que se perguntares aos vizinhos,
eles n�o distinguem um do outro. - N�o.
Deves ter raz�o.
Jackie? Jackie, est�s bem?
� a Catherine Rogers, reconheci o vestido.
... a v�tima era uma afro-americana na casa dos 20 anos
que caiu do 14� piso do seu quarto de hotel.
Querida?
N�o abras, finge que n�o estamos. Por favor...
Devem ter ouvido o barulho. Eu vou mand�-los embora.
Matt, este senhor gostaria de falar convosco.
Sobre qu�?
Vamos deixar os media divulgarem que foi um suic�dio,
mas n�o foi. Ela foi empurrada da janela.
- Eu n�o sou suspeita, pois n�o? - N�o, n�o.
Mas ela telefonou-lhe v�rias vezes e n�s queremos saber porqu�.
Depois do que o Dr. Janusz e a esposa me disseram,
eu j� fa�o ideia.
Foi roubo?
Primeiro, ela n�o se chamava Rogers. N�o sabemos como se chamava,
mas o B.I. E os cart�es de cr�dito que ela tinha eram roubados.
N�o era irm� do David Barnett?
Tal como disse aos Janusz, os Barnett n�o eram quem diziam ser.
Estavam metidos num esquema para defraudar o First City Bank.
Fugiram com imenso dinheiro.
Fic�mos t�o chocados como voc�s quando soubemos.
Mas a Phoebe disse logo: "Eu bem avisei."
Suspeitamos que esta mulher fosse uma c�mplice que decidiram eliminar.
Ela come�ou a apert�-los e eles mataram-na.
Catorze pisos, deve ter ficado esmagada como um tomate maduro.
Tiveste sorte, se te tivesses encontrado com ela no quarto...
P�ra, o Matt est� farto de me chatear a cabe�a.
- Eles acham que corres perigo? - Se souber algo, tenho de os avisar,
mas ele acha isso improv�vel.
Eu n�o engulo esta hist�ria.
Falei com ela, olhei nos seus olhos. Ela foi sincera.
E tamb�m n�o acredito que o David e a Kim n�o fossem quem diziam ser.
Queres o meu conselho? N�o te metas nisso.
Descobriste alguma coisa sobre a medalha?
Sim. Bruce H. Roth, conhece-lo?
N�o, mas gostava de falar com ele. Vai � Internet e procura.
- Afinal, quem � este sujeito? - O nosso antigo inquilino.
N�o tenho a certeza, mas se for, gostava de falar com ele
para saber se mais algu�m acha que aquele pr�dio � estranho.
- Ol�. - Que surpresa.
- Nunca vem esta hora. Como est�? - �ptima. Ocupada, mas �ptima.
- Est� bem? - N�o sei.
Desculpe. Quer que eu chame uma ambul�ncia?
N�o, acho que s� torci. Importa-se de me ajudar a chegar a casa?
Sim, venha.
O que fazem no meu apartamento?
N�o viu o bombeiro a sair?
Um dos detectores de fumo avariou-se e accionou o alarme.
Chegaram aqui no espa�o de minutos.
Desculpe a invas�o, mas tivemos de verificar todos os detectores.
Disseram que nos multavam se voltasse a acontecer.
Compreendo, eu estou apenas muito cansada.
Claro.
Pronto.
- Que tal? - Obrigada.
Desculpe l�, Matt, importa-se de atender?
- N�o. - Obrigada. Eu seguro.
Estou?
- Estou? - Quem �, querido?
Isso explica a tua falta de apetite sexual, filho da m�e!
- Tu �s um parvalh�o. - N�o aconteceu nada.
� apenas uma rapariga que conheci enquanto corria. Ela caiu
e eu ajudei-a a chegar a casa. - Eu ouvi as primeiras 2000 vezes.
Porque � verdade, Trish!
Telefona-lhe e convence-me de que n�o andavas metido com ela.
Assim, posso convencer a Jackie a falar contigo.
Est� bem.
- Estou? - Allison?
- N�o, ela mudou-se. - Quando?
- Eu s� vim limpar, n�o sei. - A mob�lia dela e tudo...
N�o, isto s�o apartamentos j� mobilados, alugados � semana.
J� falou com a Jackie?
N�o, ela ainda est� em casa da Trish e do Allen.
Dra. Simone Freidlander, uma das melhores psic�logas de Nova lorque.
Fale com ela.
Ela dir-lhe-� como agir. Quando a Jackie acalmar, consultem-na.
- Obrigado, mas... - N�o h� mas nenhum, eu ofere�o.
- N�o aceito uma recusa. - � muito generoso da sua parte...
Ponho na sua conta.
- Paga-me quando puder. - O problema n�o � s� esse.
- Duvido que a Jackie v�. - Por ter sido eu a recomendar?
Todos sabemos que a Jackie acha que somos uma cambada de abelhudos.
N�o lhe diga que a ideia foi minha. Se o amar, ela vai.
N�o � "tu e eu", � "n�s".
Voc�s os dois, ambos fazem parte do problema.
E ambos fazem parte da solu��o. Escutem, meus jovens,
eu posso ser expulsa da Ordem por dizer isto.
Esses m�dicos de infertilidade s�o melhores a provocar div�rcios
do que a fazer beb�s.
O sexo torna-se um s�mbolo de fracasso,
em vez do acto de amor que deveria ser.
Porque um membro do casal, ou ambos, come�a a sentir-se inapto.
Vamos resolver isso, sim?
N�o podemos retroceder at� ao �ltimo Outono e recome�ar tudo?
Noutro lugar, longe daquelas pessoas?
Era bom se a vida nos permitisse fazer isso. Fugir n�o ajuda.
- N�o me refiro a isso. - Devem mudar-se, mas n�o j�.
Resolvam os problemas.
Depois, quando se mudarem, come�am do zero. Faz sentido?
Eu sugiro o seguinte: Fa�am algo incondicional um pelo outro.
Voc� n�o se quer mudar. A partir de amanh�, v�o procurar casa.
E a Jackie, por muito que odeie,
vai fazer o mesmo programa de dieta e exerc�cio do Matt.
Est� bem.
Com a minha ajuda,
quando parar de nevar e houver rebentos nas �rvores,
surgir� o apartamento perfeito
e um casal saud�vel e feliz estar� pronto para recome�ar a sua vida.
Bom dia.
A Primavera � maravilhosa, n�o �? O Arnold j� falou convosco?
- N�o. - Desculpem l� estar a falar nisto.
A seguradora quer que os utilizadores do gin�sio fa�am um exame.
- Est� a gozar? - N�o.
Eu sei que � chato, mas n�s pagamos, sim?
- Est� bem. - �ptimo, obrigado.
Eu pe�o ao Arnold para marcar uma consulta.
Ben, n�o leve a mal, mas voc� tamb�m devia fazer um. Est� com mau ar.
J� fiz um, estou �ptimo. Estou s� engripado, mas � normal.
At� logo.
Mr. e Mrs. Lawrence, prazer em conhecer-vos.
O Dr. Janusz est� sempre a enviar-me casais jovens e ador�veis.
Matt?
- Que coisa mais fofa. - N�o s�o espectaculares?
A Trish vai passar-se quando vir.
Desde quando a Trish e o Allen correm?
Est�s a gozar?
N�o acredito! N�o acredito!
- Mas tu n�o me disseste nada. - N�o desconfiava.
O per�odo estava atrasado, mas achei que era por causa deste stress.
Quando o Dr. Conicker telefonou para me dar o resultado dos exames,
acabou por dizer: "Sabia que est� gr�vida?"
- Estou desejoso de contar a todos. - N�o, Matt, n�o contes.
Talvez � Trish e ao Allen, mas a mais ningu�m.
At� pedi ao m�dico para n�o incluir no relat�rio do seguro.
Pode ser que j� nos tenhamos mudado quando a barriga se notar.
Estava com esperan�as que tivesses mudado de ideias.
Eu tinha, mas...
Olha... isto � a nossa fam�lia.
Tu, eu e o beb�.
Por muito bem-intencionados que sejam, n�o s�o nossos familiares.
N�o me pe�as para criar aqui o nosso filho.
- Claro que n�o. - Est� bem.
� s�bado de manh�. V� j� para cima, meu rapaz,
e vista o seu fato de treino. - Eu bem gostava, Phoebe,
mas tenho muito trabalho. - Outro prazo de entrega?
Onde est� a Jackie? Ela pode fazer exerc�cio pelos dois.
Est� l� em cima a mimar-se, vai fazer sauna. At� logo.
Jackie, n�o sabia que estava aqui. Posso fazer-lhe companhia?
Isto n�o est� muito quente, estar� avariado?
N�o, fui eu que baixei a temperatura. S� quero aquecer um bocadinho.
N�o se est� a sentir bem? Est� constipada?
Meu Deus, n�o sabia que �ramos tr�s.
- Jackie, beba. - N�o, obrigada.
� ch� de hortel� gelado acabado de fazer. N�o aceito uma recusa.
Prove.
- � delicioso. - Bebe este, eu vou fazer mais.
Jackie, querida, n�o adorme�a, isso pode ser muito perigoso.
N�o... eu estou bem.
Que pena, o Dr. Conicker contou-nos o seu segredo.
Pronto, j� agarrei.
- Com licen�a. Ol�. - Ol�.
- Perdemos o beb�. - Eu sei, Mrs. Janusz contou-nos.
Estamos � espera de saber se a Jackie teve danos cerebrais.
Ela vai ficar bem, eu sei. Tenho a certeza.
Se eu tivesse demorado mais a chegar a casa...
Mr. Lawrence?
A sua esposa ainda est� inconsciente, mas tudo indica que ficar� boa.
� uma sorte ter o Dr. Janusz como vizinho,
a sua r�pida interven��o fez a diferen�a.
J� agora, eles ficaram magoados por n�o terem contado da gravidez.
Amo-te, querida.
Ol�.
Est�s lindo.
- Hoje � a grande apresenta��o? - Sim.
- Phoebe, Arnold. - Como est� ela?
Um bocadinho melhor, tem dormido muito.
Isso � bom, do que ela precisa � de muito descanso.
Ela culpa-me, n�o culpa?
- Querida, vais sair? - Estou a pensar nisso.
Vais sair sozinha? Talvez n�o seja boa ideia.
- Talvez a Phoebe... - N�o te atrevas.
Se voltar a ver um deles, eu...
Parecem membros de um culto.
Afinal, vou mesmo sair,
vou comprar alho para pendurar � porta para os afastar.
Est�s mesmo melhor.
A s�rio, querida, n�o impliques tanto com a Phoebe.
N�o me parece que ela ande bem.
- Os outros parecem doentes? - Porqu�?
A Kim disse que adoecem todos na mudan�a de esta��o
e que depois melhoram.
- Lembras-te, antes do Natal? - Porque haverias de acreditar nela?
Eu ia-te perdendo h� uma semana. Eles j� podem ter matado uma mulher.
Promete-me que vais esquecer isso.
Prometes?
- Que v�cio nojento. - Nesse caso, eu sou nojenta.
� melhor escond�-los. Se o Matt os encontrar, mata-te.
O "Sr. Sa�de" e seus av�s adoptivos tamb�m ficariam chocados com isto.
- Qual � a surpresa que tens? - Sabes o tal Bruce H. Roth?
- Encontraste-o? - N�o �s a �nica que o procura.
H� semanas, quando me pediste, pus um an�ncio na Internet.
Ontem recebi um e-mail de um tipo a perguntar pelo Roth e pela esposa.
Ele diz que se evaporaram h� seis meses.
- O homem conhecia-os bem? - S� de uma sala de chat.
Falavam pela Internet h� tr�s anos, mas nunca se encontraram.
Mas h� algo mais estranho. Sabes em que sala eles teclavam?
Se n�o queres ser despedido, n�o me fa�as adivinhar.
Era um grupo de apoio para adultos que cresceram sem pais.
O Roth e a esposa, tal como tu e o Matt.
E a Kim e o Dave.
Isto j� come�a a assustar-se, rapariga. Pirem-se de l�.
O Allen gosta de mensagens c�micas, mas eu n�o. E voc�?
Trish e Allen, telefonem-me assim que chegarem.
Por favor.
- Estou? - Cada vez mais esquisito. Ouve.
Ordem dos M�dicos. "Arnold K. Janusz,
"Faculdade de Medicina de Harvard." Est�s preparada?
- 10 de Junho de 1929. - Isso foi h� 72 anos.
Exacto. Mesmo que ele tenha sido um prod�gio
isso significa que ele tem quase cem anos. Achas isso espantoso?
Esta at� tem uma fotografia. New York Post, 15 de Mar�o de 1962.
- Foi h� 39 anos atr�s, n�o foi? - Sim.
"O treinador da Brandeis reforma-se. Ap�s 32 anos como director,
"Benjamin Goodstein, 64 anos, anunciou o seu afastamento."
Mas isso significa que ele ter� cento e tal anos.
Escuta. Associa��o Nacional de Qu�micos.
"Victor McCarthy, licenciado, membro desde..."
- Estou, Jackie? - Randy?
- Jackie, estou? - Estou?
Jackie, querida, est� bem?
Estou �ptima, estava a dormir a sesta.
- O que foi? - Foi uma falha de energia.
Ficamos sem luz, mas n�o � nada de especial.
N�o tarda, eles v�m arranjar isto. Desculpe t�-la acordado.
Boa tarde, Key Magazine.
Fala Jackie Lawrence, queria falar com Randy Watts.
- O Randy acabou de sair, lamento. - Saiu?
Fa�a-me um favor, reencaminhe as chamadas para o meu telem�vel.
- Claro. - Obrigada.
- Esquadra 32 de Nova lorque. - O Detective Thomas Sullivan.
- N�o temos nenhum Thomas Sullivan. - N�o t�m?
Ele veio a minha casa.
- Espere um segundo, sim? - Sim, claro.
- Minha senhora? - Encontrou-o?
- Sim, ele reformou-se h� 23 anos. - Mas isso � imposs�vel.
- Ainda h� semanas esteve aqui. - Foi brincadeira. Fa�a queixa.
N�o, n�o quero fazer queixa.
Obrigada.
Jackie, querida, est� bem?
Estou? Sim, fala a Jackie.
� o Andrew.
- Quem? - O Andrew, amigo do Randy.
Sim. Ol�, Andrew, espere um segundo.
Desculpe, eu estava a dormir e estou desorientada.
- Anda � procura do Randy? - Jackie, o Randy morreu.
A Pol�cia disse que um velhote o atropelou com uma carrinha.
- N�o parou. - O qu�?
Telefonou para os Kramer. O Allen gosta de mensagens c�micas,
mas eu n�o. E voc�?
Raios partam, onde se meteram? Trish, Allen, n�o est� ningu�m?
- Diz l�, estou aqui. - Allen, escuta bem.
- O teu telefone n�o est� bom. - Allen, ouve-me, por favor.
- Allen? - Jackie?
- Jackie? - O que foi?
Os telem�veis foram inventados para atormentar as pessoas.
Ela volta a telefonar.
Allen? Allen?
Raios partam!
Jackie?
Est� bem, querida? Parece cansada.
- N�o, estou sempre maldisposta. - Quer que telefone ao Dr. Conicker?
Na verdade, eu preciso mais do Buddy.
Tenho a sanita entupida.
Eu vou cham�-lo. Entretanto, v� deitar-se.
Phoebe, podia fazer-me um favor. Apetecia-me muito um ch� de hortel�.
- Talvez me fizesse bem ao est�mago. - Claro, � para j�.
Buddy.
Andava mesmo � sua procura. A minha sanita est� entupida.
Vou buscar as ferramentas e j� subo.
Buddy? A porta est� no trinco. Vou para casa da Phoebe beber ch�.
Sim, est� bem.
Jackie, est� a� em baixo?
Jackie?
Jackie?
- Arnold, ela est� a�? - N�o a vejo.
N�o est� aqui.
Talvez esteja aqui.
Jackie, onde est�?
� melhor irmos outra vez a casa do Buddy.
- J� a encontraram? - Ainda n�o.
Jackie? Mas que raio est� a fazer?
Jackie?
Jackie!
- Jackie, pare! - Arranque!
N�o sei o que querem.
N�o entendo, sei que algo de terr�vel se passa.
Mataram o Randy.
Toma.
Est� bem.
- Onde � que ela est�? Est� bem? - Est� com a Trish.
Matt, ela est� muito perturbada. Ouve o que ela tem a dizer.
Allen, ela � minha mulher e eu amo-a. Mas depois do que aconteceu,
a qu�mica dela est� um caos, mal sabe a quantas anda.
O Arnold e os outros telefonaram a dizer que ela se passou!
Que se lixem eles e a qu�mica!
Ela � tua mulher, mas � a minha melhor amiga.
Garanto-te que n�o est� louca. Est� confusa, mas louca n�o est�.
- Est� l� em cima. - Obrigado.
Isto estava no arm�rio do Buddy?
Tamb�m l� tinha o teu rel�gio.
Tem de haver alguma explica��o.
Explica o colar da Catherine, explica o farolim partido,
explica o Detective Sullivan, explica os Roth, a Kim e o David,
todos sem fam�lia, como n�s!
Est� bem, querida.
N�o sei o que se passa, mas o que importa � que est�s bem.
Quando telefonei � Pol�cia, devia ter contado tudo!
O que lhes vais dizer? Diz-me, que eu telefono-lhes e conto tudo.
Eles mataram o Randy.
Mataram o Randy.
Adormeceu nos meus bra�os.
Dei-lhe uma grande dose de tranquilizantes.
Provavelmente foi uma boa ideia.
- O que achas que se passa? - N�o fa�o a m�nima ideia.
� melhor telefonarmos � Pol�cia.
- N�o me parece que seja boa ideia. - N�o te parece boa ideia?
O que tens a perder? A Jackie detesta aquele lugar.
Trish, o que temos a perder � a nossa empresa.
A nossa empresa?
Est�vamos com problemas e o Arnold emprestou-me cem mil d�lares.
Se eu n�o lhe pagar, a empresa � dele.
Como tiveste coragem de fazer isso sem me avisar?
- Desculpa. - Agora n�o h� nada a fazer.
Vamos pensar no que vamos fazer. Matt, se eles s�o mesmo assassinos,
� imposs�vel eles virem de Sing Sing."
Sim, mas se chamarmos a Pol�cia, temos de ter alguma pista.
E como tencionas arranjar uma?
Vou para casa, finjo que est� tudo bem. Pergunto pela Jackie.
Quando disserem que n�o sabem, digo que vou chamar a Pol�cia.
S�o uma cambada de velhotes, n�o me v�o fazer mal.
- Eu levo-te. - �ptimo.
Matt? Matt?
- O Allen? O Matt? - Foram a tua casa, mas j� voltam.
- A que horas sa�ram? - Por volta das 22h30.
Trish, s�o 03h00!
Telefonou para a Jackie e para o Matt. Deixe mensagem.
Matt, por favor, atende. Matt, se est�s a�, atende.
- A quem est�s a telefonar? - � Pol�cia.
- 112. - O que vais dizer?
- Estou? - Sim?
Sabe o atropelamento e fuga que houve em Madison Avenue?
- Quando? - Ontem.
- Na 54th Street? - Sim, mataram um homem.
- Diga. - Sei onde est� a carrinha azul.
Pronto.
Vai correr tudo bem, a Pol�cia deve estar a chegar.
E se lhes fizeram mal?
O que ser� de mim, Jackie?
Chegou a Pol�cia.
N�o, fica aqui com o carro a trabalhar. Eu j� venho.
Est� aberta. Eles costumam trancar a porta da cave.
Eles?
Jackie, felizmente est� bem. Est�vamos t�o preocupados consigo.
- Afastem-na de mim. - Coitadinha.
Perguntem-lhes o que fizeram ao meu marido e ao Allen!
Jackie, onde se meteu? Est�vamos t�o preocupados consigo.
- Gra�as a Deus, est� bem. - O que se passa aqui?
- Mataram o Randy e t�m o meu marido. - Agente.
Ela tem passado um mau bocado. A morte do amigo foi um choque.
- Est� a mentir, posso mostrar-vos! - N�o adianta empatar os agentes.
Saia da frente!
- O Buddy arranjou-o. - Arranjou o qu�, Jackie?
- Quem � o Buddy? - O farolim estava partido, eu vi.
O Buddy � o porteiro que foi passar f�rias com a fam�lia em Chicago.
- N�o se lembra, querida? - N�o h� qualquer dano.
- Posso dar-lhe uma palavrinha? - N�o acredite no que ele diz!
D�-lhes um minuto. Tenha calma.
Tenha calma, sim?
S� um aborto j� desequilibra uma mulher. O marido deixou-a
e depois o melhor amigo dela � morto.
Ela tinha de culpar algu�m. Escolheu-nos a n�s, que a adoramos.
- � normal, Dr., acontece. - Tudo o que ele disse � mentira!
- Tenha calma. - Pergunte � minha amiga l� fora.
Estava mesmo aqui. Voc�s viram-me sair do carro.
N�o, a primeira vez que a vi foi quando se dirigiu ao nosso carro.
Importa-se que a levemos para dentro?
- Posso dar-lhe algo para a acalmar. - Claro, mas preciso de informa��es.
N�o! N�o, eles v�o matar-me!
Miriam, d� ao agente todas as informa��es de que ele precisa.
- Claro. - Larguem-me!
Larguem-me!
Jackie, n�o resista.
Est� a ver? Ser velho tem uma vantagem.
Matamos impunemente.
Temos de fazer um teste sangu�neo.
Perdeu o beb� h� pouco, pode ainda n�o estar a produzir o "Brilho".
- Acorde, Jackie. - Temos uma surpresa para si.
Queremos contar-lhe um segredo.
Como acha que nos mantivemos t�o jovens?
Apenas voc�s, os sacanas dos jovens, t�m sa�de para ter o Brilho
a correr nas vossas veias.
Mas o meu querido Victor descobriu como destil�-lo.
Quer um gole?
Tem sabor de Matt.
Eu amo-te, querida.
Eu amo-te.
Jackie.
Desculpe t�-la feito esperar.
Vou pedir ajuda, querido. N�o morras.
Por favor, n�o morras.
- O que foi isto? - N�o sei.
O Ben?
N�o. Ben?
- Ela matou-o. - Meu Deus!
Onde est�, sua bruxa? Se pensava em fugir daqui, tire da� a ideia.
Temos "trancas muito firmes", tal como as da menina.
Ela deve ter ido para cima.
Victor, fecha as portas. Tranca-as!
Ela tem de estar aqui algures.
N�o pode ter-se levantado sem mais nem menos.
Que raio se passa l� em cima?
Os estrangeiros estavam a ficar desconfiados e eu tranquei-os.
Que mais podia fazer?
Digo-lhes que foi um assalto.
- Socorro, ajudem-me! - Jackie?
Ela trancou-a.
Vai buscar um martelo, uma serra, qualquer coisa.
Abra! Jackie, abra j� a porta!
Destranque a merda da porta! Jackie, desista, n�o vai fugir!
- Jackie? - Eu arranco as dobradi�as.
� o alarme de inc�ndio. Mas quem accionou o alarme?
N�o se pode desligar a partir daqui, s� nos Bombeiros.
Depressa!
Socorro!
Pe�o desculpa. O porteiro esteve a fazer uns trabalhos na cave
e o p� deve ter accionado um alarme. Pe�o imensa desculpa.
Ok, Dr. Se est� tudo bem, vou pedir para desligarem o alarme.
V� l�, ajudem-me! Socorro!
Estou aqui! Socorro!
Baixem-se!
Ajudem-nos! Por favor, ajudem-nos!
Chamem j� a Pol�cia.
Por favor, ajudem-nos!
Sua cabra ego�sta.
Cuidado com a cabe�a.
- Vou fechar as portas. - Est� bem.
Estiveste a fumar?
Desculpa.
Eu vou deixar, prometo.
Pare! N�o se preocupe, meu jovem, n�s apanhamo-lo.
- Est� bem? - Sim, obrigado.
- Acho que sim. - Lamento, mas ele era muito r�pido.
- N�o h� danos permanentes? - N�o, acho que estou bem.
- Tent�mos, mas ele corria muito. - No lugar dele, eu faria o mesmo.
Saud�veis ou mortos, � o nosso lema. Tentamos estarem forma.
Na sua idade, � f�cil, na nossa, � imperativo.
- O que foi? - Tinha tudo na minha mala.
- O senhor vive aqui perto? - N�o.
N�s vivemos do outro lado do parque, pode utilizar o nosso telefone.
Eu sou a Simone Freidlander e este � o Dr. Conicker.
Sou Tom Sullivan, antigo agente da Pol�cia de Nova lorque.
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