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GAUMONT Desde que o cinema existe
Apresenta:
A mais antiga vers�o em ingl�s conhecida deste filme,
foi restaurada usando elementos de nitrato de 35mm pela
BFI e Pinewood Studios com a colabora��o da Gaumont.
A Ilha da Bagun�a (O Para�so dos Malandros) - 1951 -
Legendas em Portugu�s-Br: Walter Santos
Quem nunca sonhou em conhecer o para�so na terra?
Ou velejar para uma ilha deserta?
Esta � a hist�ria desse sonho que se realizou.
A hist�ria que come�a em Londres na hora do ch�.
O que n�o � surpresa, pois sempre � hora do ch� em Londres.
Neste dia, na casa do honor�vel Sr. Bramwell...
Seu ch�, Sr. Bramwell.
Os herdeiros Americanos est�o esperando l� fora.
Os herdeiros Americanos?
N�o podemos deix�-los esperando, n�o �, cavalheiros?
N�o fique a� parada. Mande-os entrar imediatamente.
Voc�s podem entrar.
Sr. Laurel, eu presumo.
N�o, n�o, sou o Sr. Oliver Hardy. Assessor financeiro do Sr. Laurel.
-Mas onde est� o Sr. Laurel? -Aqui mesmo. O Sr. Laurel �...
Ah, Sr. Laurel. Foi dif�cil encontr�-lo.
E agora, cavalheiros,
deixe-me apresentar os 2 advogados que trataram dos
assuntos do seu tio na Fran�a e na It�lia.
Sr. Hardy, Sr. Bonfois. Sr. Laurel, Sr. Paltroni.
Como vai?
Sr. Paltroni, Sr. Hardy. Sr. Bonfois, Sr. Laurel.
Meu nome � Bramwell.
Sr. Hardy!
Bem, cavalheiros, vamos falar de neg�cios?
Oh! Obrigado, Stanley.
De quanto � essa heran�a?
Os Americanos n�o acreditam em formalidades, n�o �?
Mas h� uma coisa sobre n�s:
Sempre colocamos os neg�cios antes do prazer.
Como v�...
Com licen�a.
Muito obrigado.
Podemos continuar?
� melhor ir direto ao assunto.
Seu tio era um exc�ntrico.
Ele n�o acreditava em bancos.
Ele guardava o diheiro em casa.
-E aqui est�. -O que � isso?
� dinheiro... eu acho.
De fato, � dinheiro. E uma alta soma.
-Liras italianas. -Francos franceses.
E Libras inglesas.
Stanley...
Sr. Laurel, antes de entregar o dinheiro a voc�s,
h�, � claro, algumas taxas administrativas.
-Isso inclui encargos legais... -Defla��o, amortiza��o...
Flutua��o e taxa cambial, al�m de outras taxas.
Cavalheiros.
Eis o seu recibo, Sr. Laurel.
Bem, cavalheiros...
Caro Sr. Hardy, h� outra pequena quest�o.
-O que mais agora? -Os impostos.
Pra economizar tempo, j� calculamos tudo.
Incluindo, naturalmente, a nossa taxa de servi�os.
Essas dedu��es representam impostos de renda, territorial,
heran�a, d�vidas,
imposto de morte e imposto de vida.
E mais alguns impostos. Cavalheiros!
Queria que meu tio tivesse me deixado os impostos.
Isso � tudo que vamos receber?
N�o esque�am da ilha!
Uma ilha?
-E um lindo iate. -Um iate?
Sim. O iate bem aqui em Marselha, na Fran�a.
E a ilha � aqui, nos Mares do Sul.
-Puxa, parece maravilhoso, Ollie! -Parece muito bom. Mas...
Quais s�o os impostos sobre isso?
Nenhum. A ilha � livre de impostos!
-Aqui est� seu dinheiro. -Os documentos do barco.
E esta � a escritura da ilha.
Bem, isso resolve o nosso... Digo, resolve a heran�a.
Cavalheiros, tenham um bom dia.
Venha, Stanley.
Por que n�o toma cuidado?
Olhem! Este � o seu barco, cavalheiros.
-Aqui est�o os documentos. -Obrigado.
N�s vamos precisar de uma tripula��o.
Tripula��o? Ora, pra qu�?
Eu navego este barco!
-Bem, ent�o vamos. -Com licen�a. Taxa da doca.
-Quanto? -19 mil.
Aqui est�.
Obrigado, senhor.
-E boa viagem. -Obrigado.
-Bom dia. -Bom amanh�!
Obrigado.
Ainda bem que n�o pagamos impostos. Ficar�amos sem nada.
Obrigado por me lembrar. Eu tinha esquecido. Obrigado.
Senhor...
Obrigado. Muit�ssimo obrigado, senhor.
Por que tinha que abrir a sua boca?
Eu n�o sabia que ele ia...
Vamos dar uma olhada no barco.
Temos bastante gasolina!
N�o mexa nisso!
Largue isso!
Olhe, tem um t�nel. Olhe!
Viu? Vamos descer.
Por que n�o olha por onde anda?
Bem, eu n�o pude evitar.
N�o importa. Vamos ver o que tem aqui.
N�o sabia que eles viviam aqui embaixo.
Vamos, mexa-se!
-O que disse? -N�o vou me preocupar repetindo.
Vamos!
-O que aconteceu? -Cuide da sua vida!
Olhe!
O que � isto?
� um bote de emerg�ncia pra encher de gente.
-N�o pode encher isto com gente! -Voc� n�o entendeu...
A� dentro, tem um compressor.
Quando voc� solta a v�lvula, cabem at� 4 pessoas.
Bem, e quanto a mim?
N�o precisa insultar.
N�o estou sempre cuidando de voc�?
Sempre penso primeiro em voc�.
N�o queria ferir seus sentimentos, Ollie.
Ollie.
Ollie.
Pare com isso e traga as coisas para o barco!
"E quanto a mim"!
E quanto a mim?!
N�o perca tempo. Jogue pra mim e eu guardo a�.
Olhe aquilo!
-O que est� havendo a�? -Tem um homem na jaula.
-Aposto que � Antoine de novo. -Ele deve ser louco.
-Sou um macaco, j� disse! -Ele � um homem sem p�tria.
-Um o qu�? -Algu�m que n�o tem nacionalidade.
Ele n�o � m� pessoa, mas nenhum pa�s o quer.
Faz qualquer coisa pra voltar � terra.
Vamos, Antoine.
� contra a lei entrar no pa�s sem um passaporte?
Me prenda, me puna, me d� uma li��o, me deixe na cadeia.
Mas lembre que pra me p�r na cadeia, tenho que entrar no pa�s.
H� quanto tempo ele est� no seu navio, capit�o?
Meses.
Ele tentou desembarcar em Tetrokovac, Nagasaki,
Caracas, Sydney,
Brooklyn.
Brooklyn, Salonika. Sempre que paramos.
-Tudo que pe�o � um pa�s. -Bem, arranje um passaporte!
Oh, � f�cil falar...
Como posso ter um passaporte se n�o tenho pa�s?
E como posso entrar no pa�s se n�o tenho pasaporte?
Desculpe, eu n�o fiz as regras.
N�o pode entrar no pa�s sem passaporte. � a lei!
Que bela lei!
Voc�s aceitam macacos sem passaporte e n�o seres humanos!
Leve-o de volta a bordo.
Vamos!
-Comida enlatada, uma caixa. -Comida enlatada, uma caixa.
-Seis t�buas compensadas. -Seis t�buas compensadas.
-Seis folhas de compensado. -Seis folhas de compensado.
-A��car, um saco. -A��car, um saco.
-Oh... tudo bem. -A��car, um saco.
Quer parar de brincar de esconde-esconde com a gente?
-Vamos. Saia daqui! -Voc�s s� me atrapalham.
Veja, talvez voc� seja boa pessoa.
Por que n�o trabalha na It�lia?
-Mas sou um imigrante! -Isso, imigre para a It�lia.
Est� brincando? Como vou migrar para um lugar que eu j� deixei?
Uma coisa � certa: N�o vai deixar Marselha sem pagar sua passagem.
� um mundo engra�ado, hein?
Como assim?
Estamos aqui, impedindo um homem de fugir e outro homem de ficar.
Seria t�o f�cil se trocassem um com o outro.
Pegou emprestado sem me perguntar.
N�o me importaria de perd�-lo se o truque acabasse funcionando.
� duro, hein, Antoine?
Vou achar outra sa�da. N�o se preocupe.
N�o me fale sobre isso, hein?
Bom dia, rapazes.
O que voc� disse?
Eu n�o abri a boca.
Bom dia, rapazes.
-V�o sair de f�rias? -Vamos para os Mares do Sul.
� uma longa viagem e um longo caminho de volta.
Sim, mas n�o vamos voltar.
N�s temos uma ilha l�.
N�o temos, Ollie?
-Como se liga o motor? -Com um mec�nico, claro.
N�o podemos pagar. N�o temos dinheiro.
N�s t�nhamos, mas foi tudo em impostos.
Bem, n�o se preocupem.
Vou mandar um mec�nico pra voc�. N�o custar� um centavo.
Bem, tudo arranjado.
O qu�? Minha execu��o?
H� dois homens aqui perto.
Possuem uma ilha nos Mares do Sul. Voc� est� convidado.
E n�o precisar� de passaporte pra desembarcar.
Obrigado. Obrigado.
-Tchau! -Boa sorte, Antoine!
-Bom dia, Stanley. -Bom dia, Ollie.
-Onde estamos? -Estamos aqui. Viu? Certo...
N�o dev�amos estar. Temos de mudar o curso.
Mantenha o curso. Pode comer mais tarde.
-Mas estou com fome. -Eu tamb�m! Ego�sta!
-Seu chap�u. -Oh, obrigado.
Esqueceu as boas maneiras de sentar � mesa...
Stanley, isso � maravilhoso. O mar, o c�u, o sol...
Voc� e eu sozinhos no mar.
Como assim, sozinhos? Ele est� conosco.
Oh, claro, Antoine. Ele � um bom amigo nosso.
Sim, senhor.
E vamos dividir tudo.
Obrigado.
Obrigado.
Stanley, abra a escotilha pra respirarmos o ar marinho.
Sabe de uma coisa?
Voc� precisa de �culos. J� est� aberta.
Quando chegarmos � ilha, ser� melhor ir a um "otimista".
Rolinhos quentes na manteiga.
E como prato principal,
Antoine mostra a sua especialidade:
"Le c�te de veau".
"Garni".
O som � bom.
Vou adorar isso, Eu sei. Adoro o "Le c�te de...
Ei, Antoine.
Suponho que no "garni" voc� p�s um pouco de alho.
Oh, foi s� uma pitada.
Um homem que rouba a comida de um amigo,
� a pior coisa do mundo.
Oh, eu n�o sei.
Eu espero, Stanley, que voc� aproveite bem.
Como posso aproveitar se voc� roubou?
Como assim? Eu roubei? Voc� roubou!
Pat�tico!
Quero que saibam como estou feliz por ser amigo de voc�s.
Gostaria de fazer um brinde.
Um brinde � amizade!
-� amizade! -� amizade!
Sa�de!
Vamos beber outro, hein?
� amizade!
-� amizade! -� amizade!
� sua sa�de!
-Amizade... -Amizade. Isso � bom, n�o?
N�o! Definitivamente n�o!
Est� quase pronto. Sentem-se, meus amigos.
Antoine ir� lhes servir a sua obra-prima.
-O que foi agora? -Voc� sabe o que foi.
Quero a minha comida! Temperada com alho!
Voc� tem muita coragem.
Quer o meu peda�o depois de comer o seu!
-Desculpe. -� melhor mesmo!
S� um minuto!
Onde est� a minha batata?
Agora escute:
Se acha que comi sua carne, sua batata e bebi seu vinho,
me pese.
Bem, se n�o foi voc�, quem foi?
Voc� n�o nos assusta com isso.
Como capit�o do barco, vou deixar Stanley prend�-lo!
O que � tudo isso?
Voc� roubou minha batata!
Sim! E minha carne e meu vinho!
Ali�s,
quem est� dirigindo o barco?
Ah, esqueci de dizer.
Eu amarrei o leme no rumo.
Pelo menos uma vez voc� usou a cabe�a.
Obrigado, Ollie.
Vou tentar fazer isso com mais frequ�ncia.
-O que foi isso? -O motor parou.
Conserte. Voc� � o mec�nico.
Pra dizer a verdade, n�o sou mec�nico.
O capit�o inventou isso pra se livrar de mim.
Como sempre, tenho que fazer tudo sozinho.
Suba no conv�s e espere.
Esperar aonde?
Espere no conv�s!
Resolveremos essa quest�o mais tarde!
O que voc� acha que foi?
N�o adianta adivinhar.
Vamos ter que desmontar tudo e descobrir.
Em outras palavras, usar a cabe�a.
Pra qu�?
Bem, pode usar a sua como bola de boliche.
-Quer dizer aquela com buracos? -Exatamente!
Agora me d� uma m�o.
Que isso lhe sirva de li��o.
Aqui.
Aqui.
Largue isso!
Ollie.
O qu�?
O tanque de gasolina est� vazio.
Por que n�o me disse isso antes?
Me d� as pe�as. Vou montar tudo de novo.
Agora, vamos ter de velejar.
Quando eu der o sinal, voc� puxa.
O que est� fazendo? Eu podia ter quebrado o bra�o!
Quem � voc� e o que faz aqui?
Voc� n�o tem direitos aqui.
Eu tenho meus direitos! Estou aqui como clandestino!
-N�o falaram sobre clandestinos. -N�o mesmo.
Olhe, pessoal,
eu poderia ter entrado em qualquer barco.
Mas escolhi este.
At� voc� me achar e estragar tudo.
Tivemos de levantar a vela porque o motor quebrou!
-Por que n�o consertam o motor? -Tentamos, mas caiu tudo no mar.
Caiu no mar?
Que azar! Ser clandestino num barco de dois principiantes
que deixam o motor cair no mar! Cair no mar!
Acho que n�s ofendemos ele.
-O que est� havendo aqui? -Temos um clandestino a bordo.
Este � Antoine, o cozinheiro.
Giovanni Copini.
-Muito prazer. -E este � o Stanley.
Como vai?
Como vai?
Por que n�o toma cuidado?
Vamos. N�o quero perder o dia s� falando.
Pegue aquela corda! Levante a vela! V� em frente!
Voc�, gord�o, puxe pelo outro lado!
Puxe! Precisa de for�a pra velejar!
V� para o outro lado! Todos juntos agora!
Puxe essa corda!
-Bem na hora do almo�o. -Esque�a o almo�o.
O que houve com as minhas cal�as?
Coloquei ali pra secar. N�o pode desaparecer assim.
Ei, o barco est� se movendo!
Voc�s...
-Muito bom, n�o �, Stanley? -Claro que �.
� como cabular aula.
Estamos todos cabulando aula. Mais ou menos isso.
Giovanni, o que voc� cabula?
O mundo, todos sempre me dizem o que e como fazer.
Um dia, um homem rico da minha aldeia
me contratou pra construir um muro.
Fiquei semanas procurando tijolos com a forma correta
e do tipo de cor que ele queria.
Eu os encaixei no lugar, um por um.
Como se fossem joias.
Quando o muro terminou,
estava brilhando ao sol como uma verdadeira obra de arte.
Porque era eu, Giovanni,
o melhor pedreiro que o dinheiro podia comprar.
Ent�o, o homem veio dar uma olhada.
E ele me mandou derrubar o muro.
De repente ele mudou de id�ia, queria uma cerca de madeira.
Foi quando eu decidi cabular o mundo.
N�o culpamos voc�.
-E voc�s, o que est�o cabulando? -Impostos!
Sim. N�s n�o gostamos de impostos.
Ei, Antoine. E voc�? Onde � sua casa?
Minha casa?
Eu n�o sei.
O mundo todo pode ser o pa�s de um homem.
Mas pra mim,
parece que algu�m trancou todas as portas.
J� posso ver a nossa ilha:
Palmeiras, flores,
o sol quente e uma chuva suave.
� uma tempestade! N�o acha melhor prepararmos o barco?
Sim, vai chover logo.
-Nunca vi uma assim antes. -Nem eu!
-� melhor abaixar a vela. -Vou pegar o colete salva-vidas.
Vamos abaixar a vela!
Socorro!
Socorro! Socorro!
Soc...
Ah, olhe aquilo!
-Uma ilha! -Estamos numa ilha!
Stanley, n�s estamos...
Estamos numa ilha! D� uma olhada!
D� uma olhada!
N�o estou em condi��es de olhar.
Ah!
Ei, olhe. Olhe.
Rapaz!
� um atol! � isso! Um atol!
Vamos!
-Cuide-se, irm�o. V� com calma. -Sim. Sim.
Est� tudo bem! Est� tudo bem!
Vamos pescar agora, hein?
-Me alcance uma cesta. -� pra j�.
R�pido! Algo de madeira pra fazer uma fogueira.
N�o esque�a de colocar um pouco de alho.
Sem alho, n�o se cozinha direito.
-Bem, n�o parece t�o ruim. -Ainda est� em bom estado.
Antoine, a que horas vai servir o jantar?
Se quer comer, melhor acender uma fogueira.
E voc�, meu rapaz, limpe o peixe.
Voc� pega o papel e eu pego a madeira.
-Ollie! -Sim?
-Segure isto pra mim, Ok? -Ok.
Sabem, h� muito espa�o pra construir casas aqui.
Sim, e n�o h� nada aqui por perto.
Almirante, o que se faz numa ilha deserta?
Aqui est� um homem que naufragou e fez tudo certo. Ou�am.
"Robinson Cruso� nasceu na cidade de York."
"Seu pai queria que ele fosse advogado,
mas o jovem Cruso� queria navegar pelos mares."
Nossos modernos Cruso�s se adaptaram � nova vida.
Usando t�cnicas agr�colas modernas, dominaram a terra selvagem.
E a M�e Natureza forneceu muita �gua fresca.
O homem se p�s a trabalhar assim como a natureza.
Rapidamente a rocha queimada virou um para�so encantador.
Semanas, meses, anos se passaram.
Tudo agora est� muito melhor.
Os n�ufragos, ent�o, conseguiram descansar
depois de tanto trabalho duro.
CUIDADO, ANIMAL FEROZ
Oscar.
Oscar!
Para os animais e para os homens,
esta ilha se tornou um para�so.
Sim, mas um Jardim do �den sem Eva e Ad�o � um t�dio.
Mas... o que � isso?
Aonde essas pedras nos levam?
Para Papeete, a capital do Tahiti.
E quem encontramos? Eva!
Desculpem... Ch�rie Lamour.
Como podem ver, ela tem muito c�rebro
e cultura.
A mais glamourosa garota do Tahiti,
que nasceu em Paris, � claro.
Hoje � o seu grande dia.
Primeiro, ela faz um teste no Cacatua,
a melhor boate da cidade.
E tamb�m ter� que ir ao Tribunal para um compromisso importante.
Casar-se com o tenente Jack Frazer.
Que horas s�o?
Toque a can��o!
Obrigada.
-Pode ficar e beber alguma coisa? -N�o, n�o, j� estou atrasada.
Obrigada. Adeus. Obrigada. Adeus.
Ah, Srta. Lamour, por aqui, por favor.
Oh, querido, estou t�o feliz!
N�o parece. Est� atrasada 45 minutos!
N�o vai resmungar por causa de 45 minutos, vai?
Merit�ssimo, sinto t�-lo deixado esperando.
-Bem, eu... -Ah, Ch�rie.
Merit�ssimo, olhe pra isso. N�o s�o ador�veis?
-Mas voc� � extravagante, querido. -Srta. Lamour e voc�, senhor...
O casamento � algo muito importante,
e antes de prosseguir eu gostaria...
-Consegui o contrato. -Que contrato?
Quando nos casarmos teremos tudo em comum.
N�o � disso que estou falando.
Meu contrato com o Cacatua! Minha estr�ia � amanh�.
Pode assistir antes de partir.
Srta. Lamour, por favor, voc� poderia...
Oh, estou ouvindo, Merit�ssimo.
Srta. Lamour, tenente, casamento � algo importante.
S� um minuto.
Desculpe interromp�-lo, Merit�ssimo,
-mas preciso falar com minha noiva. -N�o � comum isso, mas se...
Pretende continuar a carreira depois do casamento?
Mas � claro, meu querido.
Voc� nunca sugeriu que eu desistisse.
Nunca disse isso
porque tinha certeza de que depois do casamento
iria se devotar a mim.
Nada me agradaria mais se voc� estivesse aqui o tempo todo.
Mas voc� passa 10 meses por ano navegando pelos mares.
O que quer que eu fa�a?
Nade atr�s do navio?
Veja bem, querida.
N�o vou tolerar que
enquanto estou no mar, voc� passe as noites cantando
pra qualquer um.
Ah!
Cantando pra qualquer um?
O que pensa que eu sou? Sou uma atriz, n�o uma vagabunda.
Sabe como as pessoas me chamam?
A Mulher Caruso. � um fato, merit�ssimo.
A Mulher Caruso.
-Acalme-se, Srta. Lamour. -Estou calma, Merit�ssimo!
Mas n�o vou me submeter a esse tipo de chantagem!
Neste caso, n�o vou ficar aqui.
Pense nisso. Mas pense r�pido.
Por favor, senhor...
Deixe-o ir, Merit�ssimo. N�o vou atr�s dele. Ouviu?
Srta. Lamour...
Pense nisso e me d� a resposta amanh� � noite no Cacatua.
Se estiver na plat�ia saberei qual � a sua resposta. Jack?
Querido...
Ele vai voltar, n�o vai?
Diga a ele que se n�o aparecer amanh� � noite,
nunca mais me ver�.
N�o sei o que vou fazer,
mas farei com que ele nunca mais me encontre.
Ok, vou dar o recado, mas voc� o conhece melhor que eu.
Mas ele vai aparecer, tenho certeza.
RESERVADO PARA O TENENTE FRAZER
Magn�fico, e pensar que aquele idiota n�o apareceu.
Ele n�o apareceu! Ele n�o apareceu!
Ele arruinou tudo!
-Onde ele est�? -Partiu esta manh�.
Nem quis ouvir, disse que n�o mudaria de ideia.
Eu tamb�m n�o mudo.
Disse a ele que poderia me perder pra sempre?
Disse.
Outra vez! Outra vez!
-Pediram mais uma, r�pido! -Sim, j� vou.
Mas Jack voltar� em 2 semanas. Voc� ir� v�-lo novamente.
-E da�? N�o estarei aqui. -O qu�?
-Quando seu navio parte, capit�o? -Sexta-feira. Por qu�?
Serei sua passageira.
Mas n�o tenho banheira de luxo, entende?
N�o faz diferen�a. Eu s� quero partir!
Ei! Tem tamb�m a minha esposa!
Ah, come�ou a temporada de ca�a?
Levante-se! Saia dessa cama!
Seu marido deveria ter me avisado que voc� vinha nesta viagem.
N�o teria entrado neste navio de escravos.
Nunca acreditei na hist�ria da amiga americana voltando pra casa.
Pressenti a forma de como iria pagar pela passagem.
Levante-se!
-E fa�a suas malas. -Vai me jogar no mar?
N�o.
N�s vamos passar por uma ilha.
Uma ilha...
-desconhecida. -H� pessoas nessa ilha?
Vai descobrir assim que chegar l�.
Onde quer que esteja, estar� sempre cercada por homens.
N�o, n�o � justo jogar a pobre garota numa ilha deserta.
Deve ter um marido certo pra ela.
Onde h� maridos, h� pessoas.
-J� serve. -Mexa-se.
Continuo dizendo que ela s� veio pra deixar o Frazer com ci�mes.
Ele vai enlouquecer se souber que a deixei numa ilha.
N�o precisa contar pra ele.
Por outro lado...
Diga-lhe que posso ser t�o teimosa quanto ele.
-Eu remo pra voc�. -N�o, n�o vai.
Vai ficar bem aqui.
Ela sabe como remar. Se n�o souber,
vai ter que nadar.
-At� mais, queridinho. -Ah, n�o!
Fico feliz que tenham aparecido.
Onde voc�s estavam, afinal?
Eu estava na praia enquanto pesc�vamos o jantar. Est� vendo?
Eu estava trabalhando na horta.
Voc�s viram ou ouviram algo?
-S� as ondas. -Por qu�?
Vou dizer o porqu�.
Eu estava na lagoa,
e ouvi os motores de um barco grande.
E depois, um apito.
Quando subi para olhar,
-n�o havia nada l�. -� porque ele se foi
O que se foi?
O barco.
Quer dizer que viu um barco e n�o nos disse?
Bem, eu vi e acenei pra ele,
mas n�o acenaram de volta.
Preciso de uma bebida pra n�o perder a paci�ncia.
Stan est� ficando cada vez mais est�pido.
Sim, nenhuma pessoa pode ser t�o burra.
Me perdoe.
O que deu em voc�?
Acho que vi uma coisa.
Do que est� falando?
Tem uma garota na cozinha.
Voc� est� absolutamente certo.
Ali est� ela!
Ol�.
Bem...
Ol�, amigos.
-Como voc� chegou aqui? -Bem,
acho que poderia dizer
-que fui deixada por uma bruxa. -Como aquelas das vassouras?
Ah, n�o.
Esta usou uma espingarda.
Sinto pela invas�o, mas acho que ter�o de me hospedar.
Ser� um prazer.
Sabia que devia fazer uma casa de h�spedes!
-N�o tem lugar pra mim? -N�o se preocupe com isso.
Giovanni e Antoine podem morar comigo e com Stanley.
-E voc� pode ficar aqui mesmo. -Voc� � muito gentil.
Venha, minha princesa, vou lhe mostrar o lugar.
Acho que vou gostar deste lugar.
� �timo. Voc� n�o precisa fazer a barba nem nada.
Deixei toda minha bagagem na praia.
Cavalheiros, peguem a bagagem da mo�a e levem para o "chateau".
Obrigada.
O que � aquilo l� em cima?
Minha cara, s�o os vest�gios do nosso naufr�gio.
Nunca esquecerei o dia em que achei esta ilha.
Foi uma noite terr�vel. Escura como breu.
T�o escura que n�o se podia ver a m�o atr�s das costas.
Exatamente, Stanley.
Ent�o, eu vi aquela enseada.
Pus a corda nos dentes,
me amarrei ao leme at� chegar naquele pin�culo.
E l� est� desde ent�o.
Deve ter sido dif�cil subir t�o alto.
Ele leu no livro.
Venha, minha cara. Livro...
Um, dois, tr�s... Tudo a�. Obrigada.
Stanley, esqueceu que temos companhia?
Cavalheiros, fiquem � vontade.
Cavalheiros...
Stanley...
Sim?
Este � o meu lado.
Bem, n�o h� espa�o ao meu lado.
Bem, o melhor a fazer � nos revezarmos.
Enquanto um se senta, o outro dorme.
Depois n�s trocamos.
Isso � o que chamo de esperteza.
Obrigado, Ollie.
� uma boa ideia.
Eu durmo e quando voc� acordar eu durmo de novo.
N�o est� esquecendo de nada?
Hein?
N�o est� esquecendo de nada?
Ah! Boa noite, Ollie.
-Desculpe, Ollie. -Levante e apague a vela!
-Mas voc� n�o disse que... -V�, ego�sta.
Ollie.
Ollie.
Ollie.
Ainda est� acordado?
N�o!
Perdoe-me.
-O que � essa coisa? -Cuidado!
Abra a janela e vamos expuls�-lo.
Esta manh� vou preparar um magn�fico omelete de ovos
de gaivota com ervas finas.
Omelete. Bah!
Hoje vou planejar uma espl�ndida vila com um grande banho romano.
-O que vai fazer, Ollie? -Vou ser sincero com voc�s.
Ch�rie � uma boa mo�a, n�o?
-Encantadora. -Charmosa!
-Bonita, tamb�m. -E somos todos amigos, n�o somos?
-Claro. -Naturalmente.
Faremos um pacto de nunca deixar uma mulher se interpor entre n�s.
Concordam?
-� claro. -Concordo.
Ent�o, vamos nos vestir.
-Ollie, onde est� a lixa? -Lixa?
-Naquele arm�rio. -Obrigado.
Perdoe-me.
Obrigado.
Perdoe-me.
Obrigado.
Perdoe-me.
Muito obrigado.
Perdoe-me.
Obrigado.
Perdoe-me.
Ei!
Olhem!
Ol�.
Qual o problema?
O gato comeu a l�ngua?
Como est�o bonitos esta manh�!
Venham, quero que se sentem.
Vou trazer a comida em dois segundos.
-Olhem! Ela p�s pratos limpos! -At� a toalha de mesa!
E guardanapos limpos!
-Ela at� limpou o ch�o. -Sim.
Isso pertence a algu�m?
-Nunca vi esse cara antes. -Ningu�m conhece.
N�o.
� meu.
� um amigo.
S� algu�m que eu conheci.
Tenho uma pequena surpresa. Espero que gostem.
Mais uma?
O que �?
Um "bouillabaisse".
Diga, seu namorado gostava de "bouillabaisse"?
Ah, ele adorava!
Este � o dep�sito que voc� est� construindo?
Para um dep�sito, ele � bem engra�ado.
Isto n�o � um dep�sito!
� pra voc�.
Pra mim?
Sim, pra voc�. � f�cil engan�-la.
Achou que est�vamos fazendo um refrigerador?
Est�vamos com medo que descobrisse.
Pusemos os enfeites ontem � noite.
Vamos entrar.
� simplesmente ador�vel.
Voc�s s�o amigos maravilhosos. � o primeiro lar que tenho.
Estou t�o feliz que...
N�o se satisfez em ser apenas uma cantora.
Tamb�m quer ser comediante.
O que est� representando agora?
"Branca de Neve e os Sete An�es"?
� o cara da foto que est� sempre com ela.
Certo! Voc� me encontrou! E agora?
N�o a encontrei. Nem tentei procur�-la.
Nosso amigo Dolan disse que a viu numa ilha desconhecida.
Meu trabalho aqui � mapear a ilha.
Meus homens est�o trabalhando agora.
Olhe aqui,
sei que vai parecer loucura,
mas vou lhe dar mais uma chance.
Arrume suas coisas e esteja na praia em 15 minutos.
Pra qu�?
Suponho que queira ser resgatada, n�o � mesmo?
N�o por voc�!
Tenente! Venha logo! Encontramos algo!
Certo, eu j� vou.
� a sua �ltima chance. Voc� vem?
N�o!
Precisamos ficar de olho nesse cara.
Ele pode roubar a nossa ilha.
� ur�nio! A ilha est� cheia de ur�nio.
Ur�nio.
Qual de voc�s desembarcou primeiro na ilha?
Eu cuido disso, pessoal. Por que pergunta?
Vai determinar a que pa�s pertence a ilha.
A ilha � de todos n�s.
Claro, claro, a ilha � de todos.
Voc�s s�o os donos, mas algum pa�s tem que reivindicar soberania.
As leis internacionais dizem que a ilha pertence ao pa�s
daquele que foi o 1� a desembarcar nela.
-Um pa�s pode tomar a nossa ilha? -Isso mesmo.
E se esse pa�s tiver leis de imigra��o?
-Ter� que obedecer essas leis. -E se tiver leis de impostos?
Leis de impostos, de heran�a, de com�rcio...
Sabe o que est�o tentando fazer? Tirar os nossos ger�nios.
� isso mesmo!
Com licen�a por um instante.
Vamos dizer que desembarcamos na ilha ao mesmo tempo.
N�o podemos mentir. Antoine foi o primeiro a chegar.
-Foi uma noite terr�vel e... -Certo, certo.
Aqui estou.
Fui o 1� homem a pisar nesta ilha.
-OK. Qual seu nome? -Antoine.
-Antoine do qu�? -Antoine Chefe de Cozinha.
-Nacionalidade? -N�o tenho.
Ele � chamado de um homem sem pa�s.
Em outras palavras, uma pessoa sem lugar.
Ele est� perdido, n�o pode se encontrar.
-Precisa ter uma nacionalidade. -Fala isso pra mim?
Tentei explicar isso em cada porto que passei,
mas nenhum pa�s me quis.
Todos os pa�ses v�o querer voc� agora.
Vou avisar as autoridades pelo r�dio.
At� logo, cavalheiros.
-At� logo. -At� mais, tenente.
Pode chamar o pessoal da imprensa.
Descobriram uma nova ilha?
-Pode nos dar detalhes? -A quem ela pertence?
N�o t�o r�pido, senhores, n�o t�o r�pido.
A ilha n�o pertence a ningu�m,
-por enquanto. -A ningu�m?
4 n�ufragos se estabeleceram l�, mas o 1� homem que desceu na ilha
� um ap�trida,
um cidad�o sem nacionalidade.
Da� nenhum pa�s pode reivindicar soberania na ilha.
-� uma ilha importante? -Importante?
Tem a maior reserva de ur�nio j� descoberta at� hoje.
-Ur�nio? -Ur�nio?
Aqui est� o arquivo completo, senhores.
� disposi��o de voc�s.
A cada hora esta esta��o trar� relat�rios minuciosos...
-sobre dificuldades... -dos grandes estados...
sobre a quest�o...
da recente descoberta no Pac�fico...
de uma ilha que ser� conhecida daqui em diante
como Atol H.
Me desculpem, Atol K.
Depois de 15 dias de discuss�es,
as grandes pot�ncias emitiram um comunicado hoje,
anunciando a cria��o de uma comiss�o internacional
para decidir qual na��o ter� direitos de soberania
sobre a ilha que emergiu do oceano h� pouco tempo atr�s
e que ser� conhecida como Atol K.
A declara��o foi recebida com al�vio pelo mundo.
Agora, tornou-se apenas uma quest�o de tempo
at� que algum pa�s erga sua bandeira sobre o Atol K.
Algum pa�s erguer� sua bandeira, eles dizem.
Ouviu isso?
-E por que n�o um governo pr�prio? -Ch�rie est� certa!
Vou escrever uma constitui��o como nunca foi escrita antes.
Aponte isto!
Ter� que ser uma constitui��o curta.
Agora...
"N�s,
o povo...
de...
de...
Crusoel�ndia,
a fim de salvar nossa ilha,
estamos formando um governo".
Que tipo de governo queremos?
Um governo bem pequeno, eu acho.
-Sem muitas leis. -E sem passaportes.
"Sem passaportes".
-E sem pris�es. -"Sem pris�es".
O qu�?
-Sem impostos. -"Sem impostos".
Ser� um governo perfeito.
E vou acrescentar: "Sem leis e sem dinheiro".
S� temos espa�o pra isso.
O pr�ximo passo � realizar uma elei��o.
Eu voto em mim mesmo como Presidente.
-E Stanley ap�ia a mo��o. -Mas eu descobri a ilha.
Eu voto em mim! Voc� tamb�m vota em mim, n�o �?
Ah, n�o, n�o, n�o.
Giovanni vota apenas em Giovanni.
A elei��o terminou.
Ch�rie, conte os votos.
Um voto para Giovanni.
Um voto para Antoine.
Um, dois, tr�s... Tr�s votos para Oliver Cruso�.
O Presidente est� eleito por uma confort�vel maioria.
Como Presidente da Crusoel�ndia, vou agora escolher meu gabinete.
Ch�rie, voc� � minha Vice-Presidente.
Ah, obrigada, Sr. Presidente.
Antoine, voc� � meu Ministro das Rela��es Exteriores.
Com muito orgulho.
Giovanni, voc� � o Ministro da Constru��o.
N�o poderia ter feito uma escolha melhor.
Bem, � isso.
E quanto a mim?
Stanley, voc� � o povo!
Eu n�o quero ser o povo!
Como assim "n�o quer ser o povo"?
H� mais de voc� do que de n�s!
-Quer dizer que h� muitos de mim? -Certamente!
Por que n�o me disse? Eu n�o sabia.
Sr. Presidente,
agora precisamos ter uma bandeira.
Giovanni est� certo.
N�o podemos ter governo sem bandeira.
N�o podemos usar isso como bandeira?
Isso ser� perfeito!
Sim, mas vamos precisar de um emblema.
Esperem, eu tive uma ideia.
CRUSOEL�NDIA
CRUSOEL�NDIA LIBERA IMIGRA��O ILHA SEM LEIS
� imposs�vel manter esta casa limpa.
Olhe s� isso! Terr�vel.
Viu? A poeira faz isso.
-Stan, Ollie! -O que houve?
-Estamos sendo invadidos. -O que houve? Olhe s� a praia!
Sob o princ�pio da autodetermina��o,
a constitui��o proposta pelo governo,
foi ratificada por unanimidade.
N�o temos outra alternativa sen�o reconhecer
este novo estado soberano, a Crusoel�ndia.
Com licen�a.
Com licen�a.
Oh, rapaz! Grande sucesso, minha bouillabaisse
-Gar�om, gar�om! -Sim, sim, sim.
-Antoine, mais bouillabaisse. -Sim.
-Pobre Antoine. -Eu que o diga!
-Diga, o que eu te devo, amigo? -Nada.
Nada mesmo?
Digamos que n�o deve nada. Este � um pa�s livre.
Rapaz! Se soubesse, teria pego uma garrafa.
Aqui est�.
-D�-lhe outra, Stanley. -Certamente.
Puxa, obrigado, senhor. Muit�ssimo obrigado.
Me d� isso!
Quem disse que poderia dar essas coisas?
Trouxe isso aqui pra poder vender.
Eu quero dinheiro.
Mas o dinheiro � contra as regras da nossa constitui��o.
-Sim, e n�o temos impostos. -Ah, �?
Com impostos n�o me importo.
Tem que ganhar dinheiro pra pagar.
-Muito bem... -Fora do meu caminho, gordo!
Me d� uma garrafa de conhaque!
Qual deles?
Aquele!
Me desculpe, mas ter� que pagar por isso.
Quem disse isso?
Ele disse.
Afinal, o que voc� quer?
Voc�!
Me deixe. N�o pode fazer isso.
Disseram que aqui � um pa�s livre.
Como Presidente desta ilha, exijo que pare com isso.
Fa�a isso de novo!
Fique fora disso, idiota!
Terei de expuls�-lo da ilha por isso!
Sim, ser� deportado.
Se fosse voc�s, n�o teria tanta certeza.
At� logo.
Cavalheiros.
Vou expuls�-lo desta ilha,
nem que seja a �ltima coisa que eu fa�a!
-Isso n�o � poss�vel. -Por que n�o?
-N�o temos leis de expuls�o. -Sim, seria bem dif�cil.
Ser�amos for�ados a mudar a constitui��o.
Se quer o meu conselho, Sr. Presidente,
-chame uma reuni�o de gabinete. -� uma boa ideia. Vamos.
Faremos a reuni�o agora mesmo!
Divirtam-se, pessoal. N�s j� voltamos.
Esta ilha � um para�so governado por idiotas.
Um homem como eu
poderia p�r as m�os no poder e fazer esta ilha produzir riqueza.
Apenas pense nisso.
Querem entrar nessa comigo?
Parece bom, mas o que as pessoas v�o dizer?
Est�o felizes do modo como as coisas s�o agora.
As pessoas!
Diremos que elas n�o est�o felizes.
Sempre acreditam em qualquer coisa.
Vamos ter que organizar algumas demonstra��es.
Mostrar� a eles como � perigoso viver sem lei.
Temo que seja tarde.
O presidente acabou de declarar que, a partir de agora,
a lei e a ordem ser�o a regra.
O GOVERNO LAMENTA, MAS A PARTIR DE AGORA,
HAVER� LEI, ORDEM E IMPOSTOS EM CRUSOEL�NDIA
Est� tudo quieto l� fora.
Porque mostrei firmeza com a nossa proclama��o.
Vou dar uma volta pela ilha e ver a rea��o do p�blico.
Nem precisa.
-Eles v�m visit�-lo. -Eles v�m se desculpar.
Sabia que isso lhes devolveria a raz�o.
Quem escreveu isso?
Foi ele.
-Eu o prendo agora. -Mas ele � o Presidente.
Certamente que �.
Por que n�o o enforca?
Acabou de me dar uma excelente ideia.
Como defensor da lei e da ordem,
posso garantir que voc�s ter�o um julgamento justo e honesto.
Confessar�o tudo,
e ser�o enforcados como cavalheiros ao nascer do sol.
Muito obrigado.
O que ele disse?
Por que voc� n�o fica com a boca fechada?
Vai enforc�-la tamb�m?
Claro que n�o.
Ela � linda demais.
Se voc� permitir, minha querida,
ter� a minha prote��o pessoal.
O que posso dizer, a n�o ser "obrigada"?
N�o acredito nos meus ouvidos.
Com esses ouvidos, n�o pode acreditar em nada.
Ponha guardas em volta da casa.
Vou imediatamente mandar construir uma forca.
A prop�sito, agora que vou ser Presidente,
precisarei desse traje.
-Me acompanha, querida? -Mas � claro.
-Ainda n�o posso acreditar... -Ora, cale-se!
Veja se os guardas ainda est�o l� fora.
Eles erraram!
Aten��o! Aten��o!
Comando da Esta��o Geogr�fica do Tahiti,
chamando tenente Frazer.
�rea SS,
relate sua posi��o 8:30, comprimento de ondas 15 metros.
C�mbio.
Por sorte estou aqui operando o r�dio.
Aquele Alecto, ele est�...
Lembrei que ele est� procurando voc�.
-Onde ele est�? -Ali fora.
Al�.
Tenente Frazer.
Tenente Frazer!
Tenente, � pra voc�.
Parece uma mulher.
Tenente Frazer.
Tenente Frazer!
Al�, Branca de Neve.
N�o diga que os an�es est�o incomodando!
Al�, Jack. Me escute! Venha imediatamente.
Houve uma revolu��o. V�o enforcar todos.
Preciso de voc�! Est� me ouvindo?
Mude o curso, 20 pontos pra estibordo.
Claro que ouvi.
Mas voc� n�o precisa de mim.
Jack, n�o brinque. N�o h� um minuto a perder.
-Se voc� me ama... -Voc�, tamb�m.
Re�na todos e diga que os traidores de Crosuel�ndia
ser�o enforcados dentro de uma hora.
Vamos nos preparar para esse ato grandioso.
Um, dois, tr�s, quatro... Vamos!
-Fujam! Depressa! -� outro dos seus truques?
-Como assim, truques? -Truque, ela est� cheia deles.
-Se sairmos, atiram em n�s. -Est� errado!
Me livrei dos guardas l� fora.
Pus uma pedra na minha bolsa.
Fui com Alecto porque algu�m tinha que estar livre
pra libertar os outros.
-O que estamos esperando? -Vamos!
-N�o! Eu fico aqui. -N�o podemos deix�-la aqui!
Tenho que ficar e mand�-los em outra dire��o.
-Muito obrigado, Srta. -Vamos! Depressa!
-Como foi isso? -N�o d� tempo de explicar!
Tem que correr e pegar aqueles brutos.
N�o viu pra que lado eles foram?
-Por ali! -Me sigam!
Me sigam!
R�pido! Eles foram por ali!
Ei, olhe isso!
Acho que estamos a salvo aqui.
N�o acham?
Deve ter desmaiado.
O que aconteceu?
Ch�rie!
� a Ch�rie!
Stan, responda. Me desculpe. N�o sabia que era voc�.
Por favor, olhe pra mim.
-Como conseguiu peg�-los? -Mas eu... eu...
Essa garota � maravilhosa. Tem uma pedra na bolsa!
Depressa!
Tire eles daqui! Vamos dar o sinal para o show come�ar.
Como um agradecimento por sua ajuda,
sem o qual nunca teria conseguido,
lhe dou a honra de puxar a alavanca que enviar� esses
traidores pra eternidade.
Alecto! Alecto!
-Essa mo�a est� com os traidores! -Olhe onde ele est�.
-Do que est� falando? -Ela os ajudou a fugir!
N�o entendo. Acabei de checar. Estamos exatamente na posi��o
em que a ilha estava.
Isso � o que voc� chamaria de sorte.
Ah, n�o!
Como assim, n�o?
-N�o quero ser resgatada por ele! -Por que n�o?
Ele demorou muito pra chegar aqui!
O mundo n�o � um lugar justo mas as pessoas continuam
vivendo do mesmo jeito.
Ch�rie Lamour finalmente casar� com o tenente.
E eles viver�o felizes por muitos anos.
...e nunca me abandonou?
Aceita a Srta. Ch�rie Lamour como sua esposa?
OK, OK!
Certo, certo.
-Eu os declaro marido e mulher. -� por isso que me abandonou?
-Est� dizendo que te abandonei? -Sim!
Giovanni voltou para a It�lia.
Em vez de construir pal�cios de m�rmore,
ele continuar� construindo cercas para sempre.
Antoine voltou ao barco de onde fugiu.
Ainda procurando um pa�s, ele tentou novamente
o mesmo plano de fuga.
Mas, desta vez, ele entrou na jaula errada.
Quanto aos nossos her�is,
depois de tantas desventuras, finalmente receberam a heran�a.
Sua pr�pria ilha nos Mares do Sul,
longe das preocupa��es do mundo.
L�, eles ter�o seu merecido descando.
Foi gentil da parte de Frazer e Ch�rie
nos deixar aqui na nossa pr�pria ilha.
E nos darem tanta comida e tudo...
-Teremos um novo come�o de vida. -Certamente.
E mandar�o mais suprimentos a cada seis meses.
Finalmente, todos os nossos problemas acabaram.
Sim, senhor.
Nada pra fazer a partir de agora, a n�o ser comer e dormir.
E ningu�m para nos dizer o que fazer.
-O que est�o fazendo aqui? -O que estamos fazendo aqui?
Bem, � a nossa ilha!
Deve haver um engano.
Esta ilha foi confiscada pelo governo
por falta de pagamento de impostos sobre heran�a.
Al�m disso, tem a multa pelo atraso.
� meu dever confiscar seus suprimentos e comida.
Podem levar!
Mais uma encrenca que voc� me meteu!
N�o pude evitar. Voc� sempre me culpando.
Eu n�o sabia...
Legendas em Portugu�s-Br: Walter Santos
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