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Zulu
Anteriormente�
V� na frente.
Na verdade, posso te beijar antes? Pra adiantar logo.
Adiantar logo? Que rom�ntico.
Gabriel j� cumpriu dez anos de pris�o perp�tua sem condicional.
Ele confessou ter matado um policial.
Eu n�o te procuraria se achasse que Gabriel era o culpado.
Onde estava quando Werner foi baleado?
Em algum beco, com agulha no bra�o.
Ficavam dizendo que tinha sido eu. N�o fui eu.
Quero que encontre o verdadeiro assassino.
- E se eu descobrir que foi ele? - Sinto que ele � inocente.
Ajudar Gabriel Romero seria um erro.
E vou fazer voc� entender o motivo.
POL�CIA DE FORT LAUDERDALE
Olha, at� no intervalo,
precisamos parecer policiais.
� que estou preso na fase 87 h� tr�s dias.
�gua ou refri?
O que tiver gelado.
CENA DE CRIME N�O ULTRAPASSE
J� sei.
O pudim, o churrasco no s�bado, Jessica est� contando comigo, bl�-bl�-bl�.
- Eu nem gosto de pudim. - Problema seu.
Voc� disse a Jessica que sabia fazer pudim.
Ela est� gr�vida.
Isso a� n�o � culpa minha.
Gr�vidas t�m desejos.
Voc� tem o dever moral de fazer o pudim.
Falando em dever,
passei as �ltimas tr�s horas isolando um roubo de frutas
enquanto os g�nios interrogavam quem eu j� tinha interrogado.
Um dia, n�s � que seremos zoados por policiais invejosos.
Acha que eu largaria a farda e as cantadas que ela proporciona?
- Tem uma sacola? - Est� numa conveni�ncia?
Aceito uma raspadinha de coco.
Bobby.
Voc� est� bem?
R.J. DECKER: INVESTIGADOR PRIVADO
Pode tirar aqui.
Tudo bem. �s vezes, me colocam em regime diferenciado.
- Gabriel Romero. - R.J. Decker.
Sa�do em 2024 da Penitenci�ria Apalachee.
- S�rio? - S�rio.
S� vi o diferenciado ser usado pra transfer�ncia ou puni��o.
Depende do guarda.
N�o tem explica��o, al�m de acharem que matei um policial.
E n�o matou, n�?
Um policial.
N�o.
- Achei que j� soubesse. - Eu sei
que a acusa��o de dez anos atr�s tinha furos enormes.
Sua chance de absolvi��o seria maior se n�o tivesse confessado.
Vim falar disso com voc�.
Come�ando por onde voc� viveu na �poca,
na casa abandonada na Rodovia Powerline. Est� bem?
O moletom que o atirador usava ao matar Werner.
A pol�cia achou dentro da casa dois dias depois da sua pris�o.
Se leu tudo isso, sabe que falei que n�o era meu.
Segundo sua advogada, voc� acha que foi plantado.
Nas primeiras 20 horas com os policiais, falei v�rias vezes que n�o tinha sido eu.
Precisavam de algo pra eu parar de negar.
Acharam um moletom parecido e colocaram na casa.
� uma possibilidade.
Outra � ser de algu�m que vivia na casa invadida.
Excremento ou Verme Cinzento. Sabe o nome de verdade deles?
Ouviu esses apelidos de novo? Talvez por algum detento aqui?
- Me ajudaria a encontrar eles. - N�o.
E eu diria que n�o vai encontrar.
Eram viciados, como eu.
Vivendo daquela forma,
� bem prov�vel que tenham morrido h� anos.
Certo. Vamos falar do que a pol�cia n�o encontrou.
A arma do crime.
Em 2016, disseram que voc� descartou ela.
Jogou no mar, num bueiro, sei l�.
Mas a pol�cia recebeu uma pista meses atr�s.
Algu�m deu seis tiros em um outdoor na Rodovia 441.
A per�cia confirmou que os cartuchos eram da arma que matou o policial Werner.
A pol�cia n�o se importou muito.
Acham que algu�m encontrou a arma e que o outdoor n�o teve nada a ver.
J� eu fico pensando
que quem matou Bobby Werner nunca descartou a arma.
S� n�o cometeu crimes com ela at� meses atr�s.
Tamb�m pensei isso.
Tive esperan�a.
Mas voc� sabe.
Aqui dentro�
ter esperan�a faz mal.
ADAPTA��O | REVIS�O | SINCRONIA: E-MAIL | loschulosteam@gmail.com
Oi.
E a conversa com Gabriel?
N�o descobri muita coisa nova.
E o que achou dele?
� dif�cil ignorar a confiss�o. De verdade.
Mas voc� quase fez um acordo no caso do seu pai.
Eu n�o estava sem dormir ou em abstin�ncia como Gabriel.
Sinto que voc� est� certa. Ele pode ser inocente.
Mas sentimento n�o prova nada.
Precisamos de mais provas pra tirar ele de l�.
Mas � um al�vio saber que voc� n�o me acha louca
por querer ajudar ele.
Nem um pouco.
Tem mais uma coisa que precisa saber.
Eu n�o queria contar at� voc� avaliar Gabriel.
Est� bem.
� sobre Mel.
Mel, tem um minuto?
Pra voc�? Quando � que n�o tenho?
Emi deve ter falado sobre nosso encontro.
Uma palavra melhor seria "emboscada". Mandou ela se afastar do caso?
N�o mandei nada, s� quis deix�-la informada.
Podia ter dito que Bobby era seu amigo por telefone.
- Voc� tentou intimid�-la. - Foi feio pedir
pra n�o ajudar algu�m que matou um policial?
- Sei que isso � pessoal. - "Pessoal"?
Eu estava ao telefone com ele. Ouvi os tiros e n�o pude fazer nada.
Ningu�m p�de.
Porque, depois de atirar na nuca de Bobby, Gabriel atirou duas vezes aqui.
Tudo porque Bobby prendeu ele algumas vezes.
E sua namorada quer soltar esse cara.
E voc� vai ajudar.
Se Emi estiver certa sobre ele�
J� estive na pele dele, mas ele n�o vai pegar 18 meses.
Vai pegar o resto da vida.
Se ele sair, talvez vire detetive tamb�m.
Explica pra ele que o trabalho depende de ter amigos policiais.
Pra conseguir informa��es ou acesso � cena do crime.
Explica como policial nenhum faria isso por algu�m
que ajudou o assassino de um colega.
Entendi.
E, caso n�o tenha entendido, fica longe daqui.
Fica longe de mim.
J� vi Mel com raiva,
mas n�o assim.
- Sinto muito. - Paci�ncia.
Se eu provar que Gabriel n�o matou Bobby, ela ter� que aceitar.
Mas se eu achar algo que confirme que ele matou�
Voc� leva � pol�cia.
Certo. Tem dois caminhos que podemos seguir.
Os caras que viviam com Gabriel: Excremento e Verme Cinzento.
A pol�cia n�o foi atr�s ap�s a confiss�o. N�o havia necessidade.
Mas um deles pode ter sido o atirador em 2016.
- Temos que encontrar eles. - Sim.
Wish est� num grupo de ex-presidi�rios no Facebook.
Ele andou sondando se algu�m conhece eles.
Talvez eu possa ajudar tamb�m.
A Construtora Ochoa h� muito tempo expulsa invasores.
� triste, mas � perigoso deixar eles ficarem.
Perguntarei aos seguran�as
se j� tiveram problemas com Excremento ou Verme Cinzento.
Que horror.
Vou seguir a pista da arma.
Vou tentar achar quem atirou no outdoor do advogado de acidentes.
Nick Nolan. "N�o se irrite. Fature."
Se for t�o picareta quanto parece, vai ter muitos inimigos.
Ser� que um deles atiraria num policial dez anos atr�s?
ADVOGADOS DE ACIDENTES
Com licen�a.
Disse que come�aria o caso quando recebesse o choque dela?
Lisa, liga pra Sra. Melendez.
Quis dizer "cheque", n�o "choque".
Maldito tradutor de IA.
- Obrigado� - R.J. Decker.
Detetive particular.
Vou te procurar quando quiser seguir algu�m.
- Deixa o curr�culo. - N�o procuro trabalho, mas uma arma.
Que usaram contra um outdoor seu uns meses atr�s.
- Essa arma? - Sim.
Algu�m poderia querer usar seu rosto como alvo?
Escolha uma gaveta.
Depois de tr�s d�cadas processando e irritando pessoas,
a lista de poss�veis suspeitos � enorme.
- Sr. Decker? - Sim?
O Sr. Nolan pode n�o estar preocupado com quem atirou no outdoor,
mas alguns de n�s est�o.
N�o sou detetive, mas fiz uma pesquisa.
Montei uma lista de pessoas bravas com Nick na �poca do�
incidente.
Certo. Poxa�
Muito obrigado. Isso � incr�vel.
Tem certeza que n�o quer deixar um curr�culo comigo?
Talvez na pr�xima.
Mel.
Meu Deus!
Que surpresa!
- Oi, Jess. - Oi.
O que houve?
Tudo vai voltar.
Advogados, rep�rteres,
gente com opini�o sobre Gabriel Romero, falando o que bem entenderem.
N�o sei o que dizer aos pais de Bobby.
Se quiser, falo com eles tamb�m.
Danielle era t�o nova da �ltima vez que Gabriel tentou recorrer.
Agora ela j� ouve das outras crian�as que o assassino do pai ser� solto.
- Ele confessou. - Eu sei.
N�o merecemos encerrar esse assunto?
Quando Bobby morreu,
voc� trouxe comida,
pegou os pertences dele
e nos apoiou.
Enquanto todos seguiam com a vida.
Eu ainda apoio.
E esse caso de Gabriel pode n�o dar em nada.
S� n�o queria que fosse uma surpresa. Quero que se prepare.
Obrigada.
Por tudo.
FAZER O BEM � FANTASIA Baile Beneficente
Bela fantasia.
Veio com Higgins e TC?
- Griff Saunders est� trabalhando? - Est�. Servindo doses, de capa verde.
Entendi. Obrigado.
Vai uma dose a�?
Estou mais interessado em quem d� tiro por a�.
Nick Nolan, o advogado.
Meses atr�s, atiraram seis vezes num outdoor dele.
Do que est� falando, cara?
Ele fez voc� depor tr�s vezes contra o restaurante em que trabalhava
e onde voc� caiu.
�timo pros honor�rios de Nick, mas voc� foi demitido.
Dias depois, furaram a cara de Nick num outdoor.
Muita coincid�ncia, n�o?
Griff, pode falar comigo ou com a pol�cia.
N�o sou Griff.
Sou Marv. Griff � aquele ali.
Eita.
Achei que precisava de todos os Vingadores pra derrotar o Doutor Destino, mas n�o.
Bastou uma capa com a barra malfeita.
Certo.
- Quantos anos tem? - Dezenove.
Dezenove? Prova.
Por que essa cara de decep��o?
Porque, se n�o foi uma crian�a prod�gio,
acho que voc� n�o matou um policial aos 9 anos.
N�o acredito. Minha arma foi usada pra matar um policial.
Sim. Griff, preciso saber onde conseguiu ela.
- Comprou de algu�m? - N�o, eu achei.
Onde?
Em uma lixeira. Eu era crian�a, faz uns dez anos.
Eu reciclava garrafas pra comprar Minecraft.
Achei maneiro e peguei.
- Sei que foi idiotice, mas� - Voc� tinha 9 anos. Tudo bem.
Eu morava com minha m�e numa regi�o perigosa.
A arma poderia nos proteger se invadissem nossa casa.
Ainda bem que n�o aconteceu.
E fomos pra um bairro melhor.
Sinceramente, s� fiquei com a arma porque n�o sabia como me livrar dela.
Eu nunca nem usei.
At� Nick me fazer perder o emprego.
Fiquei com raiva e b�bado, e atirei no outdoor.
- Est� com a arma? - Sim, no meu apartamento.
Venha comigo que te dou essa porcaria.
J� lidei com muitas armas do crime,
mas � a primeira que eu sei que tirou a vida de um policial.
Sim.
� diferente.
Por que queria que eu visse ela?
Preciso de ajuda.
N�o sou perito, mas tenho uma no��o.
Tem um aparelho que l� impress�es profundas no metal de armas,
mesmo ap�s serem lixadas.
Como resqu�cios de n�mero de s�rie.
Est� falando do scanner magneto-�ptico.
- Isso. - Quer que eu leve a arma
ao laborat�rio e use nosso scanner pra rastrear a origem dela?
Sim. Se esta for a arma que matou Bobby Werner,
o n�mero de s�rie nos levaria ao verdadeiro assassino.
Que n�o pode ser Gabriel Romero?
Eu n�o disse isso.
Se nos levar a Gabriel, ficaremos sabendo.
N�o, eu terei quebrado regras por nada.
S� quero saber a verdade sobre aquela noite.
Se n�o ajudar, eu n�o me importo com a verdade?
N�o.
Desculpa. N�o quis dizer isso.
Posso n�o ser policial,
mas trabalho com eles.
Eles me tratam de igual pra igual.
Ajudar Gabriel Romero n�o � s� abrir uma ferida antiga,
� enfiar as duas m�os e rasgar ela.
Entendi, de verdade.
Mas digamos que n�o foi Gabriel
e as pistas indicam outra coisa.
Eles n�o gostariam que o assassino fosse punido?
N�o d�.
N�o posso te ajudar.
Sinto muito.
Mas�
Tem a Harbor Forensics, um laborat�rio independente.
Terceirizamos trabalho pra eles quando estamos sobrecarregados.
Fazem qualquer teste que puder pagar. N�o diga que eu te indiquei, R.J.
Obrigado.
Vejamos�
Achei voc�.
Amor�
Faz dois dias que eu acordo �s 5h e n�o te vejo na cama.
E seu turno s� come�a �s 9h.
Tem muito trabalho e quis chegar cedo, mas isso vai ajudar.
Obrigada.
Por isso acordou num pulo, como se tivesse levado um choque?
Aconteceu algo.
Quer me contar?
Foi legal ver a parceria de voc� e R.J. at� agora,
mas voc� � uma policial que trabalha pra popula��o.
Ele � um detetive que trabalha pra quem paga.
Ficarem em lados opostos num caso
- n�o era inevit�vel? - N�o.
N�o escolhi estar ao telefone com Bobby quando ele foi morto.
R.J. Escolheu ajudar o cara que matou.
Ele podia ter recusado ou indicado outro. N�o fico s� irritada.
Fico�
magoada.
Desculpa. Eu n�o queria te colocar no meio disso.
No meio?
N�o tem meio.
Somos s� n�s, voc� e eu.
O resto � distra��o.
Sei o que tenho.
Achei Excremento.
Desculpa. N�o aqui dentro.
� o nome de uma pessoa. O bar � muito limpo.
Um antigo seguran�a se lembrou dele.
Ele foi expulso de pr�dios da Ochoa
mais de 10 vezes antes e depois do assassinato.
O nome verdadeiro era Marco Duquesne.
- Era. - Morreu de overdose h� quatro anos.
Beleza. Se ele matou Bobby, agora ficou mais dif�cil de provar.
Sim.
- Quem � Trudy? - O qu�?
Perguntei a Wish sobre a busca por Verme Cinzento.
Disse que ia mal, mas que Trudy tinha indicado um laborat�rio pra arma.
Ela � perita ou algo assim?
�, algo assim.
Trudy � uma amiga.
Mais ou menos.
Tudo bem.
S�rio.
Podemos ter amigos.
- Eu tenho amigos. - Tem?
Eu tenho amigos mesmo, n�o "amigos".
Por enquanto.
- Amigos s�o bons. - S�o.
Sim.
� da Harbor Forensics.
O laborat�rio onde deixei a arma.
Eles conseguiram recuperar o n�mero de s�rie.
O �ltimo dono era algu�m chamado Arthur Langford.
- O que foi? - Ele morreu em 1997.
N�o poderia ter matado Bobby Werner em 2016.
Diz aqui que a vi�va ainda mora em Boca Raton.
Talvez diga como um assassino de policiais pegou a arma do marido.
Queria saber sobre uma arma de Arthur?
Sim. � uma Beretta 92.
Parece que usaram num crime.
Quero saber como ela passou das m�os de Arthur pra outra pessoa.
Se for a arma que acho que �, desapareceu h� uns dez anos.
Mexi na casa pra facilitar a locomo��o.
Tirei coisas do lugar, incluindo o cofre de armas de Arthur.
E percebi que tinha sumido.
Voc� deu queixa?
Claro que sim.
Contei logo ao meu sobrinho-neto, Flynn.
Ele era policial na �poca.
Calma.
Disse que seu sobrinho-neto era policial?
Oi.
O nome Flynn Magnuson traz alguma recorda��o?
Claro, era o parceiro de Bobby Werner em 2016.
Pode ser mais que isso.
O mandante da morte de Bobby.
Oi. Seu nome e quem veio ver.
Me chamo R.J. Decker, e, Flynn,
eu vim te ver.
Foi a arma do meu tio que matou Bobby?
Sua arma, n�o?
Depois que roubou na casa da sua tia.
N�o � mais policial, mas a posse � de quem tem, n�?
Eu te investiguei.
Seis meses depois, voc� usou for�a excessiva contra um ladr�o.
Voc� e a pol�cia se separaram.
O que isso tem a ver?
Fiquei pensando se era um caso isolado
ou um h�bito que Bobby n�o gostava.
Voc� descobriu que ele denunciaria e armou o assassinato.
O qu�?
Por que mais roubaria a arma e apagaria o n�mero de s�rie?
Era uma�
arma pra plantar.
Se eu ou Bobby tiv�ssemos que explicar um tiroteio.
Quando levava a arma pro servi�o, eu n�o pensava s� em mim.
Eu protegia Bobby tamb�m.
Mas quando contei, ele surtou. Era ele ou a arma.
Quando Bobby morreu,
eu enlouqueci.
Fui diagnosticado com TEPT, mas s� depois de machucar o ladr�o.
Mas sabe que isso n�o explica como a arma
parou nas m�os de um assassino, n�?
Conversamos, e levei a arma pra casa.
Antes de decidir o destino dela, invadiram onde eu moro.
Meu notebook, rel�gios, a arma, pegaram tudo.
As outras coisas nem importavam,
mas saber que a arma estava com um criminoso
e que ele poderia usar, me deixou apavorado.
E eu estava certo, pois foi parar com Gabriel Romero.
Com algu�m. N�o sei se era Gabriel.
Eu sei que Romero n�o invadiu meu apartamento.
O qu�? Como assim?
Eu n�o podia denunciar porque, se outra pessoa achasse o ladr�o�
Poderiam falar da arma plantada.
Investiguei por conta pr�pria.
Achei impress�es digitais e pedi pra analisarem como parte do caso
de picha��es numa loja na Sunrise Boulevard.
- E a�? - Nada.
Gabriel j� estava no sistema da pol�cia,
mas o nome dele n�o apareceu na busca.
Lembra do nome da loja que foi pichada?
DEPARTAMENTO DE POL�CIA
Voc� me chamou aqui pra Mel n�o ver?
Ou quer que eu examine um corpo em vez de uma arma?
N�o, nada de armas ou corpos.
Certo.
Preciso de ajuda.
Uma semana antes da morte de Bobby, o colega dele quis analisar digitais.
Dizendo ser de um pichador de lojas, mas n�o era.
Era de outro crime, do roubo da arma que matou Bobby Werner.
- O qu�? - Sim.
N�o deu resultado dez anos atr�s,
mas talvez o ladr�o tenha cometido crimes depois.
- Se tivesse sido preso� - Ele estaria no sistema.
Sim.
- Certo. - O que foi?
Achei que eu tivesse sido clara ontem
que n�o me sinto bem te ajudando com isso.
E foi.
R.J., lembra como nos conhecemos?
Voc� me pediu pra analisar digitais.
Queria ajudar sua ex, Emi.
Est� t�o disposto a ir contra Mel
que veio me pedir ajuda depois de eu pedir pra n�o fazer isso.
Se trata mesmo de ajudar Gabriel Romero
ou de ajudar Emi?
Estou tentando soltar algu�m que pode ser inocente
e pegar um assassino de policial. N�o envolve a gente. � algo maior.
Concordo. Mas � maior do que voc� e Emi?
Entendi.
Vou procurar o arquivo do caso da loja de 2016
e checar as digitais de novo. Se surgir algo, eu ligo.
Se n�o surgir, n�o ligo.
- Oi, amig�o. - Lembra de Manolo, da Apalachee?
O que roubou um reboque de cavalos
e foi acusado de sequestro do j�quei dentro.
Manolo foi solto.
Ele me deu uma pista sobre o outro invasor, Verme Cinzento.
Manolo n�o tem o endere�o atual, mas sabe onde Verme estar� �s 17h.
Abandonei o nome quando larguei as drogas.
H� seis anos.
Me achavam parecido com o cara de Game of Thrones.
Magro, calado, perigoso.
Tudo causado pelas drogas.
Se desentendeu muito com a pol�cia na �poca?
O que chama de muito?
Se querem saber se ajudei Gabriel a matar o policial�
N�o achamos que ningu�m ajudou Gabriel.
Nem que ele estivesse envolvido.
A arma que matou Werner foi roubada do apartamento de algu�m.
A pessoa deixou digitais, que est�o sendo analisadas agora.
N�o ser�o minhas. Nunca me meti com armas.
Se querem perguntar onde eu estava na noite
que o policial foi baleado, direi no Hospital Cypress Bay.
Tive uma overdose. Quase morri.
N�o tenho o prontu�rio, mas podem pedir a eles.
Ou podem acreditar em mim. Gabriel fez o que dizem.
Calma a�. Como pode ter certeza?
Sabe onde fic�vamos na �poca, na casa na rodovia?
Na noite que tive alta, eu voltei l�.
Soube da pris�o de Gabriel e fui pegar minhas coisas
antes que revistassem tudo.
Mas encontrei algu�m da Los Cuerpos de Sangre.
- Conhece? - Conhe�o. � uma gangue.
Do nada, tinha uma arma na minha cara.
"� aqui que Gabriel Romero fica? Cad� o quarto e as coisas dele?"
- O que ele queria com Gabriel? - Ela.
� �bvio, n�o?
Eles fizeram Gabriel atirar no policial.
Foi uma execu��o.
Por isso ela estava l�.
Souberam que ele foi preso e mandaram algu�m l�
pra apagar qualquer liga��o deles com Gabriel.
E se n�o fosse pra apagar,
mas pra plantar algo?
O moletom com as m�os de esqueleto nas costas.
A gangue matou Werner.
A pol�cia chegou a Gabriel, e a gangue deixou provas incriminadoras.
Consegue descrever a mulher que viu?
Na casa dos 20.
Baixinha. Latina.
Ela me xingou em espanhol e saiu numa Ducati vermelha.
- Tem certeza sobre a moto? - Absoluta.
� essa aqui?
�, cara. Com certeza.
Sabe quem tinha essa moto?
Invadir a casa de um policial � pedir pra ser baleado.
Tenho a chave, lembra?
N�o invadi lugar nenhum. Diferente de voc�, dez anos atr�s.
A casa abandonada onde Gabriel Romero vivia.
Achei o rapaz em quem voc� deu o maior susto.
Ele se lembrou de voc� e da sua antiga moto.
Gabriel foi pego um dia depois de atirar em Bobby.
Os interrogadores eram meus amigos.
Me disseram que tinha sido ele, mas que havia um problema.
N�o tinham a arma do crime, digitais, DNA, nenhuma prova material.
Ent�o fui procurar.
Tirei um dia de folga.
Fui pra rua, fiz perguntas. Uma pessoa me levava a outra
que ouviu boatos de Gabriel estar numa casa abandonada.
Fui at� a casa, e logo outro viciado apareceu.
Pensei r�pido e disse que era da Los Cuerpos.
Pra n�o achar que eu era policial. E ele confirmou.
Eu estava no lugar certo.
Era l� que Gabriel vivia.
E o interrogat�rio j� durava umas 30 horas?
No m�nimo. E ele chorava e se fazia de v�tima.
E a� chegou uma den�ncia an�nima.
Sobre a casa. Eles foram l� e acharam o moletom do assassino.
De Gabriel.
Ele chegou ao limite.
E confessou -Voc� est� achando
que fiz a den�ncia, mas sabe o melhor?
Tudo isso serviu de nada. Outra pessoa denunciou.
Por mim, tudo bem. Eu s� queria justi�a pra Bobby.
Curioso voc� ir � casa um dia antes de acharem o moletom do atirador.
Como � que �?
Quando faltaram provas contra Gabriel,
em vez de procurar, voc� foi criar provas.
Achou um moletom igual e plantou l�.
- Voc� enlouqueceu. - Vim por educa��o.
Sabe a arma que ningu�m achou? Eu achei.
Ela me levou ao dono.
Estou esperando provas que v�o dizer quem matou Bobby.
E tudo vai vir � tona.
Tudo.
Acha que plantei provas,
mas n�o que Gabriel Romero seja culpado do crime que ele confessou?
Voc� me conhece.
N�o ultimamente.
Oi.
Oi.
- Oi. - Entra.
- Fiquei preocupada ontem. - Foi?
O que me contou sobre sua conversa com Mel�
Bom, n�o tinha outro jeito.
- Aqui. - Obrigada.
Sua amiga n�o deu not�cias das digitais?
Sinceramente, foi outra conversa dif�cil.
Se n�o achar o relat�rio que o ex-policial protocolou,
ou se achar, mas o sistema n�o tiver as digitais,
talvez ela nem me ligue. Ent�o�
Quero agradecer de novo por fazer isso.
Sei que n�o � f�cil.
Se ajudar gente como Gabriel fosse f�cil,
todos ajudariam.
N�o, acho que n�o ajudariam.
Voc� � um homem bom, R.J. Decker.
Fico feliz�
que seja meu amigo.
Desculpa.
- Oi. - Oi. Podemos nos ver?
Tem algu�m aqui?
N�o.
Tamb�m tenho a chave daqui.
O que foi, Mel?
Devo desculpas a um monte de gente.
Queria come�ar com voc�.
Primeiro, quero que saiba que tudo que falei ontem era verdade.
N�o plantei o moletom. � importante que saiba disso.
Acredito em voc�.
Sei de tudo agora. Ou bastante coisa.
A arma do crime que voc� achou e disse que foi roubada.
O ladr�o deixou digitais, e voc� acha que s�o do assassino.
Voc� falou com Trudy?
Mel, o que est� havendo?
Ela encontrou algo que precisa passar pelos canais oficiais.
Ainda tenho algumas perguntas, porque quero entender.
Se eu estava errada, ent�o voc� estava certo.
Gabriel Romero passou os �ltimos dez anos da vida dele na pris�o por nada.
Eu�
Eu n�o entendo.
Tantos anos ouvindo que s� podia ser Gabriel.
Sei que � muita informa��o.
A arma que voc� disse que pertencia a Flynn Magnuson.
Ele n�o teve participa��o na morte de Bobby?
A arma foi roubada. Acredito nele.
Eu n�o te conhe�o. N�o sei por que devo te dar ouvidos.
Sei que � dif�cil, mas as provas indicam que Gabriel foi incriminado.
O assassino era detalhista e perverso.
Estou confusa. Sabe quem matou ele?
Voc� n�o sabe?
Bobby deve ter falado da arma.
Contou a voc� sobre Flynn. Ele ficou dividido.
N�o queria se envolver com a arma nem prejudicar Flynn.
Bobby contou sobre Gabriel tamb�m, n�?
Que Gabriel tinha amea�ado ele.
Voc� bancou a detetive e investigou Gabriel.
Descobriu onde ele dormia, numa casa abandonada na rodovia.
Gabriel era bem menor na �poca, ainda sa�a da adolesc�ncia.
Voc�s tinham estaturas parecidas num moletom grande.
Flynn Magnuson admitiria n�o ser um bom policial,
mas ele fez algo inteligente ap�s o roubo:
procurou digitais.
Voc� n�o estava no sistema dez anos atr�s, mas est� agora.
Por se oferecer pra monitorar excurs�es da escola da sua filha.
Mel, isso � loucura.
Por que eu mataria o Bobby?
Sexo ou dinheiro. Achamos que foi dinheiro.
A morte de Bobby rendeu uma boa indeniza��o,
benef�cios vital�cios, isen��o de mensalidade pra sua filha.
E Bobby n�o foi seu primeiro marido a morrer tragicamente.
Jessica n�o � seu primeiro nome. � o nome do meio.
Que s� passou a usar quando veio de Michigan pra c�.
De Gladwin, sendo mais espec�fico. Onde se casou com Kyle.
Morto num acidente de carro aos 19 anos.
Tr�s meses depois de convencer ele a fazer um seguro de vida.
Muita gente l� acha que bateu de prop�sito.
Mel, somos amigas.
A �nica coisa em voc�
que n�o parece ser mentira � seu amor
por Danielle. Diminua o sofrimento
e a confus�o dela falando a verdade.
Acho que n�o.
Tem uma equipe l� fora.
Com mandado pra sua casa, finan�as, computador.
Vejamos quantos problemas a morte de Bobby resolveu.
Concederam uma audi�ncia probat�ria.
R�pido assim?
Mexi uns pauzinhos.
Usei contatos do meu pai pra marcar
uma reuni�o imediata de Kelly com o juiz.
Eu vou sair?
Temos trabalho pela frente, mas se a promotoria
n�o contestar o pedido, voc� pode sair em at� 90 dias.
Vimos sua m�e.
Demos a boa not�cia a ela.
Ela est� bem e animada pra te ver.
Obrigado.
Dez anos segurando a m�o daquela mulher,
achando que era minha amiga.
Pensa na sua maior idiotice,
multiplique por 1.000, e � isso que estou sentindo.
N�o quero criar uma competi��o,
mas me senti muito idiota algumas vezes.
Seja l� o que ela for,
sociopata, psicopata, narcisista maligna,
todas as op��es, ela era uma �tima atriz.
Acharam alguma prova irrefut�vel depois que sa�?
Espero que seja s� uma quest�o de tempo.
A Bobby.
� isso a�.
Vacilou feio com Trudy.
L� vem�
N�o falamos s� das digitais de Jessica.
N�o se preocupa. A hermana aqui cuida disso.
Eu dou um jeito.
Pode deixar.
Decidiu confessar?
N�o.
N�o me importo com as coisas que levaram.
N�o v�o provar essa sua teoria maluca.
Mas uma coisa n�o consigo aceitar.
Os pais de Bobby receberam a guarda provis�ria de Danielle.
Foi t�o r�pido.
Parece at� que algu�m sabia o quanto eu ficaria aflita.
A maioria dos loucos n�o sabe que � louco,
mas at� voc� reconhece que n�o devia estar com ela, n�?
N�o sei quem sou sem ela, Mel.
Fico pensando quem voc� ser� sem a sua fam�lia.
O qu�?
Jessica, fala onde est�.
Jessica.
Jessica?
Jessica? Por favor.
Jessica?
Jessica?
Jessica, por favor. Fala onde voc� est�.
Jessica!
Legendas: Caio Brito
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