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UMA SÉRIE ORIGINAL NETFLIX
Declaramos o amor com flores e chocolates,
mas ele também pode ser declarado a marteladas.
Ou com uma rebarbadora.
Sequestrar um policial pode ser uma declaração de amor.
Salvá-lo do fundo da própria piscina
também.
O que está acontecendo?
O que estão fazendo?
-Finja que estamos bêbados. -Não vou fingir nada!
Finja, ou quebro seu pescoço.
Vocês não têm vergonha?
Vou chamar a polícia!
Eu sou da polícia, senhora.
-É o Benito! -Quer chamar a polícia? Pode chamar!
Benito, o que é isso?
Finja, vamos.
A casa está cheia deles.
E seu carro.
E o carro da sua esposa.
Parece C-4, mas é só plástico.
Esse é seu álibi. Não é criminoso,
só um pai morto de medo.
Vão entender.
Vou denunciar vocês e voltar com uns três mil policiais.
Ou colocamos C-4 de verdade.
-Em qualquer lugar que possa imaginar. -Bum!
Não nos entenda mal.
Não queremos que faça isso por dinheiro,
mas entendemos como isso pode ser inconveniente.
Um milhão de euros.
Com esse dinheiro e o álibi, pode escolher com quem quer ficar.
Com aquela mulher que prende ilegalmente,
tortura as pessoas
e abusa do poder dado a ela pela Constituição...
Ou conosco.
-Agora tenho algumas perguntas. -Vou responder se eu quiser.
A inspetora Murillo está viva?
Bem, ela pode estar.
Ela está na tenda?
Pode estar.
Preciso que a avise que o Professor sabe
-que está viva. -Ela não vai acreditar.
Se estivemos juntos, por que não estaria preso?
Se estiver usando este relógio,
ela vai acreditar.
Quando se trata de amor, sempre existe um relógio.
Uma contagem regressiva.
Não basta simplesmente amar.
É preciso chegar a tempo.
O que é isso?
Pra quando ela acordar.
Que gesto atencioso e bonito...
Ela disse que não me toca nem se eu for o único homem da Terra.
Se me permitem um conselho...
não se apaixonem durante um assalto.
Dá azar.
Paulita!
Senhorita Mariví!
MINDANAO DIA 1 DO ASSALTO
Telefone!
SUL DA ESPANHA DIA 1 DO ASSALTO
Mamãe?
Paula, meu amor.
Tudo bem? O que você fez hoje?
O mesmo de ontem, mamãe.
Tenho certeza de que fez algo muito legal.
Me conte algo.
Não consigo pensar em nada.
Sente minha falta?
Sim.
O que foi, amor? Está vendo televisão?
Não, estou brincando com a vovó.
Me deixe falar com ela.
Está bem. Vovó!
Minha filha?
Aconteceu algo com a Paula? Está estranha.
Não sei.
Ela parece bem.
Mas você pode falar com ela quando vier jantar.
-É claro, mãe. -E não se esqueça de comprar pão.
São seis da manhã.
A ambulância está no laboratório criminal. Em uma hora, Alberto chega.
Como um cão de caça.
No rastro de uma nova presa: sua filha.
Acha que deixei o endereço pendurado na geladeira?
Acho que você se sente culpada.
Uma mãe não abandona a filha
e some sem fazer nenhuma ligação.
Estou errada? E o trauma de ser uma péssima filha?
Porque sua mãe...
não pode nem comer um iogurte sozinha.
Como fazia?
Como fazia pra ligar do trailer?
Você pode ficar surpresa, mas até nisso pensamos.
Então o Alberto pode fazer o que quiser,
mas não vai achar nada.
O que é isso na sua cabeça?
Estou obcecado com o assalto, coronel.
Acordo muito cedo, não consigo dormir.
Eu estava amarrando o cadarço e pensando no assalto.
Quando levantei, bati a cabeça tão forte que a janela quase quebrou.
Você é como eu, Antoñanzas.
Mesmo com a trégua, não preguei o olho.
Às 3h, estava acordado pensando no que o Professor aprontaria hoje.
Vou ver se a Sierra precisa...
A Murillo está em isolamento absoluto.
Só vou levar um café pra inspetora.
A Murillo só pode ter contato com a Sierra.
Ela não a deixou dormir, está tentando ganhar pelo cansaço.
Vamos tomar algo.
O pior inimigo do crime não é a polícia.
É a pressa.
O trailer estava limpíssimo.
Vocês o deixaram...
como novo.
Mas a ambulância...
Largaram a ambulância com pressa.
E sempre fica algo pra trás.
Um cabelo na fronha...
Uma meia...
Aí os peritos chegam com o luminol e...
Já era.
Repito a oferta:
vou até lá
e pego o cabelo que revela o paradeiro da sua família.
Ou espero pelo seu ex.
E ele acaba com você.
Você não tem nada.
E está me ameaçando com um "talvez encontremos algo".
Quer saber? Essa gravidez deixou você tão cheia de estrogênio
que está se sentindo a mulher mais otimista de todas.
Mas isso não serve pra trabalhar. É pro parto, que é difícil pra caralho.
O que vai fazer depois de nascer?
É menina ou menino?
Você não sabe?
Pobre criatura.
O que aconteceu?
Estavam descalços, cara.
Descalços? Quem?
Rio e Estocolmo.
-E daí? -Como assim?
Quem fica descalço num assalto?
É muito estranho ficar descalço e sentado no sofá no meio de um assalto.
Você é idiota?
Se quisessem transar, não se preocupariam com sapato.
Bem...
O que fazia aqui ontem?
Bem, isso.
-Estava fazendo isso? -Sim.
Você dá uma surra no cara
e destrói a própria imagem diante dela,
mas acha que um coração vai resolver tudo?
O que posso fazer?
Mudar.
Aos olhos dela, você agora é o vilão.
Um cara violento.
O que a fez se apaixonar?
Atirei na perna dela.
Mas foi pra salvar a vida dela.
Pra salvá-la.
Não sei.
Já dancei pra ela.
-Dançou pra ela? -Sim.
Dancei pra ela.
Contei histórias pra ela.
Rimos muito juntos.
E...
há quanto tempo não conta histórias pra ela?
Não a faz rir?
Há quanto tempo não dança pra ela?
Rio, pode me trazer um cafezinho puro?
Fui eu que bolei este plano. Você está seguro graças a mim.
Um pouco de gratidão?
Está amarrado. Por que não descansa?
Posso ao menos beber água, por favor?
Só um pouco de água.
Desculpe, irmão...
Obrigado.
Você está horrível.
Dormiu mal?
Quantas vezes acorda no meio da noite? Três, quatro, mais?
Rio.
Se precisar de algo...
conversar, o que seja, estou aqui.
Obrigado.
Ele é o elo mais fraco.
Palpitações, sudorese excessiva, insônia.
Precisa se libertar no turno dele.
Ele não vai conseguir puxar o gatilho.
Por que não mato você assim que estiver livre?
Bem...
arrebentei sua cabeça.
Você arrebentou meus olhos.
Nós, cavalheiros, estamos quites.
Quer que eu confie em você, seu merda?
O que estou dizendo é que uma trégua foi decretada.
Ninguém vai entrar aqui.
É uma guerra fria.
-Somos reféns. -E daí?
Precisamos de um agente do caos.
Como em Alien, o Oitavo Passageiro.
Como John McClane em Duro de Matar.
RESERVATÓRIO DE ÁGUA DA CHUVA ENTRADA PROIBIDA
Vamos.
Ao chegar no reservatório, o Professor pensava na Raquel.
Exatamente como o Alberto ao entrar na ambulância.
É interessante como se pode pensar na mesma pessoa,
ao mesmo tempo, mas de formas tão diferentes.
Dizem que o amor faz o mundo girar.
Mas o ódio certamente não fica atrás.
Você tinha razão.
A Lisboa está viva.
Onde ela está?
Na tenda, imagino que sendo interrogada.
Até quando podem ficar com ela?
Não sei.
Mas duvido que seja só por 72 horas.
Vão precisar transferi-la.
-Que tal um resgate? -Não podemos.
Já fizemos isso com você, então estarão preparados. Seria suicídio.
Então, o que vai fazer?
A Lisboa conhece todo o plano.
Inclusive o lugar de onde está ligando.
Professor?
Não sei.
Estou tão cansado, Tóquio... Não consigo pensar.
Mas vou dar um jeito, não se preocupe.
Vou fazer ravióli, você precisa de energia.
-Palermo está amarrado? -Sim.
Quero que fale uma coisa a ele...
Não vou falar com ele.
Capaz até de me morder.
Pois diga o seguinte a ele:
"Tenho uma mensagem do Professor.
A Lisboa está viva.
Ela está presa na tenda.
Precisa pensar num jeito de resgatá-la."
-Ele não vai ligar. -Escute, Tóquio.
Só quero que o Palermo volte a se apaixonar pelo plano.
Ele precisa ficar do nosso lado.
Fale com ele, eu mesmo penso em algo.
Entendido?
Entendido.
Vou ao banheiro. Quer vir comigo, Sergio?
Você já teve o privilégio
de ser chupado por alguém experiente e habilidoso?
Ele é absolutamente imprevisível.
Ele só ofereceu um sexo oral.
-Ele não... -Você sabe do que falo.
Ele é egocêntrico a ponto de ser incontrolável.
-Mas vai respeitar a hierarquia. -Talvez se o assalto durasse uma noite.
Estamos falando de vários dias.
Sob uma pressão infinitamente maior.
-Consigo controlar o Martín. -Não consegue!
-Já faço isso há anos. -Não consegue. Ele é um ególatra.
Obcecado pelo poder.
E isso só significa uma coisa:
se ele não estiver no comando, vai fazer o possível pra estar.
E ele não vai hesitar em matar, trair, semear o caos.
Ele é um ególatra obsessivo que acredita em si mesmo e é um gênio.
Como você.
Se preferir, use um pessoal de segundo escalão.
Mas ser um gênio só complica as coisas.
Ele vai nos pegar de surpresa.
Você é meu irmão.
Eu colocaria você no comando de qualquer assalto num piscar de olhos.
Mas ele...
Sou bem menos confiável do que ele.
Duas cervejas.
Não pegue mais amendoim.
Já está gordo como um orangotango.
Rir da minha gravata-borboleta é o mesmo que rir de mim.
Se ri de mim,
vai se lembrar deste 17 de março pelo resto da vida,
mas ainda não sabemos o porquê.
Não acha emocionante?
Algum problema?
Nenhum.
Impressões digitais na maioria das superfícies.
Paredes cobertas de planos, mapas, esquemas...
Vejo um forno.
Provavelmente foi usado pra eliminar provas.
Vou examiná-lo.
Fragmentos plásticos de um possível dispositivo eletrônico.
Estou separando os pedaços queimados.
Acho que encontrei algo.
-O que foi? -Nada.
Então sou uma Maserati?
Puta que o pariu! Só faltou anunciar no jornal?
Está tudo bem.
-Se quiser dar uma voltinha... -O quê?
É uma voltinha, só isso.
"Só isso".
Depois apertamos um botão, apagamos a gravação,
destruímos a caixa-preta e vai ser como se nada tivesse acontecido.
A Mónica me deixou.
Sou um homem livre.
Não preciso apagar nada.
Vou pegar a Maserati, afundar o pé
e fazer zerinho até queimar pneu.
Suave na nave, gata.
-Que machão, não? -Muito, então tome cuidado.
Quem sabe você precise do mecânico pra trocar a suspensão.
Espere até ver como fica o chassi.
Que medo...
O desgraçado deixa pistas falsas até na privada.
Deve ter colocado de propósito.
Estava derretido no fundo do forno.
-Impossível ter sido de propósito. -Então?
Cada chip de celular tem um código diferente de até 19 dígitos.
O código deste desapareceu na combustão, mas, durante a queima,
grudou na parte metálica.
Restaram sete números.
Verificamos os dados das operadoras,
e 354 chips têm estes números finais.
Um deles foi comprado há três meses e só fez uma ligação.
Durante o assalto.
Bingo!
-Pra onde ligaram? -Espere!
Um pouco de suspense?
Mindanao, Filipinas.
Puta merda, eu sabia!
Falemos com a Interpol.
LIGANDO
-Alô? -Mindanao, Filipinas. Eles sabem.
-Como descobriram? -Um chip de celular na ambulância.
Nada muda pra você.
Precisa entrar naquele escritório, mostrar o relógio a ela
e falar: "Estou com você."
Que eu estou? Falo assim mesmo?
Perdão?
"Estou com você" pode ser confuso.
Ela pode achar que sou comunista.
Se eu falar em terceira pessoa, vai ficar mais claro.
Mostre o relógio e nada mais.
Entendido.
Tire os reféns daqui.
Todos pra escada.
E a pressão de estar no comando?
Fantástica.
Sou todo ouvidos.
Trago uma mensagem do Professor:
"A Lisboa está viva.
Está presa na tenda. Pense num jeito de resgatá-la."
É uma ordem.
Primeiro me dá um golpe e agora me vem com ordens.
Interessante! Eu diria que é...
perigoso, mas também...
compreensível, é claro.
É o empoderamento das mulheres.
Isso tudo é besteira.
-E vai chegar ao fim. -Terminou?
O que deu em você?
Em mim?
Tem raiva da mamãe?
Não mamou por tempo suficiente?
É por isso que vive reclamando?
Bem...
a ordem vem do Professor.
E ele tem um pau assim como você.
Estão em Mindanao.
Em 24 horas, vamos encontrá-las.
Você sabe o protocolo:
a Paula chega aqui,
você é declarada culpada de sequestro,
perde a guarda,
ela vai morar com o pai.
Veio me dizer que estou ferrada?
Eu já sei disso.
Depende.
Pode ligar pra elas. Aqui e agora.
E ficarão a salvo.
Quando chegarmos a Mindanao, não estarão.
Estaremos ferrados.
Também não gosto da ideia de a Paula morar com o Alberto.
O que será que ela está fazendo?
Feche os olhos. Imagine sua filha.
Coberta na cama.
O cabelo no travesseiro. Quase pode sentir o cheiro dela.
Feche os olhos. Imagine sua filha.
Feche.
O que está fazendo, Alicia?
Será uma espera de apenas cinco anos.
Então se verão de novo.
Ela virá correndo: "Mamãe!"
E vocês vão se abraçar.
Os braços e as pernas ao redor do seu corpo.
Você vai abraçá-la com força...
e segurar o rosto dela.
Pra vê-la bem.
Mas ela não vai soltar.
E vai repetir sem parar,
como um mantra que a livra de todo mal:
"Mamãe, não me abandone.
Mamãe, não me abandone!
Mamãe, não me abandone!
Mamãe, não me abandone!"
Raquel,
sei que você e ele se amam.
Por isso mesmo.
O que acha que ele diria pra você fazer?
Eu ofereci...
cinco anos de prisão.
Agora são cinco minutos.
Ofereço a liberdade.
O Sergio vai preso, você fica livre.
Sua prisão nunca foi oficial.
Ligue pra elas, deixe-as a salvo.
Estarão juntas em 24 horas.
Nunca mais vamos atrás de vocês.
Será o fim de tudo, amada.
Melhor?
E então?
Conseguiu descansar?
Tentei, mas não consigo dormir.
Está tendo pesadelos?
Sempre que fecho os olhos, revivo tudo.
Onde está o macho alfa?
Você não era um homem livre?
Do que estão falando?
"Oi, gata.
Quer conhecer minha ilha?
Desde que não festeje muito.
Não gosto de música barulhenta."
"Se me convidar, vou com o meu melhor biquíni."
Por que não contou pra ninguém?
Não consigo.
É importante que fale disso, Rio.
Uma noite, me tiraram da cela...
e me forçaram a cavar minha própria cova.
"Sou uma garota tão meiga.
Por isso passo a porra do dia sorrindo."
Me fizeram colocar um caixão no buraco.
E me obrigaram a entrar.
Depois jogaram areia em cima.
Até me enterrar.
E me deixaram lá.
Na escuridão.
No silêncio e mal conseguindo respirar.
Calma.
Calma.
Estou aqui com você.
Sabe em que eu pensava?
Em quê?
Que o Professor era quem devia ser enterrado vivo, não eu.
Me perdoe.
Olha só.
Vamos.
Com licença, vou ao banheiro.
Você não confia em mim.
Sou um ególatra.
Só vou seguir meu próprio plano.
Quero ser o chefe.
Tanto que, se algo não sair como planejei,
posso ser um grande risco, não?
Sim.
É o que eu acho.
Pois é.
Mas há algo que não considerou.
Não só amo seu irmão,
como também amo o plano
com a mesma intensidade.
Eu não teria problemas em trair você.
Nem ao resto do pessoal.
Mas eu nunca trairia o plano.
Nele deposito minha lealdade.
É muito mais do que um assalto, e você sabe disso.
O plano ainda não é perfeito, aceito isso.
É um poema inacabado.
Precisamos de você, irmão.
Por favor.
Achei você muito corajoso lá fora.
O que é admirável.
Louvável.
Me deixe passar.
Você me pareceu ser corajoso, mas agora precisa provar.
Vamos ver essas bolas.
Aguente.
Aguente. Diga o que prefere.
Morte?
Olhe pra mim. Ou impotência?
Às vezes temos que tomar decisões difíceis.
O que fazer com o filho da puta que riu da minha gravata?
Ou vale a pena continuar vivendo sem um pênis?
Ele está demorando muito.
Ele está arrebentando o gordo no banheiro.
Nós teríamos ouvido algo.
O verdadeiro caos, querido Sergio,
não faz barulho.
Palermo era leal ao plano.
Mas, na cabeça dele, isso significava uma coisa:
pro plano continuar, ele teria que retomar o poder.
Então, de maneira silenciosa, não nos deixou perceber o caos.
Você sabe o que precisa fazer. Não seja covarde.
Tem que deslocar a articulação
entre o primeiro metacarpo e o trapézio.
Com firmeza e sem hesitação.
Você gira assim.
Não há algema que resista.
Vou separar os dois como na escola.
Vai doer um pouco.
Mas a liberdade merece, não acha?
Vamos.
Parado!
-Parado. -Calma, rapaz.
Sou apenas um segurança.
No chão.
-De jeito nenhum. -No chão agora.
O que vai fazer? Atirar num homem desarmado?
Se preciso, sim. Juro por Deus.
Vai atirar num pai de família desarmado que só tentou escapar?
Vá em frente.
Estou aqui.
Parado!
No chão, Gandía!
Você não vai atirar.
No chão!
Não atire.
Não se mexa, caralho!
Disse pra não se mexer!
Até mais.
Legendas: Bruna Leôncio
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