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Suriname - Am�rica do Sul
Senhores, a tortura como instrumento pol�tico j� n�o � a rude...
e brutal forma de extrair informa��o aos inimigos.
Tornou-se uma especialidade subtil e sofisticada,
a ser executada com precis�o m�dica e cient�fica.
A dor f�sica e psicol�gica � aplicada em doses insuport�veis,
mas controladas, para destruir a vontade e a mente,
enquanto o corpo se agarra � vida.
Hoje, o processo pode durar semanas e at� meses,
durante os quais o sujeito fica enclausurado...
numa delicada, digamos assim, vida de pesadelo.
Hoje, o capuz, que serve para separar psicologicamente...
e subjugar psicologicamente, nem sempre � necess�rio.
H� alturas em que se trabalha sem ele.
Hidalgo. George Hidalgo!
J� viram como uma mulher � obrigada a despir-se,
privando-a da sua dignidade. Com um homem, � o contr�rio.
Dispam-no!
Ele conseguiu.
Senhor.
Desculpem, senhores.
Doutor, h� um problema qualquer fora da cidade.
Devo lev�-lo para o hotel.
Isto n�o vai demorar.
Sr. Hidalgo, ou devo dizer George, dado eu sentir que quase nos conhecemos,
tive a oportunidade de ler alguns dos seus artigos sobre mim.
S�o astutos na maior parte, embora alguns factos estejam errados.
Reconhece-me o m�rito de instruir os chefes de mais de 35 pa�ses.
Lisonjeiro, devo dizer, mas o n�mero correcto � 20.
Senhores, reparem como o sujeito se agarra � moral compensat�ria...
e �s defesas habituais.
El�ctrodos.
O porco volta a usar a electricidade.
Quanto tempo mais?
Dois minutos e... dezoito segundos.
Ele era prejudicial e ainda bem que morreu. S� queria que tivesse sofrido mais tempo.
De onde veio aquele?
Est�o a trocar de carros.
Ilhas Caim�o
Bom dia, Quasimodo.
-Tem de esperar aqui, por favor. -Obrigado.
-Bom dia para si, senhor. -Bom dia, Santiago.
Trouxe-lhe uma visita.
O cavalheiro veio da Cidade do M�xico de avi�o.
Trago-o aqui?
Eu vou at� l�.
-Holland? -Sim.
Chamo-me Hector Lomelin. Talvez o George Hidalgo me tenha mencionado.
Sim. Como est�? Como est� o George?
Morreu.
-Como est�o a filha e a vi�va dele? -Conheceu-as?
-N�o, mas ele falava muito nelas. -V�o vivendo dentro do poss�vel.
S� n�o compreendo. O George era jornalista.
N�o tinha nada de se meter com algu�m como o Doutor.
Contava sempre consigo para concluir o trabalho.
Achava que n�o tinha outra escolha.
Agora, estou aqui por mim e por outros,
na esperan�a de o convencer a faz�-lo.
Hector, n�o parece o tipo de homem...
que mandaria matar algu�m.
N�o sou,
mas o Doutor est� � margem das leis morais das pessoas civilizadas.
O George morreu a tentar deter esse homem.
Quanto custaria?
Hector, tal como disse ao George, reformei-me. Olhe.
N�o pode retirar-se do mundo, Holland.
Sabe, na minha cl�nica, tenho doentes de todo o mundo.
Gravaram em videocassetes as experi�ncias que tiveram com o Doutor.
Trouxe algumas comigo.
Pode ao menos v�-las?
Claro.
Fui presa com a minha irm� e o marido dela.
Disseram que t�nhamos fornecido armas aos rebeldes, mas era mentira.
N�o t�nhamos feito nada. A minha irm� estava gr�vida.
Bateram-lhe v�rias vezes na barriga. Um dia, levaram-na.
Nunca mais a vi, mas disseram-me que o corpo dela foi encontrado na rua.
Quando a abriram, encontraram a cabe�a do marido dentro dela.
Tiraram-me a minha mulher e os meus filhos.
O Doutor obrigou a minha mulher a comer as pr�prias fezes.
Partiram os ossos dos meus filhos.
Disseram que continuariam at� eu confessar crimes contra o governo.
Inventei coisas para salvar a minha fam�lia, mas disseram que era mentira.
Obrigaram-me a ver o meu amigo a ser despido...
e obrigado a encostar-se a uma mesa de madeira.
Dois homens prendiam-no enquanto o Doutor espetava pregos nos test�culos.
Ele desmaiou v�rias vezes devido � dor.
E sempre que desmaiava, atiravam-lhe �gua para o reanimar.
O meu marido foi obrigado a ver-me ser violada com uma garrafa.
Depois, o Doutor matou-o � minha frente,
muito lentamente, cortando-o e puxando para fora os intestinos dele.
O Doutor obrigou-me a comer vidro mo�do.
Magoou-me tanto as entranhas que nem agora consigo ingerir s�lidos.
A minha pele foi queimada com �cido e cravaram-me agulhas debaixo das unhas.
O Doutor obrigou-me a beber a minha pr�pria urina.
Todo o meu cabelo foi rapado e o Doutor queimou-me a cabe�a com cigarros.
Na altura do golpe, fui preso e levado para o est�dio nacional.
Nunca mais esquecerei o homem do capuz. O homem a quem chamavam Doutor.
Era ele que seleccionava quem seria torturado, quem seria morto.
Durante todo o dia e toda a noite, ouviam-se os tiros e os gritos.
Injectavam-me droga todos os dias.
Causava-me dores de cabe�a t�o fortes que pareciam abrir-me a cabe�a ao meio...
e tinha c�ibras terr�veis por todo o corpo.
O Doutor.
O Doutor. Todos eles.
Clement Molloch, o homem a quem chamam Doutor. Vai faz�-lo?
...at� desmaiar de dor. Depois, eles partiram...
Como disse, reformei-me.
Cidade da Guatemala
Clement, � um prazer. E a minha querida se�ora Molloch.
-Por favor, sentem-se. -Porque estamos aqui, Aristos?
Acalme-se, Clement. Posso oferecer-lhe uma bebida?
-Apenas �gua mineral. -H� um problema, Clement.
O Conselho dos Estados da Am�rica Central...
acabou de concluir as reuni�es na Costa Rica.
Hip�critas.
Todos os governos representados condenam o meu irm�o publicamente...
e reconhecem-no em privado.
Marcaram outra reuni�o e an�lise das viola��es dos direitos humanos.
Viola��es dos direitos humanos? N�o existe semelhante coisa.
Apenas existe a seguran�a do Estado e aqueles que poderiam prejudic�-la.
Temos de fazer o jogo.
O que est� a sugerir?
Uma mudan�a.
O meu irm�o esfor�ou-se muito para tornar este pa�s seguro, Victor.
Se o trabalho dele � reconhecido nalgum lugar, � aqui.
Apenas cito o meu presidente, se�ora.
Quanto tempo nos d�o?
O mais r�pido poss�vel.
Veremos.
Cidade do M�xico
-Mudou de ideias? -Sim, vamos faz�-lo.
N�o discutimos a sua remunera��o.
N�o se preocupe. N�o quero o dinheiro.
Fico-lhe grato. No entanto, temos um problema.
O Doutor vai sair da Guatemala dentro de duas semanas.
Ningu�m sabe para onde vai.
Se o deixarmos escapar desta vez,
talvez nunca mais o possamos encontrar.
-Onde obt�m as suas informa��es? -De um homem chamado Max Ortiz.
Pertence aos mais altos escal�es e � totalmente oposto ao regime actual.
-Parece algu�m em quem posso confiar. -� um amigo eterno.
-Pode p�r-me em contacto com ele? -Claro.
E mais uma coisa, um pouco mais dif�cil.
Gostava de viajar como um homem de fam�lia.
Quero levar uma mulher e uma crian�a comigo.
-lsso pode ser perigoso, n�o acha? -Sim, mas � s� por alguns dias.
A maioria das pessoas nesta ala t�m algo em comum.
-O Doutor. -Exacto.
Estas s�o s� uma pequena percentagem.
Conseguiram fugir.
-Holland, esta � a minha mulher, Isabel. -Como est�?
Se�ora Rhiana Hidalgo.
A minha mulher � enfermeira cir�rgica. Est� a dar forma��o � Rhiana.
-Lamento pelo George. -Tenho a certeza que sim.
Porque n�o vamos todos tomar um caf� mais tarde?
A sorte sorri de uma forma estranha.
-Acho que n�o. -Porque n�o?
-Por ser a vi�va do George? -Por estar emocionalmente envolvida.
Parece-me que a Rhiana tem raz�o. E ela tem uma filha.
� exactamente o que procura.
Mas � muito descuidada.
No vesti�rio, disse � sua mulher que eu parecia um assassino.
Algu�m pode ter ouvido.
-L� l�bios? -Sim.
Desculpe. Percebo agora que estava errada.
Decidiu que n�o pare�o um assassino?
Decidi que devia guardar as minhas opini�es para mim.
-Quando pode estar pronta para partir? -Posso partir quando voc� quiser.
-Que quarto prefere? -Nenhum. Dormirei aqui.
-Mas n�o h� cama. -Dormirei no ch�o.
Gosto disto, mam�.
Max Ortiz?
-� um prazer conhec�-lo. -O prazer � todo meu.
O Doutor tem tr�s homens em particular que nunca se afastam dele.
Cada um deles � um assassino com forma��o completa.
Randolph Wheatley, um antigo agente dos servi�os secretos.
� o perito em comunica��es do Doutor.
Gosta de passar os tempos livres nos piores antros do barrio.
Karl Hausmann. Primeiro, foi Boina Verde. Depois, trabalhou na CIA,
at� ser contratado pelo Doutor.
Este aqui � um mist�rio. Chama-se Cillero.
� prov�vel que seja basco. � o motorista do Molloch.
E depois, h� o pr�prio Molloch.
O Doutor. Julgo que ele n�o necessita de apresenta��es.
� uma fam�lia acolhedora.
Grande parte da colec��o est� na minha casa de campo.
O que preciso � de uma ca�adeira de canos cortados e respectivos cartuchos.
E de um rev�lver de grande calibre.
Fale-me mais do Molloch. Ele tem algum tipo de rotina?
Raramente � visto em p�blico.
A coisa mais pr�xima de uma rotina seria assistir � luta de galos.
Aquele camarote � dele.
Fale-me da irm�.
Tem rotinas ou h�bitos diferentes dos do irm�o?
Vai � cidade fazer as compras.
Tem um pequeno apartamento num dos novos arranha-c�us.
Chama-se Claire. Ela e o Molloch s�o insepar�veis.
Acho que vou vomitar.
N�o queria que isto acontecesse. Desculpe.
Senhor, quer marijuana? Eu disse marijuana. Quer?
Tem elefante? Tem Mingtoydop?
Acho que n�o.
� extraordin�rio como foi f�cil conseguir que a Sarah gostasse dele.
-A inoc�ncia das crian�as � aben�oada. -N�o gostas dele?
Hoje, antes de virmos para c�, pass�mos horas a percorrer lojas,
� procura de cassetes de �xitos latino-americanos.
� o que os turistas fazem.
N�o deixes que ele te engane, Max. � frio, sem cora��o.
N�o reage a ningu�m, nem a nada.
Esqueci-me. Ele l� l�bios.
Era isso que queria?
-Serve muito bem. -L� est�. Em frente, � direita.
N�o me atrevo a aproximar mais. A casa est� completamente guardada.
Televis�o de circuito fechado, detectores de movimento, alarmes...
e at� tem uma esp�cie de raios infravermelhos.
-V� aquele homem, junto �quela �rvore? -Sim.
O local onde se encontra, est� dentro do raio das c�maras.
-Como vai entrar l�? -N�o tenciono entrar.
Ent�o, como vai faz�-lo? Com uma espingarda de alta pot�ncia?
-Ou o �bvio � considerado pass�? -Rhiana, por favor.
Sinceramente, penso que tenho o direito de saber. Tamb�m estou metida nisto.
S� vou dar uma vista de olhos.
Pe�o desculpa pela Rhiana. Teme que ele fuja, ou que algo corra mal.
N�o faz mal. Apenas est� assustada. Leve-as de volta ao hotel.
Est� bem.
Acho que deve pensar em regressar a casa hoje.
Porqu�?
Lembra-se daquele coxo na luta de galos? O que tinha uma muleta?
Apareceu na casa do Doutor,
sem muleta e a caminhar como um campe�o.
N�o h� nada que os torne suspeitos, pois n�o?
Com base no que captei, observando a conversa,
penso que est�o satisfeitos por sermos turistas.
Ent�o, porque temos de partir?
-J� n�o preciso de voc�s. -Mam�?
Holland, se ficarmos, a Sarah corre perigo?
Ainda n�o. Mas ambas podem vir a correr.
Onde est� o Randolph?
Passou toda a manh� a trabalhar num programa de computador.
-Maldita seja esta gente. -O Randolph?
N�o, a embaixada.
O meu pr�mio no c�u ser� deitar as m�os a gera��es de diplomatas...
e burocratas f�teis.
-Cillero. -O Randolph est� a�?
-Sim, senhor. -H� um problema com o Briggs.
N�o est� a cumprir o que prometeu.
Acho que terei de falar pessoalmente com ele.
-Holland, voltarei a v�-lo? -Sim, voltar�s.
Lembre-se que quero ver o seu peixe.
-Qual � o nome dele? -Quasimodo.
-Vais portar-te bem? -Vou.
-Adeus, Holland. Adeus, mam�. -Adeus, Sarah.
-Amo-te. -Tamb�m te amo.
A embaixada. Que estar� ali a fazer?
Meu Deus, pregaste-me um grande susto.
O protector do mundo livre a trabalhar?
-Deixa-me em paz. -Deixa-nos tu em paz.
Que disparate � este que tens dito ao Doutor?
Washington est� a pressionar.
N�o posso pedir aos locais para ele ficar, sem me tornar vulner�vel.
-Ent�o, torna-te vulner�vel. -Sugiro que n�o causes agita��o.
H� muitos pa�ses que gostariam de o ter de volta.
Tu sugeres.
O Doutor gosta disto aqui. O ar d�-se bem com ele.
Raios, Randolph, se usar influ�ncia sobre estas pessoas,
Washington saberia em cinco minutos. Eu seria enviado para o Afeganist�o.
Se te queres armar em duro, Briggs, n�s tamb�m podemos faz�-lo.
O Doutor tem feito todo o trabalho sujo que tens precisado.
Est� na hora de saldares as d�vidas.
Lembra-te que todos os comit�s do Congresso estariam interessados...
em saber como usaste os servi�os do Doutor.
Al�m disso, algumas fugas de informa��o nos locais certos...
N�o � nada complicado.
Verei o que posso fazer.
� exactamente o que vais fazer. E certifica-te de que � cumprido.
-A Sarah simpatizou muito consigo. -Acho que sente a falta do pai.
� mais do que isso. Na verdade, ela preocupa-se consigo.
Leve o carro e regresse ao hotel.
-Onde vai? -Vou entrar.
Holland, espere.
Vou consigo.
Est� bem, a decis�o � sua. N�o fa�a nada que cause problemas.
O meu pai alertou-me para locais como este.
Tem um certo charme �ntimo.
Vou buscar duas cervejas.
Duas garrafas de cerveja.
-� americano? -Sim, sou.
-N�o foi loucura entrar aqui? -Estava com sede.
Credo, mal virei as costas e j� engataste algu�m.
Quem � este americano de merda?
-O meu marido. -S� as prostitutas casam com americanos.
Amigo, n�o viemos aqui procurar sarilhos.
Quem procuras? A tua m�e?
�s linda.
Vou levar-te para a cozinha e mostrar-te com um homem a s�rio � sensual.
Quando terminar, vou d�-la ao meu amigo.
N�o penso que queira fazer isso.
O que sente agora � a sua pr�pria mortalidade...
e este canalha sabe disso. Sabe-o muito bem.
Est� bem?
Tem m�os fortes, amigo.
Eram s� candelabros de vidro. Eu n�o sabia o que devia fazer.
Raios, ele � mesmo um tipo grande e assustador.
-Voc� � americano. -Exacto.
De vez em quando, sabe bem ouvir mais algu�m a falar ingl�s, n�o acha?
-Quer juntar-se a n�s? -N�o me importo.
H� ali uma mesa.
Chamo-me Bart Smith. A minha esposa, Nancy.
Ol�, Nancy. Sou o Randolph.
O que fazem aqui? S�o turistas?
Mais ou menos.
lsto n�o � uma atrac��o tur�stica habitual.
N�o somos os vossos turistas habituais. Percebe o que digo?
A vida fica mon�tona...
e nada melhor que variar um pouco para animar as coisas.
Exacto.
Eu e a Nancy somos de uma pequena aldeia no Nebrasca.
Temos sempre de procurar anima��o e variedade noutro local, sabe?
Bart, que tipo de anima��o procura?
Sabe, eu e a Nancy j� experiment�mos v�rias coisas.
Aprendemos truques que nem pode imaginar.
Experiment�mos coisas como troca de esposas... � casado?
N�o, sou divorciado.
Mas lembre-se que tr�s � companhia e quatro � decididamente uma multid�o.
Estou pronto para qualquer coisa, ou qualquer pessoa.
-Tr�s � �ptimo para mim. -� decididamente �ptimo para mim.
-Tem casa? -Claro que sim.
Bem, c� estamos n�s.
Querida, porque n�o vais l� dentro e vestes algo mais confort�vel?
Vamos p�r-nos mais �-vontade.
Parece uma �ptima ideia.
Nada m�.
Uma casa de luxo.
Que tal uma bebida para darmos in�cio a esta festa?
Holland?
Est� tudo bem, s� n�o entre aqui.
Meu Deus!
Acalme-se.
-N�o me disse que o ia matar. -E se tivesse dito?
Voc� � depravado. N�o tem quaisquer princ�pios.
N�o sabia que a maior preocupa��o eram os princ�pios.
-Voc� � um perverso... -Pronto, basta. Pare!
Acho que deve ir buscar a Sarah e regressar a casa.
Pe�a ao Max para a meter no primeiro avi�o.
Quando me ligar para o hotel, diga-me qual � o n�mero do voo e a hora.
Mais nada.
Meu Deus.
Doutor!
O Randolph est� espalhado pela rua. Algu�m declarou guerra ou qu�?
Estou.
Estou em casa do Max. N�o vou partir.
N�o foi esse o nosso acordo.
Por favor, n�o se zangue, Holland. Posso explicar.
Desculpe.
Fomos at� � porta de embarque, mas n�o consegui avan�ar mais.
Tenho de saber que ele morreu.
As vingan�as emocionais s�o apenas outra forma de suic�dio.
O Hector chegou a falar-lhe do George?
O que lhe aconteceu? O corpo dele foi devolvido h� tr�s meses.
Os rins e o ba�o estavam desfeitos.
Os dentes estavam totalmente partidos.
� o que o choque el�ctrico faz.
O George nunca perdeu a esperan�a de que pusessem um fim ao Doutor.
Nem mesmo depois de lhe vir pedir ajuda.
-Voc� recusou. -Bem, finalmente deitou c� para fora.
Se me est� a culpar, engana-se.
Max,
gostava que me trouxesse a ca�adeira e os cartuchos hoje.
-Est� bem. -E a morada da irm� na cidade.
-Que vai fazer? -Vou p�-lo nervoso.
E quando se tornar vulner�vel, apanho-o.
Sim, ele esteve aqui.
Saiu com um casal de turistas.
-Tem ideia para onde iam? -N�o, nenhuma.
Diga-lhe que, se continuar a fazer o mesmo, um dia mete-se em sarilhos.
J� se meteu.
-Vais demorar-te? -Espero que n�o.
Assim que chegar ao apartamento, mando-te o carro de volta.
N�o sei quem matou o Randolph e o Karl.
O Coronel Aristos tamb�m n�o sabe.
Briggs, eles querem-me fora do pa�s e tu tamb�m.
N�o o negues.
Acham que, ao matar o meu pessoal, me conseguem obrigar a fugir.
N�o sei nada sobre isto.
Cumpre as tuas fun��es de c�o de guarda americano e descobre.
-Mas a pol�cia local... -N�o confio neles.
Nem sequer no Coronel Aristos e mal confio em ti.
Infelizmente, n�o posso recorrer a mais ningu�m.
-Vou tentar descobrir. -Sim, faz isso.
-Queres tomar um duche primeiro? -N�o, obrigada.
-Cillero? -Vista-se.
Max, n�o disse que tinha uma casa de campo?
Sim, no Lago de Amatitl�n. A sul da cidade.
-Tem algum mapa? -Sim, venha comigo.
Esta � a aldeia de Magdalena.
A minha casa fica mesmo aqui.
O que � isto aqui?
� uma mina abandonada.
� perfeita.
A Sarah n�o pode ficar aqui de modo algum.
Mande-a para casa o mais cedo poss�vel.
Voc� tem de se esconder. Neste momento, j� o devem ter associado a mim.
Est� bem.
O Max Ortiz.
� um local.
-Esse departamento � seu, Victor. -Vou mandar prend�-lo.
Algu�m surge do nada, transforma o Randolph em carne picada...
e mata o Cillero.
A sua irm� desaparece sem deixar rasto. Meu Deus, que significa isto?
Raios, Briggs! P�ra de jogar �s adivinhas.
O Karl, o Cillero e o Randolph mereceram o que tiveram por serem t�o est�pidos.
S� me interessa a minha irm�.
-Pede ajuda externa. -O meu pessoal trata disso.
Pede ajuda externa, Briggs!
Holland? Tenho pensado numa coisa.
Como � que algu�m como o meu marido conhece algu�m como voc�?
Na sua profiss�o?
O seu marido tinha uma grande curiosidade.
Conhec�amo-nos h� muitos anos.
L� est� voc� outra vez, sem me contar nada.
Gostava de saber.
O Doutor tamb�m gostava, se lhe deitasse as m�os.
Quanto lhe pagam para fazer isto?
Ningu�m me paga nada.
Eu corria atr�s do dinheiro, mas onde vivo agora n�o tem utilidade.
Onde vive?
Vivo num local muito pac�fico.
Posso ver o p�r-do-sol todas as tardes...
e ler � luz natural at� �s 22:00.
De manh�, posso tomar duche com �gua da chuva.
� magia.
Parece-me muito estranho.
O qu�?
Que algu�m como voc�, que mata pessoas, possa falar de paz e de magia.
Acho que j� est�o a salvo.
Ele tem uma casa de Ver�o no Lago de Amatitl�n.
� ali que t�m a minha irm�.
-Comunique imediatamente ao Paul Briggs. -Sim, senhor.
Est� l�?
Tenho aqui algu�m que lhe pertence, Molloch.
Como est� ela?
-Magoou-a? -Pergunte-lhe.
Est� l�?
Clement, sou eu.
-Est�s bem, Claire? -Clement, desculpa. A culpa foi minha.
Lamento muito.
Que querem eles?
J� chega. Afinal, sou eu que pago esta chamada.
Se anda atr�s de mim, devia ter a coragem de me vir apanhar.
N�o se julgue importante, Molloch. Ando atr�s de dinheiro. Dinheiro vivo.
Quanto?
Digamos, cerca de meio milh�o de d�lares. Em notas grandes e pequenas.
O que o faz julgar que tenho tanto dinheiro?
Se n�o o tem, � melhor descobrir um modo de o arranjar,
ou nunca mais voltar� a ver a sua irm� viva.
Diga adeus ao seu irm�o.
Clement!
Por favor, ajuda-me.
Ajuda-me, por favor.
O que diz, Molloch?
Preciso de tempo. De mais algumas horas.
Ele sabe que estamos aqui.
Porque diz isso?
Ele n�o perguntou.
Temos visitas.
Voc� conduz. Vou precisar de ter as m�os livres.
V� em direc��o a eles.
Liga ao Briggs!
Alto!
Meu Deus.
Diga-lhe que n�o queremos criar problemas e que pagaremos pelos danos.
Diga-lhe que queremos comprar o cami�o dele.
Quanto?
Diga-lhe que, se aparecer algu�m a fazer perguntas,
ele n�o sabe nada.
Vamos procurar um local para enterrar a mulher.
Para onde vamos?
Para aqui. � uma aldeia chamada Magdalena, se isto chegar at� l�.
O Doutor � que te mandou chamar.
-O que fizeste? -Mandei uns homens � casa junto ao lago.
A �ltima not�cia � que andavam atr�s dos suspeitos.
-Como est� o Doutor? -Agitado. Anda furioso.
Enfrentamos uma pessoa muito resoluta.
Penso que h� um grupo de terroristas a usar o rapto para fazer dinheiro.
� isso, ou um bandido, com mais coragem que c�rebro, quer vingar-se do Doutor.
Merda. � melhor procurar um telefone.
Est� bem. N�o deixes o �ndio fugir.
Atira-lhe aos p�s, se necess�rio. Vamos j� para a�.
Bandidos, uma ova!
O agente que acabou de me chamar, encontrou os colegas queimados num campo.
-Onde? -A cinco horas, de carro.
Acho que esta maldita carro�a n�o vai l� chegar.
N�o h� mais nada sen�o porcos.
Grandes e malditos leit�es que mordem.
Disse-te que mantivesses o agricultor aqui.
Que podia eu fazer?
Atirar-lhe aos p�s como te disse. Parvo.
Este � profissional.
O qu�? Profissional? Transformou este local numa sucata.
-E ainda fugiu com a irm�. -Meu Deus.
-A que dist�ncia fica a pr�xima aldeia? -� Magdalena.
Um desses sonolentos locais, a cerca de 100 quil�metros.
Vamos.
Venham. Vamos partir.
Tome algo para comer.
Uma coisa destas podia aquecer Cincinnati durante um m�s.
Isto nunca o afecta, Holland? Nem mesmo um pouco?
�s vezes n�o lhe apetece esfregar as m�os at� sangrarem?
S� para lavar a morte que existe nelas.
N�o penso da mesma forma.
N�o sei se poderei continuar por mais tempo.
Voc� disse que queria ver pessoalmente.
Queria estar l� quando ele fosse morto.
Acho que j� vi o suficiente.
Todas estas mortes. O sangue.
Rhiana, antes podia escolher. Agora j� n�o.
Coma um pouco disto.
Alguma vez lhe disseram que fala enquanto dorme?
O que foi que eu disse?
Pergunte-lhe o que aconteceu.
Ele disse que eram muito jovens. Os soldados levaram-nos.
Ele diz que os corpos estavam bastante mutilados.
Acontece com frequ�ncia.
Diga-lhe que estamos do lado dele.
Pergunte-lhe se h� um telefone na aldeia que possamos usar.
Diz que tem um caf�. Podemos usar o telefone dele.
Vamos.
-Quer uma cerveja? -Pode ser.
Bem, n�o me parece fechado.
Traga-nos duas cervejas.
Est� quente!
Como faz? Recicla o conte�do da sanita?
Est� na casa do meu amigo. Mostre algum respeito, ou saia daqui!
Vamos ao motivo que nos trouxe aqui.
Voc� tem o que n�s queremos.
N�s pagamos.
S� negoceio com o Molloch. Onde est� ele?
Ele que se lixe. Que lhe interessa isso? Desde que receba o dinheiro, n�o �?
Isso � ser esperto.
Vamos falar de um pre�o mais razo�vel.
Sabe, estava a pensar que gostava de ter um Mercedes,
um pequeno rancho em Malibu...
e talvez um cabeleireiro l� em Aspen, percebe o que quero dizer?
O meu cliente disp�e-se a pagar $200.000, no m�ximo.
Como? Espera que eu alugue?
Olhe, estamos a falar de neg�cios s�rios.
Cala-te, parvalh�o!
N�o � dinheiro que quer, pois n�o, Holland?
� esperto demais para o trabalho, Cannell.
Ele vestia um colete � prova de balas.
Conhece dois in�teis chamados Briggs e Cannell?
-Matou-os. -Foi uma estupidez. N�o volte a repetir.
Onde est� a minha irm�?
Ela n�o est� a sofrer.
Vamos continuar a transac��o e acabar com todos estes problemas.
Estou pronto.
Primeiro, vou fazer-lhe um aviso. Desta vez, venha sozinho.
A sudoeste de si, existe uma aldeia chamada Magdalena.
Antes da aldeia, h� uma rua para uma mina, � direita. Siga-a.
Conduzi-lo-� � entrada de uma mina de opala. Encontramo-nos l�.
O Max disse-me que estas minas estavam abandonadas.
Eles t�m autoriza��o para procurar opalas. �s vezes, t�m sorte.
Talvez possam regressar. Pe�a-lhes para sa�rem e regressarem amanh�.
N�o sair�o. � a �nica maneira de poderem sustentar as fam�lias.
Vem a� um carro.
Nesse carro vem um homem muito perigoso.
Pode haver tiros.
Vai mesmo mat�-lo?
� para isso que aqui estamos, n�o �?
Claire.
Aqui, Molloch.
Sarah!
Mam�.
Ele tem a Sarah.
Vai correr tudo bem.
Desde que ele acredite que temos a irm�, ela estar� bem.
N�o o vejo, mas julgo que voc� me v�.
J� sabe que tenho a crian�a.
Lamento o que possa parecer demasiado cruel.
Por favor, compreenda que me obrigou a faz�-lo.
Farei tudo o que for necess�rio para recuperar a minha irm�.
Est� a ouvir-me?
� a mim que voc� quer, n�o �?
N�o � o dinheiro. A minha vida vale a da crian�a?
Uma troca justa.
A crian�a em troca da minha irm�.
O que vai fazer?
Ent�o? Onde est� ela?
Onde est� ela?
Est� em seguran�a.
N�o est� aqui, est�?
Est�?
Est� aqui!
Clement!
Claire! Onde est�s?
Para onde te levaram?
Ajuda-me, por favor.
Claire?
Fecha a janela.
Traga-me a minha irm�, ou matarei a crian�a!
Paco! Ajuda-me!
Traga imediatamente a minha irm�, ou ele mata-a.
Traga imediatamente a minha irm�.
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