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Original subtitles

COR�IA 1951

Como um p�ssaro!

Quantos derrubou, senhor?

Ele pegou mais dois!

- Gruver pegou mais dois! - Foi bem l� em cima, senhor!

Vamos examinar o outro pulm�o. Respire.

Oi, compadre.

Mais dois MIGs hoje, Lloyd.

Sim, pronto. Pode se vestir.

Bem, Ace, voc� conseguiu.

- Consegui o qu�? - N�o vai mais voar, ao menos por enquanto.

N�o h� nada errado comigo que uma cerveja n�o resolva.

D� a ele uma cerveja e o mande de volta para l�.

Olhe, agora voc� est� exagerando.

N�o fique p�lido, Gruver. Estava brincando com voc�.

Mas voc� poderia dormir um pouco.

Sim, podia tentar uma soneca coreana.

Melhor do que isso.

Voc� vai para o Jap�o.

- Ao Jap�o? Fazer o qu�? - Por que n�o?

N�o gostaria de agarrar uma daquelas bonecas japonesas?

Se � o que recomenda, doutor, certamente farei o melhor poss�vel.

Voc� vai para Kobe.

Kelly tem as ordens.

Que raios vou fazer em Kobe?

� um pedido especial do pr�prio general Webster.

Ent�o, foi tudo arranjado.

Arranjado? Exigido.

Por que um general de 3 estrelas n�o cuidaria do filho do general de 4 estrelas?

N�o aja nas minhas costas. N�o estou buscando favores.

Sei que n�o est�. S� estava brincando.

- Vejo voc� depois, doutor. Obrigado. - Posso falar com voc�, Gruver?

Aposto que sei o que vai falar. K-E-L-L-Y. Verdadeiro ou falso?

Ele tem permiss�o de voltar e se casar com a garota japonesa.

Disse a ele que n�o poderia lev�-la de volta aos EUA.

Eu mesmo detalhei a legisla��o.

Mas n�o existe lei que o impe�a de casar.

E ele apelou ao congressista dele.

- O congressista dele? - Gostaria que falasse com ele.

Al�m do mais, ele � um de seus homens. Voc� � a �nica pessoa que ele admira.

Agora, escute...

vou dizer uma coisa. Ele n�o admira ningu�m.

Ele foi promovido quatro vezes e rebaixado outras tantas.

Sim, meu congressista. Chocante, n�, major?

Chaplain diz: "N�o se case com ela." O coronel diz: "N�o se case com ela."

Voc� diz: "N�o se case com ela."

O congressista diz: "Case-se com ela, Kelly."

O que posso fazer?

Vou dizer o que pode fazer.

Volte para casa e case com o congressista.

Seria melhor para voc�.

Me d� mais um caf�.

Sim, senhor.

Soube que derrubou mais dois hoje, major.

- Sim. - Como foi l� em cima?

Espl�ndido.

O que foi? O que aconteceu?

Tinha um cara com um rosto num dos avi�es de hoje.

Havia um cara com um rosto em todos os outros que derrubou.

� justamente nisso que estou pensando.

Pode parar de pensar.

Voc� tem um contrato muito bem escrito aqui.

O general Webster designou voc� para trabalhar na administra��o militar.

Ou seja, n�o far� praticamente mais nada...

a n�o ser, � claro, casar com a filha do general...

que vai chegar a Kobe amanh�.

Quer dizer, Eileen...

Isso mesmo. A esposa e a filha do general, vindas de Tulsa.

- N�o brinque comigo. - N�o estou brincando, major.

N�o deveria saber de nada disso. Uma grande surpresa.

- Eileen est� vindo para Kobe. - Isso.

O general Webster agiu para voc� se casar com a filha dele.

Meu congressista agiu para eu me casar com minha garota.

Generais para os oficiais, congressistas para os pe�es.

Estou feliz que tenha falado disso.

Porque acho que h� uma diferen�a que devemos abordar.

Como assim?

Bem, me escute.

Nunca mostrei a voc� a foto de minha garota, mostrei, Kelly?

N�o.

Vou mostrar-lhe a foto de uma garota.

Que vem a ser a minha garota, mas ela � americana.

E quero que voc� d� uma boa olhada nela...

porque eu acho que voc� esqueceu como � uma americana.

Essa garota que vou lhe mostrar...

�, antes de tudo, americana...

uma garota de boa �ndole...

uma garota com um passado...

boa educa��o, boa fam�lia, bom sangue.

Eu a conhe�o desde pequeno.

Nossas fam�lias s�o amigas.

Sou noivo dela h� muito tempo, Kelly.

� uma garota com um car�ter fora do comum...

e gostaria que desse uma olhada nela, bem de perto, e contasse o que acha.

Conte-me o que sente.

- Est� meio passada, n�o est�? - O que foi?

N�o, quem est� meio passada � a m�e dela, idiota.

Aqui est� Eileen. Espere.

Agora.

Rapaz, ela sabe como usar um mai�.

Ela tem uma capacidade enorme para rechear um mai�.

- D� para ver. - J� chega.

Escute, estou mostrando isso...

sem piadas, a raz�o para mostrar essa garota...

- Voc� j� viu Katsumi? - Onde � isso?

N�o � "Onde � isso?" � a garota com quem vou me casar.

Desculpe, n�o conhe�o nomes japoneses.

Tudo bem. Esque�a.

- Bem? - Sim.

Parece uma garota esperta.

Ela � muito mais esperta do que eu.

O que n�o � muito dif�cil, voc� sabe.

Escute, Kelly, preciso dizer algo s�rio para voc�.

N�o acha que corre um risco ao se casar com essa garota japonesa?

Riscos n�o me assustam.

Olhe, major, o Ex�rcito, a For�a A�rea e o Departamento de Estado...

est�o de compl� contra meu casamento.

Espere a�, Kelly. Como assim, "est�o de compl�"?

Olhe, veja esses panfletos.

"Reflitam, americanos.

"Coisas que devem saber e fazer antes de se casarem com orientais."

Outro monte de lixo.

"Sua fam�lia vai aceit�-la?"

- Sua fam�lia vai aceit�-la, Kelly? - N�o tenho fam�lia.

Escute, Kelly, n�o tenho nada contra essa sua garota.

N�o tenho mais nada contra os japoneses.

N�o mesmo.

Mas, sabe, quando...

S� n�o entendo como um americano t�pico, normal...

vamos falar �s claras...

acho que at� seus amigos v�o lhe dar as costas se voc� se casar com ela.

Se meus amigos s�o desse jeito, n�o continuar�o amigos por muito.

Olhe, major...

vou me casar com ela mesmo que tenha de abrir m�o de minha cidadania americana.

Kelly, seu ignorante est�pido!

Case-se com essa baixinha de olho puxado se � o que quer.

- Vai ter o que merece. - Espere um instante. N�o fale assim comigo!

N�o vou deixar ningu�m falar assim comigo!

Desculpe-me, Kelly.

Sinto muito.

Estou meio fora de �rbita hoje.

Mas, rapaz, estou falando s�rio.

Quando disse que abriria m�o de sua cidadania...

por uma garota, qualquer garota...

acho que voc� est� doido.

- Acho que enlouqueceu. - Eu sou louco.

Um louco apaixonado.

Acho que voc� vai se dar mal e odeio ver voc� fazendo isso.

E digo isso com toda sinceridade.

Diz isso porque, talvez, n�o sinta por sua garota o que sinto pela minha.

Eis suas ordens, major. Nos vemos no avi�o.

Estamos chegando, major.

- Eis o mar interior. Lindo, n�? - Sim.

Rapaz, isso � um belo cen�rio.

Kobe est� ali. Est� vendo, todas as docas?

Na verdade, est� vendo tr�s cidades juntas.

Kobe, Osaka e Kyoto.

- Eles t�m kabuki ali. - O que � kabuki?

Nunca ouviu falar de teatro kabuki?

- N�o. - Apenas homens, sem mulheres.

- Deve ser chato, n�o �? - N�o sei.

Se s�o mulheres o que busca, acho que chegaremos l� em...

Olhe para baixo.

Est� vendo o parque com os lagos? � a companhia Matsubayashi.

- Onde? - Bem a� embaixo.

- Pode ver? - Sim.

As garotas da Matsubayashi s�o as mais famosas do Jap�o.

Elas cantam, dan�am, fazem todos os pap�is, sem homens.

Katsumi conhece todas as atrizes. Acho que ela � f� de cinema.

Mal v� a hora de encontrar Katsumi, n�o �?

- N�o p�ra de falar. - � a minha garota, major.

- Bem, G. G., bom v�-lo. - At� mais, Lloyd.

- Muita sorte para voc�. - Muito obrigado. Tchau.

Lloyd, estamos aqui!

- Vamos. - Ei, voc�s!

- N�o esque�a de parecer surpreso. - Sim.

Ei, voc�s! Que surpresa!

E ele n�o ficaria surpreso!

- Major? - Sim.

Que tal ser meu padrinho?

Escute, Kelly, sabe que sou contra esse casamento.

Seria muito importante para mim. O que me diz, major?

Tudo bem.

No consulado, s�bado, �s 10:00.

Vamos, querido. Apresse-se.

Ol�! Venha c�!

- Voc� �... - Aben�oado seja!

Certamente muito bom v�-la. Oi, senhor. Bom v�-lo.

Enquanto sa�a do avi�o, pensei: "Aquele � o general Webster.

"Mas quem � aquela linda mulher?" Conte-me sobre Eileen. Como est� ela?

Ela acha Tulsa terrivelmente chata sem voc�, Lloyd.

Gostaria que ela pudesse ter vindo junto.

- Sabe que n�o poder�amos traz�-la. - Sei disso...

Primeiro ficar� conosco no hotel. Depois, vai estar baseado no aeroporto.

Compreendo.

Vamos l�. Voc� entra primeiro.

- N�o, primeiro voc�. - Entre voc�.

- N�o, entre voc�... - Vamos. Entre!

Damas primeiro. Qual o problema com voc�?

Oi, Lloyd.

Sua diabinha.

Venha c�.

Estou feliz por v�-la, querida.

Havia esquecido de como ela � feia.

Lloyd, ela n�o � feia. � uma linda garota.

O que est� dizendo? � a garota mais feia que jamais vi. Venha c�, voc�.

E esse vestido. Acho ele horr�vel. Fica entrando e saindo...

- Que medonho. - Foi feito para entrar e sair.

Eu entro e saio.

Falamos disso mais tarde.

Mande a bagagem do major Gruver para o quarto dele.

Isso � lindo, n�o �?

- Existe alguma regra contra isso? - N�o existem regras contra isso.

- Est� impl�cita... - Pensei que o clube ficaria honrado!

Por favor, Mike, vamos embora.

- O que ela est� fazendo aqui? - M�e!

Ela n�o est� com aquele jovem oficial?

Sabe, Kobe � um centro de recrea��o.

Isso mesmo, querida.

Isso degrada o uniforme. Uma confraterniza��o de extremos.

- M�e, ela � linda. - Mais uma raz�o. Mark?

- Coronel Crawford? - Pois n�o, senhor?

- Vamos embora desse lugar vergonhoso. - S� um instante, capit�o Bailey.

Qual o problema?

N�o queria importun�-lo com isso, general.

Mas o capit�o Bailey quer entrar com ela no clube.

General Webster, senhor.

Essa jovem � uma das dan�arinas mais famosas do Jap�o.

N�o � uma ordin�ria...

Compreendo.

Mesmo assim, n�o percebe que este � um clube apenas para americanos?

Agora...

temos sido bastante tolerantes com confraterniza��o aqui...

embora existam ordens espec�ficas contra isso.

Mas quando um oficial que deveria dar o exemplo...

Devo entender, senhor...

que o senhor pessoalmente pro�be que eu leve esta jovem ao clube?

Entendo como se sente, capit�o, e estou muito embara�ado.

- Sinto muito. - Obrigado.

Obrigado, senhor!

N�o percebe que existe uma certa insol�ncia nos seus modos?

Obrigado, senhor.

Bem, vamos entrar, rapazes. Eileen precisa mudar de roupa.

- Eileen vai lev�-lo ao kabuki esta noite. - �timo.

Conhecemos o Sr. Nakamura, o principal ator, e ele nos convidou.

N�o � aquele lugar onde n�o existem atrizes...

- e os homens representam as mulheres? - Isso mesmo.

Exatamente como em Princeton. Vamos, Mark.

Vai ser divertido. Vamos, querida.

Trouxe seu lanche?

Senhorita Eileen Webster.

Quem iria encontrar aqui?

Esse � o Nakamura. Aquele que conheci. Ele � bastante famoso.

- Aquele Nakamura? - Sim.

� sobre uma mulher que vira le�o.

Ele vai... Ela vai virar le�o bem aqui?

Quero ver isso.

Amo voc�, Lloyd. Amo muito.

Sempre amei voc� e acho que sempre vou amar.

Eu te amo, querida.

Estou t�o feliz que esteja aqui.

Parece que ningu�m beija uma mulher.

Ela n�o seria t�o feia se n�o espalhasse um saco de farinha no rosto.

Ela?

Bem, o que quer que seja.

Voc� me pegou.

Ele faz pap�is femininos.

Diz aqui que foi treinado desde crian�a...

a ter a gra�a de uma mulher e manter o poder masculino.

Minha nossa.

Meu Deus, � o meu pai!

Agora ele � homem o bastante para voc�, Lloyd?

� o mesmo cara?

Isso mesmo, rapaz.

Estou certo que deve ser bem dif�cil...

gostar de um teatro t�o diferente do seu.

- Achamos fascinante. - Fico feliz.

O kabuki � bem antigo, n�o �?

Tem cerca de 300 anos.

Estou ficando bastante intrigada por tudo no Jap�o.

Ficaria feliz em ajud�-la a conhecer melhor meu pa�s...

se puder ajudar.

Temo que n�o tenha apreciado tanto, major Gruver.

N�o, foi uma �tima pe�a.

Pensei que poderia ter usado um pouco de Marilyn Monroe aqui e ali.

Infelizmente, mulheres foram banidas...

do kabuki no s�culo XVII.

N�o queria usar um clich�, s� n�o sabia o que dizer.

Por favor, n�o se desculpe.

Sou um grande f� de Marilyn Monroe...

tamb�m.

Ent�o somos dois. Voc� e eu, rapaz.

N�o, n�o traga mais. Estou satisfeito. Muito obrigado.

- Excelente. - Vamos ver o jardim.

V� indo. Vou pegar isso aqui.

Muito bom. Boa cozinha. Muito boa.

Experimente, querida.

- N�o, obrigada. - N�o quer nem um pouco?

- Sente-se, querido. - Voc� est� absolutamente linda.

Tenho pensado bastante longe de voc�, Lloyd.

Diga-me uma coisa.

- O que foi, querida? - Por que ainda n�o nos casamos?

- Que pergunta boba. - N�o, n�o � boba.

D� para se pensar bastante em Tulsa.

Acho que a Guerra da Cor�ia tem algo a ver com isso.

Ser� que ela n�o foi conveniente, Lloyd?

- Conveniente? - O que quero dizer �...

sou tudo para voc�, como voc� � tudo para mim?

Claro que sim...

Sabe, fui visitar sua m�e, em Richmond, antes de vir para c�.

Minha m�e?

Fiquei assustada com a solid�o em que ela vive...

e o modo como seu pai fica feliz em sair...

e deix�-la cercada de amigos enquanto ele parte para a guerra...

Espere um pouco, querida.

Precisa lembrar-se de algo. Meu pai � general, querida.

Al�m disso, minha m�e quer viver assim.

- N�o seja rid�culo. - O que quer dizer? N�o me diga...

Nenhuma mulher quer viver de outro jeito que n�o seja ao lado do homem que ama.

Nunca me abandone numa cidadezinha.

Transforme-se no maior general da hist�ria da For�a A�rea, mas tamb�m me ame.

Eu te amo de verdade, amor.

Acho que o que estou tentando dizer �...

o que quero dizer, Lloyd...

se quer ter uma fam�lia, como nossos pais t�m...

crescer na For�a A�rea, ser algu�m na sociedade como nossas m�es s�o...

e se casar comigo porque sou bonita, inteligente...

corajosa e sei me comportar...

ent�o, acho que n�o deve se casar comigo, Lloyd.

Desculpe. Acho que andei pensando demais.

Sim, acho que andou pensando demais.

- Agora, pare com isso. - OK.

N�o sei, quem sabe tudo d� certo no fim.

Como assim, quem sabe? Claro que vai dar certo.

� s� toda aquela bobagem que voc� fala toda vez que estamos juntos.

Bobagem? N�o percebi que era bobagem.

Claro que �, querida. Escute, tudo � muito simples.

Agora, me escute.

Quero uma esposa e uma fam�lia.

Quero uma casa nos EUA.

Toda vez que penso numa casa assim, penso nela com uma garota como voc�.

Isto �, uma garota que conhece o ex�rcito como voc�.

Como assim, "uma garota como eu"? N�o sou um tipo de garota. Sou eu.

Lloyd, voc� deve amar a mim.

Lloyd, j� sentiu vontade...

de me agarrar e me levar aonde podemos ficar a s�s?

O que h� de errado com voc�? Claro que sim. Voc� sabe que sim.

- Ent�o, o que o impede? - Nunca vai crescer, querida?

N�o sabe que existe uma hora certa e uma errada para fazer coisas?

N�o percebe que tem responsabilidade para com as pessoas?

Que tem uma posi��o a desempenhar, que n�o est� sozinha no mundo?

Voc� se defende demais!

N�o importa se me defendo, tem de entender que n�o estou em posi��o...

de arrastar minha noiva para um lugar sossegado...

como um gato vadio ou algo do tipo. N�o fui criado assim.

Far� tudo o que esperam de voc�?

Com certeza vou tentar.

N�o espero que se case comigo s� porque esperam isso de voc�.

Escute, por vezes olho voc� e n�o entendo.

N�o sei o que acontece contigo. Tem horas que n�o sei quem � voc�...

ou o que a impulsiona.

Talvez n�o saiba. Nem nunca saber�.

- "...por todos os dias de sua vida?" - Sim.

Katsumi, "aceita este homem como seu marido...

"para viverem sob as leis de Deus, nos sagrados la�os do matrim�nio?

"Promete am�-lo, ampar�-lo, respeit�-lo, na sa�de e na doen�a...

"renunciando aos outros, tendo-o como �nico, por todos os dias de sua vida?"

- Ela aceita. - Ela aceita.

"Se algu�m aqui presente tem algo a dizer que possa impedir este casamento...

"que o fa�a agora, ou cale-se para sempre."

Est� ciente de que renuncia a direitos legais com este casamento?

Ei, assinei os pap�is, n�o assinei?

Ter� de cuidar de sua esposa sozinho. A For�a A�rea n�o se responsabiliza.

Sim, eu sei. Rom�ntico, n�, major?

N�o quer parar esse discurso besta e acabar logo com isso?

Eu os declaro marido e mulher. Assinem aqui.

Espere um instante!

� isso, Sra. Kelly.

Somente eu e voc� agora.

Onde assinamos?

Tamb�m precisa assinar, major.

Tudo bem.

A prop�sito, muito prazer em conhec�-lo, major Gruver.

Obrigado.

Diga-me, c�nsul...

todas as cerim�nias s�o conduzidas assim?

Fazemos o m�ximo para evitar quantas forem poss�veis.

A burocracia � t�o grande que muitos desistem na metade.

Quantos militares completaram esta cerim�nia?

Cerca de 10 mil.

Dez mil? Deixou escapar alguns, n�o deixou?

Alguns, sim.

Como vai sua garota, major?

Eileen?

N�o a vejo h� alguns dias.

Estou me mudando, ajeitando as coisas.

Ela est� conhecendo a vida militar daqui.

Major...

n�o vai beijar a noiva?

Claro que vou beijar a noiva!

Claro que sim.

Escute, quero que cuide muito bem deste rapaz, entendeu?

Eis sua certid�o, querida. N�o esque�a.

OK, rapaz.

Obrigado, major.

Foi preciso ter coragem para vir aqui hoje.

Pare com isso.

Se precisar dar um jeito em algu�m, acabar algum trabalho...

que gente de West Point como voc� n�o pode fazer, � s� chamar.

Pode contar. Eu ligo para voc�.

- Vamos festejar. - OK.

- Bom ver voc�. - Como vai, Lloyd?

Estou bem.

- Que belo vestido o seu. - Obrigada.

Lloyd, sente-se, filho.

OK.

- Obrigado por vir t�o prontamente. - Sem problemas. Estava cerzindo as meias.

N�o sei exatamente como dizer isso.

� meio embara�oso para mim, isso sim.

Soube que foi testemunha de um casamento ontem...

entre um de seus homens e uma garota japonesa.

Sim, ele � da minha unidade na Cor�ia.

Sabe que existe uma pol�tica do Ex�rcito desencorajando esses casamentos.

Acho que n�o poderiam ser desencorajados. Est�o apaixonados demais.

Claro que sim.

De qualquer forma, voc� parece ter aprovado pessoalmente tal casamento...

N�o. N�o quis dar essa impress�o.

N�o o aprovei. Na verdade, tentei convenc�-lo a n�o se casar.

Mas voc� foi testemunha dele, Lloyd.

Como parecia inevit�vel...

achei melhor fazer com que fosse o mais ameno poss�vel.

N�o percebe a posi��o em que me coloca?

Como sou o Comandante de �rea aqui...

N�o, n�o encorajou tal casamento, senhor. Fiz tudo por minha conta.

Como assim, "por sua conta", Lloyd, meu querido?

Tudo que faz reflete no general. Ele � o pai de Eileen.

Temo que isso me coloque numa posi��o de incompet�ncia...

se n�o posso fazer nada para ajudar meus homens.

Vamos parar com o rodeio.

O que houve entre voc� e Eileen?

N�o a v� h� v�rios dias.

O senhor falou antes sobre estar embara�ado, senhor.

Tamb�m estou embara�ado.

- Com o qu�? - Com minha situa��o aqui.

Sou piloto, senhor. Fazia meu trabalho na Cor�ia.

Trabalho inacabado. De repente, me arrancam de l�, me mandam para c�...

e sou jogado numa mesa do servi�o burocr�tico...

onde, at� onde eu sei, n�o existe nada a fazer.

De maneira que posso estar com Eileen.

N�o h� nada desonesto nisso. Quer dizer, se planeja se casar.

- Acho que sei como Lloyd se sente. - Planeja se casar ou n�o?

- Por favor, querida! - Sou a m�e dela. Quero saber.

Sra. Webster...

at� o momento, Eileen n�o est� muito certa disso.

E eu...

N�s sabemos, Lloyd. Agora, escute.

Claro que houve alguma tens�o entre voc�s dois...

mas n�o deixe virar uma bola de neve.

� domingo � noite. Por que n�o liga para ela...

e a convida para jantar?

M�e, achei a loja mais encantadora...

Oi, Lloyd.

Ol�, Eileen.

Lloyd veio ver voc�.

� noite de domingo e pensei que talvez...

poder�amos ver um filme ou algo assim.

O que acha?

Desculpe-me, Lloyd. Vou jantar com uns amigos esta noite.

Que tal amanh�?

Tamb�m j� tenho um encontro.

Parece que n�o tenho muita chance.

Que tal semana que vem?

Claro, Lloyd. Voc� me liga?

Sra. Webster, general.

Tchau.

- Tchau, Eileen. - Tchau, Lloyd.

Eileen! Por que disse a ele que estava ocupada esta noite?

Porque n�o quero ver Lloyd Gruver quando voc� pede para ele me ver.

Al�m disso...

tenho um encontro com aquele tenente e sua esposa, de Fort Bragg.

Somos um grupo numeroso.

Espero que n�o perca meu homem por mim.

Rapaz, pode me dar um martini?

N�o, uma limonada.

Ah, saco! Me d� um u�sque com soda.

U�sque com soda, senhor.

Sabe, h� uma certa insol�ncia em suas maneiras.

Odeio admitir, mas acho que disse isso.

Pensei que soou meio estranho...

vindo de um cara que abateu nove MIGs.

Foi um reflexo. Sabe, sou formado na West Point.

Acho que, �s vezes, isso escapa.

Escute, capit�o, o que h� para se fazer por aqui � noite?

Por qu�?

Est� solteiro?

Mais ou menos.

Traga outro drinque para ele.

De que parte do Sul voc� �?

De quase qualquer lugar com um posto do Ex�rcito.

Estava pronto para o exame para West Point...

e havia um professor l�...

que me fez participar de uma pe�a na escola.

Era uma daquelas coisas h�ngaras do Moln�r.

Nunca ouviu uma pe�a h�ngara com sotaque sulista, ouviu?

N�o, acho que n�o.

� uma pena, porque me sa� muito bem naquilo.

De repente, percebi que n�o queria mais West Point...

e n�o queria mais ter nada a ver com isso.

Minha m�e veio � escola...

e disse: "Sempre esperamos que fosse para West Point...

"como seu pai e seu av� antes dele."

Disse a ela...

que planejava uma vida completamente diferente para mim.

E o que ela disse?

Ela disse algo assim:

"Se eu tivesse tido uma id�ia dessas, nada iria me impedir."

Ela n�o poderia dizer abertamente: "N�o v� para West Point."

Mas eu sei o que ela queria dizer.

Ent�o, � claro, meu pai veio do Texas e...

Colocou voc� no caminho certo?

N�o, s� olhou para mim e disse:

"Se n�o quer ir para West Point, n�o v�.

"Os homens mais infelizes que conhe�o...

"s�o os for�ados a fazer algo que n�o gostam."

Como ele for�ou voc� a ir para West Point?

� isso que estou contando. Ele n�o me for�ou.

S� conversamos, ele voltou ao Texas...

e eu fui para West Point.

Entendo.

Vou dizer uma coisa.

Nunca me arrependi de ter ido para West Point.

Exceto que, ultimamente...

tenho notado um velho sentimento voltando.

N�o sei se quero continuar na For�a A�rea buscando uma medalha...

me casar na fam�lia Webster e ser engolido por tudo aquilo.

Acho que minha velha estava certa.

O que tudo isso quer dizer?

O combate eterno, sexo...

os New York Yankees.

OK. Agora, pare. Vamos nessa.

N�o � uma bela ponte?

Sim, � a Vadia-Bashi.

O que disse?

A Vadia-Bashi.

Bashi significa "ponte" em japon�s.

Chamamos essa em particular de Vadia-Bashi...

porque muitas coisas ador�veis passam por ela.

Disse coisas ador�veis?

Amigo, foi o que disse.

Pode me dizer por que ficamos esperando aqui?

N�o pode encostar nelas.

Por que n�o?

As garotas que passam aqui s�o as garotas da Matsubayashi.

Elas passam por aqui para ir ao teatro...

vindo daquele alojamento ali.

Isso mesmo. Algu�m me falou disso.

Est� acontecendo alguma coisa agora?

- Vamos ver a mercadoria. - Espere por mim, meu chapa.

Aquela � a Fumiko-san, com quem voc� me viu.

- A baixinha de rosa? - Sim, aquela mesmo!

N�o vai l� dizer ol�?

Em p�blico? Uma garota da Matsubayashi? Est� doido?

- Voc� a levou ao clube dos oficiais. - Aquilo � para americanos.

Pensei que podia entrar l� sem que a reconhecessem.

- O que acontece se a pegam? - Demiss�o imediata.

- Sem brincadeira? - N�o.

Nenhuma garota da Matsubayashi pode ter qualquer tipo de romance.

Estava saindo com ela.

Sim, bem, sou diferente.

- Pare com isso. - Como disse ao Presidente Truman:

"Harry, voc� errou ao subestimar a Marinha."

Odeio ser arrogante, mas quem � da For�a A�rea n�o entende.

Meu Deus!

Fuzileiros navais t�m l'amour...

e essas garotas, t�m fama, dinheiro e glamour...

- mas n�o t�m I'amour. - Voc� tem I'amour, n�o tem?

- O que est� havendo agora? - Hana-ogi est� vindo.

- Quem? - Hana-ogi. A melhor de todas.

Vamos l�.

Por que ela est� vestida assim?

As altas, geralmente, fazem os pap�is masculinos.

E tamb�m pap�is femininos.

Como vai?

O que me diz? Vamos ver o show?

Vamos l�, Ace.

Est� seguindo o roteiro?

O roteiro � o que menos importa.

- Tem certeza de que voltam por aqui? - Contenha-se, filho.

Estou louco ou ela � a coisa mais bela que j� vi?

O que quer que pense, esque�a. N�o vai a lugar algum.

Mesmo? Que tal isso como apresenta��o?

Ela vem pelo caminho e eu ando por ali...

e jogo meu bra�o ao redor dela. O que me diz disso?

Acho melhor irmos embora.

Major!

Ei, rapaz! Como vai?

Como est�o as coisas?

Vi o senhor no show. Est�vamos procurando-o.

Este � o capit�o Bailey.

- Este � o recruta Kelly. - Como vai? � um prazer.

- Como vai, senhor? - Como tem passado?

Bem.

- Esta � Katsumi. - Ol�, Katsumi.

Diga algo, garota.

� bom v�-lo entre n�s esta noite.

Ela est� falando ingl�s melhor do que voc�.

Ela est� estudando ingl�s e eu tenho estudado japon�s.

Diga alguma coisa.

Espero que possa se curar disso.

Significa "Meus p�s est�o frios". Ela sempre ri quando digo isso.

Escute, como v�o as coisas? Como t�m passado l� embaixo?

Muito bem, major.

Temos uma casa maravilhosa perto do canal.

N�o me disse que Katsumi conhece as garotas da Matsubayashi?

Sim. � uma f� de verdade.

Quero que fa�a algo por mim.

Quero muito conhecer Hana-ogi...

e quero que pe�a a ela que nos apresente.

Ela disse que as regras s�o bem duras, mas que ela vai tentar.

- Ela vai pedir a ela? - Sim.

Porque eu disse a Truman, quando ele veio � minha casa:

"Harry", eu disse, "n�o subestime a For�a A�rea."

Agora voc� vai ver uma coisa.

A� vem Fumiko-san.

- A� vem Hana-ogi. - Eu sei.

- N�o v� me desapontar. Vai l�. - Tudo bem, major.

Como vai, Senhorita Ogi?

Acha que foi aprovado, Ace?

Ela deu uma bela olhada para mim.

Claro que sim.

Ela disse que Hana-ogi n�o vai falar com um americano.

Por que n�o?

N�s matamos o pai e o irm�o dela com nossas bombas.

Droga. Eu n�o fiz isso.

Claro que fez, Ace.

Todos fizemos.

Vamos nessa.

Se as regras s�o t�o r�gidas com as garotas l�...

como pode sair com Mike e deixar rolar?

� algo ruim sobre mim...

mas n�o posso evitar.

Ele � t�o alto!

Ele � um rapaz alto. N�o tenho d�vida disso.

Mas me escute...

o que quero mesmo saber �...

essa Hana-ogi tem encontros, como voc� e Mike e...

N�o.

Ela � a garota n�mero 1.

Precisa ser especialmente cuidadosa.

Pode me fazer um favor?

Quando voltar ao alojamento esta noite...

quero que diga a Hana-ogi...

que o major Gruver gostaria de conhec�-la e...

Espere. S� um minuto.

S� quero falar com ela um momentinho.

Pode fazer isso por mim?

Nunca acontece!

Hana-ogi-san nunca fala com homens...

e com americanos, nunca acontece.

Bem, querida, quero dizer-lhe...

que isso vai acontecer.

Desculpe-me, Srta. Ogi.

Pode me dar seu aut�grafo?

Muito obrigado.

Como vai, Srta. Ogi?

Oi, major.

Tenho procurado voc�.

Ol�, Sr. Kelly.

Minha esposa disse para ir em casa esta noite.

Escute, rapaz, tenho um...

tenho um compromisso esta noite com um amigo meu.

Esteja l�, malandr�o. Hana-ogi vai vir.

Senhor.

- Kelly! - Apare�a cedo.

Ol�.

Sabem onde Joe Kelly mora?

Ali? Podem me levar at� l�?

Como vai?

- Oi, Ace. - Kelly, � voc�?

Como vai, Alice?

Como vai, Ace? Legal ver voc�. Entre em casa.

Espere um instante. Deixe-me dar uma olhada.

- Ela j� chegou? - Ainda n�o.

O que ela disse?

- N�o me pergunte, filho. - Tire os sapatos.

- N�o se usa sapatos numa casa japonesa. - OK, tirando. Devo tamb�m tirar as cal�as?

O quarto � sua direita.

- Onde, aqui? - Isso.

Cuidado com a cabe�a, Ace. Aqui estamos.

Isto � muito bom, rapaz. Simp�tico e bonito.

Sente-se aqui. � o lugar de honra numa casa japonesa.

O que � isso?

- Um encosto para bra�o. - Encosto para bra�o?

Vai ser melhor quando o resto da cadeira chegar.

Oi, Katsumi, querida. Como vai?

� muito bom t�-lo...

entre n�s.

� muito bom estar entre voc�s tamb�m.

Trouxe umas coisinhas para voc� enfeitar a casa.

Sim, flores.

Voc� a deixou muito feliz, Ace.

O que ela tem ali? Vamos comer ou vestir isso? O que � isso?

� uma toalha que servem antes de comer ou beber...

para refrescar as m�os e o rosto.

Essa � uma boa id�ia.

Lave as m�os.

Orelhas limpas. Passei, professora?

Basta jogar no cesto.

Sim, senhor.

O que � isso, copo de olho? Vamos lavar nossos olhos tamb�m?

N�o, � um copo para saqu�. Um vinho feito de arroz.

- Arroz? Sem brincadeira? - Sem brincadeira.

- Vou experimentar. - Prove, vai ver.

� quente.

Isso mesmo, n�s o aquecemos antes de servir.

Katsumi, � sua sa�de.

E Kelly, o melhor para voc�.

- Muito bom, rapaz. Nada mal. - Eu disse, � maravilhoso.

- Voc� n�o vai tomar nada? - Eu ia dizer para voc�...

h� algo polido que precisa fazer.

Pegue o copo e molhe com �gua...

coloque um pouco de saqu� para ela.

- OK. - Assim mesmo.

- Quer dizer, "Um pouquinho". - Um pouquinho, tudo bem.

Segure agora, espere.

Viu? N�o machuca.

Ela vai me deixar b�bado em cinco minutos, se continuar assim.

Ela vai continuar servindo a noite inteira. Katsumi, eu sirvo Gruver-san agora.

Me d�o licen�a? Preciso acabar de cozinhar.

Pode continuar, querida.

- Um presente. U�sque. - U�sque?

Tudo bem, querida.

Rapaz, ela � muito linda. Voc� escolheu muito bem.

Entende o que digo, Ace? Sou o cara mais feliz do mundo.

Quer conhecer o resto da casa? Vamos, eu mostro.

Este � o jardim. Katsumi, vou mostrar a casa para ele.

O banheiro � aqui atr�s.

Temos v�rios quartos extras. Quer ver um deles?

O que voc� tem aqui, rapaz? Deus meu.

N�o fizemos nada com eles ainda, mas quem sabe um dia, com filhos.

Est� realmente dando certo, n�o est�?

Tudo perfeito, exceto por aquele coronel maldito a que fui designado.

N�o estaria se referindo a um certo Crawford, estaria?

Esse mesmo. Ele incomoda todos por aqui...

que s�o casados com japonesas. Trabalho extra e tudo mais.

� um homem dif�cil. N�o d� para negar isso.

Mas o que me importa? Volto para minha garota e esque�o tudo.

- Vamos. - Espere, esqueci de perguntar.

Essa Hana-ogi fala ingl�s? Porque eu vou...

Eu n�o sei. As garotas cantam em v�rias l�nguas.

Acho que vai entender o que voc� falar.

Seu menino malvado.

Espere um minuto, preciso ver meu cabelo.

Quero saber. N�s vamos ficar...

N�s quatro vamos ficar juntos a noite inteira?

V� com calma, Ace. Vai explodir de alegria.

Quem sabe.

- Deus, o que tem de errado aqui? - Cuidado com a cabe�a, Ace.

Casa maravilhosa, Kelly.

- Katsumi, est� pronta? - Ombros curvados.

Aqui? Vai ter de mudar...

Hana-ogi-san...

� uma grande honra para nossa casa.

Como vai, Srta. Ogi?

Onde est� indo?

Tenho de ajudar Katsumi com o...

Parece que todos sa�ram e nos deixaram sozinhos.

Foi muito gentil de sua parte vir aqui esta noite, Srta. Ogi.

Fiquei muito feliz quando disseram que voc� viria.

Vou sentar aqui.

Srta. Ogi...

deixe-me servi-la.

� sua sa�de.

Isso � bom.

N�o me diga.

Sei que � preciso molhar um pouco...

tirar o l�quido e devolver para voc�.

Agora segure isso. Skoshi?

Tudo bem.

Sabe, me surpreendi ao descobrir que isso � feito de arroz.

N�s temos arroz nos EUA, � claro...

mas s� fazemos pudim com ele. N�o bebemos arroz.

� o primeiro arroz l�quido que encontro.

Algu�m j� lhe disse, Srta. Ogi, que � uma mulher atraente?

De verdade.

Fica at� mais linda fora do palco do que quando est� nele.

� verdade.

Voc� sobe l�, canta, dan�a, atua, tudo.

Voc� � grande por inteiro.

Onde ele e Katsumi...

Estou ficando com fome.

Olhe, Srta. Ogi...

N�o estou acostumado ao jeito japon�s de fazer as coisas...

e talvez esteja dizendo a coisa errada.

Quem sabe meus modos americanos sejam embara�osos.

Mas imagino, que se veio aqui esta noite...

talvez tamb�m esteja um pouco interessada em encontrar-me.

Posso estar errado, mas se estiver...

ent�o voc� vai ter de dizer.

O que fazemos agora?

Porque eu n�o sei o que dizer. N�o sei mais direito o que dizer.

Meu pai foi morto...

pelas bombas americanas jogadas em meu pa�s.

Voc� tem sido meu inimigo.

Tenho odiado americanos.

Tenho pensado neles como selvagens.

N�o havia nada al�m de vingan�a em meu cora��o.

Um grande n�mero de americanos tamb�m foi morto.

Acho que seria melhor esquecermos isso tudo.

Voc� tem me observado na ponte.

Tem me observado dan�ar...

tem me observado quando volto ao alojamento.

Mas eu tamb�m tenho observado voc�...

e voc� n�o me pareceu selvagem.

E quando Katsumi-san contou-me o qu�o gentilmente voc� a beijou...

no dia que ela se casou...

o qu�o ternamente voc� beijou minha doce amiguinha...

percebi que o �dio era cria��o minha.

� por isso que vim...

para pedir o seu perd�o...

pelo que tenho sentido.

Gruver-san, pode me perdoar?

Voc� me faz sentir um idiota, Srta. Ogi.

Eu � quem devo...

pedir seu perd�o pelas coisas que...

andei pensando.

Venho do norte do Jap�o.

Meu pai era fazendeiro...

e tinha nove filhos.

N�s �ramos muito pobres.

H� gente demais em meu populoso pa�s.

Prestei o exame na Matsubayashi...

e agora sou a primeira-dan�arina.

Quando for velha demais para dan�ar...

vou virar professora.

Minha vida est� planejada.

Sou dedicada � Matsubayashi...

como voc� � dedicado � vida militar americana.

Nunca me apaixonei.

Mas tenho sonhado...

e pensando nisso...

e esperado.

O perigo que nos espera...

deve ser encarado agora.

O perigo da descoberta, para n�s dois...

o perigo da fraqueza...

quando isso acabar.

Nunca me apaixonarei de novo.

Mas vou am�-lo, Ace-san...

se esse for seu desejo.

Ol�, como vai?

Srta. Webster.

Ol�.

- Sr. Nakamura, que gentileza a sua vir aqui. - � um grande prazer.

Posso dizer que est� especialmente linda hoje?

Obrigada. Ainda n�o vi o programa do kabuki deste m�s.

Eu sei. Sabe, tenho aguardado.

Eileen.

- M�e, lembra-se do Sr. Nakamura. - Como vai, Sra. Webster?

Claro que sim. Agora, escutem voc�s dois...

esta festa n�o � s� para voc�s. Voc�s precisam circular por a�...

e ajudar a melhorar as rela��es nipo-americanas.

M�e, � exatamente o que o Sr. Nakamura e eu estamos fazendo.

Nakamura-san, minha filha quer seu aut�grafo.

- Ela o admira tanto. - Mas claro.

- Podem me dar licen�a? - Por certo.

Lloyd j� chegou?

M�e, quantas semanas vai ficar fingindo?

Lloyd n�o vir�.

Estou completamente furiosa com ele.

Como pode ignorar o convite do general? Entreguei pessoalmente no escrit�rio dele.

Estou enrolado com a Sra. Farrington. Pode me ajudar?

Eis Crawford. Sempre que aparece, tem alguma encrenca.

Posso falar com o senhor a s�s, general?

Major, tem aquela lista dos... Quero ver se os Williams foram convidados.

Sim, foram.

Gar�om.

Venho falar pessoalmente porque diz respeito ao major Gruver.

Achamos que est� apaixonado por uma mulher japonesa...

Desculpe-me, general, mas isso me deixa maluco.

Percebe o que significar� a todos os recrutados nesta �rea...

se descobrirem que o grande her�i deles, Ace Gruver, est�...

Conhe�o o major Gruver desde que nasceu.

Sou amigo �ntimo do pai dele. Estou certo de que est� enganado.

Ele foi visto indo �quela casa.

Meus homens t�m vigiado um encrenqueiro chamado Kelly.

- Ele se amancebou com uma nativa... - "Se amancebou", coronel?

Kelly � casado com uma japonesa. O major Gruver foi o padrinho.

� bastante natural que ele os visite.

Como vou lidar com essa situa��o?

N�o lide. Sei que o major Gruver far� o correto.

General, concorda se eu baixar uma ordem...

para evitar que oficiais sejam vistos...

com pessoal nativo?

Se forem vistos, h� algo que podemos fazer.

Tudo bem.

Lloyd.

Veja s� voc�, Hana.

Ningu�m viu voc� vir?

N�o h� pessoal militar aqui...

al�m de mim.

- Precisamos ir para a cerim�nia do ch�. - Sim, eu sei.

Boa-tarde.

Esse sobe e desce vai acabar comigo.

Voc�s fazem um ritual de tudo.

O prazer n�o se encontra no pr�prio fim.

� o prazer de todos os passos at� o fim.

Entendo.

- � voc�, Ace? - Sim, Kelly.

Venha c�.

Agora n�o posso.

Ele ficaria surpreso se voc� chegasse assim.

Ele desmaiaria.

Um pouco mais embaixo, Katsumi.

Parece que sempre esfrega um pouco acima.

Assim est� bem.

- Kelly-san, entra agora na banheira? - Tudo bem.

Hana-ogi vir� esta noite?

Sim, se puder escapar do trabalho.

Vamos fazer um cozido ao estilo de St. Louis...

com vegetais � moda de Memphis.

O que far� depois do jantar, quando Hana-ogi voltar ao teatro?

Nada.

Que tal jogar p�quer comigo e Katsumi?

Ficarei feliz em tomar seu dinheiro e suas cal�as.

Isso que � vida, n�, Ace?

A� est� voc�.

Tudo bem?

Escute, preciso dizer uma coisa.

- O qu�? - Comida.

Sayonara

Despedida japonesa

Sussurre sayonara

Amor, n�o chore

N�o mais veremos

as belas cerejeiras floridas

N�o mais ficaremos sob a �rvore

olhando o c�u

Sayonara

Sayonara

Adeus

Foi a coisa mais linda que j� vi, querida.

Preciso ir.

Foi um belo jantar.

Vai voltar ao quartel esta noite?

N�o, acho que vou enrolar por aqui.

O que far� a noite inteira?

O que vou fazer? Arrumar cerveja...

uns petiscos, garotas...

e me divertir um pouco, para variar.

Bom.

N�o gosto que fique sozinho.

Cuide-se.

Entre, Katsumi.

Desculpe-me, Lloyd, tive de vir. � importante.

Ol�, Eileen.

Como vai?

N�o quer sentar-se?

Vou tirar essas coisas daqui, s� para arrumar...

V� em frente, sente-se.

Tudo bem?

- Est�o atr�s de voc�, Lloyd. - Quem est� atr�s de mim?

Um coronel chamado Crawford.

Eu o conhe�o.

� aquele que est� perseguindo Kelly. Esta � a casa de Kelly.

Sim, eu sei.

- Quer ouvir isso, n�o quer, Lloyd? - Claro que sim.

Escutei o coronel Crawford dizer que tem vigiado esta casa...

esperando pegar Kelly em alguma irregularidade, presumo.

Foi assim que soube onde era.

Ent�o, eles...

- Eles me v�em entrar e sair daqui. - Sim.

Achei que precisava contar-lhe.

- Tem algo que sinto que... - Preciso ir, Lloyd.

Queria avis�-lo para ser particularmente cuidadoso com...

Com o qu�, querida?

Em seguir estritamente o regulamento militar.

Lloyd, eles far�o qualquer coisa para acus�-lo de algo...

para mant�-lo na linha.

Voc� � o her�i da For�a A�rea.

O coronel Crawford parecia querer vingan�a.

Mais do que qualquer outra coisa...

Preciso ir agora, Lloyd. Boa sorte.

Espere um pouco, deixe-me ajud�-la.

- Eileen, eu sei... - Lloyd.

Lloyd, j� pensou seriamente no que est� fazendo?

Acho que sim.

Espero que sim.

Voc� tem um recorde brilhante na For�a A�rea.

Tem mais gente dependendo de voc� do que pode pensar.

Tenha certeza, antes de jogar fora tudo pelo que lutou, Lloyd.

Por favor, tenha certeza.

N�o conseguiria explicar o que houve, mesmo se tivesse um milh�o de anos.

� melhor eu ir antes que perca meu encanto.

Gosta dessa velha pe�a?

Sim, estou come�ando a me divertir.

V� a corda entre as rochas?

� um s�mbolo shinto mostrando que s�o casadas.

- As rochas? - Sim.

Est�o juntas h� tanto tempo...

que as pessoas acharam que era hora de elas se casarem.

Parecem bem juntas, o que acha?

Fazem um lindo casal.

Gosta de meu pa�s?

Todas essas coisas divertidas j� estavam aqui, quando cheguei ao Jap�o?

Sim.

Ol�.

Ei, voc�, seu feioso. Como vai?

A que devemos a honra da visita?

Lavanderia. Trocar as roupas sujas por limpas.

Espero que saiba o que faz.

Isto veio do escrit�rio esta manh�. Achei que gostaria de ver.

"Este � um lembrete de rotina das ordens recentes do Quartel de Kobe."

Abre aspas: "Qualquer manifesta��o p�blica de afei��o...

"a algu�m de nacionalidade japonesa � vetada a membros deste comando.

"Oficiais n�o devem aparecer em ruas p�blicas...

"acompanhados de nativas." Fecha aspas.

Ora, viva.

Qual �, Ace, isso � s�rio. Todos receberam isso.

Escute-me, seu bobo, Hana-ogi e eu tomamos todo o cuidado.

Nunca vamos a algum lugar onde possamos ser reconhecidos.

Nem sequer andamos na mesma rua.

Vamos para o interior e nos divertimos.

Nunca visitou o interior, visitou?

Um lugar muito bonito.

Sabe o que vi ontem?

Duas rochas que se casaram.

Viu o qu�?

Duas rochas que se casaram.

E pareciam bem felizes juntas.

Aposto que sim.

Eram mesmo.

Se quiser ser esperto, eu digo o que deve fazer.

Arrume-se direitinho e saia esta noite...

esta noite tem o festival Tanabata.

O que � Tanabata?

Vai me dizer com essa cara lavada...

que n�o sabe o que � o Tanabata?

Impressionante.

Que vergonha. Pensei que todos soubessem o que � o Tanabata.

Tanabata � a noite do amor.

Me falou sobre isso uma vez.

Quando me contou sobre Harry Truman...

os New York Yankees e sexo...

os New York Yankees, Harry Truman e sexo.

Nos vemos depois.

Sexo!

O que fiz para merecer tanta alegria?

J� vi a noite do Tanabata muitas vezes...

mas nunca havia entendido o seu significado.

Tanabata.

Tenho o cora��o cheio de amor por voc�.

- Srta. Webster? - Pois n�o?

Nakamura-san recebeu seu bilhete.

- Aqui est� a resposta. - Obrigada.

Ele quer saber se aceita jantar com ele e seus convidados.

Muito obrigada.

H� um jardim encantador aqui, Srta. Webster.

Gostaria de v�-lo?

Sim, acho que sim.

Que lindo.

De que, realmente, tem medo, Srta. Webster?

N�o acha de verdade que o major Gruver...

v� se casar com uma garota japonesa?

N�o sei.

Ent�o, me permita tranq�iliz�-la.

Acho o major Gruver corajoso.

Mas n�o o bastante para enfrentar a censura...

que viria de um tal casamento.

Em rela��o a nossa famosa e honrada Hana-ogi...

existem muitos japoneses...

a maioria deles, na verdade...

que desaprovam o casamento com um ocidental...

do mesmo modo que voc�s.

N�o penso assim.

Mas eu tive o privil�gio de viajar a seu pa�s...

e conhecer �timas pessoas.

E estou especialmente consciente neste momento...

que a beleza n�o � restrita a uma s� ra�a.

N�o vire o rosto, Srta. Webster.

N�o estou...

necessariamente cortejando-a.

S� estou afirmando...

um fato �bvio.

Posso v�-la outro dia, Srta. Webster...

para contar-lhe mais sobre o Jap�o?

� claro.

Eu preciso saber muito mais...

sobre tudo.

Voc� chegou.

Ol�, querida.

Est� cansado?

N�o, s� me deitei aqui...

pensando em mim mesmo.

Sabe, mal posso crer que estou aqui.

� dif�cil acreditar que...

� dif�cil acreditar que sou o mesmo Lloyd Gruver...

que chegou da Cor�ia h� pouco tempo.

Sabe, estive pensando...

que toda minha vida...

estive t�o ocupado...

distribuindo ordens, dando ordens recebendo ordens...

sendo filho de general, fazendo meu trabalho...

isso e aquilo, que nunca tive tempo de me sentar...

e pensar qual � minha raz�o de viver.

Tenho passado algumas tardes aqui...

em paz...

e calmamente pensando.

E acho que, pela primeira vez...

come�o a entender...

o sentido de tudo...

quem realmente sou, o que realmente quero.

� uma sensa��o boa.

Pode entrar.

Desculpe-me, Ace. Odeio perturb�-lo.

Acabei de saber.

De saber o qu�?

V�o me mandar de volta.

- Vai ser mandado de volta para onde? - Para os EUA.

Fui realocado em outro quartel.

- Katsumi j� sabe? - N�o.

N�o diga nada, talvez possamos fazer alguma coisa.

Que raz�o ele deu para isso?

Nenhuma. Eu sei o que �.

Todos que est�o na lista s�o casados com garotas japonesas.

Desculpe-me, major. N�o h� nada que possa fazer.

Kelly embarca para os EUA quinta-feira e acabou.

E a mulher dele, coronel?

Ela fica aqui.

Ele sabia que n�o poderia lev�-la com ele quando se casou.

N�o sabia?

Claro que sabia.

Voc� est� acabando com a vida dele.

N�o estou acabando com nada.

Admito que ele tem me perturbado at� agora.

Poderia me explicar por que eu tamb�m n�o recebi esse privil�gio?

N�o me pergunte, major.

H� v�rias raz�es para essas coisas.

De qualquer forma, � uma ordem.

E n�o h� nada que se possa fazer a respeito...

mesmo se voc� � filho de um general de 4 estrelas.

Faria alguma diferen�a se contasse que minha esposa est� gr�vida?

Admito que isso � duro.

Coronel, diante dessas circunst�ncias, n�o acha que seria capaz...

de adiar isso por enquanto?

Talvez possa ser mandado de volta � Cor�ia.

N�o, voc� vai para casa.

Todos os rapazes desta lista v�o para casa.

Onde � sua casa?

� aquela casa perto do canal.

Digo, sua casa de verdade.

A casa perto do canal.

OK, tudo bem.

Aceitei toda insubordina��o que pretendia aceitar.

Agora me escute, espertinho...

aquela casa perto do canal est� interditada de agora em diante.

Toda rua est� interditada.

Quer ir para a corte marcial?

Assim poderia ficar no Jap�o?

- Qual �. - Vai embarcar quinta-feira.

E n�o tente ajud�-lo.

Lembre-se que aquela casa perto do canal est� interditada a todo pessoal.

Poderia explicar, coronel, o que quis dizer com esta �ltima frase?

� tudo que posso dizer agora...

a n�o ser, tenha cuidado.

N�o sei mais o que falar, general.

Conhe�o esse rapaz h� muito tempo...

e se ele voltar sem Katsumi, vai se encrencar.

Tenho certeza disso.

E a esposa dele?

- N�o sei. - E o beb�?

Ent�o o Ex�rcito deixa que se casem...

e, depois, os obriga a desertar mulher e filhos.

Isso n�o � justo, Eileen.

Um rapaz longe de casa pela primeira vez, sozinho...

muitas vezes se apaixona pela primeira garota que v�.

Muitas vezes, uma garota das ruas.

Cabe ao Ex�rcito, de alguma maneira, cuidar desses garotos...

e tentar evitar esses casamentos.

Mas depois de casados por que mand�-los para casa?

Este homem est� sendo transferido para outro posto com muitos outros.

Por isso, n�o me pergunte as raz�es por essa mudan�a.

Existem milhares de motivos.

Lloyd disse que a maioria dos homens na lista s�o casados com garotas japonesas.

Isso n�o pode ser uma coincid�ncia.

Por que n�o? Poderia ser facilmente. Aconteceram v�rios casamentos.

Francamente, alguns desses homens...

devem estar adorando a transfer�ncia.

Por que isso, senhor?

Houve conseq��ncias infelizes de muitos desses casamentos.

Recrimina��es, ressentimentos.

Um rapaz se casa impulsivamente...

a� se sente preso, n�o sabe como se livrar ou o que fazer.

Mudar de posto d� a eles uma chance de pensar a respeito.

Para se acalmarem.

N�o quero dizer que esta seja a raz�o para a transfer�ncia, mas...

Toda essa coisa...

� uma confus�o sem fim.

General Webster, n�o h� ressentimento no caso de Kelly e Katsumi.

Pode ter certeza disso.

Tr�s oficias vieram me ver hoje pedindo a mesma coisa para seus homens.

N�o � nossa pol�tica interferir nas decis�es de nossos superiores.

A estrutura b�sica do servi�o militar...

entraria em colapso se come��ssemos a fazer coisas assim.

Seu pai entenderia isso, mesmo que voc� n�o entenda.

Vai me pedir para abrir uma exce��o para Kelly...

quando recusei aos outros homens?

Vou pedir que fa�a isso, senhor.

O senhor abriu uma exce��o quando me trouxe da Cor�ia.

Temo que n�o haja sa�da, Lloyd.

Esse � o fim de Joe Kelly.

Voc� mesmo disse que a ficha de Kelly dep�e contra ele.

N�o poderia nem usar isso.

Por que isso significa tanto para voc�, Lloyd?

Kelly � da minha unidade, Sra. Webster. Sou padrinho dele.

E eu mesmo planejo casar-me com uma garota japonesa.

V� para outro quarto, Eileen.

H� uma situa��o para seu pai resolver.

N�o, Sra. Webster, n�o h� nada para ningu�m resolver.

Sinto muito, Eileen.

Sra. Webster.

Boa-tarde a todos.

Acho que jamais amarei algu�m de novo como amei Lloyd.

Mas vou dizer algo ir�nico.

Uma vez perguntei a Lloyd se ele j� teve vontade de me agarrar...

e me levar aonde pud�ssemos ficar a s�s.

Foi o que ele fez, n�o foi?

S� que com outra pessoa.

N�o v�, Eileen.

Fique para conversar.

Sinto muito, m�e.

A �nica pessoa com quem quero conversar agora...

�, curiosamente, um japon�s.

Ace, estava esperando voc�.

Escute, Kelly.

Estou vindo da casa do general Webster...

- e a situa��o est� complicada. - N�o adiantou?

N�o. Ele n�o aceitou.

Na verdade, acho que deixei as coisas ainda piores.

N�o me surpreende.

- J� falou para Katsumi? - N�o.

Estou sem coragem.

Al�m disso, ela s� pensa em algo que planejou para esta noite.

Quer ir para Osaka encontrar as garotas no show de marionetes.

Por que estragar isso?

Quem sabe eu conte mais tarde, quando estivermos sozinhos.

N�o entregue os pontos. Vamos achar uma sa�da.

- Voc� acha que sim? - Sim.

Eu, n�o.

- Nos vemos depois, Ace. - Oi, amor.

Diga a Katsumi que ficaremos felizes de ir.

Voc� conseguiu ajudar?

- N�o, n�o consegui. - Que terr�vel.

Sei que � dif�cil, querida. � duro, mas n�o vai durar muito.

O Ex�rcito ter� de mudar as regras no pr�ximo ano ou no seguinte.

Tem de ser assim. Tenho certeza.

Na verdade, estou t�o certo que fui ao centro hoje...

e assinei esses pap�is...

que dizem que vamos nos casar.

- O que foi? - Nunca falamos de casamento.

Sei que n�o, querida.

Sei que n�o falamos. Mas tenho pensado nisso...

h� muito tempo.

S� me senti capaz de falar nisso agora.

Agora, eu posso.

� claro que n�o poderei lev�-la de volta aos EUA...

mas eles devem mudar essa lei rid�cula muito em breve.

E, at� l�, vou ficar aqui com voc�.

N�o estou preso � For�a A�rea. Posso pedir baixa.

Sei que n�o tenho experi�ncia em nenhuma outra coisa...

mas vou encontrar algo.

Nunca falamos de casamento.

Sei que n�o, querida, mas estamos falando agora.

Lembra da primeira noite que conversamos?

Disse que haveria o perigo da fraqueza quando acabasse.

Acabasse? Do que est� falando?

Estou tentada. Com voc�, poderia virar uma mulher.

E uma m�e. E poderia am�-lo.

Isso mesmo.

Acha que nunca pensei nisso?

Acha que quero virar uma velha solit�ria...

que ensina dan�a, agora que conheci voc�?

Mas isso � imposs�vel.

Deve saber tamb�m.

N�o, n�o sei nada disso.

A maneira como fala em deixar a For�a A�rea...

encontrar um meio lament�vel de ganhar a vida...

- s� para ficar com sua esposa japonesa. - Agora, espere um minuto.

Acho que estamos envolvidos demais para falarmos assim.

A Matsubayashi tem sido boa para mim, Lloyd.

Tenho obriga��es para com eles.

N�o, n�o tem. Tem obriga��es para comigo.

Eles s�o a minha vida.

Vou cobri-los de vergonha e desgra�a.

Lloyd, sabe o que quero dizer.

Sim, acho que come�o a entender o que quer dizer.

Que voc� simplesmente n�o me ama o bastante para se casar.

� o que quer dizer, n�o �? Por que n�o diz isso claramente?

N�o � o que quero dizer.

Vou para T�quio em seis dias.

A Matsubayashi est� me mandando.

Vai o qu�?

Com outra companhia. Descobriram sobre n�s.

Teriam demitido qualquer outra garota, mas como gostam de mim...

porque me consideram importante para eles, est�o sendo benevolentes.

N�o vou ser benevolente com voc�.

Quero que me diga por que a Matsubayashi tem mais import�ncia do que eu!

Lloyd, existe algo sobre mim...

que ainda n�o contei.

N�o tenho direito de me casar com ningu�m.

Meu pai era muito pobre.

Para salvar seus outros filhos...

ele foi for�ado a vender uma de suas filhas.

Um homem do bairro bo�mio veio at� ele.

Como eu era a mais velha...

ele concordou com que eu fosse.

Seu pai a vendeu?

Sim, mas fui salva para come�ar outra vida...

pela minha melhor amiga, Fumiko-san.

O pai dela comprou minha liberdade...

e ela me trouxe � Matsubayashi.

L�, al�m de me sustentar...

devolvi a honra � minha fam�lia.

A Matsubayashi tem sido boa para mim.

Confiaram em mim.

N�o posso partir.

N�o posso me casar.

N�o entende?

Eu n�o sei.

N�o sei o que pensar.

Vou matar voc�!

Se fizer algo assim, mato voc�, entendeu?

- Fa�a isso e eu te mato! - Espere a�. Tenha calma.

Ace, veja isso.

- Caiu da bolsa dela. - O que � isso?

Ia fazer isso. Amanh�, com aquele m�dico picareta.

- O qu�? - Ia retalhar as p�lpebras por 8 d�lares...

e costur�-las de novo.

Um monte de idiotas j� fez isso. Ela ia me fazer uma surpresa.

A� eu teria olhos bons. Enganaria todos.

Pareceria americana, como Joe.

Pode dizer a esta est�pida que a amo como ela �?

Que n�o quero que mude!

Pode dizer a ela que amo sua boca, seu nariz, orelhas e olhos...

do jeito que s�o?

Diga a ela que se um dia fizer algo assim, vou...

- Espere a�. Tenha calma. - Quero que ele tenha orgulho de mim.

Sinto muito.

Se quer que ele tenha orgulho de voc�, � melhor parar com isso.

Quer ser uma boa esposa? S� o est� deixando infeliz assim.

Diga que sente muito e n�o vai mais fazer isso.

Diga isso para ele.

Eu sinto muito.

OK. Agora vamos esquecer isso, t�?

Vim aqui pensando que �amos comer peixe frito.

�amos nos divertir, dan�ar, gritar, e o que encontro?

O que vai acontecer conosco?

- Show de marionetes. - T�nhamos uma surpresa.

- Voc� gosta? - Claro que sim. Estava esperando por isso.

- Conhe�o todos esta noite. - Sim.

Vamos nos atrasar.

Veja...

o amante est� saindo da cidade, indo para o bosque.

N�o pense em nada agora.

Assista � pe�a.

� uma hist�ria rom�ntica.

Quando o gongo soar, acabou.

E, ent�o, ela vai enrolar seu corpo.

- Enrolar seu corpo? - Assim ela n�o cair� numa posi��o feia...

de desonra, quando ela morrer.

- Quando ela morrer? - Sim, shinju.

� um costume dos amantes...

morrer juntos quando n�o suportam mais viver.

� t�o lindo.

Lindo? Eles v�o morrer, n�o v�o?

V�o viver em outro mundo, perto de um lindo lago...

flutuando juntos para sempre...

como uma vit�ria-r�gia.

Certamente.

Kelly-san!

Os soldados est�o revistando a casa.

- S�o da Pol�cia Militar. - O que aconteceu? O que est� errado?

Entre no carro.

- V� para Matsubayashi. - Diga-me, por favor. N�o partirei.

Entre no carro. Explico mais tarde. Para Matsubayashi.

Ed, veja.

Olhe aquilo.

INTERDITADO

- � o major Gruver, n�o �? - Isso mesmo.

Sinto, mas ter� de vir com a gente. Ordens do general Webster.

Que direito voc�s t�m de interditar esta casa?

Ele n�o vai mais precisar dela. Vai embarcar quinta-feira.

Vamos, major.

Vou entrar em contato com voc�, Kelly.

Vamos, garota.

Vamos entrar pelo jardim. Preciso falar uma coisa.

Voc� foi visto em p�blico com ela esta noite, violando as ordens da �rea.

Isso me d� o direito de prend�-lo.

E, para seu pr�prio bem, acho que devo fazer isso mesmo.

Tem algo a dizer?

Assim que resolver isso, vou me casar...

e ter minha pr�pria casa.

Acho que n�o.

Sinto muito, Lloyd, mas est� tudo arranjado.

O supervisor da Matsubayashi veio ver-me esta noite.

A garota vai para T�quio e voc� volta para o Texas, depois de amanh�.

Aqui est�o suas ordens.

At� l�, est� em pris�o domiciliar.

N�o deve sair de casa at� ser avisado.

Estou fazendo isso porque sinto que voc� perdeu o ju�zo.

Al�m do mais, conhe�o seu pai h� anos.

Bom, isso � tudo.

Voc� a viu?

N�o. Nem pude chegar perto. Trancaram tudo.

N�o vi nem sequer Fumiko-san da porta do palco.

Tenho de v�-la. Vou embarcar amanh�.

- Major Gruver? - O que foi?

- Poderia nos fazer um favor? - O que voc�s querem?

O recruta Kelly desapareceu.

N�o, isso � imposs�vel. Estive com ele ontem � noite.

Sabemos. Ele iria tomar um avi�o nos pr�ximos dias...

mas o coronel Crawford mandou que fosse embarcado num v�o especial.

Eu o levei ao aeroporto �s 12:50. Na hora de decolar, Kelly n�o estava l�.

Pensamos que poderia saber dele.

Como saberia? A casa dele foi interditada, n�o foi?

Sabemos. Os vizinhos n�o falam conosco.

Achamos que podem estar escondendo-o.

Eles falar�o com o senhor, major. Poderia nos ajudar?

D�em-me uma boa raz�o para isso.

Podemos quebrar um galho para ele. Ainda n�o o denunciamos.

Ele poderia pegar outro avi�o.

Poder�amos n�o acus�-lo por deser��o.

- Deser��o? - Sim, senhor.

- Vou num minuto. - Major?

Os vizinhos n�o falar�o se nos virem.

- Eu vou com ele. - Obrigado, senhor.

Kelly, � o Gruver.

Acho que est� l� dentro.

Vou entrar.

Voc� est� a�?

Ah, meu Deus!

Vou chamar a pol�cia, Ace.

Oh, Deus!

V�o embora!

CAIAM FORA IANQUES - N�O QUEREMOS IANQUES

V�O EMBORA IANQUES

Ace, n�o tem pol�cia por perto. � melhor cairmos fora daqui.

Olhe.

Isso n�o parece bom, rapaz.

N�O NAMOREM NOSSAS GAROTAS

Vamos l�, relaxe.

Est�o nos ajudando, Ace.

- Tudo bem, rapaz? - Sim, estou bem. E voc�?

Escute, eu vou...

Pode tomar conta de tudo?

- Pode deixar. - Vejo voc� depois.

- Onde est� Hana-ogi? - Hana-ogi n�o est� aqui.

- Sei que est� aqui. - Ela est� indo para T�quio.

Ela s� vai para T�quio semana que vem.

- Ela foi hoje. - N�o acredito em voc�.

- Onde est� Hana-ogi? - Ela se foi.

- Onde � o quarto dela? - Ela se foi.

Onde � o quarto dela?

Venha comigo.

Hana-ogi se foi de verdade, major.

N�o acredito em voc�.

Dou a minha palavra.

Precisa ir tamb�m, major.

Acabou.

Deixe-me sozinho um momento, OK?

Os bandidos que atacaram voc� n�o eram todos seus vizinhos.

Eram na maioria encrenqueiros profissionais enviados l�...

para criar um incidente com voc�.

Se voc� � t�o importante para aqueles que o odeiam...

imagine para n�s.

Est� entendendo o que digo, Lloyd?

Sei como se sente.

Foi horr�vel o que houve com Kelly...

e a esposa dele.

Deve ser bem dif�cil.

Odeio ter de dizer isso, porque �...

quase grotesco...

quase imperdo�vel a seus olhos, suponho.

Me falaram hoje...

que v�o aprovar uma lei em um ou dois meses...

que tornar� poss�vel para homens como Kelly...

levar suas esposas japonesas de volta aos EUA.

- N�o pode ser verdade, general. - � a mais pura verdade, Lloyd.

Escute...

como tem o desplante de vir aqui e contar isso?

Leva tempo para se mudar uma lei, Lloyd.

Pessoas morreram sem necessidade neste mundo esperando essas mudan�as.

� dif�cil aceitar isso quando nos atinge pessoalmente.

Voc� est� perdido, confuso.

N�o acha que � hora de voltar para sua verdadeira vida?

Voltar �s ra�zes?

Onde nasceu e foi criado?

Vai se sentir melhor quando voltar para casa e ao seu trabalho.

Obrigado por ter vindo, general.

Leve-me ao aeroporto, Mike.

JAL - T�QUIO

JAL - T�QUIO

Deve ser ele.

Pode esperar para tirarmos uma foto?

- Onde voc� quer? Aqui? - Que tal ali? OK.

Sorria, por favor.

N�o � Ace Gruver?

Parece com ele.

Senhor?

Desculpe-me, n�o � o major Gruver? Ace Gruver?

- Isso mesmo. - Somos do jornal Stars and Stripes.

O que faz aqui em T�quio?

S� estou de passagem, rapazes.

- S� para dar uma volta? - Isso mesmo.

Estou com pressa. Se importariam de me desculpar?

- Sem problemas. - Desculpem-me.

Ol�, Hana-ogi.

Vou voltar aos EUA na sexta-feira...

e provavelmente n�o vou...

voltar mais ao Jap�o.

Antes de ir, s� tem...

uma coisa que queria saber.

Lembra-se que uma vez disse-me...

que poderia me amar...

ser uma esposa e m�e?

Eu me lembro.

Disse que desde que me conheceu, tem medo...

de virar uma velha solit�ria, ensinando dan�a.

Lembra disso?

Eu me lembro.

Voc� estava falando s�rio, Hana-ogi?

Eu estava.

J� est� acontecendo.

N�o sinto mais paix�o pelo que fa�o.

Lloyd, por favor v� embora.

Isso s� me causa dor e problemas.

N�s dois vamos ter mais problemas...

do que pensamos ter em nossas vidas...

a n�o ser que seja absolutamente honesta consigo mesma.

Por favor, Lloyd, podemos falar disso depois?

N�o haver� um depois. S� existe o aqui e agora.

Desculpe-me, senhora.

- Tenho de devolver este robe. - Escute-me.

Eu quero saber. Voc� me ama ou n�o?

Porque se n�o me ama...

vou ter de aprender a viver com isso.

- E se me ama, ent�o... - Por favor, Lloyd.

Espere um minuto.

N�o quero que me diga nada a mais...

nem a menos do que sente no fundo de seu cora��o...

pois o que vai me responder agora vai nos afetar pelo resto de nossas vidas.

Voc� me ama, Hana-ogi, ou n�o me ama?

Estou t�o confusa e assustada.

N�o consigo pensar.

- N�o consigo entender o que pensa. - N�o estou pensando!

Pela primeira vez na vida, n�o estou pensando e n�o me importo.

- Mas, Lloyd, temos de fazer a coisa certa. - O que est� dizendo? Coisa certa?

Desperdi�ando duas boas vidas tentando fazer a coisa certa...

a coisa certa para Matsubayashi, a coisa certa para meu pai...

a coisa certa para os militares, a coisa certa para os japoneses...

a coisa certa pela grande ra�a branca.

- N�s temos deveres e obriga��es. - Claro que temos!

N�s temos deveres e obriga��es...

e a primeira obriga��o que temos � nos amarmos...

nos tornarmos marido e mulher, ter filhos lindos e saud�veis...

e dar a eles o melhor que pudermos.

E se n�o cumprirmos essa obriga��o, n�o vamos ser bons com ningu�m.

Vivemos em mundos diferentes, somos de ra�as diferentes.

Querida, quero que seja minha esposa.

Mas o que aconteceria com nossos filhos? Como seriam eles?

Como seriam eles? Metade japoneses, metade americanos.

Metade amarelos, metade brancos.

Metade voc�, metade eu.

� assim que eles ser�o.

Hana-ogi, quero que venha comigo agora.

Venha comigo agora at� o consulado americano...

aqui em T�quio.

Precisamos dar a entrada na papelada, porque s� nos restam alguns dias...

para fazer tudo isso.

Voc� vem?

Vou esperar do lado de fora.

Disse a voc� que ele estaria aqui?

Olha essa multid�o!

Olha quem est� aqui, nossos rivais.

- O que voc� acha? - Eles tamb�m ouviram falar.

N�o h� segredos neste pa�s!

Ol�, major. Que coincid�ncia!

Tem uma hist�ria para n�s, senhor?

N�o, na verdade, n�o.

Major, n�o vai tentar negar isso, vai?

- Negar o qu�? - A hist�ria.

Por que n�o nos conta? O senhor � a not�cia do momento.

Sinto dizer que n�o sei do que est�o falando.

Eis Hana-ogi. Quem sabe ela fale.

Vamos, Hana-ogi, isso n�o � justo. O que voc� disse?

� muito dif�cil para uma mulher japonesa falar em p�blico.

Eu nunca fiz isso.

Mas, quem sabe, chegou o momento.

O major pediu-me em casamento.

Ele sabe que muitas pessoas no pa�s dele...

ficar�o perturbadas com isso.

Sei que meu povo ficar� chocado tamb�m.

Mas espero que aprendam a entender...

e, um dia, aprovem.

N�o temos medo, porque sabemos que � o certo.

Espero continuar como dan�arina.

E espero, quando estiver idosa...

ser capaz de ensinar crian�as a dan�ar.

Minhas crian�as.

Major? O alto comando vai ficar uma arara com isso.

Os japoneses tamb�m n�o v�o gostar. Tem algo a dizer para eles, senhor?

Sim.

Conte a eles que dissemos "sayonara".

GOSTAR�AMOS DE AGRADECER A CORTESIA E A COOPERA��O

DO GOVERNO E DAS PESSOAS DO JAP�O

PELA AJUDA NA REALIZA��O DESTE FILME

FIM

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