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RIO RITA (1942)
Tradu��o: filmeantigo.com.br
Compila��o de Legendas: Substiputo
Ajustes T�cnicos e Resync: Walter Santos
-Wishy, cad� voc�? -Estou aqui.
Trabalhe, fa�a algo.
Vou lev�-lo pra passear. Venha, garoto. Vamos.
-Veja o que vai fazer. -N�o me cause problemas. Venha.
Largue esse c�o!
-Ele merece respeito. -Largue-o. Venha trabalhar.
-V� na frente. Ei, Doc. -O qu�?
Por que trabalhamos aqui?
-Estamos presos nesta cidade. -Estamos presos.
-Bondade nos darem esse emprego. -Sim.
Prometeu o jantar de hoje.
Se ficarmos, teremos como voltar pra Nova Iorque.
Por que Nova Iorque? Quero o Brooklin.
V� para o Brooklin, vou pra Nova Iorque.
-Ok. -Ok.
Largue! S�o biscoitos de cachorro.
-S�o bons, eu gosto. -Ora, largue isso!
V� pra Nova Iorque, e eu para o Brooklin.
Ok.
-Atenda o telefone. -N�o tocou.
Por que esperar at� o �ltimo momento?
J� disse pra largar isso! Al�, sim?
Sim, senhora Pike.
Sim, banho, comida e exerc�cio pros c�es.
Sim, claro. Qual o seu c�o? Um Pequin�s?
Muito bem, adeus.
Ei, Wishy, v� na Sra. Pike pegar o Pequi.
Pegar o Pequi da Sra. Pike? N�o entendi...
-Pegar o Pequi da Sra. Pike. -Pegar o Pequi da Pike?
O que �? Est� me estranhando?
V� � casa da Sra. Pike. Ver� um Pequi por l�.
Verei o Pequi por l�? E fa�o o qu�? Brinco com ele?
Olhe, devo estar ocupado com o c�o branco.
Que c�o branco? O Spitz?
Ele n�o cospe, mas baba.
-Ol�, chefe. Estamos ocupados. -Como vai o Chow da Sra. Brown?
Sei l�, n�o tomei ch� na casa dela.
O c�o que levou pra passear.
A �ltima vez que o vi, tinha engolido um gato.
-Engoliu? Como sabe? -O rabo estava na boca.
N�o falei pra botar a focinheira no c�o?
Usei a focinheira, mas n�o conseguia respirar.
Disse o que aconteceria se perdesse um dos c�es.
Chefe, me d� outra chance. Desculpe. Vou arranjar outro c�o.
Um c�o de ca�a.
-Mas ela n�o ca�a. -Ent�o, um c�o de puxar tren�.
-Ela n�o tem tren�. -Um S�o Bernardo, esse ela n�o perde.
Saiam daqui! Est�o despedidos!
-Ok. -O que est� fazendo? Largue isso.
-Largue isso. -Ei, n�o quer sair.
Muito bem, expulsos de novo.
Ei, placa de Nova Iorque.
-Olhe, Nova Iorque, por aqui. -Vamos!
L� vamos n�s de novo!
D� 1 mango e 6 cents, digo, $1.06, Sr. Montera.
-Como sabe o meu nome? -Como n�o saberia?
Al�m disso, o ouvi no r�dio.
Ok. Me diga a que dist�ncia fica o hotel Vista del Rio?
Mais ou menos 360 milhas. Mas n�o gostaria de l�.
-Gostaria sim, nasci l�. � por aqui? -N�o, � por ali.
Com calma, chegar� pelo meio-dia.
Ent�o, vou r�pido e chego ainda pela manh�.
Tchau.
"Hotel Vista del Rio Texas - 3 Dias de Festa"
-Marianna? -Sim?
Como est� o tempo l� fora? Tenho medo de olhar.
-Como todos os dias. -N�o pode ser, hoje � diferente.
-Diferente pra qu�? Pro amor? -N�o, pra "fiesta".
200 dias por ano temos "fiestas".
Mas apenas um dia Ricardo Montera vem pra casa.
Apenas um dia em dez anos. Ricardo Montera.
Voc� tem pensado no Ricardo Montera.
Voc� que tem pensado nele.
Acha que ele mudou muito, Marianna?
Em 10 anos? Claro, Rita, acho que sim, um pouco.
Mudou de um rapaz para um homem.
Nem deve se lembrar de mim.
-Bom dia, Jake. -Bom dia, Srta. Rita.
Saia daqui!
-Jake, essa caixa � pra mim? -N�o, Harry, n�o � pra voc�.
Vai acabar quebrando-a.
E voc� ter� uma viagem de 5.000 Km num barco de volta.
-Que pedidos vieram com ela? -Estava codificado.
Devagar, Jake.
Ma��s? N�o s�o ma��s de verdade.
Devem ser bombas!
-Puxe o cabinho. -Mas, senhor...
Dei uma ordem!
-Um r�dio! -E tem mais mil deles.
Esperando pra serem distribu�dos por mim.
Um desses no bolso e um homem recebe ordens onde ele estiver.
-At� numa f�brica de avi�es. -Precisamente.
Poderemos contar ao nosso povo sobre isso hoje � noite.
N�o at� a nossa primeira transmiss�o nacional.
Tenho coisas mais importantes pra fazer hoje � noite.
-� sobre o trabalho? -Sim.
Cada segundo do comercial transmitir� nossas ordens.
Haver� muitos estranhos � noite pra "Fiesta".
N�o ter�o muito interesse nos r�dios.
Sabemos o que s�o e o que fazer com eles.
Se algu�m j� suspeitasse dessa esta��o de r�dio,
j� ter�amos recebido visitas de Washington.
Consegue pegar mais de uma esta��o nisso?
Sim, vire ao contr�rio.
Desligue isso!
Se algu�m agir de maneira suspeita, atire.
-Bom dia. -Bom dia, Rita.
Querem que eu ajude em alguma coisa para a "Fiesta"?
N�o, creio que n�o, obrigado. J� temos tudo organizado.
Voc� sempre tem, Maurice.
N�o tenho demonstrado muito,
mas sou agradecida por tudo o que tem feito
por Vista del Rio, desde que papai morreu.
Sei que � desgastante gerenciar este lugar.
N�o � t�o ruim assim.
-Ei, n�o mexa nisso! -Ele adora ma��s.
-N�o como essas, s�o artificiais. -Para decora��o.
Por acaso n�o tem not�cias de Ricardo Montera?
Estou aguardando-o para o almo�o.
Bem, voltarei na hora do almo�o, ent�o.
-Quem � ela? -Voc� me pegou, irm�o.
N�o quero "pegar" voc�, irm�o.
-Montera est� chegando. -Ainda acho arriscado us�-lo.
Ser� �til pra n�s. Justifica uma transmiss�o nacional.
-Por que paramos? -Talvez o pneu tenha furado.
-N�o ouvi nenhum barulho. -Fique quieto!
Ricardo Montera est� aqui!
Maurice.
-Estou ocupado. -Devo cuidar dele?
Ouvi que Montera � perigoso s� para as mulheres.
Mas talvez seja bom mant�-lo entretido.
Sr. Montera, me d� seu aut�grafo?
Pode me dar, tamb�m? Sempre o escutamos no r�dio.
-N�o precisa se incomodar. -N�o � inc�modo algum.
Sr. Montera, bem-vindo a Vista del Rio.
Meu nome � Maurice, sou o gerente.
Sou Erick Gess, radialista da esta��o.
Ent�o, pode me dizer quando come�ar� a transmiss�o.
Ser� por volta das 23h, hoje � noite.
-Posso ter um cavalo? -Um cavalo?
-Sim, logo que trocar de roupa. -Bem... sim.
A prop�sito, meu carro quebrou, algu�m pode consert�-lo?
Claro. Pete.
Estranho, de Nova Iorque pra c� estava �timo,
mas depois de San Antonio...
Pete, na traseira do carro, ouvi sons estranhos vindos de l�.
-Talvez o amortecedor ou algo assim. -Ok, vou dar uma olhada.
Obrigado. Barulhos muito esquisitos...
Al�? Sim, j� estou indo a�.
Deve ter parado pra abastecer. Descubra onde estamos.
Ok. Estou indo.
-V� logo! -J� vou.
Que vista! Me sinto um coiote.
O que est� fazendo? Pare de balan�ar o carro.
Doc!
-Onde n�s estamos? -Doc! Doc! Doc!
-Doc! Doc! Abra o porta-malas! -Voc� est� a�, Wishy?
-O que h� com esse porta-malas? -Minha cabe�a!
Ent�o, se afaste!
-Eu quero, mas est� dif�cil! -Saia da�!
Doc! D�-me uma m�o! Doc!
Estou caindo! Doc!
-Doc! -Ei, Wishy, onde voc� est�?
-O qu�? -Estou aqui!
-Como foi parar a�? -Tire-me daqui!
O que est� aprontando? Suba j�.
Vamos, suba j�. Vamos!
Vamos, s� mais um pouco. Vamos.
Vire-se. Mais um pouco. Onde voc� est�?
-Rapaz, o sol se p�s r�pido. -Cad� voc�?
-N�o sei. -Vire pra c�. Vamos, des�a logo!
-Pare de empurrar. -Vamos.
N�o empurre!
-Me tire daqui, a culpa � sua. -Acha que estou com medo?
-N�o deste jeito, de outro! -Sim, eu tenho medo.
-Devagar. -Vire-se. Vire-se.
-Doc! Doc! -Ai, minha cabe�a!
-Doc! -Wishy, onde voc� est� agora?
Wishy! Wishy! Onde voc� est�, Wishy? Wishy!
-Doc? Doc! -Wishy?
-Doc! Doc! -Segure-se. Vou puxar a alavanca!
-Eu sei fazer isso. -Levanta! Levanta!
-Levante isso! -Muito bem.
Veja o que est� fazendo! Qual � o seu problema?
Vamos! Venha pra c�.
Isto n�o � propriedade nossa, compreende?
Tenho que levantar este carro antes que o dono volte.
O que est� fazendo a� em cima?
Aperte o bot�o! Aperte o bot�o!
Des�a isso! Des�a isso! Est� tudo girando!
Aperte o bot�o!
Pare!
-Droga! Estou ficando tonto. -O que quer que eu fa�a?
Chame o corpo de bombeiros.
-Que bot�o eu aperto? -O mesmo de antes!
-Calma, s� resta mais um bot�o. -Aperte o bot�o!
Acabou. Se isso n�o funcionar...
Est� bem, Wishy? Wishy? Voc� est� bem?
Ei, garoto. Wishy, cad� voc�? Wishy? Wishy?
Wishy? O que est� fazendo a� em cima?
Mantenha-se de p�. Cuidado!
Cuidado!
O que est� fazendo? Cuidado! Fique parado!
Fique parado!
Vou trazer voc� pra baixo.
Calma, fique parado.
N�o se meta em encrenca. Fique parado, est� bem?
Pronto, n�o v� se machucar.
Fique parado. A�.
Pule ali. Vamos.
Vamos!
-Vamos embora! -Agora sou eu aqui em cima.
-Onde? -Aqui em cima.
-Onde? -Aqui! Aqui!
Pois �, pois �.
O que est� fazendo a� em cima?
Voc� me mandou aqui pra cima!
Agora me fa�a descer.
-Tenho que fazer voc� descer? -Fa�a-me descer!
-Vamos, pule! -Como assim, pular?
Pule dentro do chap�u.
-Vamos, � seguro. -Ache algo para eu descer.
Qualquer coisa, r�pido!
Aqui. Des�a por aqui.
Agarre-se nisso!
-Pegou? -Peguei.
Segure firme!
Bem, eu tinha que fazer voc� descer, n�o �?
-N�o dessa maneira. -Doeu?
O que voc�s s�o? Vagabundos?
Vagabundos? Estamos fedendo?
-O que fazem aqui? -Nada.
-De onde vieram? -Lugar nenhum.
-Quem s�o voc�s? -Ningu�m.
-Onde mora? -Com ele.
-Onde ele mora? -Comigo.
-Onde fica isso? -Moramos juntos.
O que � isso? Concurso? N�o tenho que responder.
Ol�, baixinho. Olhe, uma esta��o de r�dio.
Sim, e da�?
-J� ouviu um de nossos shows? -Ou�a, suma ou te arrebento.
Vai ter muito trabalho.
-Vou te arrebentar assim mesmo. -Vai, sim.
-Vou, vou, sim! -Disse que iria.
-Pare com isso ou... -Espere a�.
Saia daqui!
Aonde voc� pensa que vai? Fugir?
Vamos!
-Ei, o que est� fazendo? -Abaixe isso!
Quero descer!
Estou enjoado. O que vamos fazer?
N�o, cante voc�, por favor.
-Ol�. -Ol�.
-Ol�! -Bem, Ricardo Montera...
Voc� me conhece? Mas como?
Sou uma conhecida sua.
Minha... Ah! Quer dizer da produtora, ou talvez do r�dio.
N�o, sou uma velha conhecida.
Uma das primeiras.
Voc� n�o me conhece, n�o �?
N�o, mas gostaria muito. Quem � voc�?
Uma estranha que voc� beijou.
Vejo que est� chateada.
Talvez seja melhor me dar um tapa, Ok?
N�o, obrigada.
-� o que as boazinhas fazem. -Deve conhecer algumas.
Um monte. Digo, duas ou tr�s.
Ficam com raiva quando as beija?
Ficam nervosas, me chamam de safado,
dizem que nunca foram t�o insultadas na vida.
Bem, j� fui mais insultada, gra�as a Deus.
-Ent�o, n�o est� mais chateada? -N�o.
-Hein? -N�o.
Mas tamb�m n�o ouvi nada de bom sobre voc�.
N�o? O que ouviu?
-Animado. -Animado?
H� algo de bom em ser "animado"?
-Deve ter sim. -Ent�o, estou feliz, senhora...
-Olhe pra mim. -Voc� � ador�vel.
Quem sou eu?
Nunca a vi antes. N�o esqueceria uma voz t�o bonita quanto a sua.
Andei tendo aulas.
-Desisto. Onde nos conhecemos? -Bem aqui.
Bem aqui?
Estava catando amoras e voc� me ajudou.
Voc� tinha um remendo azul nas suas cal�as.
Depois fomos pescar no Rio Grande.
Pescamos um dourado, que chamamos de Tamino.
-Voc� � Rita. -Sou.
-Pequena Rita! -J� sou crescida agora.
Agora que j� sei quem voc� �, vou beij�-la de novo.
N�o, n�o vai, agora que sei quem voc� �.
Rita, estamos juntos de novo. E de novo sozinhos.
Estamos mesmo?
Exceto pelos Rangers.
Na verdade, estamos cercados.
Esta � uma m�sica engra�ada, onde aprendeu?
Aprendi cavalgando com esses bravos.
-Ei, Doc. -O que �?
-Tenho fome, n�o como h� dias. -Espere.
-Uma janela. -N�o vou com�-la.
Veja se tem comida l� dentro.
-Olhe! Ma��s! Das grandes! -Olhe o tamanho!
-Devem ser ma��s da Casa Verde. -O que � "Casa Verde"?
-Estufa. -O que � estufa?
Estufa � uma casa pintada de branco.
Como pode ser Casa Verde se � pintada de branco?
Ser� estufa mesmo se pintada com qualquer cor.
-Acha que sou Dalt�nico? -V� l� e pegue as ma��s, vamos.
Me empurre! Vamos.
-Vamos. -Espere um minuto.
-O que foi? -E se algu�m aparecer?
E da�? N�o quer que eles me descubram, quer?
-N�o. -Certo, vamos l�.
-E se eles me pegarem? -Fuja, voc� � pequeno.
-� verdade. -Vamos logo. Isso mesmo.
Tudo certo? O que foi?
Por que me empurrou t�o r�pido?
Estava l� dentro. Por que n�o pegou?
Vou entrar, n�o me apresse.
-Mas j� estava l�! -Quem?
Voc�!
-Estava... � mesmo. -Vamos logo, entre!
Vamos l�.
Pegue as ma��s.
-Pegue a caixa toda. -Vamos.
O cesto todo.
Muito bom. Venha.
J� estou saindo.
Quer sair logo da�?!
Doc!
Doc!
-Doc! -Venha.
Vamos, venha. Saia j� da�. Vamos!
R�pido!
Doc!
-Doc? -O que foi?
Estou com medo.
Vamos! Pegue o seu chap�u.
Uma pra voc�, outra pra mim.
Mais uma pra voc�, e outra pra mim.
Muito bem, todas divididas igualmente.
-Eram 40 ma��s, com quantas ficou? -Fiquei com 20, e voc�?
Fiquei com 22.
-Ficou com duas a mais. -N�o. N�o toque nas ma��s.
Me perguntou quantas eu tinha, e ainda fica com 2 a mais!
-Est�o divididas igualmente. -Mas eram 40 ma��s.
-Fiquei com 20, e voc�? -22.
-Viu? Me d� uma. -N�o toque nas ma��s.
-Tenho direito a mais uma. -Estou com fome, por favor.
Estou com fome tamb�m. Arrisquei a minha vida.
Oh, me desculpe, pegue a ma��.
-Temos que ser justos. -Escolha voc� mesmo.
Ok.
-O que vem depois do 9? -10.
-Bem, voc� tem 20. -Certo.
-E quantas voc� tem? -Tenho 22.
-Desculpe-me. -Assim � melhor.
-Ent�o, bom apetite. -Pra voc� tamb�m.
Est� dura. Essa tamb�m.
-O que foi? -Est� dura. Grudou no dente.
O que foi?
Fique reto e cuspa a ma��.
-S�o falsas! -O que elas s�o?
S�o todas falsas!
Calma, pode ter alguma boa por aqui.
Que droga!
Bem agora que eu tenho fome!
Esque�a, vamos arranjar algo pra comer.
Esta��o KPKO, El Paso.
Doc, olhe. Comida. N�o consigo nem olhar!
-Presunto, lagosta, bolo, torta. -Assim voc� vai me matar.
Olhe o tamanho dessa galinha!
-Queria s� essa galinha. -Eu tamb�m.
Se pegar a galinha, posso ficar com as pernas?
-N�o. Quero as pernas. -Posso ficar com as asas?
-Quero as asas. -Ent�o, o peito e o pesco�o?
Quero as pernas, as asas, o peito e o pesco�o.
Muito bem, fique com tudo.
Vou sentar na cerca e pegar uma que esteja passando.
Vamos, vamos.
Gar�om, viu o senhor Montera?
Sim, Sra. Winslow, est� logo ali.
Ah, sim. Obrigada.
A� est� voc�, Rita.
A� est� voc�, Ricardo, a� est� voc�.
-Ol�, Lucette. -Ol�.
Tive o privil�gio de convidar Lucette pra almo�ar conosco.
�timo. N�o me disse que era amiga de Ricardo, Lucette.
Eu n�o era. Sou uma nova amiga.
� bom fazer amigos.
Voc� � uma das f�s. Sabia que h� 30 milh�es de n�s?
S�rio? Pena que s� exista um dele.
Vou andar de bicicleta. Tem uma, certo, Ricardo?
Doc, que tempo leva pra se morrer de fome?
-O que faria se soubesse? -Estou planejando meu futuro.
-Depende de quem � voc�. -Sou um rapaz.
N�o faz diferen�a se � rapaz ou garota.
Eu sei, mas pra mim faz diferen�a!
Quero dizer se � uma pessoa magra ou gorda.
-Sou um faminto. -Sei, e eu magro.
N�o como h� 2 dias e ainda pare�o um garoto de 10 anos.
Se fosse voc�, comeria logo, pois est� todo enrugado.
Espere, estamos falando de voc�.
Vamos fazer assim: finja que est� morrendo de fome.
Tem um olhar estranho.
Devagar... Venha aqui. Finja que est� morrendo de fome.
Ei, Doc, como saber se o fim estava pr�ximo?
Quando come�ar a ver coisas.
-�? -Veria uma moranga.
-Moranga? N�o vou olhar pra ela. -Voc� tem que olhar.
-N�o vou! -Tem que olhar, � uma vis�o.
-O que � uma vis�o? -J� foi � escola, idiota?
Sim, e sa� da mesma forma que entrei.
-Quanto tempo ficou na escola? -Jardim de inf�ncia? Um ano.
Sente aqui, vou lhe explicar. Venha.
Ok. Espero que explique, porque estou morrendo de fome.
Agora est� morrendo de fome.
Voc� quem est� dizendo, j� sei disso h� horas.
Eu sei.
-Espere, � pra lhe explicar. -Eu sei.
A� voc� v� uma mesa vindo. Cheia de comida deliciosa.
Por toda a mesa s� h� comida.
-Quanto isso vai me custar? -Nada.
Nada? Ent�o, quero 2 bif�es, um em cada prato.
N�o pode comer essa comida. Ela n�o � real. Ela nem existe.
-Que conversa � essa? -Mas � assim mesmo.
Acabou de dizer que a mesa estava cheia!
-Isso mesmo. -Ent�o, n�o vou comer, s� ver.
-Exatamente. -Posso imaginar o que quiser.
-Exatamente. -Imaginar tudo que quiser.
N�o sei do que est� falando.
-Isso a�. -Quem diria...
-Pode ser galinha? -Pode, sim.
-Pode ser galinha? -Com certeza.
Ent�o, posso segur�-la bem aqui?
N�o, n�o, ela s� existe na sua cabe�a.
N�o poderia existir no meu est�mago?
N�o, certamente n�o. Entendeu o que � uma miragem?
Sim, � um pesadelo numa delicatessem.
Ah, minha nossa! Que tipo de resposta � essa?
-Ei, Doc. Tenho que comer algo. -Eu sei.
Uma miragem! De verdade.
-Doc. Doc. -O que �?
Miragem tem cheiro?
-Fique quieto. -Talvez eu esteja morrendo.
Talvez esteja morto e nem saiba.
Seja real.
� real. Batata.
-Doc! Doc! -Sim, sim, sim.
-Estou comendo uma miragem. -Fique quieto.
� uma miragem e tem gosto de galinha.
Galinha boa, com carne branca e tudo mais.
Ok.
-Venha, te dou um peda�o dela. -Pode ficar quieto, por favor?
Garoto! Leite marrom.
Isso n�o � leite.
O que voc� jogou em mim?
� uma miragem.
-Doc, venha aqui. -O que � isso?
-� uma miragem. -Uma miragem?
-Isso parece uma miragem? -N�o sei, mas est� aqui.
-Galinha de verdade. -Oh, rapaz.
-Nem a galinha... -Nada est� aqui. Nada.
-Voc� n�o est� aqui. -N�o quero saber o que tem aqui.
Voc� n�o est� aqui. Aposto que n�o est� aqui.
Quanto quer apostar?
-Aposto as galinhas. -As galinhas?
Sim, as galinhas, n�o toque nelas.
-Minha galinha pela sua. -A minha pela sua? Estou aqui.
-Voc� n�o est� aqui. -Estou aqui.
Voc� n�o est� na Filad�lfia. Voc� n�o est� em Baltimore.
-E voc� n�o est� em Washington. -Eu tenho uma tia l�.
N�o interessa, se n�o est� na Filad�lfia,
Baltimore ou Washington, deve estar em outro lugar.
Se est� em outro lugar, n�o pode estar aqui, certo?
-N�o. -Certo.
Espere. Por que est� pegando a minha galinha?
-Quem pegou a sua galinha? -Voc� acabou de peg�-la.
-Eu peguei a sua galinha? -Pegou.
-N�o enche! -Espere.
-N�o peguei a sua galinha. -Sim, pegou.
N�o disse que eu n�o estava em Baltimore, Washington ou Filad�lfia?
Se eu n�o estou nesses lugares, devo estar em outro lugar.
Deve estar em outro lugar.
Se estou em outro lugar, n�o posso estar aqui.
Ok.
Se n�o estou aqui, como posso estar com a sua galinha?
Vamos, me d� a minha galinha.
-N�o, perdeu de forma justa. -Me d� a minha galinha!
-As ma��s-r�dio sumiram. -Foram roubadas?
-Sim, por aqueles dois ali. -Sabe o que fazer.
-Peguei o ossinho da sorte. -Ent�o, fa�a um pedido.
-Desejo ficar aqui o ver�o todo. -Eu tamb�m.
-Bela vista daqui. -N�o diria o mesmo.
-Ent�o, est�o roubando comida. -N�o estou roubando nada.
Sabem o que fazemos com aqueles que roubam comida?
Os obrigam a comerem tudo?
Posso explicar: Wishy e eu est�vamos de f�rias...
Quer sentar?
Com licen�a.
Quem est� atr�s de quem?
O que voc� acha?
Acho que cheguei primeiro, mande o grand�o passar.
-Obrigado. -De nada.
Um brinde ao cara que est� me seguindo.
Com licen�a. Cuidado! Cuidado!
Senhora, me ajude, pode ser?
Deixe-o ir, Jake. Disse pra larg�-lo!
Deixe-me ir.
-Aqui est� o seu parceiro. -Ele n�o est� comigo.
-Nunca vi ele antes. Certo, Doc? -N�o, Wishy.
-Deixem eles em paz. -Mas eles roubaram uma galinha.
-Eu mandei pra eles. -Velhos amigos?
-Novos amigos. -Jake, leve-os daqui.
Jake, os cavalheiros ficam.
-Bem, � o seu hotel. -Obrigada por lembrar disso.
Teria um emprego pra n�s? Estamos procurando por um.
-Isso mesmo. -O que sabem fazer?
-Nada, e isso tamb�m n�o. -Venham comigo.
-Obrigado. -Ei, que � isso?
Largue-o. Quer levar uma bordoada?
Ele � meu s�cio.
Voc� n�o me assusta.
O que tem no queixo?
Rita deve ter mandado cham�-los.
Rita? Creio que n�o, mas vamos descobrir, e se for verdade...
-Sim. -Mas discretamente.
E esse � o melhor emprego que posso conseguir agora, rapazes.
-Inspetor de Casas. -Inspetor de Casas?
-� quem inspeciona as casas? -O que h� de errado nisso?
-N�o culpo as casas. -N�o?
N�o, senhorita. O importante � lutar at� o final.
-Quieto. -Ele me bateu.
Ei. Agora. Agora. Wishy?
O que foi? Por que parou seu trem?
Acho que tem algu�m nos trilhos.
Ele � igual ao correio: n�o perde tempo.
Bem r�pido mesmo.
-Eles tiveram uma "coaliz�o". -N�o � coaliz�o, � colis�o.
Coaliz�o � quando se unem pra apoiar algo.
-Exatamente... -N�o se preocupe com isso.
Srta. Rita, se quiser, ficamos na cola daquele cara.
-J� estou de olho nele. -N�o precisa...
-Ol�, Rita. -Ol�, Ricardo.
-Conhe�a meus amigos, Wishy e Doc. -Como v�o voc�s?
-Desculpe, "amigos". -Oh, tamb�m sou "amigo".
N�o, voc� n�o �. O que foi? Qual o problema?
Wishy, o que foi? Ok, ok. Fique calmo. O que fez?
-Viu? -Roubando a planta da mo�a, hein?
-N�o � isso... -Ponha de volta.
Est� brincando?
Ponha de volta onde achou.
Mas machuca.
-Rita? -Sim?
Por que estava cantando a minha m�sica aquela hora?
Estava praticando.
-S� isso? -Sim.
Voc� gostava de mim, certo?
Sim.
Mas deve gostar ainda mais, agora que cresci.
Voc� n�o cresceu, Ricardo. Receio que esteja mais imaturo.
-Gosto de voc�, Ricardo, mas... -Vou faz�-la gostar de mim, Rita.
Vejo voc� na "Fiesta".
Rita, gostaria que voc� me achasse melhor.
E eu gostaria...
Gostaria que ainda tivesse aquele remendo azul nas cal�as.
-Ei, Doc. Detecto algo. -O qu�?
Acho que a Rita gosta do Ricardo.
E eu acho que o Ricardo gosta da magrela da Lucette.
Temos que fazer algo, afinal Rita nos chamou de amigos.
J� sei o que fazer: Um de n�s deve afastar Lucette de Ricardo.
Est� olhando o qu�? N�o vem, n�o.
N�o tem gratid�o?
Depois que Rita o salvou de morrer de fome?
Ela n�o nos deu um emprego? Agora tem que trabalhar.
E fa�a direito. Fa�a o seguinte: Precisa tir�-la do p� dele.
Tirar do p� dele? O que sou? Um detetive ou um limpa-rua?
Quieto! Agora convide-a para a "Fiesta".
E quando estiverem l�, voc� a chama pra dan�ar.
E a pr�xima dan�a, e a outra, e a outra,
-e a outra... -J� chega!
O que foi?
-Meus p�s est�o me matando. -N�o, n�o.
N�o vou dan�ar tanto. Vou fazer a dan�a do elevador.
-Como �? -Sem paradinhas.
-Comporte-se. -Gostei da piada.
Depois pe�a pra beij�-la, depois seu cora��o, e depois sua m�o.
O que eu sou? Um a�ougueiro?
Por favor, n�o est� fazendo por voc� ou por mim.
Est� fazendo isso pelo bem de Rita.
-Temos que ajud�-la. -Temos mesmo.
Al�m disso, a Lucette � bonitona.
-Bem, magrela bonitona. -Tudo bem, n�o sou um canibal.
-Vai fazer? -Vou.
Espere um pouco. Voc� j� se apaixonou?
-Se j� me apaixonei? -Isso.
-Claro que sim. -� mesmo?
-Sou um cavalheiro. -O que quer dizer?
Me apaixonei uma vez. Por algu�m que nunca conheci.
-Algu�m que nunca conheceu? -Era vaqueira e cuidava do gado.
E o que aconteceu?
Algo terr�vel. Ela n�o conseguia manter os bezerros juntos.
Vamos logo dar conta desse trabalho.
-Ei, sabe algo sobre detetives? -J� ouviu falar do Buldog Dronan?
-Claro. -Sou seu primo, o Cocker Spaniel.
-N�o importa, ou�a. -Quem p�s o poste ali?
N�o interessa.
-Assim me atrapalho. -Somos dois detetives.
Detetives caseiros. Temos que ser dignos.
N�o abra portas sem bater. Pode ter algu�m despido.
-Nunca faria isso. -Ok.
Primeiro, dou uma "espiadela".
Isso � o que d� por xeretar. Vamos, temos que ser dignos.
Somos uma dupla de detetives e temos que respeitar os h�spedes.
N�o vai, n�o. N�o vai, n�o.
Temos que ser dignos. Mas ela � uma bela garota.
Ela �.
Ei, Doc, voc� est� a�?
O que estaria fazendo aqui?
Oh, me desculpe.
V� logo, tem um trabalho a fazer com a Lucette.
-Entre. -Sucesso!
3 saias, 3 blusas, 3 suti�s. Pode colocar no sof�.
N�o v�. Gostaria que fosse mais cuidadoso com meus pertences.
S�o muito fr�geis.
Na verdade, � tudo que tenho. � o melhor que vai conseguir.
Sim, madame.
J� lhe entrego essas coisas. Trouxe meu casaco de gala rosa?
Perguntei se trouxe meu casaco de gala rosa.
N�o, madame. N�o vista nenhum.
-Ora, seu... -N�o, n�o, por favor.
Acho que n�o sou o tipo dela.
N�o fa�o o tipo de ningu�m. Nem me acho atraente.
Ol�. Por acaso, sabe como se bate o ponto por aqui?
Acho que fui para o banco. Como ter� sido o jogo dos Dodgers?
Ei, "senhor"! Por favor, sabe como foi o jogo dos Dodgers?
N�o entendo.
N�o conhece os Dodgers? Beisebol? Beisebol, aquela bolinha branca.
N�o entendo.
Bola branca que se bate com taco. Tem o rebatedor,
que bate na bola e corre at� a base...
-N�o entendo. -Depois corre at� a 2� base,
depois a 1�...
escorrega na base e depois o juiz grita: "Salvo! Salvo!".
-Entendeu o que quis dizer? -Sim, senhor, Chileball.
"Chileball"...
Ei, n�o sabe de nada. Aposto que o poriam pra jogar.
"Houve um jogo e tanto hoje no Brooklin."
-Houve? -"Willie selvagem bateu r�pido."
Quem ganhou o jogo?
"Os Dodgers do Brooklin ganharam dos Reds de Cincinnati."
Quem diria? O que acha disso? Aquele cara...
Ah, �? J� estou indo.
Quem diria? Quem rebateu?
Deixa pra l�. N�o me diga.
Ei, Wishy, boas not�cias: Vou levar a garota pra almo�ar.
-Me d� uns trocados, sim? -N�o tenho.
-S� uns trocados. -Sem dinheiro, quebrado.
� um detetive, deve ter uma grana.
N�o tenho, n�o. Estou duro mesmo.
-Tudo bem. -"Quer dinheiro emprestado?"
-Isso, uns d�lares emprestados. -Ei, Doc, n�o sou eu. � o c�o.
-Espere a�. -Nunca vi nada igual.
Estou sem palavras.
Ei, acabou de me perguntar se quero dinheiro emprestado.
-N�o fui eu. -Quero uns d�lares emprestados.
-Voc� tem ou n�o? -Se eu tivesse, lhe daria.
Ok, fique com o seu dinheiro.
-"Quanto quer emprestado?" -Est� me arrumando problemas.
Ei, est� me enrolando? Disse uns d�lares.
-Viu o que est� me arrumando? -Qual � a jogada?
-Doc, se tivesse como, lhe daria. -De voc� n�o aceitaria nem $100.
-"Pode pegar $300 emprestados." -Quer parar com isso?
Ou�a, n�o aguento mais, Ok? N�o aguento mais voc�!
-Fique quieto. -Minha cabe�a.
N�o quero saber da sua cabe�a.
-N�o quero falar com voc�. -"Escreva-me uma carta."
-Pare com isso. -Muito bem, voc� pediu.
N�o fiz nada.
Estou dizendo que o c�o est� ca�oando de mim.
-O c�o fala! -O qu�?
Ele fala!
-Est� brincando? -N�o, me falou do jogo de beisebol.
Diga algo, vamos. Vamos.
Cuidado com as suas companhias.
Todos sabem que n�o existe c�o que fala.
-Quando pe�o pra ele dizer algo... -� mesmo.
Esta��o KPKO, El Paso...
-Ol� a todos. -Rita, est� maravilhosa.
Obrigada.
Desculpe-me, tenho neg�cios a tratar.
Senhoras e senhores,
nesta noite, Ricardo Montera cantar� para a na��o
em nossa transmiss�o de costa a costa.
Neste momento, ele cantar� para n�s.
Ricardo Montera!
-Muito bom. -Pare com isso.
-Ei, como foi com Lucette? -Nada...
Disse que a amava?
Tentei, mas ela me mandou sentar no sof�.
N�o entendi nada. Sabe o que temos que fazer? Compr�-la.
-Onde arranjou esse dinheiro? -Algu�m o perdeu.
-E como o pegou? -Ajudei a procurar.
Devolva ao homem! Espere um pouco.
-S� depois de subornar Lucette. -N�o d�, o dinheiro n�o � nosso.
-Precisamos mais dinheiro. -Temos que devolver...
Cale-se!
-Vou devolver. -Quieto, estou pensando.
-Acho que... -Segure a l�ngua!
-Segurar a l�ngua? -Sim.
N�o consigo, escorrega muito.
Gostariam de ganhar $100 pra cada $100 nos seus bolsos?
Quer dobrar seu dinheiro? Vamos fazer assim:
Ei, a� est� a chance de aumentar o nosso capital.
-E conseguir mais dinheiro tamb�m. -Claro. Vamos.
Senhor? Eu ouvi direito? Fique quieto.
Podemos dobrar nosso dinheiro? Como?
Viro de costas. Voc� beija uma das belas garotas,
e sem olhar, eu direi qual foi.
Se eu acertar, me paga $10.
-Vamos sair daqui. -Espere um pouco.
-E se voc� errar? -Pago $10 mais um copo de pulque.
-O que � pulque? -Bebida mexicana, com suco de cacto.
-Ah, tipo soda. -Sim.
Coloque o dinheiro na mesa. A� est�.
-D� o primeiro beijo. -E voc� n�o olhe.
-V� em frente, beije a garota. -Fique de olho nele.
Sem espiar, estou de olho em voc�.
-Ele j� beijou uma? -Sim, ele j� beijou.
-N�mero 1. Obrigado. -Venha aqui, venha aqui.
-Qual o significado disso? -O que houve?
-O que disse a ele? -Ele disse que beijou a n�mero 1.
Foi leg�timo!
Espere, j� sei como ele faz: Elimina��o, multiplica��o.
-Multiplica��o? -Claro, faremos o mesmo.
Como?
-Sabe contar? -Claro.
Deixe-me ver.
1, 2, 3, 4, 5 e nessa m�o tem mais...
-N�o! Ou�a: ele beija a garota, -Certo.
...e quando beijar, bato em voc� com isso aqui.
O n�mero de vezes ser� o n�mero.
-Me viro de costas? -Isso.
-Ele beija a garota. -Isso.
-E me bate com isso? -Quantas vezes se beijar a n�mero 3?
-Tr�s. -Certo!
-Vamos nessa. -Vamos.
O meu amigo aqui pode fazer o mesmo.
-� verdade? -Sim, � verdade.
-Ganhar de mim no meu jogo? -Ganhar no seu pr�prio jogo.
-Aposta quanto? -Vamos nos dar bem.
Deixe-o comigo.
Quanto quer apostar, $20? Coloque a�.
-Beije uma. -V� beijar uma garota.
Voc�, fique de costas e se comporte, vamos l�.
-Vamos l�, beije a garota. -J� beijei.
Estamos ferrados.
Ei, ele beijou a garota e eu n�o vi.
-Ainda n�o beijou, vai. -Beijou e eu n�o vi.
-N�o viu? -N�o.
Quer nos enrolar? Beije a garota pra ele ver e me avisar.
N�o, n�o, n�o. Ele n�o estava falando s�rio.
Queremos ver desta vez, mas n�o vamos enrolar voc�.
N�o quer que eu olhe, certo?
-Muito bem. -Vamos l�, irm�o.
Ok.
-Vire-se. -Vamos.
-6! N�o, 7! 7, 7. -N�o.
-N�o, n�o. -Ele disse "6".
N�o, ele disse "7".
-Cale-se. -Eu disse... "7".
Viu?
-N�o sei falar "7". -Ei, acabou de falar.
-A l�ngua trope�a. Se... se... 7! -Muito bem.
"7", viu? Ele disse. Vamos. Aonde vai com o dinheiro?
-Ei, � o nosso dinheiro. -Mas podemos dobr�-lo.
Pra poder comprar a Lucette. Vamos quebrar a banca.
Mais uma aposta! Isso � que chamo de esporte.
-Pegue a garrafa de pulque. -Sim, se voc� ganhar.
N�o liga se eu disser o n� da garota que beijou?
N�o, n�o ligo.
-V� voc� agora. -Mas fiz direito...
Confunde tudo!
-Quer que bata em voc�? -Nas costas.
Ok, ele escolhe e eu aviso voc�.
Pronto agora?
Sim, mas escolha um bom n�. Vamos.
-Est� olhando? -Estou.
-N�o fique com medo. -� esse o n� que quer?
Isso a�.
-Este � o n�mero? -Sim.
Isso n�o � n�mero. Vamos, escolha outro.
Se escoher outro, voc� me enrola.
-Vamos, anda logo! -Ei, escolha outro n�mero!
J� escolhi um.
-Bata-me logo. -Eu... acho... que...
-Ei, diga pra escolher um dif�cil. -Ele escolheu o...
-Vamos, me bata. -Vamos, escolha outro!
Vamos logo, me bata.
-N�o posso! -Vamos, me bata!
-Oh! -"O"?
Muito bem. Com licen�a. Ele disse "O", me desculpe.
Direto do Brasil, apresentamos uma aut�ntica dan�arina.
Apresentando: Srta. Eros Vol�sia.
-Entrou no escrit�rio do gerente. -Sim.
V� l� e fa�a uma proposta. Entre com coragem.
Vai me p�r pra fora.
-A outra vez me disse pra entrar. -E depois o p�s pra fora.
Entrar, sair, tanto faz. S� pare de me corrigir.
Entre logo. Quieto.
A� est� ela. Fa�a sua proposta. Vamos.
-Lucette? -O que quer?
Nada, n�o. Viu? Ela me assusta.
Vamos economizar o dinheiro.
Diga que Rita a quer longe do Ricardo.
-Rita n�o disse isso. -Ela n�o sabe.
-Eu sei, mas... -Quer ou n�o ficar com o dinheiro?
-Sim. -Ent�o, v� l�!
Rita disse que quer voc� longe do Ricardo.
-� mentira. -Foi o que eu disse a ele.
Ela sabe que mentimos.
Ok! Ofere�a o dinheiro, ela nunca aceitar�.
-S�rio? -Certamente que n�o!
-Ok. -V� l�.
-Vamos! -� o nosso dinheiro.
-Nunca aceitar�. -Tem certeza?
-Claro. -Lucette...
Peguei. Viu? Ela ia pegar.
-Claro que n�o. -Ela ia direto assim.
N�o, ia ajud�-lo a pegar do ch�o.
N�o precisava de ajuda pra isso.
Estou dizendo, ela n�o aceitaria.
-Aceitaria, sim. -Certamente n�o.
-N�o quero arriscar. -V� logo!
Quero ficar com o meu dinheiro.
Eu vou, eu vou, eu vou...
-Lucette? -Pode dizer o que est� acontecendo?
Sim, eu digo. Por que n�o deixa Ricardo em paz?
Se deixar, vou recompens�-la.
Acha que pode comprar Ricardo como se compra um cavalo?
Bem, pode comprar um bom cavalo com o que tenho... aqui.
Trocaria a garota que ama por um cavalo?
N�o, mas odiaria que me trocassem por uma mula cansada.
Est�pido!
-Pegou pesado. -Peguei?
Sim.
-"Amacie-a". -Hein?
"Amacie-a".
-Est� brincando? -Tem que fazer isso.
-Ei, o que est� fazendo? -"Amaciando".
Assim n�o.
-"Vire" a cabe�a dela. -Ok. Vire pra c�.
Me d� isso. Me d� isso. Diga algo bonito pra ela.
Ok, gosta dessas t�ticas.
-Diga algo bom. -Lucette, por favor, me escute.
H� tantos homens aqui, com quem pode ficar.
Voc� � t�o bonita. Por que n�o deixa Ricardo em paz?
Wishy, agora voc� me comoveu.
Em toda a minha vida, sempre tive o que quis.
Mas, depois de ouvi-lo, algo mudou em mim.
-Ela ficou doida... -Quieto!
Desisto do Ricardo. Pode ficar com seu dinheiro.
Obrigado... obrigado.
Maravilha! Mostre que � um cavalheiro.
Ofere�a de novo, ela n�o aceitar�.
-Ela j� disse que n�o quer. -Ofere�a, ela n�o aceitar�.
-Lucette, pegue o dinheiro. -N�o, Wishy, n�o pegarei.
-Ok. -N�o, n�o, n�o. Insista.
-Insistir? Seu teimoso! -Insista!
Insisto que pegue o dinheiro.
-Bem, se insiste, eu pego. -N�o, ela n�o aceitar�.
� verdade.
Ei, o que foi?
-Ela pegou o dinheiro! -Tudo bem, ela aceitou.
Conseguimos compr�-la. Qual a diferen�a?
N�o temos que nos preocupar. Demos um jeito.
-Vamos tomar um trago. -Sente nessa cadeira bacana.
Cadeira bacana.
-Ei! Olhe esse estofado. -Alta classe.
Rapaz, olhe o encosto!
-� feito de qu�? -Couro.
-Aonde est� indo? -Voc� disse "corra"?
-N�o, couro da cadeira. -Ah, "coubrir" na cadeira.
-O que voc� est� fazendo? -Me "coubrindo".
-Couro! Couro! De vaca. -Ah, vaquinha legal.
-Sente-se. -Ok.
-Tire o chap�u. -Ok.
Eu disse... Suco de cacto!
Voc� viu? Meu chap�u foi limpo a vapor.
O que fez?
-Vamos tomar um drinque. -Sirva.
Gosto de refresco gelado...
Ei... o que foi isso?
N�o sei, mas n�o vou beber isso.
Onde foi parar o copo?
-Esque�a. D� um gole. -Beba voc�!
D� um gole!
D� um gole!
N�o deu nada.
-Ei, Doc. -O que foi?
-Onde achou a coruja? -Que coruja?
No seu ombro.
-N�o tem coruja no meu ombro. -Voc� a assustou.
Por que bateu na pobre coruja? Ela n�o lhe fez nada!
-Calma. -Pobre coruja.
O que h� com voc�? Largue isso!
N�o, n�o, n�o.
Largue isso!
-S� mais um pouco. -J� bebeu demais.
-S� mais um gole. -N�o.
V� com calma!
Wishy?
Saia j� da�.
-Ei, Doc. -O que �?
A coruja voltou. Est� no seu ombro. Bem do lado da outra.
Escute! N�o tem coruja no meu ombro.
-Est� ali? -N�o.
Agora est� no meu!
Calma a�! N�o tem coruja no seu ombro,
nem no meu, nem no de ningu�m.
Sente-se!
Se n�o � coruja, que tipo de ave �?
N�o tem ave! Entendeu?
-N�o � ave. -N�o fale mais nisso.
-Escute aqui... -Com licen�a.
-A mo�a est� aqui. -A mo�a?
Esta mo�a aqui. Como vai, madame?
O que h� com voc�?
Ei, voc� a�.
Como vai? N�o tenho visto voc� por aqui.
Gostaria de entrar?
Nossa, � uma bela garota. Sente-se, por favor.
Obrigado. Posso beijar sua m�o?
Eu posso? Posso, sim.
-O que h� agora? -Obrigado.
Qual o problema? Est� com ci�mes de mim?
-O qu�? -Est� com ci�mes.
-Ela � minha namorada. -Est� brincando.
-O que est� fazendo? -Hein?
O que ela est� fazendo? N�o, largue isso!
-Nem te conto! -O que est� fazendo?
N�o vai acreditar. Ela est� tirando a roupa!
Me d� um gole deste neg�cio.
Agora, senhoras e senhores,
A can��o da noite: "Demora".
Interpretada pela ador�vel Srta. Rita Winslow.
Ei, Doc. Se tomar mais um gole, vou beijar aquela mulher.
-Bem que estou precisando. -N�o deveria beber mais.
Agora estou vendo um homem atr�s de voc�. Doc, se esconda!
Ele est� a�.
-O que est�o fazendo aqui? -Fique quieto.
� uma pergunta bem atrevida, vindo de quem entrou pela janela.
Est�o brincando com dinamite.
Brincando? Est�vamos bebendo.
Preciso da ajuda de voc�s. Come�am a suspeitar quem eu sou.
-Quem � voc�? -Lugar secreto.
-Lugar secreto? -N�o entendo.
Guarde isso, est�o me seguindo.
-Se me acharem com o livro... -O qu�?
-Me matam. -J� � demais, demais.
-Fique voc�, n�o suspeitar�o. -Tem certeza?
Claro.
Ok. Pegue isto.
Se eles acharem o livro comigo, me matar�o.
Por que se preocupar? Ainda tem o livro.
Se algo acontecer comigo... O importante �...
Wishy, sei onde fica o interruptor.
Sei onde fica.
Wishy, onde voc� est�?
Wishy! Cad�...
-Quero descer. -O que est� fazendo a�?
N�o sei. Tenho o livro. Leve-me pra baixo.
Espere!
-Leve-me pra baixo. -Espere!
-Aguente a�! -Sou medroso, estou tonto.
-Espere um pouco. -Doc!
� muito pesada, n�o consigo mov�-la.
Aguente a�. � muito pesada. N�o consigo...
Eu te ajudo...
Vamos, pule!
-Desculpe. -Desculpado.
Bela hora pra piadas! Houve um assassinato nesta sala.
-�? -Certamente.
O que ele est� fazendo no ch�o?
Ele foi assassinado.
Espere a�.
Sim, tamb�m ouvi.
-O que aconteceu aqui? -Harry Gantley morreu.
Ent�o, temos um assassino.
Chamarei a pol�cia. E at� que cheguem, pe�o que todos saiam.
Por favor, cavalheiros, n�o comentem sobre o ocorrido.
N�o ajudaria em nada a "Fiesta" e atrapalharia o show do r�dio.
Por que foi embora depois da can��o?
Por que est� se enfeitando? Pra ir dormir?
Ah, eu sei. Isso � pra...
Pra ningu�m. Marianna, estava errada sobre ele.
As primeiras impress�es s�o sempre erradas, n�o?
N�o. Quando um homem te agarra e beija, nem quero saber o nome.
Mas est� errada.
Ele cometeu um erro, e eu tamb�m.
Todos cometem erros de vez em quando.
Ele n�o � desse jeito. Agora eu sei disso.
Marianna, eu conheci um novo Ricardo esta noite.
-Novo? -Quero dizer o velho novo Ricardo.
Me sinto maravilhosa, Marianna.
Ricardo, tem que me ajudar. Eles mataram Harry.
Eles? Eles, quem?
O gerente e sua gangue. S�o espi�es.
Todos s�o espi�es nazistas. Por isso mataram Harry.
E voc� � a "Mata Hari".
Por favor, acredite em mim. Eu sou do servi�o secreto.
-Querido! -O que � isso?
Est�o nos observando.
Ricardo, me abrace forte.
-Finja tamb�m, seu bobo. -Mas eu n�o quero fingir.
Tem que salvar meu pesco�o. Ricardo, voc� � t�o forte.
-Sou t�o fraca! -N�o posso entregar Rita como espi�.
N�o precisa, ela n�o sabe de nada. Ricardo, me beije!
-N�o me fa�a implorar! -Com prazer.
Obrigada.
Temos que impedir o gerente de transmitir
a mensagem em c�digo esta noite.
-Quem o matou? -N�o me olhe, nem estava aqui.
S� vi um homem entrar pela janela, a porta se abriu
e "Bang, bang, bang"!
-"C�digo-frio". -N�o acho, est� calor.
Cale-se!
� um livro tipo chave. Palavras como navios e dinamite...
Nomes e endere�os... Significa algo pra voc�?
N�o. Aquele homem foi morto. Um de n�s pode ser o pr�ximo.
� verdade, podemos ser... olhe!
-Viu? -Calma.
-N�o tenha medo. -N�o estou com medo.
Seja homem!
Homem igual aos Rangers.
Se morrer, morro vestido com minhas botas.
-Por qu�? -Minhas meias s�o rosas.
-Rita. -V� embora.
-Mas preciso v�-la. -N�o precisa, n�o.
Isto � importante.
Importante? O que poderia me dizer de t�o importante?
Rita, as coisas est�o estranhas.
-Sim, muito estranhas. -Sen�o, nunca diria isto.
O qu�?
Que eu te amo.
Acho que nunca deixei.
Mas quando a vi novamente, tudo veio � tona.
Tem mesmo uma bicicleta, n�o �?
Uma bicicleta?
Sim, pedalando de garota em garota. Da Lucette pra mim.
Mas Lucette � membro do servi�o secreto.
N�o havia nada de secreto no "servi�o" que eu vi.
Beijando um homem no jardim.
Ent�o, n�o acredita em mim?
Acredito, Ricardo, em tudo o que diz.
Ent�o, fica f�cil explicar.
Como disse antes, Lucette � do servi�o secreto.
E houve um assassinato.
De um colega de Lucette.
O homem morto deu a Wishy e Doc este livro de c�digos.
Lucette pediu a minha ajuda. Ent�o, os espi�es apareceram.
Da� tive que beij�-la pra disfar�ar.
-Maravilhoso. -Bem simples, n�o �?
Muito simples.
Seria simples se eu acreditasse nisso tudo.
Como posso errar tantas vezes?
Trancou a porta. Pelo menos voc� est� livre do perigo.
A can��o dos Rangers de novo?
� o �nico disco que esta r�dio tem?
-Ou pediram a m�sica v�rias vezes. -Ningu�m seria t�o est�pido.
Esta � a R�dio KPKO - El Paso.
O tema dos cowboys a pedido do Sr. Wishy.
Ningu�m seria t�o est�pido, a n�o ser voc�.
-Ei, Doc. -A minha namorada.
Um minuto, querida.
Doc, posso ir tamb�m?
-N�o! Nem me espere. -Doc?
Se lembra do que o Ricardo disse?
-Qualquer um pode ser o pr�ximo. -E da�?
E da�? Muito bem, se voc� se sente assim...
Se tiver que ser morto, arranje 25 lindas garotas
-pra ficarem do meu lado. -Por qu�?
Se eu n�o levantar, saber� que estou mesmo morto.
Ah, v� dormir!
Acenda a luz! Acenda a luz!
Nunca me deixe no escuro!
V� dormir!
Foi isso. Antes que falasse mais, atirei.
E acertou 1 de 3. Quem tem o livro?
-O gordinho. Eu... -N�o far� nada.
Lucette, pegue o livro.
-Lucette? -Sim, querido.
Estava sonhando. Era um sonho lindo.
Mas eu acordei... isso.
Ei, Doc, n�o me bata, sou um rapaz crescido.
Doc, pare com isso.
Ei, Doc, acabei de ter um lindo sonho com Lucette.
-� voc� mesmo, Lucette? -Sim, querido.
-Em carne e osso? -Em pessoa.
Algo em voc� me atraiu. Algo mais forte que eu.
Teve a ideia certa, garota, mas no quarto errado.
-N�o, n�o... -Sim, sim...
-Querido, eu te amo. -� o Wishy. Voc� me ama?
-Ningu�m me ama. -Beije-me, Wishy.
Nem sei se � real. Mas vou descobrir.
Apare�a! Apare�a!
-Sou real. Wishy, me toque. -N�o.
-Toque-me, Wishy. -N�o.
Toquei, viu? Voc� � real.
Uma mulher de verdade. No meu quarto.
Querido, voc� gosta de mim, me beije.
N�o.
-N�o tenha medo. -Oh, senhorita.
Me chame de Lucette.
Lucette!
-Esse � o seu quarto? -Sim. N�o!
N�o pode entrar a�. Chamarei o inspetor de quartos.
Voc� � o inspetor de quartos.
Agora me confundi. Vou me chamar pra me defender.
-Beije-me, Wishy. -Pare! Vou gritar.
-Eu... tenho mau h�lito. -N�o ligo. Me beije!
De que eu tenho medo?
Assim.
Com licen�a.
E a�, garota?
Feche os olhos e lhe darei algo especial.
O que pode ser? Ai, ai...
Meus olhos est�o fechados!
Lucette, nunca esperaria algo assim.
Voc� est� gripada?
Lucette, o que voc� fez? Est� tudo t�o quentinho.
Oh, Lucette.
Ent�o, Lucette? Nunca me senti assim antes.
O que est� fazendo?
Ricardo, n�o seja enxerido. Lucette e eu estamos a s�s.
-V� pra casa. -Lucette, fique a�.
V� para casa.
Lucette, n�o d� ouvidos a ele. Lucette.
Lucette, por favor, n�o v�.
Agora que ia esquentar...
Qual � o seu problema?
N�o vai acreditar... Lucette estava aqui e est�vamos
-nos entendendo. -Wishy, esque�a sua vida amorosa.
Ricardo, se tem o livro-c�digo, fuja daqui!
Tenho o livro-c�digo escondido, at� chegar a hora certa.
Estou aqui pra proteger Rita.
Deve partir sem demora e trazer os Rangers.
Pegue um t�xi e se apresse.
Ok, mas antes, fique com isso, caso eu seja pego.
-Guarde como a sua vida! -Ei, o que tem dentro?
Dois cubos de a��car.
Ei, t�xi! T�xi?
-Meu "pesseguinho". -Meu "cajuzinho".
Por que n�o abrem uma fruteira? P�ssegos, cajus... Tenho pressa.
-Ei! -N�o.
Ok.
Doc! Doc, me empreste o t�xi. � importante.
V� embora, isto � mais importante pra mim.
Tenho que usar o t�xi pra achar os Rangers.
V� procurar o gerente.
Procurar o gerente? Boa ideia.
Gerente!
Mas fiz o que pude.
Exceto pegar o livro. Voc� pega.
-Voc� manda, chefe. -N�o ser� f�cil.
-Desculpe, estou incomodando? -De forma alguma.
Estava tentando arrumar um t�xi pra chamar os Rangers.
Ricardo disse que este lugar est� cheio de espi�es nazistas.
S�rio?
Sim, v� ao bangal� e pergunte ao Ricardo.
Ent�o, me empresta um carro?
-Gus e Jake lhe dar�o uma carona. -Muito obrigado.
Me pregou uma pe�a, mas a perd�o. Vamos, Gus e Jake.
-Ei, Doc! -O qu�?
Esses caras v�o dar uma volta comigo.
-Uma volta? -Sim.
Esperem, amigos.
Est�o me levando pra "esse" tipo de volta?
-Olhe! -N�o caio nessa de novo.
E esse aqui?
Ei, Wishy! Abaixe a�.
-Isso � tudo? -Sim.
Ok, vou ligar a m�quina.
Doc! Doc!
-Wishy! -Doc!
Onde voc� est�, Wishy?
-Wishy? -Doc!
O que est� fazendo a� dentro?
Como se sujou tanto?
-Doc! -O que �?
-N�o consigo enxergar. -Vou tentar limp�-lo.
Wishy, por que ligou o chuveiro?
N�o � hora de tomar banho.
N�o � s�bado � noite.
Saia j� da�!
O que est� fazendo a� embaixo?
Saia da�!
S� se mete em encrencas.
O que est� fazendo agora?
Estou parecendo um espaguete.
D� pra me tirar daqui?
N�o sei como desligar.
Pare de girar!
Sim.
Doc! Doc!
Vai piorar se n�o ficar quieto.
Pare de girar, est� ficando tonto.
N�o sei como tir�-lo da�...
- "PARADA DE EMERG�NCIA" - Espere.
Calma a�, Wishy. J� sei.
Onde se meteu?
Onde voc� est�? Wishy?
Preso de novo. Saia da�!
Saia!
Saia!
Ok, fique a�.
Ei, Wishy?
Espere um pouco. J� tiro voc� da�.
Agora saia da�.
Est� dif�cil segurar. Saia da�.
Saia logo!
Saia!
O que h� com voc�?
Por que esse buraco na parede? O que estava pensando?
Recomponha-se.
O que voc�... O que foi?
O que foi? Fale!
J� vi, deixe comigo.
Fique quieto.
Fique quieto, fique quieto.
Espere a�.
Fique calmo.
Onde arranjou isso?
O que fez com os bot�es?
A� est�o eles!
Vamos! Saiam j�!
Est� vendo isso?
-S�o 10h55. -Certo.
Estou acertando o rel�gio pra exatamente 11h25.
Em 30 minutos voc�s ir�o pelos ares.
Sem problemas, estarei acordado.
Esse rel�gio n�o te acorda, te bota pra dormir.
-Nunca vi um desses. -E nunca ver� outro.
� uma bomba-rel�gio. Cheia de TNT.
TNT? Saia daqui, seu maluco!
Quer explodir algu�m?
-Isso mesmo. Voc�s dois. -N�s dois?
Por favor, deixe o Doc ir. Ele n�o vai dedurar voc�.
Se tem que acontecer, deixe que eu encaro sozinho.
-Por favor, senhor. -Cale-se!
Desculpe-me, Doc. Acho que at� nisso seremos parceiros.
"Heil Hitler"!
J� tinha ouvido a sua voz.
Mas � a primeira vez que vejo a sua cara.
Pegue-o, garot�o!
Pegue!
V� atr�s dele!
Rita, escute.
N�o me diga que voltou pra contar outra hist�ria.
-Mas, Rita, os espi�es... -Ah, os espi�es!
Aposto que os espi�es est�o vindo pra nos matar,
e voc� veio me salvar.
Desculpe interromper, mas tenho ordens pra voc�.
Vai fazer seu show de r�dio como planejado.
Eu lerei o comercial.
Acho que n�o preciso dizer pra n�o tentarem nada.
As consequ�ncias seriam desastrosas.
Ricardo, estou t�o feliz.
Est� feliz? Estamos com problemas.
Eu sei, mas voc� n�o mentiu pra mim.
Parem com isso. Agora! Onde est� o livro?
-Livro? Que livro? -Entregue-o logo.
Sabemos que est� com voc�.
Temos seu amigo, o Sr. Wishy Dunn.
-Pobre Wishy. -Pobre de n�s.
-Temos pressa. -Cad� o livro?
Tentem encontr�-lo.
Querido, por favor, n�o se machuque.
Fale logo!
Pegaremos o livro mais tarde. Agora, vamos.
Est� quase na hora da transmiss�o.
Aqui � KVM, Vista del Rio, Texas.
Hoje � noite, pela 1� vez, temos a transmiss�o
em rede nacional.
Trazendo a estrela nacional do r�dio: Ricardo Montera.
Primeiramente, algumas palavras do gerente do hotel
Vista del Rio, Maurice Craindall. Sr. Craindall.
Boa noite...
Senhoras e senhores...
-Acha que vai funcionar? -Claro que vai!
-Ligue os r�dios. -N�o temos muito tempo.
Eu termino aqui. V� logo!
Esta��o KPKO, El Paso.
A can��o dos Rangers, tocada a pedido do Sr. Wishy Dunn.
Wishy Dunn, obrigado.
-N�o � hora de agradecer. -Doc!
Suba logo a�.
Vamos.
Eles s�o espi�es nazistas!
Saiam do meu caminho!
Rangers!
N�s chegamos aos carros. Por aqui. Vamos.
Ei, por aqui!
Vai, vai!
Wishy, como voc� est�?
Escute...
O tema dos Rangers, tocado a pedido de Wishy Dunn.
Ei! Ei! Um dos chucrutes! Fujam!
Fujam!
Ei, que horas s�o?
11h25.
Corra o mais r�pido que puder!
Ricardo! Ricardo!
Saia de perto desse cara!
Saia de perto dele! Doc!
Doc!
Ajude-me!
Tire-o daqui.
Ei, espere o Jake!
Eles fugiram pra fazer mais maldades.
Todos eles fugiram?
Tinha um comigo, mas Wishy o soltou.
11h25.
Adeus, pessoal.
Tradu��o: filmeantigo.com.br
Compila��o de Legendas: Substiputo
Ajustes T�cnicos e Resync: Walter Santos
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