All language subtitles for Chromophobia (Martha Fiennes, 2005)

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Original subtitles

O aumento dos seios deve aumentar proporcionalmente os seios existentes

de forma a manter o equil�brio est�tico.

As pacientes entendem melhor a dimens�o que o volume.

O aumento dos seios...

Aumentar o seio lateralmente faz a cintura parecer menor.

Sou um todo.

Sou livre de amar quem sou.

A minha respira��o � profunda e calma.

Encontre o seu rumo na vida

encontrando o seu novo eu.

Descubra e lembre-se

que voc� � o mundo.

Os pensamentos vagueiam livres pela minha mente.

Liberte-se

no lago da tranquilidade.

As toxinas desaparecem.

Entenda e ultrapasse

medos, frustra��es...

Estou a salvo.

Depend�ncias...

A comida � minha amiga, nutrindo o meu corpo.

Controle as suas pequenas adi��es

e comece a ligar-se ao Todo

que nos une.

Um universo de intelig�ncia qu�ntica.

Um caleidosc�pio infinito

de interac��es ondas-part�culas

no campo de ponto-zero.

Sou livre.

Clame pelas coisas que lhe d�o prazer.

As minhas novas cal�as cor-de-rosa...

os raios de sol...

Estou calma.

Livre para ser a lona.

Livre para ser a lona.

M�e!

O que est�s a fazer?

Sai!

Pelo amor de Deus, larga isso!

Larga isso!

Larga-o!

Sai!

Desaparece!

M�e...

Caf�?

Nem pensar, querida, sou casado.

Isso teve muita gra�a.

Depressa, o chefe...

Marcus, � uma hora no Priam, encontramo-nos l�.

Certo. Estou s� a acabar isto.

Porra...

Ol�, gatinha.

Trent.

Recebi o teu artigo sobre os peixes-frankenstein...

H� ali material do bom, mas...

Mas o qu�?

O momento j� passou, o Guardian falou em �guias na semana passada. Lamento.

Mas esta hist�ria � ver�dica.

Muitas reflex�es. N�o � bem o que eu queria.

H� algum problema com as reflex�es? Ningu�m me disse nada.

Sim, possivelmente.

N�o me digas que os nossos leitores n�o ficar�o ligeiramente curiosos

ao descobrir que os filetes de peixe que comem com o seu belo copo de Chardonnay

vieram de um mutante com duas cabe�as pescado na lagoa negra.

Mant�m-no fi�vel, �ntimo, real.

O que � mais real que a ecologia mutilada?

A nossa tiragem mutilada.

Preciso da hist�ria de um velho pescador

algo de partir o cora��o.

Eu n�o escrevo novelas.

Poupa-me...

Preciso de qualquer coisa sobre Ilsa,

a que ganhou aquela coisa da Eurovis�o.

Escreve 3 mil palavras e vai dormir.

S� se for para ter pesadelos...

Se assim tiver que ser.

Siga-me.

Est� tudo bem?

Sim, desculpe o atraso.

Como � a tua estagi�ria?

A Sarita?

Ela � �ptima. Brilhante.

Temos andado a observar-te, Marcus.

Pois, desculpe aquilo da m�sica, eu...

Talvez queiras experimentar o Vieux T�l�graphe, se vais comer bife.

� um n�ctar do cara�as.

Na verdade, vou s� tomar uma �gua mineral.

A s�rio?

Estou decepcionado.

N�o � todos os dias que levo um empregado a almo�ar

para formalizar a sua parceria na empresa.

Bem-vindo a bordo.

Sinto-me... sinto-me honrado.

Como � que irei contar ao Harrison?

Se ele tivesse a tua factura��o e a tua lista de clientes j� seria um parceiro.

Tu �s uma mais-valia, Marcus.

J� estou � espera h� 10 minutos!

Eu bem sei...

mas j� aqui estou h� mais de 30 anos.

E n�o houve notifica��o de que esta �rea foi destinada a uso militar.

Nada da parte do Minist�rio da Defesa.

Quero que trabalhe ao meu lado durante algum tempo,

para lhe dar algum traquejo.

O seu pai aprovaria.

Ele ainda se senta, n�o?

Cada vez menos.

Passa o tempo perseguindo o seu impulso criativo preso a um cavalete,

algures.

Ai, sim? Que estranho.

Aylesbury.

Pelo amor de Deus, como a cidade, sim.

Porque sou um Juiz do Supremo Tribunal

e presidente da Comiss�o Eleitoral!

Mulher idiota!

Burocrata...

Pelo amor de Deus!

Sim? Quem fala?

Peixinho?

Penelope!

Meu Deus, minha querida!

Est�s magoada?

Est�s magoada? Est�s bem?

Que susto!

O raio da cabe�a caiu do telhado e...

- Estava ao telefone. - Est� tudo bem, querido, estou bem.

- Estou apenas chocada. - Sim, claro.

Podia ter-te perdido, querida.

Estou bem, apenas um pouco assustada.

Temos que chamar o Chambers para tratar disto.

Olha, isto pode cair tudo...

- Sim, ali... - De certeza que est�s bem?

Completamente, estou apenas um pouco assustada.

Lamento imenso!

Tu estavas ocupado e...

Como est� o Robin dos Bosques do mundo da Arte Cl�ssica?

Est� vivo e de boa sa�de. Luto por uma boa causa.

Tenho gengibre, lim�o, mel, leite...

Um par de anti-depressivos, sem a��car.

O Prozac j� acabou. Tenho Seroxat, Xanax

e se quiseres ser mesmo antiquada, Valium ou at� Viagra.

Ouve, o que tiveres.

Vejo que o Orlando est� imerso nos Fen�cios, prova de bom gosto e erudi��o.

Regressarei por volta das seis, seis e meia.

Est� bem? N�o te importas?

Para que serve um padrinho?

E eu trouxe um Piranese incr�vel do escrit�rio

para vermos juntos. Sublime.

Vale mais que este apartamento.

Como est�s tu, linda?

Bem, tenho-me consultado numa mulher com bigode sobre as minhas falhas parentais

e a minha bulimia residual.

E ando a fazer auto-hipnose sugestiva para tentar afastar a baixa auto-estima.

Estou a voltar ao trabalho...

� uma altura muito excitante para mim, pois come�o a...

a encontrar o meu verdadeiro eu.

Soa assustador.

Essa mulher...

o seu bigode...

� grande?

- De facto. - Eu sabia!

A, B, C, D,

E...

F...

49...

Conta-me do Viagra.

Para efeitos de pesquisa.

S� o usei uma vez, h� muito tempo.

Era... um rapaz lindo.

Resultados espectaculares.

Mas, na verdade, n�o gosto muito disso.

Essencialmente, eu j� n�o me mexo muito.

Os yogas acreditam que n�o devemos esbanjar os nossos fluidos sexuais.

As raparigas tamb�m?

N�o posso falar pelas raparigas.

Sr. Griffin...

N�o � o primeiro ex-pol�cia. Costumam pensar que isto � mais f�cil.

Bem, tecnicamente, foi uma depress�o.

N�o gostam de dizer "cansado de viver".

Estava a brincar. J� estou bem.

� como encontrar...

o indicado para n�s, aquilo em que somos bons.

Neste momento, estou...

a atravessar a A2...

se � que me entendem?

Certo...

Portanto, como assistente social, est� qualificado

a fazer avalia��es, visitas e relat�rios.

Um pequeno conselho:

N�o se deixe envolver demasiado. A vida destas pessoas, acredite em mim,

� muito complicada.

Eles podem tentar dar-lhe a volta � cabe�a. Esteja atento.

Algumas pessoas envolvem-se tanto que depois n�o conseguem esquecer.

Mas, provavelmente, j� sabe tudo isso, sendo pol�cia.

Gloria Garcia Ramirez...

qualquer coisa...

Chamemos-lhe Gloria.

Envi�mos uma carta, sem resposta. � necess�ria uma avalia��o inicial.

M�e solteira, um filho, habita��o social,

rendimento m�nimo garantido...

Tem Hepatite C, como que por acaso... E � tudo.

Certo. Ent�o e para quando est� agendada a pr�xima visita?

- H� 3 semanas. - Certo.

Estou a pensar come�ar um curso de ponto de cruz.

Eu sei que parece rid�culo, mas h� qualquer coisa

naqueles pequenos pontos

que me atrai.

� claro que serei uma nulidade.

Fale-me do incidente com o p�ssaro.

Orlando...

Bem, havia muito sangue e este...

este lun�tico aos gritos a trespassar-me.

Tente distinguir entre a emo��o e o intelecto, lona.

Voc� "achou" que havia muito sangue, voc� "sentiu" horror.

E o p�ssaro era... o qu�?

Era morto.

Um tipo de pega, acho eu.

Acha que foi o Orlando que o matou?

N�o!

Quando uma crian�a magoa um animal deliberadamente, isso inquieta-a?

N�o, n�o, n�o...

N�s adoramo-lo.

Claro...

Claro.

2B... Ser ou n�o ser?

Gloria?

Gloria Ramirez de Arroyo.

O meu nome � Colin, dos Servi�os Sociais.

� voc� a Gloria?

Vai-te foder, Social!

Merdosos...

Ela fica comigo!

Jesus n�o deixar� que lhe toque!

Escute...

n�o tocarei em nenhuma das duas. Prometo.

S� vim ver se est� bem, os seus m�dicos est�o um pouco...

preocupados.

Como est�?

Que merda pensa voc� que sabe?

Muito bem...

Se n�o se importa, eu...

vou entrar.

S� para verificar...

Verificar, verificar... como um espi�o?

N�o, eu n�o tenho segredos. Vim s� dizer ol�.

Ol�, que simp�tico!

Como est�?

Bem, obrigado.

Tretas!

Nunca fiz este tipo de coisas...

Ol�.

Tu...

vem para aqui.

Sabe como �, enviam um postal de parab�ns

a dizer "vamos p�-la num lar".

Certo, estou a ver. Portanto...

� assim que eles trabalham?

Jesus, voc� � est�pido ou � doente da cabe�a?

N�o tenho a certeza.

Desculpe.

� mesmo maionese?

- � molho de salada. - Eu queria maionese mesmo...

Pronto, n�o interessa. Quero salm�o, p�o integral,

lim�o, pimenta e uma Coca-Cola.

Raios me partam!

� o Conde Snob!

Porra, � o Marvin Gaye!

Onde tens andado, corno?

N�o comas o peixe ou os teus filhos ter�o guelras.

� bom ver-te. O que tens feito?

O que h� de errado com o meu peixe?

Nem queiras saber:

Hormonas de crescimento, antibi�ticos, conservantes cancer�genos...

Presumo que o palco onde pregas foi feito com recursos sustent�veis.

Sim, por acaso sim.

Mas daria uma bela hist�ria, n�o daria?

E tu usas uma daquelas perucas?

Rendell, Wharton e Blunt: Direito financeiro.

Ora toma!

Na verdade, acabaram de me tornar s�cio.

Boa!

Ascens�o mete�rica!

Talvez use a peruca. A minha mulher adora-a.

Isto � estranho, h� uns dias encontrei uma das nossas cassetes dos R�pteis.

A minha voz � um crime, mas a tua guitarra at� nem est� mal.

Sim, est� bem arranjada.

Como est� a lona? Eu devia ter-me casado com ela.

Talvez ainda case.

Est� bem.

Est� mesmo bem, envolvida em muitos neg�cios.

Aquela coisa de Arte Moderna que ela faz, sabes...

� inacredit�vel, agora s�o como estrelas do Pop.

Tipo "artistas de m�sica popular"?

- Tu � que lhe devias perguntar isso. - Est� bem.

Tenho que ir.

Visita-nos, ela vai gostar.

Ou vem passar um fim-de-semana � casa do meu pai.

- Telefona-me. - Est� bem, eu tenho o teu n�mero.

Escrito nas costas da m�o!

Adeus, prazer em ver-te!

Como se salva um advogado do afogamento?

N�o sei, Geoffrey, como se salva um advogado do afogamento?

Tiras o p� de cima da cabe�a dele.

Entra.

Toma, isto deve animar a hora de almo�o de uma segunda-feira.

Bem, n�o pensaste que te far�amos s�cio sem te darmos um pequeno b�nus.

Jesus, Geoffrey, isto vale 300 mil libras.

Uma esposa dispendiosa n�o deve ser como uma dor de dentes.

Tu merece-lo.

Cuidado, est� quente.

O que � isto?

� sopa.

Acha que eu n�o sei cozinhar?

Que n�o consigo alimentar a minha filha?

Eu tamb�m n�o sei cozinhar.

� por isso que � sopa instant�nea.

Acha que sou est�pida?

Acha que me vai saltar para cima?

Bem, j� que fala nisso, pensei que...

sim, duas sopas ser�o suficientes.

Saia.

Pe�o imensa desculpa. Foi uma piada est�pida.

Saia!

J� vou.

Desculpe.

�s doente!

Podia ser...

ser um Rembrandt.

Penso que de 1634.

Sim, bem me parecia.

Isto � fant�stico.

Vosso ver o seu saco, minha senhora?

Est� tudo bem, Sr. Tulloch.

- Boa noite, Michael. - Boa noite, Sr. Tulloch.

O que est�s a usar?

Pouca coisa.

N�o, quero dizer, o cheiro.

� creme facial.

"�leos essenciais."

�... um pouco estranho.

- Afinal, n�o � assim t�o mau? - N�o.

Est�s bem?

Tens a certeza?

Estou todo partido.

Boa noite, querida.

S� queria algo um pouco maior. S� um pouco.

Podemos ajud�-la ao n�vel do volume e da estrutura.

Experimente outra vez este na esquerda.

Bom... bom, bom, bom...

A� est�o alguns exemplos do nosso trabalho.

E n�o se esque�a que este procedimento � muito simples.

Torn�mos muitas senhoras mais confiantes e contentes com elas pr�prias.

Verdadeiramente.

Os pianos est�o l� em cima, meu, se estiver interessado.

Desculpe. Nada melhor que uma Gibson.

- Quanto custa? - Esta?

� um bocado cara.

� a terceira vez, sim.

Bem, talvez me queira dizer quem � que tenho de...

Ol�, Clifford! Sim, � a lona.

Sim, lona Aylesbury.

Tr�s vezes, de facto.

Negoceio com Arte Contempor�nea.

Sim...

N�o, n�o quero que me ligue mais tarde.

Vou directa ao assunto pois sei que est� muito ocupado.

Estou a preparar um artigo sobre...

sobre o melhor das galerias contempor�neas da capital e...

tenho mesmo que falar consigo.

S� estou mesmo a falar com as mais exclusivas e acho mesmo que voc�...

Est� bem, vai-te lixar.

Marcus Aylesbury, por favor. � a lona.

Iona, ol�! O Marcus n�o est�.

Ainda n�o voltou do almo�o.

Onde est� ele?

S�o tr�s e meia!

N�o fa�o ideia. O que lhe digo?

Diga-lhe que liguei. Obrigada.

Cabra.

Lando!

Pelo amor de Deus, Orlando, fazes-me o favor de procurar a Janet?

E o bombeiro tira a sua pistola...

e atinge-o na cara.

Sangue a jorrar por todo o lado e os seus olhos fora das �rbitas...

Orlando, o que comeste ao jantar?

Bananas.

O que � isso? � uma incompet�ncia brutal, � o que �.

Lando, vamos l�! Treino de leitura.

Vamos!

V�, campe�o. A andar!

Tu, n�o �s o meu pai.

Tu, n�o �s a minha m�e.

S�o o elo mais fraco que alguma vez existiu.

Adeus!

E boa viagem.

� demasiada televis�o.

Hoje telefonei-te.

Merda, desculpa. A Sarita disse-me.

- Alguma coisa importante? - N�o.

Tenho que te contar, encontrei um velho amigo da escola, Trent Masters.

Era o vocalista da nossa banda, Os R�pteis, lembras-te dele?

Sim, ofereceu-nos uma saladeira ainda com a etiqueta do pre�o.

Agora � jornalista.

Dotado e comprometido com a defesa da ecologia.

O que achas?

Estou bem?

Sim, est�s muito bem.

Um grande impacto. Est� bom.

Sim, mas estou sexy?

Sim, sim... Claro que est�s sexy.

O homem da sopa!

O que est� aqui a fazer?

A ver se a encontrava, j� a vi c� antes.

Estava preocupado consigo.

Onde est� a Maria?

Acha que n�o sei cuidar de mim ou da minha filha?

N�o, mas preocupei-me com...

Desapare�a!

- Meia hora, prometo. - Est� bem.

Quando ou�o a express�o "Esp�rito da �poca" apetece-me dar um tiro.

- Sinto o perigo. - Meu Deus...

Gostava de falar convosco.

Venha ao escrit�rio, teremos todo o prazer.

Chromophobia � uma instala��o contempor�nea

que muda de cor como resposta �s frequ�ncias envolventes.

Acabei de comprar uma das pe�as.

� linda, poderosa...

Vou mudar o Damian para arranjar espa�o para ela.

Achas?

V� l�...

� uma pe�a incr�vel.

Sabes que � um investimento seguro.

E ajudamos os artistas, o que eu acho bom.

N�o o fizeste?

Fizeste?

Meu Deus, n�o!

Tudo bem. Espero que tenhas tido uma boa noite.

Boa noite.

Voc� precisa de ajuda.

N�o est� bem?

Se voc� acha que fica bem...

O que v�? N�o pare�o estar bem?

Apenas trabalho at� tarde, est� bem?

Homem da sopa!

Se quer um trabalho, pode ver o que se passa com o meu lava-loi�as.

Est� melhor.

Mas precisa trocar a junta. Na pr�xima vez trago uma.

N�o lhe toque!

Calma...

Talvez deva...

Talvez se deva deitar.

Deite-se.

Voc� est� bem?

Estou.

Tem a certeza?

Estou apenas cansada.

Aqui est�...

Fred Astaire...

Interferona.

Obrigada pela sua escolha, ficar� muito satisfeita com ela.

� claro que h� uma transfer�ncia de 15 mil e um limite de 10.

� sempre bom ter uma almofada.

Pois, mas a tua almofada come�a a perder penas.

Raios me partam!

Jesus... Cristo!

� melhor transferir 15 mil da conta a prazo.

Est� c� o ministro.

- O Wharton est� na sala da Direc��o. - J� vou.

Muito bem, obrigado, adeus.

Merda...

Marcus... Lord Killally.

- Desculpem o atraso. Marcus Aylesbury. - Trate-me por Robert.

Lord Killally � Ministro do Urbanismo e Planeamento

e � nosso cliente de longa data.

Sim, com certeza.

Cri�mos um fundo de investimento "�s cegas" incluindo os bens do ministro.

Quem o gere?

Tenho sido eu, mas quero que tomes conta por uns tempos.

Que supervisiones os investimentos feitos pelo fundo.

Obrigado, senhor. Estou lisonjeado.

J� trabalhei com a Cidade. Estar� em boas m�os.

Os bens de Lord Killally incluem 17 empresas cotadas

e uma fortuna pessoal de mais de 400 milh�es de libras.

N�o preciso dizer que n�o podem haver conflitos de interesse

entre o papel do ministro na governa��o e os seus neg�cios pessoais.

Claro que n�o.

Nem posso apertar os meus sapatos sem falar consigo antes.

Na verdade, nem sequer posso falar consigo.

E talvez n�o possa usar sapatos.

Bem, acho que podemos...

Acho que podemos encontrar um ponto de equil�brio.

Tu olhas pelos interesses do Robert enquanto ele olha pelos da na��o.

Que simp�tico.

Gostamos de agradar.

Claro que gostam.

Muito bem...

Ol�.

�s uma boa menina...

Tiveste saudades minhas?

Claro que tiveste. Tens sempre.

�s um bom coelho, n�o �s?

Pois �s...

�s t�o fofo!

�s!

- Desculpe. - N�o faz mal.

A sua respira��o est� muito melhor, muito bem!

Escute, desculpe pelas horas, ultrapass�mos um pouco.

N�o faz mal...

Posso tomar um duche?

Sim...

� ao fundo do corredor, 3.� porta � esquerda.

� s� um minuto.

Querido?

� a m�e, est�s a�?

� a m�e. Est�s a�?

J� comeste alguma coisa?

Isto � t�o chato, t�o entediante...

Sim, estamos a trabalhar juntos nos contratos Killally.

Estava a pensar se haveria uma hora prevista para o teu regresso.

Desculpa, estamos enterrados nesta porcaria, temos que nos despachar.

Isto vai acontecer regularmente?

Sim, provavelmente.

Agora v�o ser assim, os fins-de-semana.

O que hei-de fazer, puseram o meu nome em todos os cabe�alhos.

Tens raz�o, desculpa.

Pelo menos, tens a tua pequena ajudante.

Jesus... Sim, tenho.

Est� c� desde antes das 6 da manh�.

Como est� o Orlando?

Est� bem. Vou servir-lhe o jantar.

D�-lhe um beijo meu. Fico mais uma hora, depois regresso.

Orlando, ao tempo que ando � tua procura!

O meu coelho chama-se Fofo.

O que � isto?

O que �?

Que diabo andas a fazer?

Quem fez esta merda com o nome do teu coelho?

Qual � o teu problema?

Por favor, n�o me batas!

Eu nunca te bati!

E olha que bem me apetece faz�-lo agora!

O que vai nessa cabe�a?

Se n�o se importam!

Aten��o, por favor!

Obrigado.

Quero apresentar-vos o Sr. Tulloch.

O Sr. Tulloch vai partilhar connosco alguns dos seus conhecimentos art�sticos.

E desejo-lhe a melhor das sortes.

N�s tamb�m!

Obrigado, Hendrix.

O Sr. Tulloch trabalha numa Casa de Leil�es

onde lida com quadros muito antigos

chamados "mestres antigos".

Como voc�?

Obrigado, Hendrix. Porque o trabalho

� executado com mestria.

Seja bem-vindo.

�ptimo, fant�stico.

Tenho aqui alguma papelada para ver.

Obrigada. Quero que a centre naquela parede.

Uma grande parte do que sabemos

sobre estes artistas resulta do trabalho

de um grande historiador italiano chamado Giorgio Vasari.

O Dave tem um casaco dele.

� Giorgio Armani, seu est�pido!

Nada de palavr�es, por favor.

- Aqui est� outro. - Onde est� a piroca dele?

Pode indicar-nos?

Est� mesmo ali.

O Graffiti � uma arte muito antiga.

Tem que se dominar a t�cnica da lata de spray tal como o pincel.

E acho que ainda temos uns minutos.

Antes de terminarmos,

sei que o Sr. Tulloch tem algo muito especial para nos mostrar.

Isto � uma coisa que pedi emprestada para vos mostrar.

Isto � de um artista de quem talvez j� tenham ouvido falar...

chamado Rembrandt.

Trata-se...

de um estudo sobre m�os que parecem estar...

a rezar.

Quanto vale, senhor?

Vale muito. N�o sei ao certo quanto.

Centenas de milhar...

Afastem-se!

Sentem-se que eu j� mostro.

Muito obrigado, Sr. Tulloch!

Continuaremos na pr�xima semana a...

O �nico som que oi�o � o originado pelos seus cart�es de cr�dito. N�o � verdade?

Comprou uns Manolos.

Pode falar?

Deitar coisas c� para fora?

- Sim, sim, sim... - Reorganizar-se?

Desintoxicar o arm�rio?

Janet!

Vou fazer uma limpeza, nas roupas e isso.

Depois levas para obras de caridade.

Claro, vou buscar uns sacos.

Bruce Lee!

Aquele n�o �...

n�o �...

aquele professor?

Vamos perguntar-lhe.

Ouviste o pre�o da pintura?

Foi uma bela aula!

Voc�s estavam na sala?

Em que posso ajud�-los?

Viemos dizer ol�.

Estou a ver...

� aqui que o senhor vive?

N�o t�m que me chamar senhor. Podem chamar-me Stephen.

Uma casa grande, n�o �?

N�o vivo na casa toda, tenho um apartamento l� dentro.

� um dispens�rio victoriano.

� um im�vel classificado.

Vamos, preciso de ir � casa de banho, j�!

Se est�s assim t�o desesperado podes entrar e usar a minha.

Posso?

As necessidades t�m que ser.

Entrem.

O senhor gosta de quadros, n�o �?

De muitos.

Sim, gosto de quadros.

Pelo menos, dos bons.

"Todos nos afast�mos da gl�ria de Deus."

� esquisito.

Sim, acredito que possa ser.

Obrigado, senhor. Eu estava a rebentar.

Estou � disposi��o.

Vamos embora.

Aten��o, vamos fazer um brinde ao meu querido filho Marcus...

pela sua recente associa��o

com a prestigiada empresa Rendell, Wharton e Blunt.

Pai, n�o t�nhamos j� feito isto?

Um velhote n�o pode ter algum orgulho?

Mete�rico!

� mesmo.

Dizia que n�o vai plantar nada novo?

De in�cio n�o. Faz parte do programa de 5 anos

de gest�o da propriedade de forma totalmente ecol�gica.

Tudo ideia da Penelope. Brilhante.

A ideia � n�o mexer nos obst�culos

e deixar uma margem de 2,5 m de cada lado da planta��o.

E sabe que a popula��o de aves terrestres j� quadruplicou?

Com licen�a, essa � mesmo a minha �rea.

O meu trabalho � alertar as pessoas para esse tipo de coisas.

Temos alguns lun�ticos que destroem as armadilhas junto ao lago.

S� as montamos para proteger as aves selvagens

como os abibes ou as perdizes.

A Penelope mant�m a calma, eu...

perco a cabe�a.

As pessoas posicionam as suas paix�es de formas diferentes.

Normalmente numa ignor�ncia cega.

Por isso se prefere cada vez mais a companhia das plantas e dos animais

em rela��o � das pessoas.

Para o cesto, Sra. P!

Pe�o imensa desculpa. � sangue do matadouro local.

Pulveriza-se no fertilizante e vem nesta direc��o quando os ventos est�o de este.

Estou a fazer o que posso...

Espalham sangue por todo o campo!

Est� a sair?

- Pe�o imensa desculpa. - J� estou bem.

Espero que te tenham dado um bom contrato.

Eu nunca quis ser juiz, pai.

O que interessa � que ele idolatra-te.

� um estilo diferente.

Mas � uma boa empresa. � o que todos dizem.

Escute, � melhor n�o ir l� abaixo, � noite, por causa do alarme de roedores.

Que piad�o!

Boa noite!

Boa noite, pai.

Esta casa � a sua pris�o.

N�o h� uma grande paix�o entre

o teu pai e o teu patr�o... como se chama?

Wharton.

Vendia a av� por uma imperial.

N�o sei...

D�-me uma passa.

"Vem...

"para o lado negro, Marcus!"

O que � isso?

� isso mesmo.

- Viste o Scogie, querida? - Est� aqui.

Com um h�lito horr�vel, mas muito feliz.

Bem, acontece aos melhores de n�s.

Vou precisar de ir um dia ou dois � cidade, no final do m�s,

para tratar duns assuntos.

- Vou fazer uma lista. - Muito bem.

Vou falar com o Chambers sobre a maldita pedra.

Boa noite, querida!

� inspirada naquilo a que os gregos chamam "paradisos",

que � um equil�brio perfeito entre a natureza e os artif�cios,

a cor e as formas.

Voc� conseguiu-o. � fabuloso.

� como uma paix�o.

Obviamente.

N�o me apanhas!

Bom dia, senhor.

P�ra, sai!

Est� bem, lona?

A m�e caiu.

Vou mudar de roupa. Porra!

- N�o est� vestida adequadamente, lona. - O qu�?

N�o est� vestida adequadamente.

- Fiona, sou eu. - Ol�, Trent.

Porque n�o me atende a Bushey e porque n�o foi publicada a minha hist�ria?

Desculpa, eu deixei uma mensagem no teu atendedor.

Ela disse que os nossos advogados ficaram loucos.

- Investiga��es, fontes... n�o sei. - Isso s�o tretas!

- N�o sou eu quem... - S�o um monte de tretas!.

Diz � Bushey que me telefone, est� bem?

E, na pr�xima vez, n�o me ligues para o atendedor quando n�o estou em casa.

� por isso que tenho um telem�vel, liga-me para ele, sua...

Encontrei a tua guitarra enfiada no roupeiro.

Porque n�o abres o jogo sobre a Sarita?

O qu�?

Abrir o jogo sobre... a Sarita?

Est�s louca. Enlouqueceste.

E que tal come�armos pelo teu consumismo descontrolado?

Comprar, comprar, comprar!

Nem sei por onde come�ar.

Sabes, sinto-me muito frustrada sexualmente.

E inadequada.

E n�o fa�o nenhuma ideia do que tu queres!

Um cancro...

A Gloria...

Ela tem um cancro.

Hepatite. � o rapaz que nos preocupa, n�o a m�e.

� uma rapariga: Maria.

Ela est� bem.

Cancro no f�gado.

� por isso que estamos a recrutar pessoas, n�o aguentamos o ritmo.

Ela tem que ir de imediato para um hospital.

H� 4 meses.

Carcinoma hep�tico.

Deram-lhe 6 meses de vida

e 4 deles foram passados nos teus ficheiros!

Quero dizer...

eu n�o fazia ideia.

Devias estar no hospital!

N�o me digas o que fazer!

Para as dores...

Para as putas das dores...

Eles podem ajudar com as dores.

Tiram-me a minha filha.

Mas eu n�o vou deixar.

Percebeste? Eu n�o tenho ningu�m!

Podes arranjar-me mais destes, por favor?

Por favor...

A Maria sabe?

Cala-te.

Cala-te!

Escuta, eu n�o fazia ideia.

Quero que te v�s.

Quero que saias.

Por favor, vai-te embora.

N�o, porque se a compatibilidade-cemit�rio do Bart � 198

e a compatibilidade-cemit�rio da Marge � 160,

ent�o deves escolher o Bart e n�o a Marge.

Ai devo?

Sim, porque a dele � muito maior.

Espera um segundo, Orlando.

Ol�, Piers. Sim...

N�o, tenho o suposto...

Rembrandt comigo.

Sim, est� perfeitamente a salvo.

Pelo amor de Deus, acabei de o entregar ao British Museum.

N�o te preocupes. Est� tudo bem.

Estou numa reuni�o, tenho que desligar.

Sim, sim... eu sei, eu sei...

Eu costumava ter melhores clientes...

antes.

O pai da Maria...

quem �? Conhece-lo?

Sabes dele?

H� algum tempo que n�o. Ele era um cliente.

Um cliente...

Como assim?

Era simp�tico.

Ele... ele sabe?

O que achas, homem da sopa?

Eu ofere�o uma vasta gama de servi�os:

Sexo normal, orais...

paternidade...

N�o me parece.

Meu Deus...

que est�pido.

Pois eu acho que �s uma m�e maravilhosa.

Obrigada.

Podes passar-me o champ�?

O m�dico disse-me que seria assim.

Se algu�m me toca, fa�o hematoma, como um p�ssego.

Gostava que fosses ao hospital.

Nunca.

Nem mesmo pela Maria?

N�o queres que ele saiba?

Talvez ele...

sonhe ter um filho.

Ele tem filhos.

N�o quer mais uma, acredita.

Talvez ele seja rico.

Talvez ele ainda pense em ti.

Pode ser, homem da sopa.

Talvez ele esteja na tua agenda.

O que achas?

Estou tentado a sugerir...

"que quem cala consente."

Sabes uma coisa?

Tens uns sapatos engra�adamente feios.

Sim, � capaz.

Estou sensibilizado por teres reparado.

Tenho vizinhos. Tenho uma reputa��o a defender.

Sim, claro. Muito obrigado.

Estive a ver os seus investimentos.

Quando eu tiver um analista independente para cada �rea...

Eu sou a �rea, as empresas s�o minhas.

Com certeza. Acho que era isso que eu queria dizer.

N�o queremos que pensem que continua activamente envolvido nos seus projectos,

com a posi��o que ocupa.

N�o estou. Voc� � que est�.

O que eu quero est� tudo aqui.

Robert... posso chamar-lhe Robert?...

N�o me parece que esteja em posi��o de querer, de fazer pedidos...

N�o � um pedido.

Sim, Marcus?

Geoffrey... o Killaly deu-me uma lista.

Phoenix, VLC, Premier Living...

Uma lista?

Sim, ele disse que a vota��o sobre a estrada s� ocorrer� dentro de 3 semanas

e presumo que o saiba. J� trabalha com ele h� anos.

N�s n�o somos amas-secas, Marcus, somos guardi�es.

Deixa a lista com o Murray.

Obrigado.

Ol�, Murray...

� uma forma de trabalhar...

"...ainda lhe tem...

"um grande afecto...

"...tenho a informar-lhe...

"que a Gloria n�o imagina que lhe estou a escrever..."

Preciso mesmo de uma c�pia do tal relat�rio, est� bem?

Sim, est� bem.

"A energia por aqui � toda negativa."

"O Marcus � uma �rvore, eu sou uma �rvore."

Eu sempre soube que eras uma �rvore, mas n�o fazia ideia do Marcus.

Ele foi discreto, n�o foi?

O Orlando quer imenso ir ter contigo, ele pode ir a�?

E eu adoro estar com ele. Pode vir quando quiser.

- Ele adora estar contigo. - Pode vir, eu estou c�.

� uma crian�a maravilhosa.

Escuta, seguiste o meu conselho

sobre a op��o vibrat�ria do teu telem�vel?

E se n�o resultar,

h� lojas de todo o tipo e todo o tipo de coisas.

Pois esse departamento parece muito triste.

Que deprimente.

N�o foi o Byron que disse que todas as trag�dias terminam com uma morte...

e que todas as com�dias acabam em casamento?

A vida d� muitas voltas.

Tu vais ter os teus 15 minutos e eu quero l� estar, a festejar contigo.

Sim, tenho a certeza.

Deve ser o Carl, tenho que desligar.

"Adorei falar contigo, dev�amos conversar mais vezes."

Tenho mesmo que ir, falamos em breve, adeus.

Orlando...

N�o � preciso tocar tanto...

Ol�. Que surpresa...

Est�vamos de passagem.

- Vimos a luz. - A s�rio?

Ora, �...

Tony...

Hendrix...

E Demetrios.

Demetrios, pois.

� pouco comum, n�o �?

� grego. O meu pai � grego.

Estou a ver. Estava a pensar...

em "Sonho de uma Noite de Ver�o."

Shakespeare.

Os senhores precisam de alguma coisa? Querem utilizar a casa de banho?

Beber um copo?

Um copo � bem.

Entrem. J� o fizeram.

Est�s bem?

Como est� o trabalho?

Bem, bem.

E como est� o Orlando?

O Orlando est� bem.

Desculpa.

Escuta, eu decidi ir em frente com a coisa das mamas.

O que significa que j� n�o deverei ir � Esc�cia.

Certo, est� bem...

Sabes, n�o me faz diferen�a, de uma forma ou de outra...

sabes, sobre as tuas... as tuas mamas.

Sempre me pareceram bem. O que se passa com elas?

O que te leva a pensar que o fa�o por ti?

Est� claro que n�o.

S� de imaginar algu�m a cortar as tuas...

"tetas" causa-me repulsa. Prefiro nem pensar.

N�o � assim como tu pensas.

Sempre o quis fazer.

Apenas quero faz�-lo.

As pessoas fazem-no a toda a hora.

Bem, as pessoas est�o todas malucas!

Tu l� sabes...

O queres dizer com isso?

O que queres dizer? Vamos, diz-me.

N�o sei.

Ent�o, foram inspirados a pintar como anjos?

N�s fazemos outro tipo de arte.

N�o � coisas velhas.

Sim, mas � sempre novidade quando o fazem, n�o �?

- O que � isto? - Uma c�mara de v�deo.

Podemos falar com os amigos por todo o mundo

e vermo-nos uns aos outros.

At� nos podemos ver a n�s pr�prios.

O que esperam os senhores da vida?

T�m alguma ideia?

Jogar na Selec��o Inglesa!

Inglaterra, Inglaterra, Inglaterra!

E tu, Demetrios?

Ele quer ser cintur�o negro de Tae Kwon Do.

� cintur�o azul. �s bom, n�o �s?

Sou mais ou menos. Ainda n�o cheguei l�.

Podes mostrar-nos alguns movimentos?

Aqui?

Gostaria de ver.

� um pouco apertado.

- Mostra-lhe. - V� l�, Demetrios, n�o sejas maricas!

Como �? Cortesia, integridade...

Cortesia, integridade...

perseveran�a, auto-dom�nio e esp�rito indom�vel.

Parece maravilhoso. Vamos ver.

Estou muito impressionado.

Cabr�o!

Tarado de merda!

- O que est�s a fazer? - Cala-te!

Cala-te!

N�o viste o computador?

O que se passa contigo?

O que foste fazer, meu...

N�o fazemos qualquer ideia sobre o porqu� destas grava��es.

Voc� foi a �ltima pessoa que falou com ele, vai ter que depor.

Claro.

� um dos meus amigos mais antigos.

Mas o que faziam estes tr�s rapazes no apartamento, pela noite dentro?

N�o sabemos. Mas estamos a levar isto muito a s�rio.

Como assim? � claro que levam a s�rio, como poderia ser de outra forma?

Eu j� te digo o que significa.

Significa que n�o voltaremos a deixar que o Orlando passe horas sem fim

com o seu padrinho...

se ele chegar a sair do coma.

Gloria, est�s a�?

Maria, querida...

� o Colin, o homem da sopa!

A merda da porta!

Nome?

� da fam�lia?

N�o.

Sou assistente social!

Tem as receitas do m�dico dela?

Aqui n�o.

Ela devia ter come�ado a quimioterapia h� meses.

Eu sei.

Ela tem fam�lia?

Que eu saiba n�o.

Foi por pouco.

Est�s bem?

Est�s mesmo bem?

Se disseres outra vez que sim vou-me embora.

� a Iona?

Sabes que mais?

Eu estou bem.

Ao contr�rio do padrinho do meu filho que foi praticamente espancado at� � morte.

Quanto � minha esposa...

Desculpa, a minha conversa � uma porcaria.

E depois h� o cabr�o do meu patr�o e os seus clientes estranhos.

"Phoenix, VLC,

"Premier Living, s�o empresas minhas.

"Diz ao Wharton que a vota��o s� ser� daqui a tr�s semanas."

Eu sou o advogado dele!

N�o sou o mo�o de recados!

N�o sei o que ando a fazer.

N�o vais para a pris�o.

Os advogados safam-se sempre.

Haveriam dez em cada cela, se fossem condenados sempre que fazem merda.

� um fundo de investimento "�s cegas"!

Ele � ministro e deu-me uma lista de ac��es para comprar.

N�o sei, talvez seja ilegal...

Porra!

Quem?

A� � que est� a piada. � a derradeira transgress�o.

A decidir o destino da na��o enquanto enche os bolsos.

Desculpa, agora vou ter que te matar.

Vou a p� para casa.

Eu levo-te.

N�o, eu vou andando.

N�o, vamos...

Marcus, eu levo-te a casa.

Vou-me embora, est� bem?

Fico bem.

Cuida-te.

Eu fico bem.

Obriguei-o a deixar o carro, pelo menos n�o se vai matar.

Tens a certeza que ele est� bem?

Acho que vai acabar por se acalmar no caminho para casa.

Lamento.

� um pesadelo, quando ele bebe assim.

Tudo por causa disto do Killally que ele tem andado a fazer.

Tens a certeza que ele est� bem?

Ele vai ficar bem, deixa-lhe apenas as aspirinas.

Tu �s uma estrela. � �ptimo voltar a ter-te por perto.

Obrigado.

Boa noite.

Ol�, Bushey, � o Trent. Desculpa telefonar t�o tarde,

mas confia em mim, esta est� com tudo.

Vou fazer uns telefonemas, liga-me, eu estou acordado.

� gordo!

Rasteja para fora do teu caix�o e atende o telefone.

Amo-te, campe�o.

Aparecer�o alguns incha�os e n�doas negras mas a dor � m�nima

e pode ser controlado com medica��o. Podemos encaix�-la no...

dia 19 e ter� alta no dia seguinte.

Fez uma escolha com a qual ficar� muito feliz.

Muito bem, j� que est�s t�o certo, vou esquecer as tuas outras hist�rias.

Mas mant�m-te discreto. Eu quero um furo!

Mas isto � meu.

Eu trago-o, mas tens que me dar espa�o de manobra.

Claro, eu falo com o Peter.

E n�o quero recuos. N�o quero a contabilidade a chatear-me

por causa de almo�os e caf�s, ou seja o que for.

Claro.

D� cabo do banco. Ou de n�s.

Levaste a Gloria ao hospital.

Claro, ela estava desmaiada.

E depois voltaste a lev�-la para casa.

Queremos que ela volte para o hospital imediatamente.

N�o h� ningu�m para ficar com a crian�a o que significa que ter� de ir para um lar.

Vou l� assim que possa.

Vou ter que retirar-te deste caso. Tem sido dif�cil para todos n�s.

As empresas dele constroem casas mas n�o compram nenhuma.

Est�o metidos em ilegalidades at� � orelhas:

Fazem constru��es de merda e vendem 40 por semana.

40 vezes meio milh�o... � um bom neg�cio.

N�o me digas, Sherlock?

O que procuramos exactamente?

Qualquer coisa. Accionistas, anomalias...

Porqu� isto da auto-estrada?

Uma auto-estrada representa comunica��o. E muitos yuppies a precisar de casa.

Vou continuar. N�o passa de informa��o, 0's e 1's.

Vou s� espreitar. Pode demorar uma eternidade e talvez demore mesmo.

Continua, gordo. Sabes como me encontrar, no telem�vel.

N�o me digas, Sherlock.

Senhora Ramirez,

abra, por favor, s�o os Servi�os Sociais.

- Fez uma reserva? - Fiz.

Astaire. Fred, Ginger... e Maria.

Preciso que pague adiantado, em dinheiro, 150 libras pela primeira semana.

Vais ficar bem?

Voltarei mais tarde com alguma comida.

Tamb�m gosto de te ouvir.

Sim...

Pode ser.

Obrigada.

Orlando, meu querido...

Chega aqui, quero falar contigo.

Sossega um pouco, preciso falar contigo.

Orlando, por favor, p�ra quieto

durante 2 minutos. Tenho que falar contigo.

Senta-te, vamos.

Escuta...

Tenho uma coisa muito importante para te perguntar.

E preciso que sejas mesmo, mesmo honesto, est� bem?

A m�e e o pai amam-te tanto.

� sobre o Stephen.

Mesmo que alguma coisa seja muito dif�cil de dizer...

Ele vai morrer?

N�o, n�o vai, claro que n�o.

Mas preciso perguntar-te uma coisa.

Ele tocou-te alguma vez?

Sim, ele tocou-me.

Certo...

Alguma vez...

Alguma vez te despiste com ele?

Sim...

Mas n�o completamente.

Ele nunca te tocou na pilinha, pois n�o?

�s maluca, �s louca!

Perdeste a cabe�a, tenho uma m�e maluca.

M�e maluca!

Gordo.

Banbury, Ely e Maidstone

est�o todos � espera da luz verde de Westminster.

As empresas do Killally constroem casas da treta, quem diria.

N�o me digas?

- Ol�, � o Trent, estou em alta-voz? - Sim.

A Bushey est�?

Estou com ela e o nosso ilustre editor.

Voc� � advogado, diga-me como � isto dos fundos de investimento "�s cegas".

Do ponto de vista de quem?

Do nosso amigo ministro.

Qu�o cego tem realmente que ser?

Mauzinho...

� cego como a justi�a cega, meu querido.

Um parceiro do reino

a jogar nos dois lados. Est� a tratar da reforma, n�o �...

Obrigado, tenho que desligar.

Gostei de como soou...

Vem tudo de um amigo dele. � s�lido?

N�o tenho a certeza. Vou investig�-lo.

E n�o pela primeira vez, tenho a certeza.

S� precisamos de um empurr�ozinho e eu fa�o o resto.

N�o se consegue gravar nada? Qualquer coisa.

Claro, porqu� apunhalar um amigo pelas costas

quando o podemos fazer pela frente...

Querida...

Peixinho...

Deixa-me olhar para ti.

J� passou quanto tempo?

Muito tempo.

O pap� gosta do seu docinho?

- N�o gosta? - Sim!

O pap� gosta.

Tu sabes...

Porque se a auto-estrada avan�ar as casas que eles constru�ram

v�o acabar por cair pois foram constru�das com material da treta.

Tenho que desligar.

- Ol�, � o Trent. - Ol�, parceiro.

Marcus...

Obrigado por teres aturado as minhas lamenta��es alco�licas na outra noite.

Podemos esquecer que aconteceu? � um pouco chato para ti, tamb�m.

N�o, n�o foi nada chato. Tu estavas mesmo mal. Como est�s?

Como est� a Iona?

- Vai arranjar as mamas. - N�o...

Eu mato o homem que lhes puser as m�os.

N�o me lixes, �amos � Esc�cia � ca�a ao veado.

Porque n�o vens tu?

Vai fazer-te bem.

Vamos l�, rapazinho da cidade, est� tudo pago.

Matar coisas,

temperaturas �rticas, tripas...

� tentador, mas n�o tem nada a ver comigo, parceiro.

A voz do campo.

Aposto que nem distingues um cervo de uma vaca.

Tenho a certeza que � fant�stico, mas n�o posso.

Ando um pouco stressado. As coisas est�o de loucos.

Est� bem, ent�o encontramo-nos daqui por outros cinco anos.

Vai-te lixar.

Podemos ir beber um copo depois do trabalho, se quiseres,

embebedamo-nos e podemos espetar alfinetes num boneco de cera do Killally.

E como est� isso?

Est�s terrivelmente magra, minha querida.

Um velho preocupa-se com estas coisas.

As mulheres gostam de ser magras.

Sim, mas n�o est�s com bom aspecto.

Porque n�o vais ao m�dico, querida? Por favor.

Podes contar-me tudo, tu sabes...

N�o quero que tenhas segredos.

Quem �?

� linda.

O pai dela...

O pai dela era um bom homem.

Fica com ela.

Est� uma coisa para ti, ali ao lado.

Telefona-me, se precisares...

Sabes como te amo?

A mam� ama-te tanto.

Mesmo... mesmo quando n�o est� aqui.

A mam� ama-te...

para sempre.

Falei com a minha fonte e confirmou tudo. N�o � uma confiss�o mas diz o suficiente.

Estou a salivar por isso, espertalh�o. � s� enviar.

Est� bem... d� s� uma olhada.

O nosso advogado quer que alinhes com ele at� a hist�ria rebentar, est� bem?

N�o queremos que mude de ideias ou que se mate...

ou pior, que venda a hist�ria a outros.

Sim...

V� l�, tens que admitir que esta parede � uma parede de carnificina.

Amanh� vais adorar, juro.

A terra alimentar� a alma.

Mater um destes � qualquer cosia.

Pode parecer estranho, mas...

ser� o maior feito da tua vida, de certa forma.

Est�s mesmo a falar a s�rio?

Sim, sabes o que dizem sobre o mais profundo segredo dos homens,

mais profundo que qualquer papel que ele possa desempenhar l� fora

� a sua paix�o por matar.

� imperativo.

Quando ca�as n�o matas por causa da comida ou do pr�mio

ou da necessidade de o fazer...

� o ritual.

� profundo.

Tem calma...

Eu sou um pouco...

maricas com o sangue.

N�o, n�o �s. �s apenas ignorante sobre o assunto.

Dou-te a vers�o ecol�gica, est� bem?

Faz-te sentir melhor?

Matas o elemento mais fraco, o que n�o aguentaria o Inverno.

Mant�m a manada forte, mantem-nos a sobreviver.

Tens que o fazer.

N�o sei.

N�o sei, mas...

Mas sei que n�o conseguiria matar...

um animal daqueles.

Uma morte limpa...

em cheio no cora��o.

Eu n�o tenho grandes cren�as, mas acredito nisto.

� engra�ado...

Vou dizer ao Wharton que n�o quero saber mais do fundo "�s cegas".

N�o me interessa que ele n�o me queira como s�cio, ou n�o me queira de todo.

O que se passa contigo...

� que tu �s...

uma daquelas pessoas de que todos gostam.

Tens aquele tipo de atrac��o com que algumas pessoas nascem.

A luz a brilhar pelos teus olhos castanhos.

Quem em dera que fosses ao hospital.

Vou ter que insistir.

Nunca.

Vamos, o que est�s a fazer? Aqui os telem�veis n�o funcionam.

Tinha duas barras ainda h� um minuto.

Pelo amor de Deus, pode-se tirar uma rapariga da cidade...

Consegues ouvir-me?

Preciso fazer um par de altera��es � hist�ria do Killally.

� s� tirar alguns par�grafos.

Eu sei, mas quero que fique como deve ser.

Estou com o tal Aylesbury

e acho mesmo que ele n�o est� envolvido,

por isso temos que tirar a parte dele, est� bem?

� muito importante.

Pelo amor de Deus, a Bushey que me telefone...

- Est�s a ouvir-me? - Sim, Trent.

N�o estragues tudo.

Est�pido.

Se isso volta a tocar, n�o vai ser no cervo que vou atirar.

Est�s bem?

Tenho que te contar uma coisa, parceiro.

E tem que ser agora?

� teu.

O teu primeiro.

N�o consigo.

- N�o consigo mesmo. - Consegues sim.

Consegues, apanha-o. Vamos.

Tem calma, tem calma.

Antes que ele se mova, se n�o vais falhar.

Despacha-te.

Antes que ele saia dali.

Abaixo das patas da frente, 5 cm.

Est� ferido!

Dispara outra vez.

D� c�.

Boa.

Apanhaste-o.

Desculpa.

Trent, chega aqui.

� uma tradi��o.

A primeira morte.

� um rumor.

O que h� num rumor?

Obrigado.

� s� uma hora, no m�ximo. Ela n�o vai acordar.

N�o h� problema.

Bonito.

Ent�o, parceiro?

N�o h� problema, ele s� esteve ferido por alguns segundos.

N�o, n�o est� bem.

Na verdade...

chamei um t�xi. Deve estar a chegar.

Porqu�?

Porque...

acabei de estragar-te a vida.

Tudo...

Anotei tudo o que contaste e...

vendi-o.

Destru� a tua...

vida encantada...

com um �nico tiro...

para al�m da tua imagina��o.

Do que est�s a falar?

� grande.

Tu e o Wharton...

e as ac��es...

tudo o que encontrei.

Jesus, o que me est�s a dizer, Trent? Que raio me est�s a dizer?

Tentei manter-te fora.

E?

O que fizeste? O que fizeste?

Desculpa.

Desculpa!

J� vou!

Tudo bem, querida. Eu atendo.

Mas como?...

Ele j� devia saber antes de virmos para aqui.

Volta para casa.

Vem para junto de n�s.

Pai, tu conheces estas pessoas.

Telefona-lhes!

Tu consegues. Por favor!

Telefona-lhes, tu podes par�-los.

Interp�e uma provid�ncia, ou qualquer coisa...

Pai, tu consegues.

D�-me meia-hora, eu j� te ligo, est� bem?

Espera s� um pouco.

Pai...

� dif�cil e � tarde demais. N�o o consigo fazer.

Cristo, pai, �s um juiz.

Posso fazer barulho.

Mas quando me perguntarem se � verdade vou ter que dizer que sim.

Tu pr�prio o disseste.

Se eu pudesse dar a minha cara no lugar da tua...

sabes que f�-lo-ia.

Mas n�o podemos mentir.

N�o?

Porque n�o?

Tu mentes.

Todos n�s mentimos.

Nisto n�o podemos mentir.

Obrigada.

Killally: Clama inoc�ncia no esc�ndalo do fundo "�s cegas"

Ol�, Sra. Aylesbury.

Tome estes preparat�rios, eu volto j�.

...com o esc�ndalo que envolve Geoffrey Wharton e Marcus Aylesbury

da Rendell, Wharton e Blunt,

um dos mais prestigiados escrit�rios de advogacia da cidade.

As bomb�sticas revela��es de que Lord Killally

e os seus solicitadores usaram um fundo "�s cegas"

provocaram um coro de pedidos por um inqu�rito ao mais alto n�vel.

Killally usou a sua posi��o como Ministro do Urbanismo e Planeamento

para for�ar a aprova��o de uma controversa lei.

Quando foi anunciado a constru��o da auto-estrada,

a cota��o da Phoenix, uma sociedade imobili�ria pertencente a Lord Killally,

subiu 30%.

Geoffrey Wharton, s�cio-gerente do escrit�rio com o seu nome,

representa os interesses de Lord Killally desde 1994,

o ano em que Killally come�ou a fazer doa��es ao Partido Trabalhista.

O jornal que publicou as alega��es

afirma ter uma confiss�o gravada de um dos advogados envolvidos.

O seu pai, Edward Aylesbury, juiz do Supremo Tribunal,

viu serem publicadas fotos de uma pros- tituta saindo do seu apartamento em...

Marcus Aylesbury, que foi recentemente

tornado s�cio da firma, � o alegado ponto de contacto com Lord Killally.

Como s�cio, receberia milhares provenientes dos lucros...

Marcus Aylesbury e os colegas envolvidos enfrentam pesadas penas de pris�o.

- Onde est� ele? - Acabou de sair a correr.

Vamos.

N�o o fizeste, pois n�o?

N�o fiz.

Tentei ficar acordado com ela, mas...

Senti que ela n�o precisava de mim.

Pelo menos, nos instantes finais.

Fiquei com a Maria, tratei de tudo...

O lar � em...

O lar � em...

- Voc� tem filhos? - N�o.

Pensei em pedir a cust�dia, mas eu...

eu nunca a conseguiria.

Faz alguma ideia do que isso implicaria?

N�o voltarei a incomod�-lo.

Ningu�m precisa de saber que estive aqui.

O Chambers n�o chegou a voltar a p�r isto no s�tio.

O meu rochedo.

Quem era aquele rapaz?

Um jornalista.

Caro Sr. Griffin,

fui instru�do para criar um fundo de investimento

para Maria Garcia Ramirez de Arroyo.

Sir Edward Aylesbury deseja...

nome�-lo como gestor do fundo.

Sendo da sua concord�ncia, tenha a gentileza de marcar uma reuni�o

para quando mais lhe convier.

Com os melhores cumprimentos,

D. A. Freschman.

Meu querido...

Sabes o que acho que vou fazer?

O que achas que vais fazer?

Vou ler o "Guerra e Paz" outra vez.

E porque n�o?

Sim...

acho que vou.

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