All language subtitles for The Saint.S03E09 - The Death Penalty

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Original subtitles

Marselha � a cidade mais antiga da Fran�a,

supostamente fundada pelos gregos em 600 a.C.

Desde ent�o, � um local de encontro para todas as ra�as do mundo,

o porto dos sete mares.

E �s vezes se diz

que abriga os piores criminosos da Europa.

Eu? Estou apenas de passagem.

Ou pelo menos estava at� pegar um prego franc�s no meu pneu ingl�s.

- J� terminou? - Sim, senhor.

- Quanto eu lhe devo? - N�o h� cobran�a, senhor.

Por que n�o?

Porque � uma grande honra trocar um pneu para o famoso Simon Templar.

O SANTO

S03E09 - A Pena de Morte

Legenda por Susanawho

Esteve muito evasivo esta tarde, Suza.

Eu...

Sinto muito, Sr. Osman.

Queria falar com voc� sobre neg�cios.

Estava indo v�-lo, Sr. Osman, juro que sim.

Que gentileza sua.

Claro, voc� entende que estou no comando.

Sim.

Sim, estou assumindo todo o distrito daqui at� N�poles.

Claro, n�o vou lhe dar problemas, Sr. Osman.

N�o, acho que n�o.

- Deixe-o ir. - Mas, Sr. Osman...

Deixe-o ir.

N�o vai se arrepender, Sr. Osman.

Eu lhe prometo, trabalharei para voc�, farei o que disser.

Pode contar com minha absoluta coopera��o.

Obrigado, obrigado.

- Quem fez isso? - Isso...

Ele est� morto, senhor?

Como uma pedra.

Ele foi atropelado pelo seu carro?

N�o, por uma bala nas costas.

Laura, aposto que posso chegar l� em um minuto e cinco segundos.

Bem, n�o ouse tentar.

Qual � o problema? Covarde?

Odeio velocidade, j� disse antes.

Ent�o vamos ter que acostum�-la, n�o �?

Toby, n�o!

Voc� est� se exibindo.

- � divertido. - Odeio isso!

Devagar!

Toby, por favor!

Toby, por favor!

Por pouco tempo! Um minuto, oito segundos.

- Isso n�o foi t�o ruim! - Ah, n�o. Eu odeio isso.

Isso absolutamente me aterroriza.

E voc� deliberadamente, estupidamente, sadisticamente...

Laura, desculpe, eu...

Desculpe? Voc� � cansativo, chato e est�pido!

Nunca mais fale comigo de novo!

Laura, volte!

N�o pode ir para casa a p�, s�o 10 milhas.

Olhe...

Voc�!

Boa tarde!

Gostaria de salientar que n�o tenho o h�bito

de pegar garotas estranhas nas estradas da Fran�a.

A menos, � claro, que sejam maravilhosamente bonitas

e tenham um p� machucado.

Est� indo para a cidade?

Ent�o me diga, hoje em dia, algu�m realmente toma o caminho da virtude

e volta para casa a p� depois de um passeio de carro?

Vamos, deixe-me lhe dar uma carona.

Voc� foi muito am�vel.

Por favor, entre e tome uma bebida.

Eu adoraria.

Laura!

O que diabos est� fazendo?

Ol�, papai. Brigando com Toby.

Quero que conhe�a o homem mais fascinante.

Ele me resgatou nas montanhas e me trouxe para casa.

E ele � gentil, abnegado e, oh,

qual � o seu nome?

- Simon Templar. - Meu pai, Galbraith Stride.

Sr. Templar?

Eu o conhe�o pela reputa��o.

- Boa, eu espero. - Mista.

Mas de qualquer forma, voc� � bem-vindo.

- Obrigado. - Bem, agora,

o que � tudo isso?

Oh, Toby estava dirigindo como um man�aco.

Eu bati no rosto dele e comecei a caminhar para casa.

O Sr. Templar me pegou e me salvou de

me fazer uma les�o permanente.

Oh, presente dos c�us.

- At� para o tapete. - Sim, sim.

Bem, d�-lhe uma bebida, papai. � o m�nimo que podemos fazer.

- O que toma, Sr. Templar? - Um u�sque, por favor.

Com... com soda?

Com �gua.

Ele n�o � doce?

Estas s�o pinturas ador�veis.

Sim, s�o boas, n�o s�o?

Van Gogh,

- Constable... - E esse � o Utrillo,

- e tem o Monet. - Magn�ficos.

- E muito caros. - Querida!

- Estava tentando impression�-lo. - Voc� conseguiu.

N�o est� nervoso?

Sobre o que?

H� tantos roubos de arte na Riviera hoje em dia.

Est�o todos segurados.

Fico satisfeito por ouvir isso. Ao crime.

Sa�de.

N�o � melhor cancelar sua mesa no Costa Azul?

Por qu�?

Ah, sim, n�o estou falando com Toby, n�o �?

E mal posso ir sozinha.

Seria muito presun�oso da minha parte perguntar se posso ser a segunda escolha?

Oh, ele n�o � absolutamente super?

- Simon, iria? - Claro.

Vou fazer o registro no hotel, tomar um banho e a pego a que horas?

Cerca de 20:00hs?

E voc� � o homem mais legal que eu j� conheci.

Obrigado.

Espere!

Ah, o distinto chefe de pol�cia, coronel Latignant.

- Como est�? - Estou bem, no momento.

- � bom v�-lo. - E a voc�.

Mesmo que sua presen�a na minha parte da Fran�a normalmente signifique problemas.

Coronel, sou t�o inocente quanto um beb�.

Sim.

Voc� pegou a filha de Galbraith Stride hoje � tarde no Grand Coniche.

- Isso � crime? - N�o!

Mas acontece que o Sr. Stride tem uma das mais valiosas

cole��es de arte na Riviera.

Coronel, posso garantir, estou aqui de f�rias.

Sim, e mesmo de f�rias, testemunhou um assassinato.

Sim.

- Aquele pobre diabo em Marselha. - Sim.

Descobriu quem ele era?

O nome dele era Auri Suza,

ficha criminal longa,

conhecido por ser membro de um dos mais perigosos

bandos na costa do Mediterr�neo.

Latini, n�o �?

Sabe sobre eles?

Bem, francamente, estou surpreso que tenha deixado que eles existissem.

N�o os deixamos existir.

N�o podemos quebr�-los.

S�o incrivelmente bem organizados.

Seus l�deres est�o escondidos.

Suza gerenciava seus crimes em Marselha.

Oh, isso � lindo!

� sua.

Um suborno?

Um presente.

Oh, obrigado, eu aceito.

Ao mesmo tempo, devo avis�-lo.

N�o quero que voc� fa�a a lei,

a lei francesa, em suas pr�prias m�os.

Certifique-se de que suas f�rias continuem sem incidentes.

Bem, hoje � noite ser� decidido.

Sim.

Trape, n�o me diga que est� nervoso.

Claro que n�o.

Est� pronto para sair?

Sim, assim que Clements tiver as cifras.

Esperei por isso h� muito tempo.

E amanh�...

amanh� tudo ser� meu.

Voc� j� terminou?

Sim, quase, senhor.

Preciso desses n�meros agora, Clements!

Quem pagou e quanto?

- Voc� os ter�, senhor. - Prometeu para �s 21:00hs, s�o 21:10hs.

S� mais alguns minutos, senhor.

N�o aprova que eu assuma o controle, Clements?

- N�o cabe a mim dizer, senhor. - N�o.

Mas depois desta noite,

serei o Latini,

o comandante absoluto.

Voc� n�o achar� t�o f�cil

como foi em Marselha e N�poles.

- S�rio? - Bem, voc� � respons�vel.

Respons�vel por se ferir.

Ser morto voc� quer dizer.

- Sim. - Senhor!

Sim, senhor.

Gostaria de me ver morto, n�o �, Clements?

- Responda-me! - N�o, n�o, senhor.

Quantas bebidas tomou esta noite?

Apenas uma.

Voc� � um mentiroso.

Voc� tem mais cinco minutos, s� isso.

- Com meus cumprimentos, Sr. Templar. - Obrigado, Dali.

Devo dizer que � sempre um prazer visitar o seu estabelecimento.

Estou muito satisfeito por ver que est� indo t�o bem.

Oh, sim. Dou o melhor para as pessoas e as cobro de acordo.

N�o posso reclamar.

- Por favor, divirta-se, Srta. Stride. - Obrigada.

Que homem am�vel! Champanhe gr�tis.

Sim e astuto tamb�m.

Em cinco anos ele construiu este lugar do nada

no melhor clube nesta parte da Fran�a.

- Tim-Tim. - Tim-Tim.

N�o olhe agora, mas estamos sendo seguidos.

Diga-me quando eu posso olhar.

Aquele � Toby.

- Voc� est� feliz em v�-lo. - N�o estou.

Ah, Laura, voc� gosta dele, admita.

Ele � t�o jovem, t�o imaturo.

Voc� n�o est� exatamente rangendo com a idade.

Acho que uma mulher deveria se casar com um homem pelo menos 10 anos mais velho.

Oh, ele nos viu.

Agora, n�o seja muito dura com ele.

- Boa noite, Laura. - Boa noite, Toby.

Sou Simon Templar.

- Sou Toby Halidom. - Voc� se juntar� a n�s?

- N�o tenho certeza se sou bem-vindo. - Qu�o perspicaz da sua parte.

Laura, sinto muito por...

- esta tarde. - Voc� deveria estar.

N�o, sinceramente, e pe�o desculpas.

Estava completamente errado.

- Certamente estava. - Laura, por favor!

Laura, por favor, me perdoe?

Bem...

Que tal um pouco de champanhe?

Toby n�o bebe.

Oh, parab�ns.

Mas eu sim.

Toby, me ocorre que sua posi��o

nesta batalha precisa ser consolidada.

Eu preciso de algo.

Se posso fazer uma sugest�o, por que n�o convida Laura para dan�ar?

Receio que seja imposs�vel.

Veja, hoje � tarde eu tive uma longa caminhada para casa

e meus p�s est�o t�o doloridos que n�o poderia dan�ar com ningu�m

por um longo per�odo de tempo.

Vamos, Laura, n�o pode ficar com raiva de mim para sempre.

N�o, suponho que n�o.

Com licen�a, Simon.

Deve haver algum engano.

N�o, n�o h� engano, Sr. Dali.

Mas j� paguei 60.000 francos,

minhas d�vidas na �ntegra por seis meses.

Isso � muito lament�vel, Sr. Dali.

Sinto muito, mas veja,

esses erros na contabilidade, invariavelmente aparecem quando

- h� mudan�as de gerenciamento. - Mudan�as?

Sim.

A partir de hoje � noite, sou o chefe da Latini no comando total.

Seu pagamento anterior �... como devo coloc�-lo?

Anulado.

Est� me pedindo para pagar novamente?

N�o estou pedindo, estou ordenando.

- Mas isso � extors�o! - Sim.

- N�o � justo! - N�o.

N�o posso pagar. N�o vou!

Pierre?

Voc� viu tr�s homens entrando no escrit�rio do Sr. Dali, agora?

- Sim, Sr. Templar. - Sabe quem eles eram?

N�o sei, senhor.

Obrigado.

Agora ou�a, Dali.

Se quer sair por aquela porta, inteiro, voc� me pagar�.

Caso contr�rio, voc� ter� problemas.

S� uma coisinha no creme,

e os clientes que tomam caf� com creme

v�o ficar muito, muito doentes.

Sim.

E intoxica��o alimentar invariavelmente resulta em a��es judiciais.

Entende, Dali?

Acho que ele entende.

Mas ele n�o concorda. Certo, Dali?

Trape!

Est� indo a algum lugar?

Dali, tenho uma reclama��o.

Meu champanhe.

Tem um leve sabor de corti�a,

n�o agudo, mas o suficiente para estragar o buqu�.

Voc� se importaria de dar sua aten��o pessoal?

Diga a ele para sair, Dali.

Acho que � melhor voc� ir.

Certamente, n�o est� ignorando minha queixa?

Saia.

Sabe, Dali, realmente deve ter cuidado com os tipos que deixa entrar aqui.

D� m� fama ao lugar.

Espere.

Meu amigo,

n�o tem ideia no que se meteu.

Seria muito sensato se voc� sa�sse em sil�ncio, sabia?

Dali, meu champanhe, por favor.

Sim, Sr. Templar.

Templar?

- Lembrou-se? - Lembrou o que?

Nos conhecemos ontem � noite, em Marselha,

quando voc� atirou em Auri Suza.

- N�o seja t�o tolo. - Ouviu o que ele disse.

H� um tempo e um lugar para tudo.

Da pr�xima vez que encontrarmos o Sr. Templar,

as coisas ser�o diferentes.

Sr. Templar, me desculpe.

Sei que voc� quer s� me ajudar,

mas esses homens s�o perigosos.

Bem, Dali, eu posso ser um pouco perigoso.

Vou lhe dizer, depois conversaremos, quando o clube estiver fechado.

�timo.

Foi algo que ele bebeu?

Simon! Pensamos que t�nha ido embora.

- Oh, � o que desejava? - Claro que n�o.

Bem, desde que voc�s dois fizeram as pazes,

- podem preferir ficar sozinhos. - De modo nenhum.

- Toby? - Bem, eu... eu...

- Entendeu? - N�o! Voc� me convidou para jantar

e n�o pode voltar atr�s agora.

Papai foi testemunha. Sente-se.

Boa noite, Stride.

Eu lhe disse para nunca vir aqui

em qualquer circunst�ncia.

Mas tenho algo importante para lhe dizer.

Nada � t�o importante.

Minha vida profissional � totalmente separada desta casa

e da minha filha.

Ah sim, Laura.

Eu quase tinha esquecido que ela existia.

- Quantos anos ela tem agora? - Isso n�o � da sua conta.

22, 23? Ela deve estar completamente crescida.

Osman, entenda isso direito.

Eu o coloquei onde est�, porque voc� � �til.

Voc� n�o � indispens�vel.

� uma quest�o de opini�o.

H� uma d�zia de homens prontos para tomar o seu lugar.

E o seu lugar?

Como assim?

� muito simples, Stride.

Voc� acabou como chefe dos Latini.

Contudo,

pelos velhos tempos,

darei a voc� a chance de retirar-se graciosamente.

Voc� est� fora de si.

Ou ent�o, est� b�bado.

Ah, n�o, sou muito moderado no meu consumo de �lcool.

A modera��o � muito importante em bebidas, mulheres, tudo.

Est� seriamente insinuando que pode assumir os Latini?

J� o fiz.

N�o seja absurdo.

H� Rossi na Sic�lia,

Barbello em N�poles,

Suza em Marselha.

Eles v�o mat�-lo.

Sim, sim, isso me ocorreu.

J� soube de algum deles ultimamente?

Sim, falei com Suza ontem de manh�.

Sim,

provavelmente sua �ltima conversa telef�nica.

O que voc� quer dizer?

Eu atirei em Suza ontem � noite.

Sabe, � um excelente conhaque.

Toby?

N�o sei como vou lhe dizer isso, mas

voc� � muito gentil e muito legal,

mas n�o vou casar com voc�.

Por qu�?

Suponho que quero um homem que seja excitante.

E eu sou chato, � isso?

Boa noite, Toby.

Laura?

Laura, eu te amo.

Voc� ir� superar isso.

Sim, disporemos uma porcentagem para voc�,

uma pequena, � claro.

Acho que voc� sabe que vai come�ar uma guerra de vingan�a

que destruir� toda a organiza��o?

Tenho planos para desenvolver Malta e Chipre,

sobre o qual voc� nada sabe.

Como poderia lidar com isso?

Oh, sou um aluno muito esfor�ado.

Ol�, papai.

- Estou interrompendo? - Sim, querida, n�s est�vamos...

Bem, est�vamos discutindo alguns neg�cios.

- Desculpe. - N�o � a Laura?

N�o � a pequena Laura?

- N�o se lembra de mim? - Bem, n�o. Eu devo?

N�o, minha querida, � claro que n�o deveria.

A �ltima vez que a vi, voc� estava usando o uniforme escolar mais horr�vel,

meias pretas e o mais apavorante chap�u de palha.

Oh, esse uniforme. Medonho.

Galbraith,

ela � encantadora.

E muito bonita.

- Obrigada, Sr.? - Osman. Abdul Osman.

E por favor n�o se v�.

Eu n�o a vejo h� 12 anos.

Bem, se tem certeza de que n�o estou incomodando...

N�o, n�o, n�o, claro que n�o.

- Terminamos o nosso neg�cio. - Sim, terminamos.

Ah, a prop�sito, quando posso esperar sua decis�o?

- Voc� j� a teve. - Talvez voc� mude de ideia.

Ele nunca muda, Sr. Osman.

H� uma primeira vez para tudo.

- Vai ficar aqui por muito tempo? - Apenas alguns dias.

Onde est� hospedado?

No meu iate, o "Luxor", deve ter visto.

Oh, n�o o grande branco que atracou na ba�a?

Sim, isso mesmo.

Passamos por ele hoje � noite. � magn�fico!

Gostaria de v�-lo?

Mas eu adoraria.

Talvez queira almo�ar amanh� a bordo.

Agora, olhe aqui, Osman...

Ah, voc� tamb�m, � claro, Galbraith.

� �bvio.

Obrigado, tenho um compromisso.

Bem, eu n�o tenho e adoraria.

- Laura! - Espl�ndido!

Uma pessoa vir� busc�-la na ba�a ao meio-dia

- � conveniente? - Estou ansiosa por isso.

�timo.

E agora, Laura, deve me contar tudo sobre voc�.

O que voc� tem feito nesses 12 anos?

Muito simples.

Latini � uma organiza��o terrorista.

- Eu pago 10.000 por m�s. - 120.000 por ano.

Sim.

� barato pelo que recebo em troca.

O que voc� recebe em troca?

- N�o me molestam. - Entendo.

- E Osman? - N�o sei.

Ele deve ser um alto funcion�rio.

Ele afirma estar assumindo o controle.

Claro, n�o sei quem � o chefe.

Ningu�m nunca o viu.

A cada tr�s meses, um homem vem e eu pago a ele.

Posso pagar.

Dali, � extors�o.

Meu amigo, sei que voc� quer apenas o melhor.

Gostaria de ajudar.

Pode ajudar melhor se n�o interferir.

Esse restaurante � a minha vida. N�o quero perd�-lo.

Bem, Dali, se � assim que voc� quer.

- Boa noite. - Boa noite.

N�o!

Com meus cumprimentos.

Obrigado. At� a vista.

Ali est� ele.

Estava na hora.

Agora n�s o pegamos.

Vamos, anime-se, Toby.

Voc� sabe o que eles dizem sobre o caminho do amor verdadeiro.

Obrigado.

S� n�o sei como lidar com Laura, s� isso.

- Tente dar uma boa surra nela. - Oh, �timo!

- As mulheres gostam de ser dominadas. - Sim, n�o sou do tipo.

Hoje ela est� com um cara em um iate.

S�cio nos neg�cios do pai dela. Um cara chamado Osman.

Osman?

Sim, voc� o conhece?

Sim, nos conhecemos brevemente.

Disse que ele � s�cio do pai dela?

Sim.

Absolutamente podre de rico.

E tenho certeza, podre sem ele.

Minha querida Laura,

- como est� linda. - Obrigada.

Planejei o dia inteiro.

- Voc� se importa? - De modo algum.

N�o tem ideia do quanto eu ansiava por isso.

Ah, � t�o f�cil, n�o �?

F�cil demais.

Este foi um dos melhores dias da minha vida.

Estou feliz.

Lamento.

- Lamenta? - Que acabou.

Bem, ainda n�o acabou.

Com licen�a, senhor, chamam pelo telefone da costa de Marselha.

Obrigado, Trape.

Uma liga��o de neg�cios que eu estava esperando.

- Com licen�a? - Bem, n�o demore.

N�o.

- Srta. Stride. - Ol�, Sr. Clements.

Bem, se ele n�o pagar, tome as medidas habituais.

Exatamente o que vai me dizer?

Bem, veja bem, estraguei a minha vida.

- A raz�o �... - Clements!

Posso lhe falar um momento, por favor?

Sim, senhor.

Feche a porta, Clements.

Se voc� alguma vez interferir no que estou fazendo, eu o matarei.

Algo errado?

Errado?

O Sr. Clements parecia estranho.

Oh, ele � uma trag�dia, minha querida.

Sabe, ele est� b�bado praticamente o tempo todo.

Gostaria de poder ajud�-lo.

Olha, vamos esquecer Clements.

Temos a noite toda pela frente.

N�o, Toby.

N�o fa�a nada.

Vou lidar com isso do meu jeito, se voc� n�o se importa.

Abdul?

- Voc� disse que poderia haver outros dias. - Sim.

Amanh�?

Ir�o busc�-la �s 12:00hs.

Eu...

Eu desfrutei cada segundo de hoje.

Eu tamb�m.

E eu odeio dizer boa noite.

Papai!

Ainda acordado?

- Voc� se divertiu? - Maravilhoso!

Ele � absolutamente encantador.

Na verdade, ele � o homem mais fascinante que j� conheci.

Laura, querida,

- nunca interfiro na sua vida, n�o �? - N�o.

Mas gostaria de lhe pedir um favor.

Sim?

Por favor, n�o veja Osman novamente.

Est� falando s�rio?

- Muito. - Por qu�?

Porque, querida, pe�o que n�o.

Eu n�o entendo.

Afinal, voc� n�o � exatamente exigente com amigos.

Esse n�o � o ponto. Deve ter

alguma raz�o para me pedir isso.

- Sim, eu tenho. - Bem, qual �?

Laura, voc� n�o � t�o sofisticada quanto pensa, sabe.

Agora, por favor, aceite minha palavra. N�o veja esse homem novamente.

Por qu�?

N�o fique questionando o tempo todo!

- Mas � t�o irracional! - N�o �.

Bem, eu acho que �.

Ent�o � melhor voc� apenas fazer o que eu mando.

Papai, n�o tenho seis anos, pelo amor de Deus!

- E n�o seja insolente! - Insolente?

Do nada, faz esse absurdo, exigir que eu...

- Isso n�o � absurdo. - � para mim.

O que h� de errado com ele, afinal? Ele � seu amigo, n�o �?

Ele me disse hoje que cada centavo que ganhou, ele deve ao senhor.

Abdul Osman � um homem mau, depravado.

- Ent�o por que est� t�o pr�ximo dele? - N�o estou.

- Eu o conheci nesta casa. - Ele estava aqui a neg�cios.

Exatamente o que h� de t�o terr�vel nele?

Oh, ele � muito esperto, eu sei disso.

Charmoso, sofisticado, glamouroso para voc�, sem d�vida.

E sei perfeitamente bem o que ele fez com voc�.

Fez?

Sim, eu a vi no carro, deixando ele beij�-la

e toc�-la como uma qualquer...

Como se atreve a dizer algo assim?

Ele a beijou, eu o vi.

Ele me beijou porque eu quis.

Eu praticamente me joguei nele.

Olha, n�o entende, ele � baixo,

ordin�rio e desprez�vel.

E eu a pro�bo de v�-lo novamente!

Pro�be?

Oh, papai, n�o seja t�o bobo!

Laura, n�o o ver� de novo, entende?

� uma ordem!

Por que n�o lhe disse a verdade?

O que quer dizer?

Falo de ouvi-lo interpretar o pai d�spota.

Por favor, saia!

Por outro lado, se lhe contar a verdade sobre Osman,

ter� que admitir que � o chefe dos Latini.

- N�o posso. - Dever� faz�-lo.

Nunca!

Stride, os jovens n�o t�m muitos �dolos hoje em dia.

Laura te adora.

Detesto v�-la desiludida,

mas...

vou pegar a voc� e Osman.

E se Laura se ferir no processo, n�o tem rem�dio.

Ent�o, o que acontecer� depois?

N�o tenho muita escolha.

V� em frente.

E essa � a diferen�a entre voc� e Osman.

Ele teria puxado o gatilho.

Aqui vem ele.

Eu lhe disse para vir sozinho.

Meu caro Stride, n�o seja absurdo.

Voc� selecionou este lugar deserto para uma reuni�o

e espera que eu fique desprotegido?

Agora v� direto ao ponto.

Bem, estou preparado para fazer certas concess�es.

Muito esperto.

- Mas sob duas condi��es. - Que s�o?

Uma: que parta de uma vez.

Partirei hoje � noite.

Qual � a segunda?

Que nunca mais veja Laura novamente.

Mas Stride,

ela � encantadora.

- E n�o fale nela. - N�o posso evitar .

Eu at� poderia me apaixonar por ela.

Voc� nunca a ver� novamente. Entende?

Ah, mas nesse caso, preciso encontrar algu�m para me divertir.

Bem, ent�o,

quais s�o essas concess�es?

Voc� pode ter todos os territ�rios no Oriente M�dio e Norte da �frica.

- Continue. - Isso � tudo.

- Voc� est� brincando. - Isso � tudo! Compreende?

Voc� � passado, Stride!

Voc� � velho e incompetente!

A maioria dos Latini me seguem agora

- e quero o resto deles! - Jamais!

Em benef�cio dos velhos tempos, prefiro que nada aconte�a com voc�,

mas se for preciso,

darei a ordem e voc� morrer�! Dirija!

Laura, suponho que vamos nadar

e almo�ar depois no clube da praia?

Estive no clube da praia tr�s vezes esta semana.

As mesmas pessoas chatas.

- E o que quer fazer? - N�o sei.

Voc� se convidou aqui, assim sugerindo algo.

Seu problema � que voc� tem sido desagrad�vel porque seu pai

- n�o a deixa ver Osmand. - N�o seja est�pido.

Continue, admita, voc� gosta do homem.

E se eu gostar?

Bem, ele � vulgar, vaidoso e escorregadio.

- Eu o acho charmoso. - Ent�o tem o gosto mais estranho em homens.

N�o vejo que seja da sua conta.

- E Simon Templar concorda comigo. - Oh, concorda?

Presumo que voc� esteja discutindo isso com todo mundo?

E seu pai concorda. Osman � um porco!

Bem, pelo menos ele n�o me aborrece at� a morte.

- E eu sim, � isso? - Francamente, sim, at� a loucura.

Bem, n�o faz sentido eu ficar, n�o �?

Exatamente.

Irei ao iate do Sr. Osman para uma conversa de adultos civilizados.

- Ela n�o vem. - Por favor, senhor...

E s� uma vez, poderia aparecer sem uma bebida na m�o?

Clements, tive o suficiente por um dia.

- Laura! - Ol�.

Voc� chegou cedo.

- Voc� se importa? - Importar? Claro que n�o. Estou encantado.

Vou preparar algumas bebidas para n�s.

Laura?

Laura?

Sinto muito, senhor, a senhorita Laura saiu.

- Onde? - N�o sei, senhor.

- Mas ela est� com o Sr. Toby? - Oh, n�o, senhor.

Eles tiveram uma briga. Muito feia.

A Srta. Laura saiu sozinha.

Entendo.

Obrigado, Janete.

Bem,

planejei outro dia perfeito.

Ah, sim?

N�o parece muito entusiasmada.

Oh, desculpe. Eu estava pensando em outra coisa.

De fato, quase n�o vim hoje.

N�o vinha?

Papai n�o queria.

Mas por qu�?

Por alguma raz�o rid�cula, ele parece n�o aprov�-lo.

E ele � muito s�bio tamb�m.

Sou um sujeito muito desprez�vel.

Voc� �?

Completamente.

Com licen�a por um momento?

- Terminou? - Sim.

Sim, isso deve ser feito.

Agora, entregue-o imediatamente ao Stride.

Fa�a-o entender que partiremos �s nove, com Laura.

- Tudo bem, senhor. - E Clements?

Fique s�brio.

Voc� vai viver mais.

Est� me dizendo a verdade?

- Ela est� a bordo? - Sim, senhor.

Ela sabe alguma coisa?

Bem, ainda n�o, senhor.

Oh, tentei preveni-la contra ele.

Bem, veja, Clements,

ela n�o sabe o que eu sou.

Tudo bem, pode ir.

O que devo dizer a ele, senhor?

Diga a ele para se lembrar de John Paul Jones.

Eu... eu n�o entendo.

Ainda n�o comecei a lutar.

A menos que o Sr. Stride ceda, Osman parte hoje � noite �s 21:00hs.

Com Laura?

- Sim. - Onde?

N�o sei, eu...

Stride capitular�?

N�o tenho certeza. Eu duvido.

O que o fez vir at� mim?

O Sr. Osman considera voc� um inimigo muito perigoso, ent�o eu

- achei que voc� poderia ajudar. - Eu vou.

Sr. Templar,

se ele descobrir que vim v�-lo, ele...

ele vai me matar.

Onde diabos voc� esteve? Por que demorou?

- Bem, eu... - Voc� viu Stride?

Sim, senhor.

Ele entendeu o que vai acontecer, a menos que esteja a bordo �s nove?

Acho que sim, senhor.

- Ele vir�? - Bem, eu...

n�o tenho certeza, senhor.

Bem, ainda temos mais duas horas.

Desculpe por essa interrup��o, minha querida. Neg�cios.

Est� tudo bem.

Abdul, foi um jantar ador�vel, mas acho que devo ir agora.

Papai vai se preocupar.

Mas � cedo.

Por favor, chame o bote, devo ir agora.

Isso � muito lament�vel.

- Como? - Minha querida Laura,

voc� � uma garota muito bonita, mas � incrivelmente est�pida.

Voc� est� aqui simplesmente como um pe�o.

- Quando meu pai souber... - Seu pai far� o que lhe mandam.

Voc� tamb�m. Sente-se.

Ainda l�. Nenhum sinal de Stride, por enquanto.

Como ela pode conviver com o pai e nem suspeitar?

Ele fez quest�o de que ela n�o soubesse.

Vamos, n�o podemos esperar mais.

- O barco est� preparado? - Sim, tudo est� pronto.

- J� usou uma dessas? - N�o, nunca.

- Voc� ganhou. - E voc�?

Eu vou ser pego, lembra?

Deixe-me entrar a bordo com voc�.

N�o, eu vou primeiro, criar uma distra��o.

Agora, fique embaixo dessa lona.

Oi, "Luxor"!

Estou subindo a bordo!

- N�o � Stride. - � Templar.

E ele est� sozinho.

Ali,

s� 10 homens para abordar o iate de Osman.

- Por favor. - Mas, Sr. Stride ,

n�o trabalho mais para voc�.

Oh, linda maneira de receber o almirante a bordo, n�o �?

Bem, o que voc� esperava?

Exatamente o que estou recebendo.

Traga-o para dentro.

Sr. Templar, admiro sua coragem,

mas isso me deixa perplexo.

O que espera alcan�ar ao entrar no meu barco?

- V�-lo morto. - Uma ambi��o imposs�vel.

- Oh, eu n�o iria t�o longe. - Simon?

O que significa tudo isso?

Significa que Abdul ganhou seu dinheiro

com todos os v�cios e crimes conceb�veis

sob os destro�os de mais vidas humanas do que voc� poderia imaginar.

N�o estava realmente atra�da por ele, n�o �?

Sim.

Bem, suponho que uma garota tenha direito a equivocar-se de vez em quando.

Voc� precisa de uma li��o de boas maneiras.

V� em frente, professor.

Tranque-o!

E a garota!

A escola fechou hoje?

O que Templar esperava alcan�ar?

N�o sei, senhor.

Como ele sabia que Laura estava aqui?

E mesmo que soubesse,

por que ele suspeitaria que ela estava em perigo?

N�o tenho ideia, senhor.

Bem, deixa pra l�.

Acho que Stride n�o vem.

Diga a Trape que sairemos o mais breve poss�vel.

Lamento pelo atraso, senhores.

Ent�o voc� decidiu cooperar.

- Onde est� Laura? - Ela est� bem segura.

Bem, quero v�-la.

Vou mandar voc�s � terra assim que resolvermos nossos neg�cios.

Mas, por favor,

vamos nos comportar como cavalheiros.

- Teve problemas? - N�o, ainda n�o.

- Voc� est� bem, Laura. - Sim.

Aqui, r�pido.

Olha, eu me recuso a discutir qualquer coisa com uma arma.

Eu vou conceder tudo.

Eis a carta que voc� pediu.

- Oh, voc� � muito generoso. - Agora,

quero ver Laura.

Eu a chamarei. Oh, por favor, guarde essa arma.

Assim � melhor.

Agora, vamos beber a isso. Conhaque?

Sim, isso deve satisfazer a todos.

Exceto a mim.

Tranque a porta.

Diga ao Coronel Latignant que precisar� de pelo menos seis homens.

Certo.

E diga para ele se apressar.

- Simon, n�o gosto de deix�-lo aqui. - Fa�a o que lhe disse.

- Diga o m�nimo poss�vel a Laura. - Certo.

Voc� me deu sua palavra.

Meu querido Stride,

desde quando a sua palavra ou a minha significa alguma coisa?

Significa que a pol�cia estar� aqui em breve.

Devemos esconder o corpo.

Poder�amos fazer parecer leg�tima defesa.

N�o seja t�o est�pido, a arma dele n�o foi disparada.

Oh, vamos consertar isso.

Aqui.

Ele estava sentado na mesa.

Apenas para fazer as coisas parecerem realistas.

Isso � muito inteligente da sua parte, Clements.

E apenas para ter certeza absoluta...

Sr. Osman?

� a garota, ela foi embora! Sr. Osman!

Osman, abra!

N�o pude det�-los, Sr. Templar. Eles atiraram um no outro.

Tantas homenagens...

- Tantas pessoas o amavam. - Sim, Srta. Stride.

Seu pai ser� lembrado com respeito.

Acho que � uma decis�o s�bia da sua parte, Laura,

fechar a casa e ir embora por um tempo.

Dever�amos partir logo se vamos pegar aquele avi�o.

- Adeus, Simon. - Laura.

Adeus.

E quanto a Clements?

No hospital. Cirrose aguda do f�gado.

Ele n�o viver� mais de um m�s.

Obrigado, Coronel, foi gentil de sua parte deix�-la conservar a ilus�o de seu pai.

Que interesse h� em destruir as lembran�as de uma jovem?

Nenhum.

Afinal, Osman e Stride pagaram a pena de morte.

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