Afrikaans
Akan
Albanian
Amharic
Arabic
Armenian
Azerbaijani
Basque
Belarusian
Bemba
Bengali
Bihari
Bosnian
Breton
Bulgarian
Cambodian
Catalan
Cebuano
Cherokee
Chichewa
Chinese (Simplified)
Chinese (Traditional)
Corsican
Croatian
Czech
Danish
Dutch
Esperanto
Estonian
Ewe
Faroese
Filipino
Finnish
French
Frisian
Ga
Galician
Georgian
German
Greek
Guarani
Gujarati
Haitian Creole
Hausa
Hawaiian
Hebrew
Hindi
Hmong
Hungarian
Icelandic
Igbo
Indonesian
Interlingua
Irish
Italian
Japanese
Javanese
Kannada
Kazakh
Kinyarwanda
Kirundi
Kongo
Korean
Krio (Sierra Leone)
Kurdish
Kurdish (Soranî)
Kyrgyz
Laothian
Latin
Latvian
Lingala
Lithuanian
Lozi
Luganda
Luo
Luxembourgish
Macedonian
Malagasy
Malay
Malayalam
Maltese
Maori
Marathi
Mauritian Creole
Moldavian
Mongolian
Myanmar (Burmese)
Montenegrin
Nepali
Nigerian Pidgin
Northern Sotho
Norwegian
Norwegian (Nynorsk)
Occitan
Oriya
Oromo
Pashto
Persian
Polish
Portuguese (Brazil)
Portuguese (Portugal)
Punjabi
Quechua
Romanian
Romansh
Runyakitara
Russian
Samoan
Scots Gaelic
Serbian
Serbo-Croatian
Sesotho
Setswana
Seychellois Creole
Shona
Sindhi
Sinhalese
Slovak
Slovenian
Somali
Spanish
Spanish (Latin American)
Sundanese
Swahili
Swedish
Tajik
Tamil
Tatar
Telugu
Thai
Tigrinya
Tonga
Tshiluba
Tumbuka
Turkish
Turkmen
Twi
Uighur
Ukrainian
Urdu
Uzbek
Vietnamese
Welsh
Wolof
Xhosa
Yiddish
Yoruba
Zulu
(TurboScribe tarafından transkribe edilmiştir. Bu mesajı kaldırmak için Sınırsıza Yükselt.) Carne nova, é?
Obrigado.
Obrigado, amigo.
Meu bem, deixei uma semana paga.
Amanhã eu volto, vou sair mais cedo da
aula.
E o curso, doutor?
O curso?
Eu vou resolver.
Já tô vendo isso pra você.
Tá?
Tchau.
Até amanhã.
Até amanhã.
Tô atrasado.
Ai, que
dojo.
Ai, ai.
Gostosa.
Meu bem, como eu gosto de comer.
Gosta?
E o curso, Vitor?
O curso?
Vou resolver.
Eu tô aqui há uma semana e nada,
você tá me enrolando.
Hermínia, eu preciso te dizer uma coisa.
Quem é essa tal de Hermínia, Vitor?
Mas como assim?
Então, a Marilda, minha esposa, é filha do
dono do curso e ela tá trabalhando lá
agora, sacou?
Olha, você me prometeu essa bolsa.
Eu tô resolvendo, me dá mais um tempinho.
Eu passo o dia inteiro nessa pensão nojenta
sem fazer nada.
Eu vou dar um jeito pra você, você
vai terminar o seu curso.
Eu prometo.
Já deixei mais uma semana paga.
Quem é?
Sua vizinha.
Entra.
Oi.
Oi.
Eu sou a Kátia, eu moro aqui do
lado.
Eu sei.
Tudo bem?
Tudo, e você?
Tudo bem.
Vem cá, você tem macetona?
Olha a minha unha, que desgraça.
Tenho sim, peraí.
Eu tava achando que você tava morta.
Ih, bora sua boca pra lá, menina.
Você não sai daqui desse cubículo xexeleto?
Eu fico descansando.
Tô, macetona.
Ai, arrasou.
E aí, quem é o cara?
Professor.
Um babaca, não tem onde cair morto, mas
sei lá, não gosto dele.
Começa aí com ela.
Mulher é tudo igual, não é?
Ai, tudo a mesma merda.
Até puta que nem eu se apaixona.
Que merda.
E aí, Kátia.
Tirou o dia de folga hoje, é?
Bom saber.
Tô no meu horário de descanso.
Descanso?
Porra, se eu levasse a vida que tu
leva, eu durava uns cem anos.
Não vai apresentar esse petelzinho, não?
Essa aqui é...
Eu esqueci de perguntar o seu nome.
Hermínia.
Hermínia.
Prazer.
Beto.
O seu criado.
Oi, Beto.
Tudo bem?
Beto.
Vitor.
Pedrinho.
Herculano, caralho.
Não importa o nome, tudo igual.
Naquela pensão ordinária.
Naquela espelunca de quinta.
Eu aprendi que, no fundo, homem nenhum presta.
Vitor, que bom que você chegou.
Você precisa me ajudar.
Pequena, que urgência toda é essa?
Eu saí no meio da aula.
Pô, mó bandeira.
Olha, eu acabei de ficar sabendo que minha
mãe tá muito doente.
Você precisa me ajudar.
Você precisa me arrumar algum dinheiro pra eu
poder comprar remédio, tratamento.
Não, peraí, peraí, peraí, peraí.
Calma aí.
Calma aí.
Adoro você.
Faço tudo por você.
Assim, sinto muito pela sua mãe.
Mas eu não sou rico, não.
Pô, todas as minhas economias eu tô gastando
com você aqui, nessa boa vida.
Não tem mais dinheiro, não.
Boa vida?
Você chama esse muquisso que você me enviou
de boa vida?
Isso aqui é uma pensão de puta que
eu bem sei, tá?
Cala baixo.
Tá chamando atenção.
Chamando atenção de quem?
Da sua esposa, por acaso?
Olha aqui, não abre a boca pra falar
da marilda, hein?
Eu não sabia que ela frequentava lugares como
esse.
Aqui é a tua vagabunda!
Me solta!
Porra é essa?
Me solta!
Porra é essa?
Esse cara tá te ameaçando?
Tá.
Que que é, ô proxeneta?
Como é que é?
Tá de sacanagem com a minha cara, né?
É...
Ó, outra hora eu volto, hein?
Volta outra hora, ô caralho!
Eu nunca mais quero te ver!
Olha aqui, cara.
Vem!
Vem!
Vem!
Vem cá!
Vem cá, porra!
Tá indo pra onde?
Se eu te ver de novo eu te
mato, ô seu filho da puta!
Esse cara é um merda!
O que que aconteceu, amiga?
Ai, eu acabei de ficar sabendo que minha
mãe tá muito doente.
Esse merda, esse puto me negou dinheiro pra
tratamento, pra voltar pra minha cidade.
Tudo bem, amiga.
Fica assim, ó.
Com saúde de mãe não se brinca, tá?
Te conto o que você precisa, hein?
Hã?
Eu te empresto.
Mas, Beto, eu nem sei quando eu vou
ter...
Eu te empresto, eu te empresto.
Eu nem sei quando eu vou ter dinheiro
de novo.
Tudo bem.
Depois a gente arruma um jeito de ver
se você me paga.
Tá bom?
Gostou?
Que que é isso?
Que que é isso?
Olha o que que é.
Minha mãe morreu.
Ai, querida.
Beto, muito obrigada.
Você me ajudou muito.
Olha, eu ainda não sei...
Meus presentes, porra.
Obrigada, Beto.
Eu ainda não sei o que eu vou
fazer pra te pagar, mas...
Você pode ficar descansado.
Eu vou dar um jeito, eu vou pensar
certinho.
Mas eu vou dar um jeito de te
pagar.
Por aqui, pequena.
Gostei de ti, tá?
Vou te fazer uma proposta.
Tu trabalha pra mim.
Excelentes condições.
Moradia, alimentação garantidas.
Tu vai ganhar a bela de uma grana.
Vai pagar o que me deve.
E ainda vai sobrar um dinheiro pra tu
comprar tuas gueri-gueri.
É ruim, mas é bom, amiga.
Dá uma voltinha pro papai?
Porra.
E aí, Beto?
Gostou?
Outra coisa.
Dei um banho de loja nela.
Cortei o cabelo.
Tá no ponto.
Vou até pegar um negocinho pra gente comemorar,
porra.
Gostosa.
Ô, Kátia, deixa eu te fazer uma pergunta?
Pergunte.
Você é puta há quanto tempo?
Já tenho uns seis, sete anos.
Eu?
Eu acho que eu sou puta desde que
eu nasci.
Porra, ela tá foda, hein?
Tá linda.
Parabéns, Kátia.
Esse status que você deu nela, hein?
Sensacional.
E aí?
Tá pronta pra pegar o batente?
Tô.
Só falta uma coisa.
Eu tô começando a trabalhar.
Quê?
A gente tem que te batizar.
Se teu nome for Kátia, Hermine, Hermínia, não
é nome de puta, né?
É nome de velha, né, porra?
Sinceramente.
De agora em diante, teu nome vai ser
Jane.
Jane, tá.
Gostei.
Jane.
Me entarzando tu, Jane.
Ei, ei!
Eu sou rei da selva, porra!
O bom de ser puta é poder ter
sempre uma nova identidade.
Jane.
Confesso que isso me atrai.
Eu sou o quê?
Quase uma atriz.
Mas cair na vida não é fácil.
É foda.
Porra, Beto, você quer que eu trabalhe agora?
Desde quando existe hora pra fuder, porra?
Sobe nessa porra, teu rendimento tá uma merda.
Beto, eu passei a noite e tu tá...
Eu não vou te dar uma cara, tu
tá reclamando, cacete?
Que merda!
Ô, Beto.
Eu preciso falar com você.
Cadê a grana?
Não, não, não.
Olha, eu tava falando com as meninas esses
dias.
Elas dão bem menos do que eu e
ganham dez vezes mais.
Como é que pode?
Como é que pode?
Podendo, porra.
Esqueceu da dívida que você tem comigo?
Porra, Beto, mas quanto mais eu dou, mais
essa dívida aumenta.
Não dá pra entender.
Não dá pra entender?
Que que não dá pra entender?
Você não tá vendo a inflação, não?
Vai reclamar com o Delfim Neto, caralho.
Porra, Beto, eu não sou otária.
Que Delfim Neto?
Ai!
E eu, teu cara de otário, por acaso?
Hein?
Tu tá de onda com a minha cara?
Para!
Hein?
Que merda é essa aqui?
Tá de onda com a minha cara?
Ninguém me engana, não, porra.
Chegou outro dia aqui com a mão na
frente, outra atrás.
Quer cantar de gana, essa porra?
Mal começou a dar essa buceta?
Para, Beto, você tá louco?
Cadê?
Louco ou caralho?
Louco ou caralho?
Ai!
Louco ou caralho?
Cadê essa merda aí?
Cadê?
Para, Beto!
Cadê?
Porra, cadê essa merda?
Para, Beto, para!
Tá quebrado todo o meu quarto, para!
Para, Beto, ai!
Ah, aqui, ó!
Não brinca comigo, não, sua filha da puta!
Sua filha da puta!
O Beto me machucou de verdade, filho da
puta!
Saquei que eu não era mais que uma
escrava do desgraçado.
Foi aí que eu comecei a arquitetar um
novo plano.
Porra, Jane.
O que tá acontecendo?
Nunca me deu tão gostoso assim.
Tá se dedicando, é?
Acho que eu tô gostando de verdade.
Então, movimento!
Olha só!
Durante quase um mês, eu fui uma funcionária
exemplar.
Uma gueixa.
E assim fui recuperando a confiança do Beto.
É dando que se recebe.
Como é que é, Jane?
Essa porra não vai sair, não.
Tô com fome pra caralho dessa merda.
Bolinho!
Pra pita!
Marcação na altura de Helder!
Sobra de Adilho!
Zico pede bola naquele, busca o Baltazar.
Zagato pra direita com o Júnior.
Aí a Zico, o Baltazar está na área.
Nossa, boa, Via!
Boa!
Amor, esse camarão vai ficar tão gostoso.
Camargo!
Chega com ele Marinho, toma de frente.
Fica difícil a saída da Duro Camargo.
Ele gira pra Júnior, chega a pita no
lance.
Não tá, Jane Júnior.
Aí Marinho de novo.
Da Duro João, um pau na altura de
Helder.
Vem por trás, pau no Isidore, fez a
pauta.
O ataque outra vez pela esquerda, Zico está
muito livre...
Vai, vai!
Porra, caralho!
Não faz isso comigo, caralho!
Porra, merda!
Não, não, cacete!
Amor, desliga essa TV, vem cá ensinar o
camarão.
Vem cá.
Eu estava atacando essa merda!
Está gostoso, vem cá.
Cuidado que está quente.
Vem cá.
Olha que delícia.
Porra, que saco, caralho!
Alô?
Beto, é a Kátia.
Enfiaram a porrada na Selma.
Como assim, porra?
Vem direto pra cá, os policiais estão vindo,
Beto.
Corre direto, ela está fodida no chão.
Corre!
Puta que pariu, tá?
Aguenta aí que eu estou chegando aí, porra!
Aguenta aí, pera aí!
O que aconteceu, Beto?
Porra, que merda!
Beto, o que aconteceu, Beto?
Vocês não trabalham do caralho, hein?
Meu amor, mas eu passei o dia todo
cozinhando pra você.
Foda-se, tem que ir lá.
Serviço eu já fiz.
Agora vim buscar meu pagamento.
Puta!
Kátia.
Ai, amiga.
Oi, Selma.
Aquele filha da puta estava merecendo.
Amiga, muito obrigada por toda a sua ajuda,
eu nunca vou esquecer.
Olha, esquece mesmo, viu?
Porque a vida dá voltas.
Eu sei.
E agora, o que você vai fazer?
Eu vou ter que ficar um tempo lá
na casa da minha prima em Ceilândia.
É perto de Brasília.
Ó, eu anotei o endereço.
Vê se me escreve, hein?
Tá.
Amiga, boa sorte mesmo.
Tá.
Boa sorte pra você também, Jane.
Jane morreu.
Quem que você é agora?
Rosana.
Ei, vem cá.
Me dá um abraço.
Se cuida, hein?
Meninas, agora eu vou pro Rio de Janeiro!
Voltei pro Rio decidida a nunca mais depender
de porra de homem nenhum.
Mas Copacabana não engana.
Tive que dar muito pra cantar de galo
e subir na vida.
Ai, bons tempos aqueles.
Não tinha esse pudor cínico, evangélico dos dias
de hoje, não.
Gente influente circulava livremente por Copacabana.
E foi lá, em Copa, que eu conheci
o meu amigo Jorge Azambuja.
À época, ainda suplente de vereador.
Sabe do que eu gosto nessa vida?
Do quê?
Você sabe?
Não, me conta.
De você na arma.
E poder.
E foi o Azambuja que me apresentou o
homem que mudaria definitivamente a minha vida.
Solano!
Oh, Azambuja!
Como é que tá, André?
Eu tô bem, querido, e você?
Muito bem, muito bem.
Uir, quer por favor, hein?
Solano, essa é a Rosana.
Olha só que maravilha.
É a minha amiga, aquela que eu te
falei.
Olá, que tal?
Olá.
Ela é dançarina?
Exatamente.
Ela é uma dançarina maravilhosa, faz striptease, faz
danças eróticas, sabe tudo.
Você, com uma casa desse gabarito, precisa ter
em cima do palco um artista do naipe
dela.
Tem que ir lá pra câmara, vocês têm
muito o que conversar.
É, querido.
Obrigado.
Um beijo.
Um beijo, querido.
Tá entregue, hein?
Tchau, tchau.
Seu nome era Solano Gonzalez.
Paraguaio com conexões em Cochabamba.
Tinha chegado no Rio nos anos 80, quando
começou a abastecer a fina flor do Ride
Society Carioca com seu leque de produtos importados.
Bebidas, perfumes, eletrônicos e muita cocaína boliviana.
Quando a gente se conheceu, Solano estava abrindo
um empreendimento onde concentraria todos os seus negócios.
Rosana, um beijo.
Em uma semana estarei abrindo a casa mais
exclusiva do Brasil.
Quesas, tu não serás a mais grande estreia
da Boate Brilho.
Foi um sucesso instantâneo.
Nunca antes nesse país tinha havido uma casa
como a Brilho.
Solano estava felicíssimo enchendo a burra de dinheiro.
Eu comandava com mão de ferro as meninas
no salão e tinha o palco da Brilho
só pra mim.
Pela primeira vez na vida, eu fui mulher
de um homem só.
Parecia que nada, mas nada mesmo, podia nos
separar.
Não te vou deixar nunca, nunca.
Eu também nunca vou te deixar, Solano.
Solano, como eu era apaixonada, você foi o
único homem que eu amei de verdade.
Quem diria que um dia eu ia cometer
esse erro crasso.
Um
ano
depois.
Patrão, patrão.
Alô?
Solano, eu as embruxa.
A casa caiu.
Puede.
Merda!
♪ Caralho!
♪ Polícia!
Para essa porra!
♪ Paradinha aí, sua piranha!
♪ Eu
não vou conseguir segurar Por espanto Pois tu
foste embora Me deixaste aos prantos Não me
disseste adeus Sem laços Nem abraços Me prendeste
na dor Dessa galera de aço Era falso
o amor Verdadeiro o descaso Caí da sana
fossa De fracasso em fracasso ♪
Mas eu não vou conseguir
Can't find what you're looking for?
Get subtitles in any language from opensubtitles.com, and translate them here.