All language subtitles for La.Casa.de.Papel.S04E02.720p.NF.WEB-DL.DD5.1.x264-PiA-THEPIRATEFILMES.TV

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Original subtitles

UMA SÉRIE ORIGINAL NETFLIX

TIME TÓQUIO - TIME NAIRÓBI

Sempre há dias felizes para se lembrar.

Quanto mais fodido se está,

mais feliz o passado parece ser.

Esperando por um milagre

e escutando os sinais vitais de Nairóbi,

me lembrava desses dias.

Como o futebol no monastério.

-Defesa! Falta um minuto. -Vamos.

-Ei! -Vamos.

Vai.

Pega!

Nunca pensei que uma cobrança de lateral pudesse ser tão divertida.

-Ei! -Ei!

Ele pegou nas minhas bolas, juiz! Você viu!

Por favor! Cale a boca. Falta um minuto, vão ficar discutindo?

Ele estava grudado em mim!

Eu vi quando pegou nas bolas dele!

Chega! Não encoste nele de novo, está bem?

-Ou será expulso. -Certo, vamos.

Vamos!

Gol!

Pênalti!

-O que foi? -Vão começar a brigar.

Lá vamos nós!

Pênalti e cartão vermelho, cai fora!

-Tóquio! -Vai.

Não tem sinal.

E agora?

-Ela vai morrer. -Não, caralho!

Com cuidado.

Devagar.

Está bem, pode deixar.

Um pouco mais pra cima.

Você está indo muito bem.

Agora remova a bala.

Vá em frente.

Isso mesmo.

Ótimo.

Com cuidado. Isso mesmo.

Pronto.

Isto é nostalgia:

descobrir que o passado que você nem imaginava ser feliz...

era, sim.

Boa!

O primeiro tempo nem sequer tinha terminado,

mas Lisboa estava chegando na tenda e sendo forçada a virar a casaca.

Golaço da Sierra.

Enquanto isso, como robôs,

removíamos um pedaço do pulmão da Nairóbi.

Não sabíamos se estávamos salvando ou acabando com uma vida.

A segunda baixa do time.

E o segundo gol que sofríamos.

O terceiro ainda estava por vir. Culpa do Palermo.

Mas seria um gol contra.

Ele tinha sido um bom capitão.

Mas era péssimo no coletivo.

O único resquício do plano era a chegada do Professor em Madrid.

Mas até isso deu errado.

Porque faltava um piloto.

Professor,

temos que ir.

Ao longo de trilhas florestais, estradas de terra e vias pecuárias,

conseguiram evitar as barreiras policiais.

O cavaleiro e seu escudeiro

na direção de uma batalha de loucos nesta guerra invencível.

Enquanto tudo estava prestes a explodir.

Dá pra acreditar?

Eu, grávida.

Quem imaginaria?

Parabéns.

Obrigada.

Sério...

Você foi muito corajoso, sabe?

Fiz o que foi preciso.

Se não fizermos nada, vão pisar na gente como em Auschwitz.

Se arder muito, me avise.

Não, pode colocar álcool. Já estou sofrendo há anos.

Vamos ver.

Continue.

Você perdeu a cabeça?

Arrebentou o cara!

-Você não pode fazer isso! -Não? Isso aqui é uma panela de pressão.

Por isso mesmo!

Você não pode sair dando porrada como um moleque mimado!

Está suja de sangue...

Não se preocupe, não estou vendo nada com este olho.

Escuta, Amanda...

Já teve ataques de ansiedade por causa do assalto?

-Bem... Acho que sim. -Entendo.

E não consigo dormir mais de 30 minutos seguidos.

Porque aparece um nó aqui e...

Isso é o normal nesses casos.

A tensão é muito grande.

Mas não se preocupa, vou arrumar um calmante pra você.

Não queremos que sofra de estresse pós-traumático.

É muito difícil de superar.

Na verdade, às vezes...

dura pra sempre.

Me deixe ajudar, tem sangue aqui.

Não se preocupe. Enquanto eu estiver por perto,

não faltará nada a você.

Você será meu projeto pessoal.

Estamos assaltando o Banco da Espanha!

Talvez tenha esquecido, mas eu não.

-A gente nunca foi escroto desse jeito. -Estou traumatizado.

Talvez seja isso. Estamos todos traumatizados.

Como assim? Qual é o meu trauma?

-Não... -Fala!

Você largou a Tóquio.

Quantos caras acha que fariam isso?

Nenhum! Porque não se deixa a Tóquio.

E o que você sabe da Tóquio?

A Tóquio é uma Maserati. Todos querem uma Maserati.

Tem que ser alguém muito maluco

pra deixar uma Maserati na rua com a chave no contato.

Olha, Rio. Vou ser muito claro.

Talvez seu trauma seja a virilidade afetada.

Talvez a tortura tirou você do eixo.

Põe isso pra fora. Por isso deixou a Tóquio, né?

Se foi uma pessoa ou um grupo, o trauma é diferente.

Tira isso do peito!

Pode contar comigo pro que precisar.

Qualquer coisa.

Senhoras e senhores.

Com algum arrependimento, devo dizer adeus.

Vou embora.

Fiquem firmes e pra cima.

O que está fazendo?

Matías...

vou embora.

Foi um prazer trabalhar com você, como sempre.

Eu até diria...

que amo você, Matías.

Quanto a vocês,

espero que não fiquem traumatizados.

Poderão contar esta história a seus netos e entes queridos. Enfim,

senhoras e senhores,

foi um prazer.

Como...

Calma.

Palermo, calma.

Vamos conversar...

com calma.

Mas você não vai embora.

Puta merda!

Isso é golpe de Estado, filha da puta! O que esperava?

Sou responsável pelo lado militar. Você, pelo técnico.

Pelo técnico?

Pareço um engenheiro nerd de óculos?

O que devo ordenar lá embaixo?

"Derretam! Agora não derretam.

Batiscafo fora, batiscafo dentro. Imersão! Emersão!"

Quem você pensa que eu sou, porra?

Não vim aqui pra essa merda!

Não tenho saco pra isso. Estou indo.

Vou ativar a abertura manual.

E isso é um favor meu pra você.

Porque, se eu ficar, vou atirar em você

e em todo mundo.

Não estou mais do seu lado.

Eu estou fazendo um favor a você.

Porque juro que a próxima coisa que farei

é te executar.

Acho que não.

Acho que sim.

Minas Claymore.

Que, como podem ver,

estão apontadas pra vocês.

Não vão encostar em mim.

Sabem que não me importaria em matar você.

Calma.

Não pode trair a gente assim.

Quer apostar?

Palermo! Parado!

Ótimo.

A princesa maluca veio se despedir do príncipe na estação de trem.

Tenha dignidade, Helsinki!

Aonde você vai?

Pra cadeia?

Levar um tiro na cabeça?

-Delatar seus companheiros? -Não vou delatar ninguém.

Meu salvo-conduto: segredos de Estado.

Não vou trair ninguém.

Sair já é traição.

Deixar a gente aqui já é traição.

Não...

se mexa!

Não quero matar você, gordo.

Não quer me matar?

Pois terá que me matar.

Está fazendo uma loucura, Helsinki.

Se for embora, Palermo,

eu juro,

que vou fazer "bum

bum, ciao".

Estou falando sério, Palermo.

Muito sério.

Peguei você.

O que você disse ao Rio?

-O quê? -Disse que ele está traumatizado.

Chame como quiser, mas alguma coisa aconteceu.

Só porque deixou a Tóquio?

Porque ela é uma Maserati?

Escuta.

É jeito de falar entre os homens.

O importante é que a tortura mexeu com ele.

-Ele levou na caixa. -Levou o quê?

Afrouxaram as pregas dele. Entraram na porta dos fundos.

O Rio foi torturado. E você fica falando merda!

Mas é verdade. Perguntei se tinham passado do limite.

E o que ele fez? Ficou quieto! Porque não aceita. É óbvio.

Não.

Não posso.

Não pode o quê?

Tenho a sensação...

-de que a bolha estourou. -Que bolha?

Que bolha?

Não, quero saber de que bolha estamos falando.

Que bolha?

É como se uma venda tivesse caído dos meus olhos.

Não reconheço mais você.

Não sei o que estamos fazendo juntos.

Não sei quem você é.

Mónica, não me entenda mal.

A Tóquio é uma Maserati, mas não significa que você seja um Fiat 600.

Sinto muito, Denver.

Não posso ficar com você.

Certo.

Quando ela estiver brava como uma Hidra, fica quieto.

Uma Hidra... Esqueça. Fique de boca fechada.

-E não me defendo? -Não.

Porque você nem sabe por que ela ficou brava.

Bico fechado.

E quanto menos souber do que ela está falando,

mais arrependido.

Fale "sim" e "desculpe, amor" pra tudo.

Isso sim que é óbvio.

Óbvio pros trouxas.

Pros sobreviventes.

Espere a tempestade passar.

Quando você descobrir pra onde o vento sopra,

e quando ela se acalmar,

só então...

você faz sua jogada.

Não está me vendo aqui?

Temos problemas desde o monastério.

É isso.

Bem...

Tudo se acumulou.

E, com toda esta tensão, explodiu.

É isso.

Professor.

É a Tóquio.

-Você deu um golpe de Estado. -O Palermo surtou.

Ficou a ponto de explodir o saguão.

-Mas temos tudo sob controle. -Não.

Não pode controlar o Palermo. Ele é imprevisível.

Ele está amarrado e sob vigilância.

Tóquio, o plano está desmoronando!

Ainda estou aqui, Professor.

E daí, Tóquio, e daí?

Sem o Palermo, não pegamos o ouro.

Ou você sabe o que fazer?

E sem a Nairóbi!

E sem a Lisboa!

Palermo estava fugindo porque é a coisa inteligente a se fazer.

Professor...

você foi meu anjo da guarda.

Agora é minha vez.

Como foi?

Ela morreu por se recusar a me trair.

Sinto muito.

Eu...

estava camuflado numa árvore, e havia...

soldados e policiais por toda parte.

Ela estava numa fazenda, onde a encontraram.

Eles a fizeram se ajoelhar, desarmada, e perguntaram sobre mim.

Eu estava correndo.

Perguntaram: "Onde está o Professor?"

Eu disse: "Fale, Raquel.

Fale onde estou, diga que vou me render."

"Não sei."

Ela repetia: "Não sei."

E dispararam duas vezes.

Ela estava desarmada, mas dispararam duas vezes.

Não cheguei a tempo.

Mas você viu?

Ou só ouviu?

Professor...

você viu o corpo?

Tive que fugir.

Presta atenção.

Ouvi minha mãe me falando pra voltar pra casa,

que lá eu estaria segura.

Mas 20 policiais me esperavam na cozinha.

Na tenda,

também nos ouviram fugir do banco,

mas ainda estamos aqui.

A única coisa que saiu foi um furão encapuzado.

Publicaram alguma notícia?

Nada.

Igual ao Rio.

Se a tivessem matado, saberíamos.

Está sendo interrogada.

-Aonde vai, Professor? -Banco da Espanha.

Não é uma boa ideia. É muito arriscado.

Agradeço a preocupação,

mas é o único lugar onde posso descobrir se minha mulher está viva.

-Não. -Estou pedindo com educação.

-Professor. -Sai da frente, Marselha.

Não vou deixar que suba na moto.

Setenta.

Com o que temos nestes relatórios,

você terá 70 anos quando for solta.

E a Paula terá 40.

E sua mãe estará morta há tanto tempo que só terá sobrado osso.

Pare, não precisa continuar.

A sentença depende do promotor, não de você.

E a decisão final, do juiz.

Mas você sabe muito bem

que o promotor e o juiz

trabalham com o que eu escrevo nos relatórios.

E posso escrever o que eu quiser.

O que quer que eu escreva?

Vai me fazer recorrer à violência.

-Estou protegendo o plano. -Eu decido o plano.

Este não é o plano. É uma improvisação.

E você sempre disse: "Nada de improvisar."

Não vou ceder.

Preciso que entenda

que o único lugar onde posso obter respostas

é no Banco da Espa...

Muito bem.

Sério, Professor?

Não sei onde está o Professor. Nem o que ele vai fazer.

Não consegue pensar?

O amor matou a razão?

O plano tem esse tipo de firewall.

Não tem nada a ver com amor.

Claro que tem.

Mas pense que, na cadeia, o amor se esvai como água.

Desaparece rápido. Em dois meses, seca completamente.

Dois meses de sofrimento ou uma vida inteira na cadeia?

Mesmo se vivesse sete vidas,

você não entenderia a natureza do nosso amor.

Pra proteger o plano,

precisamos ver se ela está sendo interrogada.

Se estiver, Alicia Sierra

estará com ela no Banco da Espanha.

Mas você não pode ir!

Vou explicar bem a natureza do amor de vocês.

Um em Soto del Real, o outro em Cádiz, esperando a visita conjugal anual.

E isso se tiverem sorte.

Porque, se não pegarmos seu amado,

você nunca mais o verá.

Escolha entre isso ou sair a tempo de ser mãe de sua filha.

Está tentando me manipular emocionalmente.

Só estou falando a verdade.

Como sempre.

Pra proteger o plano, temos que ir.

Como? Se seu rosto está no noticiário?

Como todo mundo.

-De macacão vermelho e máscara de Dalí. -Ótimo.

Ela não vai nos trair.

Me dê sua mão.

Me dê sua mão.

Quantas vezes já pensou que tivesse se apaixonado?

A mesma coisa vai acontecer desta vez. E você sabe disso.

Todos são capazes de traição, Marselha.

Só precisa saber...

Mas já tinha acabado!

Ah, já?

Eu não sabia.

-Sergio, beba mais. -Já bebi duas taças.

Está muito sério.

Esse é um casamento estranho, Andrés.

É uma ótima festa.

-Irmão! -Estou mal por ela.

Ela é jovem e apaixonada, mas você está doente.

Não ouviu o padre?

"Até que a morte os separe."

Este talvez seja um grande final pra você,

mas, pra ela, é só um começo. E um nada justo.

Ela sabe que estou doente.

Todo mundo sabe que estou doente.

Está traindo os sentimentos dela.

Serão os melhores dois ou três anos da vida dela.

Sim! E depois...

vou traí-la de certa forma.

Enfim...

a traição é parte do amor.

Falando nisso, dê uma olhada.

Martín.

Que lenda! Meu melhor amigo. Está feliz.

Ele me trairia?

Claro que sim.

Se as circunstâncias fossem propícias.

E a Tatiana?

A Tatiana também.

Você fala que vive o amor como ninguém,

mas na verdade vê traidores

-em todo lugar. -Eu não falei isso.

Não, o que quero dizer

é que a traição não depende do quanto você ama.

Depende da magnitude do dilema que você precisa encarar.

Você trairia um amor? Em tese, não.

Mas e se, ao trair,

você recebesse um medicamento pra salvar seu irmão?

Esse seria um bom dilema.

Sergio Marquina. Frieza emocional.

Narcisismo compulsivo.

Timidez patológica.

Traços psicopatas...

-Uma joia rara. -Bem...

Um relatório de alguém que não o conhece pessoalmente.

Garanto que ele é muito mais divertido.

Legal.

Um psicopata pode ser muito divertido mesmo.

Também temos seu perfil.

O que tem meu perfil?

Você é a cuidadora que se apega a esse tipo de gente.

Você idealiza a pessoa.

Aos poucos, você se torna invisível.

Então é usada e manipulada.

Quando você abriu mão do seu instinto, inspetora?

Antes de o Professor entrar na sua vida?

Porque o Alberto te espancava.

Como é humilhada agora?

Primeiro usa o Alzheimer da minha mãe, e agora a violência doméstica.

A história não está se repetindo?

Em algum momento, a ficha caiu

e você pensou: "Esse cara pode ser um filho da puta"?

Diga que não é verdade.

Você conhece os protocolos, mas eu também.

Levei a melhor, Raquel.

Devo ser uma tola, porque pensei que estávamos apaixonados.

Não pedi que viesse.

Era um blefe.

Ela desligou sem darmos nossa cartada!

Ela veio atrás de você porque é o elo mais fraco.

O que ele fez por você?

Ele iria atrás de você numa ilha?

Seguiria um plano seu?

Você já foi a protagonista? Nem que seja uma vez?

Ou você sempre o seguiu como um cachorrinho?

Avisei você que o Alberto era um filho da puta.

E esse cara é igual.

A pergunta é muito simples, Raquel.

Você merece passar 30 anos na cadeia

por um babaca desse?

Coronel.

Verifiquei os relatórios

e, pode ser erro meu,

mas não encontrei o registro da prisão de Murillo.

Verificou o quê?

Não quero um erro técnico...

É questão de direitos humanos.

O que deu em você? Agora faz parte de alguma ONG?

Está na Anistia Internacional? Dê um tempo.

De acordo com a lei...

Antoñanzas, sabe quando a lei se aplica?

Tem alguma ideia?

Quero uma resposta.

-Quando o senhor disser...

Quando eu mandar, porra.

Não dou a mínima pra relatórios ou garantias processuais.

Por acaso você entendeu?

Sim.

Então até lá...

Até lá, aquela filha da puta vai ficar sem dormir, mijando num balde.

Algum problema?

Nenhum.

Melhorou, Antoñanzas!

TRANSPARÊNCIA

QUERO UM AUMENTO

VIVA O MAL VIVA O CAPITALISMO

Este sistema não nos representa...

O Professor adoraria ter visão de raios X

pra ver se a Lisboa estava naquela tenda.

Mas ele não era o Super-Homem.

Então teve que se contentar em ser Sherlock Holmes.

Ele estava em busca de uma pista.

E achou três.

A van.

O que fazia ali?

E por que estava suja de lama?

CNP85600N.

Paquistão achou a resposta.

O veículo pertencia à polícia de Huelva,

perto de onde a Lisboa havia sido supostamente executada.

Ángel.

Se alguém estava na trilha do Plano Hamelin, era ele.

A menos que tivesse algo mais importante pra fazer.

Como transferir a Lisboa pra Madrid.

Além disso, ele também estaria chorando a morte da amiga.

E Alicia Sierra. A trégua havia sido declarada há horas.

Mas lá estava ela. Mesmo sendo viciada em trabalho,

ela deveria estar em casa com os pés de molho.

A não ser que estivesse adorando interrogar

uma das criminosas mais procuradas do país.

A Lisboa podia estar viva.

Mas ele precisava comprovar

e avisá-la de que não estava sozinha.

Chegou a ambulância usada como centro de comunicações.

E sabe quem vai inspecionar?

Alberto, seu ex-marido.

Além de ser o melhor perito,

ele está a fim de estragar sua vida ainda mais.

Há outra opção.

Posso entrar lá

primeiro...

e me livrar de todas as provas.

Você não vai encontrar nada.

Droga, Raquel.

Você parece principiante.

Sempre encontramos algo.

Vamos encontrar algo que nos leve à sua mãe e à sua filha.

Vai ver só.

Outros cinco se preparem pra ir ao banheiro com minha colega.

Gandía, agora estamos no mesmo time.

Posso fazer uma pergunta? Estou confuso.

Somos mocinhos ou bandidos?

Vou abrir seu saco,

tirar suas bolas e enfiá-las na sua boca.

Seria interessante.

Mas suas mãos estão atadas, amigo.

Você sabe que a confiabilidade das algemas é baseada numa questão anatômica?

O metacarpo impede que passem.

Mas é muito fácil deslocá-lo.

-É sério? -Bem...

são só ideias de liberdade.

Livre

Como o Sol ao amanhecer

Estou livre

Como o mar

Livre

Como o pássaro que escapou da prisão

E pode finalmente voar

Livre

Como o vento que reúne

Meu lamento e meu arrependimento

Eu ando incansável

Em busca da verdade E finalmente vou saber

O que é a liberdade

Vá dormir.

Minha cama tem quatro quinas,

e quatro anjos me protegem.

Lucas, Mateus, José

e Nossa Senhora, a Virgem Maria.

Antoñanzas.

Por que está aqui?

Você...

Você está preso!

De joelhos.

Eu só estava brincando.

De joelhos.

Minha esposa e minhas filhas estão dormindo.

Não vai acontecer nada.

Só precisa seguir minhas instruções e responder algumas perguntas.

Não vou falar com uma arma apontada pra minha cabeça.

Você vai falar.

Temos, um:

a ambulância.

Dois:

a vovó esclerosada.

"Onde estou?

Não consigo."

Três:

a criança sem mãe.

"Mamãe.

Mamãe."

Quatro...

o amor do Professor,

que vai durar uns dois dias depois que for presa.

E, agora, o último cenário.

Estão atacando um policial.

Não sabem no que estão se metendo.

Estamos numa trégua.

Às vezes a trégua é a parte mais importante da guerra.

Não consigo...

Não consigo respirar.

Se controla, Antoñanzas.

Se controla.

Não consigo respirar.

Marselha.

Melhor?

Se você cooperar,

a promotoria pede 12 anos, você pega 10

e sai em 5.

É como sua vida poderia ser.

Se não cooperar, vai pegar 30 anos.

É como sua vida vai ser.

A escolha é sua, inspetora.

Legendas: Bruna Leôncio

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