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Todas as cenas de caverna desta produção foram filmadas...
nas cavernas de Carlsbad, Novo México.
Agradecemos a assistência do serviço de Parques Nacional...
do Departamento do Interior dos Estados Unidos...
cuja cooperação tornou possível a realização destas cenas.
TERRITÓRIO DO ARIZONA
Muito bem, Peguem-nos.
Eu não consigo acertar neles.
Dê-me a mão, chefe.
Vamos, depressa!
Anda, vamos embora!
E essa aqui mesmo? Você tem certeza?
- Tenho sim, é aqui mesmo. - Vamos.
Nada, ninguém!
Eles têm que estar aqui.
Em algum lugar.
Ei, pessoal!
- Vamos! - Ei, espere um pouco!
- O que? - Você não vai entrar aí?
- Por quê? - Eu não gosto de cavernas.
Os índios falam muito delas.
Eles não chegam nem perto.
Dizem que quem entra, não sai mais.
Nós vamos entrar.
Fique com ele.
É só um garoto.
Pode baixar as mãos, filho. Não precisa ter medo.
Qual é o seu nome?
Pete Carver.
Está assustado, não é?
Tudo vai sair bem.
Diga só onde está escondido o dinheiro.
- Onde está o dinheiro? - Eu não sei.
- Você está mentido. - Eu não estou mentindo.
Eu disse que está mentindo.
- Eu não estou mentindo. - Diga onde está o dinheiro.
- Eu não sei onde está o dinheiro. - Onde está o dinheiro?
Diga! Onde está?
Vamos, fale!
PRISÃO ESTADUAL DO KANSAS 15 ANOS DEPOIS
Um dois... Um, dois...
Nos últimos dez anos ele tentou fugir daqui três vezes.
Ele aprendeu a ser bruto.
Esperto e bruto.
Não sei se você é o homem indicado para lidar com ele.
Eu vou tentar.
A Wells Fargo sabe o que faz.
Mas Pete Carver também sabe.
Ele passou a metade da vida planejando recuperar aquela fortuna em ouro.
Eu vou apostar nele.
Ele tem algum dinheiro?
15 dólares em ouro.
Levou 15 anos para ganhá-los.
O que está acontecendo?
Pete Carver está lá dentro. O bandido da caverna.
Saiu da cadeia para pegar uma fortuna em ouro.
Como sabe que é ele?
- Eu o vi com meus olhos. - Já o tinha visto?
Não. Ele ficou na cadeia quinze anos.
O que essa gente veio fazer aqui senão para vê-lo?
Então Carver, faz quinze anos que estamos esperando você.
O mesmo.
Por minha conta.
Quanto tempo vai ficar por essas bandas?
Enquanto eu gostar dessas bandas.
Ah, vai gostar sim.
É uma cidade muito simpática.
Está cheia de oportunidades para investimentos.
Com licença.
Meu nome é Jones, C. E. Jones. Vestuário masculino.
Olha, porque não aparece na loja para eu lhe arranjar um terno?
O Sr. tem crédito em C. E. Jones.
Talvez eu faça isso.
Eu gostaria que aparecesse na loja para dar uma olhada no estoque.
Com um capital maior e um estoque um pouco melhor...
roupa masculina pode ser um negócio lucrativo nessa cidade.
Ouvi dizer que está interessado em metais preciosos, Sr. Carver.
Eu sou um explorador.
Nós poderíamos nos juntar e achar um jeito de colocar ouro...
na exploração de cobre e receber mais ouro em troca.
Ora não há mina de cobre aqui que Ben Cross não tenha ocupado,
você sabe disso, McNulty.
Sr. Carver, posso achar cobre onde Ben Cross ainda não achou.
É mesmo?
Então precisamos conversar.
Outra hora.
Adeus.
Rainha.
Ases.
Quanto eu estou devendo?
Ah, esqueça, você tem crédito.
Cidadezinha muito simpática.
Vou gostar daqui.
Muito simpática.
É melhor tomar dele enquanto ele ainda tem.
Vamos tomar da próxima vez.
Se ele ainda estiver aqui.
Porque será que ele ainda quer ficar em Bend?
Lugar mais perto da caverna.
Ela foi um depósito seguro durante 15 anos.
Três moedas de ouro e mais nada.
- Tem certeza? - Nada!
Espere.
Não precisa pressa.
Vou procurar um médico.
Não, eu mesmo procuro um médico.
Eu quero saber uma coisa.
Foi você que mandou esses caras me atacarem?
Não.
Até que ficou alegre por me encontrar vivo.
Se eles me matassem, estragaria seus planos.
O que sabe você dos meus planos?
Você é detetive da Wells Fargo.
Seguiu-me desde a prisão Estadual do Kansas até aqui.
E agora você não pode parar.
Encontrou o que veio procurar?
Ah, você nunca vai saber.
Nunca é uma palavra longa.
Mas eu tenho tempo.
Pretende ficar aqui?
É possível.
Onde todo mundo sabe quem você é?
Todo mundo sabe quem eu sou porque eu disse.
Por quê?
Já lhe custou uma surra.
Esse risco é meu.
E vai compensar.
Quanto levaram?
Não pagou o trabalho deles.
Deveriam saber que você não carrega tudo de uma vez.
Isso mesmo.
Bom, os médicos sempre esperam pelo seu dinheiro.
Quando você resolver dividi-lo, lembre-se,
essa cidade precisa de um hospital.
- Urgente. - Vou me lembrar disso.
Ficou muito bom, muito bom sim, ficou ótimo.
Eu tenho mercadorias novas chegando de Bisby.
Apareça para escolher alguma coisa.
Vou aparecer sim.
Bem, adeus.
Meu crédito vale tanto quanto ouro, Sr. Dobbs.
Tudo isso acredito, Sr. Carver.
E eles estão dobrando o preço para você.
Vá adiante e compre essa cidade, é a crédito.
Vai ter que mostrar o seu dinheiro mais cedo ao invés de mais tarde.
Vai me poupar tempo.
Enquanto eu estiver aqui, Sr. Dobbs
É claro que eu não vou mostrar o meu dinheiro.
Nenhum dos meus credores gostaria que eu desse para a Wells Fargo.
Sr. Carver?
Estávamos esperando que desse a honra durante sua estadia na cidade.
Não há muito que escolher, não é?
O Sr. não apareceu ontem a noite e...
como eu estava dizendo a Sra. Trent aqui, nós...
- Sra. Trent? - Sim.
Afinal ele apareceu, Sra. Trent.
Estou vendo.
Veio me procurar?
Sim.
Obrigada.
Você quer dinheiro?
Bem, eu pensei que pudesse tentar também.
Eu vi uma porção de ideias de como gastar meu dinheiro desde ontem.
Vamos ouvir a sua.
Bem, eu quero lhe propor um negócio.
Vim lhe pedir para investir no jornal.
- O seu? - De meu marido.
E porque o seu marido não veio me pedir?
Bem, meu marido... desapareceu faz um ano.
Desapareceu?
- Assim no ar? - Sim.
Eu tentei dirigir o jornal sozinha por um tempo...
- mas tive que parar. - Por quê?
Acho que meus credores acharam que uma mulher...
não pode dirigir um jornal e fecharam o meu crédito.
Pode ser que tenham razão.
Sra. Trent.
Porque quer ficar nessa cidade?
Acho que isso é óbvio.
E o que eu ganho com isso?
A possibilidade de ganhar dinheiro.
Bem...
Vamos dar uma olhada.
Agora?
Agora.
Bem, aqui está.
É isto aqui.
Não toquei em nada aqui dentro desde que tive que fechar.
E ali atrás o que é?
Ah, são meus aposentos.
Quanto tempo foram casados?
Seis meses.
Quero lhe mostrar os livros.
Depois que paguei todas as despesas...
Veja...
Veja aqui...
Estávamos começando a nos equilibrar...
E... pode melhorar muito este ano.
Papel, tinta, impressora...
Ainda não estão pagos.
Eu nem posso abrir as portas sem dinheiro.
Vamos fazer uma coisa.
Eu abro o jornal pra você.
Com meu crédito.
Crédito?
Olha, você não tem crédito.
Eu tenho.
Você veio me procurar com uma proposta arriscada...
mas você mesma não quer se arriscar, não é?
Bem... se vamos...
se vamos mesmo abrir um jornal, temos muito a fazer.
Ah, já fizemos muito por hoje.
- Vamos. - Aonde?
Tanto faz, mas vamos sair daqui.
Não, eu preciso começar a trabalhar.
Ah, naturalmente se você quiser me ajudar.
Eu? Ah, não, não.
Eu apenas coloco o dinheiro.
Eu quero que você veja esta parte.
- É linda. - Já percebi.
A vista.
Lá adiante a "Montanha do Rei".
Ora, a paisagem é a mesma.
Só que embelezaram os nomes.
Antes se chamava Morro do Carrasco.
- Antes se chamava? - É, Morro do Carrasco.
Ah, então você já conhecia isto, quando?
Antes.
Não sei de um monte de coisas a seu respeito.
Você cresceu aqui?
Bem, na época era só isso.
Sem cobre, sem cidade.
Mas naquela época aqui era pacífico, não era?
Pacífico? Nem tanto.
Os homens se agrediam pela terra e brigavam pela terra para viver.
Eles não brigavam pela chuva, eles rezavam por ela.
Uma vez ficou dois anos sem chuva.
Todos os pastos secaram.
Os carneiros morreram.
Ficou pacífico por uns tempos.
Sabe, eu não entendo.
Tendo passado por tudo isso e você ainda consegue se divertir.
Ora, um dia ótimo para isso.
Obrigada.
Por me convidar para o passeio.
Cooley!
Oi, Liz.
- Ele é seu amigo? - Um velho amigo.
E também ele foi impressor do Clarion.
Ah, então foi por isso que você preferiu vir por essa estrada.
Eu trouxe alguém para conhecê-lo.
Sei. Seu nome é Carver.
Você brincou muito aqui quanto era garoto antes...
do seu pai se mudar para terra de pasto melhor.
- Ele nunca encontrou, sabia? - Isso mesmo.
Ele virou bandido.
Faz quinze anos que ele morreu na caverna.
Me disseram que você voltou.
Eu não esperava ver você por que não tenho nada que lhe interesse.
- A crédito. - Aí que se engana.
Cooley, vou reabrir o Clarion.
Sem mim não vai não.
Olha, eu não tenho dinheiro, por isso vou dever a você por uns tempos.
Eu vivo de leite de cabra, tinta de impressão e álcool.
Você tem a cabra, ela tem a tinta e eu forneço o álcool.
Ficamos muito agradecidos.
Não vou fazer isso por você.
Liz, você está do jeito que deveria estar pela primeira vez este ano.
Eu acho que é ele.
Talvez seja por abrir o jornal.
Mas seja o que for, eu topo.
A gente se vê amanhã cedo.
Até logo, Cooley.
Até logo.
- Até logo, Liz. - Até logo.
Então, estamos quase prontos para rodar.
O primeiro número do novo Clarion.
Eu gostaria de esperar Pete antes de começar.
Espero o dia inteiro por esse primeiro número.
Ele ainda não está levando isso muito a sério, não é?
Pete Carver não leva nada a sério.
Por isso não comece a se iludir com ele.
Está ouvindo?
Sabe, eu tenho a impressão de que se alguma coisa começasse a interessá-lo...
Olhe aqui, pare de ter pressentimentos.
Você foi muito infeliz ultimamente.
Agora você está começando a se sentir bem de novo.
Vamos, não se arrisque, Liz.
Você não tem muita esperança nele, não é?
Ora, eu só não sei muito dele, nem você.
E tenho um palpite, nem ele tem.
Então...
Então?
Você está um pouco atrasado, não está?
Como entrou aqui?
Não foi por ali.
Não adianta, Dobbs, não está lá.
Não onde eu possa encontrar.
Você não está mesmo querendo que eu acredite nisso, não está?
Não, há quinze anos ninguém acreditou em mim também.
Talvez então não fosse muito convincente.
Talvez não.
O homem que caiu...
com uma bala no corpo daí de cima era meu pai.
Ele morreu lá em baixo.
Encontraram-no mas não encontraram o dinheiro.
E eu tenho uma cisma.
É uma coisa tola, mas...
eu acho que ele viveu bastante para cavar bem fundo e...
esconder o dinheiro dos homens que o mataram.
Você conta estórias bonitas, filho.
E tem mais ainda.
Alguém deve ter tido o mesmo palpite.
E chegou lá primeiro.
Alguém cavou bem fundo lá.
Mas não faz muito tempo.
Talvez encontrasse, talvez não.
Em todo caso, não está lá.
E eu estou cansado dessa caverna.
Não se importa se eu ficar mais uns tempos aqui?
Pode ser que você mude de ideia.
Se é a única coisa que quer fazer com seu tempo...
eu tenho coisa melhor para fazer com o meu.
O NOVO CLARION PRIMEIRA EDIÇÃO
O velho Clarion interrompeu sua publicação um ano atrás...
quando o seu editor, Ed Trent, desapareceu misteriosamente...
e os credores consideraram impossível que Elizabeth Trent continuasse.
O novo Clarion com a ajuda financeira do Sr. Pete Carver,
Continuará a servir a cidade de Cooper Bend.
Conseguiu?
Quanto lhe devo?
Na conta. Sr. Carver, depois eles cobram.
Ah, eu bati.
- Da próxima vez espere eu atender. - Eu tenho pouco tempo.
Eu queria lhe dar os parabéns pela nossa primeira edição.
Eu ouvi dizer que vendeu tudo.
Foi um dia cheio, onde esteve?
Ocupado.
Comprando um presentinho para comemorar a ocasião.
É muita gentileza sua.
Estou cada vez mais devendo a você.
Experimente.
Lindo.
Obrigada.
Boa noite, Pete.
Ah, isso não é jeito de dizer boa noite.
Aonde você está indo?
Já sei...
Está indo à caverna.
Se eu dissesse que não você não acreditaria.
Boa noite, Pete.
O que há? Meu crédito é bom como qualquer outro.
Se isso foi para me lembrar de que está esperando seu marido...
ouvi uma estória diferente, você andou vendo alguém...
nessa cidade, alguém rico.
Mas parece que não conseguiu dinheiro bastante para reabrir o jornal...
Então veio me procurar.
Vá embora.
Vamos terminar o que você começou.
Então quer saber onde está o dinheiro, não é?
Eu não sei quem é você, mas chegou bem na hora.
Sim, agora vem comigo.
O que é isso?
Você deveria saber.
Um grupo de presos cedidos pela prisão de Santa Fé.
Para tirar cobre para Ben Cross.
Isso mesmo.
Ele quer falar com você.
Ora, que prazer, Sr. Carver.
Esse encontro já está atrasado.
Ouvi falar muito ao seu respeito.
E eu ao seu também.
Você é o outro homem rico da cidade.
Obrigado, Garth.
Por favor, sente-se.
Mandei Garth a sua procura há muitas horas com um convite meu, Sr. Carver.
Ele deve tê-lo tirado de alguma coisa muito interessante.
Uma briga.
Teve muitas brigas?
Duas, desde que eu cheguei a cidade.
Bom, de quem você tem raiva?
Quem tem raiva de mim?
Eu fui agredido na primeira noite que cheguei aqui.
Hoje eu tive a oportunidade de empatar com eles.
Quem são eles?
O seu empregado Garth chegou a tempo de evitar que eu descobrisse.
E de evitar que eu fosse assassinado.
Alegro-me por isso.
Agora se estiver interessado porque mandei buscá-lo...
Aqui.
Aqui estão algumas das dívidas que fez desde que chegou a cidade.
Você está vivendo de crédito.
Isto é, vive as minhas custas.
É mesmo?
Sim, esse é o castigo de ter dinheiro, Sr. Carver.
Os que mantenho, isso inclui a maioria dos comerciantes daqui...
cedo ou tarde acabam vindo me pedir emprestado.
e recebem.
E estou levando quase toda cidade nas costas.
Mas recentemente o peso ficou um pouco maior...
e descobri que estava carregando o senhor.
Sabe de uma coisa...
descobri que a longo prazo vai me custar menos encontrar...
o seu dinheiro para que possa pagar as suas dividas...
e sair daqui.
Eu duvido que as minhas dívidas quebrem em suas costas...
ainda mais usando o trabalho dos prisioneiros na sua mina de cobre.
Ora, muita gente por aqui usa trabalho dos prisioneiros.
Creio que não entende a teoria e a prática da acumulação,
A soma é o total de duas partes.
Cada parte é igual a soma.
Liz Trent faz parte do total?
Sim, certamente é uma parte muito grande.
Mesmo a despeito do fato de ela pertencer a outro?
A quem ela pertence?
Ao marido que ela diz que sumiu.
Sumiu? Ele está morto.
Engraçado, é a primeira vez que ouço alguém dizer isso.
Liz sabe disso.
Ele foi embora Sem deixar sinal há onze meses.
Seguimos todas as pistas.
Acabaram em nada.
Ela sabe disso ou não teria prometido se casar comigo.
Porque ela veio me pedir dinheiro para reabrir o jornal?
Liz nunca foi uma mulher muito razoável.
Isso faz parte do seu encanto.
Ela quis esperar um pouco por conta das aparências...
e ficou inquieta enquanto esperava.
Ela veio me pedir o dinheiro e pensei a que houvesse convencido a desistir.
Sabe, quero me casar com Liz, não com um jornal.
Como detesta ser contrariada, foi procurá-lo.
Mas enfim quem vai casar com um jornal sou eu mesmo.
Ah, eu entendo.
Agora se não se importa...
Vamos aos negócios.
Seus negócios.
Que acredito estar em posição para acelerá-los.
Como?
Bom, acho que consigo afastar um Sr. Dobbs do seu caminho...
suficiente para permitir que você termine o que tem que terminar aqui...
e saia com segurança da cidade.
Se conseguir isso...
o que quer?
A questão não é essa, Sr. Carver... a questão é...
o que você quer?
Aqui?
O que acha disso?
Bem, vou avisá-lo.
Eu tenho que pensar em algumas coisas.
Está bem, pode pensar um dia ou dois.
Ei, que barulheira é essa? O bar está fechado hoje.
Pois abra.
Ah, Sr. Carver, está bem. Espere um pouco.
Eu trabalho o dia inteiro e tento descansar um pouco a noite.
Eu quero beber.
É deve estar precisando muito para acordar-me a essa hora da noite.
É, estou mesmo.
Sirva-se que eu vou voltar para cama.
Não consegui dormir, preocupada.
Você não conseguiu dormir preocupada com o dinheiro, não é?
Com você.
Pensei que tivesse ido para sempre.
Eu ia para sempre.
E nunca mais ia voltar.
Mas...
- Aqui estou eu. - Por quê?
Por quê?
Porque voltei a essa cidade nojenta?
Onde todo mundo cava e trapaceia por ouro?
Menos o homem que cava cobre.
Porque veio me pedir dinheiro, por quê?
Antes eu não viesse.
Eu conheci o seu homem rico hoje.
Ele é muito simpático.
Meu homem rico?
Estou devendo a todo mundo e todo mundo deve a ele.
Não vai demorar a tudo pertencer a você,
o que mais quer?
Eu não estou entendendo.
Não me entenda mal, eu só quero dar os meus parabéns...
pelo seu casamento, que vai ser logo.
Quando e onde as aparências permitirem.
Você não acredita em ninguém e em nada, não é?
Porque deveria?
Ele me pediu em casamento. Eu disse a ele que levaria...
muito tempo para poder chegar a pensar nisso.
Mas você lhe deu alguma esperança.
Acho que dei.
Ainda é a melhor oferta da praça, melhor aceitá-la.
O que está querendo me dizer?
Estou dizendo que não há nada mais para você desejar, querer ou jogar...
não há fortuna que eu possa colocar em suas mãos ambiciosas.
- Pete... - Tudo blefe, Liz.
Eu joguei em um palpite simples, mas eu perdi.
E eu não sou idiota como os outros.
Hoje eu fiz uma tentativa. A última tentativa.
Aceite Ben Cross.
Ele vai lhe cair como uma luva.
Deixe-me decidir o que eu quero.
Concordamos em jogar juntos no jornal.
Eu quero continuar.
Parece que vai ter que pagar a sua maneira.
Eu a levo em casa.
E lá estava o seu cavalo,
Voltou para a cidade no dia seguinte com a sela nele ainda,
É melhor ver isto.
Você conseguiu.
Acostuma depressa em uns dois dias.
De que direção veio o cavalo de Trent?
Apareceu na estrada do sul.
Quando levaram ele para Liz, ela quase desmaiou.
Mas não desmaiou.
Ali mesmo ela disse... que Ed não estava morto.
Que ia voltar.
Foi o jeito dela se enganar para continuar vivendo, talvez.
Mas funcionou.
E tudo ainda está esperando por ele.
Liz, a mesa dele. Do jeito que ele deixou.
Onde está a chave da mesa?
Por quê?
Ora, não se pode dirigir um jornal...
indefinidamente sem abrir a gaveta do editor.
Ou sem o editor.
O que é isso?
Foi o último editorial que Ed escreveu.
"A Avareza de uma Cidade".
Ele também procurava ouro?
Sim, ele era como todos os outros.
a caverna o fascinava e ele não podia se afastar dela.
- Você o procurou lá? - Sim.
- E? - Nada.
Parece que Bend tem um jornal fluorescente outra vez,
todo mundo trabalhando duro.
- Como vai, Carver? - Eu vou bem e você Cross?
Eu gostaria de falar com você, Liz.
A sós, se puder.
Certo. Com licença, Pete.
É claro.
Cooley?
Quanto tempo Trent procurou ouro?
Muito tempo para Liz. Ela não era o que se chama feliz.
Mesmo depois que Trent desapareceu.
Eles dois não eram felizes juntos.
Chegou a um ponto de ele passar mais tempo na caverna do que no escritório.
Acho que ela está contente que você mudou sua base de operações.
Liz, você está muitíssimo bem.
Ótimo ver você e o Clarion renascer outra vez.
Embora eu não prefira admitir isso.
Ora, por quê?
Bom, eu não tenho visto você muito ultimamente.
Bem, a verdade é que ando muito ocupada.
Tem certeza que é isso?
E o que mais seria?
A pergunta seria, quem mais?
Você deve estar apaixonada do homem na outra sala.
Estou só brincando, Liz.
Não poderia culpar você.
Como eu poderia se eu sei que isso lhe faz bem.
E parece que está ajudando você a esquecer as coisas que deveria.
Não estou esquecendo.
É só o trabalho árduo de dirigir um jornal que me faz bem.
Mas nada.
Bom, se você está mesmo acreditando nisso...
acho que o meu aviso vai parecer mais ou menos enciumado.
Aviso?
Pete Carver só vai ficar na cidade a tempo de pegar o seu dinheiro.
Mas nada.
Isso não é verdade. Porque ele mentiria?
Porque você não quer que seja.
Acho que ele conta uma estória diferente a cada pessoa.
Você nem pode usar isso contra ele já que só o Clarion é importante para você
Mas nada.
Posso lhe perdoar muita coisa por que ele me ajudar a reabrir o Clarion.
E com toda sua generosidade foi uma coisa que você nunca se ofereceu a fazer.
Tem razão.
Negligenciei isso para lhe oferecer tudo, Liz.
Se você tiver alguma decepção...
a menor que seja, fale comigo, por favor.
Adeus, Liz.
Pete.
Você não me deu a resposta com a ajuda sobre o Sr. Dobbs.
Eu vou pensar nisso.
- Quando? - Logo.
Eu falo com você.
Eu pego você do jeito que eu quiser porque eu sou bandido da caverna.
Ah, não pega, eu sou agente da Wells Fargo.
Eu sou maior forte que você.
Em quem você está apostando?
O cara da Wells Fargo parece que está levando vantagem.
Não sei não.
Vamos, garotos, chega.
É o bandido da caverna, foge, foge!
Parece que houve um empate. Isso é bom.
Estava procurando por você.
Então...
Ben Cross me fez uma proposta.
Para eu me livrar de você.
Pelo tempo de sair da cidade com...
o que ele acha que eu vim buscar aqui.
É uma proposta interessante.
Você está pensando nela, naturalmente?
Eu aceitei.
Mas é fascinante.
Como vai fazer isso?
Aguente mais um pouco e você vai descobrir.
Alguém quer falar com você, Garth.
Você sabe por quê ficou louco lá fora?
Porque sabe que o dia que deixar de ser útil...
a Cross ele vai meter uma bala nas suas costas.
Você vai viver muito mais se responder algumas perguntas.
Porque está trabalhando para o Cross?
Dinheiro, porque mais?
Agora podemos conversar.
Sobre dinheiro?
E você está pagando por quê?
Pela resposta a uma pergunta. Curta e fácil.
Porque você está me seguindo?
- Primeiro o dinheiro. - Responda primeiro.
Você não tem escolha, Garth.
E você não tem dinheiro nenhum.
O que está querendo dizer?
Bem... nada.
- O que você ia dizer? - Nada. Quero dizer...
Quero dizer, você nunca achou seu dinheiro por que...
Ed Trent esteve aqui primeiro.
Ed Trent?
Se você sabe disso, Cross sabe.
E porque Cross quer me ajudar a achar o ouro?
Sabendo que eu não o encontraria.
Por quê?
Para lhe dar a oportunidade de me matar na caverna...
como você matou Ed Trent há um ano atrás.
Eu não o matei!
Cross me mandou atrás de Trent sim,
quando percebeu que queria Liz.
E achei que ficava muito na caverna.
E por isso eu não o matei.
Esperei.
Ele tinha achado alguma coisa.
Estava cavando um buraco grande.
No mesmo lugar onde eles acharam os bandidos mortos há quinze anos.
Ele tinha uma corda amarrada em uma pedra e vinha subindo.
Eu sabia que ele achara o ouro.
Havia dois sacos pendurados em uma correia em volta do seu pescoço.
Quando ele foi chegando na pedra, me viu...
Cross deve ter me seguido,
porque nesse momento ele chegou por trás de uma pedra e atirou.
Trent não teve a menor chance.
Tivemos que dar a volta para chegar naquela pedra de baixo.
Mas quando chegamos lá...
Bem, não tinha nem sinal de Trent.
Muito menos dos sacos de ouro.
Nem de marcas de sangue.
Nada, nada.
No escuro ele deve ter pulado a pedra.
Mas eu nunca o encontrei.
Procurei... procurei por dias.
Se Cross tivesse esperado eu hoje estaria rico.
Mas ele só queria matar Ed Trent.
O dinheiro não significava nada.
Você vai ter uma oportunidade de esclarecer as coisas no tribunal...
quando testemunhar contra ele.
Testemunhar? Você está louco! Ele me mata primeiro!
Se não quiser vai ficar balançando mais alto que ele.
- E o que eu vou fazer. - Nada.
Nada mudou. Você ainda está trabalhando para Cross.
Diga a ele que me seguiu dentro da caverna e me perdeu de vista, é só isso.
Você vai se safar se ficar de bico fechado.
Agora vá embora.
Esse tal buraco que ele estava falando.
Você sabe onde é?
Nós dois já estivemos lá uma vez.
Vamos dar outra olhada.
Se Ed Trent estivesse lá em baixo eu o teria encontrado.
Talvez estivesse.
Você estava aqui quando eu saí.
Um homem estava parado aqui e levou um tiro.
Dez segundos depois, ele tinha sumido.
Ele tem que estar lá em baixo.
Não se pudesse correr.
O que quer dizer?
Tem mais uma saída aqui.
Onde?
Bem aqui.
Eu encontrei uma entrada aqui quando era garoto.
Eu achava que era a única entrada.
Levei muito tempo para descobrir a boca da caverna.
Veja aqui.
Ele passou por aqui sim.
Por aqui, Dobbs.
Não vai ser fácil.
Você foi esperto em não me avisar.
Estou procurando isso há doze anos.
Está aí.
E é todo seu.
Ora, o que está esperando?
Pode levantar?
O que vai fazer com o ouro?
Eu não posso carregar os dois.
Está seguro aqui, por enquanto.
É, por enquanto.
Obrigado.
Preciso lhe pedir desculpas.
Salvei sua vida matando o único homem que...
poderia condenar Cross na Corte de Justiça.
Pois você ainda me tem como testemunha da confissão.
Sim, tem razão.
O doutor não estava no consultório, procure-o.
Um lugar para ele deitar.
Um pequeno acidente.
Traga um pouco de água quente.
Você vai dizer a ela?
Então dê a notícia com cuidado.
O que aconteceu?
Onde aconteceu isso?
Na caverna.
Pete, o que aconteceu?
Nós descobrimos.
Liz, seu marido está morto.
Como ele morreu?
Como ele morreu?
Foi assassinado.
Quem?
Eu vou trazer o assassino para você.
Carver...
não se esqueça de que no tribunal será a sua palavra contra a dele.
A não ser por mim.
Serei sua testemunha com uma condição.
O dinheiro não lhe pertence.
Deixe-o onde está.
Você pensa que eu vou lá?
Não posso correr esse risco.
O ouro!
Onde você encontrou? Onde encontrou o ouro?
Foi isso que o matou.
É isso que você está procurando.
E é por isso que vai voltar.
Tudo foi mentira.
Você não ficou aqui por mim.
Ed tinha razão.
Ele disse que o ouro corrompe a todos.
Matou, e matará você também.
Está bem.
Vá e morra por ele já que é por ele que está vivendo.
Já que todos confiamos tanto uns nos outros...
eu vou ficar e trazer o seu assassino para você.
BEN CROSS ACUSADO DE ASSASSINATO.
Com licença, por favor.
Carver!
Carver!
Recebi seu convite impresso, Carver.
Eu estou aqui.
Quer ir adiante?
Vou te matar, Carver.
Agora ou quando eu virar as costas?
Pegue uma arma.
Cooley.
Isso não é arruaça de rua.
Há regras até para matar.
E tem que se conformar com elas.
Não se aprende o código de duelo na prisão.
Pois vou ensinar a você agora.
O doutor vai fazer a contagem.
Cada um de nós dá dez passos quando o doutor disser.
Vira-se e atira uma vez ao sinal dele.
Se nenhuma bala atingir o alvo, viramos novamente...
e atiramos ao sinal.
E continuamos assim até que um de nós acerte o outro.
A arma que não atirar por defeito dá direito de atirar de novo...
se ele ainda estive de pé.
Pete...
é uma armadilha, cuidado.
Você quer que eu fuja disso?
Eu não posso.
Está bem, doutor.
Costas com costas.
Comecem.
Um...
Dois...
Três...
Quatro...
Cinco...
Seis...
Sete...
Oito...
Nove...
Dez. Virem-se.
O grito atingiu o seu propósito, Liz.
Por favor não faça isso de novo.
Acabei, doutor.
Prontos cavalheiros?
Atirar!
Minha arma não disparou.
E eu ainda estou de pé.
Conforme as suas regras eu ainda tenho um tiro.
Espere!
Eu vou meter uma bala em você do mesmo...
jeito que você meteu uma em Ed Trent.
Você é juiz, júri e carrasco?
Exijo o direito de limpar o meu nome.
O duelo foi ideia sua.
Se eu for condenado por uma corte de justiça,
e serei, então eu deixo você me dar o tiro.
O que você pode perder?
Eu perco você.
Se daqui eu for para a cadeia ou não?
Não tem medo do veredito dos meus concidadãos.
Talvez você tenha.
Calma, vamos dar uma olhada nisso.
Já viu uma bala desse jeito na vida?
Que coisa.
Como a arma de onde veio. Isso é cobre.
Cobre puro.
Segure isso aqui.
É ruim?
Eu vou viver.
Claro. Ah, que dia.
Eu nunca pensei que fosse viver para ver.
Ben Cross sendo levado em custódia e sendo trancado na cadeia.
Onde está Dobbs?
Eu ajudei a levá-lo para o hotel.
Está trancado no quarto dele com aquela perna.
Disse que quer falar com você assim que...
Diga a ele para ficar lá. Falo com ele depois.
- Certo. - Assim, está bem.
Agora tome cuidado por uns dois dias.
Obrigado, doutor.
Ei, eu disse para tomar cuidado.
Ei, Pete!
Ei, Pete!
Volte para o jornal e fique de olho em Liz.
Mas Pete é que...
Vejo que você não perdeu tempo.
Nem você.
Ouça filho, por que não desiste disso?
Você já tem tudo que deseja,
uma garota, um jornal, conseguiu prender Cross.
Porque não volta?
Nós dois temos um negócio na caverna.
Meu braço, sua perna.
Juntando nós dois dá quase um homem inteiro.
Mas Cooley, onde ele foi?
Eu não sei, mas ele ia embora.
Ei sei, eu sei. Mas para onde?
Você continua perguntando isso e eu continuo respondendo que não sei.
Ora, você sabe e eu também, vou fazer alguma coisa...
- Espere um pouco, Liz. - Vou fazer sozinha!
Este momento não é nada fácil para nós dois, Carver.
Mas acho que é mais difícil para mim.
Não posso esquecer os quinze anos que passou investindo nesse monstro de metal,
contra os meus doze.
Esse monstro de metal pode me devolver...
algumas coisas que perdi durante quinze anos.
Não todas.
Mas algumas.
O mundo é grande e eu vi muito pouco dele.
Fugir não vai fazê-lo maior.
Não vou deixar você pegá-lo.
Não posso.
Eu tinha adivinhado isso há pouco tempo.
Quando eu estava lá em baixo...
eu procurei isso também.
Foi só o que eu vim buscar.
É só isso que eu desejo na caverna.
Essa bala que eu tirei de Trent.
combina com a que Cross colocou no meu braço hoje.
Esta bala e você vão acabar com Cross.
Negócio terminado.
Vamos sair daqui.
É melhor pegar essa saída.
É mais segura e mais curta que a boca da caverna.
Eu não quero que aconteça nada com você com esse peso.
Pete!
Espere aí, eu já vou.
Acho melhor sair daqui.
Pode ir sozinho?
Posso.
Tome cuidado.
Eu vou me cuidar. Daqui a Santa Fé.
Mas vou voltar para o julgamento de Cross.
Ela está esperando você.
Boa sorte.
Liz, porque está aqui?
Pete!
Espere aí!
Atrás dele.
Não demorou muito para comprar sua saída da cadeia.
Ainda estou na cadeia.
Nunca saí de lá. Só vocês sabem que eu saí.
Vou cuidar para que saibam.
Não, não vai Liz.
Não quando eu fizer você entender que...
estou lutando não só pela minha própria vida.
Mas por você.
Lutar? Quer dizer matar.
Espere, Liz.
Seu jornal me acusou sem nenhuma prova.
Você sabe qual é a prova do Carver?
Não.
Onde ela está?
Espere um pouco.
Cadê o ouro?
Me leve a Cross.
- Eu digo a ele. - Por quê?
Cross tem o que ele quer.
Você não pode comprar nada a ele.
Mas eu posso comprar de você.
Deixe-me ver primeiro.
Fique aqui e continue apontando para ele.
De certa forma é por sua causa.
Eu desejava que Carver pegasse o ouro e fosse embora de Bend.
Então porque não o deixou ir?
Depois do que ele me fez. Ele estava só ganhando tempo, Liz.
Ele tinha que me afastar para voltar e buscar o dinheiro.
O dinheiro era a única coisa que ele queria, Liz.
Me deve um tiro.
E eu vou cobrar isso agora.
Um momento, Cross.
Vamos terminar nosso assunto.
Você está bem?
Muito bem.
Bem, vou para Santa Fé.
Ficarão admirados em saber que o dinheiro da recompensa...
por ter achado a recompensa irá para o homem que o roubou.
Tudo acabado, vamos sair desse lugar para nunca mais voltar.
Não, nós vamos voltar.
E junto com todas as pessoas que vierem...
vamos achá-lo lindo.
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