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Original subtitles

LEGENDA TRX JUNHO DE 2013

Lembra do que Ihe disse?

Pe�a de gra�a primeiro.

Eu sei, vou pedir a ele. Vou pedir.

S� seja educado.

Veremos, veremos.

-Lembre-se do que lhe disse. -Entre ai.

Perd�o, posso fazer uma pergunta?

Minha sobrinha.

Voc� a viu?

E voc�?

-Lembraria de algu�m assim. -Obrigada.

Perd�o, desculpe-me.

Procuro minha sobrinha. Ela tem 16 anos.

Um tanto elegante, n�o �?

Ela tem cabelo escuro.

Solte-me! O que acha que est� fazendo? Solte!

Devolva a seu leg�timo dono!

N�o como h� tr�s dias. N�o pode me soltar?

-Devo buscar um policial? -N�o.

-Tem certeza? -Sim, por favor, deixe-o ir.

Bem, � seu dia de sorte, rapaz. Fora.

Foi muito generoso,

mas acho que n�o deveria estar

-em um lugar como este. -N�o tenho escolha.

-Por qu�? -Procuro minha sobrinha.

Ela s� tem 16 anos. N�o sabe nada da cidade.

-Por que ela viria aqui? -� uma quest�o de fam�lia.

Se puder ajudar voc�.

-Quem � voc�? -Meu nome � Whicher.

Acho que devemos continuar esta conversa l� fora.

The Suspicions Of Mr Whicher SO1EO2

O Inspetor-Chefe Williamson est�?

� um homem ocupado. Em geral, n�o lida com o p�blico.

Ele n�o � o p�blico, filho. Sr Whicher.

-Como vai? -Muito bem. Siga-me.

-Como tem andado, senhor? -Em forma, sargento.

E chega de senhor. Determina��o do Comiss�rio.

Alguns de n�s discordam.

Entre.

Uma visita para voc�, senhor.

E uma carta para assinar.

-Jack? -Dolly.

-George. -Jack.

Bem, � bom v�-lo.

Pretendia procurar voc�. O que anda fazendo?

-Isto e aquilo. -S�rio? O que isso, o que aquilo?

Fa�o muitas caminhadas, jardinagem.

Bom Deus, s�rio? O que voc� planta?

Anacamptis, calanthe.

-Esp�cies de nabo? -Orqu�deas.

N�o sente falta do servi�o ent�o?

N�o, n�o, o servi�o j� era, George.

Ent�o o que o traz aqui?

Encontrei uma dama mais cedo na Angel Lane.

Precisa ter cuidado com elas.

Seu nome era Spencer.

Procurava sua sobrinha. Uma jovem de 16 anos

chamada Mary Drew.

Veia � cidade em busca de um rapaz chamado Stephen Gann.

A tia pareceu achar que

ela estava em apuros s� quando

ela avisou a delegacia e n�o mostraram interesse.

N�o achei certo.

Salvo se foi v�tima de um crime s�rio,

n�o � quest�o para a Divis�o de Detetives.

Entendo,

-mas pode ao menos acompanhar. -Eu vou.

Bem, devemos botar a conversa em dia com um conhaque.

Sabe onde estou.

Vou lev�-lo, Sr Whicher.

-George. -Jack.

-O nome da mo�a, senhor? -Mary Drew.

-Vou fazer que os homens saibam. -Bom sujeito. Obrigado.

Est� esperando algu�m?

N�o.

-Sr Whicher? -Sim.

Um bilhete para voc�.

Quem lhe deu isso? Um sargento da pol�cia?

Certo, n�o responda, filho.

-Obrigado, senhor. -Tudo bem.

Tio Jack? O que aconteceu?

-Provavelmente nada. -A esta hora?

N�o vou demorar.

Fique com o troco.

Obrigado, patr�o.

Obrigado.

Creio que h� uma dama chamada

-Susan Spencer hospedada aqui. -� muito tarde.

Sei que � tarde, mas � importante que fale com ela.

-Muito bem. Entre. -Obrigado.

Lamento incomod�-la a esta hora.

O que �?

Uma jovem foi encontrada

na Angel Lane, onde nos vimos mais cedo.

Foi v�tima de agress�o. Deu o nome de Mary.

-N�o. -Pode n�o ser ela.

Se puder descrev�-la, dizer o que usava,

-eu poderia ir. -Onde est� ela?

Sob cuidados m�dicos.

Preciso ter com ela agora. Pode me levar?

-Eu n�o... -por favor, preciso v�-la!

Sim, claro.

-Ol�, Jack? -Este � o Inspetor Lock.

Esta � a senhora que mencionei. A Srta Spencer.

Receio que o ferimento da mo�a era

muito mais s�rio do que pens�vamos no in�cio.

Que ferimento?

Uma facada. O Dr Beattie fez o poss�vel, mas...

-Ela est� morta? -Receio que sim.

Este estava enrolado no seu pulso.

Posso ver?

-� dela? -N�o acho.

Deixe-me v�-la.

Esta n�o � Mary.

-Como sabe? -Simplesmente sei.

Coitada, seja o que lhe aconteceu.

Obrigada mesmo assim. Gostaria de voltar ao hotel.

Srta Spencer, por favor, se puder.

Para eliminar qualquer d�vida poss�vel.

Srta Spencer?

� sua sobrinha ent�o?

Minha querida menina,

o que aconteceu com voc�?

E seu beb�?

Gostaria de se sentar?

-Venha e sente-se. -Est� bem.

Diria que ela deu � luz h� um ou dois dias.

O beb� ainda pode estar vivo?

Sim, mas quanto tempo sobreviveria

sem o leite da m�e...

Quem era o pai da crian�a?

Seu nome � Stephen Gann.

Vem da mesma vila que n�s. Oakwell.

Como ele se parece?

Tem 19 anos. Alto, cabelo escuro.

Faremos o poss�vel para encontr�-lo.

E, claro, procuraremos a crian�a.

T�o urgentemente como fizeram com Mary?

N�o pouparemos esfor�o. Tem minha palavra.

Um momento, Sr Whicher, por favor?

Sim, claro.

Estarei esperando l� fora.

-Tem liga��es na pol�cia? -Sim.

-Embora n�o seja um policial? -Eu costumava ser.

Diga-me por que deveria confiar neles depois disto?

S�o bons homens.

Mary era tudo o que tinha no mundo.

H� uma crian�a.

Eu sei, mas o que lhe pode ter acontecido?

Farei o poss�vel para ajud�-la.

Obrigada, Sr Whicher.

-Sim? -Indago sobre

uma jovem chamada Mary Drew?

-N�o, sinto muito. -Ela recentemente teve

-uma crian�a. -N�o.

-Sim? -Ol�.

Indago sobre uma jovem chamada Mary Drew?

N�o, n�o posso ajud�-lo.

Ningu�m com este nome aqui?

Bom dia. Imagino se poderia me ajudar?

N�o se permitem homens neste pr�dio

sem autoriza��o do Reverendo Marlow.

Pode dizer que gostaria de falar com ele?

Receio que n�o esteja.

-Quando vai voltar? -Desculpe, n�o sei.

Busco informa��o sobre uma jovem e seu filho.

E voc� �, senhor?

-Meu nome � Whicher. -Reverendo Marlow. Que jovem?

Seu nome � Mary Drew.

Foi encontrada assassinada ontem � noite.

Assassinada? Que terr�vel.

A Irm� Anne deparou com ela na rua anteontem.

Estava em estado abjeto. N�o hesitei em acolh�-la.

Mas ent�o, naquela tarde, entrou em trabalho de parto.

Uma parteira foi chamada e a crian�a,

um menino, nasceu em seguran�a.

Ent�o, quando descobrimos que Mary desapareceu,

n�s o colocamos aos cuidados de outra residente.

Era uma prostituta comum at� que eu a acolhi.

Mas tinha um filho e leite bastante para dois.

Gra�as a Deus.

Eu estava aqui. Nem sabia que ela tinha sa�do do pr�dio.

-Por qu� ela saiu? -Eu n�o sei.

Irm�, voc� sabe?

Ela queria ver algu�m,

-ent�o deixei que sa�sse. -Ver quem?

O pai de seu filho. Stephen.

Isto foi uma tolice, Irm�.

Ela estava desesperada.

Ele amea�ou romper todo contacto com ela,

at� fugir do pa�s.

Quando eu os vi, foi antes dela ter o beb�.

Ela o seguia pela rua, implorando com ele.

Ele estava b�bado, zangado, tentando escapar dela.

Onde foi isso?

Perto do Factor's Inn.

Ela sabia que ele dormia por l�.

Ele a empurrou para o ch�o e correu.

Eu fui ajud�-la e pude ver na hora

que o choque causou o parto.

Depois que teve a crian�a,

ficou convencida que se apenas

pudesse persuadir Stephen a v�-lo...

Mas permitir que sa�sse em tal condi��o t�o tarde da noite.

Sabia que o jovem era perigoso.

Ela ficava dizendo...

Ficava dizendo que ele tinha outro lado.

Gentil,

amoroso.

Ela acreditava...

Ela acreditava que poderia salv�-lo

de seu negro interior.

Sabia que era um risco.

Dei-lhe um ros�rio para prote��o.

Este aqui?

Obrigada.

O Inspetor Lock e sua equipe est�o fazendo tudo que podem.

� um detetive muito capaz, e me pediu

para garantir-lhe que este assassino ser� encontrado.

Estava explicando para a Srta Spencer

que o Inspetor Lock e os policiais

est�o fazendo tudo para achar o assassino.

Receio n�o haver novas do beb�.

O beb� foi encontrado.

-Gra�as a Deus! -Sim.

Em um abrigo para mulheres, onde Mary foi acolhida.

Ele est� bem.

-Um menino? -Sim.

Sr Whicher, voc� n�o sabe...

Quase nem tinha esperan�a. Obrigada.

Sim, bom trabalho, Jack.

Parece-me que, logo ap�s o parto,

Maria saiu para procurar Stephen

e nunca voltou.

Eu sabia. Voc� precisa encontr�-lo.

Pretendemos. Sua descri��o foi distribu�da.

Agora, Srta Spencer, posso perguntar

se Mary tinha objetos de valor com nela?

N�o foi um assalto, Inspetor-Chefe.

Temos de olhar todas as possibilidades.

A �nica j�ia que usava

era um medalh�o de ouro que eu lhe dei.

Pode descrever para mim?

Oval, incrustado com esmeraldas e p�rolas.

Tinha suas iniciais nele.

-Bem valioso ent�o? -Digo que n�o foi um assalto.

Bem, ela n�o usava quando foi encontrada.

N�o tenho f� na sua investiga��o.

Gostaria que voc� investigasse seu assassinato.

-Receio que n�o ser� poss�vel. -Por que n�o?

Nosso Comiss�rio desaprova detetives particulares.

N�o mais respondo perante ele.

Mas se trabalhar para esta senhora, responderia perante ela.

Srta Spencer, estive envolvido em um caso.

Uma jovem cometeu um assassinato

e n�o fracassei em obter uma condena��o.

Tornei-me uma vergonha para eles.

N�o quero ser uma para voc�.

Pelo que vi, n�o tenho raz�o para

acreditar que isto iria acontecer.

Pagarei voc�, claro.

N�o estou preocupado com dinheiro.

Por favor, s� me diga que vai me ajudar.

-Se � o que quer. -�.

Ent�o eu vou.

-Bom dia, Sr Whicher. -Bom dia.

Esta � a tia de Mary, a Srta Spencer.

Minha sobrinha, Charlotte,

cuidar� do beb�

at� que a Srta Spencer possa fazer arranjos em casa.

Por favor, entre. Vou busc�-lo para voc�.

-Ele tem um nome? -Mary o chamou de Stephen.

Obrigada por cuidar dele e por tentar ajudar Mary.

Eu sinto muito.

-Bom dia, Srta Spencer. -Bom dia.

Estamos indo. Devo pegar o beb�?

Estarei voltando para casa no interior, Sr. Whicher.

-Escrever� dando not�cias? -Sim, claro.

Bom dia.

Irm� Anne, Mary usava um medalh�o de ouro?

Um medalh�o, sim. Ela nunca tirava.

Algu�m mais aqui, al�m de voc�,

sabia que ela ia se encontrar com Stephen?

N�o creio.

Posso fazer a mesma pergunta, Reverendo Marlow?

Eu j� perguntei, Jack. A resposta foi n�o.

Obrigado, ajudou muito.

Creio que n�s n�o temos mais nada a fazer aqui.

Vou continuar a minha investiga��o.

-Toby. -Voc�.

Isto mesmo, eu.

Pensei que tinha morrido ou algo assim.

Desculpe desapont�-lo mas estou bem vivo,

buscando ajuda de um velho amigo.

�ltima vez que vi voc� foi no tribunal.

Peguei seis meses.

Teria pego o dobro se eu n�o ajudasse.

O que voc� quer?

Uma j�ia desapareceu. Queria que ficasse de olho.

Haveria algo para voc�, claro.

Soa interessante, Sr Whicher.

O assassinato na outra noite. Algu�m viu algo?

N�o.

A mo�a que foi esfaqueada l� fora.

Algu�m viu algo?

-N�o, nada. Eu n�o. -Nada, eu n�o.

N�o.

Houve o assassinato brutal de uma mo�a inocente.

Logo ali fora da porta!

Alguns de voc�s devem ter visto algo?

-Voc�? -N�o.

Voc�?

-Senhor viu algo? -J� disse � pol�cia o que sei.

O que disse?

-N�o foi ningu�m daqui. -Sim.

S� me diga o que viu.

Estava levando um barril para fora, ouvi um grito,

fui at� a porta e l� estava ele, do outro lado da rua.

-L� estava quem? -Nunca o vi antes.

Descreva ele para mim.

Rapaz, alto, magro.

A mo�a estava ca�da � sua frente

Logo depois

um policial se aproxima, interpela ele.

-O rapaz foge. -Em que dire��o?

Para a Gibb Lane, acho.

O policial correu atr�s, mas disse que perdeu ele.

Pude ver que a mo�a estava mal, ent�o chamei um m�dico.

N�o, n�o est� certo.

N�o, eu fazia xixi no beco, ouvi esse barulho na rua.

Fui olhar e havia um cara agachado l� fora.

N�o sei se ele me viu.

De todo modo, ele fugiu.

Mas n�o acho que era alto e magro.

Era mais gordo, como um barril.

-N�o, n�o era. -Sim, era.

Viu a cara dele?

N�o, ele sumiu como um raio.

Ent�o olhei para ver do que ele fugia.

-Ela estava ca�da l�. -Mais algu�m?

Outras testemunhas?

N�o que eu vi, mas j� perguntou bastante. Fora.

Miser�vel intrometido.

Bom dia, senhor.

-Procuro Stephen Gann. -O que quer com ele?

Gostaria de falar com ele sobre o assassinato de Mary Drew.

-Assassinato? -Sim.

-O que houve com ela? -Bem, � o que tento descobrir.

Disse a ela para n�o segui-lo.

Disse a ela? Quando a viu por �ltimo?

H� uns cinco dias. Veio aqui procurando por ele.

Perguntou se eu sabia onde ele estava.

Eu lhe disse. Deus me perdoe.

Stephen voltou aqui desde ent�o?

N�o. Deus. Aquela fam�lia � amaldi�oada.

Amaldi�oada? Como?

Sua m�e morreu, o pai foi enforcado por assassinato.

Seu av� ficou... e acabou internado.

Quem o pai de Stephen matou?

Aquele que morava na mans�o.

Um sujeito chamado Spencer.

Richard Spencer.

A Srta Spencer est�? Meu nome � Whicher.

Vou ver. Espere aqui, por favor.

-Entre. -Obrigado.

Seu chap�u?

Siga-me, por favor.

Tem not�cias? Acharam Stephen?

N�o.

Falei com um Sr Finch?

Ele me disse algo interessante.

Disse que o pai de Stephen matou seu vizinho.

Um Richard Spencer.

Ele era meu pai.

-Voc� n�o me disse? -N�o acho f�cil falar nisto.

Precisa me dizer tudo se devo descobrir

se Stephen foi respons�vel pela morte de Mary.

N�o acredito que haja um "se".

O fato do pai de Stephen ser um assassino n�o faz dele um.

Acho que encontrar� provas.

Quanto mais franca for comigo, mais prov�vel isto acontecer�.

Voc� entende?

Ent�o, como aconteceu o assassinato do seu pai?

Houve uma discuss�o entre meu pai e William Gann.

Sobre o que?

Nossas fam�lias brigavam h� anos sobre uma fonte

nos limites de nossas propriedades.

Disseram-me que se encontraram na rua uma noite.

-Disseram-lhe? Onde estava? -Estava fora na escola.

William atacou meu pai,

tentou fazer parecer um assalto.

Pegou sua bolsa e escondeu.

Mas mais tarde foi encontrada por um policial no seu quarto.

Quanto Mary sabia disto tudo?

Muito pouco. Ela s� veio morar comigo h� dois anos.

Onde ela estava antes?

Era filha do meu primo, seus pais morreram.

Eu era solteira, mas pensei que poderia dar-lhe um bom lar.

Tenho certeza que deu.

Ent�o por que sentiu necess�rio se virar para aquele jovem?

Ele a enganou e eu deveria t�-la avisado.

N�o pretendi afligi-la.

N�o deve deixar que isto iniba sua investiga��o.

O Sr Finch me disse que Stephen tem um av�.

Tem algum outro parente?

H� um tio. Thomas. Ele foi embora faz tempo.

-Onde ele foi? -Londres, creio.

Obrigado.

Doutor?

Posso ver o laudo da aut�psia de Mary Drew?

Laudo da aut�psia?

J� mandei para a pol�cia.

Ent�o, se puder falar sobre a natureza de seus ferimentos?

Perd�o, � um assunto da pol�cia. Ter� que falar com eles.

Realmente preciso ir. � urgente.

-Quem � voc�? -Meu nome � Whicher.

Estou investigando a morte desta jovem.

Voc� � um tira?

N�o.

-Voc� conhecia Mary? -Sim.

Voc� � Stephen Gann?

-Onde est� o beb�? -O beb� est� seguro.

Gra�as a Deus ao menos por isto.

-Sabe como ela morreu? -Eu n�o a matei.

Ent�o, quem foi?

Voc� � um tira, n�o �?

Juro que n�o sou, Stephen.

S� quero que explique o que aconteceu.

-Afaste-se! -Stephen, n�o.

-Senhor. -Parker.

-Deus, Jack! -Sinto muito.

N�o devia ter deixado ele levar vantagem.

O que fazia com o Dr Beattie afinal?

Pedi para ver o laudo da aut�psia. Ele n�o permitiu.

Ela foi esfaqueada uma vez, no abd�men inferior.

Entendo.

A ferida combina com esta faca.

Estava com Stephen. Consegui tirar dele.

Um homem no Factor's Inn viu algu�m com sua descri��o.

Falei com uma testemunha que viu algu�m totalmente

diferente agachado sobre o corpo.

Entendo que h� relatos contradit�rios. Vou resolv�-los.

Vou pegar este assassino, mas voc� n�o pode

se meter na minha investiga��o!

Ent�o, se tiver alguma informa��o,

n�o quer que eu avise?

-Whicher? -Comiss�rio.

Como vai?

-Muito bem, senhor. -Bom, bom.

O que traz voc� aqui?

O caso de assassinato da Angel Lane.

Estou sabendo dele.

Tenho informa��es que achei poderiam

-interessar o Inspetor Lock. -Estou certo que ele gostar�.

A Divis�o de Detetive sempre ouvir� informa��es do p�blico.

Minha sala em cinco minutos, Inspetor-Chefe.

Senhor.

-O que est� havendo, Jack? -Acho que acabei de explicar.

Sabe o que ele acha de investigadores particulares.

Ele encerraria a investiga��o

se achasse que est�vamos ajudando voc�.

-� claro que n�o est�o. -Bom.

Pois minha obriga��o com voc� como amigo est� cumprida, Jack.

Estou lhe dizendo, como um policial, formalmente,

para ficar de fora desta investiga��o.

Bem, se sua obriga��o como amigo

est� cumprida, ent�o a minha tamb�m est�.

A de sempre?

Sinto muito.

Estou certo que Dolly tamb�m est�.

Foi um golpe baixo do Comiss�rio.

Agrade�o, George.

Acho loucura trabalharmos um contra o outro.

Quero resolver este caso tanto quanto voc�.

N�o vejo por que n�o podemos cooperar.

Desde que nenhum dos chefes saiba.

-N�o vejo por que deveriam. -Bom.

Disse que tinha mais informa��es.

Fui a Oakwell.

H� 16 anos, o pai de Stephen cometeu um assassinato.

A v�tima era pai da Srta Spencer.

O tio de Stephen � um comerciante na cidade.

Acho que devemos fazer-lhe uma visita.

-Sr Gann? -Sim.

Detetive Inspetor Lock.

Gostaria de falar sobre seu sobrinho, Stephen.

Entendo.

Por favor, sigam-me.

Stephen veio aqui anteontem.

Estava em estado desesperador.

Por qu�?

Disse-me que havia engravidado uma mo�a.

� a mesma mo�a que foi assassinada?

Receio que sim.

Disse que queria dinheiro. Pegar um navio, sair do pa�s.

-Voc� lhe deu? -N�o.

N�o, disse que deveria ficar e enfrentar as responsabilidades.

Eu tentei com Stephen ao longo dos anos.

Tentei muito, mas receio

que ele � uma alma profundamente perturbada.

E o seu av�? Stephen tentou contat�-lo?

N�o, Stephen n�o sabe onde ele est�.

Ao longo dos anos, meu pai se tornou

cada vez mais aflito pela lembran�a dos eventos passados.

Quer dizer o assassinato de Richard Spencer

-pelo seu irm�o? -Sim, quero.

Decidiu-se intern�-lo em um sanat�rio

e que contato com Stephen n�o ajudaria.

Rezo para que minha fam�lia n�o causou

ainda mais dor � Srta Spencer.

Receio que precisamos falar com seu pai.

N�o, por favor.

Ele encontrou tranquilidade agora

e imploro para deix�-lo em paz.

-Receio que devemos. -N�o se preocupe Sr Gann.

Iremos com calma.

Onde � este sanat�rio?

Hopewood House.

-Bom dia, Sr Gann. -Bom dia.

-Tudo bem, Jack? -Sim.

Bom dia, Sr Gann. O Dr Casement � por aqui.

Obrigado.

Verifique a escala e veja o que pode fazer.

Bom dia, Dr Casement.

Sr Gann, que bom v�-lo.

Este � o Inspetor Lock e um Sr Whicher.

Querem falar com meu pai. � um assunto importante.

Prometeram n�o demorar.

Muito bem. Sigam-me.

O Sr Gann teve algum visitante recentemente?

Posso garantir que Joshua n�o teve nenhum visitante

al�m de seu filho, que � dedicado

-em sua aten��o. -Tenho certeza.

E muito modesto para lhes dizer

que grande benfeitor � deste lugar.

Os jardins, a sala de m�sica, todos financiados por ele.

Serenidade � o objetivo em Hopewood,

e isso ele nos ajudou alcan�ar.

Nosso regime se baseia

em tratamento bondoso e preventivo,

-evitando toda a emo��o. -Entendo.

S� queremos uma palavra r�pida.

N�o sei qu�o f�cil isto ser�.

O per�odos de lucidez de Joshua s�o raros.

Joshua, bom dia.

-Tenho visitas para voc�. -Bom dia, pai.

Estes dois senhores gostariam de falar com voc�.

Sr Gann. Sou o Inspetor Lock.

Sou um policial, entende?

-Viemos perguntar sobre Stephen. -Stephen?

Queria verificar que n�o viu ou soube dele ultimamente.

Verificar? N�o gosto de verificar.

Por favor, n�o diga verificar.

S� Deus v�, s� Deus pode verificar.

Ele est� com medo.

Joshua n�o consegue falar quando est� com medo.

-� exatamente o que temia. -Ele fala comigo e o Sr Machin.

Porque n�o o assustamos.

-Quem � o Sr Machin? -Ele trabalha aqui,

s� que j� foi agora.

Robert, estes senhores est�o aqui para falar com Joshua.

Deus, n�o quero causar problemas.

Vou obedecer �s regras, sejam quais forem.

-Thomas n�o fez nada errado. -Sabemos disto, senhor.

-� Stephen que nos preocupa. -N�o Stephen. N�o, n�o, n�o.

Aqui est� ele. Eis o Sr Machin.

Os senhores n�o est�o interessados, Robert.

O Sr Machin � agrad�vel, consciencioso,

mas receio n�o � altura das exig�ncias do servi�o.

Acho que deve encerrar agora.

-Obrigado. Robert. -Sim. Sim.

-Toby? -Sr Whicher.

O que tem para mim?

Vejo seus olhos se iluminarem, Sr Whicher?

Onde conseguiu isso?

Definitivamente, um pequeno brilho.

Disse que haveria uma coisinha para mim?

Sim.

Ai est�.

Onde voc� conseguiu?

Onde voc� conseguiu?

Clarence Shaw. Voc� o conhece?

Sim, conhe�o.

-Onde est� Clarence Shaw? -Subindo, primeiro andar, patr�o.

-H� outra sa�da deste pr�dio? -N�o, n�o creio.

Clarence. Como vai?

Muito bem, at� ver voc�.

Sei que � ocupado, s� queremos conversar.

Sobre o qu�?

O que fazia na Angel Lane logo ap�s as 10 h, sexta passada?

N�o estava nem perto da Angel Lane.

Ent�o como conseguiu isto?

Nunca vi isto antes.

N�o me parece seguro, Clarence.

Sargento!

-Onde vai, Shaw? -Certo, certo!

Algemas!

-Uma jovem foi assassinada. -N�o tem nada a ver comigo!

Acho que tem. Voc� a seguiu l�.

Esperou o momento certo e a agarrou.

-N�o! -Encostou uma faca nela,

ela tentou escapar, voc� a esfaqueou.

-N�o! -Ela caiu no ch�o.

Voc� se ajoelhou, arrancou o medalh�o do seu pesco�o,

depois ouviu algu�m gritando com voc�,

-ent�o correu. -N�o foi o que aconteceu!

Mas voc� estava l�, n�o estava?

Clarence.

O que aconteceu?

Tudo o que queremos � a verdade.

Ou�a, estava indo para a pousada.

Encontrei esta mo�a. Estava ca�da l�.

Pensei que estava b�bada.

Sei como gosta de uma mo�a bonita.

Pensei que estava b�bada.

-Eu... -Continue.

Fui toc�-la.

Levantei sua saia.

Foi quando vi o sangue, mas n�o fui eu, eu juro!

Mas pegou o medalh�o, n�o foi?

Eu n�o matei ela!

Voc� a seguiu, esfaqueou,

estuprou, roubou, depois fugiu,

pensando estar morta.

Eu nunca a esfaqueei.

Clarence Shaw, estou acusando voc� de roubo,

agress�o e assassinato.

Que Deus o ajude.

Venha, Jack.

Eu peguei o medalh�o.

Mas n�o sou assassino.

Est� bem, Clarence.

Devo me preocupar com voc�, tio?

J� vi este olhar antes.

Sabe, durante seus

-maus momentos. -N�o.

N�o se preocupe comigo.

Devagar.

Bom dia, senhor. Procuro Joshua Gann.

N�o, n�o olho.

Ol�, procuro Joshua Gann. Sabe onde posso encontr�-lo?

Joshua? Joshua? Sim, perto do cemit�rio.

-Muito bem. -Obrigado.

Vou buscar o Dr Casement.

Ocupados, senhores?

Joshua diz que fa�o tudo errado.

Bem, se o trabalho vale a pena, hein, Joshua?

Exatamente.

-Stephen era bom trabalhador? -Sim.

-Costumava ajudar na fazenda? -Sim, de fato.

-Um rapaz disposto. -Voc�s eram pr�ximos?

Obedecerei �s regras, eu prometo.

Estou certo que vai, Joshua. N�o quero alarmar voc�.

Ele se assusta facilmente, senhor.

-Desde que o Sr Machin se foi? -Sim.

-Ainda tem a foto, Robert? -Sim.

Posso ver?

-Aqui est�. -Obrigado.

Onde ele foi? N�o gostou daqui? Estava fugindo?

N�o.

-Ele tinha uma carta. -Uma carta? De quem?

-Joshua? -Sim.

Para quem era a carta, Joshua? Era para Stephen? Era, Joshua?

Perguntas.

N�o me fa�a perguntas.

Sinto muito. N�o queria alarmar voc�.

Achamos que algo ruim pode ter acontecido ao Sr Machin.

-Por que acham isto? -Costumava ser sua coisa favorita.

-Disse que ia me ensinar. -Certo.

� um apito.

-Onde encontrou? -Aqui.

Quando morremos, � onde nos enterram.

Joshua, pediu a Machin para contactar com Stephen.

O que queria dizer a ele? Por favor, Joshua?

Transformaram suas montanhas em terras baldias.

O que quer dizer?

Robert, pode me emprestar esta foto?

Prometo que devolverei.

T�o impressionado com meu regime que decidiu voltar?

S� queria outra palavra com Joshua, senhor.

Espero que tenha sido proveitosa,

mas n�o pode vir aqui incomodar meus pacientes.

Entendo.

Ele ainda parece muito ansioso,

especialmente sobre o Sr Machin.

Por que iria embora sem avisar algu�m?

Suspeito que se sentia culpado.

Neste trabalho, pode-se ficar muito chegado aos pacientes.

Ele tinha fam�lia em Canning. Talvez voltou para eles.

E depois h� isto.

Robert disse que era a coisa mais preciosa do Sr Machin.

Disse que achou jogada aqui no ch�o perto deste t�mulo.

Tem certamente uma imagina��o bem f�rtil, Sr Whicher.

Mas parece sem controle como voc�.

Agora, se n�o se importar?

-Obrigado, Robert. -Est� tudo bem.

-Bom dia, senhores. -Adeus, Sr Whicher.

Est� sugerindo que o atendente, Machin,

pode estar neste t�mulo?

Junto com o ocupante leg�timo. Sim.

Como est� ligado � morte de Mary Drew?

Acusamos algu�m deste assassinato.

N�o estou convencido que foi Shaw.

Joshua queria mandar uma mensagem a Stephen

e o homem encarregado da tarefa desapareceu.

Acha mesmo que deveria mandar

abrir este t�mulo com base nesta teoria?

O solo foi recentemente revirado.

Seria f�cil p�r um corpo l�. Acho que precisamos abrir.

O que, francamente, vindo de um detetive

com experi�ncia de Jack � o bastante para mim.

Sei que � dif�cil para voc�,

mas n�o pe�o como favor a um amigo.

Nem estou concordando por esse motivo.

Estou fazendo por conselho

de um dos meus mais confi�veis detetives.

Claro que n�o estou feliz com isso.

Perturbar o lugar de descanso de uma pessoa

-por um capricho. -� mais do que um capricho.

Um capricho, inspirado pela imagina��o

de um velho doente e de um imbecil.

E aceito, entendo, por um homem expulso da pol�cia.

N�o estou interessado em discutir

-o passado do Sr Whicher. -Voc� deveria.

Estou habituado a lidar com pessoas delirantes,

mas como pacientes, n�o assim.

� uma decis�o da pol�cia, e eu apoio.

Voc�s dois, comecem a cavar. Entrem ai.

-Sim, senhor. -Senhor.

Voc�, cave do outro lado.

Sim, Sargento Parker.

Levante e abra.

Receio que esteja somando insulto � inj�ria.

Quero este caix�o aberto.

Muito bem, senhor.

Em tr�s.

Eu sou a ressurrei��o e a vida, disse o Senhor

Ele que acreditar em mim, que estava morto, viver�

E todo aquele que crer e viver em mim nunca morrer�

Satisfeito?

Coloque de volta. Refa�a o t�mulo.

Voc� pode refazer este t�mulo.

Receio que pode ter mais dificuldade,

restabelecendo a reputa��o deste senhor.

A mente humana, quando danificada,

pode pregar pe�as terr�veis, Whicher.

Receio que a sua est� bastante danificada.

Certo, rapazes, vamos p�r de volta.

Como o Inspetor-Chefe Williamson concordou com isso,

eu n�o sei!

Eu o persuadiu que havia prova bastante para abrir o t�mulo.

Ent�o voc� � um completo idiota, Lock,

especialmente porque fez por palpite do Sr Whicher.

Pode ter sido sua id�ia dele, mas eu apoiei.

Embora ele j� n�o � mais policial?

Posso n�o mais ser isto,

mas estou agindo como investigador particular

para a tia da mo�a assassinada.

Investigador particular?

Isto mesmo.

Esta senhora est� ciente do caso da Road Hill House,

e sua dispensa com base em inaptid�o mental?

Ela est� ciente do meu passado, sim.

Ent�o sugiro que lhe explique que voc� descobriu

que ainda est� incapacitado

para qualquer tipo de trabalho de detetive.

Desculpe-se e retire-se para que meus policiais possam completar

a investiga��o livres de voc� e de seus del�rios!

N�o precisava fazer isso.

-Defender-me na frente de Mayne. -Teria feito o mesmo por mim.

N�o foi muito bom para suas perspectivas.

Estou preocupado com voc�.

Sinto uma responsabilidade.

Quando � assassinato, voc� quer mais do que qualquer outra coisa

trazer algum tipo de paz para aqueles que ficaram de luto.

Voc� fez o poss�vel para Susan Spencer.

-� hora de pensar em voc�. -N�o h� paz sem a verdade.

-Preciso continuar. -N�o quando persegue sombras, Jack.

Isso n�o � f�cil dizer,

mas n�o foi a raz�o que achou o caso de Hill Road t�o dif�cil

porque havia uma crian�a morta?

E trouxe de volta sua pr�pria perda.

Achei que foi um erro quando voc�

colocou o filho de Mary sob o seu teto.

Porque posso ver isso que tristeza ainda est� l�.

Para sua pr�pria sanidade, Jack,

abandone o caso agora.

Volte para seu jardim.

� voc� que precisa encontrar a paz.

Vim buscar o beb�.

Claro.

Srta Spencer,

com pesar devo dizer que desejo me retirar do caso.

N�o. Por qu�?

Bem...

Receio que decepcionei voc�.

-E receio... -O qu�?

Receio descobrir que que n�o posso mais fazer isso.

Sr Whicher.

Minhas desculpas.

O Inspetor Lock acusou um homem

do assassinato de Mary. Acha que foi ele?

Eu n�o sei.

Sinto que meu julgamento e meus instintos sumiram.

Eu a decepcionei.

H� algo que posso fazer para mudar de id�ia?

N�o.

Nesse caso, Sr Whicher, devo acertar com voc�.

-N�o me deve nada. -Sempre pago o que devo.

Meu advogado vai escrever para voc�.

-Pode lev�-lo � carruagem? -Sim, senhora.

Estarei em seguida com voc�.

� o funeral de Mary depois de amanh�.

Est� bem.

Ainda deve se sentir livre para assistir.

Sim, sim.

Obrigada.

Por mais que agradou Deus Todo-Poderoso

em sua grande piedade,

receber a alma de...

-Um dia triste, Sr Whicher. -Sim, �.

Nunca pensei que veria Thomas Gann aqui.

Por que n�o?

Todos os problemas que sua fam�lia causou aos Spencers.

N�o vejo ele na aldeia

desde que o pai da Srta Spencer foi assassinado.

Ele ainda estava morando aqui ent�o?

Sim, ainda n�o tinha feito sua fortuna.

Como ele ganhou dinheiro?

Persuadiu o pai a hipotecar a fazenda

para que ele pudesse estabelecer seu neg�cio.

Claro que William nunca teria concordou com isto.

N�o, ele amava a fazenda. Nunca iria arrisc�-la,

mas ele j� estava enterrado ent�o.

Senhor, tenha piedade de n�s

Cristo, tenha piedade de n�s

Senhor, tem piedade de n�s

Am�m.

-Thomas? -Susan.

Lamento a sua perda. N�o quis ofender ao vir.

-Ent�o, por que veio? -Stephen � meu sobrinho.

-Sinto responsabilidade... -� um pouco tarde, tarde demais.

-Entendo sua raiva. -Como poderia entender?

Stephen destruiu a vida de Mary e a minha.

E nada que eu possa dizer ou fazer pode mudar isso,

mas queria prestar meus respeitos.

Mas se houvesse algo, qualquer coisa

que possa oferecer, eu iria, Susan.

Sim, entendo.

E obrigada por suas palavras.

Mas nada pode substituir Mary ou me consolar por sua perda.

Tudo que tenho agora s�o lembran�as

da felicidade que ela me trouxe.

Srta Spencer.

N�o preciso de sua ajuda, Sr Whicher.

-Parece angustiada. -� de se admirar?

N�o v� Thomas h� muito tempo?

N�o desde que meu pai morreu.

Deve ter exigido coragem para ele vir aqui.

Talvez.

Ele � certamente um homem muito diferente

de seu irm�o William.

Nunca realmente conheci William.

Conhecia Thomas muito mais, n�o �?

Disse que queria abandonar sua investiga��o?

Bem, ela parece n�o querer me abandonar.

Com licen�a.

Stephen?

Fuja se quiser fugir, n�o vou brigar com voc�. V�.

N�o quero fugir.

Bom.

Bom. Agora digo de novo que n�o sou um tira.

E eu n�o a matei.

Mas tudo o que aconteceu foi culpa minha.

-O que quer dizer? -Costumava v�-la no mercado.

Senti-me atra�do por ela.

Um dia conversamos.

Conhece a hist�ria de suas fam�lias?

Sim, mas ela era t�o linda.

Ela me fez sentir limpo, de algum valor.

Invent�vamos tempo juntos.

Ningu�m sabia.

�ramos t�o felizes.

Ent�o ela ficou gr�vida.

Disse que poder�amos ter uma vida juntos.

Eu ficava dizendo que era imposs�vel,

que eu estava amaldi�oado.

Fiquei tentando romper, mas ela n�o escutava.

Voc�s discutiram e ent�o voc� a matou?

N�o.

-N�o foi o que aconteceu. -Ent�o me diga o que foi.

-Sim? -Precisamos falar

com a Srta Spencer. � muito urgente.

Venha.

-Sr Whicher. -Venha.

Por que trouxe ele aqui?

Porque acho que deve ouvir o que ele tem a dizer.

Por que desejaria ouvir algo do assassino de Mary?

-Eu n�o a matei. -N�o acredito em voc�.

-Bem? -Vamos, Stephen.

Diga-lhe o que voc� me disse.

� verdade que discutimos.

Mas depois que teve o beb� ela voltou ao meu alojamento.

Disse que queria que eu o visse.

Quando sa�mos, ouvi a voz de um homem dizer,

Stephen Gann. Eu me virei.

Ele me atacou. Mary estava entre n�s.

Ele a empurrou de lado e n�s brigamos.

Ela largou a faca e correu. Fui atr�s dele.

Voc� a deixou para morrer na rua?

N�o sabia que estava ferida.

Est� certo que o homem queria matar voc�, n�o Mary?

Ele disse meu nome.

Eu o perdi, voltei para Mary.

Foi quando vi que fora ferida.

Ent�o, algu�m gritava comigo.

Pensei que ele tinha voltado. A faca estava no ch�o.

Eu a peguei, me virei, mas n�o era

o homem que me atacou. Era um tira.

Podia ver que ele pensou que fora eu,

ent�o corri.

Deveria ter ficado com ela.

N�o sabia quanto ela estava ferida.

Nunca vou me perdoar por deix�-la.

Voc� fugiu.

Como fugiu para Londres quando soube

-que ela estava gr�vida. -N�o, fui para Londres

-por causa da carta. -Que carta?

Sou amigo do seu av�, Joshua Gann.

Ele quer passar certa s�ria informa��o particular para voc�

sobre seu falecido pai William.

Encontre-me no Factor's Inn, ter�a-feira � noite.

Sinceramente, Oliver Machin.

Voc� foi?

Ningu�m veio.

Ent�o fui ver tio Thomas e disse que queria ver o vov�.

Ele n�o me disse onde era o sanat�rio.

-O que fez depois? -Gastei tudo que tinha bebendo.

Foi quando Mary me encontrou a primeira vez.

Fiquei dizendo para ir para casa, mas ela n�o me ouvia.

Sinto muito.

N�o h� nada que posso fazer para ajeitar isto.

-Traga a crian�a. -Sim, senhora.

Ele � lindo.

Voc� matou Mary, Stephen?

-N�o, n�o matei. -Olhe-me e jure.

Pela vida do meu beb�,

juro que n�o matei Mary.

Stephen.

Certo, venha.

Este � o homem que voc� diz que esfaqueou Mary?

N�o, ele era muito maior.

Tem certeza?

E tinha uma marca vermelha no rosto.

Eu vi tal homem no Factor's Inn.

Tentaremos encontr�-lo. Ver se pode esclarecer isto.

Senhor, o Sr Gann est� aqui.

O Sr Whicher e eu interrogamos Stephen longamente.

Seu relato � plaus�vel.

-Diga-lhes, Stephen. -Dizer o qu�, tio?

O que me disse quando veio me ver.

-Fui v�-lo sobre a carta. -Que carta?

� de algu�m que trabalhou no sanat�rio, cuidando do vov�.

-Mas nunca vi isso antes. -O qu�?

Voc� me contou sobre a garota.

Como voc�

a esfaqueou em uma terr�vel. discuss�o

N�o � verdade!

Estava desesperado para sair do pa�s

-e queria dinheiro. -Nunca disse isso!

Eu recusei e implorei para se entregar, Stephen.

Tio, por que est� dizendo isso?

-Nada disto � verdade! -Sabe que �, Stephen!

N�o, fui v�-lo sobre a carta!

Toda sua vida teve medo de ser como seu pai.

N�o queria que fosse verdade.

Rezei, mas agora nossos piores receios se confirmaram,

porque voc� � filho do seu pai!

-Parker! -Sim, senhor.

-Prenda este homem. -N�o.

Venha, filho! Venha agora!

Sr Whicher, disse que iriam acreditar em mim.

Menti para voc�, Inspetor,

e por isto lamento profundamente.

Se houver conseq��ncias, ent�o � o que mere�o.

Pode muito bem haver.

Saia.

Boa noite, senhor.

Sinto muito, Jack.

Parece que a Srta Spencer estava certa sobre Stephen afinal.

E a carta?

S� prova que Joshua

pediu a Machin para contactar Stephen.

Mas ele obviamente tinha algo importante para lhe dizer.

Quando perguntei a Joshua o que era,

ele veio com uma cita��o da B�blia.

Mesmo assim transformei suas montanhas em terras baldias

E deixei sua heran�a para os chacais do deserto.

Isto � de Malaquias.

Lembre-me desta hist�ria.

Eram dois irm�os que se odiavam.

Jacob roubou seu irm�o Esa� de sua heran�a.

A fazenda da fam�lia.

Joshua quis dizer a Stephen que seu pai

foi roubado de sua heran�a?

Roubado? Como?

Thomas matou seu pai e fez que William levasse a culpa?

Isto n�o pode ser verdade.

Acredito que Joshua pensa que �.

� o que queria dizer a Stephen,

e Mary foi assassinada para impedi-lo de fazer isto.

-Thomas n�o � um assassino. -Como voc� sabe?

Nem estava l� quando seu pai foi assassinado.

Ele mandara voc� embora. Por qu�?

Eu lhe disse. Para terminar meus estudos.

Seu pai morreu h� 16 anos,

no mesmo ano em que Mary nasceu.

N�o foi mandada embora para acabar sua educa��o, foi?

Foi mandada embora para ter uma crian�a.

E esta crian�a foi Mary.

N�o era sua tia. Era sua m�e, n�o era?

N�o era, Srta Spencer?

Seu pai n�o morreu numa briga sobre uma fonte.

Morreu em uma discuss�o com o homem que seduziu sua filha.

Thomas Gann.

Voc� me pediu para achar a verdade.

� tudo o que estou fazendo.

Como eu poderia querer saber disto?

Com licen�a.

Thomas sabia que Mary era sua filha?

Ele ainda n�o sabe.

Siga em frente.

Ande!

Clarence, lembra de ver aquele jovem

na noite em que Mary Drew foi morta?

N�o.

Lembra ter visto algu�m naquela noite, antes ou depois?

Pense com cuidado.

O de sempre.

O lixeiro,

alguns b�bados,

o bom reverendo, uma prostituta.

-O bom reverendo? Quem? -Seu nome � Marlow.

Mant�m aquele abrigo para putas em All Saints.

Est� sempre na rua de noite � procura de clientes.

-Bom dia, reverendo. -Bom dia, reverendo.

Outro belo dia.

Sr Whicher. O que o traz aqui?

S� admirando sua dilig�ncia.

Cuidando de seu rebanho, dia e noite.

Por que n�o falamos l� dentro?

Disse que estava em casa na noite

-em que Mary foi assassinada? -Correto.

Uma testemunha diz que viu voc� nas ruas.

Receio que sua testemunha est� equivocada.

Est� certo que soube que Mary ia sair e a seguiu?

-Por que faria isso? -Diga-me voc�.

Ou podemos perguntar � sua congrega��o?

Talvez possam saber por que um homem

na sua posi��o seguiria jovens pelas ruas?

Claro, como pessoas respeit�veis,

conhecendo e admirando voc� como eles fazem,

e, pelo que sei, contribuindo generosamente para a sua miss�o,

poderiam dizer que s�

est� � procura de jovens necessitadas de ajuda.

Mas estariam certos?

Est� fazendo insinua��es maldosas.

Porque olho para voc� e vejo um homem

lutando com sua consci�ncia.

Sobre coisas que seus desejos carnais

levaram voc� a fazer.

E sobre a morte de Mary Drew.

Eu n�o a machuquei.

Tudo que fiz foi dizer a outra pessoa

para onde ela estava indo.

Quem?

Quem?

Chamam ele de Capit�o.

D�-me um nome!

Henry Creed.

Ele se interessa por quem entra e sai aqui.

E lhe d� esta informa��o, n�o d�?

� um homem muito convincente.

Ele me pediu para

vigiar Mary Drew e avis�-lo imediatamente

se ela tentasse contactar algu�m.

Quem � voc�?

Procuro Henry Creed. Gostaria de falar com ele.

O que quer com ele? Tudo dele me pertence.

-Voc� pegou? -N�o peguei nada.

Tudo que quero fazer � falar com ele.

Sabe onde posso encontr�-lo?

Voc� n�o sabe?

Disseram que ele morreu durante a noite.

Os buscadores de cad�veres levaram ele.

Meus pes�mes.

Creed.

Creed.

Aqui estamos,

n�mero um.

-Qual a causa da morte? -Vou ver.

Febre do inverno.

Quem autorizou trazer o corpo aqui?

-O Dr Casement. -Casement?

Tem certeza?

Ele autorizou trazer mais corpos para disseca��o?

Sim, no dia 9.

Um Samuel Deacon. Suic�dio.

Do Sanat�rio Hopewood House.

Ainda tem o corpo?

Devemos ter. N�mero oito.

O frio do inverno � bom para os mortos.

Conservam-se muito bem.

No auge do ver�o... Bem, pode imaginar.

Est� com sorte.

Obrigado.

Boa tarde, senhor.

O que ele faz aqui?

O Sr Whicher tem mais perguntas.

-Entendo. -Por que o corpo de Oliver Machin

est� com a garganta cortada

em uma Escola de Medicina sob um nome falso,

e uma falsa causa de morte, certificada por voc�,

-Ele � desacreditado. -aguardando disseca��o,

junto com um homem chamado Creed,

trazido cedo esta manh�,

morto supostamente de febre do inverno.

Uma morte tamb�m certificada por voc�.

Ele � demente, Inspetor.

-Quem os matou, doutor? -Recuso-me a discutir isso.

Ou mandou matar? Thomas Gann?

N�o tem o direito de me fazer perguntas.

-Nem � um policial. -O Inspetor Lock �.

Ele tamb�m quer as mesmas respostas!

-Segurem este homem. -N�o seja rid�culo.

-Tirem as m�os! -Segurem ele.

� perigosamente perturbado.

Solte! George? George, ajude-me!

Desculpe-me, Jack, n�o posso fazer isso.

George?! Solte-me! George? Solte-me!

N�o tem o direito de fazer isso. N�o tem o direito!

-Solte! -N�o!

N�o! Ajude-me!

Deixem ele em paz!

O que est�o fazendo com ele? Deixem ele em paz!

V�o trancar voc�! V�o trancar voc�!

A porta!

Entre agora, rapaz! Vamos, quase l�, entre, v�.

Entre! V�! V�! Entre!

Ele nunca ser� vencido.

Quem?

Voc� o conhece? Lock?

Separadamente, nunca foram boas pessoas.

Thomas e Lock?

O que quer dizer, Joshua?

Thomas fez uma coisa terr�vel. Ele precisava de ajuda.

Lock ajudou Thomas a encobrir o assassinato?

Quem mais ele procuraria, al�m de seu amigo policial?

Lock foi policial em Oakwell?

Idiota!

Ajudou a plantar a prova contra William?

Por um pre�o.

Um pre�o que Thomas vem pagando desde ent�o.

Um filho honesto foi enforcado.

Um desonesto se livrou de assassinato.

E eu fiquei calado.

Era a Stephen que eu queria contar

antes de morrer.

Onde est� ele?

Stephen est� em apuros. Precisa da nossa ajuda.

Precisa me tirar desta coisa.

-N�o posso... -Quer ajudar Stephen?

Por favor, Joshua, desamarre estas correias.

Por favor, preciso sair daqui.

Muito bem, Joshua.

� isso. � isso, Joshua.

Joshua? Joshua?

-Ol�, Robert. -Voc� est� bem?

-Sim. -E voc�?

Sim, Robert, estou bem.

Robert, Robert, pode abrir esta porta?

N�o posso. Ficarei encrencado.

Por favor, Robert, fa�a o que ele pede.

-Tem certeza? -Sim, Robert, bastante.

Est� bem.

Pode me mostrar jeito para fora daqui

sem que o Dr Casement possa me ver?

Est� bem.

Eu voltarei.

-� este? -Sim.

Bom rapaz, Robert. Agora volte e cuide de Joshua.

-Adeus, Sr Whicher. -Adeus, Robert.

Tranque este port�o.

-E Creed? -Cuidei dele.

Ele estragou tudo.

At� pode matar Stephen. Aceite meu conselho e fuja.

Este neg�cio � minha vida.

-N�o por muito mais tempo. -Onde eu iria?

Por mim, ao inferno. Ficar ou fugir, depende de voc�,

mas para mim chega.

J� fiz muito para voc� por anos, Thomas. Abra o cofre.

-� tudo o que tem? -Sim, sem ir ao banco.

N�o h� tempo para isso. Embarco esta noite.

Est� mesmo louco, Jack!

S� tinha que ficar fora do meu caminho algumas horas.

Agora n�o me deixa escolha.

Atire nele.

Fa�a o que ele diz que se quiser, Thomas.

Mas j� h� provas suficientes para condenar voc�.

Posso sair do pa�s.

Mas n�o pode deixar a sua consci�ncia para tr�s.

J� tirou de voc� qualquer vida que valesse a pena viver.

O que sabe da minha consci�ncia?

Creio que todos os dias, desde que mentiu

para que seu irm�o fosse enforcado,

t�m sido de pesar e de mortifica��o.

O que est� esperando? Vamos! Atire nele!

Se soubesse toda a verdade. abaixaria esta arma

-e se entregaria agora. -Toda a verdade?

Sobre Susan.

Susan?

Mandaram ela longe porque seu pai

descobriu que estava gr�vida.

Sua filha. Mary.

� respons�vel pela morte de sua pr�pria filha.

S� aperte o gatilho.

Ele est� tentando enganar voc�, Thomas.

Nunca sequer viu a mo�a. Ela s� ficou no caminho.

Ela n�o era nada para voc�.

N�o me diga que n�o era nada para mim!

D�-me a arma.

Maldi��o.

Ordem!

Agora creio que a Srta Spencer disse

que havia um pomar por aqui.

Vamos tentar encontr�-lo, Robert?

Sim. Voc� est� bem, vov�?

Devemos virar � esquerda aqui, n�o acha?

A Srta Spencer disse que era um belo passeio.

Estou feliz por t�-los aqui.

Espero que visitem de novo.

Talvez Stephen e o beb� considerem morar aqui.

-O beb� est� progredindo? -Sim.

Bom, bom.

E voc� tamb�m � bem-vindo para visitar, Sr Whicher.

Est� bem.

-Obrigado. -Se seu trabalho permitir.

Bem, n�o estou certo se pegarei outros casos.

Eu acho que vai.

Melhor ir embora.

Acompanho voc�.

-Adeus. -Adeus.

Obrigada.

Sr Whicher.

LEGENDA TRX JUNHO DE 2013

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