All language subtitles for Utopia.1951.1080p.BluRay.x264-.YTS.AM

af Afrikaans
ak Akan
sq Albanian
am Amharic
ar Arabic Download
hy Armenian
az Azerbaijani
eu Basque
be Belarusian
bem Bemba
bn Bengali
bh Bihari
bs Bosnian Download
br Breton
bg Bulgarian
km Cambodian
ca Catalan
ceb Cebuano
chr Cherokee
ny Chichewa
zh-CN Chinese (Simplified)
zh-TW Chinese (Traditional)
co Corsican
hr Croatian
da Danish
nl Dutch
en English Download
eo Esperanto
et Estonian
ee Ewe
fo Faroese
tl Filipino
fi Finnish
fr French
fy Frisian
gaa Ga
gl Galician
ka Georgian
de German
el Greek
gn Guarani
gu Gujarati
ht Haitian Creole
ha Hausa
haw Hawaiian
iw Hebrew
hi Hindi
hmn Hmong
hu Hungarian
is Icelandic
ig Igbo
id Indonesian
ia Interlingua
ga Irish
it Italian
ja Japanese
jw Javanese
kn Kannada
kk Kazakh
rw Kinyarwanda
rn Kirundi
kg Kongo
ko Korean
kri Krio (Sierra Leone)
ku Kurdish
ckb Kurdish (Soranî)
ky Kyrgyz
lo Laothian
la Latin
lv Latvian
ln Lingala
lt Lithuanian
loz Lozi
lg Luganda
ach Luo
lb Luxembourgish
mk Macedonian
mg Malagasy
ms Malay
ml Malayalam
mt Maltese
mi Maori
mr Marathi
mfe Mauritian Creole
mo Moldavian
mn Mongolian
my Myanmar (Burmese)
sr-ME Montenegrin
ne Nepali
pcm Nigerian Pidgin
nso Northern Sotho
no Norwegian
nn Norwegian (Nynorsk)
oc Occitan
or Oriya
om Oromo
ps Pashto
fa Persian
pl Polish
pt-BR Portuguese (Brazil)
pt Portuguese (Portugal)
pa Punjabi
qu Quechua
ro Romanian
rm Romansh
nyn Runyakitara
ru Russian
sm Samoan
gd Scots Gaelic
sr Serbian
sh Serbo-Croatian
st Sesotho
tn Setswana
crs Seychellois Creole
sn Shona
sd Sindhi
si Sinhalese
sk Slovak
sl Slovenian
so Somali
es Spanish Download
es-419 Spanish (Latin American)
su Sundanese
sw Swahili
sv Swedish
tg Tajik
ta Tamil
tt Tatar
te Telugu
th Thai
ti Tigrinya
to Tonga
lua Tshiluba
tum Tumbuka
tr Turkish
tk Turkmen
tw Twi
ug Uighur
uk Ukrainian
ur Urdu
uz Uzbek
vi Vietnamese
cy Welsh
wo Wolof
xh Xhosa
yi Yiddish
yo Yoruba
zu Zulu

Original subtitles

GAUMONT Desde que o cinema existe

Apresenta:

A mais antiga vers�o em ingl�s conhecida deste filme,

foi restaurada usando elementos de nitrato de 35mm pela

BFI e Pinewood Studios com a colabora��o da Gaumont.

A Ilha da Bagun�a (O Para�so dos Malandros) - 1951 -

Legendas em Portugu�s-Br: Walter Santos

Quem nunca sonhou em conhecer o para�so na terra?

Ou velejar para uma ilha deserta?

Esta � a hist�ria desse sonho que se realizou.

A hist�ria que come�a em Londres na hora do ch�.

O que n�o � surpresa, pois sempre � hora do ch� em Londres.

Neste dia, na casa do honor�vel Sr. Bramwell...

Seu ch�, Sr. Bramwell.

Os herdeiros Americanos est�o esperando l� fora.

Os herdeiros Americanos?

N�o podemos deix�-los esperando, n�o �, cavalheiros?

N�o fique a� parada. Mande-os entrar imediatamente.

Voc�s podem entrar.

Sr. Laurel, eu presumo.

N�o, n�o, sou o Sr. Oliver Hardy. Assessor financeiro do Sr. Laurel.

-Mas onde est� o Sr. Laurel? -Aqui mesmo. O Sr. Laurel �...

Ah, Sr. Laurel. Foi dif�cil encontr�-lo.

E agora, cavalheiros,

deixe-me apresentar os 2 advogados que trataram dos

assuntos do seu tio na Fran�a e na It�lia.

Sr. Hardy, Sr. Bonfois. Sr. Laurel, Sr. Paltroni.

Como vai?

Sr. Paltroni, Sr. Hardy. Sr. Bonfois, Sr. Laurel.

Meu nome � Bramwell.

Sr. Hardy!

Bem, cavalheiros, vamos falar de neg�cios?

Oh! Obrigado, Stanley.

De quanto � essa heran�a?

Os Americanos n�o acreditam em formalidades, n�o �?

Mas h� uma coisa sobre n�s:

Sempre colocamos os neg�cios antes do prazer.

Como v�...

Com licen�a.

Muito obrigado.

Podemos continuar?

� melhor ir direto ao assunto.

Seu tio era um exc�ntrico.

Ele n�o acreditava em bancos.

Ele guardava o diheiro em casa.

-E aqui est�. -O que � isso?

� dinheiro... eu acho.

De fato, � dinheiro. E uma alta soma.

-Liras italianas. -Francos franceses.

E Libras inglesas.

Stanley...

Sr. Laurel, antes de entregar o dinheiro a voc�s,

h�, � claro, algumas taxas administrativas.

-Isso inclui encargos legais... -Defla��o, amortiza��o...

Flutua��o e taxa cambial, al�m de outras taxas.

Cavalheiros.

Eis o seu recibo, Sr. Laurel.

Bem, cavalheiros...

Caro Sr. Hardy, h� outra pequena quest�o.

-O que mais agora? -Os impostos.

Pra economizar tempo, j� calculamos tudo.

Incluindo, naturalmente, a nossa taxa de servi�os.

Essas dedu��es representam impostos de renda, territorial,

heran�a, d�vidas,

imposto de morte e imposto de vida.

E mais alguns impostos. Cavalheiros!

Queria que meu tio tivesse me deixado os impostos.

Isso � tudo que vamos receber?

N�o esque�am da ilha!

Uma ilha?

-E um lindo iate. -Um iate?

Sim. O iate bem aqui em Marselha, na Fran�a.

E a ilha � aqui, nos Mares do Sul.

-Puxa, parece maravilhoso, Ollie! -Parece muito bom. Mas...

Quais s�o os impostos sobre isso?

Nenhum. A ilha � livre de impostos!

-Aqui est� seu dinheiro. -Os documentos do barco.

E esta � a escritura da ilha.

Bem, isso resolve o nosso... Digo, resolve a heran�a.

Cavalheiros, tenham um bom dia.

Venha, Stanley.

Por que n�o toma cuidado?

Olhem! Este � o seu barco, cavalheiros.

-Aqui est�o os documentos. -Obrigado.

N�s vamos precisar de uma tripula��o.

Tripula��o? Ora, pra qu�?

Eu navego este barco!

-Bem, ent�o vamos. -Com licen�a. Taxa da doca.

-Quanto? -19 mil.

Aqui est�.

Obrigado, senhor.

-E boa viagem. -Obrigado.

-Bom dia. -Bom amanh�!

Obrigado.

Ainda bem que n�o pagamos impostos. Ficar�amos sem nada.

Obrigado por me lembrar. Eu tinha esquecido. Obrigado.

Senhor...

Obrigado. Muit�ssimo obrigado, senhor.

Por que tinha que abrir a sua boca?

Eu n�o sabia que ele ia...

Vamos dar uma olhada no barco.

Temos bastante gasolina!

N�o mexa nisso!

Largue isso!

Olhe, tem um t�nel. Olhe!

Viu? Vamos descer.

Por que n�o olha por onde anda?

Bem, eu n�o pude evitar.

N�o importa. Vamos ver o que tem aqui.

N�o sabia que eles viviam aqui embaixo.

Vamos, mexa-se!

-O que disse? -N�o vou me preocupar repetindo.

Vamos!

-O que aconteceu? -Cuide da sua vida!

Olhe!

O que � isto?

� um bote de emerg�ncia pra encher de gente.

-N�o pode encher isto com gente! -Voc� n�o entendeu...

A� dentro, tem um compressor.

Quando voc� solta a v�lvula, cabem at� 4 pessoas.

Bem, e quanto a mim?

N�o precisa insultar.

N�o estou sempre cuidando de voc�?

Sempre penso primeiro em voc�.

N�o queria ferir seus sentimentos, Ollie.

Ollie.

Ollie.

Pare com isso e traga as coisas para o barco!

"E quanto a mim"!

E quanto a mim?!

N�o perca tempo. Jogue pra mim e eu guardo a�.

Olhe aquilo!

-O que est� havendo a�? -Tem um homem na jaula.

-Aposto que � Antoine de novo. -Ele deve ser louco.

-Sou um macaco, j� disse! -Ele � um homem sem p�tria.

-Um o qu�? -Algu�m que n�o tem nacionalidade.

Ele n�o � m� pessoa, mas nenhum pa�s o quer.

Faz qualquer coisa pra voltar � terra.

Vamos, Antoine.

� contra a lei entrar no pa�s sem um passaporte?

Me prenda, me puna, me d� uma li��o, me deixe na cadeia.

Mas lembre que pra me p�r na cadeia, tenho que entrar no pa�s.

H� quanto tempo ele est� no seu navio, capit�o?

Meses.

Ele tentou desembarcar em Tetrokovac, Nagasaki,

Caracas, Sydney,

Brooklyn.

Brooklyn, Salonika. Sempre que paramos.

-Tudo que pe�o � um pa�s. -Bem, arranje um passaporte!

Oh, � f�cil falar...

Como posso ter um passaporte se n�o tenho pa�s?

E como posso entrar no pa�s se n�o tenho pasaporte?

Desculpe, eu n�o fiz as regras.

N�o pode entrar no pa�s sem passaporte. � a lei!

Que bela lei!

Voc�s aceitam macacos sem passaporte e n�o seres humanos!

Leve-o de volta a bordo.

Vamos!

-Comida enlatada, uma caixa. -Comida enlatada, uma caixa.

-Seis t�buas compensadas. -Seis t�buas compensadas.

-Seis folhas de compensado. -Seis folhas de compensado.

-A��car, um saco. -A��car, um saco.

-Oh... tudo bem. -A��car, um saco.

Quer parar de brincar de esconde-esconde com a gente?

-Vamos. Saia daqui! -Voc�s s� me atrapalham.

Veja, talvez voc� seja boa pessoa.

Por que n�o trabalha na It�lia?

-Mas sou um imigrante! -Isso, imigre para a It�lia.

Est� brincando? Como vou migrar para um lugar que eu j� deixei?

Uma coisa � certa: N�o vai deixar Marselha sem pagar sua passagem.

� um mundo engra�ado, hein?

Como assim?

Estamos aqui, impedindo um homem de fugir e outro homem de ficar.

Seria t�o f�cil se trocassem um com o outro.

Pegou emprestado sem me perguntar.

N�o me importaria de perd�-lo se o truque acabasse funcionando.

� duro, hein, Antoine?

Vou achar outra sa�da. N�o se preocupe.

N�o me fale sobre isso, hein?

Bom dia, rapazes.

O que voc� disse?

Eu n�o abri a boca.

Bom dia, rapazes.

-V�o sair de f�rias? -Vamos para os Mares do Sul.

� uma longa viagem e um longo caminho de volta.

Sim, mas n�o vamos voltar.

N�s temos uma ilha l�.

N�o temos, Ollie?

-Como se liga o motor? -Com um mec�nico, claro.

N�o podemos pagar. N�o temos dinheiro.

N�s t�nhamos, mas foi tudo em impostos.

Bem, n�o se preocupem.

Vou mandar um mec�nico pra voc�. N�o custar� um centavo.

Bem, tudo arranjado.

O qu�? Minha execu��o?

H� dois homens aqui perto.

Possuem uma ilha nos Mares do Sul. Voc� est� convidado.

E n�o precisar� de passaporte pra desembarcar.

Obrigado. Obrigado.

-Tchau! -Boa sorte, Antoine!

-Bom dia, Stanley. -Bom dia, Ollie.

-Onde estamos? -Estamos aqui. Viu? Certo...

N�o dev�amos estar. Temos de mudar o curso.

Mantenha o curso. Pode comer mais tarde.

-Mas estou com fome. -Eu tamb�m! Ego�sta!

-Seu chap�u. -Oh, obrigado.

Esqueceu as boas maneiras de sentar � mesa...

Stanley, isso � maravilhoso. O mar, o c�u, o sol...

Voc� e eu sozinhos no mar.

Como assim, sozinhos? Ele est� conosco.

Oh, claro, Antoine. Ele � um bom amigo nosso.

Sim, senhor.

E vamos dividir tudo.

Obrigado.

Obrigado.

Stanley, abra a escotilha pra respirarmos o ar marinho.

Sabe de uma coisa?

Voc� precisa de �culos. J� est� aberta.

Quando chegarmos � ilha, ser� melhor ir a um "otimista".

Rolinhos quentes na manteiga.

E como prato principal,

Antoine mostra a sua especialidade:

"Le c�te de veau".

"Garni".

O som � bom.

Vou adorar isso, Eu sei. Adoro o "Le c�te de...

Ei, Antoine.

Suponho que no "garni" voc� p�s um pouco de alho.

Oh, foi s� uma pitada.

Um homem que rouba a comida de um amigo,

� a pior coisa do mundo.

Oh, eu n�o sei.

Eu espero, Stanley, que voc� aproveite bem.

Como posso aproveitar se voc� roubou?

Como assim? Eu roubei? Voc� roubou!

Pat�tico!

Quero que saibam como estou feliz por ser amigo de voc�s.

Gostaria de fazer um brinde.

Um brinde � amizade!

-� amizade! -� amizade!

Sa�de!

Vamos beber outro, hein?

� amizade!

-� amizade! -� amizade!

� sua sa�de!

-Amizade... -Amizade. Isso � bom, n�o?

N�o! Definitivamente n�o!

Est� quase pronto. Sentem-se, meus amigos.

Antoine ir� lhes servir a sua obra-prima.

-O que foi agora? -Voc� sabe o que foi.

Quero a minha comida! Temperada com alho!

Voc� tem muita coragem.

Quer o meu peda�o depois de comer o seu!

-Desculpe. -� melhor mesmo!

S� um minuto!

Onde est� a minha batata?

Agora escute:

Se acha que comi sua carne, sua batata e bebi seu vinho,

me pese.

Bem, se n�o foi voc�, quem foi?

Voc� n�o nos assusta com isso.

Como capit�o do barco, vou deixar Stanley prend�-lo!

O que � tudo isso?

Voc� roubou minha batata!

Sim! E minha carne e meu vinho!

Ali�s,

quem est� dirigindo o barco?

Ah, esqueci de dizer.

Eu amarrei o leme no rumo.

Pelo menos uma vez voc� usou a cabe�a.

Obrigado, Ollie.

Vou tentar fazer isso com mais frequ�ncia.

-O que foi isso? -O motor parou.

Conserte. Voc� � o mec�nico.

Pra dizer a verdade, n�o sou mec�nico.

O capit�o inventou isso pra se livrar de mim.

Como sempre, tenho que fazer tudo sozinho.

Suba no conv�s e espere.

Esperar aonde?

Espere no conv�s!

Resolveremos essa quest�o mais tarde!

O que voc� acha que foi?

N�o adianta adivinhar.

Vamos ter que desmontar tudo e descobrir.

Em outras palavras, usar a cabe�a.

Pra qu�?

Bem, pode usar a sua como bola de boliche.

-Quer dizer aquela com buracos? -Exatamente!

Agora me d� uma m�o.

Que isso lhe sirva de li��o.

Aqui.

Aqui.

Largue isso!

Ollie.

O qu�?

O tanque de gasolina est� vazio.

Por que n�o me disse isso antes?

Me d� as pe�as. Vou montar tudo de novo.

Agora, vamos ter de velejar.

Quando eu der o sinal, voc� puxa.

O que est� fazendo? Eu podia ter quebrado o bra�o!

Quem � voc� e o que faz aqui?

Voc� n�o tem direitos aqui.

Eu tenho meus direitos! Estou aqui como clandestino!

-N�o falaram sobre clandestinos. -N�o mesmo.

Olhe, pessoal,

eu poderia ter entrado em qualquer barco.

Mas escolhi este.

At� voc� me achar e estragar tudo.

Tivemos de levantar a vela porque o motor quebrou!

-Por que n�o consertam o motor? -Tentamos, mas caiu tudo no mar.

Caiu no mar?

Que azar! Ser clandestino num barco de dois principiantes

que deixam o motor cair no mar! Cair no mar!

Acho que n�s ofendemos ele.

-O que est� havendo aqui? -Temos um clandestino a bordo.

Este � Antoine, o cozinheiro.

Giovanni Copini.

-Muito prazer. -E este � o Stanley.

Como vai?

Como vai?

Por que n�o toma cuidado?

Vamos. N�o quero perder o dia s� falando.

Pegue aquela corda! Levante a vela! V� em frente!

Voc�, gord�o, puxe pelo outro lado!

Puxe! Precisa de for�a pra velejar!

V� para o outro lado! Todos juntos agora!

Puxe essa corda!

-Bem na hora do almo�o. -Esque�a o almo�o.

O que houve com as minhas cal�as?

Coloquei ali pra secar. N�o pode desaparecer assim.

Ei, o barco est� se movendo!

Voc�s...

-Muito bom, n�o �, Stanley? -Claro que �.

� como cabular aula.

Estamos todos cabulando aula. Mais ou menos isso.

Giovanni, o que voc� cabula?

O mundo, todos sempre me dizem o que e como fazer.

Um dia, um homem rico da minha aldeia

me contratou pra construir um muro.

Fiquei semanas procurando tijolos com a forma correta

e do tipo de cor que ele queria.

Eu os encaixei no lugar, um por um.

Como se fossem joias.

Quando o muro terminou,

estava brilhando ao sol como uma verdadeira obra de arte.

Porque era eu, Giovanni,

o melhor pedreiro que o dinheiro podia comprar.

Ent�o, o homem veio dar uma olhada.

E ele me mandou derrubar o muro.

De repente ele mudou de id�ia, queria uma cerca de madeira.

Foi quando eu decidi cabular o mundo.

N�o culpamos voc�.

-E voc�s, o que est�o cabulando? -Impostos!

Sim. N�s n�o gostamos de impostos.

Ei, Antoine. E voc�? Onde � sua casa?

Minha casa?

Eu n�o sei.

O mundo todo pode ser o pa�s de um homem.

Mas pra mim,

parece que algu�m trancou todas as portas.

J� posso ver a nossa ilha:

Palmeiras, flores,

o sol quente e uma chuva suave.

� uma tempestade! N�o acha melhor prepararmos o barco?

Sim, vai chover logo.

-Nunca vi uma assim antes. -Nem eu!

-� melhor abaixar a vela. -Vou pegar o colete salva-vidas.

Vamos abaixar a vela!

Socorro!

Socorro! Socorro!

Soc...

Ah, olhe aquilo!

-Uma ilha! -Estamos numa ilha!

Stanley, n�s estamos...

Estamos numa ilha! D� uma olhada!

D� uma olhada!

N�o estou em condi��es de olhar.

Ah!

Ei, olhe. Olhe.

Rapaz!

� um atol! � isso! Um atol!

Vamos!

-Cuide-se, irm�o. V� com calma. -Sim. Sim.

Est� tudo bem! Est� tudo bem!

Vamos pescar agora, hein?

-Me alcance uma cesta. -� pra j�.

R�pido! Algo de madeira pra fazer uma fogueira.

N�o esque�a de colocar um pouco de alho.

Sem alho, n�o se cozinha direito.

-Bem, n�o parece t�o ruim. -Ainda est� em bom estado.

Antoine, a que horas vai servir o jantar?

Se quer comer, melhor acender uma fogueira.

E voc�, meu rapaz, limpe o peixe.

Voc� pega o papel e eu pego a madeira.

-Ollie! -Sim?

-Segure isto pra mim, Ok? -Ok.

Sabem, h� muito espa�o pra construir casas aqui.

Sim, e n�o h� nada aqui por perto.

Almirante, o que se faz numa ilha deserta?

Aqui est� um homem que naufragou e fez tudo certo. Ou�am.

"Robinson Cruso� nasceu na cidade de York."

"Seu pai queria que ele fosse advogado,

mas o jovem Cruso� queria navegar pelos mares."

Nossos modernos Cruso�s se adaptaram � nova vida.

Usando t�cnicas agr�colas modernas, dominaram a terra selvagem.

E a M�e Natureza forneceu muita �gua fresca.

O homem se p�s a trabalhar assim como a natureza.

Rapidamente a rocha queimada virou um para�so encantador.

Semanas, meses, anos se passaram.

Tudo agora est� muito melhor.

Os n�ufragos, ent�o, conseguiram descansar

depois de tanto trabalho duro.

CUIDADO, ANIMAL FEROZ

Oscar.

Oscar!

Para os animais e para os homens,

esta ilha se tornou um para�so.

Sim, mas um Jardim do �den sem Eva e Ad�o � um t�dio.

Mas... o que � isso?

Aonde essas pedras nos levam?

Para Papeete, a capital do Tahiti.

E quem encontramos? Eva!

Desculpem... Ch�rie Lamour.

Como podem ver, ela tem muito c�rebro

e cultura.

A mais glamourosa garota do Tahiti,

que nasceu em Paris, � claro.

Hoje � o seu grande dia.

Primeiro, ela faz um teste no Cacatua,

a melhor boate da cidade.

E tamb�m ter� que ir ao Tribunal para um compromisso importante.

Casar-se com o tenente Jack Frazer.

Que horas s�o?

Toque a can��o!

Obrigada.

-Pode ficar e beber alguma coisa? -N�o, n�o, j� estou atrasada.

Obrigada. Adeus. Obrigada. Adeus.

Ah, Srta. Lamour, por aqui, por favor.

Oh, querido, estou t�o feliz!

N�o parece. Est� atrasada 45 minutos!

N�o vai resmungar por causa de 45 minutos, vai?

Merit�ssimo, sinto t�-lo deixado esperando.

-Bem, eu... -Ah, Ch�rie.

Merit�ssimo, olhe pra isso. N�o s�o ador�veis?

-Mas voc� � extravagante, querido. -Srta. Lamour e voc�, senhor...

O casamento � algo muito importante,

e antes de prosseguir eu gostaria...

-Consegui o contrato. -Que contrato?

Quando nos casarmos teremos tudo em comum.

N�o � disso que estou falando.

Meu contrato com o Cacatua! Minha estr�ia � amanh�.

Pode assistir antes de partir.

Srta. Lamour, por favor, voc� poderia...

Oh, estou ouvindo, Merit�ssimo.

Srta. Lamour, tenente, casamento � algo importante.

S� um minuto.

Desculpe interromp�-lo, Merit�ssimo,

-mas preciso falar com minha noiva. -N�o � comum isso, mas se...

Pretende continuar a carreira depois do casamento?

Mas � claro, meu querido.

Voc� nunca sugeriu que eu desistisse.

Nunca disse isso

porque tinha certeza de que depois do casamento

iria se devotar a mim.

Nada me agradaria mais se voc� estivesse aqui o tempo todo.

Mas voc� passa 10 meses por ano navegando pelos mares.

O que quer que eu fa�a?

Nade atr�s do navio?

Veja bem, querida.

N�o vou tolerar que

enquanto estou no mar, voc� passe as noites cantando

pra qualquer um.

Ah!

Cantando pra qualquer um?

O que pensa que eu sou? Sou uma atriz, n�o uma vagabunda.

Sabe como as pessoas me chamam?

A Mulher Caruso. � um fato, merit�ssimo.

A Mulher Caruso.

-Acalme-se, Srta. Lamour. -Estou calma, Merit�ssimo!

Mas n�o vou me submeter a esse tipo de chantagem!

Neste caso, n�o vou ficar aqui.

Pense nisso. Mas pense r�pido.

Por favor, senhor...

Deixe-o ir, Merit�ssimo. N�o vou atr�s dele. Ouviu?

Srta. Lamour...

Pense nisso e me d� a resposta amanh� � noite no Cacatua.

Se estiver na plat�ia saberei qual � a sua resposta. Jack?

Querido...

Ele vai voltar, n�o vai?

Diga a ele que se n�o aparecer amanh� � noite,

nunca mais me ver�.

N�o sei o que vou fazer,

mas farei com que ele nunca mais me encontre.

Ok, vou dar o recado, mas voc� o conhece melhor que eu.

Mas ele vai aparecer, tenho certeza.

RESERVADO PARA O TENENTE FRAZER

Magn�fico, e pensar que aquele idiota n�o apareceu.

Ele n�o apareceu! Ele n�o apareceu!

Ele arruinou tudo!

-Onde ele est�? -Partiu esta manh�.

Nem quis ouvir, disse que n�o mudaria de ideia.

Eu tamb�m n�o mudo.

Disse a ele que poderia me perder pra sempre?

Disse.

Outra vez! Outra vez!

-Pediram mais uma, r�pido! -Sim, j� vou.

Mas Jack voltar� em 2 semanas. Voc� ir� v�-lo novamente.

-E da�? N�o estarei aqui. -O qu�?

-Quando seu navio parte, capit�o? -Sexta-feira. Por qu�?

Serei sua passageira.

Mas n�o tenho banheira de luxo, entende?

N�o faz diferen�a. Eu s� quero partir!

Ei! Tem tamb�m a minha esposa!

Ah, come�ou a temporada de ca�a?

Levante-se! Saia dessa cama!

Seu marido deveria ter me avisado que voc� vinha nesta viagem.

N�o teria entrado neste navio de escravos.

Nunca acreditei na hist�ria da amiga americana voltando pra casa.

Pressenti a forma de como iria pagar pela passagem.

Levante-se!

-E fa�a suas malas. -Vai me jogar no mar?

N�o.

N�s vamos passar por uma ilha.

Uma ilha...

-desconhecida. -H� pessoas nessa ilha?

Vai descobrir assim que chegar l�.

Onde quer que esteja, estar� sempre cercada por homens.

N�o, n�o � justo jogar a pobre garota numa ilha deserta.

Deve ter um marido certo pra ela.

Onde h� maridos, h� pessoas.

-J� serve. -Mexa-se.

Continuo dizendo que ela s� veio pra deixar o Frazer com ci�mes.

Ele vai enlouquecer se souber que a deixei numa ilha.

N�o precisa contar pra ele.

Por outro lado...

Diga-lhe que posso ser t�o teimosa quanto ele.

-Eu remo pra voc�. -N�o, n�o vai.

Vai ficar bem aqui.

Ela sabe como remar. Se n�o souber,

vai ter que nadar.

-At� mais, queridinho. -Ah, n�o!

Fico feliz que tenham aparecido.

Onde voc�s estavam, afinal?

Eu estava na praia enquanto pesc�vamos o jantar. Est� vendo?

Eu estava trabalhando na horta.

Voc�s viram ou ouviram algo?

-S� as ondas. -Por qu�?

Vou dizer o porqu�.

Eu estava na lagoa,

e ouvi os motores de um barco grande.

E depois, um apito.

Quando subi para olhar,

-n�o havia nada l�. -� porque ele se foi

O que se foi?

O barco.

Quer dizer que viu um barco e n�o nos disse?

Bem, eu vi e acenei pra ele,

mas n�o acenaram de volta.

Preciso de uma bebida pra n�o perder a paci�ncia.

Stan est� ficando cada vez mais est�pido.

Sim, nenhuma pessoa pode ser t�o burra.

Me perdoe.

O que deu em voc�?

Acho que vi uma coisa.

Do que est� falando?

Tem uma garota na cozinha.

Voc� est� absolutamente certo.

Ali est� ela!

Ol�.

Bem...

Ol�, amigos.

-Como voc� chegou aqui? -Bem,

acho que poderia dizer

-que fui deixada por uma bruxa. -Como aquelas das vassouras?

Ah, n�o.

Esta usou uma espingarda.

Sinto pela invas�o, mas acho que ter�o de me hospedar.

Ser� um prazer.

Sabia que devia fazer uma casa de h�spedes!

-N�o tem lugar pra mim? -N�o se preocupe com isso.

Giovanni e Antoine podem morar comigo e com Stanley.

-E voc� pode ficar aqui mesmo. -Voc� � muito gentil.

Venha, minha princesa, vou lhe mostrar o lugar.

Acho que vou gostar deste lugar.

� �timo. Voc� n�o precisa fazer a barba nem nada.

Deixei toda minha bagagem na praia.

Cavalheiros, peguem a bagagem da mo�a e levem para o "chateau".

Obrigada.

O que � aquilo l� em cima?

Minha cara, s�o os vest�gios do nosso naufr�gio.

Nunca esquecerei o dia em que achei esta ilha.

Foi uma noite terr�vel. Escura como breu.

T�o escura que n�o se podia ver a m�o atr�s das costas.

Exatamente, Stanley.

Ent�o, eu vi aquela enseada.

Pus a corda nos dentes,

me amarrei ao leme at� chegar naquele pin�culo.

E l� est� desde ent�o.

Deve ter sido dif�cil subir t�o alto.

Ele leu no livro.

Venha, minha cara. Livro...

Um, dois, tr�s... Tudo a�. Obrigada.

Stanley, esqueceu que temos companhia?

Cavalheiros, fiquem � vontade.

Cavalheiros...

Stanley...

Sim?

Este � o meu lado.

Bem, n�o h� espa�o ao meu lado.

Bem, o melhor a fazer � nos revezarmos.

Enquanto um se senta, o outro dorme.

Depois n�s trocamos.

Isso � o que chamo de esperteza.

Obrigado, Ollie.

� uma boa ideia.

Eu durmo e quando voc� acordar eu durmo de novo.

N�o est� esquecendo de nada?

Hein?

N�o est� esquecendo de nada?

Ah! Boa noite, Ollie.

-Desculpe, Ollie. -Levante e apague a vela!

-Mas voc� n�o disse que... -V�, ego�sta.

Ollie.

Ollie.

Ollie.

Ainda est� acordado?

N�o!

Perdoe-me.

-O que � essa coisa? -Cuidado!

Abra a janela e vamos expuls�-lo.

Esta manh� vou preparar um magn�fico omelete de ovos

de gaivota com ervas finas.

Omelete. Bah!

Hoje vou planejar uma espl�ndida vila com um grande banho romano.

-O que vai fazer, Ollie? -Vou ser sincero com voc�s.

Ch�rie � uma boa mo�a, n�o?

-Encantadora. -Charmosa!

-Bonita, tamb�m. -E somos todos amigos, n�o somos?

-Claro. -Naturalmente.

Faremos um pacto de nunca deixar uma mulher se interpor entre n�s.

Concordam?

-� claro. -Concordo.

Ent�o, vamos nos vestir.

-Ollie, onde est� a lixa? -Lixa?

-Naquele arm�rio. -Obrigado.

Perdoe-me.

Obrigado.

Perdoe-me.

Obrigado.

Perdoe-me.

Muito obrigado.

Perdoe-me.

Obrigado.

Perdoe-me.

Ei!

Olhem!

Ol�.

Qual o problema?

O gato comeu a l�ngua?

Como est�o bonitos esta manh�!

Venham, quero que se sentem.

Vou trazer a comida em dois segundos.

-Olhem! Ela p�s pratos limpos! -At� a toalha de mesa!

E guardanapos limpos!

-Ela at� limpou o ch�o. -Sim.

Isso pertence a algu�m?

-Nunca vi esse cara antes. -Ningu�m conhece.

N�o.

� meu.

� um amigo.

S� algu�m que eu conheci.

Tenho uma pequena surpresa. Espero que gostem.

Mais uma?

O que �?

Um "bouillabaisse".

Diga, seu namorado gostava de "bouillabaisse"?

Ah, ele adorava!

Este � o dep�sito que voc� est� construindo?

Para um dep�sito, ele � bem engra�ado.

Isto n�o � um dep�sito!

� pra voc�.

Pra mim?

Sim, pra voc�. � f�cil engan�-la.

Achou que est�vamos fazendo um refrigerador?

Est�vamos com medo que descobrisse.

Pusemos os enfeites ontem � noite.

Vamos entrar.

� simplesmente ador�vel.

Voc�s s�o amigos maravilhosos. � o primeiro lar que tenho.

Estou t�o feliz que...

N�o se satisfez em ser apenas uma cantora.

Tamb�m quer ser comediante.

O que est� representando agora?

"Branca de Neve e os Sete An�es"?

� o cara da foto que est� sempre com ela.

Certo! Voc� me encontrou! E agora?

N�o a encontrei. Nem tentei procur�-la.

Nosso amigo Dolan disse que a viu numa ilha desconhecida.

Meu trabalho aqui � mapear a ilha.

Meus homens est�o trabalhando agora.

Olhe aqui,

sei que vai parecer loucura,

mas vou lhe dar mais uma chance.

Arrume suas coisas e esteja na praia em 15 minutos.

Pra qu�?

Suponho que queira ser resgatada, n�o � mesmo?

N�o por voc�!

Tenente! Venha logo! Encontramos algo!

Certo, eu j� vou.

� a sua �ltima chance. Voc� vem?

N�o!

Precisamos ficar de olho nesse cara.

Ele pode roubar a nossa ilha.

� ur�nio! A ilha est� cheia de ur�nio.

Ur�nio.

Qual de voc�s desembarcou primeiro na ilha?

Eu cuido disso, pessoal. Por que pergunta?

Vai determinar a que pa�s pertence a ilha.

A ilha � de todos n�s.

Claro, claro, a ilha � de todos.

Voc�s s�o os donos, mas algum pa�s tem que reivindicar soberania.

As leis internacionais dizem que a ilha pertence ao pa�s

daquele que foi o 1� a desembarcar nela.

-Um pa�s pode tomar a nossa ilha? -Isso mesmo.

E se esse pa�s tiver leis de imigra��o?

-Ter� que obedecer essas leis. -E se tiver leis de impostos?

Leis de impostos, de heran�a, de com�rcio...

Sabe o que est�o tentando fazer? Tirar os nossos ger�nios.

� isso mesmo!

Com licen�a por um instante.

Vamos dizer que desembarcamos na ilha ao mesmo tempo.

N�o podemos mentir. Antoine foi o primeiro a chegar.

-Foi uma noite terr�vel e... -Certo, certo.

Aqui estou.

Fui o 1� homem a pisar nesta ilha.

-OK. Qual seu nome? -Antoine.

-Antoine do qu�? -Antoine Chefe de Cozinha.

-Nacionalidade? -N�o tenho.

Ele � chamado de um homem sem pa�s.

Em outras palavras, uma pessoa sem lugar.

Ele est� perdido, n�o pode se encontrar.

-Precisa ter uma nacionalidade. -Fala isso pra mim?

Tentei explicar isso em cada porto que passei,

mas nenhum pa�s me quis.

Todos os pa�ses v�o querer voc� agora.

Vou avisar as autoridades pelo r�dio.

At� logo, cavalheiros.

-At� logo. -At� mais, tenente.

Pode chamar o pessoal da imprensa.

Descobriram uma nova ilha?

-Pode nos dar detalhes? -A quem ela pertence?

N�o t�o r�pido, senhores, n�o t�o r�pido.

A ilha n�o pertence a ningu�m,

-por enquanto. -A ningu�m?

4 n�ufragos se estabeleceram l�, mas o 1� homem que desceu na ilha

� um ap�trida,

um cidad�o sem nacionalidade.

Da� nenhum pa�s pode reivindicar soberania na ilha.

-� uma ilha importante? -Importante?

Tem a maior reserva de ur�nio j� descoberta at� hoje.

-Ur�nio? -Ur�nio?

Aqui est� o arquivo completo, senhores.

� disposi��o de voc�s.

A cada hora esta esta��o trar� relat�rios minuciosos...

-sobre dificuldades... -dos grandes estados...

sobre a quest�o...

da recente descoberta no Pac�fico...

de uma ilha que ser� conhecida daqui em diante

como Atol H.

Me desculpem, Atol K.

Depois de 15 dias de discuss�es,

as grandes pot�ncias emitiram um comunicado hoje,

anunciando a cria��o de uma comiss�o internacional

para decidir qual na��o ter� direitos de soberania

sobre a ilha que emergiu do oceano h� pouco tempo atr�s

e que ser� conhecida como Atol K.

A declara��o foi recebida com al�vio pelo mundo.

Agora, tornou-se apenas uma quest�o de tempo

at� que algum pa�s erga sua bandeira sobre o Atol K.

Algum pa�s erguer� sua bandeira, eles dizem.

Ouviu isso?

-E por que n�o um governo pr�prio? -Ch�rie est� certa!

Vou escrever uma constitui��o como nunca foi escrita antes.

Aponte isto!

Ter� que ser uma constitui��o curta.

Agora...

"N�s,

o povo...

de...

de...

Crusoel�ndia,

a fim de salvar nossa ilha,

estamos formando um governo".

Que tipo de governo queremos?

Um governo bem pequeno, eu acho.

-Sem muitas leis. -E sem passaportes.

"Sem passaportes".

-E sem pris�es. -"Sem pris�es".

O qu�?

-Sem impostos. -"Sem impostos".

Ser� um governo perfeito.

E vou acrescentar: "Sem leis e sem dinheiro".

S� temos espa�o pra isso.

O pr�ximo passo � realizar uma elei��o.

Eu voto em mim mesmo como Presidente.

-E Stanley ap�ia a mo��o. -Mas eu descobri a ilha.

Eu voto em mim! Voc� tamb�m vota em mim, n�o �?

Ah, n�o, n�o, n�o.

Giovanni vota apenas em Giovanni.

A elei��o terminou.

Ch�rie, conte os votos.

Um voto para Giovanni.

Um voto para Antoine.

Um, dois, tr�s... Tr�s votos para Oliver Cruso�.

O Presidente est� eleito por uma confort�vel maioria.

Como Presidente da Crusoel�ndia, vou agora escolher meu gabinete.

Ch�rie, voc� � minha Vice-Presidente.

Ah, obrigada, Sr. Presidente.

Antoine, voc� � meu Ministro das Rela��es Exteriores.

Com muito orgulho.

Giovanni, voc� � o Ministro da Constru��o.

N�o poderia ter feito uma escolha melhor.

Bem, � isso.

E quanto a mim?

Stanley, voc� � o povo!

Eu n�o quero ser o povo!

Como assim "n�o quer ser o povo"?

H� mais de voc� do que de n�s!

-Quer dizer que h� muitos de mim? -Certamente!

Por que n�o me disse? Eu n�o sabia.

Sr. Presidente,

agora precisamos ter uma bandeira.

Giovanni est� certo.

N�o podemos ter governo sem bandeira.

N�o podemos usar isso como bandeira?

Isso ser� perfeito!

Sim, mas vamos precisar de um emblema.

Esperem, eu tive uma ideia.

CRUSOEL�NDIA

CRUSOEL�NDIA LIBERA IMIGRA��O ILHA SEM LEIS

� imposs�vel manter esta casa limpa.

Olhe s� isso! Terr�vel.

Viu? A poeira faz isso.

-Stan, Ollie! -O que houve?

-Estamos sendo invadidos. -O que houve? Olhe s� a praia!

Sob o princ�pio da autodetermina��o,

a constitui��o proposta pelo governo,

foi ratificada por unanimidade.

N�o temos outra alternativa sen�o reconhecer

este novo estado soberano, a Crusoel�ndia.

Com licen�a.

Com licen�a.

Oh, rapaz! Grande sucesso, minha bouillabaisse

-Gar�om, gar�om! -Sim, sim, sim.

-Antoine, mais bouillabaisse. -Sim.

-Pobre Antoine. -Eu que o diga!

-Diga, o que eu te devo, amigo? -Nada.

Nada mesmo?

Digamos que n�o deve nada. Este � um pa�s livre.

Rapaz! Se soubesse, teria pego uma garrafa.

Aqui est�.

-D�-lhe outra, Stanley. -Certamente.

Puxa, obrigado, senhor. Muit�ssimo obrigado.

Me d� isso!

Quem disse que poderia dar essas coisas?

Trouxe isso aqui pra poder vender.

Eu quero dinheiro.

Mas o dinheiro � contra as regras da nossa constitui��o.

-Sim, e n�o temos impostos. -Ah, �?

Com impostos n�o me importo.

Tem que ganhar dinheiro pra pagar.

-Muito bem... -Fora do meu caminho, gordo!

Me d� uma garrafa de conhaque!

Qual deles?

Aquele!

Me desculpe, mas ter� que pagar por isso.

Quem disse isso?

Ele disse.

Afinal, o que voc� quer?

Voc�!

Me deixe. N�o pode fazer isso.

Disseram que aqui � um pa�s livre.

Como Presidente desta ilha, exijo que pare com isso.

Fa�a isso de novo!

Fique fora disso, idiota!

Terei de expuls�-lo da ilha por isso!

Sim, ser� deportado.

Se fosse voc�s, n�o teria tanta certeza.

At� logo.

Cavalheiros.

Vou expuls�-lo desta ilha,

nem que seja a �ltima coisa que eu fa�a!

-Isso n�o � poss�vel. -Por que n�o?

-N�o temos leis de expuls�o. -Sim, seria bem dif�cil.

Ser�amos for�ados a mudar a constitui��o.

Se quer o meu conselho, Sr. Presidente,

-chame uma reuni�o de gabinete. -� uma boa ideia. Vamos.

Faremos a reuni�o agora mesmo!

Divirtam-se, pessoal. N�s j� voltamos.

Esta ilha � um para�so governado por idiotas.

Um homem como eu

poderia p�r as m�os no poder e fazer esta ilha produzir riqueza.

Apenas pense nisso.

Querem entrar nessa comigo?

Parece bom, mas o que as pessoas v�o dizer?

Est�o felizes do modo como as coisas s�o agora.

As pessoas!

Diremos que elas n�o est�o felizes.

Sempre acreditam em qualquer coisa.

Vamos ter que organizar algumas demonstra��es.

Mostrar� a eles como � perigoso viver sem lei.

Temo que seja tarde.

O presidente acabou de declarar que, a partir de agora,

a lei e a ordem ser�o a regra.

O GOVERNO LAMENTA, MAS A PARTIR DE AGORA,

HAVER� LEI, ORDEM E IMPOSTOS EM CRUSOEL�NDIA

Est� tudo quieto l� fora.

Porque mostrei firmeza com a nossa proclama��o.

Vou dar uma volta pela ilha e ver a rea��o do p�blico.

Nem precisa.

-Eles v�m visit�-lo. -Eles v�m se desculpar.

Sabia que isso lhes devolveria a raz�o.

Quem escreveu isso?

Foi ele.

-Eu o prendo agora. -Mas ele � o Presidente.

Certamente que �.

Por que n�o o enforca?

Acabou de me dar uma excelente ideia.

Como defensor da lei e da ordem,

posso garantir que voc�s ter�o um julgamento justo e honesto.

Confessar�o tudo,

e ser�o enforcados como cavalheiros ao nascer do sol.

Muito obrigado.

O que ele disse?

Por que voc� n�o fica com a boca fechada?

Vai enforc�-la tamb�m?

Claro que n�o.

Ela � linda demais.

Se voc� permitir, minha querida,

ter� a minha prote��o pessoal.

O que posso dizer, a n�o ser "obrigada"?

N�o acredito nos meus ouvidos.

Com esses ouvidos, n�o pode acreditar em nada.

Ponha guardas em volta da casa.

Vou imediatamente mandar construir uma forca.

A prop�sito, agora que vou ser Presidente,

precisarei desse traje.

-Me acompanha, querida? -Mas � claro.

-Ainda n�o posso acreditar... -Ora, cale-se!

Veja se os guardas ainda est�o l� fora.

Eles erraram!

Aten��o! Aten��o!

Comando da Esta��o Geogr�fica do Tahiti,

chamando tenente Frazer.

�rea SS,

relate sua posi��o 8:30, comprimento de ondas 15 metros.

C�mbio.

Por sorte estou aqui operando o r�dio.

Aquele Alecto, ele est�...

Lembrei que ele est� procurando voc�.

-Onde ele est�? -Ali fora.

Al�.

Tenente Frazer.

Tenente Frazer!

Tenente, � pra voc�.

Parece uma mulher.

Tenente Frazer.

Tenente Frazer!

Al�, Branca de Neve.

N�o diga que os an�es est�o incomodando!

Al�, Jack. Me escute! Venha imediatamente.

Houve uma revolu��o. V�o enforcar todos.

Preciso de voc�! Est� me ouvindo?

Mude o curso, 20 pontos pra estibordo.

Claro que ouvi.

Mas voc� n�o precisa de mim.

Jack, n�o brinque. N�o h� um minuto a perder.

-Se voc� me ama... -Voc�, tamb�m.

Re�na todos e diga que os traidores de Crosuel�ndia

ser�o enforcados dentro de uma hora.

Vamos nos preparar para esse ato grandioso.

Um, dois, tr�s, quatro... Vamos!

-Fujam! Depressa! -� outro dos seus truques?

-Como assim, truques? -Truque, ela est� cheia deles.

-Se sairmos, atiram em n�s. -Est� errado!

Me livrei dos guardas l� fora.

Pus uma pedra na minha bolsa.

Fui com Alecto porque algu�m tinha que estar livre

pra libertar os outros.

-O que estamos esperando? -Vamos!

-N�o! Eu fico aqui. -N�o podemos deix�-la aqui!

Tenho que ficar e mand�-los em outra dire��o.

-Muito obrigado, Srta. -Vamos! Depressa!

-Como foi isso? -N�o d� tempo de explicar!

Tem que correr e pegar aqueles brutos.

N�o viu pra que lado eles foram?

-Por ali! -Me sigam!

Me sigam!

R�pido! Eles foram por ali!

Ei, olhe isso!

Acho que estamos a salvo aqui.

N�o acham?

Deve ter desmaiado.

O que aconteceu?

Ch�rie!

� a Ch�rie!

Stan, responda. Me desculpe. N�o sabia que era voc�.

Por favor, olhe pra mim.

-Como conseguiu peg�-los? -Mas eu... eu...

Essa garota � maravilhosa. Tem uma pedra na bolsa!

Depressa!

Tire eles daqui! Vamos dar o sinal para o show come�ar.

Como um agradecimento por sua ajuda,

sem o qual nunca teria conseguido,

lhe dou a honra de puxar a alavanca que enviar� esses

traidores pra eternidade.

Alecto! Alecto!

-Essa mo�a est� com os traidores! -Olhe onde ele est�.

-Do que est� falando? -Ela os ajudou a fugir!

N�o entendo. Acabei de checar. Estamos exatamente na posi��o

em que a ilha estava.

Isso � o que voc� chamaria de sorte.

Ah, n�o!

Como assim, n�o?

-N�o quero ser resgatada por ele! -Por que n�o?

Ele demorou muito pra chegar aqui!

O mundo n�o � um lugar justo mas as pessoas continuam

vivendo do mesmo jeito.

Ch�rie Lamour finalmente casar� com o tenente.

E eles viver�o felizes por muitos anos.

...e nunca me abandonou?

Aceita a Srta. Ch�rie Lamour como sua esposa?

OK, OK!

Certo, certo.

-Eu os declaro marido e mulher. -� por isso que me abandonou?

-Est� dizendo que te abandonei? -Sim!

Giovanni voltou para a It�lia.

Em vez de construir pal�cios de m�rmore,

ele continuar� construindo cercas para sempre.

Antoine voltou ao barco de onde fugiu.

Ainda procurando um pa�s, ele tentou novamente

o mesmo plano de fuga.

Mas, desta vez, ele entrou na jaula errada.

Quanto aos nossos her�is,

depois de tantas desventuras, finalmente receberam a heran�a.

Sua pr�pria ilha nos Mares do Sul,

longe das preocupa��es do mundo.

L�, eles ter�o seu merecido descando.

Foi gentil da parte de Frazer e Ch�rie

nos deixar aqui na nossa pr�pria ilha.

E nos darem tanta comida e tudo...

-Teremos um novo come�o de vida. -Certamente.

E mandar�o mais suprimentos a cada seis meses.

Finalmente, todos os nossos problemas acabaram.

Sim, senhor.

Nada pra fazer a partir de agora, a n�o ser comer e dormir.

E ningu�m para nos dizer o que fazer.

-O que est�o fazendo aqui? -O que estamos fazendo aqui?

Bem, � a nossa ilha!

Deve haver um engano.

Esta ilha foi confiscada pelo governo

por falta de pagamento de impostos sobre heran�a.

Al�m disso, tem a multa pelo atraso.

� meu dever confiscar seus suprimentos e comida.

Podem levar!

Mais uma encrenca que voc� me meteu!

N�o pude evitar. Voc� sempre me culpando.

Eu n�o sabia...

Legendas em Portugu�s-Br: Walter Santos

Can't find what you're looking for?
Get subtitles in any language from opensubtitles.com, and translate them here.