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Em 2022, as pris�es s�o operadas por empresas privadas.
Criminosos de todo o mundo s�o explorados com lucro.
As pris�es tornaram-se um neg�cio.
Companhia, � direita.
Olhar para a direita.
Olhar em frente.
Eu disse, olhar em frente.
Leviticus Penitenci�ria de Seguran�a M�xima
Vieram para aqui porque a sociedade n�o tem utilidade para voc�s.
As cadeias desistiram de vos reabilitar.
Este lugar ser� o vosso recinto at� ao dia em que morrerem,
porque a morte � a �nica sa�da.
N�o h� hip�tese de comuta��o, nem possibilidade de fuga.
Est�o condenados.
Ou aceitam isso ou morrem.
Quero falar com o preso 2675.
2011, Benghazi, L�bia.
Marchou at� ao seu comandante e matou-o.
Foi condenado por homic�dio premeditado de primeiro grau.
Desde ent�o, fugiu de duas pris�es de seguran�a m�xima.
Um exame do ADN revela uma avers�o � autoridade
e um temperamento tendente a um comportamento violento.
Parab�ns. Encontrou um lar.
Eu dirijo um neg�cio multinacional.
Reciclo o lixo humano de todo o mundo.
Sou bom no que fa�o porque as regras s�o feitas por mim.
N�o ter� contacto com o mundo.
Nem visitas, nem cartas. Voc� est� morto.
Mas se violar alguma das regras, ver� que h� vida depois da morte.
Uma vida muito dolorosa.
Tem alguma coisa a acrescentar?
Nunca mais me volte as costas.
Vamos.
Obrigado.
� para ti.
Anda. Depressa, depressa.
N�o comas ainda, ou eles descobrem.
Eles sabem tudo.
Os nossos impulsos el�ctricos denunciam-nos. Os do c�rebro.
Eles t�m computadores nas paredes.
Sabem o que estamos a pensar.
N�o penses.
- Eles v�m buscar-me. Eles sabem. - O qu�?
- Eles v�m buscar-me. - N�o �s tu.
- � a mim que eles v�m buscar. - Acalma-te.
Querem que penses isso. Eles v�o voltar.
Para onde � que v�o lev�-lo?
- Absolom. - Para onde?
Absolom. Os assassinos s�o reis. T�m dentes afiados como facas.
A carne humana � dura. Eles voam das �rvores...
Chiu, chiu.
Armazenar comida � um crime grave.
T�m o suficiente para sobreviver. Nem mais...
...nem menos.
O castigo por esta infrac��o:
Dez choques.
Preso 2675.
Vai executar o castigo.
Mais nove, por favor.
Comece.
Apanhe-o.
Daqui a cinco segundos, est� morto.
N�o me conhece o suficiente para duvidar de mim.
Agora apanhe-o.
Um...
Dois...
Tr�s...
Quatro...
Cinco...
�ptimo.
Pode come�ar.
Parem!
T1 a sobrevoar Absolom. Pedem coordenadas de aterragem.
Lancem-no perto do sector quatro.
- Preso 2675 foi entregue. - �ptimo.
Parem!
Volta a p�r isso onde estava.
�ptimo.
Isto n�o � lindo?
200 quartos de luxo.
Piscina aquecida e um corpo de profissionais cuidadosos.
Desculpa, estou a ser indelicado.
Sou Walter Marek, o gerente. Bem-vindo ao para�so das f�rias.
- Espero que aceitem cart�es. - Aceitamos tudo.
Marquei-te uma variedade de actividades estimulantes.
- Shuffleboard? - Desportos aqu�ticos.
Estas actividades podem ser duras, por isso seleccionamos a clientela.
Gostamos de garantir que satisfazem as exig�ncias f�sicas.
Para te acelerar o cora��o, pens�mos:
Cinco minutos na piscina com Ralph, o director de actividades aqu�ticas.
Diverte-te.
Que coisa extraordin�ria.
N�o era o que t�nhamos em mente, mas...
Extraordin�rio!
Faz-me falta um homem como tu no meu pessoal.
Parece que temos uma vaga.
Pensa nisso. Quartos de luxo, comida de gra�a.
Todos os que conseguires apanhar, matar e comer.
- Como � o teu plano de sa�de? - Esperan�a m�dia de vida...
Seis meses?
Estou aqui h� sete anos.
- E se eu disser que n�o? - Seria uma grande desilus�o.
Se tens de ir, eu n�o me meto no teu caminho.
- O exerc�cio era capaz de ser bom. - Eu fico.
Eu fico.
Se prometeres contratar outro salva-vidas.
Querem? Querem?
Sai da frente!
Isso foi uma grande parvo�ce.
Deixa-o ir.
Adeus!
- Sim? - Uma mensagem da ilha.
O preso 2675 est� vivo, no acampamento dos Internos.
Nunca se entra a�. Nunca!
- Como se sente? - Bem.
- Quer sentar-se? - N�o.
- Como se chama? - Robbins.
Mr. Hawkins � o chefe da seguran�a.
Aqui sou conhecido como o Pai.
Como escapaste aos Externos?
- Porqu�? - Como passaste nas armadilhas?
- Que lugar � este? - Um ref�gio, Mr. Robbins.
A maioria de n�s veio para aqui antes de os Externos terem for�a.
Voc� � o primeiro a conseguir fugir ao Marek.
E trouxe uma arma muito poderosa.
- E esta? - J� foi apropriada.
Como a conseguiu?
Fui baleado, sovado, semiafogado. N�o quero um interrogat�rio.
- Isto n�o � um interrogat�rio. - Ent�o fale voc�.
Cri�mos uma sociedade nova e civilizada.
Estamos sozinhos nesta ilha.
Temos o que outros presos desejam: Liberdade.
A possibilidade de ter uma vida.
Voc� � um homem de muitos recursos. Junte-se a n�s.
J� n�o estou para me juntar. S� quero sair desta ilha.
Levem-no ao Dysart.
Grave oxida��o do m�dulo de tiro.
Transdutores precisam de revis�o.
Bobina, varas de ejector, mira... Est� tudo estragado.
A bobina pode ser isolada com seda.
At� com fio de um p� de milho.
As varetas do ejector s� precisam de ser lixadas.
- Percebe de armas, Mr... - Robbins. O novo homem.
- Como � que a arranjou? - Dormi com o dono.
- Ouviste isto? - Ele est� decidido a fugir.
Com certeza.
Est� numa ilha, Mr. Robbins.
Chama-se Absolom, situa-se a 300 km do continente.
N�o h� guardas nem celas.
Estamos numa pen�nsula. Para l� das �rvores fica o mar.
A selva � fortemente vigiada. Deve saber porqu�.
Os Externos. Pensamos que s�o perto de 600.
N�s somos exactamente 98.
A ilha � vigiada por sat�lites com exploradores infravermelhos.
Qualquer fuga ser� detectada.
H� uma frota de helic�pteros a 75 km daqui.
Podem estar aqui em minutos.
- E chamam a isto liberdade? - Nas actuais circunst�ncias.
Usamos o termo livremente.
Lamento, mas est� aqui para o resto da vida.
N�o pode mexer-se com a perna assim. Tem tempo para pensar.
Ou fica aqui e faz o que lhe compete,
ou arrisca-se ali fora.
Os p�s! Limpe os p�s.
A m�dia do p� masculino tem mais 600 milh�es de germes.
Po�a! Aqui est�o 1.2 milhares de milh�es?
Infec��es nasais, bronquite ou conjuntivite n�o t�m gra�a.
Aqui n�o h� antibi�ticos, nem penicilina.
Um caso agudo de conjuntivite e est� arrumado.
Vou ver se n�o me esque�o.
- Quem � voc�? - Tom King. Recebo os novatos.
Tudo o que precisa est� naquela gaveta.
Fa�a um programa de higiene oral. A angina de Vincent � feroz.
Lave a boca antes de se barbear. Uma infec��o pode matar.
O Pai mandou pomada para a sua perna.
Est� feia.
- Por que lhe chamam o Pai? - � o que ele � para n�s.
Deve ser do p�.
- Por que me segues? - Assustou-me.
- Por que me segues? - S� queria...
Ouvi dizer que fugiu ao Marek. Queria conhecer o safado que...
- N�o fa�as isso. - Claro. Desculpe.
Ou�a, eu entendo.
- Que est�s a fazer? - Nada.
- Deixa-me em paz, sim? - Com certeza.
Sonhos H�midos!
� como chamo a este lugar. Sonhos H�midos.
Venho para aqui pensar na minha terra. Newark.
Fica a 7.500 km naquela direc��o.
Achava que era uma porcaria, mas agora at� beijava a sarjeta.
- Ent�o come�a a nadar. - N�o gosto muito de tubar�es.
Eu sinto o mesmo pelos ratos.
Espera.
Stephano.
O meu amigo, Mr. Robbins. N�o lhe toques.
Este � o Stephano. Tudo o que precisar, ele tem.
Gosto das botas.
Marca-as para mim. Quando morreres s�o minhas, certo?
Ele faz isto a toda a gente.
Que mercadoria � que tens?
Duas d�zias de batatas, poucos golpes.
Cinco pares de cuecas. Tamanho 44. "Fruit of the Loom".
Bom... Tenho 14 l�minas de barbear descart�veis.
S�o cor-de-rosa, mas quem � que se rala, certo?
Jogas basebol?
Tenho a luva de um primeira base. �s destro?
- Estou a ver se fa�o neg�cio! - Encontrei borracha.
Nem sei o que diga. Toma...
Leva o meu saco...
Leva-o at� ao cimo do rochedo e p�ra de me chatear.
Quero esta luva.
Volta aqui. Devo ter alguma coisa que queiras!
Tens um barco?
Um barco?
Adoro essas botas.
Que � que est� a fazer? Ningu�m sai durante a noite.
- N�o recebo mais ordens. - Todos aqui cumprimos perp�tua.
Temos as nossas regras.
Podia ser um Externo. Teve sorte de eu n�o o matar.
Acha que eu tenho sorte?
D� gra�as pelo que tem.
Sabes o que eu quero. N�o te fa�as t�mido.
Esta � sem d�vida a minha preferida.
- Boa, n�o �? - �, para quem gosta de mistelas.
N�o � para toda a gente.
- Por que vieste para aqui, Casey? - O rapto do Weinburger.
Foste tu?
Eu era um criado. Guiava o carro, trazia o caf�, cuidava dos putos.
Eles estavam num arm�rio. Eu disse ao chefe que n�o tinham ar.
Mas ele tinha um milh�o de d�lares na cabe�a.
Era incapaz de lhes fazer mal. Tinha um irm�o e uma irm� da idade deles.
Entrega de provis�es.
- O qu�? - Entrega de provis�es dos Externos.
- Quantas vezes � que v�m? - Duas vezes por m�s.
Nem pense em atacar o helic�ptero.
Eles escolhem sempre um lugar diferente. E quem o pilotava?
- A maioria de n�s nem sabe ler. - Eu sei.
- Pilotar um helic�ptero? - N�o, ler.
Mr. Robbins, � altura de lhe pagar uma bebida.
- Killian? Dois c�lices de u�sque. - Vai � fava!
Mr. Robbins � novo na aldeia. Deixa-nos tomar uma bebida.
Bota abaixo.
Espasmo cerebral. Demorei anos a conseguir isto.
- Isto mata um tipo. - O qu�?
- Acha uma merda o meu trabalho? - Isto � aguarr�s.
Sacana! Posso dar-lhe cabo do coiro s� com um bra�o, sabe.
Quem faz um n�ctar destes n�o merece que se metam com ele.
Temos de ir ao port�o. Todos t�m de ir at� ao port�o.
- Que � que se passa? - Ele adormeceu no seu posto.
Foi avisado. J� � a segunda vez.
As regras existem para proteger a comunidade.
Todo aquele que p�e em perigo a vida de um ou de todos n�s
comete um crime capital.
A pena � a expuls�o.
N�o concorda?
- Precisam da minha aprova��o? - Ele violou as regras.
E vai morrer por causa das regras. Acontece sempre aos inocentes.
Morrem devido �s regras de outro.
Vivemos sob uma amea�a constante.
Aquele homem podia ter-nos custado a vida. Temos de faz�-lo para viver.
Quanto tempo consegue estar acordado sem algu�m a vigi�-lo?
Qual � o problema?
- Onde est� a comida? - S� a recebem quando eu disser.
Amanh�, se se portarem bem.
Estamos fartos de obedecer-te. Devia ser outro a dar ordens.
A s�rio? T�m algu�m em mente?
Que tal o tipo que roubou a arma e te deu um banho?
Talvez o dev�ssemos convidar.
Isso n�o tem gra�a.
Isso j� tem gra�a!
- Eles v�o dar cabo um dos outros. - Fazemos um ataque-surpresa.
Isso j� n�o resulta. Precisamos da terra, da comida, de tudo.
- Precisamos dos outros bandos. - Talvez haja outra solu��o.
Pod�amos tornar isto uma coisa pessoal.
S� eu e o Pap�.
Robbins!
Feliz Natal! Fiz-lhe um chap�u.
N�o � obrigado a us�-lo. � uma festa de Natal, venha l�.
Com licen�a.
Sil�ncio, por favor.
Podem estar calados!
Mr. Dysart...
C� vamos n�s.
Obrigado. Uma linda �rvore.
Querem ir cantar can��es de Natal?
O tio Stephano tem presentes para todos.
Estes safadinhos.
Estes fragmentos de tecnologia deram aqui � costa,
e est�o t�o bons como no dia em que foram feitos.
Passo a demonstrar.
Meus senhores...
Venham c� busc�-los!
Tome... Para as noites frias que h�o-de vir.
N�o vou precisar disso. Mas agrade�o.
Desliga isso.
Passou-se mais um ano.
O primeiro, para alguns. Para outros, apenas mais um.
Nenhum caminho aqui � igual, mas todos partilhamos algo
que n�o nos podem tirar.
Prov�mos a n�s pr�prios que n�o podemos ser apagados.
Que as nossas vidas t�m um sentido.
N�o somos animais, somos seres humanos.
Isso � a comuta��o da pena. � o nosso perd�o.
� a nossa liberdade.
Feliz Natal a todos.
Agora quero fazer um brinde.
A todas as nossas v�timas. Que descansem em paz.
- Vai deixar-nos? - Ao amanhecer.
- At� onde pensa chegar? - Hei-de pensar em alguma coisa.
N�o tenho as respostas todas, mas aqui h� ajuda.
Pode-se ter um objectivo. At� se pode ter amigos.
Muitos considerariam isso viver.
- Eu n�o quero viver convosco. - Que foi que o deixou assim?
Todos somos culpados aos olhos de algu�m, sobretudo os nossos.
Um dia acabamos por ter de nos perdoar,
ou n�o sobrevivemos.
Boa sorte, Mr. Robbins.
- Que � que se passa? - Os Externos v�o atacar.
Vamos, toca a mexer!
- Que � que aconteceu? - Algu�m o avisou.
N�o interessa, cumprimos o plano na mesma.
- Mr. Robbins... - Que � que queres, Casey?
- Fica comigo em cima do muro? - Vai-te embora... Vai-te embora!
- Houve um sinal? - Temos um espi�o no meio deles.
Robbins... Acredita que h� um Deus l� em cima que olha por n�s?
H� qualquer coisa l� em cima, mas n�o � Deus.
Est� uma for�a de ataque no per�metro da aldeia.
Por que diabo esperam eles?
Para baixo!
J� come�ou.
- Alguma actividade t�rmica? - Nada que um sat�lite veja.
- Tens a certeza? - � preciso mais calor do que este.
- Helic�pteros alerta? - N�o. Deixa-os combater.
�gua! �gua!
Vamos a isto, rapazes...
Desculpe...
Levem-no daqui.
Desejo-lhes um bom Natal...
...e um feliz Ano Novo.
H� quanto tempo, Pap�.
Sa�ste-te bem na vida. Estou muito impressionado.
Tens uma bela casa.
Mesmo a um passo do mar.
Nota que, com o pre�o das casas, tens muita sorte.
Isto � um lugar privilegiado.
Devo dizer que a seguran�a � uma porcaria.
Olha para isto! � fant�stico.
Atraso-me muito na leitura.
O tempo parece nunca chegar.
Sempre quis ler isto: Cestaria - uma Escolha Criativa.
E agora vou matar-te.
Se soubesse que estavas aqui, teria batido � porta.
Ratman!
Merda...
- Est�s bem? - Estou.
Muito obrigado. N�o sei o que se passou.
- Eu tinha-o na mira... - N�o faz mal.
Fazem isto v�rias vezes por ano para nos roubarem a comida.
- Ele vinha atr�s de si. - Pode ser impaci�ncia do Marek.
Se alguma vez se organizar, enterra-vos e a este lugar.
Esse problema � nosso, n�o seu, Mr. Robbins. N�o �?
Ele tem treino militar.
N�o s� como soldado. Marinha, For�as Especiais, escolha.
Algu�m lhe ensinou a matar.
Os homens que honramos esta noite lutaram e morreram por n�s.
E apesar de terem dado tudo,
n�o devemos ter pena deles. O sofrimento deles acabou.
Agora, as suas almas s�o livres.
Quando nos faltar o fruto do seu esfor�o, sentiremos falta deles.
Tome.
- Por que deixaram isto acontecer? - O director quer que combatamos.
- Porqu�? - Porque ele pode fazer o que quer.
N�o est� a perceber. Este lugar � secreto, privado.
As autoridades mant�m-no secreto. Ningu�m sabe que existe.
Se se soubesse, o p�blico n�o o autorizava.
� por isso que querem ter a certeza que ningu�m foge.
Como costumava dizer a minha velha m�e cat�lica:
"Pagaremos pelos nossos pecados. "
- Que pecados est� ele a pagar? - Pergunte-lhe voc�.
Ele devolveu-nos as nossas vidas.
Ele era cirurgi�o. E ainda � um �ptimo cirurgi�o.
Ele tinha muito dinheiro e uma mulher jovem e bonita.
Mas ela aborreceu-se e come�ou a dormir com outros.
Isso deu cabo dele.
Um dia ela morreu de overdose.
Ele afirmou que era suic�dio, mas o j�ri n�o acreditou.
Condenaram-no a pris�o perp�tua.
- Acha que ele � culpado? - � o �nico inocente que aqui est�.
Mentiroso! Tanta treta sobre a nova sociedade.
Tem estado a planear a fuga.
Quanto falta ainda, Mr. Dysart?
S�o 2.000 metros.
- Porque � que n�o o param? - � uma embarca��o especial.
Pode iludir os sensores deles. Tem um sistema de arrefecimento.
- Eles n�o o conseguem ver? - Ainda n�o sabemos.
O c�rculo de vigil�ncia � de 7.500 metros.
Ainda n�o o atravessaram.
Que � que tens a�?
A roupa do director para limpar. Port�o principal, abram-no.
1.000 metros.
- 500 metros. - Vai conseguir l� chegar.
Director. Mensagem da ilha. C�digo sete.
- J� est� l� fora. - Tem de estar!
Vamos, mexam-se!
Est� bem?
- O sistema de arrefecimento falhou. - Isso � treta.
Eles foram avisados.
O director mandou um espi�o. Por isso somos t�o cuidadosos.
- Voc� podia ser um espi�o. - Voc� � encarregado da seguran�a.
- Que diabo quer dizer? - Eles foram-se embora.
- N�o podemos fazer nada. - Quem eram eles?
N�o os conhece. Estiveram meses nas cavernas.
Bons homens.
- Quero ir no pr�ximo barco. - Quem julga que �?
Eles trabalharam durante anos. Voc� n�o fez nada.
Ele tem raz�o. N�o ganhou esse direito.
Por enquanto.
N�o perde tempo, pois n�o, Dysart?
As pe�as s�o feitas aqui e s�o montadas na caverna.
� neste que voc� vai?
N�o, Mr. Robbins. Eu n�o vou.
H� 30 anos, usei o meu talento para fazer uma bomba poderosa.
Por dinheiro.
N�o acreditava na causa. S� queria o dinheiro.
Morreram 50 pessoas.
Agora estou onde devo estar.
O que � isto?
Temos estado a trabalhar numa fonte de energia.
Fonte de energia uma ova! Isto � um V8.
� verdade. De um velho Chevrolet.
Teoricamente, pode lan�ar uma nave atrav�s do c�rculo de vigil�ncia.
- Infelizmente, � in�til. - Porqu�?
Falta uma pe�a vital.
- Precisa de um mecanismo... - Um distribuidor.
Sim, um simples, vulgar e comum distribuidor.
� venda em qualquer loja de pe�as de autom�vel do mundo.
O problema, Mr. Robbins, � que n�o estamos no mundo.
- Quero ir no pr�ximo barco. - J� discutimos isso.
Falta qualquer coisa ao motor, certo?
J� vi o que procuram no acampamento do Marek.
- Troca isso por um lugar? - Juntamente com o Casey.
O lugar dele n�o � aqui.
Sabe que s�o poucas as hip�teses de regressar com vida.
- Esse problema � meu. - H� uma coisa que deve saber.
- Os que fogem passam a palavra. - E arriscam-se a voltar para c�?
Temos a responsabilidade de denunciar este lugar.
O barco � a �nica forma de sairmos todos daqui.
Sabe o que propus, sem condi��es. � pegar ou largar.
- Vais voltar para o Marek? - Como � que descobriste?
Isto � uma aldeia.
Tens tomates, devo reconhecer.
Mas fa�o uma aposta que o Marek vai jogar ao berlinde com eles.
N�o, n�o te dou os meus sapatos.
Espera. Estou chocado que penses que foi por isso que vim.
Tu precisas desses sapatos. Vais ter muito que correr.
Um tipo duro como tu � capaz de voltar ferido e morrer aqui.
- Sabes o que vai acontecer? - N�o.
V�o todos brigar por causa desses sapatos.
- Vai perturbar toda a aldeia. - Queres que assine um contrato?
- Basta rubricares a p�gina... - Sai daqui!
Fazemos um acordo verbal.
- Eu arranjo uma testemunha. - Rua!
Assinalei o caminho mais seguro. Siga o rio at� �s cataratas.
O acampamento do Marek fica a leste.
Um exemplo duma velha tecnologia.
Inventada por Sergei Molotov, h� muito tempo.
As instru��es originais s�o: Acenda-o e lance-o.
Porreiro, obrigado.
Boa sorte.
Mr. Robbins!
- Casey... - Quero ir consigo.
- Por favor, leve-me. - Casey, vai para casa.
Eu posso ajud�-lo. Julguei que era meu amigo!
J� mataste algu�m, Casey?
Eu vou ter de matar. Sem hesita��o, sem consci�ncia.
Depois disso, n�o se � o mesmo.
- Tens sorte. - Voc� n�o vai voltar.
Casey, quem foi o tipo que defrontou o Marek e sobreviveu?
- Foi voc�. - Exactamente.
E vou voltar a faz�-lo.
Est�s � procura de um amigo? Eu sou o teu melhor amigo.
E agora volta para l�. Vai.
Vai.
Desculpem t�-los feito esperar. Tenho estado um pouco preocupado.
Bom... Acho que � altura de sanarmos as nossas diverg�ncias.
Se h� algu�m que discorde, por favor levante a m�o direita.
Se a tiverem.
N�o? �ptimo. Muito bem.
Como v�em, eliminei os chefes de estado.
Assim, daqui em diante, seremos todos bons e civilizados.
Acabaram-se os bandos, as disputas mesquinhas e as brigas.
Tenho andado sob grande stress.
A raz�o disto � muito simples:
Quero muito ser eu a mandar.
Est� certo?
�ptimo.
N�o!
Credo! N�o passas dum rapazinho.
Um rapazinho doce, meigo e ador�vel.
Amarrem-no.
E n�o o quero magoado.
E devagar, muito devagar, treparam at� ao cimo das escadas.
E os tr�s ursos encontraram um rapaz a dormir na cama deles.
E disseram, "Quem poder� ser?"
O rapazinho n�o respondeu e o pai urso...
...arrancou-lhe um bra�o.
�s t�o giro. �s demasiado novo para estares aqui sozinho.
Onde est�o os teus amiguinhos? Eles v�o passar por c�?
N�o sejas t�mido, diz ao tio Walter.
V� � merda.
Bonjour. Guten Tag.
Bem-vindos.
O mesmo jogo dantes, meu amigo.
Mas desta vez com uma altera��o. Vais adorar.
O primeiro pr�mio � poder viver. O segundo pr�mio...
Nem queiras saber.
N�o nos desiludas. Pag�mos para ver um espect�culo.
Se recusarem lutar, vai ser mon�tono,
e eles ter�o de entrar no jogo e matar-vos a ambos.
Agora!
Vamos!
Vai ter de matar-me. Eu nunca vou sair daqui.
Pode salv�-los.
Fa�a-o!
N�o...
Estou a esfor�ar-me por conservar a minha f� na humanidade,
mas est�s a dificultar-me muito isso.
Recebi-te bem, tratei-te com respeito.
At� te ofereci um cargo.
E tu que � que fizeste? Fizeste-me fazer figura de parvo!
Detesto quando isso acontece.
Que estavas a ver se fazias? Estavas a ver se me matavas?
Pensaste mesmo que podias matar-me?
� uma pena o rapaz.
Mas aqui nada se perde.
Vou dar um jantar e partilh�-lo com os meus amigos.
Tu vais ter uma morte muito, muito m�.
O Marek reuniu os bandos todos para um ataque.
Tens de avis�-los. Eu fa�o sinal quando avan�arem.
Por que est�s a fazer isto?
Para me redimir.
Vai l�!
Dysart!
Um distribuidor. Ponha-o a funcionar.
O Pai adoeceu pouco depois de voc� partir.
- Os homens est�o preocupados. - O Marek vai atacar.
Temos de fortificar a barreira e as torres e cavar um fosso.
E que tal umas armadilhas do lado de fora da barreira?
Podemos encher o fosso de combust�vel. Mr. Killian arranja-o.
- Vou duplicar j� a produ��o. - E mais armas.
Diz aos teus homens que precisamos de todo o metal que houver.
Mr. Robbins?
A desvantagem � de seis para um. O Marek juntou os bandos todos.
Se ele quiser este lugar. N�o podemos impedi-lo.
- Se ficarmos, ele mata-nos todos. - Que est� a dizer?
- Abandonamos a aldeia? - Estou s� a dizer-lhes os factos.
Ele quer que desistamos de tudo por que trabalh�mos durante 13 anos.
- N�o o fa�o sem lutar. - Ele tem raz�o.
Para qu� enganarmo-nos? Sempre pens�mos na sobreviv�ncia.
� a �nica sa�da.
- Fa�am preparativos para partir. - De que � que est� a falar?
Fa�am-no!
Mr. Robbins...
O Casey foi atr�s de si?
Que � que aconteceu?
Lamento muito.
Dysart.
- O barco est� pronto? - Quase.
- Acabe-o. - Para qu�?
Estou aqui h� 13 anos. Desde o in�cio.
Ajudei a construir este lugar com o meu suor e o meu cora��o,
e vi muitos homens bons morrerem a defend�-lo.
E vi, pela primeira vez na vida, o que podia ser um lar.
N�o posso voltar-lhe as costas.
N�o posso entregar isto �queles animais.
Quem falou em n�o ficar c� ningu�m?
- Disse que estava a melhorar. - Era mentira.
Estou a morrer.
Tenho a doen�a de Hodgkin. � progressiva.
Sem tratamento adequado � fatal.
Por favor...
- Mais algu�m sabe? - N�o tardar�o todos a saber.
Por agora, � o �nico.
Tenho um m�s de vida, talvez dois.
Mas antes de eu morrer, h� uma quest�o importante a resolver.
- Quero que tome o meu lugar. - O qu�?
Os homens respeitam-no. � um l�der nato.
N�o.
- Ent�o n�o t�m hip�teses. - Esse problema n�o � meu.
Tem de ser voc�.
N�o arrisquei a vida com o Marek para ficar aqui.
- Tenho de sair desta ilha. - Ningu�m lhe diz o que fazer?
Voc� foi soldado. Deve ter lutado por alguma coisa.
Ou�a... Eu trato do Marek. Por raz�es apenas minhas.
- Depois disso, vou-me embora. - Porqu�? O passado n�o se muda.
� f�cil para si dizer isso, n�o �?
- N�o tem as m�os sujas de sangue. - Como pode estar t�o certo disso?
Eu sei o que eles pensam.
N�o interessa.
A minha mulher n�o se suicidou.
Se for, leve o meu di�rio. Ele diz a verdade sobre este lugar.
D�-o a algu�m que salve esta gente.
Vamos tentar.
Mr. Robbins?
Mr. Robbins.
Eu chefiei um ataque de helic�ptero a uma aldeia.
Supunha-se que fosse a origem de fogo com bio armas.
Devia ter sido mais sensato.
J� tinha muito tempo de combate, devia ter calculado.
Foi t�o f�cil.
N�o havia radar, nem defesa a�rea.
Estava sempre a avis�-lo, mas ele mandou-nos avan�ar.
E Deus me ajude, eu sempre cumpri ordens.
Desfiz a aldeia.
342 mulheres e crian�as.
E eles encobriram tudo.
Est�vamos a perder a guerra. Eles precisavam de muitos mortos.
E deram-me uma medalha pela vit�ria.
Mesmo depois de eu o matar, ningu�m me dava ouvidos.
Ningu�m quis saber da verdade.
� por isso que tenho de voltar.
A verdadeira hist�ria est� enterrada com aquelas mulheres e crian�as.
Tenho de dizer a algu�m o que aconteceu realmente.
Porque eu n�o consigo continuar a viver sozinho com isto.
Deixe que se saiba a verdade.
Toda ela.
Atacar!
- Outro ataque-surpresa? - N�o, um ataque em for�a.
- E a actividade t�rmica? - Nenhuma at� agora.
Filho da puta.
Marek!
Queres? Vem c� busc�-lo.
- O que � isso? - Os sensores t�m sobrecarga.
Algu�m vai ler isso.
Quero um helic�ptero e um pelot�o de choque armado.
Eu seguro-o.
N�o os invejo, v�o voltar para um mundo destrutivo.
Seis helic�pteros a postos. ECD, doze minutos.
N�o vou esperar. Diz-lhes que sigam.
Esta noite enterramos o Pai.
Amanh�, come�amos a reconstru��o do recinto.
Amanh�, recome�amos tudo.
N�o!
Onde est�?
� assim que lhe dizes o que ele quer saber?
- Porqu�? - Ele prometeu deixar-me ir.
- Prometeu-me a liberdade. - Eu tenho uma promessa para ti.
Ajudas com o pr�ximo barco ou dou cabo de ti!
- Ele vem a�. - O qu�?
O director. Ele vem j� a�.
Quais s�o as coordenadas?
Onde � que ele vai aterrar?
- King, onde? - No campo inferior, para l� do rio.
N�o chega. Diz-lhe que precisa de novas coordenadas.
- Certo? - Sim.
Sr. Director? Temos uma transmiss�o, c�digo sete.
Sim?
A zona de aterragem tem problemas.
- Que queres dizer? - Os Externos...
Est�o a retirar por essa �rea.
Vamos, n�o temos muito tempo.
Ouve, o Pai...
Falaste com ele antes... Que foi que ele disse?
Queria que eu fosse �s autoridades.
E disse-me que queria que tomasses o lugar dele.
Eu vou denunciar este lugar. Dou-te a minha palavra.
Apanha-o.
- As canhoneiras est�o a chegar. - Apanha-o!
Descola. Cara�as, descola!
Um... dois... tr�s...
- Quatro... cinco. - Por favor!
Vamos.
N�o!
Temos de ir.
Temos de ir!
N�o...
- Esperamos aqui os helic�pteros. - N�o.
N�o podemos esperar aqui. Temos de nos esconder.
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