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UMA SÉRIE ORIGINAL NETFLIX
BANCO DA ESPANHA
BANCO DA ESPANHA 5 ANOS ANTES DA HORA ZERO
Olá.
Bom dia, senhorita.
Tenho uma reunião com o Sr. Mario Urbaneja,
governador do Banco da Espanha.
Alfredo Kesmann, da Rating Trust Corporation.
Pode se sentar.
Você é muito gentil, obrigado.
-Com licença, aonde o senhor vai? -Olá.
E o senhor?
Já nos conhecemos?
Perguntei aonde o senhor vai.
Tenho uma reunião com o governador.
E o senhor, aonde vai? Passear?
É um lindo dia.
Espere aqui, alguém vem buscar o senhor.
Como ninguém veio, estou subindo. Sei o caminho.
-Sr. Kesmann. -Sou eu.
-Muito prazer. -Como vai?
Desculpe a demora.
-O governador vai atendê-lo. -Ótimo.
-Venha comigo. -Obrigado.
-Tenha um bom dia. -Subo com o senhor.
Por favor.
Descanse, querida.
A senhora?
Sou responsável por você.
Não se preocupe, eu era enfermeira.
Vou ao banheiro, mas já volto.
Obrigada.
Vira-lata.
Não falei que ia matar você?
Aonde ele foi?
Rio, aonde ele foi?
Caralho, Rio!
Aonde ele foi?
Subiu a escada.
Estocolmo, Denver, fiquem aqui.
Ele não chega perto da porta.
Se os reféns escaparem, estamos ferrados.
-Entendido. -Vamos.
Helsinki, Bogotá, comigo.
Vamos.
Todo mundo de pé. Agora!
O que foi?
A Nairóbi. Tem algo errado. Vamos!
Nairóbi, espere!
-Nairóbi, aguente! -Nairóbi!
Nairóbi, estou indo!
Nairóbi, aguente!
Tentou sufocá-la, estava com 162 batimentos.
-Nairóbi. -Nairóbi.
Calma.
Respire!
-Respire, Nairóbi. -O Gandía escapou.
Bogotá!
Você fica com a Nairóbi.
Se ele voltar, acabe com ele. Entendido?
Helsinki, atrás dele.
-Cuide dela. -Minha amiga...
De agora em diante, as regras mudaram. Ninguém se levanta,
ninguém se mexe, ninguém come sem a porra de uma ordem.
Estão ferrados, Denver.
Muito ferrados.
Não acredito.
Falou alguma coisa?
Sim.
Vocês não são invencíveis.
Não são invencíveis.
Eles não são invencíveis!
Arturo, cale a boca!
Ou o quê?
Ou vou disparar na porra da sua cabeça.
-As coisas mudaram por aqui. -Sim.
Estamos aqui. E agora nós é que somos a Resistência!
Amanda, Miguel, somos a Resistência.
Somos a Resistência.
Resistência!
-Resistência! -Resistência!
-Resistência! -Resistência!
-Resistência! -Resistência!
Resistência é o caralho!
Todo mundo no chão!
Isso mesmo, Sergio.
Precisamos saber como os seguranças vão reagir.
Como vão reagir,
quanto tempo vão levar pra proteger o governador,
como vão se movimentar...
-Está tudo nos protocolos. -Temos os protocolos,
temos a teoria,
mas seria bom um pouco de prática.
E como propõe conseguir essa prática?
Criando uma pequena crise de segurança e vendo tudo de dentro.
-Vai entrar na boca do lobo? -E o lobo vai me proteger.
Por quem vai se passar?
Vão achar que ele é um gênio.
Um analista de riscos
da Rating Trust Corporation.
Que trabalhou na Bacher & Bacher
e na Standard and Risk.
Vamos roubar a identidade de alguém brilhante.
Um espanhol que mora em Nova York há mais de 20 anos.
Alfredo Kesmann.
Um verdadeiro gênio.
E temos sugestões muito boas pra economia do país.
-O governador vai agradecer. -Certo.
-Posso sentar? -Claro.
Mas também pode continuar de pé.
Você é o chefe de segurança?
Afirmativo.
De certa forma, você e eu fazemos a mesma coisa.
Somos analistas de risco.
Somos muito parecidos, não acha?
Não.
Não somos nada parecidos.
Eu analiso riscos pra salvar vidas.
Você, pra ganhar dinheiro.
Não é a mesma coisa.
Sim, somos parecidos.
Além disso, você é muito lúcido
e observador.
Quais riscos você vê aqui e agora neste escritório?
Só por curiosidade.
Se eu visse algum risco nesta sala,
ele não existiria mais.
Não acha?
Sr. Kesmann.
-Bom dia. Como vai? -Como vai?
-Bem, obrigado. -Vamos sentar?
Por favor.
Quer um café, senhor?
Se possível, um chá preto do Ceilão com cardamomo.
-Se não, qualquer chá preto. Obrigado. -Claro.
Se eu bebo um café agora, fico maluco.
Pode começar o depoimento. Vá em frente.
Primeiro quero esclarecer uma coisa.
Não sei se é importante,
mas estive pensando e queria perguntar, Alicia.
Fale.
Como é quando chega em casa?
Quero dizer, você chega em casa do trabalho
depois de torturar um rapaz como o Rio,
que você deixou de pé por dias e dias
numa cela menor do que um armário,
se cagando e mijando.
Depois volta pra casa, pro Germán.
Aí vem minha dúvida.
Você não se importa de ser chamada de torturadora.
Mas o Germán...
é uma boa pessoa.
O que ele diz quando você chega?
Pergunta: "Como foi o seu dia, meu amor?"
E você o beija...
e o abraça.
E ele? Ele abraça e beija você de volta?
Vocês transam?
Acho que ele deve ter nojo de você.
A verdade é que o Germán não me abraça há dois meses.
Não me abraça, não me beija, não faz amor comigo.
Não desde que foi cremado.
Ele foi coberto com um lençol branco e levado ao necrotério do hospital...
e aí os abraços se acabaram.
Alicia, do que está falando?
Ele está morto.
Câncer..
de pâncreas.
Aquele câncer onde dizem "dois meses", e realmente são dois meses.
Eu ganhei peso, ele perdeu.
Eu fiquei corada, ele ficou amarelo.
Foi consumido.
A vida crescia dentro de mim.
Dentro dele, a morte.
O câncer é assim.
Sabem a última coisa que me disse?
Dá pra acreditar que as últimas palavras dele foram...
"ponha no noticiário"?
Achei que fosse desandar a falar como sempre,
porque, como sabem, ele era bem eloquente e tinha imaginação fértil.
Mas ele pede pra ver o noticiário?
Ele estava cheio de morfina.
Então devia estar fora de si.
E depois ele morreu.
Sinto muito.
-Alicia, vamos ali fora um pouquinho. -Sim, já vou.
Antoñanzas, vigie a Murillo.
Não deixe ninguém entrar.
Pelo amor de Deus, por que não falou nada antes?
O que eu teria ganho?
Um pouco de pena?
Nossa, Alicia...
Sinto muito, mas não acho que esteja capacitada pra este caso.
Vou levar isto.
E isto também!
Calma.
Tente morrer em silêncio.
Helsinki!
Aguente! Bogotá!
Bogotá, venha à biblioteca!
Helsinki, aguente, por favor.
-Aguente. Bogotá! -Vai!
Bogotá. Aguente, por favor.
A biblioteca, Bogotá!
Bogotá, rápido!
Me ajuda!
Aguente, Helsinki!
-Rápido. -Vamos.
Aguente. Vamos!
Aguente!
Corte a corda!
Aguente!
Vamos! Corte a porra da corda!
Aguente, Helsinki!
Gandía!
Filho da puta!
Silêncio, porra!
Eu disse pra ninguém falar! Ninguém fala!
Amanda.
-Como está se sentindo? -Melhor.
-Estou um pouco mais calma. -Ótimo.
Se quiser, já podemos voltar.
Sem pressa. O importante é que você melhore.
-Está bem. -Me deixe tomar seu pulso.
Ainda está bem acelerado, Amanda.
É um ataque de ansiedade dos grandes. Seu peito está vibrando?
Bem, um pouco.
Normal, é um dos sintomas.
Por sorte,
tenho algo pra você.
Tome.
Isso faz maravilhas.
Tome três.
Não é muito forte?
Só um pouco mais do que a valeriana.
-Tem certeza? -Tenho.
Eu tomei quatro.
-Certo. -Vá em frente.
Um por um.
-Obrigada. -Tudo bem.
Prestem atenção, por favor.
Vamos lá.
Muitos aqui não conheciam meu marido...
Germán.
Mas, segundo o coronel, vocês precisam saber.
Ele morreu.
O Tamayo acha que não sou capaz de fazer meu trabalho.
Mas a verdade é que não existe ninguém melhor do que eu.
Ninguém.
Porque não quero voltar pra casa.
Nem abrir a geladeira.
Nem a caixa de correio.
Porque posso ver o nome dele.
Nem as caixas de fotos.
Sou como a porra do Deep Blue,
calculando 200 milhões de movimentos por minuto contra o Professor.
É disso que este caso precisa.
E é disso que eu preciso.
Alguém tem algo a dizer?
Não?
Então cadê a alegria? De volta ao trabalho.
Rio.
Por que não atirou?
Não sei.
Eu congelei.
E por que congelou, Rio?
Porque não sou um assassino.
Não precisa ser um assassino.
Não posso atirar no peito de um cara e fingir que nada aconteceu.
Então atire na perna!
-Não posso! -Então atire no teto!
Ou no chão! Onde for preciso pra que ele não se mexa!
Estou falando que congelei, porra!
Me disse que era pai de família.
E estava desarmado. Eu não podia!
Por que não?
Diga por quê.
Porque está traumatizado, caralho!
Eu falei, mas você me ignorou.
E agora, por sua causa, o Helsinki e a Nairóbi quase morreram.
Denver, chega!
O Rio nos avisou.
E o Helsinki e a Nairóbi estão vivos. É o que importa.
Sabe o que importa mais?
Como ele escapou?
-Levou o Gandía ao banheiro. -Sim.
-E colocou as algemas direito? -Obviamente.
"Obviamente".
Então, obviamente, algo não faz sentido.
Tóquio, como um cara algemado escapa?
Alguma ideia, Nairóbi?
Alguma ideia? Não?
Nada, certo? Algo não está cheirando bem aqui.
Então sou um traidor?
-Não sei, diga você. -Não.
Diga você.
A culpa é nossa.
Não devíamos ter deixado o rapaz com estresse pós-traumático de guarda.
O Rio não é traidor.
Temos um problema mais urgente.
Escutem.
O maior perigo é o Gandía fazer contato com o exterior.
Podem coordenar um ataque interno e externo.
Qual é o plano, Professor?
Ele tem que morrer.
Quem?
Aquele cara.
Não somos assassinos.
Então seremos cadáveres.
Vamos nos livrar dos seguranças na primeira hora do assalto.
Eles vão sair com os segredos de Estado.
Problema resolvido.
Caiam fora, porra!
O desgraçado não vai sair com os segredos.
Ninguém se mexe.
Não vai seguir ordens.
E o Santiago?
-Conseguiu sair do banco a tempo? -Sim.
-Pareceu ser um acidente. -A explosão foi magnífica.
Trouxe os últimos relatórios da minha agência.
Mas...
só saem no mês que vem.
Ainda estamos trabalhando neles, mas são praticamente finais.
E não muito otimistas.
Vão prejudicar sua dívida pública.
-Alguma sugestão? -Oficialmente, ativos líquidos,
medidas anti-inflacionárias, o de sempre.
Mas, se me permite uma opinião pessoal, que jamais vai aparecer no relatório...
Ouro.
Como?
Aumente as reservas de ouro.
É o único valor que vai aumentar. E guarde aqui.
No cofre no Banco da Espanha.
Só ele vai respaldar você no mercado.
Veja bem.
O que aconteceu em 2008 foi risível.
A verdadeira crise é agora.
Está me dizendo...
pra apostar todas as reservas nacionais numa única coisa?
Não, estou dizendo pra apostar no vencedor:
o ouro.
O que foi isso?
-Não se preocupe, não foi nada. -Foi uma explosão?
Todos os seguranças pro gabinete.
Exterior, é o Gandía.
Ativar protocolo vermelho e fechar o prédio.
-Algo lá fora? -Não vejo nada.
Onde foi a explosão?
No porão, senhor. Pode ter sido vazamento de gás.
Entendido. Não fechem nada. Talvez precisemos evacuar o prédio.
Alerta de segurança máxima! Todo mundo de colete!
Todo mundo!
Eles têm armamento militar.
Ele deve acariciar as armas, sonhando com a hora de puxar o gatilho.
O cara foi boina verde. Está neste cargo há três anos.
Já foi guarda-costas pessoal do ministro do Interior.
Fez parte de operações especiais no Iraque e no Líbano.
Mas isso oficialmente.
Nos seis anos em que foi parte do corpo de operações especiais,
não há registros de seus movimentos. Ou seja...
operações clandestinas e missões secretas.
O cara é um assassino, Sergio.
Ele é um assassino.
Encontraram as armas?
Não estão em lugar algum.
Procuramos em tudo, mas nem sinal do armamento militar.
Não sei das armas, mas as algemas estavam na biblioteca.
O desgraçado conseguiu se livrar delas.
Como criança na Disney.
Ou o matamos, ou ele nos mata.
Eu também o vi.
É bem óbvio.
Se ele tiver a chance, morreremos como patinhos.
Diante do menor dos riscos, não hesitem.
Em legítima defesa,
mas sem hesitação.
Porque ele não vai hesitar.
É um ex-combatente sem escrúpulos.
Sem piedade.
E quer matar vocês.
E o centro de comando?
Vão ficar de mãos atadas e manter a trégua.
E também...
vou mostrar que estamos melhores do que nunca, Tóquio.
Certo.
O mais importante é respirar bem fundo.
Muito bem.
Me diga algo que adore.
O mar.
O mar é perfeito pra este exercício.
Feche os olhos.
Ótimo. Agora, Amanda,
imagine que seja um dia quente de verão.
Você está na praia,
na beira da água,
com as ondas lavando seus pés.
Consegue sentir?
Sim, consigo.
Agora flutuamos num colchão de ar.
A brisa do mar...
soprando na costa.
Soprando.
E o cheiro do verão.
Estou ficando com sono.
Deixe o som do mar tomar conta de você.
Deixe o mar trazer o sono.
O mar...
Amanda...
Amanda...
Oi.
Se ligou pra negociar, aperte 1.
Se ligou pra se render, aperte 2.
Se ligou pra perguntar o que estou vestindo, aperte cerquilha.
-Vejo que está de bom humor. -Sim.
É um lindo dia.
Fico feliz porque não sabia como receberia a notícia que vou dar.
Mandei uma matéria exclusiva a um jornal nacional.
Vão ligar perguntando sobre a trégua. Espero que confirme.
Por que eu faria isso?
Do contrário, vazo que você forjou o assassinato da Lisboa.
E que ela está presa ilegalmente sem direito a julgamento.
São apenas detalhes.
Também tenho uma gravação da suposta execução.
Filho da puta.
Também posso dizer que está ameaçando prender
a filha e a mãe dela.
Mas, cá entre nós,
é tarde demais pra isso.
Aqueles três agentes do CNI em Mindanao,
e o cônsul espanhol, Leopoldo Gis Bornay,
chegando a Manila pra coordenar a operação...
Poupe o dinheiro dos contribuintes e não se exponha ao ridículo.
Você ama o som da sua própria voz, né?
Parece locutor de rádio.
Direto ao ponto.
O que você quer?
Preciso ter certeza desta trégua.
Tenho alguém entre a vida e a morte.
Já não confio na sua palavra.
Confirme a trégua pra imprensa.
E, pra provar sua boa vontade e elevar o moral de todo mundo,
inclusive dos reféns,
gostaria de pedir mais uma coisinha.
A imprensa soube da trégua em questão de minutos.
A manchete ficou boa.
Mas a foto ficou melhor.
A polícia deixando oito paellas,
quatorze pães e duas caixas de vinho na nossa porta.
Parecia o começo de uma festa.
Cara, que cheiro bom!
Mas, do lado de dentro, era o preâmbulo de um funeral.
O que não se vê geralmente é muito mais importante.
E o Gandía, prestes a foder com nossa vida,
estava invisível.
Estocolmo e Rio estão no primeiro andar. Nem sinal dele. Atenção, Tóquio.
Os porões são meus pontos cegos.
Helsinki, porão leste. Você, oeste.
SEM SINAL
Tóquio.
Perdi as câmeras dentro do banco.
Todas.
Vocês estão sozinhos.
O que não vemos afeta nossas vidas muito mais do que parece.
Meu enfermeiro.
Vamos ver como você está.
E eu não confiava nadinha em você.
Por que não?
Porque você é da turma do Palermo e do Berlim.
E porque banca o machão ibérico.
Machão, mas um homem e tanto.
Forte como um castelo.
Ele é sensível. Isso, sim.
Vou dar uma injeção, Nairóbi, querida.
Outra?
-Não pode dar um tempo? -São antibióticos.
Ela está em risco de infecção.
Você é demais, Paquita.
Fui eu que pedi outra injeção.
Bem, se é ordem da paciente...
Lembra quando falei...
que nunca tocaria em você?
Estou reconsiderando.
Isso foi uma declaração de intenções.
Estou errado, Paquita?
Quando você
falou isso...
eu já estava perdido.
Agora já imagino você
toda vestida de branco.
"Sim, aceito".
-Espere... -Recepção, amigos,
-álcool... -Não se anime muito.
Seu oitavo filho não vai ser comigo.
O que não vemos é também o que mais nos assombra.
Ele não está aqui.
Porque, quando as dúvidas começam,
não é fácil voltar atrás.
Rio.
Por que você não tem marcas da tortura?
Nem sequer perdeu peso.
Como o Gandía se soltou?
Por que me pergunta isso?
Porque você mentiu.
Porque não contou tudo ao Professor, e ele pediu que fosse detalhista.
Por que contou só a mim?
Por quê?
Por quê?
Por que eu?
Porque essa merda não me deixa dormir.
Eu não queria lembrar nem ser encarado com pena.
Não queria contar
como chorei desesperadamente.
Nem como o que eu mais queria era estar no meu quarto
e abraçar minha mãe.
Pensei que ela nunca mais fosse saber de mim
porque nem teria um túmulo pra visitar.
-Rio... -Chorava tanto
que tinha espasmos e batia a cabeça na madeira.
-Caía areia nos meus olhos, eu só chorava. -Pare.
Era isso o que você queria ouvir?
Me perdoe, sinto muito.
Está tudo bem.
Sinto muito.
Calma.
Está tudo bem.
Não está, não.
Sinto muito. Não sei o que estou dizendo.
Você ainda vai confiar em mim.
Rio.
O que você vai fazer?
Vou matar o Gandía.
Você procura o que não vê.
Mas às vezes esquece que o invisível pode estar observando.
E é aí que os problemas começam.
Agora sim! Não é, bebê?
Agora estamos todos contentes.
Olhem só pra essas carinhas. Agora ninguém mais vai se rebelar.
Que maravilha! Uma alquimia incrível alcançada com paella e cerveja.
Uma salva de palmas pros ladrões...
Pare de gracinha e cale a boca!
Você tem que me soltar.
Eu arrebentei a cabeça dele.
Se me deixar amarrado como cordeiro, será pior do que assassinato. Me solte.
Por que ele mataria você agora? Não matou antes.
Não se preocupe.
Estamos atrás dele.
Estão atrás dele. Bom saber.
Muito bem.
Também é bom saber
que deixaram você aqui de babá.
Que decisão sábia, não?
De quem foi?
Ela escolheu o Rio.
Ela escolheu o gênio da informática
pra caçar o assassino profissional mais perigoso de toda a Espanha.
Brilhante.
Um rapaz traumatizado que nem consegue atirar.
E está de mãos dadas com sua ex chorando pelos cantos.
Muito lindo.
Ele vai matar um por um.
Quando vai aceitar que a Tóquio está no comando?
Isso já não tem a ver com a Nairóbi.
Tem a ver com sobrevivência, irmão.
-Venha aqui, idiota. -O que você quer agora?
Sei que você adora a Tóquio.
Passaram por muita coisa juntos.
Mas acha mesmo que ela seja a líder de quem precisamos agora?
Com a mão sobre o coração...
você confia na Tóquio?
Tem que me soltar, irmão.
Sabe que é a coisa certa a fazer.
Tem que me soltar e me levar lá pra cima.
Qual é?
Cale a boca!
Matías, fique no comando.
Quase.
Rio!
Aonde você vai?
Matar aquele filho da puta.
Rio, pare. Falei pra parar!
Me perdoe pelo que falei.
Minha cabeça está a mil.
Vou ser bem claro: sei que você é um cara honrado.
Sei que nunca trairia a gente.
Vamos acabar com o desgraçado.
Vamos.
Polícia Nacional.
Meu nome é César Gandía, chefe de segurança do Banco da Espanha.
Falo de uma linha segura.
Consegue verificar?
Sim, é uma linha do Banco da Espanha.
Exatamente. Me deixe falar com o comando operacional.
É prioridade máxima.
-Alô? -Chamada prioritária.
-Meu nome é César Gandía. -Quem?
Chefe de segurança do governador.
-Quero falar com o coronel Tamayo. -Sim, claro. Coronel!
Chefe de segurança do governador.
-Tire todo mundo daqui. -Saiam todos.
Coronel Tamayo falando.
Coronel, consegui me soltar. É o Gandía.
De onde está ligando?
Da sala de pânico.
Monitoro todos os movimentos com o circuito interno.
Cortei todas as conexões pra que não nos vejam do lado de fora.
Aguardo instruções.
Por enquanto, permaneça inativo. Estamos numa trégua.
Que trégua, coronel? De quanto tempo?
Faltam mais de 24 horas, não podemos violar.
Está no noticiário.
Em 24 horas, os desgraçados estarão em Singapura.
Ordene um ataque coordenado, pegue-os de surpresa.
Em dez minutos, tudo se acaba.
Minhas mãos estão atadas.
O presidente não quer uma guerra em Madrid.
Senhor, tenho armas automáticas,
granadas, tudo.
Não vou ficar sentado. Não concordei com nenhuma trégua.
Entende o que estou dizendo?
Oficialmente, só posso pedir que espere.
Mas não é isso que eu gostaria que fizesse.
E o que isso significa?
Tudo o que você fizer será considerado legítima defesa.
Não haverá problemas legais.
Se eliminar todos eles, será um herói pra mim,
pros investigadores e pro governo.
Entendido.
Boa sorte.
Os momentos mais importantes
são aqueles em que compreendemos que já não existe volta.
Que a linha foi cruzada e não há como voltar.
O ponto de não retorno.
Tudo está a ponto de mudar, mas você se agarra ao presente.
Como se pudesse impedir o desastre.
Como estamos?
Acho que não será surpresa...
mas chegamos a Mindanao, e sua mãe e sua filha sumiram.
Queria parabenizar você.
Mas quer saber?
Não farei isso.
Acontece que o Rio, antes de entrar no banco,
me entregou todos os transportadores.
Ele não contou ao Professor.
Eu estava ouvindo.
Quanto tempo acha que vou demorar pra achar sua mãe e filha?
-Professor. -Sim, Antoñanzas?
Sei que não deveria contar isso, mas...
O quê?
Haverá mortes. Ordem de Tamayo.
A sangue-frio, um crime.
O que está havendo?
O Gandía, chefe de segurança, ligou pra gente.
Está na sala de pânico com armamento militar.
Onde fica essa sala?
Não sei, mas tem câmeras. Ele está vendo tudo.
Tóquio.
-Tóquio. -Professor.
Preste atenção. O Gandía está armado. Está numa sala de pânico.
-O quê? -Está numa sala de pânico.
Ele está assistindo e sabe onde estão. Reúna todo mundo.
Tóquio?
Tóquio?
Tóquio?
Legendas: Bruna Leôncio
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